01 - Safe House

samanda

SErie

“Ser livre não é ter duas asas.. É ter duas

rodas”.


http://rosase-book2.blogspot.com.br/


Vários anos atrás, Flint Mason deixou sua cidade natal virando as costas para

sua família: Os infiéis de Aço. Quando seu melhor amigo é assassinado por um

MC rival, ele volta para casa determinado a se vingar de todos os envolvidos.

A veterinária Kendra Shaw sempre ajuda um animal em necessidade. Então,

quando recebe uma ligação para ajudar uma águia ferida ela não pensa duas

vezes e vai sozinha ate uma cabana isolada no meio das montanhas. O que

encontra lá porem, não é nada do que ela imaginava..

Flint e Kendra são forçados a ficarem juntos em uma situação perigosa. Flint

sabia que uma mulher inteligente como Kendra nunca iria se apaixonar por

alguém como ele. Ele é um homem fora da lei. Um cara mau.

O que eles descobrem escondido por trás de suas diferenças é uma paixão

incandescente. Eles conseguiram superar os obstáculos e lutar por seu amor ou

será que a dura realidade da vida de MC destruirá suas chances para sempre..?


O juiz idoso bate o martelo sobre o suporte e levanta-se,

sinalizando o fim da sessão do tribunal. O defensor público Flint

Mason sorri e inclina-se para apertar a mão da sua cliente, uma

mulher latino-americana a quem o júri tinha considerado

“inocente” das acusações de abuso infantil.

Como a maioria dos seus clientes, o veredicto dela foi baseado

em quão bem o júri entendeu a desesperada situação.

Confrontada com a escolha difícil de fazer seus três filhos

pequenos caminharem duas milhas com ela para o

supermercado mais próximo ou deixa-los sozinhos por uma hora,

ela tinha escolhido a opção que julgava ser mais sensata.

Infelizmente, seu vizinho tinha chamado à polícia e agora aqui

estava ela, deixada à mercê de um júri definitivamente


compreensivo. A mulher parece um pouco confusa e Flint

percebe que ela não tinha entendido que ela estava livre para ir

embora.

"Está tudo bem", diz ele, tomando-lhe o braço para conduzi-la

para fora do tribunal. "Você pode ir para casa agora."

Alívio aparece em seu rosto cansado como se finalmente

compreendesse suas palavras. "Gracias!", Ela grita, abraçando

ele antes de correr para fora da porta da frente do tribunal.

Flint esfrega seu pescoço e se dirige para a máquina de bebida

mais próxima. Felizmente, o caso de Maria Lopez foi o último do

dia. Ele tinha defendido cinco clientes no tribunal desde o início

daquela manhã. Dois foram considerados culpados e foram

mandados de volta para a cadeia do condado enquanto os

outros receberam sentença de liberdade. Ele achava que tinha se

saído bem, considerando o fato de que mal teve tempo para ler

os seus arquivos antes de representa-los como advogado de

defesa nomeado pelo estado.

A verdade é que, na maioria das vezes seus casos caem em uma

área cinzenta de culpa de qualquer maneira. Após dois anos

trabalhando como Defensor Público, ele realmente não queria

saber se seus clientes eram inocentes ou culpados. Era muito

mais fácil dessa maneira. Sempre assumia que seus clientes eram

inocentes, certificando-se de não pensar o contrário, e fazia o

seu trabalho sem fazer muitas perguntas.

Alguns dias Flint não conseguia lembrar a razão pela qual ele

tinha escolhido ser um defensor público. Anos atrás, ele havia

sido jovem e idealista; e pensava que poderia mudar um pouco o

mundo e fazer a diferença. Agora ele não tinha mais tanta


certeza. O sistema de leis é quebrado e ele não podia questionar

o mesmo.

Ele pega um refrigerante na máquina de bebidas e verifica seu

telefone celular. A tela pisca com três chamadas perdidas e

várias mensagens de voz. Flint pragueja baixinho. Ele nunca deu

o numero do seu telefone pessoal para os clientes, e apenas

poucas pessoas o conhecem. Ele rapidamente verifica a caixa

postal do celular e ouve a primeira mensagem.

"Hey Flint, é Jesse", o autor da voz profunda diz, como se ele não

fosse reconhecê-lo. "Ligue-me. É urgente."

A próxima mensagem diz a mesma coisa. Flint verifica as três

chamadas perdidas ... todas de Jesse também.

Com um temor crescente, ele escuta a última mensagem na

caixa postal. "Flint, é Jesse novamente. Ouça-me... é sobre

Tommy. Merda, odeio ter que dizer isso por telefone, mas desde

que você não está retornando meus malditos telefonemas, eu

não tenho outra escolha. "A voz de Jesse esta quebrada. "Eles o

pegaram, Flint. Aqueles filhos da puta dos Libertadores o

mataram. "Ha uma longa pausa e Flint se pergunta se Jesse tinha

desligado, mas logo o escuta continuar. "A mãe dele marcou o

funeral para domingo. Você precisa voltar para casa, Flint.

Tommy gostaria que você comparecesse. Todos nos gostaríamos

que estivesse presente."

Flint desliga o celular e encosta a testa contra a parede de

cimento frio do corredor por um momento antes de correr para

o banheiro do prédio e jogar água no rosto. Respirando

profundamente, ele luta para manter suas emoções sob controle

e falha. "MERDA!", Ele grita para o seu reflexo. "Filhos da puta!"


Ele se inclina sobre a pia e toma várias respirações profundas.

Por que tinham feito isso com Tommy?

De todos os membros do clube de motoqueiros Infidels, Tommy

era o mais próximo de Flint. Eles cresceram juntos como

melhores amigos de infância e, em seguida, tinham sido

parceiros no club durante anos antes de Flint deixar a cidade.

Ele se perguntava se Tommy o havia perdoado por ter deixado o

clube de motoqueiro. Agora, ele nunca iria saber. E nunca teria

uma chance de consertar as coisas com uma das poucas pessoas

no mundo com quem ele realmente se preocupava.

Mais uma vez, os Libertadores tinham destruído algo inestimável

para ele. Raiva corre forte pelas veias de Flint, enchendo-o com

um enorme desejo de vingança. Não ha nenhuma maneira no

inferno de ele os deixar em pune.

***********

Trinta minutos depois, ele chega a seu apartamento minúsculo.

Correndo para dentro, ele rapidamente joga algumas roupas em

uma mochila. Ele vasculha seu armário até que encontra o que

estava procurando: uma velha calça jeans desbotada, uma

camiseta branca, botas de couro, e uma jaqueta de couro preta

da qual ele não tinha tocado há anos.

Fechando os olhos e inalando profundamente, ele segura a peça

contra seu nariz. O cheiro do couro traz varias memórias à tona,

lembranças essas, tão nítidas e vívidas que quase podia tocá-las.


Memórias de casa, da sua família e dos seus amigos, memórias

de bons e maus momentos.

Ele tira o terno escuro, juntamente com a gravata azul e a camisa

branca engomada de mangas compridas. Cuidadosamente

escondida por baixo do traje de negócios esta o elo oculto com o

seu passado: uma grande tatuagem de tinta preta cobrindo suas

costas e a parte superior dos seus ombros.

Ele simplesmente lê as letras em negrito

É hora de Flint voltar para casa.

"Steel infiéis"


Flint nunca olhou para trás uma vez que tomou a decisão de

voltar para casa e para os Infiéis de Aço. Surpreendentemente,

após o funeral, o clube de motoqueiros aceitou-o prontamente,

quebrando uma de suas regras mais importantes - se você deixar

o clube, nunca mais poderá voltar.

Ele sabia que a votação para permitir-lhe voltar não tinha sido

unânime. Doze membros do MC votaram a favor, e houve dois

votos contra: de Rocco -um criminoso proprietário de uma

oficina - e Danny, o irmão dele.


Flint não estava muito chateado com isso. Ele suspeitava que a

principal razão pela qual Rocco votou contra ele era por causa da

sua profunda desconfiança com qualquer pessoa envolvida com

a lei. Permitir que um advogado fizesse parte do clube era algo

difícil de engolir. E, infelizmente, Rocco não era inteligente o

suficiente para pensar no quanto o clube poderia usufruir da

profissão de Flint no campo legal, considerando especialmente

algumas de suas atividades mais recentes. Flint esperava que

todos acabassem aceitando-o. A força do MC dependia da união

de seus membros. Flint sabia que os outros membros votaram

sim, mais por lealdade a seu irmão mais velho, Jesse, que era

presidente do MC, que por ele. Não havia dúvida de que em

algum momento, a tripulação iria exigir que Flint prova-se sua

lealdade ao clube. Quando esse dia chegasse, faria qualquer

tarefa dada a ele sem dúvida ou hesitação. Ele estava pronto,

embora desconfiasse que a tarefa poderia ser brutal e com

certeza ilegal. Ele tinha cometido o erro de virar as costas para o

MC uma vez. Não importa o que acontecesse, ele não faria isso

novamente.

****

A recepcionista bate suavemente na porta antes de abrir uma

fresta e enfiar a cabeça para dentro.

"Dr. Shaw, você tem uma chamada de telefone. "

"Estou um pouco ocupada aqui, Jan," Dr. Kendra Shaw responde.

Ela faz uma careta, um falcão estava tentando cravar suas garras


afiadas em sua mão. "Ajude-me. Segure Malone enquanto eu o

examino. Ele está à procura de qualquer oportunidade para

triturar meus dedos se eu deixá-lo. "

Jan move-se rapidamente para o lado da veterinária e segura os

pés do falcão firmemente enquanto a Dr. Shaw examina suas

asas.

"A pessoa que ligou estava em pânico", Jan continua. "Ele afirma

que tem uma águia calva encurralada em seu barracão com um

tiro suspeito, ferindo sua asa. Ele queria saber se você poderia ir

lá pega-la. "

"Uma águia calva?" Dr. Shaw responde confusa. "Essa espécie é

incomum no Norte da Georgia. Quer apostar quanto... que deve

ser um abutre? Ele não pode trazê-lo aqui sozinho? "

Jan balança a cabeça. "Não. Ele disse que o bicho esta muito

agitado e que não quer correr o risco de feri-lo mais. Ele está em

espera no telefone desde que insistiu em falar diretamente com

você. "

Dr. Shaw solta um suspiro cansado. "Eles sempre fazem." Ela

cuidadosamente da o falcão a sua assistente. "Você ira melhorar,

menino. Jan, você pode levá-lo de volta para o aviário? ", diz ela

antes de lavar as mãos e pegar o telefone.


***************

Nunca em sua carreira de medica veterinária, Kendra Shaw tinha

ignorado um animal em necessidade. Desta vez não é diferente.

Após o telefonema, ela larga tudo, reagendando sua agenda para

a tarde, e liga o motor da caminhonete para ir pegar a águia.

Normalmente, as pessoas traziam os animais selvagens feridos e

pássaros ate a sua clinica. Ocasionalmente, ela tinha que ir

busca-los. Na maioria das vezes eram animais que as pessoas

tinham medo de tocar por medo da reação do mesmo, como

guaxinins, gambás, ou raposas. De vez em quando, recebia

alguma ligação excêntrica sobre um filhote de urso ou filhotes de

coiote.

Uma águia americana não é algo que ela tenha tratado muitas

vezes, por isso, ela não hesitou em oferecer ajuda. Tinha sido,

pelo menos, um par de anos desde que tinha cuidado de uma

águia ferida. Ela esperava que o animal não estivesse muito

ferido. Ela tinha vontade de mandar para a prisão o imbecil que

atirou na ave. Sem mencionar a multa enorme que o mesmo

teria que pagar. O numero do telefone da sessão na delegacia de

proteção aos animais estava em sua discagem rápida e ela

entraria em contato com eles no minuto em que retornasse para

a clínica.

Ela reduz a marcha da caminhonete quando entra em uma

estrada de cascalho íngreme e montanhosa.. De acordo com a


previsão do tempo que ela tinha verificado no computador antes

de sair, uma tempestade de inverno iria cair em poucas horas.

Se tudo correr bem e a águia for cooperativa, ela terá muito

tempo para levá-la em segurança para a cidade antes de as

estradas se tornarem escorregadias.

Em qualquer caso, ela esperava que a cabana não fosse muito

dentro da montanha. O cara que ligou tinha dado instruções

muito específicas de como chegar lá, mas ela não esperava que

fosse tão longe da cidade e no meio do nada.

Tinha sido, pelo menos, dez milhas desde que ela tinha visto

outra casa. A estrada de cascalho era tão estreita que era

suficientemente grande apenas para a sua caminhonete. A

maioria das estradas rurais do norte da Geórgia, não tem grades

de proteção que impedem que os carros deslizem para fora da

estrada em caso de um acidente.

Depois de manobrar cuidadosamente pela montanha, ela avista

uma cabana rústica escondida em uma pequena clareira. Ela

estaciona em frente à casa e se inclina para agarrar sua bolsa

médica. Antes de sair do carro, ela da uma rápida olhada em

torno das instalações. Ela não viu o galpão que o cara disse que

havia na propriedade.

Certamente ela não tinha se perdido, neh?

Ela sai do carro e se aproxima da cabana pequena, a porta da

frente de carvalho se abre antes que subisse mais um degrau da

varanda. Um homem alto corpulento com uma barba

desgrenhada e uma jaqueta de couro preta sai para

cumprimentá-la.


"Obrigado por ter vindo rapidamente, Dr. Shaw," ele diz, não

encontrando seus olhos. "Eu agradeço. Vamos lá para dentro. "

"Onde está a águia?", Pergunta ela, de repente se sentindo

desconfortável. Ocorre-lhe que, em sua pressa de resgatar o

animal, ela concordou em encontrar um homem estranho em

uma cabana isolada. Milhas e milhas de distancia da cidade. Que

atitude inteligente, Kendra, ela repreende-se. "Ela ainda está

viva?", Pergunta ela.

"Sim, ela está bem. Vamos, entre e tomo um café. Vou dizer-lhe

como a encontrei, "o homem responde, apontando para dentro

da casa dele.

Kendra sorri educadamente e tenta não demonstrar sua irritação

ou mal-estar. Como regra geral, os bons samaritanos que

encontravam animais feridos sempre queriam contar-lhe toda a

história sobre como os encontraram. Eles pareciam sentir a

necessidade de dizer-lhe os mínimos detalhes de tudo o que

tinham feito para o animal, bem como todas as pesquisas que

tinham encontrado na Internet. Algumas pessoas não entendem

que todos os minutos perdidos conversando podem ser vitais

para salvar a vida de um animal. Isso a irritava às vezes. Ela

sempre tentou o seu melhor para ser paciente porém,

ultimamente não estava tendo muito sucesso.

"É melhor se você me levar diretamente para ela", ela diz com

firmeza. "Há uma tempestade vindo e quanto mais cedo eu

puder transportá-la para minha clínica, mais cedo eu posso

cuidar de seus ferimentos e salvar a sua asa. Você pode me ligar

mais tarde para vê-lo, se quiser. Vou te dar o meu número de

celular. "


"Tudo bem, entre", diz ele, e ela da um passo para dentro da

cabana...depois ele fecha a porta atrás deles. "Deixe-me pegar as

minhas luvas."

Kendra olha ao redor da pequena cabana e se assustada com a

cena que vê diante de si. "Que diabos esta acontecendo aqui? "


Leva apenas um batimento cardíaco para ela registrar o fato de

que o estranho tinha mentido. Um grupo de homens de botas de

couro e casacos estavam sentados em um pequeno sofá perto da

lareira. Um dos homens que ela reconheceu como Tom Brewer,

membro dos infiéis de aço, uma gangue de motoqueiros

conhecida na cidade.

Há rumores que os mesmos estão envolvidos em várias

atividades ilegais. Alguns meses Tom trouxe-lhe um pit bull

abusado que ele tinha arrancado do quintal de outro homem. O

pobre cão tinha ficado acorrentado no sol quente por dias sem

água ou alimentação adequada. Kendra não tinha feito nenhuma

pergunta no momento e tinha sido grata a Tom por ele ter

trazido o cão para ela. Levou um tempo, mas eventualmente ela

conseguiu reabilitar a saúde do cão e uma nova família amorosa

o adotou.

Mais tarde, ela tinha lido no jornal da cidade que alguém tinha

batido o inferno fora do proprietário do cão e o jornal local tinha


chamado o fato de: um "ato de violência." Ela tinha suspeitado

que fora Tom Brewer e os Infiéis de Aço que tinham batido no

cara, e para ser honesta, ficou contente. O homem merecia

muito pior, em sua opinião. Nenhuma punição era ruim o

suficiente para um abusador de animais inocentes.

Ela da um olhar mais atento para o grupo e vê outro homem

vestindo apenas jeans e botas de bico, esparramado no sofá.

Pelo que pode ver, o homem de peito nu com o corpo

deliciosamente quente e esculpido ... estava gravemente ferido.

Ele parece estar em seus vinte e tantos anos, tem a pele

bronzeada e o cabelo preto. Sangue derrama de um ferimento

no seu braço esquerdo, pingando através do torniquete

improvisado ate o piso de madeira. Uma grande tatuagem preta

com o emblema da gangue de motociclistas esta tatuado em

suas costas e na parte superior dos seus ombros.

A mente de Kendra corre com vários pensamentos. De uma coisa

ela tinha certeza, não fazia ideia do que havia acontecido na

cabana e não queria saber. Se envolver com os Infiéis Aço era

algo que só um tolo faria. E nunca ninguém tinha chamado a Dr.

Kendra Shaw de estúpida.

"Bem senhores, acho que posso assumir que não tem nenhuma

águia ferida aqui ", diz ela caminhando para a porta da frente.

Droga! Muito tarde.

O homem corpulento que tinha lhe deixado entrar, agora estava

bloqueando sua saída.

Kendra respira profundamente antes de calmamente se virar.

"Ok, alguém pode me dizer o que está acontecendo aqui. Quem

me ligou? "


Tom Brewer limpa a garganta. "Eu fiz a chamada, Dr. Shaw. Sinto

muito por ter mentido para você. Nós não sabíamos o que fazer

e precisávamos da sua ajuda.. "Ele acena com a mão em direção

ao homem ferido. "Flint levou um tiro no braço e não sabiamos a

quem mais chamar. "Ele da de ombros, impotente e olha para

longe.

As sobrancelhas de Kendra arqueiam. "Porque não ligaram para

o 911? É o que deveriam ter feito. Jesus Cristo, Tom! Eu sou uma

veterinária, não uma médica! Você precisa levá-lo para o hospital

rapidamente. "

Ela corre para o lado do homem ferido. Não era só a pele dele

que estava anormalmente pálida, mas sua respiração também

estava superficial e irregular.

"Quando isso aconteceu?", Pergunta ela.

"Uma hora atrás, ou mais ", responde Tom. "Nós estávamos em

uma corrida para pegar alguns suprimentos no Município.

Quando voltamos através do vale, caímos em uma emboscada.

Eles abriram fogo e Flint foi atingindo no braço ".

Kendra ergue a mão para impedi-lo de continuar falando. Ela

suponha que quanto menos soubesse, melhor. Saber sobres os

negócios do clube Infiéis de Aço era uma ideia muito ruim.

Ela se vira para o homem ferido e rapidamente avalia sua lesão o

melhor que pode. "A primeira coisa que precisamos fazer é

estancar o sangramento e limpar a ferida para evitar uma

possível infecção. Vamos precisar carrega-lo ate minha

caminhonete. A menos que vocês tenham um veículo

estacionado em algum lugar que eu não vi? "


Tom balança a cabeça. "Não senhorita, todos nós viemos de

moto até aqui. Ate mesmo Flint. "

Kendra não podia acreditar que o homem ferido pilotou ate a

montanha com um sangramento em seu braço. Ele, obviamente,

deve ter alta tolerância para a dor. Ou talvez estivesse drogado.

Provavelmente estava alto como uma pipa. Isso explicaria tudo.

Ou suportou a dor devido ao intenso fluxo de adrenalina que

passou por seu corpo quando os tiros foram disparados. Ela tinha

ouvido falar de casos em que as pessoas não percebiam que

tinham sido baleadas até muito mais tarde, devido à capacidade

da adrenalina de mascarar a dor.

Um homem alto, de cabelo castanho escuro muda-se para frente

do grupo e se ajoelha ao lado dela. Um olhar em seu rosto

preocupado lhe diz que deveria ser parente do homem ferido. A

semelhança era incrível embora este homem seja um pouco mais

velho. Ela supunha que ele estivesse na faixa de quarenta anos

de idade devido aos poucos cabelos brancos em seu cavanhaque.

"Eu sou Jesse", diz ele, estendendo a mão para apertar a mão

dela. "O irmão de Flint. O que você precisa para parar o

sangrando? "

"Algumas toalhas limpas ou panos de cozinha, se os tiver." Ela

rapidamente remove a bandagem mal feita em torno do braço

de Flint. Ela sabia que os homens provavelmente não

perceberam que um torniquete tão apertado poderia causar

prejuízos irreversíveis, se mal feito. Ela franze o cenho quando vê

a gravidade do ferimento. "A bala ainda está alojada e parece

muito ruim. Vou fazer o melhor que posso para parar o

sangramento, então teremos que leva-lo para o pronto socorro.


Alguém deveria ligar para o hospital para que saibam que

estamos levando-o. "

Jesse coloca uma mão firme em seu braço. "Isso será um

problema, Dr. Shaw," ele responde calmamente. "Flint não pode

ir para o hospital. Você terá que tirar a bala e costura-lo aqui. Por

isso que te chamamos ".

Kendra recosta-se sobre seus calcanhares e pisca para ele em

confusão. "Do que você está falando? Olhe, amigo ", responde

ela. "Eu não tenho que fazer nada. Não sei quem diabos você e

seus amigos pensam que são, mas você não pode enganar as

pessoas, em seguida, esperar que elas façam o que ordena.

Porque não querem leva-lo para o hospital? Esta maluco? Ele

levou um tiro! ENTENDAM DE UMA VEZ, não sou uma médica!

Você quer que ele ampute o braço? Ele teve sorte da bala não

ter perfurado uma artéria principal ou já estaria morto.

Honestamente, não tenho qualificação para tratá-lo. Esta é

verdade honesta. "

Flint geme de dor e luta para se sentar antes de deslizar de volta

para a inconsciência. Kendra passa os dedos pelo seu cabelo

preto longo e exala profundamente. Ser forçada a tratar uma

pessoa não é uma situação da qual já teve que lidar antes. Se ele

morresse em suas mãos por algum erro, ela perderia sua licença

de médica veterinária. Lei é lei. Ela não era licenciada ou apta

para tratar de pessoas. Legalmente, ela não devia sequer tocá-lo.

Se algo der errado, ele poderá processa-la. E com razão.

"Pelo amor de Deus!", Ela diz, apontando para Flint. "Deem uma

boa olhada nele. Com amigos como vocês, ninguém precisa de

inimigos. "Ela olha acusadoramente para Jesse. "E você é o irmão

dele, já deveria tê-lo levado paro o hospital."


"Você nunca tratou um animal com um ferimento de bala

antes?", Pergunta Jesse. "Certamente você já deve ter feito isso.

Muitas vezes ".

Kendra suspira. "Claro que já. Mas eu tinha materiais e suporte

para isso...foi sob anestesia com fluidos IV e monitores cardíacos

pra manter a homeostase. É óbvio que o seu irmão esta sentindo

uma dor terrível. Por que você não está disposto a levá-lo para o

hospital? É por causa do seguro? Porque se for, eles ainda têm

que tratá-lo em uma emergência, mesmo se não tiverem

dinheiro. Isso é loucura. Vou chamar uma ambulância sim. "Ela

puxa seu celular do bolso de sua jaqueta e começa a discar.

Jesse arranca o telefone das mãos dela e desliga-o antes de

desliza-lo no bolso interno da sua jaqueta de couro. "Desculpa.

não posso deixa-la fazer isso. Nós não queríamos envolvê-la

dando detalhes, mas parece não há outra maneira de fazê-la

entender a situação. Um moto clube rival, Libertadores, tentou

assassinar Flint. Seis meses atrás, eles assassinaram outra pessoa

da nossa equipe em um tiroteio no Tennessee. Eles estarão

vigiando todos os hospitais da cidade para concluir o serviço. "Ele

balança a cabeça. "Não é seguro. A próxima vez, Flint pode não

ter a mesma sorte. Não posso arriscar. Não com o meu irmão. "

Kendra pergunta-se se ele estaria dizendo a verdade. Ela tinha

ouvido rumores de atividade de gangues acontecendo na área,

mas nunca tinha prestado muita atenção à fofoca.

Ocasionalmente, no verão, ela via um grupo de motoqueiros

descendo a rua principal de Bardsville. Até onde ela sabia, eles

não estavam fazendo nada além de um barulho muito

desagradável com suas motos.


Ela se levanta e passa as mãos sobre o tecido de suas calças. "Eu

não gosto disso. Não gosto de ter ser atraída aqui sob falsos

pretextos e não gosto de ser colocada neste tipo de posição. Não

estou licenciada para tratar de pessoas e posso perder a minha

licença de médica veterinária, se eu colocar minhas mão sobre

ele. Além disso, você não percebe que os médicos são obrigados

a comunicar ferimentos de bala para o departamento da polícia?

"

"Isso é apenas para os médicos, certo? Não veterinários? "Jesse

responde. "Desde que você não é uma médica, isso não se aplica

a você. "

Ele tinha um ponto válido. Droga.

Flint geme novamente. A dor inegável em sua voz faz Kendra

tomar uma decisão rápida.

"Se eu fizer isso, tem que ficar entre nós", diz ela. "Nem uma

palavra a ninguém.. E todos vocês vão ficar me devendo.

Entenderam? "Ela olha ao redor da sala, fazendo contato com os

olhos com cada homem da sala para que eles soubessem que ela

não se deixaria intimidar. Jaquetas de couro e barbas não a

assustavam.

Depois de olharem para Jesse para orientação, todos eles

assentem.

"Por favor", Jesse pede em voz baixa. "Estou te implorando para

ajudá-lo. Nós ficaremos em dívida contigo se fizer isso. "

"Tudo bem, irei ajudá-lo", ela retruca, irritada. "Mas dê-me o

meu telefone. Eu tenho outros pacientes, você sabe. A clínica

pode precisar entrar em contato comigo. E não se preocupe, eu

prometo não chamar o 911. Não a menos que ele piore. Se isso


acontecer eu não vou deixar um homem morrer por causa de

uma guerra estúpida entre gangues. "

Relutantemente Jesse puxa o telefone de sua jaqueta e entregao

de volta para ela. "Diga-nos o que fazer", ele diz.

"Primeiro, preciso manter o nível de dor dele sob controle antes

de tentar limpar a ferida." Ela vasculha através de sua bolsa

médica e vê que só tem medicamento animal. Não há nem

mesmo um vidro de ibuprofeno. "Ele precisa de algo forte. Os

medicamentos que trouxe não podem ser usados em seres

humano ".

"Nós podemos ajudá-la com isso." Jesse aponta para o grande

homem que ainda estava tampando a porta da frente. "Obtenha

o material, Rocco," ele ordena. Rocco corre para fora da sala e

volta um minuto mais tarde, com dois grandes sacos de

supermercado. Ele despeja o conteúdo de ambos os sacos na

mesinha de centro.

"Deus do céu!" Kendra exclama enquanto vários medicamentos

rolam em torno da mesa. Ela os pega e lê os rótulos: codeína,

hidrocodona, morfina, Percocet, Vicodin, Oxycotin, Ativan,

Xanax, Valium. Após uma inspeção mais próxima, ela nota os

rótulos incluídos com o nome de pessoas que obviamente, não

estavam de pé na sala. Ela reconhece um nome, Rosa Smith, uma

velhinha que chamou-lhe um par de vezes durante o ano para

verificar os cascos de seu cavalo.

"Onde você conseguiu isso?" Kendra exige, sabendo a resposta

antes de perguntar. O mercado negro de medicamentos de tarja

preta não era exatamente um grande segredo na cidade.


Jesse teve a decência de limpar a garganta e desviar o olhar

antes de responder. "Algumas das pessoas idosas na

comunidade precisam de dinheiro, e assim compramos deles os

seus medicamentos não utilizados ". Ele da de ombros como se

não fosse um grande negócio. "Eles apenas joga-os fora de

qualquer maneira. É uma situação boa para todo mundo."

"Você compra esse medicamentos para revender no mercado

negro", Kendra afirma. Ela estava tentando limpar um pouco a

ferida de Flint enquanto falava. “Para as pessoas viciadas em

analgésicos?" Ate o pensamento era horrível dela digerir.

"Não...", Jesse responde. "Muito frequentemente precisamos

deles para usar no nosso pessoal."

Kendra solta uma pequena risada sem humor e revira os olhos.

"É....Eu posso imaginar." Ela escolhe o mais forte analgésico e

pega três comprimidos. "Alguém pode pegar um copo de água

para mim? Preciso fazê-lo tomar esses comprimidos antes de

tentar remover a bala e costura-lo. Vai doer como o inferno e ele

vai precisa de algo forte para suportar ".

Kendra inclina-se e coloca a palma da mão contra a testa de Flint.

Ela tenta e não consegue ignorar o aroma fraco da colónia sexy

do homem ferido.

"O nome dele é Flint?", Ela pergunta para esclarecimento.

Tom assente.

"Flint! Acorde. "Ela o sacode gentilmente, tentando acorda-lo

tempo suficiente pra engolir os comprimidos.

"Vamos!! Você precisa abrir os olhos para que eu possa dar-lhe

algo para a dor. Então vou ajuda-lo o melhor que puder ".


Seus olhos abrem por um momento depois se fecham

novamente. "Flint! Abra os olhos ", ela persuade. De repente,

seus olhos se abrem e ela olha para os olhos mais verdes que já

tinha visto; tentadoramente profundos e penetrantes.

Ela hesita por um momento, tinha sido pega completamente

desprevenida por sua beleza. "É isso aí. Agora abra a boca. Vou

dar-lhe alguns comprimidos e então quero que você engula um

par de goles de água. "

Gotas de suor saem pela testa de Flint e deslizam por seu rosto

enquanto ele luta contra a dor e tenta ficar consciente. "Alguém

me da um pano húmido!", Ela grita. Os homens saem

prontamente para atender seu pedido.

Kendra coloca a mão na nuca dele e apoia sua cabeça um pouco.

Flint abre a boca larga o suficiente para ela colocar os

comprimidos em sua língua. Ela segura o copo de agua contra

seus lábios e encoraja-o a beber.

"Beba devagar. Certifique-se de engolir todos os três

comprimidos. Confie em mim, você ficará feliz por isso mais

tarde. "

Flint abre os olhos por uma fração de segundo, fazendo contato

com os dela por um instante antes do seu corpo flácido cair

pesadamente contra ela.

"Ele está inconsciente novo", diz Kendra. "Preciso lavar minhas

mãos e colocar um par de luvas. Então eu vou precisar de alguns

de vocês para segurá-lo enquanto tiro a bala. Vamos fazer isso

tão rapidamente quanto possível, enquanto ele está

inconsciente. Será muito mais fácil dessa forma ".


Ela lava as mãos com a técnica correta, depois volta ate Flint que

esta sendo segurado por dois caras e trabalha rapidamente para

limpar a ferida e remover a bala. Ele teve sorte. A lesão é ruim,

mas poderia ter sido muito pior, ate mesmo letal se a bala

tivesse atingindo apenas algumas polegadas mais abaixo. Flint se

contorce e estremece de dor, enquanto ela faz o procedimento,

mas ele não recupera a consciência. Uma vez que a ferida esta

limpa, ela habilmente sutura o ferimento com os materiais

estéreis que tinha trago em sua bolsa. Depois de fazer um

curativo no braço de Flint, ela entra na cozinha para jogar fora no

lixo as luvas e materiais usados...depois ela lava as mãos.

Jesse segue atrás dela. "Alguém precisa se certificar que ele

tome os analgésicos a cada três horas," ela instrui a ele. "Não

espere que ele sinta dor para dá-lo.. Além disso, tente fazê-lo

comer algumas mordidas de algo para que os analgésicos não o

deixem doente. Me dê seu número de telefone para que eu

possa te ligar para vê-lo amanha na parte da manhã.

Obviamente, você já tem o meu número. "

Jesse enfia as mãos nos bolsos antes de falar. "Dr. Shaw, nós

temos um outro problema ", diz. "Enquanto você estava

trabalhando em Flint, Tom recebeu um telefonema de um dos

outros membros do nosso clube na cidade. Os Libertadores nos

atingiram em dois lugares ao mesmo tempo. Eles jogaram um

coquetel molotov pela janela do estúdio de tatuagem do meu

irmão mais novo. Felizmente, ninguém ficou ferido. As

autoridades estão lá agora fazendo um monte de perguntas que

Sam não sabe como responder. Nós precisamos voltar à cidade

para cuidar disso antes que as coisas piorem. "Ele deixa escapar

um longo suspiro. "Nós todos temos que ir. Agora."


Kendra olha para ele em choque, em seguida, levanta as mãos

em descrença. "Vocês estão todos indo para deixá-lo aqui

sozinho? E se ele entrar em choque hipovolêmico? Ele está

inconsciente! Alguém tem de ficar aqui para cuidar dele. Eu não

acho que você entende o quão séria a lesão dele é. "

"Eu estava realmente esperando que você ficasse. Ficar aqui

durante a noite para tomar cuidar dele. Você saberia o que fazer

caso algo desse errado. E com a sua experiência, você poderia

tomar conta melhor dele do que nos, de qualquer maneira ".

A boca de Kendra cai aberta em descrença. Esse cara era louco?

O que diabos ele estava pensando? Que ela estava disposta a

largar tudo e ficar durante a noite toda em uma cabana isolada

com um criminoso desconhecido?

Merda, isso não estará acontecendo. Se eles querem alguém

para cuidar dele, que chamem um de seus capangas.

Kendra já estava balançando a cabeça. "Olha, isso não é

problema meu e não é definitivamente a minha

responsabilidade. Fiz como me pediu, porque era uma situação

de emergência. Já tirei a bala e fiz a sutura. Qualquer outra

pessoa em seu perfeito juízo teria chamado o 911 e os policiais.

Diabos...Você está pedindo muito de mim. "

Ela olha para Tom, que esta sentado em silêncio na mesa da

cozinha e despois se volta para Jesse. "Eu sei que te devo por ter

resgatado o cachorro e levado ate mim Tom. POREM Isso é

loucura. Você já cruzou a linha me trazendo ate aqui com

mentiras. Não brinquei quando disse que posso perder minha

carreira se alguém descobrir o que fiz. "


Jesse assente gravemente enquanto ela falava. "Sei o que estou

te pedindo. Todos nós sabemos. É por isso que estou disposto a

fazer valer o seu tempo. Você já ouviu sobre as instituições de

caridade que os Infiéis de aço ajudam todos os anos?"

Kendra da de ombros. "Não, mas prossiga." Pessoalmente, ela

sempre se perguntou se as campanhas de caridade dessa gangue

de motoqueiros não eram fraudes. Ou, se realmente repassavam

a quantia que arrecadavam para a instituição ajudada.

"O estatuto social do nosso clube nos permite escolher qualquer

instituição de caridade para a qual queremos doar os fundos

arrecadados" Jesse explica. "Basicamente, é um gesto de boa

vontade da nossa parte para com a comunidade. Então, tenho

uma proposta para ti. E se a gente concordar em doar o dinheiro

deste ano para o seu projeto de ajudar animais feridos na

clinica? "

"Sério?" Kendra responde de repente muito mais interessada.

"Quanto dinheiro vocês normalmente doam para uma instituição

de caridade? "

"Vinte mil no mínimo. Pense em quão longe iria seu projeto,

você poderia salvar muitos animais. No ano passado, ajudamos

com mais de vinte e três mil dólares uma instituição não

governamental de crianças queimadas ".

Uau! A mente de Kendra se agita. Vinte mil dólares tiraria sua

clinica do vermelho. O seu projeto de reabilitação de animais

selvagens estava atualmente financiado exclusivamente por

doações e por sua prática veterinária. Houve momentos em que

o centro quase não tinha dinheiro suficiente para comprar

comida para os animais.


Ela pensa em todas as coisas que poderia fazer com vinte mil

dólares. A grande doação a ajudaria a construir um enorme

aviário ao ar livre para que as aves de rapina (órfãs e feridas) se

reintegrassem no meio ambiente. O dinheiro poderia até cobrir o

custo de uma ala onde filhotes de veado se aclimatassem ao

clima antes de serem levados de volta a natureza.

Por um lado, ela absolutamente odiava o pensamento de se

envolver com uma gangue de motoqueiros e suas atividades

ilegais. Por outro lado, o dinheiro iria ajuda-la a salvar/alimentar

uma grande quantidade de animais inocentes.

Esta não é a primeira vez que Kendra é confrontada com uma

escolha difícil envolvendo animais. E, desta vez, como de todas

as outras, não se importando com as consequências, ela escolhe

o lado que beneficiaria os animais. Certo ou errado, isso não a

importava agora.

Ela não hesita. "Ok, ficarei", diz ela com firmeza. "Por quanto

tempo você precisa de mim?"

Jesse da um longo suspiro de alívio. Ela nota que ele era

consideravelmente bonito quando não estava tenso de

preocupação. Embora ele não tivesse a diabolicamente boa

aparência de seu irmão ferido. Jesse parecia ser uns bons dez

anos mais velho que o mesmo.

"Contanto que você possa guardar segredo", responde ele. "Flint

precisa ficar aqui, onde é seguro e fora da vista por um par de

dias, pelo menos ".

"Você tem sorte que é uma sexta-feira e eu não tenho quaisquer

grandes planos. Algumas das minhas funcionárias ficam de

plantão na clínica no final de semana para cuidar dos animais,


mas eu terei de voltar para o trabalho na segunda-feira de

manhã. Três noites é o máximo que posso ficar. Não mais. Um de

vocês tem que estar de volta aqui bem cedo para vê-lo, o mais

tardar na segunda de manhã. "

Jesse estende a mão para apertar a mão dela novamente. "Muito

obrigado, Dr. Shaw. Você não sabe o quanto isso significa para

nós. Especialmente para mim. "

Kendra aperta a sua mão e deixa-a cair rapidamente. "Vamos

esclarecer uma coisa," ela o interrompe. "Não estou fazendo

nada disso por você. Estou fazendo isso pelos animais que

poderei ajudar. Contanto que você cumpra sua parte no trato,

todos nós ficaremos bem. Nem sequer pense em me enganar

novamente. "

"Não se preocupe, cumprirei com a minha palavra", Jesse

responde.

"Bom. Antes que você de o fora daqui, preciso que me responda

mais uma pergunta. "

"O que?"

"Como você sabe que quem atirou em Flint, não vira aqui à

procura dele? Se eles sabiam sua rota antes, não seria plausível

que eles saibam onde encontrá-lo agora?"

"Não se preocupe", Jesse responde. "Esta é uma casa segura.

Ninguém fora do nosso clube sabe sobre ela. Ambos estarão a

salvo aqui, eu prometo. Não iria deixá-lo aqui desprotegido se

isso fosse uma mentira ".

"Segura?" Kendra ecoa confusa.. "Quem é o dono?"


"Um homem que nos deve um grande favor. Isso é tudo que

você precisa saber. Confie em mim, é melhor que você saiba o

menos possível. "

"Sem dúvida", ela concorda.

Kendra segue os homens para fora da porta de trás da casa e

assiste enquanto eles sobem em suas motos e pilotam pela

estrada em fila única. Ela espera até que eles estejam fora de sua

vista antes de caminhar de volta para sua caminhonete. Depois

de destrancar o porta-luvas, ela tira uma pistola e uma caixa

extra de balas que sempre levava consigo.

Kendra esperava que Jesse estivesse certo sobre os Libertadores

não saberem onde Flint estava. Em todo caso, a pistola a fazia se

sentir um pouco mais segura. Pensando bem, também pegaria a

espingarda que escondia debaixo do assento da frente do carro.

Parecendo uma pistoleira do Velho Oeste, ela leva as duas armas

para dentro da casa e tranca a porta atrás dela. Depois de

colocar as duas armas em uma mesa ao lado da porta, ela faz

uma pequena oração para que o final de semana transcorresse

rapidamente e sem incidentes.


O celular de Kendra apita sem parar, acordando-a de um sono

inquieto e alertando-a para o fato de que era hora de dar a Flint

sua medicação para a dor mais uma vez. Ela boceja e olha para o

relógio. Três horas da madrugada. Ela já estava exausta.

Felizmente, Flint tinha dormido pacificamente a maior parte da

noite e nas primeiras horas da manhã.

Quanto a ela, tinha achado muito difícil conciliar o sono.

Eventualmente, ela cochilou, enrolada perto dele em uma

cadeira reclinável.

Ela observa a figura adormecida de Flint esparramada no sofá e

se pergunta como ele se envolveu com os Infiéis De Aço em

primeiro lugar. Seu irmão Jesse provavelmente o teria

influenciado. E lembrou-se de Jesse mencionar um irmão mais

novo: Sam, que dirigia um estúdio de tatuagem.

Assim, havia pelo menos três irmãos no grupo de motoqueiros,

talvez mais.


Kendra sempre tinha sido uma pessoa que tentava não julgar os

outros sem saber as circunstâncias de suas vidas. Mais por

alguma razão, desta vez, é bastante difícil, faze-lo. Claro, o país

estava em crise e encontrar um emprego estava difícil, mas para

ela nada justificava quebrar as leis ou vender drogas.

Ela se pergunta quão baixo Flint estava disposto a ir para ganhar

dinheiro. Roubar carros? Vender drogas? Assassinato? Quem

sabia? Estas são questões que não lhe dizem respeito...pensa

consigo mesma.

Kendra estica os músculos cansados e entra na cozinha.

Encostada ao balcão, ela verifica seu telefone celular pela

centésima vez. Nenhuma chamada. Pena que ela não sabia o

sobrenome de Flint ou ela já teria feita uma investigação na

internet pra saber se ela já havia sido preso. Ajudar-lhe-ia muito

saber quantas vezes ele havia sido preso e por quê. Saber tais

coisas diria muito sobre seu caráter.

Depois de comer uma tigela de sorvete de nozes que havia

encontrado no congelador, ela pega o medicamento e um copo

de agua. Depois volta para dentro da sala de estar e acende a

lâmpada. Ajoelhada ao lado de Flint no sofá, ela sussurra, "Flint,

acorde. Está na hora da sua medicação para a dor ". Ela

gentilmente toca seu ombro ileso. "Flint."

Antes que ela tivesse a chance de reagir, ele agarra-a com o

braço bom, arrastando-a através de seu corpo e prendendo-a

firmemente debaixo dele.

"Quem diabos é você?", Ele rosna, usando o peso de seu corpo

para subjuga-la para baixo. "Quem te mandou? Os Libertadores?

É para eles que trabalha? "


"O que? Fique longe de mim! "Ela tenta empurra-lo inutilmente

tentando não encostar em seu braço ferido. Oh Deus! Ele

provavelmente esta tendo alucinações por causa da morfina.

Talvez não devesse ter-lhe dado tanta sem conhecer sua história

médica. Merda... nunca deveria ter concordado com este arranjo

ridículo em primeiro lugar.

"Flint, sou eu, a Dr. Kendra Shaw," ela responde, tentando fazelo

voltar à razão. Do seu treinamento médico, ela sabia que as

pessoas que estavam alucinando ou drogadas podiam ser muito

perigosas. "Você não se lembra do que aconteceu? Você levou

um tiro e eu o ajudei. Seu irmão Jesse e Tom estavam aqui. "

Os olhos verdes de Flint brilham selvagens e perigosos. Ele

balança a cabeça como se não acreditasse nela. "Você esta

mentindo ", diz ele, apertando forte seu pulso, que ele mantinha

acima de sua cabeça.

"Flint! Escute-me. Você vai se machucar. E a mim. Solte-me. "Ela

olha de volta em seus olhos, desejando que ele a soltasse.

Porem, não conseguia ignorar a sensação de seus músculos

rígidos pressionando contra seus seios. Ela vê incerteza cintilar

nos olhos dele. Ela deveria fazer algo para afasta-lo, ela diz

freneticamente a si mesma.

As mãos de Kendra vão contra o peito dele e, em vez de

empurra-lo como pretendia, ela fica consciente da batida rápida

do seu coração sob os dedos. Ela percebe que o seu coração

estava batendo tão rapidamente quanto o dele. Um tremor

desliza por sua espinha. Ela olha para ele com os olhos

arregalados, e nota que ele a esta olhando diferente agora.

Como se fosse um predador prestar a atacar a sua presa. A fome


e desejo do olhar dele a impedem de se afastar, tornando-a

cativa voluntária em seus braços.

Droga! Que diabos havia de errado com ela? Precisou de apenas

olhar para aqueles intensos olhos verdes e ficar tão

malditamente excitada?. Por que este homem a afeta tanto?

Mesmo quando a cabeça de Flint começa a descer lentamente

sobre a dela, Kendra não faz nenhum movimento de protesto.

"Eu não me importo quem você é", acrescenta ele com a voz

rouca, logo antes de sua boca descer e esmagar a dela. O beijo

de Flint a atinge como uma onda. O sabor dos seus lábios faz seu

pulso correr tão intensamente que, por um segundo, ela se

esquece de como respirar. Sem hesitar, ela desliza as palmas das

mãos abertas pelas costas dele, acariciando lentamente os fortes

músculos debaixo de seus dedos. Ela sabia que era errado tocálo,

explorar sua pele sob suas mãos. Mas por um breve momento

em sua vida, ela queria simplesmente sentir, sem pensar nas

consequências.

Apenas uma vez.

Que mal há nisso?

Os olhos de Kendra se fecham e ela comete um erro; ela abre os

lábios para sentir a sondagem da língua exigente de Flint. Ela

ouve seu grunhido gutural de prazer quando sua língua chupa

eroticamente a dela. Ela sente como seu musculoso corpo

endurece contra o seu. O próprio corpo dela ascende com uma

luxuria ardente, sabendo que ele provavelmente não se

lembrava de nada que aconteceu na parte da manhã.

Este homem quente e sexy... me quer.


No instante em que o pensamento se registra em sua mente, ele

interrompe abruptamente o beijo e rola de cima dela. Kendra

olha fixamente para Flint, sua mente ainda confusa do beijo e de

sua reação a ele.

Ele se senta e faz uma careta de dor. "Porra..! Por que você não

me parou? "Ele esfrega a mão pelo seu cabelo preto. "Por um

momento eu estava confuso. Eu pensei ... Eu não sei o que

diabos eu estava pensando. Merda! Meu braço dói como um

filho da puta. Onde está a minha moto? E os motoqueiros? Eu

preciso voltar para o clube. "

Ele tenta se levantar e cambaleia sob seus pês.

Kendra corre para fora do sofá e desliza um braço ao redor de

sua cintura. "Calma aí, Flint. Sente-se antes que caia e se

machuque. "

Ele a olha fixamente. "Onde Jesse está? Eu preciso ir."

"Jesse está bem", Kendra responde desviando imediatamente o

olhar do dele. "Ele deixou a cabana esta tarde com o resto dos

caras. Todo mundo esta bem. Você foi o único que ficou ferido.

Agora, sente-se. Por favor. "Ela o guia de volta para o sofá e puxa

o cobertor em torno de seu peito nu.

Flint procura seu rosto como se estivesse tentando colocar as

peças todas juntas em sua mente. "Você é médica?" Ele

pergunta.

"Mais ou menos", ela responde. "Eu sou uma medica veterinária.

Eu possuo uma Clínica no Centro da cidade ".


Sua testa enruga em uma súbita carranca. "Porra...eu não

entendo. Por que você está aqui? Você é alguma velha senhora

do clube? "

Ela ri alto com o absurdo da pergunta, sabendo que ele não

estava insultando sua idade, mas apenas perguntando se ela

pertencia a um dos outros membros do clube. "Velha Senhora?

Você está louco? "Ela acena a mão pelo seu corpo. "Pareço o

com o tipo de mulher de motoqueiro? Seria uma maneira rápida

de lançar meus oito anos de faculdade pelo ralo. "

Depois de olha-la da cabeça aos pés, Flint franze a testa e

balança a cabeça. "Não."

"Que bom, eu acho", diz ela. "Você me deixou preocupada. Você

se lembra de como foi ferido? ".

Flint balança a cabeça negativamente e Kendra rapidamente dálhe

um breve resumo de tudo e de como Tom havia atraído ela

sob falsos pretextos na cabana.

"Você foi ferido muito mal. Então, eu serei sua enfermeira pelo

fim de semana, "ela termina. "Quer você goste ou não."

"Eu não preciso da porra de uma enfermeira", Flint murmura

antes de se inclinar para trás contra as almofadas do sofá e

fechar os olhos.

Kendra suspira. Flint podia ser quente e sexy como o inferno,

mas ele claramente iria ser uma dor na bunda dela.

"Sei, durão. Agora, maldição... volte a dormir para que eu possa

descansar também."

Flint não responde e ela percebe que ele já tinha caído no sono

novamente.


"As coisas que eu faço pelos animais", ela murmura, balançando

a cabeça desanimada.


Flint abre os olhos e tenta se concentrar. Merda! Parecia que

tinham jogado um monte de tijolos sob sua cabeça, tamanha era

a dor que sentia. Ele empurra-se de pé e respira profundamente

para lutar contra as ondas de náusea e tontura que tomam

instantaneamente seu corpo.

Tenta recordar os acontecimentos do dia anterior, mas a sua

memória esta um pouco confusa. Os motoqueiros do clube

tinham pilotado ao longo de um condado vizinho para combinar

com um investidor sobre a criação de uma empresa de produção

de bebidas alcoólicas..

Os políticos locais se recusaram a aprovar a licença pra a

produção de cerveja, vinho ou qualquer negócio do gênero no

interior da cidade. Isto abriu uma oportunidade de ouro para que

outros grupos de MCs contrabandeassem bebidas, ganhando

toneladas de dinheiro no processo- e eles estavam pouco se


lixando em obedecer à lei. Consideravam que valia a pena o

risco. Ao longo dos anos, eles tinham crescido o negócio para

abastecer os clientes com suas bebidas alcoólicas favoritas. Os

clientes nunca questionaram ou mesmo pareciam se importar de

pagar o dobro pelo produto. Os cidadãos do condado de Shelby

estavam sendo enganados pela tripulação do MC local.

O braço de Flint latejava. A última coisa que ele se lembrava era

de estar pilotando sua moto ao lado de Rocco quando tinham

sido atacados no vale. Tiros saíram de todos os lados das

montanhas. Em seguida, uma dor em brasa ardente explodiu em

seu braço esquerdo, rasgando o músculo.

Instintivamente, todos eles aceleraram e continuaram pilotando,

sabendo que se parassem seria morte certa. Flint não tinha

deixado que os outros vissem que tinha se ferido até que

estavam do outro lado do vale, em segurança.

Flint lembra de ter parado a moto e ter discutido com Jesse na

estrada. Jesse queria leva-lo ao hospital. Flint sabia que quem os

atacou provavelmente estava monitorando as entradas dos

hospitais vizinhos. Além do fato, que a última coisa que o clube

precisava era estar envolvido em um tiroteio em um edifício

público onde as pessoas inocentes poderiam ser pegas no meio

do fogo cruzado.

Pela primeira vez na sua vida, Jesse tinha escutado ele. Em vez

de levá-lo ao hospital, ele o tinha levado para um local seguro.

Tudo era um borrão depois que eles chegaram à cabana. Flint

não se lembrava nem de como entrou na mesma. Não ser capaz

de recordar os acontecimentos da noite anterior o deixava

inquieto. Ele não gostava de se sentir vulnerável.


Ele olha ao redor da pequena sala a procura da sua jaqueta de

couro, que tinha seu telefone celular e sua arma. Não conseguia

encontra-la, juntamente com sua camisa. Depois de tomar uma

respiração profunda, ele se levanta e espera um momento para a

tontura passar.

Segurando o mobiliário para se apoiar, ele faz seu caminho com

cuidado em direção à cozinha. Tinha que haver um telefone em

algum lugar da cabana que ele pudesse usar para chamar Jesse e

encontrar o que estava acontecendo. Quando chega à porta da

cozinha, ele para em confusão.

"Quem é você?", Ele pergunta, olhando em choque para a bela

mulher curvilínea usando jeans apertados e uma blusa branca,

ela esta olhando dentro da geladeira.

Kendra fecha a geladeira, vira para ele e revira os olhos. "Ah não!

Não me diga que teremos que passar por isso de novo? Oh meu

Deus! "Ela levanta as mãos em frustração. "Não posso acreditar

que me meti nessa confusão! Inferno, você provavelmente esta

pensando que dei-lhe uma droga de estupro ou algo assim, pela

maneira como esta me olhando agora. "Ela coloca as mãos nos

seus quadris. "Só para que saiba, nós já tivemos essa conversa na

noite passada. Aqui está a versão curta desta vez. Sou Kendra,

sua enfermeira pelo final de semana. Fim da historia. Agora, pare

de me fazer as mesmas perguntas e ficar desperdiçando meu

tempo. "Ela volta para a geladeira e começa a pegar recipientes

de alimentos.

Quando ele não se move, ela olha por cima do ombro. "E sentese!

Se você cair, não conseguirei levanta-lo. Consigo levantar um

pequeno bezerro, mas um homem do seu tamanho é diferente. "


Flint não discute e, se senta em uma cadeira na mesa da cozinha.

Pouco a pouco, pedaços de eventos do dia anterior começam a

aparecer em sua mente. Ele estende a mão e faz uma careta de

dor quando toca a atadura branca espessa cobrindo seu

ferimento. Através da névoa espessa em seu cérebro, ele se

lembra vagamente de Kendra estando na cabana na noite

anterior. "Você que tirou a bala?", Pergunta.

"Sim! Mas não queria ", diz Kendra. Ela se aproxima e puxa uma

cadeira para se sentar ao lado dele. "EU fui persuadida pelo seu

irmão, Jesse. Pessoalmente, acho que deveria ter ido para um

hospital. Tirar uma bala não é algo que eu faço todos os dias.

"Ela coloca os cotovelos sobre a mesa e se inclina mais perto

dele, para olhar o curativo. "Existe alguma maneira de convencêlo

a ir ver um médico esta manhã? Para checar seus pontos. Seria

muito bom se fizesse isso. Minha sutura improvisada

provavelmente te deixara uma grande cicatriz bem feia no seu

braço. "

Flint recosta-se na cadeira. "Não posso fazer isso."

"Não me surpreende", Kendra murmura desanimada. "Mas não

custava perguntar." Ela solta um suspiro cansado e levanta-se.

"Você quer um pouco de café, Flint? Aqui não tem qualquer

creme, assim terá que ser café puro."

Flint acena com a cabeça e lhe da um pequeno sorriso.

"Obrigado. Quanto mais forte, melhor. "

Kendra servi-lhe uma xícara fumegante e coloca-a na frente dele.

Ele observa enquanto ela se move ao redor da cozinha. Então ela

racha alguns ovos em uma tigela e começa a mistura-los com um

garfo.


"Não se preocupe, os ovos ainda estão bons", ela explica como

se ele pudesse estar preocupado que ela iria alimentá-lo com

ovos. "Para café da manha na geladeira só tem queijo, cogumelo

e ovos ..Por isso estou indo fazer uma omelete. Você pode tentar

comer algumas mordidas? O medicamento para a dor te fara

sentir bastante náuseas se estiver com o estômago vazio. "Ela

fala nervosamente enquanto despeja cogumelos e pedaços de

queijo nos ovos.

De repente, ocorre a Flint que ela poderia estar com medo dele.

Perguntava-se como Jesse a teria convencido a passar a noite

cuidando dele. Seu irmão não era conhecido por usar táticas de

força para conseguir o que queria, só quando necessário.

"Então você tentara comer alguma coisa?" Kendra pergunta

novamente. Ela olha rapidamente para ele antes de desviar o

olhar para sua tarefa.

Para surpresa de Flint, ele esta com fome e começando a sentir

um pouco melhor, com exceção da dor latejante em seu braço.

"Sim", ele murmura.

"Sério?" De repente, ela sorri para ele; um sorriso genuíno que

ilumina todo o seu rosto e lhe pega de surpresa. "Isso é bom. Eu

odiaria ter que bombardeá-lo com medicamento enquanto seu

estômago estivesse vazio. Não conseguirei fazer tudo sozinha.

Depois do almoço te darei mais um par de analgésicos. E pelo

tempo que passarmos aqui você terá que fazer suas

necessidades sem precisar de ajuda".

Ele pega a dica de sarcasmo na voz dela. "O que você quer

dizer?", Pergunta ele, com medo da resposta.

"Seus amigos te deixaram para trás enquanto se recupera."


Ele fecha os olhos e geme interiormente com o comentário dela.

O clube não deveria tê-la envolvido nisso. Não importava quão

gravemente ferido ele estava, não havia desculpa para arrastar

uma mulher inocente em seus problemas.

Ainda pior, o que os fez pensar que ela poderia ser confiável?

Jesse tinha que ter uma boa explicação por trazê-la para a

situação. Quanto mais cedo ele voltasse para a cidade, melhor.

"Onde está a minha moto?", Ele pergunta casualmente. "Eu

espero que esteja fora da neve."

Kendra derrama a mistura da omelete na frigideira quente antes

de responder. "Está coberta na parte traseira da casa.. "Ela lançalhe

um olhar curioso. "Você não está pensando em sair, está?"

"Sim, eu preciso voltar para a cidade. O clube precisa de mim. "

Ela termina de fazer a omelete, tira da panela e desliza-a em um

prato. "Aqui está." Ela entrega o prato a ele junto com um garfo.

Ela o olha por um longo momento. "Antes que você tenha ideias

brilhantes, quero que saiba que escondi suas chaves. "Ele

começa a protestar, mas ela levanta a mão para detê-lo. "Eu não

quero ouvi-lo. Arrisquei minha licença veterinária para ajudá-lo.

Também te droguei com medicamentos para tirar a sua dor. Não

te deixarei pilotar nesse estado. Além disso, como você os

ajudara estando com seu braço nessa condição? Sem mencionar

que esta nevando. Tenho certeza de que as estradas estão

escorregadias esta manhã. "

Flint esta surpreendido, realmente chocado. Ele não estava

acostumado a ouvir não dos outros, especialmente depois de ter

voltado aos Infiéis de aço. A maioria das pessoas não contradizia

os MCs. Talvez ela não tenha percebido do que ele era capaz. Ele


lentamente coloca o garfo ao lado do prato e dá-lhe um olhar

frio, esperando que ela recuasse intimidada.

Porra...Não funciona.

Ela nem sequer desvia o olhar. Em vez disso, tudo o que ela faz é

piscar para ele com seus grandes olhos castanhos tentadores.

Inferno! Isso será mais difícil do que ele pensava.

"Eu vou ficar..mas ", diz ele. Ele da de ombros como se não

tivesse importância. "não tomarei mais quaisquer comprimidos

malditos para de dor, então ... "

"Então nada. Você provavelmente não lembre-se, mas venho

dando-lhe esses medicamentos a cada três horas. Pode não estar

doendo muito agora mas você vera, doera como uma cadela se

não toma-los..., mas deixa neh...você é um cara durão. Depois

não diga que não avisei. De qualquer maneira, só te darei as

chaves de volta quando achar que esta bem para pilotar. "

Kendra vira-se e começa a fritar outra omelete na frigideira. Flint

sufoca um sorriso pela explosão inesperada de mal gênio dela.

Porra, ela era quente, ele aproveita a oportunidade para admirar

seu bumbum voluptuoso. Ele não se lembrava ainda de todos os

detalhes de quem ela era e por que estava ali. A única coisa que

sabia era que o final de semana com certeza não seria nada

chato.


Depois do almoço, Kendra manda Flint se sentar no sofá para

verificar a ferida e mudar o curativo. Tinha se desenvolvido uma

desconfortável trégua. Kendra suspeitava que a mesma não

duraria muito tempo. Flint não parecia ser o tipo de homem que

ficaria feliz sem ter nada para fazer durante todo o final de

semana, especialmente uma vez que ele descobrisse sobre o

problema no estúdio de tatuagem do seu irmão.

Merda, mantê-lo na cabana será difícil. Considerando a

gravidade da sua lesão, ela pensava que seria bom mantê-lo em

repouso pelo fim de semana. Outra coisa que a preocupava era o

fato de que se ele saísse tão cedo minaria sua chance de

conseguir o dinheiro para ajudar os animais. Ela tinha feito um

acordo com Jesse de ficar e cuidar dele até segunda-feira de

manhã, e por Deus ela tinha que conseguir faze-lo – de uma

forma ou de outra.

Se acabasse sendo uma batalha de vontades entre ela e Flint, ela

não tinha nenhuma dúvida a respeito de quem sairia vencedor. O

motoqueiro não tem ideia de quão determinada ela poderia ser

quando queria algo. Se a situação ficasse crítica, ela sempre

poderia nocauteá-lo com comprimidos.


Uma ação desesperada como essa seria baixo de sua parte, sua

consciência argumenta. Bem, isso é melhor do que deixar um

homem doente, sair pilotando por ai. E se ele sair, os Infiéis de

Aço não teriam qualquer razão para dar-lhe a doação para a

clínica, diz sua razão.

Ela esta lutando uma batalha interna consigo mesma, enquanto

tenta se concentrar em terminar de limpar a ferida e fazer o

novo curativo em Flint. Ele esta observando o rosto dela com

atenção.

"Preocupado com as minhas habilidades?", Ela brinca. "Deveria

estar. Tentei explicar para o seu irmão que eu não estou

qualificada para tratá-lo. "

Flint sorri. Ele parece um misto de anjo e diabo com aquele

sorriso branco quente. "Eu não estou preocupado, baby ",

respondeu ele, deixando as palavras escorregarem de seus lábios

como um carinho.

As sobrancelhas de Kendra arqueiam e ela ri. hahaa! Então ele

pensa que pode dobra-la com palavras doces para dar-lhe as

chaves da sua moto?..

Ela tinha conhecido homens como Flint antes; o tipo de homem

que as mulheres fantasiam quando estão sozinhas. O tipo de

homem que só precisa sorrir para ter uma menina pronta para

transar com ele. Kendra não tinha dúvidas de que Flint podia ter

qualquer mulher fora de jeans antes que a mesma percebesse

que tinha caído sob seu feitiço. Se ela não tomasse cuidado,

poderia acontecer com ela também.

Tinha sido um longo tempo desde que ela tinha saído com

alguém especial. Claro que houve um encontro ocasional aqui e


ali, porem sempre terminava com um beijo rápido de boa noite e

um cara puto em seu pátio de entrada com uma porta fechada

no seu rosto. Sexo casual não era algo que fazia. Para ela, não

valia a pena o tempo ou esforço em ir para a cama com um

homem que mal conhecia. E se eles não estavam dispostos há

gastarem um tempo, cortejando-a (o que geralmente não

estavam) então que assim seja. Como sua avó sempre disse,

"tem coisas muito piores do que ficar sozinha. "

Depois de ter visto alguns de seus ex-namorados sendo

enganados ou em casamentos miseráveis, Kendra sabia que isso

era verdade.

E depois de tudo, ela tinha os animais para lhe fazer companhia e

estava ocupada o suficiente com a sua clínica. Na maioria das

noites ela chegava tão cansada em casa que ia dormir logo

depois de tomar um banho. Ser solitária não era um problema

para ela, o que significava que o homem sexy flertando com ela

não ira ficar sob sua pele, não importava o quanto estava

fisicamente atraída.

"A ferida parece boa", diz ela. "Você está se curando bem. Os

pontos estão um pouco tortos, embora. "

"Isso significa que estou livre para ir, Doutora?", Pergunta ele

cínico, flexionando seu braço.

"Não", ela responde com firmeza. "Ainda não."

"O que o seu marido acha de você estar aqui sozinha comigo?"

Kendra ri. "Sorte para você, que não tenho um marido. Se

houvesse eu não estaria aqui, não é? "


Flint dá-lhe outro sorriso jovial. "Provavelmente não. Se você

fosse minha, eu não iria deixá-la fora da minha vista."

Kendra revira os olhos para ele. "Lá vai você de novo. Você

conseguiu falar com Jesse? "

"Deixei-lhe uma mensagem. Tenho certeza que ele me ligara

assim que puder. "

Kendra termina de passar esparadrapo no curativo dele e

começa a se levantar do sofá. Flint agarra a mão dela, mantendono

nível de seus olhos.

"Eu preciso te perguntar uma coisa", diz ele, subitamente sério.

"Será que eu te beijei na noite passada ou foi fruto de um sonho

erótico meu? "

O rosto de Kendra queima de choque e humilhação. Ela estava

mortificada por Flint ter lembrado do beijo. E pior ainda, de sua

reação a ele. Ela tinha torcido para que ele não se lembrasse.

Deus! Tinha sido tão embaraçoso. No início, ela pensa em

mentir. Então, decide que dizer a verdade seria a melhor coisa a

fazer.

"Sim, você fez", ela responde. "Mas você estava alucinando."

Kendra acena com a mão, como se o fato não significasse nada.

"Não foi nada demais. Está tudo bem. Tenho certeza que você

pensou que eu fosse outra pessoa."

Flint estuda seu rosto cuidadosamente por um momento antes

de negar com a cabeça. "Não. Eu não pensei que fosse outra

pessoa. "

"Oh? Como tem tanta certeza? "

"Porque não há mais ninguém."


Antes que Kendra pudesse responder, o telefone de Flint toca no

bolso de sua calça, efetivamente cortando a conversa dos dois.

"Jesse?", Responde Flint. "O que está acontecendo? Todo mundo

esta bem? "

Kendra pega a sua bolsa na mesinha de centro e vai para o

banheiro para dar a Flint alguma privacidade.

**********

Flint espera até que Kendra entre no banheiro e esteja fora do

seu alcance auditivo. "Porra, Jesse!", Ele diz laconicamente ao

telefone. "Que diabos você estava pensando ao meter a Dr.

Shaw nisso? Nós nem sequer sabemos se podemos confiar nela!

"

"Calma, Flint", Jesse responde. "Olha, nós não tivemos muita

escolha. Você estava inconsciente e sangrando por todo o lugar.

O que iríamos fazer? Tom fez um torniquete improvisado o

melhor que pode. Mas como iriamos tirar a bala? Nós não somos


um bando de porra de enfermeiras! E se tivéssemos cortado uma

artéria? Então a melhor ideia for chamar a Dr. Shaw. Você não

percebe o quão ruim estava ontem. Nem mesmo esteve

consciente metade do tempo. E não se esqueça, que foi único

que insistiu para não ir a um maldito hospital! "

Flint passa a mão inquieta por seu cabelo. "Eu sei, não precisa

me lembrar. Mas merda, ela é uma veterinária bem conhecida na

cidade. Bardsville só tem dois veterinários, de modo que você

pode apostar que todos a conhecem. Porque quis envolve-la na

nossa bagunça? E se ela abrir a boca? Agora que ela sabe sobre

esse local, você pode apostar que não será seguro por mais

tempo. "

"Ela é legal, está bem!! Confie em mim. Sou capaz de ler as

pessoas. Afinal, ela cuidou de você e, em seguida, concordou em

ficar. Quão ruim ela poderia ser? "

Flint bufa. "Ela me contou como você a enganou. A única coisa

que não entendo é como você a convenceu a ficar. Eu posso

dizer pela forma maldita como ela me olha, que acredita que sou

algum criminoso assassino. Parece ter medo de mim. Eu a deixo

nervosa. "

"Nervosa? "Jesse parece surpreso. "Ela não me pareceu ser do

tipo que se intimida.. O que diabos você fez com ela? "

"Eu? Nada!"

"A Dr. Shaw não estava nem um pouco intimidada por mim ou

pelos outros, assim você deve estar fazendo algo estranho para

assustá-la. "

Flint começa a ficar irritado e discuti com seu irmão. "Porra,

como você a convenceu a ficar?", Ele pergunta mais uma vez.


"Eu ofereci doar os lucros da caridade deste ano para a clínica de

animais dela. Ela não parecia interessada em ser sua baba até

que eu fiz valer a pena o seu tempo. Se você esfriar a cabeça,

vera que é um negocio vantajoso para todos nos. Ao dar a Dr.

Shaw a doação este ano, nós estaremos basicamente comprando

sua ajuda e seu silêncio no futuro. Compreendeu?"

Jesse estava certo. O plano era inteligente. Não era a toa que seu

irmão mais velho era presidente do clube. "Sim, eu entendi", diz

Flint depois de um momento "Foi uma jogada inteligente. Você

quer me dizer que tenho que ficar enfurnado aqui todo o fim de

semana? Eu preciso voltar para a cidade, mas ela escondeu as

chaves. "

Jesse começa a rir alto. "Ela esta com medo de você, hein? Soa

como que você devesse ter medo dela, irmão. Sério, você precisa

sentar sua bunda maldita e ficar. Pelo menos por um par de dias

até que possamos resolver tudo. Tenho bastante coisa pra me

preocupar agora. Pelo menos você esta seguro ai. "

"Merda, o que mais aqueles imbecis fizeram? O que está

acontecendo? "Flint conhecia seu irmão bem o suficiente para

saber que estava escondendo alguma coisa dele.

"Eles jogaram um coquetel molotov pela janela da loja de

tatuagem. A boa notícia é que eles são idiotas e a garrafa não

quebrou com o impacto de modo que não se tornou uma bomba

incendiária. A má notícia é que a janela da frente esta esmagada

e os policiais ficaram a noite passada inteira fazendo muitas

perguntas ".

"Porra! Sam está bem? "


"Sim, ele estava no escritório com um cliente quando jogaram a

arma química pela janela. Há alguns danos para limpar, mas nada

que não possamos lidar sem você. Então, estou dizendo para

ficar parado. Não estou pedindo, merda. Estou mandado não

como o seu irmão, mas como presidente do MC. Não deixe essa

cabana até que eu diga. Entendeu?"

"Ouvi", Flint finalmente murmura.

"Bom. Como seu braço esta manhã? "

"Dói como um filho da puta. Obrigado por perguntar ", Flint

acrescenta sarcasticamente.

"Eu imaginei. Não foda isso com a Dr. Shaw. Precisamos dela do

nosso lado. Eu te ligo em breve."

"Porra...faça isso ", Flint responde antes de desligar.

Não estrague tudo com a Dr. Shaw.

Ele franze a testa. O aviso veio um pouco tarde demais.


Kendra deixa a bolsa cair no saco no chão do banheiro e caça sua

roupa dentro dela. Felizmente, ela sempre mantinha um

conjunto de roupa reserva em sua caminhonete. Depois de anos

fazendo parto de bezerros, ela aprendeu a carregar consigo uma

muda extra de roupas limpas. Depois de passar a maior parte da

noite cuidando de Flint, ela precisava desesperadamente de um

banho quente para ajudá-la a relaxar seus músculos cansados.

Minutos depois, ela esta sob o jato do chuveiro, deixando a água

quente correr sobre seu corpo. Não importava o quanto ela

tentasse, ela não conseguia afastar a imagem do rosto de Flint

baixando para beijá-la. Ou a sensação dos músculos fortes do

corpo dele sobre seus dedos. Kendra fecha os olhos enquanto

relembra o beijo delicioso que tinham compartilhado no meio da

noite.

Mesmo agora, ela não conseguia entender sua estranha reação a

Flint. Foi como se o corpo dela tivesse cedido facilmente ao beijo


de Flint ... ao seu toque. Talvez tenha sido pela falta de sono, ela

argumenta internamente. Ou, mais provavelmente ela tenha

cedido por que não estivera fisicamente perto de um macho

quente e viril como ele, em muito, muito tempo. Merda...se

fosse esse o caso, ela precisava sair mais.

Ela tinha agido de forma espontânea e completamente fora do

seu normal. Foi um erro que ela não faria novamente. Afinal, ela

era uma mulher culta e respeitada na pequena comunidade. O

que seus funcionários ou clientes pensariam se soubessem que

ela tinha quase transado com um estranho no meio da noite? E

não apenas qualquer estranho, mas um membro de uma gangue

de motoqueiros...!

Ela tenta se acalmar. Foi compreensível ter agido dessa forma

louca, diz a si mesma, levando em consideração a situação

estressante ao qual o clube de MC a tinha colocado. Ela não

estava agindo racionalmente na noite passada ou talvez tivesse

desenvolvendo Síndrome de Estocolmo ou algo assim. Inferno,

ela precisava manter distância de Flint e não deixá-lo chegar até

ela. Você consegue fazer isto.

Sentindo-se um pouco melhor e muito mais no controle de seu

corpo novamente, ela sai do chuveiro e pega uma toalha

pendurada no cabide.

Kendra reprime um grito alto.

"Flint! Que diabos esta fazendo aqui? Você já ouviu falar em

bater na porta? "

Flint esta sobre o patente da porta aberta do banheiro e parece

ter estado lá por um bom tempo. Ele esta inclinado casualmente

contra a porta enquanto olha para ela com os olhos nublados


com algo cru. Seria desejo? Há quanto tempo ele teria estado

olhando-a através do box do chuveiro, sem dizer uma palavra?

Ela rapidamente termina de envolver a toalha em torno de seu

corpo nu.

Ele quebra o silêncio dizendo com a voz suave "Precisa de ajuda

na secagem?".

Kendra não tinha intenção de responder-lhe e tenta passar por

baixo do braço dele, mas Flint bloqueia sua saída.

"Você se importa?", Ela pergunta irritada, os olhos ferozes sobre

os deles.

"Não, eu não me importo", ele responde, entendendo mal

intencionalmente seu pedido para mover o braço. "Poderia ficar

horas te secando, baby. Não é um problema. tenho todo o

tempo do mundo pra ti. "

Ele sorri de repente, um sorriso devastador que derrete as linhas

duras de sua mandíbula e faz seus olhos acenderem. Kendra

realmente desejava que ele não olhasse assim para ela. Ela não

sabia como agir enquanto seus intensos olhos verdes deslizavam

famintos por cada polegada do seu corpo. Leva um esforço

sobre-humano para ela não jogar à toalha no chão e envolver os

braços em volta do pescoço dele. Passar as mãos pelo seu peito e

sobre os seus ombros. Tocar com a língua a tatuagem dos Infiéis

de aço em suas costas.

MERDA! Ela se recusa a sequer admitir em quanto queria ser

inclinada sobre a pia e ser fodida duro e rápido por ele. Kendra

queria ser fodida por Flint em todos os malditos lugares daquela

pequena cabana, ate mesmo no piso de cerâmica do banheiro.


Droga, isso não faz sentido. Ela normalmente tinha muito mais

auto-controle sobre seu corpo. Ele a estava deixando louca. Ela

se formou na faculdade de medicina veterinária orgulhosa por

ser uma pessoa centrada e disciplinada tanto no trabalho quanto

na sua vida pessoal. Agora Flint estava olhando para ela como se

soubesse o que causava em seu corpo. E isso faz Kendra fugir do

banheiro o mais rapidamente quanto humanamente possível.

Talvez Flint a deseje tão cruamente quanto ela a ele. Ou talvez

ele use esse olhar diabolicamente quente para ter as mulheres

caindo em cima dele. Merda, ela sentia um arrepio passar por

seu corpo traidor sempre que ele a fitava.

***********

Flint se pergunta se Kendra tinha ideia de como foi difícil deixá-la

ir. A sensação deliciosa de seu corpo em suas mãos quando ele a

beijou na noite anterior tinha deixado seu cérebro quase em

curto-circuito.

Porra o que estava acontecendo com ele?

Ele não tinha ido ao banheiro espioná-la propositalmente como

um pervertido. Sua intenção inicial era só pedir-lhe algo através

da porta. Mas quando encontrou a porta entreaberta, ele não

resistiu e a empurrou aberta. Uma vez que ele viu o corpo nu

dela por trás do box, seus pés se recusaram a virar e ir embora.


Ele ficou lá parado completamente hipnotizado por sua beleza.

Vê-la ensaboar seus seios pesados e entre as pernas; todos os

lugares que ele teria prazer em limpar com sua própria língua,

tinha sido uma tortura. Sua reação a ela foi imediata e

avassaladora, sua ereção estava tão dolorosamente dura que ele

pensou que fosse explodir.

Ele a quis desde o momento em que abriu os olhos, delirando de

dor, e encontrou-a inclinando-se sobre ele. Ele já tinha a beijado

uma vez, e quem diabos sabia o que mais seria capaz de fazer se

ela continuasse olhando para ele do jeito que fazia? Inferno, sexo

era tudo em que conseguia pensar desde que tinha posto os

olhos sobre ela. Quando ela saiu do chuveiro envolta em apenas

uma toalha, levou cada grama do autocontrole dele, não rasgar a

toalha fora de seu corpo, inclina-la sobre a pia do banheiro, e

fode-la por trás.

Não havia dúvida de que esta mulher trazia a tona seu lado

primal, fazendo-o sentir como se fosse ataca-la a qualquer

momento. Ela não tinha a menor ideia do seu efeito selvagem

sobre ele. Porra, ela é uma morena linda. Nada parecida com o

tipo de mulher que ele geralmente gostava: loiras e magras.

Ele amava o jeito que ela usava o cabelo, a longa cabeleira

escura emoldurava seu rosto delicado. Havia uma inteligência

calma sobre ela que combinava perfeitamente com seu

curvilíneo corpo pecaminoso. Merda, Flint senti seu pênis ficar

animado só de pensar nos seios pesados e bumbum empinado

de Kendra. Ela é uma mulher alta, mas mal chega à altura de seu

ombro. Ele adorava aquela bunda grande dela. Porra, ele estava

ficando obcecado!!


E Kendra não é como as groupies que pairam em torno do clube.

Ela não se importava em deixar um homem saber que possuía

mente própria. Ele notou isso quando ela lhe disse sobre as

chaves. Ele nunca iria deixá-la saber, mas sua ação desafiadora o

excitou tanto quanto chateou. Ela era definitivamente uma

mulher de personalidade forte, que não tinha medo de falar o

que pensava. Quanto mais pensava sobre ela, mais irritado ele

ficava por dentro. Qualquer que fosse a atração que sentia pela

Dr. Kendra Shaw, ele precisava superar rápido. Uma mulher linda

e decente como ela nunca se envolveria com um homem como

ele. Talvez ele fosse o tipo dela seis meses atrás. Quando ele

ainda era um advogado com integridade e princípios. Coisa que

provavelmente ele nunca mais seria novamente.

Agora, ele não era nada mais do que um bandido comum.

********

Demora um pouco ate Kendra criar coragem para se juntar a

Flint na cozinha. Ele esta sentado na cadeira da mesa de jantar

desfrutando de uma segunda xícara de café. Ele olha para cima,

mas não fala nada quando ela passa por ele.

"Flint, sobre o que aconteceu antes ..." ela começa, mas não

consegue continuar.


Flint ergue as sobrancelhas. "Você quer dizer no banheiro?", Ele

pergunta inocentemente.

Kendra se afasta dele para olhar para fora da janela sobre a pia

da cozinha. O céu estava cinzento e o vento cada vez mais forte.

A tempestade de inverno estava ficando pior do que o previsto.

Flint se recosta na cadeira e cruza os braços. "Então você quer

me dizer por que correu de lá tão assustada? "

Kendra vai ate a pia e começa a arrumar nervosamente as coisas

sobre a mesma. "Eu não sei. Acho que eu estava com medo do

que poderia acontecer se eu ficasse ", ela responde com uma voz

suave, incapaz de encontrar seu olhar intenso.

Ele prende a respiração afiada como se ela o tivesse

esbofeteado. "Porra, você tem medo de mim?", Ele pergunta

incrédulo.

Ela deixa escapar um longo suspiro e se vira para olhar para ele.

"Não", responde ela. "Não, claro que não", diz com mais firmeza.

"Eu não tenho medo de você, Flint. Estava com medo de mim ...

de que fizesse algo impensado ".

"E isso é um problema, porque ...?", Pergunta ele, com a voz

mais calma agora e com os olhos curiosos.

Ela encolhe os ombros, embaraçada por sua admissão. "Eu não

sou uma pessoa impulsiva e você me pegou de surpresa. Isso é

tudo." Ele ergue as sobrancelhas, claramente não acreditando

nela. "Escute, Flint," ela continua. "Não costumo fazer sexo

casual. Nunca fiz na verdade. Preciso ter uma conexão mental e

emocional em primeiro lugar. E se isso não acontecer, apenas a

parte física não vale a pena para mim. "Ela sorri para desnuviar

suas palavras. "Afinal de contas, tenho certeza que você tem


varias garotas bonitas penduradas em torno do clube que

ficariam mais do que felizes em tê-lo. Como vocês as chamam?

Ladys ou algo parecido? Elas provavelmente te acham muito

atraente."

"E quanto a você, Kendra?", Ele pergunta, subitamente sério

novamente. "Você me acha atraente?"

Kendra abre a boca para mentir. Para fazer uma brincadeira e rir,

como se aquilo fosse a coisa mais ridícula que ela já tinha ouvido.

E normalmente seria. Ela não nunca acreditou nessa coisa de

macho alfa dominante. Bem, agora não pensava mais assim.

Tinha que ser honesta consigo mesma.

Inferno sim, ela o achava imensamente atraente. O pensamento

de Flint estar no controle, convencendo-a a fazer coisas sexuais

fora da sua zona de conforto, era uma fantasia erótica. Uma

fantasia da qual ela não conseguia parar pensar. Ele a estava

deixando louca. Ela sacode a cabeça para limpar seus

pensamentos inapropriados.

"Esse não é o ponto", Kendra estala. Ela tinha a sensação de que

Flint sabia exatamente o que estivera pensando.

Ele sorri. "Qual é o ponto, então?"

"Admita, Flint. Você provavelmente não olharia duas vezes para

mim se não estivéssemos presos juntos nessa cabana. Sou

gordinha, não uso maquiagem ou visto roupas da moda. Sei que

não sou o seu tipo e nem tente dizer o contrario, porque eu não

acreditaria. Nem por um segundo. Se tivéssemos nos conhecido

no supermercado ou na minha clínica veterinária, duvido que

você me daria um segundo olhar ou pediria o meu número. Eu


não sou uma idiota. E não serei usada como um entretenimento

sexual passageiro. "

Flint pula da sua cadeira e fica polegadas próximas dela como

uma pantera observando sua presa. Os olhos dele brilham

perigosamente com emoção antes dele agarrar o seu braço e

puxa-la contra seu peito. Ela luta contra seu aperto, mas ele é

muito mais forte. Os batimentos cardíacos de Kendra aumentam

de forma alarmante a proximidade perturbadora de Flint e ela se

pergunta se algum dia seria imune ao esmagador magnetismo

dele.

"Porra...você realmente acredita nisso?", Ele pergunta, irritado.

"Que eu dormiria contigo só porque estamos presos aqui? Que

não te acho atraente? Não percebe quão desejável você é para

mim? Merda... foi incrivelmente difícil deixa-la sair daquele

banheiro envolta apenas naquela maldita toalha.. Quando eu vi

você no chuveiro, fiquei sem fôlego ... você me tira o fôlego

Kendra".

Quando ela não responde, ele solta um longo suspiro e se afasta

dela.

"Sinto muito, querida", Flint diz simplesmente.

Kendra envia-lhe um olhar penetrante. "Pelo quê?", Ela pergunta

confusa.

Flint da de ombros e olha para longe dela. "Por ter te envolvido

em tudo isso. Você é uma mulher inteligente e parece ser uma

pessoa boa. Nunca deveríamos tê-la arrastado para essa

bagunça. Eu gostaria que pudéssemos ter nos conhecido em

circunstâncias diferentes. Em um supermercado ou na sua clínica

veterinária, como você disse. Em circunstâncias normais. "Ele lhe


da um sorrido torto desanimado, e passa a mão pelo cabelo.

"Embora nada normal tenha acontecido na minha vida

ultimamente." Ele enfia as mãos no bolso da calça de brim e

encosta-se no balcão da cozinha. "Você é uma mulher

extremamente desejável e um homem só poderia ser idiota se

não nota-la ", diz ele em uma voz baixa antes de virar-se e sair da

cozinha.

Kendra fica ali por um momento, atordoada por suas palavras.

Não, um relacionamento com um homem como Flint nunca iria

funcionar.

Ou poderia?

Será que ela se atreveria a se ariscar e descobrir?


Flint corre de volta para dentro da cabana e bate a pesada porta

de carvalho atrás dele. Ele tira a jaqueta de couro depois a coloca

sobre uma cadeira junto à porta. "Deus! Está frio lá fora ", diz

ele, esfregando as mãos para aquecê-las. "A estrada está

completamente congelada. Parece que você ficara presa aqui

comigo por um tempo mais longo.. "Ele balança a cabeça,

enviando alguns flocos de neve que voam para o chão. Kendra

esta encolhida no sofá com um cobertor, verificando as

mensagens da clínica veterinária em celular. Ela termina de

digitar uma mensagem de texto para um de seus clientes e clica

em enviar.

"Ou você está preso comigo," ela brinca de volta. " tenho que

alerta-lo, eu posso ser muito irritadiça às vezes. Especialmente se

eu não tomar café de manhã. Ou almoçar. Na verdade, é

imprescindível que almoce tome café.. "


Flint sorri. "Sério? Vou ter que me lembrar de alimentá-la. Talvez

eu devesse fazer um cartaz dizendo "não se esqueça de

alimentar o tigre." Ele olha para a mesa onde a pistola e a

espingarda estão parcialmente escondidas. "Merda...realmente

tenho que perguntar-lhe sobre isso. Duas armas, Kendra? Não é

um pouco de exagero? "

Kendra olha para cima de seu telefone e da de ombros. "Sim,

talvez seja", ela responde. "Eu me sinto mais segura com essas

armas aqui do que lá na minha caminhonete. Afinal, alguém

atirou em você. Quem garante que eles não possam vir aqui à

procura de mais?"

Flint franze a testa, um flash de preocupação cruzando seu rosto

antes de rapidamente esconder. Droga! Ele sempre soube que

havia uma chance dos Libertadores virem procura-lo, mas até

agora, não lhe ocorrera que Kendra estaria em perigo também.

Tudo por causa dele.

Tinha que protegê-la acima de tudo!!

Kendra imediatamente nota sua mudança de humor. "Você está

preocupado também," ela diz perceptivelmente. "Não é?"

"Não", Flint responde. "Não há necessidade de se preocupar.

Jesse me garantiu que ninguém sabe onde estamos, exceto o

pessoal do nosso clube, e eles são confiáveis. Espero que a

temperatura melhore amanhã para que possamos sair. Preciso

levá-la de volta à cidade para que você possa cuidar de todos

aqueles animais doentes ".

Kendra concorda com a cabeça. "Verdade! Há muito trabalho

para fazer. Há sempre um novo animal doente para examinar ".


"Se importa se me sentar perto de você?", Pergunta Flint,

sentando na outra extremidade do sofá antes dela ter a chance

de responder.

Ele aponta para o seu telefone celular, onde ela esta escrevendo

rapidamente outra mensagem de texto. "A clínica veterinária fica

aberta nos fins de semana?"

Kendra sacude a cabeça. "Não. Tecnicamente, a clínica

veterinária fica fechada. Mas, normalmente eu fico online vinte e

quatro horas por dia no caso de surgir alguma emergência.. É a

natureza do negócio. longas horas e baixos salários. "

"Você sai da sua casa sozinha no meio da noite?" Flint não

gostava da ideia de Kendra atender sozinha emergências de

estranhos no meio da noite.. Será que ela não percebe que

existem pessoas más no mundo? Sentia-se estranhamente

protetor sobre Kendra, mas não se atreve a mostrar isso.

"Normalmente sim", ela corrige. " Não é como se pudessem

carregar os animais grandes e trazê-los para mim. Não é tão ruim

embora. Em fevereiro e março, a maioria dos bezerros nascem,

de modo que me mantém ocupada. Em seguida, a partir de

meados de abril, cuido das aves órfãs e mamíferos filhotes. De

abril até outubro, a rotina fica cheia. Trabalhamos catorze horas

por dia, sete dias por semana. "

"Uau! Soa intenso. Você é paga por isso? "

Kendra riu. "Para cuidar dos animais feridos não. Faz parte do

meu projeto voluntario. Tenho vários outros bons samaritanos

que se dispuseram a me ajudar durante a semana e a fazer

doações. Nós não seriamos capazes de manter a clínica aberta


sem eles. Presumo que seu irmão já tenha dito sobre a proposta

que ele me fez. "

"Sim", responde Flint. "Ele me contou como eles praticamente te

forçaram a cuidar de mim. Realmente me sinto mal sobre isso ",

acrescenta com sinceridade. "A doação será feita para sua

clinica. Você tem minha palavra. Se fosse minha decisão, eu teria

encontrado outra maneira. O que eles fizeram contigo foi errado.

" As sobrancelhas de Kendra arqueiam em surpresa ao saber que

ele iria contra os MCs. "Jesse e eu nem sempre concordamos

com as decisões que envolvem o clube", explica Flint. "Ele é o

tipo de cara que 'age primeiro e pedi desculpas depois", e eu sou

mais estratégico. Mais metódico. Nós usualmente acabamos no

mesmo lugar, apenas escolhemos diferentes maneiras de chegar

lá ".

Kendra silenciosamente desliga o telefone. "E o seu outro irmão,

Sam? Como ele é?"

Uma sombra cruza o rosto de Flint à menção de seu irmão mais

novo. "Sam é teimoso, rebelde, e às vezes completamente fora

de controle ".

"Parece que vocês dois não se dão muito bem."

"Nós nos damos bem o suficiente, eu acho", Flint responde.

"Considerando o que nós passamos. Sam ainda esta ressentido

por algo que eu fiz muitos anos atrás. Porra, demorarei muito

para recuperar a sua confiança. Sei que estava errado e estou

disposto a dar-lhe o tempo que ele precisar para me perdoar. "

Kendra franze a testa. "O que você fez?"

"Eu saí de casa", Flint responde simplesmente. "Eu virei às costas

para meus irmãos, meu pai, o MC, e sai da cidade. Mudei-me


para Atlanta e consegui um emprego. Comecei uma nova vida.

Merda, eu basicamente, abandonei todos quando mais

precisavam de mim. Sam nunca me perdoou por isso. "

"O que te fez sair? Aconteceu alguma coisa?"

Flint solta um longo suspiro. Ele honestamente não sabia por que

estava dizendo tudo isso a ela. Normalmente, ele não

compartilhava com ninguém, informações pessoais sobre si

mesmo. Com Kendra, uma vez que ele começou a falar, ele não

conseguia parar. As palavras fluíram uma sobre as outras com

pressa para sair.

"Nós tínhamos perdido a nossa mãe devido a um câncer de

mama", ele começa. "Os anos antes de sua morte foram

bastante difíceis. Assistir alguém que você ama ficar mais doente

e mais fraco a cada dia ... foi duro. Até então, éramos uma

família unida. Quando ela faleceu, foi um golpe forte. Nenhum

de nós sabia como lidar com a dor. Pouco tempo depois, nosso

pai começou a beber demasiado. Jesse e eu entramos no clube

de motoqueiros para levar a nossa mente fora da situação lá de

casa. Deixamos Sam sozinho para lidar com nosso pai alcoólatra

que era agressivo às vezes. Ele tinha apenas dezesseis anos e era

muito jovem para se juntar ao MC. Ele se sentiu abandonado e

rejeitado quando eu saí da cidade ".

Kendra estende a mão e da um aperto reconfortante em sua

perna. "Sinto muito por sua mãe", diz ela. "E por Sam."

"Lamento como o inferno não estar lá para Sam quando ele mais

precisou de mim", Flint diz agoniado. "Eu tinha apenas vinte anos

na época, mas ainda assim ... Eu deveria ter visto que Sam

precisava de mim."


"Você está sendo muito duro consigo mesmo", Kendra diz

suavemente. "Como mesmo disse, você era jovem demais. E

estava lidando com a dor de perder a sua mãe. Cuidar das

necessidades de outra pessoa provavelmente não estava no topo

da sua lista de prioridades naquele momento ".

Ele balança a cabeça derrotado. "Isso não é uma boa desculpa.

Deixar Sam sozinho para lidar com o nosso pai agressivo foi

demais para ele lidar. Graças a Deus ele tinha Jesse. Quando saí,

ele assumiu as despesas da casa e cuidou de Sam como a um

filho. Ele foi o irmão que eu deveria ter sido ".

Flint nunca tinha contado a ninguém seus sentimentos de culpa,

em relação a Sam. Nunca tinha admitido para si mesmo até

depois do telefonema sobre a morte de Tommy. Durante anos,

ele conseguiu manter uma distância entre ele, sua família, e o

MC.

Após se mudar para Atlanta, ele se matriculou na faculdade mais

como uma piada do que qualquer outra coisa. Ele nunca

esperava que fosse se sair tão bem. Muitos anos depois, ele

estava trabalhando para o escritório de Defensoria Pública e

fazendo um nome para si mesmo. Nem uma vez Flint havia

lamentado as escolhas que fizera.

Não até a morte de Tommy.

"Então, como esta o relacionamento de vocês?"

"Ruim". Flint solta uma risada sem humor. "Tenso a maior parte

do tempo. Ele retalia qualquer coisa que eu diga ou faça. "

"Jesse disse que ele tem um estúdio de tatuagem."


"Sim. Os Libertadores atacaram o mesmo ontem à noite

também. "

"Houve algum ferido?" Kendra não deixa transparecer que ela já

sabia sobre o ataque.

"Felizmente não...", Flint responde. "A janela de vidro do estúdio

foi quebrada quando jogaram o coquetel molotov através dela.

Graças a deus, a mesma não explodiu. Os libertadores estavam

enviando-nos uma mensagem. É por isso que estou tão ansioso

para voltar para a cidade. Quero ajudar Sam a reparar a loja. É a

nossa principal fonte de renda, por isso precisamos reabrir o

negócio o mais rapidamente possível ".

Kendra pisca em confusão. "Espere um minuto! Você disse

"nossa" fonte de renda. Você é tatuador também? "

Momento da verdade.

Por uma fração de segundo, Flint percebe que ele não queria que

ela soubesse a verdade sobre o que ele fazia para ganhar a vida.

Ele não queria que ela soubesse que ele tinha sido um advogado

respeitado, que defendia clientes pobres. Por alguma razão, ele

sente uma necessidade premente de que ela goste de como ele é

agora. Bom ou mau, não seria justo deixá-la acreditar que ele era

algo melhor.

"Eu mexo", ele responde, com um meio sorriso em seus lábios.

"Eu posso fazer uma tatoo, por assim dizer." O que não era uma

mentira deslavada. Ele tinha feito centenas de tatuagens em sua

vida. Ele só não teve que ir para a faculdade para aprender a

fazê-las. Embora se comparando com o dinheiro que ganhava

como defensor público, ele deveria ter sido tatuador desde o


inicio. "Alguma vez você já pensou em ter uma?", Ele pergunta

casualmente.

Kendra ri e sacode a cabeça. "Não, eu nunca considerei ter uma

tatuagem. Não machuca? "

"Não é tão ruim, se a pessoa que a fizer for experiente e rápida."

Flint rapidamente vira-a sobre o sofá. Depois ele puxa a bainha

da blusa de Kendra para cima. Kendra pula assustada quando

seus dedos tocam a parte inferior das costas dela. Ele traça um

esboço lentamente, delicadamente com as duas mãos pela pele

macia.

Ela engasga. "O que você está fazendo?"

"Um colibri", ele murmura, pensativo. "Pequeno e colorido com

as asas estendidas em voo. Delicado e bonito. "

"O quê?", Ela pergunta novamente quando seus dedos

continuam a desenhar o beija-flor imaginário.

"Deixe-me desenhar uma tatuagem em você. Farei algo especial.

E prometo fazê-lo o mais rapidamente e indolor possível ".

"Oh, eu não sei", ela responde hesitante. "Eu não me vejo com

uma tatuagem ".

Ele acaricia os polegares sobre as suas costas uma ultima vez

antes de retirar as mãos e puxar a blusa dela de volta para baixo.

"Então talvez seja hora de começar a ver a si mesma de forma

diferente, baby", ele diz em um sotaque sexy sulista que ela

estava começando a achar irresistível.


**********

Kendra não demonstra, mas estava secretamente satisfeita com

a sugestão de fazer uma tatuagem de beija-flor.

Como Flint poderia ter adivinhado que beija-flores tinham um

significado especial para ela? Sua amada avó que tinha falecido

recentemente adorava as pequenas aves e tinha dito a Kendra

que sempre que quisesse lembrar-se dela era só olhar para um

beija-flor. Em sua memória, Kendra tinha pendurado pelo menos

cinquenta alimentadores de colibri pelo quintal da sua casa,

espalhando-os entre os arbustos floridos e árvores do jardim.

Flint se acomoda no seu lado do sofá e estica as pernas

compridas. "Você vive perto da clínica?"

Kendra sorri. "Não...eu possuo uma casa não muito longe da

cidade", ela responde. "Moro em uma antiga fazenda com uma

varanda grande. A casa é pequena, apenas suficientemente

grande para uma pessoa. Porem eu amo-a. De madrugada, eu

sento na minha varanda e assisto o nascer do sol sobre as

montanhas. É relaxante."

"Você tem muitos animais de estimação? Aposto que você tem

cerca de dez. Ou vinte. "


"Acredite ou não, eu não tenho nenhum animal de estimação.

Fico muito tempo na clínica e nunca sei quando serei chamada

para uma emergência, seria péssimo se tivesse algum e os

deixasse sempre sozinhos. Há sempre algum filhote ou animal

que acabo levando para casa, no entanto. E você? Você vive por

perto? "

"Eu vivo cerca de dez milhas de distância. Vivo com Jesse e Sam.

"Ele ri da expressão duvidosa dela. "Eu sei eu sei. Eu odeio

admitir que estou vivendo com meus irmãos e cerca de metade

da tripulação em uma grande casa temporária. Temos o que nós

gostamos de chamar de política de porta aberta.. "

Kendra faz uma careta. "Estou imaginando uma casa de

fraternidade com grandes barris de cervejas e mulheres bêbadas

se oferecendo. Acertei?"

"Por que você não nos visita e descobre por si mesma?" Ele

desafia.

Ela balança a cabeça lentamente. "Não, eu não penso assim. Não

gosto de festas. Sou muito tranquila e pacífica ".

"Quem disse que eu não sou assim também? Algo me diz que

você está fazendo suposições sobre mim só porque faço parte de

um MC. "

Flint estava certo. Ela estava fazendo suposições sobre ele com

base no seu envolvimento com a gangue de motociclistas.

Estava-o julgando-o sem lhe dar o benefício de conhecê-lo

primeiro. Ela nunca tinha sido tão crítica. Ela não estava lhe

dando um tratamento justo e ele a repreendeu. Ela o respeitava

por isso.


"Você está certo", ela admite a contragosto. "Eu provavelmente

estou fazendo isso." Ela da de ombros, sem saber como se

explicar. "Mas você faz parte de uma gangue de motociclistas e

as coisas que escutei que vocês fazem...são horríveis. "

Flint respira profundamente antes de explicar. "Para começar,

nós somos um clube de motoqueiros não uma gangue. TEM

UMA grande, grande diferença aí. Ser MC é um estilo de vida.

Para mim eles são mais como uma família do que um clube. Eles

acolheram Jesse e a mim, depois que a nossa mãe morreu e nos

deu um lugar para nos sentirmos seguros.. Quando eu olho para

trás, penso em um milhão de maus lugares onde eu poderia ter

acabado se não tivesse conhecido os Infiéis de Aço. Devo-lhes

muito. "

Ela assente com a cabeça. "Entendi. Mas e sobre as outras

coisas? As atividades ilegais que vocês fazem? " Merda, ela disse

isso. O silencio na sala torna-se tenso. Ela precisava de uma

resposta à questão que vinha incomodando- lhe desde que ela

tinha entrado naquela cabana. "Como explica isso?"

Uma expressão sombria e fria cruza o rosto de Flint.

Instantaneamente, Kendra lamenta suas palavras e desejou

poder toma-las de volta. Ela passou da linha com ele.

"Você sabe que eu não posso falar sobre nada disso", ele

responde com pesar. "Tudo o que posso dizer é que as pessoas

do nosso clube são boas. "Ele toca seu peito acima do coração.

"Lá no fundo. Não são perfeitas, não sob os seus padrões. Mas

eles são leais e me protegeram diversas vezes. Eu faria o mesmo

por eles. Isso é tudo que eu vou dizer. " Flint se levanta e

caminha para verificar a pilha de lenha ao lado da lareira. "Esta


acabando. Vou pegar mais algumas toras de lenha do lado de

fora da casa. "

Ele sai fechando a porta da cabana com um estrondo.

Kendra pensou em se oferecer para ir ajudá-lo, porem seria

melhor não faze-lo. Flint tinha se fechado depois do momento

que ela tinha mencionado as atividades ilegais do MC. Ela sente

vontade de chutar a si mesma. Kendra tinha ficado surpresa em

como ele tinha se aberto com ela sobre seus irmãos e sobre seu

pai, especialmente desde que tinha a impressão que ele não era

de fazer isso com qualquer um.. Ele havia confiado nela e ela

tinha jogado tudo de volta em seu rosto.

Ela tinha sido uma idiota.

Após um momento de hesitação, ela enfia a mão no bolso e tira

as chaves de Flint. Coloca -as sobre a mesa para que fossem a

primeira coisa que ele visse quando entrasse na cabana.


***********

O resto do dia passou depressa. Flint passou um tempo

conversando com Jesse no telefone enquanto Kendra

aconselhava clientes ansiosos pelo celular. Entre as chamadas,

eles se sentaram juntos no sofá juntos e conversaram de tudo

um pouco. Sem a distração de uma televisão ou livros, não havia

mais nada para fazer na cabana.

Ao o final do dia, ocorre a Kendra que já tinha tempo que não

saia com ninguém. A maioria dos últimos encontros que tivera,

havia sido em um restaurante chique ou cinema, mas nenhum

dos mesmos foi propício para conversas íntimas.

Para sua surpresa, Flint era engraçado e tinha um senso de

humor que ela achava irresistivelmente atraente. Ele a fez rir

com suas histórias do clube. Ela podia ouvi-lo falar por horas com

seu profundo e sexy sotaque sulista.

O tempo passou depressa. Ao cair da noite, Kendra percebe que

seria necessário discutir como iriam dormir. A cabana é pequena,

com apenas um banheiro, uma pequena cozinha e uma sala de

estar. Pelo pouco mobiliário, era óbvio que o proprietário só a

usava apenas quando tirava férias.

Depois de ser forçada a dormir sentada na poltrona a noite

anterior, ela não estava pronta para experimentar a sensação

novamente.


Sendo o macho alfa que ela sabia que Flint era... sabia que ele

iria facilmente desistir do sofá. Ela entra na sala onde ele estava

ocupado atiçando o fogo na lareira. "Flint, eu odeio ser uma

desmancha prazeres, "ela começa. "Mas estou exausta...e estou

doida para dormir."

"Sinto muito por mantê-la acordada a noite passada." Flint

move-se em direção ao sofá. "Aqui, vou puxar o sofá cama para

você ", diz ele. "

“ é um sofá-cama? Bem, isso faz sentido, especialmente porque

não ha um quarto aqui. "Eu não sabia ", diz Kendra. "Você teria

ficado muito mais confortável na noite passada se eu tivesse

conhecimento disso. "

Ele solta uma risada triste. "Não se preocupe, eu estava

confortável o suficiente com todos os analgésicos. ou pelo

menos eu acho. "

Kendra prende a respiração. Oh Deus! Por favor, não o deixe

falar sobre o beijo de novo, ela ora.

Juntos, tiram as almofadas do sofá e estendem um lençol que

Flint tinha pegado no armário do corredor.

"Eu vou dormir na cadeira reclinável esta noite", diz Flint para

aliviar o clima.

Kendra estava cansada demais para discutir. Depois de ir ao

banheiro e vestir um blusa de flanela com o comprimento abaixo

dos joelhos, ela se arrasta-se debaixo do cobertor.

Flint desliga a luz e puxa sua cadeira para mais perto do fogo.

"Como é a sua família?", Ele pergunta no escuro.


"Eles são ótimos", Kendra responde. "Minha mãe e meu pai se

amam muito. Ele se aposentou no ano passado pela fábrica têxtil

onde trabalhou toda a sua vida. Minha mãe é dona-de-casa e

passou sua vida cuidando de todos nós. Eu tenho duas irmãs

mais velhas que ainda tentam mandar em mim. Todos eles vivem

na Carolina do Norte ".

"Parece bom."

"Sim. Meus pais se sacrificaram muito para eu cursar a faculdade

de medicina veterinária. Eles sempre me incentivaram a não

desistir mesmo quando o orçamento era demasiado apertado.

Muitas vezes eu quase desisti. Meus pais são os melhores. Eu

gostaria que você pudesse conhecê-los. As palavras escorregam

para fora de sua boca, antes que ela pudesse detê-las”. Oh

droga! Ela realmente tinha dito aquilo?

"Eu também", Flint responde suavemente. "Eu também,

Kendra."

"Meu pai hipotecou a casa para me emprestar o dinheiro para

fazer faculdade. Dr. Henson queria se aposentar e ele preferia

alguém local para assumir seus clientes. Lá não tinha um monte

de veterinários dispostos a trabalhar em uma cidade pequena,

então eu tive sorte. Fui estagiaria do Dr. Henson por dois anos,

antes de ele confiar em mim o suficiente para me transformar

em sócia do negócio".

"Lembro-me do Dr. Henson", diz Flint. "Ele era um bom homem."

"Ainda é. Ele vem na clínica todo mês para ver como estou.

"Kendra tenta e não consegue reprimir um grande bocejo.

"É melhor você dormir um pouco. Sem mais perguntas minhas

por hoje. "


***************

Flint recosta-se na cadeira de couro e observa Kendra enquanto

ela dorme no sofá-cama. O fogo estava baixo, e restavam apenas

algumas brasas bruxuleantes.

Ele estende a mão com cuidado e coloca de volta uma mecha de

cabelo que caíra sobre o rosto de Kendra. Ela se mexe em seu

sono, mas não acorda. Em vez disso, ela murmura algo

incompreensível e puxa o cobertor mais apertado ao redor dela.

Ele gostava de olha-la quando ela estava com a guarda baixa.

Kendra é verdadeiramente linda de uma forma natural, sem um

pingo de maquiagem e seu cabelo esta uma bagunça sexy. Ele

sabia que ela não tinha acreditado nele quando disse-lhe que a

achava atraente. Ela provavelmente pensava que ele estava

simplesmente tentando entrar em suas calcinhas. Porra, se ele

fosse honesto consigo mesmo, isso não estava muito longe da

verdade. Porem, esse não era o ponto... a verdade é que....

Kendra deve ter inconscientemente sentido seu olhar sobre ela,

porque abre os olhos de repente.

"Flint?", Ela diz sonolenta. "Algo está errado? Você está bem?

"Ela se apoia-se em um cotovelo e pisca para ele.


Ele sorri para tranquilizá-la. "Está tudo bem. Estou bem. Volte a

dormir."

Ela senta-se e puxa o cobertor em volta do pescoço. "Jesus! Está

congelando aqui. E o aquecedor?"

"Parou uma horas atrás", ele responde. Levantando-se e jogando

mais lenha na lareira. "Com a tempestade, e a queda de

energia...acho que ele queimou. Deveria ter colocado mais fogo

na lareira antes que a temperatura começasse a cair aqui, mas

eu não queria te acordar. "

Ela franze o cenho e olha para seu peito nu. "Onde está a sua

camisa? Seu braço está doendo? "

"Um pouco", admite a contragosto, esticando os músculos

doloridos. "A camisa estava esfregando contra o curativo de

modo que me sinto mais confortável sem ela ".

"Eu espero que você tenha tomado algo para a dor", diz ela

preocupada. "Ser um cara durão não é muito inteligente no

momento Flint. "

"Não se preocupe eu tomei." Ele senta-se na cadeira, cruza os

braços sobre o peito para manter-se quente, e fecha os olhos.

Kendra sorri e deita-se contra o travesseiro. Depois de um

momento, ela joga o cobertor para o lado e da um tapinha no

espaço ao lado dela. "Flint, venha. Há espaço para nós dois. Você

parece estar miserável e frio nessa cadeira ".

Flint não hesita ou dá-lhe tempo para mudar de ideia. Ele

cautelosamente deita-se ao lado dela puxando as cobertas e

tomando cuidado para não ocupar muito de seu espaço ou


acidentalmente tocá-la. Depois de alguns minutos em silêncio,

Kendra sussurra hesitante, "Flint?"

"Sim", responde ele.

"Sem trapacear, ok?"

Flint solta uma gargalhada, o som profundo preenchendo o

silencio da cabana. "Boa noite linda."

"Boa noite, Flint."

Ele sabia que ela estava sorrindo no escuro.


Kendra acorda algum tempo depois e percebe que o braço ferido

de Flint esta envolto sobre os seus seios, segurando-a

firmemente. Seu peito nu esta pressionado contra suas costas,

enquanto seu hálito quente causa arrepios em seu pescoço. Ela

hesita por um momento, sem saber o que fazer.

Kendra tenta levantar o braço dele com cuidado em uma

tentativa de se desenroscar dele, sem acordá-lo.

Quando ela se move, ele instintivamente aperta mais o braço

contra o seu corpo. Ela suspira e fecha os olhos, resignada a seu

destino. Afinal de contas, estar aconchegada a um cara quente

em uma cabana fria não é exatamente a pior coisa do mundo, ela

argumenta interiormente consigo mesma. Na verdade, ela não

conseguia se lembrar da última vez que se sentira tão quente e

segura. Ela não via nenhum mal de desfrutar do momento

enquanto durasse.


***************

Um beijo suave em seu ombro a desperta um pouco mais tarde.

Ela sorri, certa de que estava tendo um sonho até que ela senti

outra beijo. Oh Jesus! Seu estômago apertada quando Flint

desliza sua blusa de flanela do seu ombro e continua a pressionar

beijos suaves pelo seu braço. Ela deliberadamente finge ainda

estar dormindo enquanto seu coração dispara.

Os lábios de Flint movem para cima e chupam a parte de trás do

seu pescoço. Um incontrolável e delicioso arrepio desliza por sua

espinha. Que diabos ele pensa que esta fazendo? Ela tinha dito

explicitamente: sem trapaça. UMA mão quente desliza sob a

parte inferior da sua blusa e descansa em sua cintura. Kendra de

repente torna-se nitidamente ciente da ereção quente dele,

cutucando seu quadril.

Contra sua vontade, seus seios ficam duros e pontudos debaixo

da camisa de flanela. Poderia Flint ver quão duro seus mamilos

estavam? Será que notava o quanto ela queria que ele os

sugasse?

No passado, Kendra nunca tinha sentido essa necessidade de

dizer a um homem o que precisava e queria na cama..

Infelizmente ela sempre esteve errada.

Até agora.

Flint desliza a grande palma da mão até seu estômago. Ele para

bem abaixo dos seus seios pesados.


"Eu sei que você está acordada, baby", ele sussurra em seu

ouvido, enviando calafrios por cada polegada do seu corpo. "Eu

posso sentir seu coração disparado debaixo da minha mão. "

"Flint, não devemos ..." ela começa, antes de ser interrompida

pela mão dele que se move e agarra seu seio com força. Oh

Deus!

"Shh ... .não diga nada", ele murmura em seu ouvido.

"Porra...seus seios são deliciosos. Seus mamilos parecem

implorar a minha boca para suga-los. Você não sabe o quanto

quis fazer isso toda vez que te olhei hoje. "

Ela engasga quando ele circula a palma da mão ao redor do seu

seio sensível. Um gemido involuntário escapa de seus lábios

quando ele belisca e puxa o mamilo duro. Assim como ela tinha

desejado. Ela geme novamente de desejo e necessidade quando

ele torce o mamilo entre os dedos.

"Seus mamilos são tão sensíveis", continua ele. "Exatamente

como eu gosto baby."

De repente, ele tira a mão da sua blusa e vira-a de modo que ela

fica deitada de costas.

Ele senta-se ao lado dela. "Desabotoe sua blusa", diz ele, sua

expressão ilegível.

Ela hesita, nervosa.

Flint olha para ela sem dizer uma palavra, apenas a observando e

esperando. Kendra percebe que ele estava forçando-a a tomar

uma decisão ... de parar ou ir em frente. Era uma escolha dela e

ele não estava indo para facilitar.


Ela lambe os lábios, hesitante, em seguida, estende a mão para

desfazer o botão superior da sua blusa de flanela. Então o

próximo. Flint a observa em silêncio com os olhos encapuzados

de luxuria. Quando ela de repente se senti tímida antes de

desfazer o último botão, ele fala.

"Não pare", diz ele, com a voz rouca de desejo.

Quando ela desfaz o ultimo botão, Flint estende ambas as mãos

e esfrega seus mamilos com a parte de trás de seus dedos até

que eles ficam pontudos. Ele agarra seu cabelo suavemente,

puxando-os para frente de modo que caem em ondas sobre os

seus seios.

Ele inclina-se para trás e olha para o seu corpo exposto.

"O quê?", Diz ela conscientemente do seu corpo demasiado

voluptuoso. "Algo está errado?"

"Não, tudo está perfeito", Flint responde. "Estou memorizando o

quão bonita você é, para que eu possa recorda-la quando estiver

sozinho ".

A respiração de Kendra fica presa na garganta. Droga! Essa era a

coisa mais bonita que alguém já tinha dito a ela.

Sem aviso, Flint inclina a cabeça e toma um mamilo duro em sua

boca. Ele alternava entre os seios, chupando e beliscando seus

mamilos, provocando e atormentando. Kendra agarra o sedoso

cabelo dele. Ele captura um mamilo na boca e depois de rolar

sua língua ao redor do mamilo, suga duro a aureola. Kendra

geme e desliza as mãos para baixo sobre seus ombros e costas.

Jesus! Ela estava amando ser tocada por este homem.


"Você gosta disso?", Ele diz, mais uma afirmação do que uma

pergunta, já sabendo a resposta.

"Sim", responde ela. "Oh, sim." Ela sabia que ele precisava ouvila

dizer isso.

Enquanto sua boca chupa faminta seu seio a mão de Flint desliza

para baixo na sua barriga. A respiração dela fica superficial

quando ele toca a borda rendada de sua calcinha. Flint corre os

dedos ao longo da borda, primeiro de um lado depois do outro

do tecido, nunca tocando sua buceta aquecida. Kendra se

contorce debaixo dele, pedindo-lhe com o seu corpo para que

ele a tocasse onde ela tão desesperadamente queria.

Ela aperta os dedos em seu cabelo e ele rosna feroz em

aprovação.

"Abra os olhos, Kendra", ele ordena com a voz rouca, levantando

a cabeça para olha-la nos olhos.

Ela abre os olhos para encontrar seus intensos olhos verdes. "Eu

quero senti-la, baby", diz ele.

Ele desliza um dedo dentro da sua calcinha escovando contra sua

vagina molhada, em seguida, ele começar a fode-la com a mão.

"Oh," ela choraminga, levantando o corpo para criar mais atrito

contra a mão dele. Ela geme novamente quando ele desliza um

segundo dedo em seu interior necessitado. Seus músculos

apertam ao redor dos dedos, com fome por qualquer forma de

penetração.

"Porra! Você esta tão molhada e apertada ", Flint murmura

contra seu seio. "Assim como imaginava que estaria."


Ele começa a fode-la com os dedos, uma ... duas ... três vezes

com a calcinha ainda, cada vez mais forte que o anterior. Ela

agarra seus braços com as duas mãos e geme com cada impulso.

"Tire a sua calcinha", ele ordena.

Kendra desliza rapidamente a lingerie de seu bumbum, para

baixo de suas pernas, e fora de seus tornozelos.

"Agora afaste as pernas para mim.."

Kendra rapidamente obedece, abrindo as pernas mais amplas

para lhe dar melhor acesso. A emoção de ser sexualmente

dominada e controlada era algo que ela nunca tinha

experimentado antes. Ela gostou da sensação mais do jamais

teria acreditado.

Flint acaricia com os dedos os lábios exteriores da sua buceta. Ele

acaricia a pequena protuberância de seu clitóris. Esfregando

difícil. Kendra engasga e arqueia as costas.

"Diga-me o que quer, Kendra", ele persuade.

"Diga-me", diz ele de novo quando ela não responde. Ele provoca

a abertura de sua vagina antes de empurrar um dedo dentro

dela. As paredes da sua buceta apertaram ao redor ele. "É isso

que você quer?", Ele pergunta de novo, empurrando um

segundo dedo dentro dela. "Se você não me disser, eu vou parar

baby ", alerta, momentaneamente parando os movimentos dos

seus dedos.

"Não pare", ela implora. "Sim, eu quero isso." Ela empurra-se

contra sua mão, puxando os dedos dele profundamente em seu

interior. Ele começa deslizar os dedos para dentro e para fora de

sua buceta encharcada. Ao mesmo tempo com a outra mao, ele


ola um mamilo endurecido entre o polegar e o dedo. Kendra

geme alto, com a respiração irregular e instável.

Ela não consegue parar de se contorcer e de repente o senti

empurrar suas coxas mais afastadas. Ele retira os dedos de sua

buceta e ela sente a língua de Flint mergulhar na sua fenda,

fazendo-a entrar em erupção em uma série de gemidos. Sua

língua implacável chupa seu clitóris mais e mais.

Oh Deus! Ela não podia esperar nem mais um segundo. Queria

Flint imediatamente dentro dela, transando com ela duro.

E áspero.

Nunca quis um homem tão mau e tão urgentemente.

Kendra estende a mão para a fivela do cinto de Flint e

rapidamente o desfaz. Ela abre sua calça jeans e desliza a mão no

interior para envolver em torno de seu comprimento aveludado.

Seu pênis duro pulsa contra seu toque. Kendra circula seu pênis

com firmeza e acaricia o comprimento todo o caminho até a

base. Ele geme, aumentando de tamanho em sua mão. Droga!

Ele é tão grosso e longo.

Ela acaricia a ponta do pau de Flint e senti gotas de pré-semen

umedecerem seu polegar. "Kendra, tem certeza de que quer

fazer isso?", Pergunta rouco.

Ela puxa a calça dele ainda mais para baixo em seus quadris e

responde: " Eu nunca tive tanta certeza de algo em minha vida. "

Flint rapidamente tira a calça jeans em seguida, e pressiona-a

contra o sofá-cama, cobrindo seu corpo com o dele. Beija-a com

uma fome selvagem, os lábios tocando levemente os delas antes

de ele aprofundar o beijo, sua língua exigindo entrada. Sua


dureza masculina esfregando intimamente seu clitóris

necessitado.

Kendra fica ofegante enquanto suas mãos repousam sobre a

dureza inflexível do peito de Flint. Ela se agarra a ele, sentindo

como se o mundo estivesse girando. Ela abre a boca e Flint

devora os seus lábios em um beijo ardente.

Choramingando, Kendra enrola seus braços apertados ao redor

dele, enterrando os dedos em seus cabelos e puxando-o mais

perto enquanto corresponde o beijo com igual abandono..

Atordoada com a necessidade, Kendra se contorce contra seu

corpo.

Descendo sua mão ela segura o pênis de Flint e acaricia seu

comprimento duro.

Ela só queria senti-lo dentro dela, enchendo sua vagina,

esticando-a com seu pênis. Kendra acaricia o pau dele mais

rápido, ansiando que ele sentisse a mesma necessidade

desesperada que ela sentia. O pênis de Flint endurece mais,

pulsando contra seus dedos. Ele geme contra sua boca.

"Porra.. esta sentindo o que faz comigo, baby?", Ele sussurra,

seus lábios mordiscando o lóbulo da sua orelha. "Eu nunca quis

ninguém como te quero ". Ele continua sussurrando coisas sujas

em seu ouvido sobre como queria deslizar o seu pau na buceta

apertada dela, em como a faria gritar seu nome e implorar por

mais. Kendra fica mais molhada ao ouvi-lo.

Ele desliza por seu corpo e trilha beijos pelo seu estômago.

Depois levanta a cabeça para olha-la nos olhos.


"Você ainda pode dizer não. ".

Kendra olha para as piscinas verdes profundas de seus olhos.

Querer Flint pode estar errado em vários níveis diferentes, mas

nada disso importa no momento. Kendra negou-se muitas coisas

ao longo dos anos. Não ter Flint seria sacrifício que ela não

estava disposta a fazer.

"Eu quero você dentro de mim. Agora. Não posso esperar mais. "

Flint caça rapidamente um preservativo no bolso da sua calça de

brim, abre-o e coloca sobre seu pênis, ele gentilmente agarra as

pernas dela e envolve-as em torno de sua cintura. Despois

começa a friccionar seu pênis contra sua entrada molhada,

torturando-a.

"Pronta, baby?", Pergunta uma última vez. Kendra assente

concordando e senti a cabeça grossa do pau dele, sondando

contra seu interior.

Kendra agarra seus ombros. "Sim! Droga! Sim!"

Com um forte impulso ele mergulha profundamente em sua

buceta, ate as bolas. A boca de Kendra se abre em um silencioso

lamento/gemido e por um segundo fugaz, ela se esquece de

como respirar.

Flint sai um pouco depois empurra duramente de novo,

esticando suas paredes vaginais ao limite.

Kendra ama o fato de que ele não esta sendo gentil ou hesitante.

Ele tinha lido os sinais de seu corpo e sabia exatamente o que ela

queria. Isso foi o que ela sempre desejou, um homem que

soubesse instintivamente que ela precisava ser fodida áspero, e


selvagem. Diabos, ela tinha tido bastante sexo ruim com seus exnamorados.

Agora ela só queria desfrutar do momento.

Ela agarra a bunda dele com as duas mãos, apertando os

músculos lisos e puxando-o mais profundamente quanto

possível. Flint a esta fodendo com impulsos rápidos, ásperos, e

intensos. Seus grandes seios balançam contra as arremetidas

profundas do pau dele. Kendra geme alto de tesao.

"Você é gostosa pra caralho," Flint grunhe, o suor na sua testa e

o aperto de sua mandíbula revelam quanto auto-controle ele

estava exercendo para não gozar. "Tao apertada e quente ao

redor do meu pau."

Kendra pensa que se Flint esta fodendo-a assim estando

controlado, mal podia imaginar como seria se ele ficasse fora de

controle. Ela instantaneamente fica grata por fazer aulas de

pompoarismo nos finais de semana.

Ela deliberadamente contrai o abdômen e aperta as paredes

vaginais em torno do pênis dele, ordenhando-o.

"Poraaa! Se você continuar fazendo isso, eu não sei quanto

tempo vou durar, baby. Você esta me matando."

Ele se aproxima, seu peito musculoso roçando os seios pontudos

dela. Flint arremete dentro dela com movimentos longos e

poderosos, enchendo-a completamente, possuindo,

reivindicando. Inclinando a cabeça, morde um mamilo

fortemente com os dentes e ela grita pela picada de dor

misturada com prazer. Ela contrai seus quadris para atender suas

estocadas, enquanto arqueia seu seio em sua boca.


"Não se reprima,", diz ele. Seu braço ileso esta apoiado perto da

sua cabeça e ela pode ver cada musculo seu se contraindo

enquanto ele a fode exigente.

De repente, ele sai de dentro dela e vira-a de barriga para baixo.

"Quero te comer de quatro, baby", diz ele, enganchando as mãos

debaixo de sua barriga e empinando seu bumbum para cima. "Se

apoie em seus cotovelos."

Kendra rapidamente obedece. Inclina-se sobre os cotovelos e se

oferece a ele para ser fodida..

"Você tem uma bunda linda," ele diz antes de amassar as curvas

exuberantes com as duas mãos. Espalhando as bochechas de seu

bumbum amplamente, enquanto cutuca a entrada de sua vagina

com a ponta do seu pênis. Ela deixa escapar um longo suspiro de

antecipação. Antes que tivesse a oportunidade de preparar-se,

ele agarra seus quadris com as duas mãos para segurá-la

enquanto empurra profundamente em sua buceta com uma

arremetida poderosa.

Nesta posição, seu pênis parecia que estava dividindo-a em duas.

"Oh Flint!", Ela grita. "Oh Deus, isso é profundo! "

Ele tira quase todo o caminho e enfia novamente seu pau dentro

dela, a força desta vez a faz inclinar contra o colchão.

Ele coloca-a de volta na posição. "Tente ficar de joelhos, baby."

Ela luta para fazer o que ele pediu, enquanto ele a fode com

desespero, cada impulso mais profundo que o anterior.

Flint não diz mais nenhuma uma palavra enquanto ele a fode

selvagemente, seus dedos cavando dolorosamente em sua

bunda, sua respiração irregular. Ela sabia que seu corpo ficaria

cheio de marcas mais não se importava. Ele estava fodendo-a de


um jeito que nunca tinha sido antes e ela estava adorando. Deus!

E como estava adorando. Ele estava penetrando-a tão

profundamente que podia sentir suas bolas batendo contra a

bunda dela.

Ela poderia dizer pela tensão de seu corpo que ele estava perto

de chegar ao orgasmo. Ela geme...seria tão bom senti-lo

sucumbir contra ela.

"Vamos, baby", ele insiste. "Goze para mim." Ele alcança debaixo

dela e agarra um seio e com a outra mão acaricia seu clitóris

inchado. Ele aperta seu mamilo e a mistura doce de prazer e dor

é suficiente para mandá-la sobre a borda.

"Flint! Oh Deus! " Ohhh, ele sabia como toca-la. Kendra senti

uma onda esmagadora de prazer e sua boceta começa a se

contrair contra seu pau. A intensidade do seu orgasmo é

esmagadora e poderosa.

Ele geme e fica imóvel dentro dela, enquanto ela ordenha seu

pau com suas contrações.

"É isso aí, baby", ele murmura. "Posso senti-la gozando em torno

de meu pau." Ele bombeia dentro dela várias vezes antes de

sucumbir. Ele empurra uma última vez em sua buceta,

estremecendo quando o orgasmo assumi completamente o

controle do seu corpo.


**************

Flint puxa Kendra sobre seu peito e coloca seu braço ao redor

dela. Depois de alguns minutos, a sua respiração finalmente

começa a desacelerar. Ele acaricia a pele de suas costas e da um

beijo suave em sua testa.

"Desculpe-me baby, fui muito áspero", diz ele preocupado. "Eu

não te machuquei, não é?"

Kendra sorri e passa o dedo contra seu abdômen. "Não, você não

me machucou Flint."

Ele solta a respiração que estava segurando. "No instante em

deslizei dentro de você, meu cérebro entrou em parafuso.

Merda, tudo em que conseguia pensar era em afundar cada vez

mais em seu corpo. E uma vez que comecei a fode-la duro, não

podia ter o suficiente. Prometo que da próxima vez será lento e

suave ".

Kendra se apoia em um cotovelo e pressiona seu dedo contra

seus lábios. "Nãoaaaaaaaa... não diga isso. Eu gostei de selvagem

e louco. "Ela hesita por um momento. "Você me fez sentir

desejada."

Ele esmaga-a contra seu peito. "És mais desejável do que você

jamais saberá, baby."

Kendra de repente percebe que a atadura do braço dele tinha

saído do lugar e que a ferida estava sangrando um pouco.


"Ah não! Flint! Sou a única que deve se desculpar! Seu braço esta

doendo? Será que eu te machuquei? "

" Esta doendo um pouco baby", admite. "Mas acredite em mim,

valeu a pena cada porra de segundo. Se bem...que você deveria

me compensar", acrescenta, provocando.

"Oh? E como? "

"Desde que eu provavelmente não deveria estar exercendo

muito o meu braço, da próxima vez quero que me cavalgue.

Apenas pensar em ti deslizando para cima e para baixo no meu

pau está me deixando duro de novo. "

Ela ri e enterra o rosto em seu peito.

"Se isso te fara se sentir melhor," ela concorda brincando. "E

também não quero ferir seu braço não mais do que já esta. "

Ele traz sua cabeça para mais perto dela e toca seus lábios

suavemente antes de finalmente dizer com um sorriso diabólico

no rosto: "Oh, me fara me sentir muito melhor, doce Kendra. "


***********

Flint não consegue pregar o olho o resto da noite. Depois de

tudo que tinha acontecido nos últimos meses, ele estava com

medo de fechar os olhos, e algo bom em sua vida desaparecer.

Ficando acordado ele estaria em guarda, e poderia sentir a

respiração quente de Kendra contra seu peito e seu corpo nu

aconchegado ao dele. Não valia a pena algumas horas de sono se

isso custasse à vida dela.

Estar com Kendra tinha sido inacreditável. Realmente alucinante.

Só foi preciso um toque, um gosto dela, para ele perder todo o

controle. Seu cérebro tinha ficado em branco e só podia sentir o

desejo incandescente e insaciável de enterrar seu pau

profundamente dentro dela. E ela sentiu a mesma coisa. Disso,

ele tinha certeza. Ao invés de dizer-lhe para abrandar ou ter mais

cuidado, ela tinha tomado tudo o que ele lhe deu de bom grado

e com entusiasmo, não importava o quão selvagem ou áspero

tinha sido. Ela é sexy como o inferno e nem sequer se da conta

disso. Kendra o deixou insaciável.

Ele não podia deixá-la ir.

Não agora. Talvez nunca.

Ele olha para as vigas de madeira que revestem o teto da cabana.

Merda...como ele iria convencê-la a dar-lhe uma chance? Uma


chance real de um relacionamento, não apenas um caso de uma

noite ou sexo de vez em quando.

Ele não era um tolo e sabia exatamente o que estava

enfrentando. Kendra é inteligente, e uma pessoa genuinamente

de bom coração. Sem mencionar que ela é uma veterinária

respeitada, que provavelmente noventa por cento das pessoas

da cidade conhecem.

Kendra deve vê-lo como um criminoso... um cara mau. E ela não

tinha qualquer razão para pensar de forma diferente. Sim.. às

vezes ele era o MC que passava por cima das leis.

A única razão pela qual suas vidas se cruzaram foi por causa da

tentava de assassinato dos Libertadores. Ele nem imaginava o

que ela realmente devia estar pensando sobre toda essa

situação. E se, no fundo, ela o achasse nojento e repugnante? As

dúvidas atormentavam sua mente. Não havia nenhuma maneira

do que o que tinham compartilhado durasse mais do que uma

noite. Ela nunca ira quere-lo. A percepção enche-o de uma

profunda dor e temor.

Mas algo na parte de trás de sua mente continua incomodandoo,

dizendo: "e se?" E se ela fosse estiver disposta a dar uma

chance a ele? Se isso acontecer ele será capaz de mantê-la

segura? O pensamento sombrio de que algo de ruim possa

acontecer com ela, gela seus ossos. E se os Libertadores

descobrirem sobre Kendra e tentarem chegar até ele através

dela?

Eles certamente não se importariam de ferir uma mulher para

destruí-lo. Seus pensamentos e medos mais profundos atordoam

sua mente. Tem que haver uma maneira de destruí-los. Ele tinha

sido um advogado talentoso e como Defensor Público teve que


solucionar problemas difíceis de forma metódica e

analiticamente. Ele diz a si mesmo que esta situação não é

diferente.

Porra... tudo o que ele precisava era ter calma, parar de pensar

em potencialmente perder Kendra e montar uma estratégia.

Eventualmente a resposta torna-se clara em sua cabeça. Se por

algum milagre, ele fosse capaz de convencer Kendra a dar-lhe

uma chance, a ameaça dos Libertadores teria que ser eliminada

imediatamente e permanentemente.

Não importava a que custo.

Eles teram que morrer. Cada um deles. Não haverá

sobreviventes.

Era hora de ele voltar para o lado Jesse e assumir um papel de

liderança. Se Kendra ficar com ele, a única maneira de mantê-la

segura será não descansar até que o último Libertador esteja

morto.

Era hora dos Infiéis de aço irem à guerra.


Na manhã seguinte, Flint da um passo atrás de Kendra, que

estava terminando de escovar os dentes na pia do banheiro.

Ele passa os braços fortes em torno dela e se inclina para

acariciar seu pescoço.

Ele inala profundamente. "Você cheira tão bom", ele murmura

em seu ouvido.

Kendra ri e lava a escova de dente. "Como hortelã?", Ela

responde. Ela olha para seus olhos pelo reflexo no espelho e fica

imóvel por um momento.

Deus! Ela poderia me acostumar com isso – em dividir o espaço

do banheiro com Flint na manhã após uma noite de sexo quente.

Seu cabelo preto esta despenteado, onde na noite anterior ela

tinha corrido as mãos pelos mesmos tantas vezes que havia

perdido a conta. Ela nunca se cansaria de tocá-lo, de correr as

mãos sobre seus músculos e pele deliciosamente tatuada. Nem

em um milhão de anos se cansaria. Estar com um homem como

Flint pode ser perigosamente viciante, e esse pensamento

assusta o inferno fora dela.

"Kendra?", Ele diz, seu tom subitamente sério.


"Hmmm ...".

Ele empurra o cabelo grosso de seu pescoço e beija o ponto

sensível atrás da sua orelha. "Você quer ser minha garota? ",

pergunta.

Kendra sorri provocativamente para ele no espelho. "Sua

menina? Quer dizer, como namorados normais? "

Flint mordisca sua orelha. "Não...baby." Kendra recosta-se contra

ele e coloca os braços ao redor de seu pescoço. "Não tenho tido

relacionamentos sérios ao longo dos anos, mas casais não

costumam namorar algum tempo em primeiro lugar? Você sabe,

sair em encontros, ficar em um relacionamento monogâmico..

esse tipo de coisa" "Provavelmente", Flint responde. "Eu

suspeito que seja isso o que as pessoas normais fariam."

Kendra levanta as sobrancelhas. "E nós não somos como as

outras pessoas?"

Flint vira-a em seus braços para que ela fique de frente para ele.

"Suponho que já percebeu que nós definitivamente não somos

como as outras pessoas. Sei que isso é súbito e rápido. Mas

porra... so de pensar em você estando com outro homem,

entregando-se a ele como fez comigo na noite passada me faz

me sentir ... "Ele hesita antes de falar. "Assassino." Ele coloca sua

testa contra a dela e desliza as mãos para baixo sobre a bunda

dela. "Então, baby ", diz ele. "Você será a minha garota?"

Kendra desliza suas mãos pelo peito dele e acaricia a tatuagem

em seus ombros. "O que exatamente isso significa? Preciso de

mais esclarecimentos. "

Flint ri, o som profundo da sua voz vibra contra seus seios. "Isso

significa que será apenas você e eu, baby. Você será minha


menina e eu serei seu. "Ele da um beijo quente e lento em seus

lábios. "Seu único cara", acrescenta com ênfase.

Merda, ela adorava o som disso. Flint. Seu cara.

Era estranho como todo o seu mundo tinha mudado tanto em

apenas um final de semana. Ela passou a vida sendo a boa

menina, a menina responsável, que tinha as melhores notas. A

menina que nunca fazia nada impulsivo. A garota que nunca se

ariscava por medo do que os outros poderiam pensar.

Ela precisava de algo selvagem e louco para agitar sua vida

confortável e chata.

Ela queria viver, e mais importante, se sentir viva.

Ela queria Flint. E até mesmo mais do que isso, no fundo Kendra

percebia que precisava dele.

"Você acha que dará certo?", Ela pergunta, ainda um pouca

insegura e hesitante. "As nossas vidas são tão diferentes. E as

nossas famílias e os nossos amigos? Como é que vamos

conciliar? "

Flint balança a cabeça lentamente, esfregando a testa contra a

dela. "Eu não sei, anjo", ele responde honestamente. "Porra...

tudo o que posso dizer é que te quero pra caralho. Confie em

mim, darei um jeito de fazer tudo dar certo. Dê-nos uma

oportunidade. Isso é tudo que estou pedindo. "

Kendra olha fixamente em seus olhos atraentes e percebe que

ele quis dizer cada palavra. Ele estava disposto a tentar e por

Deus, então ela também estava.


Kendra coloca as mãos com ternura em ambos os lados de seu

rosto. Os olhos verdes que a deslumbraram desde o primeiro

instante a olham com apreensão agora.

"Eu serei sua garota, Flint", ela responde com um sorriso.

"Aconteça o que acontecer, nós vamos tentar."

*********

Flint senti seu coração voltar a bater normalmente quando

escuta suas palavras. Kendra estava dando-lhe a chance que ele

tanto queria. Ele não sabia o que diabos tinha feito para merecêla,

mas estava muito feliz. Talvez seu carma ruim tivesse

melhorado depois de anos sendo defensor público de pessoas

pobres...talvez o universo estivesse retribuindo. Ele certamente

não ira perder mais nenhum segundo se questionando o por

que.

Flint puxa-a forte contra seu corpo antes de reivindicar seus

lábios. O gosto dela é mais doce do que se lembrava. Seu

coração acelera em seu peito quando Kendra abre a boca e beijao

avidamente. Porra...ela só precisa toca-lo para deixa-lo

imediatamente duro... seu pau esta latejando contra suas calças.

Ele a queria novamente.


Desesperadamente.

"Kendra", diz Flint com um gemido quando ele quebra o beijo

com a respiração irregular. "Você está me deixando louco.

Porra...não sei como você faz eu me sentir assim. Por favor, não

pare nunca. "

Ele desliza suas mãos debaixo de sua blusa e em vez de para-lo,

ela coloca as mãos sobre as dele e as guia até que seus seios

pesados encham as suas mãos. Ela fecha os olhos e geme.

Ele sente seus mamilos ficarem duro quando roça-os com as

pontas dos dedos.

"Merda...nao sabe quantas coisas sujas quero fazer contigo

baby." Ele mordisca sua orelha e sussurra o quão profundo e

duro quer fode-la. Como ela o deixa louco de desejo. Como não

pode ter o suficiente da sua doce buceta, apertada.

*******

As mãos de Flint deixam seus seios e deslizam para tirar as calças

jeans, revelando todos os músculos tonificados. Kendra olha para

ele com admiração. Não há nenhum traço de gordura em seu

corpo. Ela estava tendo dificuldade de acreditar que este homem

... este homem incrivelmente quente sexy, a queria ...

Ele vira-se para entrar no chuveiro, deixando Kendra com uma

vista de suas costas largas e ombros cobertos pela tatuagem dos

Infiéis de aço. Tudo o que ela pode fazer, foi olhar. Sua

masculinidade crua a deixava sem fôlego.


Depois de ligar a água e ajustar a temperatura, ele vira-se e

estende a mão para ela. O olhar de desejo no rosto dele faz sua

buceta apertar em necessidade. Ah Merda! Todas as razões pelas

quais ela não deveria despir sua roupa e exigir seu corpo nada

malhado em plena luz do dia para ele, passam por sua mente.

Que se foda! De jeito nenhum ela ia recusa-lo e deixar sua baixa

autoestima levar a melhor. Uma mulher seria insana se recusasse

ser fodida por Flint. Ela puxa a blusa de flanela por cima da

cabeça e pega a sua mão. Flint sorri e puxa-a sob a água quente.

Ele a puxa para perto e vira-a para que pudesse ensaboar suas

costas, com as mãos quentes ele desliza a bucha sobre seus

ombros e braços. Ele a puxa de volta contra ele e ensaboa seu

estômago e entre as suas pernas. Kendra fecha os olhos e apoia

os braços contra a parede de azulejos do chuveiro.

Flint guarda a barra de sabão e massageia seus seios, amassando

seus montes carnudos e apertando seus mamilos. "Eu já te disse

o quanto eu amo seus seios?", Ele murmura rouco.

"Sim", Kendra engasga. "Mas você pode me dizer de novo."

"Bom", ele responde. "Porque eu amo falar sobre eles. Há tantas

maneiras de descrever seus deliciosos seios. Perfeitos ......

irresistíveis ". Com cada palavra, ele aperta as pontas dos

mamilos rolando-as entre o indicador e o polegar. Kendra

derrete contra ele, com as pernas ligeiramente bambas.

Flint morde seu pescoço, deslizando sua mão para baixo de seu

estômago. Sua mão desliza ainda mais longe e segura-lhe o sexo,

pressionando as costas contra ela. Kendra choraminga quando

seus dedos separam os lábios inchados da sua buceta molhada.


Ele encontra seu clitóris e esfrega-o em círculos. "Oh Deus! Flint,

"ela ofega de prazer.

Presa entre a parede do azulejo e o corpo duro de Flint, Kendra

sente seus sentidos ficarem sobrecarregados pelo domínio

masculino. Ela senti entre as nádegas o comprimento

inconfundível da ereção dele, maior e mais dura do que se

lembrava. Kendra se contorce contra ele. O movimento carnal

faz o pau dele ficar ainda mais espesso. Ela empurra brutalmente

a sua bunda contra o pau de Flint em busca de alivio.

"Está querendo o meu pau, baby? Porque eu já estou duro por

você ", Flint grunhe com os lábios em seu ouvido. Sua buceta já

estava encharcada de desejo. Ela adorava quando ele falava

sujo.

Ele move-a ligeiramente para o lado para longe do jato da água.

Ajoelhando-se para trás ela, ele abre suas nádegas com as mãos.

Sua língua cai sobre sua fenda, comendo sua buceta com uma

fome devastadora. As coxas de Kendra tremem e ela fica grata

quando ele aumenta seu aperto sobre o seu bumbum para

mantê-la estável. Flint suga, lambe, chupa cada canto da buceta

com a língua como se não conseguisse o suficiente dela.

"Ohhhh!", Ela grita. "Flint! Quer que-e eu go-ze?"

Em vez de responder, ele enterra o rosto mais profundo em sua

bunda e trabalha a língua em sua vagina. Kendra geme em êxtase

silencioso enquanto a língua dele chupa todo o caminho de sua

buceta ate o seu cu.

Ela engasga quando ele a lambe ali, não esperava algo tão carnal

e perversamente tabu. Flint estava deixando-a louca de tesao.

Ela não queria que ele parasse. Kendra rebola sua bunda contra


o rosto dele e geme. Flint enfia um dedo em sua vagina e

lubrifica sua bunda com sua excitação. Ele lentamente, inseri um

dedo em seu anus apertado, pouco a pouco, dando-lhe tempo

para relaxar e se acostumar. Kendra engasga com a deliciosa

sensação de plenitude. Droga! Nenhum homem tinha feito isso

com ela antes. Ela fica surpreendida com o quão bom é.. Ela

morde os lábios para não gritar.

"Não se reprima", ele ruge para ela. "Cada som que você

solta...me deixa louco baby".

Tudo desaparece, exceto a sensação das mãos de Flint fodendo

vigorosamente sua bunda e buceta com os dedos. Naquele

momento, nada importava para Kendra, só queria se entregar as

sensações inacreditáveis que Flint estava invocando em seu

corpo. Quando ela goza forte...ele retira os dedos de seu interior

e afasta as suas pernas um pouco.

Flint se inclina ligeiramente para frente com as mãos contra a

parede de azulejo. "Abra mais as pernas, baby" ele diz. "Não

posso esperar nem mais um segundo para te foder." Antes de

terminar a frase, ele já estava escorregado seu pau em sua

buceta quente. Com outro impulso vigoroso, ele mete em seu

interior ate as bolas.

Kendra geme alto com o contato profundo, o som ecoando nas

paredes de azulejos. Sua vagina aperta sobre o pau de Flint e ele

geme profundamente. Ele começa a se mover, transando duro

com ela, dando poderosas e longas estocadas. O braço dele

segura sua cintura para que ela não escorregasse contra o chão

do banheiro.


Kendra fecha os olhos, e escuta o som de Flint devastando sua

vagina, sua respiração ofegante enquanto ele luta para manter o

controle.

"Eu não posso acreditar o quão bom é estar dentro de ti!" Flint

murmura, suas estocadas cada vez mais selvagens. "Você está

me deixando viciado baby." Ele afunda tão profundamente em

sua buceta quanto possível e ambos gemem. "Diga-me o que

você precisa para gozar para mim de novo", diz ele antes de se

inclinar e morder seu ombro bruscamente. "Qualquer coisa

baby."

"Só me fode, Flint," Kendra ofega entre respirações. "Difícil e

rápido."

Ele a fode ainda mais difícil, fazendo com que os seios dela

balancem descontroladamente. "Ah, sim, isso é taooo bo-m",

Kendra engasga. "Flint", ela balbucia, quase fora de sua mente

com as sensações esmagadoras que tomam seu corpo. "Oh

Deus!"

Flint desliza a mão pelo seu estômago e separa os lábios de

buceta para acariciar seu clitóris. Flint esfrega a carne sensível

enquanto mete vigorosamente nela por trás, com grunhidos

altos. Ele aumenta a pressão em seu clitóris enquanto murmura

em seu ouvido.

"Grite o meu nome", insiste ele, seus quadris se movendo mais

rápido. "Grite o meu nome quando gozar, baby. "

Com mais um poderoso impulso do seu pênis ela goza.

"Flinttttttt!", Ela grita, se desfazendo em uma piscina de prazer.

As contrações de sua vagina contra o pênis de Flint o fazem gozar

profundamente dentro dela... Seu pau despejando sua semente


quente em seu interior. A buceta dela o ordenha até não sobrar

nada.

Em vez dele sair, ele continua profundamente dentro dela. "Não

se mova," ele sussurra. "Não estou pronto para deixa-la ir. " Ele

mordisca seu pescoço, e estende a mão para acariciar

amorosamente seus seios. "Nunca."


***********

Eles permaneceram aconchegados com força um contra o outro

até que a água se torna fria. Kendra ri. "Você percebe que a

qualquer segundo vamos ser atingidos pela água gelada", diz ela.

"Deveríamos sair e nos secar antes que isso aconteça. Eu não sou

fã de banhos frios. "

"Pode haver lotes de chuveiros frios no seu futuro", diz Flint. "A

menos que eu possa convencê-la a ficar na cama comigo durante

todo o dia. "Ele mexe contra seu interior e ela senti seu pênis

endurecendo novamente dentro dela. "Disse-te que não me

canso de você ", ele rosna em seu cabelo. "Sou insaciável,

quando se trata de você baby. "

"O sentimento é mútuo", Kendra responde. Ela grita quando a

água de repente fica gelada. Flint ri, finalmente retirando-se dela

com um suspiro frustrado. Ele sai do chuveiro e ela segui logo

atrás. Agarrando um par de toalhas, ele dá-lhe uma e envolve a

outra em torno de sua cintura. Gotículas de água escorrem de

seu cabelo ate seu peito esculpido. Kendra olha-o, hipnotizada.

O celular de Flint toca em seu jeans, que estava no chão do

banheiro. "Merda!", Diz. "Ignore isto."

O telefone toca novamente.


"Está tudo bem", diz Kendra, rapidamente enxugando-se.

"Atenda... pode ser importante."

Flint suspira e puxa o telefone do bolso. "Jesse?", Ele responde.

Ele segura o telefone entre a orelha e o ombro enquanto veste

sua calça jeans. "Porra...O que está acontecendo?" Ele ouvi em

silêncio por um momento. "Quando? Agora? Jesus Cristo! Você

sabe que o caminho até a montanha é uma rota, certo? Quão

longe você está? Nós estamos saindo agora. "

Flint desliga o telefone e agarra a mão de Kendra. Arrastando-a

para fora do banheiro.

"Nós precisamos nos apressar. Coloque sua roupa e pegue as

suas armas. Sua caminhonete tem tração nas quatro rodas?"

Kendra olha perplexa para ele. "Sim, é claro, por que quer

saber?"

Flint agarra a sua camisa das costas de uma cadeira e coloca-a

sobre a cabeça. "Os Libertadores sabe onde estamos. Eles estão

a caminho. "Ele veste a sua jaqueta de couro e verifica o lado do

bolso onde estava a pistola. "Jesse e o resto da tripulação estão

vindo para cá, mas eles estão cerca de vinte e cinco minutos de

distância. Precisamos sair dessa porra de montanha antes dos

Libertadores chegarem aqui.”

Os olhos de Kendra se arregalam. "O gelo na estrada não

diminuiu e pista só é suficientemente ampla apenas para um

veículo por vez."

"Eu sei. É por isso que te perguntei sobre a tração nas quatro

rodas. Dê-me as chaves, vou dirigir. "


Kendra enfia a mão na bolsa e atira-lhe as chaves. Ela veste

rapidamente suas roupas e se dirige para a porta. Ela pega a

pistola e a espingarda da mesa.

Flint segura à porta aberta para ela. "Você sabe como usar essas

armas?", Pergunta.

"Claro que sim", ela responde com firmeza. "Meu pai me ensinou

a atirar quando eu tinha dez anos."

"Baby, se você precisar usá-las, não hesite."

Kendra luta para empurrar para baixo o medo que ameaça

sufocar sua respiração. Os libertadores estavam a caminho para

matar Flint.

Seu Flint.

Embora ela nunca tenha prejudicado propositalmente outra

criatura viva, ela sabia o precisava ser feito. Ela segura as armas

carregadas e certeza enche sua mente.

Para proteger Flint, ela mataria.

Sem pensar ou hesitar.

Ela olha ao redor da cabana uma última vez. As coisas nunca

mais seriam as mesmas novamente.

"Vamos dar o fora daqui, baby."

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