REBOSTEIO ESPECIAL QUADRINHOS
Revista REBOSTEIO ESPECIAL QUADRINHOS - HQ, quadrinhos, cartoon, desenho, charge, ilustração.
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03/2012<br />
especial<br />
Q<br />
U<br />
A<br />
D<br />
R<br />
I<br />
N<br />
H<br />
O<br />
S
Mickey Dugan, mais conhecido como The Yellow Kid<br />
("O Garoto Amarelo"), era o personagem principal<br />
de Hogan's Alley, pioneira história em quadrinhos e<br />
uma das primeiras a ser impressa em cores.<br />
O Yellow Kid era uma criança dentuça,<br />
que sempre aparecia com um<br />
sorriso bobo e vestindo um<br />
pijama amarelo enquanto<br />
circulava por uma vila cheia das mais<br />
estranhas criaturas.<br />
O artifício de usar balões para mostrar as<br />
falas dos personagens foi usado pela<br />
primeira vez com Yellow Kid, apesar de o<br />
próprio garoto só se comunicar através<br />
de mensagens que apareciam<br />
inscritas em sua roupa.<br />
Ele usava um jargão<br />
cheio de gírias, numa<br />
linguagem típica dos guetos.<br />
A tira era desenhada pelo artista<br />
Richard Felton Outcault. Apareceu pela primeira vez<br />
esporadicamente na revista Truth durante 1894 e 1895, até que teve sua estréia<br />
oficial no jornal New York World em 17 de fevereiro de 1895, inicialmente em<br />
preto e branco e subsequentemente colorida a partir de 5 de maio.<br />
Outcault levou o Yellow Kid para o New York Journal American de William<br />
Randolph Hearst em 1897, mas a New York World contratou outro artista<br />
chamado George Luks para continuar a produzir as tiras, dando origem então a<br />
duas versões do personagem. Ambas chegaram ao fim em 1898.
03<br />
H, o Quê?<br />
Editores<br />
Mercedes Lorenzo<br />
Rubens Guilherme Pesenti<br />
Contato<br />
revistarebosteio@gmail.com<br />
Blog para mailing-list:<br />
http://rebosteio-revistadigital.blogspot.com/<br />
Colaboradores deste Nº<br />
Eduardo Medina<br />
Juliano Miossi<br />
Rubens Guilherme Pesenti<br />
Thales Gaspari<br />
Tonho Oliveira<br />
Victor Toso<br />
<strong>REBOSTEIO</strong><br />
é uma publicação digital<br />
sem fins lucrativos, construída com a<br />
ajuda de colaboradores voluntários,<br />
independente, apartidária e voltada<br />
para a divulgação de arte em geral,<br />
de idéias, provocações neurais e<br />
expansão dos sentidos... não temos<br />
todas as respostas, mas estamos<br />
interessados nas melhores perguntas.<br />
Histórias em Quadrinhos. Bandas Desenhadas. Histórias aos<br />
Quadradinhos. Comics. Historieta. Bande Dessinée. Fumetti.<br />
Dessa maneira é que nossas HQs são conhecidas em algumas<br />
partes do mundo. Alguns teóricos remontam sua origem nas<br />
inscrições rupestres da pré-história, passando pela Grécia e Egito<br />
antigo, chegando aos nossos tempos onde apontam sua influência<br />
sobre o cinema. Influência essa que se dá, em princípio, sobre a<br />
sequência de movimentos e mais tarde na própria concepção de<br />
luzes, sombras e enquadramentos.<br />
O cinema feito hoje, baseado em HQs, sobretudo de superheróis,<br />
se firma unicamente no aparato tecnológico de efeitos<br />
visuais, não passando de medíocre blockbusters caricatos, que<br />
não fazem justiça à versão original em papel e nanquim.<br />
Esta edição especial de Rebosteio quer prestar uma homenagem a<br />
essa arte que já foi inclusive objeto de propaganda revolucionária,<br />
como na China maoísta, e perseguições ideológicas, como no<br />
período do macartismo nos EUA.<br />
Trazemos várias homenagens a diversos nomes hoje consagrados,<br />
intercalados com desenhistas desconhecidos do grande público,<br />
que com dificuldade mantém vivo esse segmento fundamental na<br />
história da arte.<br />
Prestamos também uma homenagem especial ao grande Moacy<br />
Cirne, considerado o mais importante conhecedor e divulgador de<br />
HQs do Brasil. Grande abraço, Moa, estamos aqui torcendo por<br />
você!<br />
Como nem tudo é perfeito, mas que não chegou a estragar o<br />
prazer desta edição, registramos o descaso com que alguns<br />
desenhistas convidados, talvez por prepotência ou insegurança,<br />
trataram nosso convite. Esperamos os trabalhos prometidos até o<br />
último instante. E nada! Bom, talvez tenham recebido convites da<br />
Marvel ou DC. Pow! Crash! Clack! Zoom!<br />
contracapa:<br />
yellow kid<br />
pg. 03<br />
editorial/índice<br />
pg. 04<br />
hedu medina<br />
pg. 08<br />
robert crumb<br />
pg. 09<br />
crumb e eu<br />
pg. 10<br />
rubens g. pesenti<br />
capa: Rubens Guilherme Pesenti<br />
PROJETO GRÁFICO:<br />
Rubens Guilherme Pesenti<br />
http://ru666.blogspot.com<br />
Mercedes Lorenzo<br />
http://olhardelambe-lambe.blogspot.com<br />
pg. 26<br />
lobo solitário<br />
pg. 43<br />
tonho oliveira<br />
pg. 51<br />
giovanna casotto<br />
pg. 27<br />
thales gaspari<br />
pg. 49<br />
guido crepax<br />
pg. 52<br />
juliano miossi<br />
pg. 42<br />
will eisner<br />
pg. 50<br />
victor toso<br />
pg. 55<br />
alex raymond<br />
pg. 56<br />
moacy cirne<br />
pg. 57<br />
perfis convidados<br />
4ª capa:<br />
o eternauta
05
08<br />
Robert Crumb, nasceu a 30 de agosto de 1943, em<br />
Filadélfia, Pensilvânia. Artista gráfico e ilustrador<br />
reconhecido como um dos fundadores do movimento<br />
underground dos quadrinhos americanos, cujo ponto de<br />
partida foi publicação do gibi artesanal, Zap Comix,<br />
idealizado por ele.<br />
Cultuado na cena hippie, deixou marcado nesta década a<br />
tira Keep on Truckin´ e os personagens Mr. Natural (que<br />
pode ser lido como uma sátira de Maharishi Mahesh Yogi<br />
e semelhantes, numa época em que era moda gurus<br />
espirituais) e Fritz The Cat, um gato boa vida que usa<br />
muitas drogas e tem uma vida sexual bastante lasciva.<br />
Crumb foi tema de um documentário intitulado Crumb,<br />
lançado em 1994 pelo diretor Terry Zwigoff. O filme focase<br />
nele e em seus dois irmãos, os três com um certo grau<br />
de sociofobia, frutos da criação de um pai severo e uma<br />
mãe superprotetora.<br />
Na década de 1970, começou a colaborar com o roteirista<br />
e arquivista Harvey Pekar, um homem da classe media<br />
baixa de Cleveland que narrou suas visões de mundo,<br />
mostrando o cotidiano tedioso da classe media americana,<br />
sem preocupações. Muitas vezes os percalços desta<br />
parceria foi retratada nos próprios quadrinhos feitos em<br />
parceria pela dupla.<br />
Produziu HQs autobiográficas com sua esposa, Aline<br />
Kominsky-Crumb, desenhadas a quatro mãos e publicadas<br />
na revista The New Yorker.<br />
Passou a adaptar obras literárias de autores como Franz<br />
Kafka, Charles Bukowski e Philip K. Dick. Em 2009<br />
lançou a adaptação quadrinhistíca do Gênesis, o livro da<br />
bíblia.<br />
Em 2007, figurou o 20º lugar da lista de 100 gênios vivos,<br />
compilada pela empresa de consultoria global Synectics.<br />
Atualmente, mora no sul da França com esposa e filha,<br />
ambas cartunistas.<br />
A ZAP Comix surgiu como revista publicada<br />
artesanalmente na década de 1960, tendo seu primeiro<br />
número, desenhado inteiramente por Crumb, vendido nas<br />
ensolaradas ruas de San Francisco por ele mesmo, sua<br />
mulher grávida e um carrinho de bebê, onde deixava as<br />
revistas.<br />
A revista mostrava o espirito da agitada juventude de<br />
1968.<br />
.<br />
Página oficial:<br />
http://www.crumbproducts.com/<br />
Crumb Museum<br />
http://www.zubeworld.com/crumbmuseum/
09<br />
texto: rubens guilherme pesenti<br />
como esquecer fritz, the cat? como esquecer sua indignação<br />
quando sentiu-se traído pela transposição mais adocicada que<br />
fizeram do seu gato marginal para o cinema? e mr. natural, o<br />
guru sacana?<br />
nossa, aquele crumb das viagens lisérgicas... a quadrinização de<br />
purple haze, do hendrix!<br />
pensei no documentário sobre ele feito por um amigo, membro<br />
da sua banda, onde toda sua “esquisitisse” era exposta sem<br />
qualquer retoque. sua mãe alcoólatra, seus irmãos<br />
completamente inadaptados, loucos e até um suicida.<br />
sua recusa em continuar morando nos e.u.a. quando seu espaço,<br />
onde morava com a família, em uma casa simples, foi invadido<br />
pela especulação imobiliária. mora até hoje na frança. Acabou<br />
vítima daquilo que sempre ironizou e criticou, o amarican way<br />
of life.<br />
fico imaginando crumb em meados dos anos 60 e anos 70<br />
adentro, vendendo suas revistas nas filas de concertos de rock,<br />
juntamente com sua mulher e amigos. não dá pra deixar de<br />
admirar um cara que recusou uma proposta financeira<br />
substancial da playboy para que fizesse uma página por mês na<br />
revista.<br />
caralho, como não amar um cara que desenhou uma capa de<br />
disco para a janis joplin e a banda big brother and the holding<br />
company e quando a gravadora columbia mandou-lhe o cheque<br />
pagando o serviço ele o devolveu com um bilhete: limpem o cu<br />
com isso, fiz o trabalho para uma amiga e não pra vocês.<br />
fiquei pensando naquele crumb que rodou o interior dos e.u.a.<br />
atrás de velhos discos em 78 rpm de blues e música rural. uma<br />
fixação tão interiorizada que tem uma banda onde toca esse tipo<br />
de música e com instrumentos originais.<br />
o telefone tocou. era o Jorge.<br />
- seu rubis, adivinha quem estará em são paulo amanhã, na vila<br />
madalena.<br />
- não sei. quem?<br />
- porra, o crumb! vamos lá ver o cara?<br />
diante desse convite fiquei muito entusiasmado. caramba, era a<br />
oportunidade de ver o desenhista de quadrinhos que mais<br />
admirei e admiro ao lado do eisner.<br />
enquanto o jorge ficava divagando sobre o evento comecei a<br />
pensar sobre o crumb e tudo aquilo que ele viveu e representou<br />
nesse mundo mais underground.<br />
pensei na sua tara por mulheres de pernas grossas e seios fartos<br />
sempre presentes em seus quadrinhos, um quase sexismo<br />
machista edipiano. lembrei-me dele falando que gostava de usar<br />
seus desenhos pra poder comer a mulherada, naquela mistura de<br />
parte insanidade e parte timidez.<br />
dei uma olhada em minhas antigas revistas de quadrinhos e<br />
pensei em tudo que li dele. lembrei-me do quanto ele foi<br />
pirateado aqui no brasil. hoje lemos crumb em álbuns de<br />
quadrinhos sofisticados de capa dura e em papel especial. a<br />
indústria procura destruir aqueles que não fazem o jogo, mas<br />
acabam transformando alguns em uma espécie de ícone cult e,<br />
finalmente, querem transformá-los em celebridades.<br />
assim vou vendo notícias desse homem num evento de<br />
literatura aqui no brasil. me parece que ele acabou não<br />
agradando muito. o que esperavam arrancar ainda mais desse<br />
cara? não bastou sua frase lapidar de que tem vergonha de viver<br />
nesse planeta?<br />
o jorge me diz que independente de eventos crumb está<br />
curtindo muito aqui no brasil e está feliz.<br />
finalmente falei com o jorge que não ia ver o crumb. ele entre<br />
indignado e sem entender minhas razões acabou desligando.<br />
tenho em casa uma boa parte da obra desse homem, com tudo<br />
isso ele já me deu tanto que, apesar de muito querer vê-lo,<br />
decidi deixar o velho crumb em paz. ele merece!
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Lobo Solitário é um mangá gekiga que começou a<br />
ser publicado no ano de 1970 no Japão, com criação<br />
e roteiro de Kazuo Koike e arte de Goseki Kojima.<br />
Ainda hoje é considerado uma das obras-primas do<br />
mangá, pelo excelente argumento e os belíssimos<br />
desenhos de Goseki Kojima. Entre seus fãs<br />
ocidentais está o roteirista e desenhista Frank Miller,<br />
que fez as capas para a edição norte-americana. As<br />
histórias de Lobo Solitário se passam no Período Edo<br />
da história do Japão. Os personagens principais são<br />
Itto Ogami, ex-executor do xogum e seu filho<br />
Daigoro.<br />
KAZUO KOIKE<br />
É considerado um dos escritores de maior projeção<br />
do Japão, bem como mestre nas histórias gráficas.<br />
Ele é, talvez, melhor conhecido nos Estados Unidos<br />
por seu argumento do filme Shogun Assassin, uma<br />
versão reeditada do filme japonês Kozure Okami,<br />
baseada nas histórias de Lobo Solitário. Koike<br />
atualmente dirige uma empresa de produção e edição<br />
de quadrinhos, o Studio Ship Inc., que publica<br />
trabalhos dos maiores argumentistas e desenhistas de<br />
quadrinhos, tanto no formato gibi quanto magazine.<br />
Koike também é fundador da Gekiga-Sonjuko, uma<br />
escola de arte que oferece um curso de dois anos para<br />
aqueles que aspiram ao profissionalismo.<br />
GOSEKI KOJIMA<br />
Iniciou suas atividades como desenhista de<br />
quadrinhos em 1967 com o Oboro-Junin-Cho.<br />
Valendo-se de seu estilo único, Kojima criou uma<br />
nova forma de interpretação visual para as histórias<br />
gráficas e estabeleceu, para si, a posição de mestre<br />
graças ao seu sensacional trabalho no Lobo Solitário.<br />
Outras obras de Kojima em colaboração com Koike<br />
são: Kawaite Soro, Kubukiri, Do-Chi-Shi e Bohachi<br />
Bushido.<br />
KAZUO KOIKE<br />
GOSEKI KOJIMA
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William Erwin Eisner nasceu em Nova York a 6 de<br />
março de 1917 e morreu na Flórida a 3 de janeiro de 2005.<br />
É considerado um dos mais importantes artistas de<br />
histórias em quadrinhos e uma das maiores influências no<br />
desenvolvimento do gênero.<br />
Passou sua juventude no Brooklyn, e enquanto estudava<br />
no Instituto DeWitt Clinton, noBronx, colaborou com Bob<br />
Kane na revista da escola. Em 1936 entrou para a equipe<br />
da revista WOW What a Magazine!. Nesta revista Eisner<br />
criou diversas histórias: a série de aventuras Captain Scott<br />
Dalton; a história de piratas; The Flame, onde assinava<br />
com o nome de "Erwin"; a história de espionagem Harry<br />
Karry (com o pseudônimo de Bill Rensie) , entre outras.<br />
No ano seguinte, com o fim da revista WOW, Eisner<br />
fundou com Iger o Eisner-Iger Studio, onde trabalharam<br />
grandes nomes das histórias em quadrinhos como Bob<br />
Kane e Jack Kirby. Até 1939, Eisner criou diversas séries<br />
como a história de piratas Hawks of the Seas.<br />
A criação mais famosa de Eisner é The Spirit, a história de<br />
um detetive mascarado, Denny Colt, um herói sem<br />
superpoderes que protege os habitantes da cidade fictícia<br />
de Central City. A série se destacou pela inovação dos<br />
enquadramentos quase cinematográficos, os efeitos de luz<br />
e sombra e as inovadoras técnicas narrativas, além da<br />
qualidade do roteiro e da arte. Sempre a presença de belas<br />
mulheres, cenas hilariantes, melodramáticas, mas que<br />
enfatizavam sobretudo o aspecto humano dos<br />
personagens. Eisner deixou a série em 1942 ao ser<br />
mobilizado pela Segunda Guerra Mundial, onde produziu<br />
pôsteres, ilustrações e histórias propagandísticas para o<br />
exército norte-americano.<br />
A série The Spirit, que havia sido continuada por outros<br />
artistas devido à sua ausência, foi retomada por Eisner em<br />
1945.<br />
Em 1978 criou Um Contrato com Deus, considerada a<br />
primeira graphic novel do gênero, que consiste em quatro<br />
histórias acerca da vida no Bronx nos anos 30. Depois<br />
desta obra, Eisner prosseguiu criando graphic novels com<br />
regularidade, como Life on Another Planet (1978), O<br />
Sonhador (The Dreamer, 1986), O Edifício (The Building,<br />
1987), No Coração da Tempestade (In the Heart of the<br />
Storm, 1991), Invisible People (1991-92), entre outros.<br />
Um mês antes de morrer concluiu sua obra mais política,<br />
A Conspiração (The Plot, 2005), um ensaio gráfico sobre<br />
a história do livreto Os Protocolos dos Sábios de Sião.<br />
Eisner teve uma importância decisiva para demonstrar que<br />
histórias em quadrinhos não são meio de entretenimento<br />
apenas para crianças e adolescentes.<br />
Em 1988 a indústria dos quadrinhos prestou tributo à<br />
Eisner criando o Prêmio Will Eisner, mais conhecido<br />
como "Eisners", que servem como uma premiação pelo<br />
"conjunto da obra" nas histórias em quadrinhos.<br />
Página oficial :<br />
http://www.willeisner.com/
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Guido Crepax nasceu em<br />
Milão a 15 de julho de 1933 e<br />
morreu a 31 de julho de 2003.<br />
Foi um artista, ilustrador e<br />
autor de histórias em<br />
quadrinhos italiano.<br />
Celebrizou-se sobretudo com<br />
as histórias de sua personagem<br />
Valentina, criada em 1965 e<br />
caracterizada por uma série em<br />
quadrinhos que envolve<br />
conteúdo erótico e artístico,<br />
sendo bastante representativa<br />
do espírito estético da década<br />
de 1960. Notabilizou-se<br />
também pela linguagem<br />
sofisticada, "cinematográfica",<br />
de seus desenhos. É<br />
considerado também um dos<br />
principais nomes dos<br />
quadrinhos europeus de<br />
temática adulta na segunda<br />
metade do século XX.
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Giovanna Casotto nasceu a 2<br />
de agosto de 1962, é uma<br />
autora e ilustradora italiana de<br />
história em quadrinhos<br />
conhecida por seu trabalho<br />
voltado ao erotismo.<br />
Suas personagens provocantes<br />
são criadas através de fotos<br />
dela mesma. A quadrinista cria<br />
os desenhos com base em<br />
fotografias que tirou nua<br />
durante o sexo. A partir dessas<br />
fotos saem mulheres<br />
maquiadas e com os pés e<br />
mãos pintados, baseadas nas<br />
pin-ups dos anos 50. Sem<br />
pudores, a também arquiteta<br />
traz para o desenho vários<br />
ângulos do próprio corpo,<br />
ilustrações bastante realistas,<br />
que podem ser vistas na<br />
segunda edição de "Giovanna"<br />
(Editora Conrad).<br />
As narrativas são curtas em<br />
torno da sensualidade e do<br />
fetiche, com enfermeiras,<br />
donas de casa, empregadas e<br />
assaltantes, entre outras. E<br />
como mulher, a artista não traz<br />
a submissão feminina ao<br />
enredo dos quadrinhos, pelo<br />
contrário, são elas que ditam as<br />
regras na hora do sexo.<br />
"Minhas histórias têm<br />
inspiração em meus sonhos, no<br />
que gostaria de experimentar e<br />
no que já experimentei",<br />
completa a autora.<br />
Página oficial:<br />
http://redsectorart.com/casotto<br />
/index.php
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Alex Raymond nasceu a 2 de<br />
outubro de 1909, em New<br />
Rochelle, Nova Iorque e morreu<br />
a 6 de Setembro de 1956.<br />
Desenhista norte americano,<br />
criador de personagens como<br />
Rip Kirby (1946), Agente<br />
Secreto X-9 (1934) e Flash<br />
Gordon(1934). Seu virtuosismo e realismo nos<br />
desenhos inspirou o estilo de vários artistas e até<br />
muitos anos depois da sua morte, continua a<br />
influenciar o trabalho dos quadrinistas.<br />
Depois de alguns trabalhos como assistente no final<br />
dos anos 20, nas séries Tim Tyler's Luck e Tillie the<br />
Toiler, Raymond alcançou a notoriedade quando foi<br />
contratado em 1934 para desenhar Flash Gordon, um<br />
personagem concorrente de Buck Rogers, o primeiro<br />
heróis espacial do gênero. Para completar a página,<br />
ele desenhou Jungle Jim (br.:Jim das Selvas),<br />
inspirado nas aventuras da selva de Tarzan.<br />
Depois dos êxitos nos anos 30 e início dos anos 40,<br />
Raymond interrompeu em 1944 a carreira para lutar<br />
na Segunda Guerra Mundial, servindo como fuzileiro<br />
nas batalhas do Pacífico. Ao retornar da Guerra, ela<br />
retomou o trabalho artístico anterior, criando outro<br />
personagem de sucesso internacional: Rip Kirby. Por<br />
esse trabalho ele recebeu o prêmio Reuben em 1949,<br />
concedido pela National Cartoonists Society.<br />
rb 55<br />
alex<br />
raymond
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homenagem<br />
especial<br />
Antologias organizadas, ensaios e trabalhos visuais<br />
A explosão criativa dos quadrinhos (1970)<br />
Para ler os quadrinhos (1972)<br />
Vanguarda: um projeto semiológico (1975)<br />
A poesia e o poema do Rio Grande do Norte (1979)<br />
Uma introdução política aos quadrinhos (1982)<br />
A biblioteca de Caicó (1983)<br />
História e crítica dos quadrinhos brasileiros (1990)<br />
Quadrinhos, sedução e paixão (2000)<br />
Cinema Cinema (2002)<br />
A poética das águas (2002, com Candinha Bezerra)<br />
69 poemas de Chico Doido de Caicó (2002, com Nei Leandro de Castro)<br />
A escrita dos quadrinhos (2006)<br />
Poesia<br />
Objetos verbais (1979)<br />
Cinema Pax (1983)<br />
Docemente experimental (1988)<br />
Qualquer tudo (1993)<br />
Continua na próxima (1994)<br />
Rio Vermelho (1998).<br />
A invenção de Caicó (2004)<br />
Almanaque do Balaio (2006)<br />
Poemas inaugurais (2007).<br />
Teatro<br />
Escreveu o auto natalino Jesus de Natal, em 2006, apresentado na capital<br />
potiguar com direção de Paulo Jorge Dumaresq.<br />
Moacy Cirne (São José do Seridó, 1943) é<br />
poeta, artista visual e professor-aposentado do<br />
Departamento de Comunicação Social da<br />
Universidade Federal Fluminense, sendo<br />
considerado o maior estudioso brasileiro das<br />
histórias em quadrinhos, tendo escrito inúmeros<br />
livros sobre o assunto, além de ter sido um dos<br />
fundadores do poema/processo.<br />
Em 1967 participou do lançamento do<br />
poema/processo (em Natal e no Rio de Janeiro),<br />
movimento de vanguarda literária próxima das<br />
artes plásticas.<br />
Lecionou na Universidade Federal Fluminense,<br />
disciplinas sobre Histórias em Quadrinhos e<br />
Ficção Científica entre outras. Famoso no<br />
Instituto de Arte e Comunicação Social da UFF<br />
por editar e distribuir o fanzine independente de<br />
uma página Balaio Porreta. Cirne costumava<br />
organizar comemorações chamadas "Balaiadas"<br />
com distribuição de brindes como livros de arte<br />
e poesia entre os alunos do curso, para divulgar<br />
as edições especiais do Balaio. Desde 2007 o<br />
fanzine, que une textos provocativos, listagens<br />
de filmes, pensamentos e poesias, se transferiu<br />
para a internet sob a forma de um blog, o Balaio<br />
Vermelho. O fanzine Balaio foi um dos<br />
principais meios de divulgação no Rio de<br />
Janeiro das poesias eróticas do polêmico Chico<br />
Doido de Caicó, durante muito tempo<br />
considerado um personagem fictício e alter-ego<br />
do próprio Moacy Cirne.<br />
Cirne considera a história em quadrinhos, a<br />
literatura por excelência do século XX,<br />
Prêmio Moacy Cirne de Quadrinhos<br />
Em 2009 o governo do Estado do Rio Grande<br />
do Norte, através da Fundação José Augusto,<br />
lançou o Prêmio Moacy Cirne de Quadrinhos,<br />
que objetiva selecionar 10 quadrinistas<br />
potiguares para integrarem uma coletânea de<br />
quadrinhos. O prêmio tem como objetivo<br />
revelar e premiar o talento dos artistas<br />
profissionais ou amadores do Rio Grande do<br />
Norte, além de impulsionar a produção artística<br />
nessa área.<br />
http://balaiovermelho.blogspot.com/<br />
http://poemaprocesso67.blogspot.com/<br />
http://cinemapax56.blogspot.com/
57<br />
Barueri - SP<br />
Profissional no setor de artes gráficas<br />
e publicidade.<br />
Meu interesse profissional está sempre<br />
voltado para o conhecimento de<br />
novas tecnicas e tecnologias, mesmo<br />
que os modismos ditem o contrario.<br />
Contato: hedugina@gmail.com<br />
http://heduarte.blogspot.com/<br />
https://www.facebook.com/heduardo.<br />
medina<br />
Não desenha mais. Outras coisas<br />
também não mais.<br />
É um velho chato, teimoso e<br />
não biográfico. Ainda preserva<br />
momentos de muita turra e<br />
também de safadeza.<br />
http://ru666.blogspot.com/<br />
Caieiras - SP<br />
Piracicaba - SP<br />
Boêmio nascido em São João da<br />
Boa Vista, artista plástico jubilado,<br />
poeta de fim de semana,<br />
cartunista rotineiro (o melhor da<br />
família), atingiu a iluminação espiritual<br />
após exílio de uma sema<br />
na mendigando em uma cidadezinha<br />
do interior de Minas. Praticamente<br />
um misto de hippie<br />
sujo com nerd bobo.<br />
http://www.tirasnao.blogspot.com/<br />
http://www.sdbpoesia.blogspot.com/<br />
https://www.facebook.com/profile.ph<br />
p?id=100001789493495<br />
«Aquele que veio pra recriAR-TE»<br />
«Ando tão devagar...quase divagando!»<br />
http://po--etica.blogspot.com/<br />
http://arquitetonho.blogspot.com/<br />
http://6vqcoisa.blogspot.com/<br />
https://www.facebook.com/tonho.oliv<br />
eira<br />
Porto Alegre - RS<br />
São Paulo - SP<br />
Desenhista, músico<br />
e agitador cultural<br />
na comunidade<br />
Quilombaque Perus<br />
Alter ego de Epaminondas,<br />
o Palhaço do Inferno.<br />
Frase preferida do Palhaço<br />
defunto e médico alemão:<br />
«As coissas potem piorar...<br />
focê é que não tem<br />
imaxinação!»<br />
http://www.miozzy.com/<br />
https://www.facebook.com/profile.ph<br />
p?id=100002108182825<br />
Francisco Morato-SP<br />
http://pirulit00.tumblr.com/<br />
https://www.facebook.com/victor.toso
O ETERNAUTA, a mais famosa obra dos quadrinhos<br />
argentinos, tem uma importância que não<br />
encontra paralelos no Brasil, pela sua relevância e<br />
reconhecimento naquele país. É uma HQ utilizada<br />
em escolas, a única comprada pelo Ministério da<br />
Educação da Argentina. Teve diversas versões editadas<br />
desde que foi lançada há mais de 50 anos,<br />
várias delas piratas. E seu autor Hector German<br />
Oesterheld é também considerado herói da luta<br />
contra a ditadura no país, o que o lançou na clandestinidade<br />
e culminou com sua morte na segunda<br />
metade da década de 1970. O desenhista da série,<br />
Francisco Solano López morreu em agosto de<br />
2011.<br />
O primeiro volume do quadrinho chegou em<br />
nossas livrarias poucas semanas depois, pela<br />
Martins Fontes, e era praticamente desconhecido<br />
por aqui.<br />
Símbolo da luta contra o imperialismo sobre os<br />
estados latino-americanos, “O Eternauta”, clássico<br />
capaz de rivalizar com “Mafalda”, de Quino,<br />
enfim ganha uma edição no Brasil, 55 anos após<br />
seu lançamento. O prefácio da edição brasileira,<br />
relembra a tragédia em torno de seu criador<br />
Oesterheld, e de suas quatro filhas, que também<br />
caíram na clandestinidade e acabaram<br />
assassinadas pelo regime militar. Duas delas<br />
estavam grávidas quando foram mortas.<br />
um clássico<br />
agora lançado<br />
no Brasil<br />
LEIA MAIS:<br />
biografia e fotos de família de Oesterheld:<br />
http://www.elortiba.org/etern1.html<br />
Solano López<br />
Hector Oesterheld