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100% Corrida - julho 2017

14 CORREDORES ANÓNIMOS

14 CORREDORES ANÓNIMOS ENTREVISTA contribuir para a classificação coletiva e esse ponto foi inteiramente alcançado. Foi o terceiro melhor de Portugal, obtendo a 35.ª posição da geral masculina. Ficou satisfeito com o resultado? Ficar em 35.º lugar na geral masculina no primeiro Mundial da modalidade em que participo tem de ser sempre motivo de orgulho, mas, devido à forma como a prova decorreu, com as dificuldades físicas face a uma pequena lesão que me surgiu após o último treino de intensidade na semana anterior ao Mundial, é óbvio que fica um pequeno sabor amargo. Ser o terceiro português em prova não tem um grande significado para mim, pois nunca encarei essa competição interna, nunca considerei qualquer um dos companheiros de seleção como um adversário, mas sim como um aliado. Não poderia ficar assim satisfeito por ficar à frente de um companheiro. Mas concretamente o que esperava do Mundial? Para este Mundial esperava sobretudo aprender e ter uma primeira experiência internacional, pois nunca tinha participado numa prova internacional de Trail Running. Desta forma, o objetivo foi inteiramente conseguido e agora já consigo ter mais noção do valor dos atletas internacionais, assim como aprendi muito em termos de gestão de hidratação e alimentação com a equipa técnica. Relativamente a objetivos competitivos, passava sobretudo por Como descreveria a sua prova? Poderia fazer um pequeno resumo da sua corrida? Comecei a minha prova a tentar encontrar o meu ritmo na primeira subida longa, procurando abstrair-me ao máximo da pequena dor que ainda sentia na coxa direita. Mas, logo aos três quilómetros, durante uma pequena descida mais rápida, senti uma picada forte na coxa e o movimento a ficar preso. Senti que tudo poderia ficar por ali… No entanto, rapidamente veio o resto da primeira subida e não senti dor. Nesse momento íamos cinco portugueses juntos e as coisas em termos de equipa pareciam estar controladas. A seguir veio uma longa descida e as coisas começaram a ficar um pouco claras na minha cabeça: descer era mesmo um sacrilégio, especialmente descidas rolantes. Não conseguia de todo abstrair-me da dor e fazer um movimento de corrida normal. Perdi contacto com os outros portugueses e tentei seguir no meu ritmo até ao abastecimento dos 23 km, onde estava a equipa técnica. Estava a dizer a mim próprio que a participação teria de ficar por ali mas, quando começo a chegar ao abastecimento, vi a minha família, namorada e alguns amigos. Foi então que pensei: «Eles vieram todos de propósito a Itália para me ver e nem sequer vou terminar a prova?» Entretanto chego ao abastecimento e queixo-me ao Dr. Miguel Reis e Silva, que, enquanto me coloca os géis e os soft flasks cheios na mochila e me passa os bastões para a mão, me diz algo do tipo: «Isso não é nada, vamos lá, segue… O Hélio, o Luís e o André estão bem, a equipa está bem, acaba isto”». Acho que nem pensei no que ele me disse, apenas assimilei e acreditei naquilo como uma verdade absoluta. Desci a escadaria até ao fundo da barragem bastante limitado mas depois, na longa subida, comecei a “bastonar” e lá fui subindo. A meio encontrei o André Rodrigues, que me disse que não aguentava mais. Perguntou-me se precisava de alguma coisa e disse para continuar porque o Ricardo ia um pouco à minha frente e não parecia muito bem. Nessa altura percebi que aquela “teoria” de que o

ENTREVISTA CORREDORES ANÓNIMOS 15 Hélio, o Luís e o André estava bem lá na frente estava errada... Mas a verdade é que sentia-me bastante esgotado naquele momento para forçar o ritmo. Lá segui, tentando não perder mais tempo. A faltar cerca de 2 km para o abastecimento dos 35 km passei pelo meu pior momento na prova. Estava muito calor e uma descida bastante íngreme que nunca mais acabava foi um autêntico suplício. Cheguei ao abastecimento completamente esgotado, mas ciente de que só poderia sair de lá quando me sentisse bem. Bebi, comi, refresquei-me com água sobre o corpo. Quando saí do abastecimento senti-me realmente revigorado e comecei a ganhar intensidade a cada passada. Comecei a apanhar atletas que há algum tempo me haviam ultrapassado até que cheguei junto do Ricardo. Senti que ele também não estava bem e a partir daquele momento o resultado da equipa estava nas minhas mãos, já que seria eu a “fechar” a equipa na classificação coletiva, coisa que até aquele momento da prova não me passava pela cabeça. Foi quando veio o de cima todo o querer e fui passando atletas durante toda a subida final, além de passar por mais um sector de sofrimento na descida final para a meta. Depois foi a chegada, quando a emoção tomou conta de mim… E qual foi a estratégia para a prova? Tinha alguma em concreto? A estratégia era um pouco seguir em ritmo moderado sem forçar muito até ao abastecimento dos 23 km e então atacar um pouco na última parte do percurso, que já sabia ser muito dura: No entanto, face à lesão, tudo acabou por ir por água abaixo e fui ao sabor dos acontecimentos.

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