Agosto/2017 - Referência Industrial 188

jota.2016

Visitantes - Grupo Jota Comunicação

ENTREVISTA - Marcelo Prado, sócio-diretor do Iemi, prevê reaceleração econômica ainda em 2017

I N D U S T R I A L

Carregando tudo

Máquinas viram case de sucesso

com durabilidade e assistência técnica

Handling everything

Machines become a case of success with

their durability and technical assistance

Destaque – Internet revoluciona a produção de móveis e portas no Brasil com demanda online


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

SUMÁRIO

SUMÁRIO

ANUNCIANTES DA EDIÇÃO

Congresso Moveleiro 21

30

DRV Ferramentas 09

Empimaq 29

Fezer 59

36

46

Formóbile 2018 17

Gaidzinski 51

Indumec 67

Lignum 19

Metalcava 49

Mill Indústrias 07

Mill Indústrias 45

Mill Indústrias 68

Montana Química 02

MSM Química 11

Razi Máquinas 41

Siempelkamp 05

Siromat 15

Vantec 13

04 Editorial

06 Cartas

08 Bastidores

10 Coluna Flavio C. Geraldo

12 Notas

18 Aplicação

20 Alta e Baixa

22 Frases

24 Entrevista

28 Coluna Abimci Paulo Pupo

30 Principal Carga pesada

36 Especial Revolução virtual

42 Madeira Tratada

46 Indústria

52 Química na Madeira

54 Artigo

60 Construção Civil

64 Agenda

66 Espaço Aberto

AGOSTO | 03


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

EDITORIAL

ENTREVISTA - Marcelo Prado, sócio-diretor do Iemi, prevê reaceleração econômica ainda em 2017

A Revista da Indústria da Madeira / The Magazine for the Forest Product

I N D U S T R I A L

Carregando tudo

Máquinas viram case de sucesso

com durabilidade e assistência técnica

Ano XIX - Edição n.º 188 - Agosto 2017

Year XIX - Edition n.º 188 - August 2017

Ilustra a capa dessa edição da

REFERÊNCIA INDUSTRIAL, as máquinas

da Empimaq, empresa especializada em

máquinas para movimentação de carga,

de Ibirama (SC)

www.referenciaindustrial.com.br

Ano XIX • N°188Agosto 2017

Handling everything

Machines become a case of success with

their durability and technical assistance

Destaque – Internet revoluciona a produção de móveis e portas no Brasil com demanda online

INOVAÇÕES

INDUSTRIAIS

INDUSTRIAL

INNOVATIONS

As inovações tecnológicas avançam em passos largos.

Assim como o nosso dia a dia, nos últimos anos, foi modificado

pelas redes sociais, smartphones e outros gadgets, o meio

industrial também se modificou. Nesta edição de REFERÊN-

CIA INDUSTRIAL, revelamos os principais avanços do setor

moveleiro aliado à Indústria 4.0, já introduzido no país e aos

poucos tornando cada vez mais uma realidade.

Mostramos também como a internet tem sido um grande

canal de venda e interação com o cliente para produtores de

móveis, auxiliando na personalização e produção de produtos

antes mesmo de serem construídos. Falamos também sobre

o investimento da Prefeitura de Piracicaba (SP) para a instalação

de pontos de ônibus de madeira tratada, somando um

total de investimentos de R$ 500 mil. Algo que não é inédito,

porém bastante significativo, principalmente pela escolha

assertiva. Excelente leitura!

Technological innovations advance each year. Just as our

daily life in recent years has been modified by social networks,

smartphones and other gadgets, the industrial environment

also has changed. This issue of REFERÊNCIA Industrial reveals

the main advances in the Furniture Sector allied to Industry 4.0,

already a reality.

We show how the internet has also become a major sales

channel providing an interaction between customers and furniture

producers, assisting in customization and production of

products even before they are built. We also speak about investments

made by the City of Piracicaba (SP) in the installation of

bus stops made from treated wood, adding up to an investment

totaling R$ 500,000. Something that’s new, but quite significant

due to the high volume. Pleasant reading!

EXPEDIENTE

JOTA COMUNICAÇÃO

Diretor Comercial / Commercial Director

Fábio Alexandre Machado

fabiomachado@revistareferencia.com.br

Diretor Executivo / Executive Director

Pedro Bartoski Jr

bartoski@revistareferencia.com.br

Diretora de Negócios / Business Director

Joseane Knop

joseane@jotacomunicacao.com.br

ASSINATURAS

0800 600 2038

Veículo filiado a:

JOTA EDITORA

Diretor Comercial / Commercial Director

Fábio Alexandre Machado

fabiomachado@revistareferencia.com.br

Diretor Executivo / Executive Director

Pedro Bartoski Jr

bartoski@revistareferencia.com.br

Redação / Writing

Rafael Macedo - Editor

editor@revistareferencia.com.br

Bruno Raphael Müller

jornalismo@referenciaindustrial.com.br

Colunista / Columnist

Flavio C. Geraldo

Paulo Pupo

Depto. de Criação / Graphic Design

Fabiana Tokarski - Supervisão

Fabiano Mendes

Fernanda Maier

criacao@revistareferencia.com.br

Depto. Comercial / Sales Departament

Gerson Penkal

Wanderley Ferreira

comercial@revistareferencia.com.br

fone: +55 (41) 3333-1023

Tradução / Translation

John Wood Moore

Depto. de Assinaturas / Subscription

assinatura@revistareferencia.com.br

A Revista REFERÊNCIA - é uma publicação mensal e independente, dirigida

aos produtores e consumidores de bens e serviços em madeira, instituições de

pesquisa, estudantes universitários, orgãos governamentais, ONG’s, entidades de

classe e demais públicos, direta e/ou indiretamente ligados ao segmento madeireiro.

A Revista REFERÊNCIA do Setor Industrial Madeireiro não se responsabiliza por conceitos

emitidos em matérias, artigos ou colunas assinadas, por entender serem estes

materiais de responsabilidade de seus autores. A utilização, reprodução, apropriação,

armazenamento de banco de dados, sob qualquer forma ou meio, dos textos, fotos e

outras criações intelectuais da Revista REFERÊNCIA são terminantemente proibidos

sem autorização escrita dos titulares dos direitos autorais, exceto para fins didáticos.

Revista REFERÊNCIA is a monthly and independent publication directed at the

producers and consumers of the good and services of the lumberz industry, research

institutions, university students, governmental agencies, NGO’s, class and other entities

directly and/or indirectly linked to the forest based segment. Revista REFERÊNCIA does

not hold itself responsible for the concepts contained in the material, articles or columns

signed by others. These are the exclusive responsibility of the authors, themselves. The

use, reproduction, appropriation and databank storage under any form or means of

the texts, photographs and other intellectual property in each publication of Revista

REFERÊNCIA is expressly prohibited without the written authorization of the holders

of the authorial rights.

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REFERÊNCIA INDUSTRIAL

CARTAS

ENTREVISTA - Marcos Lélis, da Abimóvel, comenta sobre a retomada da economia em 2017

Capa da Edição 187 da

Revista REFERÊNCIA INDUSTRIAL,

mês de julho de 2017

A Revista da Indústria da Madeira / The Magazine for the Forest Product

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I N D U S T R I A L

Produção

personalizada

Indústria desenvolve soluções

para demandas do setor moveleiro

Ano XIX • N°187 • Julho 2017

Custom production

Industry develops solutions to meet

furniture sector demands

Destaque – Especialistas apontam formas de aumentar o uso de madeira na arquitetura

Economia ascendente

Pontos de ônibus

Por Carlos Guerra –

Araucária (PR)

Muito lúcida e informativa a

entrevista de Marcos Lélis.

Com o consumo das famílias

voltando, a indústria

voltará de vez a crescer.

Foto: divulgação

Por Jefferson Egídio – Catalão (GO)

Excelente a iniciativa dos pontos de ônibus serem todos de

madeira em Piracicaba (SP). Parabéns à prefeitura.

Arquitetura

Foto: divulgação

Por Manoel Carlos – Bento Gonçalves (RS)

Interessante perceber que o Brasil ainda está atrasado na

divulgação da madeira como matéria-prima para arquitetura.

Já passou da hora.

Espaço aberto

Por Emerson Dias –

Rio Negrinho (SC)

A seção Espaço Aberto

sempre nos brinda com a

opinião de grandes players

do mercado. Parabéns pela

seleção.

Foto: divulgação

Foto: divulgação

Leitor, participe de nossas pesquisas online respondendo os

e-mails enviados por nossa equipe de jornalismo.

As melhores respostas serão publicadas em CARTAS. Sua opinião

é fundamental para a Revista REFERÊNCIA INDUSTRIAL.

revistareferencia@revistareferencia.com.br

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E-mails, críticas e sugestões podem ser

enviados para redação ou siga:


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

BASTIDORES

Amanda Carla Ulkowski,

financeiro da Sutil Máquinas,

e Leandro Sutil, diretor da

empresa

SUTIL MÁQUINAS

A Sutil Máquinas, empresa especializada na fabricação de

máquinas personalizadas para madeiras, biomassa e reciclagem,

marcou presença no Cibio 2017 (Congresso Internacional de Biomassa),

que ocorreu na Fiep (Federação das Indústrias do Estado

do Paraná), no Jardim Botânico.

Foto: REFERÊNCIA

Fábio Alexandre Machado,

diretor comercial do

GRUPO JOTA, Tatiano

Segalin, show manager da

Informa Exhibitions, Liliane

Bortolucci, show director

da Informa Exhibitions, e

Pedro Bartoski Jr, diretor

executivo do GRUPO JOTA

Foto: REFERÊNCIA

INFORMA EXHIBITIONS

Responsável pela execução da Formóbile e outras feiras

importantes do setor, a diretoria da Informa Exhibitions veio a

Curitiba (PR) visitar a sede do GRUPO JOTA.

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REFERÊNCIA INDUSTRIAL

COLUNA

Flavio C. Geraldo

FG4 MAD - Consultoria em Madeira

Contato: flavio@fg4mad.com.br

IGNORÂNCIA CERTIFICADA

Enquanto a União Europeia avança nas medidas para diminuição de emissão de carbono,

o Brasil persiste em burocracias

Foto: divulgação

A

madeira é uma matéria-prima de incomparável

versatilidade, sendo o único material construtivo

renovável pela natureza. Considerando

a nova ordem eco econômica do mundo dos negócios

— especialmente dentro do setor construtivo — essa

deveria ser uma afirmação, no mínimo, contundente.

Estruturas de madeira são usualmente caracterizadas

por uma combinação de diferentes componentes que,

juntos, nos entregam a melhor capacidade de carga,

isolamento termoacústico, resistência ao fogo e durabilidade.

A engenharia construtiva em países mais desenvolvidos

reconhece, há tempos, que com o aumento

no uso de componentes de madeiras na construção

há benefícios em relação ao uso de materiais como o

concreto, o aço e tijolos, que não são materiais renováveis

e requerem alto consumo de energia para sua

produção, além, é claro, da elevada emissão de gases

de efeito estufa.

Países membros da União Europeia concordaram

com os termos de um plano de longo prazo para o

estabelecimento de uma economia baseada na baixa

emissão de carbono, chamado de Roadmap 2050, cujo

direcionamento para tal transição será a eficiência

energética. Um modelo econômico de baixo carbono

demanda maior necessidade de fontes de energia renováveis,

assim como por materiais de construção obtidos

de fontes renováveis. Neste contexto, o aumento na

utilização de produtos madeireiros é parte da solução.

Tudo isto explica o rápido desenvolvimento da engenharia

madeireira em apoio a projetos envolvendo

desde a produção de madeira, até a elaboração de

projetos construtivos nas últimas duas décadas dentro

dos países da União Europeia. Só como exemplo, 80%

da energia consumida dentro das serrarias da Suécia

derivam de biocombustíveis, das suas próprias linhas

de produção, como cascas, galhos, cavacos e outros

resíduos. Nos processos de produção de outros materiais

construtivos, o ponto crucial é, primeiramente, o

fato de se ter materiais finitos, não renováveis, além

da alta demanda de combustíveis fósseis. A produção

de cimento, por exemplo, gera substanciais emissões

de carbono, assim como o aço, deixando uma pegada

positiva de carbono, ou seja, uma herança negativa relacionada

às medidas de emissões de dióxido de carbono

e outros gases de efeito estufa.

Já a madeira é denominada como carbono negativo,

a partir do momento em que o carbono é sequestrado

durante o processo de produção da madeira através do

crescimento das árvores. Como exemplo: na Suécia há

alguns modelos de certificação ambiental para edificações

que podem levar em consideração os impactos

ambientais sobre o ciclo de vida dos materiais utilizados

e algumas empresas de construção fornecem esses

cálculos aos seus clientes.

Há também certificações ambientais voltadas à

eficiência energética da edificação, que podem ser

usadas tanto para novas como edificações já existentes.

Existem várias outras certificações europeias ou mesmo

norte-americanas voltadas ao consumo energético

durante o período que uma edificação está em uso,

por exemplo o sistema denominado Green Building ou

mesmo o conhecido Leed (Leadership in Energy and Environmental

Design) e o britânico Breeam (BRE Environmental

Assessment Method Design), muito semelhante

ao Leed. No Brasil, bem… no Brasil ainda persistem as

restrições com as companhias seguradoras ou restrições

para aprovações de obras pelo poder público onde há

a predominância do material madeira, afinal, parece

que a ignorância está merecendo certificações por aqui.

Um modelo econômico de baixo carbono demanda maior

necessidade de fontes de energia renováveis

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REFERÊNCIA INDUSTRIAL

NOTAS

Foto: divulgação

Exportações de

madeira, papel e

celulose crescem

O setor de produção de madeira, papel e celulose do Brasil

aumentou em 7,3% as exportações no primeiro semestre deste

ano, alcançando faturamento de US$ 4 bilhões. Os dados foram

divulgados pela Ibá (Indústria Brasileira de Árvores), que

representa empresas da cadeia produtiva de árvores plantadas,

reunindo 60 companhias e nove entidades estaduais

vinculadas às lavouras de eucaliptos, pinus e outros espécies

florestais. O balanço indica que foram exportados de janeiro a

junho deste ano 597 mil m³ (metros cúbicos) de madeira, 34,8%

acima de igual período de 2016 com uma receita de US$ 137

milhões, valor 25,7 % maior do que no primeiro semestre do

ano passado. Os principais parceiros comerciais de papel e de

painéis de madeira são os países latino-americanos que, juntos,

geraram um faturamento de US$ 593 milhões em compras

de US$ 75 milhões em painéis de madeira, total que representa

aumento de 27,1 %. As vendas de papel ao mercado interno encolheram

1,6%, fechando os primeiros seis meses do ano com

2,6 milhões de t (toneladas). Houve recuo ainda de 1,6% na

comercialização doméstica de painéis de madeira que atingiu

movimento de 3,1 milhões de metros cúbicos.

Duratex inova com

MDF de eucalipto

A Duratex continua seu compromisso de investir

em avançadas tecnologias para oferecer produtos

com qualidade e design. O MDF de Eucalipto, produzido

a partir de madeira de reflorestamento certificada,

possui opções com tripla proteção, garantindo

maior resistência à umidade e defesa contra cupins

e bactérias, mais de 70 padrões de cores, desenhos

e texturas diferenciadas e uma grande inovação: é

o primeiro do mercado brasileiro a se enquadrar nas

especificações exigidas pela Instrução Técnica 10 do

Corpo de Bombeiros relacionada à propagação de

chama e densidade óptica de fumaça. Renata Braga,

Gerente de Marketing e Produtos da Duratex, destaca

o compromisso e a parceria da Duratex com o setor

de marcenaria. “A Duratex investe constantemente

na criação de produtos que possam atender às exigências

do mercado e ofereçam condições, principalmente,

ao profissional de marcenaria de entregar um

trabalho com um nível superior de qualidade”, afirma.

Foto: divulgação

Foto: divulgação

Turquia construirá

museu de madeira

O projeto ainda está em desenvolvimento, mas o Museu de

Arte Moderna Odunpazari, na cidade de Eskisehir, na Turquia,

deve ser construído com madeira empilhadas de várias dimensões.

A proposta é do escritório japonês Kengo Kuma & Associates,

ainda sem data de conclusão. O novo museu será localizado

no bairro Odunpazari, uma área da cidade caracterizada por ruas

estreitas. A inspiração do escritório japonês veio, tanto em escala

como material, das tradicionais e históricas casas de madeira otomanas, que apresentam balanços nos níveis superiores. Esta linguagem

foi adaptada para a concepção do museu. A intenção é de que a construção se torne um novo espaço cultural de destaque na

paisagem urbana. Um átrio central, construído com blocos de madeira, conectará visualmente todos os níveis e permitirá que a luz

natural permeie o edifício através da claraboia na cobertura.

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Foto: divulgação

REFERÊNCIA INDUSTRIAL

NOTAS

H.B. Fuller Company

compra Adecol

A H.B. Fuller Company assinou um acordo para aquisição

da companhia de adesivos industriais Adecol, fabricante de

tecnologias de adesivos de alta qualidade no Brasil. A empresa

trabalha em conjunto com seus clientes para desenvolver

soluções adesivas inovadoras e de alta qualidade em hot melt,

reativas e a base de polímeros para empresas nos mercados de

embalagens, conversão e montagem. Sediada em Guarulhos

(SP), a companhia gerou cerca de US$ 40 milhões em receitas

no ano fiscal de 2016. A H.B. Fuller pagou oito vezes esse valor

pelo negócio. “Com esta aquisição, aprimoraremos ainda mais

nossos negócios no Brasil ao fazer parceria com clientes para

produzir novos e melhores bens de consumo duráveis nesta região

dinâmica”, projetou Jim Owens, presidente e CEO da H.B.

Fuller. “A H.B. Fuller tem um foco estratégico em ampliar sua

presença em mercados emergentes. A equipe da Adecol conta

com conhecimento profundo do mercado latino-americano e

capacidades locais de manufatura, que nos permitirão fazer

uma parceria mais próxima aos clientes e crescer no país e em

toda a América Latina. Estamos ansiosos em dar boas-vindas

aos funcionários da Adecol à equipe H.B. Fuller”, concluiu.

Abimci completa

45 anos

A Abimci (Associação da Indústria de Madeira Processada

Mecanicamente) completou em julho 45 anos

de sua fundação. Uma entidade que ao longo desse

tempo acredita na capacidade produtiva, criativa, inovadora

e de superação dos industriais brasileiros. Baseada

nessas premissas, a associação tem atuado em

várias frentes com o objetivo maior de fortalecer a indústria

nacional. Para o presidente da Abimci, José Carlos

Januário, o papel das entidades setoriais é essencial

para o fortalecimento do setor produtivo. “A força do

associativismo é estratégica para o desenvolvimento

das empresas”, afirma. Na avaliação do presidente, o

trabalho que vem sendo desenvolvido nessas mais de

quatro décadas consolidou a representatividade da associação.

“Hoje a entidade é a principal fonte de informações

para organismos governamentais brasileiros e

estrangeiros. Somos referência. Além disso, as demandas

por participação da associação nos mais diversos

eventos de base florestal, por exemplo, cresceram de

maneira expressiva devido à credibilidade conquistada

pela instituição.”

Foto: divulgação

Imagem: divulgação

MT discute madeira

na construção

O Cipem (Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira do Estado

do Mato Grosso) realiza entre os dias 18 e 20 de outubro, em Cuiabá (MT), o

1º Florestal Tech. O evento reunirá representantes do setor florestal de Mato Grosso

e de várias partes do país para apresentar e discutir as tendências, inovações e

oportunidades para o setor. Para o presidente do Cipem, José Eduardo Pinto, a

Florestal Tech é uma oportunidade única para o setor de base florestal do Estado. “Teremos em um único lugar formação, informação,

exposição de produtos e um ambiente favorável aos novos negócios. Além disso, é uma oportunidade de mostrarmos o setor sob uma

nova perspectiva para a sociedade mato-grossense, fortalecendo nossa imagem positiva”, garante o empresário. Serão realizados

painéis e debates sobre a tecnologia Woodframe e a Madeira Laminada Colada, com representantes de empresas e pesquisadores da

área, que permitirão a atualização e ampliação do conhecimento dos produtores, identificação de oportunidades e novas possibilidades

de investimento. A programação prevê ainda rodada de negócios entre os participantes.

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REFERÊNCIA INDUSTRIAL

NOTAS

Foto: divulgação

Indústria 4.0

é debatida no

Congresso Movergs

Durante o 27º Congresso Movergs, realizado no dia

13 de julho, em Bento Gonçalves (RS), cerca de 500 profissionais

de diversos estados se reuniram para refletir

sobre os desafios da retomada e as expectativas para a

economia no Brasil. Além desses temas, o engenheiro

alemão e especialista na área de produção conectada,

Ernst Esslinger, debateu sobre a chegada da indústria

4.0 na indústria moveleira. Interfaces padronizadas e a

importância da segurança na área de TI foram destacados

por Esslinger como pontos que são motivos de atenção

na implementação da Indústria 4.0 no mundo. Mas

foi positivo quando afirmou que a indústria moveleira é

a que está mais próxima da Indústria 4.0, em determinados

países, se comparada à de outros segmentos. Já

a respeito do Brasil, o palestrante destacou que o investimento

é o principal obstáculo para a implantação da

Indústria 4.0, por conta da crise, os altos custos da instalação

ainda não são viáveis.

Fiep elogia

corte nos juros

A nova queda na taxa básica de juros Selic, definida

no fim de julho, é mais um incentivo importante para a

retomada da atividade econômica no Brasil. A opinião é

do presidente da Fiep (Federação das Indústrias do Paraná),

Edson Campagnolo. Ele ressalta, no entanto, que

o governo federal precisa solucionar seus problemas fiscais

para que a tendência de queda nos juros se sustente

em longo prazo. “O Banco Central conseguiu controlar

a inflação, abrindo margem para mais esta queda nos

juros. É uma medida importante para a retomada do investimento

produtivo e para que a economia recupere

seu dinamismo”, almeja Campagnolo. “Mas, para que

tenhamos espaço para novos cortes e a possibilidade de

manutenção de uma taxa de juros baixa em longo prazo,

é preciso que o governo equacione a questão fiscal, fundamental

para evitar a volta da inflação e para manter a

confiança do mercado. Isso passa pela aprovação da Reforma

da Previdência, que é responsabilidade também

do Congresso Nacional.”

Foto: divulgacão

Foto: divulgação

Masisa vende ativos na

Argentina, Brasil e México

A Masisa, fabricante chilena de painéis de madeira, decidiu vender os ativos

industriais na Argentina, Brasil e México, avaliadas em mais de US$ 500

milhões, para reduzir sua dívida. A empresa anunciou que focará sua atuação

na Região Andina, da América Central, EUA (Estados Unidos da América) e

Canadá, mantendo a capacidade de produção dessas regiões a partir das fábricas

no Chile e Venezuela. “Esta decisão de desinvestimentos representa a

estratégia mais atrativa para os acionistas e é uma importante captura de valor

para melhorar a rentabilidade em longo prazo, reduzir as necessidades de investimento futura e baixar significativamente o nível

de endividamento”, informou a empresa, em nota divulgada à imprensa. Sobre os negócios no Brasil, a Masisa assinalou que recebeu

ofertas e mostras de interesse. A Masisa chegou ao País em 1995 com o MDF importado das fábricas do Chile e Argentina. Em 2001,

inaugurou a fábrica em Ponta Grossa (PR) e, em 2010, em Montenegro (RS), sua segunda fábrica no Brasil.

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REFERÊNCIA INDUSTRIAL

APLICAÇÃO

GADGET

DE MADEIRA

Foto: divulgação

N

ão nos atrevemos a ir a qualquer

lugar sem os nossos smartphones,

não é mesmo? Pensando nesse

mercado potencial e em plena expansão há

anos, a australiana Mod-Case criou uma alternativa

às capas de plástico: cases maleáveis de

madeira de eucalipto, que servem como apoio

para assistir a vídeos e realizar outras tarefas.

Mais que sustentável, também é uma

iniciativa de filantropia: a cada

capinha vendida, a Mod-Case

planta uma árvore no país que

adquirir o produto.

SOFÁ DE PALETE

U

ma forma de incluir madeira

nos ambientes que

vem ganhando popularidade

é o uso de paletes como estrutura

para sofás. Pela facilidade

de encontrar produtos usados à

venda em metrópoles e empresas,

a pegada da sustentabilidade tem

se tornado popular, com o uso de

peças rústicas. Os modelos mais

comuns de sofás de palete são

aqueles em que as peças são empilhadas

um futon que faz as vezes de assento.

Neste caso, o sofá fica sem encosto e o conforto

fica por conta das almofadas.

Foto: divulgação

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20 a 22 de Setembro de 2017

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REFERÊNCIA INDUSTRIAL

ALTA E BAIXA

ALTA

CONFIANÇA DA CONSTRUÇÃO AVANÇA

EM JULHO

O índice de confiança da construção, da FGV (Fundação Getúlio Vargas), avançou 0,4 ponto

em julho, para 74,6 pontos, retornando ao patamar de março (76,5 pontos), considerando-se

dados ajustados sazonalmente. Assim como no mês passado, a alta em julho decorreu tanto da

avaliação presente das empresas quanto das perspectivas no curto prazo. O índice de situação

atual cresceu 0,5 ponto, para 64,4 pontos, com destaque para o indicador que mede a satisfação

com a situação corrente dos negócios, que avançou 1,4 ponto, para 67,2 pontos, maior nível

desde janeiro (67,4 pontos).

EXPORTAÇÃO DE PAINÉIS CRESCE

Segundo os dados da 37ª edição do Cenários Ibá (Indústria Brasileira de Árvores), o saldo da balança comercial do setor

brasileiro de árvores plantadas atingiu US$ 2,9 bilhões de janeiro a maio de 2017, alta de 4,9% em relação ao mesmo

período do ano passado. No acumulado do ano, o setor registrou um total de exportações de US$ 3,3 bilhões, 3,2% acima

do registrado no mesmo período de 2016. Nesse cenário, as vendas externas de painéis de madeira alcançaram US$ 113

milhões (+25,6%). A América Latina se mantém como principal mercado para o segmento de painéis de madeira, gerando

receita de US$ 62 milhões em 2017, 26,5% a mais do que os US$ 49 milhões de 2016.

IPCA-15 MOSTRA NOVA QUEDA NO PREÇO DE MÓVEIS

Em julho, segundo o Ipca-15 do Ibge (Instituto Brasileira de Geografia e Estatística), o item mobiliário apresentou deflação

de -0,45%. É a sexta vez consecutiva que o índice recua, deixando o acumulado do ano em -0,60% ante um Ipca-15

geral de 1,44%. Nos últimos 12 meses, para um Ipca geral de 2,78%, mobiliário registra queda de 1,01%. Na análise

regional, em julho, apenas duas capitais não tiveram deflação nos preços dos móveis: Curitiba e Goiânia. Apesar disso, no

acumulado do ano e nos últimos 12 meses, as maiores quedas são em Curitiba, com -3,41% e -5,24%, respectivamente.

BAIXA

INDÚSTRIA MOVELEIRA PAULISTA FECHA

MAIS DE MIL VAGAS DE EMPREGO

A indústria paulista demitiu 9,5 mil trabalhadores em junho, o que representa queda de 0,44%

na comparação com o mês anterior. Os dados são da Pesquisa de Nível de Emprego em âmbito

estadual da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo). O resultado foi negativo

em 17 setores e quatro permaneceram estáveis. Entre os que tiveram resultado negativo, o

destaque foi o de móveis, com fechamento de 1.118 vagas. As maiores quedas foram registradas

em Botucatu, Santos e Matão.

20 |

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BOAS IDEIAS.

O PONTO DE PARTIDA

PARA SEU SUCESSO.

CONFIRA ALGUNS

DOS PALESTRANTES:

RICHARD RYTENBAND

Diretor Executivo e co-fundador da Holding Timos

A Cadeia de Valor do Setor Moveleiro

no Brasil - Perspectivas e Impactos

LUIGI DE VITO

Diretor da Divisão SCM Madeira Machinery

Soluções Tecnológicas para a Indústria

de Movelaria com ênfase na Indústria 4.0

FERNANDO JAEGER

Designer de móveis

Como aproveitar a tecnologia atual para

produzir o autoral, a qualidade e o seriado

na Movelaria?

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REFERÊNCIA INDUSTRIAL

FRASES

O governo está propondo aumento de

impostos porque o plano de fazer o ajuste

fiscal fracassou por culpa da própria

equipe econômica, que insistiu no corte

de gastos em meio à maior recessão da

história do país e não se preocupou em

criar mecanismos para a retomada do

crescimento econômico

Foto: divulgação

José Velloso, presidente-executivo da Abimaq (Associação Brasileira da

Indústria de Máquinas e Equipamentos)

Se for necessário, vamos aumentar impostos

Henrique Meirelles, Ministro da Fazenda, durante evento em São Paulo (SP)

Isso é uma pegadinha, uma piada, e eu não vim fazer piada.

Estou levando o Brasil a sério

Marcos Pereira, Ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, respondendo à acusação de que

recebeu R$ 700 mil em propinas do Grupo JBS

Em relação ao relatório de abril de 2017,

a previsão de crescimento para o Brasil

está agora mais alta em vista do primeiro

trimestre forte, mas a contínua fraqueza

na demanda doméstica e um aumento

na incerteza política será refletido em um

ritmo mais fraco de recuperação

Foto: divulgação

Christine Lagarde, diretora-gerente do FMI

22 |

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REFERÊNCIA INDUSTRIAL

ENTREVISTA

MARCELO

PRADO

LOCAL DE NASCIMENTO

PLACE OF BIRTH:

27/09/65, Itu (SP)

September 27, 1965, Itu (SP)

FORMAÇÃO PROFISSIONAL

EDUCATION:

Graduação em Economia pela Unicamp (Universidade

Estadual de Campinas)

BSc. In Economics, State University of Campinas (Unicamp)

CARGO

PROFESSION:

Sócio-diretor do Iemi (Inteligência de Mercado)

Managing Partner of Inteligência de Mercado (Iemi)

Foto: divulgação

Índices concretos

Concrete Indexes

N

úmeros positivos. É isso que a confiança do empresariado

industrial e de construção civil precisa

para voltar a investir no país. É o que destaca

Marcelo Prado, sócio-diretor do Iemi (Inteligência de Mercado),

um dos fornecedores de números sobre a indústria de

transformação. Para o economista, os números positivos dos

últimos dois meses – aliados à alta do PIB (Produto Interno

Bruto) – são a prova concreta de que a recessão perdeu muita

força no primeiro semestre. O terceiro trimestre, avalia ele

em entrevista à REFERÊNCIA INDUSTRIAL, será o primeiro,

em muito tempo, de bonança para os moveleiros.

P

ositive numbers. This is the confidence that industrial

and construction managers need to return to

making investments in the Country. This is what

Marcelo Prado, Managing Partner of Inteligência de Mercado

(Iemi), highlights, as one of the suppliers of numbers on

the manufacturing industry. For the Economist, the positive

numbers over the last two months – coupled with GDP

increases – are proof that the recession has lost a lot of its

strength in the first half. The third quarter, he evaluates in

the REFERÊNCIA Industrial interview, will be a bonanza for

furniture makers, the first in a long time.

24 |

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Recentemente participou da Movergs, congresso

voltado ao setor industrial moveleiro. Como avalia hoje

a situação do segmento?

O setor está pegando carona nesse início de retomada

da economia. Os setores de bens duráveis sofrem mais, por

depender de crédito e disponibilidade dos consumidores

– essa foi a tônica dos últimos dois anos, com as famílias

tentando reduzir seu endividamento – há redução do juros

e melhoria dos empregos nos últimos dois meses. Há também

redução da inflação, que ajuda a aumentar o poder de

compra das pessoas. Há um fator ainda que pesa muito, a

construção civil. É muito estimulante para a demanda de

imóveis. É um segmento que ainda não reagiu e não está

ajudando o setor moveleiro. Ainda está no final da lista dos

movimentos que estão em recuperação na crise.

O Iemi avalia que em 2017 o setor industrial moveleiro

tem como sair do vermelho? O que é necessário?

Confiança. Disponibilidade de crédito e dinheiro mais

acessível. Parte dos empréstimos mais baratos já foram

todos tomados esse ano, no mercado mais popular. Aos

poucos, a construção civil está voltando. Independente

da construção civil, a indústria de móveis já está com 4%

acima de empregos do que fechou em 2016, uma melhoria

nítida. Pela primeira vez, em dois anos, a produção mensal

está acima do mesmo período do ano anterior (maio). Maio

foi o primeiro mês em que houve um crescimento de 11%

em relação a abril. A partir do momento que você registra

o fim da recessão na indústria de móveis, a tendência é

continuar melhorando.

Podemos dizer que o período de incerteza já passou?

A incerteza ainda existe, mas já há os sinais de que

estamos saindo. A exportação, aos poucos, também está

reagindo e ampliando o faturamento da indústria local. São

números que começam a mostrar a inflexão da curva. A

tendência é consolidar. Para o terceiro trimestre, temos um

panorama bem mais positivo para a indústria de móveis.

Como o Iemi avalia o PIB positivo no primeiro semestre?

Se olhar para todos os números da economia, estamos

com expectativas positivas para a indústria. Um PIB de

0,7% para a indústria. Ou seja, não é só a agricultura que

vai bem. Apesar de ter tido um desempenho muito bom

na agricultura, deve fechar com pouco mais de um crescimento

de 9% em relação ao PIB. A indústria já tem um

peso bem maior e tem dados positivos. A de transformação

deve chegar em um crescimento de quase 2% esse ano,

You recently participated in Movergs, a Congress aimed

at the Furniture Manufacturing Sector. Today, how

do you see the situation in the Sector?

The Sector is hitching a ride on the beginning of the

upturn. The durable goods sectors suffered the most, by

relying on credit and consumer spending – this was the keynote

of the last two years, with families trying to reduce

their debt – there has been a lowering of interest rates and

improvement in employment, over the past two months.

There is also a reduction in inflation, which helps increase

the population’s purchasing power. There is a factor that

still weighs heavily: building construction. It’s a large stimulant

in the demand in the housing market. It is a segment

that still has not reacted and is not helping the Furniture

Sector. It is at the end of the list of changes necessary

for recovery.

Does Iemi see any way how the furniture industry

can get out of the red in 2017? What is needed?

Confidence. Availability of credit and more accessible

funds. The part of cheaper loans made available for the

year has been used up, the most popular market. Gradually,

building construction is coming back. Regardless of

building construction, employment in the furniture industry

has already increased, at 4% above that than at the end of

2016, a significant improvement.

For the first time in two years, monthly production rose

in the same period as in the previous year (May). May was

the first month in which there was an increase over the

previous month, 11% compared to April. From the moment

you record the end of the recession in the furniture industry,

the trend is for continuing improvement.

É necessário que o

governo taxe a renda,

assim como acontece lá

fora. Se você quer ficar

rico com sua empresa,

socialize-a

AGOSTO | 25


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

ENTREVISTA

por exemplo. Quem realmente fica pra trás é a indústria

da construção civil, que esperamos que possa reagir com

a recuperação das famílias, que precisam das condições

adequadas para tais gastos. Móveis, de todos os bens duráveis,

é o que menos se promove. Isso faz com que perca

um pouco a prioridade nessa retomada.

Quais as principais sugestões que podem ser feitas

hoje aos produtores para que haja lucro nos negócios?

A importação não ameaça a indústria de móveis brasileiras,

principalmente na linha de madeira que é 80% do

nosso mercado. Ela é mais competitiva quando se trata de

plástico, metais e outras matérias-primas. No geral, nossa

indústria é bem mais competitiva. Poucos países do mundo

têm madeira e a estrutura que a indústria brasileira tem.

Nossa indústria de reflorestamento é fortíssima. Temos

uma oferta muito rica para desenvolver no Brasil. Com o

câmbio fortalecido, temos possibilidade de exportação

desses produtos. Às vezes, no entanto, não priorizamos

exportação por questões de logística, burocracia e estar

distante dos maiores mercados consumidores. Exportar

não é simples, mas o Brasil tem condições de competir

em qualquer lugar do mundo. Falta, sim, incentivos do

governo que pratica uma política anti inflação com um

câmbio fajutado, como tivemos durante quase todo o

governo do PT, que destrói a indústria. Ajuda a controlar

a inflação, mas prejudica aqueles que empregam muito

mais que uma indústria agrícola, por exemplo. Acaba nos

relegando à produção de commodities.

Sobre o governo que sucedeu o do PT, é possível

indicar acertos?

As decisões foram ótimas, em todos os sentidos: a

política de governo atual dá de 200 mil a zero no PT. O

Independente da

construção civil, a

indústria de móveis

já está com 4% acima

de empregos do que

fechou em 2016

Can we say that the period of uncertainty is over?

Uncertainty still exists, but already there are signs that

we are coming out of the crisis. Little by little, exports are

also reacting and expanding local industry revenue. The

numbers are beginning to show an inflection in the curve.

The trend is to consolidate. For the third quarter, we have a

much more positive outlook for the furniture industry.

How does Iemi see the positive GDP numbers obtained

in the first half?

If you consider all the numbers for the economy, we see

positive expectations for industrial production, with industrial

GDP rising 0.7%. In other words, it's not just the Agricultural

Sector that is growing. Despite very good performance

in agriculture, it should end 2017 with GNP growth

of a little more than 9%. Industrial production has a much

greater weight in GNP and should show positive data. The

transformation industry should have a growth of almost

2% this year, for example. What is really behind is the building

construction industry, which we hope can react with

the recuperation of family income, providing the appropriate

conditions for such spending. Furniture, as a durable

good, is being the least promoted. This leads it to having

the least priority in this recovery.

What are the main suggestions that you can make

today so that furniture producers become profitable?

Imports do not threaten the Brazilian furniture industry,

mainly wood furniture that is 80% of our market. When

it comes to furniture made from plastic, metals and other

raw materials, the market is different. Overall, our industry

is far more competitive. Few countries in the world have

wood and the Brazilian industry has. Our reforestation industry

is very strong and offers a very rich supply to producers

in Brazil. With a weakening exchange rate, we have

a better possibility to export these products. Sometimes,

however, we don’t prioritize exports due to logistics and bureaucracy

issues, and being a part of one of the biggest consumer

markets. Exporting is not simple, but Brazil is able

to compete anywhere in the world. There are problems,

yes, Government incentives aimed at an anti-inflationary

policy and an unreasonable foreign exchange policy, such

as we had for almost the entire PT Government, destroyed

the industry. It helps control inflation, but harms those

who employ many more than the agricultural industry, for

example. It ends up relegating everything to the production

of commodities.

26 |

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governo anterior estava com um trem sem maquinista,

prestes a cair no abismo. Não havia outra descrição pra

isso. Não é possível nenhum governo – de esquerda ou de

direita – gastar mais do que arrecada. Quando o governo

vai à bancarrota, ele quebra empresas, famílias e tudo

que vier pela frente. O governo que sucedeu trouxe, na

área econômica, os melhores disponíveis no momento,

que assumiram as rédeas. O presidente tem muito pouco

a ver com isso, a não ser pelo mérito da escolha: deu carta

branca ao formar uma boa equipe. Nesse processo, as

decisões foram tomadas de forma alinhada. Isso corrigiu o

Brasil, embora ainda dependamos de reformas estruturais

que se prolongam desde que saí da faculdade. Para ser

sustentáveis tais mudanças, é necessário continuidade. A

dívida hoje é decrescente.

Como vê os atuais indicadores da economia? Há

otimismo concreto neles?

Há credibilidade nesses indicadores, que abrem um

campo imenso de investimento para o Brasil em infraestrutura

e entrada de capital estrangeiro. Assim, criamos

condições de crescimento para o país. Precisamos, agora,

de uma reforma que priorize a produção industrial: precisamos

de dinheiro barato, subsidiado, assim como acontece

na agricultura, que paga valores muito aquém de outros

setores. É necessário que o governo taxe a renda, assim

como acontece lá fora. Se você quer ficar rico com sua empresa,

socialize-a. Assim, paga menos impostos de renda e

divide sua riqueza com a sociedade. É lógico e é assim nos

EUA (Estados Unidos da América), o mais inteligente em

termos tributários que poderíamos observar.

As to the Government that succeeded the PT, can

you point out any successes?

The decisions that have been taken were correct in

every way: the current Government policy wins out 200

thousand to zero over that of the PT. The previous Government

was a train without an engineer, about to fall into an

abyss. There is no other description for it. It is not possible to

have no Government – to the left or to the right – spending

more than it collects. When the Government goes bankrupt,

it breaks companies, families and everything that comes in

its way. The Government that followed brought in the best

available people at the time to manage the economic area,

who took over the reins.

The President has very little to do with it, except for the

merit of choice: he gave them a free hand to form a good

team. In this process, the decisions were taken in an aligned

way. This corrected Brazil, though this still depends on

structural reforms, which has been the case since I left College.

To sustain such changes, it is necessary to continue.

Government debt today is decreasing.

How do you see the current economic indicators? Do

they reflect concrete evidence for optimism?

There is credibility in these indicators, which opens up a

huge field in Brazil for investments in infrastructure and the

entry of foreign capital. So, we have created conditions for

growth in the Country. But what we now need is a reform to

prioritize industrial production: we need more inexpensive

money, subsidized, as in agriculture, which contributes far

less to government revenue than other sectors. It is necessary

that the Government tax income, the ways it occurs

outside of Brazil. If you want to become rich from your company,

socialize it. However, if you pay less income tax, the

wealth can be split with society. This is logical and is so in

the United States, the smartest in fiscal terms that we can

see.

Não é possível

nenhum governo

gastar mais do

que arrecada

AGOSTO | 27


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

COLUNA ABIMCI

Paulo Pupo

Superintendente da Associação Brasileira da Indústria de

Madeira Processada Mecanicamente

Contato: abimci@abimci.com.br

Foto: divulgação

INDÚSTRIA DA MADEIRA, UM SETOR PUJANTE E EM

CONSTANTE ALERTA

Incertezas econômicas persistirão no segundo semestre de 2017

Q

uando avaliamos somente os números macros do

setor madeireiro, por muitas vezes os mesmos não

nos revelam algumas informações importantes da

rotina das empresas. O resumo das exportações brasileiras de

produtos de madeira no primeiro semestre de 2017, compilado

pela Abimci, nos dá mostras claras que uma avaliação sempre

cuidadosa e mais profunda se faz necessária em todos os

momentos, quando se avalia e se questiona o mercado. Em

especial, o externo.

Ao olharmos os resultados obtidos nos primeiros seis

meses do ano, comparados com o mesmo período em 2016,

vemos uma boa recuperação e aumento do volume exportado

na maioria dos produtos madeireiros, mas isso não se

reflete, em muitos casos, no valor faturado pelas empresas.

A Abimci, inclusive, salienta que apesar desse aumento do

volume exportado, a média de faturamento não aumentou

na mesma proporção no período, mostrando sinais de que

os preços internacionais estão estáveis e em alguns casos

sofreram queda.

Esse aumento do volume exportado também pode ser

explicado pela migração constante de produtos do mercado

interno para o externo, muito em decorrência da situação da

demanda desaquecida da economia nacional. Essa migração

vem acontecendo na maioria dos produtos madeireiros exportados

pelo país, desde 2015, com tendência mais acentuada

a partir do segundo semestre de 2016.

É um reflexo claro da baixa demanda no mercado doméstico

e da demora da recuperação de nossa economia. Em

resumo: não temos ainda muitos motivos para comemorar

e, sim, manter a cautela e olhar constante sobre as transformações

do mercado, trabalhar no planejamento constante

e, a cada dia, tentar ser mais competitivo dentro da gestão

nas empresas.

Seria possível listar aqui uma série de outros fatores

que contribuem para o momento de atenção: da perda de

competitividade diante de outros países à falta de acordos

comerciais, passando pela incerteza econômica e a insegurança

jurídica do país que influenciam diretamente no

volume de negócios. Some-se ainda a questões como custos

operacionais e a enorme e inconsequente burocracia para se

colocar, embarcar e receber um produto via nossos portos.

Apesar das dificuldades enfrentadas com a crise interna

e mudanças no mercado mundial de madeira, a indústria

brasileira está se desenvolvendo de forma competente e

consolidada nos principais mercados do mundo. Estamos

novamente em uma posição de destaque em alguns mercados

importantes e, inclusive, vitórias significativas como a obtida

recentemente em ação da Abimci junto ao governo dos EUA

(Estados Unidos da América) que pediu a revisão da isenção

fiscal para a madeira perfilada de coníferas (Htsus 4409.10.05)

dentro do SGP (Sistema Geral de Preferência) dos EUA. Garantimos

a comercialização desse produto para o mercado

americano sem a incidência de imposto de importação por

mais cinco anos.

Na outra ponta, quando avaliamos alguns indicadores

socioeconômicos do setor, nos deparamos com números estáveis

de mão de obra contratada (somos um setor intensivo

em mão de obra e muito dependente, diante do baixo nível

de tecnologia e automação do setor) que mostra a exposição

de muitas empresas, com alto custo operacional para suas

unidades. Quando falamos de participação do setor na balança

comercial do Brasil, somos responsáveis por uma boa

fatia do lado positivo da nossa economia. Mas, infelizmente,

continuamos a sermos tratados pelo Governo Federal — e por

praticamente todos os governos estaduais — como o patinho

feio do setor produtivo e ambiental. Certamente uma visão

equivocada e tendenciosa por quem está no poder.

Assim, em um momento no qual precisamos estar mais

unidos e fortalecidos, vale lembrar que cada empresa do

setor tem o desafio e papel primordial para fazer com que o

setor avance e consiga terminar o ano com o sentimento de

que é possível encontrar novos caminhos. Somos um setor

pujante com geração de emprego e renda, presente em um

grande número de municípios do país. Onde as indústrias de

madeira se instalam, principalmente em localidades menores,

levam prosperidade econômica e o envolvimento de toda uma

cadeia que começa antes mesmo do plantio florestal, com o

trabalho de pesquisa e desenvolvimento de insumos, além

de contribuir para o equilíbrio social no meio em que atua.

Certamente não teremos um segundo semestre fácil.

As incertezas ainda são muitas. Será preciso trabalhar mais,

planejar melhor e pensar fora da caixa. Prospectar novos mercados,

encontrar outros usos para os produtos, desenvolver

e melhorar aquilo que já fazemos.

28 |

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Minístério do

Desenvolvimento Agrário

MÁQUINAS

PROJETADAS PARA

TODO TIPO DE

TERRENO

EMPILHADEIRA

• Capacidade de Carga até 4.000kg

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• Versões 4x2 e 4x4”

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Ar-Condicionado

CARREGADEIRA

• Capacidade de Carga até 2.700kg

• Altura de Elevação até 4 metros

• Versões 4x2 e 4x4

• Opcionais: Cabine Fechada com

Ar-Condicionado, Concha e Garra

Hidráulica Central.

Financiamentos:

FINAME

PROGER

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REFERÊNCIA INDUSTRIAL

PRINCIPAL

30 |

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CARGA

PESADA

Fotos: divulgação

HEAVY

LOADS

THE EXPERTISE

GAINED FROM

MORE THAN 30 YEARS’

EXPERIENCE IS THE

KEY TO EMPIMAQ’S

SUCCESS, A COMPANY

SPECIALIZING IN

FORKLIFTS AND CARGO

HANDLING

MACHINES

EXPERTISE DE MAIS DE

30 ANOS É A CHAVE

DO SUCESSO DA

EMPIMAQ, EMPRESA

ESPECIALIZADA EM

MÁQUINAS PARA

MOVIMENTAÇÃO DE

CARGA

AGOSTO | 31


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

PRINCIPAL

O

trabalho com empilhadeiras é parte fundamental

da atuação de uma empresa. O deslocamento

e movimentação de cargas deve ser preciso,

contínuo e ágil. Para isso é necessário um maquinário especializado

por trás: alguém que ofereça produtos de alta

resistência, mas com pós-venda e assistência técnica de

qualidade. Prezando pelo aspecto completo da produção de

empilhadeiras e carregadeiras, a Empimaq consolida uma

história de sucesso que já dura mais de 30 anos.

Localizada no município de Ibirama (SC), na região do

Alto Vale do Itajaí, a Empimaq iniciou as atividades em 1979

como oficina mecânica de tratores, sob o nome de Odorico

de Andrade, fundador da empresa. A partir de 1986, passou

a explorar a compra e venda de tratores usados e, no mesmo

ano, iniciou suas atividades metalúrgicas na fabricação de

equipamentos para movimentação de cargas.

Em 1988, agora com o nome Andrade Comércio de

Tratores, Implementos e Peças, foi vendida a primeira empilhadeira

projetada para trabalhar em todos os tipos de

terrenos, podendo ser acoplada a tratores agrícolas novos ou

usados. Cerca de 20 anos após a fundação, em 2001 o nome

da empresa mudou para Empimaq Empilhadeiras Andrade,

já com a marca registrada Empimaq. Atualmente, conta com

25 colaboradores que executam todas as tarefas, do projeto

até o acabamento, além da reforma de usados. A marca, com

presença em nível nacional, tem máquinas espalhadas por

todo o Brasil e representantes em múltiplos Estados, sempre

buscando maior proximidade junto aos clientes.

Além do setor madeireiro — onde atua desde a coleta

da matéria-prima até a movimentação do produto acabado

W

orking with forklifts is a fundamental part of any

company’s operations. Materials moving and

handling needs to be precise, continuous and

responsive. This requires specialized machinery: products

that provide endurance, but with quality aftermarket service.

Well known for its complete line of truck lifts and forklifts,

Empimaq consolidates a success story that has lasted for

more than 30 years.

Located in Ibirama (SC), in the Alto Vale do Itajaí Region,

Empimaq began its activities in 1979 as a repair shop for

tractors, under the name of Odorico de Andrade, founder of

the Company. Starting in 1986, the Founder began to explore

the buying and selling of used tractors, and later in the same

year, he began metallurgical activities for the manufacture of

materials handling equipment.

In 1988, now with the name Andrade Comércio de Tratores,

“SEMPRE QUE

ENCONTRAMOS

ALGUMA LIMITAÇÃO

OU PRECISAMOS

DE MELHORIA COM

RELAÇÃO AO USO DOS

EQUIPAMENTOS, SOMOS

BEM ASSISTIDOS PELO

CANAL DE

PÓS-VENDAS”

ALEX WELLINGTON,

DA MANOEL

MARCHETTI (SC)

32 |

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AS MÁQUINAS SE

ADAPTAM EM VÁRIOS

SEGMENTOS, COMO

O MOVELEIRO,

CONSTRUÇÃO CIVIL

E AGRÍCOLA

— as máquinas da Empimaq se adaptam em vários segmentos,

como o moveleiro, construção civil, agrícola, materiais

de construção, reciclagem e cerâmico, entre outros. Com

uma média de produção anual entre 40 e 50 máquinas, a

Empimaq preza pelo acabamento nos produtos.

“Valorizamos a qualidade, durabilidade, segurança,

agilidade, versatilidade e conforto, além de uma assistência

técnica ágil e peças de reposição de alto nível”, destaca Samuel

de Andrade, gerente industrial da empresa. “Mesmo

com o Brasil passando por esta forte turbulência política e

econômica nos últimos anos, mantivemos a média de produção

e vendas, pois em 2017 buscamos novos mercados e

novas parcerias. Assim, pretendemos fechar bem este ano e

já vislumbrando um crescimento para 2018. Novos projetos

já estão caminhando, seja para o setor de máquinas como

para o de equipamentos. Vamos ampliar ainda mais nossa

atuação”, valoriza.

Desde a criação da empresa, surgiram novos equipamentos

que ampliam a linha de produtos, além de empi-

ODORICO DE

ANDRADE,

FUNDADOR

DA EMPRESA

Implementos e Peças, the first lift designed to work on all types

of terrain was sold, and it could be coupled to new or used

agricultural tractors. In 2001, about 20 years after its founding,

the Company changed its name to Empimaq Empilhadeiras

Andrade, with the Empimaq brand name. It currently has 25

employees who perform all the tasks from design to the final

touches, in addition to the restoration of used machines. The

brand, with a presence at a national level, has machines spread

throughout all of Brazil and representatives in multiple States,

always seeking to become closer to its customers.

In addition to the Forest Products Sector — where it operates

from the handling of the raw material to the finished

product — Empimaq machines are adapted for use in several

segments, such as agricultural and building construction,

furniture making, construction materials, recycling, and ceramic,

amongst others. With an average annual production

of between 40 and 50 machines, Empimaq is well known for

the final touches of its products.

“We value the quality, durability, safety, agility, versatility,

and comfort afforded by our product, as well as providing high

level technical assistance and spare part service,” highlights

Samuel de Andrade, Sales Manager for the Company. “Even

with Brazil going through the intense political and economic

turmoil over the recent years, we have kept up our average

level of production and sales, and in 2017, we are seeking out

new markets and new partnerships. As such, we expect to end

this year on the up side, and our plans for 2018 are calling for

growth. New projects are already well on their way, be they

for the machinery or equipment segments. We will be able to

further expand our activities,” he values.

AGOSTO | 33


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

PRINCIPAL

“A PRODUTIVIDADE DAS

MÁQUINAS EMPIMAQ

DENTRO DE UMA LINHA

DE PRODUÇÃO CONTÍNUA

É BEM SATISFATÓRIA,

PRINCIPALMENTE PELO

FATO DO CUSTO DE PÓS-

VENDAS SER ATRATIVO”

FLÁVIO MORO, DA SENA

MADEIRAS (RS)

lhadeiras e carregadeiras, carregadores frontais, garras

hidráulicas, prolongadores de garfos, transportador florestal

(skidder), plataforma traseira e 3º ponto hidráulico (para tratores

agrícolas). Além da vasta linha de produtos, a empresa

também é especializada em projetos personalizados, como

colocação de garfos e torres em pás carregadeiras e também

sistemas de garras especiais, que facilitam o transporte e o

empilhamento.

Clientes da Empimaq desde sua fundação, a Manoel

Marchetti, de Ibirama (SC), sempre teve um ótimo relacionamento

– e amizade – com a empresa. “Como diz o nosso

diretor-presidente, Ayres Marchetti, os negócios sempre

foram secundários”, cita Alex Wellington, do setor comercial.

“Nós da Manoel Marchetti sempre visamos desenvolver

fornecedores competitivos, com iniciativas inovadoras que

proporcionem maior desempenho em suas atividades. Atualmente,

temos nove empilhadeiras da Empimaq em nosso

parque fabril. Desde a implantação, adaptação, treinamento

e prática diária, temos a certeza de trabalhar com uma

empresa que proporciona qualidade no atendimento e na

execução no processo produtivo. Os efeitos positivos desta

parceria estão presentes nos nossos resultados”, destaca.

Atualmente, a Manoel Marchetti conta com um quadro

de 700 colaboradores, cujo carro-chefe é a fabricação de

portas, trabalhando com mais de 25 mil portas para o mercado

externo e cerca de 30 mil para o interno. Os produtos

também contemplam acessórios para portas, kit porta

Since the creation of the Company, a new generation of

equipment was created, which expanded the product line to

forklifts, loaders, frontend loaders, hydraulic lifts, fork extensions,

forestry transporters (skidders), rear platform lifts,

and 3 point hydraulics (for agricultural tractors). In addition

to the wide range of products, the Company also specializes in

custom designs, such as the placement of forks and extensions

on pallet loaders, and also special jaw systems that facilitate

transport and stacking.

An Empimaq customer since its founding, Manoel Marchetti,

Ibirama (SC), has always had a good relationship

- and friendly - with the Company. “As Ayres Marchetti, our

Managing Director, says, negotiations have always been secondary,”

cites Alex Wellington, from the Sales Department.

“We, at Manoel Marchetti, always aim to develop competitive

suppliers, who present innovative solutions that provide increased

performance in their activities. We currently have nine

Empimaq lifts in our industrial park. From implementation,

adaptation, training and daily use, we are sure that we are

working with a company that provides quality services and

implementation in the production process. The positive effects

of this partnership are shown in our results,” he says.

Currently, Manoel Marchetti has 700 employees on its

payroll, whose flagship is the manufacture of doors, producing

over 25 thousand doors for the foreign market and about 30

thousand for the domestic market. The products also include

doors with accessories, ready to install door kits, as well as

34 |

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pronta, edificações pré-fabricadas, carretéis e biomassa.

Mais do que uma relação transparente e de fornecimento

de produtos de qualidade, os efeitos sentidos também

foram econômicos. Apesar de não falar em números, Alex

diz que os resultados são nitidamente positivos. O sucesso

é principalmente na questão de durabilidade das máquinas.

“A Empimaq vem contribuindo, principalmente, no que diz

respeito a robustez, versatilidade e durabilidade de seus

equipamentos”, elogia. “Recomendaríamos a empresa por

seu profissionalismo, além da preocupação em nos atender

bem e de forma rápida.”

O pós-venda e assistência técnica sempre foram prestativos

e rápidos, confirma Alex. “Sempre que encontramos

alguma limitação ou precisamos de melhoria com relação

ao uso dos equipamentos, somos bem assistidos pelo canal

de pós-vendas e recebemos a assistência de profissionais

especializados, que nos passam a segurança de que estamos

trabalhando com uma equipe responsável”, relata.

Com a Sena Madeiras, de São José do Norte (RS), a

Empimaq começou a parceria por meio de indicações, pois

na região já havia clientes utilizando suas empilhadeiras de

forma bem-sucedida. Criada em 1999, a madeireira adquiriu

a primeira empilhadeira no ano seguinte. A máquina era

responsável por toda a movimentação de madeira serrada

antes e depois da secagem, carregando madeira nos caminhões

para expedição.

“Em 2002, iniciamos um projeto de serraria no município

de Rio Grande (RS), quando adquirimos a segunda máquina”,

conta Flávio Moro, sócio-administrador da empresa.

“Com a carregadeira da Empimaq, nós descarregávamos e

abastecíamos a serraria. A produtividade das máquinas da

marca dentro de uma linha de produção contínua é bem satisfatória,

principalmente pelo fato do custo de pós-vendas

ser atrativo. As manutenções são simples de efetuar e a

assistência técnica é rápida e eficiente.”

Todas as intervenções corretivas feitas pela Sena Madeiras

nestes 17 anos sempre foram atendidas prontamente

pela Empimaq, relata Flávio. Com tamanha satisfação, em

2017 adquiriram a terceira máquina, para uma serraria onde

processam 8 mil t (toneladas) de toras mensais. “A demanda

da máquina é levar da saída do gradeamento até a entrada

do túnel de secagem mais de 3 mil m³ (metros cúbicos) de

madeira serrada por mês”, detalha ele, que indica a empresa

para todos os amigos e parceiros. “É com muita satisfação

que realizamos essa parceria de anos com a Empimaq.”

prefabricated buildings, bobbins and biomass.

More than a transparent relationship and delivery of

quality products, the effects are also on the economic side.

Although not talking in numbers, Manoel Marchetti’s Alex says

that the results are clearly positive. The success is mainly as

to the issue of machine durability. “Empimaq equipment has

been contributing, especially as to robustness, versatility and

durability,” he praises. “I would recommend the company for

its professionalism, in addition to its concern with good and

fast service.”

Aftermarket and technical assistance services have

always been helpful and fast, confirms Alex. “Whenever we

find any limitations or improvement that could be made in

respect to the use of the equipment, we are well served by the

aftermarket channel and receive the assistance of specialized

professionals, who provide us with the assurance that we are

working with a responsible team,” he reports.

With the Sena Madeiras, from São José do Norte (RS),

Empimaq began its partnership as a result of recommendations

from others, because in the region, there were already

customers using their lift trucks very successfully. Sena Madeiras

was created in 1999, and the sawmill acquired its first

forklift in the following year. The machine was responsible for

the movement of the sawnwood before and after drying, and

loading the sawnwood on to trucks for shipment.

“In 2002, we initiated a sawmill project in the Municipality

of Rio Grande (RS), when we acquired the second machine,”

says Flávio Moro, Administrative Partner of the Company.

“With the Empimaq lift, we are able to unload the timber

logs and supply the mill. The productivity of the brand named

machines within the continuous production line is quite

satisfactory, mainly because aftermarket costs are attractive.

Maintenance is simple to carry out and the technical support

is fast and efficient.”

All corrective interventions made by Sena Madeiras over

these 17 years were promptly carried out by Empimaq, says

Administrative Partner Flávio. In 2017, being very satisfied

with Empimaq equipment and service, the Company acquired

its third machine for a sawmill, which monthly processes

eight thousand mt of logs. “The machine is used to move the

timber from grading to the entrance of the drying tunnel, more

than 3 thousand m³ of sawnwood per month,” he details,

and recommends Empimaq’s equipment to all friends and

business partners. “It is with great satisfaction that we have

this partnership with Empimaq

AGOSTO | 35


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

ESPECIAL

36 |

www.referenciaindustrial.com.br


Fotos: divulgação

REVOLUÇÃO

VIRTUAL

Fotos: divulgação

INTERNET REINVENTA E FACILITA

FORMA DE PENSAR A PRODUÇÃO DE

MÓVEIS E PORTAS NO BRASIL

AGOSTO | 37


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

ESPECIAL

PEÇAS CUSTOMIZADAS SÃO O PONTO FORTE DA MOVE MÓVEL,

QUE INVESTE NO MERCADO SEGMENTADO

A LOJA FÍSICA DA

N

o mundo do empreendimento, existem termos

e definições que se referem às formas de pagamento,

negociações e outras especificações. No

comércio eletrônico, conhecido como e-commerce, as transações

feitas são dos tipos B2C (business to commerce) e

B2B (business to business). A primeira define transações comerciais

entre empresas e consumidor final — por meio do

comércio virtual — geralmente para fins de consumo. Já a

B2B faz referência às transações comerciais entre empresas

— também em ambiente eletrônico — com fins de revenda,

transformação ou o próprio consumo.

Nesse cenário de investimentos em nível nacional e internacional,

o setor moveleiro também agrega valor às suas

marcas ao disponibilizar formas de personalizar e ligar seus

produtos ao consumidor final. Mais que uma mera tendência,

investir nos meios online tem se provado uma necessidade

em tempos de reinvenção do mercado.

PERSONALIZAÇÃO ONLINE

Por dentro de um segmento que cresce a pleno vapor e

liga diretamente a fábrica ao consumidor final, o site Move

Móvel (SP) tem se destacado, desde 2010, como sinônimo

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de personalização moveleira sem precisar sair de casa. A

proposta apresenta benefícios: produção direcionada que já

sai da fábrica vendida, facilidade de interação com clientes

finais, economia na publicidade e, mais importante, fidelização.

“No nosso site, o consumidor monta seu móvel escolhendo

pernas, dimensão e cor”, explica a arquiteta e designer

Moricy Chaim, que cria as peças customizadas. “Após as

escolhas feitas, o cliente nos envia uma mensagem com a

imagem do que havia escolhido e o que gostaria como resultado

final. As imagens são renderizadas em um programa

para então serem coloridas no Photoshop. Após a aprovação

do cliente partimos para a execução.”

Devido ao sucesso atingido com a empreitada, pouco

após dois da criação do site a Move Móvel foi além. Em 2012,

foi criado um e-commerce com os móveis personalizados

mais vendidos. Em 2013, a ferramenta de criação de móveis

foi aprimorada pelo Estúdio Colletivo, permitindo ao usuário

ainda mais controle sobre suas criações.

“Neste ano de 2017, a principal ferramenta de personalização

tem sido o whatsApp”, conta Moricy. “Chega a ser

ainda mais rápido que o Monte Seu Móvel: o cliente faz sua

solicitação, nos informa o que gostaria, a partir daí enviamos

as possibilidades de personalização e orçamentos já na hora.

Assim que decidir pela compra, o móvel é inserido no ícone

Móveis Personalizados do site onde é possível fazer a compra

em até 10 vezes sem acréscimo.”

Nenhuma ideia inovadora surge de repente. Moricy já ti-

MOVE MÓVEL, EM SÃO PAULO (SP)

nha expertise na área há anos, tendo trabalhado com design

de interiores e marcenaria de madeira maciça. Hoje, a Move

Móvel produz cerca de 50 móveis por mês, todos com destino

encomendado. “Buscamos oferecer sempre aos clientes

produtos únicos, já que esse é o grande diferencial da marca”,

ressalta. “Nossos produtos são todos trabalhados em

madeira maciça como eucalipto e teca. Buscamos atender

aos que buscam estilo, acabamentos e dimensões diferentes

do que é oferecido pelo mercado em grande escala. É um

nicho específico que oferece bom retorno.”

AGILIDADE ONLINE

Em 2011, três jovens brasileiros decidiram tomar para si

um desafio: tornar a indústria brasileira de móveis mais ágil

e moderna. Victor Noda e Mário Fernandes criaram a Mobly

e, logo em seguida, chamaram Marcelo Marques, que havia

fundado recentemente a Kanui, de artigos esportivos. Os

três tinham acabado de voltar de um período de estudos dos

EUA (Estados Unidos da América) e queriam replicar modelos

de grandes companhias internacionais.

Para se diferenciar, a empresa optou por investir fortemente

em tecnologia: integrou sistemas de todos os fornecedores

para ter uma entrega mais ágil, além de usar os

dados de compra e navegação dos clientes para criar móveis

exclusivos, todos campeões de venda. A maior síntese disso

é o aplicativo da empresa: com a ferramenta de realidade

aumentada, o app projeta itens em 3D em qualquer cômodo.

Também é possível, após fotografar um objeto, localizar

A LOJA FÍSICA DA MOVE

MÓVEL, EM SÃO PAULO (SP)

COM A FERRAMENTA DE REALIDADE AUMENTADA, O APP DA

MOBLY PROJETA ITENS EM 3D EM QUALQUER CÔMODO

AGOSTO | 39


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

ESPECIAL

opções que têm semelhança com a foto.

Antes de chegar ao tamanho atual, a empresa precisou

resolver um problema que assombra todas as lojas de móveis

no Brasil: logística. Transportar móveis é caro, a montagem

é complexa e o consumidor não consegue acompanhar

o trajeto de seu pedido, que pode demorar até dois meses

para chegar. Por isso, criou sua própria transportadora, a

MoblyLog.

A companhia tem 350 funcionários – a maior parte atua

no atendimento ao cliente e no centro de logística. O plano

é expandir para 700 colaboradores nos próximos dois anos.

Sem revelar o faturamento, garante que cresceu 25% ao ano

entre 2014 e 2016, enquanto a indústria moveleira inicia sua

recuperação em 2017, após longos três anos de queda. No

segundo semestre deste ano, a Mobly pretende abrir sua primeira

loja física, em São Paulo, que contará com produtos

prontos para venda.

“Queremos que o consumidor saiba que irá encontrar

o que procura no nosso site”, diz Marcelo Marques, um dos

donos da empresa. O grande número de produtos se tornou

um dos maiores diferenciais da marca. Ela tem mais de 185

mil produtos diferentes, feitos por 600 fornecedores. São

mais de 2.000 lançamentos por semana.

KIT PORTA PRONTA ONLINE

A Pormade Portas, fundada em 1939 na cidade de União

da Vitória (PR), contabiliza ser responsável pela produção

de 15% das portas feitas em território nacional. Em 2017, no

entanto, decidiu abranger ainda mais a sua trajetória com

uma inovação tecnológica: a venda online do kit porta pronta.

O cliente que acessa o portal online tem diversas maneiras

de entrar em contato com os atendentes da Pormade,

como pelo chat virtual, e-mail, whatsapp e Facebook. "Nós

precisávamos chegar ao consumidor e nas pequenas obras.

E o momento chegou", comemora o diretor-presidente da

Pormade, Claudio Zini.

No seu novo site, a empresa atende os clientes em tempo

real na loja online. A porta pronta, por exemplo, chega na

casa do cliente em, no máximo, 20 dias úteis. "É um grande

avanço para a Pormade”, afirma a diretora de marketing da

empresa, Beatriz Bolbuck. “Se a pessoa tiver alguma dúvida,

simula a compra no cartão de crédito, recebe o retorno do

nosso pessoal e vem retirar o produto aqui na loja.”

No ar desde abril, o site oferece inúmeras opções de escolha

dentro das peças produzidas pela Pormade. "O cliente

pode escolher a porta pronta com as medidas que quiser”,

destaca. Segundo a analista de e-commerce da empresa,

Bianca Venturin da Costa, também há a opção de escolher

produtos avulsos, como folhas de porta, jogo de batente,

guarnições e rodapés, entre outros.

NO MOVELARIA ONLINE, O CONSUMIDOR PODE VISUALIZAR

COMO OS MÓVEIS FICARÃO EM SEU PRÓPRIO ESPAÇO

NO DECORADORNET, CADEIA PRODUTIVA, PROFISSIONAIS

E CONSUMIDOR FINAL PODEM MANTER DIÁLOGO PARA

ENCOMENDAS ONLINE

40 |

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INTEGRANDO PRODUTOR E CONSUMIDOR

Buscando inovar e democratizar o mercado de decoração

de móveis no Brasil, a arquiteta Mariana Albuquerque e

o engenheiro Guilherme Ommundsen fundaram o Decoradornet,

primeira plataforma de atendimento online a projetos

de decoração no Brasil. O site foi criado com tecnologia

avançada que facilita todo o processo do projeto, sendo realizado

totalmente online e reduz prazos e custos para todos

os envolvidos.

Os sócios perceberam que, cada vez mais, os brasileiros

queriam contar com um serviço de decoração profissional,

mas nem todos poderiam arcar com os custos de uma

empresa tradicional. Para atingir esse público, criaram a

plataforma com investimento próprio de R$ 450 mil. A solução

oferece para os clientes a oportunidade de escolher

designers de interior a partir do estilo, através de afinidades.

“Buscamos criar uma plataforma simples e intuitiva para

otimizar os processos e criar uma experiência para o cliente.

Além disso, nosso investimento nos proporcionou um sistema

que reduz os custos, ponto que reflete diretamente na

democratização do serviço”, aponta Mariana.

Para a cadeia produtiva, o Decoradornet oferece a oportunidade

de divulgar suas peças e ampliar a cartela de clientes,

de maneira fácil e prática a um custo fixo mensal. “Cliente

e profissional podem manter contato e trocar ideias sobre

o projeto em tempo real”, explica Guilherme.

PERSONALIZAÇÃO DE MÓVEIS E

AMBIENTES INTEGRADA

A Movelaria On Line chegou em 2013 ao mercado com

a promessa de facilitar a compra on-line de móveis, além

de oferecer aos consumidores a opção de personalizar ambientes

da casa. Atualmente, a operação atende a todo o

território nacional com linhas de produtos de marcas como

Tramontina, Roncali e Barka, entre outras.

Ao acessar a Movelaria On Line, o consumidor tem acesso

a mais de 1.000 produtos e diversas sugestões de móveis

de madeira para todos os tipos de ambientes. “O consumidor

pode fazer a escolha por produtos a partir de aspectos que

levem em conta funcionalidade e design”, explica o idealizador

e diretor executivo, Rosandré Giacomello. “Há ainda a

opção do recurso Monte do Seu Jeito, em que o consumidor

pode alterar cor e tamanho dos produtos ou acessórios e visualizar

o ambiente em diferentes ângulos. Além disso, pode

trocar a cor da parede e do piso, a fim de visualizar como os

móveis ficarão em seu próprio espaço.”

Rosandré acrescenta que a Movelaria On Line possui

vantagens especiais para arquitetos e designers de interiores,

que podem tornar-se parceiros da loja. O público-alvo da

empresa é composto por homens e mulheres da classe C+, B

e A, de 25 a 55 anos, que utilizam a internet e que já tiveram

experiências de compras online anteriores.

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250mm

• Passagem interna lateral: 360mm

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REFERÊNCIA INDUSTRIAL

MADEIRA TRATADA

GESTÃO

SUSTENTÁVEL

Fotos: divulgação

42 |

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PREFEITURA DE PIRACICABA (SP) INVESTIRÁ R$

460 MIL EM MADEIRA TRATADA PARA PONTOS

DE ÔNIBUS

AS ESTAÇÕES

DE CONEXÃO

CONTARÃO COM

BANCOS EM MADEIRA

TRATADA DE PINUS,

CUJA ESTRUTURA

DE FIXAÇÃO É

INCORPORADA AO

EQUIPAMENTO

AGOSTO | 43


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

MADEIRA TRATADA

A

Prefeitura de Piracicaba (SP) abriu, em julho,

uma licitação para contratar uma empresa que

executará a reforma de 50 pontos de ônibus

com alta concentração de passageiros e passagens de linhas.

O investimento para restauração das chamadas estações

de conexão é estimado em R$ 460 mil e a previsão

é de que os serviços comecem a ser executados no final

deste ano, todos utilizando a madeira tratada de pinus

como principal matéria-prima.

“Estamos implantando os abrigos previstos no projeto

dos corredores de ônibus e temos uma licitação em

andamento, com previsão de encerramento em 30 dias,

para a colocação de pontos de bairro, que são aqueles

menores”, explica o secretário municipal de Trânsito e

Transportes, Jorge Kobayashi. “Com essa nova licitação

pra reforma das estações, vamos melhorar muito as condições

de espera dos nossos passageiros.”

O tamanho das estações de conexão varia de 5 a 10 m

(metros) de comprimento por 2,40 m de profundidade,

com bancos em madeira tratada de pinus, cuja estrutura

de fixação é incorporada ao equipamento. Segundo

edital, eles passarão por limpeza, pintura e substituição

de peças danificadas. Eles também devem receber nova

comunicação visual.

DE ACORDO COM

O EDITAL, A PARTIR

DA EMISSÃO

DA ORDEM DE

SERVIÇO, A EMPRESA

CONTRATADA TERÁ

12 MESES PARA

CONCLUIR AS

REFORMAS

PONTOS DE ÔNIBUS DE MADEIRA

JÁ SÃO CASE DE SUCESSO EM MACEIÓ

Os pontos de ônibus de madeira tratada já são

uma alternativa bem sucedida há algum tempo

no país. Maceió (AL) já possui seu case de sucesso.

A prefeitura instalou, em 2015, nove pontos na extensão

da orla de Ponta Verde. A implantação dos

abrigos foi uma proposta sustentável e mais adequada

ao local, pois a madeira é mais resistente à

maresia. Maiores que os anteriores, eles possuem

uma área coberta de 10 m² (metros quadrados) e

contam com assentos mais confortáveis, compostos

por uma base lisa de madeira.

“Os abrigos foram construídos com eucalipto

tratado, uma madeira ecológica e que possui garantia

de dez anos. Também utilizamos uma telha

ecologicamente correta, mais leve e resistente”,

explica o coordenador de Projetos de Transportes,

Leônidas Calheiros.

44 |

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As empresas interessadas no produto estão em fase

de disputa do certame. Elas deverão realizar visita técnica

nos locais onde serão executados os serviços, de forma

que tenham conhecimento pleno das condições técnicas

para a sua efetiva realização, até sete dias antes da data

marcada para entrega dos envelopes da concorrência pública.

Do total dos abrigos, 31 encontram-se estocados

na sede da Semuttran (Secretaria Municipal de Trânsito

e Transportes), na avenida Luciano Guidotti, de onde deverão

ser retirados pela empresa vencedora. Os demais

estão instalados em pontos de parada na área urbana.

Após os serviços de manutenção devem ser montados e

instalados em local a ser indicado pelo Departamento de

Transportes Públicos.

Segundo a Semuttran, Piracicaba tem hoje 2.507

pontos de ônibus. Desse total, 922 possuem cobertura.

Outros 300 devem receber abrigos nos próximos meses.

O recurso que será investido provém do Fundo Municipal

de Transporte. De acordo com o edital, a partir da emissão

da ordem de serviço, a empresa contratada terá 12

meses para concluir as reformas. O cronograma prevê

entregas mensais de quatro ou cinco estações reformadas,

de acordo com o mês de execução.

“COM ESSA NOVA

LICITAÇÃO PRA

REFORMA DAS

ESTAÇÕES, VAMOS

MELHORAR MUITO

AS CONDIÇÕES DE

ESPERA DOS NOSSOS

PASSAGEIROS”

JORGE KOBAYASHI, SECRETÁRIO

MUNICIPAL DE TRÂNSITO E

TRANSPORTES


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

INDÚSTRIA

O

FUTURO

BATE À

PORTA

Fotos: divulgação

INDÚSTRIA 4.0 É

UMA REALIDADE NA

EUROPA E AMÉRICA

DO NORTE COM

AUTOMATIZAÇÃO

E PRODUTOS

POLIVALENTES DE

MADEIRA

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Fotos: divulgação

AGOSTO | 47


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

INDÚSTRIA

T

ivemos três revoluções industriais no passado. A invenção

do motor a vapor conduziu à primeira, enquanto

a segunda se deu com a implementação de

energia elétrica e linhas de montagem no início do século 20.

A partir disso, veio a terceira: o uso de eletrônicos, TI (tecnologia

da informação) e robôs para automatizar ainda mais

a produção. Agora, a tecnologia de ponta está novamente

entrando em uma mudança drástica. A quarta Revolução

Industrial – ou Indústria 4.0 – é alimentada pela necessidade

de recuperar a parcela de fabricação perdida em regiões

com baixos salários na Ásia e América do Sul. A Europa está

impulsionando o desenvolvimento em uma combinação de

financiamento da indústria e do governo.

A Indústria 4.0 já está em andamento para o setor industrial

madeireiro: as previsões são que o ambiente físico

seja perfeitamente integrado à rede de informação. A internet

está combinando processos, sistemas e máquinas inteligentes

para formar uma rede sofisticada. As publicações

referem-se à IOT (Internet das Coisas, em português) e à IOS

(Internet dos Serviços). As empresas estão implementando

softwares de fabricação cada vez mais sofisticados: por

exemplo, já é possível processar pedidos de móveis e, por

meio de tecnologias de automação, produzi-los em qualquer

lugar do mundo.

Com alguns cliques, as ordens de compra são lançadas

para fornecedores e as de trabalho são transmitidas ao

chão de fábrica, fornecendo informações em linguagem

de máquina para a produção. O plano de corte necessário,

transmitido através de programas CNC (Comando Númerico

Computadorizado) está quase sempre disponível para as

máquinas produzidas atualmente. Porém, por incrível que

pareça, isso ainda é considerado parte da terceira Revolução

Industrial. Para entrar na nova tecnologia, primeiro você

precisa construir bases sólidas implementando a tecnologia

acima.

WOOD-SKIN: A PELE POLIVALENTE

FEITA DE MADEIRA

Um problema comum: criar formas delicadas e complexas

de madeira compensada. Tal prática pode deixar de ser

uma problema em breve, devido ao estúdio de design milanês

MammaFotogramma. O estúdio criou a Wood-Skin, espécie

de madeira flexível composta por partes triangulares

de compensado.

A pele de madeira foi concebida para uma competição

de design chamada Autoprogettazione 2.0, que o estúdio

participou. Inspirados pelo potencial que o novo material

apresentava, o estúdio aplicou-o em uma parede de escaladas

de uma academia em Montreal (Canadá), projeto em

que estavam trabalhando. Perceberam, então, que havia um

longo caminho pela frente: a técnica precisava ser aprimorada.

Para isso, Giulio Masotti e Gianluca Lo Presti se mudaram

para Montreal, para que pudessem experimentar diferentes

materiais e componentes visando aperfeiçoar a

técnica. O resultado é uma chapa de compensado formada

por uma série de triângulos presos por uma malha vinílica.

“Estávamos pesquisando uma solução que nos permitisse

criar formas complexas” alerta Masotti. “O que criamos é

uma pele que permite nos concentrarmos na estrutura que

se adapta a ela, dando ao construtor total controle, podendo

mudar as formas a qualquer momento durante o processo

de construção.”

“GRAÇAS ÀS NOVAS

TECNOLOGIAS DA

INDÚSTRIA 4.0, AS

ESTRUTURAS ESTÃO

FICANDO MUITO

PARECIDAS COM NOSSOS

PRÓPRIOS CORPOS”

AFIRMA MASOTTI

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O projeto da Woodskin está sendo patenteado e o grupo

está ansioso para continuar desenvolvendo o material. A

equipe iniciou uma colaboração com a Biffi carpintaria, em

Milão; eles esperam descobrir outros usos possíveis para o

material, por exemplo em revestimentos e paredes. “Graças

às novas tecnologias da Indústria 4.0, as estruturas estão ficando

muito parecidas com nossos próprios corpos”, afirma

Masotti. “A Wood-Skin é simplesmente um modo conveniente

e inovador de tornar isso visível.”

PRODUÇÃO AUTOMATIZADA ALEMÃ

Especialistas alemães estão dando um passo além na

construção das plantas fabris interligadas. Pesquisadores

AS PLANTAS DE PRODUÇÃO

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REFERÊNCIA INDUSTRIAL

INDÚSTRIA

da empresa Schopfloch, parceira da Homag, estão ativos em

projetos de pesquisa que geram backup de dados, uma vez

que esse é um assunto importante à medida que as redes em

produção crescem.

As plantas de produção de móveis de alta tecnologia conceituais,

elaboradas pela Schopfloch para a Feira Ligna deste

ano, que aconteceu na Alemanha, incorporaram inúmeros

componentes que o produto exige ao longo da cadeia de processo

para produzir móveis personalizados e de alta qualidade

para atender aos padrões mais rigorosos.

Um deles é o Profi KAL 610, processador de borda com

um sistema de circulação sem precedentes. O coração da

planta fabril foi demonstrado para produzir peças de cozinha

em uma variedade de dimensões, cores e materiais. O Kal 610

oferece manuseio de peças totalmente automatizado, com

um nível impressionante de desempenho, velocidade e eficiência.

Outro destaque e interligado ao KAL 610, o ABF 600 é

uma máquina CNC com alimentação robótica, usada para processar

as frentes e garantir que os elementos mais delicados

dos móveis sejam tratados com cuidado. O ABF 600 completa

o processamento de forma profissional e eficiente, independentemente

de as frentes serem perfuradas ou inseridas.

EFICIÊNCIA ENERGÉTICA E COMUNICAÇÃO

DO CAMPO FABRIL

A eficiência energética é uma solução sustentável que,

além de se economizar energia devido ao uso de baterias que

podem durar até sete anos, ainda se economiza na aquisição

de materiais. No momento, a questão é, principalmente, criar

a tecnologia da informação necessária para a Indústria 4.0.

Para isso, os especialistas estão testando diversos métodos

para emprestar inteligência aos produtos sendo fabricados.

Duas opções em potencial são os códigos de resposta rápida

(códigos QR) e os Rfid (chips de identificação por rádio frequência,

em português).

Estes meios de comunicação são somente uma parte

dos assim chamados Cpps (Sistemas de Produção Ciberfísicos),

que nada mais são que uma rede de produção na qual

as máquinas inteligentes, os sistemas de armazenamento e

os recursos de operação, autonomamente, trocam informações

e, se necessário, disparam ações. A comunicação entre

máquinas e produtos requer protocolos de comunicação completamente

novos, porque não é mais uma simples questão

de transmissão de dados.

Os novos protocolos terão de ser capazes de descrever

os dados de forma que sejam legíveis para as máquinas. Isso

permitirá que outras máquinas e sistemas realizem ações, baseados

nesta informação. Tecnologias semânticas como estas

são essenciais para garantir a interoperabilidade de cada um

dos sistemas. Mesmo hoje, o Cpps está sendo testado em fábricas

experimentais.

Nos esforços para reduzir a complexidade, os pesquisadores

estão projetando sistemas modulares de produção. Assim

eles podem ampliar a fábrica aos poucos, adicionando componentes

individuais, conforme necessário. Outra vantagem

é que as falhas podem ser localizadas e corrigidas mais facilmente.

A INDÚSTRIA 4.0 JÁ ESTÁ

EM ANDAMENTO PARA

O SETOR INDUSTRIAL

MADEIREIRO: PREVÊ-SE

QUE O AMBIENTE FÍSICO

SEJA PERFEITAMENTE

INTEGRADO COM A REDE

DE INFORMAÇÃO

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5

CARACTERÍSTICAS

DA INDÚSTRIA 4.0

EXISTEM CINCO PRINCÍPIOS QUE

CARACTERIZAM A INDÚSTRIA 4.0:

Interoperabilidade: equipamentos, ferramentas de

software, peças de trabalho e humanos são conectados em

rede e se comunicarão entre si. Os protocolos de comunicação

padrão são essenciais.

Virtualização: os processos de fabricação são replicados

e vinculados a modelos e simulações virtuais.

Descentralização: permite a tomada de decisão localizada

para tarefas de rotina. Somente problemas críticos,

como falha na máquina, são delegados em níveis mais altos.

Capacidade em tempo real: permite que a planta reaja

imediatamente à falha do equipamento e encaminhe novamente

as ordens de produção restantes.

Orientação do serviço: todos os serviços das empresas,

sistemas e funcionários, são refletidos e armazenados

na internet e, se necessário, podem ser utilizados internamente

e externamente.


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

QUÍMICA NA MADEIRA

EDIFÍCIOS ALTOS DE

MADEIRA

Fotos: divulgação

HÁ DESAFIOS TECNOLÓGICOS IMPORTANTES EM PROJETOS PARA CONSTRUÇÃO

DE EDIFÍCIOS ALTOS DE MADEIRA, COM GRANDE POTENCIAL BRASILEIRO NESTE

SEGMENTO DO MERCADO DE CONSTRUÇÃO

E

m entrevista recente à REFERÊNCIA INDUSTRIAL,

o engenheiro Joseph Gulden, diretor de projetos da

norte-americana DeSimone e especialista em edifícios

de madeira, aborda desenvolvimentos tecnológicos recentes

no setor. Fala também das oportunidades de mercado

para esse tipo de construção em diversos países e no Brasil,

em particular.

Para Gulden, as construções em madeira têm vantagens

muitas vezes imbatíveis. Por exemplo, a rapidez na obra com

menores exigências em termos de fundações. “Os impactos

ambientais são, contudo, os mais importantes. O material é

naturalmente renovável e estoca o carbono. É também excelente

isolante térmico”, destacou.

Nos EUA (Estados Unidos da América), afirma o especialista,

a legislação ainda não acompanha o desenvolvimento

tecnológico do setor madeireiro. Persiste o temor ao risco de

incêndio, por isso o código local da construção não permite

projetos de edificações com mais de cinco andares. Por outro

lado, na avaliação de Gulden, o Brasil é um país com ampla

aptidão florestal. Por isso, construir em madeira no país é boa

oportunidade, que também implica em algumas necessidades.

“Madeira exige mais atenção a aspectos de impermeabilização,

resistência à decomposição e ao fogo. A comunidade

brasileira de projetos deve abraçar a construção de edifícios

altos em madeira”, ressaltou.

Soluções à mão: no Brasil, a Montana Química disponibiliza

produtos e serviços que contribuem para maior segurança

nos projetos construtivos em madeira. Casos, por exemplo,

dos preservativos químicos para proteção contra fungos e

insetos xilófagos Osmose K33 e MOQ OX 50, e o inovador retardante

de chamas Osmoguard FR 100, que promove a proteção

passiva da madeira em situações de incêndio.

Embora ainda em pequeno número, existem edificações

altas construídas em madeira no Brasil. Casos, por exemplo,

de um edifício com estrutura em madeira tratada da empresa

Tecverde, construído na cidade de Araucária (PR), região metropolitana

de Curitiba, e de um shopping center em Fortaleza

(CE), projetado pelo engenheiro Alan Dias, da Carpinteria. A

parte interna de uma edificação é onde são maiores as exigências

de segurança, mesmo porque teria pouca eficácia aplicar

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O RETARDANTE DE CHAMAS

AMPLIA DE 2 PARA 20

MINUTOS O TEMPO DE

SAÍDA DAS PESSOAS EM

AMBIENTES CONTENDO

ACABAMENTO EM MADEIRA

um retardante de fogo na parte externa. Em uma fachada,

existe o risco do produto ser liberado da madeira com as chuvas.

O retardante de chamas inibe a liberação de fumaça e retarda

a propagação do fogo, dando o tempo necessário aos

usuários para sair com segurança do imóvel. Na hipótese de

um incêndio começar a partir dos andares mais baixos, estaria

cortada qualquer rota de fuga caso não houvesse a aplicação

preventiva de um produto retardante.

O retardante de chamas amplia de 2 para 20 minutos o

tempo de saída das pessoas em ambientes contendo acabamento

em madeira. O Osmoguard FR-100 da Montana passou

por ensaios no Laboratório de Segurança ao Fogo do IPT, realizados

de acordo com a Instrução Técnica número 10 do Corpo

de Bombeiros do Estado de São Paulo. Com os resultados

obtidos, o produto alcançou a classificação II-A, logo abaixo

da categoria dos materiais considerados incombustíveis como

cimento, ferro, rochas e cerâmicas, entre outros (normas NBR

9442 e Astm E662), atendendo às condições mais agressivas

de uso e sob maior grau de risco ao fogo.

Igualmente importante para a segurança e durabilidade

da madeira em uso numa edificação é o tratamento preservativo

em autoclave. É fundamental observar os termos da

norma NBR 16143/13, da Abnt (Associação Brasileira de Normas

Técnicas): Preservação de Madeiras - Sistema de Categorias

de Uso. A norma indica níveis de retenção e proteção,

com preservativo químico Osmose K33 ou MOQ OX 50, dependendo

da finalidade de uso da peça. Peças estruturais externas,

expostas ao intemperismo e em contato com o solo,

exigem maior proteção. Hoje, muitas construções de grande

porte têm estruturas de madeira assentadas em alvenaria,

sem contato direto com o solo. É uma estratégia do projetista

para a durabilidade do conjunto. Há também possibilidades

de materiais de qualidade e padronização industrial,

como o MLC, a madeira laminada colada.

No caso brasileiro deve-se pensar, antes de tudo, em

projetos de casas de madeira que poderão atender setores

mais amplos da população. Entretanto, falta ainda maior

aprofundamento na formação de profissionais voltados ao

uso da madeira e no desenvolvimento de seus produtos.

A PARTE INTERNA DE UMA

EDIFICAÇÃO É ONDE SÃO MAIORES

AS EXIGÊNCIAS DE SEGURANÇA,

MESMO PORQUE TERIA POUCA

EFICÁCIA APLICAR UM RETARDANTE

DE FOGO NA PARTE EXTERNA

AUTORES:

JACKSON VIDAL,

GILMAR SOARES SILVA

E MARILUZ FERNANDEZ NATALE

MONTANA QUÍMICA S.A.

AGOSTO | 53


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

ARTIGO

ANÁLISE DA

VIABILIDADE DE

INVESTIMENTO DE UM

NOVO SISTEMA DE

PRODUÇÃO EM UMA

FÁBRICA DE MÓVEIS

SOB MEDIDA

Fotos: divulgação

CAMILA DOMINGUINI

DE SOUZA

Administração de Empresas –

Udesc (Universidade do Extremo

Sul Catarinense)

RESUMO

O

setor moveleiro vem passando por uma boa fase e

pensando nisso, a empresa em questão decidiu fazer

investimento em um novo sistema de produção.

A automação industrial trata-se dos processos de produção

realizado por máquinas, com o apoio de programas computadorizados,

controlados por pessoas. Já o investimento é a

aplicação de um capital em um determinado projeto, do qual

seus retornos e benefícios serão observados no futuro. O objetivo

deste trabalho foi verificar o retorno sobre o investimento

em automação do processo produtivo em uma fábrica de móveis

sob medida, localizada na região sul de Santa Catarina. A

metodologia quanto aos fins pode ser caracterizada como estudo

de caso e quanto aos meios de investigação, a pesquisa

foi bibliográfica, documental, entrevista e estudos estatísticos

das séries temporais. Os documentos analisados para a realização

da pesquisa foram orçamentos de máquinas adquiridas,

relatórios atuais de faturamento, despesas e saldo de caixa, e a

entrevista realizada com o responsável pela empresa, relatando

seu histórico. Após realização dos cálculos, o índice de Valor

Presente Líquido se apresentou positivo, o payback é de quatro

meses e a TIR (Taxa Interna de Retorno) teve resultado economicamente

atrativo. Porém, a empresa precisa de cuidado no

setor financeiro, por apresentar uma grande variação de saldo

de caixa mensal.

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INTRODUÇÃO

Não se sabe ao certo como ou quando surgiu o primeiro

móvel, mas pode-se afirmar que os móveis surgiram devido à

necessidade do homem, aos seus costumes e cultura. No passado,

estes eram produzidos apenas por madeira maciça e de

forma artesanal. O modelo e a qualidade das peças eram relativamente

ligados à experiência e habilidade do artesão que a

produzia, desta forma, eram produzidos por cada artesão, de

maneira diferente, peças para mesma utilização. Esta habilidade

de fabricação de móveis era muito comum entre os povos da

Europa. (Marion Filho; Bacha, 1998)

No ano de 1836 a produção de móveis se iniciava no Brasil,

quando Michel Thonet fabricou os primeiros móveis de madeira

compensada. Anos depois, em 1890, começou a produção de

móveis em escala no Brasil, mais especificamente no estado do

Rio de Janeiro. Em seguida a produção de móveis avança ao território

nacional, principalmente ao sul e sudeste (Sebrae, 2013).

Os móveis têm grande importância na sociedade e na vida

do ser humano. Com o passar dos tempos e variação de cultura,

costumes, eles vão ganhando diferentes formatos, modelos e

utilidades. Como função básica, são usados para por e guardar

objetos, utensílios, diversidade de coisas (Ex: mesas, armários,

estantes) e também para as pessoas sentarem, se acomodarem,

dormirem (Ex: cadeiras, camas, sofás). Existem móveis

dos mais variados design e valores, que são consumidos por

pessoas de diferentes posições sociais, tornando os móveis

além de básicos no dia a dia, também alvo do desejo consumista

(Silva, 2013).

O setor moveleiro vem passando por uma boa fase. Em

2012 apresentou resultados satisfatórios e em 2013 prevê um

crescimento ainda maior. O relatório produzido pelo Iemi (Instituto

de Estudos e Marketing Industrial), em parceria com a

Movergs (Associação das Indústrias de Móveis do Estado do Rio

Grande do Sul), prevê um aumento na produção de 5,5% para

este setor em 2013. Ivo Cansan, presidente da Movergs, acredita

que, com a construção civil em alta e a facilidade de crédito

para a compra de móveis e imóveis, o setor pode crescer mais

do que o esperado (Quadros, 2013).

Tendo em vista estes indicadores, a empresa precisa estar

preparada para aproveitar as oportunidades do mercado, aumentar

a produção e ir em busca de um maior faturamento.

Diante do exposto, o objetivo deste trabalho será analisar a viabilidade

de investimento em um novo sistema de produção, em

uma fábrica de móveis sob medida, para verificar-se se automatização

dos processos trará retorno ao investimento.

AGOSTO | 55


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

ARTIGO

1.1 SITUAÇÃO PROBLEMA

Muitas empresas, ao longo de seus anos de atuação, optam

por investimentos em novas máquinas na produção, ampliação

do espaço físico, novas tecnologias e até mesmo a mudança de

seu público-alvo. Apostam nessa mudança pois acreditam que

essa possa ser a oportunidade de aumentarem seus lucros, vendas

e produção, reduzindo gastos com matérias primas, mão de

obra, entre outros.

Porém são mudanças que precisam de estudo e planejamento,

pois um investimento mal feito pode levar a empresa

a ter um grande prejuízo, perdendo parte de seu mercado consumidor

atual, produzindo peças que não agradem seu público,

desperdiçando matéria prima, gerando gastos excessivos,

tendo assim um resultado contrário ao esperado no início do

projeto e podendo levar a empresa à falência.

A empresa em questão iniciou suas atividades há 18 anos,

trabalha no segmento de móveis sob medida e conta atualmente

com 18 funcionários. Na busca por lucros maiores, aumento

na produção e vendas, acredita-se que será necessário o investimento

em novo sistema de produção, em novas máquinas,

automatizando e padronizando alguns processos de produção

já existentes, sem mudança de ramo ou produto final. Considerando

esta situação, pergunta-se:

Será viável o investimento em automação do processo produtivo

em uma fábrica de móveis sob medida?

1.2 OBJETIVOS

1.2.1 Objetivo geral

Analisar a viabilidade de investimento para a automação do

processo produtivo em uma fábrica de móveis sob medida.

1.2.2 Objetivos específicos

a) Analisar investimentos em máquinas e equipamentos entre

os anos de 2010 a 2013.

b) Fazer uma projeção de saldo de caixa para os anos de

2014; 2015 e 2016, baseado em estudos estatísticos das séries

temporais.

c) Calcular indicadores como: VPL (Valor Presente Líquido),

a TIR (Taxa Interna de Retorno) e o payback.

1.3 JUSTIFICATIVA

A empresa onde se deu o estudo trabalha no ramo de móveis

personalizados e é reconhecida por seus clientes pela riqueza

nos detalhes, bons acabamentos e um pós venda atencioso.

Porém vem sofrendo com a dificuldade em encontrar mão de

obra especializada. É cada vez mais raro encontrar profissionais

neste ramo, profissionais especializados e qualificados custam

caro e estão em escassez, fazendo com que a empresa se torne

dependente de seus funcionários, podendo assim prejudicar o

seu futuro.

Diante desta situação, a alternativa pode ser o investimento

em novas máquinas que possam substituir alguns trabalhos

manuais e que produzam em menor tempo. Para isso é necessário

analisar a viabilidade de investimento em um novo sistema

de produção, verificando se automatização dos processos

trará o retorno positivo esperado.

Este estudo mostrará a muitos investidores deste ramo algumas

etapas que podem ser analisadas antes de tomar esta

decisão. Aos administradores da empresa em estudo, uma projeção,

focada nos resultados, mostrando se realmente este investimento

trará os retornos esperados em questão de aumento

de vendas, lucratividade, redução de custos na fabricação.

Com o aumento que vem apresentando o setor da construção

civil, consequentemente prevê-se também o aumento nas

vendas e oportunidade de negócio no setor moveleiro. Após a

compra da sua casa, apartamento, escritório, a segunda coisa a

se pensar é na mobília, por isso este setor está em alta, sendo

necessário o estudo para verificar também a possibilidade de

aumento na produção. Este estudo é viável por apresentar uma

análise de interesse da empresa, autorizando, por este motivo,

a acadêmica a visitar e coletar as informações necessárias para

a realização deste estudo.

A EMPRESA PRECISA

ESTAR PREPARADA

PARA APROVEITAR AS

OPORTUNIDADES DO

MERCADO, AUMENTAR A

PRODUÇÃO E IR EM BUSCA DE

UM MAIOR FATURAMENTO

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NA BUSCA POR LUCROS

MAIORES, AUMENTO NA

PRODUÇÃO E VENDAS,

ACREDITA-SE QUE

SERÁ NECESSÁRIO O

INVESTIMENTO EM NOVO

SISTEMA DE PRODUÇÃO

2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

2.1 Administração

A administração é uma palavra comum, bastante usada no

dia a dia, da qual pode-se encontrar vários conceitos relacionados

a ela.

Citando Chiavenato (2001, p. 09) “[...] a palavra administração

vem do latim ad (direção, tendência para) e minister (subordinação

ou obediência) e significa a realização de uma função

abaixo do comando de outrem, isto é, a prestação de um serviço

a alguém.”

Mas Chiavenato (2001) acredita que o significado desta

palavra tenha passado por uma grande alteração, que mudou

o seu sentido original. O dever da administração é entender e

identificar os objetivos da organização e através de planejamento,

controle, organização e poder de liderança, transformar

estes objetivos em ações, a fim de alcançá-los de forma eficiente

e eficaz.

O administrador deve ter conhecimento em quatro principais

áreas da empresa: marketing, recursos humanos, produção

e financeiro.

2.2 Produção

A produção é a parte operacional da empresa, onde será

transformada a matéria-prima em produto final. Gaither; Fraizer

(2002 p. 05) afirma que: “APO (Administração da Produção

e Operações) é a administração do sistema de produção de

uma organização, que transforma os insumos nos produtos e

serviços da organização.” Podem ser considerados insumos as

pessoas, as máquinas, matérias-primas e vários outros recursos

disponíveis que são transformados em produtos ou serviços.

Já Chase; Jacobs; Aquilano (2006 p 22) dizem que “AP (Administração

da Produção) é o projeto, a operação e a melhoria

dos sistemas que criam e distribuem os principais produtos e

serviços de uma empresa.” Acrescentando que além da transformação

da matéria-prima em produto, é preciso estar atento

a melhorias neste sistema de produção.

O responsável por esta área pode ser denominado gerente

de produção.

2.3 Processo de Automação

A palavra automação vem de automation, termo criado na

década de 1960 pelo marketing da indústria de equipamentos.

Palavra esta, que foi criada com intenção de chamar a atenção

e destacava principalmente o controle da indústria de forma

mais automática, através de computadores (Moraes; Castrucci,

2001).

O trabalho manual, onde o homem precisa usar sua força

braçal vem sendo substituído por máquinas e equipamentos

que conseguem exercer este mesmo trabalho de forma eficiente,

a também mecanização, que se iniciou na época da primeira

revolução industrial (Sighieri; Nishinari, 1973).

De acordo com Moraes e Castrucci (2001, p. 15) automação

é “qualquer sistema, apoiado em computadores, que substitua

o trabalho humano e que vise a soluções rápidas e econômicas

para atingir os complexos objetivos das indústrias e dos serviços.”

Neste caso, irão ser apresentados conceitos mais focados

na área de automação industrial.

2.3.1 Automação Industrial

Segundo dados da ECS Assessoria e Consultoria Técnica

(2010) automação industrial é o grupo de atividades desenvolvidas

pelas máquinas e programas, atividades estas planejadas

e estabelecidas pelo homem, onde as máquinas produzem sequencialmente,

sem intervenção humana. Os comandos para

essas máquinas podem ser passados através de aparelhos que

permitem programar as atividades, onde dá liberdade para a

produção sem muita dependência humana. Este sistema envolve

áreas da engenharia como a, integração de sistemas mecânicos,

eletrônicos e computacionais.

Para o Instituto Federal de São Paulo (2013), pode-se dizer

também que a automação industrial faz parte dos processos,

contínuos ou discretos, que transformam matéria prima em

produtos finais ou peças para produção. Esse processo exige

uma infraestrutura de energia e de redes de comunicação. Porém

a instituição destaca em sua publicação que, de qualquer

forma, as pessoas são indispensáveis no controle destes processos,

sendo necessário nesta área um profissional capaz de

desenvolver atividades de planejamento, instalação, operação,

manutenção, qualidade e produtividade.

2.3.1.1 Vantagens da automação

A automação industrial se faz necessária por apresentar

AGOSTO | 57


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

ARTIGO

uma série de vantagens na produção, seja por redução de custo

de fabricação, qualidade e até diminuição de riscos. Conforme

dados da Automatec (2013), destacam-se algumas vantagens,

sendo:

a) Auxilia na verificação de falhas no processo, através de

sensores que indicam estas falhas, sendo possível uma solução

mais rápida e exata;

b) O controle pode ser feito de apenas um ponto ou em alguns

pontos principais ao decorrer do processo;

c) Controle do processo, do inicio ao fim, sendo informado

de falhas no mesmo;

d) Relatórios com as produções por períodos (Ex: relatórios

diários, relatórios a cada troca de turno);

e) Sistema de automação interligado ao sistema geral da

organização, sendo possível acessar as informações da produção

em outras áreas de gerenciamento que necessitem delas;

f) Menores percas de matéria prima na produção, diminuição

de erros;

g) Maior segurança em algumas atividades de risco, onde se

pode substituir o trabalho humano, pela máquina;

h) Padronização de processos;

i) Maior qualidade no produto final.

Moraes e Castrucci (2001) ainda acrescentam, citando outras

vantagens como:

a) Menor dependência de mão de obra especializada;

b) Aumento na quantidade de produção;

c) Processos repetitivos;

d) Realização de tarefas que não seriam possíveis ao homem;

e) Respostas rápidas a produção;

f) Menores custos para produção;

g) Em alguns casos, menor espaço na área de fabricação.

As vantagens são muitas, porém há outros pontos que se

deve analisar, para poder realizar esta mudança.

2.3.1.2 Desvantagens da automatização

A automatização apresenta também alguns desafios, o

principal citado são os custos envolvidos. Silveira e Santos

(2002) destacam alguns outros pontos:

a) É um processo que dificilmente pode-se voltar atrás, só

sendo possível avaliar suas consequências futuramente;

b) Exige profissionais mais qualificados para operarem essas

máquinas, diminuindo as opções de profissionais disponíveis

no mercado de trabalho;

c) Toda nova tecnologia pode trazer grandes riscos à produção;

d) Devido a globalização, as grandes empresas possuem

acesso a nova tecnologia mais rapidamente que as empresas

menores e acabam ganhando vantagem nessa disputa;

e) Redução de empregos devido a substituição do trabalho

humano;

f) Em busca de produções maiores é deixado de lado o trabalho

artesanal, tornando o homem sempre mais dependente

da tecnologia.

2.6.2 Retorno sobre Investimento

A principal razão para um investimento é o seu retorno esperado.

Para ter um investimento bem sucedido é necessário

antes um estudo que apresente quais os riscos envolvidos e

se há possibilidades de retorno. Após a sua efetivação, deve-

-se haver um acompanhamento para verificar se está dando

o resultado esperado. Isso se dá por meio de vários cálculos,

baseados nas finanças da empresa e no valor do investimento.

“Esses investimentos podem ser em ativos físicos ou em títulos

do mercado” (Rigo; Cherobim; Lemes, 2010 p. 135).

No caso da empresa em foco, serão analisados os investimentos

em ativos físicos, que são eles:

a) Estreia de novos produtos;

b) Estabelecimento de novas instalações industriais;

c) Inserção em um mercado novo;

d) Compra e incorporação de outras empresas;

e) Compra de máquinas e equipamentos. (Rigo; Cherobim;

Lemes, 2010).

Brigham e Houston (1999) entendem que todo investimento

envolve retornos e riscos, onde um bom investimento é

A PRODUÇÃO É A PARTE

OPERACIONAL DA EMPRESA,

ONDE SERÁ TRANSFORMADA

A MATÉRIA-PRIMA EM

PRODUTO FINAL

58 |

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aquele que traz a taxa de retorno esperada. Quando há muitas

chances deste retorno ser abaixo do esperado, quer dizer que

há grandes riscos no investimento. O ideal é que “nenhum investimento

seja feito a menos que a taxa de retorno esperada

seja suficientemente alta para compensar o investidor pelo risco

percebido do investimento” (Brigham; Houston 1999 p. 158).

Por isso considera-se de grande importância a previa análise,

deste retorno e deste risco ao investir.

CONCLUSÃO

Ao início deste estudo, foi destacado como objetivo principal

a análise de investimento em um novo sistema de produção,

e a verificação de que este investimento realizado pela empresa

traria o retorno esperado, empresa esta no ramo de móveis sob

medida, localizada no sul de Santa Catarina.

Foram usadas para os cálculos três indicadores, a TIR, o

VPL e o payback. Foram usadas para os cálculos citados anteriormente,

projeções feitas através de estudos estatísticos das

séries temporais, para os anos de 2014, 2015, 2016, 2017.

Após reunir todas as variáveis possíveis, foi calculado o

valor presente líquido deste estudo. O VPL baseado em quatro

anos de saldo de caixa do investimento apresentou-se em

R$140.683,12, um resultado positivo para o investimento. Após

a definição da TMA de 0,95% ao mês, que é a taxa equivalente

a 12% ao ano, foi realizado o cálculo da TIR, que ficou de 7,8%

a mês, mostrando-se uma taxa interna de retorno sobre o investimento

atraente e superior a taxa mínima de atratividade.

O payback foi o último indicador a ser analisado neste estudo.

Diminuindo o saldo de caixa mensal do investimento, do

valor inicial do investimento, o resultado do payback foi de quatro

meses.

Os resultados de VPL, TIR e payback foram positivos para

este investimento. Porém, apesar dos três resultados de retorno

de investimentos positivos, esta empresa apresenta uma

situação financeira muito instável, desde o ano de 2010, até as

projeções de 2017, o faturamento apresenta grandes variações,

passando de positivo para negativo em quase todos os meses.

Conclui-se que o investimento, de certo modo, apresentou

resultados positivos, mas percebeu-se que as decisões da

parte financeira não são baseadas em conceitos técnicos, podendo

ser esta uma das causas de tal instabilidade financeira.

É importante que o gestor financeiro verifique com cuidado os

faturamentos mensais e tome medidas de controle, buscando

estabilizar positivamente, e reduzindo os custos nos meses que

apresentam baixo faturamento.

Leia este artigo na íntegra em:

http://repositorio.unesc.net/handle/1/2898

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Stand H3-B

AGOSTO | 59


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

CONSTRUÇÃO CIVIL

SUSTENTABILIDADE

LATINA

Fotos: divulgação

60 |

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TÉCNICOS ITALIANOS

CONSTROEM EM BLUMENAU

CASA DE ALTO PADRÃO COM

SISTEMA INOVADOR, EM QUE A

MADEIRA É PROTAGONISTA

AGOSTO | 61


REFERÊNCIA INDUSTRIAL

CONSTRUÇÃO CIVIL

A MONTAGEM DO

PROTÓTIPO, DURANTE O

MÊS DE FEVEREIRO, FOI

REALIZADA POR 16 TÉCNICOS

DA HABITECH TRENTO E

APRENDIZES LOCAIS

O

Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial)

Blumenau (SC), entidade da Fiesc (Federação

das Indústrias do Estado de Santa Catarina),

entregou, em julho, uma casa de tecnologia italiana com

ênfase em sustentabilidade e inovação. Localizada em uma

área construída de 200 m² (metros quadrados) no Instituto

Senai de Tecnologia Ambiental, o projeto da Casa Habitech-

-Itália é uma parceria com o instituto italiano Habitech e o

Sinduscon Blumenau.

A casa de alto padrão, com construção modular em

madeira MLC (Madeira Laminada Cruzada Colada), foi toda

erguida com painéis pré-moldados em madeira renovável,

tão resistentes quanto a alvenaria. Trata-se de uma tecnologia

desenvolvida pelo instituto italiano Habitech Trento, que

escolheu Blumenau para receber o primeiro protótipo desse

tipo de construção nas Américas, em virtude de um trabalho

articulado pelo Sistema Fiesc e Sinduscon.

Com o conceito greenbuild business (construções de baixo

impacto ambiental, alto conforto e produtoras de energia) o

projeto traz o modelo de construção a seco, que dispensa o

uso de água o que também diminui o impacto na natureza.

Os painéis pré-moldados garantem uma execução muito mais

rápida dos trabalhos, reduzindo custos com mão de obra. Com

a estrutura toda em madeira, a casa resiste ao tempo e conta

PARA RODRIGO

DE BORTOLI, DO

LABORATÓRIO

DE TECNOLOGIA

AMBIENTAL DO SENAI,

A INICIATIVA SÓ

TEM A BENEFICIAR

ESTUDANTES E O

SETOR, AO TRAZER

MAIS UMA OPÇÃO

SUSTENTÁVEL PARA A

CONSTRUÇÃO CIVIL

NACIONAL

62 |

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EQUIPE DA HABITECH QUE

PARTICIPOU DA CONSTRUÇÃO

DA CASA

com tecnologia avançada, para captação de energia solar e

controle de temperatura.

A proposta do projeto é quebrar o paradigma de que casas

de madeiras são ultrapassadas e inserir um novo formato de

construção, onde o material e seus conceitos agregados são

fundamentais. A parceria com a Habitech iniciou em 2013 e o

projeto foi uma doação da entidade italiana, formada por um

grupo de empresas da região ligadas ao setor e em parceria

com a Universidade de Trento. O projeto foi instalado no

Bairro Escola Agrícola, em um terreno cedido pelo Sistema

Fiesc e pelo Senai.

A montagem do protótipo, durante o mês de fevereiro,

foi realizada por 16 técnicos da Habitech Trento e aprendizes

locais. A atividade durou 13 dias, três dos quais para a montagem

da estrutura e 10 para os acabamentos. No ato da

inauguração, o primeiro vice-presidente da Fiesc, Mario Cezar

de Aguiar, destacou que “a casa é uma realidade que vai trazer

benefícios a todas as entidades envolvidas”. O presidente do

Instituto Habitech, Marco Predi, disse estar entusiasmado

e emocionado pela dedicação à ideia, que começou a ser

desenhada há aproximadamente três anos, e agora se concretizou.

Segundo o vice-presidente do Sinduscon, Amauri

Alberto Buzzi, que esteve à frente do projeto desde o início,

a Casa Habitech é inovadora, com uma maneira diferente

de construir, pensando principalmente na sustentabilidade

do projeto.

Para Rodrigo De Bortoli, do Laboratório de Tecnologia

Ambiental do Senai, a iniciativa só tem a beneficiar estudantes

e o setor, ao trazer mais uma opção sustentável para a construção

civil nacional. “Surgiu do Sinduscon a ideia de fazer a

casa”, conta. “Um dos empresários da associação visitou a

Itália e tinha interesse de trazer essa tecnologia para o Brasil.

Foi quando a Habitech achou mais interessante já construir

uma casa pra demonstrar isso na íntegra.”

Doada pela Habitech, a casa teve isenção de impostos.

Os custos, portanto, foram apenas de parte logística e importação

de peças. No total, foi gasto em torno de R$ 400 mil.

Bortoli calcula que se não houvesse isenção, o custo total seria

de R$ 2 milhões. Para ele é possível viabilizar a tecnologia no

país, mesmo assim. “Tudo que tem na casa há no Brasil, por

preços mais em conta”, analisa. “A empresa que nos vendeu

a maioria das peças tem filial no país. A viabilização depende

do uso do pinus nacional. Já há empresas que trabalham no

Brasil com isso, fazendo vigas de telhado, e podem realizar o

trabalho com a mesma proposta. Basta aprimorar o ofício”,

conclui.

A CASA HABITECH É

INOVADORA, COM

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AGOSTO | 63


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64 |

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ENTREVISTA

Juliana Meda

REFERÊNCIA INDUSTRIAL

ESPAÇO ABERTO

EFICIÊNCIA PRODUTIVA NA

PAUTA DA INDÚSTRIA

D

e acordo com o Ibge (Instituto Brasileiro de

Geografia e Estatística), a produção industrial

subiu 0,8% em maio quando comparado a abril,

melhor desempenho para o mês desde a alta de 2,7% em

2011, ou seja, o melhor maio em seis anos. Um dos motores

propulsores da economia brasileira na indústria é setor de

alimentos e bebidas. No ano passado, o faturamento nominal

cresceu 9,3% em relação a 2015, fechando o ano com

R$ 614,3 bilhões, de acordo com o balanço econômico da

Abia (Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação),

composta pelos setores de produtos alimentícios e bebidas.

Com 32,5 mil empresas, é um dos setores que mais emprega:

algo em torno de 1,6 milhão de trabalhadores.

Os números da Abia com relação à produção foram de

evolução de um ano para o outro, porém, ainda negativado,

isto é, queda de 0,96%, embora um pouco melhor que o índice

do ano anterior, quando ficou em -2,9% na produção. A

expectativa é de que o setor possa recuperar-se na produção

física, em volume, atingindo um percentual entre 0,6% a

1,2% de crescimento.

Em meio a um cenário de tímida recuperação econômica,

cogitar aumento da capacidade produtiva traz à cabeça

de empresários e representantes de entidades do setor um

atributo fundamental: eficiência. Segundo dados da FAO

(Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura),

28% dos alimentos são desperdiçados ao longo da

cadeia produtiva, em média, na America Latina, e grande

parte é devido aos processos de produção.

O caminho necessário para se atingir índices aceitáveis

com relação à eficiência produtiva é a automação. O domínio

das informações do processo industrial é peça fundamental.

Podemos ter análises que indicam o que vai acontecer, antecipando

medidas corretivas antes que uma parada ocorra

ou mesmo que um produto saia do padrão de qualidade, por

exemplo. O avanço da tecnologia é fundamental à eficiência

produtiva: com a automação dos processos, a indústria de

alimentos e bebidas pode obter ganhos entre 7% e 15%.

Embora o custo Brasil seja um entrave para a adoção em

larga escala de soluções que visam aperfeiçoar a eficiência

do processo produtivo, trata-se de um caminho natural e

sem volta, uma vez que não há mais espaço para gastos desnecessários,

não apenas pela cadeia de custos envolvidos,

mas também pelos aspectos de segurança e meio ambiente.

Foto: divulgação

Por Julio Molinari

Presidente da Danfoss na América Latina

Acesse:

A Revista da Indústria Florestal / The Magazine for the Forest Product

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Ano XIX • N°187 • Julho 2017

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Ano XIX • N°187 • Julho 2017

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Ano IV • N°22 • Agosto 2017

Financiamento: opções ajudam a expandir energia solar no Brasil

Juntando as peças

entregamos ganhos sustentáveis!

revista biomassa energia

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A Revista da Indústria de Celulose e Papel www.celulosepapel.com.br

Ano x - n. 30 - 2017

Antônio Eduardo Baggio, presidente do Sinpapel

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Negociação pode

Projetos sociais

reconfigurar o mercado

Mundo

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Principal encontro

do setor fomenta

novos negócios

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A Revista Madeireira da Construção www.produtosdemadeira.com.br Ano IX• N.40 • Julho 2017

Estilo e

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Criatividade: madeira abre leque de possibilidades

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