Revista ABA Novembro 2017

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Revista ABA Novembro 2017

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APRENDIZADO DO CANNES LIONS

Qual o tom da edição número 64 do festival Cannes

Lions? A executiva Danielle Bibas, enumerou cinco

temas que, em sua opinião, foram os que os anunciantes,

que representam 24% das inscrições do evento,

devem tomar nota e atenção.

1. transformações

“A indústria deve estar reunida e debater as transformações

em curso no mundo da comunicação. A agenda

deve ter discussões sobre o papel da mulher na sociedade

e questões sociais. Chamou a minha atenção a premiação

de um case como “The Fearless Girl”, que indica

um novo caminho de comunicação, mais adequado aos

dias de hoje. As agências de propaganda terão um período

difícil pela frente, mas vão se adaptar às mudanças. A

responsabilidade do Google e do Facebook na curadoria

de conteúdo é uma preocupação.”

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2. diversidade e causas

“Há um novo perfil de celebridades. Elas estão abraçando

desafios e empoderando o chamado marketing de

causa. Nunca a diversidade esteve tão em voga.”

3. criação

“Onde os criativos devem estar alocados, na agência ou

dentro das organizações? Existe espaço nos dois mundos.

Na Avon, por exemplo, os catálogos são totalmente

produzidos internamente, enquanto o desenvolvimento

das campanhas fica a cargo das nossas agências.”

4. cannes lions

“Este ano foi a minha sétima participação no festival.

É uma oportunidade única para se inspirar. O melhor

do marketing no mundo está ali. Em uma semana você

vê de tudo, participa de debates de altíssimo padrão, se

reúne com a liderança de suas agências e encontra grandes

parceiros globais. Também cruzamos com colegas,

debatemos a indústria e encontramos elementos para

motivar nossos times.”

5. Futuro do festival

“Muitos líderes do mercado de comunicação questionaram

o modelo do festival, como Martin Sorrel, do WPP.

Para mim, menos é mais. Isso significa que contemplar

18 áreas, que por sua vez têm uma série de subcategorias,

é um volume exagerado e fora do contexto atual

do mercado. Ninguém mais compra mídia assim, é uma

classificação que não se usa mais.”

sido um elemento para o desenvolvimento de negócios

e o crescimento empresarial. É uma diferenciação

que agrega valor à cadeia de uma empresa. O estudo

da McKinsey comprova que quem investiu em ações

criativas e inovação tem colhido bons resultados. O

festival começou a se aproximar dos anunciantes a

partir de 1999 e cada vez mais as grandes marcas

estão presentes no evento. A criatividade é ciência;

não tem nada a ver com propostas empíricas. O valor

das ações cresce para quem não as rejeita como elemento-chave

para as suas estratégias. Quem muda o

mindset com lideranças que priorizam a criatividade,

sabe que tomou a decisão certa. Não tenho a menor

dúvida de que o binômio criatividade e inovação

deve fazer parte do board level das empresas. Esse

é um dos jeitos para mostrar que elas são fanáticas

pelos seus consumidores e usam a criatividade para

estabelecer aproximação”, explicou Papa Neto.

Celio Ashcar, sócio da Aktuellmix e chairman da

Ampro (Associação de Marketing Promocional),

representante brasileiro no júri da área Promo &

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