Dezembro/2017 - Revista Biomais 24

jota.2016

Visitantes - Grupo Jota Comunicação

Sustentabilidade: petrolífera desenvolve projetos para gerar energia limpa

revista biomassa energia

Secagem de produtos

com fonte renovável

Gerador de gás e ar quente para processos

de secagem a partir da queima de biomassa

ADRIANA ZANDONÁ

LINHAS DE FINANCIAMENTO

SÃO VIÁVEIS

SEMINÁRIO

MINISTRO É ATRAÇÃO DE EVENTO


SUMÁRIO

04 | EDITORIAL

Busca pela sustentabilidade

06 | CARTAS

08 | NOTAS

12 | ENTREVISTA

18 | PRINCIPAL

24| ECONOMIA

Sol e vento, nada mais

30| PELO MUNDO

Energia só se for limpa

34 | CASE

38 | PROCESSO

42 | EVENTO

44 | PUBLIEDITORIAL

Vallourec

Carbono vira

eletricidade

Madeira retirada do lixo

pode virar energia

É hora de agir

46 | ESPECIAL

52 | ARTIGO

56 | AGENDA

58| OPINIÃO

Por que o custo das usinas eólicas

offshore continua caindo?

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA 03


EDITORIAL

BUSCA PELA SUSTENTABILIDADE

Estampa a capa desta edição da Biomais um

novo gerador para processos de secagem de

biomassa lançado pela Imtab

JOTA COMUNICAÇÃO

EXPEDIENTE

Diretor Comercial / Commercial Director: Fábio

Alexandre Machado (fabiomachado@revistabiomais.

com.br) • Diretor Executivo / Executive Director: Pedro

Bartoski Jr (bartoski@revistabiomais.com.br) • Diretora

de Negócios / Business Director: Joseane Knop

(joseane@jotacomunicacao.com.br)

A forma como nos relacionamos com o planeta e seus recursos são

de fundamental importância para a sociedade do século XXI, afinal

utilizamos diariamente o maior volume de energia da história da humanidade.

Diretamente relacionadas ao crescimento econômico e ao

desenvolvimento social, as formas de geração, transmissão e utilização

desta energia precisam ser discutidas e constantemente repensadas em

busca da sustentabilidade. Este é o papel da BIOMAIS, que acreditamos

ter cumprido no ano que passou e esperamos atingir novamente em

2018. Nesta edição, trazemos uma reportagem sobre as possibilidades

de financiamento para geração de energia – tema este também de nossa

entrevista. Trazemos também o case da ExxonMobil, que investe pesado

para encontrar novas formas de ser cada vez mais sustentável, além de

contarmos a história de St. Louis, nos EUA (Estados Unidos da América),

que recentemente aprovou uma resolução para transição de toda a demanda

de energia do município para fontes renováveis até 2035. Tenha

uma ótima leitura e um excelente 2018!

JOTA EDITORA

Diretor Comercial / Commercial Director: Fábio

Alexandre Machado (fabiomachado@revistabiomais.

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Bartoski Jr (bartoski@revistabiomais.com.br) • Redação

/ Writing: Rafael Macedo - Editor, (jornalismo@

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Design: Fabiana Tokarski - Supervisão, Fabiano

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A REVISTA BIOMAIS é uma publicação da

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Veículo filiado a:

A REVISTA BIOMAIS - é uma publicação bimestral e independente,

dirigida aos produtores e consumidores de energias limpas e alternativas,

produtores de resíduos para geração e cogeração de energia, instituições

de pesquisa, estudantes universitários, órgãos governamentais,

ONG’s, entidades de classe e demais públicos, direta e/ou indiretamente

ligados ao segmento. A REVISTA BIOMAIS não se responsabiliza por

conceitos emitidos em matérias, artigos, anúncios ou colunas assinadas,

por entender serem estes materiais de responsabilidade de seus autores.

A utilização, reprodução, apropriação, armazenamento de banco de

dados, sob qualquer forma ou meio, dos textos, fotos e outras criações

intelectuais da REVISTA BIOMAIS são terminantemente proibídas sem

autorização escrita dos titulares dos direitos autorais, exceto para fins

didáticos.

THE SEARCH FOR SUSTAINABILITY

The way we relate to the planet and its resources is of fundamental

importance to society of the 21st century, after all on a daily basis, we are

using the most energy in the history of mankind. Being directly related to

economic growth and social development, the forms of generation, transmission

and use of energy need to be discussed and constantly reconsidered

in pursuit of sustainability. This is the role of BIOMAIS, that we believe to

have served over the past year and we hope to accomplish again in 2018. In

this Issue, we bring you a story about the financing possibilities for energy

generation – this is also the theme of our interview. We also have the case

from ExxonMobil, which is investing heavily in finding new ways to be more

sustainable, in addition to telling the story of St. Louis, USA, which recently

passed a resolution to transition the entire energy supply of the municipality

to renewable sources by 2035. Very pleasant reading and an excellent 2018!

REVISTA BIOMAIS is a bimonthly and independent publication, directed

at clean alternative energy producers and consumers, producers of residues

used for energy generation and cogeneration, research institutions, university

students, governmental agencies, NGO’s, class and other entities, directly and/

or indirectly linked to the Segment. REVISTA BIOMAIS does not hold itself responsible

for concepts contained in materials, articles, ads or columns signed

by others; these are the responsibility of their authors. The use, reproduction,

appropriation, databank storage, in any form or means, of the text, photos and

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04

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CARTAS

OPORTUNIDADE

A cana-de-açúcar e derivados oferecem novas oportunidades para a bioeletricidade, e é ótimo

saber que a BIOMAIS está de olho nessas iniciativas!

José Knauer – Goiânia (GO)

Foto: divulgação

HORIZONTES

Excelente entrevista com Rodrigo Lopes Sauaia. Não há limites para a expansão da geração de energia solar; precisamos

aproveitar este potencial ilimitado.

Aramis Batista – Niterói (RJ)

EXEMPLO

Excelente iniciativa do Paraguai, que busca diversificação da matriz para promover desenvolvimento energético

sustentável. Parabéns por contar esta história.

Heloísa Gimenez – Foz do Iguaçu (PR)

POLÊMICA

Ótimo panorama sobre o horário de verão – creio se tratar mais de uma medida cultural,

apoiada pela população das regiões participantes, do que algo que traz uma economia

significativa para a sociedade.

Juliana Mayer – Curitiba (PR)

Foto: divulgação

REVISTA

na

mídia

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informação

biomassa

energia

www

Publicações Técnicas da JOTA EDITORA

06

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NOTAS

PELLETS TÊM

VANTAGENS NO

AQUECIMENTO DE

GRANJAS

O uso de pellets vem sendo uma grande opção

em matéria de sustentabilidade para aquecimento

em granjas. Além de não precisar de uma mão de obra

especializada, eles podem ser facilmente obtidos em

granjas como biomassa, reduzindo custos e sendo

uma opção mais barata comparada a outras fontes

de energia. Por isso é o que mais vem conquistando

o mercado entre as alternativas energéticas possíveis.

Como a produção de frangos de corte se dá em zonas

rurais, local de fácil obtenção de biomassas, a utilização

de pellets conquista os adeptos de uma produção

consciente.

Foto: divulgação

TETO SOLAR SUBSTITUI

AR CONDICIONADO

Um professor universitário dos EUA (Estados Unidos da América)

substituiu o ar condicionado pelo teto solar. A experiência

teve início em 2013, na Universidade de Stanford. A medida deu

resultado. O consumo de energia foi cortado pela metade. A tecnologia

inovadora – experimentada pelo professor Shanhui Fan

e seus alunos – permite a refrigeração com baixo consumo energético.

Será uma bela opção para substituir o ar condicionado

sem precisar abrir mão do frescor e do alívio que seu uso propicia.

De tecnologia complexa, mas com funcionamento simples,

um telhado feito com uma superfície ótica capaz de refletir a luz

solar e devolver o excesso de calor ao espaço garante temperaturas

mais agradáveis na sala de aula.

Foto: divulgação

Foto: divulgação

EUROPA TERÁ REDE DE RECARGA

PARA VEÍCULOS ELÉTRICOS

Montadoras de automóveis anunciaram a formação de uma joint-venture,

chamada Ionity. A intenção é desenvolver e instalar uma rede de recarga

de veículos elétricos em toda a Europa. Participam da iniciativa Ford, BMW,

Daimler e Volkswagen, incluindo as marcas Audi e Porsche. A Ionity quer facilitar

as viagens de longa distância, um passo importante para o avanço

do uso dos veículos elétricos. Existe a previsão de abertura de cerca de 400

estações de recarga de alta potência até 2020. A joint-venture tem sede em

Munique, na Alemanha, e é liderada pelo diretor-presidente Michael Hajesch

e pelo diretor de operações Marcus Groll. Até o início de 2018, a equipe

deve chegar a 50 pessoas.

08

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MICROSOFT COMPRA

FORNECIMENTO DE ENERGIA

EÓLICA POR 15 ANOS

A Microsoft anunciou que chegou a um acordo com a General Electric para

adquirir a energia eólica produzida na central eólica em Tullahenel, na Irlanda.

Desta forma, a Microsoft vai tentar alimentar todos os seus centros de dados

com energia eólica. A General Electric comunicou que vai trabalhar em parceria

com a Microsoft para criar uma forma mais eficiente de armazenar e distribuir

energia eólica. A ideia passa por introduzir uma bateria capaz de aproveitar o

excedente de energia produzido pelas turbinas A Microsoft quer comprar 600

MG (megawatts) em diferentes pontos do mundo. A intenção é conseguir alimentar

todos os data centers da empresa e com este negócio a companhia

conseguiu adquirir cerca de 37 MG.

Foto: divulgação

SUINOCULTORES

QUEREM

BENEFÍCIOS POR

GERAÇÃO DE

ENERGIA

Os benefícios pela geração de energia

sustentável estão sendo reivindicados pelos

suinocultores de Santa Catarina. Os produtores

pedem redução do Icms na tarifa elétrica

e na compra de equipamentos para a produção

de biogás. Mesmo que não haja incentivos

fiscais ou compensação financeira pelas

práticas sustentáveis, os suinocultores – em

sua grande maioria – cumprem com rigidez

todas as normas impostas pelos órgãos ambientais.

Santa Catarina é o único Estado do

Brasil livre de febre aftosa sem vacinação.

A suinocultura catarinense é reconhecida

mundialmente por produzir carne de excelência

e que atende os requisitos dos mercados

mais criteriosos do mundo.

PALMAS VAI INSTALAR ENERGIA

SOLAR EM ESCOLAS DE TEMPO

INTEGRAL

As escolas de tempo integral serão abastecidas por energia solar em Palmas

(TO). A instalação de 160 placas de captação de energia pode gerar uma economia

de R$ 5 mil por mês para os cofres da capital do Tocantins. O contrato para instalação

do sistema de captação de energia solar em seis escolas de tempo integral foi

assinado pelo prefeito Carlos Amastha. As escolas beneficiadas são: Anísio Teixeira,

Duque de Caxias-Caroline Campelo, Eurídice Ferreira de Mello, Fidêncio Bogo, Padre

Josimo Tavares e Margarida Lemos (Cemil). A Secres (Secretaria Extraordinária

de Projetos, Captação de Recursos e Energias Renováveis), informou que os oito

Cmeis (Centros Municipais de Educação Infantil) que estão em construção já têm

incluídos nos projetos o sistema de geração de energia fotovoltaica. A previsão é

que cada unidade receba 40 placas de energia solar.

Foto: divulgação

Foto: divulgação

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA 09


NOTAS

BRASIL CHEGA AO 7º LUGAR NO

RANKING DA GERAÇÃO EÓLICA

MUNDIAL

O Brasil chegou ao 7º lugar no ranking da geração eólica mundial. O Brasil

ultrapassou o Canadá, que caiu para a oitava posição. Já em termos de expansão

de potência, o País mantém o 5º lugar desde 2015. Os dados são do

Boletim de Energia Eólica Brasil e Mundo – Base 2016, que foi produzido pelo

Ministério e Minas e Energia. A situação favorável da fonte eólica brasileira

também é destaque no FC (Fator de Capacidade). De 2000 para 2016 o Brasil

passou de um FC médio de 20% para 41,6%, evoluindo para um indicador

68% superior. No mundo, esses indicadores foram de 22% e 24,7%, respectivamente.

Foto: divulgação

Foto: divulgação

CAPACIDADE DA

ENERGIA SOLAR

AUMENTOU 50%

EM 2016

No ano passado, a capacidade de energia

solar aumentou em 50%. Quase metade da

expansão global nessa área foi representada

pela China. Os dados são da última análise da

AIE (Agência Internacional de Energia). Essa é

a primeira vez que as adições de energia solar

aumentaram mais rapidamente do que qualquer

outro combustível. O mercado de energia

solar fotovoltaica impulsionou as energias

renováveis por representarem quase dois terços

da nova capacidade de energia líquida em

todo o mundo no ano passado. Foram quase

165 GW (gigawatts) chegando. As renováveis

continuarão a ter um forte crescimento nos

próximos anos, e até 2022 a capacidade de

energia renovável deve aumentar em 43%.

CHINA TEM TRANSPORTE PÚBLICO

SEM MOTORISTA

O primeiro transporte público rápido e elétrico sem motorista foi inaugurado

na China. Modelo para o mundo inteiro, o primeiro “trem smart” é considerado

um sistema ferroviário futurista. O design do novo transporte é uma

mistura de ônibus, metrô e bonde. Em eficiência, ele é muito melhor do que

os ônibus e tem a vantagem de ter um custo menor do que um sistema de

veículo sobre trilhos, por exemplo. O veículo tem velocidade máxima de 70

quilômetros por hora. Possui 32 m (metros) de comprimento e tem capacidade

de transportar até 300 passageiros em seus três vagões.

Foto: divulgação

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10

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Gerando energia para o mundo


ENTREVISTA

• ADRIANA CÁSSIA

ZANDONÁ FRANÇA •

Foto: divulgação

SUSTENTABILIDADE

FINANCIÁVEL

A

té 2024, a geração de energia elétrica a partir dos raios do sol passará dos atuais 0,02% para 4% da potência elétrica

do país, alcançando 7.000 MW (megawatts), sem contar com a geração distribuída. O dado consta no PDE 2024

(Plano Decenal de Energia Elétrica 2024) do MME (Ministério de Minas e Energia). Fontes alternativas ajudam na

preservação do meio ambiente, contribuindo diretamente com um planeta mais sustentável e estão cada vez mais

ao alcance do consumidor final: por meio de linhas de financiamento, é possível financiar a geração de energia própria. Em entrevista

à BIOMAIS, Adriana Cássia Zandoná França, gerente de Desenvolvimento de Negócios em Consórcios na Central Sicredi,

fala sobre as possibilidades e os benefícios para aqueles que investem na geração própria de energia.

FINANCIAL SUSTAINABILITY

B

y 2024, the electric power generation from the sun's rays will increase from the current 0.02% to 4% of the total electric power

generated in the country, reaching 7,000 MW, not including distributed generation. The data is contained in the Ministry of Mines

and Energy 2024 Electric Power Plan (MME, 2024 PDE). Alternative sources help in environmental conservation, contributing

directly to a more sustainable planet and are increasingly within reach of the final consumer: through credit lines, it is possible to

finance one’s own power generation. In an interview with BIOMAIS Adriana Cássia Zandoná França, Manager of Business Development in

Consortia at Sicredi Central, talks about the possibilities and benefits to those who invest in energy generation for their own use.

12

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PERFIL:

PROFILE:

Nome: Adriana Cássia Zandoná França

Name: Adriana Cássia Zandoná França

Formação: Formada em Administração

de Empresas pela Unicentro (PR), possui

MBA em Gestão Empresarial pela FGV com

módulo internacional na Ohio University

Cargo: Gerente de Desenvolvimento de

Negócios em Consórcios na Central Sicredi

(PR/SP/RJ)

Education: Business Administration,

Unicentro (PR), and MBA, FGV based on the

Ohio University International Model

Function: Manager of Business Development

in Consortia, Sicredi Central (PR/SP/RJ)

Com as mudanças no setor de energia nos últimos

anos, quais fatores atraem os consumidores para energia

solar?

De acordo com um relatório do MME, em um cenário

moderado, no ano de 2050, a energia solar poderia corresponder

a cerca de 11% da oferta mundial de energia

elétrica, o que representa aproximadamente 5.000 TWh

(terawatts/hora). Devido aos constantes avanços tecnológicos

e comerciais que envolvem o processo de produção da

energia solar, essa fonte alternativa está se tornando uma

tendência mundial, que pode ser explicada por diversos

fatores. Com a possibilidade de gerar sua própria energia,

o primeiro benefício para o consumidor é a economia na

conta de luz no médio e longo prazo. O meio ambiente também

agradece, pois a geração de energia solar está entre

as fontes mais limpas disponíveis atualmente. Além disso,

existe uma série de incentivos fiscais, como a isenção de cobrança

do Icms (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e

Serviços), redução de Imposto de Renda, entre outros.

Como as novas linhas de financiamento atendem às

necessidades desse mercado consumidor?

Uma das grandes barreiras quanto ao uso da energia solar

no Brasil é o alto investimento para a instalação do sistema.

Alguns equipamentos podem ser encontrados a partir

de R$ 10 mil. Visando facilitar o acesso a essa nova tecnologia,

o Sicredi desenvolveu soluções para compra desses

equipamentos: consórcio e crédito, com taxas e prazos diferenciados,

voltados para os consumidores que desejam

produzir a sua própria energia, mas que não têm um capital

inicial alto para investir.

With the changes in the energy sector in recent years,

what are the factors that can attract consumers to

solar energy?

According to a MME report, in a moderate scenario, in

2050, solar energy could correspond to about 11% of the

world supply of electric energy, which represents about

5,000 TWh (terawatt hour). Due to the constant technological

and commercial advances that involve the solar energy

production process, this alternative source is becoming

a global trend, which can be explained by several factors.

With the possibility of generating their own energy, the first

benefit to the consumer is the savings on the electricity bill

in the medium and long term. The environment thanks you,

too, because solar power generation is among the cleanest

sources available today. In addition, there are a number of

tax incentives such as exemption from the Icms (State tax

on goods and services) and income tax reduction, amongst

others.

How do the new credit lines meet the needs of this

market?

One of the major barriers as to the use of solar energy in

Brazil is the high investment for the installation of the system.

These systems can be found starting at R$10 ten thousand.

To facilitate access to this new technology, Sicredi has

developed solutions for the purchase of such systems: consortium

and credit, with special rates and terms, aimed at

consumers who want to produce their own energy, but that

do not have enough initial capital to invest.

How do Sicredi credit lines for solar power genera-

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA 13


ENTREVISTA

Como funcionam as

linhas de crédito do

Sicredi para geração

de energia solar?

Para contratar a

solução de crédito, o

associado pode ir até

uma agência do Sicredi,

apresentar um

orçamento e encaminhar

sua proposta

que será analisada de

acordo com a sua capacidade

de pagamento,

que pode ser feito de

forma parcelada. O crédito

será concedido diretamente

na conta-corrente do associado

ou da empresa que irá

executar o projeto. Essas linhas

de crédito foram pensadas para

facilitar a aquisição de painéis solares,

geradores eólicos e equipamentos

para tratamento de água e esgoto, entre

outras opções, e vão ao encontro da necessidade

dos consumidores preocupados em economizar

e contribuir para a preservação do meio

ambiente.

Quais as diferenças entre a linha de crédito e o consórcio?

A linha de crédito é indicada para os consumidores que

pretendem adquirir de forma imediata o seu sistema de

geração de energia, mas que não possuem todo o recurso

necessário. Já o consórcio é indicado para o consumidor

que deseja planejar a compra dos elementos necessários

para a instalação do sistema de energia solar sem pagar juros.

Com cartas de crédito de R$ 7 mil a R$ 413 mil e prazo

que varia entre 60 e 120 meses, é possível atender grande

parte da demanda de quem quer investir nesses sistemas

alternativos. Além disso, com o Consórcio Sustentável do

Sicredi, também é possível adquirir outros equipamentos

ecoeficientes como geradores eólicos, equipamentos de

iluminação de led e equipamentos de tratamento de água

e esgoto, por exemplo.

Com o crescimento do setor de energia renovável,

Devido aos constantes

avanços tecnológicos e

comerciais que envolvem

o processo de produção

da energia solar, essa

fonte alternativa está se

tornando uma tendência

mundial

tion work?

To contract

this credit

solution, the

Sicredi member

may go

to any Sicredi

agency, present

a budget

and forward

their proposal,

which will be

analyzed according

to their payback

ability, which can be

done in installments.

The credit will be awarded

directly in the member’s cash

account or directly to the company

that will execute the project. These credit

lines were thought out to facilitate the purchase

of solar panels, wind generators and equipment

for water and sewage treatment, amongst other

options, and will meet the need of consumers

anxious to save and contribute to environmental

conservation.

What are the differences between the

credit line and the Consortium?

The credit line is ideal for consumers who

want to purchase their power generation

system outright, but that do not have all

the required resources. The Consortium

is indicated for consumers who

want to plan for the purchase of the

necessary elements for the installation

of a solar power system without paying interest. With

letters of credit of R$ 7 thousand to R$ 413 thousand, and

financing terms ranging between 60 and 120 months, it is

possible to meet much of the demand for those who want

to invest in these alternative systems. In addition, with the

Sicredi Consórcio Sustentável, one can also acquire other

eco-efficient systems like wind turbines, led lighting and

water and sewage treatment equipment, for example.

With the growth of the Renewable Energy Sector,

what are your estimates of consumer and Sector res-

14

www.REVISTABIOMAIS.com.br


quais as estimativas de resposta dos consumidores e do

setor frente a essa inovação do Sicredi?

Até 2024, estima-se que a geração de energia elétrica

a partir dos raios do sol passará dos atuais 0,02% para 4%

da potência elétrica do País, alcançando 7.000 MW (megawatts),

sem contar com a geração distribuída. O dado

consta no PDE 2024 do Ministério de Minas e Energia.

Hoje pessoas e empresas estão preocupadas com o meio

ambiente e com a sustentabilidade e o Sicredi também

segue esta tendência, que está estritamente alinhada com

os nossos valores e com o cooperativismo. Por isso desenvolvemos

essas soluções para apoiar e facilitar o acesso dos

nossos associados a equipamentos ecoeficientes.

ponses as to this Sicredi innovation?

By 2024, the electric power generation from the sun's

rays will increase from the current 0.02% to 4% of the total

electric power generated in the Country, reaching 7,000

MW, not including distributed generation. The data is contained

in the Ministry of Mines and Energy 2024 Electric

Power Plan (MME, 2024 PDE). Today people and companies

are becoming more concerned about the environment and

sustainability, and Sicredi is also carefully accompanying

this trend, which is closely aligned with our values and those

of our cooperative members. That is why we have developed

these solutions to support and facilitate the access of

our members with eco-efficient equipment.

Quais as vantagens para o consumidor em financiar

a geração de energia renovável?

A primeira vantagem é reduzir em até 95% a conta de

luz, fugindo também dos reajustes futuros nas tarifas de

energia. Outra vantagem é que os painéis solares

geralmente são instalados nos telhados

de casas e edifícios, ocupando

um espaço ocioso, gerando

benefícios para o meio ambiente

e para a sociedade

local. A energia solar

também é uma

alternativa para

os locais remotos

e isolados, que

não possuem

acesso à energia

elétrica.

Além disso,

a localização

geográfica do

Brasil e o seu

clima tropical

são pontos

muito positivos

que fazem com

que a energia solar

seja um recurso

válido durante

todo o ano e em todos

os pontos.

Com o aumento do

acesso a linhas de crédito,

O Brasil tem grande

potencial de crescimento,

pois a energia solar participa

atualmente em 0,02% da

matriz energética do país,

com capacidade para chegar

até 4%

What are the advantages for the consumer in financing

renewable energy generation?

The first advantage is reducing the electricity bill by up

to 95%, getting away from future adjustments in energy

rates. Another advantage is that solar panels are usually

installed on the roofs of homes and buildings,

occupying idle space, generating benefits

for the environment and the local

society. Solar energy is also an

alternative for remote and

isolated locations that

do not have access to

electricity. In addition,

Brazil’s geographic

location

and its tropical

climate are very

positive points

that make solar

energy a valid

resource throughout

the year

and in all locations.

With the increased

access to credit

lines, what are the expectations

for the Solar

Energy Sector in the coming

years?

Brazil has a large growth potential,

because solar energy currently

participates in just 0.02% of the Country's ener-

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA 15


ENTREVISTA

quais as expectativas

para o setor de energia

nos próximos

anos?

O Brasil tem

grande potencial de

crescimento, pois a

energia solar participa

atualmente

em 0,02% da matriz

energética do país,

com capacidade para

chegar até 4% nos próximos

anos. Esse número

tende a crescer com

os incentivos ao uso da

energia limpa e sustentável

por meios públicos e privados.

O Sicredi, como instituição

financeira cooperativa, apoia as

boas práticas na busca de energia

limpa e renovável, disponibilizando

à todos os associados linhas de crédito

que apoiam a sustentabilidade e geram

desenvolvimento local.

Quais mudanças serão trazidas por essa

nova atuação no mercado?

É uma tendência sem volta. O mundo precisa disso,

pois a sociedade caminha para um maior cuidado com

questões ambientais e as empresas, por meio de seus

gestores preocupados com o uso consciente dos recursos

naturais, buscam investir em sistemas alternativos. O Sicredi

é parceiro dessas boas práticas, que preservam o meio

ambiente, estimulam o fortalecimento econômico e proporcionam

maior rentabilidade e desenvolvimento para os

associados. Além disso, a sustentabilidade faz parte do DNA

cooperativista. Juntos podemos ir além e com ações que

garantam o desenvolvimento de todos, de maneira igualitária.

Por isso, incentivar e facilitar o acesso a equipamentos

ecoeficientes faz todo sentido.

Uma das grandes

barreiras quanto ao uso

da energia solar no Brasil

é o alto investimento para

a instalação do sistema

gy matrix, with

a capacity to

reach 4% in

coming years.

This number

will tend to

grow with

incentives for

clean and sustainable

energy

use by public and

private entities.

Sicredi, as a cooperative

financial institution,

supports the

best practices in the search

for clean and renewable

energy, offering credit lines to

all members, which support sustainability

and generate local development.

What will be the changes brought by this

new option in the market?

A trend has been started that can’t be stopped.

The world needs this, because society is heading

towards a greater concern with environmental

issues and companies as well, through their managers

concerned with the conscious use of natural

resources, seeking to invest in alternative

systems. Sicredi is a partner of these good

practices, conserving the environment,

stimulating economic growth, and providing

greater profitability and development

for members. In addition,

sustainability is part of our cooperative

DNA. Together, we can go further

with actions that ensure the development of all, egalitarian

in manner. With this, simplifying and providing access to

eco-efficient equipment makes perfect sense.

16

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PRINCIPAL

CRESCE NÚMERO

DE MINICENTRAIS

NO PAÍS

FOTOS DIVULGAÇÃO

18

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INCENTIVOS FISCAIS

MOTIVARAM A

INSTALAÇÃO DE

SISTEMAS DOMÉSTICOS

E IN COMPANY PARA

GERAÇÃO DE ENERGIA

GROWING NUMBER OF MINI-

GENERATING SYSTEMS IN THE COUNTRY

TAX INCENTIVES STIMULATES THE INSTALLATION

OF "IN-COMPANY" AND DOMESTIC POWER

GENERATING SYSTEMS

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA 19


PRINCIPAL

V

antagens como incentivos tributários, menores

juros de financiamento e a possibilidade de fornecer

energia para a rede pública e convertê-la

em créditos a serem utilizados na conta de luz

incentivam a instalação de minicentrais de energia no Brasil

nos últimos anos.

Hoje, o número de sistemas caseiros de geração de energia

– isto é, sistemas instalados em residências, comércio e

indústrias – no país é de 16.311 unidades, segundo dados da

Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica). A soma da capacidade

de geração de energia das unidades é de 182 MW

(megawatts), o que corresponde ao volume gerado por uma

hidrelétrica de médio porte.

Do volume total de energia gerada por minicentrais no

Brasil, 40% vêm de consumidores comerciais, 30% de consumidores

residenciais e 18% da indústria. Os estados com

maior potência instalada são Minas Gerais (41 MW), Rio

Grande do Sul (22 MW), Ceará (21 MW) e São Paulo (18 MW).

O volume é resultado da tendência de crescimento da

participação desse tipo de gerador na matriz energética brasileira

nos últimos anos. Fatores como a redução do preço da

energia solar fotovoltaica e aumento nas tarifas de energia

elétrica, aliados a uma tendência de maior consciência am-

O

ver recent years, advantages such as tax incentives,

lower interest rates on financing,

and the possibility of supplying energy to the

public electric energy grid and converting it

into credits to be used for reducing the electric bill has

been stimulating the installation of mini-generating systems

in Brazil.

In Brazil today, the number of "home" power generation

systems – i.e. systems installed in homes, and commercial

and industrial locations – is 16,311 units, according to data

from the National Electricity Energy Agency (Aneel). The

total power generating capacity of the units is 182 MW,

which corresponds to the volume generated by a medium

sized hydroelectric power station.

Of the total volume of energy generated by mini-generating

systems in Brazil, 40% is by commercial consumers,

30% residential consumers and 18% industrial consumers.

The States with the largest installed power are Minas Gerais

(41 MW), Rio Grande do Sul (22 MW), Ceará (21 MW) and

São Paulo (18 MW).

The volume is the result of the growth trend in the participation

of this type of generation in the Brazilian energy

matrix in recent years. Factors such as the reduction in the

20

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AS PERSPECTIVAS

DE CRESCIMENTO

DOS GERADORES

CASEIROS SÃO

UMA APOSTA

CERTA PARA A

ECONOMIA

biental, contribuem para essa tendência.

A expansão dos geradores caseiros dá-se após mudanças

na legislação, ocorridas a partir de 2012, que passaram

a oferecer incentivos para a instalação de centrais de energia

prosumidoras – geradores instalados na própria unidade

consumidora.

A tendência é de um crescimento ainda maior: de acordo

com estudo da EPE (Empresa de Pesquisa Energética), o

potencial técnico da geração distribuída de energia solar fotovoltaica,

se forem instalados painéis fotovoltaicos apenas

nos telhados das residências brasileiras, é de 164 GW – volume

equivalente a 230% de toda a demanda residencial de

energia do país.

ENERGIA SOLAR

Uma das frentes nesse mercado são os microgeradores

de energia solar: de acordo com dados da Aneel, a geração

desse tipo de energia cresceu mais de 400% nos últimos 12

anos.

O crescimento é consequência das mudanças nas regulamentações,

a partir de 2015, que aumentaram o tamanho

dos microgeradores. “O tamanho máximo dos sistemas subiu

para 5 MW e foram criados mecanismos de compensaprice

of solar photovoltaics and increased electricity rates,

coupled with a trend of greater environmental awareness,

have contributed to this trend.

The expansion of home generators comes after changes

in the legislation made starting in 2012, which began to

provide incentives for the installation of "prosumer" power

plants - generators installed on the consumer’s own premises.

The trend is for even greater growth: according to a

study by the Energy Research Company (EPE), the technical

potential of the distributed generation of photovoltaic solar

energy. If photovoltaic panels were just installed on the

roofs of all homes in Brazil, is 164 GW – a volume equivalent

to 230% of the residential energy demand in the Country.

SOLAR ENERGY

One of the fronts in this market is the micro solar energy

generator: according to data from Aneel, this type of energy

generation has grown by over 400% in the last 12 years.

The growth is a result of the changes in the regulations,

starting in 2015, where the size of micro-generators was

increased. “The maximum size of the systems increased

to 5 MW and compensation mechanisms were created for

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA 21


PRINCIPAL

A EXPECTATIVA DE

CRESCIMENTO TEM

COMO BASE AS

TENDÊNCIAS DO SETOR

NOS ÚLTIMOS ANOS

ção para condomínios e consórcios", relata o presidente da

Absolar, Rodrigo Sauaia.

Para os sistemas de microgeração de energia solar, o

potencial de geração é de 29 MW. Desse total, o excedente

gerado é fornecido para a rede pública e o valor pode ser

descontado da fatura de energia elétrica.

Além disso, há incentivos tributários para os microgeradores

de energia solar: pelo menos 16 Estados brasileiros

têm convênio com o Confaz (Conselho de Política Fazendária)

para isenção do Icms sobre energia gerada, o que pode

reduzir o custo final em até 20%.

condominiums and consortia,” says Rodrigo Sauaia, President

of Absolar (representative entity).

For micro solar energy generation systems, the generating

potential is 29 MW. Of this total, the surplus generated

is supplied to the public electric energy grid and the value

can be deducted from the electricity bill.

In addition, there are tax incentives for micro solar

energy generating systems: at least 16 Brazilian States have

agreements with the Financial Policy Council (Confaz) for

Icms exemption (state sales tax) on the energy generated,

which can reduce the final cost by up to 20%.

FINANCIAMENTO

As perspectivas de crescimento dos geradores caseiros

são uma aposta por setores da economia. O banco Santander

Brasil anunciou que pretende investir no setor de energia

solar por meio do financiamento de custos de instalação

de placas de energia solar em residências e comércios. O

banco oferece empréstimos especiais para clientes que adotem

essa forma de geração de energia.

“Esse mercado ainda vai explodir, e a gente tem que estar

preparado. Hoje não tem banco privado colocando dinheiro

FINANCING

Growth prospects for home generators have become

a bet by some economic sectors. Banco Santander Brazil

has announced that it plans to invest in the Solar Energy

Sector through the funding of solar energy plate installation

costs in homes and commercial establishments. The

Bank offers special loans for customers to adopt this form

of energy generation.

“This market will explode, and we have to be prepared

... today, there are no private banks putting money into this

22

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nesse setor”, afirmou o superintendente do Santander Financiamentos,

Newton Ferrer.

A expectativa de crescimento tem como base as tendências

do setor nos últimos anos. O número de minigeradores

fotovoltaicos no Brasil cresceu mais de 1.400% entre meados

de 2015 e este início de 2017, de 631 para 9,7 mil unidades,

de acordo com dados da Aneel.

“Não tem ainda uma data, um calendário, mas o que vai

fazer essa tecnologia ter esse crescimento exponencial serão

três fatores: quando os grandes grupos decidirem investir

nisso, provavelmente as distribuidoras de energia; quando

a situação da economia melhorar; e quando for retomada a

confiança dos consumidores”, apontou Ferrer.

O banco Santander espera financiar cerca de R$ 600 milhões

por ano para clientes minigeradores de energia solar.

O valor representaria 10% da carteira total de empréstimos

do Santander Financiamentos.

Hoje, a maioria dos clientes que aderem a essa linha de

financiamento são da região sudeste e dividem-se entre os

do setor comercial, como shoppings e instituições de ensino,

e residencial. Entre os clientes residenciais, o predomínio é

de consumidores de 35 a 45 anos, de classe média alta, que

adotam esse tipo de energia devido a preocupações com

sustentabilidade, segundo Ferrer.

Sector,” said Newton Ferrer, Superintendent of Santander,

to Reuters.

The expectation of growth is based on industry trends

in recent years. The number of mini photovoltaic generating

systems in Brazil grew by over 1,400% between mid-

2015 and the beginning of 2017, from 631 to 9700 units,

according to data from Aneel.

“No calendar date can be set yet, but what is going to

make this technology take off as a result this exponential

growth will be due to three factors: when large groups decide

to invest in it, probably the energy distributors; when

the economic situation improves; and when consumer confidence

returns,” notes Ferrer.

Banco Santander expects to finance some R$ 600

million per year to mini solar energy generating customers.

The value would represent 10% of the total Santander

Financiamentos loan portfolio.

Today, most customers who adhere to this line of funding

are in the Southeastern Region of Brazil and are divided

between the Commercial Sector, such as shopping

centers and educational institutions, and the Residential

Sector. Amongst residential customers, the prevalence is by

upper-middle class customers between the ages of 35 and

45, who adopt this kind of energy due to concerns about

sustainability, according to Ferrer.

A EXPECTATIVA

DE UM BANCO

NO BRASIL É

FINANCIAR

CERCA DE

R$ 600 MILHÕES

POR ANO

PARA CLIENTES

MINIGERADORES

DE ENERGIA

SOLAR

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA 23


ECONOMIA

SOL E

VENTO,

NADA

MAIS

FOTOS DIVULGAÇÃO

24

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COOPERATIVA NORTE-AMERICANA

IRÁ UTILIZAR SOMENTE ENERGIA

EÓLICA E FOTOVOLTAICA

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA 25


ECONOMIA

A

Organic Valley, maior cooperativa de alimentos

orgânicos dos EUA (Estados Unidos da América),

anunciou uma parceria que a tornará a

maior empresa de alimentos do mundo a utilizar

energia 100% renovável. A mudança é parte dos planos

da organização de se tornar neutro em carbono.

“Nosso futuro exige um novo pensamento audacioso

sobre nossas fontes de energia, e não há nada mais natural

para um fazendeiro do que aproveitar o poder do sol e do

vento”, aposta George Siemon, CEO e um fazendeiro fundador

da Organic Valley. “Nossa cooperativa está empenhada

em alcançar o 100% de energia renovável e fazê-lo em parceria

com as comunidades rurais onde vivemos e trabalhamos.”

HISTÓRIA

Fundada em 1988 por sete famílias agrícolas com a missão

de manter os agricultores na terra, a Organic Valley reúne

mais de 2 mil fazendas familiares e já converteu mais

de 40 mil ha (hectares) de terras agrícolas orgânicas. O seu

modelo cooperativo de propriedade dos fazendeiros possibilita

uma linha de trabalho vitalícia para as famílias de

fazendeiros em todo o território norte-americano e alcança

mais de US $ 1 bilhão em vendas anuais.

ALÉM DO PROJETO DE

12 MW, UM PROJETO

ADICIONAL DE MAIS

DE 17 MW DEVERÁ SER

CONSTRUÍDO, RESULTANDO

EM QUASE 30 MW A MAIS

DE ENERGIA SOLAR NA

REGIÃO

A Organic Valley estabeleceu uma parceria com a Upper

Midwest Municipal Energy Group – agência de ação conjunta

municipal que fornece uma gama de serviços para seus

15 membros municipais em Wisconsin, Iowa e Minnesota

– e OneEnergy Renewables, um dos principais desenvolvedores

de projetos de energia solar de escala comunitária e

de utilidade em todo os EUA, para criar o novo projeto solar

comunitário. A parceria iniciará a construção de mais de 12

MW (megawatts) de instalações solares em Wisconsin.

A eletricidade gerada por meio da parceria permitirá

que a Organic Valley atenda 100% de suas necessidades

26

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A ELETRICIDADE

GERADA POR MEIO DA

PARCERIA PERMITIRÁ

QUE A ORGANIC VALLEY

ATENDA 100% DE SUAS

NECESSIDADES DE ENERGIA

ELÉTRICA DE FONTES

RENOVÁVEIS ATÉ 2019


ECONOMIA

de energia elétrica de fontes renováveis até 2019. Além de

suprir a sua própria demanda de energia, a iniciativa da Organic

Valley aumentará o volume geral de energia solar em

Wisconsin em 15%.

Além do projeto de 12 MW, um projeto adicional de

mais de 17 MW deverá ser construído, resultando em quase

30 MW a mais de energia solar na região. Paralelo a isso,

a Organic Valley adquirirá créditos de energia renovável

a partir de projetos solares perto de sua sede e centro de

distribuição, permitindo que a cooperativa seja totalmente

renovável.

BENEFÍCIOS

Como resultado da parceria, todas as comunidades participantes

receberão custos elétricos mais baixos e mais estáveis

e os benefícios ambientais das energias renováveis.

Além disso, a parceria solar da comunidade adotará padrões

solares amigáveis para polinizadores como parte do

compromisso do Valley Organic com animais, pessoas e o

planeta. As áreas que são tradicionalmente cobertas com

grama ou cascalho passarão a incorporar um habitat amigável

para o polinizador. Uma vez concluídos, esses prados,

cheios de plantas e gramíneas florestais nativas, criarão um

habitat de abelhas e borboletas.

“A Organic Valley foi construída sobre uma ética am-

FUNDADA EM 1988 POR SETE

FAMÍLIAS AGRÍCOLAS COM

A MISSÃO DE MANTER OS

AGRICULTORES NA TERRA,

A ORGANIC VALLEY REÚNE

MAIS DE 2 MIL FAZENDAS

FAMILIARES

biental, promovendo a sustentabilidade ecológica e econômica”,

avalia Jonathan Reinbold, diretor de sustentabilidade

da Organic Valley. “Nossa esperança é que esta parceria para

instalação de energia solar em escala comunitária seja replicada

pelos serviços públicos municipais em todo o país e

propulsione mais comunidades rurais em direção à estabilidade

econômica e à independência energética.”

A parceria solar comunitária é um reflexo do compromisso

da Organic Valley com o meio ambiente. Outras iniciativas

incluem a implantação de biodiesel na fazenda e a

adoção de padrões solares favoráveis aos polinizadores.

“Trabalhar em cooperação com a natureza sempre esteve

no cerne do nosso trabalho, e aguardamos a parceria

com essas comunidades rurais para nos trazer a todos uma

fonte estável de energia renovável”, almeja Siemon.

28

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ALÉM DE SUPRIR A

PRÓPRIA DEMANDA DE

ENERGIA, A INICIATIVA

DA ORGANIC VALLEY

AUMENTARÁ O VOLUME

GERAL DE ENERGIA

SOLAR EM WISCONSIN

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PELO MUNDO

ENERGIA

SÓ SE

FOR

LIMPA

CIDADE NORTE AMERICANA SERÁ

ABASTECIDA TOTALMENTE COM

FONTES RENOVÁVEIS ATÉ 2035

FOTOS DIVULGAÇÃO

30

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REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA 31


PELO MUNDO

NOS EUA, MAIS DE

40 CIDADES JÁ SE

COMPROMETERAM

A ELIMINAR

COMPLETAMENTE O USO

DE COMBUSTÍVEIS FÓSSEIS

A

cidade norte-americana de St. Louis, Missouri,

aprovou uma resolução para transição de toda

a demanda de energia do município para fontes

renováveis até 2035. Com a mudança, a cidade

abandonará os combustíveis fósseis e passará a ser abastecida

por energia 100% renovável.

A resolução foi aprovada pelo Legislativo com unanimidade

em outubro, e determina a criação de um plano até o final

de 2018 com medidas para eliminar completamente o uso de

combustíveis fósseis.

“Com St. Louis caminhando para aderir à energia 100%

limpa, nossa cidade está se comprometendo ativamente a

melhorar a qualidade do ar, criar novos empregos na expansão

do setor de energia renovável, e juntar-se ao resto do mundo

na iniciativa pela mudança climática”, prospecta o reverendo

Rodrick Burton, membro notório da comunidade local e líder

da igreja New Northside Missionary Baptist Church.

A igreja liderada por Burton começou a utilizar painéis solares

em seu centro comunitário. Burton estima que o uso de

energia solar levará à economia de US$ 3 mil por ano na conta

de luz da igreja.

Hoje, menos de 5% da energia em St. Louis é de fontes

renováveis. A resolução busca mudar esse cenário por meio

de um plano de ações com passos específicos para atingir o

objetivo.

“Se não estabelecermos um objetivo e começarmos a trabalhar

para cumpri-lo, em 50 anos ainda estaremos no mesmo

lugar”, alerta o legislador Lewis Reed, autor do projeto. “Temos

capacidade para fazer isso. Temos tudo o que precisamos.”

Nos EUA (Estados Unidos da América), mais de 40 cidades

já se comprometeram a eliminar completamente o uso

de combustíveis fósseis. Essa tendência também é presente

na iniciativa privada: mais de 100 empresas norte-americanas

firmaram o compromisso de aderir à energia 100% renovável,

incluindo uma série de empresas na cidade de St. Louis, como

Microsoft, Ikea, Starbucks e Whole Foods.

Cada vez mais empresas escolhem as cidades de suas

novas unidades com base na disponibilidade de energia por

fontes renováveis, como solar ou eólica. Com a transição para

energia limpa, a expectativa para St. Louis é de atrair mais empresas

e corporações para o município.

A companhia de energia Ameren Missouri, que abastece

a região de St. Louis, anunciou em setembro que pretende

expandir a geração de energia solar e eólica na região. Além

32

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disso, a empresa estabeleceu o objetivo de reduzir a sua pegada

de carbono em 80% até 2050. A iniciativa é a primeira

do que se estima ser uma cadeia de mudança tanto no setor

público quanto na iniciativa privada. Em junho, o conselho de

administração do município aprovou uma resolução comprometendo-se

a seguir o acordo climático de Paris, assinado por

quase 200 países para a redução das emissões de carbono, em

um esforço para eliminar os piores efeitos da mudança climática.

“Estabelecendo esse objetivo incentivará o crescimento

de empregos no setor de energia renovável em St. Louis, além

de proteger a saúde pública ao reduzir a poluição da atmosfera”,

almeja Reed. “Todas as pessoas da cidade de St. Louis se

beneficiarão de um ar mais limpo e em ambiente mais saudável.”

O documento aprovado em outubro destaca o papel da

mudança para a saúde da população local. A cidade tem, hoje,

um dos maiores índices de asma e fumaça dos EUA, de acordo

com o documento. Isso ocorre, em grande parte, pela presença

de mineradoras de carvão, como a Peabody Energy e a Arch

Coal.

Para mudar o cenário de geração de energia, a cidade não

apenas se compromete com a adesão a energia 100% limpa,

mas também busca incentivar iniciativas futuras.

“Com novos projetos começando a circular na cidade e

chegando ao conselho municipal, estaremos procurando os

aspectos renováveis desses projetos para começar a levar

todo o sistema para energia 100% renovável”, projeta Reed.

O DOCUMENTO

APROVADO EM

OUTUBRO DESTACA O

PAPEL DA MUDANÇA

PARA A SAÚDE DA

POPULAÇÃO LOCAL


CASE

CARBONO VIRA

ELETRICIDADE

FOTOS DIVULGAÇÃO

PESQUISA PRETENDE CONVERTER GASES

DO EFEITO ESTUFA EM ENERGIA ELÉTRICA

34

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A

ExxonMobil anunciou que investirá US$ 1 bilhão

por ano em pesquisas em energia renovável.

A companhia irá financiar pesquisas para

geração de energia a partir de algas projetadas

para se converterem em biocombustíveis e células que

transformam as emissões em eletricidade. Os investimentos

são parte do objetivo da companhia de petróleo de expandir

sua atuação para o setor de energia limpa.

Os trabalhos financiados pela Exxon Mobil Corp. incluem

mais de 100 pesquisas em até 10 áreas-chave, de

acordo com o vice-presidente de Pesquisa e Desenvolvimento

da empresa, Vijay Swarup. Essa iniciativa é parte

de um total de US$ 1 bilhão por ano que a Exxon gasta

com estudos em todo o mundo e com pesquisa, desenvolvimento

e implementação de tecnologias com baixa

emissão de carbono.

“Essas áreas são muito desafiadoras e, se pudermos

chegar a soluções, terão grandes impactos em nossos negócios”,

explica Swarup. “Trazemos mais do que dinheiro.

Trazemos a ciência, o compromisso de pesquisar.”

Com essa iniciativa, a empresa junta-se a uma lista

crescente de investimentos de companhias de petróleo

para uma maior adoção de energias renováveis. Algumas

companhias, como a Total SA da França, fizeram aquisições

para entrar no negócio. Outras, como a Royal Dutch Shell

Plc, estão usando plataformas offshore para desenvolver

parques eólicos no Mar do Norte.

O apoio da gigante de petróleo a geração energia

limpa indica um novo posicionamento da companhia petrolífera

de capital aberto mais valiosa do mundo frente à

possibilidade de um futuro onde os combustíveis fósseis

não são dominantes.

“Na ExxonMobil, acreditamos que as promessas feitas

no Acordo de Paris do ano passado criam um quadro

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA 35


CASE

efetivo para que todos os países abordem o aumento das

emissões; na verdade, nossa empresa prevê reduções de

carbono consistentes com os resultados dos compromissos

do Acordo de Paris”, garante o CEO, Darren Woods.

CIÊNCIA

Com sede em Irving, no Texas, a Exxon afirma que sua

abordagem é diferente porque se concentra na ciência. A

companhia estabeleceu parceria com cerca de 80 universidades

e está colaborando com pequenas empresas em

pesquisa.

Entre os projetos que estão sendo desenvolvidos

por meio dessa iniciativa, destacam-se os biocombustíveis

de algas, que deverá ser utilizado tanto em misturas

com diesel quanto em combustível 100% derivado de

algas; biodiesel produzido a partir de resíduos agrícolas,

que pretende usar micróbios para converter resíduos de

culturas não comestíveis, como cascas de milho, em biocombustíveis;

e pilhas de combustível de carbonato, isto

é, células de combustível que utilizam dióxido de carbono

para gerar eletricidade. De acordo com a Exxon, os proje-

HOJE, A MAIOR

PRIORIDADE DA

COMPANHIA É

ENCONTRAR E

DESENVOLVER

PROJETOS QUE POSSAM

SER DIMENSIONADOS

PARA O ALCANCE

GLOBAL DA EXXON

36

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tos ainda devem demorar pelo menos dez anos até terem

implantação em escala.

Para a Exxon Mobil, um fator crucial para todas essas

vias de pesquisa é o seu potencial uso em escala. Essa priorização

está alinhada ao perfil de atuação da empresa, com

presença em seis continentes, o que demanda uma busca

por soluções adequadas para esse tipo de plataforma, em

vez de tecnologias mais especializadas que não podem ser

feitas para se adequar à forma como o negócio opera hoje.

“O denominador comum quando analisamos do ponto

de vista da pesquisa é que entendemos nosso papel

como corporação e que são soluções escaláveis”, defende

Swarup.

Hoje, a maior prioridade da companhia é encontrar e

desenvolver projetos que possam ser dimensionados para

o alcance global da Exxon. A empresa opera em seis continentes

e teve receita de US$ 198 bilhões no ano passado,

maior que as economias combinadas do Qatar e do Kuwait,

dois membros da Organização dos Países Exportadores

de Petróleo.

“As empresas de petróleo e gás tendem a considerar

outros elementos de um investimento além do potencial

de receita de curto prazo”, compara Rick Wheatley, vice-

-presidente executivo de novo crescimento da empresa de

consultoria Xynteo Ltd. “Eles podem ser mais propensos a

ver as tecnologias como peças que podem ser combinadas

em produtos ou soluções maiores e, portanto, têm maior

tolerância para ideias experimentais e de estágio inicial.”

A EXXONMOBIL

ANUNCIOU QUE

INVESTIRÁ US$ 1

BILHÃO POR ANO DE

PESQUISAS EM ENERGIA

RENOVÁVEL


PROCESSO

MADEIRA

RETIRADA DO

LIXO PODE

VIRAR ENERGIA

PESQUISA APONTA A

POSSIBILIDADE DE RECUPERAR

MATÉRIA-PRIMA QUE SERIA

DESCARTADA

FOTOS DIVULGAÇÃO

38

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REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA 39


PROCESSO

P

esquisa desenvolvida na Esalq (Escola Superior

de Agricultura Luiz de Queiroz) da USP

(Universidade de São Paulo) revelou que os

resquícios de madeira encontrados nos resíduos

urbanos podem ser usados como matéria-prima

para geração de energia térmica.

O estudo, conduzido pelo engenheiro florestal Carlos

Rogério Andrade, analisou e deu tratamento térmico

a amostras de madeira utilizada em obras, móveis e

outros itens comumente descartados como lixo urbano,

coletados em uma usina de reciclagem instalada

em Piracicaba, em São Paulo. O objetivo do projeto era

avaliar o potencial energético escondido no lixo das

cidades brasileiras.

Um dos desafios para o uso desse tipo de material é

o risco de contaminação. Os resíduos urbanos, na forma

como são encontrados, contém contaminantes e são

altamente heterogêneos, ou seja, podem conter outros

objetos como pregos, parafusos, dobradiças, entre outros,

que podem estar fixados aos materiais de madeira

descartados.

Devido ao risco de contaminação, os resíduos de

madeira foram submetidos a análises específicas para

analisar a possibilidade de oferecerem riscos ao ambiente

e à saúde humana.

“Foram verificadas a presença ou ausência de metais

pesados, sulfetos, cianetos, fenóis, pesticidas e compostos

nitrogenados”, explica Andrade. “Foi testada

também uma metodologia própria para quantificar a

presença de contaminantes como terra, areia, cimento,

entre outros, que porventura estivessem presentes

nesses resíduos”’, complementa.

Em todos os materiais utilizados para a pesquisa,

os índices de contaminação ficaram abaixo do limite

estipulado pelas normas técnicas, e em alguns casos

sequer foram detectados.

UM DOS DESAFIOS

PARA O USO DESSE

TIPO DE MATERIAL

É O RISCO DE

CONTAMINAÇÃO

40

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Durante o tratamento térmico dos materiais, os pesquisadores

constataram que a torrefação pode contribuir

para aumentar o valor energético dos resíduos,

ou até mesmo promover a limpeza deles, sobretudo

naqueles que receberam durante sua vida útil algum tratamento

químico como tintas, vernizes e resinas. Como

resultado, o processo contribui para a segurança dos

materiais utilizados e a diminuição ou eliminação de

riscos para o usuário e para o ambiente.

Uma das motivações centrais para a pesquisa foi

a tentativa de minimizar os problemas relacionados

ao lixo nas cidades. A isso é somada a intenção de demonstrar

a viabilidade energética das sobras de madeira

encontradas no lixo urbano, segundo Andrade.

Do mesmo modo, o uso de madeira descartada em

resíduos urbanos, e não madeira obtida diretamente

das árvores, a inovação visa aliviar a pressão sobre as

florestas. Além da possibilidade de diminuir o índice

de cortes, o uso de resíduos de madeira não afeta a

eficácia do material.

“Os resíduos de madeira de origem urbana se assemelham

em termos tecnológicos a outros tipos de

madeira que tradicionalmente são utilizadas para fins

energéticos”, explica. “Os resíduos apresentaram características

similares às tradicionais biomassas lenhosas

utilizadas para fins energéticos”, completa. De acordo

com Andrade, essa similaridade demonstra um potencial

promissor para o emprego de resíduos de madeira

na geração de energia.

Ainda de acordo com Andrade, o projeto é relevante

por apresentar uma alternativa segura e sustentável

para a madeira empregada na geração de energia térmica.

“Os resultados obtidos neste projeto demonstraram

ser possível, a partir de análises prévias, utilizarmos com

segurança a madeira contida no lixo como uma fonte

alternativa de energia térmica.”

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PEDROSA, COBRA ATITUDE DO SETOR ELÉTRICO

42

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O

s maiores produtores e transmissores de energia

elétrica do país estiveram reunidos, na última

semana, em Curitiba (PR), no XXIV Snptee (Seminário

Nacional de Produção e Transmissão de

Energia Elétrica). Promovido pelo Cigré-Brasil (Comitê Nacional

Brasileiro de Produção e Transmissão de Energia Elétrica) e

coordenado pela Copel, o seminário foi palco de apresentação

de novas tecnologias, debate sobre novas tendências e integração

de profissionais.

Em debate sobre o marco legal, o secretário-executivo do

Ministério de Minas e Energia, Paulo Pedrosa, disse que é hora

do setor agir e parar de reclamar da crise e de outros fatores

externos. “Se formos esperar acabar uma crise econômica ou

diminuir o calor do momento político, não se faz mais nada. A

oportunidade é agora. Parar o país e esperar dois ou três anos

para recomeçar a discussão seria muito ruim para o setor elétrico.

Nós estamos maduros e a sociedade está pronta”, afirmou.

Para o presidente do Cigré-Brasil, Josias Matos de Araujo, a

24ª edição do Snptee foi uma das mais bem organizadas, tanto

administrativamente quanto tecnicamente. "Houve realmente

uma troca de experiências, uma série de perguntas que ajudaram

a entender as constatações do evento, que são pontos

importantes para a definição do tema do próximo seminário",

analisou.

TROCA DE CONHECIMENTO

“Integração do conhecimento” é como se referiu o superintendente

de Operações de Itaipu, Celso Torino, à 24ª edição

do Snptee. Essa expressão, segundo ele, é a cara do evento, é

o motivo pelo qual o seminário se tornou nacionalmente reconhecido

pelo setor elétrico. De acordo com o presidente da

Copel, Antonio Guetter, é a quarta vez que a Companhia Paranaense

de Energia sedia o Snptee. “Nos orgulhamos em poder

“NOS ORGULHAMOS EM PODER MOSTRAR

AOS PARTICIPANTES DE TODA PARTE DO

BRASIL QUE O PARANÁ POSSUI UMA DAS

MAIORES E MAIS INOVADORAS EMPRESAS

DO SETOR ELÉTRICO”, DISCURSOU O

PRESIDENTE DA COPEL

mostrar aos participantes de toda parte do Brasil que o Paraná

possui uma das maiores e mais inovadoras empresas do setor

elétrico das Américas", afirmou.

Durante o evento, foram apresentados mais de 500 trabalhos

técnicos sobre 16 temas principais. Foram premiados os

três melhores trabalhos de cada categoria. Entre os 16 primeiros

lugares, um deles foi sorteado e vai acompanhar o maior

evento mundial de energia elétrica: a bienal do Cigré, em Paris,

em 2018. O trabalho premiado foi: Eficiência e integração energéticas

na conjugação de biorrefinarias e geração distribuída

de energia elétrica a partir de fontes renováveis; de José Geraldo

de Melo Furtado.

SEMINÁRIO FOI PALCO DE APRESENTAÇÃO DE NOVAS

TECNOLOGIAS, DEBATE SOBRE NOVAS TENDÊNCIAS E INTEGRAÇÃO

DE PROFISSIONAIS

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA 43


PUBLIEDITORIAL

VALLOUREC

DESENVOLVE

NOVO TIPO

DE AÇO PARA

TUBULAÇÃO

DE USINAS DE

AÇÚCAR E

ÁLCOOL

COM

VIDA ÚTIL

ESTENDIDA

A

Vallourec apresenta ao mercado uma nova solução

para o segmento sucroenergético: o VBRMo4. Graças

ao processo de fabricação do tubo de aço sem

costura, o alto teor de molibdênio adicionado e ao

tratamento térmico em linha, o novo produto possui maior resistência

à corrosão e abrasão em comparação aos tubos com

costura de aço carbono 1010.

O VBRMo4 soluciona o problema das usinas com as frequentes

substituições da tubulação do pré-ar. Na maior parte

das operações, os tubos de aço com costura 1010 apresentam

desgastes devido à abrasão e corrosão depois de uma ou duas

safras e precisam ser substituídos. Além do custo para aquisição

de novos tubos, as usinas também precisam arcar com

despesas de mão de obra para a substituição do material.

FOTOS DIVULGAÇÃO

TUBO VBRMo4 PROPORCIONA ECONOMIA DE CERCA DE

60% NO CUSTO TOTAL DE AQUISIÇÃO DA TUBULAÇÃO DO

PRÉ-AQUECEDOR DE AR DAS CALDEIRAS A VAPOR

44

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BENEFÍCIOS

Por ter maior resistência, os tubos de aço VBRMo4 duram,

pelo menos, quatro vezes mais que os tubos de aço carbono e

não apresentam desgastes ou redução da espessura de parede

no período de oito safras. O aumento de vida útil do material traz

economias nas paradas de manutenção das usinas, por meio da

redução do custo total de aquisição (TCO - Total Cost of Ownership),

uma vez que reduz os gastos com compra de material e

com mão de obra para substituição.

Além disso, ao eliminar uma parte do processo de manutenção

do pré-ar, as usinas podem ganhar com maior disponibilidade

das caldeiras para cogeração de energia. “Quando as

intervenções de manutenção são reduzidas, os custos caem e

há possibilidade de investimento em outras áreas da usina. Além

disso, a utilização do VBRMo4 amplia os horizontes para a cogeração

de energia, pois a caldeira fica disponível para cogerar mesmo

durante a entressafra”, explica o engenheiro de Projetos

de Novos Produtos, Ricardo Kalume.

VALOR AGREGADO COMPROVADO

De acordo com os estudos realizados pela Vallourec e já

validados por alguns clientes, considerando um período de

FOTO DIVULGAÇÃO

dez anos e troca de 7 mil tubos de 63,5mm de diâmetro externo,

as economias alcançadas com o VBRMo4 podem chegar

a 60%, em comparação à solução de tubos com costura. Os

cálculos levam em consideração os custos com a compra da

tubulação e com a manutenção no período estabelecido. A

economia, calculada a valor presente líquido, pode chegar a

R$ 1,4 milhão por pré-ar.

"O resultado de nosso estudo consolidou o VBRMo4 como

uma solução que gera mais economia, em comparação aos

concorrentes. Prova disso é que, no primeiro ano de lançamento,

já vendemos mais de mil toneladas do produto para

clientes que participaram do processo de desenvolvimento

do produto", afirma Júlio Cesar Martinez, gerente de Vendas

de Produtos de Termogeração da Vallourec.

DESENVOLVIMENTO

Para o desenvolvimento do produto, as Superintendências de P&D e de Vendas de Tubos para Energia e Indústria da Vallourec realizaram

seis anos de pesquisas e testes. Por meio dos pilotos em algumas usinas, foi comprovada em campo a maior durabilidade do material

em comparação ao aço carbono 1010.

“O mesmo aço já é utilizado internamente pela Vallourec há cerca de 20 anos, na aciaria de uma das plantas em Belo Horizonte, em

condições operacionais ainda mais extremas do que as especificadas para o pré-ar das caldeiras de usinas de açúcar e álcool”, destaca

Kalume.

O VBRMo4 possui composição química diferenciada e é produzido no processo de laminação de tubos sem costura, com relações de

conformação e tratamento térmico em linha. Esse processo também confere melhores propriedades mecânicas ao material, o que garante

a resistência necessária para as aplicações no pré-ar.

Para oferecer a melhor solução em termos de tecnologia e desempenho, a empresa buscou entender o processo dos clientes. “O fabricante

dimensiona o tamanho do pré-ar para que a caldeira atinja a temperatura ideal de eficiência máxima. Uma solução já ofertada no

mercado seriam os tubos de aço inox, que possuem maior durabilidade, mas perdem em condutividade. Dessa forma, seria preciso uma

área maior para que se tenha o desempenho desejado. Entretanto, não é tecnicamente viável aumentar a estrutura do pré-ar. O VBRMo4

garante alta durabilidade e níveis de condutividade ideais para manter a eficiência da caldeira”, explica Marcelo Rosa, coordenador técnico

da Superintendência de Engenharia, Investimentos e Automação da Vallourec.

SOBRE A VALLOUREC

A Vallourec é líder mundial em soluções tubulares

Premium, fornecendo para os mercados de energia

(Óleo & Gás, geração de energia). Sua experiência

estende-se também ao setor industrial (incluindo mecânico,

automotivo e construção). Com mais de 20 mil

empregados, usinas integradas em mais de 20 países e

um avançado setor de Pesquisa e Desenvolvimento, a

Vallourec oferece aos seus clientes soluções inovadoras

em todo o mundo para responder aos desafios energéticos

do século 21.

Para mais informações acesse: www.vallourec.com/br ou

entre em contato: vendas.termogenação-bra@vallourec.com

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA 45


ESPECIAL

NOITE PARA

CELEBRAR

ENTREGA DO PRÊMIO REFERÊNCIA REÚNE

EMPRESÁRIOS, PROFISSIONAIS E ACADÊMICOS

DO SETOR DE BASE FLORESTAL

FOTOS MARCOS MANCINNI

46

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O

tradicional evento para a entrega das

placas aos 10 vencedores do PRÊMIO

REFERÊNCIA, foi realizado no dia 20 de

novembro, em Curitiba (PR). A 15ª edição

da homenagem promovida pela JOTA EDITORA reuniu

representantes de diversas partes do país ligados ao

manejo florestal, plantio, beneficiamento de produtos

madeireiros e biomassa. O encontro foi marcado por

mensagens positivas e otimistas para 2018.

Desde o início, a intenção da premiação foi reconhecer

atitudes que têm impacto positivo na cadeia

produtiva de base florestal. São ações que trazem benefícios

ao meio ambiente, à economia e à sociedade.

O Prêmio tem caráter democrático. Durante o processo

de escolha dos vencedores, o porte das empresas ou

entidades é deixado de lado. O objetivo é mostrar que

independente do tamanho é possível impactar pessoas

de forma positiva e inspirá-las.

Este ano é ainda mais especial, são representantes

de diversos setores. Grandes indústrias que realizaram

aportes milionários e companhias familiares, que ajudaram

a movimentar a economia local de forma sustentável

e criativa. Exemplos de sucesso que fazemos

questão de exaltar. Veja quem são os 10 destaques do

ano e o motivo da escolha:

Claudia D'Amato do Marketing da

Abtcp e Fábio Alexandre Machado,

diretor comercial do GRUPO JOTA

ABTCP

O associativismo é a base para que um setor evolua, conquiste espaço e cresça. Neste

ano a Abtcp (Associação Brasileira Técnica de Celulose e Papel) comemora meio século de

história. Ao longo deste tempo a entidade mostrou caminhos e as tendências mundiais

deste setor tão dinâmico, principalmente, por meio do congresso que realiza anualmente.

A capacitação profissional e pessoal, tão importante quanto os avanços tecnológicos,

também parte dos objetivos centrais da ABTCP, assim como a disseminação de conhecimento

por meio da publicação técnica de produção própria. "Gostaria de agradecer essa

homenagem dedicada à associação. Desde a sua fundação, nos dedicamos ao desenvolvimento

técnico de profissionais, sempre buscando acompanhar os novos tempos",

afirmou Claudia D'Amato, do Departamento de Marketing da Abtcp.

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA 47


ESPECIAL

Ademar Morgan, representante da

Compensados Confiança e Pedro Bartoski

Jr., diretor executivo do GRUPO JOTA

COMPENSADOS CONFIANÇA

Representante do setor produtivo do norte do país, a Compensados Confiança utiliza

o paricá para a confecção de seus produtos. A espécie nativa é plantada, possui grande

qualidade e rápido crescimento. Ao lado de mais duas indústrias, ela é responsável por

boa parte da renda gerada em Rondon do Pará (PA). A companhia tem um trabalho para

o fomento do plantio florestal com assentados em áreas próximas. É uma parceria com

órgãos governamentais para fornecer insumos e técnicas a agricultores que terão na

floresta outra fonte de renda. "É uma honra estar aqui esta noite recebendo esse prêmio,

realmente, é um incentivo para a indústria. Os grandes homenageados desta noite do

nosso setor deveriam ser a equipe do GRUPO JOTA, que tanto faz pelo nosso setor", discursou

Ademar Morgan, representante Comercial para o sul do país e agente de exportação.

CONCREM WOODS

Joseane Knop, diretora de Negócios do

GRUPO JOTA e Silvano D'Agnoluzzo,

diretor da Concrem Wood

A Concrem Wood Agroindustrial é uma moderna empresa, criada em 2013 para a

fabricação de portas de madeira de plantios florestais e componentes. Com sede em

Dom Eliseu (PA), os produtos fabricados pela indústria conquistaram a certificação da

Abnt (Associação Brasileira de Normas Técnicas) para Portas de Madeira para Edificações.

A empresa faz parte da Abimci (Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada

Mecanicamente) e é integrante do PSQ (Programa Setorial de Qualidade). "Com muito

orgulho venho lá do Pará para receber esse prêmio. É um reconhecimento muito bom

para o nosso setor, que a cada vez busca mais a sustentabilidade", Silvano D'Agnoluzzo,

diretor da Concrem Wood.

FIBRIA

Caio Zanardo, diretor florestal da

Fibria e Fábio Machado, diretor

comercial do GRUPO JOTA

Sobraram motivos para a escolha da quarta premiada. Não bastasse a presença internacional

no competitivo mercado de celulose e os avanços tecnológicos na logística

florestal com a introdução do pentatrem e do viveiro de mudas automatizado, 2017 é

o ano de inauguração da nova planta industrial de Três Lagoas (MS). O prêmio não foi

conquistado somente pelos números estratosféricos que a companhia atingiu, mas pela

incansável vontade de evoluir e inovar. "Em nome da Fibria, é uma satisfação receber esse

prêmio, 2017 foi um ano que marcou uma nova fronteira, com o projeto em Três Lagoas",

afirmou Caio Zanardo, diretor florestal.

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GRUPO LWART

O Grupo Lwart criou um forte laço com o povo de Lençois Paulistas (SP). Entre as iniciativas

estão ações ligadas à cultura, esporte, lazer e preservação do meio ambiente. Em

junho, o grupo apresentou uma mostra com arte digital. Com a temática: Conscientizar

para Preservar; em comemoração ao Mês do Meio Ambiente, foram realizadas oficinas

do projeto: Comitiva Arte Digital; voltadas para adolescentes. Ajudou a reunir mais de

2 mil pessoas na corrida e caminhada de rua em Lençois Paulista e neste ano passou a

patrocinar também o time de basquete de Bauru, que tem a torcida dos moradores de

toda a região. Vinícius Cordeiro da Silva, recebeu o prêmio em nome do departamento

de comunicação do Grupo Lwart.

Pedro Bartoski Jr., diretor executivo do

GRUPO JOTA e Vinícius Cordeiro da Silva,

representante da Comunicação do Grupo Lwart

MADVEI

Atender as expectativas do cliente. Este é o objetivo de várias empresas, mas poucas

conseguem atingir. Entre as que têm sucesso está a Madvei, fabricante de produtos de

madeira tratada e in natura. Neste ano, a empresa inaugurou novo showroom na capital

paranaense. Apesar da crise, a empresa acreditou no mercado e, principalmente, continua

acreditando no mercado para a madeira. "É um orgulho estar recebendo essa homenagem

e agradecer também a REVISTA REFERÊNCIA, que sempre mostra as tendências no nosso

setor. No meio de tanta corrupção, tentamos enxergar horizontes melhores", Joaquim

Marcos Iensue, diretor da empresa.

Joaquim Marcos Iensue, diretor da

Madvei e Joseane Knop, diretora

de Negócios do GRUPO JOTA

GRANOL

Sustentabilidade é uma palavra que há algum tempo anda na moda. Para saber como

é na prática basta visitar a Fazenda Modelo II da Granol, em Ribas do Rio Pardo (MS). Nos

7,6 mil ha (hectares) realiza a integração lavoura-pecuária-floresta e conta também com

uma moderna serraria, com alto aproveitamento da matéria-prima, eucalipto plantado

de alta qualidade. O empreendimento todo foi pensado em gerar o mínimo de impacto

possível, dar oportunidade para quem mora na localidade e captar carbono por meio de

práticas sustentáveis. "É um prazer estar em Curitiba (PR) recebendo esse prêmio em nome

do grupo Granol. Prezamos pela palavra sustentabilidade há muitos anos. Isso dá valor a

nossa empresa", Carlos Marinho Júnior, coordenador da Unidade Serraria.

Fábio Alexandre Machado, diretor comercial

do GRUPO JOTA e Carlos Marinho Júnior,

coordenador da Unidade Serraria da Granol

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA 49


ESPECIAL

MADESCH

Neri Schlemper, diretor da Madesch e Pedro

Bartoski Jr., diretor executivo do GRUPO JOTA

O mundo quer ficar em harmonia com o meio ambiente. São empresas como a Madesch

que tornam isto possível. A empresa mereceu figurar entre as premiadas pelo

destaque nacional em construções sustentáveis e eficientes com madeiras de reflorestamento

tratadas. A indústria realiza todas as etapas do processo, beneficiamento das

madeiras, transporte, projeto e execução das obras. Entre os empreendimentos de 2017

está o galpão em madeira tratada com área livre de 2.500 m² (metros quadrados). Além

da obra de alto padrão, um wine bar localizado dentro de uma vinícola catarinense que

conta ainda com uma incrível cobertura de grama natural. "Não temos muitas palavras:

muito obrigado em nome da nossa família e do Grupo Madesch", discursou o diretor da

empresa, Neri Schlemper.

MADTRAT

Joseane Knop, diretora de Negócios do

GRUPO JOTA, entre os sócios Jackson

Cesar Correa Alves e Jacyr Correa Alves

Para mostrar os benefícios da madeira tratada e ampliar o conhecimento de quem

comercializa os produtos diretamente com o público, a Madtrat criou o Projeto Expedição

da Madeira. Com o apoio de lojas parceiras a fabricante de produtos madeireiros aproxima

a indústria do consumidor final e colabora para o entendimento mais amplo dos benefícios

que a matéria-prima traz ao meio ambiente, economia e sociedade. “Esse projeto visa

levar um pouco mais de informação sobre o nosso setor da preservação de madeira e a

REFERÊNCIA tem sido difusora dessa informação no âmbito nacional”, comentou Jackson

Cesar Correa Alves, sócio da empresa. “Isto só é possível por meio de ações como essa,

que nos motiva e aumenta a nossa responsabilidade". Completou ao receber o prêmio.

REFLORESTAR SERVIÇOS FLORESTAIS

Fábio Alexandre Machado, diretor comercial

do GRUPO JOTA e Ataíde Lopes da Silva,

diretor da Reflorestar Serviços Florestais

A colheita mecanizada de madeira e o transporte florestal exigem das empresas

conhecimento técnico e muita competitividade. A Reflorestar Serviços Florestais reúne

estes dois aspectos. Em 2017, obteve resultados incomparáveis na condução das atividades

que presta em áreas de grandes empresas florestais, por meio de práticas responsáveis,

respeito aos colaboradores e capacidade para alcançar metas de produtividade por metro

cúbico de madeira colhida, processada e transportada até a fábrica. "Gostaria de agradecer

imensamente a Revista e às pessoas que nos indicaram. Agradecer as empresas, também,

que são o palco em que mostramos nosso trabalho, e a todos que nos ajudaram a prestar

um bom serviço", finalizou o diretor da empresa, Ataíde Lopes da Silva.

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TRANSPORTE

OTIMIZAÇÃO

RESULTADO

EXCELÊNCIA NA INDÚSTRIA DE BIOMASSA

Sistemas Especiais

de Manuseio

• Mesas elevadoras

• Manipulação

• Soluções customizadas

Linhas de Acabamento

para Painéis de Madeira

• Resfriamento de chapas

• Manipulação

• Lixamento

• Armazenamento

Preparação de

Partículas & Reciclagem

• Pátios de toras

• Sistemas de alimentação

• Linhas de picagem

Tecnologia de Secagem

• Secadores de lâminas de madeira

• Secadores Industriais

Tecnologia de Prensagem

• Prensas para linha de revestimento

• Prensas para linha de portas

• Prensas para indústria de madeira

• Prensas de ciclo curto

• Prensas industriais

Madeira Sólida

• Indústria de Serrarias

• Linhas de Remanufatura

Rua General Potiguara, 1115 | CIC | Curitiba | PR | Brasil | CEP 81050-500

Fone +55 41 3347 2412 | +55 41 3347 4545 | indumec@indumec.com.br


ARTIGO

USO ENERGÉTICO DE

RESÍDUOS MADEIREIROS NA

PRODUÇÃO DE CERÂMICAS

NO ESTADO DE SÃO PAULO

FOTOS DIVULGAÇÃO

GUILHERME DE ANDRADE

LOPES

ENGENHEIRO FLORESTAL,

DOUTOR COORDENADOR SÊNIOR

DE CERTIFICAÇÃO FLORESTAL

JOSÉ OTÁVIO BRITO

ENGENHEIRO FLORESTAL, DOUTOR

LIVRE-DOCENTE E PROFESSOR

TITULAR DO DEPARTAMENTO

DE CIÊNCIAS FLORESTAIS,

UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO

LUIZ FERNANDO DE

MOURA

ENGENHEIRO FLORESTAL,

DOUTOR COORDENADOR

TÉCNICO DE PROJETOS, PLANT

INTELIGÊNCIA AMBIENTAL LTDA

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RESUMO

O

uso da biomassa florestal é uma importante alternativa

de fonte energética renovável, econômica,

técnica e ambientalmente viável, disputando espaço

com outras fontes energéticas, mais caras

ou não renováveis, tais como gás natural, óleo diesel e GLP.

Dentro do setor industrial, maior consumidor de energia a

partir de biomassa, destaca-se o segmento de cerâmicas vermelhas,

tradicional consumidor de lenha para a produção de

energia. Uma considerável parcela de empresas deste setor

recentemente passou a utilizar, como alternativa de energia,

cavacos produzidos a partir de resíduos madeireiros diversos.

A opção por esse tipo de biomassa se deve a quatro principais

razões: maior disponibilidade desse material para aquisição

no mercado; envolver um importante aspecto ambiental, uma

vez que se trata de um material de origem renovável; por proporcionar

uma maior homogeneidade durante a combustão,

quando comparado com a lenha; e possibilita a automação da

alimentação dos fornos. O presente estudo teve por objetivo

caracterizar e descrever o segmento de cerâmicas vermelhas

no Estado de São Paulo quanto ao consumo de resíduos madeireiros

para fins energéticos. A pesquisa por amostragem

coletou dados regionais sobre a quantidade e eficiência do

uso de resíduos madeireiros como fonte de geração de energia

no setor, bem como aspectos tecnológicos, econômicos e

logísticos associados ao uso desta biomassa. Estima-se que o

uso de cavacos de madeira vem sendo adotado atualmente

por cerca de 80% das cerâmicas de porte médio no Estado de

São Paulo. Os cavacos são originados de resíduos de serrarias,

operações da colheita florestal de pinus e eucalipto, poda de

arborização urbana e reciclagem de produtos madeireiros em

geral. O raio médio de distância para suprimento dos cavacos

até as cerâmicas é de aproximadamente 200 km (quilômetros).

As cerâmicas avaliadas compram os cavacos de terceiros a um

preço médio em torno de R$ 43,00 por m³ (metros cúbicos).

A eficiência média apurada foi de 1,4 m³ de cavaco para cada

milheiro de peças acabadas produzidas. As cerâmicas expressaram

a necessidade de maior regularidade na qualidade deste

biocombustível, que normalmente varia a cada carga recebida.

do ao longo do tempo, sobretudo porque houve um incentivo

maior para o uso de derivados de petróleo e hidroeletricidade,

para atendimento das novas demandas energéticas. Nos últimos

dez anos, no entanto, pôde-se constatar uma forte reversão

nessa tendência. Isso talvez esteja sendo motivado pelas

incertezas quando à oferta de outras fontes e, sobretudo, pelas

vantagens econômicas e oportunidades ambientais e estratégicas

oferecidas pelo uso da madeira como fonte de energia

(Brito, 2017). Assim, o aumento do interesse por parte de

empresas, o apoio governamental e a expansão atual do uso

de fontes energéticas renováveis é favorecido principalmente

pelas vantagens ambientais por elas proporcionadas, quando

comparadas com outras fontes consideradas não renováveis.

Dentre os principais setores consumidores de energia no

país, destacam-se os setores industriais, com 36% do consumo

total, e o de transportes, com 29% do consumo total. Dentro

do setor industrial, o consumo energético é bem distribuído,

sendo o maior consumidor o setor de produção de ferro gusa e

aço, com 16,6 milhões de tep anuais (19,4%). Merece destaque

também os setores de papel e celulose, com 10 milhões de tep

(11,7%) e o de cerâmica, com 4,5 milhões de tep (5,3%), que

consome mais energia que o setor de cimento, 4 milhões de

tep (4,8%).

Atualmente, a biomassa, principalmente bagaço de cana,

carvão vegetal e madeira, representa cerca de 23% do total das

fontes energéticas utilizadas no país. A madeira responde por

cerca de 9% do total da matriz energética brasileira. No Brasil,

no mínimo 50% da madeira utilizada têm destinação energéti-

INTRODUÇÃO

A biomassa é uma das alternativas mais promissoras para

geração de energia renovável. A lenha foi a principal fonte de

energia primária no Brasil por mais de 450 anos. Faz relativamente

pouco tempo que ela deixou de ser a principal fonte de

energia primária no país, quando, no século passado, ou mais

exatamente durante a década de 1970, ela foi suplantada pelo

petróleo e, em seguida, pela hidroeletricidade. A participação

da madeira no balanço energético brasileiro veio decrescen-

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA 53


ARTIGO

ca. Se essa quantidade de madeira para energia, no seu equivalente

em toneladas de petróleo, for transformada em volume

efetivo do produto, os valores seriam da ordem de 156 milhões

de m³ anuais (Brito et al 2008). O Beesp (Balanço Energético do

Estado de São Paulo) aponta que a biomassa ocupa a segunda

posição no consumo final energético estadual, com 25% do total,

sendo que o petróleo e seus derivados ocupam a primeira

posição, com 35,5%, e a hidroeletricidade a terceira posição,

com 20%.

A madeira possui importante papel como fonte de energia

ambientalmente mais saudável, o que a potencializa como

alternativa aos combustíveis fósseis, resultando em diminuição

das emissões dos gases do efeito estufa (Brito, 2007), com

potenciais incentivos provindos dos mercados internacionais

de créditos de carbono. A biomassa também apresenta maior

potencial para a geração de empregos no meio rural, além de

disponibilidade de tecnologia já desenvolvida para a conversão

em energia, com elevada eficiência.

A agroindústria e a indústria florestal, dentre elas a sucroalcooleira,

papel e celulose e madeireira, são exemplos de

setores que produzem resíduos com potencial importante de

aproveitamento energético no Brasil. Outra importante fonte

de biomassa utilizada atualmente para fins energéticos são os

cavacos de madeira produzidos em usinas de reciclagem e que

utilizam, como matéria-prima, resíduos de madeira provenientes

de aterros municipais ou da construção civil. Esses resíduos

são coletados, processados e comercializados para empresas

que necessitam de energia térmica para seus processos industriais,

dentre elas, empresas do setor de cerâmicas.

O setor industrial da cerâmica é bastante diversificado e

pode ser dividido nos seguintes segmentos: cerâmica vermelha,

materiais de revestimento, refratários, louça sanitária, isoladores

elétricos de porcelana, louça de mesa, cerâmica artística,

filtros cerâmicos, cerâmica técnica e isolantes térmicos (Sebrae,

2008). A cerâmica vermelha abrange um grupo de materiais

cerâmicos constituído por tijolos, telhas, tubos, lajotas, vasos

ornamentais, dentre outros, geralmente fabricados próximos

dos centros consumidores, utilizando matérias-primas locais.

As matérias-primas são argilas e siltes argilosos, com alto valor

de impurezas, entre as quais se destacam minerais de ferro, responsáveis

pela coloração vermelha típica dos produtos.

O setor de cerâmicas é um importante consumidor de madeira

para energia no Brasil. De acordo com dados históricos

do MME (Ministério de Minas e Energia), em 2010, a lenha foi

responsável pela produção de 51% do total da energia consumida

pelo setor de cerâmicas no Brasil, ou seja, aproximadamente

16,5 milhões de m³ de madeira a cada ano. Anualmente,

estima-se que o setor de cerâmica paulista consome aproximadamente

1 milhão de m³ de lenha para fins energéticos,

havendo, portanto, uma grande oportunidade para inserção

da biomassa na matriz energética destas indústrias no estado,

que ainda utilizam gás natural (48%), eletricidade (24,5%), óleo

diesel (8%) e GLP (7%).

A Anicer (Associação Nacional da Indústria Cerâmica)

aponta que o mercado nacional conta com cerca de 5.500 empresas

entre cerâmicas e olarias, sendo responsável por mais

de 400 mil empregos diretos, 1,25 milhões indiretos e gerando

um faturamento anual de R$ 6 bilhões (4,8% do faturamento

da indústria da construção civil). A ABC (Associação Brasileira

de Cerâmica) contabiliza, especificamente para a cerâmica

vermelha, a geração de 300 mil empregos, com faturamento

anual da ordem de R$ 2,8 bilhões.

O segmento da cerâmica vermelha é caracterizado pela

existência de várias empresas pulverizadas no mercado nacional,

em sua maioria, de micro, pequeno e médio portes (Sebrae,

2008), que utilizam processos produtivos tradicionais,

com base em tecnologias desenvolvidas há mais de 30 anos.

Uma quantidade relativamente pequena de empresas, porém,

crescente, utiliza em seus processos produtivos tecnologias

mais atuais, como sistemas semiautomáticos de carga e descarga

e fornos túneis (Brasil, 2007). Geralmente, estas empresas

estão localizadas na proximidade das jazidas, em função

do volume de matéria-prima processada e da necessidade de

transporte desse grande volume e peso, e na proximidade dos

mercados consumidores. O raio médio de ação para envio dos

produtos acabados gira em torno de 250 km, a partir do qual,

54

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6

7

9

8

São Paulo

Figura 1: Principais polos de cerâmica vermelha no Estado

de São Paulo (Fonte: Modificado de Google Map Maker, 2011).

em situações normais, o transporte fica inviável. Para as telhas,

de forma geral, o alcance pode ser maior, podendo o raio chegar

aos 500 km em função deste produto possuir maior valor

agregado. Pode haver casos, inclusive, do raio de transporte

chegar até 700 km no caso de telhas especiais.

Como os produtos são comercializados geralmente nas

proximidades das empresas, os estados com maior população

e consequente demanda são também os maiores produtores.

Neste contexto, o Estado de São Paulo é o maior produtor nacional,

conta com aproximadamente 600 empresas e sua produção

equivale a 21% do total nacional. A figura 1 apresenta a

distribuição dos nove principais polos de produção de cerâmica

vermelha no Estado de São Paulo, sendo: Itu-Campinas (1),

Santa Gertrudes - Cordeirópolis (2), Tatuí - Sorocaba (3), Tambaú

- Vargem Grande Sul (4), Mogi Guaçu - Itapira (5), Panorama

- Paulicéia (6), José Bonifácio - Avaiandava (7), Barra Bonita

- Bariri (8), Ourinhos - Palmital (9) (Sebrae, 2008).

O presente estudo teve por objetivo geral realizar sondagens

sobre o uso de resíduos madeireiros para fins energéticos,

em uma abordagem junto a um polo de produção de

cerâmicas vermelhas do Estado de São Paulo. O levantamento

envolveu a quantificação, por amostragem, da participação

dos resíduos madeireiros como fonte de geração de energia no

setor. Foram também analisados aspectos estratégicos ligados

à oferta e consumo dos resíduos para fins energéticos no setor.

MATERIAIS E MÉTODOS

Para o diagnóstico do setor de cerâmica no Estado de São

Paulo, foi realizado um levantamento junto a empresas que

o compõem, utilizando a base de dados das organizações

representativas do setor, tais como associações e sindicatos.

A primeira instituição consultada foi o Sindicato da Indústria

da Cerâmica para Construção do Estado de São Paulo, do qual

participam as duas principais associações ceramistas do Estado:

a Associação das Cerâmicas de Tatuí e Região (Acertar) e a

3

2 5

1

4

Associação das Cerâmicas Vermelhas de Itu e Região (Acervir).

Ambas concentram 27 e 57 cerâmicas associadas, respectivamente,

ou seja, aproximadamente 15% de todo o estado (dados

obtidos via comunicação pessoal com as associações).

Visando a um melhor entendimento do perfil das empresas

cerâmicas, foi utilizada a classificação elaborada por Santos

(2003) partir do consumo de argila e do volume de produção:

• Microempresa: consome até 150 m³/mês de argila e produz

até 100 mil peças;

• Pequena empresa: consome entre 150 e 700 m³/mês de

argila e produz entre 100 e 300 mil peças;

• Média: consome entre 700 e 1.000 m³/mês de argila e

produz entre 300 e 800 mil peças;

• Grande: consome mais de 1.000 m³/mês de argila e produz

acima de 800 mil peças.

Para a seleção dos empreendimentos que participariam diretamente

da pesquisa, foram definidos alguns pré-requisitos,

tais como:

• Porte e escala de produção: a amostragem se concentrou

em empreendimentos com produção mensal variando entre

300 e 800 mil peças, categoria de médias empresas, e acima

de 800 mil peças, categoria de grandes empresas. Estas são as

categorias mais representativas do setor e que concentram o

maior número de empresas de cerâmicas vermelhas do Estado.

• Tipo de combustível utilizado para produção de energia

térmica em fornos: foram amostradas as cerâmicas vermelhas

que não utilizavam lenha (madeira na forma de toras ou

toretes) como fonte de energia térmica, mas sim cavacos de

serrarias, serragem, resíduos de indústrias moveleiras, resíduos

madeireiros de construção civil e cavacos provenientes do processamento

de demais resíduos madeireiros.

Foram realizadas visitas às empresas para uma entrevista

inicial e solicitação de manifestações de interesse em participar

da pesquisa. Do total de empresas visitadas, 12 foram definidas

como parceiras, pois compunham o perfil pretendido.

Estas se encontram distribuídas em áreas rurais dos municípios

de Monte Mor, Elias Fausto, Piracicaba, Saltinho e Tatuí, situados

na região leste do Estado de São Paulo.

As informações referentes à caracterização dos empreendimentos

analisados foram obtidas por meio de dados secundários,

em âmbito nacional e regional, com foco no mercado

interno. Além das fontes secundárias, foram levantados dados

primários mediante a aplicação de questionários em entrevistas

com os responsáveis pelas empresas, tendo por objetivo

reunir informações sobre os aspectos técnicos e econômicos

relacionados à biomassa utilizada para geração de energia.

OBS: versão parcial, para versão integral acesse:

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1980-50982016000200679&lang=pt

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA 55


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ECONOMIA NÃO É A MESMA

Janet Scott, da Universidade de Bath, aponta futuros usos para celulose

Company celebrates its half a

century old history and 10 years in Brazil

Construção • Arquitetura • Design • Marcenaria • Paisagismo • Decoração

ESPECIAL

ENTREVISTA

Pablo Casas

AGENDA

JANEIRO Janeiro 2018 2018

MARÇO Março 2018 2018

World Future Energy Summit

Data: 15 a 18

Local: Abu Dhabi (Emirados Árabes)

Informações: www.worldfutureenergysummit.com

Energy, Utility & Environment Conference

Data: 5 a 7

Local: San Diego (EUA)

Informações: www.euec.com/

Energy Mexico

Data: 30 a 31

Local: México

Informações: www.energymexico.mx

Middle East Electricity

Data: 6 a 8

Local: Dubai

Informações: www.middleeastelectricity.com/en/home.html

FEVEREIRO Fevereiro 2018 2018

ABRIL Abril 2018 2018

E-world energy & water

Data: 6 a 8

Local: Essen (Alemanha)

Informações: www.e-world-essen.com/en/home/

Sonex

Data: 9 a 12

Local: Jordânia

Informações: www.facebook.com/SonexExhibition/

Africa Energy Indaba

Data: 20 a 21

Local: Midrand (África do Sul)

Informações: www.africaenergyindaba.com/

Fiema Brasil

Data: 10 a 12

Local: Bento Gonçalves

Informações: www.fiema.com.br/

International Power Transmission Expo (IPTEX)

Data: 22 a 24

Local: Mumbai (India)

Informações: www.iptexpo.com

Acesse:

ais conhecimento,

sto e mais controle

A Revista da Indústria Florestal / The Magazine for the Forest Product

www.referenciaflorestal.com.br

Ano XIX • N°191 • Novembro 2017

ECONOMIA

PRÊMIO

40 REFERÊNCIA

Conheça os vencedores54 ENTREVISTA

setor florestal King of

Rei do baldeio

log handling

Modelo sobre pneus

é a novidade no Brasil

Treatment of the future

A Revista da Indústria da Madeira / The Magazine for the Forest Product

www.referenciaindustrial.com.br

Ano XIX • N°191 • Novembro 2017

ENTREVISTA - Diretor de núcleo de pesquisa da madeira, Marcelo Aflalo, e o futuro da matéria-prima






I N D U S T R I A L

Novas

tecnologias

em secagem

Soluções inovadoras ganham o mercado

New drying technologies

Especial – Empresas e especialistas falam sobre a importância do design nos móveis

A Revista da Indústria de Biomassa e Energia / The Magazine for the Biomass and Energy Industry

www.revistabiomais.com.br

Ano IV • N°23 • Outubro 2017

O projeto da ponte para o futuro

finalmente saiu do papel!

A BTG vai ajudar você a chegar lá!

Diversificação: Cana ainda domina, mas outras biomassas se destacam

revista biomassa energia

BTG

SEUS DESAFIOS

INDÚSTRIA 4.0 IR ALÉM

IOTBIG

DATA A IMPORTÂNCIA DA GESTÃO DE PROJETOS INOVAÇÃO

NA INDÚSTRIA PARA GERAÇÃO DE ENERGIA

OTIMIZAÇÃO

MONITORAMENTO REMOTO

SUSTENTABILIDADE DE GANHOS

NA PERFORMANCE DOS NEGÓCIOS

RODRIGO LOPES SAUAIA

HORÁRIO DE VERÃO

soulcom

A Revista da Indústria de Celulose e Papel www.celulosepapel.com.br

Ano x - n. 32 - 2017

Branqueada

A química aplicada

ao produto

Tradição em inovar

Congresso Abtcp

Edição celebra

50 anos

Tradition of innovation

Empresa comemora meio século de histórias e 10 anos no Brasil

A Revista Madeireira da Construção www.produtosdemadeira.com.br Ano IX • N.42 • Novembro 2017

Design

ecológico

O charme da madeira

na estrutura com produto

de reflorestamento

Alternativa: madeira conquista espaço nas grandes metrópoles

www.portalreferencia.com.br


DESTAQUE

Destaque

Power & Alternative Energy Asia

Data: 13 a 15 de março de 2018

Local: Karachi (Paquistão)

Informações: www.powerasia.com.pk/

É considerado um dos maiores eventos de energia da Ásia, contemplando

geração, transmissão e distribuição de energia, além do

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Energy recebe os principais fabricantes e fornecedores de equipamentos

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OPINIÃO

Foto: divulgação

POR QUE O CUSTO DAS

USINAS EÓLICAS OFFSHORE

CONTINUA CAINDO?

O

Reino Unido realizou seu último leilão de projetos

futuros de energia com base em uma variedade de

tecnologias com baixas emissões de carbono além

dos habituais, como o eólico, solar e terrestre. Os

resultados dos leilões do Reino Unido foram diversos: as ofertas

vencedoras incluíam não apenas um, mas dois projetos eólicos

offshore cujos desenvolvedores concordaram com um preço

de contrato de £ 57,50 por MW/h (megawatt-hora) – preços de

2012 – cerca de 7,7 centavos de dólar por KW/h (kilowatt-hora).

Essa é a metade do custo dos projetos eólicos offshore em uma

rodada de licitações no Reino Unido há apenas dois anos, e a

uma distância impressionante do custo de quase qualquer fonte

de energia convencional. Então, como isso acontece? Por que o

custo de usinas eólicas offshore continua a diminuir tão rapidamente?

MAIOR, MAIS FORTE, MAIS RÁPIDO

Os últimos quebradores de recordes, os projetos de energia

eólica offshore Moray e Hornsea Two oferecem pistas fortes sobre

possíveis caminhos para reduzir custos:

• Turbinas maiores - Os dois novos projetos podem usar turbinas

eólicas de 8 MW. Esse é um grande passo em comparação

ao padrão de apenas alguns anos atrás. E as turbinas maiores

são prováveis no caminho, o que significa mais energia de cada

instalação – cada pé, cada torre, cada viagem para instalar partes

dela e, em seguida, para mantê-la.

• Projetos maiores - Moray terá uma capacidade impressionante

de 950 MW, e o Hornsea Two terá capacidade de 1386 MW.

Projetos maiores significam uma economia de escala em muitas

peças, fazendo melhor uso das tripulações e equipamentos de

instalação, cobrindo mais solo (ou água) com pessoal de manutenção

e distribuindo todos os custos de projeto em mais megawatts.

• Cronogramas de projetos mais rápidos - Ambos os novos

projetos devem estar em operação até 2022/23, o que é incrivelmente

rápido. Linhas de tempo mais rápidas significam menos

tempo de receita zero antes que comece a funcionar.

• Muitos projetos eólicos offshore já estão instalados Os

últimos projetos se juntarão a um total nacional que inclui 5100

megawatts de energia eólica offshore fornecendo 5% da eletricidade

do Reino Unido. Muita experiência no exterior significa

que existe uma indústria desenvolvida e em crescimento no

Reino Unido e grande parte da infraestrutura necessária para a

fabricação de componentes, movê-los até o lugar e obter a eletricidade.

• Investidores confortáveis - Com toda a experiência do

Reino Unido até hoje, os investidores sabem em que estão entrando.

O governo do Reino Unido, oferecendo esses contratos,

garante o fluxo de receita que os investidores esperariam ver.

Bons ventos para o offshore. Então, o que poderia estar empurrando

as coisas na outra direção – contrabalançando todos

esses ganhos de custo?

Ambos têm a ver com locais do projeto. À medida que os

locais próximos da costa são ocupados, os projetos acabam mais

longe da costa, o que significa mais tempo para obter pessoal

e materiais no local do projeto e linhas de energia mais longas

para levar os elétrons de volta à terra e maiores custos associados.

Novos locais também podem estar em águas mais profundas,

o que significa mais custos de torre (ou mesmo turbinas

flutuantes!).

O Reino Unido não parece estar em perigo de ficar sem locais

adequados, em qualquer caso, e as tecnologias parecem estar

evoluindo para acompanhar a mudança das características

do local.

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Por John Rogers

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