Revista ABA Novembro 2017

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Revista ABA Novembro 2017

ena 2017

Consumo de TV na era multitelas

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O digital trouxe um novo jeito de consumir mídia.

Entre 2006 e 2016 o acesso à internet cresceu de 47%

para 89% com a entrada de plataformas como Twitter,

Netflix, Facebook e Google, por exemplo. Por meio

desses novos canais, o hábito de ver TV deixou de ter

hora marcada. Mas a TV não deixou de ser protagonista.

No Brasil ela tem penetração em 96% e o gosto pela

programação produzida pelas emissoras se assemelha

ao de outros países.

Esse foi um dos assuntos que permearam o painel

conclusivo do ENA 2017: “O papel da TV no mundo

dos vídeos”, que contou com a participação de Matt

Hill, Diretor de Pesquisa e Planejamento da Thinkbox; e

Marco Frade, Head de Media, Digital e PR da LG Electronics,

e Vice-Presidente do Comitê de Mídia da

ABA e Diretor da entidade. O moderador foi

Roberto Schmidt, Diretor de Planejamento

de Marketing da Rede Globo.

“Nós gostamos de ver outras pessoas, na

maior tela possível, no sofá confortável, na

sala e isso não mudou, nem vai mudar. Um

dos maiores shows de TV, na Inglaterra, hoje

é um programa de pessoas vendo TV. As pessoas

conversam, riem e falam sobre a propaganda.

No total, são 15 milhões de conversas

todas as noites. A TV não está indo para lugar

nenhum e está indo para todo lugar”, destacou

Hill.

Para o executivo da Thinkbox, as pessoas que trabalham

com comunicação não são “normais”, simplesmente

porque não assistem TV como a maioria. “Pessoas

de propaganda dizem que assistem uma hora de

televisão por dia, enquanto as ‘normais’ declaram duas

horas. Para os profissionais de propaganda, as ‘normais’

assistem 1h24min de Netflix, quando na verdade veem

só 11 minutos”, compara.

O que a propaganda na TV entrega de investimento?

Hill explica que a Thinkbox trabalha com a Ebiquity,

uma consultoria independente, para analisar os números

de TV. E o que a torna tão poderosa? A resposta reside

em quatro pontos principais: escala e alcance; fama

e emoção, que geram mais vendas e lucros; o fato de o

meio ser mais confiável em propaganda; além de garantir

entregas difíceis de mensurar em outras plataformas.

métrica – Para Frade, a discussão sobre a métrica

usada em televisão foi construída de maneira sólida ao

longo de muitas décadas. “A chegada do digital trouxe

uma série de facilidades e possibilidades como display

e search, mas que vieram com a linguagem do vídeo e

passaram a ter uma ilusão de que poderíamos comparar

a métrica de digital com a de TV. Nós temos de estar

muito atentos e os investimentos devem ser feitos em

cima dessa métrica”, diz.

Ao contrário do digital, a TV constrói a marca a médio

e longo prazo e, para Frade, no Brasil, os anunciantes

não podem se furtar de estar na TV. “A evolução da internet

em termos de penetração cresceu e a audiência

de TV é inversamente proporcional à inflação de mídia”,

ele afirma.

Roberto Schmidt, moderador da mesa, pontua

que a televisão constrói marcas e cria conexões emocionais.

“Acompanhar as informações com base em

dados e pesquisas é o que fica desta palestra. Não é

possível se entender o que é o consumidor por uma

crença”, conclui.

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