Lux Woman - Nº 189 (Dezembro 2016)

carlascala

n. o 189 • dezembro 2016 • Cont.: €2,50

Angola: 600 AKZ • Worldwide: 7 USD

Lifestyle e informação para mulheres com atitude

MODA

A MAGIA

DOS BRILHOS

EM LOOKS

DE FESTA

Rita

Redshoes

UM SHOW

DE MULHER!

Antiginástica?

CONTAMOS-LHE TUDO

Lisboa alternativa

DO CHIADO AO INTENDENTE

BELEZA

UM BANQUETE DE AROMAS

BATONS MATE OS MAIS SEXY

Famílias on the road

PELO MUNDO COM OS FILHOS

Shopping

Natal

FOMOS ÀS

COMPRAS


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Lifestyle e informação para mulheres com atitude

n.º 189 • dezembro 2016

este mês

18 EDITORIAL

20 ESCREVA-NOS

22 TENDÊNCIA MODA

Pelo sim, pelo... sim, mantenha-se fiel à mais

quente e luxuosa tendência da estação fria

24 TENDÊNCIA BELEZA

Apresentamos-lhe ‘la vie en... rouge’

26 TENDÊNCIA LIFESTYLE

Aguardamos a mirra e o incenso, mas já temos o ouro

capa

28 RITA REDSHOES

Uma postura feminista, um roteiro pessoal, acordes

musicais, memórias de infância e ainda algumas

sombras de Berlim. Tudo isto também é ‘Her’

moda

38 CINDERELA Muita prata e sapatos de cristal

40 SOLDADINHO DE CHUMBO Entre na parada

42 RAINHA DAS NEVES Icy looks

para noites encantadas

beleza

44 BATONS Faça xeque ao mate

46 DEZEMBRO Uma seleção de imperdíveis

48 POPPY DELEVINGNE A ‘it girl’ do momento

atitude do mês

50 EXEMPLOS A SEGUIR

Porque a solidariedade e a responsabilidade social

devem ser atitudes de vida e não uma data no calendário

lazer 56 RITA PEREIRA Breves confissões da atriz,

desde a sua rotina diária à viagem de sonho

60 O QUE FAZER EM DEZEMBRO?

Contamos-lhe tudo aqui

66 INSTAGRAMMER

Apresentamos-lhe Wadson, o brasileiro

que se chama Lisboa e vive no Porto

68 SARA EUSTÁQUIO Ainda não ouviu falar

desta jovem cineasta? Então, prepare-se,

pois já está a dar que falar

pág. 24

beleza

VERMELHO

PORQUE É

GIRO E SEXY

pág. 28

Rita Redshoes

O ELOGIO DO FEMININO,

UMA VISÃO ESCLARECIDA

DO MUNDO E A CONSTANTE

BUSCA DE ALGO MAIS

pág. 26

lifestyle

OLHÁMOS PARA

O CÉU E ESTAVA...

DOURADO

n. o 189 • dezembro 2016 • Cont.: €2,50

Angola: 600 AKZ • Worldwide: 7 USD

MODA

A MAGIA

DOS BRILHOS

EM LOOKS

DE FESTA

Rita

Redshoes

UM SHOW

DE MULHER!

Antiginástica?

CONTAMOS-LHE TUDO

Lisboa alternativa

DO CHIADO AO INTENDENTE

capa

RITA REDSHOES

BELEZA

UM BANQUETE DE AROMAS

BATONS MATE OS MAIS SEXY

Famílias on the road

PELO MUNDO COM OS FILHOS

Shopping

Natal

FOMOS ÀS

COMPRAS

Blazer de algodão

com aplicações, Intropia,

Camisa de seda, Patrizia

Pepe, ambos na Ma&Ce

Calças de seda, Sandro,

no El Corte Inglés

Brincos de metal

e cristais, Swarovski

Botas de pele

com lurex, H&M

pág. 22

moda

COMBATE AO FRIO COM

A GRANDE TENDÊNCIA

DO MOMENTO


SUMÁRIO

para mulheres com atitude

moda

80 LOOKS DE FESTA

Propostas simplesmente brilhantes!

88 MENU TRENDY Visuais para

os inúmeros jantares da quadra festiva

94 FLASHMAT

Retratos inesquecíveis

de mais uma semana da moda

shopping de natal

70 PARA ELA

Luxo e sofisticação

92 PARA ELE

Espírito urbano e gadgets, claro!

136 PARA OS MAIS PEQUEN0S

Sonho, aventura e criatividade

beleza

98 PERFUMES Organizámos uma festa

para os sentidos. Contamos consigo

106 PEELING Uma pele perfeita,

sem ter de sair de casa? Sim, é possível!

sociedade

110 FAMÍLIAS ON THE ROAD

Os relatos, as aventuras e os roteiros

de quatro famílias com crianças

que passaram meses a viajar pelo mundo

116 COMUNICAÇÃO NÃO VERBAL

O que dizemos mesmo quando nada dizemos

120 ANTIGINÁSTICA

Uma forma alternativa de olhar e trabalhar o corpo

viver

124 NOITE DE ESTRELAS EM VERONA

Bocelli cantou, atletas olímpicos patinaram

e muitas estrelas assistiram a uma noite sem igual

126 HELENA SACADURA CABRAL

Uma vida passada em revista

130 ALMA JODOROWSKY O universo artístico

e muito cool de uma das atrizes do momento

132 NOVIDADES Vai querer ficar por dentro

138 CONTO CONSIGO

Histórias da nossa banalidade

por Marina Rocha Ribeiro

140 VIAGEM Um roteiro alternativo com o qual fomos

para fora cá dentro, mesmo ao coração de Lisboa

146 DECORAÇÃO Uma casa com muita alma

e alguns vitrais, onde em tempos morou uma igreja

152 RECRIAR

154 CULINÁRIA

O sofisticado elogio da cozinha tradicional

com a assinatura da chef Justa Nobre

156 ONDE COMPRAR

158 HORÓSCOPO

160 ÚLTIMAS

Não perca ainda estas novidades

162 10 ESSENCIAIS

Oceana Basílio

pág. 80

festas

LOOKS TRENDY

PARA BRILHAR

À NOITE E NÃO SÓ

pág. 98

perfumes

SENSUAL E

OPULENTO

BANQUETE DE

AROMAS

pág. 70

shopping

de natal

A NOSSA SELEÇÃO


DEIXE QUE O DESEJO DEFINA O CAMINHO

O NOVO PERFUME PARA MULHER


EDITORIAL 18

dezembro

O FANTASMA

do Natal

passado

“Tão depressa é verão como é Natal outra vez”, caturramos em

conversas de meia-circunstância, aquelas que já pretendem ter

alguma profundidade e que são levemente mais consistentes do

que as que dissertam sobre o tempo, “isto já não há estações do

ano”, ou “a chatice que agora é não se poder comer de nada”. Mas,

afinal, qual é o problema de ser Natal outra vez? Estarmos mais

velhas, sem dúvida. Termos de pensar em presentes mais originais

do que o pijama felpudo ou a manta polar, certamente. (A

próxima pessoa que me oferecer uma manta polar corre risco de

vida). A forte possibilidade de irmos ficar três horas “entaladas”

na fila (deixou de ser bonito dizer bicha), para sair com o carro

das Amoreiras, porque a cancela avariou de tanto movimento?

Não. É chato por causa do fantasma do Natal passado. O de Charles

Dickens, claro. O espírito dos natais passados, que leva o avarento

Scrooge de volta ao tempo em que ainda amava o Natal.

Triste com as lembranças, o execrável velhote enfia o chapéu na

cabeça do espírito, afastando-o da luz, o que faz com que este

desapareça, levando Scrooge de volta ao seu quarto. Está à porta

a época mais emocional do ano. Por muito que tentemos abstrair-

-nos, não conseguimos evitar fazer comparações. Não fomos já

muito mais felizes em outros natais? Pelo menos esses parecem

tão doces, envoltos na penumbra da memória, pródiga em apagar

o mau e realçar o bom. Que saudades! Podíamos pôr base às carradas

que não nos marcava as rugas, o nosso marido tinha uma

farta cabeleira, os nossos filhos pequenos eram verdadeiros meninos-jesus.

Ou a parafernália de sacos e crianças ao colo que

tínhamos de carregar, de um lado para o outro, deixava-nos mais

cansadas do que Nossa Senhora ao chegar a Belém, vinda de Nazaré,

de burro? Olhamos para as fotografias de então, apenas para

confirmar que estávamos mais gordas do que a ovelha do presépio

e que usávamos camisas com padrão Burberry. Ainda assim, por

muito felizes que sejamos agora,

o Natal senta sempre ao nosso

lado uma sombra, a sombra de

alguém ou de alguma coisa... É

o doce amargo das lembranças.

Esses “livros escondidos no pó.”

Fato de crepe de algodão, American Vintage, e t-shirt de algodão, The Hip Tee,

ambos na Nude Fashion Store; Brincos de metal, H&M; Anel de metal e cristais,

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Ana Viegas

Ricardo Palma Veiga

Ana Cáceres Monteiro, diretora

anacaceres@masemba.com

Rita Redshoes a ser maquilhada por

Cristina Gomes e penteada por Sandra

Ferreira, durante a produção de capa

desta edição, a qual foi fotografada

por Pedro Ferreira


Visual não contractual. © Sephora 2016

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Limitado ao stock disponivel.

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ESCREVA-NOS 20

a sua opinião conta

Envie-nos as suas sugestões

e pode ver as suas ideias nas páginas da revista.

por e-mail leitora@luxwoman.masemba.com

por correio Rua da Fraternidade Operária, 6,

2794-024 Carnaxide

VENCEDORA

“Adoro a LuxWOMAN, cujos conteúdos estão

lindamente dispostos, de tal maneira que se

encaixam, na perfeição, na nossa própria

maneira de ser e até na nossa vida, que se

pretende: descontraída (‘Diana Chaves

– Descomplicar para ser feliz’);

divertida (‘A correr e a sonhar’);

empreendedora (‘Mulher em

quem acreditamos’); e sempre

na moda (‘Moda Fashion

Week’). Adoro lê-la e folheá-la.

Obrigada LuxWOMAN.”

Lucinda Maria Faustino

Ribeiro, Alvor

por facebook

Vencedora: Lucinda Maria

Faustino Ribeiro, Alvor

A vencedora recebe um kit da linha

Milk Shake com: champô Daily +

condicionador em espuma Whipped

Cream + escova Tangle Teezer Free,

com o valor total de €37,60,

da Z.One Concept

DIRETORA

Ana Cáceres Monteiro anacaceres@masemba.com

EDITORA Marina Ribeiro

marinaribeiro@lux.masemba.com

EDITORA DE BELEZA Anett Bohme

anettbohme@luxwoman.masemba.com

EDITORA DE MODA Sandra Dias

sandradias@luxwoman.masemba.com

REDAÇÃO Ana Almeida Pires anapaulapires@masemba.com

Leonor Antolin Teixeira leonorteixeira@masemba.com

Marta Braga martabraga@masemba.com

Natália Ribeiro nataliaribeiro@lux.masemba.com

COPY DESK Luís Rosa-Mendes luisrosamendes@masemba.com

ONLINE Carolina Almeida carolinaalmeida@masemba.com

online@luxwoman.masemba.com

COORDENAÇÃO DE FOTOGRAFIA/ARQUIVO

Edite Costa editecosta@masemba.com

ARTE Pedro Leitão

DESIGNERS Rita Simões, Susana Ribeiro

PROJETO GRÁFICO Amaya Rodriguez

COLABORADORES

TEXTO Miguel Somsen

PRODUÇÃO Joana Pires

FOTOGRAFIA

Pedro Ferreira, Ricardo Palma Veiga

AGÊNCIAS Getty Images, Reuters, Pixabay.com,

View Fashion Book

Rua da Fraternidade Operária, 6, 2794-024 Carnaxide

Tel. 215 918 151 redacao@luxwoman.masemba.com

DIRETOR DE PRODUÇÃO

Ramiro Agapito ramiroagapito@masemba.com

ASSISTENTE Inês Pereira

DIGITALIZAÇÃO E TRATAMENTO DE IMAGEM

Diogo Sargento, Frederico Queirós e Pedro Figueiredo

DIRETOR DE CIRCULAÇÃO

Bruno Ventura brunoventura@masemba.com

ASSINATURAS

COORDENADOR Mário Vidal mariovidal@masemba.com

assinaturas@masemba.com Tel. 215 918 088

DIREÇÃO COMERCIAL E PUBLICIDADE

DIRETORA COMERCIAL Maria João Peixe Dias

mariadias@masemba.com Tel. 215 918 137

COORDENADORA Conceição Martinho

conceicaomartinho@masemba.com Tel. 215 918 143

GESTORA DE MATERIAIS Susana Morais

susanamorais@luxwoman.masemba.com Tel. 215 918 144

COORDENADORA DELEGAÇÃO NORTE

Maria João D’Eça mariaeca@masemba.com Tel. 223 203 149

Rua Tenente Valadim, 181, 4100-479 Porto Fax: 226 057 503

ASSISTENTE COMERCIAL

Carla Ramalho carlaramalho@masemba.com Tel. 215 918 141

DIREÇÃO DE MARKETING E EVENTOS

DIRETORA Dina Nascimento dinanascimento@masemba.com

GESTORA DE PRODUTO Cláudia Lima claudialima@masemba.com

ASSISTENTE Dulce Almeida dulcealmeida@masemba.com

“Está linda, a Cuca

Roseta!”

Joelma Pereira

no instagram TOP 3

“Adoro este Facebook e o

site, onde sempre participo

nos passatempos”

Ana Pinho

DIREÇÃO FINANCEIRA

DIRETORA Ana Ruivo anaruivo@masemba.com

CONTROLLER Xandinha Jardim xandinhajardim@lux.masemba.com

DIREÇÃO-GERAL Nuno Santiago

PROPRIETÁRIO E EDITOR MASEMBA, LDA.

Rua da Fraternidade Operária, 4

2794-024 Carnaxide Tel. +351 215 918 151

NIF: 510 647 421 CRC Cascais

siga-nos

LUXWOMAN.PT

DETENTORES DE 5% OU MAIS DO CAPITAL DA EMPRESA

Erigo VII: Fundo de Capital de Risco: 51%;

Até ao Fim do Mundo, Lda: 25%;

Tito Z. de Mendonça: 16%;

Sérgio Valentim Neto: 7%.

IMPRESSÃO Lidergraf – Rua do Galhano, 15

4480-089 Vila do Conde, Portugal

DISTRIBUIÇÃO Urbanos Press

LINHA DE APOIO AO PONTO DE VENDA Tel. 707 200 229

assistencia.press@urbanos.com

Tiragem: 70.000 exemplares

Depósito legal: 161 984/01 Registo ERC: 123817


TENDÊNCIAS 22

moda

Lanvin

Pulseira de metal com cristais,

Michael Kors, €79

Casaco de pelo,

Zara, €299

Tod’s

Body de seda

e elastano, Nizza,

na Maison Flair, €87

Coolness

O pelo, neste inverno, no,

ganha uma atitude mais

descontraída. Colorido

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texturas, tudo é válido!

Por Sandra Dias

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de pele,

Fossil,

€139

Colete de vison, Yves Salomon,

na Fashion Clinic, €8000

Minissaia

i i

de pele

sintética,

Primark,

€16

Saia de lã

fria, Nizza,

na Maison

Flair, €120

Camisola de gola alta

de acrílico, Bershka, €22

Casaco de pelo,

Pedro del Hierro, €1200

Mules de pele

e pelo, Gucci,

€850

Carteira

de pele

com alça

de pelo,

Max

Mara,

€819 e

€539

Fotografias ViewFashion Book

Assistida por Sofia Coutinho


TENDÊNCIAS 24

beleza

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e pintados num tom

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da L’Oréal Paris. €13,90

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da linha Sérum

Vegetal, da

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mais liso e a tez

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O kit The Sensational Mini

Brush Set, da Sephora, traz

quatro pincéis para a tez,

os olhos e os lábios. €15,95

RED HOT

Prabal Gurung

Graças ao poder

antioxidante das maçãs

Red Love, o cuidado

– sem passar por água –

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cuida do cabelo pintado, ou

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a cor e reforçando a fibra

capilar. Deixa o cabelo

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Chanel

Por Anett Bohme

Para complementar

a ação das ampolas

antiqueda Aminexil

Clinical 5, a Vichy

criou o Shampooing

Complément Anti-

-chute, um champô

que reforça e

revitaliza o cabelo.

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Hidrate a pele do corpo

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da Eucerin, formulada com

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parabenos, nem perfume.

Em farmácias, 400 ml, €14

Assistida por Sofia Coutinho

Fotografias View Fashion Book

Para celebrar os 60 anos da Clarins, o seu diretor,

Olivier Courtin-Clarins, escreveu o livro ‘Doutor, Eu

Quero Ser a Mais Bela de Todas!’. São 127 páginas

repletas de dicas práticas, com ilustrações, que

esclarecem as muitas dúvidas que as mulheres têm

em relação à sua beleza, dos pés à cabeça. Fnac, €14

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groselha preta e frutos vermelhos, com

as ultrafemininas de violeta e flor de

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TENDÊNCIAS 26

lifestyle

It’s gold outside

Um trompete que dá luz, um povo miniatura, estrelas

aos seus pés... E muitas outras propostas com ‘quilates’

de graça

Por Marina Ribeiro

Candeeiro

de parede

Sound 2, da

Cappellini,

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trompete,

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consulta

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Ténis Saint

Laurent,

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€445

Vasos de latão,

La Redoute:

pequeno, €22,99,

e grande, €59,99

Smartphone

Alcatel Shine Lite,

€199,99

Sofá Summer, da Mambo, preço indicativo, a partir de €2502

Almofada,

Bloomingville,

Arboretto, €59

Óculos de sol,

Emporio Armani,

€160

Cadeira Bertoia

Diamond (edição

especial), da Knoll,

QuartoSala, €1144

Computador

portátil Acer

Spin 3, a partir

de €599

Centro de mesa Middle, da Nevoa,

Glamour’arte, €208


CAPA

Camisola de lã,

PierAntonioGaspari,

na Nude Fashion Store

Anéis de metal,

Cheap Monday

28 luxwoman / DEZEMBRO


Rita Redshoes

NO FEMININO

Acaba de lançar o seu quarto álbum de originais.

Chamou-lhe ‘Her’ porque, mais do que um disco, é uma

homenagem a todas as mulheres. Feminista assumida,

adorava ser fotógrafa de Natureza, está menos

exigente consigo própria e continua a corar com

alguma facilidade. Senhoras e senhores: Rita Redshoes!

Por Marta Braga Produção Joana Pires Fotografia Pedro Ferreira

oltaria atrás no tempo se pudesse?

Gostava que as minhas férias de verão

voltassem a ser como eram, quando era

criança: dos meus dez, 11 anos até aos

14. Eram três meses de férias, sem preocupações.

A única coisa que fazia era pôr

uns calções e uns chinelos e sair de bicicleta,

ir dar uma volta e aparecer não sei quantas horas

depois. Não há liberdade melhor! Tenho algumas

saudades, mas não sinto aquela coisa “ahhh dantes

é que era”. Aliás, acho que estou muito melhor com

a vida agora do que estava no passado.

O problema é desligarmo-nos do peso que a responsabilidade

nos traz…

Consigo desligar-me momentaneamente, quando

estou com crianças, como o meu sobrinho, por exemplo.

Aí, deixo de existir e só quero é vê-lo a sorrir, ou

quando estou em contacto com animais, em que me

desligo um pouco da realidade.

É o seu primeiro e único sobrinho?

É, sou uma tia babadíssima, adoro-o.

Como é que ele encara o seu trabalho?

Houve uma altura, no inverno passado, em que ele

foi ver um dos meus espetáculos para crianças, onde

musicava o filme ‘Balão Vermelho’, foi no cinema S.

Jorge [em Lisboa], uma sala com alguma dimensão.

No fim, estava com as outras crianças e ele estava um

bocadinho naquela “deixem a minha tia, que ela é só

minha” (risos). A partir desse momento, começou a

ter uma fixação por concertos e a fazer imensos espetáculos

para a família.

Mas pede-lhe para cantar?

Não muito, mas se faço alguma colaboração com o

meu irmão [Bruno Pereira, que também dá pelo

nome artístico de Senhor Vulcão] e estamos a ensaiar,

ele fica muito atento.

Este disco ‘Her’, o que é que pode dizer sobre ele?

É um disco muito feminino, feminista e sobre mulheres.

Acho que tem muito a ver com este momento

da minha vida, de ser ou não ser mãe, da fase em que

estou. Quando comecei a escrever as canções para o

disco não tinha nada disto presente, mas a verdade

é que foi tudo andando nesta direção. De repente,

quando me apercebi, todas as histórias eram sobre

mulheres. Percebi: “Ok, o disco vai ser sobre isto.” É

um trabalho que, de alguma forma, é inspirado por

mulheres diferentes: amigas minhas, histórias que li

que foram parar às canções, e em mim própria. Sempre

numa perspetiva de pôr em evidência, simultaneamente,

a fragilidade da mulher e a sua força.

Perceber como é que o mundo lida com isso, como é

que lidou ao longo do tempo e a evolução do nosso

papel, enquanto mulheres. Eu sou feminista assumida,

mas não sou anti-homens. Na minha perspetiva,

tem tudo a ver com a ideia de castração que existe

relativamente à mulher, mas também no que respeita

ao homem, uma vez que se estabeleceram papéis e

funções para uns e outros, que não fazem sentido.

Muitas vezes, homens e mulheres são engavetados,

o que nos deixa muito distantes de nós próprios, de

quem somos realmente. Isso é muito frustrante e

muito castrador. Há uma das canções, quase no fim

do disco, que se chama ‘Seehorse’, que surgiu de uma

história pessoal. Há uns anos, a minha professora de

Inglês era muito engraçada e trouxe-me um artigo

da National Geographic sobre cavalos-marinhos,

onde fiquei a saber que são eles que engravidam e

não as fêmeas. Ou melhor, a fêmea gera ovos, que

deposita na bolsa deles e são eles que andam com os

ovos até as crias nascerem. Acho que são o único animal

com essa capacidade e isso acaba por ter a ver

com essa coisa que está a mudar no mundo, que se

prende com a capacidade de as mulheres serem mães

sem terem de ter, necessariamente, um homem ao

DEZEMBRO / luxwoman 29


CAPA

'Her', que acaba de ser

lançado no mercado,

é o quarto álbum

de originais de

Rita Redshoes.

Esta é uma homenagem

que a cantora presta

a todas as mulheres.

Universal, €14,20

lado. Todas estas questões são muito importantes para a humanidade

e é essencial saber como é que nós, mulheres, lidamos

com isso, o que é que queremos. Basicamente, este é

um disco que nos convida a pensar nestas coisas todas.

Acaba por ter, também, um bocadinho de si em cada uma

destas mulheres que são aqui representadas…

Sem dúvida. Sou completamente apaixonada por mulheres

e por aquilo que representam, pelo símbolo feminino. Adoro

ser mulher e isso é um fator que também esteve sempre presente

nas mulheres da minha família.

Nunca negaram a sua condição feminina?

Nunca, embora vivessem em gerações diferentes. As minhas

avós e a minha mãe, é óbvio, estavam submetidas a uma forma

de estar própria dessa geração e elas respeitaram isso, só

que, ao mesmo tempo, eram muito críticas em relação ao que

se vivia na altura. O casamento dos meus avós, se calhar não

era perfeito, mas dantes, enfim, as pessoas ficavam ali. A minha

avó era superexigente, era uma mulher com um feitio

muito marcado. Para ela, não havia cá homens que mandassem

em mulheres. Ela dizia-me muitas vezes: “Tu, filha, cases

ou não cases, tens de ser independente e ter a tua vida, para

poderes escolher aquilo que queres.” As minhas bisavós eram

personagens fortíssimas e o meu avô contou-me, há pouco

tempo, uma história deliciosa. A irmã dele engravidou antes

de se casar e aquilo, numa aldeia, perto da Covilhã, naquela

época, foi a loucura total. A minha bisavó, que não era de

modas, uma vez ia a passar na rua e ouviu as vizinhas a criticarem.

Ela pegou na primeira coisa que encontrou à mão e

bateu-lhes! (risos). Foi uma confusão e, perante isto, ou ela

ia presa ou pagava uma fiança. Decidiu ir presa e com o dinheiro

da fiança disse ao meu bisavô para comprar um cordão

de ouro, que depois, um dia, seria dividido pelos filhos todos.

Achei maravilhoso, é uma história incrível!

A Rita tem uma relação ótima com o seu avô, não tem?

Sim. O meu avô fez 89 anos, o que é um privilégio, e é uma

pessoa, sempre foi, com um feitio muito vincado. Tem um

sentido de liberdade muito grande. É um verdadeiro contador

de histórias, é uma das pessoas com o humor mais genial que

alguma vez conheci. Tenho um carinho muito grande por ele

e, à medida que vou crescendo, vou tendo cada vez mais noção

de que é um privilégio: aos 35 anos ainda ter um avô…

Dou muito valor a isso, claro que sim, sobretudo porque ele

é o único contacto que tenho com algum passado da minha

família. É o único que conta essas histórias e que traz o universo

dessa família, que não conheci, aos nossos dias. Isso é

muito bonito, isso é vida. Quando estou com ele, estou sempre

a puxar por ele para que me conte mais coisas. Na verdade,

à medida que fui crescendo, foi-me contando histórias com

outro encanto, como da vida dele de solteiro. Tenho muitas

gravações onde ele me conta essas histórias.

Grava essas histórias?

Sim, e escrevo porque acho fabuloso. Não são apenas experiências

da família, mas relatos que têm a ver com a história

de Portugal e isso é maravilhoso!

Voltando ao disco, porque escolheu Victor Van Vugt para

produtor e não outro qualquer?

Conheço-o desde a minha adolescência, produziu discos que

me marcaram muito e marcaram definitivamente o meu caminho

musical, quando comecei a compor. Trabalhou com

o Nick Cave, com a PJ Harvey, com o Mick Harvey. Só com

estes três nomes já dá para perceber o seu trabalho. Os discos

que produziu tinham aquilo que eu procurava: um ambiente

e uma roupagem das músicas clássicas, mas, ao mesmo tempo,

com uma vertente contemporânea. Musicalmente, as

referências que lhe mandei não são de agora, são antigas,

sobretudo dos anos ‘50 e ‘60, fizemos o contacto e, passados

dois dias, ele disse-me logo que queria avançar. E desde o

início que tivemos uma comunicação supersimples, aberta.

Foi uma das coisas de que mais gostei e, com isto, não estou

a dizer que não fui respeitada pelas pessoas com quem trabalhei

antes, mas acho que ele tem a perfeita noção das diferenças

entre o que pode ser uma mulher ou um homem a

compor. É uma pessoa superatenta a essas coisas. Senti-me

altamente respeitada, estava sempre a dizer-me: “Estamos a

ir no caminho certo? É isto, não é isto? Quero respeitar ao

máximo aquilo que tu queres.” Vindo de uma pessoa com um

currículo daqueles, é algo absolutamente fabuloso.

Num dos webisódios que fizeram sobre as gravações, o Victor

diz que a Rita é uma pessoa muito open mind, e que foi muito

fácil trabalhar consigo...

Respeitava ao máximo o que ele me propunha. Na verdade,

não tivemos choques, dúvidas ou divergências. Olhávamos

um para o outro e sabíamos qual o caminho a seguir. Não

aconteceu aquilo que muita gente costuma dizer que, por

vezes, acontece com os produtores: guerra de espaços, tensão,

caminhos a seguir... Também tem a ver com a minha postura

em relação às coisas, confio nas pessoas, portanto, dou-lhes

liberdade para me levarem para sítios onde não iria sozinha.

É maravilhoso, porque se cresce imenso, mas amparado.

Gravou este disco em Berlim. Quanto tempo é que lá esteve?

Ao todo, com algumas interrupções para vir cá, foi quase um

mês e meio.

Deu para conhecer Berlim ou nem por isso?

Deu para perceber o feeling da cidade, mas foi um trabalho

muito centrado em estúdio, com os músicos em processos

diferentes. Estive lá bastantes vezes sozinha e uma pessoa

sozinha numa cidade, a trabalhar, com algumas dúvidas,

ansiedades... É muita coisa nova para gerir. Depois, Berlim

é uma cidade muito intensa, tem um lado pesado, outro mais

leve, mas está ali todo o peso da história. É uma cidade muito

efervescente. Senti-me sozinha algumas vezes, devo confessar,

mas nunca foi uma coisa terrível. O pior período foi quando

adoeci, quando as defesas estavam em baixo…

Estava a precisar de mimo?

Sim, e vim para cá. Porque, de facto, o clima, a luz, são coisas

que durante uma semana as pessoas não notam, mas quando

se está semanas num sítio, percebe-se que Lisboa é única.

Adoro viajar e conhecer sítios diferentes, mas Portugal é, de

facto, um paraíso. E Lisboa tem uma luz e um clima que não

há noutro sítio. Às tantas, sentia-me quase a fazer propaganda

30 luxwoman / DEZEMBRO


“Aconteça o que

acontecer, tenho de

estar grata por aquilo

que já vivi. Às vezes,

esquecemo-nos de

quão boa é a nossa vida”

Camisa de algodão, Mango

Calças de ganga com aplicações

de metal, Sandro, no El Corte Inglés

Brincos de metal com cristais,

Hultquist, na Ma&Ce

Anéis de metal, Cheap Monday

Sapatos de pele com purpurinas,

Twin-Set

DEZEMBRO / luxwoman 31


CAPA

VEJA O VÍDEO

DO MAKING OF

e estava sempre a dizer-lhes que da próxima vez gravávamos

em Portugal. Aliás, o Victor, há uns anos, vinha passar férias

a Tavira, tem uma ligação ao país muito engraçada.

Na verdade, em Berlim ressenti-me da luz. Aquele tempo é

um bocado esquizofrénico, faz frio de manhã, à tarde está um

calor que a pessoa tem de usar manga curta. E é muita informação.

É uma cidade diferente. Só o facto de estar a gravar

um disco já é um desgaste, num país diferente, ainda mais.

Chegava à noite, e só queria descansar…

Comer uma sopa…

Sim, exatamente (risos)! E para encontrar uma sopa ou uma

simples salada? Comi tanto tailandês que nem sei. Foi ridículo.

Quando cheguei cá, depois de estar doente, além da

sopa só me apetecia salada de tomate.

Sei que fez uma listagem de músicas que enviou ao Victor…

A primeira vez falámos por Skype, expliquei-lhe o que é que

via para o disco. Mas rapidamente percebemos que explicar

música por palavras não era fácil e que seria mais útil mandar-lhe

uma lista de canções que me inspiravam. A partir daí,

foi um acertar de agulhas instantâneo e caminhámos sempre

no mesmo sentido. Ele ouviu a lista e, passados uns dias, disse-me:

“Ó Rita, acho que o disco tem de ter cordas do princípio

ao fim.” E eu pensei: perfeito!

É o seu primeiro disco com cordas do início ao fim...

Do início ao fim, sim.

E também tem mais instrumentos do que os outros…

Sim. Os processos foram mesmo muito diferentes. Foi o Victor

quem escolheu os músicos. Conheci-os no primeiro dia,

são músicos norte-americanos com currículos inacreditáveis.

O Victor, aí, desafiou-me – lá está, foi um caminho que sozinha

não seguiria –, dizendo-me: “Gostava imenso que quando

eles fossem gravar os baixos e as baterias, tu estivesses a tocar

e a cantar ao mesmo tempo.” Obrigou-me a ter uma proximidade

às canções diferente, porque uma coisa é ensaiar para

tocar ao vivo, outra é tocar para gravar. Foi muito interessante,

captou um feeling diferente. Se estivessem só a ouvir a maquete

já gravada, não teriam ido por ali, porque não tinha

soado da mesma maneira. Estava com um teclado ou guitarra

e ia cantando as músicas e eles estavam numas casinhas ao

lado, víamo-nos todos. É completamente diferente.

É quase como se a melodia não estivesse terminada...

Precisamente! Foram momentos muito especiais.

Tem uma série de convidados neste disco (Knox Chandler,

Earl Harvin, Greg Cohen), porquê estes artistas?

Foi o Victor que os sugeriu. Estas pessoas estão a viver em

Berlim, mas também porque os seus currículos faziam todo

o sentido. O Victor também não tinha trabalhado com eles

diretamente, a não ser com Knox Chandler, que foi o guitarrista

e quem fez o arranjo de cordas. Eram pessoas com um

universo que se encaixava neste trabalho e foi um processo

muito engraçado. Quando o Victor me sugeriu os nomes fui

investigar e pensei: “Isto pode não correr bem, mas que faz

sentido, faz.” Antes de os conhecer, estava à espera de uma

coisa muito profissional e pouco pessoal e não foi nada disso

que encontrei. São pessoas altamente profissionais, sempre,

mas vestiram a camisola e o resultado foram momentos superintensos

e bonitos. Antes de irmos gravar, o Victor punha

duas ou três vezes a minha maquete, com a minha voz e o

piano, e a eles, com as letras à frente, ia-se-lhes explicando:

esta música é sobre isto, fala sobre aquilo, e agora vamos entrar

todos com a mesma energia. Poderiam ter sido outros

músicos, mas ele soube muito bem juntar as peças, daí a importância

de um produtor.

Com as músicas em português, passava-lhes a mensagem?

Sim. Às tantas, o Victor disse-me que seria bom ter umas

traduções e eu tratei disso.

É diferente tocar para uma letra que diz “ela sentou-se e começou

a chorar” do que para “ela sentou-se e começou a rir...”

Não tem nada a ver. E isso é muito importante. Na música

“A Mulher”, cantei em inglês. Isto faz uma diferença enorme,

porque as pessoas mergulham na mensagem e, de repente,

a maré vai toda para o mesmo sítio.

A maior parte das pessoas, quando ouve o disco, deve achar

que já se conheciam todos há imenso tempo…

Ninguém se conhecia, partimos do zero, mas correu lindamente.

Não havia vícios nem qualquer tipo de barreira, éramos

completamente virgens. Tive muita sorte, toquei com

um contrabaixista, que é o Greg Cohen, que é um senhor de

60 e muitos anos, que tocou com todos os meus ídolos. Sentia-me

uma formiga perante a enormidade destes músicos e

só pensava: “Ohhh meu Deus, o que é que eu vou dizer a estas

pessoas?” De repente, vejo pessoas completamente humildes

na sua forma de estar. Na segunda canção, tínhamos um

biombo pelo meio e ele estava do outro lado. Às tantas, demos

por nós a falar de coisas da vida. Ele perguntava-me imensa

coisa, sabia a geografia toda de Portugal e, de repente, encontra-se

ali uma pessoa superinteressante, que parece que não

tem qualquer ligação contigo, mas com quem, afinal, temos

imensos pontos em comum. O mais giro é que continuamos

todos a trocar e-mails, quase numa base diária.

Qual é a sensação de ver o disco terminado?

É uma sensação de ressaca, pensamos que, se calhar, a parte

melhor já passou. Quando as coisas correm muito bem, há

essa sensação. E, de facto, acabou, está gravado, vai ficar assim,

é uma história que se fecha.

Este disco marca uma quebra com os anteriores ou segue a

mesma linha, mesmo que com algumas diferenças?

Volto um pouco a um certo clima do primeiro disco, no sentido

em que este tinha canções mais clássicas, uma estrutura

algo convencional, se bem que não no mau sentido. Voltei a

usar as cordas, porque senti que fiz um percurso diferente

nos três últimos discos, e chego ao quarto disco e penso: “Vou

juntar tudo.” Este disco é um bocado isso, respeitando aquilo

que é a minha essência – e que está mais expressa no primeiro

disco, que é o gosto enorme pela melodia –, neste disco isso

está superpresente e foi também uma das coisas que falei com

o Victor. São canções, contam uma história com uma melodia

X, mas são canções.

“Life is Huge” é o primeiro vídeo deste álbum e foi realizado

por Marco Martins, o que é que sente quando carrega no play?

32 luxwoman / DEZEMBRO


Vestido de seda

e renda com

aplicações de

metal, Sandro,

no El Corte Inglés

Rita à

queima-roupa

Livro – ‘Sidharta’, de Herman

Hesse, onde um solitário tenta

encontrar um rumo para a sua vida

Música – No mundo em que estou

agora, sei que é cliché, mas

enternece-me sempre o ‘What a

Wonderfull World’, cantado pelo

Louis Armstrong

Filme – ‘África Minha’

Uma pessoa – O meu irmão

[Bruno Pereira/Senhor Vulcão]

Destino – Que o destino me guie,

não para onde quero, mas para

onde possa realmente ser feliz

Perfeição – Há perfeição na vida,

mas é difícil, às vezes, encontrá-la

Impaciência – Sou um bocado

impaciente com a falta de

honestidade

Refúgio – Casa

Intemporal – O Amor

Concerto – O primeiro concerto

que vi da PJ Harvey, devia ter

uns 17 ou 18 anos

Contemporâneo ou vintage –

Vintage

Saltos ou ténis – Saltos

Romance ou thriller – Romances

(risos)

Vícios – Chá

DEZEMBRO / luxwoman 33


CAPA

34 luxwoman / DEZEMBRO

Fato de crepe de

algodão, American

Vintage, na Nude

Fashion Store

T-shirt de algodão,

The Hip Tee, na

Nude Fashion Store

Brincos de metal,

H&M

Anel de metal

e cristais, Swarovski

Pulseira de metal

e cristais, Swarovski

“Daqui a 20 anos, imagino-me

a viver numa casa pequenina

no campo, com imensos animais

à volta, com uma vida muito

ligada à Natureza”

O Marco foi um anjo que caiu na minha vida. Adoro o seu

trabalho. Tínhamos colaborado em dois projetos completamente

distintos. E conheci-o da melhor maneira. Ele fez um

documentário que me impressionou inacreditavelmente, com

uma ONG de crianças, em África, que é a The Big Hand, com

quem tenho uma relação próxima, sou madrinha de uma

criança. Ele, na altura contactou-me, a mim e ao Paulo Furtado

[Legendary Tigerman], para fazermos a banda sonora

do documentário. Claro que era tudo pro bono. Conheci o

Marco neste contexto. Passado um ou dois anos, volta a contactar-nos

para fazermos uma versão dos Beatles, para um

anúncio da Optimus. Gostei outra vez imenso de trabalhar

com ele. Quando fiz este disco, e sabia qual ia ser o single,

pensei que um poema visual do Marco seria perfeito. Disse-

-lhe que a canção ia ser aquela, como ia ser o disco e em que

ponto é que me encontrava na minha vida. Foi muito engraçado,

porque ele estava a acabar de ver o documentário do

Nick Cave, quando saiu viu a minha mensagem, onde lhe

falava do disco e explicava que o produtor era o mesmo do

Nick Cave. Claro que achou uma coincidência incrível! Depois,

disse-lhe que este era um disco feminino, que falava da

maternidade, do percurso das mulheres. E ele: “A sério? Acabei

de ter uma filha, tem três meses! Estou completamente

no mood Her”. Ou seja, estava tudo ligado. Jantámos e tivemos

uma conversa muito bonita. E o que é que o Marco se

propôs fazer? A que eu respondi “é isso, mesmo!” A ideia foi

fazer um vídeo só com mulheres, bailarinas, com imagens de

água, que transmitissem muita força. Quando o vídeo ficou

pronto, fui ter com ele à Ministério dos Filmes, sentei-me

numa cadeira, ele carregou no play e eu fiquei em suspenso.

É uma homenagem maravilhosa de um homem às mulheres.

Arrepio-me de todas as vezes que o vejo. O mais engraçado

é que não fizemos um vídeo para aquela canção especificamente,

mas sim um vídeo para o disco.

Num dos webisódios que fez, a propósito deste disco, fala numa

leveza que não tinha até aqui. O que é que mudou?

Acho que é mesmo a idade e o facto de gostar mais de mim,

de não ser tão exigente como era. Já falava nisso, um bocadinho,

no disco anterior, que tem a ver com gratidão. Sinto-

-me grata, apesar de nem tudo me correr como gostaria.

Aconteça o que acontecer, tenho de estar grata por aquilo que

já vivi. Às vezes, esquecemo-nos de quão boa é a nossa vida.

Senti muito isso em Moçambique, quando estive com aquelas

crianças. Foi algo que me ficou muito presente. Aliás, uma

das canções do disco o ‘Bag of Love’ tem a ver com um episódio

muito particular. Estava em casa, confortável no meu

sofá, se calhar preocupada porque a net estava lenta ou algo

do género, e, de repente, sou invadida no telejornal por imagens

de refugiados em barcos, em condições horríveis. E uma

das imagens é de uma mulher que parece que está sozinha,

com um olhar perdido, de sofrimento. Olhei para aquilo e

bateu-me de uma maneira… Pensei: “Ok, eu, como a maioria

das pessoas, estou a ver isto como se fosse um filme, porque,

daqui a pouco, levanto-me e volto à minha vida.” Pus-me a

imaginar o que seria ter de sair deste país naquelas condições

absolutamente desumanas, onde as pessoas nem sabem se

vão sobreviver. Às tantas, pensei que o amor do outro pode

fazer toda a diferença nestas pessoas.

Voltou a fazer psicanálise?

Não, deixei de vez e acho que não volto.

Como é que a Rita se vê daqui a 20 anos?

Já pensei mais nisso. Hoje em dia, penso menos. Mas imagino-me,

aliás tenho alguns amigos que me dizem isso, provavelmente

influenciados pelas mensagens que lhes vou

passando, que me veem numa casa pequenina, no campo,

com imensos animais à volta, com uma vida muito ligada à

Natureza. É isso que me vejo a fazer e não a dar concertos até

ser velhinha. Vejo-me a trabalhar na música, se calhar de

outra forma. No fundo, seria um pouco um encontro com as

minhas férias de quando tinha dez anos, em que passava

muito tempo no campo e era muito feliz.

Se lhe dessem agora um bilhete de avião para um destino à

sua escolha, para onde iria?

Provavelmente, voltava a Moçambique. Depois, há uma coisa

que adorava fazer: ser fotógrafa de Natureza! Às vezes, quase

que pondero mudar de vida (risos), talvez fosse fazer um safari

em África, para fotografar.

Fotografia assistida por Ana Viegas Maquilhagem Cristina Gomes Cabelo Sandra Ferreira, para Griffe Hair Style


Coloração

SEM LIMITES

TEM VONTADE DE MUDAR.

MAS AS DÚVIDAS NÃO SAEM

DA SUA CABEÇA. AVANÇAR?

ARRISCAR? AS IT GIRLS DO

MOMENTO DÃO-LHE TODAS

AS RAZÕES PARA O FAZER.

GANHE UM NOVO VISUAL…

E UMA NOVA CONFIANÇA!

Mudar a cor do cabelo pode ser assustador…

E revigorante! Quantas vezes deixamo-nos

fi car na zona de conforto por

medo? Arriscar faz parte da vida. E porque não

fazê-lo com o seu cabelo?

A coloração assumiu um papel central no dia-a-dia

das mulheres. O cabelo é o nosso melhor acessório.

É uma arma de sedução. Um criador de auto

confi ança. Mantê-lo brilhante, forte e saudável é

fundamental! E se queremos andar de mãos dadas

com as últimas tendências então mudar a cor é

quase obrigatório!

COMO O FAZER SEM MEDOS?

L’Oréal Professionnel tem a solução para todas as

mulheres: SmartBond! Trata-se de um aditivo inteligente

que se adiciona aos produtos habituais

de coloração e descoloração no cabeleireiro e que

reforça as ligações da fi bra capilar, garantindo a

proteção dos cabelos.

O RESULTADO?

Um cabelo mais forte e protegido, até nas mudanças

de visual mais extremas! Exija sempre a confi ança

SmartBond na sua coloração.

Para completar o serviço do salão, L’Oréal Professionnel

lançou o condicionador SmartBond para

utilizar em casa. Deve ser aplicado uma vez por semana,

depois do champô habitual. Liberte-se dos

seus medos e arrisque!

Adote um look mais natural ou arrojado, deixe o seu

cabelo brilhar e sinta-se única!

COLORAÇÃO É A

NOVA MAQUILHAGEM

A MINHA PRIMEIRA VEZ

A Joana Campelo nunca tinha pintado o cabelo.

Com os nervos em franja – quem nunca fi cou nervosa

antes da sua primeira coloração que atire a primeira pedra

– aceitou o desafi o com SmartBond e as expectativas

foram superadas! Como em todas as colorações, houve

um diagnóstico feito pelo hairstylist Cláudio Pacheco, do

Chiado Studio, antes do trabalho. O objectivo era claro:

iluminar e destacar os traços do rosto, mantendo o aspeto

saudável do cabelo. Resultado: um cabelo “bem mais

volumoso, cheio de movimento” e muita vontade de fazer

mais vezes, agora sem medos!

Descubra os vídeos do antes e depois

no facebook de L’Oréal Professionnel.


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IT COLORS

A Mafalda Castro, bloguer, não hesitou

em aceitar o desafi o e fazer uma extreme

make-over! Com mais de 100 mil

seguidores no Instagram, um blogue de

moda com mais de 7 anos e um programa

de TV no seu currículo, mais do que falar

das tendências, a Mafalda usa-as!

A cor cinza está a conquistar as estrelas

por todo o mundo. E a Mafalda não quis

fi car de fora!

A transformação fi cou a cargo de Cláudio

Pacheco, o diretor criativo do Chiado

Studio, a nova Concept Store de L’Oréal

Professionnel. Durou mais de cinco horas

e implicou três trabalhos técnicos.

Graças a SmartBond, a fi bra capilar

foi altamente protegida! “O movimento,

o brilho e a suavidade foram mantidos

como se o cabelo não tivesse sofrido

qualquer agressão! O resultado não podia

ter sido melhor, superou completamente

as minhas expectativas!”

A WHOLE NEW WORLD

Foi o que a Ana Mendes,

uma It Girl do Instagram

seguida por centenas

e desejada por muitas

marcas, sentiu ao retocar

a sua cor habitual com

SmartBond! O cabelo é

uma parte fundamental da

sua imagem e as idas ao

cabeleireiro já fazem parte

da sua rotina a para

se sentir “mais bonita

e atraente”!

A proposta foi a cor de

sempre, o resultado foi

um mundo de novas

sensações! “A magia

concretizou-se” com “um

cabelo incrível” e uma It Girl

com vontade de repetir e

experimentar novos tons!


MODA 38

fairy tale

Gargantilha de cristal

de rocha e prata,

Bruno da Rocha,

€226

Assistida por Sofia Coutinho

Fotografias View Fashion Book

Cenário do desfile

Dolce & Gabbana

Sapatos de acrílico

e silicone com cristais,

Dolce & Gabbana,

na Net-a-Porter, €1350

Camisola de malha e seda,

Alysi, €288

Cinderela

Tiara de metal com cristais,

Stradivarius, €5,95

Por Sandra Dias

Dolce &

Gabbana

Carteira de pele

revestida de

purpurinas, Saint

Laurent, €1390

Camisola de

malha com

lantejoulas,

Alysi, €173

Colete

de plumas

e malha,

Twin-Set,

€603

Saia

plissada

de pele

metalizada,

Gucci,

€2500

Brincos de

ouro rosa e

diamantes,

Mater

Jewellery

Tales, €2153

Relógio de aço

e ouro, Versace,

na Torres

Joalheiros,

€1620


HAGEN | SKW2582

COPENHAGEN - NEW YORK - LONDON - FRANKFURT - PARIS

skagen.com @skagendenmark #skagen


MODA 40

fairy tale

Dolce &

Gabbana

Dolce &

Gabbana

Pregadeira

de metal

e acrílico,

C&A,

€6,90

Camisola de

malha de lã,

Gerard Darel,

€160

Calças de malha, Gant Rugger, €149

SOLDADINHO

DE CHUMBO

Botins de pele revestidos

de veludo, Prada, preço

sob consulta

Assistida por

Sofia Coutinho

Fotografias View Fashion Book

Blusa

de seda,

Tommy

Hilfiger,

€99,90

Por Sandra Dias

Casaco de

fazenda de

lã, Burberry,

€2995

Laço de

veludo, Lion

of Porches,

€14,90

Meias de malha de

algodão e elastano,

Intropia, €23

Colar/cinto

de metal com

berloques de

pele, Intropia,

preço sob

consulta

Relógio de ouro,

madrepérola e diamantes,

com bracelete de pele,

Jaeger-LeCoultre,

na Torres Joalheiros,

€51.500

Casaco de lã fria, seda

e lurex, Pinko, €545


MODA 42

fairy tale

Brincos de

metal e cristais,

Swarovski, €79

Túnica de

algodão, Isabel

Marant Étoile,

na Fashion

Clinic, €290

Gola de pelo

de carneira,

Louis

Vuitton,

€650

Moncler

Blusão de pele

de carneira, Diesel, €1510

Moncler

RAINHA

DAS NEVES

Auscultadores

revestidos de pele

com cristais, H&M,

€39,99

Por Sandra Dias

Casaco

de jacquard

de malha,

Franklin

& Marshall,

€141,50

Vestido

de poliéster

com folhos

de seda,

Pinko, €351

Capa de crochet,

Lanidor, €69,90

Sapatos

de pele

e pelo,

Max Mara,

€469

Assistida por Sofia Coutinho

Fotografias View Fashion Book


UMA HISTÓRIA DE INVERNO COM MARIO CASAS,

DALIANAH AREKION E MAIS CONVIDADOS SURPRESA.

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BELEZA 44

lábios

Com um aplicador

de esponja, Infallible

Matte Max, da

L’Oréal Paris,

não se transfere,

nem seca os lábios

e está disponível

em seis tons. €12,99

Líquido

e cremoso,

Vivid Matte

Liquid, aqui

na cor Nude

Thrill, da

Maybelline,

apresenta-se

em quatro

tons. €7,99

O batom Rouge

Dior, aqui no tom

Poison, da Dior,

tem um efeito

extremamente

mate. €36,80

Com acabamento

‘líquido/camurça’,

Retro Matte

Liquid LipColour,

aqui no tom

Dance With Me,

da MAC, está

disponível em 15

tons. €21,50

Matte

Ouobsession

Ouse a grande tendência mate e deixe-se

surpreender pelo seu efeito chic instantâneo

– de preferência num tom intenso! Por Anett Bohme

M.A.C

Cremoso,

o batom Vice

Lipstick Comfort

Matte, aqui no

tom Disturbed,

da Urban

Decay, é de

longa duração

e não transfere.

Sephora, €20,55

Com uma cobertura

perfeita e um acabamento

sedoso, Lip Tint Matte,

da Inglot, existe em dez

tons. €15,90

Fluido e

untuoso,

Rouge Allure

Ink, aqui

no tom 154

Expérimente,

da Chanel,

tem um efeito

segunda pele

mate e está

disponível em

oito tons. €33

Disponível

em 16 tons, o

batom Rouge

Matte, aqui no

tom Rude Boy,

da Sephora,

hidrata os

lábios, graças

à manteiga de

karité. €12,55

Velvet Touch Matt

Lipstick, aqui no

tom Matt Grape,

da Gosh, está

disponível em cinco

tons. Well’s, €7,99

Em sete tons

e de longa

duração, Melted

Matte, aqui

no tom Lady

Balls, da Too

Faced, aplica-se

como um gloss

e não seca os

lábios. Sephora,

€20,55

Assistida por Sofia Coutinho


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COMO PREPARAR O

LOOK

por João Borges

& Nuno Loureiro

Hair Stylists TRESemmé

DE NATAL

E FIM DE ANO

AS RUAS ILUMINAM-SE, O FRIO COMEÇA A SENTIR-SE

E HÁ UMA CERTA MAGIA NO AR! O NATAL E O FIM DE ANO

ESTÃO A CHEGAR E É IMPORTANTE PENSAR NO LOOK QUE VAMOS USAR.

Sensual ou ousado, casual ou chique, as opções são

quase inesgotáveis, tal como a personalidade do

cabelo, mas o mais importante é mantermo-nos

fiéis ao nosso estilo e aproveitar cada momento,

da forma mais confortável possível.

O fim do ano é, por excelência, uma época

para festejar e onde nos é permitido ousar e

arriscar no nosso visual! É a noite ideal para

exibir um penteado mais sofisticado ou mais

atrevido, que combine na perfeição com o

vestido que elegemos para nos despedirmos

do ano que chega agora ao fim.

Na elaboração do penteado há necessidade

de proteger o cabelo, do secador bem como

das placas e ferros modeladores, contra a

quebra, o encrespamento e a falta de brilho.

Com o Spray Protetor de Calor Diamante

Força Extrema pode desfrutar de um cabelo

suave, hidratado e com uma força fantástica.

A nossa melhor dica para este momento

é apostar no equilíbrio. Se optar por um

vestido e acessórios exuberantes, deverá

escolher um penteado discreto sem

esquecer o glamour do momento. Por outro lado, se

optar por um look mais ‘casual’ deverá escolher um

penteado feminino, mais ousado e estruturado.

Dependendo do look encontrará várias opções de

texturização e finalização para o seu penteado.

A Laca Criação Max The Volume, vai ajudar a

alcançar um penteado mais estruturado, aplicada

desde a raiz até às pontas, o cabelo ganha corpo

e um volume duradouro. A Laca Criação Make

Waves, vai facilitar o penteado, definindo um

ondulado desconstruído com a vivacidade e o

movimento das ondas, por várias horas. A Laca

Criação Get Sleek será imprescindível, quando o

efeito pretendido for liso e estruturado, um look

mais sério e formal. Com resistência anti-frizz e

textura suave, o penteado permanece com um

liso perfeito.

E, para nos despedirmos de 2016 em grande,

resta dizer que solto ou preso, mais simples ou

mais ousado, o importante é manter um cabelo

bem cuidado e bonito todo o ano. Não deixe de

mimar e iluminar o seu cabelo com o elixir Óleo

Radiance.


BELEZA

escolhas

46

3/

4/

Make Up Factory

1/

A NÃO PERDER EM

DEZEMBRO

5/

Por Anett Bohme

2/

1/ As Escolhas de Maria João

A atriz Maria João Bastos criou uma coleção de 13

produtos de maquilhagem, para a Make Up Factory.

Desde o blush às sombras e aos batons, descubra os

seus tons e texturas preferidos, para o dia e a noite!

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2/ Em viagem

Agora, já pode aproveitar o tempo de espera antes

do embarque para espreitar o espaço de Travel

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Delgado, em Lisboa. Aqui, pode fazer um diagnóstico

capilar, comprar os seus favoritos da marca e os

exclusivos kits de viagem e até experimentar um

dos seis penteados disponíveis (serviço gratuito),

executado por um profissional da marca.

3/ Mega-super-high-tech!

Mais pequeno, mais leve e muito menos barulhento

do que os secadores de cabelo habituais,

o Supersonic, da Dyson, é um verdadeiro milagre

da tecnologia. Com um motor digital, tem ainda

um sistema inteligente de controlo da temperatura

e um fluxo de ar poderoso e preciso. Com quatro

níveis de temperatura, três velocidades de secagem

e um botão de ar frio, vem com um difusor e dois

bicos diferentes, que encaixam, magneticamente,

na saída de ar. Sephora, €399,95

4/ Pele mista a oleosa

Graças a extratos naturais, como os de benjoim

e incenso, aliados ao D-panthenol, o gel de limpeza

Gel Doux Nettoyant, da linha Aux Résines Tropicales,

da Sisley, purifica a pele

delicadamente, sem a secar.

Em contacto com a água,

transforma-se numa mousse.

120 ml, €69

5/ Adeus gordura

indesejada!

Não invasivo, o tratamento

para o corpo SculpSure,

da Cynosure, desenvolve

a ação destruidora das

células de gordura através

do aquecimento (42º-47º)

localizado e mantido durante

21 minutos. Este processo

provoca a destruição

da membrana celular

e a metabolização natural

do seu conteúdo gorduroso,

através do fígado

e do sistema linfático.

6/

Bastam três sessões (por zona), para se verificarem

resultados visíveis, após cerca de seis semanas.

Por enquanto, o tratamento está disponível apenas

na clínica da dermatologista Isabel Correia

da Fonseca, em Lisboa. A partir de €600/sessão.

Tel. 211 934 511

6/ Beleza portuguesa

Minimalista, unissexo e combinando ativos naturais

e botânicos com ingredientes high-tech, a Youthland

nasceu sob o conceito de criar cosméticos que

descomplicam a nossa vida, sem comprometer a sua

eficácia. Completíssima e com uma excelente relação

preço/qualidade (de €35 a €85), a marca cuida de

todos os tipos de pele, dos pés à cabeça. Descubra-a

no site da marca, em www.madeinyouthland.com,

e na concept store Scar.ID Store, no Porto.

Tel. 222 033 087

Assistida por Sofia Coutinho


BELEZA

cabelo

48

Pessoal e

Intransmissível

Tal como todos temos uma impressão

digital única, o nosso cabelo também

é singular. Mas há uma diferença:

o cabelo sofre alterações ao longo

da vida. Graças a 40 anos dedicados

à ciência transformadora para

o cuidado do cabelo, a Wella System

Professionals revelou uma descoberta

inovadora, num evento exclusivo, nos

Alpes, perto de Munique, na Alemanha,

que a LuxWOMAN acompanhou

Por Anett Bohme

abendo que o cabelo pode ficar seriamente enfraquecido,

devido a muitos fatores debilitantes como a poluição

ambiental, uma alimentação desequilibrada,

tratamentos químicos e agressões diárias, não é fácil

restituir-lhe a beleza e a saúde do seu estado original.

Para conseguir esta proeza, a Wella System Professionals,

ou simplesmente Wella SP, desenvolveu a patente

Energy Code, baseada na impressão genética de cada indivíduo

e definida pelo nível de lípidos no cabelo, que acaba por ter um

efeito determinante e único sobre a energia capilar. Em conjunto

com a queratina, os lípidos influenciam de maneira ativa o

cabelo, ao conferir-lhe flexibilidade e suavidade. Logo, na posse

de níveis de energia adequados, o cabelo fica mais brilhante e

manejável. Já o contrário, a falta de energia, deixa-o baço, encrespado

e quebradiço. Para obter o Energy Code de cada uma

das suas clientes, a Wella SP desenvolveu um protocolo em

cabeleireiros, que exige uma formação rigorosa destes profissionais,

pois consiste num sistema de diagnóstico que recorre

a uma aplicação desenvolvida para o efeito. Em Portugal, de

momento, apenas podemos obter o nosso Energy Code no cabeleireiro

do embaixador da marca, Miguel Viana Cabeleireiros,

no Porto (tel. 226 109 945).

No evento, que decorreu no espetacular Hotel e Medical Spa

Lanserhof, tivemos a oportunidade de conversar, por instantes,

com uma das duas embaixadoras da linha, a modelo e

it-girl inglesa, Poppy Delevingne – irmã de Cara Delevingne –,

que já obteve o seu Energy Code pessoal.

O Energy Code

de Poppy é o

S1 + R3 + L4 + R6

A gama conta

com 56 produtos

(a partir de €28,50),

que permitem

o incrível número

de 174 milhões de

possíveis combinações!

Já notou alguma diferença, com a sua nova

rotina de cuidados capilares?

Poppy Delevingne – Para mim, foi uma

diferença enorme, em termos de flexibilidade

do meu cabelo, que é agora muito mais

fácil de controlar. O meu cabelo é pesado e

difícil, mas agora posso fazer-lhe o que quiser,

o que torna a minha vida tão mais

simples!

O que faz em termos de coloração?

Tinha por hábito descolorar o cabelo a cada

oito, dez semanas, o que o danificava bastante.

Pior ainda quando voltava de férias,

porque a água do mar e o sol, realmente,

afetam a cor, ao ponto de mudá-la. Isto

porque, depois de o descolorar ainda é preciso

pintá-lo, para lhe dar o tom certo, mas

com o meu novo champô sei que a cor fica

realmente protegida.

Já fez coisas arriscadas ao cabelo?

Apenas o pintei de cor-de-rosa, há uns anos.

Além das suas rotinas capilares, quais são

os seus essenciais de beleza? O que leva sempre

na carteira?

Levo sempre uma miniatura do óleo para

o cabelo L4 Luxe Oil Reconstructive Elixir,

da nova linha da Wella Professionals, um

creme para o contorno de olhos, da Sisley,

um bálsamo australiano para os lábios (Papaw

Cream, da Lucas), e um minibatom,

de Tom Ford, num fabuloso tom nude.

Assistida por Sofia Coutinho


ATITUDE 50

do mês

bons

Siga os

exemplos

Ilustração de João Vaz de Carvalho

‘Agenda Solidária IPO – 2017’,

Livros Horizonte,€13,90

Pessoas comuns, com doses extra

de altruísmo e muita criatividade,

surgem com ideias de ajuda,

de solidariedade ou de

responsabilidade ecológica

e dedicam o seu tempo

a concretizá-las. Pequenas boas

ações que fazem toda a diferença

na vida de alguém e no mundo.

Entrega, dedicação, compromisso,

generosidade, partilha e

valorização humana. Ótimos

exemplos a seguir

e a transformar em hábitos

para toda a vida

Por Ana Almeida Pires

1

Agenda Solidária IPO 2017

Para angariar fundos para o serviço de pediatria

do Instituto Português de Oncologia de

Lisboa – Francisco Gentil (IPO), e numa iniciativa

conjunta do mesmo instituto e da Livros

Horizonte, doze personalidades portuguesas foram

convidadas a partilhar ‘a memória mais

marcante da sua vida’, num texto para cada um

dos meses do ano. Com textos de Marcelo Rebelo

de Sousa, Catarina Furtado e Nuno Markl, entre

outros, e ilustrações inéditas de João Vaz de

Carvalho.

2

Walking Buddies

Os canis recebem, todos os dias, centenas

de novos ‘moradores’, que deixando de

estar presos às ruas, acabam noutro tipo de

prisão, sem liberdade para poderem passear e

correr. Com o obetivo de devolver mobilidade

e consequentemente alegria a estes cães, a Câmara Municipal

de Cascais e a Associação São Francisco de Assis

uniram-se num projeto, que permite a

qualquer um usufruir da companhia

destes animais, nos seus passeios. A ideia

é despertar nas pessoas o desejo de levar

um cão a passear e a vontade de continuarem

esse convívio, até à possibilidade

de adoção. Com isto, os animais ganham

um melhor lar, é-lhes permitido passear

e conviver com outros humanos que não

os tratadores e, em simultâneo, o projeto

proporciona uma excelente companhia

aos humanos que se voluntariem.

A primeira ação decorreu no dia 5 de novembro,

no paredão da Praia do Tamariz,

no Estoril, mas seguir-se-ão mais iniciativas

do género.

Saiba mais em walkingbuddies.pt


3

Fruta Feia

Lema: ‘Gente bonita, come fruta feia’.

A ironia que existe no facto de haver

cada vez mais pobreza e de se verificar que

cerca de 30% da fruta e legumes produzidos

em Portugal são desperdiçados, levou à ideia

de combater este défice, denunciador de uma

enorme ineficiência do mercado. Por um lado, combate-

-se o desperdício alimentar e o gasto desnecessário dos

recursos usados na sua produção, como a água, a energia

e os terrenos e, por outro, conseguem alterar-se padrões

de consumo de modo a permitir uma maior sustentabilidade

económica e ecológica do país.

A cooperativa de consumo Fruta Feia, nasceu no final de

2013 e tem como grande objetivo aproveitar a parte da

produção de frutas e legumes que é recusada pelo seu aspeto,

e que de outra forma acabaria por ser

Hunter

Halder

desperdiçada, e canalizá-la, a um preço mais

baixo, para consumidores conscientes que

não deixam de comprar, com qualidade, apenas

pela aparência ou calibragem. As equipas

da Fruta Feia recolhem, semanalmente, junto

dos produtores da região, a fruta e hortaliça

de hortas e pomares que, por motivos de tamanho

ou forma, não passam pelo redutor

crivo do grande comércio. São, depois, preparadas

e separadas em dois tipos de cestas,

para serem entregues aos consumidores associados.

Há duas cestas, à escolha: cesta pequena,

de 3 a 4 kg, com sete variedades de

produtos, €3,5, e cesta grande, de 6 a 8 kg, com

oito variedades de produtos, €7.

A Fruta Feia também analisa a disponibilidade de produtos

e a viabilidade da sua preparação no caso de se tratar

de uma associação, cantina, pequeno negócio de compotas,

restaurante, ou outro. Hoje, a Fruta Feia tem sete

pontos de entrega espalhados pelo país, três em Lisboa,

um na Parede, um no Porto, um em Gaia e um em Matosinhos.

Conta com a colaboração de 100 agricultores e

junta cerca de 2000 consumidores associados. O resultado

de tudo isto? Impedir que cerca de oito toneladas de frutas

e legumes sejam totalmente desperdiçadas todas as

semanas e sigam para o lixo. Para se inscrever, basta aceder

ao site, em frutafeia.pt. Também se pode voluntariar

para fazer parte da equipa.

4

Pago em Lixo

O excesso de lixo despejado nas ruas é um problema

evidente nas cidades de todo o mundo. Lisboa

não foge à regra e, para abrir caminho à diminuição, ou

até à solução do problema, nasceu, em Campolide, o projeto

‘Pago em Lixo’, em que o lixo é moeda.

O propósito desta iniciativa é educar a população acerca

da importância do despejo consciente de lixo e resíduos

recicláveis. Visa, também, fortalecer a economia local, ao

promover os negócios locais que se juntem ao projeto.

O funcionamento é simples. Leva-se o lixo a um dos

pontos de recolha, para que seja pesado e despejado

no contentor correspondente. Em troca, o montante

equivalente à quantidade despejada, será pago em ‘lixo’,

a moeda local, e servirá para comprar produtos ou serviços

nos estabelecimentos locais aderentes, num total

de 40 estabelecimentos participantes. Se a ideia chegar

a mais freguesias de Lisboa, a diminuição de lixo despejado

pelas ruas da cidade, poderá tornar-se uma realidade.

Saiba mais em pagoemlixo.pt

5 Re-Food

Lema: ‘Aproveitar para alimentar’

A Re-Food recolhe refeições excedentes

em restaurantes e supermercados, que são depois

embaladas e distribuídas por famílias carenciadas,

num esforço ecológico e comunitário.

O objetivo é acabar com o desperdício de alimentos

preparados e com a fome nos bairros

urbanos, enquanto se reforçam laços comunitários. A verdade é que o

destino de 1/3 dos alimentos que se produzem é o lixo. Trata-se de comida

em boas condições que é totalmente desperdiçada.

A Re-Food vem provar que é possível acabar com as enormes quantidades

de desperdício alimentar, resgatando uma boa parte para quem mais

precisa, recrutando, organizando e incentivando centenas de voluntários

para essa tarefa. Tudo isto, mantendo um baixo custo de operação por

bairro, com um alto rendimento de resgate alimentar, envolvendo vários

setores da comunidade, solidários com a situação.

Em cinco anos, a Re-Food passou de um 1 voluntário, o seu mentor Hunter

Halder – norte-americano a viver em Lisboa –, a 4000 voluntários,

de 34 a 2500 beneficiários, de 1000 a 46.000 refeições por mês, sendo

hoje, uma filosofia de vida em franco desenvolvimento, com 25 núcleos

e cerca de 900 parceiros distribuídos por todo o país. Saiba como aderir

a este movimento, na sua zona de residência, em re-food.org/pt

DEZEMBRO / luxwoman 51


ATITUDE

6 Supermercado

‘Valor Humano’ –

Pago em ‘Santos Antónios’

Abriu portas, em abril último, o primeiro supermercado

social, em Lisboa. Chama-se ‘Valor Humano’, situa-se na

Calçada do Moinho de Vento e é uma iniciativa da Junta

de Freguesia de Santo António. Neste supermercado as

famílias beneficiárias têm a possibilidade de manter a

dignidade e escolher os produtos de que precisam e que

querem comprar, através de créditos atribuídos pela Junta

de Freguesia, apelidados de ‘Santos Antónios’, que funcionam

como moeda de troca. De bens alimentares a produtos

de higiene, vestuário e materiais didáticos, há um

pouco de tudo, incluindo brinquedos, jogos e livros, para

os mais novos. Os produtos disponibilizados resultam de

doações dos comerciantes locais. O supermercado destina-se

apenas aos residentes desta freguesia, abrangendo

cerca de 1000 pessoas, de 360 famílias, a quem é dada a

possibilidade de gerir um orçamento.

Mais informações através do tel. 210 144 440 • e-mail:

valorhumano@jfsantoantónio.pt

A Assembleia da República decretou 2016 como

o Ano Nacional do Combate ao Desperdício Alimentar.

A Câmara Municipal de Lisboa quer ser o primeiro município

onde não se desperdiça comida e lançou, no passado mês

de outubro, a campanha ‘Vai onde sobra, leva onde faz falta’.

Objetivo: garantir a cobertura de todo o território

do município e apostar na sensibilização dos habitantes

para bons hábitos alimentares, de consumo e de combate

ao desperdício.

Para fazer parte desta rede de voluntariado basta dirigir-se

à autarquia ou aceder a cm-lisboa.pt

IPS

7 Despensa-se

Lema: ‘Se precisas tiras! Se podes dá!’

A despensa comunitária está instalada e a funcionar,

desde o início de outubro último, no Jardim da Junta de Freguesia

de Vila do Conde. É a primeira mercearia comunitária

de Vila do Conde e tem como objetivo dar resposta imediata

a quem precisa de bens alimentares e não tem dinheiro para

os adquirir, sem juízos de valor ou preconceitos.

A despensa, que dispensa alimentos a quem mais precisa,

é uma ideia de António Bompastor, que depois de ver uma

fotografia de uma ‘Blessing Box’, nos EUA, com este mesmo

conceito, a apresentou à Junta de Freguesia de Vila do

Conde. O funcionamento do armário comunitário é tão

simples quanto generoso: quem pode e quer contribuir abre

a caixa e deixa os alimentos e, quem precisa, pode tirar o

que quiser, a qualquer hora, já que a despensa está aberta

24 horas por dia. Uma ideia a replicar.

facebook.com/despensase

52 luxwoman / DEZEMBRO

Uma ideia a importar:

Menos plástico, pelo bem do planeta!

No passado mês de setembro,

foi aprovada, em França, a lei

que proíbe a venda de pratos,

talheres e copos de plástico.

Esta medida surge na sequência

do projeto “Transição Energética

para o Crescimento Verde”, que

já em julho tinha dado os seus

primeiros frutos, com a proibição

da venda e distribuição de sacos

de plástico.

Em 2015, os franceses

descartaram 4,7 milhões

de utensílios de plástico

e utilizaram 17 mil milhões

de sacos de plástico.

Os números da Agência

Portuguesa do Ambiente em

relação aos sacos de plástico

são, no mínimo, preocupantes:

• 1 milhão de sacos leves,

por minuto, no mundo

• 100 mil milhões, por ano,

na Europa

• 466 por pessoa, por ano,

em Portugal

• 25 minutos de vida útil

• 300 anos, no meio ambiente

Quando pensar em usar só mais

aquele saquinho, lembre-se de

que é apenas um dos mil milhões

de sacos que se consomem

na Europa, que o plástico

é indestrutível e que facilmente

poderia ter optado por outro

tipo de saco. De pano

ou de papel reciclável, pelo bem

do planeta. Pelo bem de todos.


IPS

8

Sem-abrigo fotografam

ruas do Porto

A Dreambooks, especialista na produção de álbuns

digitais, desafiou 15 pessoas sem-abrigo a fotografar a cidade

do Porto. As máquinas fotográficas foram entregues

aos participantes pelo Instituto Português de Fotografia

(IPF), em meados de outubro deste ano. Inicialmente, os

fotógrafos sem-abrigo participaram num workshop de fotografia,

ministrado por formadores do IPF, sendo esta,

desde logo, uma forma de valorização pessoal que não deve

ser desvalorizada, e uma ferramenta que poderão usar no

futuro. Tiveram, depois, uma semana para a captação de

imagens, pelas ruas do Porto. O objetivo é a recolha de fotos

de promoção da cidade Invicta, enquanto destino turístico.

Esta primeira edição conta com o apoio da Câmara

Municipal do Porto, do Centro Português de Fotografia,

do Instituto Português de Fotografia, da Fujifilm e do site

Olhares. As imagens recolhidas serão colocadas numa plataforma

online e as fotografias selecionadas, por professores

do IPF juntamente com os próprios fotógrafos sem-abrigo,

irão integrar uma exposição no Centro Português de Fotografia,

a inaugurar no início de 2017. A organização pretende

um olhar diferente, uma perspetiva ímpar sobre as

cidades, dando a possibilidade de integração e valorização

aos participantes, numa iniciativa, inserida no projeto ‘Portugal,

o Melhor Destino’, a qual, em princípio, será realizada

noutras cidades do país.

9

Banco de óculos

Lema: ‘Doe os seus óculos: para que ninguém

olhe sem ver’

Com o apoio da Sociedade Portuguesa de Oftalmologia,

foi criada uma nova associação de solidariedade,

a A.B.O., Banca de Óculos – Associação

de Solidariedade, que surge com o

projeto ‘Banco de Óculos’.

O objetivo é recolher óculos usados, armações

e lentes, que podem ser doados

por qualquer pessoa, em benefício de

quem precisa de óculos e não tem meios

para os adquirir.

Como funciona? O Banco de Óculos coloca

pontos de recolha em escolas, supermercados,

instituições, empresas e até paróquias

para quem quiser oferecer os seus óculos

usados. Os voluntários que fazem parte do projeto

procedem à recolha e entregam-nos em óticas parceiras

do projeto. As consultas de rastreio são feitas por oftalmologistas,

também eles voluntários. Os óculos são entregues

a pessoas que não dispõem de meios para adquirir

óculos, ao ponto de esconderem sintomas e não irem a

consultas de oftalmologia, antevendo uma compra que

não podem efetuar.

Mais informações através do tel. 217 810 910 • e-mail:

bancodeoculos.pt@gmail.com, ou facebook.com/bancodeoculos.pt

10 Animalife

Animalife é uma associação sem fins lucrativos,

sediada em Lisboa, que pretende envolver e sensibilizar

a comunidade para os problemas de abandono,

maus tratos e defesa dos animais. Com dezenas de voluntários,

objetiva a promoção da cidadania, a proteção do meio

ambiente e da saúde pública e a proteção de pessoas desfavorecidas.

Uma das vertentes da sua ação é a prestação de

apoio a famílias carenciadas e a pessoas sem-abrigo, de forma

a que consigam manter os seus animais de estimação, fornecendo

acesso a alimentação e a cuidados médico-veterinários.

Também presta apoio às instituições que têm por

finalidade acolher animais errantes, promovendo a sua vacinação,

desparasitação, esterilização e consequente controlo

da população de cães e gatos. Com quatro núcleos, presta

ajuda a cerca de 2000 animais, 130 associações e 380 famílias.

Informações: 707 309 233 • animalife.pt

11 Movimento Zero

Desperdício

A associação Dariacordar lançou, em

2012, o movimento Zero Desperdício,

com o objetivo de fazer chegar a quem mais precisa, refeições

de qualidade e em perfeitas condições, que seriam

desperdiçadas, sem esta iniciativa. Através de uma rede de

entidades aderentes e voluntários, o movimento já recuperou

cerca de três milhões de refeições, equivalentes a um

valor aproximado de 7,5 milhões de euros, a nível nacional.

Numa vertente pedagógica e educativa, o movimento Zero

Desperdício também se dirige às crianças. Em 2015, foi

lançada, em formato físico, uma coleção de quatro livros

lúdico-educativos, dirigidos a crianças do 1.º ciclo, com a

finalidade de as sensibilizar para a prática de hábitos de

combate ao desperdício, para que estes se enraizem desde

cedo, com histórias de José Luís Peixoto, Isabel Zambujal,

entre outros. Depois de fazer parte do Plano Nacional de

Leitura, em 2016, a coleção passou a versão digital de áudio-livros,

desenvolvida em parceria com o Centro de Investigação

para Tecnologias Interactivas (CITI) e apoiada

pela Fundação Calouste Gulbenkian e pela Associação

D. Pedro V. Para ler ou ouvir, aceda a luxwoman.pt. Para

saber mais sobre o movimento e como aderir ou participar

visite zerodesperdicio.pt e facebook.com/zerodesperdicio

DEZEMBRO / luxwoman 53


Lifestyle e informação (diária) para mulheres com atitude

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lazer

pág. 56 rita pereira

O que faria se tivesse 15 minutos com a atriz?

Veja o que nós fizémos

pág. 60 este mês é um espetáculo!

No palco ou na grande tela, esta é a época

de todas as estreias. Faça já a sua seleção

UMA LUA e cinco estrelas

E O PORTO AQUI TÃO PERTO

Quando finalmente encontra tempo para planear a lua de mel, em plena odisseia

dos preparativos de casamento, pensa em atravessar oceanos, viajar milhas

e ir ao encontro de praias tropicais? Então, esta proposta não é para si. A

sugestão, não menos sedutora ou luxuosa, é que vá para perto. Para a romântica

e cultural cidade do Porto e se instale no hotel que tem morada no Palácio

das Cardosas, o qual acaba de ser distinguido nos World Luxury Hotel Awards.

A competição elege, anualmente, as melhores unidades hoteleiras no segmento

do turismo de luxo, avaliando a qualidade dos serviços prestados e o nível

de satisfação dos clientes. Este ano, os votos de milhares de viajantes de todo

o mundo elegeram o Hotel InterContinental Porto na categoria Luxury Honeymoon

Hotel, ou seja, como sendo a melhor unidade de luxo para passar a lua

de mel. Localizado em pleno coração da Invicta, é um ótimo ponto de partida

para explorar a cidade, a sua história e cultura, as quais espreitam pelas ruas,

os seus produtos de excelência, com destaque para os vinhos, e desfrutar da

gastronomia local. Aposte num destino original e ofereça ao seu livro de memórias

as inebriantes imagens dos passeios pelo Douro ou pela Ribeira e comece

a sua história a dois numa das coordenadas mais românticas e cool do

momento, onde tradição e progresso não se atropelam. Da mesma cadeia de

hotéis, o InterContinental Estoril foi distinguido como o Melhor Hotel Costeiro

de Luxo, na edição de 2016 dos The World Luxury Hotel Awards. Prefere?

www.ihg.com/intercontinental/hotels/gb/en/porto/prtha/hoteldetail

L. A.


TELEVISÃO

protagonista

56

15 MINUTOS COM

RITA PEREIRA

Sempre disse ao pai que jamais teria um emprego onde estivesse

sentada a uma secretária, das nove às cinco. E não está! Teve sorte,

mas também fez por isso, garante. É atriz há 15 anos, gosta de viajar

e é conhecida por responder aos seus haters nas redes sociais.

Na rua, chegam a questioná-la sobre os seus cuidados de beleza.

Perguntámos-lhe o mesmo, mas não só Por Marta Braga Fotografia Ricardo Palma Veiga

escreva um dia comum na sua vida?

Levanto-me todos os dias às 6h15 da manhã,

saio de casa às 7h15, faço maquilhagem

e cabelo às 8h, tenho 25 minutos de

almoço, gravo 12 horas por dia, decoro 50

páginas de texto. Às 22h30, estou a ir para

a cama, para decorar os textos do dia seguinte

e, à meia-noite, mais ou menos, adormeço.

Decorar textos é a última coisa que faz?

Sim.

Tem facilidade em decorar os textos?

Sim, consigo ler seis páginas e decorar à primeira.

Gostava que os seus dias tivessem mais do que 24 horas,

ou nem por isso?

Não, sinto-me bem com o número de horas que tenho. Se

tivesse mais horas iria ter ainda mais coisas para fazer. Mas

se me sobrassem horas do dia, aproveitava para estar mais

tempo com a minha família e os meus amigos. Se tivesse

mais horas, não precisava de sair dos jantares com os meus

amigos às 10h da noite, podia ficar até mais tarde.

De todas as personagens que já desempenhou, qual foi aquela

que se agarrou mais à sua pele? E porquê?

A Luena [‘A Única Mulher’, TVI] marcou-me bastante,

tanto pessoal, como profissionalmente. Foi aqui que se deu

a grande reviravolta na cabeça das pessoas, ou seja, foi

através dela que perceberam que gosto mesmo daquilo que

faço. As pessoas passaram a dar-me mais valor, enquanto

atriz, e preocuparam-se mais com o meu papel na ficção

do que com o meu papel na vida real.

Considera que foi a personagem que marcou um ponto de

viragem na sua carreira?

Sem dúvida alguma, o público passou a dar-me mais

credibilidade.

Porque é que esta personagem foi mais desafiante do que

qualquer uma das outras?

Obviamente que a TVI me deu uma ótima personagem,

mas é importante dizer que tive mais tempo do que é normal

para prepará-la, tive coaching, o que nunca tinha tido

antes e que é superimportante para ‘absorver’ ainda melhor

a personagem. Tudo isto me deu tempo para mudar muita

coisa…

Como por exemplo?

Mudei a minha dicção, a forma como falava, para não ser

um discurso tão corrido e ser mais marcante. A atitude

também. Eu, Rita, sou uma pessoa que quando me sento

num sofá, a primeira coisa que faço é sentar-me em cima

da perna. A Luena era uma mulher muito elegante, com

uma postura sempre segura, nunca se entregava muito às

pessoas e ocultava sempre um pouco o seu passado. Esta

personagem ajudou-me a encontrar a minha maturidade

e, de facto, o ator muda e evolui à medida que fica mais

maduro.

Sei que a Rita gosta muito de viajar, qual foi a viagem da

sua vida?

É difícil escolher. Todas as viagens têm um significado diferente.

Nunca viajo só por viajar, tento sempre tirar algo

dessa viagem, seja a nível profissional ou pessoal. A nível

profissional, nem que seja pela simples observação das

pessoas com culturas e hábitos diferentes dos nossos. Gosto

de aprender com pessoas diferentes, com personalidades

distintas. Consigo estar no aeroporto a ver as pessoas a

passar, durante duas horas, só para tentar adivinhar histórias,

para onde vão, de onde vêm. Não lhe consigo dizer

qual é que foi a viagem que me marcou mais, mas estive

recentemente na Amazónia e foi uma viagem da qual gostei

muito, porque fui ao encontro de um dos meus sonhos, que

era conhecer uma tribo indígena, mas também amei a Índia

e sou apaixonada por S. Tomé e Príncipe, que é um país

com muita mística e uma cultura muito forte. Ainda não


NOVEMBRO / luxwoman 57


TELEVISÃO

se deixaram influenciar pela Europa e pelo americanismo.

Ainda é uma terra muito pura, com pessoas muito puras e

de uma beleza natural inexplicável.

Se lhe dissessem, hoje, que podia fazer as malas e ir para

um destino à sua escolha, para onde iria?

Para a Austrália. Tem de se ir pelo menos um mês, daí

nunca ter ido. Sei que adoraria conhecer Sydney, mas também

gostava de ir para o meio dos cangurus. É dos países

mais completos e daqueles que mais coisas tem para nos

oferecer.

Que cuidados tem com a sua alimentação?

Sou uma pessoa muito equilibrada e muito feliz com a minha

alimentação. Não deixo de comer aquilo que me apetece.

Se hoje for jantar com os meus amigos e comer esparguete

à bolonhesa, amanhã compenso com mais ginásio e

menos hidratos de carbono. Nunca deixo de comer o que

me apetece, mas tento manter um equilíbrio, porque é o

equilíbrio que me traz felicidade.

Treina todos os dias?

Sempre que posso treino. Por norma, treino de manhã,

antes das gravações, se entrar um bocadinho mais tarde.

Já cheguei a treinar às 7h da manhã e, ao contrário daquilo

que as pessoas acham, podem fazer-se treinos de 15, 20

minutos e serem treinos completos e suficientes para aquele

dia. Muitas vezes, só preciso de 20 minutos para fazer um

treino, faço crossfit. Nem sempre vou ao ginásio, às vezes,

faço na rua. Faço de tudo um pouco, porque, se repetir a

mesma aula cinco vezes, já acho uma chatice. Um dia treino

boxe, no dia seguinte faço crossfit, depois, uma aula de

contemporâneo ou de quizomba. Posso ir só ao ginásio e

treinar nas máquinas.

Na sua vida também é assim, não gosta de rotinas?

Sim, detesto rotinas. Sempre disse ao meu pai que nunca

iria ficar sentada numa secretária, das 9h às 17h, e aconteceu!

Tive sorte, mas também fiz por isso.

Quando viaja, tem cuidados com a sua alimentação?

Não, não tenho qualquer cuidado. Na Índia, por exemplo,

experimentei tudo e mais alguma coisa e adorei! Experimentei

tudo e não tive problema algum. Aliás, quando estou

em viagem, nunca tomo os comprimidos que me dizem

para tomar e só levo as vacinas porque me carregam até ao

hospital, caso contrário também não as levava. Experimento

tudo e não tenho muito cuidado com a alimentação, mas

tenho noção daquilo que estou a comer. Também tenho

sorte, não gosto de chocolates nem de doces. Não gosto das

coisas que mais engordam. Também só levo roupa de treino

comigo se ficar mais do que 15 dias num determinado sítio.

Porque, ao fim de duas semanas, já começo a pensar: ‘Ok,

calma, agora já é preciso fazer alguma coisa e convém deixar

de comer tanto pão de queijo.’

Que cuidados tem com o seu cabelo?

Lavo o cabelo de dois em dois dias, porque tenho um cabelo

saudável, que não fica oleoso facilmente. Uso champô e

amaciador e faço máscara, uma vez por semana. Ah, e não

vivo sem as ampolas hidratantes de um minuto, da Pantene,

que aconselho a toda a gente, porque são rápidas e ótimas!

Se vou viajar só levo o champô e a ampola.

Diga-me uma coisa sem a qual não passa…

Sem as ampolas Pantene e pão.

A Rita é embaixadora da Pantene, esta é uma grande

responsabilidade?

É. Eu estou no supermercado e as pessoas estão a ver qual

é o champô e a gama que estou a comprar. De cada vez que

coloco um post onde se vê um pouco mais o cabelo, perguntam

o que é que estou a usar, que produtos coloquei…

Querem saber tudo. Acho que, se pudessem, eu lavava-lhes

o cabelo.

Era capaz de fazer um corte de cabelo radical?

Já fiz, para uma telenovela, mas, mesmo sem obrigatoriedade

profissional, era capaz de o fazer. Sinto-me bem comigo,

com a pessoa que sou interiormente e, se tivesse o

cabelo muito curto, sentir-me-ia bem na mesma. Sou muito

autoconfiante e é muito difícil abalarem-me. Aliás, quando

me criticam, e se não é uma crítica muito construtiva, não

ligo muito. E existem muitas pessoas que utilizam as redes

sociais para fazê-lo…

Tem muitos haters que lhe deixam mensagens de ódio?

Tenho, e isso é bom, porque, se uma figura pública não

tiver haters não é suficientemente importante. Lido muito

bem com isso. A vida ensinou-me a lidar bem com isso e

sou conhecida como a figura pública que responde aos haters

e aos outros também, claro!

58 luxwoman / DEZEMBRO


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Publireportagem


LAZER 60

dezembro

‘SILÊNCIO’

DE QUEM É? Martin Scorsese.

COM QUEM É? Liam Neeson, Andrew Garfield e Adam

Driver. Isto depois de Daniel Day Lewis, Benicio Del Toro

e Gael Garcia Bernal terem sido as primeiras escolhas,

há uns anos.

SOBRE O QUE É? ‘Silêncio’ conta a história de dois

padres jesuítas portugueses, que vão à procura do seu

mentor, no Japão do século XVII.

PORQUÊ? Até ao fecho desta edição, ainda não havia

um único teaser ou trailer disponível para visionamento

daquele que promete afirmar-se como a maior dor

de cabeça da carreira de Martin Scorsese. ‘Silêncio’

é um projecto de longa data de Scorsese, dos anos 90,

e só acabou de ser filmado em maio de 2015, mas até há

umas semanas ninguém tinha a certeza se iria estrear

a tempo dos Óscares.

QUANDO ESTREIA? 29 de Dezembro,

portanto, a tempo dos Óscares.

‘ELLE’

DE QUEM É? Paul Verhoeven.

COM QUEM É? Isabelle Huppert.

SOBRE O QUE É? Uma mulher é assaltada e violada

dentro da sua própria casa e, em vez de denunciar

o crime e aceitar o trauma, faz uma espécie de terapia

invertida, prosseguindo a sua vida normal com a família,

os amigos, os colegas e até os vizinhos. A violação vem,

ao mesmo tempo, despertar uma sexualidade que ela

pensava adormecida.

PORQUÊ? O primeiro filme em língua francesa

do realizador holandês de ‘Instinto Fatal’ é subtil,

provocador e audaz, sendo que a sua maior virtude

é a capacidade de ser superior a quaisquer polémicas

que possam surgir de um tema tão delicado, como o abuso

e a violência sobre as mulheres e respetiva vitimização.

QUANDO ESTREIA? Já está em exibição.

Kerry Brown

‘A LUZ ENTRE

OCEANOS’

DE QUEM É? Derek Cianfrance,

o realizador de ‘Blue Valentine’

(‘Só Tu e Eu’, em português) e

‘Como Um Trovão’, ambos com Ryan Gosling.

COM QUEM É? Michael Fassbender,

Alicia Vikander e Rachel Weisz.

SOBRE O QUE É? Um faroleiro australiano

e a sua mulher sofrem uma grande tragédia,

ao perderem o seu filho bebé. Por estranho

milagre, na mesma altura, dá à costa

um bote trazendo um tripulante,

recém-nascido, que o casal

imediatamente adota.

PORQUÊ? Michael Fassbender

e Alicia Vikander conheceram-se

no início da rodagem de ‘A Luz

Entre Oceanos’, em setembro

de 2014. Três meses depois,

oficializaram a sua relação.

Para este romance muito

contribuiu a “exigência

profissional”

do realizador

Cianfrance, que

obrigou o casal

a viver junto no set,

durante seis semanas.

As más-línguas insistem que

Vikander sempre quis conhecer

Fassbender e, por isso,

‘convidou-se’ para o filme.

QUANDO ESTREIA?

29 de dezembro.

4

‘OS BELOS DIAS

DE ARANJUEZ’

10 FILMES

DE QUEM É? Wim Wenders, segundo o texto

de Peter Handke.

COM QUEM É? Com Reda Kateb,

Sophie Semin, Nick Cave e Peter Handke.

SOBRE O QUE É? A angústia do dramaturgo frente

ao drama da página em branco é atenuada pela história

que ele decide escrever, sobre um casal que, num jardim

dos arredores de Paris, conversa sobre memórias de infância,

traumas de crescimento e a sexualidade adulta.

PORQUÊ? O primeiro filme 3D de Wim Wenders

foi também o primeiro filme 3D que o dramaturgo

Peter Handke (colaborador de Wenders desde

‘As Asas do Desejo’ e ‘A Angústia do Guarda-redes

Antes do Penalti’) viu. Peter Handke visitou uma vez

o set de filmagens e acabou com um papel secundário,

o de jardineiro. Nick Cave toca uma música do filme.

A actriz Sophie Semin, mulher de Handke desde 1995,

esteve em novembro em Lisboa, no Lisbon & Estoril Film Fest.

Tantas razões, tão pouco tempo.

QUANDO ESTREIA? 15 de dezembro.

para ver este NATAL

2


5

PASSAGEIROS

DE QUEM É? Morten Tyldum,

o realizador norueguês que dirigiu

‘O Jogo da Imitação’, em 2014.

COM QUEM É? Chris Pratt e Jennifer Lawrence.

SOBRE O QUE É? Uma nave a caminho

de uma colónia espacial, transportando milhares

de passageiros, sofre um problema num dos seus

compartimentos, obrigando dois dos passageiros

a acordar do seu sono… noventa anos antes do previsto.

PORQUÊ? Depois de ‘Gravidade’, com Sandra Bullock,

George Clooney e Ed Harris, e ‘Perdido em Marte’,

com Matt Damon, mais um filme “espacial”, sobre

a sobrevivência e a solidão em ambientes sem saída

e sem oxigénio. Jennifer Lawrence confessa que

o maior desafio e a maior dificuldade do filme foram,

pela primeira vez, beijar um ator comprometido

(Chris Pratt é casado com a actriz Anna Faris).

QUANDO ESTREIA? 22 de dezembro.

dezembro

O QUE FAZER EM

Por Miguel Somsen

‘ROGUE ONE: A STAR WARS STORY’

DE QUEM É? Gareth Edwards, realizador britânico de apenas 41 anos.

COM QUEM É? Felicity Jones, Diego Luna, Forest Whitaker e Mads Mikkelsen.

SOBRE O QUE É? Um ano depois de ‘Star Wars: Episódio VII – O Despertar da Força’

e um ano antes de ‘Star Wars VIII’ (que estreia apenas em dezembro de 2017),

‘Rogue One’ é o primeiro filme a nascer fora da série ‘Star Wars’ mas inspirado

6e motivado por personagens e eventos de ‘Star Wars’.

PORQUÊ? ‘Rogue One’ parte de uma ideia original do diretor de efeitos especiais

John Knoll, que há alguns anos, antes sequer de a Disney adquirir o franchise

de George Lucas, sugeriu que a produção desenvolvesse filmes fora da antologia

de ‘Star Wars’. ‘Rogue One’ é o primeiro filme a resultar desse propósito,

mas mais virão. A actriz de ‘A Teoria de Tudo’, Felicity Jones, abre as hostilidades.

QUANDO ESTREIA? 15 de dezembro.

DEZEMBRO / luxwoman 61


LAZER

‘FESTA DE NATAL DA EMPRESA’

DE QUEM É? Josh Gordon

e Will Speck, de ‘A Troca’

e ‘A Glória dos Campeões’.

COM QUEM É? Jennifer Aniston,

Jason Bateman, Olivia Munn

e T.J. Miller.

SOBRE O QUE É? Sobre a festa

de Natal da empresa.

Qual empresa? Ninguém quer

saber. É sobre a festa de Natal

da empresa. O que significa que

é sobre a festa de Natal de todas

as empresas do mundo. Ou seja,

é sobre a melhor festa de Natal

de sempre, de todas as empresas

de sempre. É imaginar o filme

‘A Ressaca’, mas no Natal.

PORQUÊ? O quinto filme

que Jennifer Aniston e Jason

Bateman fazem juntos confirma

um sucesso que vai muito além

do modelo tradicional de buddy

movie: em dois dos filmes,

Jennifer Aniston era a chefe

intragável, agora, ela é também

uma das únicas chefes

que se opõe à festa de Natal

da empresa. Até ver.

QUANDO ESTREIA?

15 de dezembro.

7

8 ‘ANIMAIS

NOTURNOS’

DE QUEM É? Tom Ford.

Sim, o estilista que tirou a casa Gucci

da falência também faz filmes. E bons!

COM QUEM É? Amy Adams,

Jake Gyllenhaal e Michael Shannon.

SOBRE O QUE É? Se já era

complicado descrever o anterior filme

de Tom Ford, ‘Um Homem Singular’,

mais difícil será descrever ‘Animais

Noturnos’, a história de uma mulher

(Amy Adams), que recebe um

manuscrito do livro ainda por editar

do ex-marido, de há 20 anos.

A primeira parte do filme é centrada

na protagonista, o segundo capítulo

descreve a história dentro

do manuscrito que ela recebe, o qual

lê e reconhece como sendo uma parte

do seu passado.

PORQUÊ? “Se perdes hora e meia

num cinema, é bom que o filme

te desafie”, disse, certa vez, Tom Ford.

É por isso que continuamos a ir

ao cinema: para nunca perder tempo

e, se calhar, até ganhar alguma vida.

QUANDO ESTREIA? 24 de novembro.

9 ‘ALIADOS’

de Steven Knight

DE QUEM É? De Robert

Zemeckis, com argumento

(realizador e argumentista de ‘Locke’).

COM QUEM É? Brad Pitt

e Marion Cotillard.

SOBRE O QUE É? Um operacional

britânico no Norte de África conhece

uma agente da resistência francesa,

durante a Segunda Guerra Mundial,

e juntos cumprem a missão planeada

contra um alvo nazi, antes

de se apaixonarem e irem viver

juntos. O espião é, depois,

confrontado pelos seus superiores

com a possibilidade de a sua aliada

e amante ser uma espia nazi.

PORQUÊ? ‘Aliados’ é o primeiro

filme de Brad Pitt depois do anunciado

divórcio com Angelina Jolie.

Embora o alegado affair de Pitt com

a protagonista, Marion Cotillard, tenha

sido desmentido por ambas as partes,

o filme chega a Portugal com

uma aura especial, que em muito

ultrapassa o romance ficcionado

em película.

QUANDO ESTREIA? 1 de dezembro.

62 luxwoman / DEZEMBRO


PALCOS

QUEM MEXE COM O VODAFONE MEXEFEST?

Mallu Magalhães vem sem a Banda do Mar. Baio sem os Vampire Weekend.

Howe Gelb vem sem os Giant Sand. NAO, ou Neo Jessica Joshua, vem sem

os Disclosure. Tom Barman, dos dEUS, traz o seu novo projeto swing-jazz,

TaxiWars, com o saxofonista Robin Verheyen. A mulher do fim do mundo,

Elza Soares, apresenta-se em Lisboa do alto dos seus 79 anos. O trio King

traz o seu primeiro álbum, ‘Fever’. Os Digable Planets chegam num shuttle

directo dos anos 90. Céu vem de São Paulo, mas pode acabar no

São Jorge. Gallant chega apadrinhado por Elton John. La Dame Blanche,

ou Yaite Ramos Rodriguez, traz o sangue dos Buena Vista Social Club.

Os Whitney trazem o disco do ano, ‘Light Upon The Lake’. Octa Push, Bruno

Pernadas, Joana Barra Vaz e Mike El Nite & Nerve representam a liberdade

de Portugal, na principal avenida de Lisboa. É o Vodafone Mexefest,

que continua a mexer com a festa da cidade de uma forma sem igual.

TaxiWars

Joana

Barra

Vaz

La Dame

Blanche

Céu

10

‘BELEZA

COLATERAL’

DE QUEM É? De David Frankel,

o realizador de ‘O Diabo Veste Prada’.

COM QUEM É? Will Smith, Edward Norton, Kate Winslet,

Keira Knightley e Helen Mirren.

SOBRE O QUE É? Howard (Will Smith) perde a filha

e fica órfão da vida . Os seus amigos tentam chegar

a ele, mas em vão. Só uma intervenção miraculosa

pode repor a ordem no universo e unir os pontos que

precisam de ser unidos, no tracejado da vida.

PORQUÊ? “Amor. Tempo. Morte. Estes três elementos

ligam todos os seres vivos no planeta. Queremos amor.

Gostávamos de ter mais tempo. Receamos a morte”.

O protagonista escreve cartas a estes elementos

e os elementos respondem em pessoa: Helen Mirren

faz de Morte, Keira Knightley de Amor.

QUANDO ESTREIA? 22 de dezembro.

Whitney

Mallu

Magalhães

25 E 26 DE NOVEMBRO – LISBOA | LOCAIS A DESIGNAR | PASSE ÚNICO, ENTRE €45 E €50

SALVADOR MARTINHA

Ele diz que é tipo anti-herói,

nós achamos que ele é amador-salvador

Salvador Martinha diz que é “tipo anti-herói”, mas isso é ele a ser

o falso humilde. Martinha é mais tipo anti-anti-herói. Ele é o tipo capaz

de nos salvar o dia, quando ainda não tínhamos percebido que o dia

precisava de ser salvo. Ele é capaz de flutuar, quando achávamos que

precisaríamos de voar. Ele é o falso lento que nos apanha em falso

numa alteração de velocidade ou subtil oscilação de humores.

Tal como ele diz, “este espetáculo pretende salvar a humanidade

e falhar redondamente. Sou anti-herói desde pequenino, uma espécie

de criminoso que quer fazer o bem”. Para finalizar com a cereja

no topo do bolo: “Os meus pais enganaram-se no meu nome e alguém

tem de se rir disto.

No palco. Na vida.

Sobretudo a martelar

sapateira”. E as vítimas

somos nós?

CASA DA MÚSICA – PORTO

15 de dezembro

21h30

Bilhetes €15

DEZEMBRO / luxwoman 63


LAZER

RUI MASSENA O FENÓMENO

“Sinto sempre

que o melhor de mim

está ainda por chegar”

O compositor, o programador, o maestro,

o músico, o fenómeno Rui Massena já quebrou

todas as barreiras de sucesso, vendas

e popularidade em Portugal. Por isso, é maior

o desafio para os dois concertos de modern

classical que Massena vai apresentar

nos Coliseus, de Lisboa, a 2 de dezembro,

e do Porto, a 7 de dezembro

Há uns bons anos, Inglaterra teve o seu fenómeno

com o enfant terrible Nigel Kennedy a levar a música

clássica às massas. Rui Massena é uma espécie

de Nigel Kennedy português? Como descrevê-lo?

Não sei descrever. Sou péssimo a fazer diagnósticos

de mim próprio. Gosto de música e gosto de pessoas.

Talvez por isso goste de aproximar o que me apaixona

a mim, dos outros. Imagine uma relação entre duas

pessoas, não é maravilhoso partilharmos com o mundo

que estamos apaixonados?

Até que ponto o seu legado como programador de

Guimarães 2012 mudou a sua forma de ver a relação

que pode ser criada entre música clássica e público?

Foi aí que se deu o seu turning point?

A Capital Europeia confirmou o meu ponto de vista.

As pessoas precisam de quem as ajude a subir para

o comboio. Quando estão em andamento, adoram a

viagem. A grande música sinfónica, em geral, a boa

música, faz o nosso corpo vibrar e dá-nos muito prazer.

O meu turning point acontece depois da Capital

Europeia. Senti que, para continuar feliz, teria de me

virar para os meus impulsos. Estava na altura de passar

à criação. Assim o fiz e ainda bem. Hoje, acho que fui

corajoso e, felizmente, correu bem. Mas não terminou.

O que importa é que fui genuíno comigo e com o mundo.

Como se viu por algumas críticas injustas ao sucesso

do seu primeiro disco, há uns anos, dá ideia de que

um dos papéis da imprensa especializada é impedir

que a música erudita possa ser compreendida pelas

pessoas que, na verdade, continuam a depender

destes especialistas. É como se a sua música

fosse pergunta e resposta numa só, algo

que irrita os media. Concorda?

Todas as críticas são sinal de

existência. Não se critica o que não

existe. Todos têm direito à sua

opinião, mas, para mim, a pergunta

é: vibras com a minha música?

RUI MASSENA

COLISEUS:

LISBOA 2 dezembro

Bilhetes entre €20 e €50

PORTO 7 dezembro

Bilhetes entre €20 e €40

Então, para ti, a minha música é boa. Tenho a sorte

de muita gente vibrar com as minhas canções.

Os media? Tenho uma ótima relação com os media deste

país, ou não adorasse eu comunicar. A música depende

da circunstância em que é ouvida e vale pela forma como

nos toca. A minha música é instrumental e cada pessoa

pode sentir e construir a sua própria história.

Não existem palavras a condicionar. É tranquila,

porque eu próprio precisava dessa tranquilidade.

Rui Massena, o maestro, é o principal crítico

de Massena, o compositor?

Não necessariamente. Claro que o maestro ajuda

o compositor a dar consistência aos trabalhos.

Tudo o que vivi está nas minhas canções.

Quando se diz que Massena vai subir a fasquia com

estes dois concertos em dezembro, isso significa

o quê? O que poderemos esperar destes espetáculos?

Sinto sempre que o melhor de mim está ainda por

chegar. Será irrepetível o momento e, por isso, quero

convocar as pessoas que me têm ouvido, ao longo deste

tempo, para partilhar estes dois discos e mais algumas

novas canções, em estreia. A mística dos Coliseus,

aliada a um formato em arena, onde estarei no centro

da sala, a tocar junto com 12 músicos, perto das pessoas

e não no palco, será muito íntimo e especial.

É-lhe indiferente o Natal? Luta contra as convenções

festivas, da mesma forma como o faz na música?

O Natal é como cada um o sente. Eu adoro

o clássico Natal, em que o nosso espírito

está mais generoso, o sorriso é mais

fácil e a imaginação nos leva a um

mundo mais perfeito. Gosto tanto

das tradições como do contrário,

no Natal como na música.

Rita Carmo

64 luxwoman / DEZEMBRO


NÃO HÁ NATAL SEM OS CARICAS

Algures, entre a insuportabilidade, o delírio e o fascínio –

eis Os Caricas. Eles são uma mistura de Beach Boys com

Rua Sésamo, e trazem a palco uma lição que é estudada

ao longo de anos de ‘evangelização’ infantil, através do

Canal Panda. Pais e filhos, ninguém sai daqui desiludido:

em concerto, o quarteto (mais o Panda) interage de

forma exemplar com a criançada, todas as músicas são

criadas a pensar no crescimento e formação do seu

público, e há um culto transversal que é inofensivo,

se não pensarmos muito pela nossa cabeça. A proposta

deste Natal dos Caricas convida a uma viagem no tempo:

“Quem não gostaria de ir a Atenas, à origem dos Jogos

Olímpicos? Quem não gostaria de conhecer de perto o

Homem Primitivo? Quem é que nunca se imaginou em

plena Idade Média, com Reis e Rainhas de verdade?”

Nada mau para quem, todos os Natais, procura a infância

perdida nos passos perdidos do tempo.

FILIPE MELO E JOÃO LOBO

Na homenagem aos cem anos de Moondog

Se é incrível que, cem anos depois do seu nascimento, Moondog

(pseudónimo de Louis Hardin) ainda seja um desconhecido

para a maioria das pessoas? É absolutamente normal.

Cego desde a adolescência, Moondog sempre foi a antítese

do modelo de artista que hoje conhecemos.

“A sua música seria tão estranha e atraente como a sua imagem:

inventou instrumentos, emitiu ritmos invulgares, citou culturas

pouco comuns, compôs para orquestras, namorou a pop, e deixou

uma enorme poesia no ar a uma comunidade, cada vez maior,

em dívida para com as suas muitas geniais ideias musicais”,

descreve o Teatro Maria Matos.

Talvez por isso, pela forma como sobreviveu à adversidade, e como

construiu a sua própria identidade visual – assente numa roupagem

de vagabundo, permanecendo horas de pé nas esquinas de Nova Iorque –,

ele tenha sido, realmente, o último dos grandes clássicos do século XX.

E isso é razão mais do que suficiente para nos deixarmos embrenhar

nas incríveis melodias que habitavam a sua paisagem musical, uma

geografia com a grandeza norte-americana que o ensemble, criado

pelos músicos Filipe Melo e João Lobo, agora homenageia, neste

espetáculo festivo, natalício e reverencial.

TEATRO MARIA MATOS

22 dezembro às 22h

Bilhetes entre os €6 e €12

‘PANDA E OS CARICAS – O MUSICAL’

3 dezembro

Dr. Mário Mexia

Multiusos

Coimbra

de Lamego

11 dezembro

10 dezembro Multiusos

Multidesportos de Gondomar

‘BARRIGA DA BALEIA’

António Jorge Gonçalves

TEATRO MARIA MATOS

De 15 a 18 de dezembro 2016

Semana 10h | Sábado e domingo 16h30

Bilhetes: crianças €3 – adultos €7

17 dezembro

Campo Pequeno

Lisboa

Bilhetes entre

€15 e €30

QUER0 UM BILHETE

PARA A TERRA ONDE

NUNCA NINGUÉM SE

ABORRECE, POR FAVOR!

A proposta é do ilustrador António Jorge

Gonçalves e parte de um livro original,

de sua autoria, que já faz parte do Plano

Nacional de Leitura: ‘Barriga da Baleia’.

Nele se conta a história de uma menina,

de quatro anos, que embarca numa

viagem à terra-onde-nunca-ninguém-se-

-aborrece, até uma onda atirar

a protagonista para dentro da barriga

de uma baleia, onde a aventura ganha

nova dimensão. Uma oportunidade única

para conhecer a prolixidade

do cartoonista, cenógrafo, autor

de banda desenhada António Jorge

Gonçalves em palco e ao vivo, num

espetáculo interpretado por Ana Brandão

com sonoplastia de Nuno Pratas.

DEZEMBRO / luxwoman 65


INSTAGRAMMER 66

do mês

PROCURE POR

https://www.

instagram.com/

wandson/?hl=pt

Ricardo Abreu

Wandson Lisboa

O design como refúgio

Não obstante ser brasileiro, tem, para o The

Huffington Post, uma das contas publicadas

a partir de Portugal mais criativas do Instagram.

Designer e cronista do jornal Público, serve-se

de Legos e brinquedos variados para criar

a sua realidade virtual Por Leonor Antolin Teixeira

Wandson,

no Brasil,

no imaginativo

cenário de

duas festas

de aniversário

temáticas

que a mãe lhe

preparava e que

moldaram a sua

criatividade

em 29 anos, é brasileiro, mas escolheu

Portugal para viver. O Porto foi a cidade

eleita. Alguma razão em especial?

Vim para cá para estudar design gráfico,

na Faculdade de Belas-Artes da Universidade

do Porto. E, até hoje, continuo

apaixonado pela cidade.

Do que mais gosta no Brasil, que cá não tem?

Duas coisas: as novelas em tempo real e o

Guaraná Jesus. Acompanhar a ‘Avenida

Brasil’ a partir daqui foi complicado! Às vezes,

no meio do almoço, sinto saudades do

Guaraná Jesus, uma bebida que só se vende

no Maranhão. É um guaraná com sabor a

canela e chiclete de tutti frutti, delicioso!

Agora ao contrário, do que mais gosta cá que

não tinha no Brasil?

Sendo muito realista? O metro! Na minha

cidade não há. Como é mais fácil chegar aos

lugares! [risos]

O que o inspira?

Não queria ser lamechas, mas claro que os

meus pais. As melhores histórias, as melhores

comidas, as melhores ideias, os melhores passeios...

Estou-lhes muito grato por me terem

ensinado muitas das coisas que hoje sei. Aquilo

que me marca mais é que, na altura do meu

aniversário, todos os anos, a minha mãe criava,

para mim, um universo que ela mesmo

escolhia. Fazia as melhores festas temáticas

na cozinha! Tive festas temáticas alusivas ao

circo, à vida numa quinta, ao fundo do mar...

Tenho todo esse universo, até hoje, muito

fresco na minha memória. A forma como ela

montava tudo aquilo, para mim, era incrível!

Fazia tudo com a ajuda das minhas tias. Passavam

horas naquilo, a produzir cada detalhe!

Um aniversário meu era um grande evento

para a família, ela chamava todos os

amigos…

Pode o Instagram ser, de alguma forma, um

escape para si? Um refúgio?

Na altura em que criei a minha página de

Instagram, precisava de ultrapassar o medo

de perder alguém... Com a morte da minha

mãe, perdi a pessoa mais importante da minha

vida! Comprei mais bonecos, tive mais

ideias, desenhei mais, estive mais atento.

Acho que foi a forma que encontrei para ‘fugir’

da perda dela. Queria vencer a dor para

ganhar a saudade. Confesso que o Instagram

me ajudou. E muito!


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MULHER 68

em quem acreditamos

SARA EUSTÁQUIO

O que dita a idade?

A uma maturidade pouco habitual para os seus 16 anos, junta-se

talento em estado puro e, no fim, o resultado está à vista:

duas curtas-metragens, 24 prémios internacionais, 11 nomeações

e 72 selecções oficiais para festivais de cinema em 19 países

Por Leonor Antolin Teixeira

ontar histórias através de vídeos e perceber

qual o verdadeiro poder da montagem. É

isto que me fascina, no cinema!” É simples,

para Sara Eustáquio, descrever o motivo pelo qual

escolheu a sétima arte. Está-lhe na alma. É paixão

antes de ser profissão. É algo que lhe ocupa

o tempo livre, que lhe é intrínseco e lhe

aguça os sentidos. “Adoro arte! Foi, aliás,

por gostar tanto de arte que optei por essa

área, quando entrei para o 10.º ano. Estou no

12.º e adoro o que estudo”, diz, sem hesitações. Ao cinema,

junta aquilo que aprende e acrescenta-lhe criatividade.

Apesar de serem apenas os primeiros passos num universo

laboral exigente por si só, Sara está ciente daquilo de que

gosta e as preferências não lhe são dúbias: “Gosto, especialmente,

de planos que se assemelham a quadros…”

Como tudo começou?

Natural de Torres Vedras, Sara Eustáquio estava no 9.º

ano quando lhe propuseram aquele que viria a ser o seu

primeiro grande trabalho e – mal sabia então! – o acontecimento

que ditaria o seu caminho futuro. “Gostei de

tal forma que nunca mais larguei o cinema. Tive um excelente

feedback desse primeiro trabalho que fiz, toda a

gente me dizia que parecia uma curta-metragem. Comecei,

então, a olhar para o cinema de outra forma, a querer investir

nele a sério!”, diz.

Quando chegou ao 12.º ano, Sara conheceu Cristina. De

apelido Caldararu, foi a história desta jovem romena, de

18 anos, a residir em Sobral de Monte Agraço, que inspirou

a jovem realizadora a criar o seu primeiro grande

projeto. ‘4242’ – “a distância de um país ao outro” (número

de quilómetros que separam Portugal da Roménia),

explica, é o nome da curta-metragem que pauta o início

desta que se adivinha uma carreira de sucesso. “Andamos

as duas na mesma turma, na Escola Secundária Henriques

Nogueira, em Torres Vedras, e a história da Cristina fascinou-me,

desde sempre. Decidi, então, contá-la numa

curta-metragem. Filmei-a com uma câmara minha, a

Cristina protagonizou-a e o meu pai foi o meu grande

apoio, levando-me sempre aos locais de filmagem. O filme

revela um pouco a perspetiva dela, a visão de alguém que

chega a Portugal e que nem sequer sabe a língua… O que

sentiu, quando chegou a Portugal? Como é viver cá? É

um bocadinho por aí…” O pai, assim como a mãe e todos

os outros familiares, são ingredientes fundamentais da

receita que está na base do seu sucesso: “Os meus pais

querem que siga os meus sonhos e que, um dia mais tarde,

esteja a trabalhar na área de que gosto. Além disso, eles

próprios também gostam muito de cinema”, confessa, com

um sorriso aberto. A história, baseada na vida da colega

de turma, que, com esta película, transformou em ‘atriz’,

valeu-lhe já 19 prémios internacionais, 10 nomeações e

52 selecções oficiais em 17 países. “Quando começaram a

surgir os primeiros prémios, foi uma surpresa enorme,

não estava à espera. Mostrei a curta-metragem aos meus

familiares e amigos e todos me diziam para concorrer a

concursos internacionais. Fi-lo, mas sem grande esperança…”,

confidencia.

Foi preciso um único filme para que o talento se confirmasse

e não demorou muito tempo para que o apelido

Eustáquio começasse a ganhar notoriedade. ‘Mirror’ é o

nome da curta-metragem que se seguiu. A soma fez-se no

currículo, mas também nas distinções internacionais.

‘Mirror’ é um thriller psicológico, “uma coisa um bocado

mais pesada”, como refere. “Resultou de um trabalho que

tinha de fazer, para a escola que frequentei no último verão,

nos Estados Unidos, em Nova Iorque, a New York

Film Academy. Estava um dia nas aulas e lembrei-me

desta ideia. Acabou por resultar bem, mas fiquei um pouco


Melhor Jovem Cineasta

Abaixo dos 18 anos,

no Hollywood Boulevard

Film Festival, em Los

Angeles, nos Estados Unidos,

e no Barnes Film Festival,

em Londres, foram alguns

dos prémios internacionais

já conquistados

Os cartazes de ‘4242’ e ‘Mirror’,

as duas curtas-metragens que já realizou

insatisfeita com o meu trabalho, porque queria

fazer mais e melhor. Mas os timings eram muito

apertados, tínhamos de entregar o trabalho e resultou

assim. É a história de uma jovem cuja imagem

fica fixa no espelho e, então, tudo o que acontece

no espelho, acontece na realidade. É como se

fossem dois mundos paralelos.” A pouca crença que

tinha no projeto não lhe travou, porém, a vitória.

Com ‘Mirror’ obteve cinco prémios internacionais,

uma nomeação e 20 selecções oficiais, em festivais

de cinema de oito países.

Jovialidade

vs Maturidade

Num mundo onde são poucos aqueles que vencem,

Sara serve-se da jovialidade, própria da idade, para

não ter medo, e da já conquistada maturidade para

ganhar algum equilíbrio e sensatez. “O mundo do

cinema é um mundo exigente, onde apenas alguns

vencem. Mas acredito que, com muito trabalho e

muita paixão, se consegue vencer! Claro que há dificuldades

(e muitas!), como a pressão que as pessoas

exercem para que façamos um bom trabalho. É um

trabalho muito visível, o do realizador, estamos muito

expostos. Mas, se fizermos aquilo de que gostamos,

acredito que as dificuldades se desvanecem”, afiança.

Ciente do caminho que tem para percorrer, faz do

tempo que tem livre um treino: “Quando

tenho algum tempo livre, é a ver filmes ou

séries que o ocupo. Depois, apodero-me um

pouco daquilo que vejo, retirando aquilo

com que me identifico e aquilo de que gosto

e que quero para o meu trabalho”, explica.

‘American Beauty’, ‘Fight Club’ e ‘Submarine’

são os seus três filmes de eleição. Sobre

eles, Sara lança já um olhar bem diferente

do de mero espetador. “Nem é tanto pelas

histórias em si, à exceção do ‘Fight

Club’ – porque gosto muito da história

– mas pela forma como se contam

as histórias e pela beleza dos

planos.”

‘Neverland’ é o nome do próximo

projeto de Sara e já se encontra em

pré-produção. As filmagens – na

zona Oeste – começam em dezembro.

A avaliar pelo percurso feito até

aqui, não demorará muito até voltarmos

a ter notícias da jovem e premiada

realizadora. Deste lado, resta-nos

desejar-lhe sorte e sucesso

em dose dupla e, quem sabe, um dia,

voltaremos a encontrar-nos… nos

Óscares!

DEZEMBRO / luxwoman 69


SHOPPING 70

natal

Pulseira Icon de mesh

e prata, Tous, €85

Body de renda,

Intimissimi, €49,90

Máquina fotográfica Michael

Kors x Fujifilm Instax Mini 70

Blusão de pele

Off&Cina, no

Stockmarket,

€179,60

(PVP €449)

Luvas de pele,

Ana Sousa,

€59,90

Brincos

de prata,

pérolas e

zicórnias,

Pandora,

€99

Ténis de pele, edição limitada,

Converse x PatBo, €115

Escravas de

ouro da coleção

Fetiche, a partir

de €3870

Eugénio Campos

Clutch de pele e metal,

Louis Vuitton

Robe de seda

estampada,

Mango, €49,99

Si, eau de

parfum Intense,

Giorgio Armani,

50 ml, €91

Wood Sage & Sea

Salt Cologne,

Jo Malone,

no El Corte Inglés

Top de

lantejoulas,

Max Mara,

€679

Coffret Firmeza, com creme remodelante

antigravidade e oferta de caixa e água

micelar delicada, Anjelif, €42,50

Botas de

pele, Boss,

€894

Brincos Royal

Flycatcher, Ana

João Jewelry, em

www.mintysquare.

com, €140

Reverso

One

Cordonnet,

Jaeger-

-LeCoultre,

na Torres

Joalheiros,

€7850


1/

3/

2/

4/ 5/

Reflexos

de Natal

7/

6/

A tradição mantém-se, com

a família reunida, mas a época

festiva reinventa-se em cada detalhe

e em presentes únicos e originais

Por Joana Pires Fotografia Ana Viegas

9/

8/

1/ Diorific Vernis, Dior, €27,20 2/ Botas de camurça com aplicações, Uterqüe, €150

3/ Óculos de sol, Jimmy Choo, €510 4/ Vela Birdcage, L’Objet, A Fire In My Heart,

na loja 21 PR Concept Store, €125 5/ Brincos de metal, H&M, €7,99 6/ Decoração

de metal, Area, €15,90 7/ CK One Gold, Calvin Klein, eau de toilette, 100 ml, €65,90

8/ La Femme, eau de parfum, 100 ml, Prada, €127,56 9/ Máscara de papelão, Area, €4,90

DEZEMBRO / luxwoman 71


SHOPPING

Chapéu de tela e seda

estampada, Elizab’hats, em

www.mintysquare.com, €195

Infallible

Matte

Max,

€12,99,

L’Oréal

Paris

Brincos Ruber

Folium, Joana

Ribeiro Joalharia,

€49,95

Soutien e cueca Starlet

de seda e renda, Triumph,

€44,90 e €24,90

Óleo, 60ml,

Bio-Oil,

€11,99

Túnica

de algodão,

Ana Sousa,

€59,90

Sobretudo

de lã, United

Colors of

Benetton,

€79,95

Sapatos de camurça, Off&Cina,

no Stockmarket, €63,60

(PVP €159)

Vestido de crepe de lã,

€399, Max Mara

Esfera

difusora,

Fornasetti,

em

www.net-aporter.com,

€363

Prato decorativo,

H&M Home, €5,99

Saia de

seda

plissada,

H&M,

€29,99

Sapatos

de camurça,

Aldo, €99,95

Neovadiol

Magistral,

com oferta

de Christmas

Box, Vichy

€33,05

Top de seda estampada,

Diane von Furstenberg,

na Fashion Clinic, €259

L’Absolu

Rouge,

Lancôme,

€32,80

72 luxwoman / DEZEMBRO


1/

2/

3/

4/

5/

6/

8/

7/

9/

10/

1/ Diorific Batom, Dior, €40,5 2/ Chloé Fleur

de Parfum, eau de parfum, Chloé, 75 ml, €103

3/ Pro-Essential Teddy Bear Hair Brush Set,

Too Faced, na Sephora, €59,55, 4/ Polaroid

Snap, Instant Print Digital Camera,

no El Corte Inglés, €149 5/ Clutch de veludo

com aplicações, Uterqüe, €79 6/ Colar

de metal e aplicações de plexiglas, Mango,

€15,99 7/ Pássaros de metal, Area, €9,95

cada 8/ Óculos de sol, Emilio Pucci, André

Ópticas, €234 9/ Sapatos de seda bordada,

Twin-Set, €273 10/ Eau Sensuelle, eau de

parfum, Bottega Veneta, 100 ml, €108

DEZEMBRO / luxwoman 73


SHOPPING

Casaco

de lã com

lantejoulas,

By Malene

Birger,

€475

Brincos de

poliéster,

Uterqüe,

€39

Carteira de pele Scout, Michael Kors

Relógio de aço

inoxidável, Calvin

Klein, na Boutique

dos Relógios,

€252

Casaco de

brocado de

seda, Marina

Rinaldi

Pulseira de prata e zircónias,

Pandora, €119

Sobretudo

de pelo,

Max Mara

Máquina de

café Qlip

DeltaQ, €89

Blazer de

lantejoulas,

Cortefiel, €149

Decoração

de Natal,

Swarovski,

€149

Camisola

de lã

bordada,

Uterqüe

€79

Resveratrol

Lift Firming

Serum,

Caudalie

€50,40

City Steamer, de pele

metalizada, Louis Vuitton

Sapatos de pele com purpurinas,

Charlotte Olympia, na Fashion Clinic, €695

74 luxwoman / DEZEMBRO

Relógio de aço

inoxidável,

Gucci,

na Boutique

dos Relógios

€790

Vestido de renda, C&A,

€29,90


1/

2/

3/

4/

5/

6/

7/

8/

1/ Figuier Ardent, cologne absolue, vaporisateur natural

spray, Atelier Cologne, na Sephora, 100 ml, €109,95

2/ Clutch de acrílico, Tous, €129

3/ Soutien de renda, Intimissimi, €35,90

4/ Nina Ricci Luna, Les Belles de Nina, eau de toilette,

80 ml, €75,04 5/ Fio de prata com cristais, Swarovski,

€179 6/ Clutch de veludo, H&M, €24,99

7/ Sapatos de veludo e aplicações, Friendly Fire, €175

8/ English Afternoon Caddy, Wegwood 125 g, Area, €12

9/ Óculos de sol, Jimmy Choo, €340

9/

DEZEMBRO / luxwoman 75


SHOPPING

Óculos de sol

Celine, André

Opticas, €250

Top de crepe

de seda e

aplicações,

By Malene

Birger, €430

Soutien e cueca de seda

e renda, Intimissimi,

€29,90 e €15,90

Brincos

com cristais,

Swarovski,

€149

Camisa de seda estampada,

Bimba & Lola, €125

Vestido de

neoprene

estampado,

Lanidor,

€114,90

Saladeira Carnets d’Equateur,

de porcelana, Hermés, €190

Carteira de pele estampada,

Bimba & Lola, €195

Botins

de camurça,

Aldo, €129,95

Vestido de

seda com

detalhes

metálicos,

Cynthia

Rowley,

na Chic by

Choice

Relógio Attitude,

de aço, Eletta, €129

Sandálias de

camurça com

purpurinas,

Zilian, €79,90

Roupão de seda

estampada,

Triumph,

€49,90

Guarda-joias

de madeira,

Natura, €16,99

carteira de pele

envernizada,

Aldo, €45,95

76 luxwoman / DEZEMBRO


1/

2/

3/

5/

4/

6/

7/

8/

9/

1/ Bolsa de pele para telemóvel, Uterqüe, €29

2/ Colar de metal, PVC e veludo, Mango

3/ Pulseira banhada a ouro com cristais,

Swarovski, €119 4/ Loewe 001, eau de parfum

natural spray, 50 ml, €72,30 5/ Carteira de pele

Sandro, no El Corte Inglés, €345 6/ Carteira

Le Pliage Heritage Luxe, Longchamp, €590

7/ Óculos de sol, Fendi, €390 8/ Vela Muse

Secret, Panpri, na Fashion Clinic, €59

9/ Capa para iPhone 6, By Malene Birger, €25

DEZEMBRO / luxwoman 77


moda

NA MODA COM

Rosie Whiteley

CARA FREQUENTEMENTE RELACIONADA COM

MARCAS DE LUXO, ROSIE WHITELEY É AGORA

O NOVO ROSTO DA BULGARI.

A atriz e modelo britânica, além de fazer trabalho

solidário para a UNICEF já ganhou o Prémio de Mulher

mais Glamorosa do ano e, recentemente, venceu

o Prémio de Mulher de Negócios do ano, atribuído

pela revista Harper’s Bazaar. Whiteley volta a brilhar

com a nova coleção de acessórios Bulgari, com peças,

entre outras, da linha Serpenti, estando à responsabilidade

da objetiva de Michael Avedon, neto

do icónico fotógrafo Richard Avedon, o olhar sobre

esta nova coleção. Para os portugueses, uma boa

notícia: em breve, a Bulgari vai ter loja em Lisboa.

S.C.

pág. 80 festas

Visuais expressivos para noites

inesquecíceis. Aceite o convite!

pág. 88 jantares

Propostas de charme, servidas

com elegância, num menu onde

‘identidade’ é o prato principal


MODA

Vestido de lã bouclé

e lantejoulas, Max Mara,

€1009

Botins de pele com

fivela, Mango, €79,99

Collants de rede,

Calzedonia, €9,95

Colar de metal com

acrílico, Mango, €15,99

80 luxwoman / DEZEMBRO


InCelebration

A reunião da cor com os brilhos, destaca-se

como uma das conjugações mais acertadas

para a época festiva. Inspire-se!

Por Sandra Dias Fotografia Pedro Ferreira

Vestido de crepe de seda

com aplicações metálicas,

€6900; sapatos de camurça,

€650; meias de seda, €200;

e pulseiras de cabedal com

aplicações metálicas,

de €160 a €465, tudo Hermès

DEZEMBRO / luxwoman 81


MODA

Vestido de seda e renda,

By Marlene Birger, €430

Camisola de tule

com lantejoulas, €560, e

sapatos de pele revestidos

a seda, preço sob

consulta, ambos Carlos Gil

Collants de poliamida,

Calzedonia, €12,95

Brincos de metal com

pompons, Mango, €9,99

Anéis de metal com

cristais, Swarovski, €149

o conjunto de três

82 luxwoman / DEZEMBRO


Blusa de seda, €295, e saia

de cetim de seda, €330,

ambas Carolina Herera

Óculos de sol de acetato com

cristais, Jimmy Choo, €510

Brincos de prata com cristais

rosa, Eugénio Campos,

€228,70

Cinto de pele sintética,

Mango, €9,99

DEZEMBRO / luxwoman 83


MODA

Vestido de cetim de seda,

Diogo Miranda, €475

Botins de pele e pelo,

Longchamp, €490

Collants de poliamida,

Calzedonia, €12,95

Brincos de metal, Mango, €19,99

Anéis de prata com quartzo,

ametistas e zircónias,

Eugénio Campos, €270,

€608,60 e €500

84 luxwoman / DEZEMBRO


Blusa de lurex, Isabel Marant,

na Fashion Clinic, €520

Bolero de tule com bordado

e vestido de poliéster, preços

sob consulta; e saia de

algodão acolchoada, €449,

tudo Sportmax

Sapatos de camurça,

Hermès, €650

Collants de poliamida,

Calzedonia, €9,95

Brincos de prata

com zircónias,

Eugénio Campos, €323,40

DEZEMBRO / luxwoman 85


MODA

T-shirt de algodão

com cristais, Balmain,

na Fashion Clinic, €1055

Saia de tule e lurex,

Tommy Hilfiger, €360

(preço indicativo)

Pulseiras de cabedal com

aplicações metálicas,

de €160 a €465, Hermès

Brincos de metal com

cristais, Swarovski, €79

Moda assistida por Sofia Coutinho Maquilhagem Rita Fialho, com produtos Sisley Cabelo Helena Vaz Pereira, com produtos L’Oréal Professionnel,

para Griffehairstyle, assistida por Rita Vasconcellos Modelo Dariia Makarova/Central Models

86 luxwoman / DEZEMBRO


Vestido longo de crepe de seda,

Miguel Vieira, €1200

Blusão revestido a lantejoulas,

Christophe Sauvat, €216

Sandálias de pele com cristais,

Pedro García, €495

Collants de poliamida,

Calzedonia, €9,95

Colar de prata com pendente

de prata dourada,

Eugénio Campos, €405,74

VEJA O VÍDEO

DO MAKING OF

DEZEMBRO / luxwoman 87


MODA

por idades

88

Camisa de musselina com lurex,

Kate Moss for Equipment,

na Net-a-Porter, €425

Brincos de metal

com cristais,

Swarovski, €119

Sapatos de pele sintética,

Stradivarius, €35,95

Jantamos?

Camisola de lã com

lantejoulas, Alysi, €230

Em dezembro, os jantares de Natal multiplicam-se

e as agendas tornam-se difíceis de gerir.

Para simplificar, organizámos, por idades, looks

em que o estilo se sobrepõe às tendências de moda

Por Sandra Dias

20’s

Clutch de pele

revestida a veludo,

Intropia, €127

Alicia

Vikander

Calças de poliéster, Zara, €39,95

Coach

Saia de lã

fria, Acne

Studios, na

Net-a-Porter,

€290

View Fashion Book

Reuters

Colar de metal

e seda, Uterqüe,

€79

Blusão de seda com lantejoulas

e canutilhos, Bdba, €359


30’s

Anéis de liga

Pandora Rose,

com zircónias,

Pandora,

de €59 a €129

Fotografia View Fashion Book

Saia de renda,

Tory Burch,

na Loja das

Meias, €385

Claire

Danes

Reuters

Blusão de veludo

acolchoado,

Primark, €30

Roksanda

Camisa de ganga com laçada, Mo, €24,99

Vestido de seda

e tule, Mary

Katranzou,

na Style.com

€1540

Relógio

de aço, Tissot,

€440

Saia de lã e acrílico, Zara, €22,95

Assistida por Sofia Coutinho

Sapatos de pele

sintética e lurex,

H&M, €29,99

Carteira de pele com aplicações, Furla, €495

DEZEMBRO / luxwoman 89


MODA

40’s

Brincos de metal

e resina, Uterqüe,

€49

Marion

Cotillard

Polo de jacquard de

seda, Missoni, na Espace

Cannelle, €395

View Fashion Book

Reuters

J.Crew

Saia de

poliéster,

H&M,

€29,99

Calças de jacquard de nylon,

Primark, €20

Sabrinas de camurça com

cristais, Josefinas, €298

Top de seda,

Carolina

Herrera,

€330

Clutch de pele, Bimba & Lola, €65

Relógio de

aço, Esprit,

€129

Casaco de lã

e poliéster,

Tara

Jarmon,

€310

90 luxwoman / DEZEMBRO


Casaco de

lã e lurex,

Sisley, €189,

exclusivo

online

Enfeites de Natal,

Accessorize,

€21,50

Brincos de

metal com

canutilhos

e cristais,

Parfois,

€12,99

Saia de malha

pregueada,

Malìparmi,

na Loja das

Meias, €250

50’s

Carteira de pele acolchoada, Uterqüe, €89

Oscar de la

Renta

Demi

Moore

Vestido plissado de seda, Nicole Miller, na

Chic by Choice.com, €74 (aluguer por dia)

Sapatos de camurça

com bordados,

Blumarine, na Espace

Cannelle, €596

Camisola

de acrílico,

H&M,

€29,99

Vestido de seda,

Blugirl, na Espace

Cannelle, €442

Reuters

View Fashion Book

DEZEMBRO / luxwoman 91


SHOPPING

natal

92

Gorro de lã,

Mango,

€15,99

Camisola

de lã,

Springfield,

€36,99

Auscultadores XB70BT

EXTRA BAS com

conectividade Bluetooth

sem fios, Sony, €90

Dior

Sauvage,

eau de

toilette,

100 ml,

€95,60

Máquina fotográfica digital,

Fujifilm X-A3

Difusor

Earth, Tom

Dixon, em

www.net-a-

-porter.com,

€100

Chinelos, edição

especial Ano Novo,

Havaianas, €22

Camisa de algodão,

Springfield, €29,99

Droni Stream

com câmara

e transmissão

Wifi,

Imaginarium,

€99,95

Cronógrafo

Heuer

Monza,

de titânio

e pele,

TAG Heuer,

na Torres

Joalheiros

Calças de

ganga,

Salsa,

€89,90

Smartphone Ufeel

Prime, Wiko, €269

Meias

de algodão,

H&M, €2,99

Saco de pele, United Colors

of Benetton, €79,95

Blusão

de nylon,

Levi’s,

€120,

Coffret

Aquapower,

Biotherm,

exclusivo

Sephora,

€43,12

Starter Kit, com oferta

de bolsa de viagem,

Nivea, €10,88


1/

2/

3/

6/

4/

5/

7/

8/

9/

1/ Camisola de lã, Pepe Jeans, €80 2/ Ténis de lã,

Pepe Jeans, €90 3/ Gucci Guilty, eau de toilette,

75 ml, €73 4/ Shaker de metal, €19,95, e medidor

de metal, €8,95, El Corte Inglés 5/ Óculos de sol

Mykita, André Opticas, €452 6/ Caneta aparador,

Parker, El Corte Inglés, €499,95 7/ Gorro de lã,

Tommy Hilfiger, €49,90 8/ Capa para iPad Air,

€180, e para iPad Mini, Rimowa, €180 9/ Boss

Bottled Intense, eau de parfum, 100 ml, €90

DEZEMBRO / luxwoman 93


MODA 94

marca

Os divertidos

instantâneos

da atriz Sofia

Arruda

O manequim

Ruben Rua

‘desfilou’ o seu

bom humor

Flashmat anima

ModaLisboa

A ModaLisboa elegeu, este ano, o inspirador

tema ‘Together’, sob o qual os criadores

nacionais apresentaram as suas coleções para

o primavera/verão 2017. A LuxWOMAN, em

parceria com a Flashmat, animou o evento e

deu um contributo iconográfico, que ‘retrata’

o ambiente vivido na 47.ª edição deste certame

Fotografia João Cabral

O stand da

LuxWOMAN/Flasmat e

alguns dos rostos mais

‘fotogénicos’

orria!

Tirar fotografias pode ser

divertido, mais ainda

quando, como foi o caso, a

experiência inclui acessórios, looks

inspirados e a dinâmica contagiante

da semana da moda, pelo que o resultado

foi ainda mais criativo e

animou quem não resistiu a visitar

o stand da LuxWOMAN. Depois

do click, as fotos foram partilhadas

em tempo real no Facebook da revista,

permitindo que os novos modelos

‘desfilassem’ na rede social.

O conceito da Flashmat consiste

em disponibilizar um terminal de

fotografias, com qualidade profissional,

que são impressas, em papel

fotográfico, em apenas 15 segundos.

Sem estúdios, ou fotógrafos profissionais,

basta enquadrar-se, descontraidamente,

no pequeno ecrã

para um registo fotográfico original,

com a possibilidade de, através de

wifi, enviar as imagens via e-mail

e Facebook.

A ModaLisboa trouxe, de novo, à

cidade o que de melhor se faz no

universo da moda nacional e a colaboração

entre a LuxWOMAN e a

Flashmat ajudou a dinamizar o evento

e a descobrir alguns ‘talentos’.


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Lingerie

para os momentos especiais

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Acessórios

que a vão fazer brilhar

Os acessórios dão o toque definitivo ao

seu look. Recorde-se: incluir pelo menos

um respeitando as proporções, as cores e

texturas para evitar o excesso.

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peças,

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A lingerie que veste por baixo do

seu vestido, é tão importante como o

seu outfit. Deve adaptar-se à forma

e estilo da peça escolhida, deve ser

subtil e por sua vez destacar os

pontos a favor da sua silhueta.

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NECESSITA PARA ESTE

natal

CHEGA O MÊS MÁGICO, DEZEMBRO…

E com ele o jantar de amigos que tanto

esperava, as celebrações com alguns

membros da família que vê menos do que

gostaria e o prazer de oferecer.

A C&A conhece-a, sabe o que sente, por isso

nas suas lojas encontrará tudo o que

é necessário para partilhar disfrutando

com optimismo e alegria esta data.

Vista-se

para impressionar

Compre um macacão preto,

calce os seus sapatos favoritos

combinando com uma clutch

brilhante, solte o cabelo e dance

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aos seus presentes.

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Para os pequenos

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PODERÁ ENCONTRA-LAS EM c-a.com


eleza

pág. 98 perfumes

Intensos, quentes, sedutores,

inebriantes ou provocadores,

também eles falam por si

pág. 106 pelling

Fórmulas únicas e seguras para

uma pele perfeita, sem sair de casa

O PODER das Plantas

UMA RECEITA HISTÓRICA

Sobejamente conhecida pelas suas maravilhosas gamas perfumadas, a Roger

& Gallet, vem agora dar mostras de toda a sua expertise em aromatologia, numa

linha para o rosto. Graças a uma complexa trama histórica, a marca francesa é

também a herdeira oficial da Aqua Mirabilis, criada em 1693 e famosa pelas suas

propriedades curativas. Este ‘remédio natural’ era bebido e ainda aplicado em

todas as partes do corpo, para proteger de doenças e tratar feridas e queimaduras.

Patenteada pela faculdade de medicina de Colónia, na Alemanha, em 1727,

a Aqua Mirabilis era ainda referida como sendo a fonte de beleza da realeza da

época, bem como responsável pela sua aura nobre. Inspirada na sua fórmula,

com 18 plantas oficinais e destiladas, a Roger & Gallet apresenta, agora, o ritual

de cuidados para o rosto Aura Mirabilis, composto por quatro cosméticos. Formulados

sem parabenos, são eles: uma máscara detox/gel desmaquilhante, um

delicado vinagre de limpeza, um concentrado hidratante e protetor, e um creme

de dia e noite, que se derrete sobre a pele. Em farmácias, a partir de €20.


PERFUMES

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1/ Lenço de seda, Hermès, preço sob consulta 2/ Anel Uterqüe, €39 3/ Jarras Ikea, €19,99 o conjunto

de três 4/ Flor Orquídea, Ikea, €9,99 5/ Plantas, Ikea, €2,50 cada 6/ Suporte de velas, Ikea, €5,99

7/ Argola de guardanapo Peixe, Zara Home, €19,99 8/ Pisa-papéis de vidro, Zara Home, €19,99

9/ Individual de poliuretano, Zara Home, €9,99 10/ Eau de parfum Figuier Ardent, da Atelier Cologne,

exclusivo Sephora, 100 ml, €109,95 11/ Eau de parfum Lady Million Privé, de Paco Rabanne, 80 ml, €108,69

12/ Clutch, Manolo Blahnik, na Fashion Clinic, €1915 13/ Cálices de plástico, Zara Home, €3,99 cada

14/ Eau de cologne Eau de Mandarine Ambrée, da Hermès, El Corte Inglés, 100 ml, €91,10 15/ Eau de

parfum Mille Feux, da Louis Vuitton, em exclusivo nas lojas Louis Vuitton, 100 ml, €200 16/ Eau de parfum

Divine Decadence, de Marc Jacobs, 50 ml, €88,11 17/ Eau de toilette Luna Les Belles, de Nina Ricci, 50 ml,

€61,62 18/ Eau de parfum My Burberry Black, da Burberry, 90 ml, €115 19/ Prato decorativo, Zara Home,

€29,99 20/ Eau de parfum Deep Euphoria, de Calvin Klein, 100 ml, €84 21/ Borboleta de cristal, Baccarat,

na Fendi Casa by Induplano, €195 22/ Pote de cerâmica, Zara Home, €29,99

98 luxwoman / DEZEMBRO


Menu de

DEGUSTAÇÃO

Agrupámos algumas das melhores

criações olfativas, para um verdadeiro

banquete dos sentidos!

Por Anett Bohme Produção Sandra Dias Fotografia Ana Viegas

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1/ Prato de bolo com três andares, Versace, na Fendi Casa by Induplano, €439,30

2/ Anel de ouro rosa com pérola barroca, Mimi, €8600 3/ Anel de prata com

cristal, Eugénio Campos, €512,80 4/ Brincos de ouro com diamantes e safiras,

Chopard, na Torres Joalheiros, €56.980 5/ Pregadeira de prata com zircónias,

Eugénio Campos, €202,40 6/ Óculos de sol, Miu Miu, €350 7/ Clutch de acrílico,

Charlotte Olympia, na Fashion Clinic, €795 8/ Pregadeira de prata com zircónias,

Eugénio Campos, €229 9/ Individuais de poliéster, Zara Home, €12,99 cada

10/ Colar de pérolas e zircónias, Eugénio Campos, €473,40 11/ Eau de parfum

The Scent For Her, da Hugo Boss, 50 ml, €80,68 12/ Copo de vidro, Ikea, €2,50

13/ Flor Orquídea, Ikea, €9,99 14/ Cálice de vidro, Zara Home, €5,99 15/ Tabuleiro

de metal com espelho, Zara Home, €29,99 16/ Eau de parfum Wonderlust,

de Michael Kors, 100 ml, €100 17/ Eau de parfum Rose Goldea, da Bulgari,

50 ml, €98 18/ Eau de parfum Sweet Like Candy, by Ariana Grande, exclusivo

Perfumarias Douglas, 50 ml, €49,95 19/ Eau de parfum Peonia Nobile, da Acqua

di Parma, 100 ml, €129,90 20/ Copo Ikea, €1,99 21/ Eau de parfum Miss Dior

Absolutely Blooming, da Dior, 100 ml, €135,70 22/ Eau de parfum Eau Sensuelle,

da Bottega Veneta, 75 ml, €108 23/ Eau de parfum intense Rouge Malachite, da

Armani Privé, exclusivo El Corte Inglés, 100 ml, €226,17 24/ Eau de parfum Dolce

Rosa Excelsa, de Dolce & Gabbana, 75 ml, €74,30 25/ Eau de parfum Modern Muse

Le Rouge, da Estée Lauder, exclusivo El Corte Inglés, 50 ml, €74

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PERFUMES

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1/ Suporte para velas, Ikea, €9,99 2/ Eau de toilette Eau Rose, da Diptyque, na Skinlife, 100 ml, €79

3/ Eau de toilette The Girl, de Tommy Hilfiger, 100 ml, €58,40 4/ Suporte para velas, Ikea, €12,99

5/ Bandeja de metal, Ikea, €9,99 6/ Eau de parfum White Patchouli, da Tom Ford, na Fashion Clinic,

100 ml, €132 7/ Numa edição limitada de 14.000 exemplares, eau de parfum Eau du Soir, da Sisley,

100 ml, €229 8/ Eau de parfum L’Absolu, da Carven, perfumarias Douglas, 30 ml, €50 9/ Eau de

parfum This is Her!, da Zadig & Voltaire, 50 ml, €70 10/ Eau de parfum La Femme Prada, da Prada,

100 ml, €127,56 11/ Tabuleiro de acrílico, Zara Home, €19,99 12/ Copos de vidro, Ikea, €1,99 cada

13/ Flor Orquídea, Ikea, €9,99 14/ Copo de vidro, Ikea, €2,50 15/ Eau de parfum 001 Woman, da Loewe,

50 ml, €72,30 16/ Castiçal de metal, Ikea, €14,99 17/ Parfum Galop d’Hermès, exclusivamente nas lojas

Hermès, 50 ml, €234 18/ Eau de toilette 5 L’Eau, de Chanel, 100 ml, €126 19/ Eau de parfum L’Eau

D’Issey Pure, de Issey Miyake, 50 ml, €40,56 20/ Prato de bolo, Ikea, €9,99

21/ Talheres, Zara Home, €1,99 e €2,99 22/ Anéis de ouro branco e diamantes, Eleutério, €3475

e €1855 23/ Colar de ouro branco e diamantes, Eleutério, €5890 24/ Eau de parfum Sunday Cologne,

da Byredo, na Fashion Clinic, 100 ml, €150 25/ Argolas para guardanapos, na Fendi Casa by Induplano,

€9 cada 26/ Eau de toilette Donna, da Trussardi, 50 ml, €62 27/ Eau de parfum Lady Emblem,

da Montblanc, 75 ml, €85 28/ Sinos de cristal, Swarovski, €69 cada

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PERFUMES

VEJA O VÍDEO

DO MAKING OF

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Produção assistida por Sofia Coutinho

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1/ Suporte de vela e vela Diptyque, na Fashion Clinic, €76 e €58 2/ Bruma perfumada para o corpo, Body Mist, da Bijoux Cosmetics, www.bijouxindiscrets.com,

130 ml, €29,95 3/ Tabuleiro decorativo, Zara Home, €29,99 4/ Eau de parfum Good Girl, de Carolina Herrera, 80 ml, €111,14 5/ Caixa decorativa de vidro, Zara

Home, €29,99 6/ Eau de parfum Alaïa, 50 ml, €83,50 7/ Eau de parfum Patchouli Absolu, de Tom Ford, El Corte Inglés, 50 ml, €201 8/ Eau de toilette CK One

Gold, da Calvin Klein, 100 ml, €65,90 9/ Óculos, Miu Miu, €270 10/ Eau de parfum Coach The Fragrance, da Coach, 90 ml, €90 11/ Caixa metálica, Zara Home,

€19,99 12/ Cálices de vidro metalizado, Zara Home, €7,99 cada 13/ Eau de parfum Bamboo, da Gucci, 75 ml, €114 14/ Caixa de madeira e acrílico Riviere, na

Fendi Casa By Induplano, €357 15/ Eau de parfum Dahlia Divin, da Givenchy, 50 ml, €93,03 16/ Eau de parfum La Nuit Trésor L’Eau de Parfum Caresse, da

Lancôme, 50 ml, €79,41 17/ Eau de parfum Black Opium Nuit Blanche, da Yves Saint Laurent, 50 ml, €84 18/ Clutch, Manolo Blahnik, na Fashion Clinic, €1975

19/ Eau de parfum Sacred Wood, by Kilian, na Skinlife, 50 ml, €205 20/ Copo de vidro, Zara Home, €4,99 21/ Eau de parfum Essences Insensées, da Diptyque,

na Fashion Clinic, 120 ml, €120 22/ Orris & Sandalwood Cologne Intense, da Jo Malone, exclusivo El Corte Inglés, 100 ml, €120

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DEZEMBRO / luxwoman 105


BELEZA

peeling

106

OBJETIVO:

PELE DE BEBÉ

Podemos hidratar e exfoliar a pele regularmente,

mas não há nada mais eficaz do que um peeling químico

para deixá-la suave, luminosa e com menos imperfeições.

Saiba porquê, quais as opções e os cuidados a ter Por Anett Bohme

uem já fez um peeling, sabe que este se

torna um daqueles tratamentos indispensáveis,

quando se quer mostrar a pele no

seu melhor. Contudo, apesar de não ser

invasivo, há que ter em mente que este cuidado

de beleza tende a sensibilizar a pele,

sobretudo perante os raios UV, pelo que recomendamos

que seja feito, de preferência, no inverno.

Falámos com uma especialista na matéria, a formadora

da Mesoestetic, Andrea Hollaender, para esclarecer

dúvidas sobre este tratamento, por muitos considerado

‘milagroso’. Andrea explica que existem vários

níveis de peeling: muito superficiais, superficiais,

médios e profundos, sendo os dois últimos

considerados ‘médicos’. Os peelings

químicos consistem na aplicação de

um ou mais agentes ácidos, como

os alfa-hidroxiácidos, ou AHA

(glicólico, láctico, mandélico,

etc.), beta-hidroxiácidos, ou

BHA, e o de atuação mais profunda

(de utilização médica),

o fenol. Estes ácidos causam

uma descamação que

acaba por purificar e oxigenar

a pele, melhorar

a sua textura e diminuir

a visibilidade dos

poros, aumentar a densidade da epiderme, diminuir as

rugas, dar firmeza, uniformizar a tez, corrigir imperfeições

– como as lesões pigmentares – e reduzir as manifestações

do acne, e ainda melhorar a aparência de cicatrizes. Andrea

Hollaender esclarece que um peeling também é um

excelente preparador da pele para outros procedimentos

estéticos ou médicos, como a mesoterapia, os fillers e a

radiofrequência, entre outros. Claro que há contraindicações,

caso de uma gravidez ou tratamentos com retinóides.

Por isso mesmo, torna-se imperativo fazê-lo apenas após

um diagnóstico personalizado e pelas mãos de um profissional

qualificado. A Mesoestetic tem, desde 2014, a linha

Mesopeel, composta por nove peelings químicos orientados

para as mais variadas necessidades da pele, desde a

hiperpigmentação ao tratamento do fotoenvelhecimento.

Cabe ao profissional escolher entre os peelings de substância

única (e em várias concentrações), e os de ácidos

combinados, para dar a cada cliente o melhor resultado

possível.

Alguns dos

produtos

só devem ser

aplicados por

profissionais


Dermapeel

Em casa

Estes produtos têm, obviamente, uma menor concentração

de ácidos (entre 5 e 15%), do que os aplicados por profissionais,

mas isso não significa que não funcionem, muito pelo

contrário. Podem ser usados para fazer a manutenção, depois

de um peeling profissional, ou, então, por quem ainda não

sinta necessidade de uma ação mais profunda.

1/ A Thalgo criou uma gama inteira, a M Ceutic Rénovation

Radicale, para usar, de preferência, em complemento com as

sessões de estética em gabinete. Para melhorar a textura da

pele, os laboratórios da marca desenvolveram o complexo

Néo-skin, que associa três extratos ativos, para restaurar

progressivamente a qualidade original da pele. Desde a limpeza

aos cuidados diários, a linha baseia o seu poder em ingredientes

como papaína, ácido glicólico e salicílico e vitamina

C estabilizada. Em institutos, a partir de €41

2/ O programa de cinco semanas Age-Peel, da Filorga, tem,

na base da sua eficácia, uma elevada concentração de ácidos

de frutos. Além de afinar a textura da pele, ainda melhora as

manchas. Em farmácias, €66

3/ Sem álcool, ou parabenos, cada uma das pequenas almofadas

Peel Pad, da linha Sublime Skin, da Comfort Zone, está

embebida numa solução com ácido glicólico a 2,5% e vitamina

C estabilizada. Em institutos e spas, 14 unidades, €40

4/ Sobretudo para combater a tez baça, a máscara Masque

Peeling Glycolique, da Caudalie, conta com viniferina aclaradora,

enzimas de papaia – pelo seu efeito esfoliante –, e ácido

glicólico, para eliminar as células mortas. Em farmácias,

75 ml, €22

5/ A dupla de gel de limpeza e creme de dia, da linha Derma

Peel Pro, da Skeyndor, é formulada com alfa-hidroxoácidos

e péptidos biológicos, para uma ação esfoliante contínua. Em

institutos, a partir de €34,38

6/ Verdadeiro 2-em-1, o esfoliante PoreDermabrasion, da Dr.

Brandt, atua tanto sobre os poros obstruídos como os dilatados.

Com uma ação tanto física quanto química, graças a

microcristais e ao ácido salicílico, ainda contém pimenta da

Tasmânia, para acalmar a pele. Sephora, 60 g, €59,55

3/

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2/

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DEZEMBRO / luxwoman 107


PREÇO

mini

€4

PREÇO

FAMÍLIA

€14


sociedade

Pixabay.com

pág. 110 on the road

O sonho de partir à aventura e conhecer

o mundo, vivendo na estrada, com a família

pág. 120 antiginástica

Conceito que substitui exercício por movimento

e que está a tornar-se moda entre nós

UMA AJUDA

para a família!

Sabia que a alimentação representa quase metade

dos encargos mensais das famílias sobre-endividadas?

Segundo o Gabinete de Apoio ao Sobre-endividado (GAS),

da DECO, as famílias que solicitaram a sua intervenção têm um

rendimento médio de 1070 euros, gastam 715 euros em prestações

de crédito, e têm encargos mensais de 467 euros, dos quais quase

metade (220 euros) é relativa à alimentação. O GoodAfter

(encontre-o em www.goodafter.com/pt/) é o primeiro supermercado

online contra o desperdício e pode auxiliar muitas famílias a melhor

gerirem o seu orçamento mensal. O objetivo é ajudar os

consumidores a pouparem e a evitarem o desperdício alimentar.

A plataforma, de origem portuguesa, comercializa bens

alimentares e não-alimentares que se encontram perto

do fim da data de consumo preferencial, assegurando,

no entanto, a total garantia de segurança

alimentar. Os produtos podem, por isso,

ser comercializados a preços

mais vantajosos. L.A.T.


REPORTAGEM 110

viver ‘na estrada’ com os filhos

o

PRÓXIMA

mundo!

PARAGEM:

Está à espera que os seus filhos cresçam para poder

fazer a viagem dos seus sonhos? Não espere mais.

Aproveite o novo ano para pôr em prática esse desejo

antigo e ser feliz. Inspire-se nestes exemplos e arrisque!

Por Leonor Antolin Teixeira

À partida

O mote é igual para todos

os casos que aqui apresentamos:

um casal, um

sonho antigo e uma vontade

que supera o medo.

Na bagagem levam o essencial:

o desejo de conhecer

o mundo junto

daqueles que mais amam,

e uma dose q.b. de expectativas.

O resultado? Uma

certeza: a de que as fotografias

podem desvanecer-se,

mas as memórias

ficarão. Ao enriquecimento

pessoal, estas famílias

juntam momentos inesquecíveis,

daqueles que

só o coração é capaz de

guardar. Para sempre!

The Bucket List Familly

Anti-Sofá


Menina Mundo The Bucket List Familly

Anti-Sofá

The Bucket List Familly

The Bucket List Familly

DEZEMBRO / luxwoman 111


REPORTAGEM

Menina Mundo

MENINAMUNDO.COM

Miriam, Nelson e Mia

País de origem: Portugal

Há muito que Miriam, interlocutora nesta

entrevista, e Nelson queriam partir em viagem.

O sonho foi esperando, quieto… Até

que, em conversa, Miriam lançou o desafio:

“E se fôssemos?” Ao que Nelson respondeu

que não. “Ele ia lembrando os custos, o trabalho,

o que perderíamos…”, recorda Miriam,

que, pelo seu lado, contrapunha: “E o sonho

de partirmos? E tudo o que ganharíamos,

cada um e enquanto família?” O coração

ganhou à razão e partiram!

A Miriam abandonou a carreira para seguir

este sonho… É preciso ter coragem?

Esta viagem não se tratou de nenhum descontentamento

com algo que tínhamos ou

com as nossas carreiras, tratou-se, antes, de

algo que queríamos desfrutar em família.

Passar por tudo isto em família, dedicarmos

este tempo uns aos outros, numa total disponibilidade,

todos os dias, a todas as horas,

crescermos juntos, foi um privilégio! Percorrer

a Grande Muralha da China, descer o rio

Yulong (na China) numa jangada de bambu,

estender os olhos pelos arrozais, no nordeste

do Vietnam, conhecer as tribos que habitam

112 luxwoman / DEZEMBRO

“Somos feitos do que

vivemos, das experiências

que temos e não das coisas

que acumulamos. Por

isso, dizemos sempre: esta

viagem é o nosso melhor

retrato de família”

Miriam

as suas montanhas, mergulhar na baía onde,

segundo o mito, desceu o dragão (Halong

Bay, no Vietname), atravessar o caos organizado

de Hanói (no Vietname), jogar ao berlinde

com os meninos das aldeias flutuantes

do Mekong [rio que nasce no planalto do

Tibete e percorre a província chinesa de Yunnan,

Myanmar, Tailândia, Laos, Cambodja

e Vietname], viver um mês no meio da selva

e trabalhar em troca de alojamento e alimentação,

sentir um bocadinho de Portugal nas

ruas de Goa, e encher os olhos das cores, da

vida e das gentes do Rajastão, na Índia…

Todas as pessoas que conhecemos, a gastronomia

que provámos… Somos feitos do que

vivemos, das experiências que temos e não

das coisas que acumulamos. Por isso, dizemos

sempre: esta viagem é o nosso melhor retrato

de família.

Qual foi o roteiro?

A viagem ultrapassou o meio ano e o nosso

itinerário passou por Paris, várias cidades

na China, o Vietname (de norte a sul), várias

cidades no Cambodja, dois meses na Tailândia,

Malásia (incluindo o Bornéu) e Índia.

Sem esquecer duas travessias do Mekong.

Tiveram algum tipo de receio?

Os medos acompanham sempre os pais.

Importante é sabermos lidar com eles e impedir

que sejam obstáculo aos nossos sonhos

e ao que nos faz felizes. O principal medo

foram as questões ligadas à saúde, sublinhando

aqui a importância da consulta do

viajante e das medidas preventivas, como a

vacinação, o acompanhamento – ainda que

à distância – do pediatra e um bom seguro

de saúde.

De que forma beneficiou a vossa filha desta

experiência?

Há dois momentos que falam por si, em

relação aos benefícios – além da questão da

adaptação, do contacto com culturas, religiões

e formas de viver tão diferentes que,

julgo, são transversais a todas as crianças

que viajem. O primeiro prende-se com a

própria definição de casa. Quando lhe perguntamos:

“O que é uma casa, Mia?” Responde,

simplesmente: “A Mia, o papá, a

mamã.” Julgo que isto diz tudo. Aos dois

anos, ela sabe que o que faz de nós família

não é vivermos sob o mesmo teto e dentro

das mesmas paredes todos os dias, é o que

nos mora dentro do peito, independentemente

do lugar no mundo. Estarmos juntos

é sermos casa, lar, família. Ela sente-o ao

ponto de o expressar. O outro benefício está

relacionado com a forma como vê a diferença.

Se há algo que queremos que ela retenha

desta experiência é isto: que a diferença nos

traços do rosto, na forma como nos vestimos,

como oramos, como falamos e como comemos

não nos torna melhores ou piores, mais

ou menos, grandes ou pequenos. E é assim

que ela já vê a diferença: sem a ver! São todas

pessoas, meninos e meninas, como a

Mia. É sempre mais e maior o que nos une

a qualquer outro ser humano do que o que

nos separa dele. O corpo, esse que evidencia

as diferenças físicas, será sempre mais do

que isso: é lugar onde bate um coração e sei

que ela viverá e crescerá com isto tudo enraizado

nela.

É uma experiência para repetir?

Já nos encontramos a desenhar a próxima,

que não terá a mesma duração que esta, mas

que incluirá algumas variáveis, que constituirão

novos e grandes desafios!


The Bucket List Familly

THEBUCKETLISTFAMILY.COM

Garrett, Jessica, Dorothy e Manilla

País de origem: Estados Unidos da América

Garrett Gee é designer. Acabou o curso, vendeu

a sua parte na empresa onde era sócio

e decidiu, com a mulher e os dois filhos,

viajar pelo mundo. Na bagagem levavam

uma certeza: “Não sabíamos bem onde íamos

parar, mas sabíamos que queríamos

sair da nossa zona de conforto e queríamos

conhecer o mundo! Queríamos alargar os

nossos horizontes, para podermos viver o

nosso futuro de uma forma mais agradável”,

refere Jessica, com quem falámos. Deram

esta entrevista ainda em viagem e é em viagem

que pretendem continuar a viver, enquanto

a vontade assim o ditar.

Onde estiveram, até agora?

Estivemos em 31 países: Reino de Tonga,

Tailândia, Nova Zelândia, Austrália, Canadá,

Japão, Coreia, Nepal, República Checa, Inglaterra…

e muitos mais! Até ao final do ano,

vamos estar pela Europa e, depois, em janeiro,

partimos para as Filipinas e as ilhas Fiji!

Acreditam que é este o real conceito de

liberdade?

Sim! Trabalhámos muito para conseguirmos

esta liberdade, a de viajarmos pelo mundo com

aqueles que verdadeiramente amamos...

Já viveram alguma experiência mais

assustadora?

Como viajamos o tempo todo, tentamos, ao

máximo, dar consistência e horários aos

nossos filhos: temos, todos os dias, a hora

do pequeno-almoço, o momento para brincar,

para aprender, a hora da sesta… Acredito

que viajar seja um pouco duro para as crianças,

mas depende dos pais o garante de algum

tipo de consistência, na experiência que

estão a ter. Nós tentamos estabelecer esta

rotina, mesmo quando estamos num país

diferente todas as semanas. Para conseguirmos

isso, temos de planear bem o que vamos

fazer no dia seguinte, com base naquilo que

sabemos de que os nossos filhos precisam e

naquilo de que gostam. O meu melhor conselho,

para alguns pais que possam ter alguns

receios em viajar com os filhos, é: os vossos

filhos absorvem todas as vossas energias. Se

estiverem nervosos, stressados ou ansiosos,

eles também vão estar. Portanto, relaxem,

respirem fundo e sejam felizes e positivos!

Desfrutem da viagem, tornem-na em algo

divertido e não uma simples meta a

cumprir!

Uma boa recordação, até ao momento?

Uma das partes de que eu mais gosto nesta

viagem é quando os meus filhos interagem,

com a maior das naturalidades, com crianças

de outras religiões, raças e culturas. Não têm

preconceitos e estão abertos a toda a gente.

Adoro vê-los brincar com crianças de todo

o mundo! Até quando não falam a mesma

língua, eles arranjam forma de comunicar:

dançam, cantam, correm, saltam… Por exemplo,

estivemos no Nepal, há pouco tempo, a

apoiar mulheres vítimas de tráfico humano,

e eu adorei ver a minha filha a brincar com

uma adolescente que já tinha passado por

tanto! A minha filha conseguiu trazer-lhe

uma alegria tão grande! Claro que a minha

filha é criança e, como qualquer criança, é

inocente e não lhe passa pela cabeça o que

aquela rapariga já passou, mas, naquele

momento, aquela rapariga estava feliz e estava

a partilhar essa felicidade com a minha

filha, foi maravilhoso!

De que forma beneficiam os vossos filhos

desta experiência?

Acreditamos que viajar traz, aos nossos filhos,

oportunidades únicas! Por exemplo, aprenderam

imenso sobre animais. O meu filho

aprendeu imenso sobre elefantes, na Tailândia!

A minha filha tornou-se muito mais

corajosa. Já não tem medo de experimentar

comida nova, já não tem medo de saltar, já

não tem vergonha de pedir ajuda a um adulto…

Tornou-se muito mais interativa e pró-

-ativa! Com esta viagem, os meus filhos tornaram-se

muito mais aventureiros, estão

sempre à procura de experiências novas!

DEZEMBRO / luxwoman 113


REPORTAGEM

114 luxwoman / DEZEMBRO

O verbo Ir

OVERBOIR.COM

Maria, Tiago, Luísa e Manuel

País de origem: Portugal

O sonho era antigo para este casal. Os filhos

vieram primeiro do que o sonho, mas

não foi por isso que o deixaram para trás.

Os filhos seriam, antes, motivo de enriquecimento

da experiência. Os cinco anos

da filha mais velha foram o mote final,

como explica o pai: “Sempre sonhámos

fazer uma viagem maior. Quando nos casámos,

os filhos acabaram por se antecipar

a esse projeto, mas achámos que isso não

seria impedimento, muito pelo contrário.

Viajar com crianças seria diferente, mas

provavelmente melhor. Quando demos

conta de que seria o último ano antes da

nossa filha, Luísa, de cinco anos, entrar

para a escola primária, pensámos: “É agora

ou nunca!” E começámos a planear esta

viagem.” Sem medo, partiram! Tiago responde

à entrevista.

Fizeram a viagem pela América Latina.

Porquê este roteiro, especificamente?

Ambos vivemos em Londres e os melhores

amigos que lá fizemos eram desta zona.

Tínhamos, por isso, vários amigos para

visitar – aproveitando alojamento grátis e

apoio logístico. Era também uma cultura

mais próxima da nossa, desde a língua à

alimentação, o que diminuía o risco de

viajar com crianças. Com amigos na Colômbia

e família no Brasil, unimos esses

dois pontos num percurso que incluiu oito

países, 45 cidades e mais de 10 mil quilómetros

por terra.

A Maria teve de se despedir e deixar o emprego

que tinha para embarcar nesta viagem…

É preciso ter coragem?

Ambos gostamos muito do que fazemos,

mas, claramente, não pomos a prioridade

nos empregos e na progressão da carreira.

O risco da viagem foi calculado, porque

eu tenho a sorte de poder trabalhar em

qualquer parte do mundo – sou tradutor,

basta-me um portátil e internet –, e a Maria

terá, depois, a oportunidade

de tentar a sorte noutra área

dentro da enfermagem.

Sentiram algum tipo de medo?

No nosso caso, a questão da educação não

constituiu um problema, porque ainda

estão ambos no pré-escolar, mas acreditamos

que, em viagem, aprendem tanto,

ou mais, do que no infantário. A mãe tinha

mais receios quanto à alimentação e à

saúde, e, de facto, não se consegue ter uma

dieta tão saudável como em casa – nem

sempre lhes conseguimos dar sopa ou legumes,

por exemplo –, mas também aprendemos

a ‘descomplicar’ e não tivemos

sustos com a saúde. No cumprimento de

horários somos um desastre, tanto em

Lisboa como em viagem!

De que forma beneficiam os vossos filhos

desta experiência?

Estarem juntos com os pais e entre si, 24

horas por dia, durante cinco meses é, por

si só, um privilégio, mesmo quando nós

ralhamos ou eles brigam! Também nos

parece bom terem um intervalo da rotina

casa-infantário e dos horários mais rígidos.

Além disso, conheceram meninos de

vários países e de diferentes realidades

sociais. Já notamos que estão mais soltos

na criatividade, talvez por terem mais

tempo para brincar livremente. E também

já falam ‘portunhol’!

É uma experiência a repetir mais tarde?

Quem sabe! Uma viagem tão longa não

repetiremos tão cedo (pelo orçamento e

logística que implica), mas ainda temos

muitos países para conhecer e muito por

explorar, mesmo em Portugal. Gostávamos

de incutir nos nossos filhos o gosto

por sair da zona de conforto e a abertura

ao que é diferente do que temos em casa.

Acreditamos que isso os fará cidadãos

mais abertos e conscientes.

Anti-Sofá

ANTISOFA.BLOGSPOT.PT

Carla, Stephane, Tiago e Júlia

País de origem: França

Carla Santos, porta-voz da família, sempre

quis dar a volta ao mundo, ou fazer uma

viagem longa. A ideia foi maturando, mas,

ao mesmo tempo, a vida continuava… Despediu-se

do emprego que tinha em Portugal,

foi viver para Paris e, quando deu por si,

vivia com Stephane e tinha dois filhos. O

sonho, porém, continuava lá. Quando os

filhos começaram a andar e a dormir a noite

inteira, o plano de viajar foi ganhando corpo.

No verão de 2014 partiram. O objetivo?

Durante um ano, partir em busca do mundo

com a Europa, América do Norte e África

fora do baralho, “porque vimos que não

havia tempo para tudo e porque seria muito

caro!”, explica. O que restou? “Optámos por

estar, essencialmente, na América do Sul e

no Sudeste Asiático. Jogámos com os dados

meteorológicos, para estabelecer a rota, e

com os pontos essenciais que queríamos

conhecer”, finaliza.

Houve que gerir receios?

Nunca senti medo de viajar com os meus

filhos. Sinto, pelo contrário, medo de não o

poder fazer. Sinto medo que cresçam ignorantes,

que não conheçam o mundo que os

rodeia, que sejam facilmente manipuláveis

por campanhas publicitárias, que lhes ditem

como viver. O meu filho fez a primeira classe

durante a volta ao mundo e a minha filha

fez a terceira, e foi muito mais fácil do que

estávamos à espera! Como tínhamos tempo

e íamos com um programa limitado à Ma-


temática e à primeira língua (que, no nosso

caso, era o Francês), podíamos adaptar a

matéria ao lugar onde estávamos ou à vontade

que sentiam.

“O melhor foi não

sabermos o que o dia

nos reservava. Foi a

sensação de termos

finalmente os olhos

abertos e de querermos

aproveitar cada

minuto! A sensação

de sentirmos que todos

os dias contam e de

podermos decidir, todos

os dias, se ficamos

ou se partimos” Carla

Foi tudo planeado ou iam

à deriva?

O roteiro, no início, não era

o mais importante. O essencial

era partirmos e explorarmos

o mundo em conjunto.

Planeámos o menos

possível, por uma questão

de economia. Comprámos

os bilhetes para os trajetos

de avião principais e partimos

com a ideia de passarmos

um mês em cada país.

Reservámos hotéis apenas

em Sydney e em Tóquio, porque

nos disseram que esgotavam

com facilidade. Mas

preferimos sempre improvisar ao máximo,

para termos mais liberdade. Afinal, era esse

um dos objetivos principais desta viagem.

De que forma beneficiaram os vossos filhos

desta experiência?

Os meus filhos ficaram conscientes de que

existem várias formas de se viver e de se ser

feliz. Hoje, riem-se quando alguém se lamenta

por não ter vários pares de sapatos, ou uma

playstation, ou ter de fazer um trajeto maior

para ir da escola para casa… Além disso, são

muito mais preocupados com o meio ambiente

do que quando começámos a viagem:

não desperdiçam água, comida ou outro tipo

de recursos; reciclam mais; não pedem para

trocar de mochila antes de a verem completamente

desintegrada; e ficam chocados com

a quantidade de brinquedos que os amigos

recebem no Natal! O conhecimento do ‘outro’

foi outra coisa que mudou.

Fizeram amigos com

facilidade, em todos os países.

Vai ser difícil alguém

convencê-los de que a população

de um país é melhor

do que a de outro, ou

que uma religião é mais

importante do que outra.

O que foi o mais difícil, nesta

viagem?

O mais difícil foi voltar.

Passámos por pequenos

contratempos, durante o

ano em que viajámos. Mas

nada se comparou ao impacto

de voltarmos e termos

de viver novamente

de uma forma sedentária.

E o melhor?

O melhor foi não sabermos o que o dia nos

reservava. Foi a sensação de termos finalmente

os olhos abertos e de querermos aproveitar

cada minuto! A sensação de sentirmos

que todos os dias contam e de podermos

decidir, todos os dias, se ficamos ou se partimos.

Além disso, vivermos as experiências

que tínhamos sonhado, foi inesquecível, assim

como conhecermos algo novo e ficarmos

maravilhados com algo a que, à partida, não

daríamos importância. Foi maravilhoso ver

o Pão de Açúcar, do alto do Corcovado [no

Rio de Janeiro, Brasil], como tínhamos imaginado!

Mas foi ainda mais emocionante ter

nadado com mantas, raias ou tartarugas!

Quais as melhores recordações?

Temos tantas boas recordações! Até as piores

recordações se transformaram em melhores

recordações, como o medo de cairmos da

‘Estrada de la Muerte’, na Bolívia; de sermos

atacados por um caimão; de estarmos doentes;

de apanhar mau tempo, e querermos ver

as estrelas e não conseguirmos… Não temos

muita noção do que foi melhor, foi um ano

cheio de boas recordações!

Vai haver uma próxima vez? Para onde?

Sim, gostávamos de repetir. Queríamos ir a

África, à Tanzânia, a Moçambique, à África

do Sul, e à Namíbia. Queríamos ainda viajar

na Antártida, fazer uma viagem em autocaravana,

na Nova Zelândia, e ir ao México, à

Guatemala e à Costa Rica... E ainda voltar à

Índia, desta vez mais ao norte, ir ao Nepal,

à Birmânia e ao Sri Lanka… Parece-me que,

mais uma vez, um ano não vai chegar!

O preço do sonho

Organize e prepare a viagem com

antecedência, poupando algum dinheiro

antes de partir. Por uma viagem entre

seis meses a um ano, dependendo muito

de opções de alojamento e de transporte,

os valores rondam os 50 mil euros.

A fim de não gastar tanto dinheiro,

poderá ficar em casa de familiares ou

amigos, caso tenha essa possibilidade,

ou trabalhar enquanto viaja.


COMPORTAMENTO 116

comunicação não verbal

Falar

sem

palavras

A comunicação – onde se inclui

a linguagem corporal e as

microexpressões – é um objeto

de análise capaz de revelar muito

sobre os nossos instintos, emoções

e motivações. Perceber as mensagens

que são transmitidas verbal e não

verbalmente é poder pensar e agir

sobre a influência e o impacto

da imagem e da comunicação.

Sobre nós mesmos e sobre os outros

Por Lúcia d´Almeida

Getty Images

UANDO O CORPO FALA

Quando se pensa em comunicar, está implícita a ideia

de uma troca de informação, que pode, ou não, ser

verbal, simples ou complexa. Os estudiosos consideram

que as mensagens são o resultado de operações

cognitivas, afetivas, sociais e motoras e têm uma

intenção, consciente ou não. A comunicação pode

ser entendida, no seu sentido lato, quando existe um

tipo de informação transmitida com intenção de levar

algo ao outro, com o intuito de levar informação de

um interlocutor a outro, ou outros. Por outro lado,

pode ser vista como um sistema amplo, no qual a interação

é marcada por mensagens subliminares, ou seja, quando é ‘o

corpo que fala’. Para qualquer função social, a comunicação

humana é fundamental. As relações que se estabelecem são

possíveis através de trocas, sejam elas verbais ou não-verbais.

É possível processar a comunicação através destes dois níveis,

mas este último não usa o discurso, as suas mensagens são

transmitidas através do corpo e de objetos associados ao corpo

e, nele, as palavras são apenas parte da interação.

LINGUAGEM E COMPORTAMENTO NÃO-VERBAL

A linguagem não-verbal é genuína e surge com autenticidade,

pois está associada às emoções. Pode dizer-nos o mesmo que

a linguagem verbal, ou o seu oposto. A comunicação não-

-verbal pode trair-nos e transformar-se em algo como um

pensamento que acaba por ser expresso em voz alta.

Respondemos à linguagem corporal com vivacidade e recorrendo

a sinais que ninguém conhece, mas que são compreendidos

por todos. Para analisar os fenómenos da comunicação,

deve distinguir-se o olhar, a expressão facial, os gestos, a

postura, a aparência e o contacto corporal. Esta reflexão leva

a pensar o corpo e o movimento. Faz-nos querer interpretar

as mensagens, tentar perceber o que, aparentemente, é invisível.

Isso é mais evidente nas linguagens da fotografia, do

teatro, do cinema, da dança e das demonstrações de arte, que

sugerem várias interpretações, várias ligações do indivíduo

ao ‘objeto’. Porém, interpretar as imagens do complexo ‘jogo

social’ pode ser um exercício estimulante e revelador.

Imagine que, num encontro com amigos, faz o seguinte jogo:

divide a sua atenção entre o que é dito e os gestos que acompanham

o discurso. Veja se existe uma concordância, ou não,

se as posturas se espelham pelo grupo, ou se alguém é mais

influente nesta ‘dança’.

NO INÍCIO... NÃO ERA O VERBO

Antes da evolução da linguagem, a espécie humana comunicava

através do corpo, dos gestos e grunhidos, ou seja, a

comunicação acontecia através de meios não-verbais. O processo

evolutivo trouxe a elaboração dos signos, que originaram

a linguagem oral e a escrita – que se tornaram meios privilegiados.

Mas os gestos e os movimentos continuam a ser parte

fundamental dos diálogos, pois expressam as emoções, a

personalidade, comunicam atitudes e fazem parte da vida

social, política, profissional e académica.

As mensagens transmitidas pela comunicação não-verbal


Para meio entendedor…

93% DA COMUNICAÇÃO É NÃO-VERBAL:

• 7% Palavras

• 38% Tom de voz

• 55% Não-verbais

influenciam a forma como pensamos e sentimos. Decifrar o

não-verbal é criar um padrão mental que permite ir mais

além. Ao eleger o corpo e o movimento como formas de comunicação,

acedemos a conteúdos carregados de simbolismo

e significado, não raras vezes, empregues subliminarmente

com propósitos de sedução ou manipulação.

DIZEM OS TEÓRICOS LÁ FORA

A psicóloga social Amy Cuddy (amycuddy.com), especialista

em linguagem corporal, acredita que, além de ser é preciso

parecer. Ou melhor, parecer até ser. Não é uma qualquer

complicação filosófica, diz-nos apenas que devemos “adotar

posturas de poder” até nos tornarmos realmente confiantes

– mesmo quando não nos sentimos capazes. A investigação

de Cuddy revela que a linguagem do corpo afeta a mente, tal

como a mente afeta o corpo. Adotar uma postura dominante

altera os níveis de testosterona (associada ao poder) e cortisol

(associado ao stress) do cérebro, o que significa mais entusiasmo

e à-vontade. No best-seller ‘Presença’, Amy Cuddy

explica a importância da linguagem corporal, relativamente

ao sucesso. Afirma, inclusivamente, que o comportamento

não-verbal modela quem somos, já que, ter uma atitude de

convicção e envolver-se psicologicamente, em qualquer situação,

gera confiança e influencia o modo como os outros

nos vêem. Uma presença dominante é persuasiva. Mais importante,

esta atitude muda a forma como nos vemos, o que

gera um ciclo de bem-estar e sucesso. É a tomada de consciência

da programação neurolinguística.

A norte-americana tornou-se uma das melhores oradoras do

mundo, depois do êxito da sua conferência, na TEDGlobal,

onde lança a questão: Será que as nossas expressões não-verbais

comandam a maneira como pensamos e nos sentimos

em relação a nós próprios? Sobre o tema criou mesmo um

novo conceito, os não-verbais, onde reúne todos os signos ou

atos que expressam ideias e intensões sem as nomear.

Explica depois que, ao estudar os elementos não-verbais, a

comunicação e as interações, os cientistas sociais observam

os efeitos da linguagem corporal. A psicóloga diz que somos

constantemente influenciados pelos aspetos não-verbais,

pelos nossos pensamentos, sentimentos e pela nossa fisiologia.

Existe um jogo permanente onde, através da observação

dos não-verbais, fazemos juízos sobre os outros e imaginamos

como esses outros nos julgam. Experimente, no seu local de

trabalho, adotar posições de poder, como abrir os braços, ou

colocar as mãos na cintura, enquanto ‘dá algumas ordens’ e

veja como os seus colegas reagem.

O cientista Paul Ekman, conhecido pelo estudo das microexpressões

faciais e leitura de gestos, identifica e caracteriza a

estrutura dos movimentos faciais e analisa a função e implicação

da linguagem não-verbal no contexto social. Recentemente,

a sua participação, enquanto mentor científico, na

série norte-americana ‘Lie To Me’ (‘O Rosto da Mentira’, em

português, com Tim Roth como protagonista), que mostra

as investigações de uma equipa de especialistas, que deteta

mentiras a partir da leitura de microexpressões faciais, trouxe

popularidade aos estudos sobre esta área.

DEZEMBRO / luxwoman 117


COMPORTAMENTO

118 luxwoman / DEZEMBRO

Ekman acredita que as emoções podem prevalecer sobre os

instintos básicos e o impulso de sobrevivência, uma vez que

o medo e a ansiedade podem influenciar a alimentação e a

atividade sexual e que a tristeza profunda, em última instância,

pode levar ao suicídio. Assim, partindo do princípio de

que através deste conhecimento científico é possível trabalhar

as emoções, que influenciam o comportamento pessoal e as

dinâmicas sociais, estes estudos podem ser transformadores

e terapêuticos. “O estudo das expressões faciais vai continuar

a permitir aos investigadores procurar respostas para questões

fundamentais sobre a natureza humana”, escreve no

artigo ‘Facial Expression of Emotion’, (paulekman.com).

DIZEM OS TEÓRICOS POR CÁ

Falámos com a psicóloga clínica Joana Janeiro (joanajaneiro@gmail.com),

sobre a questão da espontaneidade da linguagem

não-verbal, que pode ser reveladora de aspetos importantes

da personalidade. Sobre o assunto, diz: “A linguagem

não-verbal é uma forma de comunicação rica, espontânea e

complementar à linguagem verbal. Pode denunciar fatores

reveladores do estado emocional e até da personalidade de

quem comunica. Alguns gestos e expressões que acompanham

o discurso ilustram estados de tensão, entusiasmo, resistência,

ou de paixão. Podem até revelar aspetos contraditórios.”

Em relação à importância do comportamento não-verbal

nas relações humanas, acrescenta: “Tem uma importância

ímpar nas relações, assumindo, muitas vezes, a responsabilidade

de exprimir o que não é dito. A linguagem obedece a

operações complexas, com maior controlo por parte do orador.

O comportamento não-verbal que a acompanha faz

outras revelações e permite uma comunicação mais aberta,

sendo um veículo para expressar os estados emocionais.”

Conclusões que explicam alguns ‘ecos de postura’

que acabamos por testemunhar diariamente

sem o perceber. Dois interlocutores, que estejam

frente a frente, acabarão por ir adotando,

como mimos, gestos e posturas um do outro,

sejam eles de animosidade (braços cruzados,

um gesto defensivo), ou recostar--se na cadeira

(sinal de à-vontade). Chegam mesmo a ‘espelhar-se’

tiques.

GONÇALO CASTEL-BRANCO

EM DISCURSO DIRETO

Para entender o tema da linguagem não-verbal

e das implicações da mesma nas relações sociais,

políticas e profissionais, conversámos

com o estratega político Gonçalo Castel-Branco,

Getty Images

E nesta

situação?

Está numa entrevista

de trabalho, sentada

em frente à secretária

da/o CEO da empresa,

ou encontra-se numa

esplanada com a sua

melhor amiga, o seu

comportamento não-

-verbal é o mesmo? E se

estiver num encontro

amoroso? O seu corpo,

‘fala’ da mesma forma?

A mentira é um bom exemplo, porque

mentir não é fácil. Diz-se verbalmente

uma coisa, mas a expressão facial

e corporal, que se tornam geladas

e rígidas, denunciam a mentira

de 36 anos, um dos nomes envolvidos em campanhas eleitorais

tão mediáticas quanto as norte-americanas.

A primeira impressão é fundamental? “É e não é. Enquanto

seres humanos, estamos constantemente sob avaliação

(e a avaliar outros), procurando sinais de compatibilidade

– seja ela profissional, sentimental ou social. A primeira impressão

pode acelerar ou travar esse processo, mas só isso.”

Qual o verdadeiro impacto da comunicação não-verbal?

“É enorme, especialmente numa geração audiovisual. Estamos

cada vez mais habituados a tirar conclusões baseadas

nas nossas representações visuais. Por exemplo, nas fotos e

vídeos que partilhamos, ou nas nossas escolhas pessoais, como

seja aquilo que vestimos. Sabemos cada vez mais uns

sobre os outros, e cada vez nos sentimos mais à-vontade a

tirar conclusões rápidas a partir dessa informação.”

A linguagem não-verbal determina a assertividade e o

sucesso? “É um dos fatores e, em alguns casos, é até determinante.

No caso de um político, por exemplo, a linguagem

não-verbal é decisiva na construção de uma narrativa, já que

o público assume que a persona pública é naturalmente diferente

da privada (seja por que motivação for, desde a simples

procura de privacidade à necessidade de esconder algo),

e, portanto, procura ativamente sinais na linguagem não-

-verbal que lhe permitam decidir se pode ou não confiar

naquela pessoa.”

Enquanto estratega político, como trabalha esta questão

do comportamento não-verbal? “Com treino. Primeiro,

para conseguir que os políticos se tornem conscientes das

mensagens subliminares que a sua comunicação não-verbal

está a passar. Depois, para conseguir que a controlem de forma

consciente, transformando-a numa ferramenta de construção

de mensagem tão válida quanto a linguagem verbal.”

Quais as vantagens competitivas de uma linguagem gestual

‘trabalhada’, nas relações de trabalho, sociais ou

políticas? “A vantagem óbvia é o autoconhecimento. Quando

uma pessoa sabe que sinais está a enviar para os outros, consegue

controlar o que quer ou não fazer. Isso é uma vantagem

enorme para qualquer pessoa, tão forte como controlar a

maneira como fala.”

AS IMAGENS DO ‘JOGO SOCIAL’

No cinema, os filmes dos irmãos Lumière colocaram

na expressão corporal e facial, a responsabilidade

do entretenimento. As representações

gestuais eram suficientes para que o espetador

se sentisse dentro do filme e compreendesse

o argumento. Longe vão os tempos

do cinema mudo, mas a verdade é que o ‘som’

da vida contemporânea não se faz apenas de

diálogos e trocas verbais. O jogo de imagens é

cada vez mais importante na nossa sociedade,

que celebra a representação da vida, o virtual

e onde se encenam diversos papéis sociais e

profissionais. O estudo, e o entendimento, da

linguagem e do comportamento não-verbal

pode modificar, por completo, todas estas dinâmicas.


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ANTIGINÁSTICA 120

bem-estar

Antiginástica

Nada tem contra a ginástica, na verdade, nem sequer se trata

de verdadeira ginástica. Este é, antes, um método, baseado

em movimentos, que permite um maior

e melhor conhecimento do corpo

Por Ana Almeida Pires

Antiginástica

Thérèse

Bertherat,

mentora da

antiginástica

O que é

A antiginástica consiste num conjunto de movimentos

subtis, precisos e rigorosos, que permitem

uma tomada de consciência sobre o

corpo. Estes movimentos, que têm em conta

afetos, pensamentos e emoções, desencadeiam,

ao mesmo tempo, sensações, autoconhecimento e

respostas acerca da raiz de qualquer mal-estar físico. Por um

lado, respeitam a integridade da estrutura corporal, as leis

físicas e mecânicas do corpo e, por outro, indicam tensões

ou acumulações de tensões, que derivam de algo. É uma

prática que permite abordar, de forma íntima e indissociável,

o corpo, a mente e o espírito, traduzindo-se num método

original, que busca o bem-estar, através de um maior conhecimento

do lado físico. O grande objetivo é a apropriação do

corpo e o alcance da melhor forma de habitar nele,

como a casa permanente que é.

Como e onde nasceu

“Diz-se que é preciso fortalecer o corpo, que

é necessário suar e transpirar. O que é necessário

fazer, primeiramente, é abrir os

olhos e dar-se ao trabalho de olhar para o

corpo, para compreender como é que ele

funciona.” A afirmação é da fisioterapeuta

francesa Thérèse Bertherat, que, nos anos

’70 do século passado, começa a interessar-

-se por outras terapias, sentindo-se desapontada

com a rigidez do ensino das ciências

médicas. No essencial, Thérèse começa por

questionar a base do ensino tradicional, que aprofundava o

estudo do corpo tomando-o sempre como partes dissociadas

e nunca como um todo. Paralelamente, a visão revolucionária

de outra fisioterapeuta francesa, Françoise Mézières – ao

criar o conceito de cadeia muscular e admitir o estudo do

corpo como um conjunto total, onde cada elemento depende

de outros –, foi determinante para Thérèse ganhar confiança

e continuar a aprofundar o seu método. A sua técnica de

fisioterapia opta por estudar várias terapias corporais alternativas

como a bioenergética, a eutonia (terapia corporal

que visa o equilíbrio das tensões, através da tonicidade muscular),

o rolfing (processo terapêutico de massagens, que

consiste em provocar pressões e alongamentos no corpo), a

acupuntura e ainda outras teorias da medicina chinesa, as

quais alia ao estudo de grandes psicanalistas, de Freud a

Jung e Wilhelm Reich, e cria um método de raiz, original e

único. Hoje, é a sua filha, Marie Bertherat, quem segue as

suas pisadas e continua a desenvolver, praticar e ensinar este

método, juntamente com vários profissionais certificados,

pelo mundo inteiro.

As sessões

• Grupos, no máximo, de 10 pessoas

• Sala clara, silenciosa e acolhedora, sem espelhos

• Roupa confortável, preferencialmente de fibras

naturais, como o algodão

• Pés descalços

• Sem relógios, óculos, bijutarias, ou outros acessórios

• Sessões semanais, de uma hora e meia, ou mensais,

de meio dia ou dia inteiro


Antiginástica em Portugal

A formadora Rejane Benaduce encontra-se

em Portugal para implementar e dinamizar a prática

desta modalidade, desenvolvendo sessões tanto para

futuros profissionais certificados, como para quem

quiser conhecer o método e praticar antiginástica.

Para mais informações, contactar Rejane Benaduce,

através do e-mail rejanebenaduce@gmail.com

ou +5521998092567 – WhatsApp

www.antiginastica.com

Antiginástica

Bastões de madeira, bolas de

cortiça, doudous e ‘duduzinhos’

(almofadas de sementes de

painço ou trigo), utilizados

nas sessões

Tipo de movimentos

Numa sessão de antiginástica não se praticam exercícios. Não

há exercício físico. O profissional que conduz a sessão propõe

uma série de movimentos criativos e diferentes, mas, simultaneamente,

precisos e rigorosos, que respeitam a fisionomia

de cada músculo. Chegam a ser movimentos surpreendentes.

Por exemplo, experimente deitar-se no chão, olhar para o

teto, com os braços ao longo do corpo e as palmas das mãos

viradas também para cima. Experimente tocar com os polegares

no chão. Irá perceber se sente algum tipo de pressão.

Pode ser no fundo das costas, na bacia, nos ombros, ou em

qualquer outra parte do corpo, mas está a acionar toda a sua

musculatura das costas e, consequentemente, de todo o corpo.

Está a encontrar aspetos que desconhecia e vai lembrar-se

das razões dessas pressões.

Os movimentos também podem ser desenvolvidos com a

utilização de alguns acessórios, como bastões de madeira,

bolas de cortiça ou almofadas de sementes, estas últimas

apelidadas de doudous, ou ‘duduzinhos’, dependendo do

tamanho.

Benefícios a longo prazo

VIAJAR ATRAVÉS DO CORPO

Para conhecer o corpo é necessário haver um envolvimento

sério e a confiança suficiente para embarcar numa viagem

através dele e da sua história.

EXPLORAR

Todas as marcas psicológicas e físicas estão gravadas no

corpo. Todos os acontecimentos foram determinantes para

a adoção de certas posturas. O corpo organizou-se de determinada

forma, adaptou-se e protegeu-se, de acordo com

esses acontecimentos e em torno daquilo que conhece.

Com a antiginástica, é possível ter uma maior perceção da

potencialidade do corpo, um conhecimento mais íntimo,

mais adequado e autónomo. No início, nas primeiras sessões,

não será difícil perceber que certos músculos são frequente

e totalmente ignorados. Parecem tão estranhamente

desconhecidos, que aceder aos comandos para os fazer

movimentar é um grande desafio. Cada sessão é uma oportunidade

para saber mais, descobrir, redescobrir ou acordar

partes do corpo. Estabelecem-se novas ligações entre músculos

e cérebro. Exploram-se novas possibilidades de movimento

e nota-se um grande desenvolvimento e enriquecimento

do vocabulário muscular.

ALONGAR E CHEGAR À AMPLITUDE

NATURAL DOS MOVIMENTOS

Depois de algumas sessões, é possível aprender a lidar com

algumas tensões, dores musculares e articulares, derivadas

do cansaço ou do próprio ‘crescimento’ do corpo, que comprimem

e reprimem impulsos e posturas.

Um dos objetivos principais é alongar o “tigre”, que é, segundo

Thérèse, o conjunto dos músculos situados na parte de trás

do tronco, que formam uma cadeia sólida e coerente. Estes

músculos, muitas vezes, não precisam de ser fortalecidos, mas

sim libertados, porque estão demasiado contraídos e essa

contração impede o bom funcionamento do corpo no seu

todo. O propósito é esticar toda a musculatura das costas.

Benefícios físicos

• Melhora a tonicidade muscular e a mobilidade

• Diminui níveis de stress e tensão muscular

• Desenvolve a motricidade e coordenação física

• Ajuda na preparação para uma atividade física

• Auxilia na recuperação de uma atividade física

Porque o corpo também fala

Na realidade acelerada que se vive nos dias de hoje, parar e refletir sobre

o que acontece, torna-se difícil. Na maioria das vezes, para qualquer

problema que surja, físico (ou não), procuram-se soluções instantâneas,

medicamentos, massagens, osteopatas, terapêuticas milagrosas, sem

procurar aprofundar o assunto, sem querer saber mais sobre a origem

ou raiz da questão. Procura-se o bem-estar imediato, à distância de um

treino intensivo de 20 ou 30 minutos, ou pretende-se que outros, que

estudaram determinadas matérias, resolvam o problema. Com o seu livro

‘O

Corpo Tem Suas Razões’ (edição

brasileira), Thérèse Bertherat pretende

mostrar que tanto o problema como

a sua solução, residem dentro do corpo

e que a chave está na observação

e no autoconhecimento corporal, como

se cada um se transformasse no seu próprio

fisioterapeuta. Há quanto tempo não pousa

totalmente os pés descalços sobre o chão?

Consegue que todos os dedos, incluindo

os mínimos, toquem no chão?

Aliás, lembrava-se dos seus dedos mínimos?

Sabe para que servem?

À venda em www.antiginastica.com, €19

DEZEMBRO / luxwoman 121


6


MUITO Bey

O NOVO LIBANÊS EM LISBOA

Foram umas férias, há três anos, em Portugal,

que mudaram o rumo de Ezzat Ellaz.

Formado em hotelaria e restauração, implementou

vários projetos na área da

restauração em Beirute, capital do Líbano,

na Arábia Saudita, no Dubai e no Kuwait,

até que decidiu criar o seu próprio restaurante.

Onde? Em Lisboa. Chama-se

Muito Bey, faz a ponte entre as duas cidades

e oferece a cozinha libanesa numa

perspetiva moderna, mas, simultaneamente,

tradicional. Os pratos são confecionados

com produtos nacionais, sendo

que as especiarias vêm do Líbano. A sugestão

vai no sentido de pedir vários pratos

e partilhar. Pode optar pelas saladas

(€5,50), pelos petiscos, ou mezze, frios

(€6,50) e mezze quentes (€7,50), ou pelos

grelhados (€12 a €15). Existem menus de

almoço (€13,50) e, ao jantar, menu degustação

(€49 para duas pessoas). O limão,

o alho, os coentros, o tahini (pasta à base

de sementes de sésamo, típica da cozinha

do Médio Oriente) e o melaço de romã

são a base da cozinha libanesa, portanto,

prepare-se para um festim de sabores.

Encerra aos domingos.

Rua da Moeda, 4, Lisboa – Tel. 211 580 788.

M.B.

viver

pág. 126 simplesmente helena

À boleia de um novo livro, Helena Sacadura

Cabral folheia as páginas da sua vida

pág. 140 roteiro indie

Venha daí connosco, conhecer

os novos rostos de Lisboa


MUNDO 124

espetáculo

Andrea Bocelli com a mulher, Veronica

Berti, e

One

o filho mais velho, Amos

Joan

Smalls

Anja Rubik e

Barbara Palvin

Bojana

Krsmanovic

amazing night

Verona encheu-se de estrelas internacionais para

a apresentação do espetáculo ‘Intimissimi On Ice:

Amazing Day’ Por Natália Ribeiro Fotografia Artur Lourenço e divulgação

a noite em que se celebrou

a beleza feminina, a passadeira

vermelha prestou

tributo à sensualidade,

com o desfile de algumas

das mais célebres manequins

mundiais da atualiadade,

entre elas, a musa da marca, desde

2007, Irina Shayk, que deslumbrou com

um vestido Alexandre Vauthier. “Sinto-me

maravilhosa”, soltou, enquanto percorria a

red carpet perante mais de 350 orgãos de

comunicação mundiais. A beleza nacional

também esteve representada em Itália pelas

atrizes Cláudia Vieira e Sara Prata. Mais

ousada do que é habitual, a atriz da SIC

arrasou com um vestido preto Alberta Ferretti

Vintage, que, à transparência, deixava

ver a sensual lingerie Intimissimi que a atriz

escolheu para aquela noite especial. “Estava

confortável, porque me estava a sentir muito

elegante neste vestido maravilhoso, apesar

de estar um pouco mais exposta. Sem dúvida

alguma que estava muito mais exposta

do que é habitual acontecer e isso intimida.

Não estava totalmente à vontade. Mas temos

de saber ter a postura e a atitude certas

para aquilo a que nos desafiamos. Todas

gostamos de ser sexy e há um momento

certo para o ser. Este é um deles. É o sítio

onde faz sentido usar este tipo de transparências

e um vestido mais arrojado. E é

sempre especial pisar uma red carpet, é um

momento em que nos sentimos estrelas e

princesas”, justificava Cláudia Vieira.

Silêncio de ouro

Após 11 meses de preparação, 10.200 pessoas

assistiram ao espetáculo, na Arena di

Verona, em cada um dos três dias de exibição.

O cantor lírico Andrea Bocelli foi a

estrela da noite, com a sua inconfundível

voz. Sara Prata, que brilhou num vestido

rosa-claro mandado fazer de propósito para

o evento, ficou fascinada com

a performance. “É um espetáculo

em que é impossível controlar

as lágrimas. Arrepiei-me

em muitos momentos. Adoro

patinagem artística e juntar

isso à voz de Andrea Bocelli

foi perfeito! Houve muitos

momentos em que o silêncio

se ouvia e silenciar mais de dez

mil pessoas não é fácil. Desde

miúda que fico encantada com

tudo isto. Tenho sempre vontade

de pegar nos patins, saltar,

dançar e pular. Por isso, foi mesmo

uma noite muito mágica!”,

confidenciou. 215 pessoas estiveram

envolvidas na preparação

e conceção deste espetáculo no

gelo, onde foram usados 230 trajes,

mais de 160 soutiens e cerca

de 3000 metros de tecido.


Uma ópera no gelo com um toque de

Broadway. A voz de Andrea Bocelli

deixou os presentes emocionados,

ao ponto de silenciar a multidão

que enchia a mítica Arena de Verona

Thássia Naves e

Marina Ruy Barbosa

Cláudia

Vieira

Shlomit Malka

Ana

Ivanovic

Valentina

Ferragni

e Chiara

Ferragni

Laury Thilleman

Sara

Prata

Irina Shayk

Catrinel Marlon

DEZEMBRO / luxwoman 125


ENTREVISTA 126

helena sacadura cabral

vida

UMA

PLENA

Foi a primeira mulher

a integrar os quadros

técnicos do Banco

de Portugal. É licenciada

em Economia, pelo

Instituto Superior

de Ciências Económicas

e Financeiras.

Presta aconselhamento

financeiro e coaching

pessoal. Edita todos

os anos dois livros.

Além de tudo isto, é mãe

e avó. Publica, agora, pela

primeira vez um livro de

memórias. A mãe, a avó

e a mulher, em entrevista

Por Leonor Antolin Teixeira Fotografia Ricardo

Palma Veiga Agradecimentos Hotel Lapa Palace

(www.lapapalace.com)

elena Sacadura Cabral – Memórias de uma vida

consentida’ é o seu mais recente livro. Porquê um

livro de memórias e porquê agora?

Aquilo que eu queria, acima de tudo, era que os

meus netos e o meu filho tivessem, da minha

vida, a minha versão: o que é que eu pensei, o

que é que eu senti, quais foram as minhas alegrias

e as minhas tristezas? Senti, de facto, que era a altura deste

projeto. Queria também que a leitura deste livro pudesse

ajudar alguém a passar pelas mesmas situações que eu passei.

Com este livro, além de transmitir uma mensagem aos

meus netos e ao meu filho, transmito uma mensagem a estas

pessoas: é sempre possível reconstituirmos a nossa vida,

mesmo que a partida seja do zero.

No final do livro deixa outra mensagem: “Quem pense que

a vida está arruinada quando atinge o meio século (...) desiluda-se.”

Foi isso que sentiu?

Sim, completamente. A minha vida autêntica começou por

volta dos 45 ou 46 anos. Até aí, vivi a vida dos meus filhos,

orientei-os… E vivi a vida do meu marido. Portanto, toda a

minha vida foi vivida em função daquilo que eu tinha decidido

fazer, que era constituir uma família. Fiz uma opção,


consenti que a minha vida, durante um período de tempo

longo, servisse a vida dos outros. Agora, é a minha vez de

viver a vida para mim própria.

É preciso ter capacidade psicológica e uma certa coragem

para viver a vida como viveu?

Sim e eu tive. Na altura em que todos os acontecimentos se

deram, como o meu divórcio, por exemplo, era preciso ter

coragem. Uma mulher que se divorciava há 50 anos, socialmente,

tinha um preço a pagar muito alto! Eu tinha de ser

muito capaz, muito corajosa, muito boa profissionalmente…

‘Muito’ várias coisas, para passar por tudo isso e não afetar

minimamente a minha vida. E, de facto, assim foi.

Onde conseguiu arranjar forças?

Herdei-a de duas mulheres que foram vitais na minha vida:

a minha mãe e a minha avó materna. De uma delas, de forma

muito suave e doce. A minha avó era uma pessoa subtil,

nunca nos dávamos conta de que era ela, de facto, quem

comandava as situações. Ensinou-me muita coisa… Ela tinha

netas que obrigava a cozinhar, cada uma tinha o seu

dia de cozinha e quando era eu, lá estava, de muito má vontade,

a picar a cebola e o alho e dizia-lhe: “Ó avó, mas eu

vou ser doutora!” E a minha avó apenas respondia: “Está

bem filha, mas vais ter de picar cebola e alho toda a vida,

mesmo que sejas doutora!” Tinha tanta razão! [risos].

Acha que falta um pouco disso, hoje em dia, dessa bagagem

que teve?

Vou confessar uma coisa… não vou dizer nomes, mas não

creio que alguma das minhas noras soubesse pregar um

botão! [risos]. Sempre fui eu que os preguei, até que um

dia dei o grito do Ipiranga e disse: “Não prego mais, mas

vou ensinar-te como se prega!” Ou seja, possivelmente as

mães não tinham sentido necessidade disso, sem qualquer

crítica, eventualmente eram de outra geração. Mas, a mim,

ensinaram-me. Mesmo ao nível da cozinha, eu dizia à minha

avó que não queria cozinhar, mas o que é certo é que

cozinhei muito toda a vida e o resultado está à vista: seis

livros de cozinha editados, um blog de cozinha… E adoro

cozinhar! Adoro cozinhar para a família, para os amigos…

Terá sido, de certa forma, porque essa semente da sua avó

ficou lá?

Sim, sem dúvida. A minha avó fez-me ver o lado doméstico

da vida, ensinou-me a passar a ferro, a tratar da roupa, a

fazer tricot, a fazer crochet… Durante muito tempo, os meus

filhos eram vestidos com roupa que eu fazia. Depois, do lado

da minha mãe, aprendi algo que guardo até hoje: “Não dependas

do teu marido, não dependas de homem algum, não

dependas seja de quem for. Tenta fazer o melhor, naquilo

que te é proposto que faças, sê excelente dentro da tua medida

naquilo que fazes, mas não dependas seja de quem

for!” Este conselho da minha mãe foi de tal forma forte e

decisivo que eu tenho a idade que tenho e vivo do meu trabalho.

Esta indicação da minha mãe foi fulcral na minha

‘Helena Sacadura

Cabral – Memórias

de Uma Vida

Consentida’, livro

onde a escritora

abre, pela primeira

vez, o seu baú de

memórias. Editora

Objetiva, €16,50

vida, porque foi através

dela que consegui

progredir. Por exemplo,

o meu pai não queria que

eu estudasse, queria que eu

ficasse com o liceu – o que, na

altura, já era um grande avanço!

– e mais nada. Quando lhe disse que

queria ir para a faculdade, ele respondeu-me: “Vais, mas à

tua custa!” Resultado: estudei com uma bolsa. Entre 1200

alunos, havia cinco bolsas, eu era uma das bolseiras.

Sempre teve, portanto, todos os objetivos de vida bem delineados

e sabia bem o que queria…

Sim, sempre. Ainda hoje, aos 81 anos, continuo a delinear

objetivos [risos]. Agora não com um prazo tão longo, mas

estou sempre a delinear o que quero fazer. Por exemplo, quero

voltar, muito em breve, ao Japão. É um país onde já fui cinco

vezes e onde me sinto bem, onde quero sempre voltar. Também

quero muito dar apoio ao meu filho [Paulo Portas],

porque montámos uma empresa juntos e sou eu que tenho

de o ajudar, sou eu que tenho a gestão da empresa a meu cargo.

Estou tão contente por ele ter deixado a política que só

isso faria com que eu o apoiasse ad aeternum! [risos]

Esse conselho que a sua mãe lhe deu, sobre manter-se sempre

independente, ajudou a trazer-lhe felicidade?

Quando me perguntam “És feliz?”, costumo responder que

sou uma felizarda! Porque tenho momentos de intensa felicidade,

na minha vida, mas também porque sou feliz com

coisas simples, como ver um pôr do sol na minha varanda,

por exemplo, ou ouvir um neto dizer, depois de terminar o

curso, que quer ir fazer voluntariado para um sítio onde não

haja telefone, eletricidade, água… Se calhar, o primeiro impulso

de uma avó é dizer: “Mas que diabo de escolha é essa?

O que é que tu vais fazer para um sítio destes?” Eu calo-me e

digo apenas: “Se é essa a tua vontade, deves fazê-lo.” Toda a

gente na família fica furibunda por eu dizer isto, mas é o que

eu penso! [risos].

É preciso ter estrutura psicológica para conseguir manter um

certo equilíbrio entre a sua vida e a vida daqueles de quem

cuida?

Sim, é preciso ter uma estrutura psicológica rija, para conseguir

equilibrar a minha vida e a da minha família. E é preciso

ter muita fé, também. No meu caso, pelo menos… O caso do

meu filho Paulo… Eu gostava tanto de o ver fora da política

que quando ele realmente saiu, fui a Valinhos, em Fátima,

agradecer a Nossa Senhora. Valinhos é um sítio muito engraçado

e onde se tem uma paz incrível. A Fátima não vou muito.

Casei-me em Fátima e a coisa não deu um resultado brilhante!

[risos]. Em Valinhos sinto-me muito bem… Creio que não

é por acaso que os livros ‘Caminhos para Deus’ e ‘Vida e Alma’,

foram escritos após a morte do Miguel… [Miguel Portas,

filho mais velho].

DEZEMBRO / luxwoman 127


ENTREVISTA

“Ainda hoje, aos 81 anos, continuo a

delinear objetivos [risos]. Agora não

com um prazo tão longo, mas estou

sempre a delinear o que quero fazer”

128 luxwoman / DEZEMBRO

Uma altura muito difícil, calculo…

A morte do Miguel foi um teste a mim própria. Não se perde

um filho aos 54 anos, sobretudo com a morte tão horrível

que ele teve: um cancro do pulmão. É preciso ter ânimo, é

preciso renovar o ânimo todos os dias. Deus dotou-me com

esta capacidade psicológica e a única coisa que faço, então,

é corresponder.

Sempre foi fiel àquilo em que acreditava e aos seus valores?

Conseguiu sempre transmitir isso aos seus filhos?

Gosto extraordinariamente da palavra ‘fidelidade’ e do que

ela significa. Ser-se fiel a qualquer coisa, a alguém ou àquilo

em que se acredita é a luta mais tramada que nós temos,

todos os dias. É algo, de facto, muito difícil. Ter um filho

que nos diz: “Mãe, quero ir viver com o pai, porque a mãe

não me deixa fazer política e eu quero fazer política!” E eu

dizer: “A porta da rua é serventia da casa, sais quando quiseres

e entras quando quiseres, não precisas de avisar.” É

preciso ser-se fiel a todos os valores em que se acredita, para

a nossa vida não desmoronar. Ou ter um filho que diz: “Vou

casar-me!” Isto aos 18 anos! E eu perguntar-lhe: “Mas estás

a pedir-me autorização ou a comunicar-me?” E ele, conhecendo-me

como conhecia, dizer-me: “Não, mãe, estou a

comunicar, porque autorização já sei que não dá, portanto

eu caso-me depois de fazer 18.” [risos]. Ter infanticídios

destes e, depois, todos os episódios relacionados com envolvimentos

políticos… Não foi fácil! Se eu não fosse fiel aos

meus princípios e aos meus valores, teria sido ainda pior.

Lidou com tudo isso sozinha…

Ninguém imagina como foi difícil! Até há seis meses, vivi

situações surreais com as coisas que se escreviam (e ainda

escrevem) sobre o meu filho e mesmo sobre o Miguel, apesar

de serem um pouco mais brandos com ele, por ter morrido

há quatro anos. Mas, apesar de tudo, com o Miguel era

diferente, porque ele tinha aquilo que eu tenho: uma boa

imprensa, as pessoas gostavam dele. Lembro-me perfeitamente

de um programa de rádio, em sinal aberto, que ele

tinha… Houve, uma vez, um senhor que telefonou para lá

e que lhe perguntou: “Dr., posso fazer-lhe uma pergunta?

Porque é que ao invés de estarem os dois na política

não colocam a vossa mãe?” Ele ficou

um bocado atrapalhado e respondeu:

“Olhe, é uma ideia!”

E porque não?

Eu tenho sido muito aliciada e

devo confessar que, a um desses

convites, apeteceu-me dizer que

sim. Mas tenho a certeza de uma

coisa, o exercício da política exige

autoridade e o exercício da

“Consenti que

a minha vida, durante um

período de tempo longo,

servisse a vida dos outros.

Agora, é a minha vez de servir

a vida para mim própria”

autoridade exige o lado pior de nós. Chefiei 150 pessoas,

quando estava no Banco de Portugal, tinha de as classificar

e o meu maior drama era classificar as pessoas com justiça.

Porque reparemos: uma mãe que perde um filho, uma senhora

que perde o marido, uma pessoa que tem uma doença

grave… Não podia dar a mesma ponderação a este empregado

que dava a um que não tinha passado por isto e que

tinha uma vida agradável…

Conseguir entrar no Banco de Portugal, foi difícil?

Sim, bastante. A título de exemplo: eu tive de ter autorização

para usar calças, isto diz tudo!

Essa experiência, no Banco de Portugal, como foi? Foi a

primeira mulher a entrar num quadro técnico…

Nada fácil. Estive num gabinete sozinha e, quando abriam

a porta do gabinete, olhavam e diziam: “Ah desculpe!”. Vezes

sem conta! Até que um dia disse ao Ernâni Lopes [economista

e político português], que estava ao meu lado: “Ai,

Ernâni, o que é que hei de fazer à minha vida? Não param!”

Ele disse: “Vens para o meu gabinete! Vais ver que isso para

já num instante!” Mudei-me de armas e bagagens para o

gabinete ao lado e parou. Mas tenho uma boa recordação

dos tempos do Banco de Portugal, porque foram tempos

em que aprendi bastante.

Neste seu livro, refere que as mulheres têm o incrível poder

da sedução e que todas as mulheres devem saber tirar partido

da sua imagem. Foi algo que aprendeu também com a

sua mãe?

Até aos 15 anos, usei soquetes e tranças de lacinho. Lembro-me

de que a minha mãe me dizia, muitas vezes:

“Quando não se tem grande presença física tem de se ter

cabeça…” Como quem diz: se continuares assim, desgraçadinha,

tens de estudar muito! [risos]. Eu e as minhas

amigas da altura olhávamos, muitas vezes, para o estojo

de maquilhagem da minha mãe e aquilo era todo um

mundo fascinante para nós. Não percebíamos de pinturas,

não tínhamos qualquer jeito para nos pintarmos, mas era

algo que nos fascinava. À medida que fomos crescendo,

fomos tentando imitar a imagem das mulheres sofisticadas,

que víamos nas revistas, como a Elle ou a

Marie Claire, que a minha mãe trazia do

estrangeiro, mas ficava tudo mal, tudo

esborratado. A minha mãe percebeu

que era altura de me dar algumas

dicas. Então, houve um dia em

que a menina de soquetes e de

trancinhas de laço, que tinha

entrado na faculdade, apareceu

de vestido vermelho justo e de

sapatos de salto alto. Ainda


andava mal com os sapatos, tive de treinar

bastante, em casa, para esse aparecimento na

faculdade! [risos]. Mas lembro-me como se

fosse hoje. Os meus colegas, em tom de brincadeira

e amizade, colocaram as batinas todas

no chão para eu passar…

Tem boas recordações dos tempos de faculdade?

Sim, tenho. Mas trabalhei muito. Como era bolseira,

não tinha sequer sebentas, era eu que as

fazia. No primeiro ano tive 17 valores e, aí, obtive

logo o respeito dos meus colegas. Portanto, foi

uma altura de sacrifícios, mas de boas amizades,

também.

Acredita que conseguir vencer na vida é sempre resultado de

muito sacrifício?

Sim, sem dúvida! Disso, de muita confiança em nós próprios

e de sermos capazes de cair e tornarmo-nos a levantar. É preciso,

à primeira nega, saber não desistir, nem à segunda e à

terceira ainda insistir. É preciso ter noção de que é um processo.

Estou escudada, tenho uma carapaça, senão já estava

morta, não estava aqui com este aspeto. Se ficasse chorosa por

isto e pelas barbaridades que leio, por exemplo, sobre o meu

filho Paulo, dava em maluquinha! Eu crio essas defesas. Depois,

há todo um outro lado do sacrifício, para poder ajudar

a minha família, o meu filho, os meus netos… Na verdade,

isso, para mim, nem é um sacrifício, é algo que me dá prazer.

O que hoje me traz felicidade é poder trazer felicidade aos

outros e, em especial, aos meus.

É dedicar-se àquele projeto inicial de vida a que se propôs:

criar uma família e cuidar dela?

Sim. E tento – dentro daquilo que foram as circunstâncias de

vida – que essa família seja o mais unida possível. Acho que

consegui, porque somos muito unidos, mesmo eu e os meus

irmãos, somos muito unidos…

Consegue transmitir essa união para os seus filhos?

Sim. Embora, quando se tem filhos na política, seja muito

difícil, porque a política é uma segunda família. Veja-se o enterro

do Miguel, que foi a coisa menos privada que podia existir

neste mundo! Isso doeu-me o que só eu sei! Eu queria chorar

o meu filho em particular, em privado, mas ele consentiu tudo

aquilo… Ele tinha tomado disposições em que consentia que

tudo aquilo fosse possível, portanto, o que é que eu podia fazer

senão cumprir as regras do jogo? O Miguel foi o filho mais

difícil que se possa imaginar, mas, a partir dos vinte anos, tudo

mudou, era uma brandura, era uma relação muito boa!

É preciso ter essa veia um pouco autoritária, para manter a

família de pé?

É preciso ter um bocadinho de autoridade, sim. Digo sempre:

quem viver debaixo do meu teto, vive

com regras. Quem não gosta das regras tem a porta da

rua para sair! Digo isso aos meus netos, sempre o disse

aos meus filhos… E digo-o também às pessoas que trabalham

para mim, como a minha empregada, por exemplo.

Porque as pessoas que eu tenho a trabalhar na minha casa

fazem parte da minha família. Gosto muito da gente com

quem trabalho e tenho muito respeito por quem me ajuda

a ser quem sou.

As amizades que manteve ao longo da vida, também a

ajudam a ser quem é?

Sim. Tenho umas amizades muito estranhas… [risos]

Não tenho quase amigos da minha idade. Os da minha

idade estão a fazer bolos para os netos [risos]. Eu faço

bolos para os amigos, faço bolos para os netos, mas apetece-me

fazer outras coisas, também. Portanto, tenho

amigos muito novos. A média de idades dos meus amigos

é de 51 ou 52 anos, ou seja, é quase a idade do meu filho!

[risos] É gente de teatro e de letras, é gente boémia… É

um lado que eu também tenho, porque tenho um lado

laboral, de formiga, mas depois também preciso de um

lado de cigarra e eles têm isso, é um grupo muito engraçado!

Tenho também amigas da minha geração, que não

vejo com tanta frequência…

Mas que foram amizades importantes ao longo da sua

vida?

Foram muito importantes! Quando vou a Valinhos pedir

por mim, não deixo de pedir por elas.

O título do seu mais recente livro fala numa vida consentida.

É tudo consentido nessa vida ou há alguma coisa que

fizesse hoje de forma diferente?

Nada [risos]! Tudo o que fiz foi consentido! O que digo é

que tinha feito algumas coisitas que não fiz… Andava um

bocadinho tapada [risos]. Dessas, sim, tenho alguma pena…

Agora, em termos gerais, repetia tudo o que fiz.

DEZEMBRO / luxwoman 129


MUNDO 130

alma jodorowsky

The french girl

who does it better

É manequim, cantora, DJ,

mas principalmente é atriz.

A ‘miúda do momento’ nasceu

em Paris, há 24 anos,

e tem tanto de simples como

de surpreendentemente

sedutora

Por Ana Cáceres Monteiro

criatividade integra o seu ADN e reflete-se na sua imagem

carismática. O apelido, que fica no ouvido, chegou

ao estrelato há duas gerações. É neta do judeu ucraniano

emigrado no Chile Alejandro Jodorowsky,

cineasta, poeta, escritor, pintor e até (pasme-se!)

guia espiritual. A mãe é a atriz de comédia Valérie Crouzet.

O pai, Brontis Jodorowsky, também é ator. No meio de

tanto pó de palco, ninguém se admira que tenha começado,

logo aos 14 anos, a brilhar, num telefilme chamado

‘Gaspard le Bandit’. A estreia no grande ecrã deu-se como

Estelle, na longa-metragem franco-americana ‘Eyes Find

Eyes’ e, mais tarde, na comédia ‘Sea, no Sex and Sun’. Em

2013, integrou o elenco de ‘A vida de Adèle’, vencedor da

Palma de Ouro, em Cannes. Em 2016, protagonizou o

filme britânico ‘Kids in Love’, ao lado de Cara Delevingne.

Por este percurso já respeitável considera-se atriz e não

modelo, embora tenha sido a sua beleza a

cativar o estilista Karl Lagerfeld, que fez

dela uma das musas da casa Chanel.

Pouco depois, e por ser um ícone

do estilo parisiense, tornou-se

embaixadora da Lancôme. Faz

ainda parte do duo musical

eletrónico Burning Peacocks,

onde interpreta melodias

hipnotizantes, das

quais também é letrista.

Nos (poucos) tempos livres

gosta de estar em

casa, com o namorado, e

de cozinhar.

Alma diz que nascer

numa família de artistas lhe

deu “a liberdade de arriscar

e falhar”, e que os seus pais nunca

se preocuparam com a falta de estabilidade

associada à vida de ator. As suas memórias

mais queridas e mais antigas remontam

à casa da avó, no sul de França, numa zona

despojada, “onde nada cresce” e onde

“por isso mesmo, as pessoas têm uma

tenacidade que atrai.”

Alma no Japão

Alma Jodorowsky foi uma das it-girls escolhidas pela Mango

para protagonizar a sua mais recente campanha digital,

que consiste em três curtas-metragens, cada uma inspirada

nos valores da marca: modernidade, feminilidade e positividade.

Além da jovem francesa, foram convidadas Camille

Rowe e Julia Restoin Roitfeld. O projeto, intitulado

‘Journeys’, começou por mostrar Camille num vídeo, filmado

no Texas, que nos transporta para os anos 30, a época

de Bonnie and Clyde. A segunda curta-metragem centrou-

-se na diretora criativa e modelo Julia Restoin Roitfeld.

Nela, Julia explica o que representa, para si, a feminilidade.

Alma Jodorowsky protagonizou o terceiro capítulo do projeto,

este último filmado no Japão, representando a positividade,

devido à sua imagem otimista e fresca.


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Os novos modelos

Deichmann

repletos de

adornos vão ser

os seus aliados.

As botas

“over the knee”

são uma aposta

segura

para

ocasiões informais,

sem perder

a elegância.

Tendências

de moda e calçado

para este

outono/inverno

A nova coleção da Deichmann apresenta

uma grande variedade de calçado

para revolucionar o seu armário.

Crie o seu próprio estilo com os modelos

mais atrevidos.

Se não tem uns ténis, não está

na moda. Os tons metalizados com

detalhes em brilho são um must have

desta estação.

Será a rainha da

festa com um little

black dress e os

stiletto laceup.

www.deichman.com | @deichmann_portugal

www.facebook.com/DeichmannPT


NOVIDADES

lifestyle

132

Aceita um pho?

Até ao dia 11 de dezembro, pode

provar o Phoi Cavalo, do chef Hugo

Brito, na Trienal de Arquitetura

de Lisboa, no Palácio Sinel Cordes,

no Campo de Santa Clara. O pho

é uma sopa tradicional vietnamita,

onde a um caldo cheio de sabor se

juntam finas fatias de carne e ervas

frescas. Aqui, chamaram-lhe phoi,

numa alusão ao restaurante Boi

Cavalo, de Hugo. Vale a pena lá ir

e deliciar-se com um phoi clássico,

vegetariano e de bacalhau (€4/€6),

ou uma sandes bahn mi (€5), que

tem, nada mais nada menos, dez

ingredientes diferentes. Na cafetaria

da sede da Trienal, das 12h às 20h.

Para partilhar

Foi com este intuito que João Oliveira

do Volver de Carne y Alma criou o ‘cinco

passos e 1/2 para compartir’. À mesa

chegam cinco pratos “com carne, peixe,

marisco e muita alma”, que juntam sabores

de Portugal e da Argentina e que devem ser

partilhados a dois. Menu €39. Rua Luís de

Freitas Branco, 5 D, Lisboa. Reservas através

do tel. 308 805 432.

Samsonite X Magritte

A Samsonite presta homenagem a René

Magritte com uma coleção

cápsula composta por duas

edições limitadas da Cosmolite:

The Son of Man

e Sky Bird. Disponíveis

no tamanho de

cabine, Spinner

55, €361.

Cinco

sentidos

O oriente de Kiko Martins,

o elogio aos Açores e o MAAT,

que nos enche de orgulho.

As novas cartas que nos fazem

crescer água na boca

e a música que já nos fazia falta!

Por Marta Braga

Os Two Door

Cinema Club têm novo

álbum, chama-se ‘Gameshow’.

Há quatro anos que a banda

irlandesa não lançava um álbum

de estúdio. Este tem dez novos temas

e mantém a fasquia alta, como

a banda nos habituou até aqui.

Warner Music, €14,20


O mar segundo Miguel Rocha Vieira

A água não chega à Fortaleza do Guincho,

mas o chef Miguel Rocha Vieira e o sub

chef Gil Fernandes fazem questão de levar

o mar e a praia à mesa. E ainda bem! A

carta não sofreu grandes alterações, mas

o chef aperfeiçoou a apresentação, que está

ainda mais surpreendente. O micropastel

de massa tenra oferece-nos uma cataplana

inteira numa só dentada, enquanto o crocante

de batata assada com salada de ovos

de peixe é servido sobre pequenos calhaus

e ainda estamos só a começar. As manteigas,

servidas sobre pedras do Guincho, têm

formatos de conchas e diversos sabores. O

carabineiro do Algarve veste-se a rigor e

faz-se acompanhar de cenouras e citrinos

(€34), e o pargo junta-se à cevadinha e ao

funcho (€38). Para quem se quiser render

ao prazer da carne, o melhor é pedir um

“Da Cabeça Aos Pés” (€40), onde o porco

preto e as cebolas novas dão as boas-vindas

ao xerém. Nas sobremesas, ‘espreite’ ‘As

Dunas do Guincho’ (€12), onde a gianduja,

o cremoso de pinhão e a massa de choux

verde representam a areia, as pinhas e a

caruma do pinheiro. Pode também optar

pelas ‘Memórias da Minha Infância’ (€15),

onde a tigelada, marmelo e marmelada são

servidos num prato pintado com corante

natural. Estes são apenas alguns pratos

que fazem parte do menu e que tornam

esta uma experiência que apetece guardar

na memória, para mais tarde recordar. À

disposição tem o serviço à carta ou, se preferir,

três menus pré-configurados: três

pratos e uma sobremesa, €95; três pratos,

queijo ou pré-sobremesa e sobremesa, €115;

quatro pratos, queijo ou pré-sobremesa e

sobremesa (€135). Estrada do Guincho,

Cascais. Tel. 214 870 491.

MAAT

Se já havia muitas e boas razões para se aterrar em Lisboa,

o MAAT – Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia é

mais uma razão de peso para visitar a capital. O edifício,

desenhado pela arquiteta britânica Amanda Levete, integra-se

na perfeição na zona ribeirinha, dando-lhe, como

seria de esperar, ainda maior visibilidade. O que se pode

ver aqui? Para já: ‘Utopia/Dystopia Part 1: Dominique

Gonzalez-Foerster – Pynchon Park’, que está na Galeria

Oval, até 20 de março, e onde os visitantes fazem parte

da própria obra; e ‘The World of Charles and Ray Eames’,

que convida a conhecer a vida e obra do casal de designers,

para ver na Central 1, até 9 de janeiro. Entretanto, inauguraram

três novas exposições na Central Tejo: ‘Liquid

Skin, Apichatpong/Sapinho’, até 24 de abril; ‘Misquoteros’,

de Eduardo Batarda, até 13 de fevereiro; e ‘Walking

Distance’ de Rui Calçada Bastos, até 16 de janeiro.

maat.pt

Natal e Fim de Ano no Ritz

Não tarda nada, o Natal está aí e o

Ritz convida a assinalar a data com

momentos especiais, pela mão do

chef Pascal Meynard:

• Ceia de Natal (dia 24 de dezembro,

às 19h30, no Restaurante

Varanda) – Como entrada, são

servidos carabineiros, limão caviar

e pimenta d’espelette. Nos pratos,

a tradição chega à mesa com uma

proposta de bacalhau e outra de

cabrito. Para a sobremesa, o chef

pasteleiro Fabian Nguyen propõe

um sponge cake, com iogurte de

limão, cremoso de oralys, sorbet

de yuzu e framboesa. Preço: €145

(bebidas não incluídas)

• Buffet Dia de Natal (das 12h30

às 15h) – Inclui: salada de lavagante,

mil-folhas de foie gras, abóbora,

fava tonka e grué de cacau,

vieiras, abacate, lima e amarillo,

e uma estação de marisco, polvo

à lagareiro, e, porque é Natal, vão

lá estar também as rabanadas, o

bolo-rei e o tradicional mil folhas

do Ritz. Preço: €130 (bebidas não

incluídas)

• Fim de Ano – Tudo começa com

um cocktail, no Salão Almada

Negreiros, às 20h. Para o jantar,

o chef preparou um menu, com

lagostins salteados em folha de

pimenteiro da Tasmânia, caviar

Ossetra Black River Pearl e emulsão

de yuzu verde, e peixe-galo e

lombo de novilho irlandês maturado

Black Angus, trufa, espargos

e cogumelos trompette de la mort

fumados. Para a sobremesa, um

cremoso ChocoRitz de leite, mousse

de bergamota e sorbet de laranja

sanguínea, com um toque de cardamomo.

E porque esta é uma

noite especial, vai haver animação.

Durante o cocktail, um pianista

e o set de um DJ que promete animar

as hostes pela noite dentro.

Preço: €315 (bebidas incluídas).

www.fourseasons.com/pt/lisbon/

DEZEMBRO / luxwoman 133


NOVIDADES

O Asiático de Kiko Martins

É o mais recente restaurante do chef Kiko Martins e, pelo nome,

adivinha-se o elogio ao Oriente. “Esta é a minha homenagem, a minha

interpretação gastronómica, que vai do Nepal ao Japão”, explica

o chef, enquanto nos convida a passar. Assim que entramos,

deparamo-nos com o vermelho tão típico desta zona

do globo, enquanto dezenas de frascos com especiarias

usadas na cozinha (feijão-mungo, soja,

cogumelos secos, piripiri, rosas secas) dão as

boas-vindas. Logo a seguir, surpreende-nos

uma galeria de fotos (tiradas pelo chef e

pela mulher, Maria, durante a viagem que

ambos fizeram e que deu origem ao livro

‘Comer o Mundo’). “Têm todas um significado

muito especial. Todas contam

uma história”, explica-nos Kiko Martins

enquanto mostra o espaço. A iluminar

estas imagens estão uns candeeiros-cestas,

feitos em Portugal e inspirados nas cestas

de transporte de galinhas nas Filipinas. Podemos

optar pelo andar de cima, onde está o

bar, ou ficar no piso de baixo, onde um borrão

de tinta encarnada no chão indica o caminho. Mas,

vamos subir as escadas! Aqui, fica o bar, onde, como

explica ainda o chef, “se pode ir só beber um copo, mas, se

quiser, pode comer um bao (sanduíche asiática) com barriga de porco

e kimchi [vegetais em salmoura fermentados], ou ostras asiáticas

com tártaro coreano, com espuma de ostras e uns ‘pozinhos de per-

-lim-pim-pim’ asiáticos. Para beber, sugerimos Shochu, um destilado

de arroz com cereja, erva-príncipe e ‘outras coisas’. A ideia é começar

a viagem com esta bebida. Quando as pessoas se sentam à mesa,

sugerimos a sangria do Asiático que, além de saké, Shochu, e espumante,

tem ainda malaguetas, lima kaffir, erva-príncipe e outros”.

A parte de baixo, com capacidade para 80 lugares, divide-se em

três partes: a sala propriamente dita, o jardim de inverno e a esplanada.

Há a mesa do chef que, como é óbvio, requer pré-

-reserva e tem um

menu especial, que muda quase todos

os dias. Quem aqui se senta fica, literalmente,

nas mãos do chef.

Da ementa fazem parte 13 pratos, todos

pensados para ocupar o centro da mesa

e serem partilhados, sem grandes cerimónias.

Para quem não conhece o espaço, Kiko

lança o desafio: “Pode optar pelo pho, uma

sopa vietnamita, com raviolis de rabo de boi, ervas

aromáticas, rebentos de soja e lâminas de carne

wagyu. Pelo surf & turf coreano, um tártaro de novilho

com sabores coreanos, com um pickle de pera naji e uma espuma

de ostra, ou o mix de crepes chineses, onde são as pessoas a poder

montar o seu próprio crepe, com pernil, barriga e secretos. Depois,

pickle de pepino, cebola roxa ou ervas aromáticas, terminando com

ketchup de ameixas ou molho vietnamita. As sobremesas são quatro,

mas destacaria o caril doce, que é um creme de caril, um bolo

de coco, um gelado de iogurte, um colis de manga picante que,

entre si, formam as várias cores da bandeira indiana, e faz lembrar

o Color Run”. O Asiático fica no n.º 317 da Rua da Rosa, em Lisboa,

e não aceita reservas, por isso, prepare-se para ter de esperar,

se for nos dias mais concorridos.

Francisco Rivotti

Nova carta Eleven

“A natureza é a perfeição, a minha missão é extrair dela a melhor matéria-

-prima, sentir os aromas, provar os sabores e texturas para, assim, imprimir

a magia da simplicidade e elegância à minha cozinha.” É a partir

deste pressuposto que o chef Joaquim Koerper desenha a nova carta de

outono, do restaurante Eleven. Nas entradas, as atenções viram-se para

o carabineiro com migas à nossa

maneira e o consommé aromatizado

com gengibre (€37,50). Nos peixes,

pode optar pelo pregado com salsifis

e cogumelos da estação (€45),

ou pelo lavagante assado, gnocchis

com tinta de choco e texturas de

ervilha (€59). Nas carnes, prove o

prato cruzado com beterraba, framboesa

e molho de foie gras (€39),

ou o cachaço de porco preto a baixa

temperatura, daikon fermentado

e fumado, yuzu e terra de soja

(€39), entre outros. Nas sobremesas,

se quiser ser surpreendido,

opte pela ervilha, wasabi e framboesa

(€16).

www.restauranteleven.com

Tel .213 862 211

Claus Porto

Já não era sem tempo,

dirão muitos! Uma das

mais conhecidas marcas

nacionais com projeção

cá dentro, mas sobretudo

lá fora, abriu a sua primeira

flagship no n.º 135 da Rua

da Misericórdia, em Lisboa.

São 60 m 2 divididos em dois

espaços distintos. No andar de

cima vive a Claus Porto, no andar

de baixo mora a Musgo Real. Além

das várias coleções das duas marcas,

pode ficar a conhecer a nova coleção

de velas Deco Collection, que a marca

lançou com a assinatura da perfumista

britânica Lyn Harris, composta pelos

aromas: Banho, Cerina, Chypre, Deco,

Favorito e Voga. Em dezembro, a marca

abre mais uma loja, primeiro em versão

pop up, só no piso térreo, que, depois,

irá estender-se a todo o prédio. Vai ser

na baixa do Porto e terá o formato de

loja museu.

134 luxwoman / DEZEMBRO


E OS AÇORES

AQUI TÃO PERTO…

…Santa Bárbara Lodge

Depois do Santa Barbara Eco-Beach Resort (o primeiro

resort ecológico nos Açores, João Reis e Rodrigo Herédia

lançam-se noutro empreendimento, o Santa Bárbara Lodge.

Localizado em São Vicente Ferreira a apenas 8 km

de Ponta Delgada e a 12k m do Santa Bárbara, deste lodge

fazem parte oito suites, com três tipologias diferentes, T0,

T1 e T2. Todas estão equipadas com kitchenette,

televisão, wifi e um tablet. O projeto, que fica a escassos

metros de um oceano a perder de vista, tem

a mão do arquiteto Fernando Monteiro. Além do

terraço, o Santa Barbara Lodge tem uma piscina

exterior (não aquecida) e um barbecue à disposição

dos hóspedes. Os preços das suites começam em €80

(época baixa para um T0) e chegam aos €220 (época

alta para um T2).

Reservas através do e-mail:

resort@santabarbaraazores.com

Tel. 296 360 470. Santa Bárbara Lodge, Canada da Tapada,

14, São Vicente Ferreira, Ponta Delgada, Açores

…Mesa de Jantar Azores

É a mais recente criação de Gonçalo Campos para a Wewood

e também uma homenagem do designer aos Açores. Em

carvalho maciço, de linhas arredondadas, está disponível

nas versões fixa ou extensível.

www.wewood.eu

Santa

Bárbara

Lodge

Santa Bárbara Lodge

SBarre

GLÚTEOS ABDOMINAIS PERNAS

Shape it

A modalidade preferida das nossas

sócias:

“O SBarre é uma inspiração de força e

correcção postural.”

“Delicadamente intenso”.

“Sensação de leveza e bem-estar corporal.

Adoro!”

“Uma aula bastante intensa!

Muito útil para pernas, braços,

glúteos e abdominais!”

Ano Novo

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Comece a

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*Válido até 31 de Dezembro de 2016 nos centros Vivafit aderentes.

Inscreva-se já e pague a primeira mensalidade em Janeiro.

Não acumulável com outras campanhas e accções.


SHOPPING

natal

136

Casaco

bordado,

Zara,

€35,95

Carteira de pele

bordada, Zara, €15,95

Água

perfumada 1 ère

Senteur,

100 ml, oferta

de peluche

ÓÓ, Uriage by

Lavandiska

Luvas de

camurça,

Hermès

Calções

de lã,

Laranjinha,

€47,50

Bandolete

rena, H&M,

€4,99

‘Where Children Sleep’,

photo book, por James

Mollison, Fabrica, €30

Saia de algodão, United Colors

of Benetton, €29,95

Tambor de metal

Conservatory,

Imaginarium, €29,95

Pista Cidade

e Montanha,

Fisher-Price,

€46

Camisola de lã,

United Colors

of Benetton,

€29,95

Babygro

de veludo,

Boboli,

€22,90

Cadeira

Happy Bird

by Eero

Aarnio,

Magis

Prato, Zara Home, €3,99

Relógio

Uhrly,

Swatch,

€50

Camisola de lã, Tommy

Hilfiger, €79

Pantufas de lã,

Calzedonia, €9,95


1/

2/

4/

3/

5/

6/

7/

1/ Macaco de peluche,

Imaginarium, €19,95

2/ Garrafa térmica,

El Corte Inglés, €14,95

3/ Tapa orelhas,

Pepe Jeans, €20

4/ ‘Pintar Com os

Dedos’, Fiona Watt

Presença

5/ Pantufas de

veludo, Zara Home,

€15,99 6/ Galochas

de borracha,

Havaianas, €30

7/ Pauzinhos para

comida chinesa,

El Corte Inglés, €2,95

8/ Gorro de lã,

El Corte Inglés, €12,95

9/ Ioiô de madeira,

Great Majesco,

El Corte Inglés, €4,95

8/

9/

DEZEMBRO / luxwoman 137


CONTO CONSIGO 138

histórias da nossa banalidade

Jésuck

Amira segurava o menino contra o peito. Amarrado nos seus braços

com um forte e sôfrego nó feito das suas mãos. As suas mãos ‘enoseadas’.

Apertava-o contra o coração. O coração batia descompassado.

Aflito. Dorido. Amedrontado. Não. Apavorado. Os batimentos ‘arritmados’

do seu músculo vermelho a compasso com a forte batida

das ondas no bote. Um bote de borracha. Uma onda forte e mais

outra e as batidas do seu coração a adivinhá-las, a acompanhá-las, a

antecipá-las, já. Os batimentos do mar. Os batimentos do coração.

Os de um, pareciam ecoar nos do outro. Uma sinfonia de pavor e

esperança. Fé na terra firme. Pensamento na praia distante. Tudo

isto ia o seu coração dizendo ao menino, naquele brutal silêncio forçado,

sem palavras. No estrondo ruidoso do mar e dos gritos dos outros.

De tantos outros. Ombros com ombros. Peitos contra peitos.

Peitos contrafeitos. O menino entendia. O menino tinha medo. O

menino chorava. Em total silêncio, chorava. Chorava a fome do estômago,

o medo que lhe sussurrava, exaltado, o coração da mãe, chorava

o pânico das gentes, chorava a ira do mar e a fragilidade do barco.

Um bote. De borracha inchada, mas já não o suficiente. O silêncio

absoluto da mãe era mais assustador do que os gritos dos outros. De

muitos outros. Demasiados outros. O menino chorava. Tinha nascido

ao relento, forçado pela mudança de lua e pela ansiedade da mãe.

Tinha nascido na praia. Longe de qualquer casa. De qualquer sossego.

O medo susteve quase a respiração de ambos. Do menino e da mãe.

Susteve ainda o leite no peito da mãe. Mas viviam ainda. O pai inventou

leite de coco e inventou água e a mãe fez o leite voltar ao seu

peito num derradeiro ultimato. No desespero da fé. Na esperança que

o menino lhe dava. O menino nunca chorou. Filho do Diabo, logo

disseram. Muitos se recusaram a embarcar no bote do menino amaldiçoado.

Mais espaço fica, segredou o pai à mãe, tentando em vão

acalmar sustos e alongar e prolongar sorrisos raríssimos. Não. Não

havia mais espaço. Talvez menos morte, mas não mais espaço. O

menino sabia. Ainda não nascera e já sabia. Conhecia a importância

do silêncio, mais do que a das palavras. Conhecia a exaustão da mãe

– e adivinhava através dela o cansaço do pai –, durante a longa caminhada.

Conhecia as suas lágrimas que, à conta de não saírem pelos

olhos, escorriam para dentro. O menino tinha-as bebido, uma a uma.

Conhecia-lhes o sabor agridoce. Sabia o peso exato de cada lágrima

da mãe, o seu formato e o seu odor. Estava habituado a ouvir os sussurros

dos pais. Os segredos contados ao ouvido. A partilha dos receios.

A medição da aflição. A luta insana entre a estúpida vontade

de ficar e a obscena necessidade de partir. O menino sabia que teria

de nascer em silêncio. De não incomodar mais do que o estritamente

indispensável. Chorar não era uma opção. O menino sabia uma imensidão

de coisas mesmo não cabendo ainda elas no seu pensamento.

A mãe também sabia. A mãe sabia que o menino chorava para dentro

e que tinha fome e medo. Muito medo. Um medo que paralisa quase

a respiração. Um medo tão agudo que chega a matar. Ainda viviam.

Comunicavam pelo coração. Cada batida uma palavra. Cada respiração

uma pontuação. Cada grito sufocado uma entoação. Não precisavam

de palavras. Suspensos naquele bote não precisavam sequer

de leite. A mãe assim disse ao menino. Não podia soltá-lo daquele nó.

Desatar as mãos e segurá-lo apenas com um braço… Não podia. Não

o faria. Antes morrer de fome nos seus braços do que lançado à água.

O pai pisava com toda a sua força os pés da mãe, sobre os quais se

sentara. Sentado de frente para a mulher, tinha encaixado as pernas

de ambos. Alternadas. Uma perna dele, depois uma dela, outra dele

e a segunda dela. Com os longos braços negros e indistintos naquela

noite escura, abraçou depois as pernas de ambos, com o peso do seu

rabo sobre os pés da mulher. Conseguiam, assim, maior estabilidade.

Contra os balanços e pinotes do mar. Contra os encontrões de quem

caía desamparado. Contra o mundo todo. Todos se olhavam. O pai

olhava a mãe. A mãe olhava o pai. Os dois olhavam longamente o

menino. Olhos que falavam, que acalmavam, enquanto brilhavam

de terror. Ninguém sabia nadar. Ninguém sabia fosse o que fosse.

Uma coisa os unia. A todos. A urgência da fuga. O medo. A guerra.

A fome. A pobreza. A miséria. Todos tinham sido privados de amanhã.

E sem amanhã, um homem não vive. Nem sequer sobrevive. O

mar piorava. O fundo do bote sacudia as pessoas como pulgas de um

lençol acossado pelo vento norte. Amira e Zézet tombaram de lado,

e com eles o menino. Como um só corpo o faria. Sem se descolarem

um centímetro. Pai, mãe e filho. Todos num só organismo vivo. A

cabeça do pai sobre a do menino. Para proteger. Para mostrar os

dentes ao menino. Uma tragédia de sorriso. Um drama de boca. Ainda

assim, um sorriso. Dentes apertados. Rangentes. Brancos. Como

estrelas. Era esperança. O ruído do mar e das gentes ensurdecia, pelo

que, silêncio. Sobre ele, nem uma palavra. Respiração, apenas. Ar que

entra. Ar que sai. A aflição esticou o tempo e aguçou memórias. De

dias felizes. Dias com comida. Com sol. Em terra firme. Os braços de

um pai velho. O colo de uma avó. O suco de um fruto. As brincadeiras

das cabras. O som de um rio imaginário sobre as pedras duras da

desolação. Cores. Sabores. Outra onda. Gente cuspida. Braços bramindo

no ar. Gritos estridentes. De morte. Gritos de ajuda que, sabem-no,

não terão. A vida dos pais, deixados em terra, hipotecada até

à eternidade por uma passagem para a morte. Uma última lembrança.


Por Marina Rocha Ribeiro

(www.absintomuito.pt)

A mão ainda à tona. Escuro. Nada se via. Agora, só os gritos do mar

naquela sua brincadeira endiabrada. Sem misericórdia. Bravo. Violento.

O tempo não se mede na aflição. Apenas a vida. Nesta, os ponteiros

apenas marcam estou vivo. Quando param, já não é a vida que

se mede. O menino já não chorava. A mãe sentiu quando o choro

interior do menino se calou. Um olhar de pânico da mãe. O pai que

não compreendia porque é que Amira abanava o menino daquela

maneira. O menino abriu os olhos. Uma lágrima solitária. Apenas

uma. Zézet compreendeu. Limpou-lha. Sorriu. Amira já não sentia

os pés, ou as pernas. Zézet parecia cada vez mais pesado sobre os seus

pés. Era o peso extra da dor e da aflição e da água que os encharcava

de medo e frio. Era o peso da incerteza. Ainda viviam. As ondas mais

curtas. Mais baixas. Mais espaçadas. De repente, quase não há ondas.

Mais conversas. Menos gritos. Estamos perto. Pensaram. Estamos

salvos. Quiseram acreditar. Zézet mostrou os seus dentes gigantes a

Amira. Ela ainda não conseguia. O menino olhava a mãe. Sorria?

Mandaram-nos sair. Pular para a água. Amira não conseguia levantar-se.

O seu corpo era apenas a parte superior. Tudo o resto, dormente.

Esquecido. Trôpego. Zézet compreendeu. Levantou-a nos

braços. Zézet era enorme. Muito mais alto do que qualquer outro

passageiro. Um gigante. Uma girafa. Ergueu-a como pôde. Amira

erguia, por sua vez, o menino nos braços. A água a roçar-lhes o queixo.

A água a engordar o seu peso. As pernas que não avançam. O mar

que empurra. Menos água. Menos água. Água pelos joelhos magros

de Zézet. Amira no chão. Na água ainda. Mas já areia sob o seu corpo

inerte. Levanta-se. O menino nos braços. Zézet empurra-os. Caem

na areia firme. Não chega. Zézet quer que avancem mais. O mar sabe

nadar. É preciso ir mais para dentro. Luzes na sua direção. Homens

vestidos com muita roupa. Luzes e mais luzes. Amira deixa de respirar.

O menino é-lhe tirado dos braços. Amira e Zézet avançam aos

tropeços. Correm. Gritam. Agora, gritam. Recuperam o menino.

Sorrisos. Querem destapar o menino. Vê-lo. Amira percebe que lhe

perguntam se tem leite. Vira a cabeça num não resoluto. Uma mulher

sorri-lhe. Parece querer dizer-lhe que está tudo bem. Que já compreendeu.

Leite para o menino. O menino transpira de tanto beber

leite. Amira só retoma a paz quando volta a atá-lo junto ao peito.

Zézet coloca-lhe a mão sobre o

ombro. Sem mexer, os lábios sorriem.

Os olhos riem. Separam-

-nos. Gritam-se nomes. Tocam-

-lhes com luvas e usando máscaras.

Levam os homens para

um sítio. Juntam as mulheres com as crianças. Voltam a encontrar-

-se. Precisam de papéis. Querem que escrevam. Dizem-se nomes sem

fim. Uma enfiada de nomes que encheria o mais longo colar de nomes

do mundo. Amira diz o seu. Zézet repete ambos os seus nomes até

que parecem entendê-los. Mostram-lhos escritos. Parecem-lhes bem.

Aquelas letras são diferentes das poucas que conhecem. Querem saber

o nome do menino. Amira e Zézet olham-se. Silêncio. Segredam.

Sussurram. Esperam. Apressam-nos. A fila não para de crescer. Jésuck,

dizem por fim. Jésuck. Bebem. Comem. Agasalham-nos. Enviam-nos

num outro barco. Outro sítio. Mais mar. Mais medo. Decidem

fugir. Outros decidem igual. Muitos outros já o haviam decidido,

como em breve descobrem nos caminhos pejados, já não de gente.

Refugiados, cospem-lhes ao ouvido. Parece que refugiados não são

gente. Dormem na rua. Na estrada. Nas matas. Na praia. Onde calha.

Também, dormem tão pouco. Andam. Andam muito. O caminho

não parece ter fim. Mais papéis. Mais leite para o menino. Vacinas.

Línguas de fora. Exames e perguntas. Regressar, não. Para já, regressar

é um nunca mais. Seguir em frente. Nada mais importa. Ontem

está lá atrás. Já não serve. As cidades são feias e frias. O menino já

chora. Também ele não gosta. Zézet consegue encontrar trabalho.

Um dia não regressa. Está na Alemanha e, como não tem os papéis

certos, não o deixam sair. Por agora. Quanto tempo é agora, quer

Amira saber. Também a ela negam tempo. Tem de seguir. Partir para

onde há ajuda humanitária. Uma tenda. Água. Roupa. O menino já

não chora. Compreendeu que não adianta. O silêncio é melhor. Calam-se.

Sonham com Zézet. Zézet regressa. Mais um acaso do que

conhecimento. Era o destino, diriam um ao outro enquanto se abraçavam

com força. O menino no meio. Corações que falavam amor e

sorrisos. Mas Zézet calou a sua verdade. A sua louca perseguição da

mulher e do filho. Zézet sabe que quando um homem quer muito

uma coisa, nada nem ninguém o impedirá de a conseguir. Zézet quis

muito encontrá-los e quis com a força necessária. Estava certo de que

o conseguiria. Conseguiu. Fugiram nessa noite. Turquia, para já. Se

fosse possível. França era o derradeiro sonho. Tinham muito que caminhar.

Mas estavam juntos. Em terra firme. Tinham pernas fortes,

tinham fé na terra firme e sabiam chorar para dentro.

A medição da aflição. A luta insana entre a estúpida vontade de

ficar e a obscena necessidade de partir. O menino sabia que teria

de nascer em silêncio. De não incomodar (...)

DEZEMBRO / luxwoman 139


VIAGEM

lisboa

140

Alma Fidalga

Bordalo II

Village

Underground


Turismo de Lisboa

Turismo de Lisboa

PECADOS

CAPITAIS

Lisboa fez-se mulher. Deixou

a inocência e assumiu esse papel

de sedutora que lhe trouxe a idade.

Ao ar cosmopolita juntou um toque

de irreverência, mas não perdeu

a sua autenticidade. Conheça

a Lisboa contemporânea, a cidade

de que todos falam

Por Leonor Antolin Teixeira

Turismo de Lisboa

ão é ao acaso que a capital portuguesa

é, cada vez mais, recomendada pela

imprensa internacional. É mencionada

em revistas como a Condé Nast Traveler

– uma das publicações de referência

no setor do turismo –, onde

recentemente foi publicado um artigo, da jornalista

Julia Cooke, que, depois de ter visitado a cidade,

não lhe poupou elogios! As cores, os monumentos,

a arquitetura e a paisagem foram alguns dos pontos

altos referidos pela autora. “Uma nova geração

de arquitetos e designers tomou em mãos a tarefa

de tirar Lisboa de um congelamento profundo”,

diz. Na mesma revista, num outro artigo, assinado

por Steve King, é referido que a capital portuguesa

é a cidade mais cool da Europa, a qual o jornalista

descreve como sendo “um anfiteatro natural e uma

fonte inesgotável de luminosidade: Lisboa brilha.

Anda-se na luz.” O conceituado canal televisivo

norte-americano CNN, elegeu igualmente a cidade

como uma das mais apetecíveis da Europa, enumerando

sete motivos. Ao longo de uma extensa

rubrica, a jornalista Fiona Dunlop fala do “ambiente

encantador, da boa comida e de uma animada

vida noturna”, entre outras características.

Se, ainda assim, lhe faltam motivos para conhecer

melhor Lisboa, acrescente à lista o facto de, já em

2017, a cidade ser Capital Ibero-Americana da

Cultura.

Percorra connosco este roteiro por uma das mais

vibrantes capitais da Europa!

DEZEMBRO / luxwoman 141


VIAGEM

Palácio

Chiado

Turismo de Lisboa

Turismo de Lisboa

Turismo de Lisboa

Os novos incontornáveis!

De um lado, a tradição. Do outro, a inovação

e a contemporaneidade. Estes são os

novos lugares de paragem obrigatória!

Palácio Chiado

Num edifício de 1781 nasce um ambicioso

projeto: a renovação de um espaço onde

em tempos se reuniam aristocratas e que

dá, agora, lugar a um ‘palácio’ que acolhe

alternativas da alta restauração e eventos

culturais. O Sushic, a Espumantaria, o

Páteo do Petisco e o Local – Your Healthy

Kitchen são alguns dos restaurantes que

aqui encontra.

Rua do Alecrim, 70 • Tel. 210 101 184

palaciochiado.pt

Mercado Time Out

Um projeto com assinatura da Time Out

Lisboa, que apostou na revitalização do icónico

mercado da Avenida 24 de Julho, juntando,

no Mercado da Ribeira, alguns dos mais

mediáticos chefs nacionais, como Henrique

Sá Pessoa, Alexandre Silva e Vítor Claro. O

Honorato, o Prego da Peixaria ou a gelataria

Santini são alguns dos espaços que aqui encontra.

Ao todo são 30 e oferecem menus

tão variados quanto deliciosos, desde pratos

de carne, de peixe, hambúrgueres artesanais,

o melhor sushi e ainda bolos, gelados e outras

doces iguarias. Pode, ainda, neste novo

‘mercado’, desfrutar de um concerto ou de

um qualquer evento cultural. Uma loja de

produtos nacionais, a já mítica A Vida Portuguesa,

e a loja da galeria de arte Underdogs,

com curadoria de Alexandre Farto, aka Vhils,

convivem na mesma morada. Consulte o

programa em timeoutmarket.com.

Avenida 24 de Julho, 49

Tel. 213 951 274.

Bairro do Avillez

José Avilez dispensa apresentações.

Ainda assim, elas aqui

142 luxwoman / DEZEMBRO

ficam: é um dos chefs mais conceituados a

nível mundial, é detentor de três estrelas

Michelin e é português. O Bairro do Avilez

é o seu mais recente projeto. Situado em

pleno Chiado, na Rua da Trindade, assume-

-se como um espaço que reúne diferentes

conceitos de restauração. A Mercearia é o

lugar com os melhores queijos, enchidos e

conservas, bem como alguns acessórios de

cozinha, livros e aventais. Na Taberna, consegue

provar iguarias únicas, como bifanas

de atum em bolo do caco com legumes avinagrados,

sanduíches de leitão com pickles

de algas e salicórnia, e umas pipocas de coirato

picantes. Finalmente, o Páteo, o espaço

onde o marisco e o peixe ganham protagonismo,

mas onde, nem por isso, a carne deixa

de imperar. Estes são os três espaços que

aqui vai encontrar. Está aberto, todos os

dias, do meio-dia até à meia-noite.

Rua Nova da Trindade, 18

Tel. 215 830 290

joseavillez.pt/bairro-do-avillez

Bairro do

Avillez

Os incontornáveis!

Apesar de respirar modernidade e assumir,

cada vez mais, uma face cosmopolita que

se reinventa a cada dia que passa, há tradições

que se mantêm. Ir a Lisboa sem

visitar uma casa de Fados, sem comer um

pastel de nata, em Belém, ou sem passear

no elétrico 28, é como se… não tivesse ido.

Ouvir fado

Situado em pleno coração de Alfama, o

Clube de Fado é uma das mais características

casas de fado. À arquitetura milenar

junta uma inigualável carta de iguarias

tradicionais lusitanas e grandes nomes da

mais típica canção portuguesa.

Rua São João Praça (junto à Sé).

Tel. 218 852 704 • clube-de-fado.com

Comer um pastel de nata

A casa Pastéis de Belém, criada em 1837,

altura em que dava pelo nome de Confeitaria

de Belém, é o lugar mais característico

para o fazer. Através de uma criteriosa

escolha de ingredientes, a casa consegue

manter-se fiel a um paladar que vai passando

de geração em geração. Já que aí

está, aproveite para visitar o Mosteiro dos

Jerónimos e a Torre de Belém!

Passear no elétrico 28

O percurso começa no Martim Moniz e acaba

em Campo de Ourique. Um trajeto que

testemunha 2500 anos de história, passando

pelos bairros mais emblemáticos da cidade,

como Prazeres, Graça, Alfama e Martim

Moniz. Bilhete, €2,85. Bilhete diário, €6.


Os novos mundos

Martim Moniz

A transformação do bairro começou há cerca

de quatro anos, pela mão de José Rebelo

Pinto, o mentor do festival de música Meo

Out Jazz. O Martim Moniz viu-se livre da

má fama e assume-se, hoje, como lugar de

passagem obrigatória. Mantendo a matriz

multiétnica, o bairro oferece modernidade e

autenticidade. O Erva Green Cuisine é um

dos espaços que aqui encontra. Sumos de

fruta, tostas vegetarianas, crepes e saladas

são algumas das ofertas. A Popat Store é uma

mercearia indiana onde encontra produtos

indianos, claro, mas também tailandeses,

africanos e brasileiros. O Mouradia é outro

lugar interessante. Trata-se de um projeto

da Associação Renovar a Mouraria e apresenta-se

como um bar/cafetaria onde pode

beber um copo, petiscar ou ouvir música ao

vivo. O Topo é outra paragem obrigatória.

Daqui, tem uma das vistas mais impressionantes

da cidade: sobre o Castelo de São

Jorge, as ruínas do Convento do Carmo, o

Miradouro da Graça, a Nossa Senhora do

Monte e o Torel. Na praça do Martim Moniz,

encontra ainda dois ateliers imperdíveis: um,

da fotógrafa britânica Camilla Watson, a

viver em Lisboa, onde pode adquirir algumas

das suas obras; outro, da artista Joana Simão,

onde se podem adquirir as mais diversas

peças de design, em cerâmica. Tem ainda

um espaço de massagens, o Terra Real, da

terapeuta búlgara Zonita Todorova, onde

pode desfrutar de várias técnicas, como a Tui

Na, a ayuvérdica e a tailandesa.

Village Underground

Não é um bairro, mas é um mundo que se

reinventa a cada dia que passa. Mariana Duarte

Silva é a mentora de um projeto único na

capital, um espaço que pretende ser uma rede

de espaços de produção e de trocas culturais.

Os ateliers de trabalho são montados numa

estrutura de contentores marítimos e autocarros

da Carris desativados, recuperados e

preparados para serem ocupados por profissionais

das indústrias criativas. O preço da

renda é acessível. O projeto existe em Londres,

desde 2007, e chegou a Lisboa em 2012.

vulisboa.com

Intendente

Com prédios a serem recuperados e duas

associações que ajudam a reabilitar o bairro,

a Largo e a Casa Intendente, o bairro do Intendente

não é, hoje, uma zona associada à

droga e ao crime, como noutros tempos. A

obra de Joana Vasconcelos, a Kit Garden,

instalada no Largo do Intendente, espelha

bem o cariz que se pretende dar ao bairro. O

Centro de Inovação da Mouraria, um creative

hub, inaugurado a 29 de maio de 2015, e o

Jardim da Cerca da Graça, aberto desde junho

do mesmo ano, são dois espaços que

ajudam à sua revitalização. O primeiro, também

designado por Mouraria Creative Hub,

pretende acolher grupos que promovam uma

série de atividades, mais performativas, criativas

e científicas, e, ao mesmo tempo, visa

impor-se como um espaço aberto à comunidade.

O Jardim da Cerca da Graça, com uma

área de 1,7 hectares, é o maior espaço

verde de acesso público da zona

histórica e o segundo maior

de Lisboa – a seguir ao Jardim Botânico. O

novo jardim assegura novas ligações entre os

bairros da Graça e da Mouraria. O Largo

Adelino Amaro da Costa foi igualmente renovado.

Por ele, pode agora passear e desfrutar

de um bairro que, não perdendo a sua

autenticidade, se reinventou e, melhor ainda,

se reinventa a cada dia.

Cais do Sodré

A Rua Cor de Rosa é, talvez, o melhor exemplo

de renovação desta zona. O bairro, onde

antes deambulavam e pernoitavam prostitutas

e toxicodependentes, hoje, é opção de

diversão noturna, para grande parte dos

lisboetas e de turistas. A Rua Cor de Rosa é

um troço da Rua Nova do Carvalho, cujo

pavimento foi recuperado e pintado, um

projeto de intervenção urbana, assinado pelo

atelier do arquiteto José Adrião, que envolve

a Câmara Municipal de Lisboa e a Associação

Cais do Sodré, e que conta ainda com o

patrocínio de uma marca de vodka, a Absolut.

Apesar da imposição camarária de se

fecharem os bares à meia-noite, durante a

semana, e às 2h, ao fim de semana, são muitos

os lisboetas e os turistas que se deslocam

a este bairro, para beber um copo ou para

dançar, numa qualquer discoteca alternativa

que por aqui se encontra.

Village

Underground


VIAGEM

Painel de

André Saraiva

na parede do

Jardim Botto

Machado

Bordalo II

A arte urbana

Já ouviu falar de nomes como Bordalo II,

Vhils e André Saraiva? Provavelmente os

nomes nada lhe dizem, mas as suas obras

sim. A arte urbana assume, cada vez mais,

um papel de requalificação de zonas históricas

da cidade e estes são alguns dos

nomes responsáveis por isso. Natural de

Lisboa, Bordalo II cria grandes instalações

a partir de lixo recolhido nas ruas da capital,

numa espécie de crítica social. A obsessão

pelo consumo, o desperdício e materialismo

exacerbados, são alguns aspetos

que preocupam o artista. Vhils, igualmente

natural da capital, é um dos mais conceituados

artistas de arte urbana da atualidade

a nível internacional e tem inúmeras obras

espalhadas em território nacional. Uma

das mais emblemáticas é o rosto de Amália

Rodrigues, esculpido em calçada portuguesa.

A obra foi executada em colaboração

com os calceteiros da Câmara Municipal

de Lisboa e pode ser vista na rua de São

Tomé, no bairro de Alfama. Outro dos no-

mes incontornáveis é André Saraiva. Conhecido

também como Mr. A., tem origem

portuguesa e iniciou a carreira em Paris,

na década de 1980. Instalações, pintura,

serigrafia e até curtas-metragens são algumas

das suas vertentes. A sua obra tem

vindo a ser reconhecida e exposta em vários

museus e galerias de arte contemporânea

com exposições a solo. Em Lisboa, uma

das mais emblemáticas com uma extensão

de 188 metros de comprimento, 1011 m 2

de área, e 52.738 azulejos, é a parede do

Jardim Botto Machado. Trata-se de um

mural de azulejos pintados que entrou no

roteiro alternativo da arte urbana. O painel

é uma iniciativa da Câmara Municipal de

Lisboa e da Junta de Freguesia de São Vicente

e é promovido pelo MUDE.

Fresh & New!

O que há de novo

na capital?

Kiko Martins e A Cafetaria

Inaugurado em janeiro deste ano, e situado

na nova sede da EDP, no Cais do Sodré, o

novo espaço do chef Kiko Martins oferece

sopas, quatro tipos de focaccias (acompanhadas

com chips de batata doce) massas,

cuscuz e saladas. Croissants, folhados, torradas,

sumos e café são algumas das opções

para o pequeno-almoço. O espaço foi projetado

pelo designer Miguel Vieira Baptista

e tem uma escultura de João Louro. Está

aberto a partir das oito da manhã. Avenida

24 de Julho, Sede da EDP • chefkiko.com

Alfaiataria Bar

O Alfaiataria é o lugar que junta mesas que

imitam caixas de costura antigas e verdadeiras

máquinas da Singer – a mais antiga

é de 1864 –, espalhadas pelo balcão. O espaço,

onde antigamente se coseram fatos,

cortaram tecidos e pregaram botões, é agora

o mais recente bar da cidade. Cerveja, gins,

cocktails, shots e vodka são algumas das

opções deste lugar que pretende, no futuro,

servir refeições.

Rua São João da Mata, 67

Tel. 930 649 057

facebook.com/alfaiatariabar

Alfaiataria

Bar

144 luxwoman / DEZEMBRO

Onde dormir?

No Vila Garden Guesthouse

Situado num magnífico edifício do século

XIX, o Vila Garden Guesthouse oferece

comodidade e elegância, bem no centro da

cidade! No total, são 22 quartos únicos,

decorados com detalhes que

homenageiam a cidade de Lisboa,

divididos em standard,

superior, twin e ainda um quar-

to deluxe, com jacuzzi, para ocasiões

especiais. Quarto duplo a

partir de €50. Avenida Almirante

Reis, 98 • Tel. 218 138 060

vilaguesthouses.com


Choco Louco

Choco Louco

Alma Fidalga

Goûter

A Cafetaria

Alma Fidalga

Ao Príncipe Real chegou, em março deste

ano, um novo conceito: se pedir uma bebida,

dão-lhe os aperitivos, servidos entre

as 18h e as 21h30. Depois disso, tem a carta

de petiscos à disposição. Há queijos, pão,

tostas, azeitonas, enchidos, saladas e até

fruta… Na carta de bebidas tem caipirinhas,

pisco sour, daikiri, mojito, cuba libre, gins,

claro, e opções sem álcool, a que chamam

mocktails. Desengane-se se pensa que este

é apenas mais um bar. Tertúlias, workshops

de vinhos, de alimentação saudável, de

cocktails e até de maquilhagem, são alguns

dos eventos agendados. Experimente os

camarões à zambeziana (5€), cozinhados

em leite de coco; a ‘enqueixada’ de bacalhau

com broa (4€); o preguinho do lombo com

mostarda de Dijon (7€); ou o carpaccio de

novilho, com parmesão e alcaparras (5,50€),

e deixe-se levar pela tentação.

Rua das Palmeiras, 15 • Tel. 911 164 248

almafidalga.com.

Choco Louco

Do tradicional conceito de choco frito nasce

agora, no Bairro Alto, um espaço onde o

choco assume papel principal, mas ganha

novas formas. Servido em tiras ou no pão,

acompanhado de batatas fritas e de molhos

inovadores, como tártaro, iogurte e caril,

maionese de coentros e picante asiático,

fará as delícias de miúdos e graúdos. Tanto

a versão em tiras, como a versão no pão

rondam os €9. Pode acompanhar a refeição

com vinho nacional, a copo ou garrafa

(entre €3 e €21), água, refrigerante ou

imperial.

Rua da Rosa, 39 • Tel. 967 858 655

facebook.com/Chocoloucopt

O Goûter by Sofitel Lisbon

Liberdade

Numa graciosa homenagem à cultura francesa,

nasce, pelas mãos do chef Daniel

Schlaipfer, um lugar de requinte. A sugestão

é um lanche, servido todos os dias, na

biblioteca ou no bar do hotel (independentemente

de estar lá hospedado ou não),

entre as 16h00 e as 18h, numa caixa de

madeira com várias propostas de fazer

crescer água na boca: verrine (um bolo em

camadas servido em copos) com frutos

vermelhos, iogurte com coulis de fruta,

madalena, macaron, croissant com chocolate,

minipastel de nata, tosta mista, pão

caseiro e bolachas. Ou, ainda, torradas,

compota de morango, doce de abóbora,

Nutella e manteiga. Para acompanhar,

café, chocolate quente ou chá. Todos os

produtos são de fabrico próprio e preparados

por Daniel Schlaipfer. O valor é de

€12/pessoa. Avenida da Liberdade, 127

Tel. 213 228 300 • sofitel.com

Bagos Chiado

É o novo restaurante do chef Henrique

Mouro e tem um ingrediente comum em

todos os pratos: o arroz. Com 21 sugestões,

inspiradas na gastronomia portuguesa e

oriental, o restaurante oferece uma variedade

de pratos incrível. Mas, se não encontrar

a sua receita preferida, ou algo que

lhe agrade particularmente, pode encomendá-la

e, 48 horas depois, degustá-la

numa das mesas do Bagos Chiado. Uma

sugestão? Arroz de tamboril com tomate,

azeitonas e manjerico (€18), ou cabidela

onde não falta… farinheira (€16).

Rua António Maria Cardoso, 15B • Tel. 213

420 802 • facebook.com/Bagoschiado

The Cru

Alimentos biológicos, sem glúten, sem lactose

e sem açúcares adicionados, conjugados

sob a orientação de uma naturopata.

É esta a oferta do The Cru. Aberto desde

outubro do ano passado, o espaço oferece

pequenos-almoços ricos em fruta, com

destaque para açaí, granolas e bagas, sementes,

sumos funcionais, sopa, vegetais,

smothies, wrapes, saladas, sobremesas e

snacks, entre outras opções deliciosamente

nutritivas, todas cruas.

Oeiras Parque, Avenida António Bernardo

Cabral de Macedo • Tel. 919 671 506

facebook.com/TheCruHealthyFood

DEZEMBRO / luxwoman 145


CASA 146

Chicago – EUA

(De)corações

AO ALTO

A casa, esta casa, antes de o ser, já era uma

casa. Antes de ser sonhada e planeada, já

acalentava sonhos e segredos. Já abrigava

e protegia. Porque esta casa tem um passado

que não esconde: já foi igreja. Razão pela

qual todo o projeto de transformação foi,

em todos os sentidos, incluindo o literal,

um verdadeiro ato de fé Marina Ribeiro Fotografia Jim Tschetter


O gabinete Linc Thelen assina

a maior parte do mobiliário

estrutural, caso da ilha central,

bancadas e armários da cozinha,

bem como algumas peças

de mobiliário, como a mesa

de jantar. Num espaço tão amplo,

o taylor made solucionou, de uma

só vez, questões de dimensão

e estética. Exemplo disso

é a hiperdimensionada lareira,

de face dupla, que se eleva pelo

pé direito e serve de fronteira

entre duas zonas de lazer

DEZEMBRO / luxwoman 147


CASA

À exceção das casas de banho, onde a pedra mármore,

o mosaico e o chão hidráulico dão cartas, a madeira de carvalho

clara foi a opção para cobrir todo o chão da casa

hão sagrado

Uma casa é já, quase por definição, solo

sagrado. Tenha ou não uma longa história,

desde que abrigue e proteja a vida

de alguém, é já isso mesmo, um recanto

divino, onde se pretende que reine a paz e

que funcione como espaço seguro, local de felicidade e sossego.

De sono e descanso, de sorrisos e gargalhadas soltas.

Um retiro privado, de cheiros, afetos e sonhos. De onde se

parte e onde sempre se regressa. Quando tudo isto acontece,

a casa, que já foi projeto, transforma-se em lar e passa

a fazer parte de cada um dos seus habitantes. No caso desta

casa, tudo isso já acontecia, antes mesmo da animada família,

com três crianças pequenas, que agora a habita, para

lá se mudar. Era tudo isso e algo mais, na medida em que

era um ‘lar’ comum, espiritual, que a todos acolhia. Porque

esta era uma casa comunitária. Esta casa era uma igreja.

Um passado singular que terá deixado rastos de tranquilidade

nas paredes, e de serenidade sob o seu teto, testemunhados

de perto pelos vitrais em ogiva que a arquitetura

de interiores abraçou de bom grado. Não apenas permitem

uma constante entrada de luz, filtrada pela calidez do ocre

com que se pintam, como conferem o tão procurado ‘mais

qualquer coisa’, aquele traço de identidade distintivo, o

twist que torna um projeto em algo mais. Assim o entendeu

o gabinete de arquitetura e design Linc Thelen Design

(http://www.lincthelen.com) que, em parceria com o atelier

Scrafano Architects, conduziu este inesperado makeover.

Nave central

Mas não foi apenas isso que entenderam. Perceberam ainda,

e desde logo, o vasto e amplo potencial de um espaço

148 luxwoman / DEZEMBRO


Roupeiros embutidos,

portas de celeiro,

parede de escalada – no

quarto dos rapazes –, e

o mezanino no quarto

da rapariga, bem como

outras estruturas, foram

desenhadas e executadas

à medida e com fantasia

livre, aberto e não apenas à espiritualidade. A área, em si,

era já ‘divinal’, para brincar um pouco com as palavras, já

que os deuses em que acreditamos têm humor e gostam

de sorrir. Ao dispor estavam 511 m 2 de área solta com um

pé direito de 7,62 m. Uma caixa vazia a aguardar ideias.

Elas não se fizeram esperar. Manter-se-ia, em grande parte,

a ‘nave central’, em toda a sua largura e altura, a qual manteve,

por assim dizer, a sua vocação primeira: a de abrigar

muitos. Estava decidida a zona social, dividida em cozinha,

sala de estar, de jantar e de televisão, nas quais as zonas de

passagens fazem as vezes de parede, delimitando sem barreiras

as diferentes funcionalidades. Nesta zona, manteve-

-se intacto o magistral pé direito original, ergueu-se uma

única parede, uma espécie de atual altar, por onde sobe a

chaminé da imponente lareira, de face dupla, divisória física

entre uma pequena sala de estar e o restante open space

social. Um ponto quente, quase o coração da casa, e única

parede que ousou a cor preta, a mesma que contorna os

vitrais e que encontra eco na cor em boa parte dos assentos

desta mega-sala comum.

No céu da casa

Onde outrora, facilmente, se imagina o órgão da igreja e a

sua metálica sonoridade sacra, estruturaram-se, num gigante

mezanino, os espaços mais sagrados da casa: os

quartos, em número de sete, e as seis casas de banho que

lhes servem de apoio, todos eles com um pé direito que

excede os dois metros de altura. Enquanto a simplicidade

e sobriedade dominam a suite principal, nos quartos das

crianças reinam a criatividade e o deleite lúdico que, percebe-se,

nasceram logo nos primeiros traços, feitos ainda

no estirador. Havia já no arquiteto e no designer, o desejo

de brincar com as possibilidades. Há paredes de escalada,

desníveis, passagens secretas, portas ocultas, baloiços, claraboias

e um espírito que, mais do que convidar, quase

ordena à diversão. Um reino muito especial, onde, imagina-se,

será fácil crescer feliz. Já que estamos a subir, importa

referir que mais acima ainda, do lado de fora, no topo

do telhado, manteve-se igualmente a torre do sino. Também

isso tem piada, certo? No regresso a casa, por mais escura

que seja a noite, será difícil não reconhecer a casa que tem

um sino no telhado, sendo esta ainda uma outra ligação

estética, arquitetónica e espiritual com o passado daquelas

paredes.

O conforto está de visita

No que à decoração diz respeito, do anterior passado, apenas

um banco corrido, junto à entrada principal. Um singelo

convite para se sentar, a quem aguarda ser recebido e

mais uma forma de lembrar a respeitável história do espaço.

À parte isso, tudo de novo. Tudo estilizado. Tudo design

contemporâneo. Porém, mantém-se visível uma quase ostensiva

parcimónia, que cai bem naquela ampla zona bran-

DEZEMBRO / luxwoman 149


CASA

Como não falar nos vitrais? Eles mantiveram-se firmes

nos seus lugares, filtrando e dourando a luz exterior,

e protegendo as gentes de dentro dos olhares de fora.

Dominantes, eles são o testemunho de anteriores

vocações e devoções, e foram recebidos, pelo novo

projeto, com veneração e sagacidade estética

ca, pautada apenas pelo tom abaunilhado da luz filtrada

pelos vitrais. As peças decorativas, fruto do design contemporâneo,

são assertivas e imponentes, mas, dispensam

elementos acessórios. Tudo se apresenta em dimensão XL,

mas apenas existe uma peça de cada. Uma mesa de refeições

para oito lugares, uma ampla ilha de cozinha com

espaço para cinco comensais, um fogão com dimensões

industriais, um frigorífico de portas duplas, uma imponente

lareira, longos sofás e, além disso, quase nada mais. Tudo

se basta a si próprio. Tudo cumpre uma função. O acessório,

nesta casa, parece ser única e exclusivamente a facilidade

com que o próprio espaço permite que a vida aconteça.

Que a felicidade se instale. E de forma confortável, já se

percebeu.

150 luxwoman / DEZEMBRO


É bom

chegar a casa.

as estações

do ano já não

são o que eram

Agora o casaco fica sempre à entrada,

os sapatos descalçam-se e as meias tiram-se.

O conforto chegou para ficar.

Para quem tem um hotspot,

o inverno fica sempre lá fora.

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Branco, preto e taupe dominam um ambiente

especial e sofisticado, num espaço por onde

ainda parecem ecoar os salmos da antiga igreja

que já lá morou Por Marina Ribeiro

Mesa Coffee,

design de Isamu

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a Vitra, Paris:Sete,

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CULINÁRIA 154

cozinha tradicional

BACALHAU COZIDO EM AZEITE

COM GRÃO-DE-BICO ESMAGADO E COUVE

4 pessoas

Ingredientes:

• 4 lombos de bacalhau

com 180 g cada

• 6 dl de azeite

• 2 dentes de alho

com a casca

• 1 folha de louro

• 1 pé de alecrim

• 400 g de couve-lombarda,

cortada em tirinhas finas

• 400 g de grão-de-bico

cozido

• Sal e pimenta preta

Preparação:

1. Aqueça o azeite numa frigideira onde caibam os quatro

lombos de bacalhau. Quando o azeite estiver a cerca de 80 °C

(use um termómetro), coloque os lombinhos, os dentes de alho,

a folha de louro e o pé de alecrim. Tape e leve a lume brando,

durante 5 a 7 minutos, sem deixar ferver e mantendo

a temperatura em redor dos 80 °C.

2. Quando o bacalhau estiver pronto, retire 1 dl do azeite

para outra frigideira e aqueça bem. Salteie a couve-lombarda

em tirinhas, durante 1 minuto. Tempere com sal e pimenta preta.

3. Retire mais 1 dl de azeite para uma outra frigideira,

ou para uma caçarola, e aqueça. Quando estiver quente, junte

o grão-de-bico bem escorrido e aqueça, envolvendo no azeite.

Com um esmagador de batata, ou um garfo, esmague

grosseiramente o grão-de-bico, de maneira a que ainda fiquem

alguns grãos quase inteiros.

4. Sirva os lombinhos com o grão-de-bico e a couve-lombarda.

COMPOTA DE FRUTAS

(PERA ROCHA)

6 pessoas

Ingredientes:

• 2 dl de mel

• 100 g de açúcar mascavado

• 75 g de sultanas amarelas

• 150 g de abóbora-menina

ou de abóbora-porqueira,

descascada e desfiada

• 8 ameixas pretas

sem caroço

• 1 maçã Fuji, com a casca,

cortada em fatias

• 4 peras Rocha pequenas,

‘Semear Sabor,

Colher Memórias’

Da autoria da chef Justa Nobre

e da gastrónoma Fátima Moura,

o livro abre as suas páginas

a receitas originais e a segredos

e histórias por detrás dos pratos

mais genuinamente portugueses.

Vogais, €21,99

descascadas, sem o centro

e cortadas ao meio

• 100 g de fisális

• 1 pau de canela

• 2 tiras de casca de toranja

rosa, cortadas em tirinhas

finas

• Gomos de 2 toranjas rosa,

sem as membranas

• 75 g de amêndoas

peladas e torradas

Preparação:

1. Numa cataplana grande, deite o mel e o açúcar e deixe

levantar fervura. Junte todos os ingredientes, exceto a toranja

e as amêndoas, tendo o cuidado de colocar as peras no centro.

2. Mexa com cuidado, para envolver as frutas no mel.

Feche a cataplana e leve a lume brando, durante cerca

de 20 a 25 minutos. As peras devem ficar macias,

mas sem se desmancharem.

3. Antes de servir, junte os gomos de toranja e as amêndoas.


CANTARIL COM CHAMPANHE ROSÉ

E COGUMELOS SHIITAKE E ENOKI

2 pessoas

Ingredientes:

• 250 g de cebolos ou cebolas

• 2 pak choi miniatura (80 g)

• 2 bolbos de funcho miniatura (60 g)

• 150 g de cogumelos shiitake frescos

• ou 20 g de cogumelos shiitake secos,

demolhados de um dia para o outro

• 80 g de cogumelos enoki

• 50 ml de molho de soja

para peixe e marisco

• 2,5 dl de champanhe rosé

• 1 cantaril com 700 g, amanhado

• Cebolinho às rodelinhas, para enfeitar

Preparação:

1. Corte os cebolos, as pak choi e o funcho,

no sentido do comprimento, e espalhe-os

no fundo da cataplana. Junte os cogumelos

shiitake cortados em lâminas grossas (os

mais pequenos inteiros) e os enoki inteiros.

2. Disponha o cantaril sobre esta cama de

legumes, adicione o molho de soja e regue

com o champanhe. Não é preciso juntar sal,

porque o molho de soja já é salgado.

3. Feche a cataplana e leve a lume brando,

durante cerca de 15 minutos, ou a gosto.

No fim, enfeite com o cebolinho às rodelinhas.

A Revista de Vinhos

recomenda:

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DEZEMBRO / luxwoman 155


ONDE COMPRAR 156

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B/ BDBA Tels. 213 711 700/223 781

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FASHION CLINIC

Tel. 962 269 546 www.fashionclinic.pt

FENDI CASA Tels. 2135 300 66/

226 062 592

FILORGA Tel. 808 204 099

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FOSSIL Tel. 213 460 295 www.fossil.com

FRANCK PROVOST

Tel. 256 825 637 www.franckprovost.pt

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Tel. 226105582 www.ascoisaspelonome.pt

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G/ GANT Tel. 252 093 000

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GUCCI Tel. 213 528 401 www.gucci.com

H/ H&M Tel. 800 200 034

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H&M HOME Tel. 800 780 330

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INGLOT Tel. 910 039 835

INTROPIA Tel. 226 199 050/22

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IKEA Tel. 214 705 050 www.ikea.com/pt

INTIMISSIMI Tel. 218 550 383

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LOJA DAS MEIAS Tel. 213 710 300/3

www.lojadasmeias.pt

LONGCHAMP Tel. 213 582 162

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LOUIS VUITTON Tel. 213 584 320

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ROGER & GALLET Tel. 808 201 404

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Y/ YVES ROCHER

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YVES SAINT LAURENT

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ZARA www.zara.com

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ZILIAN Tel. 213 878 455

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ESTATUTO EDITORIAL

A LuxWOMAN é uma revista feminina mensal, com quatro eixos de comunicação: Moda, Beleza, Lifestyle e Informação. Presta serviço, responde ao como e ao porquê, aposta

na qualidade fotográfica e de conteúdo. Tem ATITUDE e OPINIÃO sobre o mundo que a rodeia. Se fosse uma mulher, seria uma mulher que sabe o que quer

e trabalha para o conseguir. Temos temas jornalísticos que ‘agarram’ as mulheres, e comprometemo-nos a assegurar o respeito pelos princípios deontológicos e pela ética

profissional dos jornalistas, assim como pela boa fé dos leitores. Em quatro palavras o espírito da revista LuxWOMAN: Trendy, Opinião, Beleza e Atitude.

A nossa assinatura é ‘Lifestyle e informação para a Mulher com Atitude’. A LuxWOMAN é a revista que lhe oferece o que precisa de saber para formar a sua opinião!


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amor, saúde, trabalho

Por Maria Helena

Licenciada em Sociologia

Tel. 210 929 000

mariahelena@mariahelena.pt

www.mariahelena.pt

Carneiro

DE 21 DE MARÇO A 20 DE ABRIL

Carta – 3 de Paus = Iniciativa

Amor – Não viva obcecado com a ideia de

perder a pessoa amada, aproveite antes todos

os momentos para estar com ela.

Saúde – Não se desleixe. Cuide de si.

Dinheiro – Economias instáveis. Tenha algum

cuidado.

Lema – Dou atenção às mensagens dos meus

sonhos.

Números da Sorte – 2, 7, 12, 22, 25, 41

Touro

DE 21 DE ABRIL A 21 DE MAIO

Carta – Rei de Paus = Força, Coragem e Justiça

Amor – Seja mais atrevido e ousado.

Saúde – Excesso de ansiedade não é favorável.

Dinheiro – Seja mais equilibrado nos gastos.

Lema – Mereço todas as glórias e triunfos

que a vida me dá.

Números da Sorte – 1, 8, 14, 20, 36, 47

Gémeos

DE 22 DE MAIO A 21 DE JUNHO

Carta – O Papa = Sabedoria

Amor – Cuidado com os falsos amigos! Cuide

melhor do seu amor. Seja o seu melhor amigo!

Saúde – Tendência para dores nas pernas.

Dinheiro – Pode, agora, comprar aquele objeto

de que tanto gosta.

Lema – Tenho força e domínio sobre as minhas

emoções e pensamentos.

Números da Sorte – 5, 16, 21, 33, 41, 48

Caranguejo

DE 22 DE JUNHO A 22 DE JULHO

Carta – A Força = Força, Domínio

Amor – Se der ouvidos a terceiros, poderá

sair prejudicado. Uma personalidade forte

sabe ser suave e leve como uma pena!

Saúde – Cuidado com os ouvidos.

Dinheiro – Não se precipite e pense bem

antes de investir as suas economias.

Lema – Cultivo as energias positivas na vida.

Números da Sorte – 2, 11, 24, 35, 40, 42

Leão

DE 23 DE JULHO A 23 DE AGOSTO

Carta – A Justiça = Justiça

Amor – Poderá ter de enfrentar uma zanga

familiar, mas não fique preocupado, pois tudo

se resolverá. Aceite os erros dos outros.

Saúde – Cuidado com o sistema nervoso.

Mantenha a serenidade.

Dinheiro – Não se deixe abater por uma maré

menos positiva. Nem tudo está perdido!

Jessica Athayde

Bonita e descomplexada, Jessica Athayde não passa

despercebida. Como nativa de Sagitário, é uma pessoa

bem-disposta e comunicativa, espalhando alegria

à sua volta, devido à sua maneira de ser jovial

e espontânea. O gosto pela comunicação esteve

sempre presente na sua vida, e a paixão pelas viagens

e pelo conhecimento de outras pessoas e culturas

é uma constante da sua personalidade. Gosta

de sair para se divertir, pois entende a vida como

uma aventura, que deve ser vivida intensamente,

aproveitando ao máximo tudo o que ela tem de bom.

Sagitário

22 DE NOVEMBRO A 21 DE DEZEMBRO

CARTA – CAVALEIRO DE ESPADAS = DEVE

TER CUIDADO

AMOR – LIBERTE-SE DO PASSADO, POIS

O PRESENTE TEM MUITAS COISAS BOAS

PARA LHE OFERECER. MERECE SER FELIZ!

SAÚDE – PROCURE FAZER UMA VIDA

MAIS SAUDÁVEL.

DINHEIRO – TENHA CUIDADO COM GAS-

TOS SUPÉRFLUOS.

LEMA – TENHO VITÓRIA SOBRE AS QUES-

TÕES QUE ME PREOCUPAM.

NÚMEROS DA SORTE – 2, 6, 17, 21, 38, 47

Lema – Venço a melancolia através da confiança

e da fé.

Números da Sorte – 8, 10, 14, 21, 40, 45

Virgem

DE 24 DE AGOSTO A 23 DE SETEMBRO

Carta – A Temperança = Equilíbrio

Amor – Se está só, prepare-se, pois é provável

que a seta do Cupido atinja o seu

coração. Que a luz da sua alma ilumine

todos aqueles que ama!

Saúde – Cuidado com o uso excessivo de

ar condicionado.

Dinheiro – Seja prudente nos seus investimentos.

Lema – A felicidade permanece na minha

vida!

Números da Sorte – 14, 18, 23, 31, 39, 44

Balança

DE 24 DE SETEMBRO A 23 DE OUTUBRO

Carta – 9 de Ouros = Prudência

Amor – Deverá expressar o quanto ama a

pessoa que tem ao seu lado.

Saúde – Cuide melhor da mente e do espírito.

Alimente-os com pensamentos positivos!

Dinheiro – Não deixe que os outros tomem

decisões ou falem por si, imponha o respeito.

Lema – Tenho habilidade para lidar com todos

os elementos da minha vida.

Números da Sorte – 3, 7, 11, 22, 42, 46

Escorpião

DE 24 DE OUTUBRO A 21 DE NOVEMBRO

Carta – 8 de Copas = Concretização, Felicidade

Amor – Viverá momentos escaldantes com

a pessoa que ama. Que tudo o que é belo seja

atraído para junto de si!

Saúde – Não coma demasiados doces.

Dinheiro – Não gaste além das possibilidades.

Lema – Sou equilibrado em tudo na vida.

Números da Sorte – 4, 8, 11, 20, 39, 44

Capricórnio

22 DE DEZEMBRO A 20 DE JANEIRO

Carta – 7 de Paus = Negociação Difícil

Amor – Não receie dizer a verdade, por mais

que lhe custe. Que a determinação e a Luz

estejam sempre consigo!

Saúde – Cuide dos pés.

Dinheiro – Poderá planear uma viagem ao

estrangeiro, as economias já lho permitem.

Lema – A confiança em mim mesmo dá-me

esperança, mesmo nos momentos difíceis.

Números da Sorte – 2, 9, 13, 29, 35, 41

Aquário

21 DE JANEIRO A 19 DE FEVEREIRO

Carta – 4 de Copas = Desgosto

Amor – Organize um jantar para reunir os

amigos. Tome a iniciativa, é você quem cria

as oportunidades!

Saúde – A rotina poderá levá-lo a estados

depressivos. Saiba evitá-los.

Dinheiro – Não se precipite nos gastos.

Lema – Esforço-me diariamente para dar o

meu melhor.

Números da Sorte – 4, 6, 18, 25, 36, 40

Peixes

20 DE FEVEREIRO A 20 DE MARÇO

Carta – Ás de Copas = Princípio do Amor,

Grande Alegria

Amor – Dê atenção às verdadeiras amizades.

Viva para que o seu exemplo sirva de modelo!

Saúde – Tenha mais confiança e dê mais valor

a si próprio.

Dinheiro – Cuidado com as intrigas no local

de trabalho.

Lema – Graças ao meu empenho consigo

muitos ganhos.

Número da Sorte – 3, 7, 15, 21, 35, 37


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ÚLTIMAS 160

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10 ESSENCIAIS

oceana basílio

162

1/

Carlos Ramos

para a G.Sel

2/

3/

Oceana Basílio

É natural de Tavira, tem 37 anos e uma

filha, Francisca, com 12. Bem conhecida

dos portugueses, tanto pela sua participação

em várias telenovelas como no cinema

e teatro, a atriz é atualmente Miranda,

uma ex-bailarina que gere uma casa de chá,

em ‘Amor Maior’, telenovela da SIC Por Ana Almeida Pires

4/

5/

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9/

7/

6/

10/

1/ A Francisca

A minha filha é essencial à minha vida.

A minha menina, a minha companheira,

o meu amor, com quem aprendo tanto,

todos os dias.

2/ Família e amigos

Sem eles, nada faria sentido. Preciso dessa

base, para ter equilíbrio em tudo o resto.

Tudo aquilo que faço, por pequeno que seja,

tem sempre o amor deles por trás.

3/ Teatro

Sinto necessidade de ver peças de teatro

constantemente, pois alimentam o meu desejo

de criar, de construir algo melhor, na

minha profissão, e de vivenciar as emoções

das personagens.

4/ Música

Não consigo passar um dia sem música. Ouvir

música de diferentes géneros, ajuda-me

a experienciar cada momento do meu dia de

uma forma diferente. Às vezes, basta a musicalidade

das ondas do

mar. Gosto muito de

Lúcia Moniz, de Justin

Timberlake, de qualquer

tema da Beyoncé

e gosto,especialmente,

do tema ‘Freedom’, de Anthony Hamilton

& Elayna Boynton, da banda sonora

original do filme ‘Django Libertado’.

5/ Viajar

É sempre o meu sonho constante, a meta

essencial para o fim de uma temporada de

trabalho. Não consigo imaginar-me sem

conhecer mais mundo, mais pessoas, mais

culturas, sem sentir novos cheiros.

6/ Dançar

É das poucas coisas que me faz desligar de

tudo e viver apenas o momento. Adoro sentir

o corpo saudável e deixá-lo viajar na música.

7/ Papel e caneta

Gosto do cheiro do papel, de apontar as coisas

com a caneta, de escrever as maiores

parvoíces (ou não!) que me passam pela cabeça.

Gosto de estudar os textos em papel,

gosto de ler e sentir os livros.

8/ Filmes

Tenho muitos DVD em casa. Gosto de pegar

neles e pôr o filme a rolar. Bons filmes

fazem-me parar, totalmente, apesar de só

gostar de o fazer à noite.

9/ Desporto

Essencial para me sentir bem comigo. Gosto

de me sentir ágil, ajuda-me a libertar a

ansiedade do dia a dia.

10 / Calções de ganga e uma camisola

É tudo o que me basta para uma viagem,

para me sentir confortável ou para o dia a

dia. Nunca podem faltar no carro, em casa

ou na mala de viagem.

Camisola, G.Sel, €97,50

Calções de ganga, Bershka, €19,99


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