Revista Penha | dezembro 2017

jfpenhafranca

O que acontece, quem são as pessoas que marcam a Freguesia e ainda algumas curiosidades sobre a Penha de França.
Uma revista editada pela Junta de Freguesia da Penha de França.

Revista Mensal

Junta de Freguesia da Penha de França

jf-penhafranca.pt

f FreguesiaPenhaDeFranca

nr. 21

dez ‘ 17


C

FICHA

TÉCNICA

Propriedade

Junta de Freguesia da

Penha de França

Directora

Sofia Oliveira Dias

Subdiretor

Manuel dos Santos Ferreira

Coordenadora

Teresa Oliveira

Design e Grafismo

WL Partners

Fotografia

André Roma

Impressão

Sogapal

Tiragem

23.500 exemplares

Distribuição Gratuita

Depósito Legal 408969/16

4


editorial

BOAS

FESTAS!

Está a chegar o Natal, tempo de

amor, de alegria e partilha. É também

uma época em que a generosidade

é um gesto particularmente

presente.

A Junta de Freguesia procura dar

o seu contributo em ambas as vertentes.

Na espiritual, com a tradicional

celebração dos almoços de

Natal para os seniores, momento

de tão boa confraternização. Também

com a iluminação de Natal e

a programação que preparámos,

para o público em geral e específica

para as escolas (pode conhecê-

-la nas próximas páginas), com a

qual esperamos trazer mais calor

humano e vivacidade à Penha de

França. Por outro lado, na vertente

material, com os cabazes de Natal,

para que todos celebremos esta

festa.

em deslocar-se. É o comércio local

que contribui de uma forma muitíssimo

relevante para a criação

de emprego, para sustentar famílias

inteiras que se dedicam a uma

loja ou restaurante, ou, quem sabe,

para concretizar o seu sonho de ter

um negócio por conta própria (e

neste caso sugiro que peça o apoio

do Penha Empreende, o programa

da Junta para o fomento do empreendedorismo).

Uma palavra também para os nossos

comerciantes, cujo trabalho

árduo, em que muitas vezes não

pensamos, contribui tanto para

passarmos momentos de alegria.

Por exemplo, as fábricas de pastelaria,

que referimos nesta edição,

e que trabalham de madrugada

para de manhã termos pão fresco

ou que passam noites quase sem

dormir (ou não dormindo) para que

nas nossas mesas de festa não falte

o bolo rei, as filhós, os sonhos,

as fatias douradas ou as broas.

A todos, muito Boas Festas!

Também é tempo de voltarmos a

fazer o já tradicional apelo: neste

Natal, quando fizer as suas compras,

não se esqueça do comércio

do bairro. É o comércio local que

dá vida às nossas ruas, que contribui

para que estas tenham mais

movimento e, por isso, sejam mais

seguras. É com as montras do comércio

local que nos distraímos.

É o comércio local que nos ajuda,

sempre que temos uma necessidade

de última hora. É o recurso mais

prático para quem tem dificuldade

SOFIA OLIVEIRA DIAS

Presidente da Junta de Freguesia

da Penha de França

sofia.dias@jf-penhafranca.pt

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'Lisbonland, a casa do Pai Natal'

na Alameda

14 A 23 DEZEMBRO, todos os dias às 19h, 20h e 21h. entrada livre

A Fonte Monumental da Alameda Dom Afonso Henriques,

mais conhecida por Fonte Luminosa, é o cenário do

espetáculo de video mapping 4D, ‘Lisbonland, a casa do

Pai Natal’. Haverá jatos de fogo sincronizados com as

imagens, música de Cuca Roseta e, claro, duendes e um

Pai Natal. Este espetáculo da Câmara Municipal de Lisboa

e da Associação de Turismo de Lisboa vai espalhar a

magia do Natal.

Natal na

Penha de

França

Conheça as atividades

promovidas pela Junta de

Freguesia da Penha de França

para estes dias de festa

* Informações sobre sessões e horários nas vitrines da Junta de Freguesia, em

www.jf-penhafranca.pt, na página de Facebook da Junta, pelo 218 160 720 ou

geral@jf-penhafranca.pt

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ATIVIDADES ABERTAS AO PÚBLICO

DEZEMBRO

09 - 17:00

II ENCONTRO INTERNACIONAL DE COROS: : CORAL DE

CÂMARA ‘SAN ESTEBAN’ E CORO DA REGIÃO SUL DA

ORDEM DOS ENGENHEIROS

_ Igreja da Madre Deus - Museu do Azulejo

11 e 13 - 12h00 - às 15h00

ALMOÇO DE NATAL DOS SÉNIORES

_ Convento Santos-o-Novo

(reservado a quem se inscreveu previamente)

16, 22, 28 dezembro e 7 janeiro

FESTIVAL PLAY NA PENHA, CINEMA PARA FAMÍLIAS

_ Salão Polo Morais Soares *

16 - 20h30 às 23h30

ENCONTRO DE BANDAS DA PENHA:

MÔRUS | OITAVO ESQUERDO | LUCKY WHO

_ Salão do Polo Morais Soares

16 - 17h00

'CONTOS DO ÓCIO', PELAS OFICINAS DE

TEATRO DA PENHA

_ Salão Polo Morais Soares

17 - 15h00

II ENCONTRO INTERNACIONAL DE COROS: CORO DA

REGIÃO SUL DA ORDEM DOS ENGENHEIROS E CORO

CHINÊS MO LI HUA

_ Igreja da Nossa Senhora da Penha de França

23 - 14h30 às 18:30

SUNSET CHRISTMAS COM OS SAXCHIQUE

_ Praça Paiva Couceiro

JANEIRO

05 - 16h30 às 17h00

CANTAR AS JANEIRAS (turmas de 4.º ano das escolas

públicas da Freguesia)

_ Praça Paiva Couceiro

ATIVIDADES NAS ESCOLAS

DEZEMBRO

11 - 16h15 às 17h15

Atividades extra curriculares (AEC)

FESTA DE NATAL DOS 1.º E 2.º ANOS ESCOLA ACTOR

VALE: APRESENTAÇÃO DO CONTO DE NATAL DE SOPHIA

DE MELLO BREYNER (1.º ano) e MÚSICAS DE NATAL

(2.º ano)

_ EB1 Actor Vale

13 e 14

Atividades extra curriculares (AEC)

TEATRO DE SOMBRAS ALUSIVO AO CONTO ‘O PRÍNCIPE

COM ORELHAS DE BURRO’, apresentação do 2.º ano para

as restantes turmas

_ EB1 Actor Vale

15

Atividades extra curriculares (AEC)

FESTA DE NATAL: ‘O MILAGRE DE NATAL’ – COM

PARTICIPAÇÃO DE TODOS OS ALUNOS DAS ESCOLAS

PATRÍCIO PRAZERES E PROFESSOR OLIVEIRA MARQUES

_ EB1 Patrício Prazeres e EB1 Professor Oliveira

Marques

LANCHE CONVÍVIO DE NATAL, numa parceria entre os

professores titulares e os professores de AEC, com uma

miniapresentação por turma

_ EB1 Arq. Victor Palla

18 de dezembro a 2 janeiro

FÉRIAS DE NATAL DA AAAF/CAF

FÉRIAS DE NATAL LUDOBIBLIOTECA

(reservado a quem se inscreveu previamente)

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PASSEIO DE NATAL CAF/LUDOBIBLIOTECA

(reservado a quem se inscreveu previamente)

JANEIRO

3 a 5

‘UMA ÁRVORE PELA FLORESTA’: OFERTA DE KIT ‘VALE

UMA ÁRVORE’ DOS CTT/QUERCUS ÀS TURMAS DAS

ESCOLAS JI E 1º CICLO DA FREGUESIA

_ Escolas JI e 1º ciclo

(sujeito a alterações)

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CARLA E ANA VERÍSSIMO parecem muito novas,

mas o que não lhes falta é experiência do

negócio de pastelaria. Que, aliás, lhes corre no

sangue.

INOVAR

A PARTIR

DA TRADIÇÃO

Passemos a explicar. A história começou no bisavô

destas irmãs, que, com o tio-avô, abriu em

1943 a Confeitaria Paraíso, na Rua Alexandre

Herculano, ao Marquês de Pombal. O bisavô,

nascido numa aldeia para os lados de Torres

Novas, “subiu a pulso, foi ganhando dinheiro e

abriu um salão de chá”, contam. Combateu na

I Grande Guerra, veio de lá medalhado e empreendedor.

Mais tarde, outra terrível

guerra teria eco na sua vida, mas desta

vez na segurança do seu estabelecimento

“há histórias de espiões da

II Guerra Mundial que passaram por

lá, há até referências escritas desses

encontros”.

O conhecimento transitou para o neto

– pai de Carla e Ana – que comprou

o negócio do avô, juntamente com a

mulher. Ainda enquanto estavam na

faculdade, começaram a trabalhar

com os pais no negócio: Ana no escritório,

enquanto Carla se iniciava na

produção. Tiraram cursos de áreas

que nada têm a ver com os doces, as

massas, os bolos e os pastéis, mas

foi neste lado da vida que se estabeleceram.

“Foi uma evolução natural”,

consideram.

Para a Penha de França vieram há 20

anos, para a fábrica onde estão até

hoje. Com uma ligação à Confeitaria

Paraíso do bisavô. “Há máquinas que

vieram de lá e ainda estão a trabalhar,

como uma amassadeira elétrica muito

grande”, diz Carla. “Já têm muitos

quilómetros”, acrescenta Ana a rir.

Aqui na Freguesia tiveram a Ambrósia,

na Rua Morais Soares, uma casa

que nos anos 90 vendia comida a

peso, entretanto encerrada. Desde

2008, têm também a Casinha dos

Doces, na Av. Coronel Eduardo Galhardo,

“com uma equipa que é excecional,

com destaque para a gerente

que é a alma da loja”. E é aqui que

nos dão um pouco da sua estratégia

de sucesso: “a qualidade dos produtos

é importante, mas os recursos

humanos são muito importantes”,

asseveram.

Com estes recursos humanos, cujo

“núcleo é muito estável”, têm seis lojas

em grandes centros comerciais

da zona de Lisboa, sendo a última a

do Centro Comercial Vasco da Gama.

A primeira, no Centro Comercial das

Amoreiras, abriu há 32 anos, em

1985, quando inaugurou o centro.

Têm também estado presentes em

acontecimentos como o NOS Alive,

em feiras gourmet e fazem ainda catering,

por exemplo para eventos em

universidades.

O seu negócio tem como núcleo a

doçaria conventual e tradicional portuguesa,

produzida “num processo

inteiramente artesanal” explica Ana.

O que às vezes levanta questões aos

clientes.

“Já tivemos queixas de que os nossos

produtos enrijecem mais cedo

que os comprados no supermercado,

por exemplo. Isto acontece porque

não têm corantes, nem antibolores,

nem outros conservantes, nada que

lhes prolongue artificialmente a duração.

Por isso não têm ingredientes

prejudiciais à saúde”, contam as irmãs.

E relatam outro episódio: “‘Mas

já ninguém faz o creme das bolas de

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CARLA E ANA VERÍSSIMO,

A CASINHA DO PÃO

AVENIDA AFONSO III, 83 B

TELEFONE: 218 146 942

berlim, compra-se! Às vezes queria comer uma

bola com creme artesanal e fazia eu em casa’,

dizia um chef”. Na Casinha dos Doces ainda se

faz, com orgulho.

Com receitas assentes na tradição, procuram

inovar, fazendo produtos sem açúcar, vegetarianos,

ou, por exemplo este ano, bolo rei com

nutella. “Estamos sempre a inovar e temos reparado

que a geração mais nova não liga muito

ao bolo rei, já nem ao bolo rainha”, explica

Carla. “Quando introduzimos o bolo rainha as

vendas eram residuais, mas depois começou a

ganhar terreno e agora já há lojas que, no dia

24, vendem mais rainha que rei. Mas os mais

novos nem um nem outro”, acrescenta Ana.

“Todos os anos sentimos que as pessoas ligam

menos às festas. Defendemos muito as tradições,

mas temos de vender, não podemos ficar

parados no tempo, e esta é uma tentativa de

os conquistar e quem sabe, daqui a uns anos

ligarem mais a outros produtos tradicionais”.

Vão levá-lo ao concurso de bolo rei, na categoria

inovação. Ainda no ano passado trouxeram

a prata para o bolo rainha, como se portará o

Nutella?

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TRABALHO ÁRDUO E

UM SONHO REALIZADO

Todos os dias saem da DIAL - DIAMANTINO & ALBERTO, LDA, uma média de 3500 bolos e outros 3500

pães, como carcaças e bolas, que abastecem entre 80 e 90 cafés espalhados pela cidade de Lisboa.

Apenas no 25 de dezembro e no 1 de janeiro o pessoal fica em casa e as máquinas não são ligadas.

Resultado: a produção desta fábrica ascende a mais de dois milhões de bolos e pães por ano.

À frente desta equipa de treze pessoas – dois padeiros,

seis pasteleiros, três motoristas e três pessoas

na limpeza - está PAULO SIMÃO, proprietário

da Dial com a mulher, Duartina Fernandes. O filho

também ali trabalha, a receber as encomendas, a

contabilizar o que necessitam de produzir e a faturar,

“porque agora as carrinhas de distribuição têm

de sair já com a fatura”.

Há quatro décadas que a vida de Paulo segue o

mesmo ritmo. Entra por volta das 23h00 na fábrica

e deita-se por volta das 14h00. “Estou cá todos os

dias, é raro não estar” – conta – “como conheço

PAULO SIMÃO,

DIAL - DIAMANTINO & ALBERTO, LDA

RUA SABINO DE SOUSA, 5

TELEFONE: 218 132 523

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toda a cadeia de produção, se alguém falta sou eu

que substituo, na pastelaria, na padaria, na distribuição,

no que for”.

E como é trabalhar de noite? “O nosso corpo vai-

-se adaptando. Quando tiro uma semanita de férias

dá-me sono a seguir ao almoço… e depois queixa-

-se tudo que só me veem de manhã”, relata a sorrir.

Nos funcionários também houve essa adaptação,

havendo muita estabilidade na empresa. O mais

antigo está ali há perto de 30 anos e outros três

já ultrapassam os 15. Há também um espírito familiar,

porque “primeiro trabalham os pais e depois

vêm os filhos, os sobrinhos ou irmãos”.

Esta história começou quando Paulo Simão tinha

15 anos e desejava rumar a Lisboa para “alargar

horizontes”. Vivia com os pais na Pampilhosa da

Serra e um dos irmãos já cá trabalhava, num bar

fornecido pela Dial. Um dia, avisam-no que que

abrira uma vaga na fábrica. E Paulo veio cumprir o

seu sonho, começando como ajudante de pasteleiro.

“Custou-me um bocadinho. Quando fiz 16 anos

já estava a trabalhar, morava num quarto, estava

longe dos meus pais, do ambiente familiar. Mas

com muito sacrifício, consegui”.

Tinha 20 anos, quando um dos antigos sócios

abandonou a sociedade. Conseguiu ser ele a comprar-lhe

a quota. Ainda antes dos 30, saiu o outro e

repetiu-se a história. Paulo passou a patrão, o que

não mudou a sua rotina. Explica: “já tinhas as mesmas

responsabilidades, não fez diferença”. O que

fez foi expandir o negócio, aumentar as instalações

e abrir três pastelarias, duas delas – as Montrigo –

localizadas na Freguesia (uma na Sabino de Sousa,

ao lado da fábrica, e outra na Avenida Mouzinho de

Albuquerque).

“Este negócio deu-me muito, mas também me tirou.

Com estes horários, o maior problema é mesmo a

vida social”, desabafa Paulo. E com tanto tempo

passado entre farinha, ovos e açúcar, já está enjoado

de bolos? “Nunca enjoei. Gosto muito de pasteis

de nata, se estão quentinhos como um… ou dois…

ou três!”. Este é o bolo que mais se consome todo

ano. No Verão são as bolas de Berlim – “chegam a

sair duas mil bolas para as praias” – e agora, nesta

época, é o bolo rei e outros doces da época. “Tudo

com muita qualidade”, orgulha-se Paulo Simão.

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UMA CASA

COM MAIS

DE 30 ANOS

JOSÉ MARIA,

PASTELARIA PALPITA

RUA DR. OLIVEIRA RAMOS, 31 A

TELEFONE: 964 422 419

A PASTELARIA PALPITA existe “há

mais de 30 anos” conta JOSÉ MA-

RIA, um dos sócios. A pastelaria

BOQUINHA DOCE, por seu lado,

está há 15 anos estabelecida no

Largo Mendonça e Costa. E nasceu

da necessidade de haver um

escritório na fábrica.

“Tínhamos aqui um balcãozinho

onde vendíamos os bolos, mas

precisávamos de ter um escritório”,

adianta o Sr. José Maria. E não

havendo outra área disponível na

fábrica, “o espaço onde estava instalado

o balcão vinha mesmo a calhar”.

Os sócios decidiram, assim,

começar à procura de outro local

para vender a pastelaria que fabricavam. Acabaram por o

encontrar a 100 m da fábrica, nas instalações da antiga sapataria

Fátima.

Satisfeitos, ”tomaram a loja”, fizeram obras e montaram um

restaurante com pastelaria. “Quando abri a casa, em 2003,

éramos sete ou oito e andávamos sempre a correr. Agora

somos menos, mas cá vamos vivendo”.

Foi da arte de José Maria que nasceu a Palpita. “Noutros

tempos comecei por fazer em casa uns quequezinhos e

umas queijadas, que eram um espetáculo”. Como não tinha

loja, ia vender os bolos ao Mercado da Ribeira, num tabuleiro.

E revelava olho para o negócio: “o cliente pagava meia dúzia,

mas eu metia sempre mais um bolo no saquinho”.

prateleiras da Boquinha Doce.

São seis pessoas que se dedicam a fazer e distribuir pastelaria

diversa, com destaque para os intermeios de chantilly

com ananás (um bolo grande, recheado, que se come à fatia)

“que muita clientela pede”. Ou, destaca o Sr. José Maria,

“outra especialidade que é o pão de ló tipo Alfeizarão, as

queijadas de cenoura ou amêndoa, as tortinhas de laranja, as

tartes de amêndoa, bolos em que ainda mantemos os modos

de fabrico à antiga”.

Nesta época de festas, porém, o protagonismo vai para o

bolo rei. “Toda a gente o conhece por aqui e é muito bom”,

assegura, “tal como as broas castelares”. Na Boquinha Doce

há ainda outro rei: o cozido à portuguesa, à quinta-feira.

A venda foi um sucesso, apoiado no entusiasmo das peixeiras

do Mercado, que chamavam "banca doce" à branquinha

que montava com o seu tabuleiro. De banca doce a Boquinha

Doce foi um pulo, porque foi nesse nome que se inspirou

quando decidiram abrir o restaurante pastelaria do Largo

Mendonça e Costa.

Da fábrica da Rua Dr. Oliveira Ramos ainda saem diariamente

muitas especialidades, que fornecem as necessidades de

“umas quarenta casas” de Lisboa, além de abastecerem as

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ALEXANDRE SILVA,

RC7 RADIOMODELISMO

AV. GENERAL ROÇADAS, 74 B

TELEFONE: 218 140 982

UM

PASSATEMPO

LEVADO MUITO

A SÉRIO

Parte da meninice de ALEXANDRE SILVA foi passada no local

onde agora vende artigos de radiomodelismo. Na altura,

as montras e prateleiras mostravam candeeiros e outros

objetos de decoração – “Dormi aqui muitas sestas”, recorda

Alexandre, a sorrir.

A loja pertence a familiares, que, entretanto, fecharam o negócio

e arrendaram o espaço. Alexandre cresceu e também

fez a sua vida. Em 2014, as voltas que a vida dá fizeram-no

começar a pensar em montar um negócio próprio. A opção

caiu no seu passatempo, o radiomodelismo, e o resultado

é a RC7, que ainda cheira a novo. Aliás, mais em concreto,

explica: “foi com os drones que me entusiasmei”.

Também com entusiasmo mostra um exemplar, já bastante

sofisticado, que construiu com as suas mãos “para tirar

imagens aéreas”, mas, ressalva, “sempre no cumprimento

de todas as regras da ANAC (Autoridade Nacional de Aviação

Civil)”, ressalva. E avança uma curiosidade. “Sabiam

que não se pode voar drones aqui na Freguesia?”. É que o

território da Penha de França está numa área proibida, de

acesso às pistas de aterragem do aeroporto de Lisboa.

Alexandre descreve a sua loja como um espaço para “pessoas

dos 8 aos 80 anos”, com objetos para venda que vão

dos 10 euros – aviões de esferovite lançados à mão que

voam distâncias consideráveis –, aos modelos chamados

‘escala’ – pequenos carros, que representam ao pormenor

os veículos que andam na estrada, e cujo valor ascende às

centenas de euros.

Esta panóplia de carros, pistas, barcos, aviões, helicópteros

e drones, tem um elemento em comum: são todos comandados

à distância através de uma frequência de rádio. De

resto, uns são considerados brinquedos e outros servem

para praticar radiomodelismo. Uns são para usar em casa,

como os pequenos carros e drones, e outros para fazer corridas

na água, no ar, em pistas de asfalto ou de todo o terreno.

Uns para divertir, outros para competir ¬– em algumas

modalidades (como os drones), os concursos têm prémios

que podem chegar aos milhares de euros

Como revela a cara de uma criança, colada na montra, os

produtos que Alexandre mais tem vendido até agora são

brinquedos. Para quem compra exemplares mais a ‘sério’,

está a montar uma novidade: uma banca de trabalho, com

ferramentas, para que os donos possam aqui fazer a manutenção

(também vende estes produtos na loja), a reparação

ou fazer evoluir os seus modelos.

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A LOJA

QUE NÃO

DESCANSA

SOBRE

OS LOUROS

FERNANDO E SANDRA DOMINGUES estão há 19 anos à frente

desta loja. No início vendiam artigos de papelaria, livros, kits

de modelismo mas, à época, o seu produto de maior sucesso

eram gomas. Localizada ao lado da Escola Nuno Gonçalves,

Fernando e Sandra recordam as filas que se formavam à sua

porta da sua loja quando estas guloseimas eram ainda um

produto pouco habitual: “Tínhamos filas de uns 30 miúdos por

causa das gomas!”.

Pouco tempo depois, o cenário mudou. Como também vendiam

produtos como colas e tintas, a ASAE impediu a venda

das gomas. Nada que os tivesse desanimado, já que o seu produto

mais acarinhado eram os kits de modelismo. Que, para

mais, também vendiam muito bem.

De tal forma o modelismo era importante, que em 2000 foram

os proprietários que desistiram da papelaria para se dedicar

aos kits de réplicas em miniatura de aviões, barcos, tanques

ou carros, produtos que “tiveram uma afirmação muito rápida”,

lembra Fernando.

Outra mudança significativa da KitMania models foi a aposta

no online. Logo em 2002 decidiram criar um site da loja, que

renovaram em 2006 e que em 2014 transformaram num ‘super

site’ onde têm cerca de 17 mil produtos à venda. “Neste momento

a nossa loja online talvez seja a maior do país”, afirma

Fernando, com orgulho.

É por isto que têm clientes do Norte ao Sul do país, das ilhas, e

até do estrangeiro. Já venderam uma peça especial e rara para

um colecionador chinês, por exemplo. Agora, outro exemplo,

tinham pronto para enviar para Singapura uma encomenda de

um cliente que veio a Portugal em turismo, veio à Penha de

França conhecer a loja e depois comprou online um modelo

que custa menos que os portes de envio necessários para seguir

viagem até ao Oriente!

Este cliente não foi caso único. “O online traz muita

gente ao balcão”, explica Sandra, porque o facto de

por trás do site haver uma loja física, e de depois se

estabelecer uma relação de confiança com os clientes

é muito importante, acrescenta. “A maior importância

do site é a divulgação da loja”, conclui. Mas

não se ficam por aqui, apostam também na presença

em feiras do sector – como a recente Lisboa Games

Week, que trouxe milhares de pessoas à FIL.

Ao longo dos anos, o consumo de modelismo baixou.

Apesar de estes kits serem agora tecnicamente

muito mais evoluídos, os clientes habituais foram

envelhecendo e não foram substituídos por pessoas

mais novas. Com uma exceção, que mesmo assim

não leva as vendas ao seu período áureo. “Esta

geração dos 30/ 40 anos está, muitos pela primeira

vez, a virar-se para os modelos. Têm necessidade

de fazer qualquer coisa para relaxar, e apesar de

nunca terem feito modelismo, entusiasmaram-se”.

A diminuição nos negócios levou Fernando e Sandra

a voltarem-se para a pop culture. Agora, metade

da sua faturação vem deste tipo de negócio.

Vendem figuras, camisolas, canecas, carteiras com

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FERNANDO E SANDRA DOMINGUES,

KITMANIA MODELS

AV. GENERAL ROÇADAS, 34 H

TELEFONE: 218 142 417

imagens dos mais icónicos filmes, séries

de televisão e videojogos, o que obriga

os donos da KitMania a uma atualização

constante sobre o que “está na moda”. E,

recentemente, introduziram a linha POP:

pequenos bonecos que representam personagens

de filmes, séries ou jogos.

“O POP é um fenómeno de massas que

começou nos EUA e chegou agora a Portugal”,

conta Fernando. Com eles, a KitMania

models voltou a receber alunos nos intervalos

das aulas, atraídos pelos apelativos

bonecos. “Pela primeira vez em muito tempo

sinto que há uma geração que começa

a colecionar, a dar valor a uma coleção”. E

com os mais novos vem depois o resto da

família, porque os bonecos agradam a todas

as idades. A KitMania está para durar,

por anos e anos.

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EMÍLIA,

ENTRE

FRANJAS E

CORES

"Emília, dá-me lá uma lã preta, para me ir

embora!" pede uma das senhoras que passou

a manhã na PEDRO E A LOJA. "Mas

vais já embora? Fica mais um bocadinho".

É este o espírito da oficina/loja que passa

despercebida na Rua Actor Vale.

O que ali há são tapetes de Arraiolos, muita

lã para os fazer, e o resto da parafernália

associada a este ofício (ou passatempo).

"Vendemos os materiais e fazemos as manutenções:

limpeza, restauro, substituição

das franjas e os acabamentos”, explica EMÍ-

LIA CRISTINA, a proprietária. E que acabamentos

são estes? “Quando alguém acaba

o tapete é preciso esticá-lo, bainhá-lo (fazer

a baínha) e franjá-lo (pôr as franjas)".

Emília ainda faz tapetes, ou melhor,

acaba projetos que alguém

não terminou, porque fazê-los

de raiz é uma atividade que “não

compensa”, diz. “O tapete de Arraiolos

é muito mal pago. Uma

pessoa com experiência que

trabalhe oito horas por dia, cinco

dias por semana, consegue fazer

um metro quadrado num mês e

não chega a receber 300 euros

mensais pelo trabalho, descontando

o valor do material”. A

atividade – os tapetes feitos no

Alentejo, em 100% lã – sobrevive

pelo “trabalho de senhoras reformadas,

que vivem nas aldeias

ou nos montes, e que os fazem

para complementar as reformas

ou para se manter ocupadas”.

Uma situação que “não faz sentido”,

afirma Emília, já que há

quem esteja “disposto a pagar,

sobretudo os estrangeiros – que

me parece que conhecem melhor

o tapete de Arraiolos do que

os portugueses”. E, entre outros,

dá como exemplo a história de

um casal de noruegueses que

foi à sua oficina para comprar

um tapete, depois de encontrarem

a sua página na internet.

Encaminhou-os para uma loja

de confiança.

Enquanto fala, vai trabalhando.

“Vou fazer uma franjinha para

vocês verem, que com a conversa

até se faz mais depressa, e

ainda mais se for a ver um filme

de terror quando chega a parte

do nervoso miudinho", brinca,

sempre divertida. As mãos mexem-se

a uma velocidade impressionante,

“porque o pensar

como se faz já não faz parte do

processo, as mãos fazem quase

por si mesmas”.

Sempre gostou de fazer crochet,

bordados, costura. “Em miúda,

era mais maria rapaz. Também

tinha bonecas, mas só serviam

como manequins para exibir um

enxoval magnífico!". No liceu decidiu

experimentar fazer o ponto

de Arraiolos. “Na altura ainda tínhamos

aulas de lavores e o que

as outras meninas faziam, já eu

sabia fazer, não me dava pica!”.

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EMÍLIA CRISTINA,

PEDRO E A LOJA

RUA ACTOR VALE, 35, A

TELEFONE: 218 142 206

O Arraiolos iria mudar a sua vida. Em 1992 decidiu

sair da empresa onde trabalhava – "preciso de mudar;

recuso-me fazer um trabalho que não gosto e

recomendo a toda a gente que procure descobrir o

que gosta de fazer e que aja em conformidade". A

saída coincidiu com uma explosão da procura destes

de tapetes: “Por volta dos anos 90, as pessoas

começaram a tirar as alcatifas e perceberam que

por baixo tinham um chão de madeira bonito. Foi

um novo fôlego para o tapete de Arraiolos, ainda

para mais porque as pessoas também descobriram

que os podiam fazer”. Nem todas, acrescentamos,

porque quando deixou o anterior emprego percebeu

que nesse momento “já tinha encomendas para 3

anos”.

Um dos seus melhores clientes era a Galerias Vitória

que veio a ficar numa situação financeira complicada.

Fechou, e o genro do dono das Galerias

decidiu abrir uma loja na rua de Arroios, com a qual

Emília passou a colaborar. A nova loja acabou nas

suas mãos e do ex-marido e chamaram-lhe ‘Pedro

e a loja’, uma referência a um empregado da altura

inspirada em ‘Pedro e o Lobo’, uma das obras mais

conhecidas do compositor Sergei Prokofiev. Depois

de um período conturbado, reergueu o negócio com

querer e teimosia. Um dia, a senhoria propôs-lhe um

aumento “brutal” de renda e, em 2004, Emília encontrou

a oficina da Rua Actor Vale, que, pode dizer-se,

foi a franja para o seu tapete.

Para Emília Cristina, o tapete é um modo de vida, mas defende

as suas propriedades terapêuticas, o que merece a concordância

das clientes: “É maravilhoso, é uma terapia, uma

companhia”. Emília conta que já teve vários clientes, homens

e mulheres, que lhe chegaram encaminhados por médicos.

Mas o tapete de Arraiolos tem futuro? “Se não se modernizar,

morre!” – afirma – “o Arraiolos é uma técnica, tal e qual

como a fotografia, por exemplo. A partir dessa técnica podemos

criar o que quisermos, não podemos ficar pelo clássico

ou tradicional porque corremos o risco de cada vez mais não

cativarmos as gerações mais novas". Fica o desafio.

13


DO

VELHO

FAZER

NOVO

CARLOS BRANDÃO,

RETRO VINTAGE

RUA NEVES FERREIRA, 5 C

TELEFONE: 964 307 737

"Gosto imenso da parte do negócio

que me permite comunicar com

as pessoas, estar em contacto com

o público. Quando se tem uma porta

aberta temos de entender que os

clientes não são apenas um número,

cada um tem gostos e particularidades

que temos de respeitar ao

mesmo tempo que produzimos um

trabalho de qualidade". A frase é de

CARLOS BRANDÃO, à frente da loja

RETRO VINTAGE, que como o nome

indica restaura e vende objetos e móveis.

Carlos está em casa, num sentido

duplo. “Cheguei até esta lojaV porque

sempre vivi na freguesia. Nasci

na vila Saraiva, há 51 anos, em casa”.

Começou por fazer pintura e escultura

enquanto veículo artístico. Mais

tarde, há cerca de vinte anos, decidiu

fazer um curso de restauro na prestigiada

Fundação Ricardo do Espirito

Santo Silva.

Começou por andar “de norte a sul

do país, e em Espanha, a trabalhar

em restauro, principalmente em pintura

decorativa e frescos”, por exemplo

tetos trabalhados de prédios antigos,

ou “pinturas em tela”.

A vida levou-o depois ao lado comercial

deste negócio, estando encarregado

de gerir duas lojas na área. “Até

certa medida tornei-me o responsável

por elas, visto que já as geria, fazia

compras e vendas de artigos. E aí

pensei: ‘se consigo gerir as lojas dos

outros, consigo gerir a minha!’”, lembra.

E avançou com a ideia.

De momento ainda continua a fazer

restauro encomendado – ou seja recebe

peças para restaurar e devolver

ao cliente –, mas o objectivo é que

daqui a meia dúzia de anos se dedique

a apenas fazer o restauro de peças

para depois vender na Retro Vintage.

Outro projeto é dar workshops

de restauro, onde os alunos podem

aprender as noções básicas deste

ofício.

“O público em geral ainda não tem a

noção do trabalho e do investimento

que estão nas peças restauradas”,

desabafa. Considera que “na década

de 80 havia mais disponibilidade

financeira e talvez mais ostentação.

E entre essa época e esta em que vivemos,

o conceito de decoração deu

uma volta de 180.º, sendo que este

conceito é muito cíclico e o que nos

últimos anos foi catalogado como

obsoleto, está a voltar e é considerado

chique".

Entrando na loja/ oficina, tudo quanto

a vista alcança está à venda: móveis,

cadeiras de cinema de outros tempos,

sofás, posters, cartazes publicitários.

Há de tudo um pouco para

quem quiser dar um toque retro ao

seu espaço.

A conversa é interrompida com a

chegada dos arquitetos responsáveis

pela remodelação de um espaço

de restauração no outlet Freeport.

"Estou a trabalhar num projeto grande,

com um atelier de arquitetura, em

que a ideia é forrar uma parede com

mais de 20 portas antigas e também

criar e produzir mesas industriais à

medida.". Tudo isto é feito nesta loja,

pelas talentosas mãos de Carlos.

14


NADA SE

PERDE

E TUDO SE

VOLTA A USAR

Quem tem crianças sabe bem como

crescem e que a roupa rapidamente

deixa de lhes servir. O mesmo se aplica

à enorme quantidade de acessórios

que a vida moderna criou para os

cuidar, proteger, entreter e passear:

aquecedores de biberons, banheiras,

carrinhos, camas portáteis, bicicletas,

brinquedos, livros, etc.

Como se resolve este problema sem

gastar rios de dinheiro? Ou se passa

roupa de filho para filho, primo para

primo, amigo para amigo, ou então

vai-se à ERA MEU AGORA É SEU.

Nesta loja, tal como o nome indica, há

uma panóplia de géneros em segunda

mão para bebés e crianças até aos

10 anos. “Tenho milhares de artigos

aqui” diz TERESA CARVALHO, a dona,

que há 8 anos ficou com uma loja

pequenina que existia em Benfica já

com o mesmo conceito e nome. “Fui

educadora de infância, tinha uma creche,

mas vendi-a. Procurei outra coisa

para fazer, na certeza que teria que

envolver crianças”, relata. Foi assim

que nem hesitou quando se deparou

com este conceito de compra e venda

de roupa usada. Aliás, acrescenta,

“não seria capaz de vender roupa de

adulto”.

Há três anos e meio veio para a Penha

de França. “A outra loja era mesmo

muito pequenina e procurámos,

eu e o meu sócio, um lugar maior”.

Começou à procura, e um dia veio à

Rua Morais Soares. “Era de noite, mas

a rua estava cheia de movimento, fiquei

impressionada”. Foi então que

reparou numa loja para arrendar: “Liguei

logo, mas já havia uma pessoa à

nossa frente. Fiquei triste, mas achei

que iria aparecer outra coisa”. Poucos

dias depois ligaram a dizer-lhe que o

outro interessado tinha desistido.

Teresa está muito satisfeita com a

sua loja, localizada numa “das ruas

mais movimentadas de Lisboa”. E o

“negócio corre bem”, com os clientes

novos que conseguiu, além de

ter mantido clientela de Benfica, e as

vendas pela internet através da sua

página de Facebook.

Mas não se pense que é fácil – “a roupa

em segunda mão tem muito que

se lhe diga e eu sou muito seletiva”.

Aqui, afiança, “os clientes sabem que

TERESA CARVALHO,

RETRO VINTAGE

RUA MORAIS SOARES, 48 A

TELEFONE: 218 121 059

não são enganados”. Porque as pessoas

lhos pediam, fundamentalmente

para presentes, Teresa tem também

alguns produtos novos, como acessórios,

alguma roupa e brinquedos.

“Em termos ecológicos e porque a roupa

deixa de servir num instante, é um

negócio que faz todo o sentido”, diz

Ana. Uma aposta ganha.

15


PARABÉNS

À

LUDO!

Na véspera do Dia de S. Martinho,

a 10 de novembro, celebrou-se

a lenda deste santo, mas também

o primeiro aniversário da

LUDOBIBLIOTECA.

A festa juntou todos os adolescentes

(unicórnios) que passam

aqui as suas tardes depois da escola,

os antigos frequentadores

da Ludo (ex-unicórnios) e também

(ainda mais) unicórnios!

No meio da festa houve ainda

tempo para a Vogal da Educação,

Sílvia Ferreira, entregar a bolsa

de mérito ao Rodrigo da Cunha

Conceição por ter sido o melhor

aluno do terceiro ciclo.

Na Ludo tens de tudo um pouco,

desde fotografia, a cinema, música

e tudo mais que consigas imaginar!

E agora já se preparam as

atividades para as férias do Natal,

queres vir dar uma ajuda?

16


POP

PENHA

RENOVADO

Os POP PENHA e POP ESCOLAS - Programas de Orçamento

Participativo da Penha de França caminham a passos

largos para a sua terceira edição, em 2018.

Nas duas primeiras edições, os residentes, os trabalhadores

e os estudantes da Penha de França estabeleceram

este programa como uma referencia de participação

cívica para todos que querem uma Freguesia cada vez

melhor e mais participada.

É nesse sentido que, para a próxima edição do POP Penha

e POP Escolas, o logótipo vai ser ‘refrescado’ e o site

vai ser renovado, passando a ser mais simples de utilizar

e mais apelativo a todos.

Para além destas novas possibilidades, vai ser aumentada

a segurança e consistência do sistema de votação,

usando a plataforma Empatia – uma plataforma open

source de génese nacional que já extravasa as fronteiras

de Portugal, sendo utilizada por vários municípios europeus.

Este tipo de plataforma open source, de reconhecida

qualidade, permitirá não só estas novas funções, mas

também uma inovação continua na construção de uma

experiência de participação cívica e de cidadania cada

vez mais integradora e participada. Já falta pouco para

que todos a conheçamos no sítio de sempre: www.pop-

-penha.pt.

Este novo site vai ter um conjunto de novas funcionalidades

centradas na apresentação de propostas, nomeadamente

com a inclusão de fotos, permitindo visualizar os

sítios que se pretende serem alvo de intervenção, bem

como mapas, para que todos possam facilmente perceber

onde serão concretizadas as propostas.

Escolas

Penha

17


UMA TARDE

A ESCUTAR

PATRIMÓNIO DA

HUMANIDADE

Se tempos houve em que alguns comentavam

que o fado andava na mó de baixo,

eventos como a tarde do passado dia

24 de novembro provam que a nossa expressão

máxima da saudade está mais

viva que nunca.

Com praticamente todos os lugares do

salão do Polo da Morais Soares ocupados,

a tarde foi passada a escutar a mestria

dos músicos nas guitarras e o fado

que saiu da alma de quem o cantou.

Os quatro fadistas podiam ter proporcionado

apenas uma tarde de fado, mas

foi muito mais que isso. Foi uma tarde

de fado solidário, em que os bilhetes se

pagaram em géneros alimentares que

reverteram para o inventário da MERCEA-

RIA SOCIAL.

A saudade, a tristeza, a Lisboa de outras

épocas, transformou-se em arroz, leite

ou qualquer outro produto destinado a

ajudar famílias na nossa freguesia. Aos

que cantaram, aos que tocaram e, sobretudo

aos que assistiram e deram uma

ajuda a quem mais precisa, muito obrigado!

18


SABIA

QUE...

IGREJA E

CONVENTO

DA PENHA DE

FRANÇA

SÃO

MONUMENTO

DE

INTERESSE

PÚBLICO

A igreja e o edifício do antigo Convento

de Nossa Senhora da Penha de

França, incluindo o seu interior, foram

classificados como Monumento de

Interesse Público.

A portaria que decreta esta classificação

foi assinada pelo ministro da

Cultura, Luís Castro Mendes, e publicada

no Diário da República a 16 de

novembro.

Na portaria descreve-se o monumento

como tendo uma “austera e monumental

fachada” que “contrasta com

a riqueza dos elementos artísticos

do interior, acessível por largo pórtico

com escadaria monumental”. Entre

os elementos destacados, estão a

pintura da abóbada atribuível a Pedro

Alexandrino de Carvalho ou a Vieira

Portuense, “a riqueza dos mármores”,

os altares laterais de talha dourada e

o “grandioso retábulo da capela-mor”

ou os “excelentes lambris de azulejo

das salas ao nível do coro-alto e da

Portaria”.

A portaria adianta ainda que o reconhecimento

da Igreja e Convento

como imóveis com um valor patrimonial

de interesse nacional, reflete a

qualidade deste conjunto no que toca

ao “caráter matricial do bem, ao génio

dos respetivos criadores, ao seu interesse

como testemunho simbólico ou

religioso, ao seu valor estético, técnico

e material intrínseco, à sua conceção

arquitetónica, urbanística e paisagística,

e à sua extensão e ao que nela se

reflete do ponto de vista da memória

coletiva”.

BISPO AUXILIAR

DE LISBOA

VISITOU A PENHA

DE FRANÇA

D. Nuno Brás, Bispo Auxiliar de Lisboa,

visitou a Penha de França para conhecer

a realidade da Freguesia e os seus

equipamentos sociais. Veio com o objetivo

de promover um diálogo entre a

Igreja e o "mundo contemporâneo”, e

foi exatamente isso que aqui fez.

Além de uma reunião, visitou desde

os balneários do Polo Morais Soares

– que podem ser usados por todos –,

passando pelo Espaço Nova Atitute,

pela muito recente Mercearia Social e

acabando na Loja Social, onde deixou

uma mensagem escrita de apreço

pelo trabalho aqui desenvolvido.

"Estou absolutamente maravilhado",

disse em relação a todos os projetos

que observou, tendo partido com a

promessa de que a Penha de França

continuará a apostar cada vez mais

na área do desenvolvimento social.

19


A tradição de SÃO MARTINHO manda que

se passe o dia com sol, castanhas e boa

disposição. Na nossa freguesia cumpriu-se

a tradição.

Na Paiva Couceiro a receita não variou, até

porque castanhas e jeropiga, como as que

foram oferecidas, são sempre uma receita

vencedora. Junte-se a isto o convívio e todos

tiveram uma tarde ideal com o tão tradicional

e apetecível cheirinho a castanhas

no ar.

E ASSIM SE CELEBROU

O SÃO MARTINHO

E desde o Centro Social e Paroquial da Penha

de França, até às AAAF/CAF e Associação

Penha de França, todos, miúdos e

graúdos, celebraram esta data que contou

com a presença de vogais dos vários pelouros

da Junta de Freguesia.

Num dos lugares mais emblemáticos da

Penha, o Museu do Azulejo, a ASSOCIA-

ÇÃO ENTRE-IDADES proporcionou uma tarde

diferente aos nossos seniores, com um

workshop de beleza e cuidados pessoais e

uma visita por entre as histórias que os milhares

de azulejos lá expostos nos contam.

20


21


CURTAS

DEBATES DESPORTIVOS

DA PENHA

Novas tecnologias no futebol, como

o video-árbitro, têm o potencial de

mudar a forma como olhamos para

o desporto rei. E quem melhor do

que reconhecidas personalidades

deste mundo para discutir este

tema? Nuno Lobo - Presidente da

Associação de Futebol de Lisboa,

António Simões - Ex-jogador do SL

Benfica, Carlos Chaínho – Ex-jogador

do FC Porto, Pedro Henriques - exárbitro

internacional, Daúto Faquirá –

treinador e Tiago António – treinador,

reunidos no Sporting Clube da Penha,

discutem o futuro do futebol.

A ÁRVORE DE NATAL DO MUSEU

NACIONAL DO AZULEJO

AÇÃO DE LIMPEZA

No dia 26 de novembro a Igreja de

Deus Sociedade Missionária Mundial

organizou uma ação de limpeza que

começou na Praça Paiva Couceiro

e acabou no Jardim Bulhão Pato,

contando com o apoio logístico da

Junta de Freguesia.

ESCUTEIROS EM MISSÃO

SOLIDÁRIA

Os Escuteiros da Penha de França

– CNE 42 arregaçaram as mangas e

puseram em marcha a Missão (Re)

Erguer Lajeosa do Dão, que teve como

objetivo apoiar os habitantes desta

localidade do concelho de Tondela na

reconstrução da sua aldeia. Nos dias

de 8 a 10 de Dezembro, um grupo de

24 jovens e adultos deslocaram-se até

Lajeosa do Dão para, no local, ajudar

nos vários trabalhos a desenvolver

(reconstrução de cercas, limpezas,

apoio logístico, etc.). Mas não se pense

que foram de mãos a abanar! Com eles

levaram vários materiais e sobretudo

sementes e árvores de fruto, para dar

nova vida a esta aldeia.

O Museu Nacional do Azulejo

juntou o espírito de Natal ao

espírito solidário e o resultado

foi a árvore de natal que ilumina

a entrada do museu. O projeto

de decoração é da autoria de

Armanda Ferreirae a execução

contou com a participação de

várias escolas, centros sociais

e associações.

22


ssembleia

de Freguesia Penha de França

ASSEMBLEIA

DE FREGUESIA

No dia 19 de dezembro terá lugar a

primeira sessão ordinária da Assembleia

de Freguesia da Penha de França,

que tomou posse a 23 de outubro.

No quadriénio 2017/ 2021, exercerão o

seu mandato 19 membros da Assembleia

de Freguesia, distribuídos pelas

seguintes formações partidárias: 9 lugares

para o Partido Socialista, 3 para

o Partido Social Democrata, 3 para o

Partido Comunista Português, 2 para

o Bloco de Esquerda, 1 para o Centro

Democrático Social e 1 para o Partido

Animais Natureza.

Que seja um excelente mandato!

No mesmo dia da tomada de posse,

foi eleita a mesa da Assembleia de

Freguesia. Luísa Vicente Mendes foi

eleita a Presidente, enquanto Nuno

Simões é o 1.º Secretário e António

Neira Nunes o 2.º Secretário.

23


Portugal ainda atravessa um duro

período de seca, apesar da chuva

que já caiu. Segundo o Instituto

Português do Mar e da Atmosfera,

no final de novembro 3% do território

estava em seca moderada, 46%

em seca severa e 51% em seca extrema.

Uma situação preocupante que nos

deve levar a ser conscientes no uso

da água, procurando reduzir o seu

consumo e usando mais eficazmente

este recurso. Assim, e antecipando

as recomendações da CML

nesse sentido, a Junta de Freguesia

da Penha de França adotou várias

medidas que visam reduzir e utilizar

mais eficazmente a água.

Como medida preventiva, foram

instalados novos sistemas de rega

mais eficazes nos jardins da Freguesia

que foram requalificados, tendo

ainda sido plantadas espécies vegetais

que requerem menos água para

se manterem.

JUNTA DE

FREGUESIA

REDUZ CONSUMO

DE ÁGUA

As lavagens de ruas e o fornecimento

de água a chafarizes e bebedouros

públicos (exceto os de

serviço aos parques infantis) foram

interrompidos, bem como a rega de

espaços verdes e arvoredo. Estas

medidas durarão enquanto o país se

mantiver numa situação de seca.

No entanto há situações pontuais

que exigem, por uma questão de

salubridade, higiene e segurança do

espaço público, que se efectue lavagens.

Estas não são, contudo, feitas

com água potável da rede pública,

mas antes com água reciclada proveniente

da Fábrica de Água - ETAR

de Chelas.

Para percebermos melhor o que é a

água reciclada e de onde vem, perguntámos

a quem sabe. A Eng.ª Catarina

Pécurto, responsável de área

do Centro Operacional de Chelas

das Águas do Tejo Atlântico, esclareceu

as dúvidas:

De onde provém esta água que é reciclada?

Depois de utilizarmos a água no

nosso dia-a-dia para inúmeras atividades

(cozinhar, limpar, tomar banho, etc.), a

mesma transforma-se em água residual

(esgoto) e é encaminhada para a Fábrica

de Água – ETAR de Chelas, para ser tratada

e reciclada.

Como se faz a reciclagem? As águas residuais

que chegam à Fábrica de Água de

Chelas passam por um tratamento físico,

químico e biológico, de forma a serem devolvidas

ao meio ambiente em condições

ambientalmente seguras. A água que se

destina a ser reciclada passa, ainda, por

uma fase de desinfeção.

A água reciclada serve para consumo

humano? Em caso negativo, apresenta

perigos para pessoas e animais? A água

reciclada não é potável, pelo que não serve

para consumo humano. A sua qualidade

é aferida para a rega de espaços verdes,

lavagens de ruas, reutilização industrial,

sistemas de refrigeração. Os funcionários

que utilizam diretamente a água reciclada

têm formação específica sobre os procedimentos

a adotar na sua utilização.

A água é um bem essencial à vida. Vamos

todos fazer a nossa parte neste esforço

contra o desperdício.

24


CERÂMICA

TAPETES DE

ARRAIOLOS

Terça-Feira e

Quinta-Feira

16h00 - 17h30

Arraiolos

19h00 - 20h30

Cerâmica

Espaço Multiusos

Av. Coronel. Eduardo Galhardo

Tel. 218 100 390

multiusos@jf-penhafranca.pt

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