Revista ABA Novembro 2017

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Revista ABA Novembro 2017

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Era unimídia

A integração das telas, válida para

qualquer meio de comunicação,

elimina barreiras e forma clássica

de concorrência por verbas

Por Paulo Eduardo Leal, General Manager Brasil da ZoominTV

O mercado publicitário muito se acostumou no embate

direto e concorrente de comparar um meio a outro,

como um duelo frenético e ferrenho pelas disputas de

verbas dos anunciantes. Contrapor o meio televisão, ao

digital, à revista, ao jornal e à mídia OOH.

A verdade que se apresenta nos faz repensar esse

modelo por exclusão pelo da adição. A televisão mantém

a sua supremacia aos demais meios naturalmente

por ser um serviço gratuito e acessível. Ela cobre 99% do

território nacional e está presente em todos os lares brasileiros.

É um grande diferencial, inegavelmente. O rádio

segue soberano nas comunidades locais, próximo ao

ouvinte, literalmente ao pé do ouvido dos brasileiros.

A mídia impressa se reinventa e coloca seu conteúdo

à disposição nas plataformas online e mantém a sua forca

de mercado.

A mídia online, embora tenha cobertura de metade

da população brasileira, pela limitação tecnológica e

de redes de wi-fi, custos etc., funciona

como mira certeira em públicos,

agregando dados às campanhas e

mensurando, clara e transparentemente,

seus KPIs.

Todos os meios hoje estão no online,

participando ativamente dessa

mudança de hábito do consumidor,

que busca a boa informação, independentemente

do device tecnológico.

A mídia online depende desse

ecossistema, em que todos ganham.

A televisão, a revista e o jornal estão

ganhando terreno no digital e as parcerias

bilaterais entre veículo, publishers,

agências e clientes, unidos em

um marketplace para levar as suas

mensagens para milhões de brasileiros. A era das plataformas

chegou e unificou a busca pela relevância da

mensagem. Seja editorial, seja comercial.

O branded content e a publicidade nativa estão em

alta porque não são intrusivos, como o comercial padrão

de 30 segundos. E a combinação das duas mensagens

tem sido a química perfeita para marcas se comunicarem

e engajarem consumidores.

Nesse ambiente unido, não há mais claramente a

visão de quem concorre com o quê. Veículos, publishers,

agências e clientes estão unidos pela eficiência

da mensagem. Essa, sim, prevalece sob todos os aspectos.

Ser relevante através do conteúdo e não da

forma de propagação. O mercado avança na direção

de integrar melhor esses ambientes, parceiros, para

chegar e atingir, de forma amigável, o consumidor.

O conteúdo seguirá sendo rei e a plataforma, rainha.

Claro que nesse oceano azul, há muito mais inventário

que verba disponível.

Portanto, há que se aprofundar no que tem sido relevante

em conteúdo confiável e protegido, para preservar

as marcas nesse novo ecossistema. Há muito mais

estoque de mídia disponível do que investimento.

Diferenciar-se, nesse cenário, tem sido a regra do

jogo. A calda, em vez de longa, deve ser diferenciada e

relevante. Mais desafiador, certamente, e um grande estímulo

a todos nós, que estamos reaprendendo a lidar

com novos formatos, novas plataformas,

marketplace, parcerias, engajamento

e relevância da mensagem.

É por isso que a nossa atividade e

profissão têm sido tão estimulantes,

como nunca antes, para os profissionais

de marketing dos anunciantes,

agências de publicidade, fornecedores

de serviços e agentes recém-chegados

da nova geração.

Esse tem sido nosso novo combustível

nas empresas para seguir e

trilhar esse admirável mundo novo,

desde 1984. George Orwell estava

certo em suas previsões, há 35 anos:

“O futuro chegou, de fato e de direito.

Bem-vindo ao presente!”

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