Beach Show - edição 63

revistabeachshow

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BEACH SHOW - INDICE

Kadu Braga em sua última surf trip internacional

ZICATELA/MÉXICO

16 - Bem na Foto

18 - Sequência Máxima

20 - Editorial

22 - Colunas

42 - Surf Arte

44 - Escola de Surf Noronha

46 - Capoeira Social / Noronha

50 - Costa Rica

56 - Surfari

58 - Jaquel Sampaio / Perfíl

60 - Edvan de Souza / Entrevista

63 - Pena Little Monster 2017 / Paracuru

66 - Isabela Sousa / Trajetória

68 - Rico de Souza / Setembro Surf

72 - Reinaldo Andraus/ Dragão

74 - Alan Jhones / Entrevista

76 - Kite na Praia do Futuro

78 - Saulo Barros / Entrevista

80 - Mozart Junior / Meio Ambiente

82 - Carlinhos Nação / Sound

84 - Na onda do Funcional

96 - Rafael Tigrão / Entrevista

106 - Beach Show Party

112 - Ultimate

48 - Silvana Lima

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Foto: Luciano Santos

Foto: Mardônio Paz Filho

34 - Saquarema

98 - Garota “Selvagem” Beach Show

70 - 1º Encontro das Mídias Especializadas em Surf do Nordeste

EXPEDIENTE

EDITOR

Mardônio Paz Filho / beachshow@hotmail.com / 85-98736.4009

SUBEDITOR

Ciro Costa / ciro@beachshow.com.br / 85-98803.2409

cirojcosta@gmail.com

REDAÇÃO E REVISÃO

Darica Bolinelli

Mardônio Paz Filho / Ciro Costa

DIREÇÃO DE ARTE

Ciro Costa

EQUIPE COMERCIAL

Diego Rabelo / comercial01@beachshow.com.br / 85-98665.1154

Eduardo “Kadu“ Braga / eduardocbraga@yahoo.com.br / 85-98607.6064

Magno Martins / magnomartins5@hotmail.com / 85-98800.5265

Tadeu Junior / litoralnerepresentacoes@hotmail.com / 85-98796.7750

Dárica Bolinelli / daricabolinelli@gmail.com / 88-99870.2120

COLUNISTAS DA EDIÇÃO

Sérgio Cavalcante / Geraldo Alves / Ana Lyvia / Magno Martins

Carlinhos Nação / Breno Sampaio / Clarice Rêdes / Rico de Souza

COLABORADORES

Marcelo Bibita / ANS - Associação Nordestina de Surf / FCS - Federação

Cearense de Surf / João Carvalho / WSL - worldsurfleague.com/

38 - TBC Surfboards

George Noronha / Rosa Angélia

FOTOGRAFIAS

Marcelo Freire / Natinho Rodrigues / Francisco Chagas / Monique Melo / James

Thisted / Lima jr. / Paulo Roberto / Everardo Santana / Edivan de Sousa / Bruno

Lemos / Ronaldo Santos / Denis Sarmanho / Ronaldo Café / Fabriciano Jr. /

Luciano santos / Roberto Jucá / Flávio Sinkus / Michele Roth / Cosme Jhonny

/ Bruna Marques / Raimundinho Cavalcante / Larissa Costa / Arley Ribeiro /

Alma en Foto / Érico Frota / Igor Grazianno / P11 Pics / Fernanda Pereira

IMPRESSÃO

Unigráfica

CORRESPONDÊNCIA

Rua Carolina Sucupira, 1180 - Ap. 202 / Aldeota / Fortaleza-CE

CEP: 60.140.120 - Fone: 85 - 98736.4009

beachshow@hotmail.com

www.beachshow.com.br

/beach.show

revistabeachshow

Os artigos assinados são de responsabilidade de seus autores e não refletem

necessariamente a opinião da revista. É proibida a reprodução total ou parcial

de textos, fotos ou ilustrações, por qualquer meio, sem a prévia autorização

dos editores.

CAPA

CAUÃ COSTA decolando

no Posto 11/RJ

Foto: P11 PICS

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BEM NA FOTO

DUNGA NETO

Foto: Érico Frota

Pico: Taibinha/CE

YTALO OLIVEIRA

Foto: Lima Junior / Pico: Ronco do Mar - Paracuru/CE


MARCELO BIBITA

Foto: Breno Lúcio / Pico: Cacimba do Padre/Noronha

Apoio cultural

DETO GLASS

Foto: Érico Frota / Pico: Taibinha/CE

ownerbodymind

ÍCARO LOPES

Foto: Edvan de Sousa / Pico: Icaraí/CE

DÁRICA BOLINELLI

Foto: Fred Castro

Pico: Pedra do Meio - Paracuru/CE

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AERIAL SHOW

Nada melhor do que o

“Air Man”, Isaías Silva,

para ilustrar essa sessão

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Fotos: Ciro Costa


BEACH SHOW - EDITORIAL

Nosso colaborador, Marcelo Bibita, diretamente da terra

dos cangurus, “amarradão” com o vice campeonato no maior

festival de longboard do mundo.

NA ERA DIGITAL

O SHOW TEM QUE CONTINUAR

Após quase duas décadas de determinação, foco,

“surftrips” por diversos picos do mundo e muitas

amizades construídas, sentimos também o peso

da tecnologia.

Sim, porque nem só de impresso vive o homem.

Com a chegada da mídia online e com a

dinamização de informação e conteúdo, não é fácil

sustentar um veículo impresso. Mas a diferença

entre querer e acontecer é a ação, e nisso a equipe

da Revista Beach Show não deixa a desejar, pois

além da revista impressa, ela está disponível

na íntegra, para todo o mundo, no nosso site,

que também disponibiliza notícias atualizadas

e algumas inclusive em primeira mão, além das

páginas nas mídias sociais Instagram e Facebook.

E por falar em equipe Beach Show, exatamente

no momento em que estávamos fazendo o

fechamento desta edição, o longboarder, Marcelo

Bibita, nosso mais antigo correspondente, estava

disputando a final do “Noosa Festival of Surfing”,

na Austrália, onde sagrou-se vice campeão,

comprovando que a nossa equipe não para!

E como temos a obrigação de dar um conteúdo

cada vez mais interessante - sobretudo inexistente

no mundo online - seguimos em grande estilo,

com a estréia do nosso colunista, Rico de Souza,

que a partir desta edição, estará nos prestigiando

com todo o seu conhecimento, produzindo

matérias para nossos assíduos leitores.

Fomos até Baia Formosa e participamos do “1º

Encontro das Mídias Especializadas em Surf do

Nordeste”, onde nos receberam em grande estilo e

hospitalidade em reconhecimento à matéria que

publicamos sobre este celeiro de campeões do

RN. Aproveitamos a ocasião para entrevistar o ex

“top surfer” da ABRASP, Alan Jhones, que acabara

de ser eleito Vereador de Baia Formosa.

Trazemos também 3 matérias especiais sobre

Jericoacoara, numa rica mistura de informações

e conteúdo, onde falamos sobre Edvan de Souza,

o mais expressivo competidor de Windsurf de

Jeri, com forte destaque no cenário nacional

e internacional, Jaquel Sampaio, que além de

grande competidora sempre acolhe a equipe da

nossa revista nas diversas trips pela paradisíaca

praia. Falamos também do Projeto SURFARI, que

esteve em Jeri, ao percorrer todo o litoral brasileiro,

produzindo um documentário sobre o impacto do

surf na sociedade, colhendo informações de mais

de 180 picos, literalmente do Chuí ao Oiapoque.

Entrevistas com Isabela Sousa, que acabou de se

consagrar Tetra Campeã Mundial de Bodyboard,

Saulo Barros, Rafael Tigrão, Reinaldo Dragão, nos

falando com exclusividade do seu mais novo

projeto, a “Enciclopédia do Surf Brasileiro” e

Tiago Bastos Cunha, um dos mais conceituados

“Shapers” do Brasil, falando sobre o início de sua

trajetória, seu sucesso e a consciência ambiental

de sua fábrica de pranchas. No WSL 2017, a única

representante brasileira no surf feminino, local de

Paracuru, Silvana Lima, tem matéria de destaque,

contando sobre a sua batalha para retornar à elite

do surf mundial.

Em Fernando de Noronha também produzimos

matérias especiais sobre dois projetos sociais,

a Escola de Surf Noronha (ESN) e o Grupo de

Capoeira Meia Lua Inteira, ambos unidos na tarefa

de direcionar nossas crianças e adolescentes para

o bem.

Na sessão internacional, produzimos uma

matéria no espirito “Pura Vida”, onde “free surfers”

nordestinos se deliciaram com altas ondas na

Costa Rica.

Estas são somente algumas das várias matérias que

produzimos para os nossos leitores. Se deliciem

com essa riqueza e diversidade de conteúdo,

folheando mais uma edição do impresso mais

surf do Nordeste e que já é tradição, sempre

registrando e documentando a história do surf

brasileiro e mundial.

Por Mardônio Paz Filho

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BEACH SHOW - COLUNA

QUE MULHER É ESSA?

POR

Ana Lyvia

A linha que separa a alma feminina e a natureza

é muito tênue, se é que existe uma linha. É a

delicadeza, os detalhes, a sensibilidade, que

se contrapõe a capacidade de saber renascer

nos diferentes ciclos, sendo a mulher, um feito

deslumbrante da natureza.

A simbiose da mulher e do mar sempre foi

dita, escrita e cantada por diferentes gerações.

Sabendo que simbiose é a perfeita harmonia entre

dois seres vivos, quem não lembra das figuras

femininas ligadas intimamente ao mar, como as

sereias, a Rainha Iemanjá, Oxum, ou a deusa do

mar na mitologia grega, Tálassa? Podemos nós,

surfistas, bodyboarders, velejadoras, acreditar

que somos as sucessoras dessa relação mística da

mulher e do mar, onde em algumas mitologias, a

mulher é a própria água?

E quando surfamos, é como se a gente se

reconhecesse ou se redescobrisse para a nossa

real essência, como se o mar abrisse nossos olhos

para esse sincretismo de espiritualidade e natueza,

e começamos a nos descobrir sereias quando nos

falam de amor e só conseguimos pensar no mar.

Dedicamos grande parte das nossas vidas às

ondas e recebemos muito mais em troca.

Aprendemos sobre respeito à natureza, conexão

espiritual e superação de limites, e nos doamos de

tal forma, que não imaginamos nossa existência

longe delas. Que saibamos então voltar nossos

olhos para o misticismo, assumir nosso papel

de guardiã das ondas e agradecer às nossas

precursoras do mar, e nos coloquemos na posição

de sereias da vida moderna, afinal, quem vive para

o mar também é sereia.

Boas ondas, bons ventos, bons momentos.

A gente se vê no outside.

Por: Ana Lyvia Martins

ANA LYVIA MARTINS, NUTRICIONISTA,

10 ANOS DE SURF, LOCAL DA PRAIA DA TAÍBA.

BODYBOARDER POR PAIXÃO E ESCRITORA POR

INSPIRAÇÃO.

A atleta conto com o apoio de: Governo de São

Gonçalo do Amarante / Intuity Bora Bora / Biquini

Instagram: @analyviamartins / @usobiquini

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BEACH SHOW - COLUNA

Segredos Lestianos

PRAIA FORMOSA E SUAS IDENTIDADES.

Foto Lee Rodrigues

O surfista local, Jeová Rodrigues,

no seu treino diário.

PRAIA DA LESTE-OESTE

FORTALEZA/CE

Vamos falar de uma praia que já passou por

muitas crises, e talvez a pior de todas seja a crise

de identidade. Sim, pois seu verdadeiro nome não

é Leste-Oeste, é Praia Formosa.

Nossa Praia Formosa já ganhou vários apelidos,

muitos deles de caráter pejorativo, e outros

menos sugestivos porém situacionais, como Praia

do Beco, Carrapateiras Land, Leste Beach ou tão

somente Leste. O que importa é que ela resiste ao

tempo e até a ingratidão de muitos.

No tempo que passei ali pude testemunhar muitas

transformações, e a principal delas com certeza

foi a da Central de Tratamento de Esgotos de

Fortaleza, e como todos sabemos, a nossa cidade

é dividida pela marginal, a Rua D. Manoel (Av.

Aguanambi) que parte a cidade em duas: o lado

rico e o lado pobre - e ficou bem claro de que lado

iria ficar a fossa.

Outras transformações ocorreram, assim como em

outras praias da cidade, por exemplo: a invasão de

barracas de praias tomando o lugar das outroras

areias brancas cantada pelo poeta. Mesmo assim,

eu sei que a Leste resistirá! Com suas “peladas”,

seus banhistas e suas ondas; sim, suas abençoadas

ondas.

Elas passarão, independente de quantos

campeões, feras, empresários, escolinhas,

“haoeles”, “big riders”, calhordas, longborders,

kite surfistas, free surfers , sereias, maconheiros,

bêbados, famílias, prostitutas, pivetes, ela receba.

Ondas o ano inteiro, especialmente de dezembro a

abril, que é a temporada de surf local e quando rola

os “swells” mais constantes. É um “beach break” pra

niguém botar defeito. Tem onda pra todo mundo!

Com certeza a mais democrática bancada de toda

Fortaleza, pico de ótimos surfistas e muitos bons

cidadãos, tem fama de ser marginalizada, talvez

por ser tão hospitaleira, não poderia deixar de citar

a Barraca do Tio, do nosso anfitrião Ednardo que

mantendo a tradição de seu pai (o Tio) continua lá

com a sua família recebendo a nossa, oferecendo

um porto seguro para os que chegarem em busca

de paz. Quando falo de um lugar onde passei por

muitos aprendizados, minha Praia Formosa me

vem logo em mente. Somos “Lestianos”, filhos da

Praia Formosa.

Só pra deixar bem claro como funciona o surf

lá, é bem simples: esse pequeno “beach break” é

conhecido por dois paredões, do lado Leste tem

um pico muito concorrido (visitantes respeitem

os locais!) que não tem um nome definido, mas é

uma vala que rola com séries de 3 ou 4 por vez e

pros dois lados.

Em cima da Lage das Tartarugas, lama 1 e lama 2,

tem uma onda que independente do lado que

você escolha, de front ou de back, poderá fazer

de 3 a 4 manobras facilmente. Fora as ondas

intermediárias que rolam de vez em quando pra

“descrowdear” o pico principal. Um verdadeiro

playground!

POR

Geraldo Alves

Entre os dois paredões há uma área livre para os

iniciantes praticarem seu aprendizado, essa área

pertence à eles e ali eles reinam.

Para finalizar, temos o Paredão Oeste, pico de

ondas muito apreciado por todos, principalmente

a galera do Pirambu, muitas boas ondas rolam

desse lado sem um “break” bem defendido como

do lado Leste, mas com uma esquerda extensa

que vem lá de fora e vai até o meio da praia,

proporcionando espaço para manobras de todo

jeito.

Bom, meus caros, não posso entregar aqui todos

segredos aprendidos durante esses 35 anos que

frequento esse santuário do surf que é a nossa

Leste-Oeste de cada dia. Só posso dizer que é com

muita gratidão que escrevo esse artigo mandando

um grande abraço pra geral e aproveito aqui pra

deixar um desabafo: lestiano que é lestiano tá

todo dia surfando, surfando, surfando!

E aqui convido à todos os surfistas do cosmo a

irem lá, conhecer nosso point, de um paredão ao

outro é só diversão.

Ah! Não esqueça as boas regras de convivência.

Respeite sempre os locais. Aloha.

GERALDO ALVES É PROFESSOR, SURFISTA HÁ

35 ANOS. LOCAL DA PRAIA DA LESTE OESTE E

APAIXONADO POR FILOSOFIA.

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maximasublimacao

maxima sublimações

Fort - Ce


BEACH SHOW - COLUNA

Foto: Sean Rowland / WSL

Precisando de um 8,34 para virar o confronto, Medina achou

uma longa direita da série e aplicou diversas batidas de backside.

Comparada com a primeira onda de Medina na bateria (8,83) e com a

última onda de Tanner (8,40), era visível que a onda do brasileiro havia

sido melhor. A virada era dada como certa, mas os juízes pensaram

diferente e deram apenas nota 8,30. Trestles/Califónia

TIRO NO PÉ

POR

Sérgio Cavalcante

Tem gente que nunca estaciona em Pipeline,

ou melhor, tem havaiano que sequer passa por

Pipeline. E você deve estar se perguntando o

porquê? Eu te digo: Trauma! As vezes pode ser

por puro bullying mesmo, por exemplo, o cara

sabe que não tem condições físicas nem mentais

para desbravar aquele mar, e se ele for lá conferir,

sempre vai ter um surfista pra perguntar “vai cair

não?”. Então, para evitar transtorno, o sujeito

evita a todo custo se traumatizar. Quando estou

surfando com meu filho de 4 aninhos, também

não o levo em maré errada ou pra surfar uma onda

que vai fechar, exatamente para não traumatizalo

e ele poder continuar o aprendizado sem

interrupções.

O caso ocorrido recentemente com nosso

campeão mundial, Gabriel Medina, foi mais um

exemplo de um episódio que pode traumatizar

o atleta ao ponto dele não querer mais saber

do mundo competitivo, pois esse não valoriza

o competidor quando uma injustiça como essa

acontece repentinamente.

A partir do momento que conseguimos aquele

primeiro caneco mundial em 2014, tudo mudou.

O surf ganhou espaço e status em toda a mídia

nacional, todos os meios de comunicação

noticiaram o feito inédito; o surf tinha finalmente

crescido! Escolinhas de surf começaram a surgir

em várias praias, a sociedade passou a respeitar

e se interessar muito mais por esse envolvente

esporte. Mas quando um erro gravíssimo, como o

de Trestles (Califórnia) acontece, toda a evolução

esportiva cai por água abaixo, prejudicando não

apenas o atleta, mas toda a credibilidade no

esporte em si, incluindo aí, uma inteira geração de

talentos, que se vê perdida, porque o maior órgão

e entidade do surf não é confiável.

O WSL deu um tiro no próprio pé, pois um episódio

como esse pode se tornar um trauma para os

envolvidos, sobretudo atletas e patrocinadores,

afinal, o investimento é alto, e se não valer a

pena estar ali competindo, o interesse e o foco

diminuem. Esse tipo de acontecimento tira toda

a credibilidade na história da ASP (WSL), e tudo

isso pode vir a acabar por falta de confiança na

competição e no sonho de viver do esporte, pois

toda a energia, o alto astral e o brilho se perdem

quando resultados passam a ser manipulados,

como foi nesse caso. Cadê a tradição e o respeito?

Somos todos seres humanos buscando somente

a felicidade, mas quando substâncias que não

se misturam são colocadas à prova, nunca irá

funcionar.

Surf não combina com desonestidade! Surfamos

por diversão e prazer, e isso que aconteceu

com Gabriel Medina, pode ser só um exemplo

do que ainda está por vir: interesses externos

e politicagem. Tudo isso pode acabar com

nosso esporte competição mais rápido do que

imaginamos. Isso sem falar no sonho de várias

crianças e adolescentes, que vêm nossos ídolos

internacionais sucumbirem diante de um sistema

falido.

O que será que a geração futura vai encontrar

pela frente? Uma “Brazilian Storm” transformada

em chuvisco? Se conseguimos nos livrar daquele

estereótipo de vagabundagem e nos tornamos

atletas da elite, não podemos andar pra trás e

sermos conhecidos como algo sem muito valor,

temos que tomar cuidado pois resultados de

competições são manipulados e fraudados com

muita frequência.

É por essas e outras que os mais céticos ainda

insistem em dizer que o esporte não vale a pena

e que é só para alguns escolhidos e blá, blá, blá...

O mais grave é que machucaram um dos recentes

escolhidos dessa geração, e também toda uma

nação chamada Brasil. Alguém pensa que é fácil

ser surfista?

Para estar ali, naquele momento, Gabriel Medina

batalhou toda uma vida, desde criança, e aliado

a ele existem cerca de 14 patrocinadores que

investem alto no jovem. Se algum deles parar de

acreditar na credibilidade do circuito mundial

WSL e pensar que a imagem da empresa pode

estar comprometida, esse rapaz pode perder

um ou mais patrocinadores. Então é isso que o

atleta ganha quando chega no auge ou será que

ainda existe preconceito? Esse tema é polêmico, a

discussão pode ser longa, mas uma coisa é certa,

eles vão ter que nos engolir!

Afinal de contas de onde vem a evolução? A partir

do momento em que o novo é aceito, ele não mais

pode ser rejeitado, rotulado ou controlado, pois

se assim for, a própria evolução do esporte estaria

sendo comprometida; e tem mais, tudo isso pode

refletir no surfista brasileiro, que já tem dificuldade

em conseguir patrocínio.

O que não pode acontecer é perdermos a essência

e o motivo pelo qual dedicamos diariamente nossa

vidas à essa atividade esportiva, que antes de mais

nada, nos foi premiada para o total e completo

desprendimento de qualquer paradigma ou

preconceito. No surf só tem espaço para muita

liberdade e paz de espírito, que é o que toda “surf

session” nos traz.

Aloha

God Bless

Sergio Cavalcante

SÉRGIO CAVALCANTE

LOCAL DA PRAIA DO FUTURO

33 ANOS DE SURF / GRANDE CAMPEÃO NAS

DÉCADAS DE 80 E 90

26 / BS


BEACH SHOW - COLUNA

O SURF COMO INCLUSÃO SOCIAL NA

PREVENÇÃO CONTRA AS DROGAS

A escola escolhida para essa edição foi a “Surf

Mais Surf”, do surfista mascarado, Zé Coco. Ele que

teve uma infância e adolescência com bastante

dificuldades financeiras, se envolveu com drogas

e pequenos furtos. Nos tempos da marcas TNT e

SemSerebro, não tinha prancha, a mãe batia nele

proibindo a ida ao surf, chegou até a morar na rua.

A boa notícia é que foi o surf que resgatou Zé Coco,

através de uma prancha doada por Lucinho Lima,

ele voltou às ondas.

A escolinha foi fundada em 2008, quando ele

morava no Rio de Janeiro e trabalhava com Silvana

Lima e Pablo Paulino; juntava pranchas da TBC,

Ricardo Martins e Udo Bastos, quando voltou

para Fortaleza, em 2010, foi a inauguração oficial.

Atualmente atende mais de 60 jovens na Avenida

Cesar Carls, 613, na Praia do Futuro, ao lado do

antigo supermercado Baratão.

Dono de várias frases de efeito, tem a irreverência

como característica maior. “Se eu dou uma bola,

vira jogador, se eu dou um skate, vira skatista, se eu

dou uma prancha, vira surfista, se eu for dar uma

arma, vai virar bandido.”

A metodologia de ensino aplicada é, acima de

tudo, a valorização do estudo das crianças.

Quanto ao surf, tem a parte teórica, o surf

imaginário na areia, vídeo análise e palestras com

surfistas profissionais.

“Estar envolvido no esporte dos reis havaianos,

afasta os jovens do mundo das drogas e do crime.”

Relata Zé, citando mais um de seus bordões:

“A droga, usou, gostou, ficou. O surf, usou, gostou,

ficou.”

Quando chega a temporada de ondas grandes só

fica na escolinha quem tem coragem, os medrosos

ficam de fora.

Um dos lemas da escolinha criado por ele é:

“No mundo cruel não tem vez para os fracos”, o

mistério que envolve Zé Coco surfar com máscara

é o tamanho das ondas que ele surfa, causando

uma intimidação, além de proteger do sol. Tem

uma coleção de mais de 10 máscaras, a do Jason e

a do palhaço são suas preferidas.

A escolinha tem o apoio do projeto Juventude na

Onda, idealizado pela Prefeitura de Fortaleza, que

tem a frente o prefeito reeleito, Roberto Cláudio.

O sonho pessoal do Zé Coco é surfar ondas

gigantes com o bigrider, Carlos Burle.

Por Redação Beach Show.

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BEACH SHOW - COLUNA

COMPETIÇÕES

A POLÊMICA EM NÚMEROS.

Foto: (©WSL / Cestari)

Foto: Cestari/WSL

O DILEMA DA LIGA MUNDIAL DE SURF (WSL).

SEUS JUÍZES E RESULTADOS.

POR

Breno Sampaio

De um lado, a necessária e multimilionária

conquista do maior mercado do mundo - o

americano - que busca uma nova referência

nesta geração; do outro, a constante fortaleza

australiana e o surgimento de um furacão vindo

das terras tupiniquins, que abalam fortemente as

chances do sonho americano se concretizar.

A curto prazo, há somente uma solução viável

para a nova organização da elite: apagar o

fogo das ameaças utilizando o único critério

subjetivo do jogo: os juízes. Não é de hoje que

esta subjetividade vem sendo criticada. A história

está cheia de eventos de revolta contra decisões

por parte dos juízes, algumas até culminando

em atitudes extremas e pouco louváveis, como a

de Vitor Ribas em 2001, que propiciou chuva de

pedras na cabine dos juízes após uma interferência

nas quartas de final do WQS nas Ilhas Maldivas.

A projeção destes equívocos, no entanto,

tem atingido patamares nunca antes vistos,

decorrentes especialmente da difusão maciça da

internet, prejudicando de certa forma a própria

liga. Há, no entanto, uma necessidade de discernir

entre: declarações calorosas de apaixonados

torcedores e evidências de comportamento

estratégico - e errado - por parte dos juízes.

A pergunta que não quer calar, portanto, é: há

evidências de parcialidade no julgamento dos

juízes do Circuito Mundial?

Responder a esta pergunta é algo muito mais

complicado e ambicioso do que se imagina.

Como nenhum juíz passará recibo de seu feito,

e tão pouco está ali por conta de “achismos”,

mesmo que profundos conhecedores do esporte

comprovem o roubo nos resultados, a saída para

este problema, ainda assim, demanda um esforço

muito significante.

A idéia aqui é testar se juízes da elite mudam de

forma intencional suas notas, o que caracterizaria

roubo.

Imagine uma bateria entre Joel Parkinson

(australiano) e Adriano de Souza, sendo esta,

avaliada por 5 juízes, um australiano e os demais

americanos, sul-africanos e/ou havaianos; se os

juizes estão enviesando de forma intencional

suas notas, é de se esperar que o juíz australiano

tentará beneficiar seu compatriota.

Aqui há duas comparações interessantes: a

primeira delas se refere à nota atribuída pelo juíz

australiano a Parkinson em comparação às demais

quatro notas dadas pelos juízes, uma nota maior

que a média dos demais juízes se traduzirá num

beneficio direto a Parkinson. A segunda se refere

à mesma comparação para as ondas surfadas por

Adriano. Neste caso, uma nota menor que a média

dos demais juízes se traduzirá num beneficio

líquido a Parkinson.

Esta simples comparação é fruto de uma pesquisa

que foi feita utilizando aproximadamente 22

mil notas, resultado: juízes atribuem notas

significativamente inferiores a atletas que

competiram com seus compatriotas. Apesar de

inusitado, isso caracteriza roubo?

Não necessariamente, basta o juíz australiano ter

uma preferência (as vezes até incônsciente) pelo

estilo australiano de surf e ser substancialmente

crítico ao ponto de atribuir notas semelhantes aos

demais juízes para Parkinson e notas inferiores

para Adriano.

O mais interessante no entanto, aparece quando

se acompanha o comportamento dos juízes

quando sujeitos a condições distintas. Se todo

erro de julgamento é oriundo de preferências

inconscientes, o comportamento dos juízes tem

necessariamente que se manter inalterado ao

longo da bateria, independente da situação de

seu compatriota.

Para a infelicidade dos atletas e dos fãs do esporte,

isso não é o caso. O juíz australiano somente

atribui notas inferiores para Adriano, quando a

onda surfada por este tiver chance de aumentar o

somatório de suas duas maiores ou, no momento

em que Adriano estiver na segunda posição,

quando puder alterar as posições na bateria,

colocando Parkinson em segundo.

Nas demais ondas, o juíz australiano apresenta

comportamento semelhante aos demais

juízes, tanto pras ondas surfadas por Parkinson

quanto para as surfadas por Adriano; ou seja,

o comportamento dos juízes segue um padrão

que demonstra, estatisticamente, a hipótese de

mudança intencional de notas, e mesmo seguindo

o procedimento padrão de exclusão das menores

e maiores notas, este comportamennto tem

alterado posições ao longo do campeonato.

O que isso implica para o mais recente capítulo

dessa história, vivido por Gabriel Medina em

Trestles? Poucas. Provar que há corrupção não

implica que as notas de sua bateria contra Tanner

Gudauskas foram maquiadas, no entanto, na posse

dos resultados acima, o que dizer do aumento

significativo do número de baterias em que o

painel de juízes parece se reunir abertamente para

julgar se é ou não suficiente para uma virada de

bateria?

As notas parecem ter sido friamente calculadas

para ordenar os atletas. Este fato, aliado à possível

corrupção, fere profundamente a existência de

um painel de juízes imparciais. A WSL parece

estar numa busca incansável de tornar o nosso

amado esporte, o sucessor do World Wrestling

Entertainment (WWE), ou seja, uma eterna

encenação.

Breno Sampaio

Surfista, Ph.D. em Economia pela

University of Illinois at Urbana-Champaign,

EUA, e Professor da Pós-graduação em

Economia da Universidade Federal de

Pernambuco (UFPE)

30 / BS


BEACH SHOW - ACESSIBILIDADE

Fotos: Camila Lima

A MARÉ VIDA

PROGRAMA PF PARA TODOS.

O programa, A Maré Vida, surgiu do desejo

de ajudar pessoas com dificuldades motoras.

Nosso foco é ensinar pessoas com deficiência ou

com desenvolvimento atípico, e promover sua

participação plena e efetiva na sociedade e no

lazer. A sede do programa é na escolinha de surf,

PF Surf School, na Avenida Zezé Diogo, e tem

como apoio estratégico a barraca Marulho, que

fornece o espaço para a realização das atividades

e acesso ao mar.

O projeto visa o respeito à dignidade, à autonomia

de cada indivíduo e à diferença. A aceitação

da diversidade humana nos inspira a lutar pela

igualdade de oportunidades e pela acessibilidade,

além disso, o programa pretende estimular a

prática de exercícios físicos, de uma alimentação

balanceada e da acupuntura. Promovemos

tambem a preservação do meio ambiente e a

sustentabilidade, em parceria com o projeto

Ecosurf, que fabrica pranchas de material reciclável

(garrafas PET).

É importante também destacar que o surf adaptado

conquistou reconhecimento internacional, como

prova, em 2015 aconteceu o primeiro campeonato

mundial da modalidade, organizado pela ISA

(International Surfing Association), na Califórnia.

Esse ano, o paratleta cearense, Emerson Martins

(Mecim), exemplo de coragem e de determinação,

ambiciona participar do mundial. Após sofrer um

acidente grave em 1995, tornou-se tetraplégico

e passou 17 anos trabalhando sua readaptação,

praticando natação e fisioterapia, para a sua

grande reestreia no surf.

O programa foi elaborado por três idealizadores:

Luís Gustavo, educador físico e proprietário da PF

Surf School, Raíssa Forte, docente de Educação

32 / BS

Física da disciplina de Atividade Física

para Pessoas com Deficiência e dra.

Camila Lima, médica acupunturista.

Buscamos pessoas, empresas e

organizações, que possam nos auxiliar

na execução do programa, através de

trabalho voluntário, doação de material

de apoio ou depósitos bancários.

Vinculado ao programa, temos um

curso de capacitação para as pessoas

interessadas em trabalhar conosco, com aulas

teóricas e práticas, ministradas pelos educadores

físicos. Com isso, vamos ampliar trocas culturais e

de vivências, para incentivar a socialização através

da experiência em grupo e fortalecer os vínculos

familiares e comunitários.

Como uma onda que traz força e renovação do

oceano, esse projeto tem como proposta trazer o

surf, o amor e o cuidado para pessoas que possuem

dificuldade no aprendizado, pois acreditamos que

amar é vida!

Por Camila Lima.


BEACH SHOW - ESPECIAL SAQUAREMA

VAI RECEBER OS TOPS EM 2017

A Word Surf League anunciou que em 2017, a etapa do circuito mundial vai acontecer em

Saquarema, o Maracanã do surf, e depois de muitas promessas, agora é pra valer! Com

esse mega evento, Saquarema volta com toda a sua majestade para o cenário mundial,

resgatando a glória das ondas e todo o potencial de um dos melhores picos do Brasil.

Estive pela segunda vez nas ondas de Itaúna,

Barrinha e Vila, para curtir a temporada,

reencontrar os amigos e fazer novas conexões.

Fiquei novamente muito bem hospedado no

Itaúna Hostel, do empresário e poeta, Seu Antonio

Mota, pai do shaper Marcos Mota da Aircraft

Surfboards, que atualmemte está shapeando

no Chile. Fui recebido com muita hospitalidade

e excelentes acomodações, e a localização não

deixava a desejar, muito próximo da praia.

Fui muito bem equipado, com duas pranchas do

shaper Fabiano Dias, uma 5´10 com rabeta squash,

ideal para os dias menores, mas que segurou a

pressão em ondas de 4 a 5 pés, e quando o mar

subiu, usei uma 6´3 com rabeta round, com um

bom volume que ajudou na remada e entrada nas

ondas, foi perfeita para entubar e trocar de borda.

O ponto alto da trip foi o encontro com Raoni

Monteiro, Bia Marcolini, Ronaldo Jacaré, Leo

e Valentin Neves, Karol Ribeiro e nosso super

parceiro, o destemido fotógrafo, Luciano Santos

Superframes. Tive também a oportunidade e

grande privilégio de dividir o line up com o

lendário, Rossini Maranhão.

Ele, que estava com um projeto de produzir um

filme dos cinquentas anos de surf de Saquarema,

infelizmente durante o fechamento desta edição

veio à óbito, deixando uma grande lacuna no

surf brasileiro, mas será sempre

lembrado como lenda e por tudo

que fez pelo surf.

Assim que cheguei fui fazer o

fim de tarde na Praia da Vila,

esquerdas de um metro e meio

quebrando e dando as boas

vindas à Revista Beach Show.

No dia seguinte, fui ao encontro

do Raoni, Jacaré e Bia, que deu

à luz ao pequeno Keahi, futura

promessa do surf - pois genética

tem de sobra.

Raoni surfa desde criança,

incentivado por seu pais, aos 4

anos começou de bodyboard,

daí ele quis ficar em pé e Jacaré

encomendou uma prancha de

um amigo da marca Water Line,

aos 7 anos já era competidor.

A brincadeira foi evoluindo, foi

quatro vezes campeão carioca,

quatro vezes campeão brasileiro

amador e campeão paulista,

isso tudo na categoria amador,

juntamente com o Pigmeu, Tiago

Sousa, Marco Polo, entre outros

da época.

Quando virou profissional, sua intenção

era correr o mundial, fazer seu nome e

ser reconhecido fora do país, para isso

concorreu em várias etapas no QS, foi Top 16

por alguns anos no Brasil, o que ajudou no

percurso.

Conseguiu se classificar para o CT, venceu

importantes campeonatos no Havaí, onde

morou por alguns anos: realizou seu sonho!

Correu o Circuito Paulista Pro 2016 e em uma

das etapas ficou em terceiro lugar finalizando

em terceiro do ranking geral, atualmente ele

é treinador do João Chumbinho e Daniel

Templar.

Outro grande encontro, foi com o bicampeão

brasileiro, Leo Neves. Ele veio

morar em Saquarema aos 18 anos, quando

virou profissional. A idéia de poder surfar

com mais frequência acabou sendo a

motivação da mudança. Na terceira etapa do

Circuito Paulista Pro 2016, ficou em sétimo

lugar, tri-campeão carioca, participou do

QS e entrou por dois anos para o CT. O novo

desafio de Leo é sua estréia como shaper.

34 / BS

Foto aérea da icônica igreja Nossa Senhora de

Nazareth, cartão postal de Saquarema


No aprendizado dessa arte ele contou com a ajuda dos shapers,

Johnny Cabianca e Marcos Mota, e já tem atletas usando suas

pranchas, como Daniel Hardman, por exemplo. Atualmente,

além de surfista e shaper, ele ainda tem tempo para ser o

treinador do seu filho, Valentin Neves e da Karol Ribeiro.

Valentin é uma grande promessa para o surf, destemido,

ele encara ondas bem grandes para a sua idade, a marca

pernambucana, Seaway patrocina o pequeno que segue os

passos do pai. Valentin, que no Circuito EcoSurf Grumari 2016

ficou em segundo lugar, também arrebenta no skate, não há

dúvidas que o moleque é um verdadeiro talento no esporte em

geral.

Karol Ribeiro, Magno Martins, Leo e Valentin Neves

na vibe do pôr do sol depois da session.

35 / BS


BEACH SHOW - ESPECIAL SAQUAREMA

Leo Neves em mais um dia

clássico no “Maracanã do Surf”

Outra grande e agradável surpresa foi conhecer, entrevistar e surfar

com a Karol Ribeiro. Entrei em contato com a atleta cearense, Yanca

Costa que me passou o contato da Karol. Seu talento nas ondas

já lhe renderam resultados significantes. Com apenas 17 anos,

não nega as características de seu signo, sargitariana simpática e

sempre de bem com a vida. Campeã brasileira, bi-campeã estadual

do RJ, campeã do RipCurl Groms Search e sétima do QS no Chile,

finalizou o ano de 2016 como a terceira brasileira melhor colocada

no QS. Seu objetivo é ser campeã mundial.

As melhores trips que fez foi para a Austrália e Califórnia, e

surfar na Indonésia é a viagem dos seus sonhos. Carissa Moore e

Bethany Hamiton são as surfistas que mais a inspiram. São muitos

personagens e histórias, foi impossível explorar todo o universo

desse pico em duas semanas.

Nosso parceiro, amigo e fotógrafo,

Luciano Santos, é presença garantida

nos melhores dias em Saquarema.

Em seu acervo, imagens incríveis e

momentos épicos são eternizados,

confirmando o que o mundo inteiro

já sabe: Saquarema é um dos picos

mais power do Brasil.

Com foco nas competições, karol Ribeiro

mantém um ritmo acelerado de treinos

rumo ao seu objetivo: o Circuito Mundial.

Deixo um agradecimento especial ao fotógrafo Luciano Santos, por

sempre divulgar as melhores imagens da sua praia.

Até breve, Saquarema, se Deus quiser estaremos no mundial de

2017, para vivermos todas a emoções que só o surf nos proporciona.

Por Magno Martins

36 / BS


BEACH SHOW - BOARDS

TBC SURFBOARDS

UMA TRAJETÓRIA DE SUCESSO.

Thiago Bastos Cunha, que fez 50 anos em outubro, é casado, tem quatro filhos e um neto. Shaper das cobiçadas pranchas TBC,

o sergipano, que foi muito cedo fazer carreira no Rio de Janeiro, já shapeou mais de 20.000 pranchas e apoiou grandes nomes

do surf nacional e mundial, como Filipe Toledo, Pablo Paulino, Wiggolly Dantas, Alejo Muniz, Jeferson Silva entre outros.

Sua linha de produção é um exemplo de qualidade e responsabilidade ambiental. Nesta edição, um dos melhores shapers do

Brasil, nos deu a honra de contar toda sua história de sucesso, que envolve muito trabalho, perseverança e dedicação.


BEACH SHOW - BOARDS

Como foi o início da sua história como shaper, e

quais foram as suas influências?

Quando parti de Aracaju, em novembro de 1987, já

idealizava meu projeto de fábrica de pranchas no

Rio de Janeiro, e fui para lá. No início trabalhando

como lixador, depois como laminador em oficinas,

foi quando tive a oportunidade de conhecer e

trabalhar com grandes shapers cariocas como

Braz Barros, Ítalo Marcelo, Murilo Cavalcanti, Victor

Vasconcellos e Pedro Bataglin, entre tantos outros.

Antes de começar a shapear, no final de 1989,

trabalhei como back shaper em produção para

adquirir experiência.

Nessa época fazia de 5 a 7 pranchas por dia de

segunda a sábado, assim, acumulei bagagem

e prática para trabalhar na minha própria

marca, investir em projetos que acredito serem

fundamentais para estabelecer uma marca

forte, comprometida com o mercado e com

responsabilidade.

Quais os atletas que você já apoiou e que estão

contigo na atualidade?

Por ideologia priorizamos as categorias de base,

pois acreditamos ser muito importante para

atingir resultados concretos. Investindo nas

nossas crianças, formarmos gerações capazes de

representar o Brasil, e acima de tudo, usamos o

esporte para formar bons cidadãos.

Foi trabalhando assim que conquistamos 6 títulos

mundiais entre atletas de até 22 anos. Alejo

Muniz (SC) 2004 “King of the Grommets” e o bi

campeonato em 2005 com Wiggolly Dantas (SP).

Ainda em 2005 Pablo Paulino (CE) foi campeão

mundial Pro-jr e também o bi da categoria em

2007.

Em 2006/07, foi o ano que Jefferson Silva (SP)

conquistou o primeiro título no ISA GAMES Jr,

assim como o também inédito mundial mirim, no

final de 2010, com Filipe Toledo.

Durante esses 27 anos de experiência, a marca

estava presente em praticamente todos os

títulos nacionais, desde as categorias de base

até o profissional, e frequentemente temos pelo

menos um atleta na seleção brasileira nos eventos

chancelados pelas entidades que regem o esporte.

Por que a mudança para Sergipe?

No final do ano de 2011, depois da aprovação no

PSDI (Programa Sergipano de Desenvolvimento

Industrial), decidimos colocar em prática nosso

projeto. Iniciamos o processo de construção

e montagem da nossa fábrica definitiva, que

durou dois anos e um investimento de mais de

quinhentos mil reais.

O esforço valeu muito a pena, pois hoje somos uma

indústria de pranchas regularizada, estabelecida

em distrito industrial, com todas as licenças de

funcionamento, funcionários registrados e com

direitos garantidos junto a todos os programas

obrigatórios de saúde e segurança do trabalho.

Isso nos permite produzir também pranchas de

kite e SUP, mercados que vem crescendo muito.

E na questão ambiental, como a fábrica atua em

relação aos residuos produzidos?

Hoje em dia todo o material é separado por

classificação: garrafas e sacos plásticos, metal

e papel. Esse material é encaminhado para

empresas que trabalham com reciclagem. A água

depois de tratada é reutilizada na produção, e o

particulado está seguindo para um aterro, mas

já estamos estudando soluções, juntamente com

outros parceiros, para a reutilização desse material

na incineração e geração de energia para caldeiras.

Estamos trabalhando para o reaproveitamento de

todo o detrito e minimizar o impacto ambiental,

assim, buscar o ISO também nesse quesito. Toda

essa informação é apresentada com frequência

em nosso site e nas redes sociais, com o objetivo

de mostrar nossa dedicação e investimento na

preservação do meio ambiente.

Qual a mensagem que você deixa para os

leitores?

Acredito que somente sua própria mente pode te

limitar. Portanto, quando quiser realizar alguma

coisa, simplesmente faça! Não pare

ou desista diante das adversidades.

Frequentemente vejo pessoas

julgando os outros, falando como

se não houvesse dificuldades para

todos nós, mas ninguém sabe o

quanto você se sacrificou para se

dedicar à um propósito. O sucesso

não é coisa do acaso ou do destino,

é fruto de muito trabalho, esforço e

dedicação.

Por Magno Martins

40 / BS


41 / BS


BEACH SHOW - ARTE

Faça da Arte

a sua praia

A artista cearense, Rosa Fonseca ou R. Angélia, como assina

suas telas, é a nova colunista da Revista Beach Show.

Artista consagrada com exposições nacionais

e internacionais, ela é uma das pioneiras na

abordagem do tema “surf arte” e já estreou sua

coluna falando um pouco sobre a The Board Trader

Show, prestigiada feira que marcou a história do

surf business.

Nos dias 25, 26 e 27 de novembro, pela primeira

vez na história, a cidade de São Paulo foi o destino

mais cobiçado dos surfistas brasileiros. Estreando

em grande, a The Board Trader Show, foi

a maior feira de “boardsports” do mundo.

Em um momento tão importante para o surf,

onde a modalidade passou a ser esporte olímpico

e os principais nomes do circuito mundial são

brasileiros, com dois campões nos últimos três

anos, o evento reuniu a nata do surf nacional e

mundial que contou com mais de 100 expositores.

As principais marcas nacionais e internacionais de

pranchas, equipamentos e acessórios marcaram

42 / BS

presença, além dos melhores shapers brasileiros

que também participaram do festival onde foram

lançadas novas tecnologias tão aguardadas por

surfistas profissionais e amadores.

O The Board Trader Show também contou com

diversos espaços, foi criada uma área “ao vivo”, o

Master Of Shapes, onde oito shapers brasileiros

apresentaram todas as suas habilidades numa

competição inédita. No ano de estréia, o

homenageado foi o shaper e designer,

Daniel Friedmann, criador da famosa

prancha 6’5”, monoquilha, round pin,

em 1978. Os shapers tiveram o desafio

de replicar, ao vivo, durante os três dias

de evento, a famosa prancha.

Outra área de destaque foi o “Glass Demo”,

onde shapers utilizaram diversos tipos

de resinas e acabamentos, mostrando

ao vivo suas artes. Ainda destacando as

ações que foram realizadas na feira, uma

fábrica de pranchas de madeira, feitas

pelo designer, David Weber, levou ao

delírio o público presente.

Exposição de artes plásticas e fotos com

o tema surf, ilustraram os 150 metros

de paredes da feira. “Pocket shows”, dj’s,

apresentações de rock, blues e reggae também

fizeram parte da programação da feira.

Fernado Mesquita, Tom Veiga, Hilton Alves e

Márcio Ito, trouxeram suas obras, deixando a

exposição mais colorida e variada, e também

outros nomes de peso, como os paulistas, Aleko

Stergiou, Sebastian Rojas e o carioca, Luiz Blanco.

O eclético, Tom Toledo, que faz trabalhos incríveis

em madeira, deu um olhar diferenciado para a

fotografia, e o veterano, Elias Freitas, com um estilo

bem único, trouxe toda a influência dos anos 80

em seus trabalhos.

O curador da exposição, Kemel Addas Neto, que

foi proprietário da Body Glove e Dingo, nos anos

80 e atualmente trabalha na sua marca, Monduba,

é frequentador assíduo de eventos como a The

Boardroom Show, ASR, Surf Expo e Agenda,

nos EUA. Desenhista e pintor desde a infância,

sua arte ganhou outras proporções a partir da

fotografia conectada ao desenvolvimento da

moda, influenciado sempre pelo tema surf, seja

no Brasil ou na Califórnia, onde trabalha e já fez

várias exposições. Sua arte também foi exposta na

The Board Trader Show, que chegou para resgatar

o melhor e mais verdadeiro DNA do mercado de

surf no Brasil.


BEACH SHOW - SOCIAL

PROMESSAS

DO SURF

NORONHENSE

Por Dárica Bolinelli e Mardônio Paz Filho

Momentos de oração, reflexão e espiritualidade também

fazem parte das atividades educacionais do projeto.

A Revista Beach Show esteve recentemente na ilha de Fernando de Noronha

para conferir e trazer até você, um pouco mais desse incrível projeto que

vem crescendo e ganhando cada vez mais visibilidade no Nordeste e no

Brasil. Com muito compromisso social e dedicação com as crianças, a

praia e a educação, eles estão divertindo e transformando muitas vidas na

paradisíaca ilha.

Lucas Costa e Raimar Souza são bastante

conhecidos na ilha. Não somente pela importante

marca, mas também pela respeitada e notável

ESN (Escola de Surf Noronha), nome que

deram à escolinha de surf que ajuda crianças e

adolescentes na prestigiada ilha.

Quando fundaram a escola já existia uma na ilha,

então eles resolveram montar uma assocciação,

para que a escola não fosse de uma só pessoa,

assim, construiram um espaço de todos onde

o Presidente é o Raimar, que é nativo da ilha. O

grupo é bem grande, atualmente eles têm cerca

de 40 crianças e adolescentes inscritos, e como

eles não têm somente o surf como atividade,

decidiram criar a Noronha Roots, uma marca de

surfwear, onde uma boa porcentagem dessa

marca é direcionada à escola.

“Nosso foco é um dia chegar com essa criançada

no Hawaii, num brasileiro ou quem sabe até um

mundial.” Comenta Lucas Costa com animação.

A preocupação deles não é só formar bons

surfistas, mas também boas pessoas, os valores

que eles priorizam é ter educação de base e

escolar, respeitar o mar, a natureza, os colegas e a

hierarquia.

A escola funciona às terças, quintas e sábados.

Nas terças e quintas o ensino é mais focado no

surf, tanto para os principiantes, quanto para

aqueles que já tem um surf mais avançado. Aos

sábados, eles realizam diversas atividades como

44 / BS

alongamento, educação

ambiental, treinamento

funcional e um sábado

por mês, fazem coleta

de lixo nas praias e ruas

da ilha.

“Separamos duas

equipes, uma recolhe

o lixo pela praia e outra

por cima, geralmente

cada equipe apanha

mais ou menos 8 sacos

de lixo de 100 litros

cada.” Conta Raimar com

orgulho à nossa redação.

Mas não pense que eles

param por aqui, além

desse lindo projeto com

o surf e a marca, eles ainda organizam várias outras

atividades com a molecada. Passeio de apneia, de

barco, remadas de Stand Up, natação, e como se

não bastasse para obterem melhores resultados,

eles marcam colado com o desempenho escolar e

as notas de seus alunos.

“Toda sexta-feira a gente vai na escola verificar

o rendimento escolar da maioria, se um deles

vai mal na escola eles não deixam de participar,

mas perdem as regalias, como os passeios por

exemplo. Não podemos conseguir nada sem

estudo, e a gente preza muito isso aqui na ESN.”

Frisou Raimar Souza.

O principal patrocinador desse sensacional

projeto é a marca Noronha Roots, outras empresas

também acreditam e apoiam essa linda iniciativa,

como a Cia da Lua, Açai Raizes, Bar do Cachorro,

Pousada Tejuaçu, Mar de Noronha, e os pais e mães

das crianças, que sempre levam bolo, suco, água e

biscoito para a criançada.

Nós, da Revista Beach Show ficamos encantados

com o comprometimento de todos que se

empenham e acreditam na criançada, eles são

o nosso futuro e no que depender dessa galera,

podemos ficar tranquilos, pois o futuro está em

boas mãos.


BEACH SHOW - SOCIAL

NORONHA

CAPOEIRA

FILOSOFIA E

ALTRUÍSMO

Foto: Lisandro de Almeida

Mestre Cueca vendo o mundo por outra perspectiva

Estive como o Mestre Cueca, do Grupo Meia Lua

Inteira, e ele nos falou sobre o projeto que realiza

com as crianças da ilha de Fernando de Noronha.

Um projeto antigo, bastante sólido e benéfico para

a molecada local. Ele falou um pouco sobre essa

linda arte, a capoeira, sobre o seu grupo e contounos

também como foi começar do zero e o que

espera para o futuro do projeto.

Mestre, se apresente:

Olá, galera, meu nome é Rogério Henrique Lira e

sou conhecido como Mestre Cueca. Há 17 anos

temos um projeto aqui na ilha com o intuito de

tirar a criançada da rua através do esporte e da

disciplina.

Como aqui é uma ilha, isso limita um pouco nossas

opções. Quando eu cheguei aqui, a maioria da

molecada passava muito tempo na rua, sem

foco ou prospectiva, na época havia somente

a escolinha de surf do Iapa, mas infelizmente a

maioria não tinha acesso.

Começamos dando aula na pracinha dos remédios,

daí o projeto se estendeu e hoje estamos com 60

crianças inscritas e aproximadamente umas 40

ainda em espera. Lamentavelmente ainda não da

pra atender todo mundo, pois agora nosso maior

foco é a creche. Atualmente estamos com 240

crianças e todas elas usufruem de aulas de música,

eu espero que esse ano a gente consiga angariar

mais fundo para estender a creche e as aula para

3 dias na semana.

Qual é o nome desse projeto?

Na realidade o projeto em si não tem um nome.

Nosso grupo, o ‘Meia Lua Inteira’, vem focando

nessa iniciativa há muitos anos com essa proposta

voltada pro social. Na

realidade a Capoeira em si

é um movimento social, ela

nunca teve outro objetvo

desde o seu nascimento.

É uma filosofia de vida,

como o surf, ou qualquer

outro estilo que você siga

com afinco. A Capoeira foi

e é um divisor de águas na

história e também aqui na

illha, ela forma pessoas para

serem bons capoeiristas

e cidadãos. Hoje em dia a

Capoeira é a maior difusora

da lingua portuguesa no

mundo.

Além de você, que é o mentor desse projeto,

quem são seus ajudantes?

Como acumulei muito trabalho na ilha, atualmente

não tenho mais tempo para cuidar dos dois

projetos, o dos adultos e o das crianças, daí eu tive

que formar dois alunos, o Cachorrinho e o Carioca,

pra que tomassem conta da gurizada. A graduação

atual deles é Professor Estagiário.

Quem são os patrocinadores desse projeto?

Vários apoiadores passaram por nós ao longo dos

anos, graças a Deus todos que vêm querem ajudar,

mas atualmente nossos patrocinadores são, o

ICMBio e o Parque Nacional Econoronha, eles

que sustentam toda a estrutura, e tem também

os apoiadores, como a Osklen, a Neuronha, o Zé

Maria, Pousada da Praia, Pousada do Vale (essa foi

a primeira a acreditar no nosso projeto), Projeto

TAMAR, Açaí Raiz, Açaí do Elsio.

Pra finalizar, deixe uma mensagem pra galera:

A Capoeira é e sempre foi gratuita aqui na ilha,

quem passar por aqui é só chegar, segunda,

quarta e sexta no ICMBio, e terça e quinta na Vila

Flamboyant, no centro de Noronha. Sejamos e

pratiquemos o bem, aqui todos são bem vindos.

Muito Axé, Mestre Cueca.

Por Mardônio Paz Filho

46 / BS


BEACH SHOW - PERFIL

#LIMABACK2017

COM ESSA HASHTAG É CELEBRADO O RETORNO

DA NOSSA CEARENSE, SILVANA LIMA, À ELITE DO

SURF MUNDIAL APÓS VITÓRIA E O TÍTULO DO QS.

Depois de um ano de muitas lutas e conquistas, de

volta pra casa e no aconchego da família, Silvana

fala das expectativas para o circuito, seu cotidiano

de treinos, superações e muito mais. Ela, que

chegou a ser vice-campeã mundial duas vezes,

foi a brasileira que conseguiu chegar mais perto

do tão sonhado título, superando a catarinense,

Jacqueline Silva, que foi vice-campeã uma vez.

Seus títulos mais expressivos são: quatro vezes

campeã brasileira (atual campeã 2016), duas vezes

campeã do WQS, duas vezes vice-campeã mundial

do WCT e campeã sul americana.

E acreditamos que 2017 é a sua grande chance

para a conquista do ponto mais alto do podium da

Word Surf League.

Acompanhe a entrevista exclusiva com a cearense

arretada, Silvana Lima, direto do seu cantinho

preferido no mundo: a paradisíaca praia do

Paracuru no Ceará.

Por Magno Martins

Foto: Érico Frota

Como foi a luta na época que você ficou sem

patrocínio até conseguir apoio novamente?

Eu fiquei sem patrocínio em 2012, quando eu

voltei da minha terceira cirurgia. Estava na Gold

Coast, ainda com a Billabong e coincidiu de o

contrato acabar e não o renovaram. Em 2013 fui

convidada para competir o Circuito Mundial pela

ASP, não fui bem e acabei caindo para a segunda

divisão.

Nesse período senti muito a pressão na parte

financeira, porque no WQS os atletas não ganham

como no WCT e a premiação é bem inferior. Vendi

meu apartamento e meu carro para investir na

minha carreira, me esforcei e deu certo. Voltei para

o WCT em 2015, perdi algumas etapas e mais uma

vez fui para segunda divisão, mas 2015 foi um

ano bom, porque consegui patrocínio da Furnas,

OI e Vult Cosmética para 2016. Fiz uma excelente

campanha e finalizei o ano como campeã do WQS,

garantindo minha vaga para o WCT 2017.

Como é sua rotina de treinos e alimentação?

Estou trabalhando com o Iapa Noronha, além

de técnico ele também é filmmaker, eu adoro

ser filmada e observar meus movimentos para

poder evoluir. A Marina Werneck me apresentou o

Thiago Alves, personal que entende muito de surf,

treino bastante com ele na academia também. Em

relação a alimentação, eu como de tudo, mas em

época de campeonato eu diminuo bastante nas

carnes e carboidratos. Gosto muito de salada, cada

dia da semana tenho um cardápio diferente.

Foto: WSL / Bennett

Quais músicas você gosta de escutar?

Adoro Anitta e Luan Santana, mas não gosto

de escutar músicas antes das baterias dos

campeonatos.

Melhores picos de surf?

Indonésia, Havaí e Trestles .

Quais são os surfistas que te inspiram?

Felipe Toledo sou super fã, pois crescemos

juntos, éramos da mesma equipe, Gabriel Medina

também admiro muito e o Adriano de Souza, a

pessoa que ele é, o foco dele me inspira.

48 / BS


Silvana venceu o QS 6000 Sydney International na Austrália para

sacramentar sua volta ao grupo das top-17 do CT como campeã

do ranking de acesso da World Surf League.

Foto: WSL / Bennett

Como você define seu surf?

Acho que radical define. Gosto dos meus aéreos, manobras e estilo.

Justamente por ser radical demais que me machuquei e passei por

algumas cirurgias.

Qual sua expectativa para o WCT 2017?

Conseguir bons resultados e começar na Gold Coast já é um prêmio pra

mim, porque eu amo aquele lugar, além de ter morado lá por 6 meses, a

onda em si é boa demais, é uma sorte surfar só com mais duas pessoas na

água, pois no free surf tem muito crowd; teve uma vez que sai chorando

do mar porque não consegui pegar nenhuma onda, fiquei só babando

os locais pegarem todas. Acho que em Margareth River é onde vou sentir

mais dificuldade, pois tem vento forte e eu sou leve.

Quem é seu shaper?

Atualmente estou usando as pranchas Xanadu.

Qual a mensagem para as meninas do freesurf e as que querem

seguir uma carreira profissional?

Para as do freesurf é fantástico o contato com a natureza, melhor coisa do

mundo é surfar. E as que querem ser atletas, é fundamental trabalhar a

imagem, ter uma prancha boa e fazer surftrips. E por último, ter esperança

que o Brasil vai sair dessa crise e ter mais competições.


BEACH SHOW - INTERNACIONAL

NAS ONDAS DA COSTA RICA

Por Davi Pereira

Fotos: Fernanda Pereira

Da esquerda para a direita, fazendo o reconhecimento em Avellanas,

Felipe Passos, Renato Toledo, David Pereira, Maciel Pereira,

Carlos Roberto e Valdir Passos

Tudo pronto! No dia 18 de maio de 2016 partimos

de Fortaleza com destino à San Jose, maior cidade

e capital da Costa Rica. A expectativa era grande, os

gráficos já apontavam uma boa ondulação para o

dia seguinte à nossa chegada.

A barca foi composta também por Renato, Valdir,

Carlinhos e Felipe que se encontraram no Aeroporto

Internacional de Guarulhos em São Paulo.

Saímos do Brasil e chegamos em São José às

9:00 da manhã do dia 19 de maio. Já na capital

costarriquenha, nos encontramos com mais dois

integrantes da trip, o surfista Maciel Pereira e sua

esposa e fotógrafa Fernanda Pereira, responsável

pela captura de todas as imagens. Alugamos

dois carros e fomos direto à praia de Tamarindo,

localizada na Costa Oeste de Guanacaste, que fica a

aproximadamente 3h de San José.

Chegando em Tamarindo, a galera já fez a primeira

caída num pico em frente ao hotel, o fim de tarde já

indicava que o dia seguinte seria de muitas ondas,

mas o pico seria outro, Playa Negra, uma direita que

rola numa rasa bancada de pedra.

Como esperado, acordamos na madrugada do dia

20 ansiosos para ver as condições do mar em Playa

Negra, que fica a 25 minutos de carro do centro

de Tamarindo. Pouca gente na água e ondas que

quebravam perfeitamente, com séries de 5 a 6 pés,

bem constantes

David Pereira amarradão depois de altas

ondas curtindo o pôr do sol em Avellanas

50 / BS


Os irmãos David e Maciel Pereira, contemplando a perfeição

das ondas em Avellanas rumo ao outside.

Imagem Google


Renato “Danadão”Toledo, numa da

série em Playa Hermosa!

COSTA RICA

PURA VIDA - PURA VIDA - PURA VIDA - PURA VIDA - PURA VIDA - PURA VIDA

Ainda conhecemos Avellanas, mar um pouco

menor, mas que apresentava também boas

condições para o surf.

Depois disso o mar baixou geral e a galera ficou

“merrecando” por dois dias, na verdade esse

intervalo até que foi bom, pois todos nós já

estávamos fisicamente esgotados da intensidade

dos dias anteriores.

Passados cinco dias em Tamarindo, resolvemos

puxar o barco e nos deslocar até Hermosa,

um beach break com ondas fortes e tubulares,

considerada uma das ondas mais constantes da

Costa Rica.

Maciel Pereira explodindo na junção em Avellanas

52 / BS


Quando chegamos em Hermosa o mar ainda

estava calmo, mas a previsão já sinalizava que

ia subir e com excelentes condições. Como

previsto, Hermosa quebrou perfeita, com

excelentes ondas, atingindo o seu ápice nos

três últimos dias da trip com séries de 6 a 8

pés. Nesses dias quebraram tubos perfeitos

para os dois lados.

Na água tivemos o prazer de encontrar o top

do QS, Carlos Munhoz, esbanjando estilo e

com um surf de alta performance, mostrando

muita intimidade nas perfeitas ondas de

Hermosa.

Dia 29 deixamos a Costa Rica com a promessa

de que o retorno aconteceria o mais breve

possível, uma vez que as condições para o surf

nesse lugar são quase sempre irretocáveis,

mar liso, sem vento e água límpida, que é

exatamente aquilo que sempre buscamos.

Aloha e Pura Vida!

Valdir Passos curtindo as perfeitas

ondas em Playa Negra

Davi Pereira rasgando forte e

com estilo em Playa Negra

COSTA RICA

PURA VIDA - PURA VIDA - PURA VIDA - PURA VIDA - PURA VIDA

O surfista local e top do QS

Carlos Munhoz em Playa

Hermosa!

54 / BS


BEACH SHOW - TRIP

SWELL EM JERI DÁ AS BOAS

VINDAS AO PROJETO SURFARI

MUDAR O MUNDO ENQUANTO SURFAMOS, É POSSÍVEL!

Fotos: Surfari

Por Dárica Bolinelli e Mardônio Paz Filho

Parece audacioso, e é. Mas esses dois gaúchos, Lucas Zuch, 27, formado

em administração e Duda Saracura, 27, formado em publicidade, juntaram

conhecimento e vontade e estão conseguindo cada vez mais, mudar o

mundo. Começaram em julho de 2016 uma viagem por todo o litoral

brasileiro, passando por mais de 180 praias, uma trip alucinante, que rendeu

muitas histórias, vídeos, conteúdos, dados, risadas, e claro,

boas ondas. Na passagem pelo Ceará, eles visitaram as

famosas direitinhas do paraíso cearense, Jericoacoara, e

não por acaso, chegaram em boa hora, pois estava rolando

um swell irado, que mais uma vez surpreendeu com uma

ondulação de norte, linda e consistente em outubro de

2016.

Os locais e visitantes fizeram a festa, e os gaúchos, juntamente com o Projeto

Surfari, aproveitaram todo o encanto que só esse paraíso tem a oferecer. E a

Beach Show estava presente, para conhecer melhor o trabalho desses caras

que estão mudando, acrescentando e melhorando a história do surf brasileiro.

O projeto Surfari nasceu em 2010, e consiste

em um estudo sobre o desenvolvimento

socioeconomico do surf, o seu impacto e como ele

afeta, de diferentes formas, a vida das pessoas em

cada região por todo o Brasil.

O Surfari é uma empresa que possui uma

plataforma online de vídeos e tem a missão de

enriquecer a cultura surf, acreditando que se mais

pessoas surfarem o mundo pode ser um lugar

melhor; e pra enaltecer isso, eles fizeram esse

projeto, que se chama Reconhecendo o surf. Saindo

do Chuí foram até a Oiapoque, mapeando e

entrevistando as pessoas locais, empreendedores,

surfistas profissionais e amadores, para entender

como é o impacto do surf nesses lugares.

“Aproveitando esse momento super importante

para o surf brasileiro, pegando uma carona nesses

dois tíitulos mundiais e olhando pra esse estranho

momento na nossa economia, a gente acredita no

surf como uma importante e notável ferramenta

de transformação sociocultural, e que ele pode

mudar nossa sociedade pro bem. Agora é o

momento de olharmos pra dentro do nosso país,

e avaliar um modo para nos valermos disso, para

crescermos como sociedade não só do surf, mas

como um todo.” Explica Duda.

Pra nós, surfistas, isso já é muito claro, mas para o

público geral ainda não, o surf influencia em todas

as decisões de um surfista, desde a mais simples,

como escolher o destino das férias, até as mais

complexas, como profissão e onde morar.

56 / BS

O surf brasileiro é muito rico em histórias, a gente

sabe de empreendedores milionários, até gente

que mal tem o que comer, e a vibe do surf é

sempre a mesma, pra todo surfista.

“Aqui no nordeste a gente foi muito bem recebido,

com um carinho muito grande, desde a Bahia

até o Ceará, um celeiro de grandes talentos,

picos variados para todo estilo de surf e alguns

lugares com cenas bem peculiar, como é caso do

Titanzinho. E tem toda uma galera que vibra e vive

do surf de maneira direta ou indireta, vocês da

Revista Beach Show, por exemplo, fortalecendo a

vida do surf nordestino.” Comenta Lucas.

A mensagem que esses talentosos rapazes nos

deixam, é que podemos nos orgulhar não só pelos

nossos campeões, mas por toda uma cultura surf

que estamos criando; as vezes a gente se espelha

demais nos ídolos de fora, mas temos que olhar

mais também para os nossos próprios ídolos.

O surf está crescendo cada vez mais, e esperamos

que com esse trabalho os novos surfistas, e os

veteranos também,

sejam bem educados

e instruídos, e com

certeza o Projeto Surfari -

Reconhecendo o Surf e nós

da Revista Beach Show,

estamos contribuindo

com esse propósito.

LUTO

Após a produção desta matéria, durante o

fechamento da edição, recebemos a triste

notícia do falecimento do nosso brother e

um dos idealizadores do Projeto Surfari,

Lucas Zuch, que por uma fatalidade foi

vítima de um acidente enquanto fazia o que

mais amava: surfando. Nossa equipe ficou

profundamente abalada lembrando tudo

o que vivemos durante a passagem desse

surfista de alma em terras nordestinas.


Beco Doce - Jericoacoara -

Preserve...

PRESERVE...

Com mais de 4000 anos, os

corais negros de águas

Com mais de 4000 anos, os corais

profundas são o mais antigo

organismo negros de águas marinho profundas conhecido, são os

portanto mais antigos a antiguidade organismos marinhos do coral

é que mais se um tem motivo conhecimento. para reforçar A

a antiguidade proteção dos e a raridade habitates dos do corais alto

mar,

negros,

que

é

tanto

mais

se

um

desrespeita

motivo para

muitas vezes, especialmente

em

reforçarmos

águas internacionais.

a proteção desses

Os habitantes corais de do alto mar. No do Hawaii,

enfrentam eles enfrentam ameaças diretas diretas e e

imediatas, pela como recolha a recolha dos corais de

corais para jóias para e jóias pesca e a com pesca arrastão com

arrastões de fundo, para além

de fundo. Os corais mantém uma

de que a estreita relação dos

corais relação com estreita a superfície com a superfície do mar

faz do com mar, que fazendo estes com se vejam que eles

rapidamente sejam afetados afetados por mudanças, por

mudanças, tanto naturais tanto quanto naturais as causadas como

as

pelo

provocadas

homem, como

pelo

o

homem,

aumento da

como a acidificação dos

acidez dos oceanos, aumento da

oceanos, o aumento da

temperatura, e lixo outros. e outros. Nós da

Entretanto Coral Negro nós lutamos da Coral diariamente Negro e

surfistas para melhorar lutamos a consciência da

diariamente preservação. para uma maior

consciência de preservação.

coral negro jeri

(88)99976.0966 coralnegro

57 / BS


BEACH SHOW - PERFIL

“TÁ ESTRESSADA VAI SURFAR,

POIS O QUE ACALMA NÃO É ÁGUA

COM AÇÚCAR, É ÁGUA COM SAL.”

Foto: Larissa Costa

ESSA CITAÇÃO SÓ PODERIA

VIR DE UMA AMANTE DO MAR.

JAQUEL SAMPAIO

A empresária e surfista começou a surfar em 2012 incentivada pelo

surfista veterano, Carlos Clécio. No surf encontrou uma oportunidade

de se exercitar e ao mesmo tempo curtir um pouco mais do paraíso

onde vive desde a adolescência, Jericoacoara.

Jaquel, que sempre foi muito focada no trabalho, entrou com

tudo também no mundo do surf. Em princípio com um Stand Up

emprestado de um amigo, e logo em seguida vieram as competições,

conquistou o vice no tradicional Campeonato de Sup Fantasy e na

sequência ganhou o evento Sup Brasil, ambos na categoria Race e

vice campeã na Wave. Em 2015 foi campeã cearense de Sup Wave

e em 2016, campeã do II Jericoacoara Longboard Festival, além de

dedicada no empreendedorismo, ela é dedicada na água.

No final de 2016, se submeteu à uma cirurgia que a manteve afastada

da água por um tempo, o que a deixou afastada das competições,

mas seu plano é voltar com força total em 2017.

Mãe de três lindas meninas, ela está sempre na “labuta”,

administrando juntamente com sua mãe, Jaqueline e sua irmã Jaline,

o tradicional Restaurante Dona Amélia, situado na Rua do Forró e a

Doceria Amelinha Doces e Tal no Beco do Forró.

Por Marcelo Bibita

Foto: Arley Ribeiro

58 / BS


59 / BS


BEACH SHOW - WINDSURF

BRA250

O PRODÍGIO DOS VENTOS

Foto: Emanuela Cauli

Jericoacoara é muito conhecida por seus

encantos, direitinhas perfeitas para longboards,

águas cristalinas, lindas lagoas, ideal para o relax,

dunas maravilhosas, entre outras coisas. Mas o

que pouca gente sabe, é que Jeri, com ventos que

chegam até 45knos, é também um dos destinos

mais procurados no mundo pelos velejadores de

windsurf.

Enquanto para o surfista a presença de vento

pode ser um ponto negativo para o surf, no

windsurf a presença dele é essencial. Constituído

por uma prancha e uma vela, o primeiro protótipo

do windsurf foi criado na década de 1960, pelo

casal Naomi e Newman Darby, em Portugal. No

entanto, a criativa ideia não foi bem recebida e eles

desistiram da invenção antes mesmo de patenteála.

Anos mais tarde, em 1965, na Califórnia, Hoyle

Schweitzer (surfista e empresário) e Jim Drake

(velejador e engenheiro aeronáutico), uniram as

características do surf com o velejo, e em 1970

patentearam o equipamento e o batizaram de

windsurf.

O sucesso do windsurf foi tão grande, que apenas

14 anos depois, em 1984, já foi reconhecido

como esporte olímpico, e nesse mesmo ano,

aqui no Brasil, foi criada a representação da

classe no Conselho da Confederação Brasileira

de Vela e Motor - CBVM, com a fundação da

Associação Brasileira de Prancha a Vela (ABPV),

hoje renomeada Associação Brasileira de Windsurf

- ABWS. A primeira prancha de windsurf que

chegou aqui no Brasil foi trazida pelo Fernando

Germano, do Clube de Campo do São Paulo, e os

pioneiros foram Klaus Peters e Marcelo Aflalo.

E quando falamos de windsurf brasileiro, não

podemos deixar de mencionar José Edvan de

Souza Pedro. Nascido em Camocim e radicado em

Jericoacoara, o “voador das ondas” (conhecido pela

altura alcançada de seus saltos nas manobras),

já coleciona títulos importantes para o windsurf

brasileiro, e com 29 anos ainda tem muito a

oferecer à esse esporte e ao Brasil.

Edvan começou bem cedo no windsurf, e seu

sucesso foi um misto de talento, muita dedicação,

foco e sorte; e ainda teve essa sorte dobrada, pois

além de ter o privilégio de ter um patrocinador, o

que é fundamental no windsurf, como ele mesmo

diz, ainda conheceu através do esporte que ama,

sua esposa, Aurora, fonoaudióloga e também

velejadora, e juntos criaram a Jeri250, escola de

windsurf e outros esportes aquáticos, localizada

na paradisíaca praia.

Em termos de competição, o windsurf está dividido

nas seguintes categorias: formula, freestyle,

slalom, speed racing, super X e wave. E nosso

Edvan coleciona alguns títulos em quase todas

as categorias. Já foi 9 vezes Campeão Brasileiro

Freestyle, Campeão no South American Freestyle

Contest, Campeão no International Freestyle

Contest, Campeão na World Freestyle Contest,

segundo lugar no European Freestyle Contest, e 13º

colocado no ranking mundial na World CUP, entre

outros tantos títulos nas categorias wave, slalom e

formula.

Foto: Alma en Foto

60 / BS


A Revista Beach Show teve uma conversa com o

“voador das ondas” e mostramos pra vocês um

pouco mais desse grande nome do windsurf,

esporte ainda não muito difuso, porém muito

desafiante e encantador.

Você veleja desde criança, como e quando

exatamente iniciou esse caso de amor?

Tudo comecou em 2000, com um amigo italiano,

o Maurizio Gussella, ele foi a primeira pessoa que

vi velejando e fazendo manobras, desde então me

apaixonei pelo esporte.

Quando você virou profissional do esporte?

Aí já foi um pouco mais tarde, em 2009, com o

“paitrocínio” (risos) de Gianluca Amadori, uma

pessoa que até hoje considero como um pai, foi ele

quem sempre me ajudou, me apoiou, incentivou e

patrocinou ao longo das muitas viagens que já fiz

como windsurfista profissional.

Qual foi o melhor mar da sua vida e a pior vaca?

O melhor mar com certeza foi em Moulay, no

Marrocos, vento muito forte e ondas perfeitas pra

saltar. Já tomei algumas vacas bem duras durante

esses anos como velejador, mas graças a Deus

não houve nenhuma que rendesse uma memória

exclusiva. (risos)

Qual o seu sonho?

Meu sonho já estou vivendo! Poder viajar o mundo

e trabalhar diretamente com o que eu amo e ainda

por cima poder contar com o apoio incondicional

da minha esposa e parceira pra tudo, já é por si só

o meu sonho, e o vivo diariamente.

Qual foi o título mais difícil?

Todos foram muito difícies, sempre competi com

vários atletas importantes no mundo do windsurf,

mas treinamento e foco fizeram toda diferença,

além da torcida, claro, que sempre foi de grande

incentivo.

Para você que compete e conhece bem essa

galera, na sua opinião, quem tem o velejo que

mais impressiona?

Marcílio Browne e Philip Köster, meu olhar está

sempre neles, pra mim são os melhores em estilo,

variação e combinação de manobras.

Como você vê o velejo brasileiro hoje em dia?

No que diz respeito aos atletas somos muito

fortes, nós temos velejadores de grande

potencial, mas como na maioria dos esportes

dito “recentes”, infelizmente ainda falta muito

patrocínio. O windsurf é um esporte de alto custo,

lamentavelmente nem todos da classe baixa e

média têm a sorte que eu tive de ter patrocínio e

suporte. Falta assistência para atletas, já vi grandes

talentos desistirem por falta de ajuda financeira.

Somos uma revista que cobre todo o Nordeste,

em sua opinião, como estão os campeonatos

regionais em relação a infraestrutura e

premiação no windsurf?

Na minha modalidade (wave) aqui no Brasil,

o único evento que eu conheço é o que eu

mesmo organizo todos os anos, em Jericoacoara.

Aqui ainda é muito precário nos esportes, e na

premiação entao, nem se fala.

Quais picos já enfrentou que mais te marcaram?

Todos! Cada viagem nos dá uma experiência

diferente, pessoas e culturas novas e todas com

suas características e inesquecíveis a seu modo.

Até o vento, quando tem a mesma velocidade no

Marrocos ou na Itália, mesmo assim ele ainda é

diferente, a posição, o ângulo, tudo; lembro com

detalhe de todos os picos que velejei.

Deixe uma mensagem para a galera da Revista

Beach Show e para os futuros velejadores:

Nunca desista dos seus sonhos, não é facil

chegar onde você quer, tem que ser persistente,

determinado, ter foco e não se abalar facilmente.

Galera da Beach Show, vocês estão fazendo um

ótimo trabalho, continuem estimulando o esporte

e o comércio esportivo, o trabalho de vocês é

muito lindo, estão de parabens.

Por Dárica Bolinelli

Fundadora e Diretora da ONG AMEM

Longboarder e windsurfista

Apoio:


BEACH SHOW - COMPETIÇÕES

GARRAS AFIADAS E

DISPUTAS ACIRRADAS

NO PENA LITTLE MONSTER

Fotos: Lima Júnior

A nova geração cearense dominou o pódio do

Pena Little Monster, encerrado com um show de

surf nas boas ondas do pointbreak de direitas do

Paracuru, no litoral norte do Ceará.

Da esquerda para a direita, o campeão da categoria Sub 16, Mateus Sena

seguido de Tiago Eduardo, Lucas Bezerra e Cauã Costa.

Com uma nota 10 na grande final, Matheus Ramos

ganhou do favorito, Jannifer de Souza por 18.50 a

18.40 pontos na última bateria do dia. Larissa dos

Santos festejou o bicampeonato no Ronco do Mar

e também largou na frente no ranking Pro Junior

2017 da Associação Brasileira de Surf Profissional

(ABRASP). Entre os monstrinhos, mais três

cearenses comemoraram vitórias, Cauã Costa na

Sub-14, Adriano de Souza na Sub-12 e Guilherme

Lemos na Sub-10. Os outros títulos foram para o

Rio Grande do Norte, com Mateus Sena ganhando

a Sub-16 e Victor Santos a Sub-8 na primeira final

do domingo no Paracuru.

Na categoria feminina, a Campeã brasileira Pro

Junior de 2015, repetiu a vitória conquistada no

Paracuru ano passado e festejou o bicampeonato

nas ondas do Ronco do Mar. Larissa dos Santos

62 / BS

não deu qualquer chance para

suas adversárias, começou forte

com 8.50, consolidou a vantagem

com 6.5 em sua segunda onda e

na terceira garantiu sua vitória com

um 8.0. A disputa pelo segundo

lugar foi intensa, entre a também

cearense, Yanca Costa e a paulista,

Julia Santos. Elas foram trocando

de posição a cada onda, até Yanca

confirmar o vice campeonato

igualando a nota 7.0 na melhor onda da Julia,

que no final ainda perdeu o terceiro lugar para a

paraibana, Raissa Fernandes.

Se Cauã Costa venceu fácil a final Sub-14, a decisão

Sub-12 foi emocionante e só decidida no último

minuto, com uma virada espetacular de Adriano

de Souza na única vitória do Paracuru no Pena

Little Monster 2017. O paraibano Yuri Barros, era o

favorito contra os três cearenses da bateria, logo

pegou duas ondas boas e largou na frente com

notas 8.50 e 8.20. Adriano também achou uma

boa direita no início e ganhou um 9.80 com uma

série de manobras fortes de frontside até a beira e

se manteve na briga do título.


Toda a energia do açaí unida

ao delicioso sabor da banana

formaram uma combinação

tão irresistível que fica difícil

tirar o sabor da cabeça. É provar

e torna-se fã de carteirinha!

63 / BS


BEACH SHOW - COMPETIÇÕES

As categorias dos monstrinhos do Pena Little

Monster foram as primeiras a definir seus

campeões. A Sub-08 foi a primeira a entrar no

mar, logo após as quartas de final do Pro Junior.

O potiguarzinho, Victor Santos, começou bem,

detonou uma direita até a beira que valeu um 7.0 e

liderou toda a bateria, fechando a vitória com uma

onda melhor ainda, que rendeu 8.75 para fechar o

placar em 15.75 pontos. Luna ficou em segundo

lugar com 6.05, seguido pelo também cearense,

Pedro Henrique, que ficou em terceiro com 5.50, e

os cariocas Lanai Thompson em quarto com 5.30 e

Petrus Dantas em quinto com 4.25.

Victor Santos nem saiu do mar, ficando na água

para disputar outra decisão da categoria Sub-10,

num confronto direto entre Ceará e Rio Grande do

Norte nas ondas do Ronco do Mar. Ele até tentou

repetir o seu ataque de backside nas direitas, mas

acabou cometendo uma interferência, e o cearense,

Guilherme Lemos, confirmou o favoritismo com

duas ondas excelentes que renderam notas acima

de 8.0, totalizando 16.75 pontos, contra os 10.25 do

também cearense Marcos Pedersen.

Fotos: Lima Júnior

O potiguar, Vitor Santos, levou a Sub-08 e

fez a festa no Ronco do Mar

Já os potiguares, Alessandro Lucas, ficou em terceiro com 6.0

pontos e Victor Santos em quarto com 5.25.

A surfista local, Luna Vieira, foi vice-campeã na Sub-08 e é apontada como

uma das grandes promessas do surf feminino para os próximos anos.

A etapa de abertura do Pena Little Monster 2017, aconteceu

em fevereiro, no Paracuru, e foi apresentada pela CT Wax,

com patrocínio da Pena Surf Wear e Prefeitura Municipal de

Paracuru. Com apoio da Água Acácia, Picolé Pardal, hotéis

Vento Brasil e Dunas de Paracuru, pousadas Bons Ventos e Sol

& Lua e Associação de Surf de Paracuru (ASPA), foi realizado

pela Federação de Surf do Estado do Ceará, Associação

Brasileira de Surf Profissional (ABRASP) e Top 16 Promoções.

Foi um show de novos talentos e um grande encontro de feras

e ferinhas dentro e fora d’água.

Quem também deu um show no evento foi o grande guerreiro, Mecim,

que mesmo depois de um grave acidente que o deixou tetraplégico,

encontrou forças para voltar a surfar e hoje viaja por todo o Brasil com

sua prancha adaptada.

Tiago Eduardo destroçando a junção com

seu estilo forte a radical.

64 / BS


BEACH SHOW - BODYBOARD

ISABELA SOUSA

4X A MELHOR DO MUNDO.

A atleta é, sem dúvidas, a mais reverenciada

da atualidade, por suas manobras radicais

que impressiona a todos e pela sua frequente

presença nos podiums, com avassaladoras vitórias

que se tornaram uma marca registrada de suas

performances no tour mundial.

A cearense, Isabela Sousa, sempre foi envolvida

com os esportes. Quando criança praticou karatê,

natação e futebol. Na escola era chamada de

“Ronaldinha” pelo domínio que tinha com a bola

e o show que dava nos jogos do colégio. Mas

foi quando ela tinha 11 anos que ganhou sua

primeira prancha e a partir daí tudo mudou, “Foi

paixão a primeira vista, graças à Deus tenho uma

família que sempre apoiou as minhas decisões e

não foi diferente quando decidi me tornar uma

bodyboarder profissional” comenta Isabela.

Foi em 2006 que essa menina de ouro se

profissionalizou, desde então, ela vem sendo top

no Circuito Mundial. Isabela em tão pouco tempo

já conquistou todos os títulos que uma

bodyboarder pode ter na carreira, mas com

certeza o maior título que possui é o de

Tetracampeã Mundial.

Produzimos especialmente para você, leitor

Beach Show, um verdadeiro raio X da trajetória

vitoriosa da nossa baixinha, relatando seus

primeiros passos no esporte, mostrando toda a

sua dedicação e como surgiu ao mundo uma das

maiores campeãs de todos os tempos.

Foto: Lima Junior

É do Brasil...

Isabela comemorando o

quarto título mundial

Quem é a Isabela Sousa?

Sou local da Praia do Icaraí e quando não estou

surfando ou estudando procuro me encontrar

com meus amigos e dar boas risadas.

Qual o segredo de tanto sucesso, de tantas

vitórias consecutivas no Circuito Mundial?

Muito trabalho duro e foco nos objetivos a curto

prazo. Não costumo pensar em vencer uma

etapa, mas sim passar uma bateria de cada vez.

As vitórias deste ano foram consequências dessa

forma de trabalhar.

Nos fale como funciona a sua rotina de treinos:

Faço faculdade e tenho que dividir meu tempo

entre os treinos e os estudos. Basicamente três

vezes por semana faço funcional na Academia

Funcional Life, com um treino especifico passado

pelo Lino Délcio, meu preparador, três vezes

por semana treino na PF Surf School com meu

treinador, Luiz Gustavo, vou uma vez por semana

66 / BS

ao fisioterapeuta Rafael Vieira, me encontro uma

vez por semana com a Tássia Ramos que é minha

psicóloga, além de ter um acompanhamento

nutricional com o Rafael Rabelo.

Você imaginaria que um dia se tornaria

Tetracampeã mundial de bodyboard? Como

isso aconteceu em sua vida ?

Eu sonhava com isso mas não imaginava que de

fato iria acontecer. Gosto de competir, mas amo

muito mais pegar onda. Acho que isso aconteceu

devido ao amor que tenho por melhorar cada vez

mais meu desempenho em minhas manobras.

Como foi a sua campanha para a conquista do

4º título mundial, relate um pouco, etapa por

etapa, até a consagração.

2014 e 2015 foram anos que não consegui o

título, mas que estava ali na briga. Inclusive ano

passado fui vice campeã do circuito mundial. Esse

ano estava bem focada em fazer o meu melhor

independente do título, o que eu não havia feito

nos anos anteriores. Itacoatiara foi a primeira

parada do circuito e tive baterias muito difíceis,

mas consegui ser campeã. A segunda etapa foi em

Arica no Chile e fiquei muito contente por vencer.

A terceira etapa foi em Sintra e com minha vitória

consegui o título por antecipação não precisando

competir em Nazaré.

Como funciona o seu relacionamento com os

seus patrocinadores, a sua imagem caminha

junto com eles, qual a sua estratégia para

mantê-los sempre no topo da mídia?

Tenho um relacionamento muito bom com eles.

Procuro sempre melhorar, tanto dentro quanto

fora d’água, e procuro dar o máximo de visibilidade

e retorno aos meus patrocinadores.


Foto: Lima Junior

Você teve foto na capa da edição

comemorativa dos 15 anos da Beach Show

e vários outros espaços durante todos

esses anos, o que isto representa para a sua

carreira de atleta profissional?

É muito gratificante, principalmente por ser

uma revista do meu estado e de visibilidade e

reconhecimento nacional e internacional.

Para finalizar mande um salve para os seus

fãs e leitores da Beach Show

Valeu leitores da Beach Show, muito obrigada

pelo carinho e espero encontrar vocês dentro

d’água!

Por Mardônio Paz Filho

Isabela numa bomba em

Pipeline no Havaii

Foto: Tony D’andrea

67 / BS


BEACH SHOW - COLUNA

SURF É COISA DE RICO

ÍCONE DO SURF BRASILEIRO E NOSSO MAIS NOVO COLUNISTA,

RICO DE SOUZA FALA DA IMPORTÂNCIA DO EVENTO SETEMBRO

SURF PARA O CENÁRIO NORDESTINO.

Fotos Mardônio Paz Filho

Dando continuidade ao sucesso da nossa edição especial de 15

anos, apresentamos à vocês o nosso mais novo colunista. Ele,

que é uma lenda viva do surf mundial e um dos pioneiros do surf

brasileiro, falou-nos um pouco sobre o evento que aconteceu na

Praia do Iguape, Ceará, e contou sobre esse reencontro com amigos

em terras nordestinas. Com vocês, estreando “Surf é coisa de Rico”,

Rico de Souza:

Da esquerda para a direita

Guga Roque, Rico de Souza, Amilton Inácio e Keven Lenox

Tive o imenso prazer de ser convidado pelos

amigos, Henrique Steindorfer, o jornalista George

Noronha e meu querido Pena, para participar de

um evento muito especial: O Setembro Surf. Este

evento, tinha como objetivo, resgatar o espírito do

surf nordestino desde a época da antiga geração

de pioneiros surfistas até a geração atual.

Quando cheguei em Fortaleza, fui muito bem

recebido por todos, com respeito e admiração, foi

realmente um clima de festa, onde me senti em

casa com todos os amigos nordestinos.

O evento, na verdade, foi uma grande

confraternização entre as gerações. A competição

estava animada, porém bastante competitiva, com

alto nível técnico, desde as categorias de base da

pranchinha, passando pela rapaziada mais velha

68 / BS

do master, Stand Up, até o longboard. Eu tive o

prazer de competir de longboard e como sempre

me diverti muito.

Lá eu encontrei vários amigos “das antigas”

Testinha de Natal - RN, Odalto Castro, um dos

pioneiros do surf nordestino, meu camarada

Zorrinho, Waltão, e Pena, que é o embaixador do

surf aqui no Nordeste; um cara que é realmente

Soul Surf, sempre incentivando o esporte,

patrocinando atletas e realizando grandes

eventos.

Fiquei muito feliz de estar com o amigo Pena, foi

muito legal poder surfar com ele aqui no Ceará,

pois diversas vezes na temporada havaiana

encontrei-o na minha praia predileta, Sunset

Beach.

O evento aconteceu no Pontal do Iguape, com

uma direita incrível, vento terral que entrava meio

de lado, uma onda longa espetacular, apesar da

melhor época do ano nesse pico ser de novembro

até abril.

Durante o evento o mar estava pequeno, mas

mesmo assim, pude ver o grande potencial da

nova geração. Um surf atual, com oportunidade

de produzir grandes campeões. O Nordeste,

mostra cada vez mais a sua competência, não

só no Brasil, mas também com um histórico de

ótimos representantes na primeira divisão do surf

mundial.


Galera reunida no pódio confraternizando e recebendo as placas de homenagem,

desse evento que reuniu várias lendas do surf nordestino e brasileiro

Durante a competição, pude observar as boas

vibrações e o clima de amizade que rolava

entre os competidores. Os organizadores e os

locais me trataram da melhor forma possível,

me hospedaram no Carmel Charme Resort, um

luxuoso resort 5 estrelas, um lugar fantástico e que

quero muito voltar!

O evento Setembro Surf, foi espetacular, pois todos

participaram e ajudaram na organização. Também

era nosso objetivo organizar e formar escolas de

surf, e trazer para a comunidade local, o hábito de

surfar e/ou praticar outras atividades físicas, para

que tenham uma vida saudável, digna e sempre

evoluindo, afinal, criança que pratica esporte e

tem boa educação pode prosperar na vida como

um grande cidadão.

O Setembro Surf só foi possivel ser realizado devido

ao apoio de empresas, como a Pena e o Grupo M.

Dias Branco.

Tive também a alegria de ministrar uma palestra

com as crianças locais, onde falei sobre a

importância do esporte na formação dos jovens.

Durante todo o evento, houve muita orientação

para as crianças e adolescentes não sujarem as

praias, recolherem os lixos, preservarem o meio

ambiente e a natureza. Me senti realizado em

participar deste evento, pois meus princípios,

meus objetivos e minha filosofia de vida têm tudo

a ver com o pensamento dos organizadores.

Eu e meus amigos, Picuruta e Almir Salazar, Ismael

Miranda e Fernandinho Bittencourt - que também

vive em Fortaleza - fomos os pioneiros em criar

uma escola de surf no Brasil em 1972, no Arpoador

- RJ. Através dessa escola plantamos uma semente

que rende bons frutos até hoje.

Atualmente, existem cerca de 300 escolas

registradas em todo o país, todas elas fazendo

um bom trabalho, estimulando o turismo,

preservando o meio ambiente e ensinando às

crianças a praticarem o esporte.

Então é isso ai, galera, muito obrigado aos

organizadores do Setembro Surf, foi um evento

maravilhoso, surfei e me diverti bastante.

Nos vemos brevemente nesta terra linda que é o

Ceará.

Aloha, boas ondas,

Rico de Souza.

69 / BS


BEACH SHOW - MIDIA

O NORDESTE EM PAUTA, COMPONDO

A HISTÓRIA VIVA DO SURF BRASILEIRO.

Idealizado pelo paraibano e surfista veterano,

Helder Amaral, e realizado nos dias 15 e 16 de

outubro de 2016, na paradisíaca praia de Baía

Formosa, no Rio Grande do Norte, a iniciativa

teve como premissa o resgate de memórias

e acontecimentos que marcaram o esporte

ao longo desses mais de 50 anos de registros

que se tem documentado da prática do surf

na região Nordeste. Inúmeros profissionais de

mídia especializada marcaram presença, e ainda

historiadores, surfistas, shapers e entusiastas de

várias gerações estavam lá para registrar esse

marco na história do surf.

O grande objetivo foi catalogar parte da história

do surf nordestino para uma publicação inédita

que está sendo produzida por um dos convidados

ilustres do evento, o paulista, Reinaldo Andraus

(Dragão), ex-editor da Fluir, Hardcore e Alma Surf.

Dragão, como é mais conhecido no surf, desde a

década de 60 viaja o mundo surfando e produzindo

conteúdo, e dedicou décadas de trabalho ao

mercado editorial. Agora o desafio é compilar todo

esse conteúdo em uma enciclopédia: “A Grande

História do Surf Brasileiro”. Ele também fez um

breve relato de como está sendo organizada toda

a informação para a publicação da enciclopédia:

“Os capítulos ímpares irão falar das memórias do

surf, numa ordem cronológica, o capítulo 1 vai

falar dos modelos de pranchas em Santos nos anos

30, modelos Tom Blake, pranchas ocas de madeira.

O capítulo 3 vai falar do início do surf no Rio de

Janeiro, da época das ‘madeirites’, que vai do final

dos anos 50 até início dos anos 60. O capítulo 5 vai

abordar as pranchas de fibra de vidro que tiveram

início na São Conrado Surfboards, que foi a primeira

grande fábrica de prancha de surf do Brasil. Já no

capítulo 7, vamos falar do início do surf em São

Paulo, lá o surf nasceu em Santos, no Guarujá e em

Ubatuba, ou seja, em vários começos simultâneos,

ao contrário do Rio de Janeiro, que começou lá no

Arpoador.

Os capítulos pares serão da seguinte maneira: o

capítulo 2, irá abordar a cidade do Rio de Janeiro,

teremos um mapa da cidade onde vou relatar o

lugar e o surf, falando sobre o passado, o presente

e o que esperamos do futuro do surf. O capítulo 4

vai falar do primeiro ícone do surf brasileiro, nosso

querido Rico de Souza, que foi campeão de surf

em 1972 no festival em Ubatuba e idealizador da

primeira escola de surf do Brasil, relatando o seu

pioneirismo.

O capítulo 6 será dedicado aos grandes

campeonatos que dividi em eras. Em 1972 teve

o festival em Ubatuba, em Saquarema no ano

de 1975 com muitos shows de Rock, e como

deu início o formato dos campeonatos no Brasil,

depois continuamos com Waimea 5000, e assim

por diante. O Olímpicos na Joaquina – SC, o Marte

Balin, como o primeiro grande campeonato no

Nordeste. Depois o Circuito Brasileiro da ABRASP,

que começou com o OP na Joaquina, o Fico

Festival na Bahia, seguindo para Town & Country

em Saquarema, que consagrou Paulo Matos como

primeiro campeão brasileiro. Em suma, o livro irá

reunir memórias, surfistas ícones, regiões de surf

no Brasil, campeonatos e muito mais.”, comenta

Dragão.

Dando sequência a essa apresentação, seguimos

com relatos e histórias regionais, com seus ícones

e acontecimentos. O objetivo era descrever

com riqueza de detalhes, todo o movimento

sociocultural desencadeado pelo surf no Brasil

ao longo dos anos. A abertura do evento ocorreu

no dia 15 de outubro com uma solenidade no

auditório da Câmara de Vereadores de Baía

Formosa, com a pauta “Nordeste em Foco”.

Em formato de mesa redonda, com debate

mediado por nosso anfitrião, Helder Amaral,

foram compartilhadas diversas histórias, registros

e fatos marcantes, como por exemplo o primeiro

brasileiro a ser capa de uma revista internacional

de surf, o nosso cearense Odalto de Castro.

Em Pernambuco, a primeira foto de Surf feita no

Acaiaca, berço do surf pernambucano, fotografada

por Regi Galvão, em 1967; relatos de Henrique

Oliveira com documentos que comprovam

o surgimento do surf potiguar em 1962. O

evento também contou com uma platéia de

grandes personalidades locais de Baía Formosa.

70 / BS


Da esquerda para a direita - Violange, Toninho Madeiro, Henrique Oliveira, Reinaldo

Andraws (Dragão), Helder Amaral, Ciro Costa, Wendel Cortez, Regi Galvão e

Mardônio Filho.

Além do Rio Grande do Norte, com Henrique

Oliveira e o shapper veterano Wendel Cortez,

estados como Pernambuco, retratado pelo

fotógrafo e editor da Revista Surf Nordeste, Regi

Galvão, os editores do site SurfCupe, Marlos

Ferraz e Gilberto Philippini, o surfista profissional,

Roberto Pino, o big surfer e shapper, Ruclécio

Lucena, também marcaram presença e deram sua

contribuição com muitas informações relevantes.

Outra grande personalidade que esteve presente

no evento foi o paulista, Alex Gutenberg, que está

morando na Paraíba há alguns anos. Alex é o autor

do livro “A história do surf no Brasil - 50 anos de

aventura”, publicado em 1989 pela revista Fluir,

Editora Azul.

Do Ceará, eu, Ciro Costa, nosso editor chefe

Mardônio Paz Filho, o colunista Magno Martins,

e a Fotógrafa Bruna Marques, demos nossa

contribuição e levamos nossos 15 anos de

publicações da Revista Beach Show, com histórias

marcantes do cenário do surf nordestino, em

especial o cearense.

Em clima de festa, o primeiro dia do evento foi

encerrado com uma linda apresentação cultural de

Bumba Meu Boi, realizada pela caravana artística

do carismático Charlie Braw, surfista veterano e

local da praia da Pipa/RN.

No domingo 16, nos encontramos novamente para

um bate papo informal com Reinaldo Andraus,

Alex Gutenberg e nosso anfitrião, Helder Amaral,

que também é o proprietário da Pousada Farol

Eco Adventure, em um dos visuais mais incríveis

de Baía Formosa e local preferido dos surfistas de

passagem por ali.

Na sacada da pousada de frente para o mar e

com uma vista privilegiada da direita do Pontal,

tomamos um belo café e produzimos uma matéria

especial com Dragão e Alex Gutemberg, presente

nesta edição.

Na sequência, uma equipe coordenada por

Helder Amaral, ajustava os últimos detalhes para

o encerramento do evento, que não poderia ter

sido melhor: todos os participantes, convidados

e surfistas locais foram reunidos no Pontal de

BF para fazer o credenciamento para participar

de um campeonato que mais

parecia uma grande festa de

confraternização.

Palanque montado, som, locutor,

juízes e muitos prêmios faziam

a alegria da galera que pôde

experimentar a sensação de

participar de uma campeonato

único. Uma bateria de duas

horas seguidas, com uma média

de 40 atletas e free surfers no

mar ao mesmo tempo, numa

tarde de altas ondas.

A máquina estava ligada, BF

funcionando a todo vapor,

a cada onda um show de

manobras e a todo instante os

resultados mudavam, onda após

onda. Aéreos insanos, floaters,

rasgadas, batidas e a adrenalina

a mil, naquele momento a ordem

era se divertir. Numa única

bateria, atletas profissionais,

jovens talentos, homens e

mulheres de vários níveis de surf

dividiram o outside, todos só

queriam surfar.

O locutor instigava, a galera

na praia aplaudia cada

manobra e os participantes iam

aproveitando cada instante do

evento. Como não podia ser

diferente, os locais mais casca

grossa do pico mostraram em

grande estilo como se surfa no

Pontal, e o grande vencedor

foi Júlio Cavalcante, seguido

de Gabriel Bruno e José Junior

(Chupetinha).

O pôr do sol nos presenteou

com um céu dourado, anunciando a despedida de

mais um dia, enquanto as ondas não paravam de

quebrar sobre a rasa bancada de pedras do Pontal.

Assim encerrou-se esse grande encontro entre

amigos, surfistas e profissionais que sempre

buscam levar inspiração e informação aos leitores,

internautas, espectadores e apaixonados pelo mar,

pelas ondas e por esse estilo de vida que é o surf.

Até o próximo encontro. Aloha.

Por Ciro Costa

Fotos Bruna Marques

Entrega da premiação do campeonato


BEACH SHOW - PERFIL

REINALDO ANDRAUS

EDITOR, SURFISTA E DRAGÃO

Dragão na temporada

Havaiana em 1979 Foto: Sergio Ricard

Após o grande sucesso da edição especial de 15 anos da Revista Beach

Show, a responsabilidade da equipe aumentou, e para mantermos o padrão,

produzimos de forma exclusiva esta reportagem com Reinaldo Andraus, o

Dragão. Um dos maiores editores e dirigentes dos maiores veículos de mídia

desde o nascimento do surf no Brasil, um verdadeiro entusiasta, que motivou

gerações através de suas matérias e por consequência de toda a sua vivência,

hoje é dono de um dos maiores arquivos de toda a história do surf brasileiro,

desde os primórdios das primeiras pranchas de madeira, até o grande boom

do esporte, a profissionalização do surf, e o ápice de presenciar a conquista

tão esperada de vermos um surfista brasileiro se tornar, finalmente, campeão

mundial.

Nascido em julho de 1956, na cidade de São Paulo,

local onde reside até hoje, Reinaldo Andraus,

mais conhecido como “Dragão”, é casado há 17

anos, tem 4 filhos, 1 de sangue, fruto do primeiro

casamento que durou 15 anos, e mais 3 de coração

fruto do seu atual casamento. Sempre esteve em

contato com o surf, começou no Guarujá, cidade

onde os pais foram morar, em 67, com uma Mini

Alaia de madeira com o bico envergado, depois

com uma Planona de isopor, até que começou a

ver a galera surfando de pranchão, se apaixonou

e finalmente lhe presentearam com sua primeira

GlassPack, em 69.

“Em 70, conheci Coronel Parreira, no Rio,

proprietário da mais famosa fábrica de pranchas,

a São Conrado Surfboards, encomendei uma 7 pés

Round Tail, que tinha um leão estilizado vindo de

um brasão da escócia, parecia um dragão, aí o

pessoal começou a me chamar de “Dragão” depois

eu vendi a prancha e o apelido permaneceu.”

Relembra a origem do forte apelido.

72 / BS

Redação da Revista Fluir / 1987 - Foto: Bruno Alves

Desde cedo sempre dentro de campeonatos, no

Guarujá ficava sempre entre os 10 primeiros, mas

seu lance mesmo era o free surf, e se destacava

bem na turma da época.

Já viajou para os picos mais alucinantes que um

surfista poderia conhecer, começou indo para

o Perú em 75, já foi ao Hawaii inúmeras vezes,

quando ainda era um destino utópico para muitos,

em meados de 76, daí gostou da brincadeira e

voltou logo em seguida, em 77 e 78, passando

sempre temporadas de 70 dias, quando tinha

férias da faculdade.

É formado em Administração de Empresas, tem

pós graduação em Análise de Sistemas, mas

nada tira da sua cabeça que ele deveria mesmo

era ter feito Jornalismo. Em 86 foi trabalhar na TV

Bandeirantes, com o programa Surf Special, que era

um quadro dentro de um programa de videoclip,

depois a Fluir começou a fazer uma permuta, até

que no final desse mesmo ano, ele foi convidado

para ser editor da prestigiada revista, parceria

que durou até 1990. Depois

virou editor da Hardcore, fez

várias coberturas no Hawaii

durante toda a década de

90, e várias outras viagens

até 2002. Se especializou em

Marketing e Finanças, e foi

trabalhar para a Quiksilver,

depois no marketing da HD,

até que a marca foi vendida

e ele decidiu se dedicar à um

projeto pessoal, que é o livro

da história do surf brasileiro.

“Em 86 descobri que poderia

trabalhar fazendo o que eu

amo, viajar, pegar onda e

escrever sobre o surf, desde

então nunca mais parei, era o

estilo de vida que eu queria.

Todos os meus projetos tem a

ver com o surf!” Comenta com

orgulho, Dragão, que viu o surf nascer e participou

de toda a evolução desde a sua chegada aqui no

Brasil.

Ele, que foi o segundo brasileiro a viajar para

Nias, na Indonésia, e é um dos responsáveis pela

dissipação e profisionalização do surf no Brasil,

está para nos presentear com um marco ainda

maior na história do surf brasileiro. No início dos

anos 2000 nascia a idéia do livro, mas ainda não

tinha a idéia muito bem definida, pois não sabia

se queria ou não misturar o surf estrangeiro com

o brasileiro; até que o projeto maturou e hoje,

depois de 30 anos de imprensa, 50 anos de surf,

participando e cobrindo grandes campeonatos,

viagens, matérias, entrevistas, um grande e

invejável acervo de fotografias, uma das maiores

coleções de revistas do Brasil, depoimentos e

muita, muita vivência, ele está prestes a lançar

um livro e deixar um legado na história do surf -

história essa que viveu, registrou, documentou e

eternizou, assim como toda a sua participação e

contribuição para o surf.

“É óbvio que relatando a história do surf brasileiro

eu tenho a obrigação de falar da importância, da

extensão e dos picos maravilhosos do Nordeste,

das lendas e surfistas que surgiram daqui.” Ressalta

Dragão ao comentar sobre o surf nordestino.

Esperamos ansiosos por esse livro, que, vindo

desse mestre, com certeza será um grande tesouro

para a história do surf brasileiro.

“Vocês estão numa situação heróica, de sustentar,

na garra, um veículo com tamanha qualidade,

continuem acreditando naquilo que estão

fazendo, mesmo quando a verba for baixa, vai

sempre valer o esforço de perseverar naquilo que

estão construindo. O produto tá muito bonito, e

pra durar 16 anos é porque vocês estão fazendo

um trabalho com muita devoção” Comenta

Dragão sobre a Revista Beach Show. Palavra de

quem entende muito bem do assunto.

Por Dárica Bolinelli e Mardônio Paz Filho.


73 / BS


BEACH SHOW - PERFIL

ALAN JHONES

DAS COMPETIÇÕES À CÂMARA DOS

VEREADORES

Em nossa estada em BF, Durante o 1º Encontro dos

Profissionais de Mídias Especializadas em Surf, tivemos

a honra de estar com Alan Jhones, atleta profissional

há 8 anos, dono de vários títulos regionais e nacionais

e um dos mais ilustres surfistas de Baia Formosa -RN.

Aproveitamos a ocasião e fizemos uma entrevista exclusiva

para essa edição.

Alan tem 2 filhos lindos, Andréa Maria e Matheus Jhones, que

ele mesmo faz questão de dizer que são a maior razão do

seu viver. Atualmente, vive uma nova fase e um dos maiores

desafios de sua vida: acabara de ser eleito o mais novo

Vereador da sua amada Baia Formosa. Onde deverá retribuir

toda a confiança e carinho que foram depositados por seus

eleitores, dessa pacata cidade do litoral potiguar, que respira

surf e tem o esporte como seu maior reconhecimento

internacional. Com vocês o surfista Vereador, Alan Jhones.

Primeiramente gostaria de parabeniza-lo por ter sido

eleito Vereador de Baia Formosa. Quais são as principais

propostas que você preparou para o seu mandato?

Eu já tinha um projeto de iniciativa própria que atendia

cerca de 25 crianças aqui de BF. Bem antes de entrar para

a política, era uma ação de apoio à competidores iniciantes

que não tinham como se locomover para os eventos, eu

aproveitava o suporte e a ocasião para repassar tudo o que

havia aprendido até me tornar um surfista profissional,

dando dicas e passando as minhas experiências para aquela

garotada toda, também oferecíamos transporte, alimentação

e alguns equipamentos. Como vereador pretendo dar

continuidade à isso, ampliando o projeto para atingir o maior

número de crianças possíveis, dando apoio às categorias de

base e formando novos campeões. Temos também o projeto

juntamente com o atual Prefeito, para dar um suporte maior

às crianças que vierem a participar desse projeto. Vamos dar

atenção a outros esportes e potencializar o turismo na nossa

cidade, promovendo eventos e aproveitando as belezas

naturais do lugar. Pretendo trabalhar forte na questão da

saúde e educação para todos os cidadãos de Baia Formosa,

essas são as minhas principais propostas e metas como

Vereador.

Quais são as suas principais conquistas como

competidor desde a época de amador?

Fui bi campeão estadual potiguar do Circuito Ecológica

Mormaii nas categorias Mirim e Junior em 2008, 3º colocado

no Isa Surf Games, no Peru, como amador, campeão da

Seletiva Petrobras 2010, vice campeão brasileiro profissional

2010 Brasil Surf Pro, bi campeão nordestino profissional.

Além de várias viagens para toda a Europa para competir

o WQS.

O que a Baia Formosa significa pra você?

Significa tudo pra mim! Meu porto seguro, minha base,

minha escola da vida, meu lugar preferido de treinos, em

BF aprendi tudo, também já fui jogador de futebol por aqui

e logo em seguida veio o surf e as competições. Quando

eu viajava, curtia muito as viagens, mas sempre batia uma

grande saudade daqui.

Hoje vejo as novas gerações crescendo e sinto uma enorme

vontade de cuidar e ajudar no desenvolvimento dessa

criançada e do lugar que tanto amo.

Quais foram os seus maiores ídolos e incentivadores nas

competições de surf?

Os meus tios, locais aqui de BF, Chicó e João Maria. Meu

estilo é muito parecido com o deles, tubos e manobras

sempre com muita classe. Meu pai, ‘Cocota’ e meu outro tio,

Valdir, que também eram surfistas. Venho de uma família

de vários surfistas bons e isso me influenciou bastante,

foi fundamental para a minha entrada definitiva para o

esporte.

74 / BS

Vista do Pontal de Baía Formosa na chegada ao pico.


Como foi ter que se afastar das competições

por falta de patrocínio?

Foi um verdadeiro choque! Eu vinha

obtendo uma sequência de bons resultados

e gradativamente desenvolvendo o

surf competição, só que em 2014, como

todos sabem, o país entrou em crise e

consequentemente aconteceu um grande

corte na equipe da Pena, que foi o maior

patrocinador de toda a minha carreira, eu

estava nesse corte também, juntamente com

Messias Félix e outros atletas, foi uma fase

muito difícil, pois eu fiquei impossibilitado de

viajar para competir por causa dos custos, além

disso, eu tinha que sustentar a minha família,

essa era a minha prioridade. Fiquei muito

desmotivado, passei até 6 meses sem surfar por

conta da mudança impremeditada. Daí, logo

em seguida, com o pouco dinheiro que me

restava assumi o Bar do Cocota, meu pai, aqui

em frente a Praia do Pontal de Baia Formosa e

então as coisas foram acontecendo em outros

rumos.

Quais são os seus projetos pessoais como

surfista?

Ver essa garotada, principalmente as que fazem

parte do meu projeto, vencerem na vida, de

preferência através do surf. Isso me fará muito

realizado como surfista de alma que sou.

Você foi o único surfista de BF a ser capa

da Beach Show, qual a repercussão que

teve na época e qual a importância desse

acontecimento em sua carreira como atleta?

Fiquei muito feliz pelo grande reconhecimento

que tiveram me colocando na capa, isso me

motivou bastante na época e consegui dar ainda

mais retorno para a marca Pena, que era a minha

patrocinadora. A repercussão foi excelente,

pessoas do Brasil inteiro viram a Revista e me

parabenizaram de várias formas, essa foi a única

oportunidade que eu tive de ser capa de uma

Revista de Surf em minha carreira como atleta, sou

muito grato à toda a equipe da Beach Show por

esse reconhecimento. Recebi ligações da diretoria

da Pena e do próprio Pena, me elogiando e me

parabenizando também. Essa empresa está no

meu coração, porquê além de me tornar amigo

dos donos e diretores, ela me deu o suporte

suficiente para eu poder conquistar tudo o que

conquistei como atleta profissional.

Você poderia deixar uma mensagem para os

leitores da Beach Show?

Claro! Quero dizer para vocês que essa Revista é

alucinante, puro surf, promove e apoia de verdade

o surf nordestino, registrando e documentando

seus principais acontecimentos. Aproveito

também para fazer um convite especial a todos os

leitores da Beach Show, que venham conhecer e

surfar as perfeitas ondas de BF.

Cuidado com os corais e respeite sempre os locais.

ALOHA!

Por Mardônio Paz Filho.

75 / BS


BEACH SHOW - KITE

PRAIA DO FUTURO

COMO VOCÊ NUNCA VIU

Água azul, altas ondas e um vento lateral perfeito para o kitewave (Kitesurf nas ondas). Um cenário como esse

poderia ser facilmente confundido com uma trip internacional de mais de 1000 dólares, mas estamos falando de

uma praia mais perto do que você imagina, a Praia do Futuro em Fortaleza, Ceará.

Todos sabem que o Kitesurf e Windsurf dominam o

litoral cearense devido a constância de ventos durante

o ano. Porém, existe uma época específica que uma

junção de fatores deixam esse lugar ainda mais

especial. Quando as primeiras ondulações de norte

aportam na região, a tendência é a água se tornar

azulada, devido a influência do Atlântico Norte.

O vento ainda está forte essa época e com as ondas

que já estão presentes temos a combinação perfeita

para uma manhã de diversão de nível internacional.

Vale lembrar que a melhor hora do velejo é sempre

bem cedo, quando o vento ainda está lateral, e até

mesmo terral. O ângulo favorece um surf incrível

com o kite, onde usamos a pipa apenas para entrar

na onda, depois é surfar “base lip” conectando as

manobras como se estivesse surfando normalmente.

Eram 6 da manhã quando encontrei Ygon Maia e o

fotógrafo, Hugo Valente, que vinha de Florianópolis.

Hugo é um renomado profissional da área de mídia

de surf e esportes de vento, e vimos ali a chance de

retratar o “nosso quintal” nas lentes de quem entende

do assunto.

Foi uma sessão incrível! Um duelo de “aerials”, batidas,

rasgadas, uma luz perfeita, e Hugo registrando cada

momento. A Praia do Futuro foi eternizada, agora não

só em nossas mentes, mas também nessas imagens

que mostram que o Ceará é realmente uma terra

abençoada.

Aloha

Por Gustavo Foerster

76 / BS


Fotos: Hugo Valente

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BEACH SHOW - PERFIL

SAULO BARROS

SURFISTA, CAMPEÃO E EMPRESÁRIO

Por Mardônio Paz Filho

Em uma conversa descontraída com o cearense, Saulo Barros, 22

anos, falamos sobre o atual cenário do surf nacional e mundial.

O atleta que possui oito importantes títulos (campeão cearense

iniciantes, mirim e junior, top 4 nordestino junior e open 2012,

campeão brasileiro open 2013, vice campeão cearense profisional

2014 e top 5 brasileiro pro junior 2015) também é empresário e

nos falou um pouco sobre como foi a sua principal conquista,

patrocínios e ainda desabafou sobre a atualidade das competições

em nosso país.

Foto: Mardônio Paz Filho

Quem é o Saulo Barros como pessoa?

Eu sou um cara muito brincalhão, amigo e

companheiro, gosto muito de desfrutar cada

momento, até os mais simples, pois são eles que

fazem a diferença. Para mim a família é a base de

tudo, adoro estar com eles e faço tudo para vê-los

bem, sou muito feliz com a vida que tenho.

Como foi se tornar Campeão Brasileiro Open

2013 e qual a sensação após essa importante

conquista?

Foi um título muito importante pra mim, pois foi um

ano bem difícil. Eu estava voltando de uma lesão

no joelho direito e mesmo com toda dificuldade

para treinar por conta de dores, não desanimei,

tive acompanhamento de fisioterapeuta, em

seguida fiz treinos de fortalecimento muscular.

Confesso que a recuperação foi mais rápida do que

eu imaginava, treinei muito dentro e fora d’água

porque sabia do nível dos meus adversários, tudo

foi se encaixando no decorrer dos meses e no final

de tudo consegui meu objetivo, me consagrar

Campeão Brasileiro Open, um título que muitos

atletas gostariam de ter em sua carreira como

amador.

Todo mérito também vai à minha família que

estava comigo apesar de todos os contratempos,

foi demais esse título!

Como você enxerga a atual situação do surf

competição, no Nordeste e no Brasil ?

É um fato que nós atletas competimos muito,

até porque sobrevivemos disso, se não tem

campeonatos como vamos sobreviver? Não dá!

Temos que achar formas para sobreviver e ter mais

qualidade de vida.

78 / BS

Por exemplo, os tops brasileiros do WSL batendo

frente a frente com os gringos do mesmo nível ou

até melhores, sendo também campeões mundiais,

como o Gabriel Medina que foi o primeiro, no ano

seguinte o Adriano de Souza, e aí como ficam os

eventos no Brasil? Na mesma.

No ano que o Medina foi campeão mundial

pensamos que tudo iria melhorar, o mundo iria

olhar para o Brasil de uma forma diferente, com

mais eventos profissionais, investimentos em

nossas categorias de base, campeonatos PRO

Juniors, mas não, o ano que pensei que fosse

melhorar, ficou até pior do que estava. Isso vem

prejudicando bastante o desenvolvimento e a

continuidade da minha carreira e de vários outros

atletas, pois precisamos das competições para

construirmos nossas histórias.

Quais seus principais objetivos como

competidor?

Inicialmente, meu objetivo era competir os

eventos profissionais nacionais, como o Super Surf,

Circuito Paulista, Carioca, Catarinense e Cearense.

No ano que passou aconteceram apenas 3 eventos

profissionais, 2 Paulistas e 1 Cearense, assim fica

difícil ter um objetivo.

Queria muito poder estar nas etapas do WSL

e WQS (divisão de acesso à elite mundial), é o

único circuito que está atualmente em plena

atividade, porém o custo é muito alto, me esforcei

bastante para ir mesmo sem patrocínio, mas não

dá, é um investimento muito acima das minhas

condições hoje. Vamos aguardar o calendário de

competições de 2017 e só então podemos traçar

novos objetivos.

Existe algum projeto seu paralelo ao surf

competição?

Eu, juntamente com meu pai, Carlos Barros, temos

a loja, Wind Zone, no Cumbuco, lugar onde moro,

e que hoje é um dos mais belos e visitados do

Ceará. Também sou Produtor de eventos, no

período de maior atividade confesso que é meio

puxado, pois ocupa muito meu tempo, mas

nunca deixo de treinar, esses são os meios para

conseguir sobreviver hoje em dia e me manter nas

competições.

Em relação à apoio e patrocínios, quais

empresas estão com você?

Patrocínios hoje em dia tá muito difícil, e não só

pra mim, também para muitos outros atletas de

grande talento e dedicação. Em abril de 2015

fiquei sem patrocinador principal, finalizei uma

parceria de 7 anos com a Zangs, uma empresa

cearense, onde obtive a maioria dos meus títulos,

sempre vestindo a camisa com amor, e sei que foi

uma finalização de parceria com um sentido de

“missão cumprida!”.

Quem me acompanhou sabe o quanto eu fiz para

somar no crescimento dessa empresa. Hoje tenho

um co-patrocínio da loja Wind Zone - Cumbuco,

apoio da principal academia do nosso estado a

AYO Fitness Club onde tenho um suporte master

nos treinos e na orientação para a alimentação

como um atleta realmente merece, e também o

apoio da marca de pranchas Airguns. Sou muito

grato à todos eles!


Foto: Arquivo pessoal

Foto: Arquivo pessoal Foto: Arquivo pessoal

Deixe sua mensagem para os leitores da Beach Show:

Queria agradecer à família Beach Show, pelo espaço para poder expressar

como me sinto em relação ao surf de hoje. Foi muito bom falar um pouco do

que está acontecendo no surf, sobre a minha carreira e a minha vida pra vocês.

E para os internautas, amigos e parceiros aquele abraço, estamos juntos.

Foto: Mardônio Paz Filho

Comunicação visual

hbsign


BEACH SHOW - ECOSURF

SURF NAS ONDAS DA

SUSTENTABILIDADE

Nunca na história da humanidade sofremos tanto com o resultado

da interferência humana no planeta. São necessárias novas formas

de organização social para possibilitar e conduzir meios para o

enfrentamento a longo prazo dos problemas ambientais que a

nossa espécie criou e reflete em todas as demais formas de vida

do planeta.

Por isso, foi lançado no litoral paulista em

2009, na cidade de Ubatuba, o Movimento Surf

Sustentável, que teve como proposta original,

gerar a cooperação e troca de conhecimentos

entre os surfistas sobre temas referentes à

sustentabilidade. Só que a idéia se expandiu e

o movimento se tornou referência nacional nas

iniciativas pró-sustentabilidade no esporte.

Após três anos de debates, percorrendo diversos

estados do litoral brasileiro, participando de

fóruns, congressos, seminários, campeonatos

de surf, além de eventos na área da educação

ambiental e gestão pública, no ano de 2012, o

movimento se transformou no Fórum Brasileiro de

Surf e Sustentabilidade (FBSS).

O Fórum Brasileiro de Surf e Sustentabilidade

- FBSS, surgiu com o objetivo de ser uma rede

socioambiental de surfistas com um caráter

interinstitucional e composta por pessoas,

organizações da sociedade civil, setor público,

privado e movimentos sociais.

A proposta nasceu para dinamizar a forma de ação

coletiva local e global na comunidade do surf, com

o compromisso de trazer uma nova reflexão entre

os surfistas para orientar o seu modo de olhar a

cultura surf e construir a compreensão das interrelações

que o surf possui com o meio ambiente

nas dimensões econômicas, sociais, culturais,

esportivas e políticas.

Através de um esforço nacional, foi criada a Carta

das Responsabilidades dos Surfistas – CRS / Surf

21, que encoraja a participação da comunidade

do surf nas questões públicas, por meio do

empoderamento dos surfistas para a ocupação

dos espaços de decisão e controle social.

As principais atividades do FBSS é difundir a

Carta das Responsabilidades dos Surfistas (CRS),

envolver a comunidade do surf para pensar em

soluções dos conflitos socioambientais, criar

espaços de troca de conhecimentos na defesa

das praias, rios e oceanos e realizar encontros e

eventos sobre a cultura surf e sustentabilidade.

Aqui no Ceará, o movimento vem crescendo cada

vez mais com a participação de organizações,

redes e movimentos sociais que apoiam a CRS/ Surf

21. Alternativa Terra Azul, Aquasis – Associação de

Pesquisa e Preservação de Ecossistemas Aquáticos,

Federação Cearense de Surf, Galeria Grauçá

Surf Arte, REBEA – Rede Brasileira de Educação

Ambiental, Rede Crescer com Surf, são algumas

das entidades que difundem esse trabalho.

Entre os grandes articuladores desse movimento

no país, está o veterano do surf e Coordenador da

Ecosurf Nordeste, Mozart Araújo.

Em mais de 30 anos dedicados

à projetos de conservação e

proteção ambiental, Mozart

já atuou como Chefe de

Unidades de Conservação,

em Paracuru, Paraipaba, Trairí,

Itapipoca e Jericoacoara.

Também foi representante

do projeto Sentinelas do Mar,

no Ceará, e Coordenador

Municipal de Meio Ambiente e

Diretor de Turismo, na cidade

de Paracuru.

Em toda a região Nordeste, Mozart Araújo é

um dos maiores ativistas e incentivadores da

preservação ambiental. Atualmente, através da

Ecosurf Nordeste, diversas ações relacionadas a

educação ambiental e políticas públicas na área

de clima, gestão costeira e recursos hídricos são

coordenadas pelo surfista.

Na área dos recursos hídricos e floresta o surfista

atua nos Comitês de Bacias Hidrográficas,

Conselhos de Meio Ambiente, Turismo e Cultura

em cooperação para o desenvolvimento dos

projetos Observando os Rios, participação na

elaboração dos planos municipais da Mata

Atlântica e a campanha “Saneamento Já!”, que

contam com a parceria com a Fundação SOS Mata

Atlântica.

Por: Mozart Araújo

Fonte: Movimento Surf Sustentável - CRS

Fotos: Arquivo Pessoal

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BEACH SHOW - SOUND

CARLINHOS NAÇÃO

REGGAE MUSIC

Fotos: Divulgação

O reggae nacional se encontra em um maravilhoso momento de transição, onde o mercado vem se

fortalecendo a cada dia, quebrando barreiras em todas as redes de comunicação e desmistificando essa

idéia que o sistema implantou na sociedade que via o movimento de uma forma marginalizada. Hoje em dia,

com vários festivais socioculturais espalhados no Brasil e cada vez mais bandas ganhando a mídia nacional

e internacional, somos uma realidade no mercado, gerando uma forte economia no negócio do “show

business” e em vários setores da economia industrial, estimulando de forma direta e indireta a economia

criativa.

Nesta edição, vamos mostrar alguns dos muitos artistas que estão

lançando seus trabalhos no Brasil e no mundo, se liga aí...

INTERNACIONAL

Chronixx

na crista da onda

O projeto Dread & Terrible, foi lançado em abril de

2014, liderando imediatamente as listas de reggae

da Billboard (revista semanal norte-americana

especializada em informações sobre a indústria

musical) e do iTunes no Reino Unido e Japão. Nem

álbum, nem EP, o conjunto composto de sete faixas

e três versões de dub inclui o muito bem acolhido

Capture Land, o aclamado Here Comes Trouble e um

curta-metragem baseado em uma de suas faixas,

Rastaman Wheel Out, dirigido por Ras Kassa.

LOCAL

Shalon Israel

Vocalista e compositor cearense, natural

de Fortaleza, iniciou sua carreira em 1998,

se apresentando em festivais e concursos

escolares, a partir daí já mostrou para o

público que era diferenciado e que tinha

muito mais a oferecer.

Em 2002, foi convidado para ser backing

vocal da banda Profetas da Babilônia, atual

Mentalize, onde conheceu e se apaixonou

pelo reggae jamaicano, que

é presente até hoje em suas

composições como, Loirinha,

Buscando a Zion, Homem Rasta

e tantas outras. A partir daí

foi se destacando e outros

convites para ser vocalista foram

aparecendo, passou pela banda

Semente Nativa, atual Filosofia

Rasta e a banda Irmandade e

Raiz.

Em 2012, lançou o projeto de

Sound System, neste trabalho o

hit “Cabeca de gelo” teve maior êxito, e rende,

até hoje, visualização e reconhecimento do

seu trabalho e não só no estado do Ceará,

como também em diversos estados pelo

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Brasil afora. Atualmente está trabalhando

na produção do seu primeiro cd que será

lançado brevemente.

Donaleda

A banda Donaleda, é uma das bandas de reggae

music mais tradicionais do Nordeste. Recém

chegada do maior festival de reggae do mundo, o

Rototom Sunsplash, em Benicasim, na Espanha, a

banda está com novo videoclipe. A faixa O Caminho

que faz parte do novo álbum Vida Labirinto.

NACIONAL

Banda

Filosofia

Reggae

Elas comemoram 15 anos

de carreira e quem ganha

presente somos nós: o

cd que está sendo muito

elogiado pela critica, o

álbm Vc & Eu. Com várias

composições em parceria

e releituras, elas também

trazem o seu maior hit

“Sentimento bom”, composição de Calinhos Nação,

com uma nova roupagem, mostrando toda a sua

evolução musical durantes esses 15 anos de carreira.

Com um timbre de voz ímpar, hoje, Chronixx é

considerado o maior nome da nova era musical

jamaicana.


BEACH SHOW - COLUNA

SURF + TREINAMENTO FUNCIONAL

= HIGH PERFORMANCE

EXERCÍCIO PERDIGUEIRO

Esse exercicio quando feito em cima do Bosu traz

uma dificuldade bem maior por exigir a contração do

abdomem, bem como o equilibrio e a coordenação

motora. Alem de ser um movimento onde os musculos

estabilizadores sao estimulados. A lombar deve estar

bem fortalecida para manter uma boa remada.

Foi com imenso prazer que recebi o convite para

escrever em uma revista tão prestigiada. Desde

criança os esportes e treinamentos físicos me

chamaram atenção, no decorrer da minha vida

profissional me graduei em Administração de

Empresas e Educação Fisica, com especializações

na área de treinamento funcional, treinamento

esportivo, nutrição esportiva, pilates e gestão em

saúde pela a Fiocruz do Rio de janeiro; e o surf

sempre fez parte da minha infância bem como

os outros esportes náuticos.

Nesta edição vamos ressaltar

a importância do treinamento

funcional para o desempenho

desse esporte.

O surf é um esporte cada vez mais popular, a

prática desse esporte nos traz inúmeros benefícios

físicos, psicológicos e sociais, proporcionando aos

seus praticantes uma vida muito mais saudável e

feliz.

Fortalecer, resgatar e aprimorar a força,

velocidade, equilíbrio, coordenação,

flexibilidade e resistência é importante

para o surfista, e isso é obtido através

de atividades físicas paralelas à prática

do surf. Podemos citar o treinamento

funcional, musculação, pilates e yoga

entre outros. Dentre esses métodos

de treinamento iremos abordar o

treinamento funcional voltado para o

surf.

O treinamento funcional refere-se a um

conjunto de exercícios praticados com o

fim de apurar habilidades, cuja execução

se procura atender à função e ao fim

prático, o objetivo é atingir propósitos

específicos, simulando atividades que

serão utilizadas pelo praticante em seu

cotidiano.

O treinamento funcional voltado para a prática

desse esporte contribui para a compensação dos

músculos, melhorando o padrão de movimento,

a flexibilidade, mobilidade, estabilidade corporal,

a melhora da resistência central e periférica, a

melhora da lateralidade corporal, da flexibilidade

e propriocepção, o fortalecimento dos ossos,

articulações e tendões, entre outras coisas.

A grande vantagem do treinamento funcional é a

possibilidade de aplicar exercícios que envolvam

mais de uma capacidade física em sua execução,

estes devem provocar a instabilidade que ocorre

no surfe, pela necessidade de equilíbrio do

surfista sobre a prancha (tanto no deslize sobre

a onda, quanto na remada). Tal instabilidade

pode ser reproduzida através de superfícies ou

equipamentos específicos como bolas, discos de

equilíbrio, camas elásticas entre outros.

Fotos: Mardônio Paz Filho

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BEACH SHOW - TAÍBA

TAIBINHA

CEARÁ

“ALOHA E MUITÍSSIMO BOM DIA!”

É assim que começamos nossos informativos diários das condições

de surf na Praia da Taibinha. Passamos o check de ondas para mais de

2000 pessoas através do site Waves, Instagram, Facebook e whatsApp.

Um bom dia, uma mensagem positiva e a condição real do tempo,

ondas e vento.

Por Érico Frota

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BEACH SHOW - TAÍBA

Essa história começou meio “sem querer querendo”, recém namorados,

cheios de planos eu e Fran Ribeiro, dois amantes de fotografia e da vida

à beira mar, buscavamos ocupação para irmos morar em Fernando de

Noronha, ilha que eu tenho um caso de amor de 6 temporadas lá. Mas como

as coisas na vida nem sempre são como queremos e nada é por acaso, o

inesperado chegou e me trouxe para morar em outro paraíso e trabalhar

como corretor imobiliário numa região muito próspera no estado do Ceará,

a Taíba; e Fran não pensou duas vezes, largou tudo e veio junto.

Mardônio e Sergio Cavalcante na vibe de mais um lindo final de tarde mostrando para

seus filhos, José Lucas e Isaac, o valor da amizade e do contato com a natureza

Karina Bellotti, após mudar de vez para Taiba, aderindo ao estilo “soul surf”

divide o seu dia entre o mar e a produção de suas deliciosas pizzas.

Surfista desde os 7 anos, atualmente com 23, Marcus Otávio se sente um abençoado por morar nesse paraíso chamado Taíba.

Considerado um nativo dessa praia, atualmente está tentando o sonho de competir a próxima etapa do WQS, que ocorrerá

em Abril, na Argentina. Proprietário da Academia Complexo Fitness, pioneira na Taíba, reforcou a prática de atividade física na

praia que escolheu como sua casa.

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Heverson Costa “Pitoco” nos treinos de preparação para

as trips internacionais no quintal de sua casa, Taibinha.

Fazendo o que mais gosta, entubar.


BEACH SHOW - TAÍBA

Mestre Toinho, do assado de peixe as

aulas de surf. “O original da Taibinha”.

Alexsandro Ferreira, mais conhecido como “SHOW”

fazendo jus ao apelido com seu estilo irreverente,

desenvolveu a técnica de dropar “plantando

bananeira”.

Praia da Taíba/Ceará

Contato: (85) 98765.5014


Eu sempre fotografei na vida, profissionalmente já são 5 anos

que produzo imagens do surf em vários picos pelo Brasil, mas

foi numa caída de domingo para o BodySurf e fazer o tuboself,

que alguns surfistas pediram para tirar uma foto na água como

lembrança, a partir daí a coisa foi crescendo, fotos avulsas,

pacotes, sessões fechadas, afinal a Taibinha é um estúdio

fotográfico ao ar livre e quem não quer uma lembrança do surf

nesse lugar?

Essa de fazer muitos amigos e clientes para as fotos, levou

Fran Ribeiro, que é psicopedagoga e também apaixonada por

fotografia, a se especializar na ‘Casa Amarela’ da UFC, para poder

me ajudar e contribuir com imagens cada vez mais iradas do surf

e um olhar carinhoso pela natureza e pelas crianças do lugar.

Com o crescimento do projeto vieram as parcerias que deram

formato ao P.A.S na Taibinha, que faz alusão a paz que existe

no lugar, a Cilindro do mestre Dida e a Revista Beach Show, que

foram os primeiros a acreditarem na ideia e a apostarem seus

nomes para apoiar esse projeto tão bonito quanto inesperado.

Inspirado em vários fotógrafos e amigos e no jeito que cada um

trabalha com foto de surf, tendo Raimundinho TSC, e Ronaldo

Café como inspiração desde o Ponto de Apoio do Café, o social

feito pelo Big Rai do Titanzinho e o Gentileza que ajudam a

molecada. Completando o olhar Alan Rangel e Marcelo Freire,

dois monstros e as sereias, Maíra Kellermman e Michelle Roth,

todos em Noronha com suas lentes mágicas.

A bodyboarder e nossa colunista,

Ana Livya, conferindo as condições do

mar antes de mais uma caída

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BEACH SHOW - TAÍBA

Hoje contamos com grandes amigos e parceiros locais,

estamos crescendo, contamos com a (irada) Tenda ECOTENT,

que fica localizada na praia para dar apoio aos fotógrafos,

e também ajuda a galera que quer deixar algo guardado

enquanto surfa, seja a chave do carro, uma mochila ou objetos

pessoais. Temos ainda a venda de alimentos energéticos

como o Brownie DaFran e o mix de castanhas e frutas secas.

Fazemos a cobertura fotográfica do dia-a-dia da Taibinha,

finais de semana, feriado e dia de swell o dia todo na praia,

fotografando o surf, o kite, as pessoas passeando na areia, os

maus hábitos de deixar o lixo na praia ou de passar com carros

entre as pessoas na areia, afinal estamos também fiscalizado

para que o paraíso se mantenha e possamos curtir essa vibe

ainda por muito tempo.

O professor Igres Diniz, sua esposa Cileuda e seu

filho Kauai, reforçando os laços familiares rumo ao

outsite em mais um final de tarde no paraiso.

O atleta Russinho, expressivo competidor e

representante da novissima geração cearense,

treinando forte para encarar os desafios de mais

uma maratona de campeonatos pelo Brasil em 2017

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Pedro Halisson, o “Pedrão” professor de funcional,

quebrando a vala com seu funboard.

O pequeno José Lucas na mais pura expressão de alegria e

liberdade, motivado pelo pai coruja, Mardônio Paz Filho, mostrando

que o surf já veio impresso no seu DNA.


Integrante da equipe Beach Show

e morador da Taiba, Thadeu Junior

cumprindo o seu ritual diário nas

direitas da Taibinha


Nossa meta é também dar apoio social na

comunidade, por exemplo, os atletas locais e da

molecada iniciante não precisam pagar pelas

fotogrtafias, assim, têm acesso às suas imagens de

treino, pois a foto além de lembrança, serve para

corrigir base e postura na onda para os que estão

começando

Temos, além disso, o cuidado com a comunidade

de trazer boas iniciativas, como foi o curso do ‘Surf

Salva’ dos Bombeiros, onde formamos cerca de

25 surfistas e pescadores locais em guarda-vidas,

gerando assim um cuidado maior com quem

frequenta o pico. A ação de limpeza permanente

da praia, incentivando as pessoas a fazerem suas

caminhadas, levando uma sacolinha e um bastão

de recolhimento de lixo, ao retornarem com a

sacolinha cheia, recebem irados adesivos de surf

e outros brindes que ajudam a criar consciência

ambiental nos frequentadores do local.

Decolando firme na base o surfista

local Emerson vem aprimorando

seu estilo no quintal de casa

Nosso projeto está bombando e a ideia está

rendendo frutos, os parceiros estão surgindo, a

comunidade satisfeta com as informações diárias

e logo mais estará em outros picos da Taíba. Aloha.

Dr. Fernando Bondezam, fisioterapeuta paulista

e empresário, residente da Taiba, imprimindo

estilo com o seu “9 pés”.

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Ivo Ghotardo também é frequentador assíduo do pico.

Com um surf afiado, decola com facilidade nas rampas

da Taibinha

Vitão compartilhando um momento

de pura harmonia com sua filhinha

Odelio, o xerife local


BEACH SHOW - PERFIL

Fotos: Érico Frota

O VÔO DO TIGRÃO

A HISTÓRIA DO PRODÍGIO, RAFAEL SANTOS

Que novos talentos surgem do nada e diariamente,

isso todo mundo sabe. O que talvez poucas

pessoas saibam, é a quantidade de novos talentos

que surgem só no estado do Ceará todos os

anos. Muitos deles acabam se desviando no

caminho, mas tem um que é um caso a parte.

Rafael Sousa dos Santos, mais conhecido como

Rafael Tigrão, apelido dado pelo seu apetite por

competições.

Garoto de bom coração, filho de Dona Aureliana e

do Sr. Raimundo, sua primeira prancha foi presente

de Argus Diniz, competidor cearense. Ele começou

a surfar aos 8 anos de idade, incentivado pelos tios

na paradisíaca praia da Taíba, no Ceará.

Hoje, após 10 anos de muito surf, Rafael, que

completou 18 em outubro de 2016, possui um surf

de ponta, com potencial para níveis internacionais;

faz uma linha polida, tem uma seleção de ondas

exemplar e está sempre voando, afinal seu maior

ídolo é o John John.

“Tive o privilégio de conhecer esse garoto quando

ele ainda era um moleque e corria as categorias

de base no disputadíssimo Circuito do Paracuru

(cidade vizinha a sua terra natal). Segundo ele, foi

aquele ranking que deu o ponta pé inicial na sua

carreira, e eu pude ver toda a sua ação dentro da

água. Fui locutor naquele evento e ele realmente já

se diferenciava, e muito, dos outros surfistas.”

Tem uma rotina de treinos intensa,

e está sempre surfando. Já foi

integrante da equipe MARESIA e foi

treinado por talentos como, Marcus

Otávio, Sukita e também por Hélio

Bacana, quando teve a oportunidade

de surfar em Noronha pela primeira

vez.

Na sua primeira competição, ainda na

categoria “Fraldinha” ficou logo em

terceiro lugar, e consecutivamente

3 primeiros, daí foi apontado como

uma grande promessa, só que os

eventos diminuíram bastante e os

apoios também.

PERFIL

Rafael Souza dos Santos

Apelido: Rafael Tigrão

Natural: Taíba – Ceará

Idade: 18

Comida preferida: Macarronada

Som: Rap e Reggae

Ídolo: John John

Manobra Favorita: Aéreo

Influencia: Bruno Santos, Charlie Brow, Jean

da Silva, Flavio Nakagima, Messias Felix e

claro, Gabriel Medina

Maior onda: Stella Mares na Bahia e Icaraí no

Ceará

Pranchas: 5.4” Free Session/Clerton Barroso

Sonho: Competir pelo mundo

Por Sergio Cavalcante

Local da praia do futuro

Ex surfista profissional

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O prodígio costuma surfar sozinho, sempre focado em aprimorar suas manobras, que

são supermodernas - diga-se de passagem - essa promessa do surf cearense, espera

por mais competições e apoios.

Quando indagado sobre seus objetivo, ele não hesitou: “A distancia entre o sonho e

a conquista chama-se atitude.”

E deixou um recado para a molecada iniciante:

“Quem começar novo e tiver uma oportunidade, agarre-a, pois tudo é passageiro!”

Integrante dos Surfistas de Cristo e dono de um surf poderoso, Rafael Tigrão possui

todos os ingredientes necessários para uma carreira de sucesso dentro do surf

profissional brasileiro e mundial. Talento ele tem de sobra, e não seria uma surpresa

ver seu nome, “Tigrão”, em baterias do WSL. Alguém duvida? Eu não!

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BEACH SHOW - GAROTA

Apresenta

Yasmin Sosa

Idade: 21 anos

Local de nascimento: Montevideo, Uruguai

Profissão: Empresária

Signo: Leão

Hobby: Surf

Grande sonho: Me realizar como uma grande

profissional de Educação Física.

Esportes preferidos: Treinos na academia e surf

Praia preferida: Jericoacoara

Estilo de música: Reggaeton

Maior orgulho: Ser filha de uma grande

guerreira, minha mãe é um exemplo de mulher.

Como faz pra manter esse corpo? Treino

bastante e sempre tento me manter na dieta.

Você em 3 palavras: determinação, atitude,

persistência.

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Fotos: Mardônio Paz 99 Filho / BS


BEACH SHOW - GAROTA

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BEACH SHOW - GAROTA

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BEACH SHOW - GAROTA

Cite os mais importantes trabalhos como

modelo: Garota Fitness 2016 de Jericoacoara,

Miss Continente Ceará representando Jijoca de

Jericoacoara, e o ensaio para a Revista Beach

Show.

Fale um pouco sobre o seu amor pela praia de

Jericoacoara e como é viver em um lugar tão

lindo como este: Falar sobre Jericoacoara, um

lugar ícone, onde deus desenhou esse paraíso,

me emociona. Jeri é um espetáculo com dunas,

mangue, caatinga e uma diversidade de belezas

naturais, é incrível e muito gratificante morar

aqui.

Mensagem para os nossos leitores: Façamos

nossa parte para que haja mais paz, amor e

compreensão, assim não haverá tanta guerra,

fome e ódio.

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BEACH SHOW PARTY

Festa de 15 anos da Revista Beach

Show tem noite histórica para o surf

em Fortaleza.

Fernanda, Ricardinho, Rafaela, Maninho e Mardônio

Nosso diretor de arte, Ciro Costa, fazendo seus agradecimentos

Em nosso stand, pranchas, revistas históricas e muitos brindes

Anderson, Patricia, Renata, Ramon, Ana Lyvia e Leonardo

Jorge Fontenele exibindo com orgulho seu anúnco

O surfista paratleta Mecim e seu amigo Erwin Nosso colunista e músico Carlinhos Nação Magno Martins e Adilton Mariano

Em uma área VIP na Barraca Marulho, na

Praia do Futuro - Ceará, foi festajado os 15

anos de sucesso da Revista Beach Show.

O evento contou com exposição de

pranchas, bolo temático, sorteio de brindes,

ofertados pelas empresas Rudder e Out Burst,

sorteio de 2 tatuagens no valor de R$ 500,00

cada, ofertados pela Tattoo Ink Company,

distribuição de brindes e fotos-lembrança,

ofertados pela Hang Loose e um telão onde

os maiores surfistas do mundo e diversas

celebridades do esporte deixaram suas

mensagens, parabenizando os 15 anos do

projeto e falando da importância da Revista

para o desenvolvimento e divulgação do

surf, de seus acontecimentos e os principais

ícones.

E foi em grande estilo que celebramos os

15 anos da revista mais surf do nordeste.

Várias personalidades marcaram presença

no evento, onde era fácil encontrar com os

ídolos do surf e rever velhos amigos.

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Na ocasião, a equipe da Revista Beach Show

falou aos convidados sobre a nossa batalha

diária, os nossos maiores desafios, metas,

objetivos e como conseguimos chegar, de

forma sólida, aos 15 anos.

Amigos e entusiastas também foram

convidados a falar, mostrando apoio e

admiração pela nossa Revista, parabenizando

toda a nossa equipe pela garra, amor e

dedicação ao surf.

Aproveitamos a ocasião para fazer o

lançamento do aplicativo Beach Show,

com versões para celular e tablet,

acompanhando as tendências do mercado

mundial, onde o nosso leitor poderá

conferir rapidamente e em qualquer lugar

do mundo, todo o conteúdo da Revista

e muito mais através dessa inovação.

O evento aconteceu na Barraca Marulho,

que também celebrava os 4 anos de sua

principal festa, a conceituada festa ‘Sexta

Blue’, onde Hugo Menacho, nosso parceiro

e proprietário da casa, abriu suas portas e

acolheu a comunidade do surf em uma só

festa. Foi um verdadeiro sucesso, cerca de

3.000 pessoas marcaram presença nessa

super noite.

Confiram os melhores momentos deste

evento especial que entrou para a história do

surf cearense, nordestino e brasileiro.

Vida longa à “Mais Surf do Nordeste”.

Por: Redação Beach Show.


Fabricio Junior e Guga Roque

O tatuador Berg Farias com o ganhador da 1ª tatuagem

Família Paz. Mardônio Neto, Sávio, Amanda, Marcelo, a matriarca D. Conceição, Sandra, Marcel e D. Francisca

O tatuador Berg Farias com o ganhador da 2ª tatuagem

Chagas, Amélio jr, Osório, Vladas e Rinando

Fábio Silva, Gleilson Freitas e Caio Sombra

Vanessa, Bibita e Clécio

Bruna Marques e Ciro Costa

Jojó, Maria Flor, Mardônio e Lorena

Mardônio Paz Filho e Ronner Távora

Nossa mesa tropical, ao estilo havaiano, coloriu a festa

Mardônio Neto, Daniel, Witalo e Júlio

Guga Roque, George Noronha, Mardônio e Castelo Filho

Fred Castro (Teted) e Letícia

Rafaela Feijó e Maninho Feijó

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BEACH SHOW PARTY

Felipe Martins, Sérgio Cavalcante, Fábio Silva, Mardônio Paz Filho e Fabricio Junior

Ângelo Farias e Carlos Clécio e Xavi representando Jeri

O fotógrafo Adriano Jorge concentrado na nova edição

Michel Rayol, Marilia Rayol e Nick Melo

Mardônio, Virgínia e Ricardinho

Leleca Felix e Felipe Martins

Alexandre Nocrato, Roberta Palhano, Nágila e Duda Carneiro

Erinaldo “Quexão” e Mardônio Paz Filho

Aniversário tem que ter bolo. Obrigado Rejane!

Cibely Cavalcante e Nathielen Sipião

Coisa boa é reunir os amigos.

Glaucia e Washington Lourenço

Raul Leite e Bia Moreira

Nosso editor chefe, recebendo homenagem de Maninho Feijó

Marcos Gota e Zé Rock, amarradão com sua foto na revista

A gelera também curtiu bastante a iniciativa da Hang Loose em presentear todos

os convidados com Fotos-lembrança do evento e copos personalizados

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Galera da Hang Loose em uma ação de marketing

Salomão ao centro, no comando da equipe Mentawai Surf Shop

Neudson Longarina e Maria Rita

Alto astral na festa da “Mais Surf do Nordeste”

Esdras Olimpio, sempre presente em nossos eventos

Sérgio Bordovsky recebendo seu kit Rudder

Vanessa Lima e Marcelo Bibita

Letícia, Thais e Jacson Gurgel

Junior Pacheco, Mardônio Paz Filho e Joelma Lessa

Xxxxxxx, Sergio Bordovsky, Xxxxxx e Jean Negão “Teteta”

Diassis Machado, Felipe Martins e Sérgio Cavalcante

Dayane Lima e Ruthe Andrade

Bruno Cavalcante e Esdras Olimpio

Liane Ruth e Fábio Silva

Nete, Marina, Jean e Betinho

110 / BS


BEACH SHOW - ULTIMATE

Andersoul, a negritude musical

Em Abril de 2017, será lançado em Fortaleza, São Paulo e Brasília o disco de

Andersoul. A mescla de ritmos se entrelaçam em timbres quentes, fazendo

o som do primeiro disco do músico ser um verdadeiro caldeirão de estilos.

Crise migratória (Bobotiê), política (Não me toque), tecnologia (Amigos

imaginários), violência (Não se faça de doido), são alguns dos temas

abordados. Foram captadas 17 músicas no estúdio Som do Mar, pelas

mãos do engenheiro de áudio, Anfrísio Rocha. Após a peneirada, o disco,

intitulado Racional, fechou com 10 canções e conta com a participação dos

compositores, Carlinhos Nação e André Portela. A banda base é composta

pelo baixista Nélio Costa, o guitarrista Wilcley Natural e o baterista Denilson

Lopes, além da participação mais que especial dos músicos, Guto Lucena,

Mario Brother, Daniel Donaleda, Fabio Willy, Pedro Ernesto, Netinho Sá,

Ricardo Abreu, Thiago Rocha, Jefferson Braun, Romualdo, Herlon Robson

e Menotti Bolinelli.

Foto: Igor Grazianno

Praia de Iracema,

comida e boa música

O Point da Ponte é o mais novo

Restaurante & Music Bar de

Fortaleza. Localizado na Rua dos

Tabajaras, onde era o antigo e

renomado ‘Celso 90’ e depois o ‘Family

Roots’, que fizeram historia na Praia de

Iracema na década de 90 e 2000. O Point

da Point, que está situado em frente à

Ponte Metálica e o Pirata Bar, e ao lado do

‘Joel Tattoo’, oferece uma culinária que vai de pratos nordestinos a

internacionais com preços e música de primeira qualidade. Quem

está no comando deste novo empreendimento é o nosso colunista

e renomado músico, Carlinhos Nação.

Mente Fria On-line

A emergente marca, Mente Fria,

lança seu site E-Commerce,

seguindo as tendências do

mercado. A nova coleção da

marca está alucinante e a

produção foi inspirada nas

viagens internacionais feitas

pelo seu atleta, Kadu Braga, ao

redor do mundo. A marca não

para de nos trazer novidades e

vocês podem acompanhar todas

as suas ações através das redes

sociais.

www.mentefria.com.br

Mais um surfista deixa saudade

Nós da Revista Beach Show, deixamos aqui a nossa homenagem

ao surfista veterano, Luiz Otávio, o Luiz “Caveirão”, que por

infelicidade, faleceu precocemente, aos 57 anos. Caveirão, era

presença constante no outside do Icaraí, principalmente nos

dias clássicos. Sua morte abalou a comunidade do surf, que

prestou uma linda homenagem de despedida ao surfista no

outside do pico. Luizão, como também era chamado, deixou

muita saudade e um legado de amizade estampado para

sempre em nossos corações.

Fotos: Sidnei Machado


(85) 4012 3030

www.beachpark.com.br

artplan

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