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Revista Dr. Plinio 222

Setembro de 2016

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SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS<br />

Acho que realmente a parte mais<br />

sensivelmente nobre do corpo humano<br />

são os olhos. Não se pode negar.<br />

E como o olho é bonito, quanta<br />

coisa exprime! É o único traço que o<br />

homem tem o qual nunca é feio! Pode<br />

existir um olho machucado, doente,<br />

mas um olho feio não há! A fisionomia,<br />

o porte, o passo e tantas outras<br />

coisas são reflexos da alma no<br />

corpo; os olhos espelham a alma.<br />

Consideremos os bichos. Deus<br />

quer que alguns animais inferiores a<br />

nós sejam mais bonitos do que nós;<br />

mas são de uma beleza de segunda<br />

classe. De beleza de primeira classe<br />

somos nós.<br />

O pavão, por exemplo, como ele<br />

é distinto, diplomata, se mexe com<br />

jeitos! Um certo modo que tem o<br />

pavão de jogar para trás a cabeça e<br />

o pescoço; os olhos<br />

quase que se dilatam,<br />

e ele olha de frente e<br />

de cima, com nobreza.<br />

Ele de certo modo<br />

finge não estar vendo<br />

bem as coisas que<br />

se encontram diante<br />

dele, como se estivessem<br />

distantes. Depois<br />

ele se volta bem devagarzinho<br />

para receber<br />

o aplauso das multidões…<br />

É muito bonito!<br />

As mais<br />

marcantes<br />

diferenças<br />

existentes entre<br />

os homens<br />

Possuindo um senso<br />

do ser bem construído,<br />

nós sentimos essas<br />

hierarquias e compreendemos<br />

que umas<br />

estão para as outras<br />

numa forma de relação<br />

que deve encher<br />

de admiração as menores, porém de<br />

uma admiração grata! Porque sempre<br />

que a maior toca na menor não<br />

a humilha, mas a beneficia e honra.<br />

Prestando bem atenção, ao considerarmos<br />

a relação entre nós e os<br />

Anjos, põe-se muito clara a seguinte<br />

pergunta: Como é o Anjo em face de<br />

quem é superior a ele? Ora, superior<br />

a ele, enquanto natureza, só Deus.<br />

Como natureza, Nossa Senhora não<br />

é superior ao Anjo, e nem sequer a<br />

humanidade santíssima de Nosso Senhor<br />

Jesus Cristo.<br />

As mais marcantes diferenças que<br />

há entre os homens são de ordem sobrenatural.<br />

É o batizado para o pagão,<br />

depois o clérigo para o leigo.<br />

São relações como que divinas.<br />

Somos membros do Corpo Místico<br />

de Cristo e em nós vive a graça<br />

de Deus; somos templos do Espírito<br />

Santo, escravos de Maria Santíssima,<br />

filhos d’Ela, portanto, a um título e<br />

de um modo todo particular.<br />

Nós estamos para um pagão, na<br />

ordem da graça, mais ou menos como<br />

na ordem da natureza o Anjo está<br />

para nós. Somos “anjos” para um<br />

pagão. E um pagão que dissesse a<br />

um de nós: “Vou dar-lhe uma bofetada<br />

porque você é batizado”, ele esbofetearia<br />

em nós o sacramento do<br />

Batismo conferido indelevelmente.<br />

Sobretudo o bispo, que possui a<br />

plenitude do sacerdócio, é como que<br />

Deus para nós. Ele ensina, governa<br />

e santifica. Todos os sacramentos, toda<br />

verdade, a direção de nossos passos<br />

no rumo da vida eterna vêm por<br />

ele. É como que Deus presente entre<br />

nós, e algo de divino habita o bispo.<br />

Na ordem natural<br />

há algo disso na relação<br />

pai-filho. Mas<br />

a Doutrina Católica<br />

sempre entendeu<br />

Jonathan Wilkins (CC3.0)<br />

que honrar pai e mãe<br />

é honrar adequadamente<br />

todas as autoridades,<br />

na medida em<br />

que elas tenham um<br />

poder análogo à paternidade,<br />

por exemplo,<br />

o patrão, enfim,<br />

todos os superiores<br />

devidamente. Porque<br />

quando a autoridade<br />

é de um certo gênero,<br />

ela participa, na ordem<br />

natural, de uma<br />

superioridade análoga<br />

— não idêntica — à<br />

superioridade existente<br />

nas relações Deus-<br />

-homem.<br />

É isto que devemos<br />

saber reconhecer nos<br />

nossos superiores, e<br />

tocá-los, inclusive fisicamente,<br />

com respeito,<br />

porque neles habita<br />

isso.<br />

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