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Revista Penha | setembro 2017

O que acontece, quem são as pessoas que marcam a Freguesia e ainda algumas curiosidades sobre a Penha de França. Uma revista editada pela Junta de Freguesia da Penha de França.

O Sr. Carlos nasceu em

O Sr. Carlos nasceu em casa, na mesma rua do Alto do Pina onde ainda hoje mora. “Ali nuns prédios à frente” conta, sentado no Jardim Bulhão Pato – também conhecido pelo Jardim da Nêspera. Com 78 anos, recorda a rir o tombo que deu na antiga rampa que existia neste espaço: “Vinha de trotineta e fiquei aqui com uma mossa na cabeça!”. Apontando para os lados da Escola António Arroio, explica que “até ao Areeiro isto dantes era só quintas”. Já o conjunto de prédios que existem em frente à escola António Arroio, do início dos anos 70, foram construídos “por um tipo do Algarve, o Uva. Já reparou que são quase todos iguais?”. Durante mais de 40 anos trabalhou no município de Lisboa. Conhece toda a gente – “privei com todos os Presidentes” – e é conhecido por todos. Aliás, as suas funções fizeram-no ‘mudar’ de apelido, tendo passado a ser conhecido como o ‘Carlos da Câmara’, diz, voltando a rir. A boa disposição e o pensamento positivo são uma constante neste homem com uma forte história nas coletividades do Alto do Pina: “Fui diretor no Clube Musical União, o CMU, com quem ainda colaboro, estive no Ginásio do Alto do Pina… aliás sou mais antigo lá do que no CMU”. BOA DISPOSIÇÃO E PENSAMENTO POSITIVO Diz que agora “é um caso sério arranjar uma direção para uma coletividade”. Pensa que só na periferia de Lisboa há hipóteses de ter este tipo de clubes mais ativos porque são localidades onde “existe mais malta nova”. “Aqui, desde que veio a TV… E os jovens só querem ir para as docas”, afirma. Das atuais atividades do Clube Musical União, destaca a Luta Olímpica, modalidade onde o clube tem dado cartas muito pelo “trabalho da Fátima” (Travancinha, a atual presidente do clube). Também refere a ginástica sénior e as sessões de fado, que ainda se realizam. E o Carlos, cantava o fado? “Eu? Cantava lá! Eu gostava era de dançar e namorar”, brinca. E acrescenta: “Grandes casamentos se fizeram nos bailes aqui das coletividades, bailes com música ao vivo”. O Sr. Carlos não gosta nada de estar parado e anda cerca de 1,5 km a pé todos os dias. Nestes seus passeios já apreciou o renovado chafariz do Alto do Pina. “Ainda bem que a Fátima (Travancinha) fez a proposta no orçamento participativo” – recorde-se que foi uma das vencedoras do POP Penha 2016. “O chafariz – onde lavei muitas vezes a cara quando saí do CMU às 4h da manhã – precisava de ser arranjado”, considera. Para fim de conversa manifesta o desejo de ver acontecer mais uma reabilitação. Neste caso do Lavadouro, também no Alto do Pina. 20

DAS ILHAS PARA A PENHA Sofia Costa trocou uma pacata cidade dos Açores por Lisboa. “Vim para estudar, aos 17 anos, mas também porque queria agitação”, conta a rir. Da sua vida nas ilhas para a capital, o que mais nota é que aqui “as pessoas têm muito o hábito de não incomodar ninguém. Lá, as pessoas tocavam à porta para pedir um bocadinho de açúcar ao vizinho, ou outra coisa que precisassem”. Aqui, nas raras vezes em que lhe fizeram o mesmo, sentiu “uma grande alegria”. O “pior é quando me pedem o que não tenho”, desabafa Sofia, que se preocupa com temas sociais. Chegou a ser voluntária de um projeto antigo da freguesia, o Banco do Tempo, e agora é no da Refood. Mas não ajuda o facto de ter uma profissão que a obriga a estar “muitas vezes ausente”. Explica que “gostava de poder fazer mais”, mas que agora não consegue, e acrescenta uma esperança: “Talvez quando as crianças forem maiores…”. É com elas que frequenta os parques infantis da Freguesia, onde notou “que há melhoria”. Mas refere o da Av. General Roçadas, no qual gostaria de ver “equipamentos para crianças mais pequenas”. Acredita que as cidades “só têm a ganhar com a reabilitação” e, por isso, também apreciou a obra que organizou o estacionamento na Rua Eduardo Costa, entre a EB Arq. Victor Palla e a Biblioteca Municipal da Penha de França, para os lados da sua casa. “Um dia estacionámos lá e de manhã não conseguimos sair porque estava completamente tapado. Agora está mais ordenado”. Já nas ruas da Freguesia, o que mais lhe desagrada são os “cocós dos cães, o que tem muito a ver com o civismo das pessoas”. O mesmo acontece com bancos ou passeios, por exemplo, que são reparados, diz, “e tão depressa está tudo bem como de repente está tudo estragado”. Uma falta de civismo que considera não existir apenas no espaço público. Nos vários prédios onde já viveu surpreende-a o facto de “muita gente não limpar o que suja” – “Se vou pôr o lixo e por acaso entorno, limpo logo de seguida. Não há muitos a preocuparem-se em fazer o mesmo”. Mora num “sítio sossegado, com comércio próximo, nomeadamente a Rua Morais Soares e os supermercados”. E, por isso, Sofia gosta de viver na Penha de França. 21

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