Boletim SBCBM - Edição 46

comunicore

Boletim da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica - Edição 46

Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica 2


EDITORIAL

METAS PARA O BIÊNIO

Entre todas as metas já

apresentadas para

este biênio temos

alguns objetivos que

temos considerado

primordiais: o primeiro é

propor que a cirurgia bariátrica se torne

uma especialidade, devido à

complexidade da doença e ao número

de integrantes de uma equipe

multidisciplinar envolvida neste

processo, que não se restringe apenas

ao cirurgião; o segundo é oferecer aos

membros da Sociedade capacitação e

ensino continuado, através das mídias

que a SBCBM disponibiliza na área

exclusiva do site.

Além disso, queremos proporcionar à

todos os nossos Associados -

cirurgiões e integrantes das COESAS -

acesso as duas principais revistas

internacionais ligadas à obesidade,

SOARD e Obesity Surgery, e os

periódicos nacionais do CBCD e CBC.

Todas estas metas já estão sendo

concluídas.

Trabalhamos muito nos últimos meses

para colocar o novo site da SBCBM no

ar, trazendo muitas novidades para os

nossos Associados, entre elas,

algumas mencionadas acima.

Em primeira mão, divulgamos aqui que

o novo site também trará dentro da

á r e a e x c l u s i v a u m e s p a ç o d e

integração chamado de BariBook.

Idealizado nos mesmos moldes do

FaceBook, o Baribook servirá como

ferramenta para troca permanente de

experiências e informações sobre

condutas, novidades e lançamentos

das empresas.

Em relação a capacitação e ensino

continuado, teremos à partir do dia 04

de julho a transmissão de aulas

semanais ao vivo com participação

interativa. Cada semana será

concedida para um dos três núcleos

das COESAS e a última semana será

sobre cirurgia bariátrica.

A previsão é que todos esses projetos

estejam implementados até meados de

2017 ou início do segundo semestre.

Trata-se de um projeto ousado para um

período de dois anos, mas acreditamos

que se conseguirmos realizar o que

planejamos, deixaremos um legado e

uma diretriz para que as próximas

diretorias da SBCBM e possam

avançar ainda mais.

João Caetano Marchesini,

Presidente da SBCBM

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SBCBM PROMOVE O PRIMEIRO

BARILIVE NO DIA 04 DE JULHO


A Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM) promove, no

dia 04 de julho, às 20h, o primeiro BARILIVE – transmissão ao vivo e interativa – de

aperfeiçoamento científico, por meio de palestras e debates virtuais. O BARILIVE

seguirá um cronograma e vai priorizar temas de interesse dos cirurgiões e dos

profissionais que integram o Conselho de Especialidades Associadas (COESAS-

SBCBM). As transmissões serão semanais , sempre às terças-feiras.

A primeira transmissão do BARILIVE será sobre tema do Núcleo de Saúde Mental

da SBCBM, que é formado por psiquiatras e psicólogos.

De acordo com o presidente da SBCBM, Caetano Marchesini, a atualização e a

ampliação das ferramentas de comunicação estão entre as metas da atual diretoria

para o biênio 2017-2018.

“São iniciativas que visam o fortalecimento da SBCBM como referência científica

mundial no tratamento da obesidade mórbida”, declarou Marchesini.

Para participar do Barilive o Associado terá que acessar a área exclusiva do site,

http://www.sbcbm.org.br/ , com login e senha.

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INSTITUCIONAL

REPRESENTANTES DAS COESAS

APROVAM ORGANIZAÇÃO EM

NÚCLEOS DE ESPECIALIDADES

A Sociedade Brasileira de Cirurgia

Bariátrica e Metabólica (SBCBM)

reuniu, no último dia 09 de maio, em

São Paulo, os responsáveis pela

coordenação dos novos Núcleos das

C o m i s s õ e s d e E s p e c i a l i d a d e s

Associadas (COESAS).

A grande novidade da diretoria

biênio-2017-2018, para esta área das

COESAS, foi a sua reorganização em

núcleos por especialidade.

O presidente da SBCBM, Caetano

Marchesini, explica que a divisão em

Núcleos tem como objetivo fortalecer a

atuação das COESAS na Sociedade.

“O nosso objetivo é garantir que o

trabalho que já vinha sendo feito pelas

especialidades seja fortalecido, mas

também queremos avançar e aprimorar

em outras atuações e ampliar as

participações das COESAS nos

estados”, declarou Marchesini.

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A reunião com os núcleos das

COESAS foi presidida pelo Vicepresidente

Executivo da SBCBM, Dr.

Luiz Vicente Berti e Vice-presidente

Societário, Dr. Fábio Viegas.

Na oportunidade, eles apresentaram o

plano de trabalho da nova diretoria para

os próximos dois anos e que inclui

ações na área médica, societária,

novas ferramentas de comunicação,

qualificação profissional, inovação

tecnológica, fomento à pesquisa, entre

outras ações.

NOVA REORGANIZAÇÃO

Com a nova reorganização, as

COESAS ficaram divididas da seguinte

forma: o Núcleo de Saúde Mental,

Núcleo de Saúde Alimentar, Núcleo

de Saúde Física e Reabilitação e

Núcleo de Especialidades de Saúde

Clínica e Assistencial.

NÚCLEO DE ESPECIALIDADES DE

SAÚDE CLÍNICA E ASSISTENCIAL

Este Núcleo, que abrange

endocrinologistas, clinica médica,

terapia intensiva, cardiologistas e

outros será presidido neste biênio pela

atual presidente da Associação

Brasileira para o Estudo da Obesidade

e Síndrome Metabólica (ABESO), a

médica endocrinologista, Maria Edna

de Melo.

Para a Dra. Maria Edna a estrutura da

Sociedade está empenhada em

d e s e n v o l v e r u m p r o j e t o m u i t o

interessantes.

“Um projeto bem elaborado para

agregar os profissionais e trazer

conteúdo científico para dentro da

Sociedade e isso é fundamental. A

diretoria está com uma proposta bem

elaborada e tem de tudo para fazer

história na Sociedade”, declarou a Dra.

Maria Edna.

Quanto a nova reorganização das

COESAS ela acredita que tem tudo

para trazer resultados positivos.

“Nas COESAS temos profissionais

muito heterogêneos e esta interação

acaba neutralizando o crescimento em

um aspecto ou outro. Além disso, a

divisão por núcleos está sendo

baseada em critérios de pesquisa e

currículo dos profissionais envolvidos”,

declarou a Dra. Maria Edna.

Segundo a presidente do Núcleo de

Especialidades de Saúde Clínica, a sua

missão será desenvolver estratégias

para agregar os profissionais que

atuam na área da cirurgia bariátrica.

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“Clínicos, cardiologistas,

e n d o c r i n o l o g i s t a s e o u t r a s

especialidades que possam fazer parte

do nosso núcleo”, conta. Para ela, esta

integração é muito importante, tendo

em vista que a ABESO é uma entidade

que existe há 30 anos e que tem um

histórico de aproximação com a

SBCBM.

NÚCLEO DE SAÚDE MENTAL

O Núcleo de Saúde Mental da SBCBM

tem como presidente o psiquiatra, Dr.

Adriano Segal; Dra. Débora Kinoshita

Kussunoki como vice-presidente e a

psicóloga, Michele Pereira como

conselheira. Para eles, em um primeiro

momento houve uma certa apreensão

com a mudança na organização das

COESAS.

“No entanto, hoje vimos que a proposta

será desafiadora e está muito bem

feita. É interessante trabalharmos de

uma maneira mais profissional, no

sentido de termos metas para cumprir e

planos para produzir. Será um sucesso

este novo modelo”, disse o Dr. Adriano

Segal.

Para a psiquiatra, Débora Kinoshita

Kussuno, a restruturação é importante

no sentido de organizar melhor o

direcionamento das ações da SBCBM.

“E também para dar continuidade ao

que já estava sendo feito e aprimorar

as ações com uma distribuição melhor

de tarefas”, reforçou Débora.

A psicóloga Michele Pereira, de

Brasília, disse que a reorganização das

COESAS é uma excelente estratégia.

“Conseguimos visualizar aonde a gente

quer chegar e qual o plano de ação que

será utilizado para isso. Outro fator

importante é sabermos que poderemos

dar continuidade a este projeto em

outras gestões. Isso demonstra um

amadurecimento da SBCBM”,

mencionou Michele.

NÚCLEO DE SAÚDE ALIMENTAR

Voltado aos profissionais de nutrologia

e nutrição o Núcleo de Saúde Alimentar

tem como presidente a nutricionista do

Rio de Janeiro, Sílvia Pereira; a

nutricionista Loraine Ferraz, como vicepresidente

e Carina Rossoni, de

Chapecó, Santa Catarina, como

Conselheira.

A presidente do Núcleo, Sílvia Pereira,

acredita que o novo formato permitirá

um aprofundamento maior dos temas

de interesse, bem como a adesão de

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novos profissionais da área ao grupo.

“A inter-relação das especialidades

Associadas ficou bem mais possível do

que era antes”, avaliou. Outro fator

positivo para ela é a geração de

conhecimentos em eventos e cursos.

“Devido a concentração multidisciplinar

t í n h a m o s i n f o r m a ç õ e s m u i t o

s u p e r fi c i a i s . A g o r a , t e r e m o s a

possibilidade de criar consensos na

área de Saúde Alimentar, o que

norteará a nossa atuação profissional”,

destacou Silvia.

Para Loraine de Moura Ferraz,

desmembrar as COESAS em áreas

facilita muito a atuação “Nesta reunião

pudemos conhecer os integrantes e o

plano de trabalho. Foi muito

esclarecedor”, disse.

Já a nutricionista Carina Rossoni,

avaliou o modelo como inovador. “Ele

agrega e democratiza todas as áreas

das Comissões junto à SBCBM e

permite uma oportunidade de inserção

maior das especialidades. A reunião de

h o j e p e r m i t i u t e r m o s e s t e

direcionamento, inclusive na

construção de diretrizes”, destacou

Carina.

NÚCLEO DE

REABILITAÇÃO

SAÚDE FÍSICA E

F o r m a d o p o r fi s i o t e r a p e u t a s ,

fonoaudiólogos, enfermeiras,

terapeutas ocupacionais e educadores

físicos o Núcleo de Saúde Física é

presidido pela educadora física de

Porto Alegre, Emilian Rejane Marcon, a

v i c e - p r e s i d ê n c i a fi c o u c o m a

paranaense e educadora física, Cristina

Aquino e a paulista e fisioterapeuta,

Juliana Franzotti, ficou como

conselheira.

Rejane Marcon disse que a nova

formatação vem ao encontro da

necessidade de desenvolver diretrizes

na área de atividade física e de outras

áreas que integram o Núcleo e

necessitam avançar. “Temos muito a

avançar, inclusive no que se refere a

inserção de profissionais que poderão

integrar a SBCBM. Entretanto, as áreas

que já estão avançadas poderão

agregar com o grupo, que é o objetivo

da SBCBM com a criação dos

Núcleos”, esclareceu Rejane.

A fisioterapeuta Juliana Franzotti, disse

que a reunião foi fundamental para

equalizar as informações e entender o

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papel de cada um e como as ações

devem ser desenvolvidas.

“É uma gestão bastante agregadora,

inovadora, com metas pertinentes,

especialmente no que diz respeito a

inclusão de novas ferramentas mídia.

Além disso, vimos que profissionais

com experiência científica e clínica

terão a oportunidade de crescer e

somar esforços relativos aos avanços

no atendimento do paciente bariátrico,

Já a educadora física Cristina Aquino,

vice-presidente do Núcleo, acredita que

a proposta da nova diretoria permitirá a

inclusão de profissionais que possuem

estudos e atuam na área da cirurgia

bariátrica, mas não são associados à

SBCBM.

“Cada especialidade desenvolve um

papel fundamental no atendimento ao

paciente e que garante o sucesso da

objetivo que tem sido priorizado

também pela fisioterapia”, avaliou

Juliana.

cirurgia. Vamos trabalhar para agregar

cada vez mais estes profissionais”,

finalizou Aquino.

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CAPA

CONSELHO AVALIA OS 130 DIAS DA

NOVA DIRETORIA DA SBCBM

Formado por ex-presidentes, o Conselho é responsável por

acompanhar e aprovar as ações da atual diretoria.

A diretoria da Sociedade Brasileira de

Cirurgia Bariátrica e Metabólica

(SBCBM) realizou, no último dia 11 de

maio, reunião com o Conselho da

SBCBM aonde foi apresentado o plano

de ações para o biênio 2017-2018 e os

130 primeiros dias de trabalho da atual

gestão.

Formado por ex-presidentes, o

C o n s e l h o é r e s p o n s á v e l p o r

acompanhar e aprovar as ações da

atual diretoria.

Estiveram presentes os ex-presidentes,

Dr. Arthur Garrido, Dr. João Batista

Marchesini, Dr. Thomas Szego e Dr.

Luiz Vicente Berti, ex-presidente,

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mas que está licenciado do Conselho

para atuar como vice-presidente

executivo da atual gestão.

O Dr. Josemberg Campos acompanhou

a reunião por vídeo conferência.

Já os ex-presidentes, Dr. Almino

Ramos e Dr. Ricardo

Cohen não puderam

participar por motivo

de viagem.

Para o presidente do

Conselho da SBCBM,

ex-presidente no

biênio 2009-2010, Dr.

Thomaz Szego, as

p r o p o s t a s

apresentadas poderão

fazer muita diferença

no futuro da

Sociedade.

“Nos foi apresentado

u m c o n j u n t o d e

p r o p o s t a s r i c o e

extenso, que se for

executado no período

proposto, fará muita

diferença nas ações

futuras da SBCBM”,

d e c l a r o u T h o m a z

Szego.

Ele contou que a Sociedade superou

diversos obstáculos desde o seu início,

entre elas, a criação de uma área de

interesse e a inclusão

“Todos os expresidentes

contribuíram para o

crescimento da

SBCBM.

No entanto, nunca vi

um projeto tão

ambicioso, com

tamanho

planejamento e,

sobretudo, com uma

participação tão

ampla dos demais

membros da

diretoria”,

disse Marcos Leão.

da cirurgia por videolaparoscopia pelo

Sistema Único de Saúde (SUS). “Hoje,

a nossa principal prioridade é ampliar a

divulgação do conhecimento sobre a

cirurgia bariátrica para a

população e também para a classe

médica e isso está

entre as propostas da

atual gestão.

Torcemos pelo êxito”,

disse o Dr. Thomaz.`

NOVIDADES

O p r e s i d e n t e d a

SBCBM, Caetano

Marchesini,

a p r e s e n t o u a s

principais metas e

demandas do biênio,

entre elas, criar novas

f e r r a m e n t a s d e

comunicação,

i n c e n t i v a r a

qualificação

profissional, a

inovação tecnológica

e o f o m e n t o à

pesquisa, entre outras

ações.

Marchesini também fez um balanço das

ações desenvolvidas nos primeiros 130

dias à frente da SBCBM e apresentou

resultados dos balanços das gestões

anteriores.

Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica 11


“Estas iniciativas acontecerão de forma

integrada e visando sempre o

fortalecimento da SBCBM como

referência científica mundial no

tratamento da obesidade mórbida”,

declarou Marchesini.

Entre as novidades apresentadas, a

contratação das versões digitais das

Revistas Obesity Surgery, SOARD,

ABCD e CBC que serão

disponibilizadas ao sócios da SBCBM e

a análise da atual Revista ABCD.

EXPERIÊNCIA E KNOW-HOW

O ex-presidente e atual Vice-presidente

executivo da SBCBM, Luiz Vicente

Berti, que inclusive participou da

criação da Sociedade, disse que a

atuação do Conselho tem papel

fundamental nas gestões.

“O Conselho orienta os presidentes e é

o porto seguro e a fonte inesgotável de

apoio nos momentos mais difíceis da

nossa sociedade”, relatou Berti.

Para ele, o plano de negócios

apresentado pelo presidente Caetano

Marchesini ao Conselho demonstra a

profissionalização da SBCBM, pois

inclui metas a curto, médio e longo

prazo.

“Este modelo empresarial transformará

a SBCBM, em breve, na mais

importante sociedade bariátrica

mundial”, disse Berti.

Ele lembrou que todo o plano de gestão

para o biênio foi cuidadosamente criado

e apresentado aos parceiros da

SBCBM -aumentando a credibilidade

da gestão e o nível de investimentos –

foi apresentado aos presidentes de

capítulos e especialidades associadas

e, finalmente, ao Conselho para sua

aprovação.

“Metas exigem trabalho e esta diretoria

tem atuado de forma acelerada e

organizada. Isso, nos faz vislumbrar em

um futuro muito próximo uma SBCBM

mais forte, mais organizada e mais

inclusiva”, finalizou o Dr. Berti.

NOVA DIRETORIA

Também participaram da reunião os

integrantes da Diretoria da SBCBM, Dr.

Alexandre A. Elias e Dr. Marcos Leão.

O diretor médico da SBCBM, Dr.

Marcos Leão, conta há 12 anos

participa ativamente das diretorias.

“Todos os ex-presidentes contribuíram

para o crescimento da SBCBM. No

entanto, nunca vi um projeto tão

ambicioso, com tamanho planejamento

e, sobretudo, com uma participação tão

ampla dos demais membros da

diretoria”, disse Marcos Leão.

Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica 12


Para ele, os projetos propostos para o

biênio 2017-2018 trarão benefícios

práticos para o dia-a-dia do cirurgião.

Marcos Leão citou como exemplo o

projeto SOS bariátrica, o BariBook, o

a p l i c a t i v o p a r a o c e l u l a r e a

disponibilização de acesso online das

principais revistas médicas da área da

cirurgia bariátrica.

“Em pouco tempo já foi feita a

reestruturação administrativa e

estamos fazendo viajado pelo país,

reunindo os capítulos numa grande luta

em defesa dos honorários. Tenho dito

que a SBCBM hoje é um trem-bala e o

presidente Caetano é a nossa

locomotiva”, finalizou Marcos.

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INSTITUCIONAL

SBCBM LANÇA BOLETIM ONLINE


A Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM) acaba de

lançar, de maneira inédita, o seu novo Boletim em uma versão online.

“A edição número 45 segue a tendência dos maiores veículos de comunicação do

país, que atualmente estão disponibilizando os seus conteúdos em versões digitais

para os leitores e assinantes”, afirma o presidente da SBCBM, Caetano

Marchesini.

Além da publicação no site da Sociedade, que poderá ser lida pelo endereço https://

www.yumpu.com/pt/document/view/58362488/boletim-sbcbm-edicao-45, as novas

versões online dos Boletins também serão enviadas por email para todos os

associados.

Para o diretor do departamento societário da SBCBM, Dr. Fábio Viegas, a proposta

de um Boletim online surge para facilitar o acesso e a divulgação das ações da

Sociedade para os seus associados. “Outra vantagem é a economia que teremos

com a impressão e distribuição do material”, completa Viegas. Ele conta que a

publicação digital vem ao encontro dos novos padrões de comunicação e permitirá,

em breve, a inclusão de vídeos e áudios que poderão ser inseridos no arquivo do

Boletim. “Queremos ampliar a participação dos associados, que terão um canal

aberto para envio de notícias, artigos, vídeos e fotos e também poderão

compartilhar o link contendo o Boletim em suas redes sociais”, destacou o Dr. Fábio

Viegas.

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ENTREVISTA

PROGRAMA INÉDITO, SOS BARIÁTRICA SURGE

PARA APOIAR ASSOCIADOS EM TODO O BRASIL

Nesta edição trazemos uma entrevista com o Dr. Marcos Leão, diretor do

Departamento Médico da SBCBM e que está coordenando o Programa SOS

Bariátrica. Confira como esta ação beneficiará nossos associados:

r e d u ç ã o d e c o m p l i c a ç õ e s e

mortalidade. O Programa pode ser

acionado por cirurgiões, diretorias dos

hospitais, empresas parceiras, etc,

necessitando para sua efetivação da

aprovação plena do cirurgião que será

servido pelo programa.

DEFINIÇÃO

Dr. Marcos Leão: O SOS Bariátrica é

um programa destinado exclusivamente

aos membros da SBCBM para auxiliar

seus cirurgiões e suas respectivas

equipes a compreender eventuais

p r o b l e m a s r e l a c i o n a d o s a o s

procedimentos bariátricos e/ou

aprimorar suas práticas visando a

COMO SOLICITAR?

Dr. Marcos Leão: O SOS pode ser

a c i o n a d o a t r a v é s d o e m a i l

sosbariatrica@sbcbm.org.br ou através

do nosso site www.sbcbm.org.br onde

ao clicar no ícone do SOS o solicitante

é direcionado à pagina específica. O

solicitante deve relatar a sua demanda

descrevendo suas dificuldades e

solicitar o serviço.

Este email é direcionado única e

exclusivamente para o Diretor do

Departamento Medico (DM) e para o

Presidente da SBCBM, que tem como

premissa máxima a confidencialidade e

o sigilo das informações.

Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica 15


Em seguida, o diretor do departamento

médico entrará em contato por email e/

ou telefone para esclarecer mais

d e t a l h e s , d i r e t a m e n t e c o m o

interessado, e programar uma data/

período para envio do preceptor do

SOS.

EQUIPE DE PRECEPTORES DO SOS

Dr. Marcos Leão: O Diretor Médico, que

também atuará como coordenador do

programa, escolherá um preceptor para

a visita de avaliação e relatoria.

O preceptor será selecionado de

acordo com a disponibilidade e

proximidade com o local de atuação do

associado, evitando todavia que sejam

do mesmo estado.

O preceptor escolhido deve ser

endossado pelo solicitante que pode

vetar até dois tutores indicados. Se não

houver aceitação apos a terceira

indicação, a assistência é cancelada.

Podem ser preceptores o atual e os expresidentes

da SBCBM, os membros

efetivos da diretoria executiva, os

membros da Comissão do SOS e o

diretor do DM.

S ã o m e m b r o s d a e q u i p e S O S

Bariátrica os Drs. Heitor Povoas –

TSBCBM – BA, Augusto Tinoco

TSBCBM- RJ, Igor Marreiros –

TSBCBM – RN, Alexander Morrel –

TSBCBM – SP e Wagner Sobbotka

T S B C B M – P R , p o d e n d o s e r

acrescentados mais membros à

c o m i s s ã o d e a c o r d o c o m a

necessidade.

CUSTEIO E FINANCIAMENTO DO

PROGRAMA

D r . M a r c o s L e ã o : A S B C B M

providenciará passagem aérea e

hospedagem do preceptor de acordo

com sua disponibilidade, em comum

acordo com o solicitante.

O preceptor também receberá uma

remuneração de R$ 5.000,00 (Cinco mil

reais) por visita, que inclui uma ajuda

de custo para refeições e traslados,

paga apos a conclusão do relatório de

avaliação.

O programa de suporte técnico SOS

BARIÁTRICA é financiado pelos

patrocinadores da SBCBM e sua verba

de funcionamento provém dos recursos

anuais que nossos patrocinadores nos

liberaram.

O cirurgião que utiliza, portanto, não

terá custo inicial algum. Entretanto, o

serviço só pode ser utilizado de forma

gratuita uma única vez.

Caso o associado queira utilizar o

programa outras vezes, este deverá

arcar com as despesas relativas à nova

visita, incluindo honorários, passagem

e hospedagem do preceptor.

Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica 16


COMO FUNCIONA A VISITA

Dr. Marcos Leão: O membro solicitante

deverá programar duas ou três

cirurgias báriatricas para o dia da visita.

Os pacientes serão operados pelo

membro solicitante com sua equipe

local dentro de sua rotina padrão. O

preceptor irá apenas observar os

procedimentos, podendo

eventualmente auxiliar em alguma

cirurgia com o intuito de demonstrar ou

instruir sobre algum detalhe técnico em

particular, em comum acordo com o

cirurgião principal, que é o responsável

legal por todas os atos médicos

relacionados ao seu paciente.

O monitor poderá visitar o hospital

como um todo, assim como suas

unidades fechadas – UTI, unidade semi

intensiva, etc, em comum acordo com o

cirurgião anfitrião, se julgarem

necessário, sempre com o espírito de

avaliar para contribuir para melhorias

nos resultados, ao invés de avaliar para

restringir ou depreciar.

O ideal é que haja a maior humildade e

transparência possível, de ambas as

partes. A visita deve se limitar a um

dia, podendo o tutor chegar na véspera

e sair na manhã seguinte, de acordo

com sua preferência e comodidade.

Em nenhuma hipótese o avaliador será

responsabilizado pelos desfechos

ocorridos com os pacientes, visto que

este não terá participado da seleção,

preparo do paciente, nem tampouco

constará como cirurgião do paciente.

Seu papel é de observador.

O RELATÓRIO

Dr. Marcos Leão: Após a conclusão da

visita, o responsável pela tutoria deverá

elaborar um relatório minucioso sobre

os pontos importantes que podem ter

contribuído para o resultado negativo

que gerou a demanda.

Poderá abranger tanto aspectos de

técnica operatória, quanto em relação

ao ambiente hospitalar, instrumental,

equipe, rotinas pré e pós-operatórias,

etc.

O relatório deverá ser revisto pelo

diretor do departamento médico que

poderá sugerir adequações no seu

conteúdo.

O conteúdo do relatório será de

conhecimento exclusivo dessas três

partes, alem do presidente da SBCBM,

que receberá uma copia de todos,

estando igualmente comprometido e

responsável pelo absoluto sigilo das

informações. Ao final, o relatório é

encaminhado ao cirurgião usuário do

programa.

TREINAMENTO AVANÇADO

Dr. Marcos Leão: Poderá ser oferecido ao

cirurgião usuário do programa, se este julgar

necessário, um estágio para complementação

de formação em algum dos serviços de

cirurgia bariátrica no Brasil, acompanhado por

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preceptor/tutor de “notório saber”, designado

por essa diretoria, de acordo com a

disponibilidade e interesse das partes

envolvidas. Os custos desse estágio correrão

por conta do associado, com duração e

conteúdo combinado entre as partes

interessadas. O departamento medico e a

c o m i s s ã o d o S O S a t u a r a m c o m o

intermediadores e farão a seleção dos

programas de treinamento oferecidos.

PROTOCOLO DE PROCEDIMENTOS DO SOS BARIÁTRICA:

1. O cirurgião interessado (CI), ou uma terceira parte encaminha email ao SOS

solicitando ser beneficiário do programa.

2. O diretor do DM contacta diretamente por telefone o CI para obter detalhes.

3. O CI encaminha email com um relatório sobre a situação que gera a demanda

4. O CI seleciona 2 ou 3 pacientes para ser monitorado e estipula um período/

data provável para a monitorização

5. O DM seleciona o Tutor que irá visitar o CI e o consulta. Havendo

concordância com o nome escolhido programa-se a data para visitação

6. Com a concordância das partes a Gerencia da SBCBM faz a reserva do hotel

e passagem aérea para a visitação

7. Ocorre a visita com a avaliação e relatoria dos eventos observados

8. O relatório é revisado pela DM e encaminhado para o usuário do programa.

9. Se houver interesse/necessidade na participação de estágios, a sociedade

indica um dos Centros de referencia para treinamento.

10. O tutor responsável pela visita deverá contatar o usuário nos meses

subseqüentes à visita para acompanhamento e feed back

11. Após um período de 3 meses a DM conta o usuário avaliando o resultado final

da visita e o feed back do programa.

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EVENTO

SBCBM PARTICIPA DO XI CONGRESSO

INTERNACIONAL DE CIRURGIA

BARIÁTRICA NA ARGENTINA

A Sociedade Brasileira de Cirurgia

Bariátrica e Metabólica (SBCBM)

participou, entre os dias 17 a 20 de

maio, em Mendoza, Argentina, do XI

Congresso Internacional de Cirurgia

Bariátrica Y Metabólica com enfoque

cirúrgico e interdisciplinar.

Entre os palestrantes o cirurgião

bariátrico, Dr. Ricardo Cohen, expresidente

da SBCBM e recém-eleito

presidente do Capítulo Latino-

Americano da IFSO LAC.

TRATAMENTO DO DIABETES TIPO 2

Dr. Cohen ministrou oito aulas no

Congresso de Mendonza, tendo como

foco principal a eficácia da cirurgia

metabólica para o tratamento do

Diabetes tipo 2.

"Está cada vez mais comprovado

a indicação, a segurança e os

resultados da cirurgia metabólica para

o tratamento do diabetes tipo 2 não

controlado clinicamente.

Apesar ainda existirem grupos

contrários a esta questão, todos os

estudos e evidências reforçam que

esse é o caminho. Os resultados são

muito bons", ressaltou o médico.

Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica 19


Para o Dr. Ricardo Cohen a

participação no Congresso, reforça o

relacionamento entre Argentina e o

Brasil.

“Temos neste Congresso um programa

de relevância para a discussão da

cirurgia bariátrica e

metabólica. É uma

oportunidade para

debatermos temas

importantes para a

área", reforçou

Cohen.

O X I C o n g r e s s o

Internacional de

Cirurgia Metabólica

t a m b é m r e u n i u

i n t e g r a n t e s d o s

Núcleos do Conselho

de Especialidades

Associadas à Cirurgia

Bariátrica (COESAS) -

que inclui

profissionais da área

clínica,

endocrinologistas, nutricionistas,

psicólogos, psiquiatras, cirurgiões

p l á s t i c o s , e d u c a d o r e s f í s i c o s ,

fisioterapeutas e outros para debater o

tema da cirurgia bariátrica e

metabólica.

FISIOTERAPIA

A fisioterapeuta e Conselheira do

Núcleo de Saúde Física e Reabilitação

da COESAS da SBCBM, Juliana

“Temos neste

Congresso um

programa de

relevância para a

discussão da cirurgia

bariátrica e

metabólica. É uma

oportunidade para

debatermos temas

importantes para a

área", reforçou

Cohen.

Franzotti, ministrou duas aulas no

Congresso, uma sobre síndrome da

apneia do sono e outra sobre as

alterações biomecânica e lesões mais

frequentes depois da cirurgia bariátrica.

No que se refere a síndrome da apneia

do sono, Juliana

explica que 70% dos

p o r t a d o r e s s ã o

obesos e a grande

maioria tem síndrome

metabólica. “Trata-se

de uma doença

crônica, progressiva,

incapacitante e com

a l t a s t a x a s d e

mortalidade e

m o r b i d a d e

cardiovascular”,

relatou Juliana.

S e g u n d o e l a , o s

pacientes apresentam

u m s o n o n ã o

reparador, dificuldade

de concentração e fadiga diurna. “Este

quadro associado às alterações

respiratórias da própria obesidade

aumentam as chances de os pacientes

terem complicações no pós-operatório”,

contou a fisioterapeuta.

O tratamento para essa síndrome é o

emagrecimento e o uso de Pressão

Positiva Contínua nas Vias Aéreas (de

CPAP) - método mais recomendado

para o tratamento de distúrbios

respiratórios como apneia do sono.

Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica 20


“O fisioterapeuta auxilia na adaptação

deste equipamento antes da cirurgia

bariátrica, na recuperação pósanestésica

e também durante todo o

período de internação pós-operatório.

Assim, ocorre a otimização das trocas

gasosas e melhor performance

respiratória”, explicou.

EDUCAÇÃO FÍSICA

Já a educadora física Cristina Aquino,

vice-presidente do Núcleo de Saúde

Física e Reabilitação da COESAS da

SBCBM, falou no Congresso de

Mendoza sobre a Eletroestimulação na

Prevenção de Ganho de Massa

Muscular.

qualidade de vida”, relata Cristina

Aquino.

A educadora física lembrou que a

cirurgia bariátrica é considerada o

tratamento mais efetivo para a

obesidade severa em todas as idades.

“A prática regular de exercícios físicos

no pós-operatório de indivíduos idosos

é essencial para manutenção e ganho

de massa óssea. A inclusão de

programas que envolvam treinamento

de força e mobilidade – em pacientes

que apresentam fragilidade esquelética,

com risco de fratura e perda óssea

acelerada- é fundamental”, finalizou

Cristina Aquino.

Segundo ela, o processo de

envelhecimento por si só, já está

a s s o c i a d o a m u d a n ç a s

morfofuncionais, que em associação ao

sedentarismo, reduzem a capacidade

funcional e prejudicam o desempenho

motor, culminando em problemas

psicológicos e sociais. “As mudanças

incluem diminuição na massa muscular

e densidade óssea, sem contar a

elevação plasmática de várias citocinas

inflamatórias.

Quando combinados à obesidade, este

processo aumenta ainda mais o risco

de desenvolvimento de doenças

crônicas, roubando a autonomia e

diminuindo de maneira crucial a

Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica 21


EVENTO

CONGRESSO INTERNACIONAL DE

CIRURGIA MINIMAMENTE INVASIVA E

ROBÓTICA REFORÇA A UNIÃO DAS

SOCIEDADES

O 1o. Congresso Internacional de Cirurgia Minimamente Invasiva e

Robótica – realizado no mês de maio, em Búzios, no Rio de Janeiro, já é

considerado um marco devido a união entre a Sociedade Brasileira de

Cirurgia Laparoscópica (SOBRACIL), do Colégio Brasileiro de

Cirurgiões(CGC), Colégio Brasileiro de Cirurgia Digestiva (CBCD) e

Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM).

Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica 22


Segundo Dr. Delta Madureira,

p r e s i d e n t e d o C o n g r e s s o , a s

sociedades se uniram e decidiram não

realizar outro evento regional,

priorizando apenas este, numa forma

de união e sucesso do mesmo.

"Tivemos reuniões densas durante

vários meses para a realização de um

Congresso único e prevaleceu o

espirito cientifico.

A escolha por Búzios foi uma decisão

que agradou a todos, por ser um lugar

que historicamente este evento ocorre”,

disse Madureira.

O presidente da SOBRACIL, Dr.

Armando Melani, agradeceu o esforço

dos presidentes das regionais que

buscaram construir uma sociedade

mais forte. "Eu elogio esta iniciativa das

diversas sociedades pela coragem em

fazer um congresso único, com troca

de informações importantes numa

forma de irmandade", ressalta.

Já o presidente da SBCBM, Dr.

Caetano Marchesini, disse que o

momento requer união e esse deve ser

o objetivo, principalmente pelas

dificuldades atuais que o país vem

passando. "Não se trata apenas de

uma crise financeira, mas estamos

passando por uma crise moral onde há

desesperança", informa.

Dr. Marchesini ressalta que apesar de

tudo a união e o trabalho conjunto

renderam frutos e há um número

expressivo de inscritos no Congresso.

"Desde que assumi a presidência da

S B C B M c o n s i d e r o i m p o r t a n t e

agregarmos realizadores, pessoas que

fazem as coisas acontecerem, à

despeito de momentos difíceis. Nesse

sentido, a SBCBM acredita que

precisamos unir nossas ideias e

pensamentos, tendo como objetivo

principal ensinar e oferecer aos nossos

membros uma sociedade que seja

referência internacional".

Segundo Dr. Claudio Jamel, presidente

do Capitulo RJ da SBCBM, esse

projeto começou há dois anos atrás.

"Nos unimos para participar desse

projeto e contamos com o apoio da

Sociedade Nacional para concretizá-lo,

numa experiência pioneira da união das

sociedades. Também é o primeiro

evento internacional de um Capitulo na

história da SBCBM com a participação

do International Bariatric Club.

Nossa presidência foi responsável por

esse evento junto com a estrutura

advinda da gestão anterior do Dr. Fabio

Viegas", destaca.

Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica 23


Dr. Ricardo Cotta, presidente do

Capítulo RJ do CBCD, ficou feliz com a

realização do evento e espera que a

instituição possa agregar mais e

participar dos próximos projetos. "Eu

participei de todas as reuniões com

discussões densas e conseguimos

estar aqui hoje juntos. O CBCD fundou

o Capitulo do RJ há menos de um ano

e nos reestruturamos. Hoje temos mais

de 400 membros e a nossa meta é

chegar a mil membros e fortalecer a

sociedade nacional".

O presidente do Capitulo de Minas

Gerais da SOBRACIL, Dr. Fernando

Augusto Santos, destacou a

programação diversificada do

Congresso. "Somos participantes deste

importante evento que tem a filosofia

de congregação e também destaco a

discussão sobre a cirurgia robótica, que

será debatida aqui, pois também é o

nosso projeto futuro", enfatizou

Fernando.

O Dr. Edson Loureiro, presidente do

Capítulo ES da SOBRACIL, ressaltou o

fato de estarem todos unidos num

mesmo caminho. "Isso me deixou

animado, pois estamos vivendo uma

crise no país e é muito bom presenciar

esse momento de total dedicação e

desprendimento de todos aqui

presentes".

Segundo Dr. Paulo Roberto, presidente

do Colégio Brasileiro de Cirurgiões, a

realização deste Congresso

demonstrou a força e devoção de todos

envolvidos no projeto. Ele se disse feliz

em participar do evento e incentivou a

todos presentes em se unirem

novamente para realizar outro evento

em conjunto em 2018.

Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica 24


EVENTO

SBCBM SE DESTACA NO VII

CONGRESSO LATINOAMERICANO NA

BOLÍVIA

R e p r e s e n t a n t e s d a S o c i e d a d e

Brasileira de Cirurgia Bariátrica e

Metabólica (SBCBM) participaram,

entre os dias 26 e 29 de abril, em Santa

Cruz, Bolívia, do VII Congresso

LatinoAmericano de Cirurgia Bariátrica

e Metabólica e que acontece a cada

dois anos em um país da América

Latina. Trata-se de um evento do

Capítulo Latino-americano e Caribe, da

Federação Internacional de Cirurgia

Bariátrica e Metabólica (IFSO LAC).

O próximo Congresso IFSO LAC será

no Equador.

De acordo com o vice-presidente

Societário da SBCBM, Dr. Fábio

Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica 25


Viegas, que representou a Sociedade

Brasileira no evento, o Congresso foi

fundamental para difundir os avanços

da cirurgia bariátrica e dos transtornos

metabólicos.

“Além disso, o Capítulo latinoamericano

tem por princípio prestigiar

médicos e membros das equipes

multidisciplinares da IFSO e que de

alguma forma se sobressaem em seus

países de origem”, explicou.

Nesta edição, o VII Congresso Latino

Americano de Cirurgia Bariátrica e

Metabólica (IFSO LAC) contou recebeu

convidados de toda a América Latina e

da Espanha. “Também contamos com

a presença de alunos de medicina

brasileiros que estudam na Bolívia e de

integrantes dos núcleos das COESAS

da SBCBM”, completa Fábio Viegas.

O Dr. Fábio Viegas lembrou que entre

os principais propósitos do Congresso

está o incentivo ao desenvolvimento da

cirurgia bariátrica em todos os países

da América Latina.

“Nem todos os países possuem uma

Sociedade do tamanho da SBCBM. O

Uruguai, por exemplo, ainda está

criando a sua própria sociedade e já

conta com oito membros”, demonstra

Viegas.

BRASILEIRO ASSUME CAPÍTULO

LATINO-AMERICANO

Um dos grandes momentos do

Congresso LatinoAmericano foi a posse

do cirurgião bariátrico e ex-presidente

da SBCBM, Ricardo Cohen, como

presidente do Capítulo Latino-

Americano da IFSO LAC.

O brasileiro presidirá o Capítulo para

América Latina e Caribe por dois anos.

“Nem todos os países

possuem uma Sociedade do

tamanho da SBCBM.

O Uruguai, por exemplo,

ainda está criando a sua

própria sociedade e já

conta com oito membros”,

demonstra Viegas

Entre as principais metas do Dr.

Ricardo Cohen à frente da presidência

do Capítulo Latino-Americano está o

apoio para as Sociedades de cada

país. “Buscaremos a união de todos

para fortalecer a região cientificamente,

ocupando cada vez mais um papel

relevante no cenário mundial”,

enfatizou Cohen.

Para a diretoria da SBCBM a posse do

Dr. Ricardo Cohen representa o

reconhecimento da qualidade técnica e

Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica 26


científica dos cirurgiões brasileiros na

América Latina e Caribe.

MOMENTO HISTÓRICO

Outro momento importante do

Congresso na Bolívia para o Brasil foi a

homenagem feita ao cirurgião bariátrico

e fundador da SBCBM, Arthur Garrido

Junior, que recebeu a maior comenda

j á e n t r e g u e p a r a u m m é d i c o

estrangeiro. Dr. Arthur Garrido fundou e

presidiu a SBCBM, em 1996, e -

juntamente com a sua diretoria - criou

uma sociedade dedicada a reunir

profissionais, estimular a boa prática,

incentivar o aprimoramento profissional

e técnico da especialidade.

No mesmo ano de fundação da

SBCBM foi realizado o 1º Congresso

da International Federation for the

Study of Obesity (IFSO), reflexo da

reunião, em 1995, durante o 9º

Simpósio Internacional de Cirurgia da

Obesidade em Estocolmo e que criou

a IFSO.

Durante a Conferência Magna do

Congresso, Dr. Garrido recordou a sua

trajetória na cirurgia bariátrica

brasileira.

Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica 27


EVENTO

SBCBM PARTICIPA DO XVII CONGRESSO

BRASILEIRO DE OBESIDADE E

SÍNDROME METABÓLICA EM OLINDA

Foi realizado entre os dias 20 a 22 de abril, em Olinda, o VII

Congresso Brasileiro de Obesidade e Síndrome Metabólica.

O evento – idealizado pela Associação

Brasileira para o Estudo da Obesidade

e da Síndrome Metabólica (ABESO) –

contou com o apoio e participação da

Sociedade Brasileira de Cirurgia

Bariátrica e Metabólica (SBCBM). Ao

todo, cerca de dois mil Congressistas

participaram do evento.

De acordo com o presidente do

Congresso, Dr. Fabio Moura, em

virtude do cenário nacional, aonde se

evidencia uma pandemia da obesidade

e doenças correlatas, a realização de

estudos e discussões sobre o tema é

necessária.

"Temos o privilégio de receber as

principais cabeças pensantes sobre o

tema no Brasil, assim como a

responsabilidade de fazer um evento à

altura das demandas existentes”,

declarou o Dr. Fábio Moura. Segundo

ele, a grade de programação do

Congresso é concisa, mas abrangente.

“Focamos na parte clínica, mas sem

e s q u e c e r a c i ê n c i a b á s i c a , e

principalmente, transdisciplinar,

interativa.

Mostramos o olhar do endocrinologista,

do cirurgião bariátrico e de todos os

profissionais envolvidos nesse cuidado.

O objetivo é fornecer todas as

informações relevantes para a melhora

da assistência aos nossos pacientes”,

relatou o Dr. Fábio Moura.

Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica 28


Ele também agradeceu a parceria com

a Sociedade Brasileira de Cirurgia

Bariátrica, que terá representantes no

Congresso. “Esperamos que esta

parceria seja cada vez maior",

completa.

Para o presidente da Sociedade

Brasileira de Cirurgia Bariátrica e

Metabólica (SBCBM), Caetano

Marchesini, o estreitamento das

relações da SBCBM com a comunidade

de endocrinologistas especializados em

obesidade e síndrome metabólica é de

extrema importância.

“Atualmente há um entendimento de

que, em alguns casos, a cirurgia

associada com a terapia farmacológica

traz resultados mais eficazes e o papel

do endocrinologista no

acompanhamento e controle da doença

nos pacientes é fundamental”, declarou

Marchesini.

IMPORTÂNCIA DO CONGRESSO

O presidente da SBCBM, Capítulo de

Pernambuco, Dr. Flavio Kreimer, diz

que o congresso foi muito positivo para

a região. “Principalmente porque reuniu

grandes nomes da cirurgia bariátrica e

metabólica no país que integrarão

fóruns.

"Foram debatidos temas atuais e muito

relevantes para os tratamentos clínico e

cirúrgico dessa pandemia, entre eles, a

cirurgia robótica. Apenas dois serviços

privados no estado de Pernambuco

realizam procedimentos por cirurgia

robótica. Estamos começando a trilhar

esse caminho e nos próximos meses

devemos iniciar os primeiros casos",

enfatiza o Dr. Flavio.

Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica 29


EVENTO

CONGRESSO BRASILEIRO

Site do Congresso de Florianópolis já está no ar e traz a

programação completa do evento.

O site do XVIII Congresso Brasileiro de

Cirurgia Bariátrica e Metabólica já está

no ar. O programa e todas as

informações sobre o evento estão

disponibilizadas na página: http://

www.congressobariatrica.com.br/

A proposta da diretoria e da equipe

responsável pelo site é fazer dele o

principal meio de comunicação do

Congresso, com interatividade e a

possibilidade de responder todas as

dúvidas relativas ao evento.

O congresso que acontecerá de 4 a 7

de outubro de 2017 é o maior evento

anual da SBCBM e reunirá palestrantes

estrangeiros e nacionais para troca de

e x p e r i ê n c i a s e a t u a l i z a ç ã o d e

conhecimentos.

Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica 30


NACIONAL

Segundo o presidente do Congresso,

Dr. Caetano Marchesini, serão

abordados temas atuais e relevantes

do dia-a-dia do cirurgião bariátrico e

i n t e g r a n t e s d e s u a e q u i p e d e

especialidades associadas. Serão mais

de 140 palestrantes entre brasileiros,

estrangeiros da América Latina, da

América do Norte e da Europa.

"Trabalhamos muito com nossas

comissões científicas e local para

podermos proporcionar, este ano, uma

experiência única. Quero deixar aqui as

nossas boas-vindas e dizer que a

presença de cada um neste encontro

engrandecerá a sua importância",

ressaltou Marchesini.

O presidente do Comitê Científico, Dr.

Alexander Morrell, informa que este

a n o o c o n g r e s s o t e r á m a i o r

interatividade, apresentando sessões

com temas mais próximos da realidade

do cirurgião e da sua equipe

m u l t i d i s c i p l i n a r, i n c l u s i v e c o m

apresentação de casos que serão

selecionados.

"Serão seis cursos pré-congresso,

sessões temáticas conjuntas com

sociedades parceiras (CBCD, CBC,

ABESO, SBEN, SBD) que abordarão

de forma completa, desde os temas

básicos até os mais complexos”, conta

Morrell.

Segundo ele, além de cirurgias ao vivo

com debates e discussão de detalhes

técnicos, pontos relevantes das

patologias serão tratadas em tempo

real por um grupo de experts no

assunto

“Sessões especiais de vídeos, sessões

de tema-livre, vídeo-livre e pôsteres",

informa Morrell.

Já a programação das COESAS estará

dividida nos módulos de cada Núcleo -

saúde mental, nutrição, atividade física

e reabilitação - com intuito de dar mais

profundidade às apresentações e

discussões.

TEMAS ABORDADOS

Entre os principais temas abordados

estão o tratamento da recidiva da

obesidade, os aspectos técnicos da

cirurgia revisional, além das últimas

novidades em estudos metabólicos. "A

programação científica do congresso

deste ano foi elaborada com o objetivo

de trazer aos colegas o que há de mais

atual no campo da cirurgia bariátrica,

por meio de cursos, simpósios e

sessões. Todos poderão assistir a

p a r t i c i p a ç ã o d e r e n o m a d o s

profissionais nacionais e internacionais

no assunto. É um momento para

atualização e aprofundamento do

conhecimento nos assuntos mais

relevantes da prática diária", conclui Dr.

Morrell.

Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica 31


Dr. Felipe Koleski, presidente do

Capítulo SC, informa que é importante

fazer um congresso que engrandeça,

ainda mais, a cirurgia bariátrica no

Brasil. "Não estamos medindo esforços

para isso e tenham certeza que a

programação científica agradará a

todos participantes. Santa Catarina

espera vocês de braços abertos",

ressalta Koleski

As inscrições para o Congresso

também podem ser feitas online pelo

site http://congressobariatrica.com.br/.

Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica 32


"OBESO SAUDÁVEL" É UM MITO, DIZ

ESTUDO

Um estudo divulgado no Congresso

Europeu sobre Obesidade, em

Portugal, pretende quebrar o mito do

“gordo saudável”.

estavam livres de problemas de saúde

no fim da vida e eram mais suscetíveis

a ter problemas cardíacos e acidentes

vasculares cerebrais.

A pesquisa da Universidade de

Birmingham identificou que mesmo os

obesos que não apresentavam sinais

de risco à saúde como pressão alta,

diabetes, e colesterol, ou seja, eram

“metabolicamente saudáveis”, não

Os pesquisadores analisaram 3,5

milhões de pessoas, entre 1995 e

2015, antes de concluir que a

afirmação de que a existência de

“obesos em forma” é um mito.

De acordo com o estudo, o peso extra

é sim um problema. Entre as pessoas

Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica 33


analisadas, 61 mil desenvolveram

doença coronariana.

Na pesquisa, os cientistas estudaram

os dados de pacientes que eram

obesos no início da

p e s q u i s a —

considerando o índice

de massa corporal (IMC)

— e não apresentavam

nenhuma doença

cardíaca, pressão alta,

colesterol ou diabetes.

No final do

acompanhamento, os

p e s q u i s a d o r e s

verificaram que, ainda

que não apresentassem

esses sinais, as pessoas

com sobrepeso eram

m a i s s u s c e t í v e i s a

desenvolver doenças

cardíacas, derrames e

insuficiência, na

c o m p a r a ç ã o c o m

aqueles com peso normal.

Segundo a pesquisa, os obesos que

pareciam saudáveis tinham risco 50%

maior de desenvolver doença cardíaca

do que as pessoas com peso normal.

Além disso, os pacientes que estavam

acima do peso tinham um risco 7%

maior de ter doenças vasculares

cerebrais e o dobro de risco de ter

insuficiência cardíaca.

“A prioridade dos

profissionais de

saúde deve ser

promover e

facilitar a perda

de peso entre

pessoas obesas,

independentement

e da presença ou

ausência de

anormalidades

metabólicas”,

diz Rishi

Caveyachetty

“ A p r i o r i d a d e d o s

profissionais de saúde

deve ser promover e

facilitar a perda de peso

entre pessoas obesas,

independentemente da

presença ou ausência

d e a n o r m a l i d a d e s

metabólicas”, afirmou o

p e s q u i s a d o r q u e

conduziu o estudo, Rishi

Caleyachetty.

No Brasil, o índice de

obesos cresceu 60% em

d e z a n o s , s e g u n d o

d a d o s d a p e s q u i s a

Vigitel, divulgados pelo

Ministério da Saúde em

abril. Em 2006, essas

pessoas representavam

11,8% da população das capitais do

país, agora já correspondem a um

índice de 18,9%. Além disso, mais da

metade da população está com peso

acima do recomendado.

FONTE: JORNAL O GLOBO

Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica 34


ARTIGO

NÚCLEO DE SAÚDE

ALIMENTAR COESAS

Dieta e Obesidade

A ampla disseminação e valorização

destas dietas estão diretamente

relacionadas ao atual conceito

sociocultural de beleza.

A rápida disseminação das dietas

restritivas na atualidade é muito maior

do que o progresso científico nesta

área, nos deparamos com uma

infinidade de dietas sem nenhum

embasamento científico.

Mas, o que sabemos, sob o ponto de

vista científico sobre as dietas

(Alvarenga et al, 2016)

O termo dieta vem do grego diaita =

modo de vida, não um regime.

Para a ciência da nutrição, a dieta é

entendida como um padrão alimentar

além de estar relacionada às dietas

terapêuticas.

As dietas terapêuticas são as

modificações do padrão normal de

d i e t a d e a c o r d o c o m a s

recomendações nutricionais que visam

atender as necessidades específicas,

as desenvolvidas no ambiente

hospitalar.

A t u a l m e n t e , s u r g e m d i e t a s d e

emagrecimento, com privação parcial

de alimentos ou de nutrientes como por

exemplo restrição de carboidratos.

• inúmeros estudos mostram que as

dietas não funcional para promover

a perda de peso à longo prazo

• trazem inúmeros efeitos danosos,

tais como clínicos, físicos e

emocionais/psicológicos

• promovem obsessão por comida

• são responsáveis por promover

transtornos alimentares e levar à

obesidade.

Os mecanismos referentes as falhas da

dieta na obesidade são explicadas por

causarem (Garner & Wooley, 1991;

Ochener et al, 2013; Sumithran &

Proietto, 2013):

a ) a l t e r a ç õ e s i m p o r t a n t e s n o

metabolismo energético e na

composição corporal

Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica 35


) aumento da eficiência calórica

promovendo assim o “efeito sanfona” –

ciclo de perda-ganho (weight-cycling)

c) distúrbios neuroendócrinos

d) episódios de descontrole alimentar.

Associado à estes, outros estudos

demonstram que há dificuldade em

aderir à uma dieta específica, quando o

ambiente alimentar não é favorável e a

rotina de trabalho impede a realização

das refeições, o contexto da vida

moderna (Greaney et al, 2012).

Ressaltamos ainda, que as dietas

concentram-se de forma exclusiva no

indivíduo, não considerando o contexto

que o indivíduo vive e nem as suas

escolhas alimentares (Poulain, 2004).

A o a n a l i s a r m o s , a s p o s s í v e i s

“vantagens metabólicas” de uma dieta

sobre outra para a redução de peso,

c o n s t a t a m o s q u e n ã o e x i s t e m

evidência científicas, ou seja a redução

é decorrente do déficit energético e na

da composição da dieta.

Os portadores de obesidade orientados

a realizar uma dieta pobre em gorduras

o u e m c a r b o i d r a t o s , a c a b a m

naturalmente escolhendo e ou

realizando dietas pobres em energia

(Freedmann et al,2001).

Além disso, as alterações das

s e n s a ç õ e s d e f o m e , a p e t i t e e

saciedade são consideradas uma das

piores consequências da realização de

dietas restritivas.

E m i n d i v í d u o s s u s c e t í v e i s , a

desregulação do controle da fome e da

saciedade é uma das explicações para

a s c o m p u l s õ e s e t r a n s t o r n o s

alimentares desencadeados pelas

dietas restritivas (Nisbett & Hunger,

1972; Polivy & Herman, 2006;

Sumithran & Proietto, 2013; Ochner et

al, 2013).

Na década de 90, Polivy já discutia o

panorama das dietas, uma “fórmula”

que não resolve o problema da

obesidade, escrevendo:

“...dado o aumento da obesidade no

mundo ocidental desde 1970, quando a

ética da dieta começou a dominar a

consciência da sociedade, pode-se

afirmar que a ênfase na dieta contribuiu

para o aumento o sobrepeso”...

Dietas restritivas não constituem o

tratamento da obesidade!

A autora ressalta ainda que:

“... uma visão desapaixonada sugere

que talvez a prática de dietas seja o

transtorno que nós deveríamos buscar

a cura.”

O b e s i d a d e n ã o t ê m c u r a , t ê m

tratamento!

Artigo escrito pelas Nutricionistas: Silvia

Elaine Pereira, Loraine De Moura

Ferraz, Carina Rossoni, Tamirez

Precybelivicz e Iolanda Gonçalves

Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica 36


ARTIGO

NÚCLEO DE SAÚDE FÍSICA

E REABILITAÇÃO

Atividades Físicas

para idosos pósbariátricos

O processo de envelhecimento por si

só, já está associado a mudanças

morfofuncionais, que em associação ao

sedentarismo, reduzem a capacidade

funcional e prejudica o desempenho

motor, culminando em problemas

psicológicos e sociais.

As mudanças incluem diminuição na

massa muscular e densidade óssea,

sem contar a elevação plasmática de

várias citocinas inflamatórias.

Quando combinado à obesidade, este

processo aumenta ainda mais o risco

de desenvolvimento de doenças

crônicas, roubando a autonomia e

diminuindo de maneira crucial a

qualidade de vida.

A cirurgia bariátrica é considerada o

tratamento mais efetivo para a

obesidade severa em todas as idades.

Recentes revisões bibliográficas

atestam a segurança de sua realização

na população idosa, mostrando

suficiente perda de peso e melhora de

comorbidades.

Apesar das melhorias significativas no

peso corporal e saúde

cardiometabólico, a eveidência

crescente sugere que a cirurgia

bariátrica pode aumentar a fragilidade

esquelética e o risco de fratura,

acelerando a perda óssea, já

comumente encontrada nesta fase da

vida.

A homeostase do metabolismo mineral

ósseo e força óssea é regulada por

sistemas de retroalimentação negativa

inter-relacionados, influenciada tanto

p o r f a t o r e s m e c â n i c o s e n ã o

mecânicos, tais como genética, sexo,

idade, a disponibilidade de nutrientes,

doença concomitante e terapia de

drogas. O exercício físico é um fator

importante na prevenção primária e

secundária, bem como no tratamento

da obesidade.

Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica 37


E l e p r o m o v e b e n e f í c i o s

antropométricos, metabólicos,

neuromusculares e psicológicos,

melhora a taxa metabólica de repouso,

preserva ou aumenta a massa magra e,

ainda, acelera a perda de massa gorda

durante a restrição dietética.

O exercício físico aumenta a ativação

de células satélites, diminui a infiltração

de gordura na musculatura esquelética,

induz a angiogênese e melhora a

função endotelial.

Os mediadores envolvidos na perda de

massa muscular, tais como miostatina e

Fox-O, encontram-se diminuídos em

praticantes de atividades físicas, assim

como o stress oxidativo e os níveis de

inflamação.

O nível de condicionamento físico é um

forte determinante da função

mitocondrial na musculatura

esquelética de idosos, pois aumenta a

sua biogênese e prolonga sua

sobrevivência.

A prática regular de exercícios físicos

no pós-operatório de indivíduos idosos

parece ser essencial para manutenção

e ganho de massa óssea. Implementar

programas que envolvam treinamento

de força e mobilidade é fundamental

para estes indivíduos uma vez que

apresentam fragilidade esquelética com

risco de fratura e perda óssea

acelerada.

O exercício, além de estimular a

síntese, diminui a degradação de

proteína, aumentando a área de secção

transversa muscular, o número de

miofibrilas e a força, melhorando a

funcionalidade motora.Especificamente

o treinamento de força parece diminuir

a expressão de TNF-α na musculatura

de senescentes, atenuando os danos

c a u s a d o s p e l o p r o c e s s o d e

envelhecimento. Se realizado

adequadamente, também promove a

deposição de minerais na matriz óssea,

melhorando a densidade deste tecido.

Artigo escrito pelas educadoras físicas

Rejane Marcon e Cristina Aquino,

presidente e vice-presidente do Núcleo

de Saúde Física e Reabilitação das

COESAS.

Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica 38


ARTIGO

NÚCLEO DE SAÚDE MENTAL

COESAS

Resistência cerebral à

insulina e

comportamento

alimentas

cognitivas relacionadas à senilidade ou

sofrendo de Doença de Alzheimer (DA)

apresentam sinais de resistência

cerebral à insulina como o aumento da

fosforilação do substrato serina-1 do

receptor da insulina e diminuição da

concentração de insulina do líquor.

Além disso, ratos knockout para o

receptor de insulina ativam a enzima

glicogeno-sintetase-quinase-3 beta, o

que resulta em fosforilação da proteína

tau, uma assinatura bioquímica da DA.

Estes achados têm estimulado a

p e s q u i s a p e l a s a l t e r a ç õ e s

comportamentais, emocionais,

motivacionais e cognitivas associadas à

resistência cerebral à insulina na

obesidade.

Obesidade, diabetes e resistência à

insulina (definida como a diminuição da

função da insulina nos tecidos alvo)

c o s t u m a m e s t a r a s s o c i a d o s a

a l t e r a ç õ e s n o c o m p o r t a m e n t o

alimentar, no humor e até mesmo na

cognição. Indivíduos com alterações

A relação entre função cerebral e

insulina é recente, pois acreditava-se

que, em se tratando de um grande

polipeptídeo, a insulina não

atravessasse a barreira

hematoencefálica. Além disso, o

cérebro é capaz de utilizar a glicose

através de processos independentes da

insulina.

Mas existem receptores de insulina

distribuídos por diversas regiões do

cérebro, um órgão que possivelmente é

capaz de produzir este hormônio. Estas

Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica 39


egiões compreendem o hipotálamo, o

córtex pré-frontal, o estriado ventral e o

hipocampo.

Além disso, muitos estudos mostram

que estes processos podem ser

revertidos pela cirurgia bariátrica.

A resistência cerebral à insulina não

p r o d u z a p e n a s a l t e r a ç õ e s d e

comportamentos alimentares e déficits

cognitivos, mas também pode acarretar

problemas no metabolismo periférico

da glicose, predispondo à diabetes

mellitus tipo II.

Estados de resistência cerebral à

insulina na obesidade parecem estar

relacionados à inflamação sistêmica

deflagrada pelas citocinas liberadas

pelos adipócitos e explicam muitos dos

c o m p o r t a m e n t o s a l i m e n t a r e s

disfuncionais observados em indivíduos

obesos, como os binges, a compulsão

alimentar noturna e o grazing, os quais

podem ser revertidos com a cirurgia

bariátrica.

De fato, estudos de neuroimagem

funcional na obesidade mostram que

o b e s o s m ó r b i d o s a p r e s e n t a m

alterações da resposta de regiões

cerebrais a pistas alimentares, tais

como aumento da atividade de circuitos

relacionados ao processamento da

recompensa alimentar (como o estriado

ventral e o córtex órbitofrontal [COF]) e

diminuição do controle cognitivo, uma

variável processada pelo córtex préfrontal

dorsolateral (CPFDL).

A resistência cerebral à insulina

provocada pela inflamação sistêmica

induzida pela obesidade atua de

diferentes formas, na dependência da

região afetada.

O córtex frontal tem diferentes papeis

na regulação do comportamento

alimentar. Maior atividade do CPFDL

está associada ao sucesso em cumprir

dietas, pois dali parte um controle topdown

de estruturas como o COF, o

córtex do cíngulo e o estriado ventral,

r e s p e c t i v a m e n t e a s s o c i a d o s à

codificação do valor hedônico do

alimento, a motivação para comer e a

recompensa associada à comida.

Portanto, todas estas estruturas, que

operam em conjunto em processos de

t o m a d a d e d e c i s ã o , t ê m s e u

funcionamento avariado pela

resistência à insulina.

Assim, ao afetar o CPFDL, a resposta

inadequada à insulina compromete o

metabolismo local de seus neurônios,

desinibindo estruturas como o COF, o

cíngulo e o estriado ventral, cujas

reações a pistas alimentares se

exacerbam.

Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica 40


Além disso, a insulina costuma afetar

d i r e t a m e n t e o s n e u r ô n i o s

dopaminérgicos, diminuindo suas

a ç õ e s s o b r e a s r e c o m p e n s a s

alimentares, um processo revertido

pela resistência à insulina.

Outras estruturas influenciadas pela

insulina são o giro fusiforme e o

hipocampo.

O primeiro tem o papel de processar o

reconhecimento visual e o segundo, a

memória. Embora tradicionalmente

estudado como uma área de

reconhecimento visual de faces, o giro

fusiforme também participa do

monitoramento e atenção a alimentos

calóricos, uma atividade normalmente

atenuada pela insulina (e exacerbada

pela resistência à insulina).

Em relação à memória, a insulina

parece contribuir para a formação de

memórias declarativas no hipocampo,

através de um papel de favorecimento

à plasticidade sináptica e de suporte

aos neurônios, um mecanismo

possivelmente afetado pela resistência

local à insulina e envolvido no prejuízo

cognitivo secundário à obesidade

mórbida.

Diversos estudos têm evidenciado os

m e c a n i s m o s n e u r o fi s i o l ó g i c o s

s u b j a c e n t e s à s a l t e r a ç õ e s

comportamentais, emocionais e

cognitivas da obesidade.

Eles incluem a inflamação sistêmica, a

disbiose e, mais recentemente, a

resistência cerebral à insulina que,

através dos prejuízos que causa ao

funcionamento de diversas regiões do

cérebro relacionadas à regulação das

emoções, da memória, do pensamento,

da motivação e da impulsividade,

acaba por perpetuar as atitudes que

normalmente concorrem para piorar a

obesidade.

Hélio Tonelli é médico Psiquiatra e

integrante do Núcleo de Saúde Mental

da SBCBM.

Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica 41

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