Abril/2017 - Referência Florestal 184

jota.2016

Visitantes - Grupo Jota Comunicação

44

DIVERSIDADE

FLORESTAL

Plantio misto cresce no país

BUROCRACIA

Mato Grosso luta

por isonomia no setor62 ENTREVISTA

Ute Seeling,

diretora do KWF

Gestão eficaz

Resultado nas operações

em campo no controle

de formigas cortadeiras

Effecient

management

A result of leaf-cutting

ant control operations

in the field


Os fueiros ,

os mais leves do mercado e líder de vendas

na América Latina, são fabricados pela Unylaser.

A Unylaser é uma empresa do grupo PCP Steel, que tem 40 anos de mercado e é a pioneira na manufatura de

aços de alta resistência no Brasil. A empresa opera no fornecimento de soluções completas a partir do aço.

Atua em diversos segmentos de mercado e busca oferecer ao cliente a melhor proposta de custo-benefício

na manufatura de componentes e conjuntos metálicos; de médio e grande porte. Com 13.000m 2 de área

disponível, é a maior fábrica de fueiros da América Latina e uma das maiores do mundo; e com capacidade

anual de transformação de mais de 20.000 t de aço em componentes.

No processo de produção dos fueiros Raptor, são utilizados software de simulação virtual, análise de elementos

finitos, análise de impacto ambiental, testes por ciclos, ensaios destrutivos, metalografia e performance

estrutural.

Entre os diferenciais a Unylaser oferece soluções customizadas em um processo de cocriação de produtos em

parceira com os seus clientes.

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RAPTOR 800 STD/L

Capacidade 8.000kg | Peso 123/126kg

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DO MERCADO

RAPTOR 800 HR

Capacidade 8.000kg | Peso 160kg

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Capacidade 12.500kg | Peso 190/215kg

+55 54 3290.4800 | comercial@raptorflorestal.com.br | www.raptorflorestal.com.br


SUMÁRIO

ANUNCIANTES

DA EDIÇÃO

Agroceres ................................................................... 11

D’Antonio Equipamentos ..................................... 71

40

Carrocerias Bachiega .............................................. 53

Denis Cimaf ................................................................... 09

Dinagro ........................................................................... 02

Encapp ............................................................................ 29

44

Ferro Extra ..................................................................... 23

Exte ................................................................................... 76

H Fort ................................................................................ 15

62

Heinnings ...................................................................... 49

Himev .............................................................................. 21

J de Souza ........................................................................ 47

Editorial

Cartas

Bastidores

Coluna Ivan Tomaselli

Notas

Alta e Baixa

Biomassa

Frases

Entrevista

Principal

Silvicultura

Legislação

Manejo Florestal

Pragas

Especial

Artigo

Agenda

Espaço Aberto

08

10

12

14

16

28

30

32

34

40

44

50

54

58

62

66

72

74

Lignum ............................................................................ 27

Mill Indústrias .............................................................. 57

Mill Indústrias .............................................................. 65

Ponsse ............................................................................. 13

Sergomel ....................................................................... 19

Tissue World ................................................................. 31

TMO ................................................................................. 75

Unylaser ......................................................................... 04

Usimaq ........................................................................... 71

Ventura Máquinas .................................................... 61

Waratah ......................................................................... 07

Workshop Futuro Florestas .................................. 25

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EDITORIAL

CARGA SEGURA

NÓS INVENTAMOS O CONCEITO

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SUPERAM AS ORIGINAIS

Ano XIX - Edição n.º 184 - Abril 2017

Year XIX - Edition n.º 184 - April 2017

• Tecnologia exclusiva de solda, o item mais

importante do equipamento

• Há 10 anos no mercado brasileiro

• Qualidade comprovada por quem concede um ano

de garantia

A Revista da Indústria Florestal / The Magazine for the Forest Product

DIVERSIDADE

FLORESTAL

Plantio misto cresce no país

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BUROCRACIA

Mato Grosso luta

por isonomia no setor62 ENTREVISTA

Ute Seeling,

diretora do KWF

Gestão eficaz

Resultado nas operações

em campo no controle

de formigas cortadeiras

EXPEDIENTE

JOTA COMUNICAÇÃO

Diretor Comercial / Commercial Director

Fábio Alexandre Machado

fabiomachado@revistareferencia.com.br

Diretor Executivo / Executive Director

Pedro Bartoski Jr

bartoski@revistareferencia.com.br

Diretora de Negócios / Business Director

Joseane Knop

joseane@jotacomunicacao.com.br

8

www.referenciaflorestal.com.br

Ano XIX • N°184Abril 2017

Effecient

management

A result of leaf-cutting

ant control operations

in the field

A gestão precisa do manejo de

formigas em plantios florestais foi

o mote da capa desta edição

BURROCRACIA

Processos e procedimentos ajudam a manter padrões, coibir a ilegalidade e melhorar

práticas em diversas atividades. Porém, o excesso de burocracia ou a instituição

de exigências que fogem à realidade de um segmento ou região, inibem a

competitividade, enfraquecem o setor econômico e desestimulam até mesmo os

mais persistentes. Acompanhe a reportagem especial que produzimos sobre a atividade

florestal no Mato Grosso. O Estado possui empresas sérias, setor organizado

consciente do papel que tem diante da preservação das riquezas naturais e determinação

no cumprimento das leis. Mesmo diante de todo este contexto, a indústria

florestal motogrossense é frequentemente colocada à prova e vem dando resposta.

A expectativa é que em breve, questões regulatórias sejam superadas e a iniciativa

privada volte a se concentrar no principal: gerar riqueza e manter a floresta em pé.

Já no campo tecnológico, para trazer também um pouco do que acontece lá fora,

conversamos com duas especialistas no segmento florestal. Entrevistamos Ute Seeling,

diretora do KWF (Centro Alemão para o Trabalho e Tecnologia Florestal), da

Alemanha. Também produzimos uma reportagem sobre o estudo da pesquisadora

norte-americana, Laura Williams, sobre a produtividade superior de plantios mistos

frente à monocultura. Desejamos uma ótima leitura!

JOTA EDITORA

Diretor Comercial / Commercial Director

Fábio Alexandre Machado

fabiomachado@revistareferencia.com.br

Diretor Executivo / Executive Director

Pedro Bartoski Jr

bartoski@revistareferencia.com.br

Redação / Writing

Rafael Macedo - Editor

editor@revistareferencia.com.br

jornalismo@revistareferencia.com.br

Colunista

Ivan Tomaselli

Depto. de Criação / Graphic Design

Fabiana Tokarski - Supervisão

Fabiano Mendes

Fernanda Maier

criacao@revistareferencia.com.br

Tradução / Translation

John Wood Moore

Cartunista / Cartunist

Francis Ortolan

Colaboreadores / Colaborators

Fotógrafos: Mauricio de Paula

Depto. Comercial / Sales Departament

Gerson Penkal

comercial@revistareferencia.com.br

fone: +55 (41) 3333-1023

Depto. de Assinaturas / Subscription

assinatura@revistareferencia.com.br

BUREAUCRACY

Processes and procedures help to maintain standards, curbing illegalities and improving

practices in various activities. However, the excessive bureaucracy or the imposition of requirements

that are outside the reality of a segment or region, inhibit competitiveness, weaken the

economic sector, and discourage even the most persistent. Read the special story we produced

about the forestry activity in the State of Mato Grosso. The State has serious companies and

an organized sector aware of the role that it plays in the preservation of natural resources and

determination in the compliance with laws. Even in the face of all this, the forest industry in the

State of Mato Grosso is often put to the test and is able to come back in response. The expectation

is that soon, regulatory issues will be overcome and the private sector can get back to concentrate

on its main function: generating wealth and keeping the forest standing. In the technological

field, in order to provide you with some of what is happening out there in the world,

we talked to two experts in the forest segment. We interviewed Ute Seeling, Director of KWF

(German Board of Forestry and Forestry Technology. We also produced a study on the research

being carried out by the American Scientist, Laura Williams, about the increased productivity of

mixed plantations compared to that of monoculture plantations. We wish you pleasant reading!

08 www.referenciaflorestal.com.br

ASSINATURAS

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GARANTIDA GARANTEED

Veículo filiado a:

A Revista REFERÊNCIA - é uma publicação mensal e independente,

dirigida aos produtores e consumidores de bens e serviços em madeira,

instituições de pesquisa, estudantes universitários, orgãos governamentais,

ONG’s, entidades de classe e demais públicos, direta e/ou indiretamente

ligados ao segmento de base florestal. A Revista REFERÊNCIA do Setor

Industrial Madeireiro não se responsabiliza por conceitos emitidos em

matérias, artigos ou colunas assinadas, por entender serem estes materiais

de responsabilidade de seus autores. A utilização, reprodução, apropriação,

armazenamento de banco de dados, sob qualquer forma ou meio, dos

textos, fotos e outras criações intelectuais da Revista REFERÊNCIA são

terminantemente proibidos sem autorização escrita dos titulares dos

direitos autorais, exceto para fins didáticos.

Revista REFERÊNCIA is a monthly and independent publication

directed at the producers and consumers of the good and services of the

lumberz industry, research institutions, university students, governmental

agencies, NGO’s, class and other entities directly and/or indirectly linked

to the forest based segment. Revista REFERÊNCIA does not hold itself

responsible for the concepts contained in the material, articles or columns

signed by others. These are the exclusive responsibility of the authors,

themselves. The use, reproduction, appropriation and databank storage

under any form or means of the texts, photographs and other intellectual

property in each publication of Revista REFERÊNCIA is expressly prohibited

without the written authorization of the holders of the authorial rights.


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CARTAS

MANEJO FLORESTAL

TECNOLOGIA

Capa da Edição 183 da

Revista REFERÊNCIA FLORESTAL,

mês de março de 2017

Por Carlos Henrique

Severiano - Belém (PA)

Gostei do que estão fazendo

para o aprimoramento do

manejo florestal conforme

retratado na reportagem da

última edição. Bom saber das

boas práticas que acontecem

na Amazônia.

Foto: IFT

Por Bernardo Conci de Oliveira - Lages (SC)

Olá, gostaria de ver uma reportagem sobre técnologia e

mecanização florestal.

ORGULHO

Por Clarissa Bianquini - Curitiba (PR)

Resposta: Obrigado pela sugestão, Bernardo. Em breve

vamos participar da Elmia Wood, feira que acontece

na Suécia. Já definimos um roteiro bem interessante

para cobrir o evento e visitar fábricas de equipamentos,

aguarde.

Muito boa a matéria sobre os benefícios que as empresas,

e o próprio setor florestal, trazem ao meio ambiente e

comunidades. Precisamos mostrar mais o que fazemos

pelas pessoas e pelo verde.

Foto: divulgação

Foto: REFERÊNCIA

TRUMP

PROTEÇÃO

Por Jorge Almeida Landin -

Piracicaba (SP)

Por Diego Cardoso -

Três Lagoas (MS)

Parabéns pela reportagem

sobre as políticas prejudiciais

do Presidente dos EUA (Estados

Unidos da América) para o meio ambiente. É legal ter uma

visão do que acontece lá fora e como pode nos afetar.

Foto: divulgação

Estou gostando das

seguidas matérias

sobre combate a pragas

florestais. Continuem

abordando o importante

tema.

Foto: divulgação

Leitor, participe de nossas pesquisas online respondendo os e-mails enviados por nossa equipe de jornalismo.

As melhores respostas serão publicadas em CARTAS. Sua opinião é fundamental para a Revista REFERÊNCIA FLORESTAL.

E-mails, críticas e

sugestões podem ser

enviados para redação

revistareferencia@revistareferencia.com.br

Mande sua opinião sobre a Revista do

Setor Florestal ou a respeito de reportagem

produzida pelo veículo.

10

www.referenciaflorestal.com.br


BASTIDORES

CHARGE

Charge: Francis Ortolan

REVISTA

PAPO EM DIA

A equipe comercial da REFERÊNCIA

FLORESTAL passou praticamente o mês

todo na estrada. Entre uma parada

e outra foi possível trocar ideia e

conhecer as novidades apresentadas

durante a Três Lagoas Florestal, feira

que aconteceu de 28 a 30 de março, no

Mato Grosso do Sul.

Foto: REFERÊNCIA

Gerson Penkal, do

departamento comercial

da REFERÊNCIA FLOESTAL,

e Augusto Gabriel Claro

de Melo, coordenador

do curso de Engenharia

Florestal da Faef (Faculdade

de Ensino Superior e

Formação Integral)

Foto: REFERÊNCIA

Foto: REFERÊNCIA

Eduardo Maggioni, do departamento comercial da

Unylaser e Roger Viezzer, gerente comercial da empresa

Osvaldo Gomes, diretor da Sergomel, e

Elaine Cristina Gomes, do departamento de marketing

12

www.referenciaflorestal.com.br


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EFICIÊNCIA IMBATÍVEL

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disponíveis no mercado e uma excelente visibilidade durante a

operação. Além disso, o intervalo para manutenção programada da

máquina foi estendido para 1.800 horas, contribuindo para a redução

de custos e o aumento da produtividade na colheita. O forwarder ainda

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COLUNA

Foto: divulgação

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Diretor-presidente da Stcp

Engenharia de Projetos Ltda

Contato: itomaselli@stcp.com.br

EUCALYPTUS COMO

MATÉRIA-PRIMA PARA

INDÚSTRIA DE PRODUTOS

DE MADEIRA SÓLIDA

Gênero oferece opções de produtos nobres e com maior valor, além

das toras finas para processo

O

Eucalyptus é um gênero com um grande número de

espécies (mais de 700), nativas da Austrália e da Indonésia.

Em função da capacidade de adaptação das

diferentes espécies a condições de solo e clima, o Eucalyptus foi

introduzido em um grande número de países na Europa, Américas,

África e Ásia. O gênero tem a maior área plantada no mundo.

No Brasil, e na maioria dos outros países, os plantios de

Eucalyptus foram implantados para atender, principalmente, a

demanda de madeira para energia (lenha e carvão), estacas e

postes, e para produção de polpa. No entanto, cada vez mais,

a madeira deste gênero tem sido utilizada para outras aplicações,

incluindo madeira serrada, lâminas e painéis de madeira

(compensados, aglomerado e MDF).

O desenvolvimento da silvicultura e no manejo dos plantios,

permitiram ganhar produtividade e competitividade. Mais importante

ainda foram os desenvolvimentos genéticos: com grandes

ganhos em produtividade, melhor adaptação a diferentes

solos e climas, e ainda a obtenção de madeira com propriedades

e qualidade necessária aos diversos produtos de madeira.

A madeira de Eucalyptus tem, cada vez mais, sido uma substituta

da madeira tropical na produção de serrados e compensados.

As razões estão associadas à oferta de uma matéria-prima

mais competitiva, com propriedades semelhantes às espécies

tropicais e ainda com menor pressão dos grupos ambientalistas.

No Uruguai, existem diversas unidades industriais que

produzem compensados e serrados baseados, em madeira de

plantações de Eucalyptus (grandis e diversos clones). O Uruguai

possui atualmente uma área de florestas plantadas de 1 milhão

de ha (hectares) e tem priorizado o plantio de Eucalyptus.

O maior produtor de compensados do Uruguai, com a

capacidade de produção de 260 mil m³/ano (metros cúbicos),

tem como principal matéria-prima a madeira de Eucalyptus.

A empresa exporta para os EUA (Estados Unidos da América),

México, Europa, Argentina, Chile e outros países. Existem ainda

no Uruguai serrarias de grande porte baseadas exclusivamente

em madeira de Eucalypus. A maior delas tem uma capacidade

de produção próxima de 180 mil m³/ano.

Na Argentina também existem diversos produtores de

madeira serrada e compensados baseados em madeira de

Eucalyptus de plantações florestais, e que comercializam sua

produção tanto no mercado nacional como exportam.

Nos últimos 10 anos, tanto no Uruguai como na Argentina

houve uma mudança na silvicultura e no manejo dos plantios

florestais de Eucalyptus. Atualmente os plantios têm densidade

máxima 600 mudas/ha, utilizam material clonal selecionado, são

feitas podas de até 9 metros de altura com a realização de no

máximo dois desbastes, e uma rotação de 12-15 anos. Com isto,

o custo de implantação é reduzido e a produção de madeira de

maior diâmetro com alta qualidade é priorizada.

O Brasil tem em torno de 5 milhões de ha de plantio de

Eucalyptus, prioritariamente implantados e manejados para

produção de madeira para energia/carvão painéis reconstituídos

e celulose. Os plantios destinados à produção de toras com

maior diâmetro, para suprir a indústria de madeira sólida, são

uma pequena parcela, e isto tem limitado o desenvolvimento

da indústria de produtos de madeira sólida no país.

Mesmo com esta limitação, é esperado que o Eucalyptus

venha a ser uma fonte importante de matéria-prima para a indústria

brasileira de serrados e compensados no futuro próximo.

Existem alguns investidores florestais implantando e manejando

plantios de Eucalyptus para produção de toras de qualidade,

especialmente na região sul e centro oeste.

O aumento na oferta de madeira do gênero com maior

diâmetro e de qualidade será importante para o desenvolvimento

da indústria de produtos de madeira sólida no Brasil

nos próximos anos.

O aumento na oferta de madeira do Eucalyptus com maior diâmetro e de

qualidade será importante para o desenvolvimento da indústria de produtos

de madeira sólida no Brasil nos próximos anos

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NOTAS

TECNOLOGIA

DE PRODUTOS

FLORESTAIS

Foto: divulgação

Com o tema: Tecnologia de produtos florestais;

foi realizado o primeiro encontro do

programa Florestas em Pauta, promovido pela

Embrapa Florestas, em Colombo (PR). O evento

reuniu empresários, pesquisadores e estudantes

com o objetivo de conversar sobre os

principais gargalos neste tema. Com a dinâmica

proposta de bate-papo, os participantes conversaram sobre pesquisas realizadas em tecnologia da madeira, como elas

se inserem no setor produtivo e as necessidades para inovação no setor. O encontro começou com uma visita a laboratórios

que fazem parte do Núcleo de Tecnologia de Produtos Florestais da Unidade: Tecnologia da Madeira, Tecnologia de

Produtos Não Madeiráveis. O grupo de pesquisadores da Embrapa Florestas está investindo no conceito de biorrefinaria,

em qual os plantios florestais têm potencial para dar origem a uma gama enorme de produtos além dos tradicionais.

Ou seja, a matéria-prima de base florestal ou seus resíduos podem ser utilizados para produtos de alto valor agregado.

Pesquisas já têm trabalhado com o desenvolvimento de preservativos de madeira extraídos de serragem, bio-óleo de

eucalipto para preservação de madeira de pinus ou fabricação de biocidas.

RETOMADA

FLORESTAL EM MT

Com o objetivo de desenvolver a cadeia produtiva de

madeira, a Sedec-MT (Secretaria de Estado de Desenvolvimento

Econômico do Mato Grosso) promoveu um encontro

com representantes do setor. O objetivo é elaborar, em

conjunto, uma proposta que atenda a necessidade do setor.

Temos ciência da importância do potencial florestal”, afirmou

o secretário da Sedec, Ricardo Tomczyk (foto). Ele citou o

exemplo da mineração, que possui grande potencial em Mato

Grosso, mas tem dificuldade de se estabelecer em sua capacidade

máxima. Segundo Tomczyk, além da questão tributária a Sedec se coloca à disposição para destravar o processo. A

Secretaria vai intermediar o diálogo do setor de base florestal com a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e o Governo

Federal (Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços).

Foto: divulgação

16

www.referenciaflorestal.com.br


MÓVEIS COM

MADEIRA DE

MANEJO

Foto: divulgação

Como desdobramento do seu projeto de

Manejo Florestal Sustentável, a Coomflona

(Cooperativa Mista da Floresta Nacional do Tapajós)

inaugurou a Movelaria Ambé, localizada

no Pátio Central do Km 117 da BR 163, interior

da Floresta Nacional do Tapajós – UC (Unidade

de Conservação) administrada pelo ICMBio

no Pará. O evento reuniu parceiros do projeto,

como a Fundação Banco do Brasil, além de organizações comunitárias, autoridades locais e cooperados. A cooperativa

vai aproveitar os galhos oriundos da área de manejo florestal para a confecção de móveis. A localização da movelaria,

dentro do Pátio Central da área de manejo florestal, foi pensada estrategicamente, de modo a auxiliar na logística e

diminuir custos. A próxima etapa será a seleção de cerca de 20 trabalhadores, entre moradores da UC e profissionais

experientes, para as atividades de secagem da madeira e manuseio das máquinas.

PAPEL E

CELULOSE NO PR

De acordo com o Panorama Setorial da Indústria de Papel,

Celulose, Embalagens e Artefatos, o Paraná concentra 11,4%

da base florestal do Brasil. O setor reúne 470 indústrias no

Paraná. Elas respondem por 12% do valor da produção nacional,

correspondendo a R$ 8,3 bilhões. Juntas, estas indústrias

geram 22 mil empregos, que representam mais de R$ 423

milhões em salários. No total, 108 indústrias responderam

ao questionário, correspondendo a um aumento de 22% em

relação ao estudo da edição anterior. O Estudo, apresentado

recentemente, foi desenvolvido em conjunto pela Fiep (Federação

das Indústrias do Paraná) e pelo Sinpacel (Sindicato da

Indústria de Papel e Celulose).

Foto: divulgação

Abril de 2017 REVISTA REFERÊNCIA FLORESTAL

17


NOTAS

MADEIRA

AO MAR

Foto: divulgação

A Fibria está investindo R$ 54,4 milhões na modernização

do transporte marítimo de madeira, realizado entre o sul

da Bahia e o norte do Espírito Santo. A primeira fase do projeto

tem início previsto para maio e a segunda e última fase

começa a operar no mês de agosto. A madeira irá abastecer

a unidade industrial em Aracruz (ES). Serão instalados guindastes

de grande porte no Terminal Marítimo de Caravelas

(BA), onde a madeira é embarcada, e no Terminal Marítimo

de Barra do Riacho (ES), onde é feito o desembarque. Os

equipamentos são fabricados pela finlandesa Mantsinem.

De acordo com a empresa, as novas máquinas permitirão

reduzir em 42% o tempo de carga e descarga das barcaças

que transportam madeira. Atualmente, o ciclo de viagem

da barcaça que transporta madeira entre os terminais é de

12 horas. Cada barcaça comporta carga equivalente a 100

viagens de um tritrem.

MUDANÇA

DE ARES

Após seis anos de dedicação, Fabio Schvartsman, diretor-geral

da Klabin, comunicou sua saída da companhia para assumir mais

um importante desafio de carreira: a presidência da Vale. Durante

o período em que esteve à frente da Klabin, Schvartsman estabeleceu

um novo ciclo de gestão e de resultados na companhia.

Desde 2011, a empresa dobrou sua capacidade de produção, entrou

em novos negócios, triplicou seu valor de mercado e manteve

seus resultados financeiros em crescimento por 22 trimestres

consecutivos. Em termos de gestão, Schvartsman sempre atuou

na valorização dos profissionais e, especialmente na diretoria,

fortaleceu a atuação do time de maneira integrada e orientada

para resultados e alta performance. A Klabin Irmãos e Companhia

- controladora da Klabin S.A., indicou o executivo Cristiano Cardoso

Teixeira como diretor-geral da empresa. A indicação será submetida

para deliberação do Conselho de Administração da Klabin.

Foto: divulgação

18

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NOTAS

DIA DA

FLORESTA

Foto: divulgação

Para lembrar as pessoas da importância

das florestas na manutenção da vida do

Planeta Terra, em 1971 a FAO (Organização

das Nações Unidas para a Alimentação e

a Agricultura) sugeriu a criação do “Dia

Mundial da Floresta”. A comemoração

da data foi estabelecida para o dia 21 de

março, em virtude do início da Primavera

no Hemisfério Norte, de onde partiu a

ideia da criação da data. No ano seguinte,

foi comemorada também na Europa e em

muitas outras regiões do mundo, tornando

o dia internacional, mas ainda de maneira

informal. Somente em 2012, a ONU (Organização das Nações Unidas) lançou uma resolução para a criação do “Dia Internacional

das Florestas”, adotado mundialmente.

MANEJO

AUMENTA

ABSORÇÃO

DE CARBONO

Foi realizado o primeiro mapeamento de recuperação

de carbono nas florestas amazônicas

e emissões lançadas pela atividade de colheita

de madeira comercial na Amazônia. O estudo

foi publicado no periódico eLife pela rede pan-

-tropical de pesquisadores chamada Observatório

de Florestas Tropicais Manejadas, que congrega 19 instituições internacionais, entre elas a Esalq (Escola Superior de

Agricultura Luiz de Queiroz) da USP. O professor do Departamento de Ciências Florestais da Esalq, Edson Vidal, integrou

a equipe de cientistas. “Os resultados levam ao reconhecimento de que o Manejo Florestal com Exploração de Impacto

Reduzido pode ser uma atividade econômica que, além de gerar conservação e desenvolvimento, ainda poderá contribuir

para redução das emissões de gases de efeito estufa quando árvores sadias são preservadas.”

Foto: REFERÊNCIA

20

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ecotritus

TRITURADOR

FLORESTAL

O TRITURADOR FLORESTAL

ECOTRITUS foi desenvolvido

levando em conta a forte vegetação

brasileira, bem como a severidade do

clima predominantemente tropical. Apesar

da dureza das condições de trabalho, o

Triturador FLORESTAL ECOTRITUS apresenta

elevada PRODUTIVIDADE aliada a baixa e

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NOTAS

MYANMAR SOFRE

RESTRIÇÕES

Foto: divulgação

A Dinamarca pediu para que as importadoras de teca vinda de Myanmar

tornem mais rigorosos os procedimentos de controle caso queiram permanecer

no comércio de produtos madeireiros desta espécie na União Europeia. As autoridades

dinamarquesas concluíram que o sistema utilizado por sete empresas

do país não é robusto o bastante para demonstrar a legalidade da madeira

importada. As suspeitas sobre o produto vindo de Myanmar se intensificaram

depois que Bélgica, Itália, Holanda e Reino Unido abriram investigações para

apontar possíveis brechas na entrada de madeira ilegal na União Europeia vindas

daquele país. Em uma aparente reação, o Ministro de Recursos Naturais e

Conservação do Meio Ambiente de Myanmar, divulgou um comunicado em que

reconhece os desafios de rastrear a madeira até a floresta porque, no momento,

os sistema está desenhado para registrar estatísticas. Até que haja uma resposta

mais convincente do que o país pretende fazer para fortalecer seu controle

interno, a teca de Myanmar sofrerá restrições para entrar na União Europeia.

SOLO

CORRIGIDO

Parte dos resíduos produzidos na unidade

da Fibria em Jacareí (SP) passa por

uma etapa de industrialização na Planta

de Corretivo, instalada nas proximidades

da fábrica. Desta forma, esse material é

transformado em corretivo de acidez de

solo para utilização nas florestas da própria

empresa e parte é doada para pequenos

produtores rurais da região. O insumo

proporciona condições necessárias para o

solo absorver melhor os nutrientes e, consequentemente,

aumentar a produtividade

agrícola. O produto é composto basicamente

por resíduos inorgânicos, que contém cálcio e magnésio e auxiliam no processo de correção do pH do solo. A doação do

corretivo de acidez do solo é feita por meio de uma parceria que a Fibria firmou com a Prefeitura Municipal de da cidade.

Foto: divulgação

22

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NOTAS

TRIMBLE

COMPRA SAVCOR

OY E SILVADATA

Foto: divulgação

A Trimble anunciou que adquiriu o negócio florestal da Savcor

Oy, fornecedora global de soluções florestais para otimização de

desempenho e gerenciamento empresarial. A Trimble também

adquiriu a Silvadata, prestadora de serviços relacionados a dados

em nuvem, colaboração e automação de fluxo de trabalho

para pequenas e médias empresas florestais. Essas aquisições

expandem o alcance global da Trimble e complementam as

soluções Connected Forest da Trimble. "As aquisições da Savcor

e da Silvadata baseiam-se em nossa estratégia de oferecer aos

clientes globais um ecossistema completo ponta a ponta para

gerenciamento florestal, rastreabilidade e processamento de

madeira", disse Ken Moen, gerente geral da Divisão Florestal da

Trimble. Termos financeiros não foram divulgados.

FLORESTA

EM PÉ

Nos dias 6 e 7 de abril, São Luís (MA) sediou o XIV Fórum de Secretários

de Meio Ambiente da Amazônia Legal, que contou com a presença

do ministro do Meio Ambiente, José Sarney Filho. No evento, ele ressaltou

a necessidade da busca de recursos internacionais para a conservação

da floresta em pé, a exemplo da consolidação do mecanismo de

Redd+ (Redução das Emissões por Desmatamento e Degradação Ambiental),

previsto no Acordo de Paris e que permite a compensação de

emissões de gases de efeito estufa. Na reunião, o Fórum de Secretários

de Meio Ambiente da Amazônia Legal analisou a proposta da Resolução

6 da Conaredd (Comissão Nacional de Redd+). Ela indica 37,5% dos

direitos de captação para o governo federal e 62,5% para os Estados.

Os secretários entendem que precisam ter participação maior porque

caberia a eles as principais responsabilidades de licenciamento e fiscalização

de atividades florestais e a criação de programas jurisdicionais

de Redd+ para distribuição dos benefícios entre prefeituras e comunidades locais. A União se concentraria em ações de

monitoramento, fiscalização, incentivo a atividades produtivas sustentáveis e de redução do desmatamento.

Foto: divulgação

24

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NOTAS

MAIOR

DIVERSIDADE

DO PLANETA

Foto: divulgação

O Brasil é o país com a maior biodiversidade

de árvores do mundo, aponta um levantamento

inédito. Há 8.715 espécies de árvores no território

brasileiro, 14% das 60.065 que existem no

planeta. Em segundo na lista vem a Colômbia,

com 5.776 espécies, e a Indonésia, com 5.142.

Publicado no periódico Journal of Sustainable

Forestry, o estudo foi realizado pela Botanical

Gardens Conservation International (BGCI na

sigla em inglês), uma organização sem fins

lucrativos, com base nos dados de sua rede de

500 jardins botânicos ao redor do mundo. A expectativa é que a lista, elaborada a partir de 375,5 mil registros e ao longo de

dois anos, seja usada para identificar espécies raras e ameaçadas e prevenir sua extinção.

OPORTUNIDADE

Eldorado Brasil está com vagas abertas

em Três Lagoas (MS) e Inocência (MS). As

oportunidades são para Supervisor de Serviços

Gerais, Líder de Serviços Gerais, Analista

Florestal, Estagiário de Controle Técnico e

Vigilante Patrimonial. Para todas as oportunidades,

a Eldorado Brasil busca profissionais

que tenham como característica a competitividade,

a inovação, a sustentabilidade e a valorização

das pessoas. Para a vaga de analista

florestal pede-se ensino superior completo

(desejável Engenharia Florestal ou Agronomia,

conhecimento de normas de qualidade,

segurança e Meio Ambiente), gerenciamento da rotina, inglês e conhecimento de informática. Os cadastros devem ser

feitos pelo site da empresa: www.eldoradobrasil.com.br/Institucional/carreira/Oportunidades.

Foto: divulgação

26

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ALTA E BAIXA

DIA MUNDIAL DA ÁGUA

A Suzano Papel e Celulose e a The Nature Conservancy promoveram no Dia Mundial da Água, em março, no

entorno da unidade industrial da Suzano, em Mucuri (BA), um plantio de mudas de vegetação nativa para

marcar o início das ações do Projeto Nascentes do Rio Mucuri. O evento contou com a participação

de cerca de 100 pessoas, entre elas representantes do poder público da região, imprensa local e

colaboradores da empresa. As próximas etapas da parceria da Suzano Papel e Celulose com a The

Nature Conservancy envolvem outras três ações de restauração no segundo semestre. Além

disso, a empresa desenvolverá, com a Atados, uma plataforma social que conecta pessoas e

organizações para facilitar o engajamento.

ALTA

DEU PIZZA NA FLORESTA

Uma técnica que utiliza pedaços de papelão com custo até 50% menor em relação aos métodos tradicionais

passou a ser usado no plantio de nativas. No formato de discos ou placas, o material é aplicado

para o controle da matocompetição com as mudas nos primeiros anos de desenvolvimento. Caixas que

transportam as pizzas têm todas as características para essa aplicação e já estão sendo utilizadas. Segundo

os pesquisadores da Embrapa que conduzem o estudo, os experimentos no campo mostraram que,

além de impedir o crescimento das gramíneas, o papelão aumenta a taxa de sobrevivência das mudas.

EXTERMINADOR DO FUTURO

O ator e ex-governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger, criticou o fato de o presidente dos EUA

(Estados Unidos da América), Donald Trump, querer impulsionar a exploração de carvão, quando esse

combustível mata muito mais pessoas que o grupo terrorista Estado Islâmico. “Só alguém que vive na

Idade de Pedra quer recuperar o carvão como fonte de energia", disse Schwarzenegger. “Sete milhões

de pessoas morrem a cada ano pela contaminação do ar e Trump quer recuperar o carvão", completou.

BAIXA

DESINFORMÇÃO E DESSERVIÇO

"Não bastassem a desertificação, o esgotamento hídrico, a erosão do solo, a alteração

do microclima e o ataque brutal à biodiversidade, as monoculturas de eucalipto

também podem intensificar o problema da febre amarela no Espírito Santo." Assim inicia

matéria publicada no site www.seculodiario.com.br, com sede em Vitória (ES). De acordo com

o texto, os macacos, principais transmissores da doença ao homem, utilizam as copas dos eucaliptos

para passarem de um remanescente de floresta a outro, carregando o vírus para diversas

regiões da Mata Atlântica capixaba.

28

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BIOMASSA

PNEU

SUSTENTÁVEL

Foto: divulgação

P

esquisadores da Universidade

de Minnesota, nos EUA

(Estados Unidos da América)

desenvolveram uma nova tecnologia

para produzir pneus de automóveis

usando matérias-primas vegetais. A

equipe que desenvolveu o novo processo

afirma que os pneus de carro

produzidos a partir da biomassa serão

idênticos aos atuais, com a mesma

composição química, cor, forma e desempenho.

"Nossa equipe criou um

novo processo químico para fazer isopreno, a molécula-chave nos pneus de carro, a partir de produtos naturais como

árvores, gramíneas ou milho. Esta pesquisa poderá ter um grande impacto sobre a multibilionária indústria de pneus

de automóveis," disse o professor Paul Dauenhauer. A tecnologia foi patenteada e está disponível para licenciamento

pela Universidade.

MOTOR VERDE

DA INDÚSTRIA

N

a ocasião do Dia Internacional das Florestas, o

Pnud (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento)

lembrou a importância do Projeto

Siderurgia Sustentável, que incentiva o desenvolvimento de

uma cadeia de produção siderúrgica de baixa emissão de gases

de efeito estufa, que utiliza carvão vegetal produzido com

matéria-prima de origem legal. O Brasil é pioneiro no setor.

Entre 2005 e 2016, cerca de 25% do ferro-gusa foi produzido

com carvão vegetal no país, enquanto no restante do mundo

a siderurgia utiliza o carvão mineral, insumo de origem fóssil,

com maior potencial de emissão de gases de efeito estufa.

Minas Gerais abriga a maior produção siderúrgica a carvão

vegetal. Por isso, o projeto é implementado no Estado, que foi

o primeiro a limitar, por lei, o uso de produtos ou subprodutos

florestais de mata nativa a somente 5% do consumo total

das indústrias a partir de 2018.

Foto: Fabio Ortolan

30

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FRASES

Esperamos

que que os EUA

cumpram os

compromissos

assumidos no

âmbito do acordo

de Paris para

combater a

mudança

climática

É uma legislação muito complexa, inovadora,

conciliatória, capaz de favorecer tanto a produção

quanto a conservação, mas ela precisa ser

implementada de forma completa

Tiago Reis, pesquisador do Ipam (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia),

coordenador do estudo que aponta que, quase cinco anos depois da aprovação, o

Código Florestal ainda não foi totalmente implementado

Muitos municípios desconhecem o Icms

Ecológico. Iniciamos o trabalho de divulgação,

mostrando o potencial florestal que eles têm e que

podem gerar recurso para a sociedade, para que

prefeitos e secretários municipais entendessem que

a floresta pode ajudá-los

Marcos Zeschotko, chefe regional do IAP (Instituto Ambiental do Paraná)

de Pitanga (PR)

Declarou o comissário Europeu

de Energia, Miguel Arias Cañete,

após a decisão de Donald Trump,

presidente norte-americano, de

interrompaer todas as ações em

favor do clima estruturadas na

gestão anterior

A FAO (Organização das Nações Unidas para

Alimentação e Agricultura) reconhece o manejo

florestal sustentável como uma atividade de

muito baixo impacto que cria uma alternativa

de uso da floresta

Gerente de Monitoramento do SFB (Serviço Florestal Brasileiro), José Humberto

Chaves, ao defender o modelo de manejo florestal praticado no país

Nos anos 90, os pastos ocupavam 210 milhões

de ha (hectares), contra 165 milhões hoje, enquanto

as cabeças de gado bovino passaram de 140

milhões para 209 milhões

Foto: divulgação

Chefe da vigilância por satélite da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa

Agropecuária), Evaristo Eduardo de Miranda, sobre a queda no avanço da

pecuária sobre a floresta Amazônica

32

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sites

assessoria

de imprensa

vídeos

projetos

especiais

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apresentação

revistas

Comunicação inteligente.

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ENTREVISTA

Foto: divulgação

Ute Seeling

DATA DE NASCIMENTO

24.11.1964

November 24, 1964

ATIVIDADE/ ACTIVITY:

Diretora do KWF (Centro Alemão de Trabalho e Tecnologia Florestal)

Managing Director of KWF (Forestry Work and Technology)

FORMAÇÃO/ ACTIVITY:

Phd em Ciências Florestais

PhD. in Forest Sciences

Pressão freia mecanização na Alemanha

Pressure puts a brake on mechanization in Germany

A

Alemanha enfrenta grande comoção pelo uso sustentável

do solo. A pressão é tanta que o país europeu está

retomando práticas manuais na colheita e transporte

florestais para atender às exigências de organizações ambientais.

O KWF (Centro Alemão de Trabalho e Tecnologia Florestal) está

entre as entidades técnicas mais respeitadas em todo o mundo

na área, cabe a ela auxiliar o segmento privado a evoluir tecnologicamente

e se adaptar às novas demandas. Foi fundado em

1962, pelo governo federal e conta atualmente com mais de 2.500

membros – pessoas e empresas relacionadas à cadeia florestal

e da madeira. Conversamos com a diretora da instituição, Ute

Seeling, para saber o que há de mais atual no segmento florestal

alemão, o que pode ser aplicado por aqui e de que maneira estão

conciliando competitividade com sustentabilidade.

T

here is an uproar over the sustainable use of the soil in

Germany. The pressure is such that several operations in

the European Country are reverting to manual practices

for forest harvesting and handling in order to meet the demands

of environmental organizations. KWF (German Board of Forestry

and Forestry Technology) is amongst the most respected technical

entities around the world, and it is assisting the private sector to

evolve technologically and adapt to these new demands. It was

founded in 1962, by the Federal Government and currently has

more than 2,500 members – individuals and companies related to

the forest and forest product chain. We talked with Ute Seeling,

the Managing Director of the Institution, to learn about the current

happenings in the German forest, and which can be applied

here, as well as how they're reconciling competitiveness with sustainability.

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Quais foram as grandes mudanças do segmento florestal alemão

nos últimos anos?

Durante os últimos 25 anos, o manejo florestal na Alemanha

ampliou intensamente o grau de mecanização e automação.

Hoje em dia, 65% da madeira do país é colhida de forma totalmente

mecanizada. Apesar disto, os requisitos ecológicos

de Ongs (Organizações não-governamentais) voltadas ao meio

ambiente, assim como demandas da sociedade, têm ampliado

a pressão, o que impõe várias restrições às empresas florestais.

Parece que existe bastante pressão no setor florestal, ela chega

a frear a mecanização?

Para os profissionais da floresta na Alemanha, a mecanização é

algo essencial e traz muito progresso. Porém, Ongs e processos

de certificação são bastante críticos, além disto as pessoas que

vivem nas cidades, às vezes, criticam o uso de máquinas na

floresta. Desta maneira, em algumas regiões o uso de cavalos e

derrubadas manuais de árvores têm renascido. Alguns programas

de certificação definem locais de colheita muito distantes,

o que impede a mecanização completa da operação. Na Alemanha,

aqueles que têm investido em tecnologia florestal são, na

maioria, empresários, que , no momento, estão com margem

de lucro muito pequena.

Isto quer dizer que os equipamentos manuais são muito utilizados

na Alemanha, imagino que para compensar está havendo

evoluções tecnológicas nessas ferramentas.

Conforme comentei, acabamos de ressuscitar o uso de motosserras.

A razão para isso são as exigências de proteção do solo

e ecológicas. O problema é que a utilização das motosserras em

larga escala traz perigo para os operadores florestais, tornam

o trabalho muito mais físico e pesado. Então, existem poucos

jovens se interessando em trabalhar na área. Nas florestas com

operações certificadas é permitido somente o uso de fluídos

hidráulicos biologicamente degradáveis. Desta maneira, a tendência

tecnológica desses equipamentos manuais é a introdução

de um chip para o gerenciamento de frota. Você pode gravar

no chip todas as informações relevantes e também o tempo

de serviço, gasto de combustível, paradas e assim por diante.

Mas os trabalhadores preferem utilizar equipamentos movidos

a combustíveis fósseis. Existem muitas críticas e debates dos

sindicatos de trabalhadores neste sentido, até porque fora do

ambiente florestal a tendência é usar tecnologia de ponta.

Como o KWF auxilia o segmento a evoluir e atender essas

demandas?

Em primeiro lugar, por meio de diversas atividades voltadas

para estruturas físicas das empresas e equipamentos. Assim,

o KWF tem realizado muitos estudos para adaptar e melhorar

equipamentos e tecnologias de maneira que eles possam

servir melhor ao segmento florestal respeitando as condições

europeias. A entidade realizou muitos esforços para otimizar a

cadeia de suprimento da madeira e gerar um panorama com

What have been the major changes in the German Forestry

Sector over recent years?

Over the last 25 years, Forest Management in Germany has

expanded intensively as to the degree of mechanization and

automation. Today, 65% of timber harvesting in the Country is

completely mechanized. Despite this, the ecological demands

from NGO’s dedicated to the environment, as well as demands

from civil society, are increasingly putting on pressure, imposing

various restrictions on forestry companies.

Does there seem to be so much pressure on the Forestry Sector

that it has to curb mechanization?

For forestry professionals in Germany, mechanization is something

essential and very much needed. However, NGO’s and

certification processes, besides the people living in cities who

are becoming very vocal, are going as far as criticizing the use

of machines in the forest. In this way, some regions have reverted

to the use of felling trees manually and handling the

logs by horse. Some certification programs cover harvesting

located in distant places, which impedes the full mechanization

of the operation. In Germany, those who have invested

in forestry technology are mostly businessmen, who currently

operate with very low profit margins.

Is that to say manual equipment is being widely used in Germany,

I would imagine that this, in a way, nullifies what has

been happening as to technological developments in these

tools?

As I mentioned, we have just reverted to the use of chainsaws.

The reason for this is the soil and ecological protection

requirements. The problem is that the use of chainsaws on a

large scale results in danger to forestry workers, in making the

job much more physical and strenuous. As well, there are few

young people interested in working in the area. In the forests

with certified operations only the use of biologically degradable

hydraulic fluids is allowed. In this way, the technological

trend of the manual equipment is the introduction of an

electronic chip to aid fleet management. You can record all

relevant information on the chip, as well as the time of service,

fuel use, stoppages, and so on. But workers prefer to use

fossil fuel-powered equipment. There are many studies and

discussions being carried out by the labor unions in this sense,

because outside of the forest environment, the trend is to use

leading-edge technology.

How has KWF assisted the Sector to evolve and meet these

demands?

Firstly, through various activities aimed at company physical

structures and equipment. Thus, KWF has carried out several

studies as to adapting and improving equipment and technology

so that they can better serve the forest segment, respecting

European conditions. Secondly, the entity had made many

efforts to optimize the timber supply chain and create a pan-

Abril de 2017 REVISTA REFERÊNCIA FLORESTAL

35


ENTREVISTA

How do you compete with countries like Sweden, Finland,

and Russia?

Actually, we don't compete with these countries. Forest Management

in Germany is very different from what is being carried

out in Central and Northern Europe. We have a very dioportunidades

e custos nos diferentes sistemas de colheita,

plantio, construção de estradas e etc. Além disto, o KWF tem organizado

muitos workshops, seminários, campanhas educativas

e feiras para informar profissionais florestais sobre o potencial

de modernização da tecnologia florestal. O resultado destes

esforços foi uma importante redução nos acidentes de trabalho.

O trabalho florestal na Alemanha se tronou muito mais seguro

e ambientalmente amigável.

Temos no Brasil um bom nível de mecanização da colheita,

porém na silvicultura ainda estamos iniciando. Como é este

cenário na Alemanha, o que poderíamos aproveitar por aqui?

Na Alemanha optamos por programas de regeneração natural

das florestas porque o objetivo é torná-las as mais naturais

possíveis (alta porcentagem de folhosas). Quando há plantio

no próximo ciclo, ele acontece nas mudas com raízes nuas (não

possuem proteção do sistema radicial no momento de plantio)

e são plantadas manualmente. No caso de mudas com tubetes,

existem diversas máquinas que realizam o plantio mecanizado.

Sempre mostramos estas tecnologias durante nosso evento

KWF-Tagung.

Então qual será o futuro para a colheita florestal na Alemanha?

Para o futuro, nós precisaremos de tecnologia na colheita para

um manejo florestal mais diversificado em florestas naturais.

Isto quer dizer: troncos com diferentes tamanhos, baixo volume

de madeira por hectare e distâncias mais longas das áreas

de colheita. Sendo que as exigências de proteção do solo vão

aumentar. São demandas complicadas de cumprir por conta do

aquecimento do clima, os períodos de congelamento do inverno

são mais curtos e as fortes chuvas acontecem com mais frequência.

Por isso mesmo, a tração com o uso de guinchos serão

mais comuns para evitar danos causados pelas máquinas ao

patinarem. Estão sendo realizadas experiências com sistemas

de gruas com cabos horizontais para evitar o uso de máquinas

nas áreas de colheita.

Como conseguem competir com países como Suécia, Finlândia,

Rússia?

Na verdade não competimos com estes países. O gerenciamento

das florestas na Alemanha é bem diferente do que é feito no

orama with opportunities and costs in different harvesting,

planting, forest road construction systems etc. Lastly, KWF has

organized workshops, seminars, trade fairs and educational

campaigns to inform forest professionals as to the potential

for the modernization of forestry technology. The result of

these efforts has been an important reduction in work related

accidents. Forestry in Germany has become much safer and

more environmentally friendly.

In Brazil, we have achieved a relatively high level of mechanization

in forest harvesting, but we're still beginners as to

replanting mechanization. What is this scenario in Germany,

what could we take advantage of here?

In Germany, we chose natural regeneration programs for our

forests because the goal is to make them as natural possible

(high percentage of hardwoods). When there are plantings

for the next cycle, they are mostly carried out using seedlings

with bare roots (i.e. there is no radial protection system at the

time of planting) and are planted by hand. In the case of seedlings

in tubes, there are several machines that can be used to

perform mechanized planting. We always demonstrate these

technologies during our KWF-Tagung event.

So what is the future for forest harvesting in Germany?

For the future, we need to adapt harvesting technology to

a more diverse Forest Management in natural forests. This

means: trunks with different sizes, low wood volume per

hectare, longer distances to harvest areas, etc. Soil protection

requirements will increase. These will be complicated by

complying with demands due to climate warming, shorter

winter freezing periods, and heavy rains occurring more often.

Therefore, the use of traction winches will be more common to

avoid damage caused by machines skating. Experiments are

being carried out with cranes using horizontal cabling systems

to avoid the use of machinery in harvesting areas.

"Estão sendo realizadas experiências com sistemas

de gruas com cabos horizontais para evitar o uso de

máquinas nas áreas de colheita"

36

www.referenciaflorestal.com.br


"Existem na Alemanha alguns fabricantes altamente

especializados em máquinas florestais com produções

menores em termos de números, até mesmo com

equipamentos personalizados"

centro e no norte da Europa. Temos uma natureza muito diversificada

e regulamentos legais bem restritivos. Então, isto não nos

permite realizar cortes rasos e assim por diante. As florestas da

Alemanha oferecem uma grande gama de sortimentos de toras,

desde grandes dimensões de troncos para produção de lâminas

e móveis, como também madeira mole para aplicação na construção,

e também toras pequenas para produtos de madeira,

celulose, papel e geração de energia. O mercado de madeira

é bem aberto e a Alemanha tem exportado por muitos anos

grandes volumes de toras, por exemplo, para a China. Da Rússia,

nós importamos vigas, na maioria das vezes de madeira mole.

Apesar de enfrentar algumas restrições podemos considerar

que a mecanização na Alemanha é alta. Porém, as grandes

marcas de máquinas florestais pertencem a outros países.

Por que este segmento não se desenvolveu com grande força?

A origem da mecanização foi a Escandinávia. No início, o segmento

florestal alemão estava convencido que para nossa variedade

de sortimento (corte no comprimento e de todo o caule) para

os diferentes padrões e locais, as máquinas escandinavas não

se adaptariam. Os enormes danos das tempestades, no início

dos anos 90, forçaram a mecanização na Alemanha. Porém,

onde estão os fabricantes de equipamentos? As máquinas são

produzidas, em sua grande maioria, na Escandinávia e EUA

(Estados Unidos da América) e em grande escala. Hoje em dia,

não há muitos, porém existem na Alemanha alguns fabricantes

altamente especializados em máquinas florestais com produções

menores em termos de números, até mesmo com equipamentos

personalizados (HSM, Werner etc.). O cliente pode encomendar

máquinas de acordo com as necessidades individuais (corte

no comprimento, caules compridos, máquinas combinadas...).

Como estão os estudos voltados para biomassa? Quais são os

trabalhos do KWF neste campo?

Durante alguns anos o KWF está envolvido em estudos sobre

planto florestal e nós testamos a colheita de madeira para a

geração de energia (não somente dentro da floresta ao utilizar

feller-buncher, mas também nas estradas, perto de rios e demais

locais). Acabamos de testar um equipamento para geração de

cavaco e estamos envolvidos em um projeto de descasque com

cabeçotes harvester.

verse nature and very restrictive legal rules. Thus, we are not

allowed to carry out short cut and so on. German forests offer

a wide range of log assortments, from large trunks for furniture

and veneer production, to softwood for use in construction,

and also small logs for other forest products, such as pulp

and paper production and power generation. The timber market

is wide open, and for many years, Germany has exported

large volumes of logs, for example, to China. From Russia, we

import beams, mostly of softwood.

Although facing several restrictions, can we consider that

mechanization in Germany is large scale? However, the big

named forest machine brands belong to other countries.

Why has this segment not developed more?

Mechanization originated in Scandinavia. At first, the German

forest segment was convinced that for our variety of

assortment (cut-to- length and full length) for the different

standards and places, Scandinavian machines would not be

useful. The enormous storm damage at the beginning of the

90’s, forced mechanization in Germany. However, where are

the equipment manufacturers? The machines are produced in

the vast majority, in Scandinavia and the United States and

on a large scale. Nowadays, there are not many, but there

are some highly specialized forest machine manufacturers in

Germany with a small production in terms of numbers, even

some producing custom equipment (HSM, Werner etc.). The

customer can order machines according to individual needs

(cut-to -length, full length, machine combinations ...).

Are studies being carried out focused on biomass? What is

KWF doing in this field?

For some years now, KWF has been involved in studies on forest

plantings and we have also tested timber harvesting for

energy generation (not only within the forest using fellerbunchers,

but also roadside, near rivers and other locations).

We just tested equipment for wood chip generation and are

involved in a debarking project using harvester heads.

Abril de 2017 REVISTA REFERÊNCIA FLORESTAL

37


PRINCIPAL

Mais

ganhos com

otimização

de custo

Fotos: divulgação

INOVAÇÃO NOS SERVIÇOS

PARA AS OPERAÇÕES DE

MANEJO DAS FORMIGAS

CORTADEIRAS

38

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INCREASED EARNINGS

BY OPTIMIZING COSTS

INNOVATION IN LEAF-CUTTING ANT

CONTROL OPERATION SERVICES

Abril de 2017 REVISTA REFERÊNCIA FLORESTAL

39


PRINCIPAL

AUGUSTO TAROZZO

GERENTE COMERCIAL E

MARKETING ATTA-KILL,

EMPRESA DO

GRUPO AGROCERES

I

novação em serviços voltados para o controle das

formigas cortadeiras vai ao encontro dos resultados

esperados pelas empresas florestais com otimização

dos custos operacionais e eficiência no controle. Um impacto

bastante positivo para competitividade das reflorestadoras.

Por trás desses resultados há um inovador modelo de

gestão das operações lastreado em tecnologia das conceituadas

iscas formicidas Mirex-S, uso de ferramentas para

planejamento das operações, análises dos levantamentos

de infestações e capacitação da mão de obra operacional.

Trata-se do Programa Result, soluções personalizadas em

manejo das Formigas Cortadeiras.

Augusto Tarozzo, Gerente Comercial & Marketing da

Atta-Kill, explica que “o programa Result está voltado ao

cliente florestal, alinhando-se perfeitamente às necessidades

específicas de cada empresa e alocando os recursos

adequados para a operação de controle, visando os resultados

esperados pelos clientes.”

Sintonizada com a vanguarda dos sistemas produtivos

florestais, a REVISTA REFERÊNCIA fez uma entrevista com

Augusto Tarozzo para falar sobre as atuais exigências e alinhamentos

para a eficiência no combate às cortadeiras, o

principal desafio fitossanitário da área florestal.

COMO REDUZIR OS CUSTOS OPERACIONAIS E AU-

MENTAR A EFICIÊNCIA NO CONTROLE DAS FORMIGAS

CORTADEIRAS?

O setor florestal, por si só, produz, e vem produzindo,

melhorias significativas nas operações de controle das

I

nnovation in services aimed at leaf-cutting ant control

provides the expected results by optimizing reforesting

operating costs and control efficiency. A

very positive impact on the competitiveness for companies

carrying out forest replanting.

Behind these results, there is an innovative control

management model based on the well-known Mirex-S

ant bait based technology and by using tools for operating

planning, carrying out infestation survey analysis, and

training workers. This is the Result Program, with customized

solutions for leaf-cutting ant control management.

Augusto Tarozzo, Sales and Marketing Manager for

Atta-Kill, explains “the Result Program is aimed specifically

at each reforesting customer, especially aligned to

the needs of each company and allocating adequate resources

for the control operation, leading to the better

results desired by the customer.”

In tune with being at the forefront of forest productive

systems, Revista REFERÊNCIA interviewed Augusto

Tarozzo to talk about the current requirements and guidelines

for efficiency in combating the leaf-cutter, the main

phytosanitary challenge in the forest area.

HOW CAN YOU REDUCE OPERATING COSTS AND

INCREASE EFFICIENCY IN LEAF-CUTTING ANT CON-

TROL?

The Forest Sector alone produces, and has been

producing, significant operating improvements in leafcutting

ant control, culminating with the evolution of a

technology specifically for infestation control. If you want

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formigas cortadeiras, culminando com evolução em tecnologia

aplicada no manejo das infestações. Se quero reduzir

os custos operacionais e quero obter alta eficiência

de controle, não existe outro caminho. Isso é possível por

meio de estratégias alinhadas junto ao cliente florestal,

produzindo um planejamento preciso, que combina o uso

de produtos eficazes com ferramentas tecnificadas nos

diagnósticos. Desta forma, sabe-se o real perfil de infestação

e a melhor alocação de recursos operacionais, otimizando

assim as operações de aplicação das iscas Mirex-S

para se obter melhor controle e diminuir as infestações.

QUAL O MODELO PROPOSTO PELO PROGRAMA

RESULT?

Estabelecer um programa de gerenciamento das operações

e acompanhamento por meio de relatórios, que asseguram

padrões de eficiência e custos operacionais, disponibilizando

ferramentas com acompanhamento de uma

equipe técnica altamente capacitada e parcerias técnicas.

DE QUE MANEIRA O PROGRAMA FUNCIONA?

Nossa equipe desenvolve todo esse trabalho lado a

lado com o cliente, junto com sua equipe, mantendo perfeita

sintonia com o perfil técnico e de negócios da refloto

reduce operating costs and achieve high control efficiency,

there is no other way. It is possible only by means

of using strategies defined together with the forest planting

customer, producing a precise plan that combines the

use of effective products with the use of technological

tools in diagnostics. In this way, the real profile of the infestation

and the best allocation of operating resources

can be determined, thus leading to optimizing Mirex-S

bait application operations to achieve better control and

progressively reduce infestations.

WHAT IS THE MODEL PROPOSED BY THE RESULT

PROGRAM?

Establishing an operating management program and

monitoring through reports, ensuring operating cost and

efficiency standards, by making available tools with monitoring

by a highly qualified technical staff and technical

partnerships.

HOW DOES THE PROGRAM WORK?

Our team develops a work program alongside the

customer, together with its team, keeping in perfect sync

with the technical and business profile of the reforesting

company. With this line of action, tasks are developed

Abril de 2017 REVISTA REFERÊNCIA FLORESTAL

41


PRINCIPAL

restadora. Isso inclui ações, tais como:

Levantamento do grau de infestação em cada área;

Definição da dosagem de Mirex-S a ser usada em

cada área;

Estabelecimento do melhor procedimento relacionado

às operações de manejo;

Identificação de pontos críticos de melhoria;

Acompanhamento dos resultados para aferir em

que grau os objetivos traçados foram alcançados e

identificar oportunidades de melhoria do processo.

ALÉM DO CONTROLE EFICAZ, QUE OUTROS BENE-

FÍCIOS O PROGRAMA PODE TRAZER?

A redução da infestação de formigas cortadeiras, por

si só, já será uma conquista de grande valor para o resultado

econômico da reflorestadora. Mas há benefícios que

agregam valor, como a otimização de processos e a melhoria

nos custos operacionais; a racionalização no uso de

produtos, capacitação das equipes e o alinhamento com as

exigências das certificações ambientais.

QUANTO TEMPO LEVA PARA SE OBSERVAR OS RE-

SULTADOS DO PROGRAMA RESULT?

Um dos grandes méritos do Result é o conceito alinhado

com as metas dos clientes em controle de infestações

com os melhores custos operacionais. Esse é o objetivo

such as:

Survey of the degree of infestation in each area;

Definition of the Mirex-S dosage to be used

in each area;

Establishment of the best procedures related

to the control operations;

Identification of critical improvement points;

Monitoring of the results to assess to what

extent the objectives have been achieved and

identify process improvement opportunities.

IN ADDITION TO MORE EFFECTIVE CONTROL,

WHAT OTHER BENEFITS DOES THE PROGRAM PRO-

VIDE?

The reduction of leaf-cutting ant infestation in itself

is an achievement of great value to the economic result

of the reforesting company. But there are benefits that

add value, such as process optimization and operating

cost improvement, product use rationalization, worker

training, and alignment with environmental certification

requirements.

HOW LONG DOES IT TAKE TO OBSERVE THE RE-

SULTS OF THE RESULT PROGRAM?

One of the greatest merits of the Result Program is

the concept of being in-line with customer goals as to in-

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primordial do programa, que também identifica pontos de

melhorias nas estratégias, planejamento e operações de

controle, promovendo uma evolução contínua de eficiência

ao longo de todo o processo de manejo.

NESSA NOVA ABORDAGEM, COMO AS METAS SÃO

ESTABELECIDAS?

Fundamentalmente, as metas são alinhadas com as necessidades

dos clientes e definidas em conjunto com suas

equipes. O alvo é redução de infestações e diminuição de

custos operacionais.

QUAIS PRODUTOS A ATTA-KILL OFERECE DENTRO

DA SOLUÇÃO RESULT?

Disponibilizamos a conceituada linha de iscas formicidas

Mirex-S, líder de mercado e consagrada por mais

de 45 anos de desenvolvimento. E isso inclui o inovador

Mirex-S2, uma nova solução técnica em iscas formicidas,

com alta eficiência de controle e que vem ao encontro de

certificações. Mirex-S2 representa eficiência e confiança,

com menor quantidade de ingrediente ativo por área controlada.

festation control with the least operating costs. This is the

primary objective of the Program, which also identifies

improvement points in strategies, planning and control

operations, promoting a continuous evolution of efficiency

throughout the control process.

UNDER THIS NEW APPROACH, HOW ARE THE

GOALS ESTABLISHED?

Fundamentally, the goals are aligned with customer

needs, defined together with their teams. The aim is to

reduce infestations and decrease operating costs.

WHAT PRODUCTS DOES ATTA-KILL OFFER WITH-

IN THE RESULT PROGRAM?

We make available the highly regarded Mirex-S line

of ant baits, a market leader and enshrined by more than

45 years of development. And includes the new innovative

Mirex-S2 products, a new technical solution in ant

baits, providing highly efficient control, and that meets

certification needs. Mirex-S2 represents efficiency and

confidence, with the least amount of active ingredient per

controlled area.

Foto: Mirex-s

Abril de 2017 REVISTA REFERÊNCIA FLORESTAL

43


SILVICULTURA

Foto: Eduardo Stehling

Foto: Eduardo Stehling

Foto: REFERÊNCIA

Foto: REFERÊNCIA

DIVERSIDADE

FAZ BEM PARA

A FLORESTA

44

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Foto: divulgação

Foto: REFERÊNCIA

Foto: REFERÊNCIA

ESTUDO NORTE-

AMERICANO APONTA

QUE PLANTIOS

CONSORCIADOS COM

VÁRIAS ESPÉCIES TÊM

RENDIMENTO MAIOR

QUE MONOCULTURAS

A

complementaridade espacial das copas das

árvores, uma teoria conhecida mas pouco

estudada, explica porque plantios mistos obtêm

melhores resultados de produtividade no arranque

da floresta do que a monocultura. De acordo com

o estudo realizado por pesquisadores da Universidade

de Minnesota, nos EUA (Estados Unidos da América) e

Universidade de Qubec (Canadá), indivíduos de diferentes

espécies encontram maneiras de se adaptar a

seus vizinhos enquanto crescem, obtendo mais luz do

sol e ampliando o volume de madeira no caule.

De maneira geral o recado dos especialistas é que

plantios consorciados são mais produtivos que as monoculturas.

Além disso, criam ambiente mais favorável

para mais diversidade da fauna e até de microorganismo

que interagem e fazem bem ao solo. Foram experi-

Abril de 2017 REVISTA REFERÊNCIA FLORESTAL

45


SILVICULTURA

Foto: divulgação

Foto: divulgação

IMAGENS AÉREAS

DE UM DOS LOCAIS

DA PESQUISA QUE

REUNIU MAIS DE

UMA ESPÉCIE NO

MESMO SITE

mentadas 12 espécies comuns em climas temperados

e da floresta boreal, entre elas os Pinus strobus e Pinus

resinosa.

A explicação da pesquisa para o rendimento superor

é que em florestas com multiplas espécies as árvores

direcionam os galhos para os espaços com mais

disponibilidade de sol, se adaptando ao crescimento

dos indivíduos a seu redor, o que amplia o crescimento

de biomassa. Isto se deve à variabilidade de árvores e

da diferença entre elas quanto à necessidade de luz.

As florestas foram plantadas, há quatros anos,

em 37 agrupamentos com alta densidade, na cidade

de Montreal (Canadá) com as seguintes composições:

monocultura, duas espécies, quatro e por fim 12 espécies

distintas na mesma área.

Os cientistas mediram o volume de biomassa

comparando o tamanho das árvores plantadas em

monocultura e no mix. Eles também mediram detalhadamente

as copas das árvores. Essas aferições permitiram

reconstruir as copas das árvores em 3D e avaliar

se elas estavam expondo suas folhas em alturas diferentes

no dossel.

“Demonstramos que este conceito está relacionado

com diferenças de taxas de crescimento máximo

Foto: divulgação

Foto: divulgação

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e de tolerância à sombra e, o mais importante, que a

complementaridade explica os padrões do ganho superior

de biomassa no caule das árvores em plantios

mistos”, garante a pesquisadora líder Laura Williams,

da Universidade de Minnesota.

ESTUDO APONTA QUE

MONOCULTURAS

ACUMULAM MENOR

QUANTIDADE DE BIOMASSA

NOS PRIMEIROS QUATRO

ANOS EM COMPARAÇÃO A

PLANTIOS MISTOS

Foto: REFERÊNCIA

Foto: REFERÊNCIA

Equipamentos Florestais


SILVICULTURA

Os estudos também comprovaram que o formato

das copas das árvores se altera de acordo com seus

vizinhos, e que isto acontece com mais evidência em

plantios consorciados do que em monoculturas. “Essas

mudanças nas formas do dossel são muito importantes

para o acúmulo de biomassa no caule”, conclui.

GANHOS EM NÚMEROS

As diferenças de rendimento apresentadas entre

as florestas estudas são consideráveis. As descobertas

são baseadas em uma vasta gama de amostras, foram

coletados dados de 700 mil plots (modelo gráfico desenhado

para comparar o efeito de um tratamento em

múltiplos estudos científicos quantitativos com mesmo

tema).

“Dentro do modelo de plantio com alta densidade,

todos com os mesmos espaçamentos, observamos

que, em média, o misto cresceu até 33.4 Mg ha-¹ (megagramas

por hectare) a mais que as monoculturas

com as mesmas espécies no período de quatro anos”,

afirma Laura. No consórcio de Betula papyrifera e Pinus

strobus, a produção foi de 79.88 Mg de biomassa

no caule por ha, durante o período de estudos, ou seja,

24.3 Mg. ha-¹ a mais do que as duas espécies produziram

quando plantadas separadamente.

Pedimos para a pesquisadora sugerir um consórcio

com espécies plantadas no Brasil. Laura afirmou que

unir eucalipto e acácia pode render bons resultados.

“Pela diferença da necessidade de luz destas duas espécies,

elas funcionam muito bem nesta modalidade

de plantio.”

Outro ponto defendido pelos pesquisadores se

refere às mudanças do clima. Mais árvores crescendo

no mesmo espaço ajudam na luta contra as mudanças

climáticas, maior quantidade de biomassa crescendo

proporcionalmente, significa mais carbono sendo retirado

da atmosfera.

“Pode ser mais fácil plantar uma única espécie, em

especial para a indústria. Mas se a idiea é obter mais

biomassa e que todo o ecossistema seja mais saudável,

então plantar espécies diferentes, obviamente, traz

benefícios”, aponta Jeannine Cavender-Bares, professora

da Universidade de Minnesota e participante do

estudo.

CONSORCIAR ACÁCIA

E EUCALIPTO FOI UMA

DAS SUGESTÕES DE

PLANTIO MISTO PARA A

REALIDADE BRASILEIRA

Foto: divulgação

Foto: divulgação

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“A COMPLEMENTARIDADE

EXPLICA OS PADRÕES DO

GANHO SUPERIOR DE

BIOMASSA NO CAULE DAS

ÁRVORES EM PLANTIOS

MISTOS”

LAURA WILLIAMS,

PESQUISADORA DA

UNIVERSIDADE DE

MINNESOTA

Foto: divulgação

Foto: divulgação


LEGISLAÇÃO

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DA FLORESTA

ATÉ A LOJA

SISTEMA ELETRÔNICO INTEGRA

INFORMAÇÕES QUE PERMITEM

RASTREAR A MADEIRA DESDE

A COLHEITA

Fotos: divulgação

C

omeçou a entrar em cena o novo sistema de

controle para transporte e armazenamento de

produtos florestais. O Sinaflor (Sistema Nacional

de Controle da Origem e dos Produtos Florestais) permitirá

aos órgãos fiscalizadores o acompanhamento de

toda a cadeia produtiva da madeira, da origem ao destino

final, tudo de forma eletrônica. As entidades federais e

estaduais responsáveis pelo controle têm até 31 de dezembro

deste ano para implementarem o sistema. Até o

momento, somente os Estados de Roraima e Maranhão

contam com a novidade. Rondônia está em fase de implantação

assistida.

As atividades florestais, empreendimentos de base

florestal e processos relacionados sujeitos ao controle

dos órgãos integrantes do Sisnama (Sistema Nacional do

Meio Ambiente) serão efetuadas por meio do Sinaflor, ou

por sistemas estaduais e federais a ele integrados, desde

o início da cadeia, que começa com a emissão das autorizações

de exploração.

De acordo com o MMA (Ministério do Meio Ambiente)

e Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos

Recursos Naturais Renováveis), o novo sistema proporciona

mais transparência ao processo de exploração florestal

e servirá como ferramenta de combate ao desmatamento

ilegal. Até mesmo a fiscalização dos projetos de

manejo será realizada eletronicamente.

O próprio empresário florestal deverá fornecer todas

as informações básicas sobre o seu empreendimento e

poderá também acompanhar o andamento de seu processo

online. O coordenador de Uso Sustentável de Recursos

Florestais do Ibama, André Sócrates, explicou que

o responsável técnico terá acesso a um módulo próprio

com controle de demanda, onde apresentará o projeto

técnico e o analista do órgão ambiental realizará a análise

Abril de 2017 REVISTA REFERÊNCIA FLORESTAL

51


LEGISLAÇÃO

Sistema vai permitir órgãos ambientais rastrear com mais

precisão a origem da madeira e dos produtos

do processo. A partir daí, após a emissão da autorização

de exploração, haverá uma expectativa de crédito para

o empreendimento. Omitir informações ou inserir fatos

alternativos no sistema pode levar ao cancelamento do

projeto e à punição do responsável, que terá o número

de Crea (Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura)

inserido na identificação de cada árvore.

A entrada dos créditos florestais é feita pelo responsável

técnico, tora por tora, direto no Sinaflor, que é integrado

ao CAR (Cadastro Ambiental Rural). O técnico irá

declarar o corte de cada árvore e se houver um erro de

amostragem no inventário, o que é comum no cotidiano

das empresas, esse erro poderá ser corrigido sem burocracias.

Ao declarar o volume real da produção, o sistema

fecha o ciclo da cadeia produtiva ao gerar o DOF. Segundo

o Ibama, o sistema facilitará também a criação de relatórios

gerenciais, emissão de autorizações e a geração de

volume de crédito por espécie em todo o Brasil.

A base de dados do sistema reúne informações de

imóveis rurais obtidas a partir do Sicar (Sistema de Cadastro

Ambiental Rural), CTF (Cadastro Técnico Federal),

ADA (Ato Declaratório Ambiental) e DOF, sem se sobrepor

a estes sistemas. “O Sinaflor é um sistema de gestão

florestal e não de fiscalização. No entanto, suas informações

poderão ser utilizadas para orientar ações de fiscalização”,

informou a assessoria do Ibama.

52

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Representantes do setor florestal receberam positivamente

o Sinaflor. “O sistema é um avanço para a cadeia

produtiva de madeira nativa, que sofre com irregularidades

em seus processos de produção. O ministro Sarney

Filho e a presidente do Ibama, Suely Araújo, se comprometeram

a lançar até o final do ano uma nova versão do

Sinaflor, respondendo aos desafios da rastreabilidade e

da transparência”, afirmou Marcelo Furtado, facilitador

do Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura.

Por outro lado, empresários também atentaram para

alguns detalhes que devem ser ajustados, como a dificuldade

de acessar a internet em regiões afastadas, o que é

o caso de muitos planos de manejo na Amazônia. Como

o envio dos dados é feito somente de forma eletrônica,

muitos empresários podem enfrentar problemas.

Setor produtivo necessita de ajustes para

melhorar o sistema


MANEJO FLORESTAL

VALORIZAR

PARA

PROTEGER

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INICIATIVA COMPROVA QUE MANEJO EM PLANTIO DE

ARAUCÁRIA DENTRO DE RESERVA LEGAL É VIÁVEL E

AUXILIA NA PRESERVAÇÃO DA FLORA E FAUNA

Fotos: divulgação

COLABORAÇÃO ACR (ASSOCIAÇÃO CATARINENSE DE EMPRESAS FLORESTAIS)

Florestas nativas

de araucária foram

dizimadas no

passado, porém

a proibição do

manejo sustentável

não impede o

desmatamento

ilegal

E

nquanto o Paraná fica para trás em meio a debates

ideológicos, Santa Catarina sai na frente com iniciativas

para conferir valor às florestas de araucária.

Para especialistas a simples proibição do corte não impediu

o desmatamento ilegal, porém inibiu o plantio de mais florestas.

Com o apoio de entidades de pesquisa e do órgão

ambiental do Estado, uma empresa criou um modelo de manejo

das florestas nativas e que também contempla novos

plantios da espécie.

A fabricante de papel e embalagens WestRock, que possui

cerca de 54 mil ha (hectares) de florestas que abrangem

municípios na região de Três Barras (Planalto Norte Catarinense)

e também no Paraná, desenvolveu um trabalho para

consolidar o manejo florestal dentro de uma área de RL (Reserva

Legal).

INÍCIO DE TUDO

Nas décadas de 60 e 70, muitas áreas da região Sul foram

reflorestadas com araucárias, algumas como uma forma

de compensação ambiental pelas empresas que atuavam no

Paraná e Santa Catarina. Boa parte desses terrenos em que

as árvores de araucária estão plantadas foram averbados a

título de RL, para atendimento das exigências legais. O professor

Alexandre Siminski, da Ufsc (Universidade Federal de

Santa Catarina), lembra que o caráter das áreas de RL foi

sendo alterado ao longo do tempo. Pelo atual Código Florestal

essas áreas têm diversas funções, entre elas assegurar o

uso econômico de modo sustentável dos recursos naturais

do imóvel rural.

Por falta de mais clareza quanto à possibilidade do manejo

de araucária plantada em RL, e pela polêmica que se

levanta quando surge o debate do manejo dessas florestas,

a maioria dos plantios de araucária na região sul não sofreu

intervenções nos últimos 25 anos. Nas áreas de propriedade

da WestRock isso só aconteceu em alguns momentos entre

as décadas de 70 e 80. Como consequência, os plantios

entraram em estágio de estagnação, as árvores cessaram o

crescimento e o sub-bosque se desenvolveu muito pouco.

O corte indiscriminado de araucária ocorrido em toda

a região no início do século XX, carregando a bandeira do

progresso, quase extinguiu essa espécie. Por outro lado, o

excesso de restrições ao uso com que vem sendo tratada

Abril de 2017 REVISTA REFERÊNCIA FLORESTAL

55


MANEJO FLORESTAL

atualmente, tornando-a intocável, não garantiu a conservação

desejada.

Foi este cenário que levou a WestRock ao desenvolvimento

de um plano de manejo sustentável inovador e pioneiro.

Um processo amplo, com foco para a conservação da

espécie por meio do seu uso adequado e enriquecimento

do sub-bosque. Tudo isso sem desconsiderar o aspecto econômico,

tendo em vista que a madeira é de alta qualidade,

especialmente para construção civil.

MANEJO SUSTENTÁVEL

O plano indicou os volumes de madeira potencial a serem

colhidos em cada talhão e estabelecendo condicionantes

ambientais. O início das atividades aconteceu mediante

autorização da Fatma (Fundação do Meio Ambiente de Santa

Catarina). A liberação de manejo para a primeira área foi

emitida em agosto de 2016.

Todo o processo tornou necessária uma discussão mais

profunda sobre o tema, com decisões embasadas por experiências

institucionais e dados científicos. A WestRock

buscou especialistas no Brasil e, no mês de junho de 2016,

promoveu o Fórum da Araucária. Foram reunidas, entre

outras instituições: a Fatma, Ministério Público, Embrapa

Florestas (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), Dicasc

(Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de

Santa Catarina), Epagri (Empresa de Pesquisa Agropecuária

e Extensão Rural de Santa Catarina), Ufsc, UnC (Universidade

do Contestado), Icmbio (Instituto Chico Mendes de Conservação

da Biodiversidade), Ifsc (Instituto Federal) e Polícia

Militar Ambiental de Santa Catarina.

Para o professor da Ufsc a iniciativa é um importante

passo para discussões mais amplas no Estado de Santa Catarina,

em relação à temática da conservação pelo uso de

espécies nativas da flora. “Diretrizes para a Política Florestal

Catarinense do Consema (Conselho Estadual do Meio

Ambiente) e as iniciativas do CG Florestal (Comitê Estadual

de Gestão Florestal) apontam que iniciativas como essa são

fundamentais para o Estado de Santa Catarina. Adicionalmente,

a realização do Fórum amplia a visibilidade da ação,

permitindo maior transparência ao processo”, afirma Alexandre

Siminski.

O Plano de Manejo Sustentável foi discutido na íntegra

durante o fórum. A empresa criou um ambiente para que vários

pontos de vista fossem apresentados. Além das discussões

técnicas, aconteceu uma visita ao campo. "Com essas

ações, foi possível apresentar aos envolvidos as metodologias

que seriam aplicadas pelo nosso plano de manejo, de

que forma seria feito o desbaste, como a madeira seria retirada,

que ações de compensação seriam aplicadas e como o

ecossistema reagiria", explica Jacson Guimarães, gerente de

Meio Ambiente WestRock no Brasil.

Seguindo o Plano de Manejo, entre outras condicionantes,

o desbaste deveria ser feito preservando espécies remanescentes,

tomando os devidos cuidados com a direção

de queda das árvores. O monitoramento de fauna e flora,

identificando e quantificando os animais e vegetais presentes

na área, o mapeamento identificando espécies nativas,

também entraram como condicionantes. Outro ponto de

destaque foi a oportunidade da área de manejo servir como

uma unidade de pesquisa, onde será feita coleta de dados e

monitoramento.

Antes do início do desbaste, os exemplares de Xaxim

Manejo sustentável de araucárias confere valor à floresta e

ajuda na presevação da espécie

Projeto tem participação de entidades ligadas à conservação

e fiscalização do meio ambiente

56

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(Dicksonia sellowiana) foram replantados dentro do próprio

talhão, onde não seriam afetados pela rota de queda das

árvores de araucária. "Ao longo de 33 ha foram replantadas

789 árvores de xaxim. Outras espécies nativas, cujo porte inviabiliza

o replantio, foram desviadas", lembra o engenheiro

florestal Rhafael de Oliveira. "Depois de garantida a preservação

dessas espécies é que o desbaste iniciou", completa.

O MEIO AMBIENTE AGRADECE

Algo comum nos plantios sem manejo é que quando as

copas das árvores começam a se tocar o crescimento das

árvores é interrompido. A disputa por luz, solo e ar é limitante

ao desenvolvimento dos indivíduos, podendo inclusive

levar à estagnação, ou até mesmo à retração. O manejo

permite dinamizar o ambiente, criando espaço para que os

indivíduos voltem a se desenvolver. Outro ponto importante

é que, após as ações de manejo e enriquecimento, será

possível avaliar a dinâmica que será estabelecida nesse novo

ambiente, pois foram implantadas em parceria com a UFSC

parcelas de pesquisa na área manejada. Segundo o Professor

Siminski, esses dados são fundamentais para entender

o processo que se estabelecerá na área, além de permitir

o monitoramento e a avaliação de possíveis impactos das

práticas adotadas, permitindo corrigi-las, caso necessário.

As árvores foram plantadas em linhas, com uma distância

de 2,5 m (metros) entre elas. Na área de manejo, a cada

cinco linhas uma foi subtraída por inteiro, através de um desbaste

sistemático. Nas demais linhas foram feitos desbastes

seletivos, respeitando a distribuição diamétrica estabelecida

na proposta do Plano de Manejo. O sistema para desbaste

indicado foi de toras curtas, utilizando equipamentos de

harvester e forwarder. O objetivo foi proteger as árvores que

ficaram e garantir o mínimo de impacto no local. Foi possível

direcionar a queda de cada árvore para a quinta linha, que

já estava aberta. Depois de processadas, as toras são carregadas

no forwarder, que baldeia a madeira para fora do

talhão. Em seguida, a madeira é carregada em caminhões

que realizam o transporte até as serrarias.

O plano de manejo da araucária foi embasado no tripé

da sustentabilidade, sendo ambientalmente correto, economicamente

viável e socialmente justo. O que pode ser visto

agora, caminhando em meio às araucárias remanescentes,

é um novo ambiente, propício à renovação e ao enriquecimento

da floresta. Observa-se presença de fauna e diversas

plantas nativas que iniciam o processo de regeneração.


PRAGAS

PROTEÇÃO

SOB MEDIDA

Fotos: divulgação

CUIDADOS COM

APLICAÇÃO DO

DEFENSIVO SÃO

ESSENCIAIS PARA MANTER

A FLORESTA LIVRE DE

PRAGAS SEM GASTAR

ALÉM DO NECESSÁRIO

58

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A

s pragas podem corroer o lucro em plantios florestais.

Sair espalhando defensivo pela floresta não

resolve o problema. Até porque, o custo de uma

aplicação desmedida é alto, sem contar que se for feita de

maneira incorreta o resultado será nulo, ou seja, dinheiro jogado

no ralo. Mais do que saber qual produto é o indicado

para determinada praga, é imprescindível também adotar

técnica e modo corretos de aplicação.

A intenção é simples: eliminar ou diminuir sensivelmente

o grau de infestação da floresta. Neste sentido, a tecnologia

de aplicação coloca em contato os produtos químicos nos

alvos, de modo uniforme, contínuo e na quantidade necessária.

Para isso, deve-se levar em consideração diversos aspectos

como: temperatura, umidade relativa do ar, correntes

de vento e precipitações. Também é preciso entender a capacidade

de retenção da solução, posicionamento de pragas no

dossel, características de relevo, entre outros.

Os principais métodos de aplicação de químicos para

combate de insetos e fungos são pulverização e imersão. O

primeiro pode ser feito por aeronaves como aviões, helicópteros

e mais recentemente até drones estão sendo testados.

Ainda por via terrestre, podem ser utilizados os pulverizadores

mecanizados, puxados por tratores, ou costais. Já no

método de imersão, partes das mudas são mergulhadas em

soluções cupinicidas antes do plantio.

“Todos são utilizados em maior ou menor grau de acordo

com as características físicas das áreas, do tipo de alvo (plantas

daninhas, pragas e doenças), caraterísticas do produto a

ser aplicado, dinâmica e histórico das áreas em relação aos

problemas a serem controlados”, detalha o especialista no

assunto e diretor da Apoiotec Rudolf Woch.

Para identificar o procedimento mais indicado é preciso

avaliar ainda a extensão do problema, idade da floresta,

custos com aplicação e logística nas diferentes modalidades.

“Por exemplo, se houver um ataque de Psilídeo de concha na

parte aérea de uma floresta com quatro m (metros) de altura,

não é possível optar por aplicações com costais”, aponta

Rudolf. Do mesmo modo, o controle de plantas daninhas em

áreas com declividade acentuada não pode ser realizado com

conjuntos mecanizados (tratores + pulverizadores).

PULO DO GATO

Em geral, os produtos químicos, sejam inseticidas, herbicidas,

fungicidas ou nutrientes, são diluídos em veículos

como água e óleo, o que é chamado de calda para aplicação.

Esse fluído passa por circuitos hidráulicos e é projetado em

forma de gotas. Ao chegarem ao alvo, as gotas precisam se

manter nos pontos desejados conforme cada produto. “Por

exemplo, inseticidas que funcionam por ingestão precisam

estar onde os insetos irão se alimentar, herbicidas pré-emergentes

devem estar na solução do solo”, comenta.

As condições meteorológicas têm influência direta sobre

a eficiência e a eficácia das aplicações em vários aspectos.

O processo de pulverização, basicamente, quebra um líquido

em gotas para ser distribuído sobre os alvos biológicos.

“Em geral, são formadas gotas de tamanho diferentes em um

mesmo espectro”, explica o especialista. As grandes ficam sujeitas

a ação da força gravitacional e em geral são arrastadas

no sentido do solo. As pequenas se deslocam de acordo com

a movimentação do ar e podem ter destinos variados: depositarem-se

no alvo, deslocarem-se em grandes distâncias por

ação de ventos ou até mesmo evaporar em condições de alta

temperatura e umidade relativa do ar baixa.

O método de aplicação pode sofrer impactos diferentes,

por exemplo, uma aplicação aérea na qual gotas médias são

lançadas a três metros do alvo é diferente de uma aplicação

costal com gotas laçadas a 0,3 m com chapéu protetor

e gotas grandes. A presença de chuvas leves pode contribuir

Abril de 2017 REVISTA REFERÊNCIA FLORESTAL

59


PRAGAS

A aplicação aérea é

indicada para cobrir

mais área em menor

tempo, mas precisa ser

bem dimensionada

com aplicações de herbicidas pré-emergentes porque ajuda

a direcionar o produto para o solo. Mas retiram do alvo herbicidas

pós-emergentes, que precisam ficar depositados nas

folhas. “A seleção da tecnologia de aplicação, a definição de

limites meteorológicos para a atividade e o monitoramento

ambiental, são portanto fundamentais para o resultado obtido”,

afirma Rudolf.

plo, de modo a se prever um possível ataque.”

Um detalhe importante é ficar atendo às doses descritas

pelo fabricante do defensivo. Para economizar, alguns silvcultures

pulverizam soluções com subdosagem do químico. Este

tipo de prática, além de não ser eficaz pode induzir resistência

em plantas daninhas, pragas e patógenos, aumentando os

problemas de controle no médio e longo prazos.

SEGURANÇA

Toda a manipulação de produtos químicos devem seguir

as orientações de uso de EPI (Equipamento de Proteção Individual).

Por lei, os trabalhadores responsáveis pela aplicação

precisam passar por treinamento para serem habilitados

conforme a NR31 (Segurança e Saúde no Trabalho Rural). Os

equipamentos de proteção e cuidados estão descritos na

bula dos produtos e no receituário agronômico referente ao

tratamento recomendado. “O agricultor deve utilizar somente

produtos registrados para cultura e para aquele tipo de

praga que esta sendo controlada”, ressalta Fabio Marques,

60

QUANDO E QUANTO APLICAR

Existem diferentes possibilidades de manejo envolvendo

controle de plantas daninhas, a definição do manejo influi diretamente

na quantidade de aplicações a serem realizadas.

Neste caso, é possível definir previamente com bom índice

de acerto a quantidade de operações a serem realizadas.

Quando se trata de controle de pragas e doenças as aplicações

ocorrem em função de características regionais e da

incidência ou não dos problemas. “Existem alguns trabalhos

sendo feitos buscando identificar os padrões que precedem a

incidência de pragas, como o percevejo bronzeado por exemwww.referenciaflorestal.com.br


Defensivos que funcionam

por ingestão devem ficar

depositados nas partes que

servem de alimentos para as

pragas, como as folhas

Procura-se distribuidor no Brasil.

Interessado entre

em contato!

Percevejo-bronzeado está

entre as pragas mais perigosas

para plantios de eucalipto

gestor de Contas e Desenvolvimento Florestal da FMC Agricultural

Solutions.

Outro aspecto é a aplicação aérea. A liberação de um

químico para este tipo de uso leva em consideração à classe

toxicologica e o comportamento no meio ambiente. “Produtos

mais amigáveis ao meio ambiente conseguem o registro”,

completa Fabio. Não é permitido pulverizar produtos

por meio aéreo que não tenham este tipo de autorização do

Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, mesmo

que estejam registrados para o uso florestal.

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ESPECIAL

ESTAR PERTO DA

FLORESTA NÃO É

SUFICIENTE

EXPORTAÇÕES EM QUEDA E BUROCRACIA EXCESSIVA

TRAVAM EMPRESAS DO MATO GROSSO

Fotos: REFERÊNCIA

62

www.referenciaflorestal.com.br


O

setor madeireiro do Mato Grosso aguarda por

definições. Parte das expectativas está voltada

para a melhoria no sistema de controle, principalmente

na liberação dos PMF (Planos de Manejo Florestal).

Os industriais, que estão ao lado da Floresta Amazônica,

também torcem para o reaquecimento das exportações,

que desde meados do ano passado diminuíram. Ainda assim,

o segmento econômico ocupa posto de destaque com

altos índices na geração de empregos e na contribuição

para a arrecadação de impostos.

O Estado possui mais de 3,5 mil empresas florestais,

de acordo com dados do Cipem (Centro das Indústrias

Produtoras e Exportadoras de Madeira do Estado de Mato

Grosso). Dentre elas, 1,6 mil são indústrias. O setor de base

florestal é a principal atividade econômica de, pelo menos,

44 municípios do interior. A atividade é responsável pela

geração de 110 mil empregos diretos e indiretos. “Temos

potencial de ampliação de 40%, ou seja, ainda podemos gerar

mais de 65 mil empregos”, calcula José Eduardo Pinto,

presidente da entidade.

Em relação à arrecadação de impostos, em 2015 o setor

gerou mais de R$ 45 milhões em Icms. Até outubro de 2016,

o dado mais recente, já havia gerado mais de R$ 35 milhões.

A indústria é muito expressiva no mercado internacional.

“Em 2015, exportamos mais de U$ 110 milhões, e em 2016

mais de U$ 140 milhões.”

Além dos impostos tradicionais, o Estado ainda tem

mais uma especificidade. Os empresários contribuem com

o Fethab (Fundo Estadual de Transporte e Habitação), um

tributo voltado para financiamento de obras e serviços de

transporte. Em 2015, foram mais de R$14 milhões para o

Fethab. De janeiro a outubro de 2016, outros R$ 13 milhões.

DIRETO DA FLORESTA

As essências mais utilizadas são o cedrinho, cambará,

itaúba, angelim-pedra, cumaru, garapeira, ipê, amescla,

angelim e cupiúba, entre outras. “Somos um setor bem diversificado”,

garante José Eduardo. Entre os principais produtos

de madeira serrada bruta, estão as pranchas, tábuas,

vigas, caibros, ripas, mata juntas, sarrafo, ripão, pontaletes,

mourão, palanques e postes.

Já os beneficiados, são o S2S, S4S, piso, deck, forro,

Abril de 2017 REVISTA REFERÊNCIA FLORESTAL

63


ESPECIAL

O IPÊ ESTÁ ENTRE

AS ESPÉCIES MAIS

PROCURADAS PARA

O BENEFICIAMENTO

DE DECKS,

PISOS E OUTROS

PRODUTOS

lambril, assoalho, alizar, batente, portais, sarrafos e ripões

beneficiados, palets, cantoneira, barra de cama, portas, janelas,

cabos de vassouras e ferramentas.

A madeira utilizada para a fabricação de produtos vem

de planos de manejo florestal. “Aqui na região trabalhamos

em regime de safras. Fazemos a colheita de junho até

outubro. Nos outros meses é o período de chuvas, não é

permitida a exploração”, afirma Gilberto Cezimbra, diretor

da MGM Industrial. A empresa localizada em Colniza, desde

2003, beneficia em torno de 2 mil m³ (metros cúbicos) de

toras ao mês.

Cerca de 60% da produção está voltada para atender o

mercado externo. “Os principais compradores são China e

EUA (Estados Unidos da América)”, detalha Gilberto. A região

sul consome 80% do total de produtos vendidos pela

MGM no mercado doméstico, o restante é destinado ao

norte e nordeste. Ao todo, a empresa produz 800 mil m³ de

produtos acabados. A empresa trabalha com 23 espécies,

as interessantes no momento são ipê, jatobá e cumaru.

De acordo com o diretor da MGM, trabalhar no Mato

Grosso tem a vantagem de estar perto da floresta. Por outro

lado, a infraestrutura logística é bastante precária. “Outro

problema é a demora para a liberação dos projetos de manejo”,

ressalta.

Desde o final do ano passado o mercado comprador diminuiu

o volume de pedidos. “Não estamos muito otimistas

pelo mercado que está parado, mas vamos continuar trabalhando”,

garante Gilberto. De acordo com ele, o montante

das exportações caiu 80% desde outubro de 2016.

JUNP

A Junp Madeiras, também localizada em Colniza, possui

suprimento de toras vindas de dois projetos de manejo nas

fazendas Santa Maria e Vale do Jumo. “Este ano vamos começar

a comprar de terceiros”, aponta Junior Polles, diretor

da empresa. Todo o volume produzido pela Junp é exporta-

O MERCADO

EXTERNO É

O GRANDE

COMPRADOR

DOS PRODUTOS

MADEIREIROS DE

MATO GROSSO

64

www.referenciaflorestal.com.br


do. São consumidos todos meses 1.650 m³ de toras para a

fabricação de 750 m³ de decks e S4S. Os mercados compradores

estão na Bélgica, Alemanha, Dinamarca, EUA e China.

O diretor da Junp conta que também enfrenta dificuldades

com a liberação dos planos de manejo feitos pela Sema

(Secretaria de Estado de Meio Ambiente). “Chega a levar

até um ano e meio para receber as autorizações.”

Ainda existe outra dificuldade. Após a diminuição no

índice do CRV (Coeficiente de Rendimento Volumétrico) de

45% para 35%, promovida pelo Conama (Conselho Nacional

do Meio Ambiente), as empresas que possuem rendimentos

superiores têm que provar os números e arcar com os

custos deste estudo. Este é o caso da Junp Madeiras. “Ele

varia conforme a espécie, mas ficamos na faixa de 45% a

51% de aproveitamento. Por isso, estamos fazendo o estudo

técnico espécie por espécie”, revela Junior Polles.

AS TORAS VÊM DE PROJETOS DE MANEJO

AUTORIZADO PELA SEMA (MT), PORÉM AS

LIBERAÇÕES PODEM DEMORAR MAIS DE UM ANO


ARTIGO

HETEROGENEIDADE

AMBIENTAL E

REGENERAÇÃO

NATURAL EM

UMA FLORESTA

OMBRÓFILA MISTA

ALUVIAL

Fotos: divulgação

O

principal objetivo do estudo foi determinar a influência

da heterogeneidade ambiental sobre o

componente regenerante de uma FOM (Floresta

Ombrófila Mista) aluvial no Planalto Sul Catarinense. Os regenerantes

foram amostrados em 48 parcelas alocadas em três

setores: rio, interior e borda. O levantamento das variáveis ambientais

foi realizado em todas as parcelas, obtendo-se as variáveis

edáficas, topográficas, do nível freático, de fechamento

do dossel, de impacto ambiental e classe de solo. A partir dos

dados ambientais, foi realizada uma Análise de Componentes

Principais para identificar os gradientes existentes. Foram utilizados

modelos lineares generalizados para avaliar a influência

das setorizações ambientais em função da distância do rio e da

classe de solo sobre a composição florística-estrutural dos regenerantes.

A organização da vegetação foi verificada por meio

de uma Análise de Coordenadas Principais. A existência de espécies

indicadoras foi verificada para os setores com efeito

significativo sobre a vegetação. Os Cambissolos predominaram

na área, cujo relevo é predominantemente plano e os solos

são distróficos, ácidos, álicos e com textura franco arenosa a

franco siltosa. Um terço das parcelas apresentou água próximo

da superfície, indicando maior seletividade ambiental nestes

locais. O dossel esteve predominantemente fechado (91,16%)

e o nível de impacto ambiental foi considerado baixo. A setorização,

definida em função da distância do rio, apresentou

influência significativa no padrão de distribuição das espécies,

sendo que o setor borda foi o que apresentou a composição

florística-estrutural mais distinta, com 14 espécies indicadoras.

O componente regenerativo apresentou variações espaciais

que refletiram a heterogeneidade ambiental em função da setorização,

sendo a distância do rio determinante na formação

dos grupos florísticos.

A FOM é caracterizada pela presença da Araucaria angustifolia

(Bertol.) Kuntze em seu dossel superior (Klein, 1960),

porém, em nível regional, apresenta elevada substituição florística,

tanto para o componente adulto (Higuchi et al., 2012a),

quanto para o regenerante (Polisel et al., 2014). De acordo com

a classificação do Ibge (2012), a áreas de FOM podem ser classificadas

em subformações de acordo com altitude (Submontana,

Montana e Alto-Montana) e a presença de planícies aluviais

(Aluvial). A subformação FOM Aluvial se diferencia dos demais

tipos por ocorrer, geralmente, próxima a cursos de água e ser

66

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JÉSSICA ONEDA SILVA

MESTRE EM ENGENHARIA FLORESTAL DA UDESC (UNIVERSIDADE DO ESTADO DE

SANTA CATARINA)

ANA CAROLINA SILVA

PROFESSORA ASSOCIADA DO DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA FLORESTAL DA

UDESC

PEDRO HIGUCHI E ÁLVARO LUIZ MAFRA

PROFESSORES ASSOCIADOS DO DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA FLORESTAL

UDESC

RODINELI LOEBENS

PROFESSOR TITULAR DO DEPARTAMENTO DE SOLOS E RECURSOS NATURAIS DA

UDESC

LUIZ CARLOS RODRIGUES JÚNIOR, ANGÉLICA DALLA ROSA,

CARLA LUCIANE LIMA E FERNANDO BUZZI JÚNIOR

GRADUADOS EM ENGENHARIA FLORESTAL UDESC

predominantemente plana, estando sujeita a alagamentos periódicos

(Ibge, 2012). Os pulsos de inundação, compreendidos

como fenômenos temporais de inundação (Junk et al., 1989),

se apresentam como um processo essencial na dinâmica e ecologia

do ambiente. Junk et al. (1989) definem esse processo

como chave para a existência de interações entre a biota em

sistemas aluviais, capaz de gerar estratégias e adaptações nas

espécies presentes na transição aquática/terrestre.

As florestas aluviais consistem em manchas de vegetação

com características próprias, produto da combinação de fatores

abióticos como a topografia, regime de cheias e variações

edáficas (Oliveira Filho et al., 1997), com as condições ecológicas.

Essa particularidade resulta na formação de ambientes

sujeitos ao estresse hídrico, que pode selecionar espécies tolerantes,

influenciando na composição florística e estrutural da

floresta (Silva et al., 2012).

A heterogeneidade ambiental tem sido apontada como um

dos principais fatores que atuam nessa composição florístico-

-estrutural (Oliveira Filho et al., 1994b; botrel et al., 2002; Higuchi

et al., 2012b; Carvalho et al., 2005), sendo associada ao

regime de inundação, diferentes níveis de oxigenação do solo e

padrões de sedimentação (Silva et al., 2007). Para Rodrigues et

al. (2007), essa heterogeneidade é resultado da diversidade de

fatores que interagem nas comunidades. Além disso, a heterogeneidade

ambiental produz micro-hábitats que são ocupados

por espécies indicadoras, que são aquelas com preferências

ecológicas que podem identificar as condições ambientais locais

(Hill et al., 1975).

Neste sentido, estudos que contribuam para o entendimento

de como a heterogeneidade ambiental pode influenciar

a distribuição espacial de espécies arbóreas regenerantes são

relevantes para a definição de estratégias de conservação e

restauração de florestas aluviais. A presença de espécies indicadoras

em condições ambientais específicas, associadas, por

exemplo, ao regime de inundação e aos tipos de solos, pode

evidenciar que a manutenção de certas condições ambientais

é fundamental para a conservação da biodiversidade em nível

regional. Além disso, identificar espécies associadas a setores

distintos de um ambiente aluvial permite a escolha adequada

de táxons a serem utilizados em programas de restauração florestal,

evitando-se, assim, possíveis problemas, como a elevada

mortalidade de mudas ou sementes não adaptadas.

Dentro deste contexto, considerando a importância ecológica

de florestas aluviais, uma vez que as mesmas desempenham

importantes funções ambientais e apresentam um subconjunto

relevante da flora regional, o presente estudo teve

como objetivos: i) determinar a influência da heterogeneidade

ambiental sobre o componente regenerante de uma FOM

aluvial no Planalto Sul Catarinense; ii) determinar a correlação

entre a vegetação e setorizações ambientais em função da dis-

Abril de 2017 REVISTA REFERÊNCIA FLORESTAL

67


ARTIGO

FLORESTAS OMBRÓFILAS

MISTAS OCUPAM ÁREAS

PRINCIPALMENTE NO PARANÁ

E SANTA CATARINA

tância do rio e classes de solos; e iii) determinar as espécies

indicadoras de cada setor com influência significativa na organização

do componente regenerante.

MATERIAL E MÉTODOS

O estudo foi realizado em um fragmento de Floresta Ombrófila

Mista Aluvial, no município de Lages, SC. Com coordenadas

centrais de 27°51’03’’S e 50°13’31’’O, o remanescente

se encontra nas margens do Rio Caveiras e possui altitude média

de 902 m. De acordo com a classificação de Köppen, o clima

da região é Cfb, mesotérmico subtropical úmido com verões

frescos, sem estação seca, com geadas severas, temperatura

média de 15,9ºC e precipitação anual média em torno de 1.400

mm (Brasil, 1992). Siltitos da Formação Rio do Rasto e arenitos

da Formação Botucatu compõem o substrato geológico.

Os solos são Cambissolo Húmico nas porções mais drenadas

e Gleissolo Háplico nas áreas mais úmidas, ocorrendo também

Neossolo Litólico e Neossolo Flúvico (Embrapa, 2013)

O levantamento da vegetação regenerante foi realizado

em 48 unidades amostrais alocadas de forma estratificada, em

três setores (16 parcelas por setor): rio (borda adjacente ao

rio), interior do fragmento e borda do campo (borda adjacente

à matriz campestre). Indivíduos arborescentes com menos

de 5,0 cm de DAP foram considerados como parte do estrato

regenerante. Para o levantamento destes, cada uma das 48

unidades amostrais foi dividida em parcelas com área variável

de acordo com a classe de tamanho de planta, segundo adaptação

da metodologia proposta por Volpato (1994): i) Classe

1, plantas com altura entre 15 cm e 1 m, foram avaliadas em

parcelas de 5 m² (metros quadrados), o que totalizou uma área

amostral de 240 m2; ii) Classe 2, plantas com altura entre 1 e 3

m, foram avaliadas em parcelas de 10 m², o que totalizou uma

área amostral de 480 m2, e; iii) Classe 3, plantas com altura

maior que 3 m e DAP (diâmetro a altura do peito) menor que

5 cm, foram avaliadas em parcelas 20 m², o que totalizou 960

m2 inventariados. Todos os indivíduos dentro das parcelas pertencentes

a espécies arborescentes regenerantes foram marcados,

classificados em sua respectiva classe e identificados,

sendo as identificações realizadas por meio de literatura (e.g.

Sobral et al., 2013) e especialistas. A classificação das famílias

de angiospermas foi realizada de acordo com o sistema APG

III (APG, 2009). As coordenadas de latitude e longitude foram

obtidas no centro de cada parcela com o auxílio de um GPS

Garmin Gpsmap 76CSx.

O levantamento das variáveis ambientais foi realizado em

cada uma das 48 parcelas utilizadas para o levantamento florístico.

Para obtenção das variáveis edáficas, em cada parcela foram

coletadas nove amostras de solo com o trado no perfil de

0 a 20 cm, de maneira a cobrir a variação existente na unidade

amostral, e destas foi obtida uma amostra composta por parcela.

As amostras foram submetidas à análise química e física

no Laboratório de Análises da Udesc. Foram quantificados pH,

potássio (K), cálcio (Ca), magnésio (Mg), alumínio (Al), matéria

orgânica (MO), capacidade de troca catiônica efetiva (CTC), saturação

por base na CTC efetiva (V), saturação por Al e os teores

de areia, silte e argila. Também foi realizada a classificação

dos solos de cada parcela por meio da abertura do perfil com o

trado até a profundidade de 1 m (Embrapa, 2013).

A luminosidade foi avaliada por meio da abertura do dossel,

utilizando-se um densiômetro esférico (modelo A) côncavo

(Lemmon, 1956). No centro de cada parcela, foram realizadas,

no mês de fevereiro, quatro leituras nas direções Norte, Sul,

Leste e Oeste, sendo obtida a média por parcela. O impacto

ambiental foi determinado conforme metodologia utilizada

por Silva et al. (2009), pela atribuição de nota de zero a cinco,

de acordo com o que era perceptível na parcela, considerando

trilhas, estradas, gado, fogo e corte seletivo, sendo zero para

a ausência de impacto e cinco para o máximo de impacto observável.

Os valores dos níveis freáticos foram obtidos por meio da

leitura em poços de observação, instalados no centro de cada

parcela, de acordo com a metodologia utilizada por Barddal et

al. (2004), Silva et al. (2009) e Silva et al. (2010). Esses poços

foram perfurados com um trado, até a profundidade de 1 m,

onde foram instalados canos de PVC com pequenos furos para

permitir o fluxo da água, com o propósito de se evitar o assoreamento

dos mesmos ao longo das observações. As leituras

foram feitas com auxílio de trena e lanterna, durante um ano,

com frequência bimestral. Foi retirada uma média anual por

parcela e também utilizados os dados do mês de nível freático

68

www.referenciaflorestal.com.br


mais próximo à superfície.

O levantamento topográfico foi realizado por meio da coleta

de três variáveis em cada parcela: cota média, desnível máximo

e declividade média, para tal foram utilizados clinômetro

e GPS. O desnível máximo correspondeu à maior diferença

entre os valores de cota de cada vértice das parcelas e a cota

média foi considerada como o valor médio obtido a partir dos

quatro vértices de cada parcela. A declividade média foi calculada

por meio da média das declividades dos lados da parcela

(Oliveira Filho et al., 1994a).

A partir dos dados ambientais, foi realizada a PCA (Análise

de Componentes Principais), para identificar os gradientes

existentes. A existência de estruturação espacial da organização

da comunidade regenerante foi verificada por meio de um

teste de Mantel, utilizando uma matriz de distância de Bray-

-Curtis e uma matriz de distância espacial.

Para testar a hipótese de existência de variações florísticas-

-estruturais em função das diferentes condições ambientais

consideradas, utilizou-se a metodologia proposta por Wang et

al. (2012). Para isto, foram ajustados modelos lineares generalizados,

tendo como variáveis dependentes as abundâncias

das espécies e como variáveis independentes os diferentes setores

de distância do rio e classes de solos. Considerando que

muitas espécies apresentam poucos indivíduos, considerou-se

uma distribuição binomial negativa para os modelos. A matriz

de abundância de espécies por parcelas passou por uma transformação

de Hellinger, com o propósito de reduzir a assimetria

entre as espécies mais abundantes e raras (Legendre; Legendre,

2012).

A organização florística-estrutural do componente regenerante

foi verificada por meio de uma Pcoa (Análise de Coordenadas

Principais), a partir de uma matriz de distância de Bray-

-Curtis. Foi realizada a Análise de Espécies Indicadoras para

verificar espécies características dos setores com influência

significativa na organização da comunidade regenerante.

Todas as análises foram realizadas no programa estatístico

R versão 3.1.0 (R Development Core Team, 2014), junto com as

bibliotecas vegan (Oksanen et al., 2014) para a transformação

de Hellinger, matriz de distância de Bray-Curtis, Pcoa e PCA;

mvabund (Wang et al., 2012), para o modelo linear generalizado

multivariado, e labdsv (Roberts, 2014), para Análise de

Espécies Indicadoras.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

De forma geral, o relevo da área é predominantemente

plano (Ibge, 2007), com solos distróficos, ácidos, com elevada

saturação por Al e com textura franco arenosa e franca a

franco-siltosa (Sbcs, 2004; Embrapa, 2013). Foram encontradas

quatro classes de solos: Cambissolos Húmicos, Gleissolos

Háplicos, Neossolos Litólicos e Neossolos Flúvicos. Os Cambissolos

predominaram na área, ocorrendo em 28 parcelas em

todos os setores de distância do rio (borda, interior e rio).

Os Gleissolos ocorreram em 10 parcelas nos setores interior

e borda do campo. Os Neossolos Flúvicos ocorreram em sete

parcelas, restritas ao setor rio, e os Neossolos Litólicos ocorreram

em apenas três parcelas, nos setores rio e borda.

Apenas 16 parcelas (33%), principalmente de Gleissolos

Háplicos, apresentaram água próximo da superfície (acima de

Espécies

Annona rugulosa (Schltdl.) H. Rainer

Allophylus edulis (A. St.-Hil., Cambess. & A. Juss.) Radlk

Blepharocalyx salicifolius (Kunth) O.Berg

Myrcia hartwegiana (O.Berg) Kiaersk

Dalbergia frutescens (Vell.) Britton

Matayba elaeagnoides Radlk.

Myrciaria delicatula (DC.) O.Berg

Rudgea parquioides (Cham.) Mull.Arg

Araucaria angustifolia (Bertol.) Kuntze

Prunus myrtifolia (L.) Urb.

Banara tomentosa Clos

Miconia cinerascens Miq

Podocarpus lambertii Klotzsch ex Endl

Myrcia laruotteana Cambess.

Nectandra megapotamica (Spreng.) Mez

p: significância da Análise de Espécies Indicadoras.

Setor

Borda

Borda

Borda

Borda

Borda

Borda

Borda

Borda

Borda

Borda

Borda

Borda

Borda

Borda

Borda

p

0,001

0,001

0,008

0,003

0,025

0,010

0,021

0,030

0,011

0,009

0,044

0,028

0,028

0,050

0,015

Abril de 2017 REVISTA REFERÊNCIA FLORESTAL

69


ARTIGO

O estudo levou em conta informações levantadas

em 48 unidades distintas com relevos variados

1 m de profundidade), indicando maior seletividade ambiental

nestes locais. Devido à limitação de profundidade dos canos (1

m), quando o lençol freático estava abaixo desse valor, não se

tinha referência para saber sua profundidade exata. Em média,

considerando-se os valores do nível freático como de 1 m

para os poços onde não foi encontrado água, o lençol freático

esteve a uma profundidade de 93,2 cm da superfície do solo.

Ao se considerar as leituras no mês de maior encharcamento

(Março), a profundidade média foi de 85,2 cm. Apesar de apenas

16 parcelas apresentarem profundidade do lençol inferior

a 1 m, a variação espacial no nível freático sugere a existência

de locais com ocorrência de alagamentos sazonais, o que pode

influenciar no estabelecimento dos regenerantes.

O dossel esteve predominantemente fechado (91,2%),

quando comparado com outro fragmento florestal em avançado

estágio de sucessão avaliado por Higuchi et al. (2012b)

no mesmo município, que encontraram um valor de 87,2%. O

nível de impacto ambiental pode ser considerado baixo (0,55),

sugerindo baixa intervenção antrópica na área de estudo. O

baixo nível de impacto encontrado indica que, provavelmente,

o estabelecimento e a sobrevivência das plântulas não são afetados

significativamente por fatores como pisoteio de bovinos,

etc.

A PCA indicou que o Eixo 1, com uma explicação de 27,5%

da inércia total, apresentou forte correlação, principalmente,

com o teor de Ca (-0,94), saturação por alumínio (0,91) e saturação

por bases (-0,93), sintetizando um gradiente de disponibilidade

de nutrientes. O Eixo 2 explicou 19,25% da variação

total, apresentando forte correlação, principalmente, com os

teores de areia (0,83), de silte (-0,73) e de argila (-0,67), indicando

variação textural do solo. A setorização relacionada à

distância do rio demonstrou que parcelas próximas da borda

ficaram ordenadas à direita do gráfico, com menor fertilidade,

e o setor próximo ao rio ordenaram-se à esquerda do gráfico,

com maior fertilidade. O setor interior apresentou parcelas ao

longo de todo o gradiente. A setorização definida em função

da classe de solo demonstrou que Neossolo Litólico ocorreu

em áreas mais arenosas e declivosas e Neossolo Flúvico associou-se

a locais com maior fertilidade natural. Cambissolo

Húmico e Gleissolo Háplico distribuíram-se de forma ampla

ao longo dos gradientes definidos pela PCA, indicando elevada

heterogeneidade destas classes de solos.

Os resultados sugerem que eventos de alagamentos representam

um importante fator determinante na qualidade dos

solos, uma vez que as parcelas do setor rio e as parcelas de

Neossolo Flúvico foram as que apresentaram maior disponibilidade

de nutrientes. Este padrão já foi relatado em outros estudos

(Oliveira-Filho et al., 1994b; Budke et al., 2007) e indicam

que os pulsos de inundação podem atuar como uma fonte de

nutrientes, aumentando a fertilidade natural destas áreas. Porém,

segundo Junk (1993), o aumento da fertilidade em áreas

sujeitas a alagamentos depende da qualidade dos sedimentos

depositados.

A comunidade regenerante foi representada por 818 indivíduos

(26.771 ind.ha-1) amostrados, pertencentes a 30 famílias,

42 gêneros e 59 espécies. De acordo com o teste de

Mantel, a organização florística-estrutural não ocorreu de forma

espacialmente estruturada na área (r = 0,0387, p = 0,223),

porém, foi influenciada de forma significativa (p = 0,001) pela

setorização definida em função do distanciamento do rio. As

classes de solos não foram determinantes (p = 0,205).

Desta forma, infere-se que as diferenças ambientais associadas

ao distanciamento do rio foram determinantes para o

estabelecimento inicial da comunidade de espécies arbóreas,

refletindo na florística e na estrutura do estrato regenerante.

A heterogeneidade vegetacional em ambientes ripários e aluviais

tem sido frequentemente relatada na literatura (Ferreira;

Stohlgren, 1999; Ferreira, 2000; Silva et al., 2009; Budke et al.,

2010; Scipioni et al., 2013), sendo explicada como uma resposta

a gradientes ambientais associados aos solos e ao regime de

inundação. Como ressaltado por Junk et al. (1989), pulsos de

inundação representam um dos principais aspectos ecológicos

para a biota em ambientes aluviais. Esses pulsos resultam na

geração de diferentes micro-hábitats, que exigem das populações

existentes a adoção de novas estratégias de sobrevivência

e estabelecimento, bem como de adaptação às condições

locais.

A ordenação produzida pela PCoA evidenciou que o setor

borda adjacente ao campo foi o que apresentou a composição

florística-estrutural mais distinta entre os setores. Este padrão

também foi confirmado pela Análise de Espécies Indicadoras,

onde este setor apresentou 14 espécies indicadoras, enquanto

70

www.referenciaflorestal.com.br


Disco de corte para Feller

os setores rio e interior apresentaram, respectivamente, apenas

uma e nenhuma espécie indicadora. No setor adjacente ao

rio, Nectandra megapotamica (Spreng.) Mez foi a única indicadora,

sugerindo que a mesma seja adaptada a se desenvolver

na interface próxima de cursos d’água. As demais espécies que

ocorreram na área não foram caracterizadas como indicadoras,

ocorrendo em todos os setores. Estas possuem plasticidade

ambiental, tendo alguma tolerância tanto ao estresse hídrico,

podendo ocorrer em condições limitantes de umidade

(rio), quanto à luminosidade limitada (interior). A ocorrência

de maior número de espécies indicadoras no setor borda pode

ser explicada pelo fato destas serem espécies que provavelmente

não conseguiram ter maior abundância próxima ao rio

em função da elevada umidade, ou no interior, pois necessitam

de maior quantidade de luz.

Tomados em conjunto, os resultados demonstraram que os

setores de borda adjacente ao rio e borda adjacente à matriz

campestre representaram os dois extremos de um gradiente

ambiental associado à fertilidade do solo e ao regime de inundação,

que deu origem a um componente arbóreo regenerante

com elevada distinção florística. Neste sentido, reforça-se

a importância de planos de restauração e conservação de florestas

aluviais considerarem a existência dos diferentes micro-

-hábitats, por estes suportarem conjuntos de espécies distintos.

Considerando a fitofisionomia (FOM) e a região estudada

(Planalto Sul Catarinense), infere-se que Nectandra megapotamica

é uma espécie com grande potencial para ser utilizada

em programas de reflorestamento em áreas de interface com

cursos d’água, de maior fertilidade e diretamente impactadas

por pulsos de inundação. Por outro lado, um grande número

de espécies, dentre elas Araucaria angustifolia, não deve ser

empregado em locais sujeitos a inundações, pois ocorreu com

forte associação aos ambientes distantes dos rios, com solos

menos férteis e bem drenados. Porém, ressalta-se que a seleção

de espécies para serem empregadas em condições ambientais

específicas, não devem ser restritas apenas aquelas

consideradas indicadoras, mas sim a todo conjunto de espécies

associado a determinado ambiente natural.

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na parte inferior da máquina.

• Discos especiais

• Pistões hidráulicos

(fabricação e reforma)

• Usinagem de médio e grande porte

CONCLUSÕES

O componente regenerativo apresentou variações espaciais

que refletem a heterogeneidade ambiental existente na

área em função da setorização. Os fatores ambientais foram

determinantes na formação dos grupos florísticos, com a determinação

de espécies indicadoras, decorrente, sobretudo,

do fator distância do rio.

Foi possível determinar espécies indicadoras dos setores

borda adjacente ao rio e borda adjacente ao campo. Assim, a

vegetação existente nesses ambientes não deve ser tratada de

forma genérica, devendo ser consideradas as suas variações e

peculiaridades. Desse modo, estudos nesse contexto se mostram

fundamentais para subsidiar medidas de proteção mais

efetivas.

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transporte e funcionamento, já

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desenvolvido para quem precisa

operar lenhas de grande porte

diretamente no mato. Depois de

acoplado ao trator é só acionar a

alavanca do comando do trator para

abrir e fechar o cilindro hidráulico.


AGENDA

ABRIL 2017

APRIL 2017

VI Workshop Internacional Mogno Africano

7

São Paulo (SP)

www.workshopmognoafricano.org.br

II Seminário sobre Sanidade Florestal

25 e 26

Belo Horizonte (MG)

www.sif.org.br

MAIO 2017

MAY 2017

Agrishow

1 a 5

Ribeirão Preto (SP)

www.agrishow.com.br

Ligna

22 a 26

Hannover - Alemanha

www.ligna.de

JUNHO 2017

JUNE 2017

Elmia Wood

7 a 10

Jönköping – Suécia

www.elmia.se

DESTAQUE

II Seminário sobre Prevenção e Controle de Incêndios

Florestais

7 e 8

Viçosa (MG)

www.sif.org.br

Cibio 2017

20 a 22

Curitiba (PR)

www.congressobiomassa.com

JULHO 2017

JULY 2017

Interforst

18 a 22

Munique (Alemanha)

www.interforst.com

SETEMBRO 2017

SEPTEMBER 2017

Lignum Brasil

20 a 22

Curitiba (PR)

www.lignumbrasil.com.br

Expobiomassa

26 a 29

Valladolid (Espanha)

www.expobiomasa.com

II SEMINÁRIO SOBRE SANIDADE FLORESTAL

25 e 26 de abril

Belo Horizonte (MG)

www.sif.org.br

A SIF (Sociedade de Investigações Florestais) promove

o segundo seminário sobre saúde florestal. Serão

abordados cuidados e utilização de produtos para previnir

e combater pragas e doenças que atacam espécies

arbóreas.

Imagem: reprodução

72

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ESPAÇO ABERTO

LÍDER SERVIDOR:

COMO A EMPATIA PODE

TRANSFORMAR O CLIMA

ORGANIZACIONAL

Foto: divulgação

Por Neto Mello

Gerente de RH e Relações Institucionais da OJI Papéis Especiais

T

alvez o segredo das relações, e também o mais desafiador,

seja realmente calçar o sapato do outro. E esta

é uma realidade intrínseca a qualquer relação, que não

difere no mundo corporativo. Todo resultado, seja positivo ou

negativo, é consequência de um trabalho realizado por pessoas

felizes, ou não. Esse deve ser o lema da empresa contemporânea,

em que a liderança, mais do que gerir, deve se comprometer com

o processo e dar o exemplo com o desafio de buscar a felicidade

da equipe.

A essência da motivação de um time está em conhecer o que

se realiza. Sem entendimento qualquer ação cairá na inutilidade,

uma vez que as pessoas são motivadas por si mesmas a partir

do momento que passam a entender e participar dos processos

e resultados. Por isso, além de todas as competências pessoais

tão amplamente divulgadas, o líder atual deve ser servidor, não

apenas em suas ações, mas em seu íntimo. O serviço aproxima as

pessoas e revela um interesse genuíno no próximo demonstrando,

acima de habilidades ou conhecimentos técnicos, qualidades

relacionadas à educação de cada um.

Muito se pode aprender para uma função de liderança. Competências

e habilidades podem ser desenvolvidas e conhecimento

técnico pode ser obtido através de bons cursos, processo de

coaching ou mentoring. Porém, a liderança servidora está muito

ligada aos valores morais obtidos a partir dos princípios nos quais

uma pessoa foi criada. O líder servidor emerge com qualidades

como respeito, solidariedade, empatia e humildade, características

mais predominantes do meio em que viveu e das experiên-

cias pessoais.

Este modelo de liderança é facilitador e apoiador da equipe,

ao contrário do líder autoritário. Ele influencia muito pouco nas

decisões, mas está sempre perto o suficiente para ajudar. Deve

apontar o caminho a ser seguido e também dar o exemplo, pois

o senso de utilidade das pessoas é um agente motivador e deve

ser incentivado pela liderança.

Tendo em vista que ninguém pode motivar ao outro, uma vez

que a motivação é gerada dentro de cada um por razões individuais,

o líder servidor aparece mostrando à equipe a importância

de cada um no processo, sendo transparente com relação a

metas e resultados e proporcionando condições para tomada de

decisões, com foco em gerar melhores resultados.

É preciso ter em mente que os liderados podem até errar,

mas caberá à liderança medir os impactos. Com os riscos calculados,

deixar as pessoas tomarem as próprias decisões não é um

posicionamento difícil para a liderança. Em uma organização estruturada

com base em servir, a motivação minimiza os riscos.

As relações de trabalho podem ser transformadas a partir

dos princípios da liderança servidora genuína. O líder que se importa

realmente com o próximo, que tem paixão pelo que faz,

que gosta de gente, que olha nos olhos e tem relacionamento

pessoal com sua equipe não teme os desafios. Ele sabe que as

pessoas estarão comprometidas com sua liderança porque passaram

a entender o que faz e porque faz. Um ambiente feliz é

feito de pessoas felizes e pessoas felizes é o foco do líder servidor.

Os resultados virão a partir daí.

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