Jornal Paraná Setembro 2017

LuizaRecco

OPINIÃO

Setor sucroenergético

gera empregos e renda

Brasil é o país que mais proporciona postos de trabalho na

indústria de biocombustíveis, com aproximadamente 1,7 milhão

Welson Gasparini (*)

Levantamento mostra o

Brasil como o país

que mais proporciona

empregos na indústria

de biocombustíveis. Com

aproximadamente 1,7 milhão

de postos de trabalho gerados

em 2016, mais de um terço

deles (613 mil) no setor sucroenergético

brasileiro. A indústria

de biocombustíveis

líquidos fica atrás somente da

energia solar, que registrou

3,1 milhões de empregados,

e supera as fontes hidrelétricas

(1,5 milhão nas grandes

usinas), eólica (1,1 milhão),

biogás (333 mil) e geotérmica

(182 mil).

Em declarações recentes, o

diretor Executivo da União da

Indústria de Cana-de-Açúcar

(Unica), Eduardo Leão de

Sousa - comentando esse

dado específico - cita os benefícios

sociais oriundos da

produção de etanol no País,

destacando o compromisso

da indústria canavieira com a

melhoria da qualidade do emprego

no setor.

“Dados da Relação Anual de

Informações Sociais do Ministério

do Trabalho demonstram

que nos últimos dez

anos houve um incremento

de 70% nos salários pagos

aos trabalhadores do segmento,

descontando a inflação.

Já a taxa de analfabetismo

caiu 63,6%, enquanto

o índice de pessoas

formadas no ensino médio

cresceu 472,1%”, afirma o

executivo.

Já a IRENA, agência internacional

para as energias renováveis,

em seu relatório, registra

um aumento na contratação

de mão de obra para o

mercado de energias renováveis,

principalmente desde

2012. De lá para cá, cerca de

2,8 milhões de novos trabalhadores

foram admitidos

neste mercado. Segundo análise

da agência, a “redução

dos custos e adoção de políticas

favoráveis estimularam

os investimentos e o emprego”.

Para 2030, a projeção

é de que as fontes alternativas

empreguem até 24 milhões de

pessoas.

Nos últimos dez anos houve

um incremento de 70% nos

salários pagos aos

trabalhadores do segmento,

descontando a inflação.”

Segundo esse documento, o

Brasil é o país que mais proporciona

empregos na indústria

mundial de biocombustíveis,

com 783 mil vagas

geradas no ano passado

sendo seguido, nesse ranking,

pelos EUA (283 mil trabalhadores),

União Europeia

(93 mil), Indonésia (154,3

mil), Tailândia (97 mil), Colômbia

(85 mil), Malásia

(52,5 mil), China (51 mil), Filipinas

(42,4 mil) e Índia (35

mil).

Grande parte das vagas vem

da atividade agrícola, especificamente

dos processos de

plantio à colheita das matérias

primas usadas na produção

de etanol e biodiesel: o restante

se encontra na fabricação

propriamente dita dos

biocombustíveis ou em serviços

de construção/manutenção

de instalações industriais.

Trata-se, numa época tão difícil

quanto a atualmente enfrentada

pelo Brasil, com o

desemprego sendo um fardo

indesejável para mais de 14

milhões de brasileiros, de

um fato positivo porque

mostra a pujança de um setor

que gera emprego, renda

e ajuda a promover a paz

social.

Além, claro, dos benefícios

para o próprio meio ambiente

gerados por uma energia renovável

e não poluente, de

origem biológica e não fóssil

fabricada, em escala comercial,

a partir de produtos agrícolas

como cana-de-açúcar,

mamona, soja, canola, babaçu,

mandioca, milho e beterraba.

(*) Welson Gasparini é deputado

estadual (PSDB), advogado

e ex-prefeito de Ribeirão

Preto

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SAFRA

Colheita avança,

mas ainda está atrasada

Sem chuvas nas três últimas quinzenas, as usinas trabalham sem paradas

e já se aproximam da metade do volume total esperado para o ano

MARLY AIRES

Com a safra paranaense

praticamente

chegando à metade,

com 46,9% dos

36.762.900 toneladas de

cana-de-açúcar esperadas

para este ano, a colheita acelera

com a falta de chuva nas

últimas três quinzenas, segundo

o presidente da Alcopar,

Miguel Tranin. Pela primeira

vez nesta safra, o volume total

esmagado no último mês foi

maior do que no mesmo período

do ano passado, mas no

acumulado da safra os números

ainda são menores do que

os do ano passado na mesma

época.

Até o dia 1 de agosto tinham

sido esmagadas 17,255 milhões

de toneladas de cana-deaçúcar,

16,6% a menos do que

no dia 1 de agosto do ano passado,

quando as usinas paranaenses

já tinham processado

20,681 milhões de toneladas.

Na última quinzena foram esmagados

3,520 milhões de toneladas

9,7% a mais do que na

mesma quinzena no ano passado,

quando chegou a 3,209

milhões.

As chuvas no início da safra

atrapalharam o ritmo de colheita

de cana-de-açúcar no

Paraná, sendo que a diferença

entre a safra atual e a anterior,

no mesmo período, chegou a

58,4% a menos em maio. Também,

a colheita este ano começou

mais tarde do que normalmente

ocorre no Estado,

com cerca de 20 dias de atraso,

no final de fevereiro, e a

maior parte das unidades só

iniciou o processamento a partir

de abril, daí o atraso no andamento

das operações, explica

Tranin.

PRODUTOS - Foram industrializadas,

até o dia 1 de

agosto, 1,296 milhão de toneladas

de açúcar, 10,8% a

menos que no mesmo período

da safra passada, quando

tinham sido produzidas 1,453

milhões de toneladas, afirma

o presidente da Alcopar. A expectativa

é fechar a safra com

2,848 milhões de toneladas

de açúcar, utilizando 59,46%

da cana disponível para a sua

fabricação.

Como normalmente acontece

no Paraná, as usinas aproveitaram

o período mais seco, que

favorece um maior acúmulo de

açúcar na matéria-prima, para

produzir açúcar, visando também

atender aos contratos já

firmados. Foram destinados até

o momento 59,25% da matéria

prima para a produção da commodity.

A média obtida na segunda

quinzena de julho foi de

142,57 kg de ATR (Açúcar Total

Recuperável) por tonelada de

cana, enquanto a média anual

espera-se que feche em

136,20 kg ATR/t cana.

ETANOL - Já no caso da produção

de etanol total, diz Tranin,

esta soma 539,39 milhões

de litros no período, 21,9% a

menos que mesma data do ano

anterior (691 milhões de litros).

Deste total, 264,8 milhões de litros

são de etanol anidro e

274,56 milhões são de hidratado.

A previsão é de fechar a safra

com 1,176 bilhão de litros,

sendo 630,540 milhões de hidratado

e 545,794 milhões de

anidro. O percentual destinado

à produção de anidro tem sido

maior do que normalmente

ocorre, por conta de compromissos

assumidos e por apresentar

melhor remuneração.

46,9%

é o percentual

de cana

esmagado até o

dia 1 de agosto

16,6%

é quanto o

Estado colheu a

menos em relação

ao ano anterior

Jornal Paraná 3


PARANÁ

Escassez de trabalhadores

acelera mecanização

Setor está capacitando a mão de obra para absorvê-la em outros setores das indústrias

ROGÉRIO RECCO

Aredução da oferta de

trabalhadores, observada

nos últimos anos

em praticamente todas

as atividades rurais no Paraná,

impulsionou a colheita

mecanizada de cana-de-açúcar.

Segundo a Associação de Produtores

de Bioenergia do Paraná

(Alcopar), que congrega

26 indústrias, o percentual médio

atual de lavouras colhidas

com máquinas varia de 60 a

65%. Em regiões planas, mais

propícias a operação dos equipamentos,

o índice chega a

80%. Já em áreas acidentadas,

o emprego de máquinas ainda

enfrenta limitações.

De acordo com a entidade, a

cana está presente na economia

de cerca de 140 municípios

paranaenses, havendo a

maior concentração de lavouras

na região de Umuarama,

noroeste do estado. No total,

são 645 mil hectares de cana

no Paraná, dos quais cerca de

415 mil mecanizáveis. Somando

o efetivo empregado no

campo e nas indústrias, o segmento

responde por aproximadamente

40 mil postos de

trabalho diretos.

ATÉ DO NORDESTE - Com a

diminuição da mão de obra, a

2030

é o prazo para

que todas as

áreas de cana

sejam colhidas

sem despalha

única solução para as empresas

tem sido a mecanização,

explica o presidente da Alcopar,

Miguel Rubens Tranin. “As

empresas se obrigam a recorrer

a cidades cada vez mais

distantes, no seu entorno, para

conseguir a quantidade de

trabalhadores que necessitam

e, para algumas, se faz necessário

continuar contratando

mão de obra trazida do

Nordeste brasileiro, o que

acaba ficando muito oneroso

e insustentável”, afirma.

CAPACITAÇÃO - Tranin acrescenta

que diante da diminuição

da mão de obra e o processo

irreversível de mecanização, o

setor passou a capacitar essa

mão de obra para absorvê-la

O percentual médio atual de lavouras colhidas com máquinas varia de 60 a 65% no Paraná

tanto na operação de máquinas

quanto em outras atividades, no

interior das indústrias.

Por outro lado, ressalta o presidente,

mesmo que não houvesse

a falta de trabalhadores,

o setor determinou-se a investir

na capacitação desse pessoal,

preparando-o para aproveitar

oportunidades que surgem nas

empresas “e possibilitar que

eles e suas famílias busquem

melhor qualidade de vida”.

Como reflexo disso, atualmente

já é comum encontrar

ex-cortadores trabalhando – e

construindo uma carreira profissional

– nos mais diferentes

setores das indústrias bioenergéticas.

Corte manual

é inviável

O cortador de cana é uma categoria com data para expirar

no Paraná. O decreto estadual 10068/14 editado em

6 de fevereiro de 2014, estabeleceu prazos e procedimentos

para a adequação ambiental de usinas, no qual,

entre outros itens, foi fixado um cronograma para o término

gradativo da queima controlada da cana. A chamada

despalha - a eliminação, pelo fogo, da quantidade

natural de palha que reveste as plantas - é praticada para

facilitar o corte manual.

Desde o final de 2015, de acordo com o decreto, 20%

dos canaviais já não podem ser queimados e, até 31 de

dezembro de 2020, o percentual deverá subir para 60%,

completando ao término de 2025 a totalidade da área mecanizável

plantada com a lavoura e, em 2030, a não-mecanizável.

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USINA

Santa Terezinha recebe prêmio

Cidade Gaúcha é reconhecida por projeto que otimiza a captação

e tratamento da água usada em processos industriais

DA ASSESSORIA

DE COMUNICAÇÃO

AUnidade Cidade Gaúcha

da Usina Santa

Terezinha foi reconhecida

com os prêmios

ROE (Return on Environment)

e PNP (Proof not

Promises), concedidos pela

GE Water & Process Technologies,

divisão da General

Electric, empresa especializada

em tratamento de águas

e processos industriais.

A premiação valida projetos

que geram economia por

meio de soluções inovadoras

e homenageia parceiros

que atingem um equilíbrio

positivo entre os desafios

ambientais e as demandas

industriais.

O PNP foca no cumprimento

de metas e melhorias que trazem

benefícios financeiros e

operacionais. Já o ROE, reconhece

a redução do uso de

recursos hídricos e do consumo

de produtos químicos

no tratamento de água, que

consequentemente levam a

diminuição dos impactos ambientais

nos processos industriais.

A premiação, valida projetos que geram ganhos financeiros e ambientais por meio de soluções inovadoras

Entre 2014 e 2016, foram realizadas

mudanças nos processos

de captação e tratamento

hídrico, que geraram

uma economia de 6.676.868

m³ de água captada de poços

e rios, além de uma redução

de 6.109.102 m³ no volume

de águas residuárias. A otimização

desses processos levou

ainda a redução do consumo

de energia de cogeração

utilizada nas operações

industriais.

Os dois prêmios certificam o

ótimo trabalho da equipe da

unidade, além de endossar o

compromisso da Usina Santa

Terezinha com o desenvolvimento

de estratégias sustentáveis.

Com essa conquista,

o projeto desenvolvido pela

Unidade Cidade Gaúcha se

habilita para concorrer ao

Ecomagination Leadership

Award, um reconhecimento a

projetos com elevado impacto

financeiro, ambiental e

estratégico em nível mundial,

também concedido pela GE

Water & Process Technologies.

A premiação ROE e PNP já foi

concedida, em anos anteriores,

para projetos das unidades

de Tapejara e de Paranacity,

sendo esta última também

ganhadora do Ecomagination

Leadership Award.

A Usina Santa Terezinha é

composta pelo corporativo e

o terminal logístico – em Maringá,

o terminal rodoferroviário

em Paranaguá, e as onze

unidades produtivas em Iguatemi,

Paranacity, Tapejara,

Ivaté, Terra Rica, São Tomé,

Cidade Gaúcha, Rondon,

Umuarama e Moreira Sales,

no Paraná, e Usina Rio Paraná,

no Mato Grosso do Sul.

A empresa conta com mais

de 16 mil colaboradores nos

setores agrícola, industrial e

administrativo.

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Jornal Paraná


Relatório de Sustentabilidade é publicado

Usina Santa Terezinha lançou o seu Relatório

de Sustentabilidade 2016, produzido

de acordo com as diretrizes G4 da

organização holandesa GRI (Global Reporting

Initiative) e os Princípios do

Pacto Global e Metas do Milênio - ODS

(Objetivos de Desenvolvimento Sustentável),

ambas iniciativas da ONU (Organização

das Nações Unidas).

O objetivo é apresentar, de forma transparente,

o desempenho gradativo da

empresa na gestão para a sustentabilidade.

O primeiro relatório da usina foi

publicado em 2010, no qual prestou

contas publicamente sobre as suas práticas

de gestão socioeconômica e ambiental

em uma visão integrada, agregando

mais credibilidade junto aos seus

públicos de relacionamento.

A empresa continuou compartilhando

seus desafios na consolidação da sustentabilidade

de seu negócio. Dois anos

depois, a Santa Terezinha evoluiu seus

processos de governança corporativa

e publicou o seu primeiro relatório baseado

também nos 10 Princípios do

Pacto Global, tornando o relatório anual

uma Comunicação de Progresso, publicado

no site internacional do Pacto

Global.

Em 2015, a empresa lançou o seu Relatório

de Sustentabilidade já focado na

transição para a versão G4 das diretrizes

GRI e nas Metas do Milênio - ODM (Objetivos

de Desenvolvimento do Milênio).

Em 2016, a Santa Terezinha atualizou as

Metas do Milênio para ODS, de acordo

com o seu processo de materialidade

por meio de consultas dos públicos: interno

e externo. Esses ODS constituem

num plano de ação mundial a favor de

cinco grandes áreas: Pessoas, Planeta,

Paz, Prosperidade e Parcerias.

O relato reúne dados das 10 unidades

produtivas no Paraná e uma no Mato

Grosso do Sul, Corporativo e terminais

logísticos da empresa, concentrando os

impactos econômicos, sociais e ambientais.

Com versões online e impressa,

em português e inglês, esse documento

é uma das principais ferramentas

de posicionamento da empresa

no mercado, comunicando sua performance

aos seus públicos de relacionamento,

como parceiros de negócios e

comunidades de entorno.

Os relatórios digitais de sustentabilidade

da usina (2010 a 2016) foram acessados

mais de 50 mil vezes durante o período

de sete anos, por meio do site www.usacucar.com.br.

E o relatório 2015 recebeu

leitores de 55 países diferentes, sendo os

mais visitantes: Brasil, Estados Unidos da

América, Índia e Reino Unido.

Jornal Paraná 7


INFRAESTRUTURA E LOGÍSTICA

O PELT é um projeto

estratégico de estado

Plano apresenta 99 importantes obras e ações para o Paraná até 2035,

tendo o objetivo de mostrar os gargalos e indicar possíveis soluções

OPlano Estadual de

Infraestrutura e

Transportes (PELT),

que lista 99 importantes

obras e ações para o

Paraná até 2035, foi lançado

oficialmente pela Fiep no mês

de julho e apresentado em todas

as regiões do estado, a

seguir. A iniciativa foi realizada

em parceria com outras

19 entidades paranaenses da

sociedade civil com o objetivo

de mostrar os gargalos

dos setores de transporte, logística

e infraestrutura e indicar

possíveis soluções. O documento

contém obras prioritárias

nos modais rodoviário,

hidroviário, aeroviário e

ferroviário. Em Maringá, o

lançamento contou com a

presença do vice-presidente

do Sistema Fiep e presidente

da Alcopar, Miguel Rubens

Tranin.

“Historicamente, o Paraná

não tem feito este planejamento

a longo prazo. O PELT

2035 é uma contribuição da

sociedade civil organizada

Monitoramento

Após o lançamento do PELT 2035, a Fiep e as demais

entidades envolvidas na iniciativa vão monitorar

a realização e o andamento das obras previstas no documento.

As informações serão divulgadas nos sites

de cada instituição.

O plano também será entregue para parlamentares paranaenses

e órgãos públicos estaduais e federais, como

Secretarias Estaduais, Ministérios dos Transportes, Portos

e Aviação Civil, Agências Reguladoras, DER, DNIT,

órgãos de licenciamento ambiental, Ministério Público,

Tribunal de Contas do Estado do Paraná e Tribunal de

Contas da União, entre outros.

neste sentido. O trabalho contou

com a contribuição de

mais de 500 pessoas, incluindo

representantes dos

governos estadual e federal”,

explica secretário executivo

do Conselho de Infraestrutura

da Fiep, João Arthur Mohr.

Das 99 obras citadas no PELT

2035, 60% estão no modal

rodoviário; 15% no Porto de

Paranaguá; 15% no modal

aeroviário; e 10% em ferrovias.

São 61 obras no modal rodoviário,

visando melhorar o

escoamento das cargas,

adequar a capacidade das

estradas e aumentar a segurança

nas rodovias. As obras

contemplam diferentes

áreas, como duplicação,

criação de terceiras faixas e

separação dos tráfegos nos

A ferrovia existente é antiga e está no seu limite de capacidade

trechos urbanos, entre outras.

A listagem abrange obras em

rodovias federais que cortam

o Paraná (9 ações), rodovias

estaduais (18), trechos urbanos

(15) e trechos já concessionados

(19). O documento

mostra que existe uma necessidade

de não apenas melhorar

o fluxo tradicional no

estado, entre oeste e leste,

mas também favorecer o

fluxo norte e sul. Uma das

consequências disto seria,

por exemplo, uma facilitação

para ampliar a atuação paranaense

no mercado interno e

em regiões compradoras.

“No caso das rodovias, a

proposta é executar as obras

a partir de Parcerias Público-

Privadas (PPPs) especialmente

em trechos onde o

baixo fluxo de veículos não

permite uma concessão pura

(sem a participação da contrapartida

do Estado). Trechos

rodoviários que tenham

fluxo suficiente de veículos

poderão ser licitados no modelo

de concessões puras,

nos quais apenas a tarifa cobrada

é suficiente para a realização

das obras de ampliação.

Após o lançamento

do PELT, vamos promover

encontros em todas as regiões

do Paraná para mostrar

aos empresários como podem

participar das PPPs”,

afirma Mohr.

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Jornal Paraná


O que será feito

Para o Porto de Paranaguá são

listadas 17 obras e ações prioritárias.

Entre elas estão o lançamento

do edital de arrendamentos

e licitações em

áreas públicas no Porto de Paranaguá

e a ampliação no número

de berços de atracação.

Dois itens no PELT 2035 já

foram realizados: a assinatura

da autorização para ampliação

do Terminal de Contêineres de

Paranaguá e a alteração do poligonal

para viabilizar a instalação

de novos terminais privados.

No eixo ferroviário, o PELT

2035 chama atenção para oito

intervenções. Um dos objetivos

é facilitar o escoamento da

produção - principalmente

agrícola e de cargas conteinerizadas-

do interior do estado

para o Porto de Paranaguá e o

transporte de cargas que chegam

ao terminal portuário para

outras regiões do estado.

“Temos uma ferrovia antiga,

que está no seu limite de capacidade.

Hoje, os trens precisam

ser menores e circular

com baixa velocidade em função

do seu traçado. É necessária

uma nova ferrovia, mais

moderna e com maior capacidade.

Hoje temos dois gargalos:

a Serra do Mar e a Serra

da Esperança, entre Guarapuava

e Ponta Grossa”, esclarece

Mohr. Neste caso, a Fiep

e outras entidades estão trabalhando

para buscar possíveis

investidores.

As obras citadas no PELT

2035 compreendem os aeroportos

administrados pela Infraero

(Afonso Pena, Londrina

e Foz do Iguaçu) e os municipais.

No caso dos terminais da

Infraero, são prioridades: a segunda

pista no Aeroporto Internacional

Afonso Pena, em

São José dos Pinhais, para aumentar

o transporte de cargas

e receber aviões de passageiros

de grande porte; a instalação

do equipamento ILS I para

aproximação em condições

climáticas adversas em Londrina

e a ampliação do terminal

em Foz. Na aviação regional, a

prioridade é a ampliação dos

aeroportos de Maringá e Cascavel,

assim como a implantação

de voos comerciais regulares

para a região de Campos

Gerais e para o Sudoeste do

Paraná.

Além das obras citadas acima,

o PELT 2035 prevê intervenções

em ampliação da malha

de dutovias, especialmente

para o transporte de gás natural;

investimentos em hidrovias

no Rio Paraná; e uma obra de

transporte ferroviário de passageiros:

o denominado “Trem

O presidente da Alcopar, Miguel Rubens Tranin, também

vice-presidente do Sistema Fiep, em atendimento

à imprensa na Casa da Indústria em Maringá

Pé Vermelho”, que interligará

as principais cidades do eixo

Maringá-Londrina. O PELT sugere

ainda a criação de um

banco de projetos para que investidores

internacionais tenham

diversas obras para analisarem

por meio de projetos

de engenharia com o necessário

detalhamento técnico.

Jornal Paraná 9


BIODIESEL

BSBIOS vai aumentar

produção no Paraná

Fábrica localizada em Marialva, no Norte do Estado vai expandir a

capacidade para 288 milhões de litros por ano

DA EQUIPE DE REDAÇÃO

Oestado do Paraná

vai ampliar sua capacidade

de produção

de biodiesel. A

fábrica de Marialva da

BSBIOS recebeu no final de

julho a autorização da Agência

Nacional de Petróleo, Gás

Natural e Biocombustíveis

(ANP) para ampliar as operações.

Em nota, a empresa informou

que o aumento de capacidade

será de 38%, passando

a produzir 288 milhões

de litros de biodiesel

por ano, contra 208,4 milhões

de litros atualmente. As

obras devem acontecer no

mês de agosto, para posteriormente

receber autorização

de operação pela ANP.

O investimento em equipamentos

e tecnologia na planta

de Marialva gira em torno de

R$ 20 milhões. Com a ampliação

será otimizado o uso de

insumos e mão de obra, e haverá

uma maior demanda por

matéria-prima – óleo de soja e

gordura animal –, para atender

a essa nova capacidade.

“Com isso, estaremos gerando

um faturamento adicional

de R$ 230 milhões por ano

e um acréscimo de R$ 27 milhões

em ICMS ao município.

A empresa já é a maior arrecadadora

de impostos de Marialva”,

informa nota da empresa.

A maior parte da equipe de trabalho

será a mesma, devido

aos novos equipamentos estarem

sendo instalados na mesma

planta industrial, mas serão

gerados alguns empregos

diretos, principalmente, na

área de logística, informa a

BSBIOS. Já empregos indiretos

estima-se algo em torno de

150, movimentando a economia

local.

Após a conclusão das obras,

o que deve ocorrer até o fim de

agosto, será necessária ainda

uma aprovação de nova licença

de operação por parte

da ANP.

Os produtores de biodiesel no

Brasil buscam aumentar a

mistura de biodiesel ao óleo

diesel, de 8% para 10% em

março de 2018. Isso deve

criar uma demanda adicional

de esmagamento de 4 milhões

de toneladas de soja - além

das 15 milhões de toneladas já

utilizadas anualmente.

Com as novidades, segundo a

BSBIOS, “a companhia reafirma

sua crença no Programa

Nacional de Produção e Uso

do Biodiesel e se capacita

ainda mais para atender ao

mercado de biodiesel que está

em expansão, além do aumento

orgânico de combustíveis

esperado com o retorno

do crescimento da economia,”

afirma o diretor industrial Ézio

Slongo.

A autorização aconteceu no

mesmo dia em que foi publicada

no Diário Oficial da União

a aprovação de licença de

operações da unidade matriz

da BSBIOS, em Passo Fundo

(RS). O custo da ampliação no

Rio Grande do Sul foi de R$ 10

milhões.

230

milhões de reais

por ano é o

faturamento

adicional

20

milhões de reais

é o investimento

em equipamentos e

tecnologia na planta

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Jornal Paraná


EMPRESA

Trabalhar com segurança

A Ribeiro, que oferece soluções em automação, é especialista em drives,

motores e trabalha com venda e assistência técnica de toda linha de Drives ABB

Para manter a segurança

nas usinas, a empresa

Ribeiro, que é especialista

em drives, motores e trabalha

com venda e assistência

técnica de toda a linha

de Drives ABB, oferece soluções

em automação.

Um dos produtos de sua

linha, a Magne, é uma trava

eletromagnética que foi concebida

para travar eletricamente

portas e escotilhas,

com uma força de retenção

de até 1500N. Normalmente

é usada em áreas de acesso

à zona de perigo e quando a

parada da máquina só pode

ocorrer em condições específicas,

como no final do

ciclo.

Os modelos de Magne 1

e 3 são travas sem segurança,

que devem ser associadas

a um dispositivo

de intertravamento

seguro, para as aplicações

de segurança. A

Magne 2 integra um sensor

de segurança Eden e

sua função de intertravamento

pode atingir os padrões

PLe/SIL 3. E as Magne

1B, 2B e 3B contam com imã

permanente incorporado, responsável

por manter a porta

fechada na ausência de alimentação.

Dentre os principais benefícios

estão a maior tolerância

de montagem em relação às

travas mecânicas, facilitando

a instalação; a redução no

tempo de parada devido às

extensivas indicações e o

menor desgaste do que

nas travas mecânicas,

dada a ausência de partes

móveis.

Outro produto, a Knox, é

uma trava robusta para

ambientes agressivos

que pode ser usada

como trava de segurança

para uma célula

ou linha com longo

tempo de parada, ou como

trava de processo, para prevenir

paradas desnecessárias.

A função de trava tem

controle elétrico e mantém

sua posição (destravada/

travada), em caso de queda

de energia.

As maçanetas funcionam como

as de uma porta normal,

mas a maçaneta externa

apresenta, também, uma função

de reset, eliminando a

necessidade de um botão de

reinicialização separado.

Sempre é possível abrir a

porta por dentro, usando a

maçaneta de liberação de

emergência.

A trava é toda em aço inoxidável,

tem conexão serial dos

sensores de segurança, integrados

em conformidade

com a categoria 4, e possui

modelos para diversos tipos

de porta, incluindo portões

rolantes.

Jornal Paraná 11


FUNRURAL

Prazo para refinanciar

vai até 29 de setembro

Bancada ruralista corre contra o tempo para, antes do prazo, aprovar

no Congresso o texto com as emendas à MP propostas por parlamentares

DA EQUIPE DE REDAÇÃO

Na Medida Provisória

793, do dia 31 de julho

último, o governo

federal deu prazo até

o dia 29 de setembro para os

contribuintes aderirem ao programa

de regularização que refinancia

o passivo do Funrural

(Fundo de Assistência ao Trabalhador

Rural). Após essa data,

não será mais possível o

parcelamento, tendo o produtor

que aceitar o feito pela Receita

Federal, com pagamento em

60 vezes, sem descontos. A

bancada ruralista corre contra

o tempo para, antes deste prazo,

aprovar no Congresso Nacional

o texto com as emendas

à Medida Provisória, propostas

por parlamentares.

Na esperança de ter a dívida

perdoada na Justiça, lideranças

de produtores têm recomendado

aos agricultores e

pecuaristas que esperem um

pouco para tomar uma decisão

quanto à adesão ao programa.

Elas alertam que se o produtor

aderir da forma que está a Medida

Provisória estará confessando

a dívida que o setor entende

que não é devida, e estará

abrindo mão de outras decisões

que podem ser tomadas

depois. Mas especialistas

alertam que é praticamente impossível

o Supremo Tribunal

Federal (STF) suspender os débitos

de quem tinha liminar.

O momento ainda é de incertezas,

avalia o presidente da Frente

Parlamentar da Agropecuária,

deputado federal Nilson

Leitão. “Eu não oriento ninguém

a não aderir ao programa.

Quem não aderiu, quem entrou

com liminares, hoje está pagando

uma conta caríssima. É

muito importante poder aderir

ao programa, mas é preciso esperar

as mudanças que o Congresso

está fazendo”, falou.

Uma das emendas sugere

prolongar de 29 de setembro

para até 29 de dezembro o período

de adesão ao refinanciamento.

Os parlamentares

também querem a redução do

percentual de entrada, à vista,

da dívida, que deve ser paga

ainda neste ano: o governo

pediu 4% em quatro parcelas,

mas a proposta é de que a entrada

seja de 1% do valor do

passivo, dividida em quatro

parcelas.

Outro pedido tem a ver com o

limite de endividamento de indústrias

que compram a produção

do agricultor ou pecuarista.

A ideia é que empresas

que tenham dívidas acima de

R$ 15 milhões possam parcelar

em mais vezes. Há ainda o

questionamento sobre a taxa

que vai ser cobrada em caso

de atraso nos pagamentos. O

governo fixou a taxa básica de

juros, a Selic, mas deputados

querem outra opção.

As entidades representativas

apresentaram ao Instituto Pensar

Agro (IPA), as propostas de

Emendas que serão encaminhadas

à Frente Parlamentar da

Agropecuária (FPA). “Temos,

juntamente com a FAEP, participado

de todos os fóruns de

discussão de interesse do produtor

rural no IPA” afirma o presidente

da Alcopar Miguel Tranin,

que integra o instituto. A

Confederação da Agricultura e

Pecuária (CNA), representando

as federações, também elaborou

suas sugestões.

O que diz a Medida Provisória

Empregadores

rurais já recolhem

20% sobre a folha

de pagamento

A Medida Provisória lançou

o Programa de Regularização

Tributária Rural que permite

o parcelamento das dívidas

do Funrural e reduziu

a alíquota, a partir de 2018,

de 2,1% para 1,3%, sendo

1,2% ao INSS e 0,1% ao

Riscos Ambientais do Trabalho.

Os 0,2% do Senar

permanecem sem alteração,

o que totaliza 1,5%.

No caso dos débitos contraídos

até 30 de abril deste

ano, 4% da dívida consolidada

devem ser pagos em

até quatro parcelas iguais

até dezembro de 2017. O

restante será dividido em até

176 parcelas mensais a partir

de janeiro de 2018, desde

que a parcela não seja inferior

a R$ 100, sem juros e

com desconto de 25% nas

multas e encargos.

As indústrias que compram a

produção do agricultor ou pecuarista,

que têm dívidas de

até R$ 15 milhões vão poder

financiar o débito da mesma

forma que o produtor rural

pessoa física. Quem deve

mais do que isso, no entanto,

não pode parcelar o valor,

tendo como base 0,8% do

que faturou no ano anterior.

Essas pessoas são obrigadas

a dividir o passivo em 176

vezes, com descontos, dando

uma entrada de 4% em 2017.

Os que não conseguirem

pagar no prazo podem refinanciar

o restante em 60 parcelas

sem descontos.

Os interessados devem fazer

um requerimento de

adesão junto a Receita Federal.

Para incluir no refinanciamento

dívidas que

estão em disputa judicial, o

contribuinte precisa desistir

das ações na justiça.

12

Jornal Paraná


Fundo foi criado há 45 anos

O Supremo Tribunal Federal

(STF) em 30 de março último

declarou constitucional a cobrança

do fundo ao empregador

rural pessoa física. A

cobrança tem mais de 45 anos

e já passou por diversas modificações

ao longo das décadas,

gerando uma série de

discussões no setor. O Funrural

foi criado em 1971, por

meio de uma lei que determinou

a cobrança de 2% sobre a

comercialização do produtor

com a finalidade de arrecadar

dinheiro para financiar a previdência

rural.

Em 1988, com a nova Constituição

Federal, o termo Funrural

foi extinto e foi criado o

Regime Geral de Previdência

Social, com regras diferenciadas

para o campo e para a cidade.

Mas só em 1991 foi regulamentada

a contribuição do

meio rural com a lei 8.212, definindo

que o agricultor familiar

deveria recolher a alíquota de

2,1% sobre tudo que vendesse,

aposentando-se com um

salário mínimo. O empregador

rural, no entanto, não foi contemplado

nesta lei e, por isso,

ficou recolhendo a contribuição

previdenciária da mesma

forma que os empresários urbanos,

com uma taxa de 20%

sobre a folha de pagamento do

funcionário.

Em 1992 veio a lei 8.540, que

regulamentou a contribuição

do produtor rural que tem empregados,

determinando que a

cobrança fosse feita sobre a

receita, em substituição aos

20% que ele pagava sobre a

folha. O empregador rural pessoa

física passou a recolher

2,1% sobre a produção e o

empregador rural pessoa jurídica,

2,6%. Mas, assim como

um empresário urbano, para se

aposentar o produtor precisa

fazer um recolhimento individual

sobre o que ele fatura.

“O empregador rural é equiparado

a um empresário no setor

rural, mas não difere de outras

características do empresário,

no setor urbano. A contribuição

sobre a receita substitui a

contribuição patronal, no entanto,

o produtor rural, empregador,

deve continuar descontando

dos empregados a contribuição

devida pelo empregado,

que varia de 8% a 11%.

Não contribui sobre a receita e

a folha. A contribuição sobre a

receita é a contribuição patronal

e ele tem que reter e recolher

a contribuição do empregado

que é descontada do

salário do empregado”, disse a

imprensa a chefe da divisão de

contribuições sociais, previdenciárias

e de terceiros da

Receita Federal, Carmen

Araújo.

Em 2010, uma decisão do

Supremo Tribunal Federal que

suspendeu a cobrança, julgando

que a lei que a regulamentava

era inconstitucional, abriu

precedentes para produtores

de todo o país pedirem o mesmo,

na Justiça, obtendo decisões

liminares de tribunais

de primeira instância. A Justiça

recomendava que o valor fosse

depositado em contas judiciais

para o caso do supremo mudar

de opinião, mas muita gente

deixou de recolher, mesmo

quem não tinha liminar. Em

1998, no entanto, houve uma

emenda que incluiu na Constituição

a determinação de que

essa cobrança deveria ser,

realmente, feita pela comercialização,

sendo regulamentada

em 2001. Esta lei serviu de

embasamento para o novo

posicionamento do STF.

“Se há um déficit na previdência

rural não é por causa do

empregador rural, porque os

recolhimentos continuaram

sendo feitos da mesma forma

que pelo empresário urbano.

Ao contrário do que se tem

dado a entender, de que o produtor

quer que o governo perdoe

uma dívida, o que se pede

é que não fosse feita essa cobrança

extra que penaliza o

setor, que tanto contribui para

a economia do País. Com a

nova decisão do STF, o que se

pede é que os termos levem

em conta o cenário econômico

atual”, comentou Miguel Tranin,

presidente da Alcopar.

1971 - Foi criado o Funrural

1988 - Nova Constituição o extinguiu e criou

o Regime Geral de Previdência Social

1991 - Lei determina que agricultor familiar

recolha a alíquota de 2,1% sobre vendas

1992 - Empregador rural deixa de pagar

20% sobre a folha e passa a recolher

2,6% sobre vendas

2010 - Decisão do Supremo Tribunal Federal

suspende a cobrança julgando

inconstitucional

2017 - STF declara constitucional a

cobrança do fundo

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Jornal Paraná


EVENTO

Datagro discute novo começo

Conferência do setor sucroenergético

reúne grandes líderes e leva

informação para toda cadeia

produtiva nos dias 6 e 7 de novembro

DA EQUIPE DE REDAÇÃO

A17ª Conferência Internacional

sobre Açúcar

e Etanol, que será realizada

nos dias 6 e 7

de novembro, das 8 às 18 horas,

no Hotel Grand Hyatt, em

São Paulo (SP), é um dos mais

relevantes eventos do calendário

mundial do açúcar e etanol

e reúne grandes líderes do setor.

O foco continuará sendo

valorizar conteúdo de qualidade,

disseminar conhecimento

e novas tecnologias, e estimular

networking entre os

participantes.

O objetivo da Conferência é

reunir especialistas da área e

promover debates sobre as

perspectivas do mercado, planejamento

estratégico e comercial

para os diferentes elos

da cadeia de produção e comercialização

do setor sucroenergético

mundial. Estarão em

pauta, também, temas como

bioeletricidade, políticas públicas,

financiamento, tecnologias

do setor, etanol e mercado

de combustíveis, além do balanço

da safra 2017/18.

Grandes personalidades do setor

já participaram da Conferência

Internacional: Marconi

Perillo, governador de Goiás;

Pedro Taques, governador de

Mato Grosso; Ministro Fernando

Bezerra Coelho Filho; José

Orive, Diretor Executivo da ISO

- International Sugar Organization;

Martin Todd, Diretor Executivo

da LMC - Oxford; Midwest

AgEnergy Group; Joseph

Harroun, Corretor Advance Trading

Inc.; Pedro Mizutani, Raizen;

Jacques Gillaux, Chefe

Sênior da Plataforma de Açucar

da Louis Dreyfus Commodities;

dentre outros.

“A DATAGRO reforça seu compromisso

de reunir os principais

líderes e representantes de

toda a cadeia do setor sucroenergético

internacional para estreitar

relacionamento e debater

as principais questões de mercado

e de estratégia setorial",

destaca Luiz Felipe Nastari, diretor

da DATAGRO Consultoria

e responsável pela organização

do evento.

Na edição passada, a Conferência

Internacional contou

com a presença de mais de

750 participantes de 30 países,

além de 60 palestrantes que

debateram por mais de 15

horas formas de superar os

desafios e aproveitar as oportunidades

do mercado brasileiro

e internacional. O evento

tem tradução simultânea para

o inglês, português e espanhol.

Programação e inscrições pelo

site: http://www.conferenciadatagro.com.br/

Edição passada contou com mais de 750

participantes de 30 países e 60 palestrantes

Jornal Paraná 15


FEIRA

Fenasucro espera movimentar

R$ 3 bilhões em negócios

Além da expectativa de crescimento da movimentação financeira, edição

histórica amplia eventos de conteúdo. São esperados 35 mil visitantes

DA EQUIPE DE REDAÇÃO

Realizada em Sertãozinho,

um dos principais

polos produtores

de cana-de-açúcar

no Brasil, a Fenasucro & Agrocana

- Feira Internacional de

Tecnologia Sucroenergética

completa nesta edição 25 anos

de realização. O evento acontece

de 22 a 25 de agosto, no

Centro de Eventos Zanini, numa

área de 70 mil metros quadrados.

As expectativas da organização

confirmam o posicionamento

da feira como a maior e principal

do setor no mundo: R$ 3,1

bilhões em negócios devem

ser gerados pelos 35 mil visitantes

compradores brasileiros

e de outros 43 países.

A movimentação financeira

também é estimulada pelas rodadas

de negócios internacionais

e nacionais que acontecem

ao longo dos quatro dias

de programação. Plataforma

de tecnologias, revelando alternativas

e soluções para toda

cadeia produtiva açucareira, o

evento concentrará mais de mil

marcas em exposição.

Além de impulsionar os negócios

no setor, a Fenasucro &

Agrocana também traz como

os principais destaques desta

edição o aumento da carga horária

dos eventos de conteúdo.

São mais de 300 horas, distribuídas

em palestras, reuniões,

workshops, encontros, que

acontecerão no Espaço de

Conferências. Para receber um

público cada vez maior, o número

de auditórios passou de

quatro para seis, onde acontecerá

a difusão de conhecimento

entre os profissionais e especialistas

do setor sucroenergético.

Entre as principais novidades

em 2017, o Fórum de Produtores

de Agroenergia - organizado

pela Orplana (Organização

de Plantadores de Cana),

pela Datagro e pela Reed Exhibitions

Alcantara Machado -

promoverá na feira debates e

reflexões entre os mais de 500

produtores de cana, beterraba

açucareira e milho de 40 países.

O evento acontece no dia

23 de agosto.

A feira ainda terá a Ilha do Conhecimento,

um modelo europeu

de exposição em que dois

miniauditórios estarão disponíveis

para expositores realizarem

palestras para pequenos

grupos sobre seus produtos.

Já o Estande de Inovações

deve ter o mesmo sucesso do

ano passado, atraindo o público

para conferir as novidades

em produtos e soluções

procedentes da cana-de-açúcar

e seus subprodutos.

São parceiras desta edição 37

associações ligadas aos setores

agrícola e industrial. A Fenasucro

& Agrocana é uma

realização do CEISE Br (Centro

Nacional das Indústrias do

Setor Sucroenergético e Biocombustíveis)

e organizada

pela Reed Exhibitions Alcantara

Machado.

300

horas de palestras

e workshops

estão programados

25ª edição acontece de 22 a 25 de agosto em Sertãozinho

Organizadores estão otimistas

Nesta edição comemorativa, Elizabeth Farina,

presidente da Unica, é a presidente

de honra Fenasucro, representando a área

industrial do evento e sendo a primeira

mulher a receber esta homenagem. Já

Antonio Eduardo Tonielo, presidente da

Copercana, é o presidente de honra da

Agrocana, o setor agrícola da feira.

O gerente geral da Fenasucro

& Agrocana, Paulo Montabone,

expressa otimismo

neste ano comemorativo.

“São 25 anos dedicados a

apresentar tecnologias, fomentar

negócios e gerar conhecimentos

para o avanço e

a modernização do setor sucroenergético.

Além dos visitantes

internacionais, receberemos

no evento representantes

de todas as usinas

brasileiras”, diz.

Montabone destaca também

que o evento reúne em um só

local as áreas Agrícola e Industrial

do segmento. “Acreditamos

que juntos somos melhores”,

afirma. Ele cita ainda o

Espaço de Conferências, que a

cada ano cresce e recebe

eventos de grande relevância

Homenagem

para a cadeia produtiva da

cana se atualizar, ganhando

competitividade.

“Por isso, apostamos no compartilhamento

das novas informações

e tendências, promovendo

um intercâmbio de

conhecimentos entre profissionais

e especialistas. Sem dúvidas,

esta edição será histórica”,

aponta.

O presidente da Alcopar, Miguel Tranin,

também será um dos homenageados na

feira, no dia 22 de agosto, durante a cerimônia

de abertura a partir das 13h, na

Arena do Conhecimento Agrícola. Na edição

histórica e comemorativa do evento,

representantes dos principais estados

produtores de cana serão prestigiados.

16

Jornal Paraná


Espaço de Conferência

Com atividades inéditas e tradicionais,

a Fenasucro & Agrocana

terá mais de 300 horas

de eventos de conteúdo promovidos

no Espaço de Conferências

para expandir o conhecimento

de toda cadeia

produtiva da cana-de-açúcar.

Serão seis auditórios exclusivos

para palestras, workshops,

debates, encontros e

seminários. A expectativa é

que 5 mil profissionais se

atualizem sobre as novas tendências

do mercado. A ampliação

dos temas abordados

reforça o papel do evento como

provedor de soluções, não

só trazendo novidades das

empresas, mas também em

conhecimento.

Neste ano, a programação

conta com eventos inéditos

como: Fórum dos Produtores

de Agroenergia, Ações de

Sustentabilidade e o lançamento

nacional do projeto

Muda Cana; Startups da Cana:

Agrossistemas, Plataformas

Digitais, Agricultura de Precisão,

Auditoria e Controle;

Workshop de Bioeconomia;

Indústria 4.0 - a quarta revolução

industrial no setor sucroenergético,

Encontro do

Gmec (Grupo de Mecanização);

Usinas de Alta Performance

e Café Sucroenergético:

Governo, Mercado e

Investimentos.

A feira ainda conta com outras

programações já tradicionais

como a Conferência Datagro/CEISE

Br; 3º Congresso

de Automação Estudantil promovida

pela ISA de Sertãozinho;

7º Seminário de Bioeletricidade

Ceise Br/Unica, Seminário

Agrícola e Industrial

STAB; Encontro de Empresários

do Lide; 32º Encontro

GIFC- Grupo de Irrigação e

Fertirrigação de Cana-de-Açúcar;

Workshop do Grupo Gerhai;

Seminário de Logística

Esalq-Log e Abralog; seminários

Gegis e Amcham; e o V

Congresso de Automação e

Inovação Tecnológica Sucroenergética.

O Programa Renovabio

também é um tema destaque,

que apresentará abordagens

sobre novas políticas

públicas para o setor.

Palestras

contaram com

grande público

no ano passado

Jornal Paraná 17


FEIRA

Muda Cana vai capacitar produtores

Com o objetivo de trazer prosperidade

aos produtores de

cana-de-açúcar e o fortalecimento

das associações que os

representa, a Orplana (Organização

dos Plantadores de Cana

da Região Centro-Sul do Brasil)

lançou o “Muda Cana”, projeto

que tem como foco a capacitação

contínua.

Máxima

produtividade da cana

A produtividade da canade-açúcar

na safra 2017/

2018, de acordo com a estimativa

da Conab (Companhia

Nacional de Abastecimento),

em todo País,

deverá ser de 73 toneladas

de cana por hectare. Mas,

em um cenário de instabilidade,

as unidades produtoras

buscam aumentar cada

vez mais a eficiência para

consolidarem a retomada

do setor. E como a tecnologia

é aliada para melhorar

resultados, o seminário

“Usinas de Alta Performance

- Agrícola” vai abordar

técnicas e metodologias

consagradas em produtividade

e redução de custos.

Ao apresentar cases de sucesso

de unidades produtoras,

o evento mostrará tecnologias

que maximizam a

produtividade agrícola e

chegam a alcançar a marca

de 150 toneladas de cana

por hectare, bem acima da

média nacional. O seminário

discutirá também sistemas

de controle e integração das

operações. Realizado pelo

Pró-Usinas Sinatub Tecnologia,

o evento será no dia

23 de agosto, e terá 4 horas

de programação.

Mudança de atitude, união e associativismo;

desenvolvimento

do negócio e aprendizado contínuo;

são as diretrizes do projeto,

que será tema do Painel:

Ações de Sustentabilidade, durante

o 17º Encontro de Produtores

de Cana, no dia 24 de

agosto, na Fenasucro & Agrocana.

O projeto vai oferecer suporte

ao produtor de cana para lidar

com seus principais desafios:

gestão eficaz e integrada e ter

um negócio lucrativo, competitivo

e sustentável. Tudo isso

com o intuito de garantir a visão

de agricultura do futuro:

sustentável, eficaz e moderna.

A expectativa inicial é que

3.300 produtores participem.

Outro destaque é a participação

inédita do Laboratório

Nacional de Ciência e Tecnologia

do Bioetanol (CTBE),

que integra o Centro Nacional

de Pesquisa em Energia e

Materiais (CNPEM), organização

social vinculada ao Ministério

da Ciência, Tecnologia,

Inovações e Comunicações

(MCTIC). O CTBE desenvolve

pesquisa e inovação

de nível internacional na

área de biomassa voltada à

produção de energia, biocombustíveis

e bioprodutos,

visando à transferência de

processos da bancada científica

para o setor produtivo.

Na Fenasucro & Agrocana, o

Laboratório participará de

O projeto funcionará como uma

“faculdade” para o produtor de

cana, ao oferecer disciplinas

sobre técnicas de práticas agrícolas,

de riscos na parte comercial,

o que é a precificação

e a metodologia do Consecana,

como comprar bem, gerir suprimentos,

melhorar os indicadores

de produtividade, conhecer

a legislação trabalhista, ambiental

e tributária. Algumas das

disciplinas serão escolhias pelo

produtor, outras são obrigatórias.

Para a aplicação do Muda Cana,

a Orplana conta com a participação

da ONG holandesa

Solidaridad e a capacitação ficará

a cargo, principalmente, da

Markestrat Assessoria Empresarial.

As informações chegarão

até os produtores por meio digital,

palestras e oficinas.

Participação inédita do CTBE

duas formas. A primeira é

com a realização, no dia 24

de agosto, do Workshop de

Bioeconomia, e a outra é em

um estande montado especialmente

na área de exposições,

apresentando dois

equipamentos de última geração

usados nos mais avançados

laboratórios do mundo.

18

Jornal Paraná


Espera-se US$ 130 milhões nas rodadas de negócios

Durante quatro dias, o Brasil

se torna vitrine para negócios

internacionais no setor sucroenergético

ao aproximar compradores

e fornecedores em

Sertãozinho, durante a 25ª Fenasucro

& Agrocana. Com expectativa

de movimentar US$

130 milhões, as rodadas internacionais

de negócios do Projeto

Brazil Sugarcane Bioenergy

Solution, parceria entre

o Arranjo Produtivo Local do

Álcool (Apla) e Agência Brasileira

de Promoção de Exportações

e Investimentos (Apex-

Brasil), reunião 43 países

compradores com fornecedores

nacionais.

O evento contará com a participação

de 50 empresas nacionais

e 20 internacionais,

que vão negociar diretamente

no espaço de negócios, com

o apoio da Apla e Apex-Brasil

e também do BNDES, que terá

agentes no local. Já estão

confirmadas também as participações

de Estados Unidos,

Honduras, Argentina, El Salvador,

Guatemala, Cuba, Equador

e Nicarágua.

Para as empresas que buscam

negócios dentro do Brasil,

a feira também abre espaço

para as rodadas nacionais

O evento contará com a participação de 50 empresas nacionais e 20 internacionais

de negócios. Organizadas pelo

Ceise Br, as rodadas já tem 60

empresas confirmadas e visa

aproximar grandes compradores

nacionais e fornecedores.

A Fenasucro & Agrocana disponibilizou

o seu aplicativo

mobile, disponível para os

sistemas Android e iOS, uma

ferramenta criada para auxiliar

na fomentação dos negócios

e do relacionamento entre

compradores e expositores.

Na prática, o aplicativo permite

que o usuário encontre

os produtos e expositores de

seu interesse com mais facilidade

e os “favorite”, tendo

a oportunidade de marcar

reuniões, consultar a lista

das empresas expositoras,

conferir atrações especiais e

traçar a rota da visita antecipadamente.

Além disso, é

possível ver todas as informações

sobre a grade dos

Eventos de Conteúdo e seus

palestrantes e ser alertado

sobre o início de cada palestra

e debate.

Jornal Paraná 19


TEMPO SECO

É hora de controlar o

Sphenophorus levis

Em áreas com mais de 30% de infestação, a orientação é destruir as soqueiras e renovar o canavial

DA EQUIPE DE REDAÇÃO

Operíodo mais seco do

ano é considerado o

ideal para realizar as

práticas para controle

do Sphenophorus levis, uma

das principais pragas que atacam

os canaviais da região

Centro-Sul, principalmente em

São Paulo, provocando perdas

de aproximadamente 30 toneladas

de cana-de-açúcar por

hectare ou a renovação precoce

do canavial, em muitos casos,

no segundo corte.

A praga é de difícil controle e o

pesquisador Newton Macedo

aconselha que, áreas com mais

de 30% de tocos atacados pela

praga devem ir para a reforma

imediatamente, para diminuir a

pressão da população. Para

isso, será necessário eliminar a

soqueira, através de uma aração

nas linhas de plantio, procurando

revolver os restos

culturais e expor as larvas à

ação dos raios solares e inimigos

naturais.

voltada ao setor canavieiro.

Pardinho explica que esse implemento

foi desenvolvido com

o objetivo de se eliminar simultaneamente

duas linhas de soqueiras

de cana quando há necessidade

de se reformar o canavial.

De junho a setembro

é o período de

pico de larvas

O certo é triturar a soqueira utilizando

o eliminador de soqueiras.

Já há usinas que passaram

a utilizar esse equipamento

rotineiramente não só para o

controle de Sphenophorus,

mas também para nematoides.

A época correta para renovar as

áreas é de junho a setembro,

período em que as larvas estão

devorando a cana.

O uso do eliminador de soqueira

é cada vez maior pelo setor.

“As vendas desse implemento

estão aquecidas”, diz Auro Pardinho,

gerente de marketing da

DMB Máquinas e Implementos

Agrícolas, localizada em Sertãozinho,

SP, empresa com 53

anos no mercado e que oferece

uma linha de produtos 100%

1

. No caso de canaviais próximos da reforma, ou com infestações

superiores a 30%, faz-se a destruição mecânica

das soqueiras no período de pico de larvas (junho a

setembro), não fazendo em dias de chuvas ou solo muito

úmido. Tanto o eliminador como a grade deve trabalhar levantando

poeira;

2

. Passar o eliminador em faixas alternadas, com retorno

em 15 dias para o bom secamento do material vegetal

e a ação de predadores (principalmente carcarás). Depois

da total eliminação, passar uma grade, ainda no período

seco;

3- Na destruição por grade, executar no mínimo três passadas

(1ª. grade de 34 ̈; 2ª e 3ª de 28 ̈) cruzadas, espaçadas

em uma semana entre elas, para secamento do

material vegetal e do solo, causando a mortalidade das formas

biológicas por exposição ao sol e pelos predadores;

Passo a passo

4

. Ambos os equipamentos (eliminador e grades) são eficientes

na eliminação das formas jovens (ovos, larvas

e pupas), mas não eliminam a maioria dos adultos;

5

. Rotação de culturas (amendoim e soja) reduz a população

de Sphenophorus, mas áreas com altas infestações,

que não terão rotação de cultura, devem receber uma

aplicação de inseticida incorporado em área total na 3ª gradagem.

Usar glifosato antes da destruição;

6

. Cerca de duas a três semanas após, complementa-se

essa operação com enxada rotativa para triturar e acelerar

a seca do material;

7

. Duas semanas depois, faz-se o preparo normal do

solo;

8

. Após a área limpa, realiza-se o plantio com mudas sadias.

20

Jornal Paraná


DOIS

Etanol de milho

PONTOS

Estudo

Foi inaugurada a primeira

usina de etanol feito exclusivamente

de milho do Brasil,

a FS Bioenergia. Até então, o

etanol de milho produzido no

País saía de usinas flex, que

fabricam tanto etanol de

cana, quanto do grão. A fábrica

da FS é uma alternativa

importante para o beneficiamento

e o escoamento de

safras que tendem a ficarem

maiores. Joint venture entre

a brasileira Fiagril e a gestora

americana Summit Agricultural

Group, a FS Bioenergia

recebeu investimentos de R$

450 milhões para ser erguida

e produzirá 180 mil toneladas

de farelo, 6 mil

toneladas de óleo de milho,

energia, e 240 milhões de litros

por ano, que consumirão

600 mil toneladas de

milho. Essa capacidade pode

ser duplicada.

Que o etanol é um combustível

menos poluente, uma

vez que o gás carbônico emitido

na sua queima é reabsorvido

no crescimento da

cana-de-açúcar, todo mundo

já sabe. Mas um estudo calculou

agora também quanto a

troca de gasolina por etanol

pode ser um bom negócio

para a saúde - ou como a

preferência pelo combustível

fóssil pode ser prejudicial.

Pesquisadores da Universidade

de São Paulo (USP), da

Universidade Northwestern

(EUA) e da Universidade Nacional

de Cingapura observaram

um aumento de 30% na

concentração de partículas

ultrafinas, de menos de 50

nanômetros de diâmetro (1

Nanopartículas

nanômetro = 1 bilionésimo

de metro) em São Paulo

quando altos preços do etanol

levaram 2 milhões de motoristas

a substituir o combustível

por gasolina.

Reeleição

O presidente executivo do Sindicato da Indústria de Fabricação

de Etanol do Estado de Goiás (Sifaeg), André

Rocha (foto), e o presidente do Sindicato da Indústria do

Açúcar e do Álcool no Estado de Pernambuco (Sindaçúcar),

Renato Cunha, foram reeleitos, no final de julho,

para os cargos de presidente e vice-presidente, respectivamente,

do Fórum Nacional Sucroenergético. O Fórum

representa as maiores entidades de vários estados produtores

de açúcar, etanol e bioenergia, sendo um importante

canal de interlocução do setor com o governo

federal, estatais, autarquias e demais entes da federação.

A principal bandeira defendida é a aprovação, por parte

do Congresso Nacional, do Programa RenovaBio, através

de Medida Provisória, para que possa dar maior segurança

jurídica e institucional para o setor.

De todos os poluentes na

atmosfera, como ozônio,

CO, NOx, SO2, as partículas

são as que têm efeito

mais danoso à saúde, pois

têm acesso direto aos alvéolos

pulmonares. Por isso,

quando se respira essas

Segundo a ANP, somente

nos primeiros cinco meses

deste ano, a importação de

etanol foi 300% maior que

no mesmo período do ano

passado e 30% acima do

total de 2016. Essa situação

é fruto de uma combinação

de fatores que tem gerado

excedentes crescentes de

etanol, da ordem de 4 bilhões

de litros ao ano, nos

Estados Unidos, principal

país exportador. Com grandes

excedentes de produção

Por outro lado, os pesquisadores

observaram que, quando

os preços do etanol voltaram

a cair, a concentração

das nanopartículas também

diminuiu na atmosfera. Medidas

por esse tipo de partícula

não costumam ser feitas por

agências ambientais, que em

geral observam gases, como

monóxido de carbono e óxidos

de nitrogênio, ou material

Danos à saúde

Importação

de milho, os EUA já utilizam

cerca de 40% dessa commodity

para a produção do

biocombustível, embora seu

consumo interno esteja

muito aquém do esperado.

Os fechamentos dos mercados

da China, cuja alíquota

de importação subiu de 5%

para 30%, e da Europa, que

está aplicando uma tarifa antidumping

para os produtores

norte-americanos, fez do

Brasil o principal destino

desses excedentes.

particulado, já bem conhecidos

pelos seus malefícios à

saúde. Nanopartículas, porém,

justamente por seu diminuto

tamanho, podem ser

bastante prejudiciais.

partículas elas têm forte

efeito na saúde. Qualquer

metal pesado que estas

partículas contenham, chega

a ter contato direto com

o sangue através dos alvéolos

pulmonares. E qualquer

processo de combustão

gera nanopartículas,

mas em diferentes

quantidades e composição.

O etanol queimado emite

30% menos nanopartículas

que a queima de gasolina,

em condições reais de atmosfera.

22 Jornal Paraná


O maior produtor mundial

de biocombustível de canade-açúcar

está pronto para

finalmente se juntar ao mercado

de negociação de títulos

de emissões de carbono.

O Brasil está trabalhando

em uma nova legislação

que abre o mercado

de certificados de emissões

de carbono, dentro do RenovaBio.

As empresas de

energia que produzem os

certificados de melhor qualidade

obterão o melhor

acesso ao financiamento. A

Carbono

Reforma

medida vem em um momento

no qual o Brasil, o

segundo maior produtor

mundial de biodiesel e etanol,

atrás dos EUA, tenta

atingir seu objetivo de reduzir

as emissões como parte

do acordo climático de Paris.

Ele também atende às

demandas dos produtores

de biocombustíveis para políticas

de longo prazo de

apoio à indústria após anos

de intervenção pesada do

governo no mercado de

combustíveis e energia.

Estimativa feita pelo IBPT – Instituto Brasileiro de Planejamento

Tributário, indica que, em 2015, 41,37% de

todo o rendimento dos brasileiros foi destinado para

pagar impostos, considerando os tributos incidentes

sobre o consumo, os rendimentos e o patrimônio. Pela

última atualização, o total de impostos do país alcançou

a marca de 90, mostrando a importância de uma Reforma

Tributária.

Petróleo

O aumento da produção

em junho não evitou uma

alta de preços do petróleo,

pois o crescimento da demanda

foi muito forte tanto

nos países-membros da Organização

para Cooperação

e Desenvolvimento Econômico

como em países emergentes.

É um cenário favorável

para o Brasil e, especificamente,

para a Petrobrás,

cuja produção é crescente.

Indicadores preliminares

dão conta de que o

crescimento da demanda

global, após cair para o nível

mais baixo de 1 milhão de

barris/dia (b/d) no primeiro

trimestre, ricocheteou para

1,5 milhão de b/d no segundo

trimestre.

O BNDES prepara o terreno

para financiar projetos

que busquem adaptar usinas

sucroalcooleiras para

que produzam etanol não

apenas a partir da cana-deaçúcar,

mas também do

milho. A alternativa pode ser

a solução para incrementar

em até 2,7 bilhões de litros

a produção de etanol no

Um grande consórcio de

pesquisa para a cana-deaçúcar

e outras culturas ligadas

ao mercado de energias

renováveis vai reunir

cientistas de 22 instituições

públicas. Trata-se do Programa

Plurianual Integrado

de Pesquisa, Desenvolvimento

e Inovação (PD&I) em

Cana-de-açúcar (Pluricana).

Liderado pela Embrapa e

executado com recursos de

BNDES

Centro-Oeste do país, e dar

destinação à crescente colheita

do grão na região. A

análise mostrou que agregar

o grão como matéria-prima

na usina de etanol ajuda a

reduzir o custo fixo da

planta. O cálculo mostra que

esse investimento pode variar

de R$ 100 milhões a R$

205 milhões.

Consórcio

cerca de R$13 milhões da

Financiadora de Estudos e

Projetos (Finep), o Pluricana

é o maior consórcio já criado

para o estudo científico da

cana-de-açúcar e agrega

ações que vão desde a introdução

e quarentena de plantas

até o melhoramento genético

convencional e assistido,

passando por sistemas

de produção e biologia avançada.

Cautela

Investimento

A indústria de açúcar e

etanol precisará investir

um montante superior a

US$ 15 bilhões para

atender à demanda das

próximas cinco safras. A

estimativa foi feita por

Arnaldo Corrêa, diretor

da Archer Consulting, em

um relatório sobre as

projeções até a safra

2022/ 23. O montante

serviria para a construção

de 24 usinas que

processem, cada uma,

pelo menos 5 milhões de

toneladas de cana. É a

capacidade necessária

para o Brasil se ajustar à

realidade do suprimento

de cana-de-açúcar nos

próximos anos.

BSBIOS

Na sede da Advanced

Biofuels Association, em

Washington, nos EUA

ocorreu recentemente

reunião para tratar do

alinhamento de pautas

estratégicas do Biodiesel,

visando à exportação do

biocombustível brasileiro

aos Estados Unidos. Na

oportunidade a BSBIOS

foi convidada a se afiliar

a Associação. A empresa

tem autorização da

Agência Nacional do Petróleo,

Biocombustíveis e

Gás Natural para exportar

biodiesel desde 2008 e

realizou a primeira exportação

em junho de 2013,

sendo a primeira do país

a exportar biodiesel de

forma comercial.

A forte queda do açúcar e

do etanol desde o início desta

safra 2017/18 voltou a desanimar

as usinas do Centro-Sul

do país. E, depois de aproveitarem

os preços bem mais

atraentes do ciclo passado

para realizar alguns investimentos

na área industrial,

mesmo as maiores companhias

do segmento já sinalizaram

que a cautela voltará a

dar o tom. A perspectiva é que

os aportes de 2017/18 voltem

a se concentrar na área agrícola,

divididos entre renovação

de canaviais, tratos culturais

e ampliação de áreas.

Jornal Paraná 23

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