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22 Jornal da Bairrada 9

22 Jornal da Bairrada 9 | novembro | 2017 DESPORTO | FUTEBOL VISTO DA BANCADA Anadia volta a desiludir. Águeda sobe ao segundo lugar isolado Manuel Zappa zappa@jb.pt DESPORTIVAMENTE 1-O Anadia, no Estreito, diante do Águias do Moradal, voltou a atrasar- -se na luta pelos lugares cimeiros, ao perder frente a um adversário que fez do arreganho colocado em campo uma das suas principais armas pela vitória, que até foi facilitada. Isto porque o Anadia cometeu demasiados erros, o árbitro foi impiedoso em alguns lances e a equipa terminou o jogo com apenas oito jogadores em campo. A equipa ocupa um modesto 8.º lugar e pelos valores que tem, pelo investimento que foi feito no plantel, pela aposta em lutar pelos lugares de subida, a prestação tem estado muito 1-Para o Campeonato Safina, o Pampilhosa, em casa, travou o líder União de Lamas com um empate, resultado que acabou por não satisfazer de todo os ferroviários, pois, jornada após jornada, estão mais longe dos primeiros lugares. O Famalicão é cada vez mais último, ao perder em Bustelo (3-2) pela oitava vez consecutiva. A equipa deu excelente réplica e marcou os primeiros golos (2) fora de casa. 2-Segue-se mais um jogo fora de portas, na casa da Ovarense. E pelas melhorias evidenciadas nos últimos jogos, leva-nos a crer que o Famalicão irá conquistar os primeiros pontos. Já o Pampilhosa terá pela frente mais um jogo complicado, no terreno do Esmoriz. Os ferroviários já não ganham há quatro jogos, o adversário está no quinto lugar e em casa costuma ser muito forte. I DIVISÃO TRIBUNA DE HONRA 1-Mais um jogo, mais uma vitória para o Oliveira do Bairro, a sétima em igual número de jornadas, mantendo os 7 pontos de avanço para o segundo classificado. A vítima foi o Calvão, que continua nos lugares de descida. O Oiã, em casa, diante do Mosteirô FC, deixou-se empatar no período de descontos e continua intranquilo na tabela classificativa. O Fermentelos conquistou a segunda vitória fora, desta vez no terreno do Macieirense, com Mendonça em plano de destaque com um bis pela segunda jornada consecutiva e que valeu aos Pimpões ascender à décima posição. E têm um jogo a menos com o Mansores. Depois de estar a perder por dois golos sem resposta, o Mealhada saiu de São Vicente Pereira com um ponto na bagagem. Já o Carqueijo trouxe de Mansores uma goleada (8-0), ao contrário da Juve Force, que tal como previmos, pontuou (empate) no reduto da EF Rui Dolores. O Mourisquense sucumbiu no terreno do ACRD Mosteirô. 2-O Oliveira do Bairro joga em Ponte de Vagos contra a Juve Force, que está a realizar um excelente campeonato e que ainda não perdeu qualquer ponto em casa. Jogo problemático para os Falcões. O Oiã joga em Calvão, duas equipas à procura da sua identidade e mal classificadas. Em casa, o Fermentelos, frente ao Paços de Brandão, tem todas as condições para somar a terceira vitória seguida. Também em casa, o Mourisquense deverá regressar aos triunfos diante do Macieirense. O Mealhada recebe o surpreendente Valecambrense (3.º lugar) e terá de fazer pela vida, caso queira aproximar-se do pelotão da frente. Em casa, o Carqueijo vai tentar fazer o seu melhor contra a EF Rui Dolores. Empate em perspetiva! II DIVISÃO SÉRIE B. 1-O Macinhatense não longe das expetativas iniciais. Muito melhor está o Águeda, que venceu no terreno do Lusitano de Vildemoinhos. Os Galos estiveram a perder e deram a volta ao marcador já no período de descontos. Uma vitória que valeu a subida ao segundo lugar, a quatro pontos do líder União de Leiria. 2-Para tentar estabilizar, o Anadia tem importante jogo em casa frente ao Nogueirense. Só a vitória interessa, numa equipa que terá de lidar com várias ausências por castigo e lesão. O Águeda fará a receção ao Águias do Moradal e não deverá ter problemas de maior para chamar a si a vitória. Na Liga Feminina, o Ferreirense foi goleado (8-0) pelo Sporting em Alcochete, adversário que comanda isolado o campeonato. A diferença de valores é muito grande. O Cadima também foi goleado, na casa do Futebol Benfica por 4-0. O Ferreirense recebe o A-dos- -Francos, último classificado, um jogo à medida para as bairradinas apagarem a goleada frente ao Sporting. As leoas visitam a Bairrada para jogar com o Cadima e, como é fácil prever, são favoritas à vitória. OBSC não dá hipóteses. Fermentelos sobe na classificação. Bustos isolado desperdiçou o fator casa e venceu o Beira-Vouga, ao passo que o Valonguense trouxe um ponto de Rocas do Vouga. Os canarinhos folgam na próxima jornada. Já o Macinhatense visita o reduto do Pessegueirense, num jogo que se prevê equilibrado. SÉRIE C. 1-Em casa, o Bustos bateu o Aguinense e, face ao empate caseiro do Águas Boas contra o Paredes do Bairro, isolou-se na liderança, com cinco vitórias em outros tantos jogos e zero golos sofridos. Excelente início de época. O Antes goleou o CRAC e subiu ao terceiro lugar, logo atrás do Luso que venceu no reduto do Sosense. O Mamarrosa perdeu na casa da LAAC e o Ribeira/Azenha respira melhor com a vitória caseira sobre a Juve Force B. Em casa, o Santo André levou a melhor sobre o VN Monsarros. 2-O Bustos joga em Paredes do Bairro e não poderá substimar o adversário caso queira ser bem- -sucedido. O Águas Boas, no terreno da LAAC, também terá de ser igual a si próprio, e o Antes, na casa do Aguinense, também não terá tarefa fácil. O Mamarrosa, que vem de três derrotas consecutivas, joga no Luso e não se adivinha que tenha êxito. O VN Monsarros joga com o Sosense à procura da primeira vitória, enquanto o Ribeira/Azenha tem boas hipóteses de trazer pontos no terreno do CRAC, tal como o Santo André na casa da Juve Force B. Things Change Luis Nolasco colaborador Tenho o bipolar hábito de gostar de ver futebol sozinho. Estou a falar evidentemente de jogos que dão na TV, porque quando posso ir ao estádio quero companhia, bitaites, tremoços e opiniões diferentes. Talvez por isso, não gosto de ir ao café ver a bola como muitos fazem. Acontece, porém, que agora tenho em casa um “rapagão” de 14 anos e quase um metro e oitenta, que também joga futebol e que, amiúde, me troca as voltas com os seus comentários sobre os jogos televisionados. Sendo meu filho “dou-me ao trabalho” de lhe ir respondendo, embora contrariado. Mas cada vez menos contrariado, diga-se, até porque por vezes já sou eu que meto “a colherada” à espera do contraditório da sua opinião. Esta semana, aquando dos jogos da Champions League, e no decurso do péssimo jogo (com o resultado ainda em zero-zero) que o Real Madrid estava a fazer em Wembley contra o Tottenham, o meu “puto” fez uma observação que me pôs verdadeiramente a delirar. Dizia ele, que o futebol era feito de ciclos e que o ciclo do Real Madrid estava a chegar ao fim. Como fim teve, o ciclo imediatamente anterior do Barcelona de Guardiola. Mais do que isso, disse-me convicto, uma coisa que parece uma redundância. O futebol inglês vai voltar em força. Não necessariamente o ciclo do Real Madrid retornará ao anterior ciclo do Barcelona, ou a uma nova dinastia de Bayern ou Juventus. Segundo ele, a Champions nos próximos anos poderá e deverá ir parar frequentemente às vitrines de um dos colossos do futebol inglês. Nesse momento, as palavras do miúdo oxigenaram este cérebro de meia idade como “calgon” anticalcário na serpentina de uma qualquer máquina de lavar roupa. Fez-se luz. Se a Premier League é o campeonato com mais visibilidade a nível mundial, se é a liga, de longe, com mais poder económico, já nada lhes falta para terem um campeão europeu de clubes. Falta - ou melhor faltavam – estrategas do futebol como Mourinho, Guardiola, Kloop, António Conte, Pochettino ou Arséne Wenger. Estão lá todos. A nível de jogadores, os melhores do Mundo também moram em terras de Sua Majestade. Faltam, claro está, os dois monstros sagrados do futebol mundial, Cristiano Ronaldo e Leo Messi. Mas até estes, já passaram ambos a fasquia dos 30 anos e nenhum deles vai para novo. Durante este “bate-papo” com o meu filho já o Tottenham tinha dado 3 ao Real Madrid e o City 4 ao Nápoles, em Itália. Vem por aí mesmo um novo ciclo, um ciclo very british, provavelmente. Para a semana escreves tu o “Desportivamente” puto.

Jornal da Bairrada 9 | novembro | 2017 FUTEBOL | DESPORTO 23 2 1 GDA MORADAL ANADIA FC CPP O Anadia até foi melhor, mas não pode cometer tantos erros, frente a um opositor que estava ao seu alcance. A equipa acabou com oito atletas Maus atrasos e o árbitro ditaram derrota penosa Paulo Gaudêncio Campeonato Safina - AFA Jorge Santos Colaborador OS TREINADORES Manuel Zappa zappa@jb.pt Campo do Ventoso, no Estreito Árbitro:Tiago Pinto (AF Leiria), auxiliado por Eduardo Gaspar e Gracindo Vieira. ÁGUIAS DO MORADAL: Damianos; João Salvado, Quim Marques, Diogo Tereso e João Lourenço; Paulo Freitas, Ruben Nogueira e Bruno Taborda (Martin Kuittinen, 77); João Barros (Filipe Fernandes, 85), Jessi Tati e Gil Eanes (Diogo Gaspar, 90+2). Treinador: Francisco Pires ANADIA: Nuno Rafael; Leandro, Tojó, João Miguel e Rodolfo; Valença (Manuel Gama, 45+3), Fábio Vieira e Ruben Alves (Jorge Monteiro, 11); Messi, Jonathan (João Nogueira, 59) e Stanly. Treinador: Ricardo Sousa Ao intervalo: 1-0 Marcadores: Ruben Nogueira (22), Tojó (52, g.p.) e Jessi Tati (66). Disciplina: cartão amarelo a Rodolfo (22 e 57), Paulo Freitas (39), Gil Eanes (44), Quim Marques (51), Fábio Vieira (65 e 76), Stanly (78), Damianos (89), Messi (90+1) e Martin Kuittinen (90+3). Vermelho, por acumulação, a Rodolfo (57) e Fávio Vieira (76) e direto a Nuno Rafael (45+1). Ricardo Sousa, treinador do Anadia, foi expulso ao intervalo. Francisco Pires Treinador do GD Águias do Moradal A Leandro inviabiliza um ataque de Bruno Taborda à baliza do Anadia Sabíamos de antemão que o Anadia tem muita qualidade individual e coletivamente, equipa com boas ideias e muito competente e, jogar com uma equipa deste calibre, iríamos passar por muitas dificuldades. O golo deu alguma tranquilidade à nossa equipa, pois vínhamos de uma série de resultados negativos. Depois foi necessário tentar gerir as emoções e a ansiedade, felizmente, mesmo depois do empate, conseguimos dar a volta e sair com a vitória. É uma ilusão jogar em superioridade numérica. O Anadia, pela sua qualidade, criou- -nos muitas dificuldades, mesmo com 8 jogadores.” O Anadia voltou a falhar onde não devia. A equipa não se pode debruçar apenas nos erros do árbitro, mas sim no seu coletivo, que falhou, e depois face às contrariedades, a primeira logo nos primeiros minutos com a lesão de Ruben Alves e a primeira expulsão no final da primeira parte de Nuno Rafael, não justificam a postura de uma equipa que a determinada altura não teve ideias, tendo acabado o jogo com oito jogadores. E nada fazia adivinhar tal desfecho. O Anadia entrou forte e determinado a resolver o jogo cedo e instalou-se desde o primeiro minuto no meio campo contrário. O Águias do Moradal, muito bem organizado defensivamente e com todos os jogadores atrás da linha da bola, foi resistindo à avalanche ofensiva dos bairradinos, mas tudo mudou aos 22 minutos. Numa bola bombeada para o meio campo anadiense, Leandro, de cabeça, tentou atrasar a bola, ou colocá-la fora. Nas suas costas apareceu Gil Eanes em posição irregular, que de imediato centrou para o primeiro poste, onde surgiu Ruben Nogueira, de pé esquerdo, a rematar com êxito e a dar vantagem aos homens do Pinhal Interior. Um golo contra a corrente do jogo, que animou os locais que, cinco minutos depois, estiveram muito perto do 2-0, com Nuno Rafael a desviar a bola pela linha do fundo, após remate de Jessi Tati. O Anadia continuou na sua toada atacante. Stanly, Fábio Vieira e Tojó, tiveram a possibilidade de empatar o jogo, mas aos 45 minutos começou o descalabro. Valença, com um mau atraso (o passe ficou curto) para o seu guarda-redes, permitiu que Jessi Tati ficasse isolado. Nuno Rafael saiu da sua área e acabou por fazer falta sobre o avançado da casa, o que lhe valeu a expulsão, tal como de Ricardo Sousa no caminho para os balneários, depois de pedir satisfações ao árbitro. Ricardo Sousa Treinador do Anadia Futebol Clube Mesmo com menos uma unidade em campo, o Anadia voltou para a segunda parte com a mesma determinação de virar o resultado. Aos 51 minutos, Jonathan rematou e, Quim Marques, no chão, tocou a bola com o braço e o árbitro assinalou pontapé de penalty transformado por Tojó. Com o empate cedo pensou- -se que o Anadia tinha todas as condições para dar a volta à situação, mas a expulsão de Rodolfo foi mais um balde de água fria. Messi reclamou penalty e com razão de falta de Paulo Freitas. Pouco depois, num livre, João Miguel cabeceou para trás e Jessi Tati deu vantagem ao Águias do Moradal. Aos 76 minutos, o Anadia ficou reduzido a 8 jogadores, mesmo assim tentou chegar ao empate, mas Damianos não deixou. A equipa de arbitragem cometeu demasiados erros. A FIGURA MESSI Tem nome de craque e neste jogo exibiu grandes qualidades técnicas. Com as suas fintas e diagonais, foi um diabo à solta e colocou a cabeça à roda a muitos jogadores dos locais. Provocou muitos desequilíbrios, usou da velocidade e tentou a sua sorte, que Damianos não permitiu. Sofreu falta para pontapé de penalty. Na primeira parte, o Águias do Moradal, fez dois remates, um que deu golo e outro num livre que originou a expulsão do nosso guarda-redes. O Anadia com intensidade e qualidade dos jogadores controlou sempre o jogo, teve várias oportunidades, mas depois apareceu alguém a estragar o jogo, o árbitro, que ao intervalo reconheceu que errou. É difícil passar uma esponja, pois acaba por estragar uma época e os objetivos. Mesmo com 8 jogadores fomos sempre superiores, houve mais um penalty por assinalar, o guarda-redes fez duas boas defesas, não tenho nada a apontar aos jogadores.” Estádio Municipal Carlos Duarte, na Pampilhosa Árbitro: André Castro Auxiliares: Pedro Gomes e Diogo Silva. PAMPILHOSA: Muller; Carela, Fábio Pacheco, Samer e Sanguedo; Chiquinho (Batista, 58), Katchana, Alex Garcia e Freddy Amorim; Mendes (Miguel Ramos, 74) e Joeano (Luís Lima, 83). Treinador: Carlos Manuel UNIÃO DE LAMAS: Pedro Justo; Marcelo, Joel, Rodrigo e Tiago Ribeiro; Óscar Beirão, João Dias (Duarte, 83) e Luís; Bruno Faria (João Beirão, 73), Jonatas e Tintim (Pedrinhas, 88). Treinador: João Brito Ao intervalo: 1-1 Marcadores: Joeano (3, g.p.) e Jonatas (35, g.p.). Disciplina: cartão amarelo a Pedro Justo (2), Fábio Pacheco (9), Carela (62), Jonatas (62), Batista (66), Joeano (70) e Katchana (85). Vermelho direto a Sanguedo (34). Carlos Manuel expulso do banco (54). PAMPILHOSA UNIÃO LAMAS 1 1 Ferroviários travam líder Numa partida de capital importância para os locais, o empate acaba por ser um mal menor, sobretudo porque a formação de Carlos Manuel atuou com apenas 10 elementos durante quase uma hora. O Pampilhosa entrou praticamente a ganhar através de uma grande penalidade indiscutível. Os forasteiros sentiram o golpe e foram durante algum tempo uma equipa à deriva, mas um novo castigo máximo recolocou as contas na estaca-zero, num lance que valeu ainda a expulsão de Sanguedo. Mesmo em superioridade numérica, o líder mostrou poucos atributos para quem ocupa o topo da classificação. O Pampilhosa uniu-se e acabou, sem sobressaltos, por segurar o empate, ficando a certeza de que, em igualdade de circunstâncias, “outro galo cantaria”. Arbitragem regular.