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GAZETA DIARIO 288

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10 Cidade Foz do Iguaçu, segunda-feira, 22 de maio de 2017 REFORÇO NA MERENDA Foz quer implantar projeto Horta Saudável em todas as escolas municipais Produtos cultivados pelos próprios alunos podem complementar a alimentação escolar AMN Reportagem Alimentação rica em produtos naturais cultivada no quintal das escolas municipais. Esta é a ideia do projeto Horta Saudável do Município de Foz do Iguaçu. A Secretaria Municipal da Agricultura está fazendo um levantamento das escolas que já iniciaram o plantio de hortas em anos anteriores e daquelas que ainda não as têm. Além disso, estão sendo captados recursos para a compra de insumos e de materiais necessários para a manutenção do projeto. A equipe de Educação Ambiental tem parceria na realização desse projeto, pois será responsável pelas aulas teóricas ministradas nas escolas entre diferentes turmas, para ensinar os alunos a preparar e manter a horta bem cultivada o ano inteiro. O prefeito Chico Brasileiro já sinalizou a vontade de inserir a produção de alimentos dentro das escolas de Foz, tornando mais próxima a convivência dos alunos com o plantio dos produtos que serão aproveitados na merenda. Todas as escolas municipais e Cmeis continuarão a re- A expectativa é de que no prazo de um mês, a construção das hortas seja iniciada ceber produtos do Banco de Alimentos, do PAA- Programa de Aquisição de Alimentos, que já acontece com vários produtores rurais da cidade. Eles são cadastrados no sistema e vendem seus produtos frescos para o banco, que repassa a todas as escolas. Os alimentos cultivados nas hortas serão como um complemento daquilo que pode ser utilizado nas refeições diárias. A expectativa é que no prazo de um mês a construção das hortas seja iniciada. Até lá, a Secretaria da Agricultura pretende concluir o levantamento dos espaços em cada uma das escolas onde possam ser aproveitados para plantio, com demarcação e preparo do solo. Em 2015, quando deputado estadual, Chico Brasileiro propôs na Assembleia Legislativa a criação da Semana da Alimentação Escolar Saudável, como forma de contribuir para a promoção da saúde e prevenção de doenças. Na mesma oportunidade, foi lançada a ideia do projeto de "Segurança Alimentar", abrindo as discussões em torno da alimentação rica em alimentos mais saudáveis nas escolas, despertando o interesse das próprias crianças em substituir industrializados por produtos mais naturais. Brasileiro também questionou o surgimento de doenças manifestadas precocemente devido à má alimentação, como o diabetes e a obesidade, por exemplo. A Segurança Alimentar nas escolas deverá ser tema de novas discussões depois que o projeto da Horta Saudável passar a funcionar em Foz, podendo se tornar modelo para outros municípios. Ainda em 2015, na Assembleia Legislativa, Chico Brasileiro se tornou membro fundador da Frente Parlamentar de Segurança Alimentar e Nutricional, abrindo discussões mais específicas em torno do tema. F

Foz do Iguaçu, segunda-feira, 22 de maio de 2017 INVESTIMENTO Região 11 Banco do Brasil vai liberar R$ 1 bilhão em crédito para projetos de Agro Energia no oeste Só na cadeia produtiva de suíno, o financiamento pode ajudar a dois mil produtores da região DI Itaipu Reportagem Alexandre Marchetti / Itaipu Fotografias O Banco do Brasil deve investir nos próximos anos até R$ 1 bilhão na região do oeste paranaense, em linhas de financiamento voltadas à produção de energia a partir da biomassa. O Programa Agro Energia foi lançado em uma solenidade no Espaço Milton Santos, no Parque Tecnológico Itaipu, em Foz do Iguaçu. Voltado, na região, ao biogás, o programa conta com a parceria da Itaipu Binacional e do Centro Internacional de Energias Renováveis - Biogás (CIBiogás), entre outros. "Já existe, aqui na região, um elo produtivo identificado e mapeado. O trabalho que a Itaipu e o CBIogás vêm fazendo facilita nosso acesso aos produtores de forma mais organizada", resume o diretor de Agronegócios do Banco do Brasil, Marco Túlio Moraes da Costa. Em abril, o mesmo programa, mas voltado especificamente aos projetos fotovoltaicos, já havia sido lançado em Rio Verde (GO). "A Itaipu faz um trabalho de sustentabilidade na região e o Banco do Brasil só vem para apoiar esta iniciativa", reforça. Para o superintendente de Energias Renováveis da Itaipu, Paulo Schmidt, a empresa já tem atuado na preservação dos recursos hídricos e destinação correta dos resíduos. Agora, é um segundo momento. "Temos a possibilidade de gerar ganhos aos produtores rurais, especialmente nas cadeias de proteína animal. Mas se não tivermos incentivos, isso pode não acontecer", afirma. Ele lembra a parceria entre Itaipu e Copel, por meio do Programa Mais Clique Rural, que tem o objetivo de modernizar a distribuição de energia e internet no meio rural. As linhas de crédito serão usadas para a instalação dos biodigestores, compra dos geradores e integração da propriedade agrícola à rede elétrica. Os juros subsidiados variam de 2,5% a 8,5% ao ano, dependendo do tamanho da propriedade. Estima-se que o retorno do investimento aconteça em no máximo cinco anos. O valor investido na região vai depender dos projetos que chegarem ao Banco do Brasil. Durante a solenidade, a Cooperativa LAR assinou um memorando de intenções para levar o financiamento do Banco do Brasil aos seus associados. O CBIogás e a Itaipu Binacional também assinaram o documento. Pioneirismo regional A criação da linha de crédito do Banco do Brasil tem origem em uma demanda levantada pela Câmara Técnica de Energias Renováveis do Programa Oeste em Desenvolvimento, do qual Itaipu e CBIogás Lançamento do Programa Agro Energia no Espaço Milton Santos, do PTI fazem parte. "Vimos que o principal gargalo era a falta de um financiamento para tocar os projetos. Então, tivemos uma reunião com o Banco do Brasil sobre a possibilidade de ampliar o financiamento e encarar os projetos de biogás como um negócio", explica o diretorpresidente do CIBiogás, Rodrigo Régis. De acordo com ele, a região Oeste do Paraná tem um enorme potencial na área de agroenergia. Só na suinocultura, há mais de dois mil produtores com potencial de criação de usinas geradoras de energia elétrica a partir da biomassa. O retorno do produtor, caso ele faça uma unidade geradora com recursos próprios, é da ordem de 18%. Se a criação do empreendimento for subsidiada por financiamentos como o do Banco do Brasil, o retorno sobe para 24%. O tempo de recuperação do investimento cai de cinco para três anos. Além disso, completa Régis, há uma perspectiva do aumento de produtividade na já pujante região oeste do Paraná. "Um produtor que quer aumentar o número de cabeças de gado, por exemplo, precisa resolver a questão dos dejetos para conseguir as licenças ambientais. Hoje, vai ter produtor que subirá de 500 para 2 mil cabeças porque poderá dar fim aos dejetos, obedecer às leis ambientais e criar renda", conta. "Nós temos que aproveitar este momento, sermos assertivos e agirmos rápido. Já foi feito um mapeamento na região, agora precisamos mostrar aos produtores que este é um negócio viável", afirma Régis. E completa: "Investir nesta tecnologia não é só produzir energia, mas fazer o saneamento ambiental. Livrar-se de um passivo e gerar outra fonte de renda." Segundo um levantamento feito pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), o agronegócio responde por 46% das exportações do Brasil e por 25% do Produto Interno Bruto (PIB) do País. No Sul do País, o setor é responsável por 70% das exportações e 35% das riquezas. O agronegócio é um dos maiores demandantes de energia elétrica para sue funcionamento. F