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24 estereótipo de

24 estereótipo de “menor em conflito com a lei” será “carimbado” em sua testa, acompanhando-o por toda sua trajetória. Por outro lado, num processo restaurativo, Ângela seria apoiada para elaborar seus sentimentos com relação ao ocorrido, tendo suas necessidades reconhecidas e atendidas para que possa superar sua posição de vítima e, no decorrer do processo, possa também estabelecer uma relação de empatia com o adolescente que a assaltou. Ao mesmo tempo, Juan também terá a oportunidade de elaborar o que aconteceu e o que sentiu, podendo ser visto e também se ver para além do ato cometido, como Juan e não como um “menor infrator”. A primeira etapa constitui-se de pré-círculos individuais, nos quais cada envolvido/a possa conectar-se consigo mesmo, com o que aconteceu, o que sentiu e também pensar nas outras pessoas que foram impactadas pelo fato. Quando todos/as se sentirem preparados/as, acontece o encontro entre as partes (cada pessoa diretamente envolvida no conflito pode levar pessoas de apoio para o encontro – neste caso, a comunidade de apoio também deve passar pelo processo de pré-círculos), no qual cada um poderá contar ao/à outro/a sua versão do fato, quais as consequências do ocorrido na sua vida, como se sentiu depois do que ocorreu. Agora imagine Juan ouvindo a história de Ângela, sabendo como a falta daquele dinheiro prejudicou a saúde de seu pai e como não pôde pagar o aluguel. Imagine também Ângela ouvindo a história de Juan, com todos os sofrimentos que ele já passou e que teve como ápice o assalto. Todos/as ficam frente a frente! Todos/as se encontram com o que há de mais humano no/a outro/a, já não há mais espaço para a criação imaginária de anjos e demônios. E coletivamente se pensará em formas de transformar a situação a partir das necessidades de todos/as envolvidos, o que pressupõe a responsabilização de todos/as.

25 A experiência do CDHEP mostra que a partir do processo restaurativo podem surgir outros personagens, não apenas vítimas e ofensores, outras responsabilidades aparecem, e a história do conflito vai mostrando que sua complexidade ultrapassa os indivíduos envolvidos, revelando desigualdades, injustiças e violências completamente esquecidas nos processos tradicionais de resolução dos mesmos. Sobretudo nas ações do Estado “brasileiro” que historicamente reproduzem a estigmatização e a criminalização de pessoas negras e pobres. (CDHEP, 2013a) O sistema tradicional de justiça nos faz ficar presos/as ao passado, ao passo que as práticas de Justiça Restaurativa nos levam a pensar no futuro tendo em vista que o fato ocorrido não pode ser alterado. “Nossa preocupação com a determinação da culpa significa que tendemos a focalizar o passado. O que aconteceu? Quem fez? Estas perguntas têm precedência sobre a questão do que fazer para resolver os problemas que o ofensor criou (e os problemas que levaram à ofensa). Os profissionais da lei dedicam pouco tempo às coisas que podem ser feitas para prevenir reincidência e os problemas futuros.” (Zerh, 2008, p.64)

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