REVISTA MAIS SEBRAE EDIÇÃO DEZEMBRO A FEVEREIRO DE 2017

maissebrae

Confira a edição de Dezembro de 2017 a Fevereiro de 2018 da Revista Mais SEBRAE.

Dez/2017

a Fev/2018

Ano 3 | Nº 9

A REVISTA DO EMPREENDEDOR GAÚCHO

Através do estímulo

do SEBRAE/RS, tema

empreendedorismo está

chegando aos jovens

estudantes do RS. pág. 26

FOMENTO À CULTURA

EMPREENDEDORA

Pequenas empresas apostam

no sistema de franquias como

alternativa de expansão.

pág. 20

Como a reforma

trabalhista pode afetar a

rotina da sua empresa?

pág. 44

1


2


OLHAR

DE

LONGO

PRAZO

Observando com atenção

as mudanças que

estão acontecendo no

mundo percebe-se que

a ascensão da tecnologia

está, gradativamente,

mudando as relações

de trabalho. Profissões estão deixando de

existir e novas estão surgindo na mesma

rapidez com que os postos de trabalho

formais, com carteira assinada, estão se

tornando mais escassos. Neste contexto,

abrir um negócio é mais que uma tendência,

já é a realidade de milhares de trabalhadores

de todas as idades.

Preparar as novas gerações para um mercado

de trabalho cada vez mais voltado ao

empreendedorismo é a razão pela qual o

SEBRAE/RS está trabalhando fortemente

a temática da Educação Empreendedora

no Rio Grande do Sul, assunto de capa da

presente edição da revista Mais SEBRAE.

Na reportagem relatamos o exemplo

bem-sucedido do município de Pejuçara,

Noroeste do Estado, onde a cultura empreendedora

já faz parte da rotina de 280

alunos do ensino fundamental da rede

municipal. Um trabalho que nos enche de

orgulho por tocar num tema tão sensível

em todo nosso País, que é a Educação.

Outro elemento que comprova a busca

cada vez maior das novas gerações pelo

empreendedorismo é o recorte estadual

inédito da pesquisa Global Entrepreneurship

Monitor (GEM), que é realizada anualmente

pelo Instituto Brasileiro de Qualidade

e Produtividade (IBQP) com o apoio

do SEBRAE. O levantamento mostrou que,

aqui no Rio Grande do Sul, jovens entre

18 a 34 anos já são responsáveis por mais

da metade dos novos negócios criados. O

que move estes empreendedores e como

eles estão fazendo para driblar as adversidades

do mercado estão relatados nas

páginas 32 a 38.

A denominada “reforma trabalhista” também

está em destaque na presente edição

da revista Mais SEBRAE. Nas páginas 44 a

49, o advogado e professor de Direito do

Trabalho e Processo do Trabalho Eugênio

Hainzenreder Júnior explica, em uma detalhada

entrevista, como as alterações na

Consolidação das Leis do Trabalho (CLT)

irão afetar as empresas e as relações entre

gestores e funcionários. Um tema relevante

e atual que precisa do olhar atento de

todos nós, que vivemos a CLT no nosso

dia a dia.

Boa leitura!

Carlos Rivaci Sperotto

Presidente do Conselho Deliberativo

Estadual do SEBRAE/RS

3


CONSELHO DELIBERATIVO

Presidente Conselho Deliberativo: Carlos Rivaci Sperotto

• Banco do Estado do Rio Grande do Sul S/A – BANRISUL

Titular: Luiz Gonzaga Veras Mota

Suplente: Irany de Oliveira Sant’Anna Júnior

• Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul – FIERGS

Titular: Gilberto Porcello Petry

Suplente: Marco Aurélio Paradeda

• CAIXA ECONÔMICA FEDERAL

Titular: Ruy Fernando Fajardo Kern

Suplente: Fábio Müller

• Centro das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul – CIERGS

Titular: André Vanoni de Godoy

Suplente: Marlos Davi Schmidt

• Secretaria do Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia – SDECT

Titular: Márcio Biolchi

Suplente: Evandro Fontana

• BANCO DO BRASIL S/A

Titular: Edson Bündchen

Suplente: Vanderlei Barbiero

• Federação das Associações Comerciais e de Serviços do Rio Grande do

Sul – FEDERASUL

Titular: Simone Diefenthaeler Leite

Suplente: Olmiro Cavazzola

• Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul – FARSUL

Titular: Carlos Rivaci Sperotto

Suplente: Fábio Avancini Rodrigues

• Federação do Comércio de Bens e de Serviços do Estado do Rio Grande

do Sul – FECOMÉRCIO

Titular: Luiz Carlos Bohn

Suplente: Zildo De Marchi

• Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas – SEBRAE

Titular: José Paulo Dornelles Cairoli

Suplente: Pio Cortizo Vidal Filho

• Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial – SENAI/RS

Titular: Alexandre De Carli

Suplente: Ricardo Coelho Michelon

• Fundação de Amparo à Pesquisa do Rio Grande do Sul – FAPERGS

Titular: Odir Antônio Dellagostin

Suplente: Marco Antonio Baldo

• SENAR - RS - Serviço Nacional de Aprendizagem Rural

Titular: Gilmar Tietböhl Rodrigues

Suplente: Valmir Antônio Susin

• FCDL - Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Rio Grande do Sul

Titular: Vitor Augusto Koch

Suplente: Fernando Luis Palaoro

• BADESUL Desenvolvimento S/A - Agência de Fomento/RS

Titular: Susana Maria Kakuta

Suplente: Paulo Odone Chaves de Araújo Ribeiro

CONSELHO FISCAL

Titulares

• FEDERASUL: José Benedicto Ledur (Presidente)

• FIERGS: Gilberto Brocco

• FCDL/RS: Jorge Claudimir Prestes Lopes

Suplentes

• FECOMÉRCIO: Ivanir Antonio Gasparin

• Caixa Econômica Federal: Pedro Amar Ribeiro de Lacerda

EXPEDIENTE

É uma publicação do SEBRAE/RS

desenvolvida pela Gerência de

Comunicação.

Coordenação e Edição:

Ana Finkler

Reportagem:

Josine Haubert, Karen Vidaleti

e Renata Cerini

Design Gráfico e Editoração:

Gilian Gomes

Foto de Capa:

iStock Fotos

Revisão Ortográfica:

Plural - Revisão Ltda.

Tiragem: 5 mil exemplares.

Aplicativo da revista Mais SEBRAE

disponível para Android e iOS.

FALE COM A REDAÇÃO:

sebraeimprensa@sebrae-rs.com.br

(51) 3216.5182

Contatos com o SEBRAE/RS:

• 0800 570 0800 - atendimento

gratuito de segunda a sexta-feira,

das 8h às 19h.

• www.sebrae-rs.com.br

O visitante pode fazer download

de publicações e no link “Agência

SEBRAE de Notícias” ficar sabendo

das novidades da instituição.

• www.sebrae.com.br

SEBRAE Nacional

• Espaço Pesquisa SEBRAE/RS

O acervo de livros, revistas,

vídeos e dicas de oportunidades

de negócios enfocando gestão

empresarial pode ser consultado

em todas as unidades Regionais do

SEBRAE/RS. Encontre a unidade

mais próxima de você na página

Encontre o SEBRAE do portal do

SEBRAE/RS (sebrae-rs.com.br).

DIRETORIA EXECUTIVA DO SEBRAE/RS

Diretor-Superintendente: Derly Cunha Fialho

Diretor Técnico: Ayrton Pinto Ramos

Diretor de Administração e Finanças: Carlos Alberto Schütz

4


SUMÁRIO

AGRONEGÓCIOS

Olivicultura ganha espaço no Rio Grande do Sul.

7

EMPREENDEDORISMO 32

Pesquisa inédita realizada pelo SEBRAE/RS

apresenta o perfil do empreendedor gaúcho.

INDÚSTRIA 12

Formatos alternativos de energia proporcionam

economia e oportunidade para os pequenos

negócios.

INDÚSTRIA 16

Aproximação entre a indústria e o comércio da

moda motiva a economia do Estado.

INOVAÇÃO 39

Como pequenas empresas tornam-se parceiras

estratégicas de grandes organizações para o tema

inovação.

ENTREVISTA 44

O advogado trabalhista Eugênio Hainzenreder

Júnior explica como a reforma trabalhista pode

afetar a rotina da sua empresa

COMÉRCIO

20

E SERVIÇOS

Sistema de franquias é alternativa de crescimento

para pequenos negócios. PRÊMIOS 50

Pequena empresa gaúcha é destaque nacional no

Prêmio MPE Brasil.

CASOS DE SUCESSO 54

Relatos reais de empresários que obtiveram

grandes resultados em seus negócios com o

apoio do SEBRAE/RS.

FATOS E FOTOS 56

FOMENTO

À CULTURA

EMPREENDEDORA

Imagens dos principais fatos envolvendo

o SEBRAE/RS no período de Setembro a

Novembro de 2017

FRASES EM

DESTAQUE

58

Frases dos líderes e empresários que merecem

destaque.

CAPA 26

Educação Empreendedora passa a fazer

parte do dia a dia de estudantes gaúchos.

5


AGRONEGÓCIOS

Força

para

livicultura

gaúcha

Produção local é

favorecida pelas

condições de

solo e clima, e

chama a atenção

pelo alto grau de

qualidade

6


AGRONEGÓCIOS

Um segmento relativamente novo

para o agronegócio do Rio Grande

do Sul colhe frutos que dão

origem a produtos de alta qualidade,

concorrem com marcas internacionais e

conquistam admiradores. Essa é a cara

da olivicultura gaúcha, que, introduzida

em solo local há pouco mais de 10 anos,

encontra enorme potencial de crescimento,

ao mesmo tempo em que enfrenta

o desafio da consolidação.

A busca por produtos como azeite de

oliva tem aumentado significativamente

nos últimos anos, triplicando o consumo

por pessoa ao ano. O País ocupa hoje

a segunda posição entre os maiores importadores

de azeitonas em conserva,

com uma demanda anual na ordem de

100 mil toneladas. Já a importação de

azeites alcança 74 milhões de litros por

ano, enquanto, em 2017, cerca de 100

mil litros foram produzidos no Brasil.

Nativa da região mediterrânea, a oliveira

é cultivada em diversos países da Europa

e das Américas. Após duas tentativas

de inserir a espécie Olea europaea L. em

território gaúcho, os olivais começam

a provar capacidade de produção. Atualmente,

instituições como Embrapa,

EMATER e SEBRAE/RS, além do Ministério

da Agricultura, Pecuária e Abasteci-

mento (MAPA) e Secretaria Estadual da

Agricultura, Pecuária e Irrigação do RS,

trabalham para compreender as características

e potencialidades locais, capacitar

técnicos e pesquisadores e, assim,

apoiar e orientar empreendedores, fortalecendo

a cadeia produtiva.

“Esse é um segmento novo tanto para o

SEBRAE, quanto para o Rio Grande do

Sul. Estamos falando de um produto milenar,

que está no Estado apenas há 10

anos. Já foi inserido em dois momentos,

mas, por falta de pesquisa e investimento,

não seguiu. Estamos trabalhando em

“DOS 80 HECTARES PLANTADOS,

NAQUELE ANO (2005) NO RIO

GRANDE DO SUL, CHEGAMOS, 12

ANOS DEPOIS, A MAIS DE 2.500

HECTARES, O QUE DEMONSTRA

O GRANDE INTERESSE QUE O

SEGMENTO OBTEVE.”

Paulo Lipp João

Coordenador da Câmara

Setorial da Olivicultura da

Secretaria da Agricultura,

Pecuária e Irrigação do Rio

Grande do Sul

7


AGRONEGÓCIOS

conjunto com os órgãos governamentais,

instituições de pesquisa e extensão,

assim como realizando intercâmbio

com técnicos de países que possuem

know-how no setor, com intuito de

reunir informações e fortalecer todos

os elos desta cadeia produtiva, levando

novas ferramentas que ajudem a desenvolver

a cultura”, esclarece o técnico da

Gerência de Agronegócio do SEBRAE/RS

Pedro Pascotini.

Desde 2005, a expansão dos olivais no

Estado e no Brasil tem sido geométrica,

aponta o engenheiro agrônomo e coordenador

da Câmara Setorial da Olivicultura

da Secretaria da Agricultura, Pecuária

e Irrigação do Rio Grande do Sul, Paulo

Lipp João. “Dos 80 hectares plantados

naquele ano no Rio Grande do Sul, chegamos,

12 anos depois, a mais de 2.500

hectares, o que demonstra o grande interesse

que o segmento obteve. Estimamos

em cerca de R$ 100 milhões investidos

por produtores no Estado.”

Nesta terceira fase, a retomada da olivicultura

iniciou, especialmente, através

de produtores de municípios como

Caçapava do Sul e Cachoeira do Sul,

alastrando-se para outros municípios da

Metade Sul, região que concentra hoje a

produção de azeitonas do Estado, no entanto,

grande parte do território gaúcho

está enquadrada como recomendada

ou tolerante ao cultivo. A referência para

o cultivo de oliveiras é o Zoneamento

Edafoclimático da Olivicultura para o Rio

Grande do Sul, elaborado pela Embrapa

Clima Temperado.

O técnico da EMATER-ASCAR Edson

Luis Batista Dornelles, explica que a espécie

mostra-se rústica e de fácil adaptação,

preferindo solos com pH neutro

a levemente alcalino (pH 6,0 a 7,0), profundos,

sem compactação e com boa

drenagem. “Os extremos de temperatura

podem prejudicar o pleno desenvolvimento

das plantas, dependendo do momento

no ciclo que é atingido. O cultivo

requer 900mm/ano de chuvas e umidade

relativa entre 60 e 80%”, observa.

8


AGRONEGÓCIOS

ESFORÇO CONJUNTO

Embora exista um considerável volume

de informações para o cultivo, produtores

e técnicos ainda encontram nas

práticas de manejo um grande desafio.

Isso porque elas diferem de acordo com

cada país e região. Dessa forma, conhecimentos

do cultivo em países como Espanha,

Uruguai, Itália e Portugal podem

contribuir com a olivicultura no Estado,

porém, não podem ser seguidos à risca.

Com a intenção de debater e definir recomendações,

a Secretaria Estadual da

Agricultura, Pecuária e Irrigação (SEAPI)

criou, em 2008, o Grupo de Pesquisa e

Extensão em Olivicultura.

Outras ações de destaque foram a criação

e lançamento do Programa Estadual

de Desenvolvimento da Olivicultura

(Pró-Oliva), através da Câmara Setorial

e de seus componentes. A iniciativa traz

como pilares a defesa sanitária, o aumento

de produção e produtividade, a

assistência técnica e a pesquisa. “O prin-

9


AGRONEGÓCIOS

DE OLHO NO SETOR

Mais de

40 municípios

do Estado

20 20

Área de

cultivo

superior a

2.500

hectares

20

Perspectiva

de crescimento

de

20% ao ano

“O ASPECTO QUE

MARCA O CONSUMIR

DO AZEITE É O GRANDE

DIFERENCIAL NA

QUALIDADE, MUITO

SUPERIOR AOS AZEITES

NORMALMENTE

ENCONTRADOS NO

MERCADO.”

Edson Luis

Batista Dornelles

Técnico EMATER-ASCAR

cipal objetivo é a união de esforços e trabalho

conjunto de diversas instituições

(...), para focar no desenvolvimento sustentável

da olivicultura gaúcha e evitar o

que já houve há mais de meio século,

quando, apesar do fomento, a atividade

não se estabeleceu no Estado”, observa

Lipp.

Durante a edição mais recente da Expointer,

vieram para fortalecer a cadeia

a fundação do Instituto Brasileiro de Olivicultura

(IBRAOLIVA) e a assinatura de

um protocolo de intenções entre governo

do Estado e as entidades realizadoras

do Programa Juntos para Competir,

FARSUL, SENAR-RS e SEBRAE/RS. “A olivicultura

no Rio Grande do Sul tem como

uma de suas características ter investidores

de fora do Estado e do setor agropecuário,

que estão testando modelos e

trazendo tecnologia. Por ser uma cultura

nova, estamos atuando com cautela,

aprofundando conhecimentos e acom-

10


AGRONEGÓCIOS

20

20

20

Mais de

17 marcas

comerciais

55 mil

litros de

azeite

produzidos

em 2017

7,4 milhões

de hectares

recomendáveis

para o cultivo

panhando produtores. É importante ter

base científica para orientá-los”, comenta

Pascotini.

QUALIDADE RECONHECIDA

À mesa, uma degustação basta para eliminar

qualquer dúvida que possa existir

quanto ao potencial do azeite elaborado

no Estado, por exemplo. “O aspecto que

marca o consumir do azeite é o grande

diferencial na qualidade, muito superior

aos azeites normalmente encontrados

no mercado. Qualidade reconhecida,

haja vista o grande número de premiações

que os azeites gaúchos vêm obtendo

nos concursos internacionais”, afirma

Dornelles.

Com o litro de azeite vendido ao valor

médio de R$ 80 a R$ 100, o produto pode

ser comparado às melhores marcas internacionais.

O preço se justifica não só

pela escala pequena de produção, como

também pela qualidade do produto, considera

o técnico do SEBRAE/RS. “Tamanha

é a demanda do Rio Grande do Sul

e do Brasil que todos os produtores acabam

comercializando toda a produção

antes mesmo da próxima colheita, que

acontece uma vez por ano”, destaca.

Para ampliar a área de produção e manter

a qualidade, segundo o coordenador

da Câmara Setorial, é fundamental seguir

ajustando e aperfeiçoando tecnologias

na condução dos olivais, como manejo

do solo, calagem e adubação, poda e outras

práticas adaptadas às nossas condições

de clima e solos. “A olivicultura aqui

é de clima úmido, ao contrário de regiões

mediterrâneas, o que nos obriga a

desenvolver técnicas base em pesquisas

aplicadas localmente”, completa. Aliado a

isso, ele cita a necessidade de expandir

o conhecimento sobre o azeite extravirgem,

através de cursos de degustação e

educação do consumidor.

11


INDÚSTRIA

Fonte

de negócios

Formatos alternativos

de geração de

energia proporcionam

economia e

oportunidades

de negócios

Enquanto a sustentabilidade cresce

em relevância pelo mundo, ganham

impulso os negócios que trazem

a diferença na sua essência. As oportunidades

incluem as novas formas de geração

distribuída de energia, segmento

que se caracteriza como uma fonte de

energia elétrica conectada diretamente

à rede de distribuição ou situada no próprio

consumidor e que carrega consigo

alto potencial de expansão e negócios.

12


INDÚSTRIA

“A GERAÇÃO DA SUA

PRÓPRIA ENERGIA

ENCAMINHA O

CONSUMIDOR PARA

A LIBERDADE DO

SISTEMA ELÉTRICO

TRADICIONAL, OU SEJA,

O CONSUMIDOR REDUZ

O SEU COMPROMISSO

FINANCEIRO COM UM DOS

MAIORES CUSTOS, QUE É

A ENERGIA ELÉTRICA.”

Fabiano Cislaghi Dallacorte

Coordenador de projetos de Energia

e Metalmecânico do SEBRAE/RS

É o caso dos modelos de energia solar

fotovoltaica e eólica, que suprem

necessidades residenciais, comerciais,

industriais e de produtores rurais, ao

mesmo tempo em que preservam os

recursos naturais. Essas soluções vêm

se destacando como formas inteligentes

de se produzir energia, a partir de

fontes renováveis. “A geração da sua

própria energia encaminha o consumidor

para a liberdade do sistema elétrico

tradicional, ou seja, o consumidor reduz

o seu compromisso

financeiro com um dos

maiores custos, que é a

energia elétrica”, explica

o coordenador de projetos

de Energia e Metalmecânico

do SEBRAE/RS,

Fabiano Cislaghi Dallacorte.

Atualmente, a geração

distribuída representa 2%

a 3% da energia produzida

no Brasil, com a tendência

de alcançar 40%

em 20 anos, repetindo

um movimento econômico

que já é possível

identificar em países da

Europa. “Para a geração

distribuída, destaca-se no

Rio Grande do Sul a energia

solar fotovoltaica, que corresponde

a 95% das instalações”, revela o especialista.

E mais: entre a geração centralizada –

aquela coordenada por grandes cen-

13


INDÚSTRIA

trais, acima de 5MW – e distribuída, estima-se

que a energia solar fotovoltaica

representará 32% da matriz energética

do País em 2040, com capacidade que

pode superar a geração hídrica.

FOCO E

ORGANIZAÇÃO

O recurso solar fotovoltaico é abundante

em todo o território nacional. Entre 2016

e 2040, o investimento total acumulado

na cadeia de valor da energia fotovoltaica

no País deve registrar R$ 367 bilhões,

uma média de R$ 14,7 bilhões por ano

no período. O cenário de crescimento

acelerado e oportunidades exige que o

pequeno empreendedor se concentre

na qualidade técnica e experiência.

É dedicada a esse ramo que a Bonsai

Energia Solar atua há quatro anos, com

sede em Rio Grande. Entre as soluções

oferecidas pela empresa, estão vendas

de painéis e aquecedores solares, além

da realização de cursos para disseminação

da tecnologia na região. “Temos

a vantagem do tempo curto entre o fechamento

do negócio e o atendimento,

junto da questão da sustentabilidade”,

entende o diretor Igor Cunha.

“COM O TEMPO E A

BAIXA NOS PREÇOS,

HOJE HÁ CASOS DE

CLIENTES RESIDENCIAIS

EM QUE A TECNOLOGIA

SE PAGA EM TORNO DE

CINCO ANOS. ISSO FAZ

O MERCADO ANDAR

MAIS RÁPIDO.”

Igor Cunha

Diretor

da Bonsai

Energia Solar

A aquisição é capaz de agregar valor a

comércio, residência ou indústria em

que é instalada, mas, como todo investimento,

há a preocupação com a questão

financeira. “Antes, um equipamento

(com vida útil superior a 25 anos) levava

10 anos para se pagar. Com o tempo e a

baixa nos preços, hoje há casos de clientes

residenciais em que a tecnologia

se paga em torno de

cinco anos. Isso faz o mercado

andar mais rápido”, entende.

Há três meses, a Bonsai verificou

a necessidade de se organizar

junto a parceiros para

otimizar processos e buscar

melhores condições com fornecedores.

Assim, deu origem

à Rede Brasil Solar, que reúne

mais seis empresas do setor.

Para Cunha, um desafio a

vencer está em sensibilizar os

clientes quanto a um investimento

deste porte, junto do

fortalecimento do acesso ao

crédito.

14


INDÚSTRIA

SINTONIA COM

O MERCADO

A fonte de geração de energia eólica

atingiu 12 gigawatts (GW) de capacidade

acumulada no Brasil, em 2016. No mesmo

período, o setor investiu US$ 5,4 bilhões.

Atualmente, o Rio Grande do Sul

desponta como um dos polos nacionais

no ramo. O Estado ocupa a quarta posição

no ranking de potência instalada de

geração distribuída.

No município de Eldorado do Sul, as

soluções econômicas e sustentáveis de

energia solar, eólica e iluminação fazem

parte do catálogo de tecnologias

oferecidas pela Energia Direta. Há cinco

anos no mercado e no segundo ano do

programa Energia Mais, do SEBRAE/RS,

a empresa comercializa opções como

inversores, placas e turbinas eólicas.

“Viemos há um bom tempo olhando

essa tecnologia e percebemos um crescimento

enorme. Na parte de conhecimento,

tivemos muito avanço. E na prática,

a efetivação dos sistemas também

vem em uma crescente”, considera o

proprietário, José Eurico Dorneles Junior.

O empreendedor, que tem como clientes

especialmente empresas de médio e

pequeno portes, acredita que a melhora

nas linhas de crédito dos bancos está

aquecendo os negócios. “O mercado

está se moldando, se estabelecendo.

Nós sabemos desse potencial de crescimento

e procuramos acompanhar. Se

conseguirmos crescer junto do mercado

nacional, já estaremos em um bom

caminho”, avalia.

15


INDÚSTRIA

Interação entre setores

da moda estimula a economia

no Rio Grande do Sul

INDÚSTRIA

E VAREJO

MAIS

PRÓXIMOS

16


INDÚSTRIA

Encurtar caminhos, reduzir gastos

e customizar produtos parecem

tarefas complicadas em um

momento de instabilidade financeira

para o Estado. Quando indústria e varejo

de moda do Rio Grande do Sul decidem

trabalhar lado a lado, entretanto, esses

benefícios podem estar mais próximos

do que se pode imaginar. Eles são

consequência de uma parceria que não

só rende vantagens para as empresas,

como reflete positivamente sobre a

economia local, fomentando resultados.

Com foco em calçados femininos e há

12 anos atuando no município de Passo

Fundo, a Parfeito, desde seu início, valoriza

o relacionamento com indústrias

locais, motivada pela reputação do polo

calçadista presente na região do Vale

dos Sinos. “Há alguns pontos de relacionamento,

como o contato direto com

o dono, a reposição rápida, que tornam

ainda mais interessante esse trabalho

com indústrias mais próximas”, diz a proprietária

da loja, Carolina Phhilipsen.

A empresária lembra que o cenário econômico

conduz a um enxugamento de

custos nos mais variados segmentos e,

ao comprar da indústria gaúcha, alcança-se

vantagens, como o não pagamento

de diferencial de ICMS e o menor

gasto logístico. “Tudo isso recai sobre

o custo do produto”, pontua. Ela ainda

conta que mantém parcerias com marcas

de outros estados, mas destaca duas

indústrias gaúchas, Anzetutto e Lorraci,

17


INDÚSTRIA

“O CONTATO DIRETO

COM O DONO E A

REPOSIÇÃO RÁPIDA

TORNAM AINDA

MAIS INTERESSANTE

ESSE TRABALHO COM

INDÚSTRIAS MAIS

PRÓXIMAS.”

Carolina Phhilipsen

Empreendedora

com as quais se relaciona há bastante

tempo e mantém contato direto com os

donos. “A proximidade traz facilidade. Se

for preciso, a gente combina o envio até

de ônibus.”

Percepção semelhante tem Rose Ingrid

Müller, sócia da Melsen, de Porto Alegre.

Com a menor distância, o relacionamento

torna-se mais estreito e permite

compartilhar o feedback da experiência

e dos clientes com o fornecedor. “Como

minha irmã (Paula Cristina) e eu estamos

no atendimento, no fechamento de vendas,

respondemos pelas redes sociais.

Temos uma escuta sensível em relação à

modelagem, textura, ao gosto do cliente.

Nem sempre a tendência internacional

é o que a mulher gaúcha quer”, relata,

ao explicar que os processos tornam-se

mais dinâmicos.

Com 30 anos de mercado, a empresa

teve início quando os pais, Elpidio e Ingrid

Müller, abriram uma confecção. A fábrica

precisou ser fechada, na década de

1990, mas a família manteve a loja multimarcas.

Nos últimos cinco anos, as compras

com fornecedores gaúchos foram

intensificadas e, hoje, incluem indústrias

de cidades como São Marcos, Caxias do

Sul e Farroupilha. “Pesou o imposto de

fronteira e passamos a pensar mais nos

custos e no bom relacionamento. O que

é bom é que sempre há espaço para o

diálogo e, se essa relação for bem aproveitada,

todo mundo ganha, o emprego

fica aqui, o imposto fica aqui...”

INTEGRAÇÃO

Do outro lado da cadeia produtiva, a

fabricante Malise Malhas reconhece o

valor da proximidade com os clientes

do mercado local e busca preservar essas

parcerias, comenta a sócia Gilda de

Ross. “Há 35 anos, trabalhamos em todo

o Estado com nossa marca e também

desenvolvendo produtos com a marca

dos próprios clientes, o que confere uma

atuação ainda maior neste mercado. O

fato de estarmos próximos nos possibilita

melhor integração entre fabricante e

ponto de venda, podendo assim atender

com mais rapidez e facilidade nas entregas”,

frisa.

Em operação desde 1969, a Malise Malhas

surgiu sob o nome de Lise e Cia

18


INDÚSTRIA

Ltda., pelas mãos de Alcides, que

trabalhava como alfaiate, e Ana

Lise, que desenvolvia a atividade de

confecção desde os 14 anos. Das

instalações no andar térreo da residência

do casal e com uma equipe

de 10 funcionários, a empresa cresceu.

Hoje, conta com duas lojas em

Nova Petrópolis, uma em Dois Irmãos

e uma quarta em Canoas, nas

quais dedica-se à confecção de peças

femininas (80%) e masculinas (20%)

e emprega cerca de 130 colaboradores.

Gilda reforça a necessidade de iniciativas

que fomentem a conexão e o relacionamento

entre esses dois agentes. “Esta

aproximação entre o produtor regional e

os canais de distribuição é muito importante

para que possamos valorizar o nosso

entorno e, com isso, fortificar nossa

indústria local”, argumenta.

CONEXÃO DE VALOR

Em solo gaúcho, ainda persiste a

cultura de comprar mais de indústrias

de fora, priorizando companhias

de São Paulo, Santa Catarina,

Rio de Janeiro e Minas Gerais, que

encontram boa reputação no segmento

de moda. Relacionamento

antigo, desconhecimento de alternativa

dentro do Estado e preço são

os principais motivos de varejistas

que optam por comprar de fora.

Nesse ponto, é importante evidenciar

que muitos desses produtos

possuem qualidade equivalente e,

por vezes, são encontrados a valores

mais acessíveis.

“A indústria gaúcha precisa apresentar

sua identidade de marca, uma

comunicação que gere afinidade

com o consumidor gaúcho. E não

se trata de uma apologia para que o varejista

só compre do Estado, mas de criar

a conexão e perceber as vantagens para

os dois elos da cadeia produtiva”, defende

o coordenador estadual de Projetos

de Moda do SEBRAE/RS, Fabiano Zortea.

Para a presidente do Sindicato das Indústrias

do Vestuário do Rio Grande do Sul

(Sivergs), Doris Spohr, há um movimento

de união entre indústria e comércio de

moda, que representa uma grande vitória.

Isso reflete em iniciativas como a Feira

RS Moda – Varejo & Indústria Conectados,

promovida durante a Feira Brasileira

do Varejo (FBV2017). “Estamos no início

de uma jornada para que se conheçam,

porque, de ambos os lados, o Rio Grande

do Sul é um Estado orgulhoso”, sustenta,

ao considerar que tanto a indústria

como o varejo reconhecem seu valor,

mas ainda têm dificuldade de trabalhar

em conjunto.

19


COMÉRCIO E SERVIÇOS

Foco na

20


COMÉRCIO E SERVIÇOS

Pequenas

empresas buscam

alternativas

para ampliar e

fortalecer os

negócios

Em Santa Maria, uma empresa

que surgiu como uma banquinha

de espetinhos transformou-se

em quiosque, em restaurante

e, agora, prepara-se para

replicar o modelo de negócio no

mercado. Pelo Rio Grande do Sul,

uma rede reúne empresários do

varejo de móveis, todos com um

mesmo objetivo. Seja no formato

de franquia, seguido pelo Espetiño,

ou em rede de cooperação, como

é o caso da Casabem, que integra a

Rede Sul de Imóveis, os dois exemplos

têm um alvo em comum: ganhar

escala.

Ambos os formatos são considerados,

relativamente, novos para

os proprietários de micro e pequenos

negócios, avalia o técnico da

Gerência de Indústria, Comércio e

Serviços do SEBRAE/RS Túlio Josué

dos Santos. Segundo ele, estudos e

melhorias no ambiente empresarial

de formatos de expansão ainda vêm

21


COMÉRCIO E SERVIÇOS

Empresa Espetiño aposta no ambiente

dedicado à cultura dos Pampas e no sabor

do produto como diferenciais.

sendo realizados, no entanto, é perceptível

que, “cada vez mais, os empresários

entendem que trabalhar de forma coletiva

é um bem necessário, seja para troca

de conhecimento e para estar perto de

quem tem know-how de mercado, seja

para obter melhores preços e marca reconhecida”.

O Rio Grande do Sul concentra 27,8% do

segmento de franquias na região Sul, segundo

dados da Associação Brasileira de

Franchising (ABF). Esse conceito, observa

Santos, pode ser um dos métodos mais

rentáveis para expandir um negócio. “É

a possibilidade de ter o mesmo modelo,

com todas as características adquiridas,

vivas e presentes, em diversas regiões. É

quando as pessoas gostam tanto do que

sua empresa faz que querem ter uma

loja, um modelo ou querem comprar o

produto ou serviço que você vende.”

“ALÉM DE

FABRICAR PARA

NÓS, SEREMOS

FORNECEDORES

DAS NOSSAS

LOJAS. ISSO DARÁ

SEGURANÇA

PARA O NOSSO

FRANQUEADO,

ALÉM DO

SUPORTE DE

GESTÃO.”

Maiko Luiz Palharini

Proprietário do Espetiño

22


COMÉRCIO E SERVIÇOS

da área, que nos deram a segurança para

o pontapé inicial, e acertar arestas do

negócio para dizer: criei uma boa base

e agora vou tentar replicar. Abrir uma

nova loja é muito fácil, difícil é fazer com

que ela rode da maneira como a tua loja

roda”, reflete.

DA RUA PARA A FRANQUIA

Foi exatamente assim, quando clientes

passaram a questionar se sua empresa

era uma franquia, que o administrador

Maiko Luiz Palharini, proprietário do Espetiño,

reavivou a ideia de entrar para o

segmento. O negócio surgiu durante a

faculdade, quando ainda vendia espetinhos

na rua. Em 2011, o assunto chegou

a tema do trabalho de conclusão de curso.

Até chegou a realizar um curso de

franchising da ABF, entretanto, o crescimento

do negócio fez a oportunidade

ficar adormecida. O plano de ação ganha

forma agora, através do Programa

Franquias RS, do SEBRAE/RS.

O Espetiño passou por processo de avaliação,

com resultado positivo: o negócio

tem potencial para ser multiplicado

através de franquias. “O programa nos

possibilitou conversar com profissionais

O sabor do produto, o modelo de atendimento

e a temática do ambiente, dedicada

à cultura dos Pampas, são diferenciais,

de acordo com o empreendedor.

“São essas três características principais

que nos fazem reconhecidos pelo cliente”,

garante. Trabalhando com um projeto-piloto

no formato, Palharini aguarda

questões legais para oficializar a primeira

loja, que já tem comprador, e organiza a

inauguração de um novo centro de produção.

“Além de fabricar para nós, seremos

fornecedores das nossas lojas. Isso

dará segurança para o nosso franqueado,

além do suporte de gestão”, projeta.

Embora para Palharini a escolha pelo formato

de franquia tenha sido natural, o

técnico do SEBRAE/RS lembra que não

existe “receita de bolo” para determinar

se uma empresa está ou não preparada

para isso. Cabe ao empresário decidir

como o processo será organizado e

conduzido, e o SEBRAE/RS está disponível

para auxiliar o processo de análise de

franqueabilidade, estruturação e comercialização.

Na dúvida, é importante questionar-se:

“Você está preparado para ser

um franqueador? Sua empresa tem caixa

para bancar os custos dessa formatação?

Você tem pessoal capacitado e adequa-

23


COMÉRCIO E SERVIÇOS

“PERCEBEMOS QUE

SOZINHOS NÃO

TERÍAMOS PODER.”

Rodrigo Farias

Lojista

do para auxiliá-lo nesse processo? Tem

tempo? Para quando você quer isso? Essas

perguntas, bem respondidas, já poderão

dar um norte ao empresário”.

A FORÇA DA UNIÃO

Um estudo elaborado por Wegner, Callado

e Agnes (2014) analisou os modelos

de empresas individuais, redes de cooperação

e franquias e constatou que as

empresas organizadas sob estes dois últimos

formatos possuem um certo privilégio

de mercado quando comparadas

com as empresas tradicionais. “Assim,

podemos perceber que a forma como

as empresas se posicionam no mercado

define seu desempenho e pode, consequentemente,

aumentar suas chances

de sobrevivência”, declara o técnico do

SEBRAE/RS.

Há 10 anos, a Casabem, de Esteio, opera

como rede associativa, formada por empresários

do varejo de móveis, reunidos

sob uma mesma marca. “Começamos a

nos reunir para negociar taxas de instituições

financeiras, e, logo mais, passou a

ganhar corpo a necessidade de ir para o

mercado com uma bandeira mais forte.

Percebemos que sozinhos não teríamos

poder”, afirma o lojista Rodrigo Farias,

um dos fundadores da Rede Casabem.

No último ano, Redlar, Toklar e Casabem

passaram a formar a Rede Sul de Móveis,

somando cerca de 200 lojas no Sul do

País.

Além do ganho em escala, facilidades de

compra e negociação, a rede possibilita

estratégias de marketing compartilhado,

redução de custos e aumento de produtividade,

entre outros benefícios. “A

Casabem vem crescendo e hoje tem 33

lojas e 22 associados. Com o SEBRAE,

24


COMÉRCIO E SERVIÇOS

desenvolvemos a profissionalização

da gestão e a padronização

de processos. Nossa meta é ter,

em 2019, todos os associados padronizados

internamente.” O trabalho

reflete na produtividade e

no faturamento, que obteve, em

maio, um incremento de 40%.

Em território gaúcho, são pelo

menos 160 redes de cooperação,

localizadas especialmente na Região

Metropolitana, Serra e Vale

dos Sinos, e atuantes na área de

comércio e serviços. “Acredito

muito nas redes de cooperação,

principalmente dentro do Rio

Grande do Sul. Acho que este é o

caminho para pequenas empresas,

porque quem está sozinho

não consegue mais sobreviver

em um mercado tão competitivo”,

diz o empreendedor.

VANTAGENS

FRANQUIAS

• Marca mais reconhecida no mercado.

• Maior probabilidade de sobrevivência.

• Apoio e troca de conhecimento entre

franqueador e franqueados.

• Ganhos em escala e rateio de custos

entre franqueados.

REDES

• Maior visibilidade da empresa e da

marca.

• Marketing e campanhas de publicidade

compartilhadas.

• Maior facilidade de acesso a soluções

gerenciais.

• Maior troca de conhecimento com

outros empresários.

• Redução dos custos da empresa, a

partir do rateio entre empresários.

PENSANDO

EM

EXPANDIR?

• Conheça os diversos caminhos,

como e-commerce, fusão, aquisição,

filial e até a própria expansão física.

• Estude os meios, compreenda

vantagens e desvantagens.

O SEBRAE/RS

PODE AJUDAR

• Qualquer empresário pode solicitar

assessoria. Traga sua ideia e consulte

os especialistas.

• O SEBRAE tem programas

específicos para redes de

cooperação, franquias e

e-commerce.

• Para saber mais, contate

0800 570 0800.

25


CAPA

FOMENTO

À CULTURA

EMPREEN

26


CAPA

Com participação

cada vez maior na

economia nacional, o

empreendedorismo

carrega a capacidade

de desenvolver

pessoas e regiões

DEDORA

Em um contexto social de mudanças

significativas em todo o mundo,

o empreendedorismo ganha

cada vez mais relevância na economia:

mais de 32% do PIB gaúcho são oriundos

da micro e pequena empresa; no Brasil,

de 2007 até 2016 foram criadas 9,1 milhões

de novas empresas, um crescimento

de 364%. Em momentos como este, é

importante lembrar: não se trata apenas

de abrir e gerir empresas. Inspirar pessoas,

estimular competências, incentivar o

protagonismo e desenvolver regiões em

aspectos diversos são alguns valores da

educação empreendedora.

27


CAPA

A capacidade transformadora do empreendedorismo

é um dos pontos destacados

pelo diretor-superintendente do

SEBRAE/RS, Derly Fialho. “Mantemos a

crença de que são as pessoas com atitude

empreendedora que movem o mundo

em direção ao futuro. Formação, informação,

conhecimento, pesquisa, tecnologia

e descoberta, se ficaram em laboratórios

ou livros, têm valor relativo. Elas passam

a ter importância quando pessoas com

atitude empreendedora se apropriam

disso e transformam em bens e serviços

para melhorar a sociedade”, sustenta.

Na cidade de Pejuçara, no Noroeste do

Estado, há quatro anos, a cultura empreendedora

passou a fazer parte do dia a

dia de crianças e adolescentes da rede

municipal. Em 2014, a administração

local e o SEBRAE/RS firmaram parceria,

que, atualmente, envolve cerca de 280

alunos e 20 professores no programa

Jovens Empreendedores Primeiros Passos

(JEPP). Nos anos iniciais do ensino

fundamental (1º ao 5º ano), a capacitação

ocorre simultaneamente às aulas,

enquanto nos anos finais (6º ao 9º ano),

as atividades são extracurriculares, realizadas

em turno inverso.

“Somos um município essencialmente

agrícola, em que 85% do retorno de

ICMS provêm da produção primária.

Queremos plantar a ideia de que, no futuro,

as gerações possam mudar a matriz

produtiva e estamos observando que

também podemos fazer empreendedorismo

na propriedade rural, na agricultura

e na prestação de serviço”, esclarece

o prefeito de Pejuçara, Eduardo Buzzatti.

“NOSSO OBJETIVO, ABRIR A MENTE

DAS CRIANÇAS QUE SÃO NOSSO

FUTURO, TEM SIDO ALCANÇADO”.

Eduardo Buzzatti

Prefeito de Pejuçara

Além de estimular o autoconhecimento

e desenvolver comportamentos empreendedores,

os jovens têm a oportunidade

de trabalhar questões como

cooperativismo, educação financeira

e orçamento familiar. A aproximação

acontece também por meio de viagens

de estudo a empresas e visitas a feiras,

entre outras ações. “Percebemos que os

alunos se interessam, se envolvem bastante

e demonstram muita criatividade.

Nosso objetivo, abrir a mente das crianças

que são nosso futuro, tem sido alcançado”,

avalia.

TRANSVERSALIDADE

Ambiente propício para testar ideias e

adaptar projetos, a universidade também

se torna uma aliada na propagação da

educação empreendedora, ao preparar

estudantes para formar e criar a sua

própria empresa. A faculdade IMED, em

Passo Fundo, por exemplo, adotou o

empreendedorismo como um dos valores

da instituição e criou, em 2011, o

Centro de Empreendedorismo, Novos

Negócios e Inovação (CENI), focado em

28


CAPA

inserir a temática no cotidiano de alunos e

professores.

Para o gestor do projeto, professor Alessandro

Becker, a educação empreendedora

deve estar em todos os ambientes,

promovendo a melhoria dos processos,

como uma mola propulsora. “Seguimos

aqui dois caminhos importantes. O primeiro

é o empreendedorismo como forma

de o professor trabalhar com metodologias

ativas, que proporcionam aos alunos

pensarem diferente, ‘fora da caixa’, e trabalhar

a inspiração. O segundo viés é formar

alunos realmente empreendedores,

seja no caminho de abrir um negócio ou

de aplicar o empreendedorismo dentro de

uma empresa”, relata.

Como disciplina transversal, o empreendedorismo

cruza caminhos pelos mais

diferentes cursos, não se restringindo às

formações na área de administração. O

tema está presente desde a engenharia e

sistemas de informação até a odontologia,

já que também constitui oportunidades

de negócios para profissionais desses

segmentos.

“CONSIDERO TRÊS PILARES

PARA O DESENVOLVIMENTO DE

UMA SOCIEDADE: EDUCAÇÃO,

CULTURA E ESPORTE. DENTRO DA

EDUCAÇÃO, O EMPREENDEDORISMO

É EXTREMAMENTE IMPORTANTE.

NOSSO DESAFIO É DESENVOLVER

O COMPORTAMENTO E A

ATITUDE EMPREENDEDORA.”

Alessandro Becker

Professor

29


CAPA

Para dar fôlego a essa missão, o esforço

vai além do ensino de formação do

profissional. A IMED também coloca sua

incubadora à disposição da comunidade

local, sem ser exigido vínculo com a instituição.

“Temos recebido pessoas que

trabalham em empresas, mas querem

empreender, que querem ser a pessoa

que pensa o negócio.

Isso é para a sociedade.”

ATITUDE

EMPREENDEDORA

“TEMOS QUE

VENCER ALGUNS

PARADIGMAS QUE

NOSSA CULTURA TEM,

COMO O IMPROVISO

E O IMEDIATISMO.

PRECISAMOS

FAZER DE FORMA

PLANEJADA,

ESTRUTURADA,

OLHANDO O LONGO

PRAZO.”

Enquanto o mundo se

adapta a um contexto

de ascensão tecnológica

e redução de postos

de trabalho na forma

de carteira assinada,

abrir um negócio surge

como um caminho possível

para cada vez mais

pessoas. Esse é um dos

fatores pelos quais disseminar

e incentivar a

cultura empreendedora

torna-se essencial. “Até o

Ensino Médio, ainda temos

pouco grau de ensino

de empreendedorismo no País. Isso

acontece tanto pelo modelo de educação,

como por questões culturais, mas

o empreendedorismo está por todos os

lados. Um dos seus eixos é a educação

e essa questão é uma das prioridades”,

defende o gerente de Políticas Públicas

do SEBRAE/RS, Alessandro Machado.

Derly Fialho

Diretor-superintendente

do SEBRAE/RS

Para o gestor, a questão é como uma semente

que precisa ser enriquecida através

de metodologias específicas. “Essa é

uma ferramenta para o desenvolvimento

das regiões. O modelo educacional está

mudando, mas o mercado muda mais

rápido. O que temos que fazer é incentivar

essa transformação, preparando os

jovens para o empreendedorismo por

oportunidade”, observa

Machado. E o diretor-

-superintendente complementa:

“As pessoas

que terão vez no futuro,

tanto no setor público

como no privado, serão

aquelas que têm atitude

empreendedora, que

chegam em uma organização

e, mesmo na

posição de empregado,

dizem: isto aqui precisa

melhorar”.

A questão é semelhante

a um quebra-cabeças,

em que cada

etapa exerce papel

fundamental na composição

final. “Temos

que vencer alguns paradigmas que nossa

cultura tem, como o improviso e o

imediatismo. Precisamos fazer de forma

planejada, estruturada, olhando o longo

prazo. Alguns de nós certamente não terão

tempo para aproveitar isso, mas há

toda uma geração pela qual fazemos

isso”, argumenta Derly Fialho, ao lembrar

que o futuro do trabalho está ameaçado.

“Terão vantagem aqueles que se prepararem.”

30


CAPA

AÇÃO DE IMPACTO

Embora nem todos tragam

consigo o perfil empreendedor,

é possível desenvolvê-lo

e isso tem sido estimulado

através de parcerias

do SEBRAE/RS com o setor

público e privado. Características

como iniciativa,

persistência, comprometimento,

estabelecimento de

metas, trabalho em equipe,

autoconfiança, entre outras,

são cada vez mais necessárias,

frente à competitividade

do mercado. Confira

alguns resultados obtidos

pelo Programa Nacional de

Educação Empreendedora

e do JEPP, conforme pesquisa

realizada neste ano.

MUDANÇAS PERCEBIDAS

PELOS PROFESSORES ENTRE

OS PARTICIPANTES:

19% maior interesse

18% desenvolvimento do lado empreendedor

8% ficaram mais motivados

melhor interação entre alunos

melhor noção em relação ao dinheiro

6% melhor desempenho/aprendizado

89% dos alunos

reconhecem que a participação na disciplina

Empreendedorismo fez pensar sobre a

possibilidade de empreender em um futuro

próximo.

19% dos professores

conhecem alunos que tenham aberto

ou influenciado os pais a abrir um negócio,

após a participação no programa.

31


EMPREENDEDORISMO

JOVENS E

Profissionais

com perfis de

18 a 34 anos

tornam-se

responsáveis

por erguer

mais da

metade

dos novos

negócios

EMPREENDEDORES

32


EMPREENDEDORISMO

Quem disse que conduzir

o próprio negócio é uma

possibilidade restrita a

profissionais com longas e sólidas

carreiras? Com inquietude característica,

vontade de fazer, capacidade de execução

e sede de conhecimento, jovens de 18

a 34 anos estão tomando a frente no

empreendedorismo e já são responsáveis

por mais da metade dos novos negócios

no Rio Grande do Sul. A constatação é da

pesquisa Global Entrepreneurship Monitor

(GEM), realizada pelo Instituto Brasileiro de

Qualidade e Produtividade (IBQP) e apoiada

pelo SEBRAE/RS, que, pela primeira vez,

apresenta dados do cenário regional.

33


EMPREENDEDORISMO

Os números levantados no relatório nos

mostram que, entre os empreendedores

iniciais, os mais jovens, entre 18 e 34

anos, são 53,2% do total. Já no grupo dos

empreendedores estabelecidos, as faixas

mais avançadas predominam: 45 e 64 anos

perfazem 56,7% do total. “Observa-se uma

maior predisposição dos jovens em empreender,

alguns motivados pelas incertezas do

mercado de trabalho e outros pelo desejo

de realizar um sonho e estar à frente do seu

próprio negócio”, avalia a técnica da Gerência

de Gestão Estratégica do SEBRAE/RS,

Andreia Cristine Grätsch do Nascimento.

“SEMPRE ME DISSERAM QUE EU

TINHA TALENTO PARA O NEGÓCIO.

COSTUMO DIZER QUE É OUVINDO

AS PESSOAS MAIS VELHAS E

EXPERIENTES E CONHECENDO

OS ERROS DO PASSADO QUE

APRENDEMOS A APROVEITAR AS

OPORTUNIDADES DO FUTURO.”

Jonathan Tebaldi

Empreendedor

No Brasil, 8 milhões de pessoas, sejam perfis

jovens e maduros, têm um negócio ou

estão envolvidas na criação de um, enquanto

em território gaúcho são 1,9 milhão de

pessoas, o que representa 4% da população

empreendedora do País. Parte dessa parcela

jovem que impulsiona a abertura de

novas empresas, Jonathan Tebaldi, do município

de Nova Bassano, conta que esteve

na condição de funcionário, com a carteira

de trabalho assinada, apenas uma vez. Hoje,

aos 32 anos, ele conduz as atividades de sua

terceira empresa, a Criativando, voltada à

criação e comercialização de produtos para

decoração, produzidos por um coletivo de

profissionais criativos.

Com o exemplo da mãe - que, de empregada

doméstica, tornou-se dona de farmácia

-, cresceu incentivado a construir o próprio

negócio. O primeiro deles foi uma agência,

34


EMPREENDEDORISMO

“É IMPORTANTE CORRER

ATRÁS, ESTAR ABERTO E TER

CORAGEM DE ARRISCAR,

MESMO QUE SEJA DIFÍCIL O

PONTAPÉ INICIAL. TEM QUE

GOSTAR DE APRENDER.”

Rodrigo Cunha

Designer e empreendedor

que não resistiu no mercado. Em seguida,

após receber uma oportunidade

para atuar na gerência de marketing de

uma rede de supermercados, viu-se, de

repente, desempregado. Naquele momento,

recorreu ao empreendedorismo

como uma forma de driblar as circunstâncias.

“Vendi um carro, aluguei um

porão, parcelei uma máquina e montei

minha gráfica. Hoje, tenho quatro funcionários

e uma estrutura de 500m²”,

comenta.

E não é que de um negócio criado por

necessidade surgiu outro, orientado pela

oportunidade? Tebaldi descobriu que

o maquinário de que dispõe na gráfica

permite produzir papéis de parede, assim

testou a aceitação do produto e descobriu

um novo nicho. Foi assim que,

em 2016, surgiu a Criativando, empresa

de papéis de parede e produtos de decoração,

que conta com um portal de

marketplace para conectar profissionais

criativos ao público-final. “Sempre me

disseram que eu tinha talento para o

negócio. Costumo dizer que é ouvindo

as pessoas mais velhas e experientes e

conhecendo os erros do passado que

aprendemos a aproveitar as oportunidades

do futuro”, observa.

DE OLHO NOS NICHOS

Assim como a motivação por necessidade

deu lugar ao empreender por

oportunidade na trajetória de Tebaldi,

vislumbrar um nicho ganha força como

motivador no surgimento de novas empresas

no cenário brasileiro. Em 2016, a

taxa de empreendedorismo por necessidade

ficou em 8,3%, enquanto aquela

que se refere à oportunidade alcançou

a marca de 11,2%. Já no Rio Grande do

Sul, em igual período, os mesmos índices

registraram 4,1% e 8,2%, respectivamente.

Ainda segundo a pesquisa GEM,

no ecossistema empreendedor gaúcho,

a cada negócio criado por necessidade,

dois são estruturados por oportunidade.

A startup Pulsetec, dedicada ao desenvolvimento

de soluções inovadoras em

tecnologia assistiva e healthcare, enquadra-se

neste último formato. Técnico

35


EMPREENDEDORISMO

NO BRASIL,

8 MILHÕES DE

PESSOAS, SEJAM

PERFIS JOVENS E

MADUROS, TÊM

UM NEGÓCIO OU

ESTÃO ENVOLVIDAS

NA CRIAÇÃO DE

UM, ENQUANTO

EM TERRITÓRIO

GAÚCHO SÃO

1,9 MILHÃO DE

PESSOAS, O QUE

REPRESENTA 4%

DA POPULAÇÃO

EMPREENDEDORA

DO PAÍS.

em eletrônica e bacharel em design de produto,

Rodrigo Cunha, 29 anos, começou ainda

dentro da universidade a unir os dois assuntos

em projetos do curso. Voltando-se à área da

saúde, abordou em seu trabalho de conclusão

do curso a tecnologia assistiva – aquela

que contribui para proporcionar ou ampliar

habilidades funcionais de pessoas com deficiência

e consequentemente promover vida independente

e inclusão – e, ali, descobriu uma

oportunidade. “Percebi que alguns produtos

não resolviam realmente a necessidade das

pessoas”, relata ele. Nascia assim o embrião

da empresa.

A criação de um pequeno dispositivo que

identifica cores em cédulas de dinheiro à luz

ambiente serviu de ponto de partida ao projeto,

cinco anos atrás. Já a formatação da

Pulsetec como startup aconteceu há cerca

de um ano. “Precisei imergir na questão de

como empreender, o que foi uma novidade

para mim, pois não tinha conhecimento da

área de gestão, apenas da parte técnica”, revela

Cunha, ao admitir que não tinha familiaridade

com a temática do empreendedorismo.

O desafio o fez buscar nas pessoas e nos livros

as informações e o conhecimento sobre

gestão e sobre o ecossistema de startups,

necessários a quem pretende desenvolver

um negócio sólido. “Comecei a estudar e ler

bastante, a participar de eventos e concursos

– e ganhei três deles com o projeto. Procurei

dicas e mentorias de pessoas que estão

na área e me concentrei em fazer conexões.

Tem sido um período de novos aprendizados

e esse aprendizado é quase uma faculdade,

onde se aprende não só a metodologia, mas

como de fato é a realidade.”

36


EMPREENDEDORISMO

A BUSCA PELO DIFERENCIAL

Diferentemente do que acontece com

a Criativando e a Pulsetec, a inovação

ainda é um fator pouco encontrado

entre os negócios iniciais e estabelecidos

no cenário gaúcho.

Uma pequena parcela dos

empreendedores iniciais

e estabelecidos (8,0% e

3,7%) do Estado reconhece

seus produtos ou serviços

como algo novo para alguns

ou para todos os seus

clientes. Os percentuais estão

abaixo dos observados

em nível nacional (20,3%

e 21,1%, respectivamente).

Essa constatação, conforme

a pesquisa, pode estar

relacionada tanto às especificidades

dos segmentos

econômicos em que atuam,

como à capacidade

de gestão e planejamento,

escolaridade e capacitação

dos empreendedores.

Também é um aspectos

que contribui para esse cenário

o acesso a informações

tecnológicas, a fontes

de financiamento e a riscos

implícitos nos processos

de inovação de produtos e

serviços.

A experiência da Criativando, por exemplo,

mostra que pequenos ajustes são

capazes de reavivar a experiência com

produtos, sem que estes precisem ser

totalmente reinventados. Esse é o caso

do papel de parede interativo infantil,

produto que acompanha a nova fase da

empresa. Por meio de um aplicativo, o

cliente poderá escolher o modelo do

papel de parede, que conterá histórias

clássicas como Branca de

Neve e os sete anões. Com

a ferramenta instalada no

celular, os pais e as crianças

poderão interagir com

as ilustrações e ler as histórias.

Tebaldi confessa certa

dificuldade na questão tecnológica,

mas diz que tem

aprendido a lidar com ela.

“Não sou programador, sou

empreendedor. Mas, em um

mês, aprendi um pouco sobre

programar e estou indo

em frente”, reconhece.

Com projetos expandidos

também para a área de gestão

hospitalar, o momento

atual para a Pulsetec é de

validação junto ao mercado,

através de MVP (sigla, em inglês,

para mínimo produto

viável), e atração de investimentos.

“Quero validar o

projeto dentro do ambiente

e começar os testes com

pessoas. A busca de investidores

também é constante.

É importante correr atrás,

estar aberto e ter coragem de arriscar,

mesmo que seja difícil o pontapé inicial.

Tem que gostar de aprender”, resume

Cunha.

37


EMPREENDEDORISMO

POR DENTRO DO CENÁRIO

EMPREENDEDOR GAÚCHO

SEGMENTOS QUE CONCENTRAM MAIS NEGÓCIOS

1,2%

Setor

extrativo

8,1%

Serviços

orientados

para

negócio

31,3%

Indústria

de

transformação

59,4%

Serviços

orientados

para o

consumidor

FATORES FAVORÁVEIS PARA ABERTURA E

MANUTENÇÃO DE NOVOS NEGÓCIOS

4,3% 13,0% 13,0% 21,7%

Infraestrutura

comercial e

profissional

Apoio

financeiro

Contexto

político

e clima

econômico

Normas

culturais

e sociais

30,4% 34,8% 43,5% 43,5%

Pesquisa e

desenvolvimento

Capacidade

e composição

da população

Políticas

governamentais

e

programas

Abertura de

mercado/

barreiras à

entrada

8,7% 13,0%

Infraestrutura

comercial e

profissional

17,4%

Normas

culturais

e sociais

PRINCIPAIS OBSTÁCULOS

Pesquisa e

desenvolvimento

13,0%

Capacidade e

composição

da população

17,4%

Contexto

político e

clima

econômico

30,4% 30,4% 87,0%

Educação e

capacitação

Apoio

financeiro

Políticas

governamentais

e

programas

38

Fonte: Pesquisa GEM


INOVAÇÃO

Na

vanguarda

da

tecnologia

Pequenas empresas tornam-se

parceiras estratégicas na

hora de levar inovação para

grandes organizações

Com estruturas enxutas, mas enorme capacidade de

inovação, as pequenas empresas se tornam, cada vez

mais, importantes aliadas de grandes corporações

nacionais, especialmente, na área de tecnologia.

Com modelos de processos ágeis e flexíveis, as startups

se destacam como parceiras ao oferecer produtos e

soluções que fomentam verdadeiras transformações.

39


INOVAÇÃO

A abertura de canais que aproximam essas

empresas tem sido um esforço do

SEBRAE/RS. Um exemplo é o desafio Varejo

Now, realizado neste ano, durante

a Feira Brasileira do Varejo (FBV), juntamente

com o Sindilojas POA e o Tecnosinos.

A iniciativa envolveu startups

no desenvolvimento de soluções para

empresas do varejo. “Temos trabalhado

neste sentido: conectar problemas e necessidades

reais de grandes empresas

com soluções de pequenas”, afirma o

gestor de Projetos da Gerência de Inovação,

Mercados e Serviços Financeiros

Gustavo Moreira.

“TEMOS

TRABALHADO

NESTE SENTIDO:

CONECTAR

PROBLEMAS E

NECESSIDADES

REAIS DE

GRANDES

EMPRESAS COM

SOLUÇÕES DE

PEQUENAS.”

Gustavo Moreira

Segmentos de mercado, que antes levavam

décadas e até séculos para iden-

Gestor de Projetos

SEBRAE/RS

tificar e implementar mudanças significativas,

agora miram nos pequenos

negócios para entender as transformações

e aplicá-las ao seu cotidiano. É o

que corporações como Braskem, Cartoon

Network, Grendene, Natura e Renault/Nissan

têm feito, ao aderir a programas

de Pesquisa e Desenvolvimento

(P&D). “É cada vez mais comum buscar

inteligência fora dos muros da empresa”,

acrescenta Moreira. Isso acontece não

apenas com organizações tradicionais,

mas

40onexões

também de base tecnológica, que

buscam uma forma de tornar seus processos

menos onerosos e mais ágeis.


INOVAÇÃO

PEQUENAS TRANSFORMADORAS

A Tag24, de Porto Alegre, implementa

sistemas RFID (identificação por radiofrequência),

que tem chamado a atenção

de grandes companhias. Um produto

é uma loja de conveniência para condomínios,

com base nessa tecnologia.

Tratam-se de sensores que recebem a

comunicação de máquinas, permitindo

a otimização de processos e recursos.

“Trabalhamos com a gestão e o rastreamento

de processos envolvidos na parte

industrial. As empresas precisam se transformar

para ter o máximo de eficiência

e continuar competitivas no mundo de

hoje e nós podemos ajudar, ao levar essa

expertise de sensores”, justifica o diretor,

Gustavo Bellozi.

Na análise dele, as startups têm muito a

contribuir com organizações de maior

porte, devido à capacidade de personalizar

o atendimento e se moldar à cultura

da empresa. “Se fôssemos uma megaempresa,

teríamos uma cultura própria

e isso provocaria um choque. Se a empresa

internaliza a digitalização, ela tira o

foco do seu pessoal para algo que não

é o fim da empresa. Volta-se para isso e

esquece o que dá dinheiro a ela, o que

coloca em risco o negócio.”

“AS EMPRESAS

PRECISAM SE

TRANSFORMAR

PARA TER O

MÁXIMO DE

EFICIÊNCIA E

CONTINUAR

COMPETITIVAS

NO MUNDO DE

HOJE E NÓS

PODEMOS

AJUDAR.”

Gustavo Bellozi

Empreendedor

Para Bellozi, as corporações que estão

à frente no modelo Indústria 4.0 já entendem

a importância dessa integração

e “trazem consigo esse ecossistema de

41


INOVAÇÃO

pequenas empresas que promovem transformações,

enquanto as empresas seguem

o caminho de seus negócios”. Nessa mesma

linha, o CEO da Café com Soluções,

Fabio Vencato, defende que a agilidade e

a flexibilidade têm valor expressivo para os

parceiros. “A visão de fora consegue identificar

e executar coisas que, caso se tivesse

que fazer internamente, seria muito mais

difícil. Às vezes, as coisas não acontecem

porque falta um ‘dono’ para fazer acontecer.”

Com base em enterprise resource planning

(ERP) – em português, sistema de gestão

empresarial –, a startup, incubada pela Unisinos,

desenvolve produtos customizados

para a realidade do cliente. Neste ano, durante

o Camp de Inovação, realizado pelo

SEBRAE/RS, durante a Mercopar, propôs à

Nissan/Renault um aplicativo, que permitiria

guardar dados e conhecer melhor o

cliente, algo ainda não praticado pela fabricante

de automóveis. “As empresas estão

começando a perceber que é preciso correr

o risco para testar as ideias e, às vezes,

elas não são tão complexas.”

“AS EMPRESAS

ESTÃO

COMEÇANDO

A PERCEBER

QUE É PRECISO

CORRER O RISCO

PARA TESTAR

AS IDEIAS E,

ÀS VEZES, ELAS

NÃO SÃO TÃO

COMPLEXAS.”

Fábio Vencato

Empreendedor

TROCA DE NEGÓCIOS

Atuando em um segmento ainda bastante

conservador em seus processos, a Nissan/

Renault quer construir relações para mudar

esse cenário. A montadora tem se envolvido

em iniciativas que fomentem a inova-

42


INOVAÇÃO

ção digital. “A indústria automotiva tem uma

postura um pouco engessada. Estamos nos

aproximando de sistema de inovação e mercado,

através de empresas que utilizam no

seu core business metodologias atuais, que

provocam essas transformações”, explica

o gerente de Inovação da Nissan/Renault,

Pablo Coelho.

A necessidade de mudança de mindset cultural,

avalia ele, tem se tornado cada vez

mais urgente. “Há pouco tempo, poderia

afirmar que conhecia o meu concorrente.

Com essa mudança de mercado, não posso

mais dizer isso. Essa situação aumenta

nossa preocupação em aproximar startups

e mudar a forma como se produz negócios

hoje.” Abrir as portas da organização reflete

em vantagens para ambos os lados. “Ofereço

possibilidade para pequenas empresas

virem até meu ambiente, ela ganha escala e

consigo encaixar esse modelo de processo

inovador ao meu negócio”, pontua.

Para que isso ocorra, reforça Coelho, têm

função fundamental as iniciativas que promovam

a conexão entre pequenas empresas

de tecnologia e grandes organizações.

“Quanto mais instituições tratarem o tema

e assumirem o papel de mediadores, como

o SEBRAE faz ao oferecer espaços que fomentem

isso, mais facilidade de encontrar

empresas parceiras as indústrias terão e

mais oportunidades de negócios vamos gerar”,

conclui.

“HÁ POUCO

TEMPO,

PODERIA

AFIRMAR QUE

CONHECIA

O MEU

CONCORRENTE.

COM ESSA

MUDANÇA DE

MERCADO, NÃO

POSSO MAIS

DIZER ISSO.”

Pablo Coelho

Gerente de Inovação

43


ENTREVISTA

Como a

reforma

trabalhista

pode afetar a

rotina da sua

empresa?

Confira na entrevista com o advogado trabalhista e

professor de Direito do Trabalho e Processo do Trabalho

da PUCRS Eugênio Hainzenreder Júnior

como a reforma trabalhista pode afetar as empresas,

especialmente os pequenos negócios.

44


ENTREVISTA

Mais SEBRAE: Quais os principais

pontos de atenção para os empresários

sobre a reforma trabalhista?

Eugênio Hainzenreder Júnior - A

denominada “reforma trabalhista” trata-se

da Lei 13.467/17, que alterou a

Consolidação das Leis do Trabalho em

diversos pontos, compreendendo

inúmeras questões,

não apenas envolvendo

o contrato de trabalho,

mas também modificações

no âmbito do judiciário trabalhista.

Como exemplos

importantes de mudanças

na relação de emprego,

podem-se citar a normatização

envolvendo o teletrabalho,

a regulação do

contrato de trabalho intermitente,

a possibilidade

de realização do banco de

horas diretamente com o

empregado (já que antes se

exigia a negociação coletiva com o sindicato),

a previsão do regime de trabalho

12x36, a permissão da terceirização em

atividade fim da empresa, entre outros.

No âmbito do processo do trabalho,

exemplificativamente, a lei nova reduz

pela metade o valor do depósito recursal

(que se exige das empresas em caso

de recurso na ação trabalhista) quando o

empregador se tratar de microempresa

ou de empresa de pequeno porte, cria

novos critérios para a justiça gratuita,

bem como prevê a possibilidade de a

“A RELAÇÃO ENTRE

EMPREGADO E

EMPREGADOR

CONTINUA EXATAMENTE

A MESMA, OU SEJA,

AMBAS AS PARTES

PERMANECEM COM

SEUS DEVERES

CONTRATUAIS NA

INTEGRALIDADE.”

Justiça do Trabalho homologar acordo

entre empregado e empregador.

Mais SEBRAE: O que muda na

relação empresa/funcionários

a partir da entrada em vigor da

nova lei?

Eugênio Hainzenreder Júnior - Embora

muitas informações tenham sido

divulgadas no sentido de

restrição de direitos e de

redução de garantias dos

empregados, em verdade, a

relação entre empregado e

empregador continua exatamente

a mesma, ou seja,

ambas as partes permanecem

com seus deveres

contratuais na integralidade.

Do mesmo modo, as condições

previstas nos contratos

de trabalho dos atuais empregados

deverão, em regra,

permanecer inalteradas.

O que efetivamente muda

na prática são situações relacionadas a

determinados artigos da CLT que sofreram

alteração, ou revogação, como, por

exemplo, é o caso do término das chamadas

horas in itinere (horas de percurso,

que envolvem a situação específica

do empregado que utilizava o transporte

fornecido pela empresa para ir e voltar

ao trabalho quando o local não era servido

por transporte público ou era de

difícil acesso), assim como a revogação

do art. 384 da CLT, que disciplinava um

intervalo especial de 15 minutos para

45


ENTREVISTA

a mulher antes da prorrogação da jornada.

Em síntese, o empresário deverá

estar atento para as situações que efetivamente

poderão ser alteradas em relação

aos contratos de trabalho que já

estavam em vigor antes do dia 11/11/17,

pois, para o Direito do Trabalho, deve-

-se preservar a condição mais benéfica

prevista nos contratos em andamento,

não sendo possível realizar alterações

contratuais que acarretem prejuízos ao

trabalhador.

Mais SEBRAE: Quais são os principais

impactos que a reforma

trabalhista trará para o dia a

dia empresarial de um pequeno

negócio, no que tange a férias,

intervalo, jornada de trabalho e

13º salário?

Eugênio Hainzenreder Júnior - Esta

é uma questão bem importante, pois, diferente

do que se tem por vezes falado

sobre o assunto, a reforma trabalhista

não pode reduzir ou suprimir nenhum

direito consagrado na Constituição Federal.

Portanto, nas alterações que a

nova lei permite, o empregador deverá

ter muito cuidado com o que efetivamente

é permitido pela reforma trabalhista.

Em relação às férias, permanece

o direito exatamente como disciplinado

anteriormente, com a diferença apenas

de que, quando houver concordância

entre as partes, com a nova lei, será permitido

que as férias sejam usufruídas em

até três períodos, sendo que um deles

não poderá ser inferior a 14 dias corridos

e os demais não poderão ser inferiores a

cinco dias corridos, cada um.

No que se refere ao intervalo para descanso

e refeição, deve-se ter muita prudência,

pois a possibilidade de redução

do período mínimo de uma hora, hoje

prevista para aqueles empregados que

trabalham em jornada superior a seis horas,

somente pode ocorrer por meio de

convenção ou acordo coletivo com o

sindicato e, ainda assim, deverá ser respeitado

o limite mínimo de 30 minutos

de intervalo para jornadas superiores a

seis horas.

Sobre a jornada de trabalho, um aspecto

bastante relevante é o fato de a nova lei

permitir a pactuação do banco de horas

diretamente com o empregado quando

a compensação de horas ocorrer no período

máximo de seis meses. Antes da

reforma, somente era válido o banco de

horas quando ajustado com o sindicato.

Sobre a jornada de trabalho, a nova lei

não considera como período de trabalho,

para efeito de pagamento ou de

horas extras, quando o empregado, por

escolha própria, permanecer nas dependências

da empresa para exercer atividades

particulares, como estudo, alimentação,

higiene pessoal e troca de roupa

ou uniforme na hipótese de não haver

obrigatoriedade de realizar a troca na

empresa.

Além disso, foi prevista pela lei nova a figura

do contrato de trabalho intermitente,

que é aquele que alterna períodos de

prestação de serviços e de inatividade.

Nesse caso, o empregador deverá convocar

o empregado para a prestação de

46


ENTREVISTA

serviços, informando qual será a jornada,

com, pelo menos, três dias corridos de

antecedência, sendo que, uma vez recebida

a convocação, o empregado terá o

prazo de um dia útil para responder ao

chamado, presumindo-se, no silêncio, a

recusa.

Outra novidade da lei nova foi a previsão

do denominado regime

12x36 (que já era previsto

por algumas normas coletivas),

o qual faculta às

partes estabelecerem horário

de trabalho de 12 horas

seguidas por 36 horas

ininterruptas de descanso.

Por fim, quanto ao 13º

salário (gratificação natalina),

como se trata de

garantia constitucional,

este direito não pode ser

reduzido, sendo inclusive

expresso no texto da

nova lei que nem mesmo

a norma coletiva poderá

suprimir ou reduzir o valor

nominal do 13º salário.

Mais SEBRAE: Os salários

podem ser reduzidos?

“VEJO A MODERNIZAÇÃO

DA LEGISLAÇÃO

TRABALHISTA COMO MAIS

QUE NECESSÁRIA. COMO

ADVOGADO E TAMBÉM

COMO PROFESSOR DE

DIREITO DO TRABALHO,

ENTENDO QUE É

EVIDENTE QUE O DIREITO

DEVE ACOMPANHAR A

REALIDADE, POIS, DO

CONTRÁRIO, A REALIDADE

SE VOLTA CONTRA O

PRÓPRIO DIREITO.”

Eugênio Hainzenreder Júnior -

Não, os salários não podem ser reduzidos,

pois essa garantia é disposta na

Constituição Federal, a qual disciplina

que somente poderá haver redução de

salário por meio de negociação coletiva,

ou seja, convenção coletiva ou acordo

coletivo do trabalho, em que há a participação

do sindicato. Portanto, a reforma

trabalhista não altera (e nem poderia

alterar) o princípio da irredutibilidade

salarial previsto na Constituição Federal.

Mais SEBRAE: Como fica a rescisão

do contrato de trabalho por

comum acordo?

Eugênio Hainzenreder

Júnior - Esta nova modalidade

de extinção do contrato

de trabalho, também

denominada de distrato, é

bastante interessante, pois

não havia nenhuma previsão

na CLT sobre a possibilidade

de empregado e

empregador encerrarem o

contrato de trabalho por

comum acordo. A inexistência

de previsão legal,

na prática, levava algumas

empresas a fazerem os

chamados “acordos” por

solicitação dos empregados,

que, em verdade, caracterizavam

fraude à lei,

pois os empregados eram

despedidos e depois devolviam os valores

do aviso prévio e da indenização

do FGTS. Com a nova lei, a CLT passa a

contemplar tal modalidade de extinção

do contrato, sendo que, nessa hipótese,

será devida pela metade a indenização

do FGTS (será de 20%) e também haverá

a redução de 50% no valor do aviso

prévio indenizado. As demais verbas rescisórias

serão devidas na integralidade.

47


ENTREVISTA

Outro ponto importante é que, nesse

modo de rescisão do contrato de trabalho,

o empregado poderá levantar 80%

do valor dos depósitos do FGTS, bem

como terá direito ao seguro-desemprego.

Mais SEBRAE: O que acontece com

os contratos temporários?

Eugênio Hainzenreder Júnior - Os

contratos de trabalho temporários são

regulados pela Lei 6.019/74 e não sofreram

alteração com a chamada Lei da

Reforma Trabalhista (Lei 13.467/17) pois

esta modalidade de contrato já havia sido

alterada por outra lei anterior, qual seja, a

Lei 13.429/17. Os pontos de alteração na

Lei 6.019/74 (pela lei anterior à reforma)

foram bem positivos aos empregadores,

pois, por exemplo, permitiu-se a contratação

de trabalhadores temporários por

período superior ao anteriormente disciplinado,

agora sendo de 180 dias, podendo

ser prorrogado por mais 90 dias.

Mais SEBRAE: O que acontece com

o trabalho em tempo parcial?

Eugênio Hainzenreder Júnior -

Neste ponto, houve alterações na CLT,

pois se passou a considerar trabalho em

regime de tempo parcial aquele cuja duração

não exceda a 30 horas semanais,

sem a possibilidade de horas suplementares

semanais, ou, ainda, aquele cuja duração

não exceda a 26 horas semanais,

com a possibilidade de acréscimo de até

seis horas suplementares semanais. Antes

da lei nova, a CLT previa como trabalho

em regime de tempo parcial aquele

cuja duração não excedesse 25 horas

semanais. Além disso, não se permitia a

realização de horas extras nessa modalidade

de trabalho, assim como se aplicava

um regime de férias diferenciado.

Com a nova lei, permite-se a realização

de horas suplementares, sendo que as

férias do regime de tempo parcial passaram

a ter as mesmas regras da CLT,

sendo igualmente facultado ao empregado

contratado sob essa modalidade

converter um terço do período de férias

em abono pecuniário.

Mais SEBRAE: Empresários que

enfrentam ações na Justiça do

Trabalho devem esperar alguma

mudança nos julgamentos?

Eugênio Hainzenreder Júnior - Imagino

que esses momentos iniciais de vigência

da nova lei envolverá um período

de grande instabilidade, pois há alguns

juízes já se pronunciando no sentido

de que não a aplicarão, sustentando

princípios e supostas inconstitucionalidades

na lei, o que é lamentável, pois

em um Estado Democrático de Direito

cabe ao Judiciário justamente aplicar a

lei, gostando dela ou não. Entendo que

não cabe ao juiz ficar se pronunciando

fora dos autos, inclusive, sustentando

teses para não aplicar a lei, até mesmo

sob pena de quebra do princípio do juiz

imparcial. Caso se entenda, eventualmente,

que há aspectos inconstitucionais

na nova lei, existe caminho jurídico

48


ENTREVISTA

específico para isso, pois, em uma democracia,

é elementar que o Judiciário

deva respeitar e aplicar a lei devidamente

criada e aprovada pelos demais poderes.

Portanto, embora a nova lei crie

novas regras, deve-se ter muita cautela

ao acompanhar a atuação do Judiciário

em relação à reforma trabalhista.

Mais SEBRAE: Na

opinião do senhor, a

modernização trabalhista

pode induzir a

informalidade?

Eugênio Hainzenreder

Júnior - Vejo a modernização

da legislação trabalhista

como mais que

necessária. Como advogado

e também como

professor de Direito do

Trabalho, entendo que

é evidente que o direito

deve acompanhar a realidade,

pois, do contrário,

a realidade se volta contra

o próprio direito. Logo, o direito do trabalho

deve contemplar as novas demandas

e formas de trabalho.

Ademais, é certo que o Direito do Trabalho

desempenha papel fundamental

e que a proteção à parte mais vulnerável

na relação de emprego, que é o

trabalhador, deve continuar existindo.

No entanto, não há mais espaço para

sufocar as empresas e tratar o empregado

como o mesmo trabalhador da

época pós-Revolução Industrial. Hoje

“EM SÍNTESE, PENSO QUE

A MODERNIZAÇÃO DA CLT

TERÁ EFEITO DE REDUZIR

A INFORMALIDADE,

INCENTIVANDO

A CONTRATAÇÃO

DE EMPREGADOS,

ASSIM COMO IRÁ

CONTRIBUIR COM A

DESBUROCRATIZAÇÃO EM

DIVERSOS ASPECTOS DA

RELAÇÃO DE EMPREGO.”

temos acesso à informação e pessoas

que não podem ser consideradas absolutamente

incapazes de tomar decisões

perante seu empregador. Houve

um discurso muito passional e político-partidário

em relação à reforma,

sendo, inclusive, colocadas diversas

inverdades que a nova lei não disciplina,

por vezes, por pessoas

mal informadas que nem

sequer leram as disposições

da nova lei. Além

disso, outros interesses

políticos me parecem

que foram colocados em

jogo, de forma que a discussão

específica sobre

este ou aquele artigo da

lei que efetivamente poderia

representar alguma

espécie de prejuízo ao

trabalhador acabou sendo

deixada em segundo

plano. Em síntese, penso

que a modernização da

CLT terá efeito de reduzir

a informalidade, incentivando

a contratação de empregados,

assim como irá contribuir com a desburocratização

em diversos aspectos

da relação de emprego. É preciso lembrar

que não há empresa sem trabalhador

e vice-versa, de forma que se deve

buscar a harmonia nessa relação, pois

o emprego é fundamental nas nossas

vidas, e o Direito do Trabalho tem justamente

esta função, de pacificação

social, e não de corrigir uma desigualdade,

gerando outra desigualdade.

49


PRÊMIOS

Inovação

a favor da

Sócia da

Insemine durante

a cerimônia

de entrega do

Prêmio MPE

Brasil, em

Brasília.

Foto: Charles Damasceno

50


PRÊMIOS

Destaque

no Prêmio

MPE Brasil,

a Insemine

surgiu há 10

anos com

a proposta

de fazer a

diferença

na área de

reprodução

humana

Tecnologia, pesquisa e investimento

contínuo são elementos essenciais

na área de reprodução humana, o

que faz o setor ser explorado predominantemente

por grandes centros e investidores.

Há 10 anos, no entanto, quatro profissionais

escolheram desconstruir esse cenário,

colocando no mercado especializado um

pequeno negócio. Nasceu, assim, a Insemine

Centro de Reprodução Humana, que,

neste ano, foi reconhecida pelo MPE Brasil

– Prêmio de Competitividade para Micro e

Pequenas Empresas.

Com sede em Porto Alegre, o empreendimento

foi criado pelos médicos Alberto

Stein, João Sabino, Luciana Guedes da Luz

e pela farmacêutica bioquímica Katia Delgado

dos Santos. Hoje, conta com sete

funcionários, oito médicos e uma equipe

de anestesia terceirizada e já contabiliza

cerca de 20 mil pessoas atendidas e mais

de 4 mil ciclos de fertilização. “Sempre nos

preocupamos e entendemos a reprodução

assistida como atenção ao casal (com todas

as construções que existem hoje na sociedade

moderna). Nós ajudamos as pessoas

a constituírem famílias”, sustenta Katia.

Na trajetória, a Insemine busca esclarecer

que a reprodução assistida passa também

pela orientação e pelo aconselhamento de

reprodução, não se restringindo a técnicas

como a fertilização in vitro. O início foi um

desafio e tanto - know-how eles tinham,

mas não o montante para arcar com o cus-

51


PRÊMIOS

to inicial. Para isso, tiveram o apoio do Proger, uma iniciativa

do Banco do Brasil, que possibilitou a abertura da

operação. “Em uma área de alta tecnologia agregada,

manter investimentos constantes e saúde financeira é

um grande desafio, porque não se pode permanecer

neste segmento sem fazer isso continuamente”, avalia.

“EM UMA ÁREA DE

ALTA TECNOLOGIA

AGREGADA, MANTER

INVESTIMENTOS

CONSTANTES E SAÚDE

FINANCEIRA É UM

GRANDE DESAFIO,

PORQUE NÃO SE

PODE PERMANECER

NESTE SEGMENTO

SEM FAZER ISSO

CONTINUAMENTE.”

Katia Delgado dos Santos

Farmacêutica bioquímica

Pouco a pouco, os resultados vieram, trazendo o reconhecimento

do mercado, a renovação e a consolidação

da empresa. “Hoje, apesar de não sermos pioneiros

na reprodução assistida, podemos dizer que somos

pioneiros na forma de fazer”, acrescenta. Katia se refere

à pesquisa e implementação de novas técnicas, que

possibilitam melhora nos resultados e diminuição de

custos. “Fomos os primeiros a aplicar o manejo ecográfico

para uso racional de medicação e, consequentemente,

conseguimos reduzir o custo dos medicamentos

para os pacientes. Tudo através de evidências

científicas que produzimos e que foram reconhecidas

em publicações internacionais”, explica.

O alto valor dos tratamentos e a dificuldade de acesso

pela população do Rio Grande do Sul e do Brasil inspiraram

ainda, em 2009, a criação do Instituto Willkok,

organização sem fins lucrativos, voltada à população

de baixa renda. Como a reprodução assistida trabalha

com insumos de baixo prazo de validade, os sócios repassam

materiais ao instituto, evitando a perda de utilidade

e proporcionando tratamentos com a mesma

segurança e qualidade recebidas pelos pacientes da

Insemine. “Foi a forma que encontramos de fazer algo

social, a baixo custo, usando uma estrutura instalada,

em um período ocioso”, sintetiza.

OLHAR SOBRE A GESTÃO

A Insemine esteve entre as participantes do programa

Agentes Locais da Inovação (ALI), iniciativa do SEBRAE

e CNPq, o que Katia considera um divisor de águas.

Com o apoio da consultoria, ajustou os princípios nor-

52


PRÊMIOS

Luciana Guedes da Luz, Alberto Stein, João Sabino e Kátia Delgado dos Santos

são os fundadores da Insemine.

teadores, a marca e fortaleceu a missão.

A experiência, segundo ela, contribuiu

para qualificar o processo de gestão, e

a equipe segue envolvida em capacitações

com foco no atendimento ao cliente

e em processos de trabalho. “Embora

a gente saiba que nos negócios existem

empresas que navegam no oceano azul,

eu resisto a me sentir assim. Manter um

olhar crítico sobre o teu negócio é muito

importante, assim como ter pessoas de

fora auxiliando.”

No dia a dia de operação com profissionais

multidisciplinares, a empresária

compreende como um desafio coordenar

diferentes visões. Para Katia, a conquista

do Prêmio MPE Brasil, na categoria

Serviços de Saúde, veio brindar um

esforço conjunto. “Esse é um reconheci-

mento para toda a equipe de que o trabalho

que realizamos, e que podemos

continuar realizando, está em uma direção

certa e de relevância social. Queremos

lutar para permanecer nesse caminho”,

argumenta.

Na avaliação da gestora, a Insemine segue

firme na crença de fazer da reprodução

assistida uma subespecialidade

da saúde diferente. “Aliamos diariamente

tecnologia, conhecimento e excelência,

com uma proposição de valor funcional

e emocional, respeitando singularidades.

Queremos continuar o processo de qualificação

da gestão e também avançar

na tarefa de desmistificar a reprodução

assistida, focando na educação continuada

e tendo médicos como nossos parceiros”,

finaliza.

53


CASOS DE SUCESSO

SIGA O EXEMPLO

STARTUPRS SCALE

Voltado a negócios digitais que

já operaram como empresas e

registram faturamento, o programa

é composto por consultorias, que

envolvem do diagnóstico até as

etapas de comercialização e rodas

de aprendizagem. Ainda oportuniza

o contato direto com potenciais

investidores.

A Rocket.Chat surgiu como um projeto open source

para criar a melhor plataforma de chat para empresas

utilizarem internamente e com seus clientes.

O projeto teve tanto sucesso que, em pouco tempo,

reuniu uma das maiores e mais ativas comunidades

de desenvolvedores do mundo, com mais

de 500 contribuidores. Em menos de dois anos,

recebeu um aporte de US$ 5 milhões, permitindo

contratar mais pessoas para o time. O projeto de

consultoria com o SEBRAE/RS nos acompanhou

nesta fase de rápido crescimento, durante a qual

a empresa passou de cinco para 25 funcionários,

distribuídos em sete países, auxiliando a pensar sistematicamente

sobre o negócio, com prioridade

para assuntos como o desenvolvimento do time e

estratégias de marketing e vendas.

Gabriel Engel – Porto Alegre

Rocket.Chat

Duração: 18 meses

O restaurante Don Claudino, localizado em Caxias

do Sul, possui um cardápio feito com alimentos e

temperos específicos da época do ano, cultivados

na própria horta, um diferencial que proporciona

a criação de uma culinária artesanal, em sintonia

com a tendência slow food. Os pratos são produzidos

artesanalmente na cozinha do restaurante,

desde a seleção dos ingredientes ao cuidado e ao

esmero no preparo. O restaurante também possui

cinco salas para eventos, com capacidades diferentes,

que comportam grandes eventos para até

220 pessoas ou as comemorações mais intimistas,

54


CASOS DE SUCESSO

PROJETO INDÚSTRIA

DA SAÚDE

Oferece a micro e pequenas

indústrias do segmento de

saúde consultorias, mentorias,

rodadas de negócios e acesso

às principais feiras e eventos

de tecnologia do Brasil.

A Toth Lifecare surgiu em 2008, fruto da união de

profissionais com ampla experiência na criação de

equipamentos médicos. Estruturada no Tecnopuc,

parque tecnológico da PUCRS, tem foco na pesquisa

e no desenvolvimento de equipamentos médicos,

sempre com o objetivo de oferecer ao mercado, aos

médicos e – consequentemente – aos pacientes e

consumidores produtos seguros, confiáveis e inovadores.

O apoio do SEBRAE no início da trajetória da

Toth Lifecare foi fundamental. Alavancou nossos projetos

e qualificou nossa atuação com consultorias e

orientações que auxiliaram a operacionalizar nossos

processos. Mais recentemente, a inclusão da Toth Lifecare

no Programa da Saúde do SEBRAE/RS nos

deu competitividade e presença de mercado, conectando-nos

a grandes players do setor e fomentando

novos negócios.

Eduardo Marckmann - Porto Alegre

Toth Lifecare

para até 20 pessoas. No mercado desde 2005,

enfrentamos muitas batalhas para chegar até o

ponto que estamos hoje e, sem dúvida, o Polo

Gastronômico do SEBRAE foi fundamental em

nosso processo de desenvolvimento. A cada

missão técnica, temos uma melhor visão das

tendências do nosso setor, a cada consultoria

nos sentimos mais preparados para enfrentar o

mercado e a cada reunião de grupo, mais motivadas

para seguir adiante.

Gabriele Piccoli - Caxias do Sul

Don Claudino Restaurante

POLO GASTRONÔMICO -

SERRA

Proporciona a micro e pequenas

empresas do segmento de alimentação

capacitações em gestão e

boas práticas, consultorias em áreas

como marketing, finanças e gestão

de pessoas, além de visitas técnicas,

participação em rodadas de

negócios e feiras.

Duração: 12 meses

55


FATOS E FOTOS

Com o conceito ‘do campo à mesa’, o

Salão do Empreendedor atraiu mais de 88

mil visitantes durante os nove dias da 40ª

Expointer, que ocorreu de 26 de agosto a

3 de setembro, em Esteio. O espaço foi

resultado de uma parceria entre FARSUL,

SENAR-RS e SEBRAE/RS, através do programa

Juntos para Competir, Senai, Fecomércio/Senac-RS

e Embrapa.

Foto: Eduardo Rocha Foto: Giovani Vieira

O diretor de Administração e Finanças do

SEBRAE Nacional, Vinícius Lages (c), conheceu

em detalhes o propósito do Salão do

Empreendedor na Expointer. Durante a visita

ao espaço, ele esteve acompanhado pelos

diretores do SEBRAE/RS, Derly Fialho (Superintendente),

Ayrton Pinto Ramos (Técnico)

e Carlos Alberto Schütz (Administração e Finanças).

Foto: Giovani Vieira.

Foto: Itamar Aguiar.

Em outubro, o SEBRAE/RS, em parceria com

as Secretarias Estaduais da Fazenda e do Desenvolvimento,

Ciência e Tecnologia, o Conselho

Regional de Contabilidade (CRC-RS) e

o Sescon-RS, promoveu o seminário Crescer

sem Medo em Porto Alegre. O objetivo do

evento foi esclarecer dúvidas sobre as alterações

do Simples Nacional introduzidas pela

Lei Complementar (LC) 155/2016.

A Federasul prestou homenagem ao SEBRAE

pelos seus 45 anos durante o evento Tá na

Mesa do dia 25 de outubro. Ao receber a placa

comemorativa, o diretor-superintendente

da instituição no Estado, Derly Fialho, parabenizou

todos aqueles que possuem coragem

de apostar tudo para ter o seu negócio.

56


FATOS E FOTOS

Foto: Bernardo Zamperetti

Em parceria com o SEBRAE/RS, a Prefeitura

de Capão da Canoa celebrou três iniciativas

com foco no desenvolvimento municipal, no

dia 22 de setembro: lançou a Redesimples,

inaugurou a Sala do Empreendedor e instalou

o escritório regional da Junta Comercial, Industrial

e Serviços do Rio Grande do Sul.

A Mercopar 2017, realizada de 3 a 6 de outubro,

em Caxias do Sul, comprovou que a

feira é um dos principais eventos geradores

de oportunidades comerciais e de conhecimento

na América Latina. A edição deste ano

teve um incremento de 43% com relação

aos números verificados no ano passado. Na

média, cada um dos expositores realizou 77

contatos na feira, com possibilidades de novos

negócios.

Foto: Itamar Aguiar.

Foto: João Alves

Foto: Eduardo Rocha

O diretor-superintendente do SEBRAE/RS, Derly

Fialho, e a presidente da Federação das Associações

Comerciais e de Serviços do Rio Grande

do Sul (Federasul), Simone Leite, entregaram o

Prêmio Líderes e Vencedores na categoria Sucesso

Empresarial entre micro e pequenas empresas

à Granja Lia, que se dedica ao turismo

rural em Porto Alegre. O evento aconteceu no

dia 03 de Outubro, no Teatro Dante Barone, da

Assembleia Legislativa.

Os diretores Técnico e de Administração e Finanças

do SEBRAE/RS, Ayrton Pinto Ramos e

Carlos Alberto Schütz, respectivamente, receberam

a homenagem da Federação das Câmaras

de Dirigentes Lojistas (FCDL-RS) pelos 45 anos

da instituição durante a 48ª Convenção Estadual

Lojista, realizada em Outubro, em Gramado.

57


FRASES EM DESTAQUE

“Acreditamos que é preciso sinergia

entre as cadeias produtivas, desde o

plantio, no campo; a transformação,

na indústria; até a entrega

diferenciada ao consumidor final, no

comércio e serviços.”

CARLOS SPEROTTO, presidente do do

Conselho Deliberativo Estadual do

SEBRAE/RS sobre a união de FARSUL,

SENAR-RS e SEBRAE/RS, através do programa

Juntos para Competir, Senai-RS,

Fecomércio/Senac-RS e Embrapa para o

Salão do Empreendedor na Expointer 2017.

“O SEBRAE/RS fica muito feliz pela

iniciativa e se coloca a disposição

para o desenvolvimento constante

de toda a região do Litoral Norte.”

DERLY FIALHO, diretor-superintendente do

SEBRAE/RS na inauguração da Sala do Empreendedor

de Capão da Canoa.

“Oferecemos uma série de eventos

e palestras que disseminaram

o conhecimento, sobretudo na

área da inovação, tecnologia e

Indústria 4.0, pois as empresas

precisam estar preparadas para

uma nova realidade. E quem tiver

maior capacidade de se adequar,

sairá na frente. Os modelos de

negócios tradicionais precisam ser

revisados.”

“Reconhecemos que ainda temos muito

que avançar, mas cada passo dado tem

que ser reconhecido e divulgado. Todos

precisam estar atualizados e sintonizados

com as melhorias para aproveitarem ao

máximo esses benefícios.”

DERLY FIALHO, diretor-superintendente do

SEBRAE/RS durante o Seminário Crescer sem

Medo, que debateu as mudanças do

Simples Nacional.

AYRTON PINTO RAMOS, diretor Técnico do

SEBRAE/RS, na abertura da Mercopar 2017.

“Viamão está aberta a todas as

formas de empreendedorismo.”

MAURÍCIO CARRAVETTA, secretário municipal

de Desenvolvimento Econômico,

Indústria, Comércio e Turismo.

“Somos parceiros na promoção da

missão porque se trata de uma oportunidade

única de absorção de informações

e conhecimento de ponta

que, de fato, podem transformar os

empreendedores.”

ROGER KLAFKE, coordenador da carteira

de alimentos e bebidas no SEBRAE/RS,

sobre a missão internacional à Feira Anuga.

58


59


60

More magazines by this user
Similar magazines