edição de 5 de setembro de 2016

referencia

propmark.com.br

Fórum de marketing

Faz homenagens

Realizado no Guarujá,

o Fórum de Marketing

Empresarial debate

ideias, crise e consumo.

Encontro também

homenageia ícones

da publicidade, como

Sérgio Amado. pág. 12

iaB aVaLia mÍdia

programática

No IAB AdTech&Data,

realizado semana passada,

em São Paulo,

a CMO da MediaMath,

Joanna O’Connel, disse

que os brasileiros

precisam testar mais

a tecnologia. pág. 10

ano 52 - Nº 2612 - 5 de setembro de 2016 r$ 12,00

Fiap VoLta para

Buenos aires

Daniel Marcet, diretor-geral

do festival,

participou de premiação

dos brasileiros em

São Paulo. Ele também

informou sobre o

retorno da competição

à Argentina. pág. 26

prazo prejudica

produtoras

as produtoras de audiovisual enfrentam sérios

problemas diante dos longos prazos de pagamentos

determinados por alguns anunciantes. há casos de

até 210 dias. a apro, associação do setor, avalia que

situação compromete “saúde” das empresas. pág. 14


editorial

Armando Ferrentini

aferrentini@editorareferencia.com.br

Muda Brasil

Brasil deve muito pouco às suas autoridades de governo,

O por ocupar o 8º lugar no ranking econômico mundial. Essa

invejável posição, apesar dos nossos enormes percalços, é mais

fruto do esforço do seu povo empreendedor, ordeiro e trabalhador,

do que da nossa classe política, que, a cada crise que o país

atravessa, mostra a sua verdadeira face.

Acabamos de ver no último round (espera-se) do episódio do

impeachment da presidente da República Dilma Rousseff, a velhacaria

imperando através de importantes lideranças, a começar

pelo presidente do STF, a quem coube presidir as sessões

do processo no Senado e passando pelo próprio presidente da

chamada Câmara Alta, ambos concordando em “chicanar” a

Constituição Federal, validando o fatiamento do parágrafo único

do Art. 52 da mesma, que não deixa margem em sua redação

cristalina a dúbias interpretações.

Além da desobediência ao texto constitucional, assassinaram o

idioma, separando uma frase completa como se duas fossem,

independentes entre si.

Cada qual agiu, ao concordar, com interesses diversos. O primeiro,

objeto constante de desconfiança da opinião pública

nacional quando julga algo relativo ao PT e seus políticos, no

mínimo concordando com o fatiamento para beneficiar a presidente

então já claramente impedida. Com a decisão, ela pode a

qualquer momento ser nomeada para secretariar uma pasta de

qualquer governo estadual ocupado pelo seu partido, escapando

assim de qualquer julgamento em Primeira Instância (leia-se

Sergio Moro).

O segundo, o presidente do Senado, muito provavelmente para

livrar Eduardo Cunha da mesma penalidade da qual Dilma foi

eximida, devido à nova jurisprudência ora criada. E neste balaio

poderão caber outros políticos que estão sob processo judicial

e certamente serão condenados, porém sem perderem seus

direitos políticos, o que permitirá que retornem rapidamente à

cena dos seus crimes, com a benevolência dos votos de eleitores

infelizmente pouco esclarecidos.

Há ainda outra consequência ruim nesse fatiamento (tecnicamente

chamado de destaque, incluiríamos o adjetivo negativo),

já em curso: a provocação de diversas ações das mais diversas

origens, já entradas no STF, que levarão muito tempo para serem

julgadas, deixando mais uma vez o país em suspense quanto

ao seu desiderato.

Em governos passados, de antes e pouco depois da metade do

século 20, quando o Brasil ainda era um país essencialmente

agrícola, dizia-se que “Ou o país acaba com a saúva ou a saúva

acaba com o país”.

Parafraseando a sentença que não se confirmou devido ao

avanço da ciência no fabrico de formicidas e afins, o momento

é de se pensar que o Brasil ou acaba com a sua atual estrutura

política, promovendo uma mudança para valer, que se adapte

aos novos tempos, ou essa atual estrutura acabará com o Brasil,

seja lá com o governo que for.

***

Os brasileiros de bem não podem deter a sua luta pela imposição

da moralidade na administração da coisa pública.

Um dos capítulos dessa luta intensa refere-se à absurda situa-

ção de os integrantes do STF serem nomeados pela Presidência

da República, passando por uma sabatina para inglês ver perante

o Congresso Nacional.

Os próximos juristas a integrarem a mais Alta Corte do país têm

de sair do próprio Judiciário, em escolha pelos seus pares (mal

comparando, como a secular Igreja Católica escolhe os seus papas).

Não tem isenção perante quem o escolhe para tão honroso cargo

o cidadão que é investido por esse critério atual na Alta Corte.

Por mais sério que possa ser, o que não tem sido o caso nos

últimos tempos, sempre ficará uma dívida de gratidão quando

terá de julgar quem ou os que o escolheram.

Simples assim. Estamos vendo a repetição desse conluio maldito

nos últimos julgamentos de grande interesse nacional, causando

indignação e revolta junto à opinião pública. Uma das

mudanças do país tem obrigatoriamente de começar por aí,

para que os Três Poderes sejam realmente independentes entre

si. Ou alguém acha que foi simples coincidência o atual presidente

do Supremo presidir o julgamento do impeachment?

Quem joga bem xadrez pode responder melhor.

***

Os vencedores brasileiros do Fiap/16 receberam seus prêmios

em cerimônia realizada na ESPM/SP, no último dia 31. Daniel

Marcet, diretor-geral do festival, enalteceu a participação sempre

vitoriosa do nosso país, que tem se consagrado nos diversos

festivais internacionais em que seus anunciantes e/ou agências

inscrevem seus melhores trabalhos.

O destaque da cerimônia ficou para a Miami Ad School, da

ESPM, por ter, pela quinta vez consecutiva, sido eleita a melhor

escola de propaganda de todos os países que concorreram no

Fiap/16.

***

Será lançado, no início do próximo mês, livro do jornalista Carlos

Maranhão, que contará a história de vida do saudoso Roberto

Civita, que presidiu o Grupo Abril por mais de duas décadas.

O título provisório da obra, que pode ser o definitivo, é O bom

de banca, com o biografado em foto escolhida nos arquivos da

Abril, com um exemplar de Veja dobrado em um dos seus bolsos

do paletó.

***

O UOL comemorou na semana passada 20 anos de atividades

ininterruptas e crescentes, oferecendo recepção no Rooftop, do

Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo, a 500 convidados especiais

do mercado. Foi na noite de 30/8.

***

Palmas para a sobrecapa promocional nos jornais do último dia

2, do lançamento da segunda temporada de Narcos, série original

da Netflix, com todos episódios disponíveis para o público.

Nenhuma novidade no aproveitamento desse tipo de mídia impressa,

mas muito bem criada e produzida desta feita, valorizando

o poder de informação dos jornais.

Muitos leitores, logo cedo, iniciaram a leitura acreditando que

Pablo Escobar ainda estaria vivo. E aprontando das suas.

jornal propmark - 5 de setembro de 2016 3


Índice

PongsakornJun/iSotckphoto

14

AGÊnciAS

Publicis vence e

renova contrato

com Senac

A agência, que trabalha com o anunciante

desde 2011, venceu nova licitação. Ela

garante a conta para o período entre 2017 a

2021. O processo de concorrência durou três

meses e envolveu seis agências. pág. 42

MARcAS

Rider relança seu

modelo clássico

A marca completa 30 anos e, para

comemorar, retorna ao mercado com

o tradicional chinelo R86. pág. 43

enTReViSTA

Olympikus investe

em atividade física

Com 40 anos, marca aposta em três pilares:

vôlei, running e fitness. pág. 22

cAPA

Prazos longos

comprometem

produtoras

Setor de audiovisual enfrenta

prazos de pagamento muito

esticados, que podem chegar

a até 210 dias, por parte de

alguns anunciantes.

MeRcAdO

iAB concentra debate

na mídia programática

O IAB Brasil, que tem como diretora--executiva

Cris Camargo (foto), organizou encontro

semana passada. Uma das recomendações

para o mercado é testar a tecnologia de mídia

programática para melhorar entrega de

resultados com criatividade. pág. 10

PRÊMiOS

Fiap retorna para

Buenos Aires em 2017

Brasileiros que se destacaram na 47ª edição do

Fiap receberam troféus pelas conquistas em maio,

na Cidade do México. O diretor-geral do festival,

Daniel Marcet, revelou que competição voltará

a ser realizada na capital argentina. pág. 26

Jor na lis ta res pon sá vel

Ar man do Fer ren ti ni

Diretores

Ar man do Fer ren ti ni e Nel lo Fer ren ti ni

Diretor de redação

Marcello Queiroz

editores

Neu sa Spau luc ci

Kelly Dores (Site)

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editores-assistentes

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Paulo Macedo

repórteres

Bárbara Barbosa (SP)

Vinícius Novaes (SP)

Mariana Zirondi (SP)

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assistente de redação

Vanessa Franco de Bastos

editor de arte

Adu nias Bis po da Luz

assistentes de arte

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Michel Medina

revisor

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as ma té rias as si na das não re pre sen tam ne ces sa ria men te a

opi nião des te jor nal, po den do até mes mo ser con trá rias a ela.

4 5 de setembro de 2016 - jornal propmark


Anne Karine Napoli, da Vigor,

está entre os melhores

profissionais de marketing

no Brasil e entra para

o hall da fama.

Pra gente, a única novidade

dessa notícia foi descobrir

o Karine entre o nome

e o sobrenome dela.

Fonte: Revista Marketing e Abramark (Academia Brasileira de Marketing).

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conexões

Mídia impressa

“O PROPMARK produziu uma das matérias

mais completas e atualizadas que

tenha visto recentemente. Tenha certeza

que a apuração e a redação final são

conteúdos muito importantes para os

anunciantes, para as agências e para os

editores. Parabéns.”

Marcos Dvoskin

Pais & Filhos

São Paulo - SP

Huggies

“É sempre muito gratificante saber do

sucesso internacional de brasileiros.

Dou os parabéns à executiva Samia

Chehab, que assumiu o comando global

de marketing da marca Huggies

Baby Wipes, da Kimberly-Clark conforme

informações da edição nº 2611

do PROPMARK. Também considero

muito interessantes os pontos de vistas

que ela destacou na entrevista,

sobretudo em relação à adaptação

da realidade das marcas ao mundo

digital, sempre muito veloz, e à importância

de criação de benefícios sociais

nas estratégias de marketing.”

Marcia Santana

São Paulo - SP

deos

“A matéria ZoominTV distribui conteúdos

em publishers como UOL e SBT

(edição 2610) teve uma repercussão incrível

no mercado.”

Paulo Leal

ZoominTV

São Paulo - SP

Supercenas

“Acompanho semanalmente a coluna

Supercenas e outros destaques do

PROPMARK pela internet. Acho um formato

inovador, com fotos e diagramação

sempre impactantes. Parabéns também

pelo conteúdo.”

Vera Gomes

São Francisco - EUA

última Hora

RIO 2016

Uma pesquisa encomenda

pela Band ao Núcleo de

Pesquisas da ESPM Rio

mostra que 90% dos

estrangeiros que estiveram

no Rio de Janeiro para os

Jogos Olímpicos aprovaram

a cidade e voltariam ao

destino. O estudo foi

realizado no Aeroporto

Internacional do Rio de

Janeiro, logo após o término

dos jogos. A pesquisa

mostra que a Olimpíada

abriu oportunidades: para

57% dos respondentes

existe a possibilidade de

fazer negócios no Brasil

futuramente. Em relação à

hospedagem utilizada pelos

turistas, o resultado foi de

76,7% para ótima ou boa. A

torcida brasileira, que causou

polêmica, agradou a 83% dos

entrevistados.

dorinHo

MARIAS

A terceira temporada da série

Marias, branded content

da marca Intimus, chega ao

Canal Sony nesta segundafeira

(5). Com direção

de Vera Egito e Mariana

Bastos, a nova fase vai ao

ar toda segunda-feira, às

21h, antecipando a quinta

temporada do seriado

Escândalos – Os Bastidores do

Poder (em inglês, Scandal).

Assim como nas edições

anteriores, o conteúdo

mostra personagens do

sexo feminino vivenciando

questões como culto ao

corpo, amizade, amor e até

polêmicas, como assédio

sexual no trabalho. A

estretégia é fortalecer o

portfólio de Intimus, marca

da Kimberly-Clark. A criação

desta temporada é da Ogilvy

e VML.

Facebook

Post: DPZ&T reestrutura agência e

integra departamentos

“Muito feliz e motivado com o desafio

de ingressar no time da DPZ&T, especialmente

diante do momento ímpar

da mídia. Satisfação potencializada

por esta ser uma agência icônica na

propaganda brasileira, que muito tem

se movimentado. Muito obrigado pela

enorme confiança Edu Simon, Fernando

Diniz, e Tonico Pereira. É uma

honra ingressar em um time com tanta

gente talentosa trabalhando em um

projeto tão desafiador.”

Paulo Ilha

“Parabéns meu amigo. A DPZT tem

muita sorte em ter em seu quadro de

funcionários alguém tão competente e

dedicado, como você.”

Alexandre Brito

“Isso é reconhecimento do excelente

trabalho que você vem fazendo

ao longo da sua carreira. Parabéns e

muito sucesso.”

Fabio Ferri

praticidade de aparecer para o mundo

em poucos instantes. O conceito de

guardar memória do momento hoje é

secundário para as pessoas dessa faixa

etária.”

Matheus Barbosa

“Eu nasci em 1980 e gosto de guardar.

Faz tempo que não consigo fazer isso.

Nada se compara ao papel.”

Elery Gomes Luiz

“Seria legal tirar foto e já sair impressa.”

Daniela Slesaczek

Disqus (comentários no site de 27

de agosto a 2 de setembro)

Post: BIC lança a campanha Marca

tudo

“Eu queria ganhar.”

Rita Diniz

Post: Jornais e revistas movimentam

R$ 8 bilhões com publicidade

“Credibilidade? Sabemos que a queda

da imprensa é devido ao processo

de perda de credibilidade e não o

inverso!”

Marcos F.

“Estou mesmo feliz por você! Tenho

certeza que o sucesso é garantido!”

Claudia Galdino

Post: Fujifilm quer atrair jovens com

fotografia instantânea em papel

“O sucesso da fotografia digital está na

Post: A marca Brasil

“Não podemos dizer então que o Brasil

é forte pela sua mídia? Possui uma

emissora de TV dentre as maiores do

mundo, exportando produções e ganhando

Emmys, entre outros.”

Saulo Lima

6 5 de setembro de 2016 - jornal propmark


consumo

E-commerce tem queda de

1,8% no volume de vendas

Relatório WebShoppers, divulgado pela Ebit, mostra que, apesar da

redução, faturamento cresceu 5,2% no primeiro semestre de 2016

Mariana Zirondi

As vendas pela internet faturaram

R$ 19,6 milhões

no primeiro semestre de 2016,

representando um crescimento

nominal de 5,2% na comparação

com o mesmo período

do ano passado. Os dados são

do 34º WebShoppers, relatório

divulgado pela E-bit, empresa

especializada no comércio

eletrônico. O crescimento foi

influenciado, principalmente,

pelo aumento de 7% no valor

do tíquete médio, que chegou

a R$ 403,46, além da alta nos

preços de produtos vendidos

no setor, conforme registrado

pelo Índice FIPE/Buscapé, e

a queda do frete grátis. Além

disso, as classes A/B estão

comprando mais e as categorias

de produtos como Eletrodomésticos

e Telefonia/Celulares

mantiveram as vendas.

“O comércio eletrônico está

amadurecendo e o frete grátis

já não precisa mais ser utilizado

como estratégia única para

estimular a compra. A partir de

agora, o frete passa a ser oferecido

dinamicamente para o

consumidor de acordo com a

sua necessidade ou urgência”,

destaca André Ricardo Dias,

COO da Ebit.

Pela primeira vez desde 2011,

o número de pedidos no comércio

eletrônico teve redução

de 1,8%. Os números, que antes

sempre apontavam crescimento,

agora foram de 49,4%, em

2015, para 48,5%, em 2016. Dias

explica que o crescimento no

faturamento está relacionado

também aos valores mais altos

dos produtos e ao frete, agora

incluído no total da compra.

“Isso justifica aumento de faturamento

mesmo com a redução

no volume de compra”, diz.

“Mesmo apresentando menor

crescimento neste semes-

O número de consumidores virtuais ativos aumentou 31%, somando 23,1 milhões; as vendas via mobile tiveram 18,8% de participação

tre, o e-commerce avança a

taxas muito mais elevadas do

que outros setores da economia.

Esse ritmo não vai parar,

porque cada vez mais os brasileiros

entenderão que é possível

realizar uma compra mais

consciente pela internet, além

de economizar com uma fácil

comparação de preços”, explica

o CEO do Buscapé Company,

Sandoval Martins.

O número de consumidores

virtuais ativos, aqueles que

realizaram pelo menos uma

compra no período, aumentou

31%, somando 23,1 milhões. As

vendas via dispositivos móveis

também tiveram participação

média de 18,8% no semestre e,

em junho, representaram 23%.

Ainda assim, as transações realizadas

por meio de computador/notebook

representaram

81,2%. “A popularização dos

smartphones no Brasil, aliada

à necessidade de melhorar a

conversão das visitas via dispositivo

móvel, força as empresas

a oferecer uma melhor experiência

de uso nos sites responsivos

e aplicativos, refletindo

diretamente no crescimento

da participação das vendas no

e-commerce”, explica Pedro

Guasti, CEO da Ebit.

A região Sudeste registrou

uma pequena queda na participação

de mercado, somando

63,8% contra 64,3% do ano

passado. O Sul, por outro lado,

viu crescer de 13,7% para 14,5%

sua participação. Em terceiro

lugar está o Nordeste, com

leve redução, atingindo 12,5%.

O Centro-Oeste também registrou

aumento, atingindo 6,6%

em 2016. O Norte representa

2,6% da participação.

As categorias mais vendidas

em volume de pedidos são

Livros/Assinaturas/Apostilas

Adobe Stock

(14%), Eletrodomésticos (13%),

Moda e Acessórios (12%), Saúde/Cosméticos

e Perfumaria

(12%), Telefonia/Celulares

(9%). Em faturamento, Eletrodomésticos

(24%), Telefonia/

Celulares (20%) e Eletrônicos

(12%) lideram o ranking. Na

sequência encontram-se Informática

(10%), Casa e Decoração

(7%) e Moda e Acessórios

(5%). A categoria Acessórios

Automotivos atingiu 3% de

participação no faturamento,

com crescimento de 75% se

comparado ao ano anterior. A

projeção da E-bit para este ano

é que o crescimento se mantenha

em 8%, atingindo um total

de R$ 44,6 bilhões em vendas.

Com as mudanças políticas e o

fortalecimento da Black Friday

e do Natal, haverá uma ligeira

recuperação do setor no volume

de vendas, podendo chegar

a R$ 106,5 milhões.

8 5 de setembro de 2016 - jornal propmark


DM9. A primeira grande

agência de propaganda

Data-Driven do Brasil.

É Big Data inspirando Big Ideas.

40 FILMES

MOBILE | Itaú

Para estimular o download

do aplicativo do Itaú,

a DM9 se baseou em Big Data

e descobriu 5 barreiras universais

para 8 perfis de clientes na hora

de baixar o app. Dessa forma,

encontramos 40 argumentos

relevantes que viraram 40 filmes

organizados de forma

personalizada para cada cliente.

Paulo Queiroz / Presidente 55 11 3054-9390 pqueiroz@dm9ddb.com.br • Alcir Gomes Leite / Presidente 55 11 3054-9699 aleite@dm9ddb.com.br •

Marcelo Passos / VP de Atendimento 55 11 3054-9610 marcelo.passos@dm9ddb.com.br • dm9ddb.com.br • facebook.com/dm9ddb • twitter.com/dm9ddb


mercado

Divulgação

Andrew Balfour, Cris Camargo e Joanna O’Connel no IAB AdTech&Data, realizado na semana passada, em São Paulo

‘Brasileiros, testem as máquinas!’,

diz expert em mídia programática

Joanna O’Connel, da MediaMath, participou do IAB AdTech&Data, que

abordou o uso de adblockers e o papel da criação diante da tecnologia

KELLY DORES

Publicitários brasileiros, testem

a tecnologia de mídia

programática para melhorar

a sua entrega de mídia sem

perder de vista a criatividade.

Outro recado: agências e anunciantes,

invistam mais em inovação.

Pelo menos 20% do seu

budget. Esses foram alguns dos

insights trazidos pela CMO da

MediaMath, Joanna O’Connel,

para o IAB AdTech&Data, encontro

realizado na semana

passada, em São Paulo, pelo

IAB Brasil (Interactive Advertising

Bureau) Brasil, que tem

como diretora-executiva Cris

Camargo.

A discussão sobre os resultados

da mídia programática durante

o evento também culminou

num debate acalorado em

torno da questão de que nada

adianta ter uma superinteligência

de mídia e não ter uma entrega

de conteúdo interessante.

Outro palestrante internacional,

Andrew Balfour, líder

global de inovação criativa do

Yahoo, falou sobre o assunto

mais quente do momento

no digital: realidade virtual. O

criativo afirmou que os dados

são muito importantes para saber

se o VR está funcionando e

quanto tempo as pessoas dispensam

assistindo um vídeo de

realidade virtual, por exemplo.

Ele ressaltou que a criação e o

áudio são pontos fundamentais

para a experiência no VR.

Assuntos polêmicos como

segurança no universo programático,

uso de adblockers

e modelo de remuneração de

agências também marcaram o

IAB AdTech&Data, que contou

com uma moderação instigante

de Domênico Massareto, diretor

de inovação do Grupo TBWA

no Brasil, no painel Expandindo

as fronteiras do display. Ele começou

a discussão com os painelistas

fazendo a seguinte introdução:

“Muito já se discutiu

sobre a segurança do mundo

programático e todas as questões

envolvidas na tecnologia

recente. Como vocês avaliam o

estágio da evolução da tecnologia

e assertividade na entrega

da comunicação hoje”?

Fernando Tassinari, diretor-

-geral da Criteo (empresa de

retargeting), reagiu: “O programático

é a automação do processo.

Não existe insegurança

nisso. Os investimentos estão

aumentando e a assertividade

é muito grande, muito precisa”.

Joanna, da Media Math - uma

das líderes mundiais em automação

de marketing digital -,

citou que a P&G, por exemplo,

prevê chegar até 75% do investimento

digital em programático

ainda neste ano. Para a

executiva, a boa notícia é que o

Brasil está desenvolvendo bem

esse mercado, mas ela ressaltou

que há muitas oportunidades,

como o desenvolvimento

10 5 de setembro de 2016 - jornal propmark


no mobile. “Abracem o programático”,

disse ela. Reforçando

a tese de que as tecnologias

vieram para ficar no mercado

publicitário, a executiva disse

que “se o anunciante não testa,

não está aprendendo nada.

O programático veio para ficar.

Invista no futuro”.

Derek Dunfield, product manager

da DoubleClick/Google,

destacou que uma boa estratégia

de programática leva não só

a uma boa estratégia de compra

de mídia, mas também é uma

oportunidade de levar mensagens

relevantes das marcas.

“O mobile mudou completamente

os hábitos de consumo

das pessoas. Antes a propaganda

conseguia atingir as pessoas

no café da manhã ou na volta

para casa, quando elas assistiam

TV ou liam jornais e revistas.

Hoje, os consumidores

acessam em média 150 vezes

o celular por dia. É muito bom

ser anunciante agora, há mais

dados disponíveis sobre as pessoas

como nunca houve antes”.

Segundo ele, criatividade

é vital para o sucesso de uma

campanha. “O uso de native

ads é uma boa forma de engajar

o consumidor com conteúdos

criativos e relevantes”. Nos Estados

Unidos, a previsão é que

até o fim do ano, 67% do investimento

em marketing digital

serão em mídia programática.

criatividade

Também foi ponto comum

o fato de que as máquinas não

vão substituir os homens. Afinal,

a tecnologia precisa de profissionais

para fazer a gestão

dos dados e de uma peça criativa.

“O que importa é a experiência

do usuário e conseguir

alavancar com o uso de dados

uma estratégia criativa. Em

vez de confrontar e colocar em

lados opostos, se a gente colocar

na mesma mesa a criação

e a tecnologia para conversar,

vamos ter um resultado muito

mais eficaz”, falou Fabio Zucchetto,

do Twitter.

Sobre o uso de adblockers,

Tassinari disse que o mercado

brasileiro ainda não sente uma

penetração relevante. “Adblocker

é uma coisa que está aí.

Na Europa é muito consistente.

Nos Estados Unidos, é menos.

No Brasil, pelos dados que temos,

menos de 1% das pessoas

instalaram bloqueadores de

anúncios. Tomara que não pegue

aqui”. Outro dado foi o de

que, de todas as modalidades

de mídia existentes, a que mais

cresceu no mercado americano

foi a compra de mídia feita diretamente

pelos anunciantes.

“As agências brasileiras convencionais

sempre tiveram sustentação

na remuneração dos

veículos de comunicação. Mas,

nos últimos anos, isso vem

mudando. Muitas agências,

mesmo as convencionais, vêm

mudando o modelo de remuneração,

pela pressão dos anunciantes,

que não aceitam mais

os 20% de comissão pagos pelos

veículos às agências, e buscam

criar outras maneiras de

serem remuneradas. O meio digital

já surgiu com esse modelo

de remuneração hora/homem,

que permanece até hoje. Existem

agências de performance

excelentes, que conseguem integrar

vários canais. Agora, as

agências convencionais, que

estão centradas na verba da televisão,

vão ficando para trás

e se tornam desnecessárias”,

afirmou Tassinari.

Para Beto Toledo, diretor-geral

de mídia da VML, “a compra

programática é uma forma mais

prática e inteligente de fazer a

gestão de mídia voltada ao target

e não ao veículo. O uso de

compra programática mais

DMP (plataformas de gerenciamento

de dados de audiência) é

o que vai dar realmente assertividade

à veiculação”, falou ele.

O painel Como os dados podem

ajudar os veículos a valorizarem

seus ativos também trouxe

informações interessantes.

Karin Ribeiro, do Valor Econômico,

por exemplo, disse que o

jornal despertou para a importância

da tecnologia na gestão

dos dados a partir da migração

da audiência para o digital.

“Não estamos parados”, cravou

a executiva.

jornal propmark - 5 de setembro de 2016 11


MErcado

7ª edição do Fórum de Marketing

Empresarial faz homenagem a Boni

Sérgio Amado, do Grupo Ogilvy, Marcos Quintela, do Grupo Newcomm,

e Paulo Giovanni, chairman da Leo Burnett, são os ícones da publicidade

A

7ª edição do Fórum de

Marketing Empresarial,

que teve início no último dia

2, com encerramento no dia

4, contempla o tema Grandes

ideias enfrentam a crise unindo

marcas a consumidores. A

organização envolve o Lide

(Grupo dederes Empresariais)

e a Editora Referência,

que edita o PROPMARK, com

coordenação de conteúdo do

jornalista Adonis Alonso.

Os 400 executivos confirmados,

entre CEOs e gestores

de marketing, estarão expostos

a palestras como Campanhas

posicionam redes de varejo

ao lado do consumidor,

que será proferida por Alberto

Saraiva, fundador e presidente

da rede de lanchonetes

Habib’s. O debate terá a participação

de Jairo Soares, CCO

e head de mídia da Fischer,

Allan Barros, CEO da agência

Revolution. Armando Ferrentini,

presidente da Editora Referência,

e Luiz Fernando Furlan,

chairman do Lide.

Enzo Devoto, vice-presidente

de marketing da categoria

de personal care da

Unilever Brasil, vai abordar o

tema Multinacionais aplicam

mesmo conceito para toda linha

de produtos, em que falará

dos desafios de atingir os

mais diferentes públicos e, ao

mesmo tempo, manter uma

identidade corporativa. Paulo

Giovanni, chairman da Leo

Burnett Tailor Made, que será

um dos homenageados com o

prêmio Ícones da Publicidade,

é o debatedor deste painel.

Além de Giovanni, o Ícones da

Publicidade será entregue a

Sergio Amado, presidente do

Grupo Ogilvy Brasil; e Marcos

Quintela, presidente do Grupo

Newcomm de Comunicação.

Empresas reforçam imagem

digital para atrair o cliente do

José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, é o homenageado especial do Fórum pelos serviços prestados à televisão

mundo moderno, que integra o

painel relacionado a imagem e

tecnologia, é o que vai abordar

Eduardo Tracanella, superintendente

de marketing institucional

do Itaú. O banco tem enfatizado

a pegada digital com ações

pontuais como a campanha Digitau.

O debate terá a presença

de Igor Puga, vice-presidente de

integração da DM9DDB e jurado

brasileiro na competição Cyber

Lions do Festival Internacional

de Criatividade de Cannes este

ano, e Gil Giardelli, professor de

pós-graduação da ESPM.

A executiva Denise Figueiredo,

diretora de marca e comunicação

da Natura, vai proferir

a palestra Marcas atuam

com estratégia dirigida à diversidade,

com participação de

Fernanda Antonelli, diretora

de operações da mcgarrybowen,

e Simone Berti, fundadora

do projeto Chefs Especiais.

O Prêmio Lide de Marketing

será entregue a Amil, Chefs

Especiais, Editora Três/Isto É,

TV Record, SBP, UFC, Delta,

Terceiro Tempo, Heineken,

Ótima, Uber, Itaú Unibanco,

Divulgação

Toyota, ESPM, Vevo, Sidney

Oliveira, Natura, Leroy Merlin,

Banco Original, Sempre

Livre, Burger King, Cacau

Show, Coca-Cola, Diageo e O

Boticário.

Os dirigente de marketing

do ano são Alberto Saraiva, do

Habib’s; Gilberto Tomazoni,

do Grupo JBS; e Roberto Gnipeck,

do McDonald’s. “Esse

evento é a celebração de uma

atividade que movimenta

o consumo e, consequentemente,

a geração de riquezas”,

destaca Ferrentini.

12 5 de setembro de 2016 - jornal propmark


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mercado

Produtoras de audiovisual reclamam

de longo prazo para pagamento

Anunciantes solicitam períodos que, em alguns casos chegam até a

210 dias após comerciais serem concluídos; AmBev é citada, mas nega

Paulo Macedo

Não está fácil para ninguém.

O mercado de audiovisual

teve uma queda de 16,5% de

negócios em 2015 com um volume

de 17,144 mil filmes realizados,

segundo dados da Ancine

(Agência Nacional de Cinema).

Mas, além do desempenho da

economia, responsável pela

subtração de comerciais, as

produtoras estão enfrentando

o dilema dos prazos de pagamentos

que vêm sendo esticados

em até 210 dias por alguns

anunciantes.

De acordo com Paulo Schmidt,

presidente da Apro (Associação

Brasileira da Produção

de Obras de Audiovisual), o

procedimento está acarretando

problemas estruturais que

estão comprometendo a saúde

financeira das produtoras, que

estão tendo de antecipar pró-

-labores para os profissionais

técnicos arregimentados em

caráter freelance que, segundo

a Lei 6.533, devem receber em

um prazo de cinco dias. Essa

cadeia, nas palavras de Schmidt,

tem um impacto de 40% no

orçamento de um filme.

Além de mais dilatados, há

inadimplência e pedidos para

postergar os prazos já negociados.

“Há uma imposição

de poder econômico. Somos

uma parte menor do elo com

os anunciantes. Ficamos com

apenas 0,5% dos orçamentos

de marketing das marcas. Não

temos capital de giro para bancar

até sete meses de espera

para receber uma fatura, afinal

as produtoras não são bancos”,

explica Schmidt.

Outro problema identificado

pela Apro, apesar dos pedidos

para pagamentos no futuro, é

a impossibilidade de trabalhar

com títulos que poderiam ser

descontados em bancos mesmo

com os juros de 3,2%. Cobrar juros

pelo prazo concedido, nem

Paulo Schmidt, que articula com sidicatos e entidades, como a Abap, para tentar solucionar o problema de prazos

“Há uma imposição

de poder

econômico. somos

uma parte menor

do elo com os

anunciantes.

Ficamos com 0,5%

dos orçamentos

de marketing

das marcas”

pensar? As produtoras também

têm prazo legal para recolher os

impostos de cada operação.

“A impossibilidade de negociar

a venda de títulos fica

registrada em contrato”, relata

o presidente da Apro. “Também

há atrasos para a emissão

da nota fiscal, que implica em

aproximadamente 30 dias de

negociação, gerando mais desgaste

na relação”, acrescenta.

A Apro tem feito gestões com

a ABA (Associação Brasileira

de Anunciantes), mas não tem

apoio dos pleitos. “Prazos de

pagamento são questões co-

Divulgalção

merciais livremente negociadas

pelas partes, razão pela qual a

ABA não pode – nem deve – intervir”,

ponderou Sandra Martinelli,

presidente-executiva

da corporativas das empresas

anunciantes. “A ABA entende,

mas indica que temos de tratar

diretamente com os anunciantes”,

diz Schmidt. “As agências

de publicidade passaram a ser

reconhecidas pelo seu trabalho

de criação e mídia. Os anunciantes

negociam diretamente

com as produtoras e ditam as

regras do jogo. E isso não tem

nada a ver com as áreas de pro-

14 5 de setembro de 2016 - jornal propmark


curement, mas com os gestores

de marketing”, disse.

coNSULTa

A Apro já fez uma consulta

ao Cade (Conselho Administrativo

de Defesa Econômica)

sobre a prática, mas ouviu da

autoridade antitruste brasileira

que não é de praxe intervir nas

relações comerciais das empresas

e seus fornecedores. “Mas a

entidade pode acatar uma denúncia

comprovada sobre abuso

de poder econômico”, pontuou

Schmidt.

Por enquanto, a Abap (Associação

Brasileira das Agências

de Publicidade) prefere não

interferir no imbróglio que mereceu

semana passada reuniões

da Apro com o Sated (Sindicato

dos Artistas e Técnicos em Espetáculos

e Diversões de São

Paulo) e o Sindicine (Sindicato

dos Trabalhadores na Indústria

Cinematográfica e do Audiovisual).

O objetivo das reuniões

foi definir uma estratégia para

minimizar o problema. “Temos

de cobrir esses custos, mas a

carga é pesada”, diz Schmidt.

Orlando Marques, presidente

da Abap, se posicionou: “Os

clientes não podem trabalhar

com dinheiro das agências e

“os anunciantes

negociam

diretamente com

as produtoras e

ditam as regras

do jogo. e isso não

tem nada a ver

com as áreas de

procurement, mas

com os gestores

de marketing”

produtoras; isso não é justo. Os

pagamentos dos clientes aos

seus fornecedores de serviços

de comunicação deveriam ter

um caixa neutro para que não

houvesse interferência negativa

nas suas respectivas contabilidades.

Nem a agência nem

a produtora têm de financiar

o cliente, repito. Um prazo de

120 dias já era considerado um

absurdo, mas 210 dias, como se

comenta no mercado, é inadmissível.

Determinar o prazo é

abuso de poder econômico”.

Extraoficialmente, a AmBev

é o anunciante que estaria pedindo

prazo de 210 dias para

quitar débitos com suas produtoras.

A empresa de bebidas não

tem pool de produtoras, mas

trabalha regularmente com Paranoid,

Stink e Pródigo Filmes.

Através da sua assessoria, a

empresa respondeu: “A Ambev

trabalha de forma transparente

e preza pelo bom relacionamento

com todos os seus stakeholders.

Os termos de pagamento

aos seus fornecedores são definidos

em negociação comercial

de comum acordo entre as partes.

Neste processo, a cervejaria

pede aos parceiros em potencial

que enviem informações detalhadas

a respeito dos serviços

oferecidos para que seja possível

avaliar de maneira adequada

as propostas recebidas. Os

contratos entre a companhia e

seus fornecedores seguem sempre

regras predeterminadas,

que estabelecem critérios claros

e objetivos. A Ambev busca

sempre construir parcerias sustentáveis

e de longo prazo com

seus fornecedores.”

A Apro fez um levantamento

que monitora esse tipo de engenharia

financeira. Um estudo

da ANA (Associação Americana

de Anunciantes) mostra “que

ao menos 42% das empresas

pesquisadas tinham a intenção

de adotar uma política de prazos

de pagamentos mais extensos

para seus fornecedores de

marketing e publicidade”.

A intenção da Apro, com anuência

da Abap, é que produções

só tenham início “após recebimento

da autorização de faturamento

e da carta de orçamento

assinada”. Em relação às cópias

de veiculação, “não serão entregues

sem emissão da fatura

da parcela final”. Sobre prazo, a

Apro recomenda que as produtoras

exijam 60% do orçamento

em 15 dias “da data de aprovação”.

Só assim o job será considerado

para seguir adiante.

jornal propmark - 5 de setembro de 2016 15


mercado

Publishers precisam estabelecer

sinergia para gerar negócios

Digital Day, organizado pela Aner, mostrou que as revistas devem

contemplar estratégias comerciais e de conteúdo multiplataforma

Paulo MaceDo

Os desafios que a era digital

trouxe para o mercado editorial

delineiam um novo cenário,

que não pode ser encarado

como obstáculo. Na avaliação do

executivo Walter Longo, presidente

do Grupo Abril e painelista

do Digital Day, promovido pela

Aner (Associação Nacional dos

Editores de Revistas) no último

dia 1º, a soma de esforços é maior

do que as partes. Há seis meses

no comando da empresa criada

por Roberto Civita nos anos 1950,

Longo enfatizou a necessidade

de uma visão colaborativa que

contempla atitudes mais efêmeras

e visão mais sinérgica no âmbito

digital.

“Mais do que reconhecer a importância

do digital, precisamos

ter alma digital”, resumiu Longo,

que indexou quatro pontos

que considera essenciais para os

publishers terem relevância no

mercado editorial: digital mais

impresso; marketplace; editorial

e comercial; e marcas mais

talentos. “Quando cheguei, encontrei

uma Abril muito digital.

Facilitou a vida porque o foco

digital é complementar e vai durar

até tudo se transformar em

digital, processo que ainda vai

durar algum tempo. Enquanto

isso, temos de criar instrumentos

com o Mobile View que permitiu

que Veja seja lida no papel,

mas também disponibilizada em

deo e áudio. Não só os conteúdos

editoriais, mas também os

comerciais. Vamos distribuir 10

mil óculos de acesso à realidade

virtual para assinantes com o

Google e patrocínio do Itaú. Um

anunciante pode exibir o comercial

ou um test drive, além de tutoriais

de orientação, nesse caso

com Quatro Rodas”.

O modelo de marketplace é

uma maneira para ampliar as matrizes

de negócios, além do anún-

Walter Longo, presidente do Grupo Abril, apresentou alternativas para a era digital

Divulgação

cio. Na revista Casa Claudia, por

exemplo, o leitor pode comprar

diretamente os produtos usados

nas produções editoriais pelo

smartphone.

“O melhor é que há uma curadoria

dos editores”, explica Longo.

“Temos a expertise de vender

assinaturas para 3,4 milhões de

usuários, por que não vender assinaturas

de clubes de compras?

O GoBox atraiu o interesse de 170

empresas; fechamos com 25. O

projeto Bebê Box tem apoio da

P&G. Não podemos esquecer que

a Unilever pagou US$ 1 bilhão

para adquirir o Shave Club, e o

empresário Abílio Diniz, R$ 100

milhões para ter parte do Wine.

com. Distribuímos experiências

sensoriais com conteúdo customizado

para cada segmento. É

extensão mais adição”, ele acrescentou.

Sem querer romper a barreira

de Igreja e Estado, muro que

separa o ambiente editorial do

comercial nos veículos de comunicação,

Longo destacou a

importância dos storytellers se

transformarem em storysellers.

A Abril criou o Estúdio ABC (Abril

Branded Content). “Produzimos

conteúdo sob medida para as

marcas com a sua chancela comercial.

O leitor se sente atraído

a ler. É uma página dupla de publicidade

com conteúdo relevante.

E não fica no alcance dos ad

blockers”.

Aliás, o recurso de bloquear

publicidade nos veículos digitais

no Brasil foi o tema de Pedro Silva,

presidente do IVC (Instituto

Verificador de Comunicação),

que já atinge uma média de 20%

do material comercial exibido.

Quem usa o browser do Explorer

é o que menos aciona ad blockers

por ser o preferido no ambiente

corporativo, mas no Chrome é

mais usual.

Longo finalizou sua exposição

chamando a atenção para as

marcas darem valor aos seus talentos.

Ele citou exemplos como

o de Steve Jobs, que personalizou

a marca Apple, e Jeff Bezos,

que fez o mesmo na Amazon. “Os

blogueiros se transformaram em

influenciadores. Os jornalistas

das redações também precisam

de projeção. Vejam a Anna Wintour,

editora da Vogue americana,

é uma personalidade. Ganha

ela e a revista. Não precisamos

ter medo da projeção do autor; o

público exige isso”, finalizou.

16 5 de setembro de 2016 - jornal propmark


apresenta:

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ao vivo e com interatividade nos cinemas do Brasil.

Segundo Ciclo: Tendências em Comunicação

com o Mercado

20/9 - Inbound Marketing: como criar uma máquina

de vendas - Marcelo Ghiraldini

27/9 - Transmídia e Storytelling - Fernando Palácios

e Martha Terenzzo

4/10 - Redes e Mídias Sociais - Pedro Waengertner

11/10 - Dos Millennials aos Centennials: mudanças nos

perfis e hábitos de mídia e conteúdo das gerações

omnichannel - Sérgio Lage

Saiba mais em

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Preparando

talentos

para transformar

o mundo


MercAdo

Metas do novo comando da Abert

incluem valorização da era digital

O executivo Paulo Tonet vai substituir Daniel Slaviero, que liderou a

entidade corporativa de radiodifusão por quatro anos, no biênio 2016-2018

Paulo Tonet Camargo foi

escolhido para ser o novo

presidente da Abert (Associação

Brasileira de Emissoras

de Rádio e Televisão) no último

dia 30, durante reunião

do conselho da entidade. Ele

foi eleito por unanimidade

para comandar a instituição

no biênio 2016-2018. Tonet

vai substituir Daniel Slaviero,

diretor-geral do SBT em Brasília,

que comandou a Abert por

dois mandatos consecutivos,

entre 2012 e 2016.

Para a vice-presidência, foi

eleita a radiodifusora Marise

Westphal Hartke, que presidiu

o Sindicato das Empresas

de Rádio e Televisão do Estado

de Santa Catarina (Sert/

SC).

A Abert, que em 2016 completa

54 anos, representa 3,6

mil emissoras privadas de rádio

e televisão. Entre as metas

de sua gestão, Tonet aponta a

flexibilização permanente da

transmissão do programa A

Voz do Brasil, a finalização do

processo de migração do rá-

Bob Vieira da Costa, da nova/sb, que coordenou estudo

Paulo Tonet: tecnologia

sem conteúdo não

sacia a sede de

ninguém

Pesquisa sobre intolerância nas

redes sociais analisa preconceito

Realizado pela agência nova/sb, estudo examinou as motivações

de 393,2 mil posts com mensagens com tom racista e homofóbico

projeto Comunica que muda, liderado

O pela agência nova/sb e com auxílio da

plataforma Torabit, realizado no segundo

trimestre deste ano, destaca na sua nova

apuração uma análise sobre as Intolerâncias

visíveis e invisíveis no mundo digital.

Foram mensuradas opiniões de 393.284

posts no Twitter, Pinterest, YouTube, Instagram,

Blogs e no Facebook, que detalham

como o trollar está se transformando em

algo comum na paisagem, ultrapassando a

fronteira do direito de livre expressão, que

não é licença para ser estúpido, como uma

camiseta do Newseum, de Washington, exibiu.

O sábio Salomão escreveu que “o zombador

procura sabedoria e não acha nenhuma”

nas redes sociais.

dio AM para o FM, a conclusão

do desligamento da TV analógica

no país e a valorização da

radiodifusão na era digital.

“Evoluímos da válvula ao

transístor e agora damos um

novo salto para a era digital.

Divulgação

Divulgação

A inovação tecnológica nunca

nos ameaçou, mas, sim, nos

proporcionou maior e melhor

cobertura e qualidade, pois a

tecnologia será sempre plataforma,

e a base da radiodifusão

será sempre o conteúdo

que produz. Tecnologia sem

conteúdo de qualidade, feito

com responsabilidade e isenção,

não passa de um cano vazio

que não saciará a sede de

ninguém”.

Graduado em Ciências Jurídicas

e Sociais e pós-graduado

em Direito Público, Paulo Tonet

Camargo começou a vida

profissional como advogado

em Porto Alegre, em 1982, e

ingressou no Ministério Público

do Rio Grande de Sul,

em 1986, onde atuou como

promotor, procurador de Justiça

e subprocurador-geral de

Justiça do Estado. Presidiu a

Associação do Ministério Público

do Rio Grande do Sul.

No Ministério da Justiça,

foi presidente do Conselho

Nacional de Política Criminal

e Penitenciária e diretor do

Departamento Penitenciário.

Em 2011, desligou-se da RBS

para assumir o cargo de vice-

-presidente de Relações Institucionais

do Grupo Globo. A

diretoria executiva continua

com Luis Roberto Antonik.

O percentual de menções negativa é liderado

pelo racismo, com 97,6%; seguido

da política, com 97,4%; classe social, com

94,8%; aparência, com 94,2%; homofobia,

com 93,9%; deficiência, com 93,4%; idade/

geração, com 92,3%; religiosa, com 89%;

misoginia, com 88%; e xenofonia, com

84,8%. O volume na política em três meses

chegou a 273,7 mil posts. A misoginia vem

em seguida, com 79,4 mil; homofobia, com

53,1 mil; deficiência física, com 40,8 mil; e

racismo, com 32,3 mil.

“O mundo virtual é, portanto, mais

uma forma para que os intolerantes se

manifestem e ampliem o seu alcance”,

destaca Bob Vieira da Costa, sócio-fundador

da nova/sb.

18 5 de setembro de 2016 - jornal propmark


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mercado

Jornada de

marketing

recomeça com

Paralimpíada

Competição tem início nesta

quarta-feira (7); marcas afirmam

estarem otimistas com o evento,

a exemplo do que ocorreu na

Olimpíada, realizada em agosto

Claudia Penteado

Para as principais marcas

patrocinadoras dos Jogos

Olímpicos e Paralímpicos Rio

2016, a jornada de marketing

recomeça esta semana, com os

Jogos Paralímpicos, e termina

no próximo dia 18. Terão sido,

na realidade, seis anos de trabalho

desde a escolha da cidade

do Rio de Janeiro para sediar

os Jogos Olímpicos e Paralímpicos,

passando pelo revezamento

da tocha olímpica a partir

de maio deste ano e pela realização

pelos Jogos Olímpicos.

O que já se sabe até aqui é que

os investimentos já deram retorno

maior do que o esperado.

Depois da insegurança inicial,

a realização com sucesso dos

Jogos Olímpicos deu às marcas

o fôlego necessário para recarregar

as baterias para a última

etapa do projeto que se inicia.

As ações serão basicamente as

mesmas na Paralimpíada.

A especialista em branding

Ana Couto, CEO e diretora de

criação da Ana Couto Branding,

afirma que as marcas presentes

na Rio 2016 se beneficiaram do

seu sucesso e construção de legado.

“Algo que estamos falando

muito com nossos clientes

é que as marcas da chamada

terceira onda do branding são

as marcas que têm definido no

core do seu negócio como elas

podem contribuir efetivamente

para a vida das pessoas. Isso

está alinhado com o legado que

a Olimpíada nos forçou a pensar.

Isso aqui não é só um evento

– vem, torce e se diverte. Há

na Olimpíada um momento

muito forte de comunhão de

valores olímpicos. Disciplina,

foco, método, fairplay, diversidade

e integração. É um evento

que mexe com todos nós em

uma dimensão muito profunda

e deu uma injeção de novas atitudes

para transformar a nós

mesmos. Ganhamos incríveis

heróis brasileiros para nos inspirar,

e isso é o que as marcas

deveriam também trazer para a

vida das pessoas”, diz Ana.

A Coca-Cola – que vem a ser

a mais antiga patrocinadora dos

Jogos Olímpicos – é uma das

marcas que obtiveram maior

visibilidade no evento como

um todo, segundo alguns levantamentos

realizados até o

momento. Segundo Flávio Camelier,

a marca realizou a maior

ação de real time marketing de

sua história, com 100 profissionais

produzindo conteúdos

em diferentes turnos durante

os jogos e liderando rankings

de hashtags, entre outras estatísticas.

Entre suas ações estão

a Parada Coca-Cola, pela qual

passaram mais de 80 mil pessoas

na região do Boulevard

Olímpico, e o espaço Coca-Cola

#IssoÉOuro, que recebeu quase

140 mil pessoas no Parque

Olímpico.

“Para os Jogos Paralímpicos

seguimos otimistas e vamos

continuar levando alegria e

Nissan mantém seu jump na Praça XV; o Nissan Kicks House, no Parque Olímpico; e as festas no Nissa

mostrando que ouro é uma sensação

que todos podem sentir”,

disse Camelier.

Pilares

Fábio Dragone, superintendente-executivo

de marketing

responsável pelo projeto Olímpico

no Bradesco, fala que a

avaliação de retorno dos investimentos

nos jogos passa por

três pilares. O primeiro é relativo

à marca: recall de patrocínio

e atratividade. O segundo é geração

de negócios – do financiamento

para fornecedores dos

Jogos Olímpicos, das campanhas

comerciais com a rede de

agências às ações especiais para

clientes corporativos (como

convite para assistir jogos).

Segundo Dragone, o relacionamento

que se cria durante os

jogos fica para sempre, é algo

excepcional. O terceiro pilar é

o endomarketing: motivação

dos funcionários. O banco le-

“Há na Olimpíada

um mOmentO

muitO fOrte

de cOmunHãO

de valOres

OlímpicOs.

disciplina,

fOcO, métOdO,

fair-play,

diversidade,

integraçãO. é um

eventO que mexe

cOm tOdOs”

20 5 de setembro de 2016 - jornal propmark


n Kicks Hotel, em Copacabana; o patrocínio da montadora aos jogos se confirmou como sucesso com aumento da participação de market share

vou o evento de revezamento

da tocha para dentro da empresa

num grande evento em

Osasco (SP), fez com que o revezamento

passasse em frente

de 300 agências Bradesco e deu

a oportunidade para funcionários

conduzirem a tocha, entre

outras ações como dar convites

para assistir jogos.

“Para cada um desses três pilares,

temos vários indicadores

de pesquisas de visibilidade

de marca, até o orgulho de fazer

parte da organização, passando

por receita adicional gerada.

Tudo será fechado no fim de

setembro. Medimos internamento

e realizamos pesquisas

de rua”, explica.

No caso do Bradesco, os

investimentos se concentraram

em ações durante o revezamento

da tocha, passaram

pelas ações de publicidade ao

longo dos jogos e ativações no

Parque Olímpico, como a Casa

BRA. “Os últimos dados de que

dispomos, de julho, já estavam

satisfatórios. Esperamos fechar

tudo com chave de ouro. O sucesso

dos jogos em si ajudou

bastante para que tivéssemos

confiança de que tudo daria

certo, não havia certeza. Era

preciso esperar acontecer”, diz.

O executivo acredita que a

grande sacada do marketing

do projeto foi a complementaridade

das ações. Sem marcas

na arena, a empresa buscou todos

os pontos de contato com o

público em geral. E deu sorte,

porque a música criada para a

campanha relativa aos jogos

acabou sendo tocada inúmeras

vezes espontaneamente dentro

das arenas, além de executada

na publicidade televisiva e digital.

E a aposta agora é na Paralimpíada,

cujo público é diferente,

segundo Dragone. É mais

brasileiro, composto por mais

famílias. As ações continuam

Divulgação

com o mesmo porte e vêm com

a missão adicional altruísta de

disseminar o esporte paralímpico

e combater preconceitos.

reafirmação

Alexandre Nogueira, diretor

do grupo Bradesco Seguros,

afirma que o patrocínio foi uma

oportunidade para o grupo reafirmar

seu core business como

segurador oficial dos jogos, estabelecer

novos relacionamentos,

expandir negócios e intensificar

o sentimento de “orgulho

de pertencer” entre clientes,

corretores, funcionários e colaboradores,

lembrando que o

grupo segurador premiou com

planos de previdência complementar

os atletas olímpicos

do Time Brasil que subiram ao

pódio. Dentre as ações criadas

para os Jogos Rio 2016, destacou-se

o Museu Itinerante Se

Prepara Brasil — O Caminho do

Esporte até o Rio. Duas carretas

com uma exposição olímpica

gratuita viajaram por 44

cidades, em todo o território

nacional, antes de chegarem

ao Rio de Janeiro para os Jogos

Olímpicos e Paralímpicos Rio

2016. Cerca de 200 mil pessoas

visitaram a exposição gratuita

até o momento, sendo mais de

60 mil somente nos Bulevares

Olímpicos Parque Madureira e

Porto Maravilha durante os Jogos

Olímpicos Rio 2016.

Entre as ações da Samsung,

houve exposição e ações de

experiências no Galaxy Stúdios

no Parque Olímpico, Vila

Olímpica, Praia de Copacabana,

Pier Mauá, Shopping Barra e

Shopping Leblon, entre outras

ações. “A Samsung acredita no

poder do movimento olímpico

e do importante legado que os

jogos deixam em cada participante.

Os Jogos Olímpicos ofereceram

uma plataforma única

para a Samsung mostrar e oferecer

sua tecnologia inovadora

para os fãs em todo o mundo,

ajudando a manter todos conectados,

compartilhando experiências

e criando memórias

que escrevem a história”, observa

Loredana Sarcinella, diretora-sênior

de marketing da

divisão de dispositivos móveis

da Samsung Brasil.

Para a Nissan, o patrocínio

aos jogos se confirmou como

um sucesso com o aumento da

participação de market share

em 3,5% desde o início dos jogos.

A hashtag da Nissan #QuemSeAtreve

(#WhoDares, em Inglês)

tornou-se a terceira com

maior engajamento entre todas

as marcas, apenas atrás da

Coca-Cola, e à frente de todos

os outros patrocinadores globais.

O resultado impressiona

se considerarmos que a Nissan

é um patrocinador local, e não

global como outras marcas.

Foram 2,4 bilhões de impressões

no Twitter para a hashtag

ads Olimpíadas, entre diversas

outras estatísticas impressionantes.

A campanha Bold

vs Flame, lançada durante a

Olimpíada, teve até o momento

cerca de 9 milhões de visualizações.

Por sinal, a montadora mantém

todo o seu planejamento e

a partir do próximo dia 7 reativa

seu bungee jump na Praça XV; o

Nissan Kicks House, no Parque

Olímpico; e as festas no Nissan

Kicks Hotel, em Copacabana.

jornal propmark - 5 de setembro de 2016 21



AnA HocHscHeidt

entreVistA

VAlorizAmos

muito o

esporte como

quAlidAde

de VidA


No momento em que completa 40 anos, a

Olympikus aposta em ativar a marca com

campanhas publicitárias em seus três

principais pilares: vôlei, running e fitness.

A gerente de marketing da Vulcabras Azaleia, Ana

Hochscheidt, explica como a marca esportiva brasileira

se posiciona diante das grandes marcas internacionais

concorrentes e a importância de ativar os patrocínios

em eventos como a Maratona do Rio, que leva o nome

da Olympikus desde 2012. Confira a seguir os principais

trechos da entrevista concedida ao PROPMARK.

Cristiane Marsola

Qual o posicionamento da marca

hoje?

A gente é uma marca esportiva

voltada para atividade física não

de alta performance. Nós valorizamos

muito o esporte como

qualidade de vida.

Quais os principais esportes que a

Olympikus apoia?

Temos três pilares importantes

estratégicos. O vôlei, que é nosso

principal esporte de performance;

o running, com alguns patrocínios

importantes; e o fitness,

que também é uma categoria que

vem crescendo bastante dentro

do nosso portfólio.

Quais os patrocínios da marca?

Há 19 anos a gente patrocina

a CBV (Confederação Brasileira

de Voleibol), com as principais

seleções de quadra e praia e as

seleções de base também. É uma

propriedade nossa. É o patrocínio

mais antigo da marca. A gente já

teve outros, como o COB (Comitê

Olímpico Brasileiro), até 2011, e

alguns outros atletas, mas a CBV,

com certeza, é o mais antigo.

Vocês deixaram de patrocinar o COB

quando ficou definida a realização

da Rio 2016. Por que essa mudança

neste momento importante?

Na verdade, foi uma questão

de negociação junto ao COB mesmo.

Houve uma troca. Normalmente

se renovam esses patrocínios

a cada ciclo olímpico. Era

um patrocínio que a gente tinha

havia 12 anos, desde 1999, nós

acabamos saindo e o COB optou

por outra marca.

O que a Olympikus fez para aproveitar

o momento olímpico brasileiro, já

que não é patrocinadora do evento?

A gente acredita muito na

força do vôlei, que já é um dos

esportes preferidos dos brasileiros

e, na Olimpíada, ele ganha

uma posição de destaque e

protagonismo porque é o esporte

mais procurado, que sempre

tem chance de medalhas. Tanto

o público como o COB apostam

nas modalidades de praia e quadra.

A gente criou uma plataforma

para ativar e aproveitar o

momento do vôlei no Brasil. A

gente teve uma campanha forte

em mídia de massa, com um

filme que chamava a torcida e

mostrava o vôlei tomando conta

do Brasil. Além de todo um trabalho

com a CBV, com os atletas.

Nosso principal foco neste ano

foi o vôlei.

E quais patrocínios da marca no pilar

running?

No running, a gente não tem

atletas profissionais patrocinados.

Temos, sim, propriedades,

como a Maratona do Rio, que é

uma das principais provas dessa

distância no Brasil. Em maio

deste ano, quando foi realizada a

última edição, a gente teve mais

de 29 mil corredores participantes.

Foi a quinta edição que participamos

como patrocinadores.

Nós temos também trabalho forte

com grupos de corrida e atletas

locais. A gente tem produtos de

alta performance, mas, na hora

de se posicionar, nós não nos posicionamos

como uma marca de

alta performance. Os atletas da

seleção de vôlei usam os nossos

produtos. A gente acredita no esporte

no dia a dia da pessoa, mas

nossos produtos atendem qualquer

atleta.

A presença da marca na Maratona

do Rio é bastante forte?

Sim, costumo dizer que não

adianta nada fazer um patrocínio

e não ativá-lo. Toda vez que

a Olympikus vai para o evento,

seja qualquer tipo de patrocínio,

a gente faz muito forte. A marca

realmente ocupa espaço. Durante

a Maratona do Rio, nós temos a

loja, onde é feita muita interação

com os corredores durante a entrega

dos kits da corrida. A gente

faz questão de receber os corredores

bem na chegada da prova,

procura ter ativação durante a

corrida. É realmente um marco.

No running, é a nosso principal

patrocínio. Nós investimos bastante.

Têm provas menores, mas

a maior propriedade no running

é a Maratona do Rio.

Como é para uma marca brasileira

competir com gigantes multinacionais,

como Asics, Adidas e Nike?

Para nós é motivo de orgulho

porque realmente conseguir ser

uma das principais marcas do

Brasil em termos de volume de

vendas. A gente é uma marca

que, se olharmos pesquisas de

preferências, está entre as principais

do mercado e competindo

frente a frente com esses fabricantes

internacionais. A Olympikus

não se posiciona como uma

marca brasileira. Até porque no

segmento de tênis essa é uma

informação que para o consumidor,

não é tão relevante. Nós procuramos

trabalhar a nossa marca

no mesmo patamar de uma

marca internacional. Quando a

gente pensa numa nova tecnologia,

quando a gente lança uma

campanha, é sempre pensando

no know-how dos nossos concorrentes

e brigando neste mesmo

nicho. Claro que fazendo tudo

daqui, com mão de obra brasileira,

com o centro de desenvolvimento

aqui... Isso é mais desafiador

ainda, mas a gente tem

atingido resultados incríveis,

tanto em termos de produtos

como de marca.

A marca existe há quanto tempo?

A Olympikus é de 1976. Completou

40 anos este ano. A marca

já tem uma história interessante

para contar. É uma marca consolidada

no mercado.

Houve alguma comemoração?

A gente acabou deixando esta

data um pouco de lado este ano

em função deste momento do esporte

no Brasil e acabou apostando

mais nisso, com o vôlei. Mas,

internamente, fizemos algumas

divulgações.

Quais agências de publicidade trabalham

com Olympikus hoje?

Agora trabalhamos com a LDC.

A gente trabalhava com a Pereira

& O’Dell, que fez uma transição

para a Loducca.

Quais os parceiros de BTL?

A gente trabalha com alguns

22 5 de setembro de 2016 - jornal propmark


Divulgação

escritórios de design que fazem

algumas ativações, mas não chegam

a ser parceiros fixos. Trabalhamos

por projetos.

Além desta campanha que destacou

o vôlei, tem alguma nova para este

ano?

A gente fez um mix. Dividimos

os nossos pilares mais importantes

e fizemos ativação através de

campanhas este ano. A principal

campanha institucional foi focada

no vôlei e teve algumas campanhas

de produto, como o lançamento

da tecnologia Zoomax,

um lifestyle esportivo. Fizemos

ainda um filme de fitness, no

início do ano, com a tecnologia

Evasense. E tem mais uma tecnologia,

chamada Impact Gel, que

será lançada agora no segundo

“A Olympikus

Já tem umA

históriA

interessAnte

pArA cOntAr.

É umA mArcA

cOnsOlidAdA

nO mercAdO”

semestre, com produtos voltados

para corrida. É uma linha, mas a

gente escolheu um produto ícone

para a campanha, com mídia de

massa: internet, TV, redes sociais

e PDV. É uma campanha bem

completa.

As redes sociais são feitas pela própria

LDC?

Temos um núcleo dentro da

LDC que nos atende com a parte

de conteúdo e de compra de mídia

online e performance.

Em quais redes sociais a marca está

presente?

Em praticamente todas. Twitter,

Instagram, Facebook e You-

Tube. Ainda não estamos no

Snapchat.

Vocês costumam fazer trabalhos

com influenciadores digitais?

A gente formou um time olímpico

de influenciadores e embaixadores

da marca, pessoas com

audiência forte. Investimos em

crescer com este time. São umas

dez pessoas. A ideia é que o time

cresça. Estamos buscando pessoas

que mais se encaixam com

o posicionamento da marca. São

influenciadores com o DNA esportivo,

que tragam esse lifestyle

para a gente. Entre os nomes

estão os atores Fernanda Souza

e Bruno Gagliasso, as blogueiras

Lalá Noleto e Luiza Sobral, o atleta

do vôlei Murilo... É um mix de

celebridades e influenciadores.

O que foi a ação The Final Test, lançada

no ano passado?

The Final Test foi uma plataforma

que a gente lançou com uma

série de testes, que foi realmente

um marco na categoria do running.

A gente conseguiu mostrar

que tinha tecnologia e produto

que competiam com qualquer

marca internacional. Foi um projeto

bem importante para nos posicionar

nesta categoria.

Como está sendo 2016?

A gente está em um momento

especial da marca. 40 anos de

história. É uma marca que investe

muito. O que estamos tendo de resultado

em vendas é fruto de muito

trabalho e competência de produtos

e estratégia de marketing.

Estamos trabalhando forte em um

período que, apesar da crise no

país, está sendo um bom ano. A

gente está crescendo com Olympikus

na casa dos dois dígitos, mas

ainda tem um segundo semestre

pela frente.

Qual o market share da marca?

A gente não tem este número

porque não compramos pesquisas,

mas posso afirmar que

estamos entre as três principais

marcas do mercado em termos de

participação em volume de pares.

“estAmOs

trAbAlhAndO

fOrte em um

períOdO que,

ApesAr dA

crise nO pAís,

está sendO

um bOm AnO”

A Olympikus tem loja própria ou trabalha

apenas com pontos de venda

parceiros?

Hoje nossa única loja própria

é nosso e-commerce, lançado

há dois anos, e trabalhamos

muito forte com canais de venda

do varejo. Estamos em todas

as principais lojas esportivas do

país. No início, tínhamos uma

expectativa um pouco maior, no

e-commerce, mas a gente também

vem investindo muito mais

no projeto como uma vitrine,

em vez de ter propriamente um

esforço de vendas. Nosso principal

objetivo com o e-commerce

é oferecer o mix completo para

os nossos consumidores.

jornal propmark - 5 de setembro de 2016 23


inspiração

a simplicidade é um bálsamo

Diretor de criação exalta a naturalidade das crianças,

a elegância do design e o equilíbrio de uma fonte tipográfica

como alguns dos seus principais exemplos de inspiração

24 5 de setembro de 2016 - jornal propmark


Zurijeta/Shutterstock

Romolo Megda é diretor de

criação da Babel e professor

de Criação da ESPM

ROMOLO MEGDA

Especial para o PROPMARK

Nada me inspira mais do que a simplicidade.

Em um mundo cheio de tarefas complicadas

e demandas sem propósito, a simplicidade é um

bálsamo.

A simplicidade das crianças me inspira.

Como neste diálogo com meu filho mais novo,

de 7 anos:

– Filho, por que você jogou no meio de campo?

Você não joga sempre no ataque?

– Ah, pai, eu pedi para jogar de volante. Você

não tem tanta chance de fazer gol, mas fica mais

com a bola. É mais divertido.

Afinal, é disso que se trata o futebol, não? Diversão.

A simplicidade da Apple me inspira.

Uma empresa que sempre perseguiu a simplicidade,

como nenhuma outra na história. Do nome

dos produtos ao logo da marca. Das embalagens às

lojas. Do software ao hardware. Das apresentações

do Steve Jobs às campanhas publicitárias. Tudo

pensado para ser simples, intuitivo, direto ao ponto,

amigável, plug and play.

Na embalagem do Apple II, o primeiro grande

sucesso da marca, vinha um cartão com o seguinte

texto: Simplicity is the ultimate sophistication. Introducing

the Apple II, the personal computer.

A simplicidade da boa tipografia me inspira.

Como a simplicidade da Helvetica, uma das

mais populares famílias tipográficas do mundo,

que faz parte do acervo do MoMA de Nova York e

ganhou um documentário no seu cinquentenário.

Helvetica foi criada em 1957 por Max Miedinger

e Eduard Hoffmann. A ideia é que fosse uma fonte

neutra, sem nenhum significado, a fonte “sem

face” – como alguns a definem.

Pela sua simplicidade e equilíbrio no desenho,

com suas hastes terminando sempre na vertical

ou na horizontal (nunca na diagonal), a Helvetica

é uma das poucas fontes a manter sua legibilidade

mesmo em movimento; por isso foi a escolhida por

uma série de companhias aéreas mundo afora.

A simplicidade do design do Milton Glaser me

inspira.

Em 1977, Milton Glaser criou uma das imagens

mais reproduzidas e copiadas mundo afora: o logo

I LOVE NY.

Ele foi convidado pelo Departamento de Desenvolvimento

Econômico de Nova York para fazer

parte da campanha que estava sendo desenvolvida

pela agência Wells Rich Greene. A campanha tinha

como propósito resgatar o prestígio da cidade,

que estava com sua imagem arranhada pela crise,

e, principalmente, por ser uma cidade violenta.

Durante a reunião, ele tirou do bolso o rascunho

que tinha feito durante uma corrida de táxi. O

curioso é que ele fez o trabalho de graça e, hoje em

dia, o mesmo Departamento de Desenvolvimento

Econômico da cidade fatura mais de 30 milhões de

dólares por ano em produtos oficiais licenciados

com a marca.

A simplicidade é encantadora e todo mundo

concorda que quanto mais simples, melhor.

Mas nem todo mundo consegue praticar a simplicidade.

Isso porque, paradoxalmente, ser complicado é

fácil.

A simplicidade é que requer mais esforço.

Ser simples é buscar a essência, é enxergar o

mundo pelos olhos de uma criança, é ter clareza

do que deve ser feito e, mais importante, ter clareza

ainda maior do que não fazer.

Como disse Antoine de Saint-Exupéry: “A perfeição

é alcançada não quando não há mais nada

para adicionar, mas quando não há mais nada que

se possa retirar”.

urbanbuzz/Divulgação

Divulgação

Perfeição, sofisticação e equilíbrio

Selo francês em homenagem a Antoine de Saint Exupéry,

que escreveu sobre perfeição; embalagem do iPhone 6, da

Apple, marca que associa simplicidade à sofisticação; e um

pôster sobre a fonte Helvetica: “simplicidade e equilíbrio no

desenho, com suas hastes terminando sempre na vertical ou

na horizontal (nunca na diagonal)...”

neftali/Shutterstock

jornal propmark - 5 de setembro de 2016 25


Prêmios

Fiap entrega troféus para brasileiros

e anuncia retorno para Buenos Aires

Cerimônia pós-festival, realizado em maio, no México, ocorreu na ESPM

e premiou empresas que se destacaram na competição deste ano

Fotos: Alê Oliveira

Alunos da Miami AdSchool/ESPM recebem troféu de Paulo Quartiermeister (à direita)

Armando Ferrenti, presidente da Editora Referência, faz a entrega para a Momentum

BÁRBARA BARBOSA

Os brasileiros que se destacaram

no 47º Fiap (Festival

Ibero Americano de la Publicidad)

receberam, na semana passada,

os troféus pelas conquistas

anunciadas em maio, na Cidade

do México. A cerimônia de entrega

foi realizada na ESPM e contou

com a presença do diretor-geral

da competição, Daniel Marcet,

que adiantou: no próximo ano, o

festival volta para Buenos Aires,

onde deverá permanecer pelos

próximos cinco anos.

Marcet comentou ainda algumas

mudanças no Fiap, que

este ano apresentou novas categorias

e uma boa repercussão no

meio. “Estamos tentando inovar

e voltar a ter um festival diferente

dos que já existem. O modelo

de festival é o mesmo em todos,

mesmas categorias e formato.

Temos a intenção de voltar a ser

únicos no meio. Tiramos categorias

tradicionais e colocamos

novas, como premiar o melhor

conceito. Sempre o que acontece

nos festivais é o destaque ficar

com o GP de televisão, que

“Estamos tEntando

inovar E voltar

a tEr um fEstival

difErEntE dos quE

já ExistEm.

o modElo dE

fEstival é o mEsmo

Em todos, mEsmas

catEgorias E

formato. tEmos

a intEnção dE

voltar a sEr

únicos no mEio”

é uma coisa importante. Mas ser

premiado como o melhor conceito

de um festival tem muito

mais força”, disse Marcet. “Ano

que vem vocês terão algo totalmente

diferente”, adiantou.

A 47ª edição do Fiap destacou

12 empresas do país,

entre agências, produtoras

e a Miami AdSchool/ESPM,

pela quinta vez eleita Escola

do Ano da região ibero-americana.

Foram premiadas as

agências Africa, AlmapBBDO,

Ampfy, Cheil, Dentsu, F/Nazca

Saatchi&Saatchi, Leo Burnett

Tailor Made, Momentum

e WMcCann, e a produtora Fat

Bastards. Além disso, a J. Walter

Thompson venceu a Maratón

Jóvenes Creativos, concorrendo

contra representantes

do México, Chile, Porto Rico e

Colômbia, com o trabalho sobre

o tema Em Países Emergentes…

Mulheres Emergentes, da dupla

Júlia Velo e Marcelo Monzillo.

O Brasil foi o mais premiado

desta edição do festival, tendo

conquistado um Copa Ibero

América, dois Gran Sol, 11 ouros,

27 pratas e 13 bronzes. Os

brasileiros estiveram em grande

número também no júri, que

contou com Álvaro Rodrigues;

Fernando Carvalho, da Fat Bastards;

Filipe Cuvero, da Dentsu

Brasil; Marcelo Nogueira, da

AlmapBBDO; Paulo Senna, da

Wunderman; Margo Takeda, da

A10; Glen Valente, do SBT; Gê

Rocha, do Grupo Newcomm;

Allan Barros, da Revolution; e

Domenico Massareto, da id.

A Editora Referência, que

edita o jornal PROPMARK, é a

representante oficial do Fiap no

Brasil. Para Armando Ferrentini,

presidente da editora, o festival

vem mostrando, ao longo dos

anos, a evolução do mercado

regional. “A Editora Referência

representa o Fiap já há alguns

anos, temos grande orgulho de

fazer esse trabalho. O Fiap é

uma verdadeira integração dos

países ibero-americanos, que

tem mostrado para todos nós a

nossa força na comunicação publicitária.

Há uma correlação de

avanço da nossa criatividade,

do nosso produto publicitário,

em relação ao resto do mundo”,

comentou Ferrentini.

26 5 de setembro de 2016 - jornal propmark


Paulo Sérgio Quartiermeister (centro) entrega troféu aos representantes da Cheil

Daniel Marcet (à esquerda) com equipe da Ampfy, que ganhou prêmio no Fiap

Armando Ferrentini (centro) e profissionais da Dentsu, que levou três troféus

Paulo Sérgio Quartiermeister (à esq.) entrega prêmio para a produtora Fat Bastards

Marcet premia a Leo Burnett, que conquistou seis prêmios na edição deste ano do Fiap

Ferrentini entrega troféu para profissional da AlmapBBDO, que teve dez prêmios

Marcet com as representantes da WMcCann, que garantiu três troféus este ano

Marcet e Quartiermeister com profissionais da F/Nazca: agência recebeu 13 troféus

jornal propmark - 5 de setembro de 2016 27


EDUCAÇÃO:

O NOVO NOME DO

DESENVOLVIMENTO

Um grande encontro dederes empresariais, autoridades públicas,

educadores e especialistas em tecnologia para debater as novas

habilidades requeridas nos mercados atuais e o papel decisivo da

educação como impulsionador do desenvolvimento e competitividade.

Investir em educação é promover a inovação e construir um País melhor.

13 de setembro

7h30 às 12h30

Hotel Grand Hyatt

São Paulo - SP

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INICIATIVA:

APOIO INSTITUCIONAL:

PATROCÍNIO: APOIO: COLABORAÇÃO:


MÍDIA PARTNERS:

FORNECEDORES OFICIAIS:


EyOnd thE lInE

Resignificando

CEO e CIO

Os nacionalistas puristas torcem

o nariz para os anglicismos

Alexis Thuller PAgliArini

Com a globalização, a gente incorporou

termos e siglas em inglês para designar

funções, principalmente as de liderança, no

mundo corporativo de grande empresas. E

lá vamos nós chamar o chefão-mor de CEO

(Chief Executive Officer), o líder de operações

de COO (Chief Operation Officer), o de

criação de CCO (Chief Creative Officer), o de

finanças de CFO (Chief Financial Officer) e

assim por diante...

A língua inglesa é de uma simplicidade

invejável, o que nos induz a aceitá-la para

definir novas atividades e funções, sem pestanejar.

Os nacionalistas puristas torcem o

nariz para os anglicismos, mas como definir

melhor em português, por exemplo, layout,

design ou mesmo marketing? Relaxemos e

aproveitemos!

Pois bem, o mundo em constante mutação

sugere novas funções e nos deparamos agora

com a necessidade de encaixá-las na estrutura

e determinarmos nomenclaturas adequadas.

Tempos atrás, quando eu era um CMO

(Chief Marketing Officer), criei uma função

que era nova na estrutura da empresa em que

trabalhava. Contratei um profissional só para

fazer curadoria e gestão de conteúdo.

Chamamos de Gestor de Conteúdo e fomos

em frente. Hoje, parece que tal função

está bem incorporada nas organizações,

não? Vejo agora o crescente aumento de

atividades inovadoras que ainda carecem

de terminologias e siglas adequadas para

defini-las.

O que me faz escrever este artigo é a percepção

de relevância de três atividades que

devem ganhar peso crescente no mundo corporativo:

Experiência, Inovação e Integração.

Vamos tentar detalhar cada uma delas.

Penso Experiência como um processo holístico

de interação entre marcas ou produtos

com seus usuários. Como melhorar a experiência

de uso de um produto ou serviço? Qual

a experiência em cada ponto de contato? Como

melhorá-la ou enriquecê-la?

Isso não deveria ser uma atribuição de um

especialista? E como chamá-lo? Chief Experience

Officer? CEO? Ops! Já usamos essa sigla

e é para o chefão...

Há uma alternativa que funciona para os

americanos, que simplificam Experience

por Xperience. Aceitando essa expressão

informal, teríamos então CXO (Chief Xperience

Officer) e resolvemos a questão. Já no

campo da inovação, temos igualmente uma

atividade que vem sendo cada vez mais valorizada,

que todas as empresas deveriam

incorporar.

Nesse mundo de mudanças constantes

e em ciclos cada vez menores, é primordial

para as empresas criar mecanismos para

acompanhar ou até se posicionar à frente das

tendências.

Não tenho certeza se deve haver um profissional

específico para essa função ou se

todos os profissionais deveriam incorporá-

-la nas suas atividades, mas já percebemos

movimentos de empresas na criação de uma

divisão de inovação.

Assim, o líder dessa atividade poderia ser

chamado de CIO (Chief Innovation Officer),

mas aí teríamos um conflito com a função do

responsável pela área de Informação e Informática,

que já ocupa essa sigla para definir

sua atribuição. Lançando mão mais uma vez

de uma certa licença, podemos usar a sigla

CINO, aliás já usada nos EUA.

Vamos agora para a terceira atividade,

muito importante para as agências de propaganda

ou de serviços de marketing. Refiro-

-me à Integração. Lidar com um universo

crescente de disciplinas, sem dispersão, gera

a necessidade de um esforço de integração.

Como integrar as ações on e offline ou o

Marketing Direto com comunicação de massa

ou ainda a matemática dos logaritmos com

a força da criatividade. Que nome podemos

dar ao líder dessa atividade?

A sigla CIO já está ocupada, a CINO, idem.

Vai ficar meio extensa, mas talvez tenhamos

de partir para algo como CINTO (Chief Integration

Officer).

Confesso que lancei mão dessa história

de siglas muito mais para colocar luz nessas

novas atividades, que merecem total

atenção dos líderes de negócios. Nessa

sopa de letrinhas, o que vale mesmo é a

substância dos conceitos e a destinação de

foco para o novo.

Alexis Thuller Pagliarini é superintendente

da Fenapro (Federação Nacional de Agências

de Propaganda)

alexis@fenapro.org.br

30 5 de setembro de 2016 - jornal propmark


APOIO EM SP

ANO 49

INSCREVA-SE JÁ

WWW.COLUNISTAS.COM


quem fez

Cristiane Marsola cristiane@propmark.com.br

DiA De mAlDADe

A sexta-feira é o dia mais esperado da semana

para muitos. Não é à toa que o áudio Hoje

é dia de maldade se popularizou tão rápido.

Para comemorar o último dia útil da semana,

a Y&R fez a versão Hoje é dia de Verão, para a

Itaipava. O spot para rádio tem três minutos

de duração. A campanha terá desdobramentos

nos meios digitais, incluindo uma ação de

branded content no BuzzFeed.

Y&r

GrUpo petrópolis

Fotos: Divulgação

Título: Hoje é dia de verão; produto: Itaipava; direção

de criação: Celso Alfieri; criação: Bernardo Tavares

e Marcos Lee; produtora de áudio: Loud;

aprovação do cliente: Giulia Faria, Eliana Cassandre

e Vanessa Sbrana.

boybAnD

Coreografia sincronizada, melodia chiclete,

letra com lugares-comuns e meninas

suspirando: todos os clichês típicos dos clipes

de bandas adolescentes - que fazem todo

mundo rir e morrer de vergonha depois

que sai da adolescência - estão nos filmes

que a Heads criou para divulgar o patrocínio

da Positivo para o The X Factor.

HeadS

positivo

Título: Smartphones Positivo; produto: Positivo

Twist; redação: Rafael Mattioli; direção de arte:

Bruno Barros; produtora do filme: Corazon Filmes;

direção de cena: Rafael Kent; produtora de

som: Lua Nova; aprovação do cliente: Hélio Rotenberg,

Mauricio Roorda, Norberto Maraschin,

Alexandre Colnaghi e Elaine Victorino.

AventurA

Crianças têm um mundo inteiro no próprio quintal,

como descrevem Os Backyardigans. Para lançar

OMO Puro Cuidado, a marca mostra como a

imaginação dos pequenos pode transformar um

jardim em uma savana. Além do filme, adaptado

pela Mullen Lowe Brasil, a campanha tem merchandising

em TV, Facebook e PDV. A F.biz assina

as ações digitais.

Mullenlowe Singapure

Unilever

Título: Pinot Doux; Produto: OMO Puro Cuidado; diretor

global de criação: Alex Okada; diretor de arte sênior:

Loh Seow Khian; redator-sênior: Viraj Swaroop; produtora

de filme local: O2; direção de cena local: Kitty

Bertazzi; produtora de áudio: Atakk; aprovação do

cliente: Nikhil Tivary, Agus Nugraha, Jody Perlada, Bruna

Lettiere Botelho e Cristine Lu.

32 5 de setembro de 2016 - jornal propmark


cAmpo

A dupla sertaneja Marcos e Belutti estrela o filme da Renault

para lançar a SUV picape Duster Oroch com câmbio

automático. Na peça, Belutti fala que o carro ficou mais

confortável para dirigir na cidade e Marcos completa dizendo

que para trabalhar no campo também há vantagens.

O primeiro, então, questiona o amigo, que não entende nada

de campo. Marcus então afirma que tem sotaque de São

Bernardo. “Do Campo”. A campanha ainda conta com dois

filmes, onde cada um deles, acompanhados de um fã, faz

um “Test Life” para mostrar os atributos do carro no uso

diário. Também há cinco filmes direcionados a consumidores

que questionaram nas redes sociais quando haveria

a versão automática do carro quando ele foi lançado.

neogaMa

renaUlt

Título: Sotaque; produto: Nova Duster Oroch Automática; diretor-

-geral de criação: Alexandre Gama; diretores de criação: Fabio

Mozeli e Marcio Ribas; criação: Ligia Mendes e Fernando Patucci;

produtora de filme: Primitivo; direção de cena: Roberto Studart;

aprovação do cliente: Bruno Hohmann, Claudio Rawicz, Lívia Kinoshita,

Breno Martin e Ariany Silva.

tinDer AnimAl

Com o objetivo de engajar os consumidores no projeto Bio-Pontes,

que pretente reflorestar 75 milhões de metros quadrados desmatados

em todo o mundo e assim religar florestas isoladas, a

The Body Shop lançou, no Brasil, a campanha global Ajude Reggie

a encontrar o amor. A ação é baseada no storytelling do personagem

Reggie, uma macaco da espécie douc-de-canelas-vermelhas,

que só poderá encontrar sua cara-metade se parte da floresta

Khe Nuoc Trong, no Vietnã, de onde a espécie em extinção

se origina, for restaurada. A campanha, adaptada para o Brasil

pela Bold Conteúdo, conta com peças online e material de PDV,

além de posts no Facebook, que contam a história de amor do

bichinho por meio de uma websérie. Para participar da ação, os

clientes devem fazer uma compra de qualquer valor em uma das

lojas The Body Shop Brasil, até 14 de outubro. A cada transação, a

marca vai proteger um metro quadrado de habitat. As lojas terão

um contador global do resultado.

Bold

the BoDy shop

Título: Ajude Reggie a encontrar o amor; produto: Projeto global de reflorestamento;

diretor de arte: Paulo Vinicius e Rosi Silva; diretor de criação:

Leonardo Malachias; redator: Dandara Sanches; aprovação do cliente: Karina

Meyer e Renata Fleck.

Estão Abertas as inscrições ao Prêmio Colunistas São Paulo

2016! Não perca tempo! Faça a inscrição da sua agência!

INSCRIÇÕES

VITOR SOUZA - VITORSZ@GMAIL.COM - CELULAR: 98150-8474

NANNY LIMA - NANNY@EDITORAREFERENCIA.COM.BR - TEL.: (11) 2065-0753

Acesse: www.colunistas.com

Patrocínio:

jornal propmark - 5 de setembro de 2016 33


STORYTELLER

Por trás

Como tudo que se refere a

eleições, nada é muito claro

LuLa Vieira

Não, leitor desatento, ainda que você

ache que este seu cronista só pensa

besteira, e errado você não está de todo, o

significado deste título não é o que parece.

O significado é outro, quer dizer apenas

por dentro. Piorou? Pois é, começa por trás

e acaba por dentro. Na verdade, quero lhe

contar sobre os bastidores do debate entre

os prefeitáveis do Rio de Janeiro na Band.

Foi infinitamente mais engraçado do que

o que as câmaras mostraram e muito mais

revelador da alma dos candidatos. Como

vocês sabem, dos 11 candidatos cariocas,

somente sete foram convidados para o debate,

por critérios que combinavam número

de deputados federais eleitos pelos partidos

e acertos entre os assessores.

Como tudo que se refere a eleições, nada

é muito claro. Para se ter uma ideia, até

agora não se chegou à conclusão das obrigatoriedades

e proibições das mensagens

dos candidatos na TV, o que inclui falta de

clareza entre a necessidade de se ter legenda,

libras, ou legenda e libras, ou se uma

substitui a outra. Também não se sabe se

é permitido filmar em prédios de propriedade

pública ou não e se nesse critério se

incluem praças públicas. Por via das dúvidas,

ou melhor, sabendo das dúvidas,

alguns candidatos fizeram a propaganda

diretamente de dentro de hospitais públicos,

já que, se é para correr riscos, que se

corra de uma vez. A legislação eleitoral neste

quesito é uma pequena amostra de como

funciona a maioria das leis no Brasil: tudo

é tão confuso que depende da interpretação

pontual dos encarregados de vigiar sua

obediência. Voltemos ao debate.

A Band alugou o Teatro Casa Grande, no

Leblon. A localização obrigou os candidatos

mais abastados a gastarem uma boa

grana alugando ônibus para transportar as

torcidas organizadas, além de fornecer material

de zoeira. Além, claro, de lanchinho.

De novo, a lei tem de ser driblada nessa hora,

pois não se pode dar preguinhas nem

oferecer camisetas, consideradas brinde.

Mas ninguém pode proibir que alguém pinte

por conta própria e por amor uma camiseta

branca com o nome do candidato. Daí

é uma manifestação espontânea. Deu para

entender?

E também apareceram alguns músicos

com seus bumbos, pandeiros e cornetas que,

tocados furiosa, mas desordenadamente, davam

ao local um som delicioso. Daí os chefes

de torcida fazem a claque repetir bordões que

vão do “não vai ter golpe” ao sensacional “não

vai ter jeito, Pedro Paulo é o prefeito”, passando

por “ela, ela, ela, prefeito é o Crivella”,

e ainda o lamentoso “índioooooooooo” em

homenagem ao candidato Índio da Costa.

Isso na rua. No debate, foi anunciada a proibição

total por parte da plateia de qualquer

manifestação, como aplausos e vaias, ao que

foi aplaudido, só de sacanagem. Iniciados os

trabalhos, depois dos movimentos iniciais,

em que o aliado do atual prefeito comparou

o Rio a Amsterdã, com alguma coisa de Oslo

e a situação econômica de Doha, três candidatos,

que participaram do governo, explicaram

que se afastaram dele porque tudo isso

era mentira, já que daqui a pouco chegaria a

conta da Olimpíada e o RJ teria inveja de Porto

Príncipe, capital do Haiti.

Em seguida vieram as promessas, que se

baseavam em acabar com o monopólio das

empresas de ônibus, responsáveis diretos

pelo caos urbano. Em mais ou menos meia

hora estavam resolvidos todos os problemas

da cidade. Sem contar um incremento

às artes. Menos Jandira Feghali, que se limitou

a dizer que mais uma vez os homens

brancos e da elite estavam estuprando uma

mulher, a presidenta Dilma. E junto com

ela duas outras representantes do gênero

feminino: a democracia e a Constituição.

Foi a dica para, respeitando o regulamento,

o auditório vir abaixo com vivas, morras,

foras e não vão ter golpes.

Pouco depois alguém perguntou a Bolsonaro

algo sobre um bairro qualquer. Ele

olhou para as câmaras, revirou os olhos

e disse: “estou tendo uma queda de pressão!”

E só não caiu duro porque foi amparado

por Osório e Jandira, que é médica.

Neste momento sai da plateia o pai dele,

Jair Bolsonaro, e expulsa Jandira de perto

do filho “sai daí, médica de araque...” e se

dirige ao filho: “e aí zero-um, paga uma flexão!”

Como se vê, coisa fina.

Lula Vieira é publicitário, diretor da

Mesa Consultoria de Comunicação,

radialista, escritor, editor e professor

lulavieira@grupomesa.com.br

34 5 de setembro de 2016 - jornal propmark


DigiTal

Wish está entre os patrocinadores

do TechCrunch Disrupt de 2016

Empresa brasileira de eventos e conteúdos corporativos associa sua

marca ao encontro realizado em São Francisco, entre 12 e 14 de setembro

Claudia Penteado

próxima edição do TechCrunch

Disrupt, consi-

A

derado o principal evento do

mundo relacionado às startups

revolucionárias, à introdução

de tecnologias inovadoras

e à discussão do que é

top of mind para inovadores -

chaves da indústria de tecnologia

- será realizado entre os

dias 12 e 14 de setembro, em

São Francisco, nos Estados

Unidos.

A Wish International

Events Management, empresa

especializada no segmento

de eventos e conteúdos

corporativos, tornou-se uma

das patrocinadoras oficiais do

encontro. A região do Vale do

Silício - fonte global de inovação

para os mais diversos

setores - é a grande aposta da

empresa, que abriu escritório

por lá há cerca de um ano e

já tem, segundo Natasha De

Caiado Castro, sócia e VP de

planejamento estratégico da

Wish, toda a região mapeada

para oferecer serviços aos

clientes brasileiros.

A empresa está levando

um cliente para participar de

um pitch day dentro do TechCrunch

Disrupt. O acontecimento

reúne aqueles que

são vistos como os melhores e

mais brilhantes empresários,

investidores, hackers e fãs de

tecnologia para entrevistas no

palco, a fim de atrair a atenção

de investidores ou fomentadores

das startups.

De acordo com a executiva

da Wish, a intenção da empresa

é tornar-se a principal ponte

entre o Vale do Silício e as

empresas brasileiras ligadas

ao marketing e ao desenvolvimento

de novas tecnologias,

seja levando grupos para a região

ou trazendo talentos de

Natasha de Caiado Castro: futuro do Brasil está no desenvolvimento das startups

Divulgação

to das startups que estão investindo

em tecnologia, estimulando

o acesso à inovação

e estimulando profissionais a

trocarem empregos profissionais

por empreendedorismo.

“Por uma questão de idealismo,

achamos que esse

“Por uma questão

de idealismo,

achamos que

esse evento

disruPtivo é o

mais interessante

Para quem está

emPenhado em

reconstruir

o Brasil”

evento disruptivo é o mais

interessante para quem está

empenhado em reconstruir o

Brasil”, diz Natasha.

Hoje a Wish conta com escritórios

em São Paulo, Paris

e São Francisco. Nos Estados

Unidos, a porta de entrada foi

Nova York, depois o escritório

foi para Miami e, de lá, para o

Vale do Silício. A equipe tem

38 pessoas fixas, mas chega a

150 vagas temporárias.

Os destinos e tipos de projetos

para empresas são os mais

variados – passando por feiras

de negócios como IMEX, em

Las Vegas e Frankfurt, e por

viagens a localidades exóticas

ou históricas acompanhadas

por professores de arqueologia

da Stanford University

(EUA). Há também projetos

voltados para gastronomia e

beleza, por exemplo.

Segundo Natasha, os mercados

que a Wish está mapeando

para fazer intercâmbio

de conhecimentos e negócios

são Austrália e China.

Entre as cerca de 40 marcas

que patrocinam o TechCrunch

2016 também estão nomes

como Cisco, HP, IBM e Red

Bull.

lá para o Brasil.

De organizadora de eventos

corporativos, a empresa passou

a incluir também logística

e conteúdo para clientes do

trade brasileiro. Natasha afirma

acreditar que o futuro do

Brasil está no desenvolvimenjornal

propmark - 5 de setembro de 2016 35


mundo digital

Divulgação

os raros sucessos

do setor (i)

O mundo digital tem sido autofágico,

destruindo sistematicamente inúmeras

de suas iniciativas

Rafael Sampaio

Em suas três décadas de existência, o digital

tem transformado o mundo em vários

campos, com níveis maiores e menores

de sucesso em seus múltiplos aspectos,

mas tem se caracterizado por uma peculiaridade

comum: há uma hiperexpectativa

generalizada em relação à velocidade de

sua adoção e à extensão de seus efeitos, por

um lado, e têm sido bem raros e efêmeros

seus sucessos, por outro lado.

Ao lançarmos um olhar mais crítico e

uma lente mais cuidadosa sobre a realidade

do digital, podemos constatar, com facilidade,

que o sucesso de público (número de

usuários) e comercial (capacidade de gerar

recursos, além da especulação acionária) é

muito reduzido em relação à imensa quantidade

de iniciativas que têm sido feitas no

setor ao longo dos anos. Consequentemente,

o mundo digital tem sido autofágico,

destruindo sistematicamente inúmeras de

suas iniciativas antes mesmo que elas pudessem

florescer e substituindo em ritmo

alucinante os vencedores de um momento

por novos players – a maioria deles candidatos

a viver um breve momento de caçadores

antes de se transformarem em caça.

Vamos relembrar dois casos icônicos: o

AOL e o Yahoo!

Criado em 1985, o America Online (AOL)

explodiu em valor de mercado e conseguiu

incorporar, em 2001, o grupo Time-Warner,

na época o maior do planeta em seu setor,

dando a falsa impressão que o novo mundo

da mídia era mais poderoso que organizações

centenárias que por muitas décadas

haviam gerado um expressivo flow de negócios.

Tanto que o “valor” da nova organização

foi calculado em US$ 350 bilhões.

Como todos sabem, não deu muito certo

e a nova organização conseguiu fazer o

split da AOL no fim de 2009, para não comprometer

seu todo, e a operação digital remanescente

terminou sendo adquirida no

ano passado pela Verizon, uma das gigantes

da telefonia móvel nos EUA, pelo valor

de US$ 4,4 bilhões.

A mesma Verizon incorporou este ano o

Yahoo!, por US$ 4,8 bilhões. Ele havia sido

criado em 1994, foi o primeiro megassucesso

dos empreendimentos digitais de sua

geração, atingindo em 2000 o valor de R$

125 bilhões (então superior ao da General

Motors, que por décadas tinha sido a maior

empresa do mundo).

A perspectiva da Verizon, com essas

aquisições e as parcerias que fez com a

Microsoft e a Hearst Media, é a de maximizar

seu potencial de entrada na publicidade

e nos serviços de marketing do mobile,

que se anuncia como a grande aposta

para os próximos anos. O retrospecto do

mundo dos negócios digitais, porém, não

faz dessa estruturação uma certeza de

sucesso. Haverá um espaço para o mobile

como mídia publicitária e enabler dos

negócios – feitos em seu ambiente, na internet

“fixa” e, principalmente, no mundo

físico tradicional. Mas a Verizon corre

o risco de ver seu sucesso no futuro comprometido

pela recorrente autofagia do

universo digital.

É importante lembrar, também, que os

milionários e até bilionários do digital são

estatisticamente marginais, numericamente

falando, em relação aos milhões de

empreendedores que nunca ganharam nada,

tiveram de sair do setor, perderam seus

recursos ou estão literalmente no limbo

– ganhando o suficiente apenas para permanecer

tentando (com mínimas chances

de virar o jogo). Vale ainda lembrar que a

esmagadora maioria dos lucros que foi para

o bolso desses raros vencedores não derivou

da geração de riqueza para a economia,

mas sim de capital especulativo oriundo do

mercado acionário.

Já houve o estouro de uma bolha da primeira

geração do digital e há sólidos sinais

de que não demora muito surgirá outro –

pois o modelo econômico de oferecer serviços

gratuitos para a base de usuários e

tentar cobrar por serviços premium mostra

sinais de fadiga; e a onda de atração de recursos

publicitários, que se acreditou avassaladora,

vem vivendo uma situação entre

perda de ritmo e até de retração.

Rafael Sampaio é consultor em propaganda

rafael.sampaio@uol.com.br

36 5 de setembro de 2016 - jornal propmark


15º MARKETING BEST

SUSTENTABILIDADE

Um prêmio da Editora Referência e

do MadiaMundoMarketing


we

mkt

Disrupção da

disrupção da

disrupção...

“Duas coisas ameaçam o

mundo: a ordem e a desordem.”

Paul Valéry

Francisco alberto Madia de souza

Neste exato momento, milhares de profissionais

de transporte individual nas

principais metrópoles do país “vazam pelo

ladrão”. Muito especialmente na cidade

de São Paulo. Em 24 meses, a disrupção é

ampla, geral e irrestrita. Primeiro, o Uber

disruptou os táxis. Depois, os “99” disruptaram

os táxis e os “Ubers”. E agora, todos

se disruptam todos. É o verbo do momento!

Lembra? Em casa que falta pão, todos

choram e ninguém tem razão? Sobra oferta,

falta procura. Sobram alternativas individuais

de transporte, mas faltam indivíduos.

E como a velha lei da oferta e procura

não foi e jamais será revogada, os preços

despencam e os passageiros comemoram.

Ao menos, por mais alguns meses e até o

mercado se reequilibrar e milhares dos

profissionais desistirem da suposta e ilusória

mina de ouro.

A melhor fotografia sobre o que está

ocorrendo nesse território foi tirada semanas

atrás pela revista São Paulo da Folha,

em matéria de ótima qualidade assinada

pelo Rafael Belago. No exato momento

da fotografia, os passageiros – clientes –

revelam-se em estado de graça. Têm mais

alternativas, pagam menos, são melhores

atendidos e ganham mimos – balas, água e

até sucos. Mas, de toda a cadeia de valor,

são os únicos verdadeiramente felizes. Até

quando?

Enquanto isso, uma nova realidade vai

se revelando aos demais integrantes da

cadeia de valor, claro, com exceção dos

passageiros/clientes. Lembram que meses

atrás comentei que ao entrar no elevador

do prédio onde se encontra minha empresa

peguei um profissional falando que nas horas

vagas fazia uns bicos no Uber e estava

tirando livre “8 mil reais por mês”. Claro

que não fez as contas direito, mas era outro

momento.

Hoje, a realidade é a seguinte, segundo

a Folha: “No último dia 8 de junho, o motorista

Carlos, do Uber, começou a trabalhar

às 5 da matina com uma corrida para

Guarulhos. Para poder ganhar o mínimo

necessário teve de ir até as 4 do dia seguinte

e dar umas dormidas no carro... na segunda-feira

anterior, tudo o que conseguiu

foi faturar R$ 12... Isso mesmo, 12 reais!”.

Todos os profissionais minimamente inteligentes,

espertos ou tentando sobreviver

aumentaram a impressão de cartões e dão

para todos os passageiros implorando que

os acionem diretamente sem passar pelos

aplicativos...

Já os taxistas mergulham na miséria. Segundo

o sindicato da categoria, na cidade

de São Paulo, a queda no movimento neste

ano, em relação a 2015, é de 45%. Pior ainda,

aplicativos “amigos”, que não cobravam

nada, agora esfolam e ainda exigem

que os taxistas façam promoção de preço!

Por outro lado, os passageiros começam a

descobrir que algumas das supostas maravilhas

não são bem assim... Incomodam-

-se com o Uber estimular seus motoristas,

indicarem outro e ganharem um bônus de

R$ 700 sem nenhuma outra exigência ou

critério. Incomodam-se com o fato de as

pessoas poderem se cadastrar sem precisar

ter carro, podendo usar o carro de outra

pessoa ou alugar um... E incomodam-se,

principalmente, pela não necessidade de

entrevista pessoal e nenhum tipo de treinamento

presencial...

E alguns motoristas do Uber, como já

vêm ocorrendo em outros países, organizam-se

para em qualquer momento recorrerem

à Justiça do Trabalho alegando vínculo

empregatício. É isso, amigos, tempos

de murici – cada um cuide de si! Nada a ver

com os “Veja ilustre passageiro, o belo tipo

faceiro, que o senhor tem a seu lado. E, no

entanto, acredite, quase morreu de bronquite,

salvou-o o Rhum Creosotado...”. Os

bondes se aposentaram, os ônibus se modernizaram,

os passageiros não morrem

mais de bronquite e só de dengue, os táxis

e os taxistas mergulharam no inferno

da concorrência bagunçada, do vale tudo,

da disrupção. Mais dois ou três anos para

a poeira baixar e conseguir-se ver, minimamente,

o novo formato dos sistemas

de transportes das grandes metrópoles do

mundo. Até lá, caos! Tomara que, depois de

quebrados quase todos os ovos, revele-se

um magnífico omelete.

Francisco Alberto Madia de Souza

é consultor de marketing

famadia@madiamm.com.br

38 5 de setembro de 2016 - jornal propmark


agências

Hands desenvolve plataformas

de relacionamento para H2OH!

Os projetos, que pretendem solucionar problemas de entrega do produto

aos food trucks, ganharam os nomes de H2OH! Zone e H2OH! Lab

Vinícius nOVaes

Uma plataforma de relacionamento.

É assim que

se define o H2OH! Zone, ação

criada para a marca pela Hands,

que está completando um

mês, e tem foco nos food trucks.

“Nós identificamos na

baixa gastronomia um universo

bem rico, com comida elaborada

e com um preço justo”,

afirma Marcelo Lenhard,

CEO da Hands.

A ação atua em três frentes

– Invasão, Push e Trial. A

Invasão tem como objetivo

resolver problemas de logística,

uma vez que existe dificuldade

na entrega dos produtos

para os food trucks, que não

têm endereço fixo. Quando o

comerciante compra um pacote

de H2OH!, por exemplo,

ele fotografa a nota fiscal e envia

para a própria Ambev por

meio de um canal chamado

WhatSac.

E cada pack da bebida tem

um ponto, podendo ser cumulativos.

Com essa pontuação,

proprietários de food trucks

poderão trocar por serviços,

como diárias nos food parks.

Até o momento, existem 46

food trucks cadastrados.

“A meta é chegar a 100 food

trucks cadastrados até o fim

do ano, mas a gente acha que

o número será maior até lá”,

garante Lenhard.

Na segunda etapa da plataforma

– a Push –, a ação trata

da parceria direta entre a Ambev

e os food trucks cadastrados.

Um dos exemplos é o

food truck Só Coxinhas, que

tem o seu cardápio harmonizado

com H2OH!. “Eles vendem

uma coxinha de pernil,

que está sendo harmonizada

com a bebida”, explica o executivo.

A última fase, batizada de

Marcelo Lenhard, CEO da Hands: projeto desenvolvido para H2OH! soluciona um dos problemas de logística dos food trucks

“a hands é uma

agência que

desenvolve

conteúdo, que os

transforma em

histórias, que

se materializam

em ações”

Trial, contempla diversas

ações, como a troca de tampinhas

da bebida por copos

colecionáveis. Para janeiro e

fevereiro do próximo ano, a

H2OH! ganhará mais uma plataforma

– a H2OH! Lab. “Esse

será um grande programa de

branded content, que vai convidar

as pessoas a criarem”,

revela Lenhard. “Mas essa é

a única coisa que posso dizer

até o momento”, acrescenta.

sEM BRiEFing

Marcelo Lenhard explica que

a Hands tem como um dos focos

a criação de plataformas

proprietárias. “Esse trabalho

da H2OH!, por exemplo, foi um

projeto sem briefing que nós

elaboramos e apresentamos

para a marca”, conta.

Divulgação

A Hands é a agência que

criou uma das ativações de

maior sucesso em São Paulo –

o Heineken Up On the Roof –,

que reuniu milhares de pessoas

no topo do tradicional Edifício

Martinelli, no Centro da

capital paulista.

Outra ação criada pela agência

para a marca de cervejas,

que também ficou famosa, foi

o projeto Beco das Garrafas,

que revitalizou o tradicional

Berço da Bossa Nova, na zona

sul do Rio de Janeiro.

“A Hands é uma agência

que desenvolve conteúdos,

que os transforma em histórias,

que se materializam em

ações”, diz. “Ela se posiciona

como uma agência que enxerga

possibilidades e histórias”,

complementa.

jornal propmark - 5 de setembro de 2016 39


agênciaS

Fluvip compra Spark e inicia

operação no mercado brasileiro

Plataforma de marketing de influência usa tecnologia para profissionalizar

setor e gerar métricas com as ações criadas pelos influenciadores digitais

Mariana Zirondi

Fluvip nasceu na Colômbia,

A em 2013, com o propósito

de profissionalizar com aporte

tecnológico o marketing de influência.

O rápido crescimento

ajudou a construir a marca no

mercado em países da América

Latina, chegando depois

aos Estados Unidos e, agora,

por meio da compra de 60% da

agência Spark, ao Brasil.

A expansão, explica Sebastián

Jasminoy, CEO da Fluvip,

está relacionada à tecnologia

da plataforma, que ajuda as

marcas com um modelo de postagens

programadas. “Abrimos

nos últimos anos em sete países,

com um mercado hispânico

e outro multicultural, com

base em Nova York”, fala.

A partir de agora, a Fluvip

está nos três maiores mercados

da América: Estados Unidos,

Brasil e México. “Analisamos

o mercado brasileiro e decidimos

por adquirir a Spark para

ter uma estrutura pronta. Escolhemos

a agência porque tem

um histórico de trabalho com

tecnologias e com os principais

anunciantes de toda a região”,

explica Jasminoy.

O executivo afirma que o

mercado brasileiro é muito desenvolvido

no marketing de

influência, mas ainda não existia

uma tecnologia que profissionalizasse

as ações com os

influenciadores. “Um dos diferenciais

é permitir que os anunciantes

brasileiros façam campanhas

para o mercado latino

com os influenciadores daqui.

Em pouco tempo, já lançamos

para a Renault uma campanha

com os nomes brasileiros, mas

também de outros países latinos.

Assim, as marcas no Brasil

terão a oportunidade de melhorar

o processo aqui, mas também

comercializar para toda a

Sebastián Jasminoy, CEO da Fluvip, e os sócios da Spark, Raphael Pinho e Rafael Coca, celebram a parceria no mercado brasileiro

a plataforma da

fluvip tem mais

de 70 mil contas

cadastradas.

organicamente,

são registrados

mais de 100

influenciadores,

de 22 países

diferentes, por

dia, inclusive

em locais onde

não há operação

região”, exemplifica.

A plataforma da Fluvip tem

mais de 70 mil contas cadastradas.

Organicamente, são registrados

100 influenciadores,

de 22 países diferentes, por dia,

inclusive em locais onde não há

a operação. Ao selecionar uma

rede social, é definido o objetivo

da campanha, o orçamento

e os interesses da audiência.

A plataforma vai selecionar os

influenciadores ideais para a

campanha de forma programática.

Ao ser escolhido, o profissional

cria o conteúdo pensando

nos seguidores, a marca

aprova e o conteúdo é liberado

de forma automática.

No Brasil, o desafio é contar

a novidade e mostrar como

é vantajoso ter uma plataforma

tecnológica, e na região, é

seguir inovando, com maior

engajamento e incluindo novidades,

como fizeram recentemente

com o Snapchat.

Divulgação

Os sócios da Spark, Rafael

Coca e Raphael Pinho, continuam

como co-diretores da operação

brasileira. O negócio, segundo

Coca, deu certo porque

as duas empresas acreditam

que sem tecnologia não há serviço.

“É uma oportunidade de

ver o mercado se modificando

e reforçando a criatividade nos

projetos, entendendo o papel

dos influenciadores e as dinâmicas

da produção de conteúdo”,

conta.

Pinho, por sua vez, afirma

que dentro da estrutura tecnólogica,

físicos e matemáticos fazem

parte da profissionalização

do setor. “Quando o influenciador

entra na plataforma, ela

analisa a quantidade de engajamento,

se a conta é verificada,

qual a audiência e já propõe valores

para os posts. Entre outras

questões, queremos começar a

construir métricas para esse

segmento”, comenta.

40 5 de setembro de 2016 - jornal propmark


aGências

Grey fortalece hub Beauty &

Fashion e planeja novos núcleos

Agência contratou e promoveu profissionais para a área dedicada à

beleza e trabalha na ampliação do conceito para o segmento Home

cURTas

Equipe de beleza: Tiago Pinheiro, Julia Mota, Mariangela Silvani, Rafaela Santurian,

Beta Harada, Lineker Costa, Mercedes Romero, Guilherme Rex e Bruno Kadesh

bárbara barbosa

Grey Brasil está fortalecendo

o núcleo Beauty &

A

Fashion, com promoções dentro

da agência e contratações.

A área funciona como hub criativo

para a P&G na América Latina

e é responsável por criar

para marcas como Pantene,

Wella, Gillette Venus e Downy,

entre outras, com olhar para o

universo fashion. A partir de

agora, integram esse time Beta

Harada, que vinha exercendo o

cargo de diretora de criação e

passa a responder também como

head of art. A profissional

formará dupla na liderança do

núcleo de beleza e moda com

Mariangela Silvani, diretora-

-executiva de criação.

A agência trouxe também

para a equipe os diretores de

arte Guilherme Rex, ex-Rex,

Gas e Paim; Rafaela Santurian,

ex-Ogilvy, VML e DM9DDB;

Bruno Kadesh, ex-Leo Burnett

Tailor Made; e os redatores

Lineker Costa, ex-DM9; e

Mercedes Romero, ex-Grey Argentina.

Completam o núcleo

o designer Tiago Pinheiro e a

redatora Julia Mota, que já estavam

na agência.

A expansão do núcleo, segundo

Rodrigo Jatene, CCO da

Grey Brasil, acompanha o movimento

do próprio mercado

de beleza e moda. “Para entregar

o melhor produto criativo

que existe para esse segmento,

é necessário um time com expertise

e capacidade de gerar

conhecimento na área e na análise

da relação entre esse mercado

e o comportamento dos

consumidores”, diz o criativo.

Após essas mudanças, a agência

planeja levar o modelo do núcleo

para outras áreas. A próxima

aposta é Home. “Já estamos

trabalhando na consolidação e

oficialização de um núcleo especializado

em marcas e produtos

deste segmento”, afirma Jatene.

A ampliação do conceito se

deve, entre outras razões, pelos

bons resultados obtidos com Beauty

& Fashion. “Eles já são visíveis

e palpáveis. As campanhas

criadas para as diferentes marcas

atendidas por esse núcleo se

mostraram eficientes e contribuíram

para que elas alcançassem

números históricos de crescimento”,

comenta Jatene, sem,

no entanto, revelar números.

Divulgação

Para celebrar a ampliação

do núcleo, o novo time, com

foco nas contas de beleza da

agência, posou para um editorial

intitulado Famously

Beautiful e fotografado por

Paschoal Rodriguez. A ideia

foi reproduzir os famosos editoriais

de moda das revistas.

“Sem medo e sem vergonha, o

editorial nasceu das formas de

expressão mais autênticas de

cada um, e faz da diversidade

sua maior força”, comenta

Beta Harada.

sEGUROs

A Mood venceu um processo de concorrência

e passa a atender a Porto Seguro

Seguros nas seguintes áreas: Porto Seguro

Auto, Porto Seguro Cartões, Conecta

(operadora de telefoneia) e Porto Seguro

Financeira. O processo, segundo fontes ligadas

ao anunciante, teve início com um

briefing específico para a área de Seguros

Auto com a participação, além da Mood,

da DPZ&T, FCB, F/Nazca S&S, J. Walter

Thompson e da We Comunicação. Nas

avaliações da área de marketing, a Mood

teria obtido o primeiro lugar e a DPZ&T,

o segundo. Com a referida classificação,

a DPZ&T passa a atender produtos como

Porto Seguro Faz, Previdência e Capitalização.

A Porto Seguro vem sendo atendida

há mais dez anos pela Caso Design

Comunicação, responsável, entre outros

cases, pela campanha Por um trânsito

mais gentil. Fontes afirmam que a Caso

Design ainda ficará ligada às estratégias

publicitárias da Porto Seguro. Em comunicado

enviado ao PROPMARK no último

dia 1º, a Porto Seguro confirmou o resultado

que favorece a Mood e a DPZ&T.

Acrescentou também que continua trabalhando

com a Giz Publicidade para a Itaú

Seguro Auto e Residência, Azul Seguros,

Porto Seguro Saúde e Odonto, Consórcio,

Proteção e Monitoramento e Renova. O

comunicado não menciona a Caso Design

Comunicação.

REsTaURanTE

A rede de restaurantes Giraffas escolheu

a Talent Marcel como sua nova agência de

publicidade. A Talent ganhou a conta full da

marca e será a responsável pela comunicação

tanto no offline como no digital. “Escolhemos

a Talent Marcel pela densa experiência

em construção de marcas. Estamos muito felizes

em unir esforços para cada vez mais nos

conectarmos emocionalmente com os consumidores”,

disse Luciana Morais, diretora

de marketing da rede. “Giraffas é uma marca

querida com grande ambição e potencial

para crescer em tamanho e no coração dos

brasileiros”, disse João Livi, CEO da agência,

que neste ano conquistou ainda Claro, Honda

Automóveis e Movida Aluguel de Carros.

jornal propmark - 5 de setembro de 2016 41


agências

Publicis vence concorrência e

segue atendendo senac são Paulo

Novo contrato vai até 2021 e contempla toda a comunicação publicitária

da instituição no estado, onde marca atua com 60 unidades de ensino

Após uma concorrência que

durou três meses e envolveu

seis agências, a Publicis foi

anunciada como atendimento

publicitário do Senac (Serviço

Nacional de Aprendizagem Comercial)

São Paulo, dando continuidade,

assim, ao trabalho que

já vinha realizando desde 2011,

quando venceu a primeira disputa

pela conta. O novo contrato

com o anunciante vai até 2021.

Esta é a primeira vez que o

anunciante renova o contrato

com uma agência de publicidade.

Hugo Rodrigues, presidente

da Publicis, afirma que

a nova fase representa o compromisso

com o cliente.

“Mais do que um reconhecimento

pelo trabalho que de-

Senac São Paulo tem 60 unidades

educacionais de cursos livres,

técnicos e de ensino superior

artplan atende área de relações

corporativas da coca-cola

Empresa dividirá os trabalhos com a WMcCann, que está com a conta

desde o fim do ano passado; núcleo é comandado por Claudia Lorenzo

Divulgação

senvolvemos até aqui, vencer

essa disputa reafirma o nosso

compromisso com o futuro da

marca e com a sua missão de

levar educação de qualidade a

um número cada vez maior de

pessoas”, disse o executivo.

Com a conquista, a Publicis

segue atuando com a marca em

todo o estado, afinal, o Senac

São Paulo possui 60 unidades

educacionais de cursos livres,

técnicos e de educação superior,

presencial ou a distância.

O Serviço Nacional de Aprendizagem

Comercial é, desde

sua criação, em 1946, uma das

marcas mais fortes da educação

profissional voltada para o

setor do comércio de bens, serviços

e turismo.

Claudia Penteado

Coca-Cola anunciou recentemente

a Artplan como

A

mais uma agência para atender

sua conta de relações corporativas,

ao lado da WMcCann, que

está atendendo a área desde o

fim de 2015.

Quem cuida dessa área na

Coca-Cola é a vice-presidente

de relações corporativas, Claudia

Lorenzo. Não houve concorrência

no processo de escolha

da Artplan.

A cada dia, cresce a importância

dessa área dentro das empresas

e, no caso da Coca-Cola,

é ela que responde pela marca

corporativa Coca-Cola Brasil e

comunica as ações da empresa

em áreas como sustentabilidade,

diversidade e portfólio de

produtos e investimentos.

Divulgação

Peça da campanha Sinta o Sabor, que teve os bastidores disponibilizados no Journey

No fim do ano passado, a área

lançou a campanha Sua sede

move a nossa. Refrigerantes,

sucos, água, chás e bebidas esportivas

foram reunidos, lado a

lado, para reforçar a missão da

empresa de oferecer um leque

amplo de bebidas não-alcoólicas

no país, capaz de atender às diversas

necessidades de cada

consumidor, incluindo opções

vistas como mais saudáveis que

o tradicional refrigerante da

marca. A campanha destacava

ainda a garantia de qualidade

dos produtos da empresa.

Já em julho deste ano foi lançado

o Journey, uma espécie de

revista digital da Coca-Cola Brasil,

um site aberto ao público totalmente

integrado ao conteúdo

corporativo nas redes sociais. Lá

estão informações e reportagens

jornalísticas sobre, por exemplo,

os bastidores da campanha Sinta

o Sabor, o legado do design

da garrafa Coca-Cola ou, ainda,

a curiosa história do centenário

primeiro engarrafador da Coca-

-Cola, no Iraque.

O projeto Journey já existe em

outros países do mundo, como

Estados Unidos e Austrália, e

torna-se global.

Também em julho deste ano

foi criada a página da Coca-Cola

Brasil no Facebook, que junto

com o Journey, é apresentado

pela marca como um canal

de comunicação aos consumidores

sobre as ações realizadas

pela empresa.

42 5 de setembro de 2016 - jornal propmark


maRcas

Rider completa três décadas e

relança modelo clássico de chinelo

Uma das ações comemorativas da empresa será celebrada com

parcerias estratégicas com NBA, liga americana de basquete, e Marvel

Vinícius noVaes

Os anos 1990 foram marcados

pela abertura do

mercado brasileiro, pelo rock,

pelo retorno dos movimentos

estudantis e pelo Rider. A

marca, que foi um dos ícones

da última década do século

20, está completando 30 anos.

E, para comemorar a data,

uma das principais ações será

o relançamento do R86 – modelo

tradicional do chinelo.

A Rider resgatou o shape

slide e os clássicos tons de

azul marinho,

branco

e vermelho,

revisitando o R86.

Esse modelo, no entanto,

será vendido apenas

em lojas selecionadas,

como Void, Homegrown,

Cartel, Storvo e Guadalupe.

A marca desenvolveu também

um modelo especial com

a parte de cima dourada, que

será vendido apenas na Cartel

011, com tiragem limitada.

“A Rider, nos anos 1990, se

tornou um clássico, sendo sinônimo

desse tipo de chinelo.

E, para este ano, em que estamos

comemorando três décadas,

a gente resolver relançar

o modelo R86 por saber, entre

outras coisas, que a história

da Rider é interessante e faz

parte da vida dos brasileiros”,

contou Marcius Dal Bó, diretor

de marketing da Rider.

Além disso, a marca desen-

volveu uma collab em parceria

com a SneakersBR. Os três

modelos finais foram inspirados

em cada década de vida

da Rider. O modelo anos 1980,

com estética de videogame,

traz o ano de criação da Rider

na tira (1986) e será vendido

apenas na Guadalupe, com

lançamento programado para

o fim de setembro.

Já o modelo anos 1990 é exclusivo

da Homegrown e começará

a ser comercializado

no fim de outubro. Ele traz algumas

referências do mundo

dos esportes em tons de azul

marinho e vermelho. Por último,

o produto inspirado nos

anos 2000 será

vendido

na Cartel a

partir do fim de

novembro. Ele tem

estética minimalista, em

tons de cinza, com a faixa superior

refletora.

O diretor de marketing da

marca disse que uma das estratégias

da marca é focar em

ações de disseminações do

conceito. “As pessoas estão

adorando o produto, porque

ele tem esse apelo vintage e

possui uma história verdadeira”,

disse o executivo.

Outra estratégia da marca é

focar em parcerias com outras

marcas importantes como a

NBA (National Basketball Association)

e a Marvel. A Rider

vai lançar linhas que trarão o

emblema de alguns clubes da

liga americana de basquete,

como o Los Angeles Lakes e

o Chicago Bulls, e com personagens

da Marvel, como Homem-Aranha

e Hulk. “Um dos

nossos objetivos é conversar

com o público jovem”, falou

Dal Bó.

camPaNHa

A Rider não fará campanha

na TV sobre os 30 anos. A marca

guarda uma série de campanhas

memoráveis, como

Dê férias para os seus pés,

protagonizada por nomes

importantes do esporte,

como Nelson Piquet,

Falcão e Roberto Rivellino.

A primeira

campanha

global da

marca, Lifeaholic, foi lançada

em 2014. O conceito traz

a ideia de que as pessoas devem

aproveitar a vida sem

pausas, sem amarras e sem

rotina. Esse conceito evoluiu

e, no ano passado, foi lançada

a campanha Fuja da Mesmice.

Atualmente, além dos novos

produtos, a Rider está encabeçando

o projeto Jornada Faze-

Fotos: Divulgação

Dal Bó, diretor de marketing da Rider:

marca se tornou clássico nos anos 1990

“As pessoAs

estão AdorAndo

o produto,

porque ele

tem esse Apelo

vintAge e

possui umA

históriA

verdAdeirA”

dores Lifeaholic, com objetivo

de dar voz a uma nova geração

e a movimentos culturais, por

meio da economia colaborativa.

A marca quer dar ferramentas

aos “novos fazedores”

para que os projetos pessoais

deles consigam ter um alcance

maior. A princípio, a ideia

ocorre no Rio e vai até janeiro

do próximo ano.

jornal propmark - 5 de setembro de 2016 43


MaRcas

Mercado Livre expande negócio

e investe R$ 105 milhões

Empresa tem novo escritório, em Osasco (SP), batizado como

Complexo Melicidade, inspirado nas companhias do Vale do Silício

BÁRBARA BARBOSA

Mercado Livre, hoje com

O 1.200 pessoas na equipe

brasileira, tem novo escritório

no Brasil, com capacidade

para 2 mil colaboradores.

O espaço extra foi projetado

para a expansão do negócio,

que desde 2006 vem na curva

crescente.

O Melicidade, como é chamado

o novo complexo da

empresa, foi construído nos

moldes das grandes empresas

do Vale do Silício e teve investimento

de R$ 105 milhões.

“No começo (1999), a gente

sabia que precisava arriscar e,

para isso, era preciso ter uma

boa equipe. O Mercado Livre

surgiu como market place,

mas sempre com a visão de

que deveria amplicar os serviços”,

comenta Stelleo Tolda,

COO da empresa.

Outro objetivo do Melicidade

é a aproximação de clientes

e parceiros. Por isso, o

espaço está aberto para a presença

desse público, além de

incentivar o desenvolvimento

de startups. “Queremos trazer

todos os players relevantes do

segmento para conviver com

a gente de forma integrada”,

disse o presidente do Mercado

Livre no Brasil, Helisson

Lemos.

A integração tem sido a

chave para a performance

do Mercado Livre. Segundo

os executivos, o local, onde

compradores e vendedores

se encontram, se consolidou

ao pensar no ecossistema do

negócio e lançar ferramentas

que resolvem a “necessidade

de comprar online”, como soluções

para pagamento e publicidade,

por exemplo.

Helisson Lemos, presidente do Mercado Livre no Brasil

Hoje, segundo dados da

ComScore, o Mercado Livre é

o oitavo site mais visitado do

Brasil, incluindo nessa conta

sites de conteúdo e busca. O

número atrai, por exemplo,

parcerias com varejistas como

Casas Bahia, Extra, Polishop,

entre outros.

“Eles enxergam que aqui

Divulgação

podem vender além do tradicional”,

diz.

MaRketing

Outro ponto para o bom

momento do Mercado Livre é

o investimento em marketing,

que aumentou 33% este ano

em relação ao ano passado.

“Nós continuamos a inves-

“temos mudado

nos últimos anos

e aumentado o

percentual em

branding. somos

um dos maiores

investidores

online do país”

tir, investimos até mais, com

bons retornos”.

“O Mercado Livre durante

muito tempo concentrou suas

ações de marketing no online

e em performance, mas temos

mudado nos últimos anos

e aumentado o percentual

em branding. Somos um dos

maiores investidores online

do país, mas ano após ano incrementamos

o investimento

em outros meios e na construção

de marca”, detalha.

No segundo trimestre do

ano, o Mercado Livre, empresa

que foi fundada na Argentina

e atua na América Latina,

alcançou 158 milhões de usuários,

contra 132 do mesmo

período do ano passado.

Em relação às vendas, o

trimestre contabilizou 43 milhões

de itens vendidos e US$

199 milhões de receita líquida,

contra 30 milhões de vendas e

US$ 161 milhões de receita em

2015. No Brasil, o resultado do

segundo trimestre foi de US$

103 milhões em receita líquida,

ante US$ 73 milhões do

ano passado.

44 5 de setembro de 2016 - jornal propmark


jornal propmark - 5 de setembro de 2016 45

marCas

Copag faz websérie com histórias

que mostram conexão com baralho

Desenvolvida pela Mkt Virtual, a ação colheu depoimentos de pessoas

de diversas cidades que possuem alguma relação com o jogo de cartas

Divulgação

Ação percorreu mais

de três mil quilômetros

e passou por 17 cidades

brasileiras para contar

histórias de personagens

que possuem conexões

com baralho

Vinícius noVaes

Em 2009, Bruno Felipe, morador

de Vargem Grande, zona

oeste do Rio de Janeiro, havia

ido a uma festa. Ele estava no

segundo andar, numa varanda,

quando caiu. Hoje, Bruno

vive em uma cadeira de rodas.

“Na verdade, o baralho me fez

sair de casa para jogar pôquer”,

disse. Felipe é um dos personagens

de uma websérie feita pela

Copag, empresa responsável

pela produção e distribuição

de baralhos e jogos, para o Dia

do Baralho, comemorado em 13

de setembro. A data foi criada

em homenagem ao 139, um dos

baralhos mais tradicionais. A intenção

da marca, que foi pensada

e executada pela Mkt Virtual,

agência de Santos, litoral sul de

São Paulo, foi mostrar a relação

de algumas pessoas com as cartas.

Para isso, um ônibus, batizado

de Copag Bus, saiu de Santos

rumo ao Recife (PE). Foram

mais de 3,2 mil quilômetros, 17

cidades e 50 histórias, que resultaram

em oito capítulos, que

vão ao ar todas as terças e quintas-feiras

até o próximo dia 13.

As webséries foram conduzidas

pelos blogueiros Felipe

Pacheco e Debbie Corrano, donos

do site Pequenos Monstros,

e estão disponíveis no canal

oficial da marca no YouTube.

Mariana Dall’Acqua, diretora de

marketing da Copag, conta que

um dos objetivos dessa ação foi

mostrar a conexão das pessoas

com o baralho. “Hoje, o baralho

vai além de um jogo, ele proporciona

momentos únicos de

diversão e reunião com amigos

e familiares. Por isso, celebrar a

data com uma campanha que

conte estas histórias, mostra o

quanto o baralho 139 está presente

na vida e na memória dos

brasileiros”, explicou.

A executiva disse ainda que

o objetivo é ir ainda mais além

com a data. “Queremos que o

Dia do Baralho seja reconhecido

como tantos outros dias comemorativos,

que seja lembrado

como um dia de diversão para

todas as idades e todas as classes”,

afirmou. Ludmilla Rossi,

sócia-diretora de criação e planejamento

da Mkt Virtual, disse

que a inspiração para essa ideia

veio da própria pulverização e

distribuição da Copag. “Tem a

ver com o Brasil real, o Brasil que

nem todos os brasileiros conhecem,

mas o 139 conhece muito

bem”, afirmou. Ainda de acordo

com ela, a própria viagem, que

durou sete dias, foi uma inspiração.

“O baralho é elemento muito

presente em estradas, nos caminhos

e um elemento portátil.

O ônibus também contribuiria

muito para gerarmos um conteúdo

rico dentro de uma logística

que passasse por cidades fora

do circuito Rio-São Paulo”. A

Copag também promoverá uma

promoção com 15 atacadistas

parceiros, nos quais todos os

clientes que comprarem três

dúzias do baralho 139, ganham

meia dúzia de 139 classic.

Sobre o mercado no

qual a Copag atua, Mariana

Dall’Acqua, diretora de marketing

da empresa, classificou-o

como competitivo. “Mas temos

um produto de baixo custo que

pode ser usado por todos e tem

como diferencial socializar as

pessoas”, finalizou.


Marcas & Produtos

Neusa Spaulucci nspaulucci@propmark.com.br

É rock

A campanha #PepsiMoji chega ao Brasil

com lata comemorativa da versão regular

de Pepsi. O emoticon escolhido – o símbolo

mundial do rock and roll – remete diretamente

à plataforma de música na qual a marca vem

atuando nos últimos anos, e faz parte de uma

seleção de mais de mil designs proprietários

da marca, presentes em mais de 100 mercados

no mundo. A campanha global foi lançada no

começo deste ano em vários países e convida

os consumidores a interagirem com a marca.

Hora do cafÉ

A Cia. Cacique, dona do Café

Pelé, ampliou o portfólio, com

o lançamento da linha solúvel

Graníssimo Goumert. Segundo

a marca, a versão solúvel é

elaborada por meio de um

processo de alta tecnologia

(freeze-dried), que preserva

as características originais da

matéria-prima. A embalagem foi

desenvolvida pela Owens Illinois.

Nutrição

Nexxus New York Salon

Care, que desembarcou no

país este ano, lançou duas

linhas de tratamento para o

reabastecimento de nutrientes e

rejuvenescimento dos fios. Com

início de vendas em setembro, as

linhas Nutritive e Youth Renewal

completam o portfólio da marca,

que já conta com os sistemas

Emergencée e Oil Infinite. As

novidades acompanham a

expansão de Nexxus, que será

comercializado nas principais

drogarias do Brasil.

aNtissÉptica

A Toalha Antisséptica Umedecida da Hi

Clean foi desenvolvida para higienizar as

mãos sem deixá-las, segundo a marca,

ressecadas ou grudentas. Seu principal

componente é a Clorexidina, o antisséptico

com ação antifúngica e bactericida que

elimina germes, vírus e bactérias. O produto

apresenta em sua formulação Aloe e

Vera, que ajuda na hidratação, e vitamina E,

que atua na renovação da pele. A Hi Clean

também lançou o Jelly Holder, suporte

que facilita o armazenamento e o

transporte do gel antisséptico.

46 5 de setembro de 2016 - jornal propmark


ProdutorAs

Argentina PBA faz contratações

para fortalecer operação brasileira

Nivio Alves de Souza e Nixon Freire chegam à equipe de São Paulo

Claudia Penteado

produtora argentina PBA (Primo

A Buenos Aires) anuncia a entrada do

produtor-executivo Nivio Alves de Souza

e do diretor de cena Nixon Freire ao completar

cinco anos de operação no Brasil.

Freire ingressou na publicidade em

2012 como fotógrafo e passou a atuar

como diretor de cena em 2013. Ele dirigiu

trabalhos para várias agências brasileiras,

entre elas Africa, GTV e Lew’Lara\TBWA,

além de videoclipes e documentários.

Já Souza volta à PBA depois de alguns

anos – ele esteve na produtora quando

esta iniciou suas operações no país, em

2011, e depois trabalhou, por quatro anos,

como diretor de atendimento na Zohar.

Na época, o início foi com o nome PBA

Cinema e pelas mãos dos argentinos Nico

Perez Veiga e Martin Kalina e da diretora-executiva

brasileira Mayra Gama. Os

dois diretores formavam a dupla Nico

& Martin, e havia ainda no cast Felipe &

Pancho, Luis Mermet, Santi Elias e Jonathan

Gurvit.

Em 2015, entraram o diretor de cena

brasileiro ROG – o primeiro brasileiro a

ter uma atuação internacional para a produtora

- e o diretor argentino Santi Dulce,

radicado no Brasil.

Entraram também na empresa Markinhos

Fagundes, no atendimento, e

Fernando Fanuchi, na coordenação de

produção. As novas contratações são resultado

de um estudo que procura por

pessoas-chave para acelerar o crescimento

da produtora.

“É muito bom voltar à PBA neste momento

em que a produtora. Nossa lista de

diretores é rica, com vários estilos, o que

nos permite competir em todos os bons

roteiros”, disse Souza.

O último ano foi produtivo: foram 25

filmes no Brasil, consolidando a posição

como um dos grandes players do setor.

Entre os trabalhos, a campanha de Brahma

(Ambev), criada pela Africa, que contou

com os filmes Pilsen, Extra, Zero e

Chopp, dirigidos por ROG, e o comercial

Saudável mais gostosa, da F/Nazca S&S

para Sadia, com direção de Luis Mermet.

A performance global também tem

sido boa: a PBA inaugurou operação em

Barcelona e possui sedes em Los Angeles,

Santiago, Buenos Aires e Madri. Fazem

parte do cast no Brasil, além de ROG;

Dulce, Souza e Mermet; Nico Perez Veiga;

Martin Kalina; Felipe; Jonathan Gurvit;

Luisa Kracht; Brian Kazez; Pato Martinez;

Sepia; Santi Elias e Gustavo Taretto.

Divulgação

Santi Dulce,

Markinhos

Fagundes,

Fernando

Fanucchi, Nivio

Alves de Souza e

Nixon Freire (em

pé); ROG e Mayra

Gama (sentados)

jornal propmark - 5 de setembro de 2016 47


produtoras

Hangar captura imagens com

drones e lança realidade virtual

Parceria com a Epic Magazine permitiu a realização de documentários

em 360º para a plataforma Beyond the map, do Google Internacional

Divulgação

À esquetda, Diego Rinaldi Mendes, com o sócio Ioran Finguerman: produção de conteúdos proprietários e lançamento de uma divisão para realidade virtual

Paulo Macedo

Lançada há três anos pelos

fotógrafos de still Ioran

Finguerman e Diego Rinaldi

Mendes, a Hangar Filmes

ganhou reputação no mercado

de produção com o uso de

drones na captação de imagens.

Nesse período, ajudou a

Conspiração na série Madrugada

desperada para a marca

de cerveja Desperados. Com a

Delicatessen, fez um projeto

para a Brahma. Com a Bossa-

NovaFilms, realizou sete comerciais

para o Citibank, Claro

e Caixa Econômica Federal.

Agora, o plano é expandir o

core do negócio para além das

coproduções.

A primeira grande oportunidade

surgiu durante a Olimpíada,

quando foi convidada

pela Epic Magazine, do jornalista

Joshua Davis, que articulou

a produção de Argo, com

“A publicidAde

é A principAl

fonte de receitAs,

mAs há umA novA

dinâmicA no

mercAdo. estAmos

investindo em

séries e outros

formAtos. vários

roteiristAs

já estão

trAbAlhAndo

conosco”

Ben Affleck, para produzir sete

documentários para a plataforma

Beyond the map, do Google

Internacional. O propósito é

inserir comunidades e favelas

que não estão no mapa com

histórias de superação dos habitantes

destes espaços, A apresentação

foi do ator Jonathan

Haagensen, o Cabeleira de Cidade

de Deus.

“Não é de drogas e violência

que esses locais sobrevivem.

A realidade virtual permitiu

uma imersão total com takes de

mototaxistas e tomadas aéreas

com drones”, explicou Finguerman.

Os drones carregam

câmeras Red e Alexa com 5,5

kg. A captação de realidade virtual

é feita com um ‘rig’ de Go-

Pro”, explica Finguerman.

O Google está consolidando

o mapeamente dessas áreas

do Rio de Janeiro e usou os

filmes para dar voz ao seu projeto

de expansão. A Hangar,

cujos sócios são entusiastas da

linguagem do documentário,

está formalizando uma área

de conteúdo. “A publicidade

é a principal fonte de receitas,

mas há uma nova dinâmica no

mercado. Estamos investindo

em séries e em outros formatos.

Vários roteiristas já estão

trabalhando conosco. Também

estabelecemos um acordo com

o Andre Weller, que dirige o

programa Boas Vindas, no canal

fechado GNT”.

Os sócios da Hangar estão envolvidos

com a produção de um

documentário sobre mobilidade

urbana. “Estamos lançando

uma divisão para realidade virtual

que permite uma nova maneira

de exibir imagens. Temos

a vantagem do olhar fotográfico

e emprestamos isso para todas

as ações que nos envolvemos.

O case do New Yotk Times com

o Google abriu as portas para

essa linguagem”, finaliza.

50 5 de setembro de 2016 - jornal propmark


curtas

Fotos: Divulgação

A apresentadora Sabrina Sato foi convocada

pela NewStyle para estrelar a campanha de lançamento

do TR2 Transformational Training, da

Heartz. É um programa de treinamento que reprograma

o metabolismo do usuário disponível

em aplicativo, internet e DVDs. O produto é on

demand e possibilita o treinamento onde a pessoa

quiser, com sessões diárias de apenas 30 minutos.

A agência é responsável pela comunicação digital

e de mídia em plataformas online e de performance.

O conceito #agoravai reforça o movimento

#menospromessamaisresultado. O flight vai se estender

até novembro. A direção geral de criação

é de Claudio Xavier e Thomas Tagliaferro, com

participação do diretor de criação Marcelo Sverzut

e sua equipe, formada por Michel Katz, Thiago

Campelo e Samuel Werczler.

A nova fase da campanha Empreendedores

fantásticos, criação conjunta da Wunderman e

Y&R, narra histórias de comerciantes que usam

nos seus estabelecimentos a máquina de débito

e crédito. São seis filmes para a internet e conteúdo

para o Twitter. O filme da primeira fase da

campanha contabilizou impactos de mais de 59

milhões de views, de acordo com o ranking You-

Tube Ads Leaderboard Brasil. A ação destaca os

desdobramentos no ambiente digital que fortalecem

o posicionamento Máquina de ideias.

“Queríamos adotar uma linguagem que, além

de ser mais próxima das pessoas, as desafiasse a

enxergar uma Cielo diferente. Apostamos em um

formato totalmente inovador, irreverente e arrojado”,

afirma Duda Bastos, diretora de marketing

do cliente.

O Prêmio Marketing

Best 2016, promovido

pela Editora Referência

e a MadiaMundo-

Marketing, chega à

29ª edição e tem objetivo

de identificar,

reconhecer, premiar e

disseminar as práticas

mais relevantes do marketing

no Brasil. As inscrições

já estão abertas e

podem ser realizadas

até a primeira quinzena

de outubro

pelo site www.

marketingbest.

com.br. Nesta

primeira fase, aproximadamente

1.500 marketing experts (conheça

a relação completa dos profissionais

no site bit.ly/2bJ3cPc), entre os mais

conceituados do país, formam o Grande

Júri, indicando empresas que, de acordo

com suas análises, merecem concorrer

à premiação. Vale ressaltar que, como

ocorre em todas as edições, são livres as

inscrições de empresas que desejarem

seus cases, independentemente das indicações.

Na sequência, as indicações

serão tabuladas e repassadas à Editora

Referência, que entrará em contato

com as empresas destacadas para providenciarem

as suas inscrições. Já em

outubro, será realizado o julgamento

dos cases e a definição dos vencedores.

A festa que fará homenagem aos ganhadores

será realizada em dezembro, em

São Paulo.

jornal propmark - 5 de setembro de 2016 51


supercenas

Marcello Queiroz mqueiroz@propmark.com.br

Rafael Guaranha, diretor de criação, e Guto Cappio, presidente e CCO da Sunset, com Tatiana Brito, gerente de marketing das marcas de cuidados femininos da Johnson & Johnson Consumo do B

BRIEFING DO PÃO DE AÇÚCAR (I)

Representantes de seis agências estiveram no Auditório do GPA

(Grupo Pão de Açúcar), no Jardim Paulista, em São Paulo, no último

dia 31, para receber briefing de concorrência. Segundo fontes

ligadas ao anunciante, havia executivos da Havas, dona da conta

desde 2014, da AlmapBBDO, que foi apresentada como Energy Omnicom,

DPZ&T, FCB, Leo Burnett Tailor Made e Lew’Lara\TBWA.

BRIEFING DO PÃO DE AÇÚCAR (II)

O GPA pede posicionamento para as marcas e “submarcas” ligadas

às redes Extra e Pão de Açúcar. Verba total é de R$ 165 milhões,

sendo R$ 130 milhões para o Extra e o restante para o Pão de Açúcar.

Para o Extra, especificamente, o briefing menciona sete “campanhas

complexas” ligadas a datas como Páscoa, Natal e aniversário.

As apresentações das agências foram agendadas para os dias 28

e 29 de setembro, com duas horas para cada concorrente.

Ali Karakas

ALFAIATES SEM RÓTULOS

A Sagaz Filmes estreia área de conteúdo costumizado com o curta

Anthropos, em parceria com o estilista João Pimenta. O filme tem direção

de Renata Sette e produção executiva de Sarina D’Avila e Silvia

Sivieri. Roteiro traz emoções e atitudes de cinco alfaiates. “Poderia

ser publicidade ou fashion film, porém ele não se enquadra em rótulos”,

diz Silvia, que também é diretora-executiva da Sagaz.

O estilista João Pimenta com Sarina D’Avila, Renata Sette e Silvia Sivieri, da Sagaz Filmes

52 5 de setembro de 2016 - jornal propmark


Kaue Uema/Divulgação

Alessio Ortu/Divulgação

Aricio Fortes, Adriano Alarcon, Bruno Trad, Ricardo Salgado, Paulo Coelho e Carlos Schleder, criativos da DM9DDB, com a Archive

rasil, e a atriz Tatá Werneck: proteção na calcinha

/Divulgação

DM9 É CAPA DA ARCHIVE

O anúncio Luche Libre, um dos três da campanha The Easiest Way

Out, da DM9DDB par o Easy Taxi, está na capa da Lurzer’s Archive

volume 4/2016. A criação da campanha é assinada por Bruno Trad,

Ricardo Salgado, Francis Alan e Gustavo Tasselli, sob direção de

Aricio Fortes, Paulo Coelho, Adriano Alarcon e Carlos Schleder. As

fotos dos anúncios são de Mauricio Nahas.

EXOCET

Craque no humor e usando o pra lá de íntimo “miga”, para se aproximar

do público feminino, a atriz Tatá Werneck está na campanha

digital Coisas de Calcinha, criada pela Sunset para o Carefree,

da Johnson & Johnson. São quatro filmes para os canais da marca

no YouTube e no Facebook. No primeiro, ela fala sobre umidade

e sobre o “mito” de lavar a peça no box do banheiro. A direção de

criação é de Guto Cappio e Rafael Guaranha. Produção da Cabaret.

COCAÍNA

A VML, do grupo Newcomm, é a agência ligada às capas promocionais

de jornais da segunda temporada de Narcos, na Netflix. A

estratégia foi estampada em edições da Folha, Estadão e Zero Hora,

do último dia 2, a data da estreia.

LINGERIE COM SALTÃO

Um desfile de moda mostrando muita sensualidade por unir lingerie

e salto alto foi o ponto inicial de uma grande campanha que

a BETC desenvolve para a marca Hope, que completa 50 anos em

2016. O Hope High Heels ocorreu no último dia 30 no Teatro Santader

em São Paulo, com participação da modelo Izabel Goulart,

que vai estrelar a campanha. A concepção do desfile foi de Erh Ray,

sócio e copresidente da BETC, que também tem Gal Barradas como

sócia e copresidente. O styling foi assinado por Paulo Martinez.

Arthur Vahia/Divulgação

HAVANA

A capital cubana ganha

evento especial da

Advertising Week, realizada

anualmente em Londres,

Nova York e Tóquio. Será

entre 28 de novembro e

de dezembro de 2016

VÍDEOS ONLINE

Os investimentos neste

formato publicitário devem

superar os que são feitos

em opções estáticas como

o banner. Previsão é de

estudo da ExchangeWire

Research no Reino unido

SAMSUNG

A marca tem os dois

deos publicitários mais

compartilhados da semana

passada em ranking do site

da Campaign. Ambos são

do Galaxy Note 7

SAMSUNG

A empresa suspendeu a

distribuição do Galaxy Note

7 na Coreia do Sul e faz

recall do produto depois

de casos de explosão de

bateria. Foram reportados

35 incidentes até 1º de

setembro

LEO BURNETT

Nos Estados Unidos, a

agência do Publicis perdeu

a conta de US$ 1 bilhão do

McDonald’s, um cliente de

35 anos. Ela foi para a DDB,

do Omnicom

ATLETAS FAMOSOS

Em mensagens

publicitárias, a imagem

deles é menos importante

do que o conteúdo das

mesmas segundo estudo da

Neuro Insight, de Londres,

feito com a Rio-2016

Sandra Chayo, diretora de marketing da Hope, entre Gal Barradas e Erh Ray, da BETC

jornal propmark - 5 de setembro de 2016 53


última página

leolintang/iStockphotos

admirável

mundo novo

Claudia Penteado

Uma amiga que está de férias outro dia

brincou comigo ao sair de uma aula de ioga

às 4 da tarde: “Fiz ioga de vagabundo, sala

lotada. Tem muito vagabundo no mundo”.

Por trás da brincadeira há uma clássica executiva,

publicitária, que viveu nos últimos

30 anos muito stress e horários engessados,

e para quem qualquer pessoa que não trabalhe

(e muito) em horários tradicionais é, em

princípio, vagabundo. Frequentando bancos

de uma universidade, hoje ela planeja mudar

de área e viver uma vida mais leve.

mundo para oferecer algo que faça sentido

(sempre ele) para os seus funcionários desencantados.

E como a sincronicidade existe, no fim

daquela tarde chegou às minhas mãos a pesquisa

Purpose at work, estudo global realizado

pela primeira vez pelo LinkedIn, segundo

o qual 37% das pessoas cadastradas na rede

social hoje guiam suas escolhas profissionais

por propósito (sentido) e não mais dinheiro

ou status. Parece um percentual baixo, mas

revela movimento e mudança. Os focados em

propósito são mais felizes no trabalho.

O que ela quer, essencialmente, é deixar

para trás um estilo de vida no

qual não encontra mais sentido.

Bem no fundo, inveja os

“vagabundos da ioga”, muitos

certamente profissionais

com carreiras perfeitamente

normais, porém com um valor

para ela raro e único: a liberdade.

“A

desconstrução

está por

todA pArte,

flertAndo com

novos vAlores e

possibilidAdes”

No mesmo dia, um pouco

mais cedo, havia trocado

mensagens sobre esse tema com uma ex-

-colega de trabalho que decidiu abandonar as

redações por um novo jeito de trabalhar. Fico

fascinada com as pessoas que, como ela, vêm

pedindo demissão e fazendo escolhas no lugar

de deixar que o mundo escolha por elas. A

desconstrução está por toda parte, flertando

com novos valores e possibilidades.

“A resposta está na vida simples, livre e

leve. Não quero ficar rica”, disse ela, que não

tem nem 30 anos, é casada, paga as próprias

contas desde os 18 e chegou à conclusão de

que uma “carreira” não precisa mais ser linear,

construída tijolinho a tijolinho. A linearidade

de ser estagiária, depois repórter, editora

e, por fim, editora-chefe vem caindo por

terra como um castelo de cartas ao sabor do

vento. Diante deste cenário, muitas empresas

andam repensando os próprios propósitos no

Nos países nórdicos, o percentual de pessoas

com novos valores chega a

53%, caso da Suécia. Aqui é de

29%. Não por acaso, os países líderes

nesses novos valores no estudo

são os mesmos que lideram

nos chamados “valores pós-materiais”

a matriz do “World Value

Survey” realizado pelo sociólogo

americano Ronald Inglehart.

Segundo ele, o desenvolvimento

econômico leva a mudanças

culturais que tornam autonomia individual,

ênfase em bem-estar, defesa da igualdade de

gêneros e diversos outros valores - como os

que abordei aqui, ligados a ter um propósito

no trabalho - não só mais possíveis como prováveis.

Inglehart desenvolveu nos anos 1970

a teoria do pós-materialismo segundo a qual a

modernização é um processo de evolução em

direção a valores humanísticos.

Depende de desenvolvimento, de educação,

de igualdade social. Portanto, poderemos

chegar lá um dia, a partir de uma espécie de

processo de “modernização” em que valores

mais humanísticos se fortalecerão e multiplicarão

depois que as nossas necessidades mais

básicas e primárias (de ordem mais material)

forem plenamente supridas. Embora eu deva

reconhecer que não anda nada fácil sonhar

com esse futuro.

54 5 de setembro de 2016 - jornal propmark


LUZ, CÂMERA,

CONEXÃO!

A plataforma “Faz Parte do Meu Dia” da Saint-Gobain

foi desenvolvida em parceria com a ESV Digital

e Joy Eventos e Promoções

A Saint-Gobain, referência mundial em construção sustentável

e materiais industriais e uma das 100 empresas mais inovadoras

do mundo, lança a promoção Faz Parte do Meu Dia

(www.fazpartedomeudia.com.br). Com o objetivo de aproximar

a marca do consumidor final, além de engajá-lo com conteúdo

relevante e, ao mesmo tempo, leve e lúdico, o Grupo irá premiar

as fotos e os vídeos que alavancam o uso dos produtos e soluções

de suas empresas, mostrando como a construção civil é um assunto

que faz parte do dia a dia de todos.

ESV Digital

A ESV Digital foi responsável por desenhar toda

a estratégia tecnológica, captação de tráfego,

monetização e performance.

Joy Eventos e Promoções

A Joy Eventos criou o conceito visual e coordena a

plataforma desde o desenvolvimento da mecânica

e do regulamento até o momento de premiação.

SOBRE AS AGÊNCIAS

A ESV Digital Brasil é uma agência digital orientada a

dados, capaz de aliar conceitos criativos e inovadores,

com entregas focadas em performance e alinhadas aos

objetivos de negócio de seus clientes.

A Joy Eventos e Promoções é uma empresa com ampla

atuação na organização de eventos corporativos, ações

promocionais, premiações e concursos, visando a criação

de experiências e o fortalecimento das marcas.

www.fazpartedomeudia.com.br esvdigital.com.br joyeventos.com.br


VEM_AÍ OPORTUNIDADES

E INOVAÇÕES EM TODA

A GRADE DA GLOBO.

É UM ANO NOVO INTEIRO

EM APENAS MEIO ANO.

CHEGOU A NOVA

PROGRAMAÇÃO DA GLOBO:

Novas séries, minisséries, novelas, reality shows,

programas de humor, esporte,

variedades, jornalismo e muito mais.

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