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26 Todo o processo

26 Todo o processo restaurativo busca empoderar os/as envolvidos/as para que a transformação do ocorrido possa ser feita por eles/as próprios/as. O principal objetivo é devolver o poder sobre os conflitos para quem passou diretamente por eles. A partir dessa transformação, uma atitude de responsabilização em vários outros setores da vida também é possível. Durante um processo, um/a facilitador/a e um/a cofacilitador/a possibilitam o diálogo, mas é fundamental que eles/as não interfiram nos acordos feitos no círculo, que devem ser coerentes e legítimos para os/as participantes. Seu papel é realmente facilitar as conversas (tanto nos pré -círculos como no círculo) e não definir os acordos. Nesse sentido, o processo de restaurativo dialoga diretamente com os sentimentos e necessidades dos/as envolvidos/as, que ao final do processo têm suas necessidades atendidas e medos superados, o que faz a experiência de justiça ser vivenciada com força, uma vez que cada um dos/as participantes foi uma peça fundamental e ativa para que os acordos sejam feitos e cumpridos. Outro ponto fundamental é a importância da especificidade da história de vida de cada envolvido/a. O convite do processo restaurativo é para a empatia, a possibilidade de se colocar no lugar do outro, a partir da trajetória e marcas que lhe são próprias. Já na justiça tradicional, “(...) retratada como uma deusa vendada que segura uma balança. Portanto, seu foco está na isonomia do processo, não nas circunstâncias de fato. O processo penal visa ignorar as diferenças sociais, econômicas, políticas, procurando tratar todos os

27 ofensores como se fossem iguais perante a lei. Como o processo busca tratar os desiguais igualmente, as desigualdades sociais e políticas existentes são ignoradas e mantidas. De forma paradoxal, a justiça acaba mantendo as desigualdades em nome da igualdade.” (Zehr, 2008, p.76) É importante destacar que existe um contínuo de práticas restaurativas, desde as mais informais (como a comunicação assertiva e não violenta) até as mais formais (como um círculo vítima-ofensor-comunidade, que poderia ser utilizado no caso descrito acima, por exemplo). No cotidiano, podemos utilizar diversas práticas informais a fim de que os “pequenos” conflitos não evoluam para situações mais graves e violentas. Além disso, os elementos proativos são fundamentais como método de prevenção dos conflitos. Ou seja, a comunicação assertiva e não violenta, a criação de espaços para que as pessoas possam falar como se sentem em relação a determinado assunto, entre outras técnicas, são fundamentais para o estabelecimento de um ambiente participativo, acolhedor e no qual as pessoas se sintam pertencentes. Belinda Hopkins (2015a) nos apresenta cinco temas restaurativos que podemos utilizar nos mais diversos espaços educativos: 1) Perspectivas pessoais igualmente valorizadas: todos têm suas próprias perspectivas sobre uma situação ou acontecimento e necessitam de uma oportunidade de se expressar para se sentirem respeitados, valorizados e ouvidos. O que aconteceu?

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