Gôndola_254_site

davidsonbach

Série "Os Sucessores"

Conheça o

Gustavo Franco, do

GF Supermercados

JuLho 2017 . ano 22 . n o 254 . R$ 15,00 . Uma publicação da

Arroz com feijão:

a dupla contra-ataca

Pesquisas, supermercadistas e fornecedores confirmam a retomada

do consumo desta dupla que é sinônimo de tradição brasileira e

elogiada por nutricionistas. Ajuste seu mix!

Centrais de

Negócios

Giroforte,

destaque no Sul e

no Centro-Oeste

Salgadinhos

congelados

Consumo em

casa abre

oportunidades

Cortes

temperados

Saborosos

e também

rentáveis


oa leitura

sumário

Importante elo

A

notícia da retomada do consumo de arroz e feijão

venceu a disputa pela capa de GÔNDOLA, pois representa

o que chamamos de boa notícia em todos os

aspectos. Ela mostra que certas previsões e tendências,

muitas vezes, não se confirmam. Como neste caso, em

que a crença de que o brasileiro caminhava a passos largos em

direção à junk food falhou. Pelo contrário, a dupla “arroz com

feijão”, altamente recomendada pelos nutricionistas e base do

prato que traz ainda uma carne e verduras (o“PF ideal”) reagiu e

a junk food perdeu força. Tudo isso tem reflexo direto no supermercado,

principal canal de distribuição varejista da dupla. Ou

seja, uma notícia – neste caso uma boa notícia – de destaque

natural para uma revista como GÔNDOLA, que acompanha segundo

a segundo o setor supermercadista e procura manter

seus leitores em sintonia com tudo o que é novidade. Neste

mesmo rumo temos também outras duas reportagens: elas

identificam oportunidades nas categorias de carnes (com os

cortes temperados) e de alimentos congelados (com os salgadinhos).

Já no espaço que abrimos para divulgar e aproximar

o trade supermercadista mineiro, mais duas. Uma sobre a sucessão

em andamento na rede GF Supermercados, no Sul de

Minas, com o jovem Gustavo Franco. E uma que apresenta o

trabalho que vem sendo feito pela central de negócios Giroforte.

Somam-se a estas reportagens alguns ótimos artigos e a

cobertura de vários eventos que a AMIS realizou no interior do

Estado recentemente, todos eles comprovando e multiplicando

a força dos supermercados do interior de Minas. Mais uma

vez, conteúdo denso e sob medida para você que atua neste

importante elo de abastecimento, que é o supermercado.

Boa leitura!

Giovanni Peres

Editor

22

30

58

68

18 artigo I

77 jurídico

Salgados congelados

O consumo em casa cresceu

com a retração econômica

Série "Centrais de Minas"

É a vez da Giroforte, destaque

no Sul e no Centro-Oeste

Série "Os Sucessores"

Nesta edição entrevistamos o

jovem executivo Gustavo Franco,

do GF Supermercados

Cortes temperados

Comodidade e sabor conquistam

espaço entre as carnes

82

87

Uma dupla

resistente

O arroz com feijão é

redescoberto pelo

brasileiro e novas

oportunidades surgem

nas gôndolas

notas e negócios

artigo II

42

Veículo oficial da Associação Mineira de Supermercados (AMIS)

Redação e escritório: Rua Levindo Lopes, 357, 6 o andar, Savassi, Belo Horizonte, MG, CEP 30140-171 Tel. 31 2122 0500

Presidente da Associação Mineira de Supermercados (AMIS) Alexandre Poni (Verdemar) Superintendente Antônio Claret Nametala Revista Gôndola

Conselho editorial Gilmário Cavalcante (Rede Smart), Gilson de Deus Lopes (Supermercado 2 B), Fernando Bravo (SuperVip Supermercado) e

Roberto Gosende (DMA) Editor e jornalista responsável Giovanni Peres (reg. prof. 03065jp) gperes@amis.org.br - tel: (31) 2122 0507 Repórter Adenilson

Fonseca (adenilson@amis.org.br) Colaboradora nesta edição Fátima Peres (fatima.peres@amis.org.br) Estagiária Amanda Santos Fotografia Ignácio

Costa Projeto gráfico Luis Américo Simões Designer gráfico Sandra Fujii Revisor Pedro Vianna Impressão EGL Editores Distribuição EBCT Publicidade

Paulo Parma (paulo@amis.org.br) tel.:(31) 2122 0526 Executivos de negócios Fabiana Carneiro (fabiana.carneiro@amis.org.br) e Lucas Miranda (lucas.

miranda@amis.org.br) Recebimentos de anúncios Lucas Miranda (lucas.miranda@amis.org.br) tel.: (31) 2122 0528 Para edições anteriores, problemas

no recebimento da revista ou pedidos de inclusão na listagem de destinatários da publicação ou de assinaturas, contate Luana Rangel - tel.:

(31) 2122 0500 (relacionamento@amis.org.br)

juLho de 2017

3


Rua Levindo Lopes, 357

6° andar

Bairro Funcionários

Belo Horizonte

CEP: 30140-171

Tel/fax: (31) 2122-0500

www.amis.org.br

amis@amis.org.br

CONSELHO DIRETOR

Alexandre Poni

Presidente

Organização Verdemar

Belo Horizonte

(31) 2105-0101

Gilson de Deus Lopes

Vice-presidente da Capital

Supermercado 2B Ltda.

Belo Horizonte

(31) 3334-4813

Valdermar Martins do Amaral

Vice-presidente do Interior

Adição Distribuição Express Ltda.

Divinópolis

(37) 3229-9500

Stephane Frantz Emmanuel

Engelhard

Vice-Presidente de Expansão do

Quadro Social

Carrefour

(31) 3274-8368

Walter Santana Arantes

Vice-Presidente de Relações

Públicas e Consumidores

DMA Distribuidora

Belo Horizonte

(31) 3389-5555

Waldir Rocha Pena

Vice-Presidente de Relações com

Autoridades e Entidades de

Classe

Supermercados BH

Belo Horizonte

(31) 3117-2600

Fernando Bravo Elias

Vice-presidente de Abastecimento

Supervip Supermercado Ltda

Belo Horizonte

(31) 3477-6117

Euler Fuad Nejm

Vice-presidente de Médias e

Grandes Empresas

da Capital e Região Metropolitana

Super Nosso

Contagem

(31) 3359-3301

Carlos Ernesto Topal Ely

Vice-Presidente de Tecnologia

Walmart Brasil

Contagem

(31) 2103-3700

Jovino Campos Reis

Vice-Presidente de Relações

com Fornecedores

Supermercado Bahamas

Juiz de Fora

(32) 3249-1013

Navarro Agostinho Cândido

Vice-presidente Administrativo,

Financeiro e Patrimonial

Supermercado SuperLuna

Betim

(31) 3614-8200

Ivo José de Castro

Vice-Presidente de Pequenas

Empresas da Capital e Região

Metropolitana

Junia Monteiro Mota de Castro

Belo Horizonte

(31) 3422-1853

Matusalém Dias Sampaio

Vice-Presidente de Pequenas

Empresas do Interior/Centrais de

Compras

Coop. Consumo dos Empregados

da Usiminas

Ipatinga

(31) 3824-5150

Hercílio Araújo Diniz Filho

Vice-Presidente de Médias e

Grandes Empresas do Interior

Supermercados Coelho Diniz

Governador Valadares

(33) 3279-6400

Júlio César de Oliveira

Vice-Presidente de Eventos

e Recursos Humanos

Cencosud Brasil Comercial Ltda.

Contagem

(31) 3399-3610

Matheus Pereira de Souza

Neves

Vice-Presidente de

Desenvolvimento de Serviços

Mart Minas Distribuição Ltda.

Contagem

(31) 3519-9003

SUPLENTES DO CONSELHO

DIRETOR

Bruno Santos de Oliveira

Supermercado BH

Belo Horizonte

(31) 3117-2600

Carlos Andre Rodrigues

Carrefour

Belo Horizonte

(31) 3280-9000

César Roberto Silveira

Cereais Silveira

Barbacena

(32) 3339-6495

Hallison Ferreira Moreira

Organização Verdemar

Belo Horizonte

(31) 2105-0101

José Flávio Moreira de Castro

Comercial Sabor de Pão Ltda.

Contagem

(31) 3398-5666

José Libério de Souza

Supermercado Josildo Ltda.

Divinópolis

(37) 3229-1350

Raimundo Eustáquio Drumond

Alves

Supermercados Rex

Lavras

(35) 3694-1923

Rodolfo Kayser Nejm

Super Nosso

Contagem

(31) 3359-7945

Walchir Dias Amaral

Adição Distribuição Express Ltda.

Divinópolis

(37) 3229-9500

CONSELHO FISCAL EFETIVO

Geraldo Salvador Nascimento

Supermercado Via Bahia

Belo Horizonte

(31) 3467-4225

Raimundo Lúcio Freitas do

Amaral

Panificadora e Mercearia Santa

Tereza

Contagem

(31) 3213-2268

Vicente Bolina Oliveira

Adição Distribuição Express

Divinópolis

(37) 3229-9631

VICE-PRESIDENTES

REGIONAIS

Antônio Ferreira Barbosa

Barbosão Extra Supermercados

Araxá

(34) 3661-1112

Diego Marcel

Supermercado Tejotão

Araguari

(34) 3249-8098

Paulo José Israel Azevedo

Israel e Israel

Bambuí

(37) 3431-1209

André Silveira

Supermercado Silveira

Rede Super Mais

Barbacena

(32) 3236-5645

Fábio Teixeira Campos

Casa Fidélis

Bom Despacho

(37) 3522-1010

Carlos Alberto Ferreira Freire

Organização Real

Campo Belo

(35) 3832-7400

Gervásio Alves da Cruz

Supermecado Farnezze

Capelinha

(33) 3516-1461

Thiago Miranda

Mirabras Com. Imp. e Exp.

Carangola

(22) 3822-0450

Ary Soares Silva

Supermercado do Irmão

Caratinga

(33) 3321-7171

Charles Wagner Ferreira Silva

Supermercado Ideal Ltda

Carmo do Paranaíba

(34) 3851-2268

Luciano Teixeira Gonçalves

Coml. Gonçalves Ltda.

Cláudio

(37) 3381-1254

Flávio Luiz Lana

Armazém Brasil

Conselheiro Lafaiete

(31) 3761-2644

Edson Palhares Jr.

Comercial Paizão

Curvelo

(38) 3721-7799

Gilson Teodoro Amaral

Supermercado Candidés

Divinópolis

(37) 3229-1200

Milton Kurihara

Supermercado Kurihara

Extrema

(35) 3435-3324

Antônio Fernandes Lima

Sobrinho

Comercial Padre Victor

Formiga

(37) 3221-1510

José Mário Bernabé

JB Supermercados

Frutal

(34) 3421-1300

Luciano Nunes de Miranda

Big Mais Supermercados

Gov. Valadares

(33) 3212-7550

Cleudes Eustáquio Ferreira

Comercial Magathi

Guanhaes

(33) 3421-2139

Abílio Correa

Alexandre Batista Correa e Cia

Guaxupé

(35) 3559-7300

Matusalém Dias Sampaio

Coop. Consumo Empregados da

Usiminas

Ipatinga

(31) 3824-5150

Márcio Luiz Lage

Supermercado Nova América

Itabira

(31) 3834-4444

Vagner Rocha de Castro

Supermercado de Desconto

Itaguara

(37) 3384-1099

Dolores Antônia Fonseca

Supermercado Faria de

Itapecerica

Itapecerica

(37) 3341-1505

Roney A. Mendes Silva

Casa Rena

Itaúna

(37) 3242-1844

Ricardo Medeiros Barros

Minimercados Medeiros Ltda.

Ituiutaba

(34) 3262-9501

Moacir Mendes da Silva

Supermercado Asa Branca Ltda.

Janaúba

(38) 3821-2220

Julia Maria Barcelos

Cereais Monlevade - Hiper

Monlevade

João Monlevade

(31) 3852-4411

Hebert Lever José do Couto

Supermercado LíderCouto

João Pinheiro

(38) 3561-1302

Álvaro Pereira Lage Filho

Supermercado Bahamas

Juiz de Fora

(32) 3249-9427

Roberto Carlos Miranda

Supermercado Prado & Miranda

Lagoa da Prata

(37) 3261-2769

Júlio Antônio Carraro

Mendonça

Carraro e Rocha

Leopoldina

(32) 3449-4500

Paulo César Nogueira Gomes

Comercial Paxá

Manhuaçu

(33) 3331-1402

Mauro Lúcio Vidal

Empório Vidal

Manhumirim

(33) 3341-1851

Felipe Coelho Pires Valente

Supermercado Valente

Mantena

(33) 241-2132

Fernando Almeida Cordeiro

Supermercado Kí Jóia

Monte Carmelo

(34) 3842 - 2341

Paulo Elmo Pinheiro

Efe Ele Comercial

Montes Claros

(38) 3222-2111

Geraldo Vitor da Cruz

Supermercado Vitor

Nova Lima

(31) 3541-6704

Valter Amaral Lacerda

Mac Supermercados

Nova Serrana

(37) 3226-3364

Ringley José de Faria Cançado

Benjamim Lopes Cançado &

Cia Ltda.

Papagaios

(37) 3274-1210

Carlos Alberto Kraemer

Cooperativa Agropecuária

Vale do Paracatu

Paracatu

(38) 3679-8961

Geraldo Magela Jacinto Martins

Supermercado Paraense

Pará de Minas

(37) 3232-1332

Jerônimo Pereira Machado

Comércio de Alimentos Rilda

Passos

(35) 3529-6200

Rogério Luciano Oliveira

Rogério Luciano Oliveira

Patos de Minas

(34) 3822-2112

Osmar Nunes Filho

Cotec - Comércio de Tecidos

Patrocínio

(34) 3831-1750

João José de Melo

Stalo Supermercados

Piumhi

(37) 3371-2900

Marcio Roberto

Comercial S.V.

Poços de Caldas

(35) 3714-2050

Eduardo Ferreira dos Santos

Supermercado Ki-Bocada Ltda

Pompéu

(37) 3523-1898

Fernando Folchito Maglioni

Maglioni Ribeiro e Cia.

Pouso Alegre

(35) 3421 - 2268

Daniela Souza Mendes

D'Itália Supermercados

Salinas

(38) 3841-1203

Cláudio Fonseca Caetano

Supermercado Rei do Arroz

Santos Dumond

(32) 3251-3397

Eduardo José Bergo

Supermercado Bergão

São João Del Rei

(32) 3372-2154

Luciano Nogueira Fernandes

Supermercado Carrossel

São Lourenço

(35) 3332-1511

Luiz Antônio Tonin

Luiz Tonin Atacadista e

Supermercado

São Sebastião do Paraíso

(35) 3539-3344

Antônio Roberto Reis Bastos

Mercantil Bastos

Sete Lagoas

(31) 3773-9811

Geraldo Alex Silva Jardim

Simões Supermercado Padaria

Teofilo Otoni

(33) 3522-4454

José Roberto Moreira Franco

GF Super Atacado

Três Corações

(35) 3239-5120

Francisco Assis F. Carvalho

Supermercado Superkiko

Três Pontas

(35) 3265-2522

Eron José Vieira

Jayme Vieira Supermercados

Ubá

(32) 3531-5422

Matusalém José Alves

Zebu Carnes Ltda.

Uberaba

(34) 3319 -0652

Milson Borges dos Santos

Super Maxi Supermercados

Uberlândia

(34) 3230-8900

Célio Teodoro da Silva

Supermercado Queba

Unaí

(38) 3676-6179

CONSELHO SUPERIOR

Ronosalto Pereira Neves

Presidente do Conselho Superior

Mart Minas

Belo Horizonte

(31) 3519-9001

SUPERINTENDÊNCIA

Antônio Claret Nametala

Superintendente

(31) 2122-0500

4


palavra do presidente

Alexandre Poni

Presidente do Conselho

Diretor da AMIS

Empreendedorismo,

hoje e sempre

N

este mês de julho, mais precisamente

nos dias 12 e 13, a AMIS

realiza o Sevar do Triângulo Mineiro,

em Uberlândia. As inscrições recebidas

até o dia 30 de junho apontam que

teremos um público superior a 3 mil pessoas

no evento, para participar das palestras, visitas

técnicas, almoço de lideranças, Feira de

Negócios, entre outros vários itens da rica

programação. Na Feira de Negócios, as empresas

fornecedoras expositoras vão ocupar

118 estandes.

São números recordes de público e

de fornecedores, que comprovam a pujança

da região do Triângulo e, mais que isso,

confirmam a força do interior mineiro, uma

vez que todos os demais eventos que a AMIS

realizou, sempre com o importantíssimo

apoio de seus vice-presidentes regionais,

sem exceção, registraram recordes nesses

quesitos.

Desde março, a AMIS realizou nada menos

que seis eventos em diferentes regiões

de Minas, sendo três Sevar – Centro-Oeste,

em Divinópolis; Leste, em Ipatinga; Sul, em

Varginha – e três Líderes do Varejo – Caratinga,

Uberaba e Montes Claros. Em julho, como

dissemos, temos o Sevar do Triângulo, e em

agosto os supermercadistas receberão o Sevar

da Zona da Mata, em Juiz de Fora; e o Líderes

do Varejo, em Poços de Caldas.

Minas é, sem dúvida, o segundo maior

mercado supermercadista do País, movimentando

em torno de R$ 35 bilhões por ano em

vendas. A participação do interior do Estado

neste montante é cada dia maior e os empreendedores

mineiros não abrem mão de

atualização, da troca de conhecimento, do

relacionamento e dos negócios que podem

fazer ao participar desses eventos.

É neles que se renova o espírito empreendedor

e reforça-se a união de todo o

setor em torno de nossa Associação.

Quero agradecer a todos os supermercadistas

mineiros pela confiança que depositam

na AMIS e convidá-los para prestigiarem

mais uma vez aquele que será o evento maior

de nossa programação, a Superminas 2017,

que acontece de 17 a 19 de outubro, no Expominas,

em Belo Horizonte. No ano passado ela

bateu recordes, e esperamos novos em 2017.

Mas quando falo da força do interior, da

união em torno de nossa Associação e do importante

papel que ela exerce, é uma oportunidade

também de homenagear a memória

do empreendedor Miguel Furtado Neto, falecido

aos 91 anos, dia 18 de junho, em Oliveira

(MG). Miguel foi o primeiro presidente da

AMIS e um de seus fundadores, na histórica

reunião de 10 de janeiro de 1971, data em

que nasceu a Entidade.

Sem homens de visão como o Miguel,

não estaríamos neste momento comemorando

o sucesso de nossa Associação e a relevância

dos supermercados mineiros. Quando assumiu

o desafio de ser o primeiro presidente

da AMIS, Miguel dirigia, como sócio-fundador,

a rede Supermercados Bandeirante, então a

maior do Estado e que chegaria a 66 lojas em

1983, quando foi vendida para o Grupo Pão

de Açúcar.

Miguel deixou o ramo naquele ano,

mas não o empreendedorismo, prosseguindo

com outros negócios, um deles a agropecuária,

e esteve à frente da gestão até a semana

anterior ao seu falecimento. São exemplos de

gerações passadas, como o de Miguel, e das

novas – com seus recordes de participação –,

que ratificam nossa crença no empreendedorismo

e, sem dúvida, em tempos melhores.

6


JULHO 2017 . ANO 22 . N O 254 . R$ 15,00 . UMA PUBLICAÇÃO DA

cartas

Escreva para a revista GÔNDOLA

SÉRIE "OS SUCESSORES"

Conheça o

Gustavo Franco, do

GF Supermercados

Por e-mail: gperes@amis.org.br. Por moti vo de espa ço ou deci são edi to rial, os tex tos envia dos podem

ser con den sa dos ou não-publi ca dos. Em caso de não-publi ca ção, garan te-se que a mensa

gem será res pon di da indi vi dual men te.

Por correio: GÔn do LA, Seção de Car tas, Rua Levindo Lopes, 357, 6 o andar, Savassi, Belo Horizonte, MG,

CEP 30140-171

ARROZ COM FEIJÃO:

A DUPLA CONTRA-ATACA

Pesquisas, supermercadistas e fornecedores confirmam a retomada

do consumo desta dupla que é sinônimo de tradição brasileira e

elogiada por nutricionistas. Ajuste seu mix!

Edição 253

Ranking Abras/AMIS I

Muito importante publicar o Ranking. Espero

que no ano que vem vocês publiquem com

letras maiores. Do jeito que ficou dá para ler,

mas com dificuldade. Tem também muitos

supermercados com faturamento muito

pequeno para estar em um ranking e vocês

podem avaliar se vale divulgar este tipo de

informação. Mesmo assim, valeu.

Raimundo Cardoso Rubriam

Feira de Santana – BA

Ranking Abras/AMIS II

Uma grande quantidade de empresas com

faturamento pequeno presente no Ranking de

2017. Não seria melhor fazer isto em separado,

para divulgar em maior quantidade o pequeno

negócio na área dos supermercados? Um ranking

só para pequenos pode ser uma ideia. É uma

crítica construtiva que estou fazendo e peço para

nunca deixarem de divulgar o Ranking.

Rita de Cássia Carvalhaez Sá

São Paulo – SP

CENTRAIS DE

NEGÓCIOS

Giroforte,

destaque no Sul e

no Centro-Oeste

SALGADINHOS

CONGELADOS

Consumo em

casa abre

oportunidades

CORTES

TEMPERADOS

Saborosos

e também

rentáveis

Cookies

Tenho acompanhado as vendas da área de

biscoitos e confirmo o que a reportagem fala.

Os clientes estão aceitando bem este tipo de

biscoito, o cookie. Quando tem chocolate no

cookie sai mais. Vejo também que biscoitos

de polvilho continuam com demanda boa.

As rosquinhas estão com saída regular e vejo

o mesmo para os sequilhos.

João Silveira Grillo Silva

Contagem - MG

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Envie a ficha por e-mail: relacionamento@amis.org.br ou telefone para (31) 2122 0500.

Se preferir envie pelo correio para: AMIS, revista Gôndola. Rua Levindo Lopes, 357, 6 o andar, Savassi, Belo Horizonte, MG, CEP 30140-171.

8


Em dia com a AMIS [G-10]

Profissionais formados no

G-10 são diplomados pela

Universidade do Varejo

AMIS (Univa)

Q

ualificar, aperfeiçoar e formar profissionais do varejo.

Este é o objetivo do curso Gestão Nota 10 (G10)

ofertado pela Universidade do Varejo AMIS (Univa),

que no final de junho, diplomou mais 13 profissionais

na sede da entidade, em Belo Horizonte.

O curso teve em sua programação 16 aulas com os seguintes

módulos: gestão de pessoas, gestão financeira, gestão

operacional, gestão jurídica e gestão comercial, que proporcionaram

maior conhecimento sobre o setor varejista.

O G10 é um programa de capacitação profissional

voltado para o setor supermercadista e busca disponibilizar

conhecimento de vanguarda e estimular práticas e vivências

atestadas e aprovadas pelo mercado.

Desde a sua criação, mais de 500 profissionais foram

capacitados por meio do G-10 da Univa, com o intuito de

fomentar o setor varejista de Minas Gerais. Vale ressaltar que

neste mês de julho, três cursos G-10 encontram-se em andamento,

com previsão de abertura para mais quatro até o fim

do mês.

Para informações sobre os cursos e inscrição, basta

acessar o site: www.univa.com.br ou através do telefone

(31) 2122-0500.

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Em dia com a AMIS [Sevar do Leste de Minas]

Para mudar de ares

Sevar do Leste contraria momento econômico e mostra

confiança do empresariado da região em crescimento do setor

P

rincipal

encontro do varejo voltado para

negócios, desenvolvimento profissional

e relacionamento no interior de Minas,

o Super Encontro Varejista (Sevar) da re-

gião Leste reuniu empresários e profissionais do

segmento nos dias 24 e 25 de maio, em Ipatinga.

Em sua 17ª edição, como ocorreu com empresários

do setor, o Sevar reuniu também várias

10


entidades empresariais, já que teve o apoio da

Associação Comercial, Industrial, Agropecuária e

de Prestação de Serviços de Ipatinga (Aciapi), da

Agência de Desenvolvimento de Ipatinga (ADI)

e da CDL-Ipatinga. O objetivo é contribuir para a

atualização profissional do varejo no interior e promover

negócios e relacionamento entre a indústria

e o comércio da região.

Supermercadistas, panificadores, varejistas

em geral, atacadistas e funcionários desses segmentos

das regiões Rio Doce, Mucuri e Jequitinhonha,

e das proximidades, fizeram do evento

neste ano uma das mais prestigiadas edições nesses

17 anos. O auditório esteve sempre lotado nos

horários das palestras, o mesmo ocorrendo com a

feira, muito prestigiada.

Para o vice-presidente da AMIS na cidade,

Matusalém Dias Sampaio, a grande participa-


Em dia com a AMIS [Sevar do Leste de Minas]

Na primeira foto abaixo,

o vice-presidente

regional da AMIS de

Ipatinga, Matusalém

Dias Sampaio saúda

participantes e

autoridades na

abertura do evento

ção de empresários chamou a atenção para a

importância dessa união no atual momento da

economia. “Precisamos buscar formas de fazer o

setor continuar crescendo, e essa presença das

lideranças aqui no Sevar mostra o interesse de

todos”, disse.

A disposição em mudar o ambiente da economia

e apostar em mais otimismo foi visto nos

estandes, sempre muito bem montados, com criatividade,

e equipados para receber o cliente. Foi o

caso do Café Rozaminas, de Caratinga, que montou

um estande no formato de uma casa com as

paredes e o teto toda em pacotes de café. “É uma

forma de valorizar e mostrar que acreditamos no

evento”, disse o diretor, Thiago Martins Moutim.

A administradora da Tupguar Alimentos,

Lara Carvalho, estava eufórica com o evento. “Para

mim foi ótimo, um evento muito bom”, disse, ainda

desmontando o estande. Segundo ela, o Sevar

é uma oportunidade que precisa ser mais bem

12


Tradição e

Qualidade

ddde 1948

Com uma história de quase 70 anos, os produtos da família

Tupguar são preparados artesanalmente para você.

Estamos apresentando no Sevar o Tupmix, nossa mistura

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SEVAR DE JUIZ DE FORA

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Em dia com a AMIS [Sevar do Leste de Minas]


Algumas

caravanas

presentes no

Sevar do Leste

de Minas,

em Ipatinga

avaliada por pequenos fornecedores da região,

especialmente de equipamentos, que poderiam

apostar nessa vitrine para divulgar a marca.

Compras sociais

Como já havia ocorrido no Centro-Oeste,

em Divinópolis, o Sevar apresentou ao Leste a

novidade do Circuito Mineiro de Compras Sociais

(CMCS), uma parceria da AMIS com o Governo de

Minas por meio da Secretaria de Estado Extraordinária

de Desenvolvimento Integrado e Fóruns Regionais

(Seedif ), um projeto que visa promover a

aproximação de pequenos produtores ou agroindústrias

familiares com as redes supermercadistas.

Em várias caravanas ou por outros meios,

lideranças supermercadistas de várias cidades da

região e diretores da AMIS estiveram presentes

durante toda a programação. Os vice-presidentes

da AMIS em Capelinha, Gervásio Alves da Cruz;

em Caratinga, Ary Soares da Silva; em Governador

Valadares, Luciano Nunes, e de Manhuaçu, Paulo

César Nogueira Gomes, que sempre prestigiam

em outros anos, foram presenças mais uma vez.

“Temos de agradecer a todos os empresários

que vieram, atendendo o nosso chamado, e mais

uma vez fizemos um grande evento”, destacou o

vice-presidente, Matusalém Sampaio, um dos grandes

responsáveis pela organização do Sevar.

Empresas expositoras

Arroz Granjeiro; Avivar; Café Rozaminas; Café São Gotardo; Classic; Coca-cola Femsa;

Crockit Biscoitos; Dotz; Emifor; Fornada do Vale; Frisa; Ipiranga; Itambé; Mayor Química;

P&G; Piraquê; Produtos Anchieta; Produtos Nayna; Qualiseg; Sat Plus; Sensação de Minas;

Sorvetes Amaretto; Superglobo; Vale do Sol; Verde Campo; Vult Cosméticos; Trevo Alimentos

e Tupguar.


Em dia com a AMIS [Falecimento de Miguel Furtado Neto]

16

Primeiro presidente e um dos fundadores da AMIS,

Miguel Furtado, falece aos 91 anos, em Oliveira (MG)

V

ítima de complicações

respiratórias, o primeiro

presidente da Associação

Mineira de Supermercados

(AMIS) e um dos

fundadores da entidade, Miguel

Furtado Neto, faleceu, aos 91

anos, na noite de 18 de junho,

em Oliveira (MG). O sepultamente

foi feito na mesma cidade, no

cemitério São Miguel, no dia 20,

às 8h30, uma vez que os familiares

decidiram aguardar por uma

das filhas de Miguel que reside no Canadá e foi

necessário todo o dia 19 para o seu deslocamento

até Oliveira.

A AMIS foi representada na cerimônia de

funeral pelo ex-presidente Estevam Duarte de

Assis, que presidiu a entidade de 2010 a 2011, e

nas décadas de 1990 e 2000 era um dos líderes do

mercado mineiro com a rede Bretas,

da qual foi sócio com irmãos

e primos.

Segundo relato de parentes,

Miguel, mesmo com as dificuldades

respiratórias que enfrentou

nos últimos anos, que o obrigava

a usar permanentemente um

aparelho de apoio à respiração,

esteve gerenciando o dia a dia de

seus negócios até na semana anterior

ao falecimento, na fazenda

na qual residia em Oliveira.

Em 1971, quando a AMIS foi fundada, Miguel

Furtado, era sócio – com um irmão e três primos

– da rede Supermercados Bandeirante, então

a maior de Minas. A rede chegaria a 66 lojas em

1983, ano em que foi vendida para o grupo Pão de

Açúcar, na época, de Abílio Diniz e irmãos.

Miguel Furtado e os sócios atuaram desde

muito jovens no comércio atacadista de Belo Horizonte

desde o final da década de 30, quando trouxeram

para a Capital a empresa fundada na década

de 20 por um dos avôs em Carmo do Paraíba

(MG), terra natal de Miguel.

Os cinco seguiram exclusivamente no atacado

até a década de 50 quando passaram a empreender

no varejo com mercearias. Em meados

da década de 60, tornaram-se um dos pioneiros

do setor de supermercados, transformando as

mercearias em lojas de autosserviço e abrindo outras

unidades já no novo modelo.

O primeiro presidente (de janeiro de 1971

a março de 1975, em dois mandatos), da AMIS

deixa viúva Dona Madalena Cambraia Furtado e

os filhos Miguel, Flávia, Maria Luíza e Laura. Esta

última, residente no Canadá. Outro filho, Marcos,

faleceu há cerca de oito anos, vítima de acidente

de carro.


A linha cresceu e o sucesso

de vendas vai crescer também!

Grupo

www.grupoutam.com.br


artigo

Paulo Henrique Pichini

[ CEO & presidente da Go2neXt Cloud Computing Builder & Integrator ]

Internet das Coisas converte

visitante do varejo em cliente

A

compra da rede de supermercados Whole Foods

pela Amazon consolida um movimento muito

forte do varejo mundial: a dissolução das barreiras

entre o mundo digital e as operações tradicionais

de comércio. A Amazon está acostumada a mapear as buscas

e decisões de compra de seus usuários online. A meta é

aprofundar o perfil analítico daquele consumidor e, a partir

daí, gerar incentivos para essa pessoa comprar outros produtos.

Essa mesma estratégia será, certamente, usada pela

Amazon nas 460 lojas físicas da rede Whole Foods.

Para coletar dados sobre o comportamento do

cliente dentro da loja física, a Amazon investirá em tecnologias

IoT (Internet das Coisas) como sensores, alarmes

e analisadores de presença em tempo real de cada um

dos visitantes da loja Whole Foods. Essa infraestrutura invisível

aos olhos do consumidor dará origem a grandes

volumes de informação, que após passar pelos moedores

e transformadores de dados (analytics) retornam em formato

resumido (dashboards) que permitem tomadas de

decisões imediatas.

Essa rapidez é essencial no mundo do varejo, com

características originais e exclusivas em comparação a outras

verticais. Vendas, promoções, lançamentos e outras

movimentações têm um timing muito específico: o médio

e longo prazo em varejo alcança uma semana, duas no máximo.

O curto prazo é no mais tardar amanhã de manhã.

É dentro deste dinamismo de processos que novas

tecnologias e soluções estão se posicionando dentro de

lojas e áreas de comércio de produtos. Isso acontece independentemente

de seus valores de tíquete, que via de regra

caracterizam-se pela larga escala e baixo valor médio. É um

universo com alto volume de visitantes e, hoje em dia, baixo

volume de negócios. Uma loja de departamentos, por

exemplo, avalia que de cada 100 visitantes que entram na

loja, somente 40 chegam ao provador e, destes, somente

seis efetivam algum tipo de compra. Destes seis, possivelmente

um ou dois comprarão algo extra e não planejado.

Trata-se de uma janela de oportunidades que, se

bem trabalhada, pode multiplicar o faturamento de uma

rede de lojas em curto espaço de tempo.

O varejo já está pesquisando sensores que alavanquem

vendas. Isso é feito a partir do maior detalhamento de

produtos ou, ainda, de sugestões de produtos complementares

ao já adquirido pelo cliente. Muitas soluções baseadas

em RFID, NFC e outros códigos e sensores podem melhorar

a experiência do consumidor, oferecendo maior volume de

informações. O momento atual da economia, porém, faz

com que o gestor do varejo priorize o conhecimento dos visitantes

e o aumento da capacidade de conversão das lojas

(efetivação da compra do produto).

A Internet das Coisas para a vertical varejo toma várias

formas – esse conceito está por trás de soluções como

beacons, câmeras conectadas às soluções de Video Analytics,

etc. Nesse momento, existem profundas discussões

sobre que tecnologias IoT usar para melhor entender um

visitante da loja e suas características. A meta é extrair informações

estratégicas, que possam melhorar a experiência

do consumidor em sua próxima visita à loja. As perguntas

mais comuns estão ao redor do uso de beacons (Bluetooth),

em especial sobre o novíssimo Eddystone (solução da Google

similar ao Bluetooth). Plataformas como Wi-Fi (rede sem

fio), POS (Point of Sale – ponto de venda) e, finalmente, o

Video Analytics também chamam a atenção do mercado.

Os beacons reconhecem a chegada do visitante

na loja. Para isso, basta que a pessoa esteja com a função

Bluetooth ativada em seu dispositivo móvel. Essa tecnologia

tem áreas de cobertura bastante restritas. Com isso, em

grandes lojas, o número de beacons espalhados deverá ser

grande, o que impacta o custo total da solução. De acordo

com o relatório Proxbook de 2016, hoje metade da indústria

suporta o padrão Beacon Google Eddystone.

O Wi-Fi, por outro lado, é uma tecnologia bastante

continua

18


artigo

continuação

conhecida. É comum encontrarmos redes Wi-Fi em 70%

das áreas urbanas. Por essa razão, o Wi-Fi utilizado em

soluções de Retail Analytics é mais facilmente implementado.

O ponto vulnerável desta opção é que essa plataforma

não produz informações analíticas que mereçam

destaque. São soluções básicas, que não exigem App instaladas

nos dispositivos móveis dos potenciais consumidores.

O leque de escolhas do varejo é complementado,

ainda, pelo POS. Essa tecnologia é equipada para cobrir

com competência todo o ambiente da loja física. Por outro

lado, o POS só atuará sobre clientes que efetivamente

completarem a aquisição do produto.

Uma das ofertas mais ricas é o Video Analytics, solução

de software que permite que se analise automaticamente

o vídeo de pessoas dentro da loja.

Segundo pesquisas da

Market&Markets, esse mercado

atingirá US$ 2,61 bilhões até o

final deste ano. Até 2022 essa

marca chegará a US$ 11,17 bilhões.

As novíssimas soluções

baseadas em Video Analytics têm

um diferencial importante. As câmeras

apresentam capacidade

de análise, processamento e em

alguns casos até armazenamento

de informações. O dado assim tratado

será enviado, a posteriori, aos

motores de analytics, devolvendo dashboards muito mais

completos.

Note que todas estas tecnologias e soluções são capazes,

dentro de suas limitações, de reconhecer a chegada

de um visitante (primeira visita à loja), ou, ainda, de identifica-lo

novamente em segunda visita. Neste caso, entra em

cena algum tipo de App, presente no dispositivo móvel do

consumidor.

Para cada ambiente e necessidade, espaço físico e

perfil de negócio, estas tecnologias são integradas e trabalham

de forma mais ou menos eficiente. A meta é medir

o número de visitantes, os diversos tempos dele dentro da

loja e em áreas especificas nesta loja (dwell time), as taxas

"Esta ansiedade

retrata o momento

que o segmento vive"

de conversão, a eficiência das promoções, o gênero e a faixa

etária do visitante, etc. São informações que aumentam

agressivamente o poder de decisão do board (normalmente

remoto, longe da loja), mas também de colaboradores

locais. Isso é feito de forma instantânea ou online.

De qualquer maneira, a combinação das várias tecnologias

para varejo em espaços e necessidades diferentes

é sempre o mais recomendado. Como o mercado tem uma

ânsia muito grande por ter a loja “acesa”, reconhecendo e

entendendo todos os visitantes, a indústria do varejo busca

de forma acelerada estas soluções. O resultado é que, muitas

vezes, inicia-se uma POC (prova de conceito) sem antes

se debruçar sobre um minucioso anteprojeto. Essa etapa

prévia é essencial para definir quais informações e decisões

são cruciais e precisam estar à disposição da solução de Retail

Analytics.

Esta ansiedade retrata o

momento que o segmento vive,

algo bastante comum em mercados

que começam a usar a Internet

das Coisas. Neste quadro,

as empresas buscam informações

que nunca foram coletadas

antes ou, então, foram coletadas,

mas não de forma massiva e sem

terem sido refinadas. O resultado

é uma base de dados frágil,

construída a partir de estatísticas

superficiais ou insuficientes sobre o comportamento do

consumidor dentro da loja física.

O melhor desenho do projeto e a melhor definição

das informações desejadas, com acuracidade inédita, determinam

o sucesso deste novo modelo de varejo físico.

As tecnologias estão maduras e podem ser implementadas

de forma relativamente simples. A presença de

plataformas como beacon, Wi-Fi, POS e Video Analytics dentro

do ambiente da loja física provoca inevitavelmente uma

ruptura nas tradicionais formas do varejo planejar seus negócios.

Este é, no entanto, o melhor caminho para os players

que desejam desenhar um futuro conhecido, seguro e livre

de surpresas.

20


Em sintonia com o mercado [Salgadinhos congelados]

Para casa

Os consumidores estão descobrindo o bom “custo-benefício” dos salgadinhos

congelados, fabricados pelos fornecedores, de produção própria ou comprados

nos supermercados. Sua empresa já se adaptou à demanda?

Nesta página e ao

lado, os dois itens

que lideram entre

os salgadinhos

congelados:

empadinha e

coxinha

Amanda Santos

C

om as comemorações como aniversários De olho nas oportunidades, empresas fornecedoras

de todos os portes têm ampliado seus

e reuniões de amigos saindo dos bares e o

crescimento de hábitos mais caseiros do portfólios e, por consequência, as oportunidades

consumidor durante a recessão econômica,

os salgados congelados, prontos para fritar ou empada e coxinha, hoje podem ser encontrados

para os varejistas. Além dos tradicionais quibe,

assar, encontraram espaço para expansão por sua itens como folhados, pastéis, canapés, risoles, empanados,

croquetes, bolinhos diversos para fritar,

praticidade, sabor e rapidez de preparo. E com o

cliente aumentando a frequência aos supermercados,

em especial nos de vizinhança, a variedade Isto sem falar em linhas alternativas sob

entre outros.

de produtos faz a diferença. Quando oferecem um medida para novos padrões de consumo. Ou seja,

bom custo-benefício, a saída é melhor ainda. salgadinhos feitos com farinha integral, com ma-

Fotos Ignácio Costa

22


juLho de 2017

23


Em sintonia com o mercado [Salgadinhos congelados]

téria-prima sem glúten ou lactose são bem-vindos

ao mix até mesmo de lojas mais simples.

No cross

Felipe Spagnuolo Pinheiro, diretor do Superkilo,

em Montes Claros (MG), conta que o supermercado

trabalha com produção própria e

também com produtos de fornecedores, sejam

eles congelados, fritos ou assados na hora, tendo

como campeões de venda os pastéis, coxinha e

quibe.

De acordo com ele, esses produtos são de

médio giro, podendo ser potencializado através

de cross merchandising na padaria, junto a pão de

queijo e nos congelados, junto a biscoitos e tortas

salgadas. “A degustação e boa exposição no

ponto de venda são de extrema importância. Em

se tratando do produto já pronto, o segredo é ter

sempre quentinho, bem frito ou assado. O produto

tem que ter frescor”, salienta.

Produtos regionais

Marcos Cattani, Gerente de Operações do

Supermercado Luiz Tonin, em São Sebastião do

Paraíso (MG), explica que a Rede procura sempre

estar atenta às novidades de fornecedores regionais,

já que os maiores volumes de venda, já conhecidos

pelo cliente, são de produtos regionais.

Cattani ressalta que a degustação deve ser

incentivada no ponto de venda com produtos

que representem maior venda, como coxinhas e

quibes. Cross merchandising também é bem aceito

pelo consumidor, com itens como catchup, maionese

e molhos em geral expostos ao lado da categoria

de salgadinhos. “Não se faz promoção desses

produtos para gerar venda, e sim para mostrar ao

cliente. A busca do cliente por esse tipo de produto

é direcionada ou por impulso, e não de preço”,

explica.

Márcio Lavelberg, sócio-fundador da Blue

Numbers Consultoria, diz que alguns conceitos

invadem nossa percepção quando pensamos em

salgadinhos congelados: praticidade, baixo custo,

facilidade de preparo, sabor e até mesmo descon-

24


Cada vez mais

o diferencial no varejo

está na gestão.

O Curso Gestão Nota 10 agregou muito valor e

conhecimento para a minha atuação na área

profissional, contribuindo também para a minha

evolução como pessoa. Através do fortalecimento dos

princípios básicos e dos valores que regem as relações

entre gestão de pessoas e os negócios pude aplicar os

conhecimentos e os conceitos adquiridos.E sem dúvida,

os resultados foram surpreendentes!

Sou Muito grato pela Experiência que a Equipe do

Gestão Nota 10 me proporcionou!

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de 17 anos, que tem como foco capacitar e preparar o nível

gerencial/estratégico dos supermercados, adotando as mais

modernas técnicas de gestão.

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com o DNA do supermercados.

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A única que tem o DNA do Supermercado.


Em sintonia com o mercado [Salgadinhos congelados]

tração. Toda ação de PDV deve sempre ser pensada

considerando esses conceitos.

Harmonização

Para isso, segundo ele, alguns pontos de

exploração em relação a essa categoria devem ser

destacados. Por exemplo: na exposição, deve-se

organizar as caixas considerando harmonização

de cor e formatos, trazendo um visual agradável.

Mais outras dicas do Lavelberg: sinalizar

bem as geladeiras do lado de fora e expor os

produtos de forma complementar, oferecendo

sugestão a quem compra. “Usar e abusar das

ações de degustação. Cliente experimentando

produtos sempre reverte e aumenta vendas; criar

kits que favoreçam a compra de mais um item,

aumentando o ticket médio”, sugere o consultor.

Produção própria

Várias empresas supermercadistas têm investido

na produção própria de salgadinhos congelados.

Por menor que seja a estrutura e a fabricação,

é sempre bom estar atento a atitudes que

seriam tomadas se o negócio fosse independente,

ou seja, se não estivesse vinculado diretamente ao

supermercado.

Neste caso, o primeiro passo a ser seguido

é nunca negligenciar da qualidade dos produtos

utilizados como matéria-prima. Outras recomendações:

ouvir os clientes e adequar serviços e produtos

às suas expectativas e implantar um bom

sistema de gerenciamento, com planejamento e

acompanhamento do desempenho.

Não se pode relaxar também com a administração

rigorosa da cozinha, em busca de qualidade

e economia. Quanto a ingredientes, alguns

temperos como pimenta doce, canela, gergelim

e gengibre proporcionam sabores diferenciados

à comida e agregam valor ao serviço, sem elevar

os custos.

Rotulagem

Também deve-se ficar atento às exigências

legais referentes à rotulagem, prazo de validade,

embalagem, condições de armazenamento e

transporte, manipulação de produtos e demais

26


14325-ANUNCIO - REVISTA GONDOLA - JUNHO 2017-a02.pdf 1 23/06/17 16:24


Em sintonia com o mercado [Salgadinhos congelados]

A produção própria

de salgadinhos

é adotada por

muitas redes de

supermercados,

mas não elimina

a importância

de ter no mix os

salgados congelados

adquiridos junto aos

fornecedores

28

Dicas de

congelamento

• Retirar o ar de dentro das embalagens

que serão congeladas.

• Manter o congelador com a temperatura

próxima dos -18 C.

• Evitar abrir e fechar a porta do

congelador a todo o momento.

quesitos estabelecidos pelos órgãos responsáveis.

E nunca se esqueça de adaptar o cardápio aos

costumes regionais. Quanto mais rápido o alimento

for congelado e mais devagar ele for descongelado,

melhor será o resultado final.

para saber mais

• Supermercado Superkilo

Rua Corrêa Machado, 1.439 - Jd. São Luís - Montes

Claros - MG - (38) 3222-7070

• Supermercado Luiz Tonin

Rua Pimenta de Pádua, 1571 - Centro - São

Sebastião do Paraíso - MG - (35) 3531-1845


Série “Centrais de Negócios” [Giroforte]

Rede forte e firme

Uma das principais centrais de negócios de Minas mantém expansão

e continua aberta a outros associados com perfil da rede

30

Adenilson Fonseca

O

propósito é sempre muito parecido entre

todas as centrais: unir-se para ganhar

força e competitividade no mercado. Foi

com esse objetivo que, em 9 de janeiro

de 2003, um grupo de oito empresários supermercadistas

decidiu criar a Rede de Supermercados

Independentes Giroforte.

A Central de Negócios nasceu em Varginha,

onde funcionou até o final de outubro do ano seguinte,

quando foi transferida para a vizinha Três

Pontas. Era a oportunidade de ter uma sede maior

e em condições financeiras mais acessíveis. A mudança

deu certo e na nova cidade a Rede fincou

suas raízes e crescimento, construiu sede própria e

aumentou a base de associados.

Hoje, são 15 empresas que detém 20 lojas

atendendo a 13 cidades do Sul de Minas e no

Centro-Oeste mineiro. A Rede fechou 2016 com

faturamento de R$ 132 milhões. No total, emprega

cerca de 500 colaboradores diretamente.

Poder de compra

Segundo o presidente, Bruno Dixini de Carvalho,

o que motivou a criação da Giroforte foi a

necessidade de unir os supermercadistas da região

que tinham muitos objetivos em comum,

como aumentar poder de compra, melhorar a relação

com fornecedores, confeccionar jornais de

oferta, realizar cursos, campanhas de marketing

em conjunto e troca de informações.

A Rede foi fundada como Associação,

operando no formato “central de compras de

supermercados independentes”. Em 2014, porém,

com a intenção de fazer negócios ainda


mais atrativos, fundou um atacado como sociedade

anônima (S.A.).

Em imóvel próprio, tanto a associação

quanto a S/A estão sediadas em Três Pontas, na

rodovia MG 167, que liga esta cidade a Santana da

Vargem. O centro de distribuição (CD) fica a 60

km da rodovia BR381, a Fernão Dias, o que favorece

o abastecimento da Rede.

Rapidez

O CD passará por ampliação num futuro

próximo, mas ainda sem data definida. Para o modelo

de logística da Rede, no entanto, a atual estrutura

atende bem. “Contamos com 500 metros

quadrados apenas, pois nosso foco não é estocar

nesse primeiro momento e, sim, distribuir com rapidez”,

explica o presidente.

“Temos planos para expansão na própria

sede, que tem área disponível de 3 mil metros

quadrados”. Além de centro de distribuição, o

imóvel conta também com sala de reunião, sala

para treinamentos, escritórios, cozinha e estacionamento,

onde trabalham sete pessoas diretamente

na operação da Central.

Presença

A Giroforte está presente nas cidades de

Três Pontas, Varginha, Campos Gerais, Santana da

Vargem, Perdões, Ijacy, Carmo da Cachoeira, Conceição

do Rio Verde, Machado, Alfenas, Areado,

Candeias e São Francisco de Paula. O perfil médio

das lojas é de quatro checkouts e 400 metros de

área de vendas.

Com três veículos próprios, a maior parte do

abastecimento é entregue diretamente nas lojas

associadas. No mix, vão os itens de marca própria

de arroz, alho, batata palha, café e feijão. No curto

prazo, não há intenção de expandir o portfólio

dessas marcas próprias.

Grande melhoria

Segundo o presidente, a chegada da bandeira

Giroforte trouxe mais força para as lojas. “Temos

alguns casos em que a Rede propiciou uma

juLho de 2017

31


31º CONGRESSO E FEIRA SUPERMERCADISTA E DA PANIFICAÇÃO

17 a 19 de outubro 2017 | Expominas | Belo Horizonte | MG

Confirmada a campanha para incentivar negócios:

Sorteio de carro e prêmios

para quem fechar negócios na feira!

O QUÊ

- Negócios

- Relacionamento

- Inovação

- Atualização

- Lançamentos

- Fidelização

QUEM

- Supermercadistas

- Panificadores

- Indústrias

- Fornecedores

- Atacadistas

- Distribuidores

- Prestadores de Serviço

FOTOS MERAMENTE ILUSTRATIVAS

Fornecedor, confirme sua presença.

PATROCÍNIO OFICIAL

DIAMANTE E PALESTRAS:

PATROCÍNIO REUNIÃO / ALMOÇO DA DIRETORIA AMIS,

LIDERANÇAS DO SETOR SUPERMERCADISTA DE MINAS E ABRAS:

PATROCÍNIO PROMOÇÃO:

PATROCÍNIO SETORIAL:


COMO

Participando da

SUPERMINAS

53 PORQUE

430

650

62

340

1,7

MIL

PARTICIPANTES

EXPOSITORES

CIDADES DE

MINAS GERAIS

PALESTRAS,

TREINAMENTOS E

VISITAS TÉCNICAS

LANÇAMENTOS

DAS INDÚSTRIAS

BILHÃO DE

NEGÓCIOS

Consulte nossa Gerência Comercial: (31) 2122.0526 I e-mail: paulo@amis.org.br

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DIVULGAÇÃO:

REALIZAÇÃO:

REVISTA

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Série “Centrais de Negócios” [Giroforte]

grande melhoria de faturamento, quando a loja foi

reinaugurada com a nossa marca”, cita Carvalho.

“Temos casos também de empresários que através

da troca de informações melhoraram muito

a performance operacional, gerencial, contábil,

fiscal, etc.”.

A marca da Giroforte está estampada na

fachada de todas as lojas, o que, aliás, é uma regra

na Rede. Como também são padronizados os

folhetos de ofertas e as campanhas de marketing.

“Temos sempre a assessoria de uma agência de

marketing, que desenvolve os planos alinhados

às diretrizes da diretoria, que depois passam pela

apreciação de nossos associados para haver concordância

e ciência da maioria”, explica Carvalho.

“Procuramos fazer campanhas com um mix de

marketing bem variado, dando suporte às ações

desenvolvidas pela Rede nas lojas de todos os

nossos associados”.

Paradigmas

Na avaliação do presidente, com a abertura

do atacado, em 2014, a Giroforte está mais

preparada para aproveitar as oportunidades que

o mercado venha a oferecer. “Essa nova empresa

foi concebida através de muito estudo e quebras

de paradigmas. A padronização de fachadas também

foi um passo marcante e ocorreu na mesma

época. Nesse período em que estávamos dissecando

e implementando esses estudos, optamos

por não incluir novos associados e nos reorganizar.

Estávamos no plantio”.

Ainda segundo Carvalho, durante essa fase

de estudos e pesquisas, os diretores visitaram

muitas redes, como a Asscom, Cergran, Supervarejista

e Unissul, para trocar conhecimentos. “Fomos

muito bem recebidos em todas elas”, ressalta.

“Atualmente, estamos começando a colher frutos,

evoluímos como rede e como supermercadistas,

difundimos melhores práticas”, avalia.

Aberta

Nos últimos dois anos, a Rede incluiu mais

dois associados e continua aberta à adesão de ou-

34


Anuncie e faça bons negócios no

2º maior mercado

do setor supermercadista do Brasil.

EDIÇÕES ESPECIAIS

SETEMBRO OUTUBRO NOVEMBRO DEZEMBRO

TIRAGEM

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31º CONGRESSO E FEIRA SUPERMERCADISTA E DA PANIFICAÇÃO 31º CONGRESSO E FEIRA SUPERMERCADISTA E DA PANIFICAÇÃO 31º CONGRESSO E FEIRA SUPERMERCADISTA E DA PANIFICAÇÃO

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Série “Centrais de Negócios” [Giroforte]

tros supermercados na região. “Miramos empresários

do ramo que queiram crescer juntos com a

Rede, que tenham perfil cooperativista, isto é, que

sejam cooperadores também, e não queiram ser

apenas ajudados”, detalha o presidente. “Graças à

conduta de nossos associados, sempre tivemos a

característica de uma Rede muito sólida, transparente

e firme”.

A avaliação do presidente é que a Giroforte

conquistou muita credibilidade junto aos fornecedores

e trabalha sempre para melhorar esse vínculo

e relacionamento, que, avalia, são elos muito

importantes para a Rede funcionar bem. Ele disse

que esse é o momento, de agradecer aos fornecedores,

muitos deles parceiros comerciais desde a

fundação da Giroforte.

“Somente com parcerias muito sólidas

como as que temos, chegaríamos até aqui da

forma que estamos. Organizar-se como rede é

muito importante. Ajudarmos uns aos outros é

um ensinamento Divino, e essa é a nossa fun-

36


ção quando integramos um organismo como

esse. Ajudar para ser ajudado, plantar para colher”,

ensina.

Com essa filosofia, pode-se dizer com confiança

que a Rede caminha seguindo o bordão do

presidente. Sempre que se pergunta ao Bruno Dixini

como ele está, vem logo a resposta: “Firme e

forte”.

Associados

As empresas associadas à Rede Giroforte

atualmente são: Comercial Alvorada, de Campos

Gerais; Marques Supermercado, de Três Pontas; Super

Kiko, de Três Pontas; Supermercado Barreiros,

de Conceição do Rio Verde; Supermercado D’Élia,

de Alfenas; Supermercado Faria, de Varginha; Supermercado

JJ Morais, de São Francisco de Paula;

Supermercado Russi, de Carmo da Cachoeira; Supermercado

Tungas, de Ijaci; Supermercados Faria,

de Candeias; Supermercado Lacerda, de Areado;

SW Supermercado, de Santana da Vargem; Supermercado

Líder, de Machado, e Supermercado Freire,

de Perdões.

A homenagem dos parceiros fornecedores à Giroforte

juLho de 2017

37


Em dia com a AMIS [Sevar do Sul de Minas]

Para fortalecer

o setor

Sevar cumpre cada vez mais seu papel de fortalecer o segmento varejista

no interior e de promover o encontro com o fornecedor

Abaixo, o

vice-presidente

regional da

AMIS em Três

Corações, José

Roberto Moreira

Franco, durante

pronunciamento

de saudação aos

participantes

e autoridades

na abertura do

evento

O

13º Super Encontro Varejista (Sevar) do

Sul de Minas foi realizado em Varginha

nos dias 21 e 22 de junho e reforçou sua

importância para o desenvolvimento regional

do setor. O evento teve o apoio da Associação

Comercial, Industrial, Agropecuária e de Serviços

de Varginha (ACIV) e do Sebrae-MG. Com uma

programação diversificada, as atrações da grade

atenderam demandas de assuntos como técnicas

motivacionais, segurança do trabalho, redução de

perdas e sustentabilidade.

A primeira atividade do evento foi uma visita

técnica ao Supermercado GF, no Via Café Garden

Shopping. Como parte da visita, houve uma

apresentação de profissionais do GF, liderados

pelo gerente de Prevenção de Perdas, Nilson Júnior,

abordando temas como prevenção de perdas,

logística e manutenção. Em seguida os participantes

puderam conhecer o estoque da loja,

sob as orientações de Nilson Júnior.

No início da tarde, diretores da Associação

Mineira de Supermercados (AMIS) participaram

38


de um almoço num restaurante da cidade, onde

foram debatidos temas relativos ao setor.

Sustentabilidade empresarial

A primeira palestra do Sevar foi realizada pelo

administrador de empresas, especializado em Recursos

Humanos, Rafael Medeiros Filho, com o tema

“Acreditar e fazer: saia da multidão e faça a diferença”.

Na sequência, o gestor de Marketing do GF Supermercados,

Luiz Augusto Almeida, apresentou uma

palestra sobre sustentabilidade empresarial, na qual

mostrou os trabalhos da empresa nesta área.

A última atividade do primeiro dia no auditório

foi a solenidade oficial de abertura, com

a presença do superintendente da AMIS, Antônio

Claret Nametala; do vice-presidente regional

da AMIS em Três Corações, José Roberto Moreira

Franco, no posto de anfitrião do evento; do Secretário

de Estado Wadson Ribeiro e do supervisor

técnico do Sebrae, Arrison Tavares.

Secretário estadual

Depois da abertura oficial, os participantes

conheceram as novidades da Mostra de Fornecedores.

Uma dessas novidades para a região foi o

Circuito Mineiro de Compras Sociais, uma parceria

da AMIS com o Governo de Minas, por meio da Secretaria

de Estado Extraordinária de Desenvolvimento

Integrado e Fóruns Regionais (Seedif ). O

Secretário da pasta, Wadson Ribeiro, acompanhado

do superintendente da AMIS, Antônio Claret,

visitou os estandes e falou sobre o projeto.

“A importância fundamental é o que este

espaço tem propiciado a um conjunto de pequenos

produtores, pessoas que estão almejando seu

espaço no mercado, muitas vezes com ideias caseiras

que surgiram dentro de famílias. Eles têm a

noção de que com esse trabalho, com essa perseverança,

é possível inovar, e com a inovação é possível

fazer seus produtos chegarem a um número

cada vez maior de mercados”, ressaltou. Segundo

o Secretário, a parceria com a AMIS é muito importante

na geração de empregos, de renda e para o

desenvolvimento.

juLho de 2017

39


Em dia com a AMIS [Sevar do Sul de Minas]

“A AMIS é fundamental. Sem ela não seria

possível ter essa parceria. Afinal de contas ela está

enraizada em todo o estado de Minas Gerais com

grandes supermercados, grandes redes, e a partir

de contatos como este, as grandes redes podem

também descobrir novas mercadorias, novas propostas

e, quem sabe um dia, o mais breve possível,

(os pequenos expositores) possam ocupar as

gôndolas desses grandes supermercados, que eu

acho que é um sonho de quem está produzindo

e iniciando. É também uma vontade dos grandes

supermercados, que querem cada dia mais ter um

produto de grande qualidade que chegue à mesa

dos mineiros a um preço melhor e com mais qualidade”,

ressaltou.

NR 12

O segundo dia do Sevar começou pela

manhã, com a apresentação do auditor-fiscal do

Ministério do Trabalho Marcos Ribeiro Botelho falando

sobre as alterações recentes da NR 12 em

supermercados, açougues e padarias. Ele destacou

assuntos como alterações nos sistemas de

proteção de máquinas; fatiadores de frios e de carnes;

moedores, entre outros temas.

À tarde, a primeira palestra foi sobre o tema

“Mudar para perpetuar”, apresentada por Zanone

Campos, profissional com larga experiência no varejo

e na indústria do setor. Na palestra, Campos

enfatizou a necessidade de as pessoas se adaptarem

às mudanças e buscar soluções, sempre, para

resolução das questões do dia a dia, como forma

de crescimento profissional.

A palestra principal do segundo dia do Sevar

foi apresentada pelo superintendente da AMIS,

Antônio Claret Nametala. Com o tema “Gol de Placa:

sorte ou competência – inovação e coragem

como diferenciais em resultados”. Numa apresentação

bastante prestigiada, o palestrante, que é

psicólogo e especialista em Marketing e Gestão,

fez uma explanação sobre o comportamento humano;

coragem e preparo: competências essenciais

para a carreira de sucesso; e falou também de

desequilíbrio entre vida e sucesso.

40


Ele destacou a necessidade de o profissional

saber aproveitar as oportunidades. “Não adianta a

pessoa ter vários cursos, ser bem preparada se não

souber aproveitar as oportunidades que surgem”,

disse durante a palestra.

Parcerias e aprendizado

Não faltaram oportunidades, durante a

mostra de fornecedores, tanto para supermercadistas

quanto para expositores.

Sediada em Varginha, presente em 22 cidades,

a rede Maxsul, central de negócios com 28 lojas

associadas, levou ao Sevar cerca de 90% dos representantes

das empresas, segundo o presidente,

Danilo Pierroti. Ele disse que a direção da rede tem

buscado muita informação em todas as feiras de

supermercados, como o Sevar e a Superminas (17

a 19 de outubro, em Belo Horizonte), para o desenvolvimento

dos associados da rede.

“O proveito que a gente tira das feiras é exatamente

essa parceria com o fornecedor, é tê-lo

fazendo o marketing dele e o desenvolvimento do

produto dentro das lojas para crescermos juntos,

loja e fornecedor”, disse Pierroti. “As palestras também

são de fundamental importância para aquilo

que a gente busca, que é o desenvolvimento do

associado, sempre sair da zona de conforto e buscando

mais coisas para nosso cliente”.

“Um sucesso”

Ao fazer um balanço do que foi o Sevar, o

vice-presidente José Roberto agradeceu a presença

dos varejistas e atribuiu o desempenho

do Sevar a essa parceria dos colegas do setor. “A

gente considera que foi um sucesso, graças a essa

participação maciça de todos, que não mediram

esforços para estar presentes. O apoio foi dado.

Tenho que parabenizar a AMIS pela iniciativa de

fazer esse evento”, disse.

O Sevar do Sul vinha ocorrendo em São

Lourenço e, segundo o vice-presidente, realizá-lo

em Varginha foi muito acertado também. “Eu acho

que essa ideia do Claret (superintendente da AMIS)

de um evento itinerante, de fazer em Varginha,

em Lavras, em Alfenas, Três Corações... é uma boa

ideia. Ajuda a levar isso tudo (o Sevar) para cada

lado”, observa.

Ele ressaltou que é preciso que os associados

da AMIS, a diretoria e todo o setor participem cada

vez mais do evento. “Porque a gente faz isso é para

procurar reunir as lideranças na região e criar um

mercado forte no Sul de Minas, para que a gente

não sofra a concorrência de grandes redes aqui ou,

se sofrer, que a gente possa estar preparado igual a

elas também”, justifica. “É preciso fortalecer a nossa

união e o setor aqui no Sul de Minas, e esse é o grande

foco que é preciso ser dado ao Sevar”.

Empresas expositoras no Sevar do Sul 2017

Apreciare; Classic; Delícias do Trigo; Emifor; FN Distribuidora; Frigorífico Cruzeiro do

Sul; Gold Pão; Ice Bom; Itambé; Map Representações; Méliuz; P&G; Piraquê; Qualiseg; Quatá;

Sky – MGSat; Superglobo; Taurus; Trigo Arte & Cia; Tupguar; Ultrapão e Vilma Alimentos.

juLho de 2017

41


Em sintonia com o mercado [arroz e feijão]

42


arroz e feijão

A dupla dinâmica está de volta

O relato de supermercadistas, fornecedores e pesquisadores confirma: a mais

tradicional dupla brasileira está retomando seu espaço. Fique atento e aproveite

Fátima Peres

juLho de 2017

43


Em sintonia com o mercado [arroz e feijão]

N

ada menos que 12% de janeiro para cá.

Este é o dado registrado pelo proprietário

da rede Irmão Supermercados, Ary

Silva. A rede tem quatro lojas em Caratinga

(MG) e uma quinta em construção na mesma

cidade e constatou que os produtos da cesta

básica tiveram aumento do consumo que chegou

a 12% nos primeiros cinco meses de 2017.

"De A a E,

todos voltaram

a comprar"

“Como o arroz e o feijão estão dentro da

cesta básica, eles acompanharam esse índice”, afirma

Ary. O empresário conta ainda que o tíquete

comprova a afirmação. E não foram só as classes

de menor poder aquisitivo que voltaram a consumir

os dois alimentos. “De A a E, todos voltaram

a comprar. Percebemos também que os clientes

não buscam mais uma marca preferida, mas sim

aquela que está em oferta ou que tenha um preço

mais em conta”, ressalta.

A notícia que vem do interior de Minas bate

também com pesquisa recentemente divulgada

pela Universidade Federal de Goiás (UFG). Ela

mostra que o arroz e o feijão continuam firmes na

alimentação do goiano e do morador de Goiânia.

A pesquisa da UFG contou com o apoio da Empresa

Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa),

da Camil Alimentos, da Cippal Consultoria Júnior

e do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia

de Goiás.

44


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Em sintonia com o mercado [arroz e feijão]

Bolo de arroz

- 01 xícara de chá de arroz sepé

- 200 ml de iogurte natural

- ¾ de xícara de chá de óleo

- 04 ovos

- 01 xícara de chá de açúcar

- 50 gr de coco ralado

- 50 gr de queijo parmesão

- 01 colher de sopa de fermento em pó

Deixe o arroz de molho por 3 horas. Depois deste tempo,

transfira para o liquidificador e misture com o iogurte e o

óleo até dissolver o arroz sepé. Com o liquidificador ligado,

acrescente os 4 ovos, o açúcar, coco e queijo. Desligue

e misture 1 colher de sopa de fermento em pó e coloque

para assar.

Segundo Ary Silva, o consumidor que antes

ia ao supermercado uma vez por mês, agora está

com presença diária dentro das lojas em busca de

ofertas. Em suas quatro lojas, Silva comercializa

20 mil quilos de feijão por mês e 95 mil quilos de

arroz. Acompanhando o arroz com feijão, Ary diz

que os legumes mais baratos e em oferta também

constam na lista de compras dos clientes que ganhou

impulso nos últimos meses. E que os enlatados

e comidas prontas começaram a ser substituídos

pela refeição feita em casa.

Poderia ser maior

Principalmente no caso do feijão, houve

escassez de oferta por quebra de safras em 2015,

o que elevou em excesso seu preço, afastando

um pouco o consumidor. Somente a partir de

meados de 2016 que os preços do produto foram

baixando no campo e em toda a cadeia de

suprimento. Algo parecido aconteceu com o

arroz, mas não na mesma proporção do feijão.

Acredita-se que, caso a oferta e os preços tives-

46


Em sintonia com o mercado [arroz e feijão]

48


sem sido regulares em 2015 e no primeiro semestre

de 2016, é provável que a retomada do

consumo teria sido ainda maior.

Segundo o gerente comercial da rede

Rena Supermercados, sediada em Itaúna e com

lojas naquela cidade e em Divinópolis, Juatuba,

Mateus Leme e Oliveira, Rodolfo Aeraphe Mendes

da Silva, o tíquete médio do arroz e do feijão

agora estão estabilizados. ”Não houve um aumento,

mas também não diminuiu”, diz o gerente.

O crescimento de vendas do arroz agulhinha

tradicionalmente industrializado e do feijão carioca

registraram avanço na sua opinião, mas não

tão significativo como o do arroz integral.

Arroz integral

Ele conta que houve um crescimento no

consumo de arroz integral três vezes maior nos

últimos cinco anos e cerca de 3% a mais nas vendas

de pacotes de um e dois quilos. “O consumo

de arroz parbolizado reduziu cerca de 50%. Acredita-se

que as pessoas estão buscando produtos

alternativos”, avalia. A Rena conta com 11 lojas de

vizinhança, que somadas, totalizam 11 mil 500

metros quadrados de área de vendas. De acordo

com Rodolfo, somente o arroz e o feijão representam

aproximadamente 8% do volume de produtos

comercializados pelas lojas.

Fornecedores

“A comercialização da nossa marca Sepé

junto aos supermercadistas tem crescido de 8 a

10% ao ano. Só nesse ano de 2017, até o momento

já identificamos um aumento de 9%”, revela

Ênio Geraldo França, empresário do setor de arroz

na CeasaMinas, em Contagem (MG). Para toda Minas

Gerais, somente a sua empresa comercializa

aproximadamente 100 mil fardos (30 quilos cada).

Ele revela que, em função de maior participação

de sua empresa em várias edições do Sevar, da

AMIS, no Estado, as vendas só crescem. “Mas principalmente

em Belo Horizonte e nas regiões Oeste

e Norte onde nossa atuação ainda era pequena

estamos aumentando muito as vendas”.

Ênio França diz que além de comercializar

produto de qualidade, sua empresa mostra ao

consumidor o quanto o arroz é versátil. Não só

como base de uma refeição diária, como o almoço

ou jantar, por exemplo, mas para outros momentos

do dia, como um café da manhã ou tarde. As

receitas são várias e algumas podem ser conferidas

pelo leitor nesta edição de GÔNDOLA.

Pressuposto errado

Carlos Magri, pesquisador da Embrapa Arroz

e Feijão e coordenador da pesquisa realizada

em Goiás, disse que a intenção era descobrir

Na página ao lado,

lavoura de arroz no

Sul de Minas

Com mais de 50 anos de tradição no beneficiamento de

arroz, a Dickow Alimentos oferece a Linha Rei Arthur:

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e o sabor do mais puro arroz. Perfeitos para você que

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Em sintonia com o mercado [arroz e feijão]

Pudim de arroz

- 4 xícaras de arroz Sepé cozido na água

- 1 lata de leite condensado

- 1 lata de leite

- 4 ovos

- ¾ xícara de farinha de trigo

Calda

- 1 xícara de açúcar

- Água até dar o ponto

(Faça uma calda com o açúcar e a água)

Bata tudo no liquidificador e coloque na

fôrma com o fundo de calda.

Leve para assar em banho-maria.

como valorizar e aumentar o consumo da dupla,

partindo do pressuposto de que o hábito estava

sendo deixado de lado, na pequisa feita no final de

2016 e princípio de 2017.

“Partimos de premissas erradas, alardeadas

em redes sociais de que o consumidor está deixando

de comer arroz e feijão em detrimento de

junk food e outras combinações. Não é verdade.

Há um consumo maior de sanduíches e outras

comidas mais rápidas, mas a média aponta para

estabilidade no uso de arroz e feijão nas refeições”,

afirma Carlos Magri Ferreira.

De acordo com a pesquisa, o consumo per

capita de arroz por refeição em Goiás é de aproximadamente

69,5 gramas para todas as classes sociais

e o feijão de 25,8 gramas. A pesquisa aponta

ainda que, 75,1% dos goianos continuam fazendo

suas refeições em casa e quase 60% dos entrevistados

disseram que sentem necessidade de comer

arroz e feijão em pelo menos uma refeição no dia.

Nessa região do Brasil a variedade mais consumida,

88,9%, é o arroz branco polido, seguido

pelo parbolizado com 9,4% e, por último, o inte-

50


Em sintonia com o mercado [arroz e feijão]

"64% concordam em

pagar mais caro por arroz

e feijão produzidos em

sistema orgânico"

gral com 1,6%. Em relação ao feijão, 95,8% consomem

o carioca e 3,6% o preto. O preço e a marca

são fatores decisivos e fazem muita diferença para

o consumidor na hora de adquirir os produtos.

Dupla

O professor da Universidade Federal de

Goiás (UFG) e também um dos responsáveis pela

pesquisa, Reginaldo Figueiredo, revela que o levantamento

feito quantifica e qualifica as preferências

e os hábitos do consumidor e traz elementos que

podem ser aproveitados de diferentes maneiras e

por diferentes segmentos da cadeia produtiva, inclusive

por quem decide as políticas públicas.

“Algumas informações evidenciadas pela

pesquisa são de que o goianiense trata os dois

alimentos de modo associado e considera importante

comê-los ao menos em uma refeição diária,

além de reconhecerem que o arroz e o feijão têm

propriedades nutricionais benéficas à saúde”, diz

o professor. Outro dado importante revelado pela

pesquisa é de que 64,3% concordam em pagar

mais caro por arroz e feijão produzidos em sistema

orgânico, pois os consideram mais saudáveis.

Em Minas

De acordo com a Embrapa, a fim de ampliar

o conhecimento sobre as características de consumo

do cereal e da leguminosa no País, a equipe que

trabalhou na pesquisa elaborou também propostas

para fazer o mesmo levantamento no Maranhão,

Tocantins, Pernambuco, Mato Grosso, Minas Gerais,

São Paulo, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. O objetivo,

segundo Magri, é compor um panorama de

como o brasileiro vê o arroz com feijão dentro da

perspectiva abrangente de progressiva mudança

de crescimento e envelhecimento da população,

redução do número de filhos por família, participação

das mulheres no mercado de trabalho, maior

acesso à informação, dentre outros.

Ainda em relação ao consumo de feijão, o

diretor executivo da Alnutri Alimentos, Rodrigo

Cardoso afirma que, de maneira geral, a percep-

52


Produtos que

completam

a vida.

A receita de sucesso da Alnutri é

fornecer alimentos que completam.

Completam as refeições dos brasileiros com uma

diversidade de produtos práticos e saudáveis.

Completam as reuniões em família com sabores

que ficam nas lembranças mais gostosas.

Completam as suas prateleiras com a tradição e

qualidade que nutre a confiança dos seus clientes.

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negócio e gera resultados que você nota na ponta do lápis!

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Em sintonia com o mercado [arroz e feijão]

Rocambole de arroz

- 2 xícaras de arroz Sepé

- 1 xícara de leite

- 1 xícara de óleo ( menos 2 dedos)

- 3 ovos

- 1 colher de sopa de fermento em pó

- 3 colheres de sopa de farinha de trigo

- 1 cubo de caldo de galinha

Bata tudo no liquidificador e coloque em um tabuleiro

untado. Asse até começar a dourar a borda. Recheio a

gosto.

ção da empresa é de que ele vem aumentando

a cada dia. “Acreditamos que isso se deva tanto à

queda do poder aquisitivo da população quanto

ao retorno dos consumidores a uma alimentação

mais saudável, mais natural, preparada de maneira

mais equilibrada”, destaca. E completa: “mesmo

com a crise que se instalou no País, não notamos

nenhuma queda nas vendas nessa categoria, pelo

contrário”.

Safra

Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento

(Conab) em relação à safra 2016/2017, a

colheita de arroz está em fase final e com condições

climáticas favoráveis ao longo de todo o ciclo,

o que deve resultar em mais de 12 milhões de

toneladas de produção.

Feijão primeira safra: colheita concluída

e produção de 1,39 milhão de toneladas, sendo

857,4 mil toneladas de feijão comum cores, 318,2

mil toneladas de feijão comum preto e 210,9 mil

toneladas de feijão-caupi. Feijão segunda safra: o

acréscimo de área nessa safra e as boas expectativas

de produtividades resultam numa safra de

1,31 milhão de toneladas. A produção deverá ser

de 639,4 mil toneladas de feijão comum cores,

208,6 mil toneladas de feijão comum preto e 460,1

mil toneladas de feijão-caupi.

Ou seja, os dados da Conab, tanto em relação

à produção, quanto ao consumo dos dois

produtos tiveram aumentos importantes na safra

2017/2016 em relação à de 2016/2015. Dados

que só comprovam que a dupla arroz com feijão

ainda faz parte da tradição alimentar do brasileiro

de todas as classes sociais e que não há risco

de escassez neste ano. E o que pode mudar de

uma para a outra são as opções que o mercado

varejista coloca à disposição do consumidor que

54


Em sintonia com o mercado [arroz e feijão]

56


usca, não só um alimento saudável, mas outras

experiências gastronômicas.

Mix

A rede Supermercados Verdemar, em Belo

Horizonte, atenta aos novos hábitos do consumidor

que busca novidades gastronômicas, coloca à

disposição em suas gôndolas um número expressivo

de opções desta dupla tradicional brasileira.

No caso específico do arroz, no Verdemar é possível

o cliente encontrar além dos tipos tradicionais

polidos, diversas opções de arroz como, por exemplo,

o tipo arbóreo, orgânico, negro, vermelho,

aromático, para sushi, risoto, carnaroli, vitaminado,

integral, com funghi, com curry, com evas, à grega,

entre outros. Já o feijão, a opção pode ser para o

preto, branco, jalo, carioquinha, roxo, rosinha e fradinho,

só para citar os mais tradicionais.

Estar atento ao comportamento dos consumidores

e oferecer a eles o que estão procurando

são dicas que os supermercadistas, mais afinados

com as mudanças, devem ficar atentos. Valorizar a

exposição desses itens de maneira que o cliente

possa enxerga-los mais facilmente, além de estarem

juntos com outros produtos que tenham

entre si relação direta de consumo, destacando-os

entre os demais ou seja, utilizando-se da conhecida

técnica do cross merchandising.

Atualmente o arroz, principalmente, não é

mais visto somente como a base da refeição. É sabido

que muitos chefs de grandes restaurantes já

o tratam como a estrela principal. E, porque não

mostrar ao seu cliente que ele também pode ser

um grande chef? Publique receitas nas peças publicitárias

que são distribuídas pela sua empresa

e ofereça ao consumidor uma experiência prática

de como transformar um simples arroz em um

prato gourmet de dar água na boca.


Série “Os Sucessores” [Gustavo Franco, do GF Supermercados]

Um líder servidor

e de vanguarda

Adenilson Fonseca

E

m setembro próximo vai nascer Clara, filha Ele é Gustavo João Roberto Gorgulho

de “um homem de 38 anos, feliz e evoluindo

como pessoa”. Um sujeito amigo, que frente do Grupo GF Supermercados, sediado em

Franco, que há exatos dez anos atua na linha de

procura ouvir bastante e não julgar as pessoas.

Ele é graduado em Ciência da Computação, pelo pai, José Roberto Moreira Franco. “Cheguei

Três Corações, no Sul de Minas, empresa fundada

com mestrado na mesma área, ambos pela Universidade

Federal de Minas Gerais (UFMG). Tem, área de computação. Assim, comecei estruturan-

à empresa com 28 anos e alguma bagagem na

ainda, especialização em Gestão de Negócios pela do processos, definindo indicadores, melhorando

Fundação Dom Cabral (FDC). Embora já tenha o planejamento e com foco em profissionalizar a

sido professor de computação na PUC Minas e ter empresa”, disse o hoje co-presidente do GF, que

passado 11 anos na UFMG, nunca teve sonhos de fala mais da sua vida pessoal e profissional a seguir,

inclusive da forte atuação da empresa na

carreira a longo prazo e sempre pensou em metas

dentro de no máximo cinco anos.

área socioambiental.

José Roberto

Moreira Franco e

o filho Gustavo

João Roberto

Gorgulho Franco

58


GÔNDOLA: Quem é o Gustavo Franco na vida particular?

Gustavo: Um homem de 38 anos, feliz e evoluindo

como pessoa. Sou casado há nove anos com Poliana

e tenho quatro filhos: Davi e João, com 6 anos

(gêmeos), Maria com quase 3 anos e Clara, ainda na

barriga, que vai nascer em setembro.

GÔNDOLA: Você parece uma pessoa muito tranquila,

muito calma. Como é seu jeito de ser no dia a dia?

Gustavo: Amigo, procuro ouvir bastante as pessoas e

não julgar. Com certeza erro bastante, mas me preocupo

sempre em buscar empatia pelo próximo.

GÔNDOLA: Como você é em família?

Gustavo: Valorizo muito a família e procuro ter tempo

para meus filhos. Assim como na empresa, busco

ser um líder servidor.

GÔNDOLA: Tem irmãos? Quantos?

Gustavo: Tenho duas irmãs: Camila, dois anos mais

velha, e Tarcila, quatro anos mais nova.

GÔNDOLA: Elas também estão na empresa?

Gustavo: Não. As duas são sócias numa loja de roupas

e acessórios para bebês e crianças em BH. A loja

se chama Buá BH.

GÔNDOLA: Você estudou muito. Qual é a sua formação

acadêmica?

Gustavo: Sou graduado em Ciência da Computação,

tenho um mestrado na mesma área pela UFMG e tenho

uma especialização em Gestão de Negócios pela

Fundação Dom Cabral (FDC). Tenho também cursos

de desenvolvimento pessoal, principalmente ligados

à Antroposofia (estudo da natureza humana e da

moral). Enquanto trabalhava com computação fui

professor na PUC e fiquei 11 anos na UFMG entre graduação,

mestrado e trabalhando num laboratório de

engenharia de software.

"Valorizo muito a

família e procuro ter

tempo para meus

filhos"

juLho de 2017

59


Série “Os Sucessores” [Gustavo Franco, do GF Supermercados]

60

GÔNDOLA: Qual seria o sonho ou projeto de vida na

carreira, se não fosse no GF?

Gustavo: Nunca tive sonhos de carreira muito distantes,

sempre pensei em no máximo cinco anos

para frente. O GF aconteceu naturalmente, vendo

a necessidade do meu pai em dar continuidade ao

sonho dele de empresa. Ela foi criada para ser o ganha-pão

de algumas famílias, cresceu e evoluiu com

o objetivo maior de transformar as pessoas e apoiar

a sociedade.

GÔNDOLA: Quando você começou na empresa?

Gustavo: No dia 10 de julho de 2007.

GÔNDOLA: Que funções ou cargos exerceu no GF?

Gustavo: Cheguei à empresa com 28 anos e alguma

bagagem na área de computação. Então, comecei

estruturando processos, definindo indicadores, melhorando

o planejamento e com foco em profissionalizar

a empresa. E desde o início conduzi o planejamento

estratégico da empresa.

GÔNDOLA: E hoje, qual é o seu cargo?

Gustavo: Co-presidente.

GÔNDOLA: Quando começou a sua atuação mais

direta na direção da empresa?

Gustavo: Nos primeiros sete anos atuava com atividades

mais operacionais, de “chão de loja”. Há três

anos mudei, com maior dedicação às atividades administrativas

e estratégicas da operação. Mas acho

que ainda gasto uns 20% do tempo resolvendo tudo

quanto é tipo de problemas.

GÔNDOLA: Que fato motivou essa maior dedicação

à empresa?

Gustavo: A dedicação sempre foi total. Inicialmente,

precisava estruturar processos e indicadores de controle

nos setores operacionais mais importantes, como

operação de loja, marketing, logística, controle de estoque

e prevenção de perdas. Tendo esses números na

mão e pessoas de confiança à frente de cada setor, naturalmente

direcionei para a parte mais administrativa,

ajudando da mesma forma, com processos e indicadores,

nos setores financeiro, contábil, RH, comercial

e controladoria. Assim, o GF está deixando de ser uma

empresa familiar, que depende do fundador, para ser

uma empresa profissionalizada e com gestão familiar,

com capacidade de crescer sozinha.


SUPER ENCONTRO VAREJISTA 2017

Juiz de Fora

16ª EDIÇÃO ZONA DA MATA

16 e 17 de AGOSTO

SUPER ENCONTRO VAREJIS

Juiz de Fora

16ª EDIÇÃO ZONA DA MATA

SUPER ENCONTRO VAREJISTA 2017

Juiz de Fora

16ª EDIÇÃO ZONA DA MATA

Capitólio Eventos

AV. DEUSDEDIT SALGADO Nº 4088 - TEIXEIRAS

• Visita Técnica: Bahamas

Objetivo: Conhecer os processos de gestão e operação das

áreas de logística, manutençao e prevenção de perdas.

• Palestra:

Sustentabilidade Empresarial na Prática

Palestrante: Luiz Augusto Reis Almeida

• Palestra Magna:

ACREDITAR E FAZER: Saia da Multidão e Faça a Diferença

Palestrante: Rafael Medeiros Filho

• Workshop:

Alterações Recentes da NR 12 em Supermercados,

Açougues e Padarias

Palestrante: Marcos Ribeiro Botelho

• Palestra

Mudar para Perpetuar

Palestrante: Zanone Campos

• Palestra Magna

Gol de Placa: Sorte ou Competência -

Inovação e Coragem como Diferenciais em Resultados

Palestrante: Antônio Claret Namelta

• Feira Mostra de Fornecedores: venha conhecer os lançamentos e fazer negócios.

Vem Aí...

CONGRESSO E FEIRA SUPERMERCADISTA E DA PANIFICAÇÃO

Venha e traga sua equipe

OUTUBRO - 17, 18 e 19

Expominas - Belo Horizonte - MG

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Telefone: 31 - 2122.0500


Série “Os Sucessores” [Gustavo Franco, do GF Supermercados]

GÔNDOLA: Qual foi a maior importância da sua chegada

à empresa, na sua avaliação?

Gustavo: Minha maior contribuição, até o momento,

foi dar mais anos de presidência a meu pai, para ele

poder estar à frente do GF com menos peso nas costas.

Desta forma consegui aprender sobre o negócio,

entender a cultura da empresa, ganhar a confiança

das pessoas e desenvolver minha liderança de maneira

natural.

GÔNDOLA: Que mudanças você motivou ou implantou

na empresa?

Gustavo: Além do foco na profissionalização já citado

anteriormente, o encaminhamento da empresa

para a transformação digital. O GF já tinha em seu

DNA o gosto por tecnologia, mas eu turbinei um

pouco isso, e hoje somos referência em inovação,

não somente na área tecnológica, mas também em

sustentabilidade empresarial.

GÔNDOLA: Como é a relação com os diretores da primeira

geração? Há conflitos ou é tranquila?

Gustavo: Tranquilo, pois somos somente meu pai

e eu. Pensamos de forma divergente em diversos

momentos, mas sabemos respeitar o espaço um do

outro, e a convivência tem sido bastante benéfica à

empresa.

GÔNDOLA: Como você avalia a ascensão de vários

jovens sucessores hoje aos cargos estratégicos e de

chefia nas empresas supermercadistas?

Gustavo: No desenvolvimento das empresas familiares,

que é o caso predominante no setor supermercadista,

esta ascensão é natural. Algumas empresas

não buscam a profissionalização e acabam se perdendo

na terceira ou até mesmo na segunda geração,

mas as que evoluíram e continuam crescendo

precisam de sangue novo na direção, senão vão ficar

pra trás.

GÔNDOLA: O que isso traz de mudanças no setor?

Gustavo: O mercado de consumo está mudando

cada vez mais rápido e vejo como necessário às empresas

terem pessoas que entendem essas mudanças

na linha de frente. É fundamental mesclar gerações

na tomada de decisão do dia a dia, pois assim a

estratégia da empresa consegue abranger visões

de mundo diferentes e a chance de acerto é muito

maior.

GÔNDOLA: Eticamente, o que você pensa sobre o

empresariado hoje?

Gustavo: Bastante variado. Existem ainda alguns

empresários “lava-jato”, que pensam apenas no seu

umbigo, mas isso está mudando. Acho que a grande

maioria sempre pensou de maneira coletiva, senão o

País não teria caminhado. Penso que fazer o bem é

sempre o caminho, e trabalhar por uma sociedade

melhor é o que leva todos nós ao sucesso empresarial.

Falando do empresário de supermercado, vejo

os últimos anos da Abras, sob a gestão do presidente

62


SUCESSO EM

MONTES CLAROS

SUPERMERCADOS EM DEBATE

184 participantes

12 patrocinadores

e expositores

Participação de

21 cidades

Fornecedores e

Supermercadistas,

participem!

30de agosto

POÇOS DE CALDAS

Local: Espaço Cultural da Urca -

Praça Getúlio Vargas, s/n -

Centro - Poços de Caldas

Sorteio de Brindes

para participantes

presentes em todas as

apresentações

15 MARÇO

CARATINGA

Esta é uma oportunidade estratégica de relacionamento

e atualização para líderes do setor, proprietários, gerentes,

colaboradores, compradores e fornecedores.

Acreditando no potencial do trade supermercadista em

Minas Gerais, a AMIS vai ao encontro do empresariado do interior,

fortalecendo sua atuação e abrindo novas perspectivas de

negócios com quem faz a diferença no interior mineiro.

Composto de palestras, painéis e circuitos de negócios, o

evento Líderes do Varejo debate temas de interesses estratégicos

e institucionais do setor.

PROGRAMAÇÃO/2017

17 MAIO 13 JUNHO 30 AGOSTO

UBERABA

MONTES CLAROS

POÇOS de CALDAS

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INFORMAÇÕES E INSCRIÇÕES: 31 - 2122.0526

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Série “Os Sucessores” [Gustavo Franco, do GF Supermercados]

Fernando Yamada (2013 a 2016), como muito importantes

para a união do setor em prol de objetivos

que realmente trazem crescimento estruturado. Principalmente

na atuação junto ao governo pelas reformas

trabalhista e tributária. Acredito que colheremos

frutos deste trabalho em breve.

GÔNDOLA: Como você acha que deveria ser e como

avalia seu papel, sua atuação como empresário?

Gustavo: Identifico-me 100% com a missão do GF,

que é “Oferecer produtos e serviços de qualidade

com foco no atendimento aos clientes e na evolução

dos colaboradores, sendo sustentável e se

relacionando de forma positiva, integrada e transformadora

com seus diversos públicos.” Meu papel

como empresário é o de liderar uma empresa associativa,

que promove relacionamentos positivos em

todos os seus pontos de contato: clientes, colaboradores,

fornecedores, concorrentes, setor público,

acionistas, meio ambiente, etc. e apoia o desenvolvimento

da sociedade.

GÔNDOLA: Como você avalia o “trabalho social”,

hoje muito exigido das empresas?

Gustavo: Posso falar com orgulho que o GF é referência

neste assunto. Na juventude eu nunca fui

idealista, de lutar por uma causa, mas como empresário

sou um empreendedor social. Para mim, só faz

sentido ter empresas que atuem por um bem maior,

apoiando a comunidade e ajudando a preservar o

meio onde vivemos. Sustentabilidade precisa fazer

parte da estratégia das empresas, não pode ser só

compliance ou marketing. Empresas que não evoluírem

neste caminho estão fadadas a morrer ou a

serem vendidas num futuro próximo.

GÔNDOLA: O Grupo GF tem algumas ações nesse

sentido...

Gustavo: Sim. Temos diversos projetos, que posso

listar:

- Projeto Quatro Cantos, que tem como objetivo auxiliar

na formação de crianças, adolescentes e idosos.

Levar opções de lazer, educação e cidadania para os

moradores;

- Projeto Semeadores, que auxilia educadores, crianças

e adolescentes na criação de hortas nas escolas.

A ideia principal é auxiliar os alunos na construção

da responsabilidade com a natureza e com a alimentação

saudável, além de criar o conceito de que

tudo aquilo que se planta no presente é a colheita do

futuro;

- Ecobanda, cuja proposta é criar uma banda de

música feita com material reciclável, em sua grande

maioria proveniente do supermercado, e ser uma alternativa

de aprendizado para crianças;

- Ecocena, que é a continuação da Ecobanda, mas

com enfoque teatral. O intuito é dar prosseguimento

na formação cidadã e artística das crianças;

- Projeto Gente Fina, focado na saúde e bem-estar

dos colaboradores da rede GF. A proposta é inserir no

dia a dia dos funcionários hábitos mais saudáveis,

64


Supermercadista:

juntos podemos defender,

com mais efetividade,

os interesses do segmento.

Fale com a gente e seja um associado AMIS.

RELACIONAMENTO,

ATUALIZAÇÃO E NEGÓCIOS

SUPERMINAS - Congresso e feira supermercadista e da

panificação

SEVAR - Super Encontro Varejista no interior de Minas

LÍDERES DO VAREJO - encontro dos líderes do interior

de Minas Gerais para fortalecer o trade supermercadista

DNS - Um reconhecimento aos melhores fornecedores /

parceiros

TGN - Os destaques do ano setor supermercadista

CONVÊNIOS

Seguro empresarial contra incêndio e queda de raio/

explosão de qualquer natureza

Belo Dente Odontoplano a melhor operadora

exclusivamente odontológica de grande porte do Brasil

PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS

Indicação de prestadores de serviço para diferentes ações:

layoutização e montagem de loja, consultoria de RH,

marketing e financeiro, tributário, entre outros

COMITÊS

Prevenção de perdas, jurídico, tributário, segurança

alimentar, sustentabilidade e RH

CÂMARA DE FORNECEDORES - diálogo e a busca de

consenso em torno de ideias que contribuam para o

crescimento do setor supermercadista em Minas Gerais

TREINAMENTO

G10 - Formação e reciclagem do corpo gerencial

Cursos Mensais - Práticos, rápidos e eficientes

Fórum - Debates estratégicos sobre temas relevantes

Cursos In Company - Sob medida e realizados no

ambiente de trabalho das empresas

Cursos a distância (EAD) - Aprimoramento do

conhecimento com baixo custo e horário flexível

ASSESSORIA JURÍDICA

Consultorias nas áreas cível, trabalhista, consumidor e

tributário

Informações estratégicas via e-mail, para orientar

decisões no dia a dia

Defesas administrativas atuações específicas e

pontuais

INFORMAÇÕES DO SETOR

Revista Gôndola - cobertura completa do setor

supermercadista

Informativo online - com informações de alta

aplicabilidade na operação de loja

Portal AMIS - tudo sobre o universo supermercadista

em tempo real

Departamento de Relacionamento e Projetos Especiais:

31-2122.0500 | relacionamento@amis.org.br


Série “Os Sucessores” [Gustavo Franco, do GF Supermercados]

como a prática de exercícios físicos e uma alimentação

balanceada, para que todos tenham mais qualidade

de vida;

- Projeto Alegria na Escola, que leva diversão a alunos

e pais durante todo o sábado;

- Projeto Lixo Zero, pelo qual todo o lixo gerado nas

lojas do GF vai para reciclagem ou compostagem,

sendo zero descartado na natureza.

Além destes, vamos buscar a certificação LEED (certificação

para construções sustentáveis), de loja verde,

para todas as novas unidades que construirmos daqui

para frente. E por aí vai...

GÔNDOLA: Como está o Grupo GF hoje?

Gustavo: O GF tem 12 lojas, um atacado distribuidor

de mercearia seca e de hortifrutigranjeiros e 1.065

colaboradores. O faturamento em 2016 foi de R$ 456

milhões*

GÔNDOLA: Como estão as projeções de investimentos?

Gustavo: Em 2017, estamos investindo R$ 8 milhões

em uma nova loja e em pequenas reformas de outras

unidades. Em 2018, vamos investir R$ 16 milhões em

mais uma loja nova, em reformas e vamos construir

também uma usina solar fotovoltaica.

GÔNDOLA: Fale um pouco mais sobre essa usina...

Gustavo: Vamos fazer 12 micro usinas, colocando

placas solares no telhado das lojas e fazer duas usinas

solares de chão na zona rural de Três Corações.

No total, vamos gerar 3,2MW de potência. Isso será

suficiente para suprir nossa necessidade de energia

elétrica hoje. A energia gerada será disponibilizada

na rede da Cemig e iremos gerar crédito para abater

nas contas de luz. Como temos sustentabilidade

enraizada em tudo que fazemos, esta será mais uma

ação que trará benefício financeiro, porque se paga

em oito anos e, principalmente, benefício para a natureza,

pois estaremos usando uma energia limpa e

100% renovável.

GÔNDOLA: Como está o e-commerce, uma novidade

da empresa?

Gustavo: Lançamos nosso e-commerce em Varginha,

no dia 30 de maio, e estamos tendo boas respostas

dos clientes. Não fizemos uma divulgação

forte porque ainda estamos em fase de teste, com

alguns usuários mais próximos do GF. A partir de julho,

pretendemos crescer rapidamente e atingir em

três meses 5% das vendas da loja. Até o final do ano

levaremos para as outras cidades onde atuamos.

GÔNDOLA: O GF tem uma parceria com o Méliuz...

Gustavo: O Méliuz é uma aposta que está se mostrando

promissora. Fomos o primeiro supermercado

do Brasil a devolver dinheiro de volta na conta

bancária dos clientes. Com este forte apelo de dar

dinheiro de volta, estamos conseguindo patamares

expressivos de identificação de compras, chegando a

80% em algumas lojas.

GÔNDOLA: O que mais?

Gustavo: No início da entrevista disse que sou feliz,

pois para mim “felicidade é quando o que se pensa,

o que se fala e o que se faz estão em plena harmonia”

(Gandhi).

66

* No ranking da Abras o faturamento informado é de R$ 297.451.029, porém Gustavo

esclarece que a empresa não informa o faturamento do atacado para a pesquisa.


A homenagem dos parceiros fornecedores

ao jovem Gustavo Franco

juLho de 2017

67


Em sintonia com o mercado [Cortes temperados]

A conveniência

está em alta

Os cortes temperados estão ganhando espaço entre as carnes.

Os consumdiores agradecem

Amanda Santos

S

aborosos e práticos, os cortes temperados

ampliaram seu espaço nos supermer-

a esses produtos é ainda maior, pois eles optam por

Entre os consumidores mais jovens a adesão

cados. Além de agradarem ao paladar, a alimentos de preparo mais rápido e produtos de boa

conveniência de estarem semiprontos, a relação custo-benefício. Sejam congelados ou frescos,

embalados a vácuo ou mesmo em bandejas, são

fartura de versões e a crescente “gourmetização”

de vários segmentos de consumidores, são fatores levados pelos jovens para os eventos sociais que organizam

e pelos casais em início de vida a dois para

que sustentam a tendência verificada nas gôndolas

refrigeradas das seções de açougue.

solucionar o desafio da refeição do dia ou da noite.

68


Fotos Ignácio Costa

juLho de 2017

69


Em sintonia com o mercado [Cortes temperados]

A rede de

supermercados

Verdemar

tem em seu

sortimento galeto

de produção e

marca próprias,

fiel ao tempero

do mesmo prato

que serve nos

restaurantes de

suas lojas

Um dos cortes temperados mais antigo do

mercado, e que continua firme em demanda, é

aquele em que todo o frango está seccionado em

pequenos pedaços, à moda passarinho, temperado.

Segundo a Kantar, o frango à passarinho temperado

representa, sozinho, 4,2% do volume de

carne de frango congelada no mercado. Em 2016

registrou crescimento de +34,7% (variação) em volume,

impulsionado pela conquista de 0,8% novos

lares compradores (segmento hoje presente em

18,8% dos lares brasileiros) e principalmente pelo

incremento expressivo na frequência de compras

do consumidor, chegando a 2,3 idas ao ponto de

venda no período.

O primeiro diz respeito aos equipamentos

refrigerados de exposição. Todos parecem iguais

entre si e, por isso, é importante oferecer uma boa

sinalização aérea que permita ao consumidor encontrar

mais facilmente o que deseja.

Outro passo: organizar a apresentação. Isso

traz conforto visual. É comum que as pessoas peguem

e devolvam pacotes de cortes congelados

nos freezers durante a escolha do item. É bom escalar

um funcionário para periodicamente avaliar

a arrumação dos itens e não deixar que fique bagunçado.

Além do que, muitas vezes esses itens

são devolvidos em locais diferentes, confundindo

o consumidor e gerando perdas.

Praticidade

Camila Pacheco, sócia-diretora da Blue

Numbers Consultoria, explica que os cortes congelados

para o consumidor representam praticidade,

um benefício que deve ser percebido já na

experiência de compra. Para ela, alguns pontos

importantes para o sucesso de vendas desses produtos

devem ser observados.

Degustação

Não se esqueça da atenção às etiquetas, recomenda

a consultora. Em ambientes úmidos elas descolam,

mancham ou rasgam. Vale a pena também

planejar ações de degustação. Ao provar o tempero

dos cortes em promoção, o consumidor certamente

ficará entusiasmado com o sabor, além de contente

pela atenção que está recebendo na loja.

70


PRODUTOS PLENA FÁCIL.

Tempere suas vendas

com essas delícias.

Leve agora mesmo essa novidade para o seu PDV. Os produtos da linha Plena Fácil já vêm temperados e

estão conquistando consumidores de todo o Brasil pela qualidade e praticidade no preparo. Prepare-se para

dar o toque de chef que faltava nas suas vendas.

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Em sintonia com o mercado [Cortes temperados]

Por exemplo: uma promotora com uma

mini churrasqueira elétrica pode alavancar bastante

a venda de itens congelados. O cuidado é no

preparo, para não correr o risco de oferecer carne

crua, o que pode causar intoxicação alimentar e

outros problemas sanitários.

Atenção ao mix complementar. Bolsas térmicas

são excelentes itens para geração de venda

complementar, e podem, inclusive, ser ofertadas

atreladas a promoções específicas. Em datas comemorativas,

livros de receitas e embalagens chamativas

(no caso das aves) também se mostram

bons estímulos visuais em PDV, diz a consultora.

Mais cuidados

Luiz Muniz, sócio-fundador da Telos Resultados,

explica que alguns cuidados devem ser

adotados pelo supermercadista. Para bovinos e

suínos, a dica é ter sempre os congeladores com

capacidade de refrigeração e armazenamento suficientes,

tanto no estoque como na área de vendas,

mantendo sempre ligados mesmo durante o

período que a loja estiver fechada, para manter as

características originais do produto.

Quando fizer degustação, é bom montar

ilhas de produtos correlatos à ação realizada, incluindo

os ingredientes para as receitas e até bebidas

específicas, como vinhos. Para aves, ter no

mix linha de produto congelado individualmente

é mais bem aceita, por ser possível fracionar a

porção.

Mix

Laurindo Protti, do Supermercado Paranaíba,

em Belo Horizonte, conta que o mix de temperados

da loja oferece os cortes básicos de frango e

alguns de suínos no autosserviço, além de outros

cortes a granel, neste caso incluindo a costela bovina

também temperada.

De acordo com ele, a exposição a granel

é feita em acrílicos no balcão de atendimento,

usufruindo das cores dos temperos, com ofertas

nos tabloides e cartazes. Além disso, o cross merchandising

com produtos na ilha dos congelados,

72


Um frango tão especial

que vai se vender naturalmente.

A linha nat. Verde é perfeita para quem procura um frango

mais saudável. São frangos criados de uma forma toda especial.

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natoficial


Em sintonia com o mercado [Cortes temperados]

balcão de açougue, molhos especiais e farofas é

uma boa oportunidade para alavancar o ticket

médio.

Laurindo conta que havia certo tabu em relação

aos cortes temperados, pois outrora a sensação

era de reaproveitamento. “Com o tempo, a

venda vem crescendo e ganhando credibilidade,

principalmente pela praticidade. Os campeões

de venda na loja são o frango, partindo de frango

à passarinho à coxinha de asa, os cortes suínos e

bovinos”, diz.

Gourmet

Na rede que é uma das referências nacionais

em lojas gourmet, a Verdermar, os cortes temperados

estão entre as mais de 70 referências que o

74


Em sintonia com o mercado [Cortes temperados]

responsável Guilherme Ramos cita somente para

os bovinos, cujo mix é composto de cortes à vácuo:

bifes, cortes com osso e os temperados. Vale

dizer que a rede tem temperados também entre

aves e suínos.

Seu galeto temperado, fresco e pronto para

assar, preparado pela indústria própria da rede já

foi reconhecido por críticos de gastronomia e utiliza

a mesma receita dos parrileiros do restaurante

do Verdemar.

Ramos lembra que a decisão da compra de

carnes é extremamente visual, então as ações nessa

categoria estão diretamente ligadas a uma boa

exposição dos cortes e sua qualidade, já que não

adianta ter um bom preço se a carne não tiver um

aspecto saudável.

para saber mais

• Supermercado Paranaíba: (31) 3468-7718

• Supermercado Verdemar: (31) 2105-0101

76


jurídico

Izabela Vasconcelos Ribeiro [ Assessora Jurídica AMIS ]

Produtos pré-medidos

Você, supermercadista, sabe o que é?

P

roduto pré-medido é todo produto embalado

e medido sem a presença do consumidor e em

condições de comercialização. Alguns produtos

pré-medidos possuem padronização estabelecida

por lei, como é o caso dos produtos listado na tabela

abaixo:

PRODUTO

Açúcar

branco

Arroz,

excluindo

pratos

preparados

Café (todos),

excluindo os

solúveis

CONTEÚDOS

LÍQUIDOS

PADRONIZADOS

100 g - 200 g - 250 g -

500 g

1 kg - 2 kg - 5 kg

100 g - 125 g - 200 g -

250 g

500 g - 1 kg - 2 kg -

5 kg

250 g - 500 g e 1 kg

CONTEÚDOS

LIVRES

abaixo de 100 g

e acima de 5 k g

acima de 5 kg

abaixo de 200 g

e acima de 1 kg

O Conteúdo Nominal (Qn), ou Conteúdo Líquido (Ql),

é a quantidade do produto declarada na rotulagem da embalagem,

excluindo a mesma (embalagem) e qualquer outro

objeto acondicionado com esse produto.

Sendo assim, a apresentação da indicação quantitativa

do conteúdo liquido de um produto pré-medido deve

constar na rotulagem da embalagem, ou no corpo dos

produtos, na vista principal, e deve ser de cor contrastante

com o fundo onde estiver impressa, de modo a transmitir ao

consumidor uma fácil, fiel e satisfatória informação da quantidade

comercializada.

Os supermercados têm a peculiaridade de fracionar

produtos, tendo em vista que alguns produtos vêem da indústria

na embalagem primária, com peso de 20kg, 30kg,

entre outros, e com isso cabe ao comércio fracionar em porções

menores que atenda ao consumidor final.

Ao realizar estes fracionamentos, os supermercadistas

devem ficar atentos para a correta indicação quantitativa

do conteúdo líquido desses produtos.

Ao fracionar presunto, muçarela, mortadela, carnes e outros

produtos similares, é necessário descontar a tara, que é a

diferença entre o peso bruto e o peso líquido, descontando, ao

pesar, a bandeja, prato, embalagem ou filme plástico.

Os produtos de hortifruti, quando embalados, tornam-se

produtos pré-medidos e tal informação de pesagem é obrigatória,

como por exemplo: quiabo na bandeja, repolho com filme

plástico, brócolis na bandeja ou com filme plástico, entre outros.

Além dos produtos citados acima, é realizado o fracionamento

de azeitonas, pêssego em calda, cereja em calda e outros

similares. No rótulo desses itens deve conter a informação

do peso drenado (o produto em si) e do peso liquido (o peso

total) contido na embalagem.

Supermercadista: fique atento à sua operação e evite autuações!


Em dia com a AMIS [Líderes do Varejo – Montes Claros]

Na foto ao lado, os palestrantes Carlos Henrique Reis,

diretor comercial da rede Bahamas e Matusalém Alves,

sócio-proprietário da rede Zebu Carnes, de Uberaba

“Além da expectativa”

Líderes do Varejo em Montes Claros reúne empresários e colaboradores

em evento que mostra o potencial do setor na região

N

o dia 13 de junho, o Líderes do Varejo

teve sua primeira edição em Montes

Claros. Depois de estrear com grande

êxito em Caratinga, em março, e de ter

o segundo evento em Uberaba, em maio, o encontro

teve ótima aceitação também no Norte do

Estado. O encontro, preparado inicialmente para

120 pessoas, recebeu 184 participantes. Empresários

e colaboradores de 21 cidades estiveram presentes,

inclusive com caravanas de cidades como

Espinosa, Janaúba, Salinas e São João do Paraíso.

O Líderes do Varejo, além de discutir os temas

dominantes do setor na atualidade, é uma

forma de propiciar mais conhecimento e interação

dentro do segmento. Além disso, contribui

para fomentar o desenvolvimento supermercadista

e do varejo em geral no Norte de Minas. Para

isso, uma maneira eficaz é mostrar exemplos de

empresas que deram certo e prosperam no ramo.

Dois cases de sucesso levaram essa experiência

aos participantes.

O diretor comercial do Grupo Bahamas, Carlos

Henrique Guedes Reis, responsável pelas gerências

de Compras, de Importação, de Marketing e de

Trade Marketing da empresa falou sobre o planejamento

estratégico e as oportunidades que impulsionaram

a expansão do Grupo sediado em Juiz de

Fora. Em 30 anos, a rede se tornou a maior empresa

supermercadista do interior de Minas e a 16ª do

Brasil, com faturamento de R$ 2 bilhões em 2016.

78


juLho de 2017

79


Em dia com a AMIS [Líderes do Varejo – Montes Claros]

Outro case de sucesso apresentado foi sobre

a Zebu Carnes, que nasceu como uma “casa

de carnes” em 1992 e hoje tem seis lojas de supermercados

em Uberaba. A empresa se tornou

também uma das principais do setor na cidade

em faturamento e em qualidade de mix e atendimento.

O responsável pela apresentação foi o

diretor Matusalém José Alves, que falou da criação

da rede, dos principais momentos de dificuldades

e dos avanços alcançados.

Palestra

Antes da apresentação dos cases, porém,

houve uma palestra ministrada pelo superintendente

da AMIS, Antônio Claret Nametala, com o

título “Tendências do setor de supermercados –

Desafios e Oportunidades”, que abordou o atual

cenário para o setor, as projeções de crescimento

e das tendências de consumo. Além da parte de

desenvolvimento profissional, o evento contou

com um “circuito de negócios”, em que os visitantes

participaram de degustação de produtos,

conheceram novidades e puderam conversar diretamente

com os expositores.

Para o vice-presidente da Associação Mineira

de Supermercados (AMIS) em Montes Claros,

Paulo Elmo Pinheiro, o Líderes do Varejo é uma

grande oportunidade para o setor na região, que

recebe poucos eventos do ramo. “O momento

pelo qual o País passa é de muito estresse, mas

na contramão do governo o nosso setor continua

crescendo e precisamos nos preparar melhor”, disse

ele na abertura do encontro. “Hoje temos aqui

"Só de sair da empresa

já é muito importante,

ainda mais para ouvir a

experiência dos colegas"

80


Em dia com a AMIS [Líderes do Varejo – Montes Claros]

uma grande oportunidade, principalmente numa

região como a nossa, que precisa de muita atenção

e desenvolvimento para acompanhar a evolução

do setor. Esse evento vem nos ajudar nisso”,

destacou.

Ainda de acordo com o vice-presidente,

pelas conversas que teve com vários participantes,

o evento foi além das expectativas. “Mesmo

eu estando muito otimista com o evento anteriormente,

eu acho que ele superou as expectativas

na quantidade de público, na qualidade e na interação

entre os participantes”, avalia.

Acreditando que o evento poderia ter uma

atividade pela manhã, para “aproveitar mais a viagem”,

Daniela Souza Mendes, vice-presidente da

AMIS em Salinas, ressaltou a importância da participação

no encontro. “Só de sair da empresa já é

muito importante, ainda mais para ouvir a experiência

de outros colegas. Isso é muito válido. Eu

gostei”, disse ela.

Apoio: O Líderes do Varejo teve o

apoio da Associação Comercial e

Industrial de Montes Claros (ACI);

CDL-Montes Claros; Sindcomércio-

Montes Claros e do Sindicato das

Indústrias de Panificação e Confeitaria

– Sindipan/Norte.

Expositores: Arcor/Aymoré; Arroz

Sepé; Brasnica; Café Jequitinhonha;

Coca-Cola Femsa; Farnese; Fito Alimentos;

Laticínios Nova Esperança;

Perfil de Talentos; Qualiseg; Supremax

e Tupguar.

juLho de 2017

81


notas e negócios

Grupo Kamel, de Araxá, investe R$ 18,5 mi

em sua 1 a loja em Uberlândia

Ainda neste ano, Uberlândia terá mais uma

loja supermercadista. A bandeira será do

Kamel Mega Mix, sediado em Araxá, no

Alto Paranaíba. O investimento anunciado

é de R$ 18, 5 milhões, com a geração

de 150 empregos diretos e 50 indiretos. A

inauguração está prevista para novembro.

A nova loja será instalada numa das principais

avenidas de Uberlândia, a João

Naves de Ávila, número 4.199, no bairro

Jardim Finotti. Serão 6 mil metros de área

construída, incluindo a loja e um estacionamento

com capacidade para 150

vagas.

Segundo informações da Prefeitura, Khaled

Kamel El Rahim disse que a escolha

por Uberlândia ocorreu por causa da

“localização estratégica e arrojo econômico”,

que servirão como ponto de partida

para a expansão da rede de supermercados.

“Vamos atuar com produtos

de qualidade e bons preços. Queremos

ser o melhor supermercado da cidade”,

concluiu Khaled Kamel.

O Grupo Kamel tem três unidades em

Araxá, na região do Alto Paranaíba, e

emprega cerca de 180 colaboradores no

total.

Preço de ações do Carrefour Brasil

ficará entre R$ 15 e R$ 19 em IPO

O Carrefour anunciou, no princípio de

junho, que suas ações serão vendidas na

oferta inicial de ações (IPO, na sigla em

inglês) por um valor que vai de R$ 15 a

R$ 19. O preço dos papéis na oferta seria

fixado oficialmente no dia 18 de julho

e a estreia na B3 estava prevista para

20 de julho. Os papéis serão listados no

Novo Mercado. Haverá uma oferta de

205.882.353 ações com o objetivo de

trazer recursos novos para a Companhia.

Além disso, os atuais acionistas do Carrefour

vão vender outras 44.571.576 ações.

Com o ingresso de novos recursos, o Carrefour

deve ter uma avaliação de mercado

entre R$ 29,7 bilhões e R$ 37,6 bilhões.

Depois do IPO, o Carrefour prevê que o

Grupo francês permanecerá com 73,5%

da varejista; a Península, com 11,5%; e

15% ficarão em circulação no mercado.

No dia 15 de junho, a Península, empresa

de investimentos da família Diniz, exerceu

opção de compra de 71.003.063 ações do

Carrefour, de acordo com comunicado

feito pela varejista francesa. Esse volume

representa 4% do capital da empresa antes

da realização da oferta inicial de ações.

Segundo a varejista, a consumação da

compra está condicionada à realização

de IPO.

A Península venderá 56.800.000 ações na

oferta, enquanto o Grupo Carrefour pretende

alienar 34.461.489 ações na operação.

Além dessas ações iniciais, a Península

ainda poderá vender um total de

59.428.768 papéis em um lote adicional.

82


Mineiros e argentinos reforçam parceria comercial

Em ação integrada entre a Federação do Comércio

de Minas Gerais (Fecomércio-MG), a Federação

das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg) e o Consulado

Geral da Argentina de Belo Horizonte, os

empresários mineiros estão agora mais próximos

da Argentina. Em 14 de junho, com a presença do

embaixador da Argentina no Brasil, Carlos Alfredo

Margariños, foi assinado o protocolo de intenções

para a criação da Câmara do Comércio e Indústria

Argentina-Minas Gerais.

O objetivo é criar um canal para fomentar e estreitar

o intercâmbio econômico, tecnológico, social, educacional

e cultural entre as duas partes. A iniciativa

foi celebrada com um almoço oferecido pela Fecomércio-MG,

em sua sede, em Belo Horizonte.

O presidente do Sistema Fecomércio-MG, Sesc

e Senac, Lázaro Luiz Gonzaga, ressaltou que a

Câmara será fundamental para diversificar e

ampliar os laços do nosso Estado com o país

vizinho. “A ideia é atuar de forma dinâmica, em

contato direto com o empresário”, explica. A Fecomércio

oferecerá apoio institucional, estudos

para embasar as estratégias, organização de

rodadas de negócios e outras iniciativas para

intermediar as transações com o empresariado

mineiro.

O embaixador da Argentina acrescentou que os

dois países têm uma parceria de mais de 30 anos,

que se fortalece por meio de iniciativas como a

que foi formalizada naquele momento.

Multinacionais ampliam venda

direta de alimentos no País

Multinacionais de alimentos como Nestlé,

Danone, Unilever e Mondelez ampliaram

neste ano iniciativas de venda direta ao consumidor

no Brasil, com o objetivo de estreitar

relacionamento com o público e atingir

áreas que ainda não alcançam com o varejo

tradicional. Na Danone, por exemplo, a venda

direta já representa 15% da receita em Salvador,

onde o programa teve início. Na Nestlé,

as vendas on-line da Páscoa e da linha Nespresso

levaram a companhia a desenvolver

um novo projeto de comércio eletrônico.

De acordo com a Euromonitor International, a

venda direta de alimentos e bebidas teve aumento

nominal de 13,9% em 2016 (ganho real

de 7,61%), movimentando R$ 5,65 bilhões. Esse

valor representou 0,7% do varejo de alimentos

no País. A consultoria projeta para este ano

avanço real de 3,5%.

As principais ações adotadas pelas multinacionais

no Brasil para a venda direta são atração de revendedores,

que recebem um percentual pela venda

dos alimentos, e a abertura de sites próprios de comércio

eletrônico. A francesa Danone desenvolve

desde 2011 em Salvador um projeto de venda porta

a porta, envolvendo mulheres de baixa renda.

As revendedoras, chamadas kiteiras, recebem 30%

do valor dos kits de iogurtes que comercializam.

O projeto começou com 88 kiteiras em Salvador e

hoje possui 2.140 revendedoras na capital baiana,

na região metropolitana de São Paulo e em Fortaleza.

As vendas diretas da Danone somaram R$ 9

milhões em 2016 com entrega de 1,5 mil toneladas

de produtos. A meta é chegar a 2020 com 25

mil revendedoras, vendas de 17,6 mil toneladas

e receita de R$ 100 milhões. Neste ano, a Danone

vai expandir o programa para Rio de Janeiro e

Minas Gerais.

juLho de 2017

83


notas e negócios

Festas Juninas consomem 40% em tributos

O Dia de São João foi celebrado em todo o País, mas nem

tudo foi festa. Deu para comemorar, mas nem tanto. Isso

porque os produtos mais consumidos nas Festas Juninas

apresentam em média 39,75% de tributos embutidos em

seus preços finais, segundo levantamento encomendado

pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP) ao Instituto

Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT). Foram avaliadas

as cargas tributárias de 17 produtos típicos da época

e chegou-se à média de 39,75%.

Entre as taxas mais elevadas estão as dos fogos de artifício

(61,56%) e das bebidas alcoólicas, como quentão

(61,56%), cerveja em lata (55,6%) e vinho nacional

(54,73%). Já os refrigerantes em lata e em garrafa têm

cargas tributárias de 46,47% e 44,55%, respectivamente.

“O estudo aponta o quanto a tributação onera o bolso

dos apreciadores de Festa Junina e pode afetar o consumo,

principalmente diante do cenário atual de instabilidade

econômica e política nacional”, alerta Alencar Burti,

presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais

do Estado de São Paulo (Facesp).

Arraiá

As roupas e os acessórios típicos juninos não poderiam

faltar no levantamento. Para estar vestido adequadamente

para o “arraiá”, o consumidor desembolsou 34,67%

em tributos pela camisa xadrez ou pelo vestido. Já pelo

chapéu de palha, 33,95%.

Alimentos

Para aqueles que não resistem às delícias das Festas Juninas,

o estudo aponta que as menores taxas incidem sobre

os alimentos, como o milho cozido (18,75%), o pinhão

(24,07%) e o fubá (25,28%). Na sequência, tem-se a pipoca

(34,99%), a canjica (35,38%) e o pé de moleque (36,54%).

Apesar de todo o peso tributário, há um indicador positivo

para o varejo: essa é uma festa tradicional e em ascensão

no calendário brasileiro. “Além disso, é uma comemoração

prestigiada pelo público em geral; ocorre em diversos espaços

da cidade, como igrejas, escolas e ruas; e será festejada

até o fim do mês, impulsionando a venda de produtos

típicos e movimentando o comércio”, diz Burti.

84


Setor supermercadista mineiro

acumula crescimento de 1,25%

As vendas dos supermercados mineiros acumularam

crescimento de 1,25% de janeiro a maio deste

ano em relação ao mesmo período do ano passado.

É o que aponta o “Termômetro de Vendas”,

pesquisa mensal da Associação Mineira de Supermercados

(AMIS) com empresas de todo o estado.

Ainda de acordo com o Termômetro, em maio

deste ano, comparado com o mesmo mês de

2016, o setor registrou crescimento de 1,96%.

Porém, em maio/17, mês de referência da pesquisa,

sobre abril/17 o setor registrou queda de -

3,97% nas vendas. Os resultados já estão deflacionados

pelo IPCA/IBGE.

O resultado negativo em maio já era esperado

pelos empresários, mas numa proporção menor.

Vários fatores, entretanto, podem justificar a retração,

como a base alta de comparação em abril,

devido aos resultados da Páscoa e pelo fato de o

mês ser, tradicionalmente, de baixo desempenho

de vendas.

CDL/BH comemora 57 anos de fundação

Destacada representante dos setores de comércio

e serviços, a Câmara de Dirigentes Lojistas de

Belo Horizonte (CDL/BH) completou 57 anos dia

28 de junho. Nesta trajetória, a entidade tem atuado

pelo desenvolvimento da capital mineira, pois

acredita que quando a cidade vai bem, o comércio

vai bem. Para isso, mantém o diálogo com os

empresários e leva aos órgãos de governo e entidades

de classe necessidades e sugestões em prol

dos setores de comércio e serviços.

Responsável por iniciativas importantes para a cidade

Belo Horizonte, como a revitalização do Hipercentro

e a transferência dos camelôs para shopping

populares, a entidade tem lutado pela reforma tributária,

por mais segurança, abertura de crédito,

capacitação e pela implementação de políticas urbanas

que beneficiem não só os comerciantes, mas

também toda a cidade e sua população.

O trabalho da entidade envolve também a responsabilidade

social, com atendimento a crianças

e adolescentes sob risco social em nossa cidade,

com programas na área de saúde, formação profissional

e apoio para o ingresso no mercado de

trabalho por meio da atuação da Fundação CDL

Pró-Criança. Para o presidente da CDL/BH, Bruno

Falci, fomentar o desenvolvimento econômico

e estimular a geração de renda representa mais

postos de trabalho, avanço no contexto social e

melhores condições para a população.

Vinho português já é o 2 o importado

mais consumido

Um clima de otimismo nos negócios, apesar da

apreensão política, dominou o evento “Vinhos de

Portugal”, que aconteceu em São Paulo no início

de junho. Parte deveu-se ao fato de Portugal ter

ultrapassado a Argentina e de agora ocupar o segundo

lugar, logo atrás do Chile, no ranking de

vinhos importados no Brasil. Os dados da Consultoria

Ideal mostram que no primeiro trimestre de

2017 Portugal cresceu de 12% para 17,3% em volume,

e de 10,8% para 15,4% em valor.

Para Jorge Monteiro, presidente da ViniPortugal, o

crescimento pode ser atribuído a múltiplos fatores.

Um deles é o resultado do trabalho de promoção

feito nos últimos seis ou sete anos junto ao mercado

brasileiro. Mas também conta o fato de Portugal estar

saindo da crise e do boom turístico que acontece lá.

juLho de 2017

85


notas e negócios

Verdemar inaugura em BH a 10 a loja da rede

No último dia de junho, exatamente às 10h30 da

manhã, as portas da mais nova unidade da rede

Supermercados Verdemar foram abertas ao público.

Localizada na Rua do Ouro, 195, a loja tem área

total de 9.769 m², sendo cerca de 2.400 m² deles

dedicados à área de venda. São 12 checkouts, e a

loja possui estacionamento com 159 vagas e uma

bateria de elevadores.

O mix está em sintonia com o diferencial da

rede, que é referência em supermercado de padrão

gourmet, contemplando marcas nacionais

e importadas, padaria e confeitaria completas

(a maior parte dos itens de produção própria),

ampla adega e também serviços, como uma

parrilla ao estilo uruguaio, pizzaria, cafeteria,

sushi e temakeria, creperia, grill, saladas e frango

assado.

A cerimônia de inauguração foi conduzida pelos

dois sócios – Alexandre Poni e Halisson Moreira

– visivelmente emocionados por mais uma realização.

Pelo menos 200 convidados participaram

da cerimônia que precedeu a abertura oficial de

portas para o público.

Assim como nas últimas lojas inauguradas pelo

Verdemar, todo o projeto primou pela abordagem

sustentável, como o sistema de refrigeração e troca

de calor da loja, utilização de lâmpadas de LED em

toda a área de vendas e de produção, coleta seletiva,

sacolas retornáveis assinadas pelo estilista Ronaldo

Fraga, e caixas ecológicas, entre outros itens.

Fotos Ignácio Costa

86


artigo

Cristiane Botelho*

[ advogada ]

Prevenção da

responsabilidade jurídica

O

Brasil está passando por um período de recessão,

e para enfrentar as consequências advindas

deste momento é preciso manter a calma e estabelecer

prioridades.

As empresas devem manter os investimentos em

meio ambiente, saúde e segurança do trabalhador, garantindo

assim que a gestão não se perca no tempo.

Porém, é preciso estabelecer critérios e selecionar quais

ações são mais importantes e que devem ser executadas

com antecedência.

Uma das formas de fornecer elementos para a

definição de prioridades e investimentos é através da

avaliação do risco jurídico, ou seja, responder às seguintes

perguntas: se eu não cumprir determinada

norma, quais tipos de penalidades a minha empresa

poderá receber? Quais os valores das multas?

Nesse contexto, o primeiro passo é identificar os

riscos, a partir das atividades realizadas pela empresa,

e identificar para quais deles há previsão de sanção na

legislação existente acerca do assunto.

Após esta identificação, é necessário avaliar o

risco com base em critérios a serem estabelecidos pela

organização (o formato da gestão, os investimentos

já existentes, históricos, etc.) e saber quais desses vão

influenciar na decisão. Por esses motivos os critérios

devem ser elegidos de maneira específica para cada

organização.

Com esses dados em mãos, a empresa conseguirá

estabelecer as prioridades e começar a tratar os

riscos.

"O primeiro passo é

identificar os riscos,

a partir das atividades

realizadas pela

empresa"

A identificação dos riscos jurídicos da empresa

reflete, por parte das organizações, a adoção de uma

cultura de gestão responsável, postura essa que traz

inúmeros benefícios para o negócio.

Identificação dos efeitos e consequências jurídicas

do descumprimento da legislação, prevenção

de responsabilidades jurídica e de riscos ao negócio e

à imagem da empresa, otimização e regularização de

processos, redução de custos e aumento de competitividade

são apenas alguns dos benefícios que podem

ser conquistados com o processo de avaliação do risco

jurídico.

Em um cenário socioeconômico pouco promissor,

prevenção é palavra de ordem para o sucesso dos

negócios.

*Cristiane Botelho

é advogada (OAB/MG 108.595),

especialista em

Direito Ambiental.

É uma das sócias da empresa

Âmbito Homem & Ambiente .

juLho de 2017

87


mix

Linha de empanados

Avivar ganha novas embalagens

A Avivar traz ao mercado as novas embalagens da linha de empanados

da marca, que abrange os produtos Chicken , Tirinhas

de Frango e, em breve, o Filezinho Empanado de Frango. O Steak

de Frango também faz parte da linha. As mudanças trazem mais

modernidade e visibilidade para a empresa, além de agregar valor

para clientes e consumidores. O novo projeto também altera

o tamanho e formato das embalagens dos produtos da linha

de empanados Avivar. O Chicken e as Tirinhas de Frango serão

comercializados somente em pacotes plásticos de 300g e 1,5kg.

Já o Filezinho Empanado de Frango será disponibilizado em pacotes

de 700g e 1,5kg. O Steak de Frango continua no tamanho

de 100g. As alterações se adequam às demandas do mercado

consumidor e do acondicionamento dos produtos nas gôndolas

de supermercados.

Leão Fuze Senses, de chás

premium, chega em todo

o País

Com o inverno surpreendendo os mineiros, um

produto sob medida: os chás. Aproveitando a estação,

a marca Leão, referência de chás desde 1901,

apresenta ao mercado nacional o Leão Fuze Senses,

uma linha especial que inaugura o segmento

super premium da categoria no País. Líder em chás

e infusões, a marca busca acompanhar as necessidades

do consumidor e as tendências mundiais

para desenvolver produtos que atendam a suas expectativas.

A linha Senses traz as infusões em tea

bag – o chá de saquinho. Seu sachê é transparente

e biodegradável. Seus blends exclusivos – amora,

mirtilo e baunilha; mate, cereja e hibisco; maracujá,

laranja e gengibre – são misturas delicadas e equilibradas

de ervas, frutas e flores, que se revelam em

sabores ricos de textura mais aveludada e cores

intensas.

Produtos Tuff, da Start,

agora em 3 e 5 litros

Os Amaciantes Plus, Alvejante Sem

Cloro e Lava Roupas Líquido da linha

Tuff, produzidos pela indústria

de produtos de limpeza

Start, estão chegando ao

mercado em novas embalagens,

de 3 litros e 5

litros, mais atrativas no

ponto de venda e mais

econômicas para o consumidor

que busca qualidade

e preço acessível.

É o caso do Alvejante

Sem Cloro Tuff, com

fórmula indicada para

roupas de todas as

cores, que antes era

comercializado somente

em embalagens

de 2 litros e 1

litro. Os Amaciantes

de Roupas Tuff

Plus Azul e Plus Aloe

Vera também mantiveram

as cápsulas de perfume

de longa duração. As versões

de 3 litros e 5 litros do

Plus Azul vêm para reforçar

a linha de embalagens

econômicas da Start. Ao

lado dos Lava Roupas Líquidos

Tuff Concentrado, Coco

e Baby, todos comercializados

em embalagens de

1,5 litros e 2 litros, chega o

Lava Roupas Líquido Tuff,

de 3 litros e 5 litros, que

continuam garantindo

o branco, com enzimas

T-Clear, removendo as

manchas mais difíceis.

88


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Lidl abre as primeiras de 100 lojas no país

A gigante supermercadista alemã, Lidl, reconhecida pela forte competição em

preços, abriu em junho suas primeiras nove unidades em solo dos EUA. O planejamento

da empresa é ter ao todo 100 lojas até julho de 2018 naquele país.

Ou seja, outras 91 serão inauguradas nos próximos 12 meses. Todas elas estarão

estabelecidas na Costa Leste, mas o plano é de, cumprida a meta de 100, o foco

passe a ser o restante do país. É prática da Lidl vender produtos de marca própria

e também perecíveis por até 50% dos preços de produtos equivalentes dos

concorrentes. As lojas têm em média 1,5 mil metros quadrados de área de venda.

Amazon compra Whole Foods por US$ 13,7 bi

A Amazon chegou a um acordo definitivo para adquirir a Whole Foods Market por US$ 42 por ação. A operação soma

aproximadamente US$ 13,7 bilhões, incluindo a dívida líquida da Whole Foods Market. O valor será pago em dinheiro,

informou a Amazon em 18 de junho. “Milhões de pessoas amam a Whole Foods Market porque oferece os melhores

alimentos naturais e orgânicos e tornam divertida a alimentação saudável”, afirmou Jeff Bezos, fundador e presidente

da Amazon, em comunicado.

John Mackey, co¬fundador da Whole Foods Market e presidente da Companhia, disse que o acordo representa “uma

oportunidade para maximizar o valor dos acionistas da Whole Foods Market, ao mesmo tempo que amplia nossa missão

e eleva a qualidade, experiência, conveniência e inovação para nossos clientes”.

Segundo informou a Amazon, a Whole Foods Market continuará a operar lojas com a marca e também manterá a sua

rede de fornecedores e parceiros. John Mackey continuará como presidente da Companhia. A sede da Whole Foods

Market ficará em Austin, no Texas.

A conclusão da transação está sujeita à aprovação dos acionistas da Whole Foods Market. Também dependerá da aprovação

de órgãos regulatórios e outras condições habituais de fechamento.

A expectativa da Amazon é concluir a operação no segundo semestre deste ano.

Rescisão

A Whole Foods Market terá que pagar uma taxa equivalente a US$ 400 milhões como taxa de rescisão se não sair o

acordo de incorporação da Companhia à Amazon.

A empresa também terá que pagar a taxa de rescisão, caso o Conselho de Administração mude sua recomendação

para que os acionistas aceitem a proposta, ou se a empresa aceitar uma proposta alternativa de venda de subsidiárias.

A Amazon informou que espera financiar a compra com dívida, que pode incluir emissão de notas seniores sem garantia,

empréstimos a prazo, empréstimos-ponte ou uma combinação desses financiamentos, junto com recursos do

caixa.

A Companhia firmou uma carta de compromisso, datada de 15 de junho, com o Goldman Sachs Bank, Goldman Sachs

Lending Partners, Merrill Lynch, Pierce, Fenner & Smith Incorporated e Bank of America. Nessa carta de compromisso,

as instituições comprometeram-¬se a fornecer um empréstimo--ponte, sem garantia, de 364 dias, no valor de até US$

13,7 bilhões, para financiar a compra.

90


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