Novembro/2017 - Referência Florestal 191

jota.2016

Visitantes - Grupo Jota Comunicação

40

ECONOMIA

Eucalipto puxa

setor florestal

PRÊMIO

REFERÊNCIA

Conheça os vencedores54 ENTREVISTA

Adriano Venturieri, da

Embrapa Amazônia Oriental

King of

log handling

A model on tires

is the news in Brazil

Rei do baldeio

Modelo sobre pneus

é a novidade no Brasil


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SUMÁRIO

ANUNCIANTES

DA EDIÇÃO

Agroceres ................................................................... 68

Bayer ................................................................................ 13

30

Carrocerias Bachiega .............................................. 47

D’Antonio Equipamentos ..................................... 61

Denis Cimaf ................................................................... 04

44

Dinagro ........................................................................... 02

Expoforest 2018 ......................................................... 21

FMC .................................................................................. 07

Forest Corretora de Seguros ................................. 59

50

Heinnings ...................................................................... 39

Himev .............................................................................. 61

Editorial

Cartas

Bastidores

Coluna Ivan Tomaselli

Notas

Alta e Baixa

Biomassa

Frases

Entrevista

Principal

Visita

Economia

Especial

Legislação

Prêmio REFERÊNCIA

Artigo

Agenda

Espaço Aberto

08

10

12

14

16

22

24

25

26

30

36

40

44

50

54

58

64

66

J de Souza ........................................................................ 37

Lubeco ............................................................................ 63

Maxxi Forest do Brasil ............................................... 43

Mill Indústrias .............................................................. 49

Mill Indústrias .............................................................. 55

Multidocker ................................................................. 09

Potenza ........................................................................... 57

Raptor Florestal .......................................................... 11

Sergomel ....................................................................... 15

TMO ................................................................................. 67

Ventura Máquinas .................................................... 53

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ATENÇÃO

Este produto é perigoso à saúde humana, animal e ao meio

ambiente. Leia atentamente e siga rigorosamente as instruções

contidas no rótulo, na bula e receita. Utilize sempre os

equipamentos de proteção individual. Nunca permita a utilização

do produto por menores de idade.

Leia e siga as instruções do rótulo. Consulte sempre

um engenheiro agrônomo.

Venda sob receituário agronômico.

Para Mirex-S, um bom controle de formigas cortadeiras se faz

com gerenciamento total das operações envolvidas em campo.

Inicia-se no diagnóstico preciso, passa pelo acompanhamento

das operações e finaliza nas análises e indicadores de resultado,

considerando-se cada área como situações diferentes.

Com uma equipe experiente em manejo tecnificado de

cortadeiras, RESULT estabelece maior racionalidade operacional,

otimiza recursos, realiza o treinamento das equipes e ainda

monitora os resultados.

Com RESULT, a reflorestadora sempre obtém a eficácia de controle

esperada, com redução de custos e soluções de manejo mais

eficientes.

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EDITORIAL

Ano XIX - Edição n.º 191 - Novembro 2017

Year XIX - Edition n.º 191 - November 2017

Quanto mais conhecimento,

menos custo e mais controle

A Revista da Indústria Florestal / The Magazine for the Forest Product

ECONOMIA

Eucalipto puxa 40

setor florestal

King of

log handling

A model on tires

is the news in Brazil

PRÊMIO

REFERÊNCIA

Conheça os vencedores54 ENTREVISTA

Adriano Venturieri, da

Embrapa Amazônia Oriental

Rei do baldeio

Modelo sobre pneus

é a novidade no Brasil

EXPEDIENTE

JOTA COMUNICAÇÃO

Diretor Comercial / Commercial Director

Fábio Alexandre Machado

fabiomachado@revistareferencia.com.br

Diretor Executivo / Executive Director

Pedro Bartoski Jr

bartoski@revistareferencia.com.br

Diretora de Negócios / Business Director

Joseane Knop

joseane@jotacomunicacao.com.br

www.referenciaflorestal.com.br

Ano XIX • N°191Novembro 2017

O novo modelo da MultiDocker

sobre rodas para movimentação

de toras no pátio ilustra a capa

desta edição

TAMANHO É DOCUMENTO

Nesta edição tudo é superlativo. Os números, investimentos, porte, ideias e

pessoas. Começamos pela reportagem de capa que mostra as novidades de uma

gigante no setor de máquinas para movimentação de carga MultiDocker. A empresa

instalou-se no Brasil em 2014, de lá para cá o número de equipamentos não para

de crescer, assim como as novidades. A mais recente é a máquina sobre rodas, que

amplia a produtividade e confere muita versatilidade no baldeio de madeira. Outro

destaque de grandes proporções foi o lançamento oficial da nova unidade da Fibria

em Três Lagoas (MS). Visitamos a fábrica e conhecemos o moderno viveiro de mudas

florestais automatizado. Com a proximidade do fim do ano chega a hora de homenagearmos

os 10 destaques de 2017, por meio do PRÊMIO REFERÊNCIA. Fazem parte

da lista empresas, pessoas e entidades que merecem reconhecimento pelas conquistas

alcançadas durante o ano. Na próxima edição você saberá tudo o que aconteceu

na noite de entrega dos troféus aos premiados. Tenha uma grande leitura.

JOTA EDITORA

Diretor Comercial / Commercial Director

Fábio Alexandre Machado

fabiomachado@revistareferencia.com.br

Diretor Executivo / Executive Director

Pedro Bartoski Jr

bartoski@revistareferencia.com.br

Redação / Writing

Rafael Macedo - Editor

editor@revistareferencia.com.br

jornalismo@revistareferencia.com.br

Colunista

Ivan Tomaselli

Depto. de Criação / Graphic Design

Fabiana Tokarski - Supervisão

Fabiano Mendes

Fernanda Maier

criacao@revistareferencia.com.br

Tradução / Translation

John Wood Moore

Cartunista / Cartunist

Francis Ortolan

Colaboradores / Colaborators

Fotógrafo: Mauricio de Paula

Depto. Comercial / Sales Departament

Gerson Penkal

comercial@revistareferencia.com.br

fone: +55 (41) 3333-1023

Depto. de Assinaturas / Subscription

assinatura@revistareferencia.com.br

SIZE MATTERS

In this issue everything is superlative. The numbers, investments, size, ideas and people.

We begin with the cover story that shows the news from a giant in the field of cargo handling

machinery, MultiDocker. The Company settled in Brazil in 2014, from then on, the numbers of

machines sold has not stopped growing, as well as the introduction of new machines. The latest

is the machine on wheels, which increases productivity and provides plenty of versatility in

handling timber logs. Another major highlight is the official launch of the new Fibria unit in Três

Lagoas (MS). We visited the factory and also got to know the modern automated forest seedling

nursery. With the proximity of the end of the year, the time has come to honor the 10 highlights

of 2017, with the PRÊMIO REFERÊNCIA. They make up part of the list of companies, people and

entities that deserve recognition for their achievements during the year. In the next issue, you

will find out everything that took place on the night of the awards. Pleasant reading!

08 www.referenciaflorestal.com.br

ASSINATURAS

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GARANTIDA GARANTEED

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A Revista REFERÊNCIA - é uma publicação mensal e independente,

dirigida aos produtores e consumidores de bens e serviços em madeira,

instituições de pesquisa, estudantes universitários, orgãos governamentais,

ONG’s, entidades de classe e demais públicos, direta e/ou indiretamente

ligados ao segmento de base florestal. A Revista REFERÊNCIA do Setor

Industrial Madeireiro não se responsabiliza por conceitos emitidos em

matérias, artigos ou colunas assinadas, por entender serem estes materiais

de responsabilidade de seus autores. A utilização, reprodução, apropriação,

armazenamento de banco de dados, sob qualquer forma ou meio, dos

textos, fotos e outras criações intelectuais da Revista REFERÊNCIA são

terminantemente proibidos sem autorização escrita dos titulares dos

direitos autorais, exceto para fins didáticos.

Revista REFERÊNCIA is a monthly and independent publication

directed at the producers and consumers of the good and services of the

lumberz industry, research institutions, university students, governmental

agencies, NGO’s, class and other entities directly and/or indirectly linked

to the forest based segment. Revista REFERÊNCIA does not hold itself

responsible for the concepts contained in the material, articles or columns

signed by others. These are the exclusive responsibility of the authors,

themselves. The use, reproduction, appropriation and databank storage

under any form or means of the texts, photographs and other intellectual

property in each publication of Revista REFERÊNCIA is expressly prohibited

without the written authorization of the holders of the authorial rights.


CONFIABILIDADE

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Apresentando uma nova gama de máquinas

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CARTAS

TUDO LIMPO

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A Revista da Indústria Florestal / The Magazine for the Forest Product

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ESTRADA DAS

ARAUCÁRIAS

Projeto planta nativas no PR42

LIGNUM 2017

Cresce presença

de florestais

Performance na

medida certa

Máquina florestal para limpeza

de área alia economia e

produtividade

54 ENTREVISTA

Presidente da Smef,

Gabriel Moreira Junqueira

Performance in

the right measure

Forest machine for clearing an

area combines economy and productivity

Capa da Edição 190 da

Revista REFERÊNCIA FLORESTAL,

mês de outubro de 2017

Por Ana Bianca de Mello – Curitiba (PR)

Acho muito interessante as reportagens sobre limpeza

de área para segundo ciclo. Existem locais que são

impraticáveis de realizar o plantio se não forem manejados.

Ano XIX • N°190 • Outubro 2017

CRÉDITO

Faltou ressaltar na nota sobre o primeiro experimento

do projeto de cumprimento com as condicionantes da

derrogação FSC 2016-2021; para o ingrediente ativo

Deltametrina, publicada na edição anterior que a pesquisa

é conduzida pelo Pccf (Programa Cooperativo sobre

Certificação Florestal) promovido pelo Ipef (Instituto de

Pesquisas e Estudos Florestais).

SOU ENGENHEIRO FLORESTAL

Por João Antônio Alves –

São José dos Pinhais (PR)

Foto: divulgação

Foto: divulgação

É preciso fortalecer a profissão de

engenheiro florestal no Brasil. Achei bem

oportuna a entrevista com o presidente

da Smef (Sociedade Mineira de

Engenheiros Florestais). Como ele disse,

é preciso divulgar mais os benefícios que o profissional

pode trazer para a sociedade e às florestas plantadas.

Foto: divulgação

CONGRATULAÇÕES

Por Germano Carreira – Indaiatuba (SP)

Parabéns para toda a equipe da REFERÊNCIA FLORESTAL

pelas ótimas reportagens e imagens nas revistas.

DEBUTANTE

Por Carlos Pinheiro de Souza – Florianópolis (SC)

Muito boa a variedade de assuntos abordados pela

Revista, desde o plantio até o manejo de nativas. Acabei de

assinar a REFERÊNCIA FLORESTAL e estou muito satisfeito.

Foto: arquivo

Foto: Daniel Derevecki e Katia Pichelli

Leitor, participe de nossas pesquisas online respondendo os e-mails enviados por nossa equipe de jornalismo.

As melhores respostas serão publicadas em CARTAS. Sua opinião é fundamental para a Revista REFERÊNCIA FLORESTAL.

E-mails, críticas e

sugestões podem ser

enviados para redação

revistareferencia@revistareferencia.com.br

Mande sua opinião sobre a Revista do

Setor Florestal ou a respeito de reportagem

produzida pelo veículo.

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CHARGE

Charge: Francis Ortolan

REVISTA

80 ANOS

Acompanhamos o evento em

Curitiba (PR) de uma série que

a Abimaq (Associação Brasileira

de Máquinas e Equipamentos)

vem realizando em várias cidades

para mostrar as conquistas de 8

décadas de história da entidade e

os desafios para o setor.

Foto: divulgação

Ao centro o editor do

GRUPO JOTA, Rafael

Macedo e a jornalista

Larissa Angeli, compondo

a mesa da imprensa

MISTER SIMPATIA

Os colaboradores são o orgulho

do GRUPO JOTA. Recentemente

um dos nossos venceu o concurso

Miss e Mister Melhor Idade,

promovido pela Prefeitura de

Pinhais (PR).

Foto: Prefeitura de Pinhais

Wilson Schittler com

a faixa de campeão na

categoria Mister Simpatia

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COLUNA

Foto: divulgação

Ivan Tomaselli

Ivan Tomaselli

Diretor Presidente Stcp

Engenharia de Projetos Ltda.

www.stcp.com.br

PARA ONDE EXPORTAMOS NOSSOS

PRODUTOS MADEIREIROS?

São vários destinos, porém o grosso dos produtos brasileiros de madeira vendidos

ao mercado externo fica restrito a poucos países

S

egundo a ONU (Organização das Nações Unidas), existem

no mundo atualmente 194 países. Para quantos

países exportamos nossos produtos madeireiros? A

tabela abaixo mostra o número de destino das exportações

dos principais produtos de madeira do Brasil, com base nas

estatísticas já disponíveis para 2017.

Como pode ser observado, o número de países que

importam produtos de madeira do Brasil é bastante grande,

atingindo no caso de compensado de pinus mais de 80% do

total existente. Isto indica, em princípio que a indústria nacional

de produtos de madeira tem sido agressiva no comércio

internacional, buscando oportunidades comerciais em um

grande número de países.

Uma análise mais detalhada indica, no entanto, que apesar

do número de países importadores de produtos madeireiros

do Brasil ser grande, existe uma forte concentração de volume

em determinados países (ver gráfico). Por exemplo, no caso

do compensado tropical, embora o Brasil exporte para 111

países quase 60% está concentrado em dois países. A madeira

serrada de pinus é exportada para 129 países, mas os EUA

(Estados Unidos da América) e a China são responsáveis por

50% do total.

Avaliando os cinco maiores importadores observa-se que,

no caso de serrados de pinus, eles são responsáveis por mais

de 80% do volume exportado pelo país. Situação similar ocorre

DESTINO DAS EXPORTAÇÕES BRASILEIRAS DE PRODUTOS DE MADEIRA

Produto

Pinus Serrado

Serrado Tropical

Compensado Pinus

Compensado Tropical

Número de países

importadores

129

135

156

111

% do total

de países

66,5

69,6

80,4

57,2

NÚMERO DE PAISES IMPORTADORES E PERCENTAGEM DO TOTAL

EXPORTADO PELO BRASIL DE PRODUTOS SELECIONADOS

100

80

60

40

20

0

SERRADO PINUS

SERRADO

TROPICAL

COMP. PINUS

2 PAÍSES 5 PAÍSES 10 PAÍSES

COMP. TROPICAL

para os demais produtos apresentados, onde os cinco maiores

importadores são responsáveis por percentagens entre 65 e

76%. No geral, verifica-se que os 10 maiores importadores

respondem por 80-90% das importações dos produtos madeireiros

do Brasil.

Esta concentração de mercado faz parte da prática de

comercialização do setor florestal madeireiro nacional. É um

cenário preocupante, sendo um fator de risco considerável,

e reflete certa acomodação dos exportadores nacionais,

indicando a necessidade de rever a política comercial das

empresas deste setor.

A concentração de mercado tem algumas vantagens, e em

geral reduz os custos de comercialização e distribuição. No

entanto, altos níveis de concentração aumentam os riscos. No

caso Brasil, uma crise em país importador com participação

elevada poderá resultar em forte queda nas exportações, com

efeitos desastrosos para a indústria nacional. Isto já ocorreu

no passado.

Tanto as empresas, como as associações de classe juntamente

com o governo, deveriam desenvolver esforços para

diversificar mercados. Existem exemplos de iniciativas desenvolvidas

por outros países, como o Canadá, que corroborou

para mitigar riscos e melhorar a sustentabilidade do setor

florestal/ madeireiro.

No caso do compensado tropical, embora o Brasil exporte para 111

países, quase 60% está concentrado em dois países

14

www.referenciaflorestal.com.br


NOTAS

CARIDADE

NÃO RESISTIU

À CRISE

Foto: REFERÊNCIA

O diretor da NP Transporte e Biomassa,

Fábio Calomeno, idealizador da Codornada

em Ponte Alta Norte, próximo a Lages (SC),

informa que, infelizmente, neste ano não será

possível realizar a 12ª edição do evento, que

tradicionalmente reúne ao final do ano mais

de 500 amigos e colaboradores para saborear

a famosa codorna recheada no rolete e

atender centenas de crianças carentes com ações beneficentes de Natal. De acordo com Calomeno, as empresas que

prestam serviço para as indústrias do setor florestal enfrentam momento difícil e devido às limitações, não foi possível

viabilizar o evento que teve como objetivo unir o setor da madeira brasileira e mesmo com o passar dos anos nunca

perdeu a essência e identidade. Calomeno informa ainda que não é o fim da tradicional Codornada. Ele espera que no

próximo ano as circunstâncias estejam mais favoráveis e seja possível voltar a realizar o evento.

VERACEL

FORMA

OPERADORES

FLORESTAIS

Entre mais de 550 candidatos de toda a região,

23 foram selecionados para compor a 24ª

turma do curso de Formação de Operadores de

Máquinas Florestais. O curso é uma iniciativa da

Veracel Celulose em parceria com a prefeitura de Itabela e foi iniciado na última segunda-feira (16), com a aula inaugural na

Câmara Municipal. Essa qualificação terá duração de 180 horas e será realizado em um Módulo de Treinamento Itinerante

da empresa instalado em Itabela. A estratégia da empresa é formar operadores em vários municípios e gerar oportunidades

de qualificação profissional e emprego.

Foto: REFERÊNCIA

16

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PREVENÇÃO E

COMBATE A

INCÊNDIOS

FLORESTAIS

Foto: divulgação

A empresa WestRock, recebeu em Três

Barras (SC), bombeiros de diversas regiões de

Santa Catarina e também representantes de

empresas associadas à ACR (Associação Catarinense de Empresas Florestais). O encontro faz parte de uma ação conjunta

entre a associação e o Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina, para prevenção, monitoramento e combate a

incêndios florestais. A intenção é aprimorar ações conjuntas em ocorrências. "Além de brigadas de incêndio, as empresas

associadas possuem 37 torres de monitoramento em solo catarinense. No sul do Paraná, existem outras seis torres.

Toda essa estrutura pode auxiliar o trabalho do Corpo de Bombeiros de Santa Catarina", explica o presidente da ACR.

CATÁLOGO DE

MADEIRA NATIVA

O Cipem (Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras

de Madeira do Estado de Mato Grosso) lançou o catálogo de

produtos repleto de recursos interativos, com aplicação de

tecnologias de realidade aumentada, vídeo 360o e animações

em 3D. O material reúne, além de uma apresentação geral

com dados sobre o setor de floresta nativa manejada em Mato

Grosso, informações técnicas sobre 32 tipos de madeira nativa

comercializadas pelas empresas associadas. "Reunimos neste

material as espécies com maior incidência em nossas bases e

que atendem às várias exigências do mercado. Nosso objetivo

é mostrar a qualidade e a diversidade de nossos produtos e

alcançar novos consumidores, principalmente no mercado

externo", afirmou o presidente do Cipem, Rafael Mason.

Foto: divulgação

Novembro de 2017 REVISTA REFERÊNCIA FLORESTAL

17


NOTAS

CÓDIGO FLORESTAL GANHA

PORTAL DE MONITORAMENTO

A implementação do Código Florestal Brasileiro

ganha uma nova ferramenta: o portal

do Código Florestal. Acessando o site www.

portaldocodigo.org/ferramentas/car/, as pessoas

podem acompanhar com detalhes o cumprimento

das regras em todos os Estados e, ainda, checar

o grau de compromisso ambiental de grandes

empresas. Para os proprietários rurais, o portal

traz informações importantes para auxiliá-los na

regularização. O sistema foi desenvolvido pela

Agência Norueguesa de Cooperação para o Desenvolvimento,

com supervisão da BVRio (Bolsa

de Valores Ambientais).

Foto: divulgação

MANEJO DE

PRAGAS

ON LINE

Com a intenção de divulgar e disseminar as

boas práticas no uso de defensivos agrícolas e

emprego dos conceitos de manejo integrado de

pragas, o Ipef (Instituto de Pesquisas e Estudos

Florestais) e a Ibá (Indústria Brasileira de Árvores)

elaboraram dois vídeos e uma cartilha com

as melhores práticas sobre manejo integrado de

pragas e o uso de pesticidas em florestas plantadas.

Estes materiais também foram apresentados e divulgados na última Assembleia Geral do FSC, principal evento

realizado pelo selo internacional com participantes do mundo todo, ressaltando o compromisso do Brasil com a sustentabilidade

e boas práticas de manejo na condução de seus plantios florestais. Os vídeos e a cartilha estão disponíveis no

site www.foresthealthinfo.com.br.

Imagem: reprodução

18

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OS GRANDES

NÃO PAGAM

MULTAS

Foto: divulgação

“Hoje, a União arrecada apenas 5% do valor

das multas aplicadas. Quem paga são os

pequenos infratores, enquanto muitos dos

grandes recorrem à judicialização para evitar

o pagamento”, afirmou Sarney Filho, ministro

do Meio Ambiente. Para tentar estimular que

as grandes empresas reparem os estragos ao

meio ambiente, o ministério elaborou proposta

para converter multas em serviços ambientais. O novo texto, sancionado pelo Presidente Michel Temer, prevê

desconto de até 60% para infratores que decidam pagar as multas devidas. Os maiores devedores são siderúrgicas. A

conversão das multas em serviços ambientais poderá acontecer de forma direta ou indireta. Nos dois casos, se mantém

a obrigatoriedade de recuperar a área degradada que deu origem à multa, conforme determinação constitucional.

SALDO

POSITIVO

O saldo da balança comercial do setor brasileiro

de árvores plantadas para fins produtivos

superou a marca de US$ 5,5 bilhões entre janeiro

e setembro de 2017, alta de 12,1% em relação

ao mesmo período de 2016. Nos primeiros

nove meses do ano, o setor registrou US$ 6,3

bilhões em exportações (+10,3%), sendo que

as vendas externas de celulose alcançaram US$

4,6 bilhões (+13,2%), as de papel US$ 1,4 bilhão

(+0,6%) e as de painéis de madeira US$ 212

milhões (+19,8%). No acumulado de janeiro a setembro deste ano, a China se manteve como principal destino da celulose

produzida pelo Brasil (40,3% de participação), representando uma receita de US$ 1,9 bilhão (+21,5%). Os países europeus

foram o segundo maior destino da celulose, que detiveram, neste período, uma fatia de 31,5% das exportações, com cerca

de US$ 1,5 bilhão (+5,8%). Os países latino-americanos permaneceram como os principais mercados dos segmentos de

papel e de painéis de madeira nos primeiros nove meses do ano, com receitas de exportações de US$ 928 milhões (+11,7%)

e US$ 111 milhões (+16,8%), respectivamente.

Foto: divulgação

Novembro de 2017 REVISTA REFERÊNCIA FLORESTAL

19


NOTAS

PRODUTO

INTERNO VERDE

Foto: divulgação

O Brasil terá também um sistema para mensurar o patrimônio

natural. Será o PIV (Produto Interno Verde) que levará

em conta recursos naturais como florestas, águas e fontes de

energia. Para o índice, será necessária uma descrição detalhada

dos recursos naturais como florestas, água e fontes de

energia de forma a tornar possível mensurar o impacto das

atividades produtivas e do crescimento econômico do país

sobre esse patrimônio ecológico. Com base em tais informações,

serão traçadas estratégias de desenvolvimento sustentável.

O presidente do Ibge (Instituto Brasileiro de Geografia e

Estatística), Roberto Olindo disse que hoje não se conhecem

bem os impactos ambientais no país. "Esse sistema é para

prover o país de uma descrição bastante extensa dos recursos

naturais, de que maneira eles são afetados pelo desenvolvimento

econômico, ou seja, permitindo uma visão melhor do desenvolvimento sustentável.”

PARCERIA

CIENTÍFICA

A Apre (Associação Paranaense de Empresas

de Base Florestal) e a PUC-PR (Pontifícia

Universidade Católica do Paraná) assinaram

termo de convênio para o desenvolvimento de

pesquisas científicas. Entre os estudos será a

análise dos impactos causados pela população

de macaco-prego em áreas de floresta plantada

no Estado. A pesquisa irá mapear os cenários

existentes e propor ações que diminuam os

danos aos plantios. A PUC (PR) já é parceira da

Apre em outros dois projetos de iniciação científica. O primeiro vai elaborar uma cartilha explicativa sobre estradas rurais.

O segundo visa reunir dados econômicos para identificar o desempenho do setor florestal. Ambos os projetos foram aprovados

pelo CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico).

Foto: divulgação

20

www.referenciaflorestal.com.br


ALTA E BAIXA

APRE CELEBRA 49 ANOS

No dia 21 de outubro a Apre (Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal) comemorou 49 anos. A

entidade sem fins lucrativos, congrega 52 empresas da cadeia produtiva de base florestal dos mais diversos

perfis, que representam 50% da área de floresta plantada no Paraná, segmento que é responsável

por 5,6% do Valor Bruto da Produção do Estado, segundo dados do Departamento de Economia Rural

de 2015, e pela geração de renda para mais de 500 mil pessoas. Além das empresas, também

são associadas à Apre instituições de ensino e pesquisa, que formam o conselho científico.

ALTA

DESMATAMENTO CAIU

O governo federal anunciou queda de 16% no desmatamento da Amazônia. Os números são uma estimativa

do sistema oficial de monitoramento da Amazônia, o Prodes, do Inpe (Instituto Nacional de

Pesquisas Espaciais), e se referem ao período de agosto de 2016 a julho de 2017, em comparação com o

intervalo anterior. No ano, houve o corte raso (remoção total da vegetação) de 6.624 km² (quilômetros

quadrados).

CERRADO PRECISA DO FOGO

Um novo estudo mostrou que 30 anos de interdição do uso de fogo como método de manejo do cerrado,

a gigantesca savana brasileira, levou a uma perda de 86% da biodiversidade de população de formigas. No

mesmo período, e pelo mesmo motivo, a perda de biodiversidade das plantas endêmicas foi de 67%. Este

dado foi apontado no trabalho realizado por Giselda Durigan e colaboradores. “Sem o manejo pelo fogo,

a vegetação se adensa, as copas das árvores sombreiam o solo e as espécies vegetais rasteiras desaparecem.

O cerrado transforma-se em uma floresta pobre, com enorme perda de biodiversidade."

BAIXA

NÃO ESTAMOS COLABORANDO

As emissões nacionais de gases de efeito estufa subiram 8,9%, em 2016, em comparação

com o ano anterior. O país emitiu, no ano passado, 2,278 bilhões de t (toneladas) brutas de

CO 2e (Gás Carbônico Equivalente), contra 2,091 bilhões, em 2015. Com 3,4% do total mundial,

o Brasil ocupa o lugar de sétimo maior poluidor do mundo. Segundo os dados da nova edição do

Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa, divulgada pelo Observatório do Clima,

este é o nível mais alto desde 2008 e a maior elevação vista desde 2004.

22

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BIOMASSA

LEILÃO DE ENERGIA PARA

BIOMASSA

O

MME (Ministério de Minas e Energia) publicou a Portaria

nº 293, que regula e permite a comercialização

de energia elétrica produzida por termelétricas a biomassa

a partir de 2021. A confirmação de realização dos leilões

(Energia Nova A-4 e A-6) depende da demanda dos agentes de

distribuição e os certames devem acontecer em dezembro deste

ano. Os interessados em participar dos Leilões de Energia Nova

de 2017 deverão requerer o cadastramento dos seus projetos

junto à empresa de pesquisa energética. O ministério também

está prevendo dois novos leilões para 2018, totalizando a contratação

de energia nova para os anos de 2021 a 2024. A política

permite regularidade no setor, que trabalhava com a variabilidade

de consumo, e proporciona ao empreendedor definir oferta e

prever características do projeto florestal.

Foto: divulgação

BIOMASSA SUPERA PRODUÇÃO DE

ENERGIA CONVENCIONAL

A

capacidade instalada atualmente pela biomassa é de

14.302 megawatts (MW) superando a capacidade da

usina Itaipu. Em geral, a biomassa ocupa a segunda

posição em capacidade instalada, perdendo apenas para

as hidrelétricas. As regiões com maiores índices de geração

estão localizadas nos Estados de São Paulo, Mato Grosso do

Sul, Goiás, Minas Gerais e Paraná que concentram mais de

90% da bioeletricidade gerada para a rede. Entre estas fontes,

destaca-se a eletricidade gerada a partir da biomassa da cana-

-de-açúcar, restos de madeira, carvão vegetal, casca de arroz,

capim-elefante e outros materiais derivados. “Estamos em

um momento propício para elaborarmos uma política setorial

de longo prazo em especial para a bioeletricidade e biogás

advindo do setor sucroenergético. O All About Energy será

um espaço importante para discutirmos e delinearmos esta

política setorial”, aponta Gerente de Bioeletricidade da Unica

(União da Indústria de Cana-de-Açúcar), Zilmar de Souza.

Foto: divulgação

24

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FRASES

Queremos levar

mais conhecimento

para a sociedade

e mostrar que

o setor de base

florestal é, na

verdade, um aliado

da preservação das

florestas

O fogo tem um padrão de comportamento. Nós

temos condições de saber onde ele começou para

encontrar os responsáveis e puni-los, mas isso

exige perícia e fiscalização

Fillipe Tamiozzo Torres, professor da área de Incêndios Florestais no Departamento

de Engenharia Florestal da UFV (Universidade Federal de Viçosa)

Mesmo com a crise financeira e a

desaceleração da economia em nosso país, as

emissões de gases do efeito estufa aumentaram

no último ano, evidenciando a incapacidade

do Estado em resolver sozinho os problemas

ambientais, reforçando o papel da sociedade civil,

da responsabilidade de cada indivíduo na luta

contra as mudanças climáticas e tornando ainda

mais importantes iniciativas como esta

Presidente em exercício da

Fiemt (Federação das Indústrias no

Estado de Mato Grosso),

José Eduardo Pinto

Secretário de Estado de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Paraná,

Antonio Carlos Bonetti

Pretendemos que os alunos tenham uma visão

mais ampla e positiva do uso da madeira plantada

na construção civil e na arquitetura

Sandro Fabio César, professor da área Disciplinar de Construções de Madeira do

Departamento de Construção e Estruturas da Escola Politécnica

É um reforço do compromisso do governo

brasileiro com o controle e a redução do

desmatamento

Foto: divulgação

Diretor de Florestas e de Combate ao Desmatamento do MMA (Ministério

do Meio Ambiente), Jair Schmitt, ao anunciar que a madeira com origem em

áreas de manejo florestal sustentável e reflorestamento agora faz parte do

programa de compras sustentáveis da administração pública

Novembro de 2017 REVISTA REFERÊNCIA FLORESTAL

25


ENTREVISTA

Foto: divulgação

Adriano Venturieri

DATA E LOCAL DE NASCIMENTO

16 de maio de 1966, em Belém (PA)

May 16, 1966, Belém (PA)

ATIVIDADE/ ACTIVITY:

Chefe-geral da Embrapa Amazônia Oriental e professor de Pós-Graduação em Ciências Ambientais e do Programa

de Pós-Graduação em Gestão de Recursos Naturais e Desenvolvimento Local

General Manager of Embrapa Amazônia Oriental, and Professor of Post Graduate Studies in Environmental Sciences and Local

Natural Resource and Development Management

FORMAÇÃO/ ACTIVITY:

Pós-doutor pela Universidade de Oxford (Reino Unido), doutor em Geografia pela Universidade

Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho

PhD in Geography, Júlio de Mesquita Filho São Paulo State and Post Doctorate Studies, Oxford University

O manejo é sustentável

Management is sustainable

P

or vezes, a viabilidade econômica do MFS (Manejo Florestal

Sustentável) na região amazônica é questionada.

O chefe-geral da Embrapa Amazônia Oriental, Adriano

Venturieri, é categórico: a atividade é viável. A entidade desenvolve

pesquisas e conta com programas de apoio para as pessoas

interessadas em desenvolver o manejo de forma rentável e

ambientalmente correta. De acordo com ele, o grande vilão é a

madeira ilegal, que alcança uma escala bastante preocupante. A

madeira manejada corretamente não consegue competir com a

clandestina, que não obedece critérios para ser colhida, não paga

impostos e chega ao consumidor a preços impraticáveis para quem

realiza a atividade dentro das normas.

S

ometimes, the economic viability of Sustainable Forest

Management (SFM) in the Amazon Region is questioned.

Adriano Venturieri, the head of Embrapa Amazônia Oriental,

is categorical: the activity is viable. The entity carries out research

and has support programs for people interested in carrying

out profitable and environmentally correct management. According

to him, the big villain is illegal timber, which has reached a

quite disturbing scale. Timber managed correctly can’t succeed in

competing with clandestine timber that does not conform to the

correct harvesting criteria, doesn't pay taxes and reaches the consumer

at prices that can’t be matched by those who perform the

activity within the norms.

26

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Qual o principal papel da Embrapa dentro do manejo florestal

da região? Em quais Estados ela atua?

A Embrapa atua em todos os Estados da região norte pesquisando

e promovendo o manejo florestal. O principal papel da Embrapa é

desenvolver e testar novos sistemas silviculturais capazes de garantir

a sustentabilidade do manejo florestal. A pesquisa em manejo

florestal se dedica também no auxílio à elaboração de políticas

públicas de valorização dos recursos florestais que considerem a

utilização de múltiplas espécies madeireiras, de múltiplos produtos

e subprodutos não-madeireiros, bem como, a utilização de bens

e serviços da floresta. No desenvolvimento, a Embrapa auxilia na

capacitação de profissionais na correta identificação botânica das

espécies, na elaboração de planos de exploração, na análise da

dinâmica florestal e na silvicultura tropical.

Quais projetos acha os mais relevantes para está atividade?

Diretamente relacionados ao manejo florestal temos o Projeto

Segundo Ciclo de Corte: experimento pioneiro realizado na Floresta

Nacional do Tapajós promovendo a segunda exploração madeireira

respeitando o ciclo de recuperação da estrutura florestal 35 anos

após o primeiro corte. Temos ainda o Projeto Automanejo: manejo

florestal comunitário para a governança local e sustentabilidade do

manejo florestal. E também o Projeto MapCast: mapeamento de

Castanhais Nativos e sistemas de produção da Castanha-do-Brasil

na Amazônia. Somam-se a eles projetos de parceiros como do Inventário

Florestal Nacional do SFB (Serviço Florestal Brasileiro) e a

criação do Centro de Treinamento em Manejo Florestal Madeireiro

e não madeireiro do Ideflor-Bio (Instituto de Desenvolvimento

Florestal e da Biodiversidade do Estado do Pará).

Como funciona e quais os resultados do Projeto Terra Class sobre

caracterização do uso e cobertura das terras em áreas desmatadas

da Amazônia Legal Brasileira?

O projeto TerraClass, parceria entre Embrapa Amazônia Oriental,

Embrapa Informática e Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais)

atua somente nas áreas desflorestadas, apontadas pelo

Prodes. Além de mapear as áreas de agricultura empresarial e

diversos tipos de pastagem plantada, o projeto realiza o mapeamento

das áreas em regeneração, conhecidas como capoeiras. Os

resultados do projeto desmistificam diversas lendas sobre a ocupação

da Amazônia, tais como a área ocupada por pastagem que

representa 60% das áreas desflorestadas, bem como, agricultura

que ocupa aproximadamente 6% das áreas que anteriormente

eram ocupadas por florestas. No entanto, um dado importante do

projeto é em relação às áreas de regeneração que apontam em

média 21% de tudo que foi desflorestado. A taxa de regeneração

é maior que a taxa de desflorestamento. Em relação ao manejo

florestal, a caracterização das florestas secundárias realizado

pelo TerraClass é importante ferramenta de manejo. O TerraClass

permite conhecer a localização destas florestas, sua evolução, e

propor formas de manejo que garantam a conservação e o uso

destas formações secundárias.

What is the main role of Embrapa within forest management in

the Region? In what States does it operate?

Embrapa operates throughout all the States in the Northern Region

researching and promoting forest management. The main

role of Embrapa is to develop and test new forestry systems,

which are able to ensure the sustainability of forest management.

The forest management research also focuses on support for the

elaboration of public policies for giving value to forest resources

that consider the harvesting of multiple forest species, and multiple

non-timber products and by-products, as well as the use of

forest goods and services. As to development, Embrapa assists in

the professional training as to the correct botanical identification

of species, development of harvesting plans, analysis of forest dynamics,

and tropical forestry.

Which projects do you think are the most relevant as to this activity?

Directly related to forest management, we have the Second Cycle

Cut Project: a pioneering experiment being carried out in the Tapajós

National forest promoting the second harvest respecting the

forest structure recovery cycle of 35 years after the first cut. There

is also the Selfmanagement Project: community forest management

for local governance and sustainability of forest management.

As well as the "MapCast" Project: mapping Native Brazil

Nut trees and Brazil Nut production in the Amazon. Add to this

the partnership projects with the National Forest Inventory of the

Brazilian Forest Service (SFB) and with the State of Pará Institute

for Forest and Biodiversity (Ideflor-Bio) for the Creation of a Management

the Development Training Center for Timber and Non-

Timber Product Forest Management.

How does the TerraClass Project work and what are the results

of the project as to the use and characterization of land cover in

deforested areas of the Brazilian Legal Amazon?

The TerraClass Project, a partnership between Embrapa Amazônia

Oriental, Embrapa Informática and the National Institute of Space

Research (Inpe) looks only at deforested areas, pointed out by

Prodes. In addition to mapping the areas of corporate agriculture

and various types of planted pasture, the Project maps regenerating

areas, known as grasslands. The results of the project are demystifying

various legends about the occupation of the Amazon,

such as the area occupied by pasture lands represent 60% of the

deforested areas, as well as agriculture occupies approximately

6% of the areas that were previously occupied by forests. However,

the most important data from the Project is in relation to regeneration

areas, which indicates that, on average, they account

for 21% of all deforested areas. The regeneration rate is larger

than the deforestation rate. In relation to forest management, the

characterization of the secondary forests pointed out by the Terra-

Class Project is an important management tool. TerraClass tells

us the location of these forests, their evolution, and the proper

management ways of ensuring conservation and use of these sec-

Novembro de 2017 REVISTA REFERÊNCIA FLORESTAL

27


ENTREVISTA

É possível obter viabilidade econômica com o modelo atual?

Sem dúvida nenhuma, do ponto de vista técnico e florestal, o

sistema silvicultural atual tem viabilidade econômica. Porém, a

viabilidade econômica de qualquer manejo florestal e especificamente

do manejo florestal madeireiro depende de uma ação

política forte inibindo o mercado de madeira ilegal, ou o mercado

da madeira legal falsa (madeira ilegal esquentada pelos licenciamentos

legais). O mercado ilegal inunda a cadeia produtiva, com

cerca de 80% do total comercializado atualmente.

É preciso inserir renda com os produtos não madeireiros para

que a atividade seja rentável?

Não. Porém o manejo florestal dos produtos não madeireiros deve

ser incentivado. A valorização e o manejo destes produtos, ao

invés do manejo madeireiro, podem diminuir consideravelmente

o impacto sobre a estrutura florestal oriundos da exploração do

recurso madeireiro.

Existe algum programa ou orientação para o plantio de espécies

nativas?

A Embrapa possui em sua página na internet uma interface disponível

a todos os produtores que queiram uma orientação nesse

sentido: a página do Código Florestal - Adequação Ambiental da

Paisagem Rural (www.embrapa.br/codigo-florestal). Nela, há menus

interativos que mostram as espécies mais apropriadas a cada

situação, além de diversas definições teóricas sobre esse tema.

Na verdade, esse é apenas o início de um trabalho relativamente

recente na Embrapa, realizado em parceria com diversas outras

instituições de ensino e pesquisa, que visa dar um norteamento

básico a essa temática e que de forma alguma consiste em um

pacote fechado, pois ainda há muito a ser descoberto por meio de

pesquisas científicas. A orientação é de acordo com a caracterização

da área em específico que se queira fazer o plantio. As recentes

alterações na legislação ambiental vigente conferem destaque às

APPs (Áreas de Preservação Permanente), ARLs (Áreas de Reserva

Legal), Uso Restrito e Exploração Florestal. A seleção de espécies

varia conforme o objetivo do plantio dentre as normas válidas nessa

legislação. Esta pergunta possui uma resposta bastante ampla

quando se considera a imensa biodiversidade de nossas espécies

arbóreas e arbustivas nativas da Amazônia que ainda não foram

testadas em sistemas produtivos sustentáveis com o rigor científico

necessário. É necessária a reestruturação das fontes financiadoras

de projetos de pesquisa em nossa região de modo que prevejam

pesquisas em longo prazo, pois árvores não nos proporcionam

resultados imediatistas e não podemos recomendar espécies

ondary formations.

Is the current model economically feasible?

Without a doubt, from the technical and forest point of view, the

current forestry system is economically feasible. However, the economic

feasibility of any forest management system and specifically

the timber forest management system depends on a strong

political action inhibiting the market for illegal timber, or false

legal timber marketing (illegal timber using legal licensing). The

illegal market still floods the productive chain, with about 80% of

the total market.

Do you have to count on income from non-timber products for

the activity to be profitable?

No. But non-timber product forest management should be encouraged.

Giving more value to and proper management of these

products, rather than just timber management, could considerably

reduce the impact on the forest structure from the harvest of

just the timber resource.

Are there any programs or guidance for the planting of native

species?

On its page on the internet, Embrapa has an interface available

to all producers who want some guidance in this respect: the Forest

Code - Rural Environmental Suitability page (www.embrapa.

br/codigo-florestal). In it, there are interactive menus that show

the most suitable species for each situation, in addition to several

theoretical definitions on the subject. In fact, this is just the

beginning of a relatively recent work at Embrapa, in partnership

with several other educational and research institutions, which

aims at providing basic guidance on the subject that in no way

is a closed package, because there is still a lot to be discovered

through scientific research. The guidance is in accordance with

the characterization of the specific area where you want to do

the planting. Recent changes in current environmental legislation

emphasize Permanent Preservation Areas (APPs), Legal Reserve

Areas (ARLs), Restricted Forest Use and Exploitation. The selection

of species varies depending on the goal of the planting within the

valid norms in this Legislation. It is a question that has a fairly

wide response when considering the immense biodiversity of our

tree and shrub species native to the Amazon that have not yet

been tested in sustainable productive systems with the necessary

scientific rigor. There is a need for the restructuring of the funding

sources for research projects in our region in ways that provide for

long-term research, because trees don’t give us practical results

"A viabilidade econômica de qualquer manejo florestal e

especificamente do manejo florestal madeireiro depende de

uma ação política forte inibindo o mercado de madeira ilegal"

28

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"A valorização e o manejo dos produtos não madeireiros,

ao invés do manejo madeireiro, podem diminuir

consideravelmente o impacto sobre a estrutura florestal

oriundos da exploração do recurso madeireiro"

sem a devida chancela de experimentações que abranjam todo

seu ciclo em um determinado sistema proposto. Tudo isso para

fazer com que o produtor rural não enxergue a árvore como um

empecilho à sua propriedade, mas sim, como um componente a

ser considerado em seus sistemas produtivos e em áreas que lhe

permitam o ganho de serviços ambientais que muitas vezes não

são considerados, como qualidade da água, por exemplo.

Quais são as maiores dificuldades que a entidade encontra na

promoção do manejo florestal?

No meu ponto de vista, a falta de financiamento específico para

a pesquisa do manejo é uma dificuldade. O manejo tem grande

dificuldade em competir com a madeira ilegal, porém acredito

que isso não esteja na nossa alçada como entidade de pesquisa,

senão alertar a sociedade sobre esse risco.

Quais modelos de Ilpf (Sistemas integrados lavoura-pecuária-

-floresta) foram testados e a Embrapa indica para a região, que

integrem florestas?

O modelo ideal vai do objetivo do produtor, se o produtor quiser

mais área para grãos ou pastagem será menor o número de árvores

distribuída no sistema, se quiser mais o componente florestal

será implantado o maior número de árvores. O que foi testado:

Eucalipto: Faixa simples - espaçamento: 25 m x 3 m x 3 m - 133

árvores/ha, 8% área ocupada pela faixa de árvores. Faixa dupla:

espaçamento: 25 m x3m x3m - 238 árvores/ha , 17,9% área ocupada

pela faixa de árvores. Faixa tripla: espaçamento: 25 m x 3 m

x 3m - 323 árvores/ ha, 25,8 % área ocupada pela faixa de árvores.

Mogno Africano: Faixa dupla: espaçamento: 21 m x 5 m x 5 m

- 267 árvore/ha. 28% área ocupada pela faixa de árvores. Faixa

tripla: espaçamento: 26 m x 7 m x7 m - 107 árvore/ha , 40% área

ocupada pela faixa de árvores.

Paricá: Faixa dupla: espaçamento: 21 m x 4 m x 3 m - 257 árvore/

ha. 24 % área ocupada pela faixa de árvores.

Cumaru: Faixa tripla: espaçamento: 26 m x 7 m x 7 m - 107 árvore/

ha, 40% área ocupada pela faixa de árvores.

Acredita que o plantio de exóticas também possa ser uma alternativa

para ampliar a disponibilidade de madeira na região?

Sem dúvida, as florestas com espécies exóticas produzem produtos

diferentes daqueles do manejo de florestas nativas. A grande

questão gira em torno da necessidade de uso de grande quantidade

de insumos nas florestas com espécies exóticas que podem pesar

negativamente na balança comercial do Estado.

in the short term and we can’t recommend species without the

proper experimentations that cover the complete cycle in a given

system. All this so that the rural producer doesn’t see the tree as a

hindrance to his land, but rather as a component to be considered

in his productive system and for areas that lead to environmental

service gains that are often not considered, such as water quality,

for example.

What are the major difficulties that the entity has in promotion

of Forest Management?

In my view, the lack of specific funding for research in forest management

is a major difficulty. Management has great difficulty in

competing with illegal timber, but, as a research entity, I believe

that it is within our purview to warn society about that risk.

Which integrated Crop-Livestock-Forest Systems Models (Ilpf)

have been tested that Embrapa indicates to be used in the regions

that constitute forests?

The ideal model is that which serves the purpose of the producer.

If the producer wants more area for grain or pasture, there will be

fewer trees distributed within the system; if he wants a larger forestry

component, there will be a larger number of trees will being

used. Systems that have been tested:

Eucalyptus: Single row - spacing: 25 m x 3 m x 3 m - 133 trees/ha,

8% of area occupied by the treed area. Double row - spacing: 25

m x 3 m x 3 m - 238 trees/ha 17.9% of area occupied by the treed

area. Triple row - spacing: 25 m x 3 m x 3 m - 323 trees/ha, 25.8%

of area of occupied by the treed area.

African Mahogany: Double row – spacing: 21m x 5m x 5m – 267

trees/ha, 28% of area occupied by the treed area. Triple row –

spacing: 26 m x 7 m x 7 m – 107 trees/ha, 40% of area occupied

by the treed area.

Paricá: Double row – spacing: 21 m x 4 m x 3 m – 257 trees/ha,

24% of area occupied by the treed area.

Cumaru: Triple row – spacing: 26 m x 7 m x 7 m – 107 trees/ha,

40% of area occupied by the treed area.

Do you believe that the planting of exotic species can also be an

alternative to expanding the availability of timber in the Region?

Without doubt, the forests with exotic species produce products

different from those from managed native forests. The big question

revolves around the need for the use of large amounts of inputs

in forests with exotic species that can weigh negatively on the

trade balance of the State.

Novembro de 2017 REVISTA REFERÊNCIA FLORESTAL

29


PRINCIPAL

30

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Gigante

do pátio

Fotos: divulgação

MULTIDOCKER AMPLIA NÚMERO DE

MÁQUINAS NO BRASIL E TRAZ NOVIDADES

QUE TORNAM A OPERAÇÃO AINDA MAIS

DINÂMICA

TA GIANT IN THE YARD

MULTIDOCKER EXPANDS THE NUMBER OF

MACHINES IN BRAZIL AND INTRODUCES

A NEW MACHINE THAT MAKES

OPERATIONS EVEN MORE DYNAMIC

Novembro de 2017 REVISTA REFERÊNCIA FLORESTAL

31


PRINCIPAL

Q

uando o assunto é movimentação de

grandes volumes de carga, com eficiência,

baixo custo operacional e alta disponibilidade

mecânica a MultiDocker é referência mundial.

A origem da marca, como subsidiária de uma empresa

de logística portuária, explica a vocação para a

movimentação de quantidades absurdas de cargas.

Por aqui, apesar da fabricante de máquinas em forma

de pórtico também atender o segmento marítimo,

o forte mesmo é o baldeio de toras nos pátios

de madeira.

A primeira máquina desembarcou em território

brasileiro em 2014. Atualmente são 13 equipamentos

operando por aqui. Eles estão em Três Lagoas

(MS) e nas cidades gaúchas de Pelotas e Guaíba. “As

máquinas trouxeram mais confiabilidade e aumento

na eficiência das operações, reduzindo o custo

por tonelada”, destaca Philip Appelsved, diretor de

Vendas e Marketing para a América Latina. No Brasil

estão dois modelos CH600 a diesel e seis CH600 elétricos

para alimentação das linhas de picagem. Além

W

hen it comes to moving large volumes

of cargo, with efficiency, low operating

costs and high mechanical availability,

MultiDocker is a world reference. The Company was

originally part of a shipping company that needed

help in loading cargos onto small ships, which explains

the vocation to the handling of absurd amounts

of cargo. From this, despite being a manufacturer of

gantry cranes to meet the needs in the maritime segment,

they have formed a strong presence in the handling

of timber logs in industrial storage yards.

Their first machine landed in Brazil in 2014. Currently,

there are 13 machines in operation in Brazil.

They are in Três Lagoas (MS) and in the State of Rio of

Grande cities of Pelotas and Guaíba. “The machines

have led to providing more reliability and increased

efficiency in operations, reducing the cost per ton,”

says Philip Appelsved, Director of Sales and Marketing

for Latin America. In Brazil, there are two diesel

CH600 models and six electric powered CH600 models

for feeding chipping lines. In addition to these,

PRODUTIVIDADE E BAIXO CUSTO OPERACIONAL SÃO OS PONTOS

ALTOS DA MARCA

32

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“ELE (MULTIDOCKER CH900)

ALCANÇA UMA EFICIÊNCIA

E PRODUTIVIDADE QUE

MÁQUINAS MENORES

SIMPLESMENTE NÃO CHEGAM”

PHILIP APPELSVED, DIRETOR DE

VENDAS E MARKETING PARA A

AMÉRICA LATINA

destes, uma CH1400 para descarregar caminhões

com toras para processo de celulose e carregamento

em barcaça e navios. Há ainda o modelo anterior a

este, CH85 utilizado para a mesma função. A grande

novidade da MultiDocker é o modelo sobre pneus

CH900 e já existem três deles no Brasil.

“Este modelo representa uma nova classe de

máquinas de grande porte para pátio”, ressalta Philip.

O diretor compara com equipamentos de porte

menor para ilustrar a diferença em performance.

“Ele alcança uma eficiência e produtividade que

máquinas menores simplesmente não chegam.” O

modelo foi desenvolvido para manter a alta produtividade

das máquinas em pórtico, combinada com

a agilidade que somente um equipamento sobre

pneus possui. “A CH900 foi criada para elevar a capacidade

do fluxo logístico no pátio”, argumenta.

Todos os MultiDocker utilizam a máquina base

Caterpillar, dimensionadas para o serviço pesado.

A grande capacidade de toneladas por hora torna a

operação de baldeio da madeira mais barata. “Para

a tomada de decisão, tem que ser levado em conta

o baixo custo na operação que a máquina vai trazer,

there is a CH1400 to unload trucks with logs for pulping

and loading barges and vessels. There is an older

CH85 model, used for the same function. The big news

from MultiDocker is about the CH900 model on tires,

and there are already three of them in use in Brazil.

“This model represents a new class of large machines

for industrial yards,” says Sales and Marketing

Director Philip. The Director compares the machine

with smaller sized machines to illustrate the difference

in performance. “It achieves an efficiency and

productivity that smaller machines simply are not capable

of.” The model was developed to maintain high

machine productivity in the yard, combined with the

agility that only a machine on tires has. “The CH900

was created to increase the logistic flow capability in

the yard,” he adds.

All MultiDocker equipment uses a Caterpillar base

machine, scaled for heavy duty. The large capacity in

tons per hour results in the timber log handling operation

becoming less expensive. “As to decision making,

the low operating cost not just the acquisition cost of

the machine has to be taken into account,” says Sales

and Marketing Director Phillip. To reinforce his claim,

Novembro de 2017 REVISTA REFERÊNCIA FLORESTAL

33


PRINCIPAL

não somente o de aquisição”, avalia Phillip. Para reforçar

a afirmação, o diretor exemplifica. “Temos

cliente que movimenta em média 700 m³/h (metros

cúbicos por hora), isto que ele trabalha com madeira

curta”, exalta.

BRASIL

A MultiDocker está ampliando a estrutura para o

atendimento ao mercado brasileiro. Como boa parte

dos componentes das máquinas são Caterpillar, a

fabricante sueca encontrou nas representantes nacionais

Pesa (Paraná Equipamentos) e Sotreq grandes

parceiras. Elas fornecem peças de reposição e

assistência técnica para todo o país.

“O Brasil representa um mercado de potencial

enorme, tanto no setor florestal como nas operações

portuárias e fluviais. Entendemos que muitas

empresas no setor florestal estão analisando a eficiência

das operações e buscando novas tecnologias

para melhorar o retorno financeiro”, destaca Philip.

Para ele, as máquinas fabricadas pela MultiDocker

podem trazer melhorias nas operações, diminuição

de frota e mão de obra.

the Director explains: “We have a customer who handles,

on average, 700 m³/h, this is because he works

with short timber,” he says.

BRAZIL

MultiDocker is extending its structure to meet the

demands of the Brazilian market. As most of the components

of the machine are Caterpillar, the Swedish

manufacturer found the Brazilian Caterpillar representatives,

Pesa (Paraná) and Sotreq, as great partners.

They provide necessary spare parts and technical

assistance throughout Brazil.

“Brazil represents a market with a huge potential,

both in the Forestry Sector and in port and river logistics

operations. We understand that many companies

in the Forestry Sector are analyzing the efficiency of

their operation and are seeking out new technologies

to improve their financial return,” says the Sales and

Marketing Director. For him, the machines manufactured

by MultiDocker can provide operating, fleet reduction

and manpower improvements.

According to MultiDocker, the numbers are in favor

of the brand. “We have machines that can achieve

AS PRIMEIRAS MÁQUINAS CHEGARAM AO BRASIL EM 2014, HOJE

EXISTEM 13 EQUIPAMENTOS EM TERRITÓRIO NACIONAL

34

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Para os diretores da MultiDocker, os números

jogam a favor da marca. “Temos equipamentos que

podem alcançar 800m³/hora, operando 24 horas

por dia, com baixa manutenção e alta disponibilidade

mecânica”, assegura Marcelo Luis Claus, gerente

para o Brasil. Ele ressalta que a produtividade depende

de outros fatores, como comprimento das

toras, logística de pátio, nível dos operadores. Mas

levando em consideração somente o desempenho

da máquina, ele garante que com uma MultiDocker,

pode se ganhar em vários aspectos, verticalização

de pilhas com até 12 m (metros) de altura, segurança

na operação e alta produtividade hora.

an operating capacity of 800 m³/h, working 24 hours

a day, with low maintenance costs and high mechanical

availability,” says Marcelo Luis Claus, Manager

for Brazil. He points out that productivity depends on

other factors, such as log length, yard logistics, and

operator experience level. But taking into account

only the performance of the machine, he guarantees

that with a MultiDocker, one can win in various aspects,

with piles up to 12 meters high, safety in operation

and high productivity per hour.

“TEMOS EQUIPAMENTOS QUE

PODEM ALCANÇAR 800 M³/HORA,

OPERANDO 24 HORAS POR DIA,

COM BAIXA MANUTENÇÃO E ALTA

DISPONIBILIDADE MECÂNICA”

MARCELO LUIS CLAUS,

GERENTE PARA O BRASIL

Novembro de 2017 REVISTA REFERÊNCIA FLORESTAL

35


VISITA

CASA NOVA

Fotos: divulgação

CONHECEMOS A NOVA UNIDADE DA FIBRIA E O

VIVEIRO FLORESTAL AUTOMATIZADO EM TRÊS LAGOAS

O

rgulhosamente a Fibria nos apresentou sua casa

nova em Três Lagoas (MS). A nova fábrica, que

está impecável, tem capacidade de produção

de 1,95 milhão de t (toneladas) de celulose de eucalipto

por ano, volume previsto para ser alcançado em 2020. A

unidade já está em operação desde o dia 23 de agosto,

neste ano 377 mil t de celulose, que serão destinadas ao

mercado externo. Para 2018, a previsão é de que o volume

de produção atinja 1,755 milhão de t de celulose/ano,

passando para 1,850 milhão de t de celulose produzidas

em 2019. Aproveitamos a visita para conhecer o viveiro

totalmente automatizado, único no mundo.

Somando as duas unidades, a empresa passa a ter a

capacidade de produção de 3,25 milhões de t de celulose/ano,

o que faz da operação da Fibria no Mato Grosso

do Sul uma das maiores fábricas de celulose do mundo.

Contanto todas as fábricas, a capacidade de produção da

Fibria é de 7,25 milhões de t de celulose por ano.

A construção da segunda linha de produção em Três

Lagoas teve investimento de R$ 7,345 bilhões, o que representa

o alto grau de competência da Fibria em execução

da obra, gerenciamento de custos, negociação de

contratos e ganhos de produtividade.

“Nesse período de pouco mais de dois anos, concluímos

a maior fábrica em linha única da atualidade antes do

prazo e abaixo do orçamento proposto, o que evidencia o

comprometimento de toda a equipe em ganhar produtividade,

reduzir custos e fazer sempre o melhor, com segurança

e respeito às pessoas e ao meio ambiente. O início

da operação da nossa segunda fábrica em Três Lagoas representa

o começo de uma nova fase para a companhia,

consolidando a nossa liderança no mercado mundial”,

afirma Marcelo Castelli, presidente da Fibria.

Para abastecer suas duas linhas de produção de celu-

36

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VIVEIRO AUTOMATIZADO COM

CAPACIDADE DE 43 MILHÕES DE

MUDAS POR ANO, VAI SUPRIR A

DEMANDA DA NOVA UNIDADE

FELLER DE

TESOURA

PARA PÁ CARREGADEIRA,

ESCAVADEIRA E

TRATORES.

CABEÇOTE

MULTIFUNCIONAL

CORTE,

TRAÇAMENTO

E CARREGAMENTO.

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EQUIPAMENTOS QUE SUPORTAM

O RIGOR DA FLORESTA.

w w w . j d e s o u z a . c o m . b r


VISITA

lose no Mato Grosso do Sul, a Fibria necessita de uma base

de 308 mil ha (hectares) de florestas plantadas. Desse total,

121 mil ha já estão com floresta formada para abastecer a

primeira fábrica. Dos 187 mil ha de florestas de eucalipto

necessários para abastecer a segunda linha, 162 mil ha já

foram plantados (equivalente a 87% da área total necessária).

As florestas têm um raio médio de até 100 km (quilômetros)

de distância das fábricas, o que faz da unidade de

Três Lagoas uma das mais competitivas do setor.

DIRETO DO FUTURO

Aproveitando a visita à nova unidade também pudemos

conhecer o primeiro viveiro automatizado de mudas de

eucalipto do mundo. Com uma área de 48 mil m² (metros

quadrados), ele tem capacidade para produzir 43 milhões

de mudas por ano e será a base de suprimento para a operação

florestal da companhia em Três Lagoas.

Operando como uma espécie de fábrica de mudas, o

CLIMA DENTRO DO VIVEIRO É

CONTROLADO E MONITORADO

POR SOFTWARE DE

GERENCIAMENTO

novo viveiro conta com 24 robôs que realizam a seleção,

plantio, diagnóstico das mudas e até o embarque automático

para o transporte, tudo com base em inteligência artificial.

A tecnologia foi importada da Holanda, onde já é

usada para o plantio automatizado de mudas de flores. Esse

modelo permitirá à Fibria ter uma produtividade três vezes

maior do que um viveiro tradicional.

“A operação do viveiro automatizado demonstra o alto

grau de inovação, competitividade e robustez dessa iniciativa.

Buscamos o que há de mais avançado em tecnologia e

automação no mundo, tendo como principal desafio adaptar

esse conhecimento aos processos e às necessidades da

Fibria”, aponta Tomás Balistiero, gerente geral de Opera-

38

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ções Florestais da Fibria, em Três Lagoas.

Segundo o gerente geral da Fibria, a qualidade das

mudas produzidas pelo processo automatizado é melhor

que o tradicional, com um custo de produção cerca de

25% menor. Além disso, o viveiro automatizado incorpora

conceitos de sustentabilidade na sua operação: os tubetes

em que são plantadas as mudas são de papel biodegradável

e não mais de plástico, o que gera redução de resíduos,

menor consumo de água e menor impacto ambiental.

Além da otimização das atividades dentro do viveiro, o

uso da nova tecnologia apresentará melhorias ergonômicas

também para os operadores.

O transporte das mudas é feito por meio de bandejas

automáticas, com identificação rastreável, o que permite

o acompanhamento do trajeto das mudas durante todo o

processo de produção. Até então, esse trabalho era todo

feito de forma manual. Os robôs cuidam de tudo. O sistema

de irrigação é automatizado. Uma estação meteorológica

monitora o clima e garante o fechamento automático

de tetos retráteis, protegendo as mudas de um excesso de

chuvas ou qualquer outro tipo de intempérie. Essa estação

também mede a intensidade da energia solar no viveiro

para controlar a exposição das mudas ao sol.

“NESSE PERÍODO DE POUCO

MAIS DE DOIS ANOS,

CONCLUÍMOS A MAIOR

FÁBRICA EM LINHA ÚNICA

DA ATUALIDADE ANTES

DO PRAZO E ABAIXO DO

ORÇAMENTO PROPOSTO”

MARCELO CASTELLI, PRESIDENTE

DA FIBRIA


ECONOMIA

40

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FIRMES APESAR

DA CRISE

LEVANTAMENTO MOSTRA QUE ÁREA FLORESTAL DAS

ASSOCIADAS DA IBÁ CRESCEU EM FUNÇÃO DO EUCALIPTO

Fotos: REFERÊNCIA

O

segmento de base florestal não passou ileso pela

crise. Mas, conforme o Relatório Anual 2017 produzido

pela Ibá (Indústria Brasileira de Árvores),

houve crescimento na área plantada. Já o recuo da produção

desta indústria, responsável por 6,2% do PIB (Produto

Interno Bruto) industrial brasileiro, foi menor que a média

nacional geral.

Com uma área de 7,84 milhões de ha (hectares) de reflorestamento,

o crescimento da área plantada entre 2015

para o ano passado foi de 0,5%, devido exclusivamente ao

aumento das áreas com eucalipto. Este é um dos dados

apontados no estudo divulgado recentemente. “Isto representa

1% do território nacional, o setor brasileiro de árvores

plantadas é responsável por 91% de toda a madeira produzida

para fins industriais e 6,2% do PIB Industrial no país

e, também, é um dos segmentos com maior potencial de

contribuição para a construção de uma economia verde”,

comenta Horacio Lafer Piva, presidente do Conselho Deliberativo

da Ibá.

O PIB setorial alcançou R$ 71,1 bilhões, decréscimo de

3,3% em relação ao ano anterior. Apesar de importante,

a queda de 3,3% foi menor do que o recuo observado na

economia brasileira como um todo (3,6%), na indústria em

geral (3,8%) e na agropecuária (6,6%).

A valorização do real frente ao dólar reduziu os custos

com a importação de fertilizantes e insumos utilizados na

produção florestal e contribuiu para que a inflação do se-

EUCALIPTO FOI O MOTOR DA

INDÚSTRIA DE ÁRVORES EM 2016

Novembro de 2017 REVISTA REFERÊNCIA FLORESTAL

41


ECONOMIA

A ÁREA DA

SEGUNDA ESPÉCIE

MAIS PLANTADA

NO PAIS, O PINUS,

ESTÁ CADA VEZ

MENOR

tor de árvores plantadas fosse inferior ao aumento geral de

preços. Enquanto o Ipca (Índice Nacional de Preços ao Consumidor)

ficou em 6,3%, o Incaf-Pöyry (Índice Nacional de

Custos da Atividade Florestal) foi de 3,5%. “Ainda assim, nos

últimos anos, a produção de madeira tem ficado mais cara

no país e tornado a manutenção da competitividade do

setor florestal brasileiro em nível internacional um grande

desafio.” Em 2015, a inflação do setor de árvores plantadas

foi de 12,8% e esta curva ascendente tem sido apontada

como tendência.

MAPA DAS FLORESTAS

O plantio de eucalipto está entre os responsáveis pelo

bom desempenho da atividade, levando em conta o momento

de crise econômica. A espécie ocupa 5,7 milhões

de ha da área de árvores plantadas, que estão localizadas,

principalmente, em Minas Gerais (24%), em São Paulo

(17%) e no Mato Grosso do Sul (15%). Nos últimos cinco

anos, o crescimento da área de eucalipto foi de 2,4% a.a.

(ao ano). O Mato Grosso do Sul tem liderado esta expansão,

registrando aumento de 400 mil ha neste período, com uma

taxa média de crescimento de 13% a.a.

Os plantios de pinus, segunda principal espécie plantada,

ocupam 1,6 milhão de ha e concentram-se principalmente

no Paraná (42%) e em Santa Catarina (34%). Nos

últimos cinco anos, a área plantada com esse gênero vem

BRASIL AINDA

LIDERA O

RANKING DE

PRODUTIVIDADE

FLORESTAL, MAS

OS ÍNDICES ESTÃO

DIMINUINDO

42

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caindo a uma taxa de 0,7% a.a., devido, especialmente, à

substituição por eucalipto nos Estados onde a cultura não é

tradicional. No sul do Brasil, que possui melhores condições

de solo e clima, a área com cultura de pinus tem se mantido

constante neste período.

Na divisão de tudo que é plantado no país, 34% pertencem

às empresas do segmento de celulose e papel. Em

segundo lugar, com 29%, encontram-se proprietários independentes

e pequenos e médios produtores do programa

de fomento florestal. Os investidores financeiros, em geral

por meio de Timos (do inglês Timber Investment Management

Organizations), detêm 10% dos plantios de árvores no

Brasil. Os segmentos de painéis de madeira e pisos laminados

(6%), de produtos sólidos de madeira (4%) e outros

(3%) completam o quadro de distribuição de áreas plantadas.

PRODUTIVIDADE

A indústria brasileira de base florestal é mundialmente

reconhecida pela alta produtividade de suas áreas plantadas.

O setor brasileiro apresenta a maior medida em volume

de madeira produzida por unidade de área ao ano, e a

menor rotação do mundo. Esses altos índices resultam tanto

das condições de clima e solo, quanto dos investimentos

contínuos das empresas do setor no Brasil para aprimorar

o manejo florestal.

Em 2016, o Brasil liderou o ranking global de produtividade

florestal, com média de 35,7 m³/ha (metros cúbicos

por hectare) ao ano para os plantios de eucalipto e 30,5 m³/

ha ao ano nos plantios de pinus, de acordo com as informações

reportadas pelas principais empresas do setor.

Entretanto, nos últimos cinco anos, a produtividade

do eucalipto aumentou somente 0,2% a.a.. O crescimento

mais tímido tem sido atribuído ao impacto das alterações

climáticas no regime de chuva de grande parte do território

nacional, além do avanço do plantio para novas fronteiras

florestais. Já a produtividade média do pinus apresentou

decréscimo de 2,9% a.a, resultado associado à conversão

das áreas de grandes players para plantios de eucalipto, especialmente

no Paraná.

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ESPECIAL

PARANÁ TEM

CONCESSÃO

COM FLORESTAS

PLANTADAS

O ESTADO POSSUI DOIS PROJETOS EM ANDAMENTO

COM EXPLORAÇÃO DE ÁREAS FLORESTAIS PÚBLICAS

CULTIVADAS

Fotos: Arquivo

44

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Novembro de 2017 REVISTA REFERÊNCIA FLORESTAL

45


ESPECIAL

A

Lei que permitiu a concessão de florestas públicas

passou a valer em 2006. Mas somente em 2010

foi concedido o primeiro plano de manejo em áreas

dentro da Flona do Jamari, em Rondônia. De lá para cá

surgiram novos projetos, todos em matas nativas, por meio

da extração florestal sustentável. Há três anos, no Paraná,

está em operação concessões de florestas públicas plantadas.

Foi o modelo encontrado para tirar um peso das costas

do Estado que não conseguia conduzir o negócio de forma

competitiva. Agora esta função está nas mãos de empresas

que já atuavam no segmento.

O Ifpr (Instituto de Florestas do Paraná) foi criado em

2014, com a missão principal de atuar no desenvolvimento

e implantação de políticas públicas no setor de florestas

plantadas. O primeiro passo foi realizar o diagnóstico do

setor em todo o Estado, que engloba mapeamento e inventário

de florestas plantadas, além do levantamento de oferta

e demanda de produtos florestais nos diversos pólos do

Estado. Sabe-se hoje que o Paraná possui 1,1 milhão de ha

(hectares) de florestas plantadas. Este levantamento apontou

a concentração dos maciços florestais na porção centro

ESTADO PERCEBEU

QUE INICIATIVA

PRIVADA

TERIA MELHOR

COMPETITIVIDADE

NA CONDUÇÃO

DA FLORESTA

PÚBLICA

PLANTADA

E VENDA DA

MADEIRA

sul do Estado, com destaque para as regiões de Ponta Grossa,

Curitiba, União da Vitória e Guarapuava, com predominância

do pinus (60%).

“Atualmente estamos atualizando este mapeamento

e concomitantemente realizando o inventário florestal”,

explica Benno Doetzer, diretor presidente do Ifpr. Este projeto

está sendo realizado em parceria com a Embrapa Florestas

e do Sistema Estadual de Agricultura e Municípios,

por meio de suas associações. Para adequar este trabalho

aos recursos disponíveis, o caminho foi a regionalização dos

levantamentos. Eles foram iniciados nas regiões noroeste

do Estado (Paranavaí, Umuarama, Maringá e Cianorte) e Sul

(União da Vitória e Irati). Até o final do ano, o Instituto deverá

apresentar os resultados nestas regiões e a previsão é

46

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que até meados de 2018 todo o Estado seja mapeado.

“Estas informações irão fazer parte futuramente do Sistema

de Informações Florestais do Estado do Paraná, uma

plataforma de consulta pública que será disponibilizada e

mantida pelo Instituto com a finalidade de auxiliar o setor

produtivo, industrial e público na tomada de decisões sobre

investimentos, negócios e políticas públicas”, destaca

Benno.

Os números já mostram algumas prioridades para a

instalação de políticas públicas. “Temos clara a necessidade

de se incrementar o plantio de florestas no Estado na razão

de 40 mil a 50 mil ha/ano.” Isto para manter e abastecer

o consumo já consolidado. “Porém, as análises apontam

algumas distorções entre os principais pólos florestais do

Estado, principalmente com relação à oferta e demanda de

madeira”, admite o diretor presidente do Ifpr. Por isto, as

ações voltadas ao plantio de novas florestas devem ser direcionadas

a determinadas regiões. Também são avaliados a

qualidade da madeira disponível e a exigência do mercado

consumidor que obviamente devem estar em consonância.

“A rigor o Estado, e não só o Instituto, tem trabalhado

para incentivar novos empreendimentos consumidores

e novos plantios”, aponta Benno. Para ele, o desafio é inserir

o componente florestal nos sistemas tradicionais de

produção do Estado, dominados pela produção de grãos

e pecuária. “Então vemos que o futuro do crescimento do

setor está atrelado à adoção de Ilpf (Integração lavoura, pecuária

e floresta).” Por isto, todos os programas do Sistema

Estadual de Agricultura têm este foco, os destaques são a

produção de leite e carne da região sudoeste e noroeste e o

projeto Floresta Multiuso no Centro Sul.

CONCESSÕES

A empresa de economia mista Ambiental Paraná Florestas

S.A, foi transformada em autarquia, vinculada à Seab

(Secretaria da Agricultura e Abastecimento). Assim surgiu,


ESPECIAL

em 2014, o Ifpr. O detalhe é que nesta nova roupagem, a

entidade perdeu a condição de empresa com fins lucrativos

e ficou impossibilitada de comercializar madeira. Para proporcionar

sustentação financeira e gerar renda com a produção

de madeira, o Instituto já nasceu com a missão de

implementar concessões de florestas públicas plantadas.

“Permitiu, além da redução de 40% nas despesas, que o

Instituto se concentrasse em sua missão principal”, aponta

Benno. Ele complementa ainda dizendo que também foi determinante

para estabelecer a independência financeira da

instituição, que hoje não necessita de recursos do Tesouro

Estadual para realizar as atividades, “nem mesmo para pagar

a folha de pagamento." O modelo, inclusive gera lucro,

segundo o gestor, ao final de cada ano a autarquia destina

ao tesouro do Estado o saldo positivo.

Antes da mudança, o Estado gerenciava estas florestas

por meio da Ambiental Paraná Florestas. Com o passar dos

anos observou-se que o setor público, quando inserido no

mercado livre não regulado tem pouca competitividade. “A

rigor, não é função do Estado plantar e colher floresta, mas

sim estabelecer e implantar políticas públicas de apoio ao

setor”, argumenta.

AS CONCESSÕES

PODEM DURAR

ATÉ 22 ANOS, ESTE

TEMPO LEVA EM

CONTA O CICLO

DO PINUS

As concessões no Paraná operam com duas modalidades.

A primeira é direcionada para florestas que foram

implantadas e conduzidas pelo Instituto e que entraram

na fase produtiva. Neste modelo as áreas são concedidas

a iniciativa privada para uso pelo tempo estimado para o

término do ciclo (entre 12 e 15 anos geralmente). O ressarcimento

ao Ifpr é calculado por meio de prognoses de produção,

tendo como critério a otimização econômica dos ativos.

“Não é obrigatória a adoção do manejo proposto pelo

Instituto, mas tendo alteração, a concessionária se obriga

a pagar o Valor de Referência do Contrato estabelecido na

licitação”, detalha. Os valores devem ser pagos antecipadamente

ao manejo.

A segunda modalidade refere-se às áreas que estão

sem plantio, projetos Green field. Neste caso, elas são cedi-

48

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das por meio de processo licitatório a iniciativa privada. As

propostas são avaliadas conforme estabelecido em edital.

Neste caso os critérios utilizados não são somente econômicos.

“São levados em consideração os fatores sociais e

ambientais.” O projeto admite também a participação do

Instituto no projeto como executor, funcionando como parceiro.

Normalmente o ressarcimento é feito em participação

no projeto.

Atualmente, cerca de 6 mil ha de florestas públicas estão

sob regime de concessão no Paraná, principalmente na

região de Castro e Ponta Grossa. São empreendimentos

com florestas plantadas de pinus, com prazos que variam

de 13 a 22 anos. Existem ainda sob gestão do Instituto cerca

de 10 mil ha de florestas a serem concedidas. A expectativa

da autarquia é lançar novos editais até o inicio de novembro.

Para garantir a viabilidade econômica dos projetos, são

feitas pesquisas de mercado e estabelecidos valores mínimos

de preço. O sistema de licitação é um pregão presencial,

onde os participantes podem dar lances superiores aos

da proposta inicial. “Acreditamos que este sistema estabelece

de maneira adequada o valor de mercado dos ativos”,

avalia.

ATUALMENTE 6

MIL HA ESTÃO

EM REGIME DE

CONCESSÃO, O

ESTADO POSSUI

AINDA MAIS 10 MIL

HA DE FLORESTAS

PARA SEREM

CONDUZIDOS PELA

INICIATIVA PRIVADA


LEGISLAÇÃO

ANISTIA A CRIMES

AMBIENTAIS É

INCONSTITUCIONAL

50

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RELATOR DO PROCESSO NO

SUPREMO APONTA FALHAS NO NOVO

CÓDIGO FLORESTAL

Fotos: divulgação


LEGISLAÇÃO

P

ara o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) relator

Luiz Fux, o Programa de Regularização Ambiental

previsto no Novo Código Florestal é inconstitucional.

Segundo o relator do processo que aponta discordâncias

da legislação florestal com a Constituição Brasileira, este ato

seria uma forma de anistiar os produtores rurais que desmataram.

Em voto apresentado no julgamento do caso no dia 8 de

novembro, o ministro afirmou que o programa pretende adequar

as APPs (Áreas de Proteção Permanente) e de RL (Reserva

Legal) de propriedades rurais por meio de recuperação ou

compensação, firmando termo de compromisso.

A adesão ao programa confere benefícios, suspendendo

sanções por infrações anteriores a 22 de julho de 2008 e afastando

penalidades administrativas e punibilidade por crimes

ambientais.

“A lei confere verdadeira anistia condicional a esses infratores,

em total desconformidade com o mandamento cons-

titucional”, afirmou. O ministro citou o artigo 225, parágrafo

3º, da Constituição Federal, segundo o qual “as condutas e

atividades consideradas lesivas ao meio ambiente sujeitarão

os infratores, pessoas físicas ou jurídicas, a sanções penais e

administrativas, independentemente da obrigação de reparar

os danos causados.”

Conforme Fux, trata-se de obrigações cumulativas e não

alternativas, e o legislador não poderia, mesmo com o objetivo

de promover a recuperação de áreas desmatadas, criar

programa de recuperação que torne as obrigações intercambiáveis.

Além disso, a medida, para ele, configura um estímulo

ao desmatamento, que tem aumentado desde a aprovação

do novo Código Florestal.

“Ao perdoar infrações administrativas e crimes ambientais

pretéritos, o Código Florestal sinalizou uma despreocupação

do Estado para com o direito ambiental.” Assim, o

ministro votou pela declaração de inconstitucionalidade dos

artigos 59 e 60 da lei.

“TRATA-SE DE OBRIGAÇÕES

CUMULATIVAS E NÃO ALTERNATIVAS,

E O LEGISLADOR NÃO PODERIA,

MESMO COM O OBJETIVO DE

PROMOVER A RECUPERAÇÃO

DE ÁREAS DESMATADAS, CRIAR

PROGRAMA DE RECUPERAÇÃO

QUE TORNE AS OBRIGAÇÕES

INTERCAMBIÁVEIS"

52

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Outro ponto considerado inconstitucional pelo relator

foi a criação de regimes diferenciados de recomposição da

vegetação para antes e depois do dia 22 de julho de 2008.

Segundo o artigo 7º do código, o proprietário é obrigado a

promover a recomposição da vegetação suprimida em áreas

de proteção permanente, caso não autorizada. Mas somente

no caso de supressão não autorizada realizada após 22 de

julho de 2008 é vedada a concessão de novas autorizações

para a supressão de vegetação.

O ministro considerou haver violação à Constituição Federal

na isenção conferida aos produtores rurais. “Não encontrei

justificativa racional para o marco temporal estabelecido

pelo legislador”, afirmou.

Os modelos mais modernos e inovadores

de trituradores e picadores florestais que tornam

possível qualquer operação

DISPOSITIVOS CONSTITUCIONAIS

No entanto, Fux considerou constitucional o mecanismo

da CRA (Cota de Reserva Ambiental). O CRA é um título representativo

de áreas com vegetação nativa, que pode ser

utilizado para compensação ambiental. No entendimento do

relator, trata-se de mecanismo de incentivo à proteção ambiental,

que não se limita a normas impositivas e proibitivas

típicas da legislação ambiental, promovendo com sucesso

medidas de reparação ambiental.

“Não possui base empírica a afirmação de que a sistemática

em vigor inviabiliza a proteção conjunta dos diferentes

ecossistemas”, afirmou. Segundo ele, o resultado observado

é exatamente o inverso, com incremento na recuperação ambiental

em todos os nichos ecológicos.

Outro dispositivo considerado constitucional foi o artigo

15, que admite o cômputo das APPs no cálculo da RL do

imóvel. “Não é difícil imaginar que a incidência cumulativa

de ambos os institutos em uma mesma propriedade pode

aniquilar substancialmente sua utilização produtiva”, afirma.

O cômputo das APPs no percentual da RL, diz o ministro, está

na área do legítimo exercício do legislador.

O julgamento do caso foi suspenso após pedido de vista

da presidente do Supremo, ministra Cármen Lúcia.

“A LEI CONFERE

VERDADEIRA ANISTIA

CONDICIONAL A ESSES

INFRATORES, EM TOTAL

DESCONFORMIDADE

COM O MANDAMENTO

CONSTITUCIONAL”

LUIZ FUX - MINISTRO DO STF

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PRÊMIO REFERÊNCIA

Fotos: REFERÊNCIA

ELES SÃO REFERÊNCIA

GRUPO JOTA HOMENAGEIA OS 10 DESTAQUES DE 2017, DURANTE

PREMIAÇÃO QUE ACONTECERÁ EM CURITIBA (PR), NO FINAL

DE NOVEMBRO

54

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I

nspirar ações positivas. Este é o grande objetivo

do Prêmio Referência, que neste ano chega a 15a

edição. Trata-se de uma homenagem que o GRU-

PO JOTA presta a pessoas, empresas e entidades que

atuam para a melhoria do meio ambiente, produção

econômica e promoção social. O ano não foi fácil, com

a economia iniciando uma recuperação depois de anos

de recessão e crise política sem precedentes tornaram

ainda mais memoráveis as conquistas alcançadas pelos

10 vencedores de 2017.

Apesar dos políticos o Brasil vai voltando aos trilhos,

mas esta retomada é lenta. O monitor do PIB (Produto

Interno Bruto) subiu pelo terceiro mês consecutivo

O PRÊMIO REFERÊNCIA É

CONCEDIDO AOS 10 MAIORES

DESTAQUES DO ANO. É O

RECONHECIMENTO DA PRINCIPAL

REVISTA DO SETOR INDUSTRIAL

MADEIREIRO/FLORESTAL ÀS

EMPRESAS, ENTIDADES E

PERSONALIDADES

QUE AUXILIARAM O IMPORTANTE

SEGMENTO BRASILEIRO A AVANÇAR

AINDA MAIS


PRÊMIO REFERÊNCIA

em agosto, com alta de 0,2% sobre julho. O indicador

avançou 0,6% no trimestre móvel encerrado em agosto.

Recentemente, o Banco Central elevou a previsão para o

crescimento do PIB de 2017 de 0,5% para 0,7%.

Os números confirmam o ânimo das pessoas que

sentem a melhora na situação. Essa retomada tem protagonistas:

empresários e profissionais que diante da

adversidade que lhes foi imposta encontraram caminhos

para superar a crise e crescer. Com 6,2% do PIB Industrial,

o setor florestal tem muito mérito na geração deste

novo cenário para a economia brasileira, muito mais

otimista.

Há 15 anos o GRUPO JOTA reconhece a importância

do segmento para a sociedade brasileira e em momentos

como este o PRÊMIO REFERÊNCIA faz ainda mais

sentido. São iniciativas que mostram a disposição do setor

privado em investir, não somente na ampliação de fábricas,

unidades e mercados, mas também nas pessoas.

“A cada edição somos surpreendidos e motivados.

Temos imenso orgulho de fazer parte deste setor que,

apesar de todos os percalços econômicos mantém a

vanguarda em tecnologia, trato com o meio ambiente e

respeito ao mercado”, afirma Fábio Alexandre Machado,

diretor comercial do GRUPO JOTA.

PREMIADAS DO ANO DE 2016

56

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PREMIADAS

Abtcp (Associação Brasileira

Técnica de Celulose e Papel)

Compensados Confiança

Concrem Wood

Fibria

Granol

Grupo Lwart

Madesch

Madtrat

Madvei

Reflorestar Serviços Florestais

AÇÕES COMO ESTAS

FAZEM A ATIVIDADE

CRESCER DE

MANEIRA SUSTENTÁVEL

COM EXEMPLOS

POSITIVOS QUE ACABAM

SENDO SEGUIDOS PELOS

DEMAIS


ARTIGO

QUAL A INFLUÊNCIA DA

QUALIDADE DE MUDAS

NA IMPLANTAÇÃO

DE POVOAMENTOS

FLORESTAIS? UM

ESTUDO DE CASO

EM EUCALIPTO

CLONAL SOBRE O

APROVEITAMENTO

FINAL DE MUDAS E A

PRODUTIVIDADE

AOS 3 ANOS

Fotos: divulgação

58

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GABRIELA MOREIRA

ENGENHEIRA FLORESTAL, D.SC. PESQUISADORA, INTERNATIONAL PAPER

RODRIGO HAKAMADA

ENGENHEIRO FLORESTAL, DOCENTE DO INSTITUTO MUNICIPAL DE ENSINO

SUPERIOR DE BEBEDOURO (IMESB)

LUIS FERNANDO SILVA

ENGENHEIRO FLORESTAL, M.SC. GERENTE GERAL FLORESTAL,

INTERNATIONAL PAPER


ARTIGO

F

az parte do senso comum entre aqueles que

trabalham com implantação de povoamentos

florestais para fins econômicos o conceito que

diz que: “uma floresta de qualidade se inicia com mudas

de qualidade”. Porém, são raros os trabalhos técnicos

ou científicos que comprovam e relacionam a chamada

qualidade de mudas com aspectos silviculturais como a

sobrevivência ou mesmo a produtividade madeireira no

médio e longo prazo.

Estudos que investigam outras práticas silviculturais

como a fertilização, o controle de plantas daninhas e o

combate a formigas são mais comuns, e mostram que a

perda de uniformidade entre as plantas logo no início da

rotação devido à competição entre os indivíduos por recursos

ao crescimento leva a perdas de produtividade ao

final de um ciclo curto. Hakamada et al. (2015) mostraram

que 1% de perda de uniformidade em povoamentos

clonais pode levar a cerca de 7 m³/ano (metros cúbicos

por ano) de redução ao final de uma rotação de ciclo

curto (6-7 anos). No mesmo estudo, os autores mostram

que as florestas que apresentaram uma baixa uniformidade

na fase de estabelecimento (antes de 12 meses),

tendem a ter a heterogeneidade aumentada com o tempo,

mostrando que aquele conceito popular de igualar

ao longo do tempo é um mito.

O presente trabalho, que objetivou avaliar o efeito

de características morfológicas – ou mudas de diferentes

padrões de qualidade – no aproveitamento final de

mudas (ou seja, do momento em que as mudas deixam

o viveiro até o momento em que são plantadas) e na

produtividade aos 3 anos. Com esses resultados, procuramos

também fazer uma inferência sobre o impacto de

o plantio ser realizado apenas com mudas de elevada

qualidade no planejamento do viveiro (produção de mudas)

e no dimensionamento das equipes de plantio.

EXPERIMENTAÇÃO REALIZADA

Para realizar o experimento foram determinadas

cinco qualidades de mudas. Essas mudas foram classificadas

em mudas A, B, C, Velha e Cepa. O nível A seria

a muda ideal para expedição, e o C, uma muda mais jovem

e ainda não rustificada. As mudas Velha e Cepa são

aquelas que estão há muito tempo no viveiro, acima da

idade ideal para expedição.

Na seleção e separação das cinco classes de qualidades

de mudas foram utilizados como parâmetros morfológicos

as folhas, caule e raiz. Em relação ao sistema

foliar, foi avaliada a quantidade de pares de folhas e as

características das folhas, já em relação ao caule foi avaliado

o tamanho da muda, lignificação de caule, diâmetro

de colo. No sistema radicular considerou-se a porcentagem

de raízes ativas e a compactação do substrato

(Tabela 1).

Tabela 1. Padrões morfológicos considerados para separação das cinco qualidades de mudas.

Parâmetro

Pares de folha

Altura (cm)

Diâmetro do colo (mm)

Lignificação do caule

(altura - cm

Característica foliar

Raízes Ativas (%)

Substrato

Idade média (dias)

Classificação da muda

A B C VELHA

Acima de 3 Acima de 3 Acima de 4 Acima de 3

25 a 45 17 a 30 13 a 25 35 a 55

2,5 a 4,5 2,0 a 3,0 1,5 a 2,5

>3,2

6 a 10

3 a 5

10

Grande e

espessa

>80

Não

desmancha

100

Intermediária e

menos espessa

>80

Esfarela pouco

100

Pequena e

espessa

>80

Esfarela

facilmente

100

Grande e

espessa

>50

Muito

compactado

180

CEPA

Acima de 3

25 a 60

>5,0

>10

Grande e

espessa

>40

Muito

compactado

720

60

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Disco de corte para Feller

CARACTERIZAÇÃO DA ÁREA DE

ESTUDO E AVALIAÇÕES

O experimento foi instalado no município de Guatapará,

com latitude de 21º 17’, longitude de 41º 01’ e altitude

de 510 m (metros). O relevo do local é classificado

como suave ondulado. O município possui classificação

climática Aw segundo Koeppen (1953), com temperatura

anual mínima de 16°C e máxima de 30°C (Graus Celsius),

com pluviosidade média de 1180 mm (milímetros)

por ano. O solo está classificado com Latossolo Vermelho,

possuindo uma alta porcentagem de argila em sua

composição.

Foram avaliados o aproveitamento de mudas desde

a expedição no viveiro até o plantio propriamente dito

(Figura 2). Também avaliamos a sobrevivência 30 dias

após o plantio e o incremento médio anual aos 3 anos.

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utilização de até 18 ferramentas

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de acordo com o padrão da máquina

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ferramentas de 4 lados

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ARTIGO

Perda de mudas

25%

20%

15%

10%

5%

7%

10%

22%

Replantio

Perdas até o

plantio

10%

11%

0%

A B C Cepa Velha

Figura 2. Perda de mudas até o plantio e taxa de replantio

aos 30 dias. Os valores representam a perda total de mudas desde

a expedição até a data do replantio, realizado aos 30 dias.

APROVEITAMENTO DE MUDAS E TAXA

DE REPLANTIO

As mudas chamadas de qualidade C tiveram um

aproveitamento final (nesse caso calculado como o total

de mudas expedidas subtraindo o total de mudas vivas

aos 30 dias) significativamente menor do que os outros

tratamentos, com 78% de aproveitamento. A muda

denominada de qualidade A obteve o melhor aproveitamento,

com 93% ao final de 30 dias. Os outros tratamentos

obtiveram cerca de 10% de perdas do momento

da expedição ao replantio.

Se simularmos uma necessidade de mudas de 10

milhões de unidades a um preço de 0.4 reais/muda, durante

todo o processo a muda C perderia cerca de 2.2

milhões de mudas, ou cerca de 870.000 reais. Mesmo

ocorrendo o plantio apenas de mudas A, a perda apenas

com mudas seria da ordem de 300.000 reais. Isso sem

contar todos os custos operacionais de plantio, irrigação,

necessidade de replantio, dentre outros. Do ponto de

vista ambiental, a eficiência energética – a quantidade

de energia para produzir uma unidade - seria muito reduzida.

Um claro desperdício de tempo, recursos materiais,

mão de obra e estrutura de implantação.

PRODUTIVIDADE MADEIREIRA AOS 3 ANOS

Aos 3 anos de idade as plantas advindas de mudas

de cepas antigas de jardins clonais do viveiro obtiveram

uma produção relativa de 90% em relação à muda A

(Figura 4b). Isso revela que, para a situação avaliada, as

cepas devem ser descartadas ao invés de serem plantadas.

Isto porque além das perdas maiores ao longo do

processo e de uma taxa de replantio superior às mudas

A, uma redução de produtividade da ordem de 10% é

altamente impactante no processo de produção. As mudas

Velhas também possuíram uma produtividade de

cerca de 5% inferior à muda A e um menor aproveitamento

ao longo do processo. As mudas C além de terem

uma enorme perda de mudas ao longo do processo

(22%) estão com uma produção 3% inferior ao melhor

Figura 4b

Incremento média anual aos 3

anos (m 3 há -1 ano -1 )

53

52

51

50

49

48

47

46

45

44

52

51 51

49

47

Produção relativa à muda "A "(%)

100

100

100

98

98 97

96

95

94

92

90

90

88

86

84

A B C Cepa Velha A B C Cepa Velha

62

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PERSPECTIVAS

Company celebrates its half a

century old history and 10 years in Brazil

tratamento (muda A). As mudas B são aquelas que mais

se aproximam dos resultados obtidos pela muda A em

relação ao aproveitamento final e à produtividade, mas

análises posteriores mais criteriosas devem ser feitas a

fim de se verificar se, ao longo de todo o processo que

vai do viveiro à produtividade ao final da rotação, esses

diferenças causarão impactos negativos.

NO FINAL DAS CONTAS, A QUALIDADE DE

MUDAS INFLUÊNCIA NA IMPLANTAÇÃO DE

POVOAMENTOS FLORESTAIS?

Análises mais detalhadas estão em andamento visando

a obtenção das variáveis de crescimento ao final

da rotação, o cálculo financeiro e o dimensionamento

das perdas logísticas. No entanto, com os presentes resultados

é possível concluir que aquela máxima citada

no início do texto em que “um povoamento produtivo

começa com o plantio de mudas de elevada qualidade”

foi confirmada. Deve-se priorizar o plantio de mudas de

máxima qualidade. Alguns parâmetros já são conhecidos

e consolidados, como o diâmetro de colo mínimo de 5

mm, substrato rígido e presença de raízes ativas (Carneiro,

1995; Gomes et al., 2002). No entanto, há muito ainda

a ser desvendado. Espera-se impactos positivos em

toda a cadeia com a maior elucidação da relação entre

a qualidade das mudas, a produtividade madeireira e

aspectos logísticos de toda a cadeia de produção silvicultural.

REFERÊNCIAS

Carneiro, JG de A. Produção e controle de qualidade

de mudas florestais. Universidade Federal do Paraná,

Curitiba, PR (Brasil) Universidade Estadual do Norte

Fluminense, Campos, RJ (Brasil) Fundação de Pesquisas

Florestais do Paraná, Curitiba, PR (Brasil), 1995.

Gomes, J. M.; Couto, L.; Leite, H. G.; Garcia, R. L.

R.; Parâmetros morfológicos na avaliação da qualidade

de mudas de Eucalyptus grandis. Revista Árvore, v.26,

p.655-664, 2002.

Hakamada, R.E.; Stape, J.L.; Lemos, C.C.Z. Almeida,

A.A.; Silva, L.F. Comportamento da uniformidade entre

árvores ao longo de uma rotação e sua relação com a

produtividade em povoamentos clonais de Eucalyptus.

Revista Cerne, v.21, n.3, 2015

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NOVEMBRO 2017

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Santiago (Chile)

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Rotorua (Nova Zelândia)

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21 e 22

Melborne (Austrália)

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Expoforest

11 a 13

Ribeirão Preto (SP)

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JUNHO 2018

JUNE 2018

X Simpósio Brasileiro de Pós-graduação

em Ciências Florestais

13 a 16

Natal (RN)

www.sigeventos.ufrn.br/eventos/public/evento/

xsimposflorestais

SETEMBRO 2018

SEPTEMBER 2018

X Simpósio Brasileiro de Pós-graduação

em Ciências Florestais

Congresso Internacional de Biomassa

4 a 6

Curitiba (PR)

www.congressobiomassa.com/2018

DESTAQUE

EXPOCORMA

A feira que acontece em Santiago, no Chile,

encerra o calendário de grandes eventos

florestais do ano. Durante os dias 8 a 10

de novembro o país andino recebe as

novidades em máquinas, equipamentos

e serviços para o setor de colheita e

transporte florestal. O tradicional evento

também inclui um fórum de debates sobre

os temas de interesse para a região.

Imagem: reprodução

64

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OS RITUAIS

NAS VENDAS

Foto: divulgação

Por Carlos Cruz

diretor do IBVendas (Instituto Brasileiro de Vendas)

O

s rituais fazem parte da vida do ser humano

desde cedo. Eles estão presentes em formaturas,

casamentos, despedidas, no momento

em que antecede um nascimento. Essa prática pode ter

diferentes funções: dar um significado para uma ocasião

importante, estreitar uma relação afetiva, fortalecer os

laços entre as pessoas e expressar gratidão.

O ritual ajuda a sociedade a lidar melhor com aquilo

que não é concreto e interfere na maneira como enxergamos

as situações. E isso não muda no ambiente corporativo!

Ao serem bem utilizados, os rituais são capazes

de tornar os procedimentos diários mais eficientes.

No caso das vendas, eles cumprem o papel de moldar

comportamentos, despertar sentimentos e, consequentemente,

gerar resultados. Um exemplo presente

em muitas empresas é o toque do sino após o fechamento

de uma negociação, prática capaz de mobilizar

colegas e superiores para recompensar o bom trabalho

de um profissional.

Algo parecido acontece com as palmas após o grande

feito de um dos integrantes da equipe. Além da vibração

e do reconhecimento, esse hábito acaba colaborando

com o espírito coletivo do grupo. Outras maneiras

de fortalecer a prática dos rituais entre os colaboradores

são pelos encontros de vendas, premiações, convenções,

em que a empresa fala sobre sua origem e procura

alinhar os seus objetivos com todos os vendedores.

As pessoas são motivadas por uma série de fatores,

além do dinheiro, e uma boa venda não é realizada sem

que haja motivação. Após o longo caminho da negociação,

marcado por estratégias, quedas e vitórias, os rituais

devem entrar em cena para lembrar que todas as

tentativas valem a pena e que é hora de se renovar para

os próximos obstáculos que virão.

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sto e mais controle

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Ano XIX • N°190 • Outubro 2017

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Ano XIX • N°190 • Outubro 2017

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Ano IV • N°23 • Outubro 2017

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Diversificação: Cana ainda domina, mas outras biomassas se destacam

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