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REVISTA NOVEMBRO II

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mais

fotografando

Brincadeira de

fotógrafo

Portfólio

Foto do Mês

Concurso

da Capa

O Mar quando

quebra na praia...

Interiores

Uma foto e sua

história


CONTEÚDO

Editorial 3

Colaboradores 04

Capa

Concurso da Capa 11

O Mar quando quebra na praia

Interiores 38

Brincadeira de fotografo 66

Foto do Mês 90

Portfólio 92

Uma foto e sua história 104

Sandra

Oliveira


Ano III

35ª Edição

NOTA DO

EDITOR

Carlos Corrêa Ribeiro Luz

Sandra Oliveira e

colaboradores

Difícil descrever a sensação de

ALEGRIA, que sinto ao constatar que

estou escrevendo o editorial que

antecede o mês de aniversário de

três anos da nossa revista! É muito

bom......... É muito bom ver que, uma

semente plantada há alguns anos,

germinou e está virando um arbusto

com folhas e galhos viçosos, em um

tronco forte! É muito bom constatar

que, em longos 3 anos estamos

juntos todas as semanas postando, e

curtindo as fotos dos amigos! É muito

bom uma vez por mês reunirmos

num dia marcado, e ver juntas nossas

emoções registradas nas fotos que

postamos! É muito legal saber que,

uma vez por ano vamos nos

encontrar em algum lugar deste

Brasil, para fazer aquilo que os

participantes desta revista mais

gostam, FOTOGRAFAR e FAZER

AMIGOS. É muito gratificante

constatar que, nunca houve no nosso

grupo um só fator de discórdias! É

muito melhor ainda poder agradecer

a Deus por tudo isto, e pedir que nos

dê vida e saúde para continuarmos

fotografando, e confraternizando com

os amigos queridos e especiais, que

fizemos ao longo destes três anos da

nossa TOP 10+ FOTOGRAFANDO. A

todos uma boa leitura, boas fotos!

3


4


5

5


6


7

7


8


9

9


O Mar Quando


Quebra na Praia

Concurso da Capa

Wander Rocha

11


Yara Coelho


Del Nin

Concurso da Capa Concurso da Capa

13


Eu me lembro! eu me lembro!

— Era pequeno

E brincava na praia; o mar bramia

E, erguendo o dorso altivo, sacudia

A branca escuma para o céu sereno.

E eu disse a minha mãe nesse momento:

“Que dura orquestra! Que furor insano!

Que pode haver maior do que o oceano,

Ou que seja mais forte do que o vento?!”

— Minha mãe a sorrir olhou pr’os céus

E respondeu:

— “ Um Ser que nós não vemos

É maior do que o mar que nós tememos,

Mais forte que o tufão! meu filho, é —

Deus!”—

Casimiro de Abreu


Alexandre Brandão Lima

Concurso da Capa

Concurso da Capa

15


Carlos Corrêa Ribeiro Luz


Rodrigo Neri

Concurso da Capa

Concurso da Capa

17


Binno Frann


Magali Abreu

Concurso da Capa

Concurso da Capa

19


Malu Prado


Antonio Carlos Vieira

Concurso da Capa

Concurso da Capa

21


Maria Augusta Suliano


Jane Cassol

Concurso da Capa

Concurso da Capa

23


Sandra Oliveira


Emmanuel Correia

Concurso da Capa

Concurso da Capa

25


Suzana Negrini


João Henrique Hollerbach

Concurso da Capa

Concurso da Capa

27


Marcia Vasconcellos


Mecenas Salles

Concurso da Capa 29

Concurso da Capa


Tani Guez


Karine Spezia

Concurso da Capa

Concurso da Capa

31


Elias Rosal


Áurea Sant!Anna

Concurso da Capa 33

Concurso da Capa


Gutemberg Suzarte


Amélia Serpe

Concurso da Capa 35

Concurso da Capa


Mauricio Gomes de Oliveira


Liliana Coluci Gouvêa

Concurso da Capa 37

Concurso da Capa


Foto : Marcia Vasconcellos


Foto : Alfabile Santana


Foto : Mauricio Gomes de Oliveira

41


Fotografia de Interiores

Objetivas e Tripé

Fotografia de interiores é um

ramo da fotografia de

arquitetura e, assim como a

própria, requer um olhar mais

objetivo do lugar a ser

fotografado. Claro que não se

deve ignorar o lado artístico, mas

a técnica e simetria são muito

importantes nesta área.

Existem dois tipos de fotografia

de interiores: a informativa e a

artística. A primeira é a que tem

como objetivo retratar um

ambiente fielmente, onde quem

a ver saiba exatamente como o

lugar é. Ela é mais técnica e não

permite muita criatividade da

parte do fotógrafo. Já a segunda

exige um olhar mais sensível,

permitindo ângulos mais

ousados, e depende também do

momento a ser fotografado.

O foco deste artigo será na

fotografia informativa. Neste

tópico será abordado o uso de

diferentes objetivas e do tripé

para fotografar ambientes.

Objetivas na Fotografia de

Interiores

Neste tipo de fotografia,

a objetiva é de grande

importância para uma melhor

visualização do ambiente. Uma

grande angular, no caso, é

essencial, ainda mais para

espaços pequenos. Em câmeras

Canon, a lente do kit (18-55mm)

pode vir a funcionar na captura

de detalhes, mas fora isso, é

exigido uma lente com um ângulo

maior.

Quarto fotografado com uma

lente 10-22mm, em 22mm

Quarto fotografado com uma

lente 10-22mm, em 10mm

www.fotografia-dg.com


Como o objetivo da fotografia de

interiores é fazer com que a sensação de

estar dentro do ambiente fotografado

seja passada a quem visualize a mesma,

é necessário que o ambiente seja

entendido como um todo, sendo assim

muito importante que todos os ângulos

do ambiente sejam registrados, para que

a visualização dele seja completa. Claro

que não é obrigatório, caso algum

ângulo não seja tão atrativo e você

conseguir passar a ideia total do

ambiente em poucos cliques.

Deve-se tomar cuidado também com a

distorção causada pela grande angular.

Ao se trabalhar com grandes angulares,

distorções podem surgir na imagem,

dando a impressão em que as paredes e

janelas estão caindo, de acordo com a

inclinação dada ao corpo da câmera no

momento fotografado. Caso perceba que

o ambiente todo pode ser fotografado

em um enquadramento em que não

necessite da abertura total do zoom, não

hesite em fecha-lo até o enquadramento

perfeito.

Tripé na Fotografia de Interiores

Muita gente dispensa ou não sabe, mas

o tripé também é essencial para este

tipo de fotografia. Você consegue

estabilizar o ambiente a sua volta e

uniformizar suas fotografias. Como os

objetos fotografados não são animados,

é sempre bom usar um pouco mais de

tempo para utilizar o equipamento em

seu favor e quem sabe, conseguir o

resultado ideal num único clique.

Fotografia de Interiores exige

organização e uma ótima visão do

espaço, e o tripé é responsável por boa

parte disso. Ninguém gosta de visualizar

uma foto de um ambiente em que o

ângulo está de cima para baixo ou as

paredes estão tortas. O ideal é montar o

tripé de um jeito em que ele fique com a

metade da altura encontrada no

ambiente. Assim as paredes não ficam

tortas e você cria uma visão mais

harmoniosa.

Outra vantagem de se usar o tripé é

poder abusar de velocidades mais longas

em ambientes mais escuros, sem obter

ruídos, pois o ISO não precisará ser

aumentado. Com a câmera na mão, além

de não conseguir usar o obturador mais

lento, pois as fotos sairão tremidas, terá

que sobrecarregar o flash, o que não é o

ideal, pois é mesmo só deve ser usado

para preencher a luz já existente.

Para fotografar detalhes no ambiente em

que se necessite do foco manual, o tripé

também está aí para isso, pois o risco da

mão tremer e o objeto escolhido sair de

foco é grande.

Sala fotografada sem tripé

Sala fotografada com tripé

43


Foto : Liliana Coluci Gouvêa


Foto : Jane Cassol

45


Foto : Maria Augusta Suliano


Foto : Malu Prado

47


Foto : Rodrigo Neri


49

Foto : Suzana Negrini


Foto : Yara Coelho


Foto : Andrea Monacci

51


Foto : Karine Spezia

52


Foto : Mecenas M Salles

53


Foto : Del Nin


Foto : Djair Pacheco

55


Foto : Elias Rosal


57


Foto : Gutemberg Suzarte


Foto : Leo Caldeira

59


Foto : João Henrique Hollerbach


Foto : Amelia Serpe

61


Foto : Carlos Corrêa Ribeiro Luz


Foto : Magali Abreu

63


Foto : Tani Guez


Foto : Binno Fran

65


67


Brincadeira de fotografo


69


Brincadeira de fotografo


71


Brincadeira de fotografo


73


Brincadeira de fotografo


75


Brincadeira de fotografo


77


Brincadeira de fotografo


79


Brincadeira de fotografo


81


Brincadeira de fotografo


83


Brincadeira de fotografo


85


Brincadeira de fotografo


87


Brincadeira de fotografo


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93


Lena Maia


Portfólio

95


Lena Maia


Portfólio

97


Lena Maia


Portfólio

99


Lena Maia


Portfólio

101


Lena Maia


Portfólio

103


HISTORIA DA FOTO

É no ano de1993 que a cidade de Le

Havre, e a marca de café Jacques Vabre

criam a regata transatlântica Transat

Jacques Vabre. A primeira edição é

disputada em solitário, mas não demora

muito para que o espírito de equipe se

torne um propósito...A partir de 1995, a

regata transatlântica passa a ser uma

prova disputada em duplas. A ideia de

serem dois parceiros atrás de um

mesmo objetivo se torna, enfim, sua

marca registrada.A Transat Jacques

Vabre tem como origem, a história das

grandes rotas marítimas transatlânticas

impulsionadas pela forte dinâmica

econômica entre os continentes

americano e europeu. A rota do

comércio do café, em especial, começa

de forma “despretensiosa” em 1728

com apenas 40 quilos de grãos que

desembarcam no porto de Le Havre...

Portanto, eu como um apaixonado por

barcos e por regatas, me programei para

fotografar a chegada destes barcos aqui

em Salvador, o que não foi possível fazer,

pois não havia hora marcada para isto, e

alguns chegaram de madrugada.

Então, a minha programação mudou, e o

objetivo passou a ser; fotografar os

“barquinhos”, quando estivessem

atracados no Centro Náutico de

Salvador.

Acreditem, marquei três dias seguidos para ir fotografar, e

sempre tinha um contratempo: dia de chuva, uma gripe e

estacionamento dificílimo. No domingo diante da

possibilidade de os barcos começarem a ser

desmontados, ou partirem de volta a França, decidi

enfrentar tudo e a todos e lá fui eu.


O dia amanheceu meio nublado, o estacionamento

estava mais fácil por ser domingo, e cheguei ao

portão do Centro Náutico, fechado com cadeado.

Falei com um segurança me apresentei, como sócio

do Yacht Clube da Bahia um dos parceiros

patrocinadores da regata, e foi fácil o meu acesso!

Deu trabalho, e aborrecimento,

mas neste belo dia de sol, fiz 180

fotos maravilhosas, apesar dos

pesares como diria minha avó!

Já viram pinto no lixo? Assim estava

eu apertando o famoso botãozinho,

quando resolvi entrar nos piers de

atracação para pegar novos ângulos

e detalhes.

Então veio um vigilante e disse que

eu não podia passar dali a não ser

que tivesse autorização do Sr. “X”.

Já não gostei disto, mas fui procurar

o Sr. “X”, que ainda não se

encontrava por lá. Falei com uma

moça que me atendeu muito bem,

e que após minha identificação me

autorizou verbalmente.

Desci e o vigilante me disse: “O Sr.

só entra aqui com um crachá!

Voltei para falar com a moça, e ela

mandou eu dizer que eu estava

autorizado a entrar sem crachá!

Não adiantou, comecei a discutir

com o vigilante, já pensando em

jogar ele dentro d’agua, não fosse

eu estar com mochila

equipamentos e câmera na mão!

Não houve meio, subi de volta pra

falar com a responsável lá da

organização e disse a ela: Agora

você vai comigo, ou me dá um

crachá! Ela preferiu ir me

acompanhando, e eu gostei pois ia

passar mostrando ao “carinha” que

eu estava autorizado mesmo sem

identificação.

Passei que nem olhei pro lado, e

agradecendo a simpática moça que

me acompanhou ao píer fui logo

fazendo esta foto, que registra os

famosos “barquinhos” da Transat

Jaques Vabre, tendo ao fundo uma

marca registrada da cidade de

Salvador que é o Elevador Lacerda,

e o Mercado Modelo!

105


“Eu costumo chamar de "FLASHES DE FELICIDADE"

aqueles momentos de felicidade intensa. Este momento

registrado nessa foto, para mim, foi um "flash". A

formatura do meu filho. Não é só pela formatura, que foi

um grande flash, pois ele me deu um trabalho tremendo

na escola, desde pequeno, assim como também é

sempre um flash ver essa união entre os dois irmãos.

Adoro essa foto! Fico com o coração cheio de orgulho de

vê-los assim. Um feliz com o outro, um curtindo o outro,

incentivando e principalmente se amando.”


“Essa foto está fora de foco e

tremida, mas tem uma história: a

Isabela - minha neta, queria muito

entrar no chiqueiro p/ ficar perto

dos porquinhos, porém a porca

também estava lá. Então coloquei

ração para a porca num canto e

correndo coloquei a Bela lá dentro,

tirei a foto e a puxei o mais rápido

possível. Tudo em questão de

segundos... Pela carinha dela, valeu a

pena...”

107


“Esta foto eu fiz quando fui a

Brasília e encontrei uma amiga

que eu fiz em um grupo de

fotografia e que fiquei amigo

dela depois de uma discursão,

mas que eu fiquei muito amigo

dela e lá eu pude agradecer a

Deus por sua amizade com ela

presente, obrigado Del Nin.”


“Faça chuva ou faça Sol, todos

os dias que minha sobrinha

Isadora vem passar um dia em

minha casa (apartamento) e

descemos para andar com a

cachorra, ela pede uma foto

nesse tronco. Tenho várias, cada

vez uma pose nova, e agora que

cresceu, um pouquinho, nem

quer mais ajuda pra subir e

descer do tronco.”

109


“Esse foi o maior desafio que já

fiz por uma foto... subir na

cratera do Lascar ( Atacama )

com temperatura negativa,

vento e sem oxigênio ( 5.672m).

A qualidade da foto não está

boa mas foi o que deu para

fazer naquelas condições, com

o equipamento que eu tinha...”


“No primeiro dia em que chegou

em casa, Helena, com 1 mês de

vida e tomou seu primeiro

banho. Ela nasceu com menos

de 2 quilos e sua irmã gêmea

com menos de 1,5 quilo. Ambas

ficaram na Uti pré-natal até

terem alta. Helena ficou 4

semanas e Lethicia 6. Hoje estão

com 7 meses, super lindas e

saudáveis.”

111


“Viajar é muito bom, mas viajar

com os filhos é gratificante. Foram

férias, onde conhecemos a fazenda

dos meus avós paternos, que

vieram da Itália em 1890, muitas

histórias e recordações. Essa foto

foi tirada em Florianópolis, já

voltando para casa e vê-los

crescidos e donos de si me lembra

meus pais e seus conselhos, meus

erros e acertos e que a vida vale a

pena ser vivida.”


“Este é o pequeno Davi, dias antes de

completar seu primeiro aninho. Aos 6

meses ele foi diagnosticado com a

Síndrome de West, que é uma doença

que causa espasmos, tipo pequenas

convulsões. Esteve internado por 2

meses, adquiriu uma infecção que o

levou à UTI pediátrica. Saiu do hospital

ainda com uma sonda para alimentação,

que agora, Graças a Deus não precisa

mais. Ainda toma medicações, mas está

bem e sempre com este sorriso querido.

No dia 12 de novembro foi sua festinha

de um ano, e esta foto virou um Banner!”

113


“Essa viagem à Turquia foi

inesquecível , além de ser

uma cidade lindíssima , foi a

última de minha mãe .

Passamos 15 dias viajando e

após 2 dias ao chegar no

Brasil , ela se foi .

Que bom q passamos os

últimos dias juntas ... Deus

apenas nos empresta !”


Cachoeira do Buracão Chapada

Diamantina Ibicoara Bahia

“Saída fotográfica feita na

Chapada Diamantina na Bahia em

14 de maio de 2015 para capturar

imagens belíssimas como essa

feita na Cachoeira da Trilha do

Buracão no município de Ibicoara,

com caminhadas de 09

quilômetros a dentro da Mata

Atlântica passando por lugares

espetaculares. ”

115


“No dia 26/12/2016, apesar da

ressaca pós-natalina e da madorra

provocada pelo calor, resolvi

enfrentar os congestionamentos na

Ilha de Santa Catarina e ir até Santo

Antônio de Lisboa para fotografar no

final da tarde. Valeu a pena. Por

alguns momentos o sol apareceu por

entre as nuvens pesadas e consegui

fazer esta foto.”


“Quando decidi "vou trabalhar com

fotografia", precisava de material para dar

um ponta pé inicial e então me veio o

estalo de porque não fotografar minha

querida avó e suas filhas, que tem uma

história de carinho, cuidado e muitas

risadas e aos 90 anos de idade a Sra.

Miguelina esbanjou vitalidade!!!”

117


“Hopfensee - Durante minha viagem a Alemanha aluguei um carro com GPS.

Praticamente todos os dias tomávamos uma "weissbier" acompanhada de

comida alemã. E estávamos gostando muito. No entanto após a visita ao

Schloss Neuschwanstein resolvemos comer uma pizza no jantar. Procurei

através do GPS as pizzarias próximas e fui até a primeira da lista: estava

fechada. Aí parti para a segunda da lista, mas na estrada percebi que a

distância era maior do que a indicada pois estava demorando para chegar.

Foi então que avistamos esse lago(Hopfensee) e fiz essa bela foto. Além

disso achamos a pizzaria(de frente para o lago) com atendimento

primoroso, bom preço e uma ótima pizza!”


“Aproveitando o feriado que aconteceria

no dia 08/12/2016 aqui em Salvador na BA,

eu e um amigo fotógrafo resolvemos fazer

uma expedição no semiárido (sertão

brabo). No dia 09/12/2016 entramos com o

carro no meio da Caatinga na Região de

São Raimundo Nonato no Piauí, fomos em

busca de imagens. Era aproximadamente

13:30h da tarde e nosso carro não poderia

passar, pois havia árvores e galhos secos no

caminho, seria então necessário deixar o

carro e seguir andando pela região. Após

1,5km de muita andada, morrendo de sede

e fome, paramos para descansar embaixo

desse umbuzeiro, dividindo a sombra com

as cabras e bodes. Foi uma salvação

temporária, pois a fome foi em parte

saciada com umbú verde, não tinha outra

coisa, situação que eu e meu amigo até

hoje contamos para os amigos e damos

muitas risadas. Sim, depois de 30 minutos

andando após o umbuzeiro, encontramos

uma casa de um sertanejo que nos recebeu

muito bem, nos serviu um belo de um bode

assado e água fria pra saciar nossa

vontade. São os "causos" que passamos

nessas viagens pelo no Sertão querido.”

119


ESSE PÔR DO SOL TEM UMA

INTERESSANTE HISTÓRIA...

“Em abril de 2015 estive na minha Terra (São José do Cerrito SC ) visitando a minha professora do

antigo Primário. Então ela me convidou para visitarmos o local da Escola. Aceitei o convite e fomos.

No meu carro, eu, minha filha Elaine, meu filho Leonardo e a Dona Bete, minha professora. Montado

no seu cavalo, foi o saudoso Seu Maurício (infelizmente ele faleceu no mês passado).

A viagem estava boa, porém, um pouco antes de chegarmos no local da Escola, atolei o meu carro...

Fomos então a pé visitarmos o local da escola. Estava muito diferente...

Preocupado com o atolamento do Fiesta, voltei logo até onde estava o carro. Mais algumas tentativas

e nada... Então o Seu Maurício saiu a galope e fui buscar o trator na sua casa.

Enquanto aguardava o seu retorno, fiz alguns cliques e um deles foi este pôr do sol... Com a chegada

do trator foi fácil tirar o carro e voltamos. Hoje, ao olhar para esta foto, lembro-me sempre do

acontecimento e, principalmente do Seu Maurício que já se foi e da querida Dona Bete, a minha

melhor professora de todos os tempos!”


Não, não é Holanda

“Estávamos dirigindo para Bruges, na Bélgica, quando passamos por essa

pequena cidade chamada Dame. Na beira de um canal, esse majestoso

Moinho de Vento se destacava da paisagem rasteira. Lugar ideal para

fotos, ficamos por quase uma hora clicando essa linda paisagem. Aliás,

diga-se de passagem que a Bélgica tem paisagens maravilhosas por onde

passamos.”

121


“O mar, o navio e a saudade...

Essa foto, com suas (belas)

imperfeições, ainda feita com filme

135mm, mostra lá no horizonte, um

velho navio. Meu pai, na década de

1960, fez parte de sua primeira

guarnição desde o porto de Roterdã

na Holanda, onde passou um longo

período longe da família. Mais de

20 anos depois, o destino me levou

a trabalhar no mesmo navio. Hoje

em dia, dois personagens dessa

breve História só existem na

lembrança, meu pai e o Porta-

Aviões Minas Gerais. Restou a

saudade...(Foto a bordo da Fragata

Liberal - 1994)”


“Luísa, sopra bolinha de sabão...

em tempos difíceis, essas riquezas

facilitam .Sobrinha neta...1 aninho”

123


“A estrada até uma parte estava asfaltada e outra parte

de barro até a chegada ao Poço Encantado – Chapada

Diamantina, o acesso é feito descendo por uma comprida

escada irregular.

Lá em baixo fica a entrada da gruta onde está localizado o poço. Dentro, com lanternas

presas ao capacete, finalmente vimos o poço que tem 61 metros de profundidade, e cuja

cor azul e a transparência nos deixaram paralisados. A visão interna é de arrepiar, uma

mistura de escuridão e fachos de luz. Ao caminhar de volta em direção à saída da caverna,

segurando numa corda me deparei com essa visão da luz do dia. Parei imediatamente,

deixando quem vinha atrás meio chateado rsss, tirei a câmera e fiz a imagem. Esse registro

naquela hora representou minha sensação de estar saindo do centro da terra. Essa visão da

luz do dia no meio da escuridão me deu animo para enfrentar os ainda 213 irregulares

degraus de escada que teimavam em não terminar, para desespero de meus pulmões.


Feira de Santana

“Registo do anoitecer no Sertão Baiano, mais especificamente em

Jaguara, distrito de Feira de Santana. Gosto de fazer fotos de viagens

e passeios e nada melhor que explorar a beleza da terra em que

vivemos.”

125


www.facebook.com/group/top10maisfotografando

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