Revista Carta Premium - 5a Edicao

revistacartapremium

Quinta edição da revista Carta Premium traz reportagens exclusivas sobre gins premium nacionais, lista de espumantes premiados, mais de 100 opções de receitas de drinques e coquetéis com cachaça, lançamentos de destilados e de cervejas

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Aspas para os profissionais

Sim, finalizamos 2017 e o qual a melhor lição que tiramos deste ano?

Na verdade, ao pé da letra, são duas lições...

A primeira: há muito o que fazer para que o setor de

bebidas finas continue seu crescimento e desenvolvimento

no Brasil; os últimos anos ainda têm sido de

consecutivamente colocar as melhores sementes em

terreno fértil e adubado para só assim, a partir de um

ótimo cultivo realizado pelos ótimos profissionais, com

uso e difusão das melhores técnicas, possamos alcançar

a matéria-prima ideal que poderá consolidar a área

neste patamar que tanto buscamos: o da excelência,

seja no mercado de vinhos, cerveja ou cachaça ou ainda

tantos outros produtos em que podemos despontar.

A outra lição: é preciso cada vez mais escutar, compartilhar

e dar espaço para difundir o ótimo trabalho

destes “lavradores especializados”, profissionais que

servem realmente de alicerce nas áreas em que atuam

e que cultivam a primazia no mercado de bebidas

finas brasileiro, tanto na produção quanto no serviço

de atendimento em bares e restaurantes, e também

no ensino, já que muitos são palestrantes, consultores

e professores, ou seja, são disseminadores da

cultura da qualidade.

Em todas as nossas edições do ano, seja nos guias

de bolso ou nas edições regulares (esta é a nossa

quinta edição e agora já somos bimestrais!) procuramos

sempre difundir as informações do produtor

que aposta na qualidade, do profissional que difunde

a qualidade e dos empreendimentos de A&B que

apostam nessa qualidade, fechando o que consideramos

um círculo virtuoso para crescimento.

Nesta última edição do ano, o desafio não poderia ser

menor: entrevistamos profissionais com vasta experiência

no mercado, que indicam não só tendências

mas também caminhos cada vez mais importantes

para profissionalização - passo importante, essencial

e sem volta na questão qualidade - e desenvolvimento

do setor.

E, como sempre, também unimos a teoria à pratica.

Não faltam aqui dicas especiais de drinques, indica-

ções detalhadas com verdadeiros “raio x” de fornecedores

e produtores de bebidas, reportagens exclusivas

sobre eventos e premiações, e até inovações. A

carta especial de drinques desta edição, por exemplo,

será traduzida para e editada para uma publicação

especial em fevereiro, a qual enviaremos para empreendimentos

listados entre os melhores do mundo (bares,

pubs, hotéis e restaurantes) na área de A&B.

Como é nossa última edição do ano, queremos agradecer

gentilmente a cada uma das empresas e profissionais

que gentilmente nos concederam excelentes

entrevistas, que nos honraram com aspas recheadas

de dicas, análises e comentários que tanto contribuem

como um todo para o desenvolvimento do País.

Sem suas opiniões, trabalhos e comentários, com certeza

esse sonho de primazia no mercado de bebidas

brasileiro não passaria do status de “stand by” para

“on”, ou melhor, estaríamos bem distantes desse modelo

que é possível e precisa sempre ser o norte em

todas as pontas da área.

Parabenizamos a todas as empresas pelo excelente

trabalho que realizam, por cada uma das inovações,

lançamentos e premiações recebidas, agradecemos

a cada um dos nossos nossos parceiros por acreditarem

e possibilitarem nosso trabalho jornalístico

pioneiro, sempre em transformação, bem suado mas

muito prazeroso, e enviamos aqui também um abraço

a cada um, sem exceção, dos profissionais da área,

seja no bar, brewpub, clube, restaurante, no hotel, no

alambique, cervejeria, na vinícola, na destilaria, na

frente das fileiras de futuros novos profissionais nas

salas de aula, enfim a todos direta e indiretamente

envolvidos com o setor de bebidas finas no Brasil. Temos

a certeza de que tendo o trabalho de vocês como

pilar no próximo ano, mais do que desenvolver um

nicho, estaremos desenvolvendo um País!

Boas Festas a todos! Feliz 2018!

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Conta-Gotas

12 anos envelhecendo,

4 especialistas selecionando

Que tal um destilado de alta qualidade, em edição

limitada, numerada, comemorativa e que tem como

base uma das bebidas nacionais mais premiadas

nacional e internacionalmente, guardada por mais

de 12 anos em barris especiais, similar aos melhores

uísques… Não aguça a vontade de degustar?

Se não, que tal acrescentar mais alguns detalhes? O

blend é assinado por 4 especialistas, a garrafa é francesa

serigrafada, com gargalo em cobre, tampa de vidro

e cortiça, numeração em placas de cobre. Além disso é

fornecido em kit com embalagem caixa de madeira com

fundo de espelho e tampa de vidro, brasão decorativo

em cobre e folheação em ouro 24 quilates, com 2 taças

de cristal para cachaça, personalizadas.

Esse é apenas um breve currículo

da Cachaça Companheira

12 anos, cuja primeira

edição com 200 garrafas – de

um total estimado em apenas

1.160 – já está disponível no

mercado.

O blend provém realmente de

um time de profissionais dos

mais renomados e estudiosos

no assunto:

– Maurício Maia: chef de cozinha,

degustador e especialista

em cachaças por mais de

20 anos, criador do site Cachacier,

atual presidente da

Cúpula da Cachaça, e professor

de cachaças no CTC em

Itaverava, MG.

– Leandro Batista: mixologista,

sommelier de cachaças – um

dos primeiros a realizar este

trabalho com cachaças em bares

e restaurantes, palestrante

em cursos, workshops e consultorias

sob o tema, com passagens

pelos restaurantes Mocotó

e Barnabé em São Paulo,

é hoje proprietário da boutique

da cachaça.

– Milton Lima: consultor e colecionador

de cachaças, responsável

pelo site Cachaças.

com, proprietário da cachaçaria

e Chalé Macaúva em

Analândia, SP, possui vasta

experiência setor.

– Manoel Agostinho: criador

do site Mundodacachaca.com,

master blender,

sommelier e consultor

de cachaças, com curso

de Análise Sensorial

pela USC e Panel Lider

pela Centro Studi Assogiatori.

Autor do livro

Viagem ao Mundo da

Cachaça, é atual secretário

geral da Cúpula

da Cachaça e presidente

do Clube Carioca da

Cachaça.

Os especialistas se reuniram

na sede da Companheira

para degustar

e avaliar amostras de 37

barris de carvalho envasados

com Cachaça

Companheira envelhecida

12 anos. A partir

desta pré-seleção, apenas

6 foram escolhidos

para o blend final, deixando

essa versão ainda

mais limitada e especial

em todos os sentidos.

Produzida em Jandaia

do Sul, no PR, desde

1994, a Companheira

foi eleita em 2016 uma

das três melhores cachaças

do Brasil segundo

o Ranking Cúpula da

Cachaça.

Mais informações: https://cachacacompanheira.com.br

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Essência da

MUDANÇA

Fotos: Ric Pereira Photography (www.ricpereira.com)

“Todos novos movimentos têm

gerado uma nova conscientização

a respeito da origem e

qualidade dos produtos, o que

também gera uma movimentação

nos produtores para

entregar o melhor resultado. A

quem ainda não conhece o vinho

nacional, tem preconceito

ou até más experiências passadas,

vale a pena fazer uma

nova avaliação”

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Etiqueta


Etiqueta

Carta Premium: Poderia comentar um pouco sobre sua história,

sua idade e formação profissional?

Sommelière e Consultora Mikaela Paim: Meu pai trabalha

na área de bares e restaurantes há mais de 30 anos e, sendo

um ramo que exige muita presença e empenho, minha forma

de estar próxima a ele era ir aos bares e restaurantes em que

trabalhava. Eu adorava passar minha infância nos bastidores

desses estabelecimentos; adorava o cheiro, o barulho, a

diversidade, as pessoas e o serviço. Era como uma extensão

da minha casa. Eu cresci e continuei trabalhando nesse setor.

Aos 13 anos já era assistente administrativa, recebia e

atendia clientes e aos 17 anos já era sócia do restaurante que

trabalhava. Formei-me em Administração de Empresas e viajei

mais de 20 países para estudar, participar de colheitas e

vivências diversas. Nos últimos 10 anos estudei todas as bebidas

alcoólicas do mundo, cafés, chás, água, azeites, charuto e

gastronomia. Eu me defino como uma generalista de bebidas

e alimentos. Considero meu trabalho amplo e assertivo. Hoje

com 28 anos, minha maior atuação é como consultora, palestrante

e produtora de eventos, sempre com foco em enfatizar

as bebidas, cultura, gastronomia e entretenimento.

Carta Premium: Como essa experiência em ver de dentro

para fora, do restaurante para o produtor, e de fora para dentro,

do produto a como ele pode contribuir para o restaurante,

ajuda também na seleção dos melhores rótulos ou aqueles

mais adequados a cada perfil de cliente?

Sommelière e Consultora Mikaela Paim: Trabalho de forma

personalizada. Entendo a necessidade de cada parceiro

e cliente, e atribuo toda minha experiência a fim de elevar o

potencial de vendas e gerar uma experiência diferenciada ao

consumidor final.

Palestrante, consultora e empresária, a sommelière

Mikaela Paim faz parte de uma nova geração no segmento

de A&B com foco cada vez mais destacado na

qualidade em todas as pontas, do produto ao serviço

oferecido aos clientes nos empreendimentos, geração

que também tem valorizado mais o produto nacional,

ajudando a romper a barreira da subvalorização do

“made in Brazil” diante do importado. Muito carismática

e simpática, Mikaela tem uma longa trajetória no

segmento por ter começado desde cedo sua vivência

na área. Confira a seguir dicas da sommelière a respeito

da formação dos profissionais, sobre o mercado

vinícola brasileiro e também de como melhor aprimorar

a sua carta:

Carta Premium: Como analisa o mercado de alimentação fora

do lar na questão da profissionalização? Poderia fazer uma

comparação com uma década atrás, que coincide com o momento

quando se formou?

Sommelière e Consultora Mikaela Paim: Há 10 anos, quando

completei minha formação como sommelière, a economia e

demanda eram diversas. Percebo hoje uma enorme demanda

e carência de informações de qualidade. Sinto a necessidade

de atualizações no mercado, os profissionais precisam além

de se formarem, (re)estudarem. Eu estudo todos os dias, diversos

assuntos para complementar meus conhecimentos e

atender da maneira mais completa possível a quem busca

meus serviços. Mas hoje há uma nova geração, engajada em

realizar um trabalho de qualidade.

Carta Premium: Quem é ou precisa ser o sommelier atualmente?

Quais características são essenciais a esse profissional?

Mikaela Paim: Recebo muitas mensagens de apreciadores de

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Acontece

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Etiqueta

Carta Premium: Há ainda um desconhecimento ou

preconceito quanto ao vinho nacional em geral, que se

reflete também no mercado de espumantes?

Mikaela Paim: Os espumantes brasileiros já são reconhecidos

mundialmente por sua qualidade. Os vinhos

nacionais já foram condecorados com mais de 3 mil prêmios

internacionais. Apesar de o vinho ser uma bebida

milenar, cultural e em muitos países cotidiano, no Brasil,

o vinho está sendo descoberto e apreciado há poucas

decádas. Certamente ao longo dos próximos anos a

demanda tende a modificar com mais vivências e conhecimentos

do vinho.

vinhos querendo dicas de curso de sommelier. Mas

acredito que muitos deles não sabem as demandas

dessa profissão. Quando me formei, além do curso

completo, era requisito 2 anos de experiência em restaurante.

Sommelier não é quem entende de vinhos,

é quem trabalha com vinhos. Percebo que talvez não

vejam a amplitude do setor. Mas para quem pretende

viver desta profissão precisa estar ciente que os melhores

dias de trabalho são a noite, sem hora para terminar,

finais de semana, feriados. Que será necessário

abdicar de muitas horas livres em prol do estudo da geografia,

história, agronomia, terroir, uvas, processos de

fabricação e diversos outros assuntos. Investirá tempo,

dinheiro e energia que não retornará em salário, mas

em outras riquezas como conhecimento, novos amigos

e vivências impares.

Carta Premium: Também sob seu ponto de vista,

quais as necessidades ou até virtudes para um bar ou

restaurante saudável? O que um empreendedor nunca

pode deixar de lado, principalmente na questão

serviço, carta de bebidas e cardápio em geral?

Mikaela Paim: Primeiramente a essência da empresa

deve ser estabelecida e mantida. E sempre se atualizar

e adaptar de acordo com o mercado. Porém independente

das tendências deve haver uma expertise

para não se perder durante as modificações e alterações

na casa.

Carta Premium: Nesses últimos dez anos que acompanhou

o mercado, notou alguma mudança mesmo que

pequena de postura em relação aos rótulos nacionais?

O processo de “premiuminização” ou “gourmetização”,

bem como o maior apreço ao artesanal e regional, interferiu

positivamente?

Mikaela Paim: Sem dúvida o cenário mudou. As vinícolas

entenderam a importância de uma atualização

tecnológica e de qualidade na produção, e nos últimos

10 anos houve uma evolução exponencial. Todos novos

movimentos têm gerado uma nova conscientização

a respeito da origem e qualidade dos produtos, o que

também gera uma movimentação nos produtores para

entregar o melhor resultado. A quem ainda não conhece

o vinho nacional, tem preconceito ou até más experiências

passadas, vale a pena fazer uma nova avaliação

aos produtos do nosso País.

Carta Premium: Falando em carta, temos notado uma

renovação na apreciação de drinques e um crescimento

do apreço à mixologia. Como vê essa área? É uma boa

aposta?

Mikaela Paim: Houve um crescimento qualitativo no

Brasil na mixolgia e profissionais da area, o consumidor

final está mais aberto a novas experiências e conhecimentos.

O ano de 2017 foi muito simbólico para

este setor, pois nunca houve tantas premiações de

melhores bares do mundo, bartender e prêmios internacionais.

O brasileiro tende a cada vez mais buscar

produtos e serviços de qualidade, e o ramo só tende a

evoluir com isso.

Além de consultora, Mikaela Paim é sócio-proprietária dos

restaurantes (matriz e filial) Osteria Generale (www.generale.com.br),

que trazem no slogan “Desde 1980 com a tradição

em bem servir” justamente o apreço pelo atendimento e

qualidade no serviço. A carta dos empreendimentos dedica

nada menos que 2 páginas aos vinhos brasileiros, ajudando

na escolha por trazerem diversas informações dos rótulos

e produtores. Mikaela também é idealizadora do Enobrasil

(visite a página no Facebook), evento singular que cria experiências

sensoriais, culturais e enogastronômicas, a fim de

evoluir a valorização dos produtos e produtores brasileiros.

O evento ocorre sempre em agosto. Aos pubs, bistrôs, bares

e restaurantes interessados, a sommelière Mikaela oferece

consultoria para montagem de carta, treinamento de equipes

e realização de eventos. Informações pelo e-mail mikaela@

generale.com.br, (11) 98586-0576, www.facebook.com/vidadesommeliere

e Instagram: @vidadesommeliere .

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Gran Première

ENTRE OS TOPS

O II Concurso Ibero-americano de Vinos

Espumosos y Efervescents, realizado em

novembro em Mérida, na Espanha, consagrou

mais uma Grande Medalha de Ouro,

três Medalhas de Ouro e duas de Prata para

ótimas opções nacionais.

O grande destaque realmente foi o Cave

Geisse Espumante Extra Brut, da vinícola

Geisse, com sua Medalha de Grande Ouro,

um espumante de 30 meses de guarda,

obtido através de um blend com seleção

às cegas dos melhores vinhos base Chardonnay

e Pinot Noir da safra. Complexo e

cremoso, apresenta um bom equilíbrio entre

acidez e açúcar. Com boa intensidade

aromática, lembra frutas, flores brancas

com toque de nozes, mel e brioche. Harmoniza

muito bem com com frutos do mar

e peixes em geral.

Em tempo: a Vinícola Geisse abriu este semestre

sendo premiada internacionalmente.

Foi a única brasileira a figurar na lista

da edição 2017 do San Francisco International

Wine Competition, dos EUA.

Conheça os outros premiados e as vinícolas

produtoras:

Medalhas de Ouro

– Garibaldi Espumante Pinot Noir Brut, da

Cooperativa Vinícola Garibaldi

– Bellavista Desirée Espumante Brut

Rosé, da Vinícola Galvão Bueno

– Cave de Amadeu Espumante Brut Rosé,

da Vinícola Geisse

Medalhas de Prata

– Garibaldi Espumante Chardonnay Brut,

da Cooperativa Vinícola Garibaldi

– Garibaldi Vero Espumante Brut,da Cooperativa

Vinícola Garibaldi

Brasil no Top 100 mundial

Organizado anualmente pela Associação

Mundial de Escritores e Jornalistas de Vinhos

& Destilados, a edição 2017 do World

Ranking of Wines & Spirits (Ranking Mundial

de Vinhos & Destilados) traz rótulos

brasileiros entre os 100 melhores do mundo.

A lista se baseia nos resultados de

concursos realizados no mundo todo.

O grande destaque em 2017 é a presença

de um brasileiro na quinta colocação

mundial: o Casa Perini Moscatel, da Perini.

Este rótulo apresenta aromas de flores

e de frutas como pêssego, e tem agradável

textura devido às borbulhas e doçura que

é balanceada com o frescor das uvas Moscato.

Acompanha muito bem pratos como

carne suína com geleia, vegetais caramelados

e sobremesas.

Conheça a seguir os outros rótulos brasileiros

que figuram entre os 100 melhores

pontuados no mundo:

No Ranking 2017

– 18a. colocação: Garibaldi Espumante

Chardonnay Brut, da Cooperativa Vinícola

Garibaldi

– 37a. colocação: Garibaldi Espumante

Moscatel, da Cooperativa Vinícola Garibaldi

– 46a. colocação: Marcus James Espumante

Brut, da Cooperativa Vinícola Aurora

– 48a. colocação: Garibaldi Espumante

Prosecco Brut, da Cooperativa Vinícola

Garibaldi

– 68a. colocação: Ponto Nero Brut Rosé de

Noir, da Domno do Brasil (Grupo Valduga)

– 73a. colocação: Ponto Nero Brut, da

Domno do Brasil (Grupo Valduga)

– 89a. colocação: Aurora Espumante Moscatel

Branco

Grande Prova Vinhos do Brasil

Em meio a 827 amostras de 125 vinícolas

nacionais, no início de novembro foi

divulgada a relação dos melhores rótulos

de vinhos, espumantes e sucos de uva nacionais

eleitos na Grande Prova Vinhos do

Brasil.

Foram eleitos melhores em 31 categorias

que incluíam diferentes estilos de espumantes,

brancos, rosés e tintos. Três vinícolas

se destacaram como as melhores

em mais de uma categoria: Cave Geisse

(três categorias), Casa Perini e Lidio Carraro

(ambas em duas categorias). Confira

a seguir os vencedores em cada categoria:

ESPUMANTES

– Melhor Espumante Brut Branco Champenoise:

Cave Geisse Brut

– Melhor Espumante Brut Branco Charmat:

Casa Galiotto Brut

– Melhor Espumante Brut Rosé Champenoise:

Casa Valduga Arte Brut Rose

– Melhor Espumante Brut Rosé Charmat

(EMPATE): Dunamis Ar Brut Rosé e Cave

Del Veneto Brut Rosé (Adega Chesini)

– Melhor Espumante Extra-Brut, Nature

Branco: Victoria Geisse Extra Brut 2017

– Melhor Espumante Extra-Brut, Nature

Rosé: Victoria Geisse Extra Brut Rosé

2016

– Melhor Espumante Prosecco/Glera: X

Decima Prosecco

– Melhor Espumante Moscatel Branco:

Giaretta Moscatel

– Melhor Espumante Demi-Sec Branco:

Casa Perini ICE Demi-Sec

– Melhor Espumante e Moscatel e Demi-

-Sec Rosé: Monte Paschoal Moscatel

BRANCOS

– Melhor Branco Chardonnay: Pizzato Legno

Chardonnay 2016

– Melhor Branco Sauvignon Blanc: Dom

Pedrito Obelisco Sauvignon Blanc 2016

– Melhor Branco Gewurztraminer: RAR

Collezione Gewurztraminer 2011

– Melhor Branco Riesling: Aurora Varietal

Riesling Itálico 2017

habi82- Melhor Branco Moscato: Monte

Paschoal Moscato Frisante, Basso

– Melhor Branco de Outras Castas e Cortes:

Miolo Quinta do Seival Alvarinho 2016

ROSÉ

– Melhor Rosé: Cattacini La Sagrada Familia

2017

TINTOS

– Melhor Tinto Cabernet Sauvignon (EM-

PATE): Angustifólia Cabernet Sauvignon

2012 e Panizzon Celebrando Gerações Cabernet

Sauvignon 2015

– Melhor Tinto Merlot (EMPATE): Monte

Paschoal Dedicato Merlot 2013 e Barão de

Petrópolis Reserva Merlot 2012

– Melhor Tinto Tannat: Almejo Tannat

2012

– Melhor Tinto Sangiovese: Cave Antiga

Sangiovese 2012

– Melhor Tinto Syrah: Vista da Serra

Syrah 2015

– Melhor Tinto Pinot Noir: Monte Paschoal

Dedicato Pinot Noir 2014

– Melhor Tinto Tempranillo: Lendas do

Pampa Tempranillo 2015

– Melhor Tinto Cabernet Franc: Barão de

Petrópolis Reserva Cabernet Franc 2012

– Melhor Tinto Marselan: Casa Perini Marselan

2014

– Melhor Tinto de Outras Castas: Lidio

Carraro Singular Teroldego 2010

– Melhor Tinto Cortes: Lidio Carraro Quorum

Grande Vindima 2008

DOCES E FORTIFICADOS

– Melhor em Doces e Fortificados: Boscato

Licoroso

SUCO DE UVA

– Melhor Suco de Uva Integral Branco:

Suco de Uva Integral Zanrosso

– Melhor Suco de Uva Integral Tinto: Suco

de Uva Integral Galiotto

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In Praesentia

PONTUANDO

NOVIDADES:

festas de fim de ano e verão borbulham

novidades no mercado de espumantes

Aos apreciadores do mundo vinícola

e também empreendimentos

de olhos nas novidades

para enriquecer a carta e aguçar

o pedido dos clientes, além

dos rótulos premiados, é sempre

bom acompanhar os de excelência

que chegam ao mercado.

Entre as novidades, aproveitando

os momentos de comemorações

da chegada de 2018, está o

primeiro espumante tipo brut da

linha da Família Fardo elaborado

inteiramente na própria vinícola,

em Quatro Barras, no Paraná: o

Justina Fardo. “Nossos espumantes

que compõem a Linha Alegria

(Moscatel e Brut) são todos elaborados nos Estados

do Sul do Brasil. Esse era um grande sonho, fazer

aqui, em nossa própria casa. Sinto-me satisfeito e

tenho a certeza de que essa bebida vai harmonizar

com muitos momentos felizes das pessoas”, comemora

Ambrósio Fardo, fundador da Vinícola Fardo.

Preparado pelo método Champenoise, o novo rótulo

homenageia a matriarca da família. “Quando

soube dessa decisão, fiquei imensamente

grata aos meus familiares. Quem saborear esse

rótulo certamente sentirá, de alguma forma,

esse amor expresso na elaboração da bebida”,

emociona-se Justina Fardo.

Para um dos filhos do casal, Manoel Fardo, que

junto com os pais está à frente dos negócios,

antes mesmo de iniciar o processo de envase, o

rótulo já estava destinado a homenagear a co-

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In Praesentia

O casal Ambrósio e Justina Fardo

fundadora da Vinícola. “Além de mãe amorosa, Justina

é uma empreendedora por excelência e cuida com

carinho e profissionalismo desta estrutura. Para mim

é um privilégio poder rotular um espumante com seu

nome”, diz.

Com aroma cítrico, floral, o espumante Justina Fardo

é indicado para ser servido durante uma recepção,

acompanhado de pratos da cozinha oriental, frutos do

mar, tábua de frios e mesmo para a refeição principal.

O ideal é servi-lo a uma temperatura entre 6 e 8°C.

A partir de janeiro o rótulo estará disponível para venda

no site da empresa: http://familiafardo.com.br/ .

A Família Fardo Vinícola atende diariamente em sua

sede, das 9h às 17h. Mais informações: (41) 3672-

1693 e (41) 3672-4488.

A nova ‘roupagem’

da Terranova

Saindo do Sul e partindo para o

Nordeste do País, também temos

novidades. A linha de espumantes

Terranova, elaborada pela premiada

vinícola Miolo em seu projeto no

Vale do São Francisco, na BA, está

destacando ainda mais a brasilidade

e a tropicalidade em seus rótulos.

“A nova roupagem dos espumantes

é um tributo às raízes profundas do

Vale do São Francisco, uma forma

de empoderar a alma brasileira,

que torna a linha Terranova diferente

e com a alegria do Nordeste,

terroir de origem dos espumantes.

É uma abordagem jovem e alegre

em produtos ideais para celebrar a

vida”, resume Adriano Miolo, superintendente

da marca.

Descomplicados, os produtos

Terranova são fáceis de beber e de

harmonizar com variados pratos.

“Os espumantes deixaram de ser

consumidos apenas em ocasiões

especiais e passaram a integrar

o dia a dia: eles estão no happy

hour, na praia e em um encontro

informal com os amigos. O consumo

do espumante por diversos

públicos e classes sociais abre

novas possibilidades de mercados”,

comenta Adriano.

Primeiro espumante brasileiro

elaborado com a uva Grenache, o

Terranova Brut Rosé é ideal como

aperitivo e para acompanhar comidas

leves como saladas de folhas,

frutos do mar, peixes, mas-

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In Praesentia

ou aperitivo. É uma típica bebida

de verão, pois tem baixa graduação

alcoólica (7,5%), paladar fácil

e sutil leveza.

Mais informações em: http://

www.miolo.com.br

Para celebrar o verão

Outra ótima novidade vem da também

premiada Vinícola Salton: o

Lunae Drinks Clericot. Inspirado

no tradicional coquetel com frutas

e espumante, o drinque é leve

e refrescante, com um delicado e

convidativo tom rosé. “Nosso objetivo

é proporcionar momentos

de satisfação, descomplicados,

e o Lunae Drinks Clericot

compõe o cenário típico

do verão brasileiro: leve e

versátil, e muito saboroso”

explica Luciana Salton, diretora

executiva da vinícola. “É

ideal para celebrar o verão,

na praia ou piscina, diversão

entre amigos e familiares, ou

simplesmente para relaxar.

Vale servir com gelo e acrescentar

frutas também” ressalta

Luciana.

Mais informações:

www.salton.com.br .

sas e pizzas vegetarianas. Tem

acentuados aromas de morango,

framboesa e cereja. Já o Terranova

Brut, que também traz aromas

de frutas tropicais e de flores como

rosas, margaridas e madressilva,

harmoniza muito bem com carpaccios,

ovas de peixes, frutos do

mar, bolinhos de bacalhau e acarajé.

Já para sobremesas, doces

e frutas o Terranova Demi-Sec

ajudará a destacar ainda mais os

seus sabores. Esse último apreseta

leve sabor doce, tem aromas

de mel equilibrados com notas de

baunilha. Também compõe a linha

o Terranova Moscatel, , que

pode ser servido como sobremesa

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Gran Première

Premiados na França

O Espumante Aurora Brut é uma

ótima opção para diversos tipos

de harmonização. Com aroma com

predomínio de frutas cítricas e toques

de frutas tropicais, é equilibrado

e de ótimo volume de boca.

Acompanha bem, por exemplo,

antepastos com molhos untuosos,

canapés, risotos de frutos do mar

e peixes.

Confira a seguir a lista completa de

premiados:

Medalha de Ouro

– Aurora Brut, Vinícola Aurora

Sim, é para comemorar, ficar de olho e conhecer:

foram nove medalhas recém-recebidas

por vinícolas brasileiras no rigoroso concurso

mundial Effervescents du Monde, considerado

maior concurso só de espumantes do mundo,

realizado em novembro na École Hôtelière du

Lycée Le Castel em Dijon, na França.

E o grande destaque foi a Medalha de Ouro recebida

pela Vinícola Aurora, para um rótulo que

custa menos de R$ 45 no mercado brasileiro: o

Espumante Aurora Brut. Foi único vinho brasileiro

a essa premiação na edição 2017 do concurso

e mais: alcançou a quarta colocação no

TOP 10 dessa competição internacional, ficando

abaixo apenas de 2 champagnes e 1 Crémant de

Bourgogne, e superando outros 4 espumantes

franceses, um italiano e um espanhol.

Medalhas de Prata

– Miolo Almaden Brut Espumante

Natural, Miolo

– Ponto Nero Blanc de Blancs Espumante

Natural Brut, Domno do

Brasil (Grupo Valduga)

– Aurora Moscatel Espumante,

Aurora

– Salton Prosecco Espumante Natural

Brut, Salton

– Garibaldi Prosecco Vinho Branco

Espumante Natural Brut, Vinícola

Garibaldi

– Peterlongo Presence Moscatel

Espumante e Peterlongo Elegance

Brut Metodo Champenoise, Peterlongo

– Panizzon Prosecco Brut, Vinícola

Pannizon

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Conta-Gotas

Na terra da rainha

2018 terá mais um evento especial no qual a cachaça brasileira

será destaque na Europa

Anote aí: nos dias 7 e 14 de abril do ano que se aproxima

os ingleses irão se render definitivamente à qualidade

do brazilian spirit. Manchester e Londres receberão

respectivamente o Cachaça Festivals UK 2018.

O objetivo dos organizadores é apresentar diversas

marcas de cachaça do Brasil, com variados métodos

de produção, clima, regiões, envelhecimento

diversificado e abordagens de barris usando madeiras

nativas da América do Sul. Esta será uma

experiência de evento única e exclusiva com degustação,

cocktails, exposição e comida típica.

Como mesmo dizem os organizadores, dirigindo-se

aos ingleses principal público alvo do festival: “You

love rum, why not to try great cachaças?”. (Tradução

livre: (Se) você ama o rum, por que não provar

grandes cachaças?

De fato, o reconhecimento para a cachaça brasileira

de qualidade vem ganhando o mundo, concorrendo

lado a lado com os melhores destilados.

No dia 7 de abril, o evento, intitulado “Manchester

Cachaça Festival” terá como palco o Britannia

Sachas Hotel, em Manchester.

Já no dia 14 de abril, o evento,

intitulado London Cachaça

Festival, será realizado na

Unit 5 Gallery, no East End,

em Londres.

Mais informações na página do

Facebook do Cachaça Festivals

(www.facebook.com/cachacafestivals)

e no site House of Cachaca

(www.houseofcachaca.

com/cachacafestivalsuk)

Entre as ótimas e premiadas

marcas nacionais que

já confirmaram presença

está a cachaça Maria João,

que acaba de apresentar ao

mercado de bebidas finas a

sua versão premium. “Essa

novidade da nossa linha

fica descansando 1 ano em

dornas de inox e posteriormente

2 anos em amburana,

enquanto que a nossa

envelhecida fica 1 ano no

inox e depois 1 ano em amburana”,

destaca Vanessa

Ginjo dos Santos Oliveira,

porta-voz da marca. “Desde

2011 estamos trabalhando

e investindo no mercado

da cachaça de alambique,

buscando sempre a qualidade

em primeiro lugar”,

complementa.

Ela lembra que um dos diferenciais

da excelência do produto

da Maria João está nos

cuidados em todos os detalhes:

“Tudo é feito na nossa

propriedade desde o plantio

da cana até o produto final.

Tudo artesanal. Somente a família

trabalha e é envolvida na

produção da cachaça. Ao todo

somos em 6 pessoas: as filhas

Vanessa Oliveira e seu esposo

Rodrigo, Fernanda Santos

e seu esposo Vinicius e meus

país João e minha mãe Maria.

Daí o nome da cachaça como

uma homenagem aos meus

pais”, comenta Vanessa.

Além do lançamento, a cachaça

premium, e também

da versão envelhecida, a linha

contempla também a

Maria João Branca Pura. “A

cada ano conseguimos crescer

30% em tamanho de lavoura

e consequentemente

em volume de litros de cachaça.

Nosso alambique está

localizado em Santa Rosa,

no RS. Estamos passando

por reforma no alambique

a fim de atender um pedido

da Prefeitura Municipal para

que possamos realizar a partir

de fevereiro de 2018 as

visitas guiadas e nos incluir

também no Roteiro Turístico

das Missões”, finaliza.

Informações completas sobre

a Maria João no site da empresa,

www.cachacariamariajoao.com.br,

e também na

página do Facebook: www.facebook.com/pg/cachacariamariajoao

.

22


23


Gran Première

Check-List de premiados

ESPUMANTES

Conheça os espumantes medalhistas de ouro na décima edição do Concurso do

Espumante Brasileiro, rótulos que podem fazer a diferença no sucesso da carta de

seu empreendimento

Promovida pela Associação Brasileira de Enologia (ABE),

a 10a edição do Concurso do Espumante Brasileiro contou

com um juri de peso em 2017, com mais de 50 reconhecidos

profissionais enólogos para degustação. Isso

porque também foi a edição mais concorrida da história,

com 308 amostras inscritas por 80 vinícolas. E o resultado

que surpreende e ao mesmo tempo ratifica a nova

posição vinícola brasileira: foram 97 vinhos premiados,

todos com Medalha de Ouro!

O Concurso classifica os vinhos com a melhor pontuação,

respeitando o limite de 30%, seguindo normas internacionais

da Organização Internacional da Uva e do Vinho (OIV)

e da União Internacional de Enólogos (UIOE). Foram avaliadas

amostras de Espumante de Segunda Fermentação

(Charmat/Tradicional) e de Espumante de Primeira Fermentação

(Moscatel). E todos alcançaram pontuação de 88

a 91 pontos.

As degustações aconteceram nos dias 18 e 19 de outubro,

na Câmara da Indústria e Comércio de Garibaldi

(CIC), integrando a programação da

Fenachamp 2017. A divulgação dos resultados

e entrega das medalhas ocorreu em coquetel

realizado no final do mês no CTG Sentinela

da Serra, no Parque da Fenachamp,

em Garibaldi (RS).

Participaram espumantes elaborados por

vinícolas de sete estados brasileiros: Minas

Gerais, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro,

Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São

Paulo, numa demonstração da diversidade

da produção nacional. Os espumantes foram

degustados às cegas, seguindo também as

normas internacionais.

“Depois de 10 anos com um crescimento

quase exponencial em número de amostras,

atingimos um recorde, superamos as

300 amostras, o que demonstra a importância

do espumante para o Brasil e nos coloca

com responsabilidade para produzir sempre

com mais qualidade, safra após safra”,

destaca o enólogo e presidente da ABE,

Edegar Scortegagna.

Para ele, é preciso refletir e, cada vez mais,

buscar qualidade. “O espumante brasileiro

atingiu um alto nível, onde não podemos

nos permitir cometer erros. Devemos manter

o alto padrão de qualidade reconhecido

mundo afora. E para isso, precisamos

buscar matéria-prima correta e modernizar

nossas vinícolas, pois hoje podemos afirmar,

sem medo, que o espumante brasileiro

está entre os melhores do mundo”, enfatiza.

A seguir, a lista completa das vinícolas

medalhistas de Ouro 2017 e seus rótulos

chancelados:

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Gran Première

Premiados no Concurso Nacional de Espumantes

Vinícola Abreu Garcia

Rótulo: Geo Abreu Garcia

Espumante Brut 2015

Premiação: Medalha de

Ouro

Elaborado pelo método

Champenoise, com vinificação

de uvas Vermentino, o

Geo Abreu Garcia Espumante

Brut apresenta coloração

amarelo claro com tons esverdeados.

Possui aromas

florais e frutados intensos,

macios e persistentes. Seu

nome é em homenagem ao

geoglifo encontrado na vinícola

por arqueólogos. Lançado

em 2017, foi o primeiro

espumante brasileiro com a

uva Vermentino. Fruto da

criteriosa seleção do enólogo

Jean Pierre Rosier, surgiu

graças a um minucioso projeto

de pesquisa com a participação

da Fapesc (Fundação

de Amparo à Pesquisa e

Inovação do Estado de Santa

Catarina). Pode ser servido

perfeitamente tanto como

aperitivo como acompanhamento.

Mais em www.abreugarcia.com.br.

Outros premiados no concurso:

Abreu Garcia Espumante

Brut Rosé 2016

(também Medalha de Ouro)

Basso Vinhos e

Espumantes

Rótulo: Monte Paschoal Dedicato

Espumante Champenoise

Brut 2012

Premiação: Medalha de Ouro

e Certificado de “Destaque

na Categoria Espumante

Brut Método Tradicional”

Esse rótulo apresenta uma

seleção equilibrada de duas

tradicionais variedades:

Chardonnay e Pinot Noir. A

fermentação acontece dentro

da própria garrafa seguindo

o Método Champenoise.

As notas frutadas de

pêssegos e peras, a elegância

floral e as notas de brioches

acompanham até o final a

amplitude e a generosidade

na boca. Espumante seco,

oferece “bom ataque” e muita

cremosidade durante a

apreciação, além de ótima

acidez, sendo refrescante e

bem equilibrado. Entre as

harmonizações sugeridas

estão salada de camarões.

Mais detalhes em www.montepaschoal.com.br

.

Outros medalhistas (todos

de ouro): Monte Paschoal

Espumante Moscatel Rosé e

Monte Paschoal Espumante

Moscatel (Destaque na Categoria

Espumante Moscatel)

Batalha Vinhos

Rótulo: Batalha

Espumante Brut

Premiação: Medalha de

Ouro

Elaborado com uvas 100%

Chardonnay, pelo processo

natural de fermentação

na própria garrafa (Champenoise),

este espumante

de cor amarela dourada

apresenta aromas intensos

que misturam fruta e

mel, sabor macio e agradável.

Recomenda-se servir

a uma temperatura entre

4º e 6º C. Após aberto

conservar em um balde

de gelo, para manter a

temperatura. Na linha da

empresa está também o

Espumante Nature, também

elaborado com uvas

100% Chardonnay e pelo

método Champenoise e

que tem recebido diversas

premiações.

Mais detalhes em www.vinhosbatalha.com.br

Indicação: A Batalha está

na região conhecida como

Campanha Gaúcha, bem

próxima do início da faixa

tradicionalmente considerada

ideal para a vitivinicultura,

entre os paralelos

30º e 50º.

Calza Júnior Vinhos

Rótulo: Calza Espumante

Nature

Premiação: Medalha de

Ouro

A Calza é uma vinícola familiar

que desde 2004 utilizando-se

da esplêndida

qualidade das uvas brancas

produzidas em Monte Belo

do Sul (maior produtor de

uvas finas brancas per capita

do Brasil), produz espumantes

na sua linha de

rótulos finos. O enólogo Antoninho

Calza é o idealizador

e responsável pela empresa.

Este espumante premiado

vai muito bem com frutos

do mar, e por apresentar

notas de amêndoa e especiarias

pode acompanhar,

por exemplo, talharim com

frutos do mar ou um ceviche

de salmão. Na degustação

apresenta notas de frutas

brancas, como damasco

e maçã; e frutas tropicais,

como abacaxi.

Indicação: A vinícola, que

também oferece vinhos personaliados

para os empreendimentos,

recebe anualmente

grande numero de turistas.

Mais informações:

www.vinicolacalza.com.br .

25


Gran Première

Premiados no Concurso Nacional de Espumantes

Casa Geraldo

Rótulo: Casa Geraldo Espumante

Champenoise Memórias

Brut

Premiação: Medalha de

Ouro

Especial para acompanhar

massas com molhos fortes

e apimentados, pratos

à base de frutos do mar

como mariscos e crustáceos,

além de carnes de caça

e sopas cremosas, o casa

Geraldo Espumante Champenoise

Memórias Brut é

elaborado com a seleção

das melhores castas Chardonnay

(70%) e Pinot Noir

(30%). Armazenado em

cave subterrânea, seu processo

de fermentação na

própria garrafa dura três

anos. De coloração amarelo

palha, límpido e brilhante,

apresenta um bouquet

elegante e intenso, com

notas de frutas em calda,

remetendo principalmente

à maçã e pera. Tem acidez

equilibrada, ótimo frescor

e retrogosto persistente.

Veja mais em www.casageraldo.com.br

.

Outro rótulo Medalha de

Ouro: Casa Geraldo Espumante

Brut.

Casa Perini

Rótulo: Casa Perini Método

Tradicional Espumante

Brut

Premiação: Medalha de

Ouro

Com complexidade de aromas

e sabores, o Casa Perini

Método Tradicional Espumante

Brut é elaborado

com as variedades Chardonnay

e Pinot Noir. Com

reflexos dourados e brilhantes,

perlage intenso, vigoroso

e boa formação de coroa

de espuma, possui aromas

florais que lembram margaridas,

aromas cítricos e

de nozes tostados. Acompanha

muito bem entradas

com aperitivos e saladas,

bem como peixes mais temperados,

carnes brancas

e carnes vermelhas. Leve,

tem graduação alcoólica de

11,8%. Em 2016, na Grande

Prova de Vinhos do Brasil,

esse espumante também

já havia faturado a medalha

de ouro. Acesse: www.casaperini.com.br

e saiba mais.

Mais rótulos premiados:

Casa Perini Nature, Casa

Perini Espumante Brut

e Casa Perini Espumante

Brut Rosé.

Casa Valduga e Domno do

Brasil

Rótulo: Casa Valduga Arte

Espumante Brut Rosé 2015

Premiação: Medalha de

Ouro

Com composição harmônica

de 60% da variedade

Chardonnay e 40%

de Pinot Noir e coloração

em tons de rosa salmão,

este espumante premiado

apresenta perlage fina e

persistente. Elegante e refrescante,

possui bouquet

delicado com notas florais

e frutadas, lembrando

pêssego e amora. Em

2015 já havia faturado

Ouro Duplo no Concurso

La Mujer Elige, da Argentina.

Harmoniza com

pratos à base de peixes e

carnes brancas, molhos

leves e canapés variados.

Mais em: www.casavalduga.com.br

.

Outros premiados Ponto

Nero Espumante Brut

(Domno do Brasil, Grupo

Valduga), Casa Valduga

RSV Espumante Brut 25

meses 2015 e Casa Valduga

Espumante 130 Brut.

Casa Venturini

Rótulo: Vivere Espumante

Moscatel

Premiação: Medalha de

Ouro

De produação limitada,

este espumante apresenta

aspecto límpido e brilhante,

com bom perlage e bolhas

pequenas, abundantes

e persistentes. Sua cor é

Amarelo claro esverdeado, e

o destaque são as nuances

com aromas de flores cítricas,

frutas tropicais, pêssego

e maçã verde. No paladar,

apresenta-se equilibrado,

com boa acidez, leve e fresco,

com boa persistência.

Harmoniza principalmente

com doces e sobremesas. A

vinícola está localizada no

interior de Flores da Cunha,

no Rio Grande do Sul, e

desde 2009 está aberta a visitações,

recebendo apreciadores

e especialistas de todo

o mundo.

Informações detalhadas na

página: http://www.casaventurini.com.br

.

26


Gran Première

Premiados no Concurso Nacional de Espumantes

Cave Antiga

Rótulo: Cave Antiga Espumante

Moscatel

Premiação: Medalha de Ouro

Produzido na Serra Gaúcha,

reconhecido por ser berço de

excelentes vinícolas brasileiras,

o Cave Antiga Espumante

Moscatel é obtido a partir

de uma rigorosa seleção das

melhores uvas moscatéis.

Com graduação alcoólica de

7,7% apresenta boa presença

de perlage, com bolhas

pequenas, abundantes e persistentes

e boa persistência

da coroa na taça. A coloração

é amarelo palha, de intensidade

fraca a média. Remete a

frutas brancas e leves toques

florais. Na boca possui acidez

e açúcar equilibrados e um

excelente equilíbrio geral, de

agradável persistência sutil

de notas cítricas. Ideal para

ser consumido em festas,

coquetéis, sobremesas e aniversários,

acompanha muito

bem sobremesas e doces

em geral. Mais informações:

www.caveantiga.com.br .

Chandon do Brasil

Rótulo: Chandon Riche

Demi-Sec

Premiação: Medalha de Ouro

Elaborado a partir de um

“assemblage” das variedades

Riesling Itálico, Chardonnay e

Pinot Noir, apresenta uma cor

amarela dourada, uma espuma

abundante com formação

de um colarinho bem definido

e borbulhas finas, numerosas.

Os aromas lembram

doce de laranja e frutas secas

como uva passa, figo com toques

de mel. No paladar, tem

boa acidez, uma sensação

de cremosidade oriunda da

maciez conferida pelo vinho

base e pelo licor. Acompanha

as sobremesas, tortas e bolos,

sorvete de creme, patês

e mousses, queijos de mofo

azul, peixes servidos com molhos

mais ricos em manteiga e

massas com molho branco. É

também uma opção interessante

para o aperitivo.

Outro rótulo premiado:

Chandon Passion

X Décima (Cia Piagentini)

Rótulo: X Decima Clássico

Espumante Chardonnay

Viogner 2012

Premiação: Medalha de Ouro

Elaborado pelo método Champenoise

tradicional, com uvas

50% Viogner e 50% Chardonnay,

apresenta perlage muito

fino, abundante e de grande

persistência. Sua cor é amarelo-cobre,

com reflexos ouro.

Destaca-se o aroma de manteiga,

mel, levedura e especiarias

como o cravo, além do sabor

cremoso e encorpado, com

notas de baunilha e coco, com

grande relação entre corpo e

acidez. Esse espumante harmoniza

bem com carnes brancas,

peixes e frutos do mar. A

marca Piagentini, no mercado

desde 1930, bem como a

atual X Decima, fazem parte

do Grupo Decima, que está

em processo de renovação da

marca e lançou neste ano a

marca Dexma. Informações

no site: www.dexma.com.br

e também no www.facebook.

com/DECIMAVINHOS .

Cooperativa Vinícola Aurora

Rótulo: Conde de Foucauld

Espumante Demi-sec Branco

Premiação: Medalha de

Ouro

O Conde de Foucauld Espumante

Demi-sec Branco

harmoniza com pratos compatíveis

com a sua estrutura

e doçura, tais como filés de

pescada com molhos doces,

como maracujá, ou agridoces,

massas com molhos branco

ou à base de queijos, risoto de

palmito e antepastos de massa

frita. De coloração amarelo-

-palha esverdeado, apresenta

aromas de frutas cítricas. Seu

paladar é bastante refrescante,

graças ao bom equilíbrio

entre doçura e acidez. É obtido

através as variedades Riesling

e Semillon e tem graduação alcoólica

de 11% vol.

Outros premiados: Saint

Germain Espumante Demi-

-Sec Branco, Aurora Chardonnay

Procedências Brut

Branco e Conde de Foucauld

Espumante Brut Branco.

27


Gran Première

Premiados no Concurso Nacional de Espumantes

Cooperativa Vinícola

Garibaldi

Rótulo: Garibaldi

Espumante Pinot Noir Rosé

Premiação: Medalha de Ouro

Produzido pelo método

Charmat, o Garibaldi Espumante

Pinot Noir Rosé

apresenta aromas com notas

de morango, amoras e

um toque cítrico. Estruturado

e cremoso, tem acidez

equilibrada e refrescante.

Sua coloração é vermelho

cereja claro com reflexos rosados,

aspecto brilhante e

ótima formação de perlage.

Esse espumante acompanha

bem massas, queijos,

risotos, peixes crus, sopas

cremosas e canapés. A

empresa conta ainda com

uma linha de espumantes

prêmio, a Garibaldi VG, de

qualidade superior, na qual

está, por exemplo, o Garibaldi

VG Brut Rosé, elaborado

a partir da variedade

Chardonnay e Pinot Noir.

Mais informações: www.vinicolagaribaldi.com.br/

.

Outro rótulo premiado: Garibaldi

Espumante Moscatel.

Cooperativa Vinícola

São João

Rótulo: Castellamare

Espumante Tradicional Brut

Premiação: Medalha de Ouro

Elaborado com Uvas Chardonnay

pelo Metodo Charmat,

o Castellamare Espumante

Tradicional Brut

apresenta coloração amarela

com reflexos esverdeados.

Seu aroma complexo lembra

frutas cítricas, leveduras

e pão tostado adocicado. No

paladar inicialmente apresenta

uma refrescância provocada

pelo gás carbônico e

a acidez do produto. No final

é macio, suave e bastante

equilibrado. Ótimo para

acompanhar aperitivos leves,

massas, pratos com Frutos

do mar e orientais. Espumantes

Castellamare (Brut

& Moscatel). Os produtos da

linha da empresa são produzidos

na Cooperativa Vinícola

São João, que fica em Farroupilha,

no RS. Informações

completas em: www.espacocastellamare.com.br

.

Outro rótulo premiado: San

Diego Espumante Brut

Courmayeur do Brasil

Rótulo: Courmayeur

Espumante Prosecco Brut

Premiação: Medalha de Ouro

Elaborado 100% com uvas

Prosecco, é um espumante

brut leve, prático e convidativo.

Apresenta fina perlage,

coloração amarela esverdeada

e em boca apresenta-se muito

equilibrado. A Vinícola Courmayeur

foi fundada em 1976

e impulsionada pelas características

peculiares de clima e

solo da região iniciou nos anos

90 a elaboração de espumantes.

O nome Courmayeur provém

de uma comuna italiana

da região do Valle d’Aosta, na

fronteira com o território francês.

A vinícola está localizada

na cidade de Garibaldi, na

Serra Gaúcha, o principal pólo

vitivinícola do Brasil.

Outros premiados: Tevere

Espumante Moscatel e Courmayeur

Espumante Demi-

-Sec. Informações: www.courmayeur.com.br

.

CRS Brands (Cereser)

Rótulo: Massimiliano

Espumante Brut

Premiação: Medalha de Ouro

Elaborado com as melhores uvas

viníferas, o espumante Massimiliano

Brut Champenoise Brut revela

um intenso aroma elegantemente

frutado. É elaborado pelo

processo clássico de fermentação

na própria garrafa (Champenoise)

ou tradicional, originalmente

adotado na região francesa de

Champagne. Apresenta perlage

fina e persistente. Pode ser

degustado como aperitivo e no

acompanhamento de pratos de

grande cozinha. Já o Massimiliano

Brut Charmat revela grande

sutileza aromática e um paladar

perfeitamente equilibrado. Apresenta

leve tonalidade palha, com

reflexos dourados e borbulhas finas

e intensas. Pode ser degustado

durante as refeições e harmoniza

bem com peixes grelhados,

saladas e frutos do mar.

Outro premiado: Georges

Aubert Espumante Moscatel.

Informações: http://crsbrands.com.br

.

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Gran Première

Premiados no Concurso Nacional de Espumantes

Vinícola Armando

Peterlongo

Rótulo: Privilege Espumante

Brut

Premiação: Medalha de Ouro

Pleno em boca, com final

límpido e agradável, esse espumante

possui borbulhas

pequenas e numerosas que

se movimentam com elegância

pela taça. Resultado da

combinação das variedades

nobres Chardonnay e Pinot

Noir. O rigoroso processo de

elaboração, a fineza de seus

aromas e seu estilo puro e

persistente permitem compará-lo

aos melhores champagnes

do mundo, chegando à

mesa dos consumidores após

18 meses de autólise. Provém

de vinhedos da Serra Gaúcha

e produzido pelo Método

Tradicional (Champenoise). A

Vinícola Pertelongo tem mais

de 100 anos de história na

elaboração de espumantes.

A empresa detém o primeiro

e registro da produção de

“champanhe” no País, em

1913. Moderna, há mais de

10 anos a vinícola conta com

parceria com o winemaker

francês Pascal Marty

.

Mais informações: http://

www.peterlongo.com.br .

Vinícola Valmarino

Rótulo: Valmarino Espumante

Moscatel 2017

Premiação: Medalha de Ouro

Elaborado a partir da seleção

e corte dos mostos das uvas

Moscato Branco, Moscato

Giallo e Malvasia Bianca, esse

espumante apresenta acentuado

frutado, alta fineza, corpo

leve, açúcar/acidez em equilíbrio

e paladar refrescante.

Fornecido em garrafas de 750

ml, acompanha bem doces e

sobremesas. É obtido através

de fermentação única (processo

Asti) e acumula diversas

medalhas nacionais e internacionais

desde 2002. Em 2017 a

Vinícola Valmarino completou

20 anos de mercado, provinda

de uma família de origem italiana

e centenária, onde pela

tradição e vocação Orval Salton

e filhos criaram a empresa.

O nome homenageia os antepassados

oriundos de Cison

de Valmarino, em Treviso, na

Itália. Hoje, todas produções

são limitadas, tendo como

meta principal a elaboração,

com qualidade, de vinhos e espumantes

diferenciados, que

possibilitam prazer e satisfação

a seus apreciadores.

Mias informações: https://

valmarino.com.br.

Guatambu

Rótulo: Guatambu Espumante

Extra Brut 2016

Premiação: Medalha de Ouro

Elaborado em Dom Pedrito, na

região da Campanha, quase

divisa com o Uruguai, esse excelente

espumante é elaborado

pelo Método Tradicional e leva a

assinatura do enólogo uruguaio

Alejandro Cardozo. As leveduras

são sentidas no aroma, e

na boca é intenso. É o produto

ícone da Guatambu, com no mínimo

8 meses de garrafa. Elaborado

com 100% de uvas Chardonnay

colhidas manualmente,

é cremoso, com amplo volume

e grande frescor, onde as notas

de frutas e leveduras estão em

harmonia e equilíbrio. Entre as

harmonizaçoes recomendadas

estão soufflé de arroz, presunto

e provolone, risoto de Grana Padano,

bolinho de arroz assado e

risoto de Funghi. Desde 2013, a

Guatambu está aberta a visitantes

de todo o mundo. O prédio,

de 3.000m², revela arquitetura

no estilo espanhol com galeria

de acervos da Estância, auditório,

varejo, com mostruário e

venda de toda linha de vinhos,

bem como produtos artesanais

típicos da região e cosméticos à

base de uva.

www.guatambuvinhos.com.br .

Maison Forestier (Gran

Legado)

Rótulo: Forestier Espumante

Blanc de Blancs Brut

Premiação: Medalha de Ouro

O Espumante Forestier

Blanc de Blancs Brut é

elaborado com o método

tradicional com uvas

Chardonnay e Riesling

Itálico, cultivadas no terroir

da vinícola. Passa por

maturação em cave por

18 meses. Acompanha

muito bem massas e peixes.

A tradicional marca

francesa Maison Forestier

contribuiu para a efervescência

da indústria de vinhos

finos e espumantes

brasileiros e fez sucesso

nas décadas de 1980 e

1990 oferecendo produtos

de qualidade a valores

acessíveis, e também uma

linguagem acessível ao

consumidor. É também na

Maison que são produzidos

os vinhos e espumantes

Gran Legado. A marca

integra a vinícola Maison

Forestier e garante a qualidade

dos seus produtos

através de premiações nacionais

e internacionais.

Mais informações em

www.granlegado.com.br.

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Gran Première

Premiados no Concurso Nacional de Espumantes

Dal Pizzol Vinhos Finos

Rótulo: Dal Pizzol

Traditionelle Espumante Brut

Premiação: Medalha de Ouro

Don Bonifácio

Rótulo: Quinta Don Bonifácio

Espumante Brut Rosé

Premiação: Medalha de Ouro

Don Guerino Vinhos Finos

Rótulo: Don Guerino Malbec

Espumante Brut Rosé

Premiação: Medalha de Ouro

Dunamis

Rótulo: Dunamis Ar

Espumante Moscatel 2017

Premiação: Medalha de Ouro

Amarelo, com reflexos dourados,

límpido e brilhante,

esse rótulo apresenta espuma

abundante e persistente, belíssimo

perlage de finas e numerosas

borbulhas. O aroma

é complexo sobressaindo-se

o tostado e a levedura, com

toques lembram frutas como

pêssego maduro, amêndoas

e torradas. No paladar apresenta

ataque de acidez e logo

após se nota uma sensação

de harmonia. É um espumante

de boa estrutura, equilíbrio

e corpo, resultante do longo

amadurecimento contato com

as leveduras. Harmoniza-se

perfeitamente com pratos mais

elaborados e intensos de sabor.

Foi elaborado com uma seleção

de grandes vinhos das cepas

Chardonnay, Pinot Noir (Blanc

de Noir) responsável pelo corpo,

estrutura e persistência, e

Sylvaner. Mais informações:

http://www.dalpizzol.com.br

Elaborados com uvas das

variedades Pinot Noir,

Sangiovese e Chardonnay,

hamoniza muito bem com

pratos leves, antepastos e

peixes pouco condimentados.

Seus aromas são bem

delicados e persistentes,

em geral frutados, lembradno

frutas vermelhas

e banana. Ao paladar, é

muito equilibrado, agradável

e fresco. Premiado

novamente em 2017, esse

rótulo já havia conquistado

a Medalha de Ouro em

2015 no Concurso. Sua coloração

é rosada intensa

devido ao tempo de contato

do mosto com as cascas, e

a graduação alcoólica é de

12%. Informações completas,

bem como o agendamento

de visitas à vinícola

que fica em Caxias do Sul

estão em: www.quintadonbonifacio.com.br

.

Produzido a partir com variedade

100% Malbec e originário

de vinhedos de Alto

Feliz, na Serra Gaúcha,

esse espumante é elaborado

pelo método Charmat.

Apresenta cor cereja, com

aromas a frutas vermelhas,

rosas e goiaba. Seu

paladar é refrescante, com

perlage fino e intenso, com

espuma cremosa e persistente.

Com graduação

alcoólica de 11,5%, é fornecido

em garrafas de 750

ml. Harmoniza muito bem

com saladas, queijos leves,

lagostas, salmão, linguado

ou carnes brancas com

molho suave. Mais informações:

www.donguerino.

com.br .

Outro premiado: Don Guerino

Cuvée Espumante Extra

Brut e Don Guerino Lumen

Espumante Brut Rosé.

Elaborado 100% com Moscato

Bianco, esse espumantes

especial possui cor

amarelo-palha com reflexos

esverdeados, bolhas

finas e delicadas. Seu aroma

e é equilibrado, unindo

leveza e suavidade à notas

de frutas cítricas. A acidez

equilibrada, com agradável

frescor e jovialidade, sabor

de abacaxi e maçã verde.

Para as festas de fim

de ano, é uma ótima opção

para harmonização com o

tradicional Panetone, mas

acompanhe bem também

ganache de morango ou

ainda uma refrescante salada

de dfrutas.

Informações: http://www.

dunamisvinhos.com.br/

Outros premiados: Dunamis

Espumante Brut 2012.

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Gran Première

Premiados no Concurso Nacional de Espumantes

Miolo Wine Group

Rótulo: Miolo Cuvée

Tradition Brut 2015

Premiação: Medalha de

Ouro

Elaborado pelo método tradicional

Champenoise com

as uvas Chardonnay e Pinot

Noir, o Miolo Cuvée Tradition

Brut 2015 permanece

12 meses sobre borras,

envelhecendo nas caves

subterrâneas da vinícola.

Excelente como aperitivo

ou ocasiões comemorativas,

acompanha saladas de

folhas e tomate (desde que

não contenham vinagre),

carpaccios, ovas de peixes,

frutos do mar, bolinhos de

bacalhau e acarajé. A efervescência

e acidez acompanham

também comidas

gordurosas e com tendência

à doçura. Com coroa elegante,

perlage fina, delicada

e constante, tem aromas delicados

de frutas tropicais,

com destaque para abacaxi

e melão, com traços de

hortelã, menta e toques de

pão torrado. Apresenta alto

frescor conferido pela sua

acidez equilibrada, com boa

persistência gustativa. Mais

informações: https://loja.

miolo.com.br

Pizzato

Rótulo: Pizzato Espumante

Brut Rosé 2016;

Premiação: Medalha de

Ouro

Harmonizando muito bem

com entradas, peixes e frutos

do mar, carnes brancas e

róseas, e também sobremesas

com pouca doçura, o Pizzato

Espumante Brut Rosé

2016 é elaborado pelo Método

Tradicional (champenoise).

Rosado claro, de perlage

fina, tem aromas de frutas

vermelhas frescas (morango,

framboesa, cereja), frutas

cristalizadas e leve tosta de

pão. Frutado na boca, seco,

de ótima acidez, bom corpo,

refrescante e cremoso. Dedicada

à produção de uvas e

elaboração de vinhos finos,

está aberta às visitações.

Oferece degustações orientadas

diariamente, sem necessidade

de agendamento

prévio, exceto para grupos

acima de 10 pessoas. Àno a

ano a vinícola vem acumulando

diversas premiações.

Mais informações: http://

www.pizzato.net.

Outros premiados: Pizzato

Espumante Brut Branco

2015

Vinhos Dom Pedrito (Rigo

Agropecuária)

Rótulo: Dom Pedrito Espumante

Brut

Premiação: Medalha de

Ouro

Espumante elaborado exclusivamente

com uvas

da variedade Chardonnay,

pelo método Charmat, o

Dom Pedrito Espumante

Brut apresenta coloração

amarelo-palha com toques

esverdeados. Apresenta

perlage persistente e borbulhas

finas, com sabor

intenso e nítido. No próximo

ano, a Dom Pedrito

comemora 10 anos do

lançamento dos vinhos

da marca no mercado. O

nome é uma homenagem

ao município onde está localizado

o vinhedo. A empresa

também cultiva maçãs

e oliveiras. Em 2014,

lançou o azeite de oliva

extra virgem Olivo Brasil,

100% nacional, 100%

puro e 100% saudável, um

blend de Arbequina, Arbosana,

Koroneiki e Picual. A

acidez máxima é de 0,34%

Mais informações em: https://www.vinhosdompedrito.com.br

.

Panizzon

Rótulo: Panizzon Espumante

Moscatel

Premiação: Medalha de

Ouro

O Espumante Moscatel,

da Panizzon, é produzido

por meio do processo

Asti, a partir de uma única

fermentação alcoólica

em baixas temperaturas.

De coloração límpida e

com traços esverdeados,

tem aroma intenso, com

notas florais, frutadas

e mel. Em boca macio

e delicado, com doçura

e frescor equilibrados.

Acompanha muito bem

sobremesas e tem graduação

alcoólica de 7,5%.

Com sede em Flores da

Cunha, RS, município

maior produtor de vinhos

do Brasil, a Panizzon,

fundada em 1960 por Ricardo

Panizzon e filhos,

hoje se apresenta como

uma das maiores empresas

do país no setor de

bebidas. Espumantes,

vinhos finos, vinhos de

mesa, vinagres, sucos e

bebidas quentes estão na

linha da empresa. Mais

informações em http://

www.panizzon.com.br .

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Gran Première

Premiados no Concurso Nacional de Espumantes

Vinícola San Michele

Rótulo: San Michele

Espumante Brut 2015

Premiação: Medalha de

Ouro

O Espumante San Michele

Brut é elaborado pelo método

clássico (fermentação na própria

garrafa) a partir de vinho

branco Chardonnay. Apresenta

coloração amarela com

reflexos esverdeados, espuma

abundante e persistente, belíssimo

perlage de finas borbulhas,

complexidade e intensidade

de aromas, equilíbrio e

harmonia em sua acidez.

Pode ser servido como aperitivo

nas refeições principais

e é ideal em qualquer comemoração.

Acompanha muito

bem ostras, sushi e sashimi.

O antigo Castelo de San Michele

de Trento, Itália, foi o

berço que deu início à história

da Vinícola San Michele. Durante

vários anos, um grupo

de jovens, descendentes de

italianos de origem trentina,

da cidade de Rodeio, Santa

Catarina, Brasil, estudou as

práticas enológicas e se especializou

em vitivinicultura

na Itália. E foi esse grupo o

fundador da vinícola.

Informações: www.facebook.

com/vinicolasanmichele/

Vinícola Araucária

Rótulo: Poty Lazzarotto

Espumante Brut

Premiação: Medalha de Ouro

Maduro e complexo, o Poty

Lazzarotto Espumante Brut

é versátil. Pode ser servido

antes das refeições ou

acompanhando entradas,

saladas, quiches, pratos de

sabor leve e delicado como

peixes e frutos do mar, sendo

especialmente indicado

para acompanhar aves de

caça como perdizes. Elegante,

esse espumante apresenta

notas de fruta em

calda e confeitaria, combinadas

com aromas de pão

tostado, torrefação, amanteigado,

frutas cítricas e

passas de abacaxi e laranja.

Oferece paladar intenso, espuma

cremosa, com acidez

refrescante e sabor persistente.

A Vinícola Araucária

está localizada no entorno

da Serra do Mar, no paralelo

25-Sul, a 950 metros

de altitude em plena região

metropolitana de Curitiba.

Sendo fruto e desejo de

inovação, associa espaço e

tecnologia na elaboração de

vinhos finos. Mais detalhes

em: http://www.vinicolaaraucaria.com.br

.

Vinícola Belmont

Rótulo: Bel Mont

Espumante Moscatel

Premiação: Medalha de

Ouro

Elaborado com uvas da variedade

Moscato, através de

leveduras selecionadas, o

produto é fermentado a baixas

temperaturas, para que

preserve os aromas primários

proporcionando frescor,

sutileza e agradável sensação

de doçura ao paladar.

Tem graduação alcoólica

de 8%. Na linha da empresa

também está disponível

o Espumante Natural Brut

Chardonnay, elaborado

com uvas selecionadas das

variedades Chardonnay e

Pinot Noir através da segunda

fermentação pelo método

charmat. Provoca sensação

de refrescância com acidez

equilibrada. Localizada na

Linha Sertorina, na divisa

entre Bento Gonçalves e

Farroupilha, a Vinícola Belmont

optou por implantar

as Boas Práticas de Elaboração

(BPE) e pela Análise

de Perigos e Pontos Críticos

de Controle (APPCC) Mais

informações estão disponíveis

no site: http://www.

vinhosbelmont.com.br/

Vinícola Campestre

Rótulo: Zanotto

Espumante Brut

Premiação: Medalha

de Ouro

De cor brilhante, tonalidade

amarelo claro, abundante

desprendimento de

pequenas borbulhas, o

Zanotto Espumante Brut

também recebeu a Medalha

de Prata em 2017 no

Vinalies Internationales e

uma Medalha no International

Wine Challenge, do

Reino Unido. Oferece boa

intensidade aromática de

frescor, lembrando flores

como margarida e rosas.

Seu sabor é cremoso,

possuindo uma combinação

de frescor, delicadeza

e riqueza. A graduação

alcoólica é de 11,5%.

Fundada há meio século,

a Vinícola Campestre

é uma empresa familiar

empenhada em elaborar

vinhos, sucos, coolers e

espumantes de qualidade

diferenciada. Outras informações

no site http://

www.pergola.com.br/ e

na página do Facebook da

empresa: https://www.

facebook.com/pg/vinicola.campestre

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Gran Première

Premiados no Concurso Nacional de Espumantes

Cave do Imperador (Sociedade

de Bebidas Serrana)

Rótulo: Casa do Imperador

Espumante Moscatel

Medalha de Ouro

A Sociedade de Bebidas Serrana

iniciou suas atividades em

2004. No início a empresa produzia

vinhos que eram vendidos

em tanques a granel, hoje

a empresa recebe em torno de

três milhões de quilos de uva,

principalmente das variedades

de mesa: Isabel, Bordô e Niágara;

e as variedades viníferas:

Cabernet Sauvignon, Merlot,

Carmenere, Tannat, Ancelotta

e Chardonnay. Tem em linha

em torno de 70 produtos, na

linha de vinhos finos e espumantes

com a marca Casa do

Imperador e na linha de vinhos

de mesa, sucos e cooler com as

marcas Beltrame e Imperador.

Atua na maioria dos Estados

do Brasil, mas a sua maior

atuação é nos mercados do Sul

e do Centro do País. A vinícola

possui um belo restaurante

que em determinadas épocas

do ano realiza eventos gastrônomicos

harmonizados com os

vinhos produzidos. Mais informações

rogerio@bebidasserrana.com.br

e http://www.bebidasserrana.com.br/

Terrasul Vinhos Finos

Rótulo: Terrasul Espumante

Brut Rosé

Premiação: Medalha de

Ouro

Situada em uma das áreas

de maior investimento no

enoturismo, a Terrasul produz

grandes vinhos e espumantes

com uvas da região

de Pinheiro Machado. Um

dos segredos da empresa é o

trabalho de três enólogos que

acompanham atentamente

todo o processo, desde a colheita

até a elaboração final

dos produtos. O espumante

premiado é um dos lançamentos

2017 da vinícola.

Outros rótulos apresentados

neste ano: Espumante

Prosecco, Espumante Moscatel

Rosé e o Vinho Merlot

Rosé. Para 2018 a empresa

está preparando uma expansão

de sua linha com o Brut

Champenoise. Outros destaques

são os investimentos

em sua estrutura. O prédio

antigo, situado em Flores da

Cunha, está finalizando uma

reforma, com objetivo de melhor

receber os visitantes

Mais informações: https://

www.facebook.com/TerrasulVinhosFinos/

Vinícola De Mari

Rótulo: De Mari Espumante

Brut

Premiação: Medalha de Ouro

Com uma estrutura antiga

que está sendo adaptada para

receber turistas, aos poucos,

a De Mari mantém antigas pipas

de vinhos formando corredores.

O prédio histórico ainda

tem a denominação de Vinhos

Beija-Flor em sua fachada, vinícola

da qual a De Mari fazia

parte. A De Mari aposta em

qualidade diferenciada e produção

limitada. O Espumante

De Mari Brut é elaborado

pelo Método Charmat, a partir

do vinho base Chardonnay.

Apresenta-se brilhante, de

coloração amarela, com reflexos

esverdeados e borbulhas

intensas. A Chardonnay é a

casta vinífera branca de maior

prestígio no mundo, cultivada

em todas as regiões produtoras,

degustada por todos.

Fácil de cultivar pode ser

encontrada em praticamente

todas as regiões produtoras,

é uma uva versátil,

produz desde vinhos brancos

secos, passando pelos

espumantes.

Informações: marcelademari89@gmail.com

– facebook.

com/vinicolademari

Vinhos Monte Reale

Rótulo: Sospirolo

Espumante Prosecco Nature

Premiação: Medalha de

Ouro

O Espumante Sospirolo

Nature é elaborado pelo

Método Tradicional (método

champenoise), com

uvas da variedade Prosecco

provenientes de

vinhedos próprios localizados

na Serra Gaúcha.

Elaborado em safras de

alta qualidade os espumantes

Sospirolo Nature

apresentam perlage fino

e persistente, além de

um grande equilíbrio e

delicadeza, provenientes

da variedade Prosecco e

complementado por um

longo período de maturação

em caves subterrâneas.

Com perlage de borbulhas

finas, uniformes

e persistentes, tem aroma

intenso, fino e de boa

complexidade aromática,

com presença de frutas

frescas e cítricas. Oferece

excelente delicadeza e

cremosidade. Acompanha

bem as entradas, peixes

e frutos do mar. Mais informações:

http://www.

montereale.com.br .

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Gran Première

Premiados no Concurso Nacional de Espumantes

Vinícola Cappelletti

Rótulo: Cappelletti Espumante

Brut Rosé

Premiação: Medalha de Ouro

O Espumante Brut Rosé

Cappelletti tem delicada

coloração rósea, perlage

intensa, fina e persistente.

Seu aroma é delicado,

com notas de frutos vermelhos,

como morango e

cereja. O paladar é cremoso

e refrescante, de

sabor intenso, com final

de boca agradável e retrogosto

longo. Acompanha

aperitivos e a maioria dos

pratos na refeição. Harmoniza

muito bem com

queijos leves, culinária

japonesa, e saladas diversas.

Também valoriza pratos

preparados com carnes

grelhadas, massas e

outros com molhos leves.

A graduação alcoólica é

de 12,5%. Com produção

anual controlada de altíssima

qualidade, os vinhos

da empresa se destacam

junto ao cenário nacional,

como um dos produtores

dos melhores vinhos da

Serra Gaúcha.

Mais informações: www.vinhoscappelletti.com.br

.

Vinícola Casa Marques

Pereira

Rótulo: Casa Marques Pereira

Espumante Extra Brut

Champenoise

Premiação: Medalha de

Ouro

O Espumante Casa Marques

Pereira Extra Brut é

um vinho branco espumante

natural, com teor alcoólico

de 12% e envelhecimento

por 9 meses. Elaborado com

a uva Trebbiano Toscano

seguindo o método clássico

de fermentação na garrafa,

apresenta notas sensoriais

refrescantes, de um toque

extra-seco, com aromas de

pêssego, maçã, pão e leveduras.

É levemente amanteigado.

O seu requinte e sofisticação

é uma companhia

ideal para todas as ocasiões

e seu frescor e caráter frutado

são muito versáteis na

harmonização com saladas,

aves, peixes e frutos do mar.

Os vinhedos da empresa situam-se

na cidade de Monte

Belo do Sul, localizada no

Vale dos Vinhedos. O município

é o maior produtor

per capita de uvas da América

Latina. Informações:

http://casamarquespereira.com.br

.

Vinícola Cave de Pedra

Rótulo: Cave de Pedra Winery

Espumante Brut D.O.

Premiação: Medalha de Ouro

Harmonizando com peixes

e frutos do mar, massas

e risotos pouco condimentados,

carnes mais

leves, queijos de pouca

maturação, o espumante

Cave de Pedra Winery

Brut D.O. possui coloração

palha com alguns

reflexos esverdeados,

perlage fino, persistente,

intenso e encantador.

Aromas remetendo a frutas

secas como damascos

e passas, sutilmente

harmonizados a elementos

cítricos e doces. Em

boca um espumante

muito cremoso, leve e

marcante. É produzido

a partir de uvas Chardonnay

e tem graduação

alcoólica de 12%. Em

2017 a Cave de Pedra

completou 20 anos de

fundação. Mais detalhes

em http://www.cavedepedra.com.br

.

Outro rótulo premiado:

Cave de Pedra Winery Espumante

Brut Tradicional.

Vinícola Dom Herminio

Rótulo: Pasini Espumante

Moscatel

Premiação: Medalha de Ouro

O moscatel Pasini da vinícola

Dom Hermínio é

um espumante doce e

leve, elaborado com uvas

das variedades Moscato,

produzidas em vinhedos

próprios. Entre as ótimas

e tradicionais opções

de harmonização está o

mousse de maracujá. A

vinícola Dom Hermínio

produz vinhos e espumantes

de excelente qualidade,

utilizando somente

uvas de seus próprios vinhedos,

em São Valentim

do Sul. São 15 hectares

de uvas viníferas e americanas.

Hoje comercialmente

são produzidos os

varietais Cabernet Sauvignon,

Merlot, Tannat, Moscato,

e os vinhos de mesa

tinto seco e tinto suave,

e o premiado Espumante

Moscatel Pasini. Com o

acompanhamento de dois

enólogos os vinhos contam

com um” terroir” próprio e

tipico do alto da Serra das

Antas. Mais informações:

http://www.domherminio.

com.br .

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Gran Première

Premiados no Concurso Nacional de Espumantes

Vinícola Fazenda

Santa Rita

Rótulo: Villa Açoriana

Espumante Nature Branco

Premiação: Medalha de Ouro

Elaborado com 70% Chardonnay

e 30% Pinot Noir, o

Villa Açoriana Espumante

Nature conta com abundante

e delicado perlage.O terroir

corresponde à região de

Campos de Cima da Serra e

Serra dos Muitos Capões, no

RS. De cor palha claro e delicado

de frutos secos e cristalizados,

harmoniza com frutos

do mar, peixes grelhados,

carnes brancas, risotos de

queijos, sushi e massas com

molho branco. O teor alcoólico

é de 12,5%. A vinícola Fazenda

Santa Rita está localizada

nos Campos de Cima

da Serra, região com vocação

natural para vinhos de qualidade.

Aliando o melhor da

tecnologia com o melhor da

tradição, produz vinhos e

espumantes de personalidade

marcante e inspirados na

alma criativa e desbravadora

da cultura açoriana, origem

da família Lemos de Almeida,

idealizadora do projeto.

Mais informações:

www.vinicolafazendasantarita.com.br

.

Vinícola Franco Italiano

Rótulo: Cuvee FI Excellence

Reserve Extra Brut

Premiação: Medalha de

Ouro

Elaborado para os amantes

do espumante Chardonnay

e proveniente de

uvas Chardonnay e Pinot

Noir, o Cuvee FI Excellence

Reserve Extra Brut

passa por envelhecimento

de 36 meses, em repouso

sobre as leveduras,

em caves subterrâneas, o

que confere características

únicas a esta bebida.

Visual amarelo dourado

e com desprendimento

de borbulhas finas, numerosas

e persistentes,

apresenta aroma elegante,

com notas de amêndoas,

mel e frutas em calda,

que combinam com

toques de pão tostado.

Oferece paladar elegante,

excelente corpo com acidez

refrescante e intenso

toque amanteigado. Mais

informações no site da empresa:

http://www.francoitaliano.com.br

.

Outro rótulo premiado:

Franco Italiano Espumante

Moscatel .

Vinícola Galvão Bueno

Rótulo: Bueno Cuvée

Prestige Brut D.O

Premiação: Medalha de

Ouro

Elaborado pelo método tradicional

francês Champenoise,

com as uvas Pinot

Noir e Chardonnay, provenientes

de Garibaldi, no

RS, no Vale dos Vinhedos,

origem dos melhores espumantes

brasileiros, esse

espumante passa por envelhecimento

de mínimo de 18

meses sobre leveduras em

caves subterrâneas e climatizadas.

Apresenta uma elegância

de corpo, com bom

frescor de sua acidez, boa

cremosidade e persistente,

alta intensidade aromática,

frutado e complexo, com

notas de envelhecimento.

Os principais descritores

são frutas como abacaxi,

maçã verde, pera e damasco.

Manteiga, pão tostado e

avelã também fazem parte

da grade olfativa. Combina

e acompanha perfeitamente

peixes e frutos do mar, além

de queijos frescos, como o

mineiro artesanal e o cottage.

Mais informações no

site: http://buenowines.

com.br .

Vinícola Geisse

Rótulo: Cave Geisse Espumante

Blanc de Blanc Brut

2014

Premiação: Medalha de

Ouro

O Cave Geisse Espumante

Blanc de Blanc Brut 2014 é

elaborado a partir de 100%

do melhor Chardonnay. Permanece

trinta meses em contato

com as leveduras, muito

equilibrado e com uma boa

cremosidade. Apresenta um

aroma misto de flores brancas

e frutas cítricas. Harmonizações:

peixes grelhados, frutos

do mar, risoto de aspargos ou

combinado com raspas de limão;

frutas frescas e saladas

caem perfeitamente; ceviche de

camarão e peixe branco podem

ser um ótimo acompanhamento.

Informações: http://www.

cavegeisse.com.br

Outros rótulos premiados:

Cave Amadeu Espumante

Brut Rosé, Cave Geisse Espumante

Nature 2015, Victoria

Geisse Espumante Extra Brut

Vintage 2016, Victoria Geisse

Espumante Extra Brut Vintage

Reserva 2015, Victoria

Geisse Espumante Extra Brut

Vintage Gran Reserva 2014

e Cave Geisse Espumante

Blanc de Noir Brut 2014.

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Gran Première

Premiados no Concurso Nacional de Espumantes

Vinícola Panceri

Rótulo: Panceri Espumante

Demi-Sec Rosé

Premiação: Medalha de

Ouro

Recém-lançado pela vinícola,

o Panceri Rosé Demi-

-sec já conquistou seu primeiro

Ouro no X Concurso

do Espumante Fino Brasileiro,

realizado entre 18 e

20 de Outubro em Garibaldi,

RS. Com 12,8% de teor

alcoólico, é fornecido em

garrafas de 750 ml. Fundada

em 1990, a Panceri foi

a primeira vinícola catarinense

a exportar, vendendo

seus produtos para Praga,

na República Tcheca e

para a Carolina do Norte,

nos EUA, no ano de 2005.

A região onde a Vinícola

Panceri está localizada é

privilegiada, garantido frio

e insolação na medida certa

para os vinhedos produzirem

a expressão máxima

dessa terra. Está a uma

altitude de aproximadamente

mil metros acima do

nível do mar, em encostas

de solo arejado, com correntes

de ar permanentes.

Mais informações: http://

www.panceri.com.br .

Vinícola Pedrucci

Rótulo: Casa Pedrucci Espumante

Millèsime Brut

2012

Premiação: Medalha de Ouro

Elaborado através do método

tradicional com uma

maturação mínima de

36 meses em garrafa, o

Casa Pedrucci Espumante

Millèsime Brut somente

é produzido em safras

especiais onde ocorre a

excelência na qualidade

da matéria-prima. Seu

assemblage é feito dos vinhos

base das variedades

Chardonnay, Pinot Noir

e Riesling Itálico. Sua

produção é de apenas

2.800 garrafas. De coloração

amarelo dourado

intenso, límpido e atraente,

apresenta perlage

fino, elegante e persistente

com bela formação de

colarinho. No olfato aromas

maduros, complexos

e que aumentam de

intensidade após alguns

instantes. Aromas de frutas

maduras, geléia de

frutas brancas (ameixa,

pêssego) algo de tostado

e muita fineza. Mais informações:

http://www.

casapedrucci.com.br .

Vinícola Salton

Rótulo: Séries By Salton Espumante

Brut Rosé

Premiação: Medalha de Ouro

Com visual rosa cereja, olfativo

de morangos e cerejas,

com nuances cítricas, o Espumante

Brut Rosé Séries

By Salton é leve, cremoso

e com acidez refrescante.

Harmonização: carpaccio,

costelinha suína assada,

frango recheado, espetinho

de camarão, salada verde

com atum e queijos semiduros.

É obtido das variedades

Ugni Blanc, Glera e Merlot,

tendo potencial de guarda

de 3 anos. Enoturismo: a

Vinícola Salton, motivada

pelo interesse crescente no

mundo do vinho, mantém

qualificado atendimento ao

público e oferece programas

customizados de visitação.

Coordenados por profissionais

das áreas de Enologia e

Turismo, os passeios fazem

com que os turistas conheçam

as instalações de uma

forma única. Mais informações

no site: https://www.

salton.com.br

Outro premiado: Vinícola

Salton Salton Espumante

Demi-Sec

Vinícola Salvador

Rótulo: Salvattore Espumante

Moscatel

Premiação: Medalha de Ouro

O Salvattore Moscatel é

elaborado pelo processo

Asti. Seu frescor marcante

e sua doçura frutal lhe

dão destaque, evidenciando

a qualidade do produto

brasileiro. A linha Salvattore,

é uma homenagem à

origem da família Salvador

oriunda da Itália e por isso

representa a linha Reserva

de vinhos e espumantes.

De perlage fino, delicado e

intenso, apresenta intensos

e finos com notas que

lembram flores brancas,

pêssego e maçã verde. Em

boca é refrescante quando

servido a temperatura correta,

de doçura frutal agradável

e equilibrada. Seu

sabor permanece por longo

tempo, evidenciando a qualidade

superior do produto.

Ideal servir como sobremesa,

acompanha frutas frescas

como morangos e kiwi,

sorvetes, mousses, tortas,

gelatinas e suflês. Mais informações:

http://www.vinicolasalvador.com.br

.

Outro premiado: Salvattore

Espumante Brut Branco

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Gran Première

Premiados no Concurso Nacional de Espumantes

Vinícola Zanella

Rótulo: Villa de Vinhas

Espumante Brut

Premiação: Medalha de Ouro

Elaborado a partir de castas

70% Chardonnay e 30% Pinot

Noir, o Villa de Vinhas

Espumante Brut tem grau

alcoólico de 12%. Harmoniza

muito bem com pratos à base

de carnes brancas, peixes e

crustáceos com molhos e temperos

de média intensidade,

saladas de folhas com queijos

brancos. Também oferece

bom ataque de acidez com notas

de leveduras, sendo equilibrado,

com boa persistência,

final agradável e sutil. É frutado

com notas cítricas como

maçã verde e laranja, e no aspecto

visual remete ao amarelo

palha esverdeado, límpido,

com perlage fina e persistente.

A Vinícola Zanella é uma

empresa familiar que tem por

objetivo a elaboração de vinhos

finos e espumantes diferenciados

e originais. Os produtos

são desenvolvidos sob o

conceito de “terroir” da região

de Antônio Prado, local de

transição entre a tradição da

Serra Gaúcha e o novo mundo

dos Vinhos de Altitude.

Mais informações: https://

vinicolazanella.com.br

Vitivinícola Santa Maria

Rótulo: Rio Sol Espumante

Brut Branco Premium

Premiação: Medalha de Ouro

Elaborado através das castas

Arinto, Viognier e Touriga

Nacional, o Rio Sol Brut

Branco Premium oferece boa

mousse, crocante, alguma

untuosidade e com volume

de boca. Com graduação alcoólica

de 12,5%, é complexo,

rico em notas florais, frutos

secos, biscoito, cereal tostado

e geleia de frutos brancos.

Cristalino, com bolha fina e

persistente, e de abundante

coroa, é indicado como aperitivo.

A Rio Sol está localizada

no Vale do São Francisco,

na cidade de Lagoa Grande,

em Pernambuco. A vinícola

produz vinhos e espumantes

cujos rótulos vêm, cada vez

mais, conquistando prêmios

nacionais e internacionais.

A empresa pertence a Global

Wines, com sede na região do

Dão, em Portugal, produtora

de vinhos reconhecida no

mercado mundial pelo dinamismo

e inovação, com grande

diversidade de rótulos

premiados entre os melhores

da Europa. Mais informações:

http://www.vinhosriosol.com.br

Entre os melhores do mundo!

Recém-divulgada, a 10ª edição do Challenge

Internacional Euposia, que consagra exclusivamente

borbulhas elaboradas pelo método

tradicional, com a segunda fermentação do

vinho dentro da própria garrafa, inclui brasileiros

entre os premiados. São dois espumantes

da vinícola Miolo, eleitos respectivamente

o Melhor Espumante das Américas e o Melhor

Espumante Rosé das Américas: o Miolo Cuveé

Tradition Brut e o Miolo Cuvée Tradition Brut

Rosé, ambos elaborados nas vinícolas do Vale

dos Vinhedos, na Serra Gaúcha.

“É uma conquista expressiva não apenas para

a Miolo, mas para o mercado e para a imagem

do espumante brasileiro no exterior. Temos realizado

um trabalho consistente em mercados

internacionais, promovendo, comunicando e

divulgando os nossos espumantes, que cada

vez mais têm chamado a atenção por sua altíssima

qualidade”, comemora Adriano Miolo,

superintendente do grupo.

Foram dois dias de degustações de 150 amostras

concorrentes de onze países diferentes.

O Júri Internacional foi liderado por Riccardo

Cotarella (presidente da Association of Oenologist-AssoEnologi).

Mais sobre a Miolo em https://www.facebook.

com/grupomiolo/ .

41


Conta-Gotas

Por que apostar em

EXCELÊNCIA?te, essa

apresentaram a cachaça aos trabalhadores.

A ponte é estampada com

design retrô na Porto do Vianna.

Envelhecida por três anos em barris

de carvalho americano, essa cachaça

apresenta notas de frutas secas, mel,

amêndoas e amadeiramento no ponto

certo. Na boca, o adocicado do carvalho

americano, que se ressalta no início, dá

lugar a uma leve picância no final. Seu

blend de barris foi lapidado por um dos

maiores master blenders do Brasil, o

“mago” Armando Del Bianco.

Aos profissionais de bar e restauran-

cachaça é de fácil harmonização:

combina muito bem com torresmo,

isca de peixe, jamon, paella,

bacalhau e até mesmo com um bom

churrasco.

Por sua leveza, ela pode ser consumida

pura, na forma de shots, gelada ou

sem gelo, e fica perfeita na elaboração

dos mais variados drinques e coquetéis,

como caipirinhas de frutas ou

substituindo os mais variados destilados

em receitas clássicas.

Mais informações no site: https://

www.gouveiabrasil.com/

A carta de apresentação não poderia

ser melhor: mal foi oficializado ao

mercado e o lançamento da Gouveia

Brasil, em meio a concorrência de

1.200 rótulos, faturou a Medalha de

Ouro no concorrido Spirits Selection

2017. Também foi Medalha de Ouro

no Concurso de Degustações às Cegas

da Expocachaça 2017.

Batizado com o nome de Porto do

Vianna, e tão suave quanto a sofisticada

Gouveia Brasil Extra Premium,

homenageia justamente o Porto do

Vianna, localidade entre Turvolândia

e São Gonçalo do Sapucaí, região

sul de Minas Gerais, onde se estabeleceu

a família Gouveia, por volta do

ano de 1900. Ali seria construída, na

primeira década do século passado,

uma ponte sobre o Rio Sapucaí que

trouxe mão de obra alemã. E foram os

Gouveia, avós de Roberto Brasil, que

42


43


In Praesentia

São Paulo, novembro de 2017, apresentação

do WH 48 na capital paulista: não foi só mais

um convite para o lançamento de uma gim

premium nacional, com bastante brasilidade,

foi também o quarto que pudemos acompanhar

de perto no ano, ratificando uma

tendência de excelentes produtos nesse mercado

para atender à crescente apreciação e

demanda que tomou conta novamente dessa

bebida de grande sucesso na década de 1980

e que novamente tem espaço de destaque na coquelearia

nacional e mundial.

Conhecido desde o século 16, com a primeira receita

de destaque na Holanda e Países Baixos no século 17,

e que de tamanho sucesso no consumo mundial no século

18 ganhou a fama de “ruína das mães”, a bebida

por aqui havia perdido espaço para a vodca nos anos

de 1990 e 2000. É um destilado à base de cereais que,

posteriormente, passa por um processo de infusão com

zimbro e outras especiarias.

44


In Praesentia

Na verdade, cada marca se destaca

justamente por uma combinação

única de ingredientes, dos quais as

bagas de zimbro são obrigatórias por

lei. E o mesmo pudemos acompanhar

nos lançamentos feitos pelas empresas

brasileiras, incluindo no gim WH

48, que é produzido pela Weber Haus.

“Estamos apostando no gim devido

ao seu diferencial. O WH 48 vem com

uma ‘pegada’ que valoriza a matéria-

-prima regional. Foram pelo menos

dois anos para o desenvolvimento do

produto, especialmente em função da

garrafa feita à mão e dos ensaios de

amostragem”, comenta Evandro Weber,

diretor da Weber Haus.

Evandro pontua justamente esta

aposta em um produto genuinamente

brasileiro com infusão única no mundo:

“O diferencial está na mistura dos

botânicos, que envolve erva-mate,

gengibre do Lote 48 e folha de cana

fresca. O novo produto pode ser encontrado

em duas versões: London

Dry Gin WH 48 (Lote Especial Amburana)

e Dry Gin WH 48 Orgânico”.

O London Dry Gin WH 48 Orgânico

(40%), destilado de zimbro, se diferencia

pelo toque da Amburana e

especiarias que remetem à madeira.

A árvore brasileira oferece aroma e

sabor sutilmente adocicado e frutado,

além de ser responsável pelo tom

dourado do gim, formando uma bebida

aromática única. Já o Dry Gin

WH 48 Orgânico (44%), destilado em

alambique de cobre artesanal handmade,

tem o aroma fresco proporcionado

pelas folhas da cana e sabor

levemente amargo causado pela erva-

-mate gaúcha e com toque picante do

gengibre.

A Weber Haus é uma das maiores

produtoras de cachaça, muitas das

quais premiadas internacionalmente,

cuja excelência de produção que foi

replicada na produção do gim. “Nossas

cachaças são reconhecidas nos

mercados nacional e internacional

devido à nossa preocupação com a

excelência. A Weber Haus já acumula

105 premiações conquistadas ao longo

de anos de estrada, experiência de

cinco gerações e uma tradição trazida

dos antepassados alemães. Com

o gim estamos desbravando um mercado

novo, com produtos inovadores.

No entanto, pode demorar um pouco

para que os degustadores percebam

a inovação da empresa neste novo

segmento. Além do mercado nacional,

pretendemos iniciar as vendas

na Turquia e na Itália já agora em

dezembro”, explica o diretor.

No evento, a responsável pelos drinques

foi a barwoman Mônica Silveira,

que teve uma ótima impressão

pela novidade: “Achei o gim da Weber

Haus harmonioso, suave e ao mesmo

tempo intenso. Está bem equilibrado

e aromático. Todos os coquetéis (GT

com dry gim, GT com gim descansado

em Amburana, White Lady e Negroni)

fizeram igualmente sucesso no

evento de lançamento”.

Mesmo com pouco tempo de mercado,

o produto já conquistou espaço

na carta de casas como a G&T Bar,

Via Ciasca, Empório Marques, Carmen

La Loca, The Pitchers, Rota do

Acarajé, Casa Orgânica e Aranda Assador

e Tapas.

Informações detalhadas estão na página

da empresa específica da bebida

no Facebook: https://www.facebook.

com/ginwh48/ , e também no site da

Weber Haus: www.weberhaus.com.

br (Crédito das fotos da Weber Haus:

Jefferson Bernardes/Agência Preview)

Novidade muito bem

recepcionada

Pouco tempo antes do lançamento

do WH 48 também estivemos

in loco para a apresentação do gim

Minna Marie, que é produzido pela

microdestilaria boutique Hof, outra

renomada empresa no segmento de

cachaças finas. “Vimos já estudando

e pesquisando a respeito de gim há

dois anos. Compilamos bastante material

e visitamos algumas destilarias

alemãs, país no qual o gim vem tendo

uma enorme crescimento e no qual

já há mais de 40 fabricantes, dentro

os quais um dos melhores gins em

nível mundial, o Monkey 47. Decidimos

pela sua fabricação em virtude

da observação do rápido crescimento

da bebida nos últimos anos, o que deveria

ocorrer também no Brasil, considerando

ainda a ótima apreciação

do drinque Gin&Tonic (gim tônica),

excepcionalmente refrescante para

um país tropical como o nosso. Além

disso, nossas instalações são perfeitamente

adequadas a sua produção”,

comenta Martin Braunholz, fundador

da Microdestilaria Hof.

Martin ressalta todo o trabalho que

tiveram para chegar a um gim de ex-

45


In Praesentia

Iluminados: da esquerda para a à direita, os produtores dos gins Virga (Felipe

Januzzi), WH 48 (Evandro Weber), Minna Marie (Martin Braunholz) e Jungle

(Augusto Simões Lopes).

celência: “Começamos o desenvolvimento pela

formulação, inicialmente com 12 botânicos, que

permitiria obter uma bebida bem equilibrada.

Após a destilação de duas versões, registramos

inúmeras opiniões de especialistas e que nos levaram

a uma correção de uma das versões e a

adição na composição de mais 3 botânicos, o que

permitiu definir a receita final de nosso gim. A

formulação final foi obtida com a assessoria do

especialista e mixologista Waldemar Stocco e com

o aval de inúmeros bardenders, especialistas e

consumidores exigentes”.

Ele também pontua alguns diferenciais da bebida,

como o fato do gim, não apenas os brasileiros,

ter seus perfis de sabor pouco conhecidos,

mencionados e identificados por especialistas no

Brasil. “Além da classificação dos tipos, como o

London Dry, o Plymouth, Genever, Old Tom, etc.,

os diversos perfis de sabores podem ser identificados

como junípero, cítrico, temperado ou picante,

herbáceo, floral e frutado”, explica. (Veja

no final dessa reportagem dicas sobre perfis de

sabor do gim)

Martin lembra que a combinação dos mais diversos

botânicos é muito grande, o que permite

aos fabricantes enormes possibilidades de obter

suas próprias características. “O fundamental é

alcançar um equilíbrio entre os botânicos utilizados, ser

agradável no olfato e no paladar e agradar aos diversos

gostos dos consumidores. Cada um vai ter sua própria

opinião e preferência. Nosso gim pretende alcançar um

padrão elevado, pois utiliza ingredientes selecionados e de

alta qualidade de fornecedores de primeira linha, o mais

puro álcool potável de origem agrícola, além da cuidadosa

destilação em alambique de cobre. A utilização da pura

e cristalina água da Serra da Mantiqueira também é um

diferencial enorme não só no gim, mas em toda a nossa

linha de produtos. Comparando com outros gins nacionais,

nosso gim Minna Marie pretende se posicionar como

um tradicional London Dry Gin mais competitivo e uma

alternativa aos renomados importados. Também temos

a versão Oak Aged, a primeira entre os gins nacionais.

Trata-se da mesma formulação que a versão cristal, mas

descansada por algumas semanas em barris de carvalho

francês o que confere à bebida uma leve coloração, mas

exalta as notas de especiarias”, detalha.

Atento às tendências, o fundador da Hof lembra ainda

que a novidade acompanha o crescimento da demanda

no País por drinques elaborados e produtos que tem um

“q” de brasilidade. “A crise que abate o Brasil já há alguns

A escola de coquetelaria ProDrinks (Zeca Meirelles, professor e diretor, na foto) fez um

evento para apresentar os novos gins nacionais aos alunos

46


In Praesentia

anos tem comprometido um maior

crescimento neste setor. O consumos

de produtos industriais e de qualidade

questionável ainda é o carro-

-chefe nos destilados, mas produtos

artesanais e de maior qualidade vem

atraindo um maior número de consumidores.

O gim ainda é uma bebida

nova por aqui, apesar de ser um ‘revival’

das décadas de 70 e 80, quando

um G&T era disponível em qualquer

festa, evento e bar de um bom hotel.

Também a coquetelaria vem recebendo

um valor cada vez maior no Brasil.

Neste movimento o gim tem uma papel

fundamental. A vantagem do nacional

é a sua brasilidade em maior

ou menor escala, advinda dos botânicos

nacionais utilizados”, analisa.

O Minna Marie já está presente em

casas como o G&T Bar, tradicional

e especializado bar em gim e coquetéis

de gim, no Grainne’s Irish Pub,

e no Rød, bar e restaurante do hotel

Radisson Red, além da loja Fino da

Cana, na Miami Store, Empório Sta.

Therezinha e algumas unidades dos

Hotéis Mercure da rede Accor.

Mais informações na página da Hof

no Facebook: https://www.facebook.

com/hofmicrodestilaria/

Outras ótimas opções

No início do ano também noticiamos

outra ótima novidade, o Virga, gim

artesanal, feito em pequenos lotes e o

único no mundo a levar doses de cachaça

de alambique em sua composição

(reportagem completa no portal

www.revistacartapremium.com.br).

Veja a seguir mais detalhes do Virga e

de outros ótimos gins nacionais, muitos

inclusive que tivemos a oportunidade

de degustar em um evento na

ProDrinks, uma das principais escolas

com cursos de sommelier e mixologia na capital paulista:

- Virga: diferenciando-se na questão sabor e aromas em relação

aos estilos mais tradicionais que usam o álcool neutro, o

gim Virga se encaixa na atual tendência gastronômica que tem

valorizado as tradições e culturas locais. Além das doses de

cachaça, na receita é utilizado o zimbro, sementes de coentro

e um ingrediente diferenciadíssimo, o pacová, uma semente

da Mata Atlântica, da família da Renealmia, mesma do gengibre,

que é realmente uma ‘bomba de sabor’. Ao mastigar a

semente, você sente um mentolado, um gosto que remete às

especiarias como cardamomo, gengibre e cravo e doce que remete

à baunilha. Informações:www.virga.com.br .

- Jungle: de alma mineira e mesmo recentemente lançado, e já

com uma medalha no dificílimo concurso de destilados Spirits

Selection, esse gim combina botânicos altamente selecionados

às águas cristalinas de nascentes intocadas, nos tradicionais

alambiques de cobre da região. Produzido em pequenos lotes,

cada garrafa é engarrafada e numerada pelas mãos de

seus criadores. Entre a especiarias presentes na composião

47


In Praesentia

estão o anis-estrelado, a canela, a pimenta

rosa, o manjericação e o Kummel. O Jungle

é produzido na cidade de Camanducaia, MG,

no alambique da cachaça Quinta das Castanheiras,

que também conta com uma linha de

produtos premiados. Mais informações: www.

junglegin.com.br

- Vitória Régia: orgânico e outra novidade apresentada

em 2017, esse gim teve seu método de

produção desenvolvido por Erwin Weimann,

masterblender da famosa Cachaça Yaguara.

Destaque na infusão para casca de limão-

-taiti e pimenta-da-Jamaica. A base alcoólica

usada no Vitória Régia vem do interior de São

Paulo. Utiliza um álcool produzido a partir da

cana de açúcar orgânica com tecnologia avançada

de destilação, que elimina todos os componentes

indesejáveis. Esse processo deixa o

álcool o mais neutro e puro possível, pronto

para receber a infusão dos botânicos. O resultado

é uma bebida equilibrada, perfumada na

medida certa e com bastante drinkability. Ideal

para drinques clássicos. Mais informações

na página da empresa no Facebook: https://

www.facebook.com/vitoriaregiagin/

- Amázzoni: feito no interior do Rio de Janeiro, na

Fazenda Cachoeira, situada próxima ao rio Paraíba,

cerca de 130 km da capital fluminense, esse dry gim

leva 11 botânicos, sendo sete da Amazônia e um deles

secreto. Estão presentes na receita cacau, castanha-

-do-pará, maxixe, cipó-cravo, rainha do lago, louro,

coentro, mexerica e aroeira (pimenta-rosa). A garrafa

do Amázzoni é feita artesanalmente com vidro reciclado

e lembra as de farmácia do século XVIII. Foi

outra ótima novidade apresentada em 2017. Entre

seus criadores o bartender argentino Tato Giovannoni.

Mais informações na página http://www.amazzonigin.com

e no Facebook: ttps://www.facebook.

com/pg/amazzonigin .

- Arapuru: premium London Dry Gin brasileiro lançado

em meados de 2016, o Arapuru também traz botânicos

que revelam, através do sabor e do perfume, as

riquezas do Brasil. Traz na receita caju, coentro, imbiriba,

puxuri, pacová, bergamota, limão cravo, aroeira,

angélica, louro e hibisco, todos desidratados e esmagados

manualmente. A fruta caju tem papel de des-

48


In Praesentia

taque na composição. Para chegar ao

resultado final, inúmeras degustações

foram realizadas na Inglaterra e dezenas

de testes foram feitos o Brasil, em

conjunto com os estudantes do Instituto

Mauá de Tecnologia. Segue os

métodos mais tradicionias de destilação

dos melhores gins mundiais

gim, com metodologia

aprendida com Rob Dorset,

um dos maiores destiladores

de gim do mundo. Mais detalhes

em: http://arapuru.

com.br

PERFIS DE SABOR – GIM

(Fonte: Think Gin Club)

Junípero/Zimbro: nítido e autêntico com junípero (zimbro),

equilibrado com notas cítricas e herbáceas. Este é um estilo de

gim tradicional, perfeito para gim tônica, sendo também muito

versátil. Perfeito em Gimlet e Martini. G&T Decorar: Lemon Zest.

Cítrico: fresco e úmido com sabores de citrinos derivados de

óleos cítricos essenciais. Esses gins muitas vezes têm uma

nota mais picante com notas terrosas. Perfeito em Negroni.

G&T Decorar: Lime & Grapefruit.

Temperado/Picante: quente, picante e terroso, muitas vezes

conferido por botânicos temperados tradicionais, como coentro,

cássia ou cardamomo, no entanto, uma série de gins

modernos usam botânicos menos comuns, incluindo pimenta

preta ou gengibre. Perfeito em: Martini e Negroni. G & T Decorar:

laranja.

Herbáceo: ssertivo e distintivo, muitas vezes com botânicos incomuns

oferecendo sabores únicos. Muitas gomas herbáceas

têm uma afinidade natural com o pepino; tente uma fatia como

enfeite em vez de lima ou limão. Perfeito em Bramble. G & T

Decorar: pepino.

Floral: sutilmente perfumado com zimbro e delicadamente

equilibrado com cítricos e especiarias. Uma ótima introdução

para os novos bebedores de gim. Perfeito em White Lady e Martini.

G & T Decorar: morango.

Frutado: doce e cheio de frutas que fica ao lado do zimbro.

Esses gins fazem um fantástico G & T, mas podem igualmente

manter o seu próprio sabor quando servido limpo ou com outros

ingredientes, como ginger ale, limonada ou limão amargo,

dependendo da fruta dominante. Perfeito em Collins e Gin Fizz.

G & T Decorar: bagas.

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Etiqueta

Foto ilustrativa

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Etiqueta

Geração

DE OURO

“Há uma geração que conseguiu elevar o nível da coquetelariabrasileira

hoje a um padrão internacional onde somos reconhecidos mundialmente.

O barman tem de estudar todos os dias da sua existência, pois sempre

vai ter uma bebida nova, uma técnica nova, uma tendência”

Foto: Royal Photos - Bruna Mathias

Profissional com ampla experiência na área, jurado do

Concurso Nacional Rabo de Galo e da terceira edição da

Cúpula da Cachaça, o barman Paulo Cesar Corghis já

trabalhou em empreendimentos de referência como Empório

Sagarana - no qual recentemente ajudou na montagem

da nova carta de drinque -, Camden House, Noname

Boteco, Fishermans Table e Finnegans Pub. Confira a

seguir um otimo bate-papo com o profissional, que espelha

e comenta o novo momento da coqueteleria brasileira

visto por dentro, sob o olhar intrínseco do profissional.

Carta Premium: Poderia comentar um pouco sobre sua

formação como profissional de bar e na área de gastronomia?

Paulo Cesar Corghis: sou publicitário de formação,

atuei 10 anos na área e naturalmente migrei

para o bar. Comecei a atuar na área de A&B no

histórico Finnegan’s Pub em 2005 como free-lancer

por convite de uma grande amiga, a Zilda Connors.

Comecei como salão, passei pelo caixa, reservas

e bar, onde devo meu início da minha carreira ao

meu grande mestre João Consanni que está até

hoje no Finnegans. Aprendi a fazer os clássicos e

sempre procurei aperfeiçoá-los, como é o caso do

Maria Sanguinária (variação do Bloody Mary com

cachaça) que fiz milhares de vezes no Finnegans,

no Noname Boteco no Camden House e no Empório

Sagarana da Vila Madalena. No meu último projeto,

no Empório Sagarana, que é um local pequeno, não

fui apenas um bartender, mas também um mixologista,

pois produzo bebidas através de infusões,

xaropes e misturas como é o caso do meu Bombeirinho,

uma receita original onde revisito este clássico

de boteco.

Carta Premium: Acompanhou boas mudanças nestes

últimos anos?

Paulo Cesar Corghis: Percebi que nos últimos

tempos o público tem mudado. Hoje já tenho o que

chamo de “Cultura de Balcão”, na qual cada vez

mais vejo clientes interessados em não somente

beber os cocktails com cachaça, mas também a

curiosidade sobre como é feito, a origem dela, a

madeira empregada para armazenamento e envelhecimento,

etc. É um público interessado na mixologia,

onde posso falar tanto sobre um gim bra-

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Etiqueta

sileiro no qual tem como álcool base

a cachaça de alambique (é o caso do

gim Virga, por exemplo) quanto sobre

drinques como Caju Amigo, no

qual fizemos a compota de caju e

a releitura dele com cachaça envelhecida

em Amburana. A mixologia

é uma área muito instigante onde

você não pode ficar parado. Intuição,

conhecimento técnico e constante

estudo são ingredientes que

não podem faltar no meu bar.

Na minha profissão tenho a oportunidade

de trabalhar com diversos tipos

de bares e de público. O meu legado

profissional sempre será dar a minha

humilde contribuição por cada lugar

que passo, deixando minha marca,

aprendendo e ensinando. Essa troca

é primordial no mundo das barras e é

o que me move.

Carta Premium: Como vê a sua profissão

hoje?

Paulo Cesar Corghis: Feita por profissionais

que a amam demais, pois

ainda não somos regulamentados

pelo governo e o salário-base de um

barman está em torno de apenas R$

1.200. Mas há uma geração que chamo

de “Geração de Ouro” que conseguiu

elevar o nível da coquetelaria

brasileira a um padrão internacional

onde somos reconhecidos mundialmente

e muitos nomes de referência

no mundo da coquetelaria internacional

estão aportando por aqui, como

Fraser Campbell, Luca Cinalli, Alex

Katrena, o francês Remy Savage, Simone

Caporalle, Desmond Payne,

entre muitos outros. Tenho muito

orgulho de estar no meio e aprender

e crescer com Marcio Silva, Laercio

Zulu, Adriana Pino, Spencer Amereno,

Kenedy Nascimento, Marcelo Serrano,

Ale D’Agostino, Fábio La Pietra,

Talita Simões, Sylas Rocha, Heitor

Marin, Felipe Leite, Francis Ribeiro,

Blackberry Cachaça Frozen

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Etiqueta

João Vieira Junior, Renan Tarantino,

Alex Camargo, enfim, eu poderia ficar

horas citando nomes como do pessoal

do Rio (Jessica Sanchez, Tai Barbin,

Jonny Paez), de Belo Horizonte, como

o Felipe Ceccotti, do Brasil todo, muita

gente muito boa no que faz com

amor desta profissão e que luta para

que cheguemos cada vez mais ao status

que atingimos neste momento e

que comparo aos chefs de cozinha

brasileiros quando consagrados hà

10 ou 15 anos.

Foto: Henrique Peron

Bombeirinho

Carta Premium: Nessa profissão que

é tão importante, mas que ainda caminha

para um melhor reconhecimento,

como obter sucesso na carreira?

Paulo Cesar Corghis: Tendo perseverança

e muito estudo. O barman

tem de estudar todos os dias da sua

existência, pois sempre vai ter uma

bebida nova, uma técnica nova, uma

tendência. Também é preciso ter um

network com profissionais do ramo

para sempre estar se atualizando,

com o pessoal da indústria que nos

fornece treinamento contínuo, e também

com especialistas em destilados

como o Cesar Adames, por exemplo,

uma ótima fonte de informações, além

de donos de escolas de coquetelaria,

profissionais da área jornalística da

área, como o Marco de La Roche do

Mixology News, produtores como os

de cachaça, etc. Recentemente, fui no

alambique do Wilson Barros, da Cachaça

Wiba!, e tive uma aula sobre cobre

e o Carbamato de Etila e como a

quantidade interfere na exportação. É

preciso treinar muito atrás do balcão

de um bar e se possível estar ao lado

destes grandes “nomes” da coquetelaria

para aprender com eles. E também

não desanimar nunca e persistir, lutar,

focar que seu trabalho vai refletir

atrás do principal meio de mensuração: o cliente. E que isto não

acontece de uma hora para outra, 3 a 6 meses. Isto acontece depois

de anos de trabalho onde o cliente através do boca a boca vai

comentando do nosso trabalho. O cliente aparecer porque alguém

falou do meu Rabo de Galo ou do meu Bombeirinho é muito gratificante.

Não gostaria de usar a palavra “sucesso”, mas reconhecimento

de um trabalho árduo. Esta é minha principal preocupação.

Carta Premium: Por que bares, pubs, bistrôs e restaurantes devem

apostar e investir em profissionais com formação nessa área?

Paulo Cesar Corghis: Bebida dá muito lucro para um bar. Se você

colocar na ponta do lápis, os coquetéis dão muito lucro. Quando

nós profissionais criamos um cocktail, fazemos a ficha técnica e

calculamos o CMV (custo médio de venda). E a partir deste CMV

colocamos sobre ele o Mark Up (margem que casa coloca sobre o

CMV). A coquetelaria nunca esteve tanto em alta no mundo e no

Brasil. E os donos dos estabelecimentos têm que entender que o

barman é um profissional que estuda, que vai atrás de cursos, que

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Etiqueta

Foto: Christian Lesage

Foto: Mario Gomes

viaja para fora do Brasil para representar

o País, que se profissionaliza

através de cursos internacionais, que

gasta horas e muito dinheiro com livros

que na sua maioria são em inglês,

pois nossa biblioteca em relação

a coquetelaria ainda é pequena em

relação ao mundo. O dono do estabelecimento

deveria saber que este

profissional atrás do balcão é um matemático

quando tem que saber as

proporções de um coquetel (um Dry

Martini clássico, por exemplo, 6 x 1;

um Side Car, 4 x 2 x 1, e assim vai),

um físico-químico quando tem que

entender de diluição, gelo, harmonização,

espuma para coquetel, temperatura,

etc., um historiador por saber

o cronograma e a história do coquetel,

um geógrafo quando falamos das

regiões produtoras de vinho, whisky,

cachaça, etc., um psicólogo, enfim...

São profissionais que investiram muito

na carreira e estão atrás do balcão

agregando valores ao restaurante,

bar, bistrô, que estão alinhados com

o que tem de mais inovador na coquetelaria

internacional. Um profissional

bem treinado, estudado e com o perfil

de profissional de A&B. Inclusive falo

deste perfil falo nos meus artigos sobre

hospitalidade no site do Mixology News (http://

www.mixologynews.com.br/author/paulocesarcorghis/).

Assim, com certeza vai conseguir elevar o

nível da casa, porque alguém que está ali por acaso

e que não considera a profissão um trabalho e sim

um “bico” tende a não ter este perfil de hospitalidade

e amor ao cliente e à coquetelaria, e acaba

afugentando o cliente com o tempo. Afeta muitos

os bares quando há um contratação errada de um

“barman” que está ali só para paquerar as menininhas.

O cliente sempre será o foco para um profissional

gabaritado.

Carta Premium: Recentemente você renovou a carta

de drinques do Sagarana. Poderia comentar objetivos

e o que buscou nas novas opções?

Paulo Cesar Corghis: Sempre gostei de desafios. O

Camden House foi um deles pois consegui quebrar

um paradigma brasileiro que pub é um lugar de coquetéis

ruins, cerveja, bandas e balada. No Camden

House eu consegui vender muitos cocktails e até

hoje a carta de drinques de lá tem as minhas criações.

Quando eu estava terminando a consultoria

para o Parmegiana Factory, dando o treinamento

final para a unidade do Shopping Eldorado - a carta

de coquetéis de lá também está assinada por mim -,

recebo uma ligação do Andrey Levi, ex-gerente meu

do Fisherman Table/Noname Boteco e hoje sócio do

Alexandre D’Agostino no projeto Apothek, me pedindo

se eu poderia fazer um extra de urgência dali

há duas horas em um lançamento e uma carta de

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Etiqueta

Gins Tônicas

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Etiqueta

cachaças. Falei que sim e fui correndo para o

local, que era o Empório Sagarana. Fiz algumas

releituras dos clássicos como Cachaça Sour,

uma versão do Dry Martini que se chama Cana

Seca a quem atribuo a ideia original ao Jean

Ponce, pois existia uma carta engavetada e nunca

executada. O convite para o novo desafio Sagarana

veio com uma condição: aprender sobre

cachaça e me aprofundar no assunto. Alex Mesquita,

embaixador global da cachaca Leblon, me

disse na ocasião que havia passado por vários

bares em Nova York e Miami e todos os bares

mais conceituados já possuiam cocktail com cachaça

na sua carta. Agora é a vez da cachaça na

coquetelaria mundial. E nesse momento abracei

alguns coquetéis deixados pelo Jean Ponce e

comecei a deixar minha marca registrada, seja

pela técnica empregada no Cachaça Sour, seja

pela mixologia empregada na releitura que faço

do Bombeirinho, ou ainda na criação em conjunto

com o Paulo Leite quando infusionamos

formiga saúva na cachaça para fazer o Bombeirinho.

Fui testando clássicos com cachaça, revisitando

clássicos de boteco brasileiro, fazendo

criações e não deixando de lado nossa clássica

Caipirinha que é sempre associada a boa cachaça,

seja por brasileiros ou inúmeros estrangeiros

que se encantam com a experiência de

degustar esse produto genuinamente nacional.

Carta Premium: Quando atuou no Sagarana,

a cachaça era o destilado de destaque e com o

qual a equipe mais gostava de trabalhar?

Paulo Cesar Corghis: Sim, a cachaça é o destaque

no Empório Sagarana. Trabalhávamos somente

com cachaça como destilado e também

o Gim Virga, pois sua base é cachaça de alambique.

Mas temos também procura por cervejas

artesanais brasileiras na qual trabalhamos

também.

Carta Premium: Há cada vez mais um número

interessante de cachaças registradas e com

produtos premiados e de excelente qualidade no

mercado. Como fazem a seleção dos fornecedo-

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Etiqueta

res, quais quesitos avaliam?

Paulo Cesar Corghis: Quando procuro

um bom fornecedor uso como

critérios a distribuição e pronta entrega,

qualidade das cachaças (técnica

de produção e corte), histórico do

alambique, cuidados com assepsia,

a preocupação da produção ser própria,

controle, tradição, região produtora,

equilíbrio no paladar, acidez,

etc. Uma das formas de se organizar

como critério é utilizar de uma classificação

em Cachaças Novas (sem

passar em madeiras) e passadas

(armazenadas ou envelhecidas) em

madeira. Os tipos de cachaça (puras

ou novas, as clássicas passadas

em madeira: Amendoim, Jequitibá

Rosa, Amburana, Bálsamo, Carvalho,

as não-convencionais como Jaqueira,

Jequitibá Vermelho, Frejó, etc.)

são um princípio para se usar como

critério na seleção de fornecedores e

consequentemente para ter uma boa

carta. Os alambiques também influenciam,

como a bem feita cachaça

Princesa Isabel em Linhares, no ES,

ou mesmo a Leblon, de Patos de Minas,

MG, que apesar de uma grande

produção, mantém o caráter de cachaça

de alambique. Mas já temos

cachaças feitas em coluna que neste

ano entraram para a lista de selecionadas

na primeira fase da Cúpula da

Cachaça. Um destaque de fornecedor

e produtor excelente é a impressionante

cachaça Século XVIII, produzida

pela oitava geração de Tiradentes,

pelo competente Nando Chaves, lá

em Coronel Xavier Chaves, MG que

é uma cachaça nova e é armazenada

em pedra. Há quem diz em terroir e

estes se dividem no terroir de Paraty,

Salinas, etc., mas mais importante

também como critério é o história, a

cultura, a técnica, e os costumes envolvidos

na criação da cachaça, das

peculiaridades de cada lugar: seja o

primoroso envelhecimento em Bálsamo

de Salinas, a tradição saborosa

mineira, a herança histórica de Paraty,

a influência européia nas Cachaças

do Sul... Enfim, estes são apenas

alguns exemplos; cada região tem seu

diferencial, e é neles que devemos observar

primeiro como item de critério

de seleção de fornecedores. Iso não

esquecendo de uma boa distribuição

onde bons produtores ainda “patinam”

neste quesito, o que também

pode influenciar em uma futura exportação

da cachaça que tem sido

destaque no mundo em 2017. Uma

das grandes experiências que tive foi

ter ido na Expocachaça de Belo Horizonte

este ano, onde conheci produtos

novos, os fornecedores, conversei

com eles, soube de aperfeiçoamentos

de produção, pude estar com profissionais

da coquetelaria como o Mestre

Derivan e o Zeca Meirelles da

ProDrinks ou ainda o Mauricio Maia,

presidente da Cúpula da Cachaça,

além de, principalmente, beber, e beber

muito! Com todo este princípio de

experiência no universo da cachaça

este ano tive a oportunidade de ser

um dos jurados do Primeiro Campeonato

Brasileiro do Rabo de Galo, organizado

pelo Mestre Derivan, e agora

ser um dos 40 especialistas que participou

da escolha das melhores cachaças

2018 da Cúpula da Cachaça.

Carta Premium: A cachaça é mesmo

um destilado que os bartenders têm

realmente que aproveitar melhor e

tem muito espaço para crescer?

Paulo Cesar Corghis: Acredito que a

cachaça é o futuro. Em 2016 o que

mais cresceu em consumo no mundo

foi o rum e em segundo lugar mescal

e tequila. No Brasil foi o gim e em

segundo lugar o whiskey Bourbon.

A cachaça está crescendo muito no

mundo através de um trabalho muito

interessante das grandes marcas

industriais que estão “abrindo portas

para o produto”. Uma cachaça de

alambique que está fazendo um trabalho

muito bom nos EUA é a Leblon,

que pertence ao grupo Bacardi. Em

abril do ano que vem vai acontecer o

Primeiro Festival da Cachaça em Londres

e fui honrosamente convidado

junto com o Marcio Silva e a Jessica

Sanchez a criar cocktails para eles. A

cachaça é muito versátil e sendo bem

empregada traz notas e contexto para

o cocktail de forma impar. Um exemplo

é o Maria Sanguinária feita com

a cachaça passada em carvalho do

Zé do Caixão que harmonizou muito

bem e deu notas impares a esta releitura

do Blood Mary. Tivemos há pouco

tempo o concurso do melhor Rabo

de Galo onde ganhou o nosso querido

Rafael Welbert do Esquina Mocotó e

despertou em muitos profissionais da

área o interesse pela cachaça. Profissionais

de tarimba como Jean Ponce,

do Guarita, Felipe Leite, do Jiquitaia,

o próprio Rafael Welbert e muitos

outros incríveis estão trabalhando

com cachaça e valorizando nosso

genuíno produto. Estou falando em

alta coquetelaria, em um nível a ser

reconhecido em qualquer lugar do

mundo, como um coquetel que gosto

muito feito pelo Heitor Marin, chamado

Latino, que é feito por cachaça Leblon

Merlet; ou destaque para o inococlástico

coquetel feito pelo Arnaldo,

no Boca de Ouro, o Macunaima. A

receita está no link

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Etiqueta

www.mixologynews.com.

br/07/2017/destaque/macunaima-

-drinque-classico-do-boca-ouro/. Mas

ainda vendemos muita caipirinha nos

bares brasileiros, o que não é ruim, ao

contrário, temos que investir no que

é nosso, estudar mais as 36 madeiras

certificadas para envelhecer cachaça,

as técnicas empregadas, a história da

cachaça, pensar no que é nosso com

carinho e acabar com o estigma que a

cachaça tem. Temos cachaças espetaculares

que deixa muito destilado importado

“no chinelo”.

Carta Premium: Poderia citar alguns

rótulos de cachaça que conheceu

nos últimos anos e que vem se

destacando?

Paulo Cesar Corghis: Gosto muito

do trabalho que a cachaça Princesa

Isabel tem feito. A Princesa

Isabel Sete cores (passada em

Jaqueira), a Corrupião (blend de

Bálsamo e Jaqueira) e a Princesa

Isabel Ouro (esta deu notas amadeiradas

muito boas ao Cachaça

Sour) são espetaculares. Gosto

muito da Século XVIII do Nando

Chaves e a acho espetacular.

Sobre cachaça branca... uma das

que chamou atenção foi a Serra

Limpa, que passa em madeira

Frejó e harmoniza muito bom na

versão do Dry Martini. Outra que

admiro muito é a Caraçuípe, uma

das preferidas da Isadora Fornari

em que fizemos um versão do

Moscow Mule, a mesma que chamamos

de Mula do Alagoas e finalizada

com a espuma de Jambu,

receita dada de presente pela minha

querida e extremamente pro-

fissional Adriana Pino. Recomendo

também a cachaça Caboclinha,

que tem notas de anis e deixa a

caipirinha espetacular. A cachaça

Wiba!, do Wilson Barros, também

é excelente. E destaque para a

cachaça Alpha de Amburana que

fica perfeita com a versão do Caju

Amigo. Vale citar também o trabalho

da Weber Haus: muito bosa as

cachaças como a de Amburana e

também para Severina do Popote,

armazenada em Bálsamo, com um

picância impar. Queria também

lembrar da excelente Yaguara orgânica

e a Porto do Viana recém-

-lançada pela Gouveia Brasil. E

não poderia esquecer da Leblon

que apesar de ter uma distribuição

em nível industrial ainda se mantém

como uma excelente cachaça

de alambique. No Rio de Janeiro,

no Bazzar Restaurante, tomei uma

versão de Manhattan com cachaça

Werneck Ouro e est espetacular.

E poderia ficar muito tempo falando

de outras excelentes cachaças

como a Sapucaia, Tiziu, vários estilos...

fiquei impressionado com a

qualidade que estamos atingindo

e isto ficou evidente na última Expocachaça

2017 em Belo Horizonte,

MG.

Carta Premium: Estamos às portas

do verão, época em que bares, restaurantes

e bistrôs renovam sua carta de

olho em conquistar novos clientes.

Que tipo de drinques não esquecer de

colocar no cardápio? Qual a sua dica

para harmonização?

Paulo Cesar Corghis: Recomendo

uma versão que fizemos do Moscow

Mule e usamos cachaça Caraçuípe

chamando-o de Mula de Alagoas. E

em homenagem ao Marcelo Serrano

que pôs pela primeira vez a espuma

no Moscow Mule colocamos uma espuma

de Jambu, cuja receita agora

é da barwoman Adriana. Recomendo

também um Silva Collins com cachaça

envelhecida em Amburana Fazenda

Quinta, limão e club soda feito

excepcionalmente pelo barman Rafael

Ferraz no Restaurante Bazzar em

Ipanema. Um belo Cachaça Sour feito

com cachaça com notas de carvalho

onde faço com Princesa Isabel Ouro,

limão tahiti, açúcar e clara de ovo cai

muito bem neste verão pela leveza e

notas cítricas e amadeiradas. A nossa

e sempre presente caipirinha com

limão galego de preferência e pouco

açúcar para que possamos sentir as

notas da cachaça. E também recomendo

a versão do Bombeirinho (minha

receita artesanal) que vendemos

no Sagarana onde faço um infusão de

ervas e especiarias na cachaça branca

com xarope de frutas vermelhas. A

versão Fizz deste Bombeirinho ficou

bem instigante.

Carta Premium: Poderia nos indicar

três drinques de sua autoria, de preferência

com cachaça?

Paulo Cesar Corghis:

Primeiro: Blackberry Cachaça Frozen.

Ingredientes:

- 1 parte de Cachaça Princesa Isabel

Ouro

- ½ parte de limão Siciliano

- ½ parte de Luxardo

- 2 bailarinas (1/5 parte) de geléia de

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Foto: Henrique Peron

Cassis St. Dalfourd

- 3 ml de Aceto Balsâmico

Preparo: bater todos os ingredientes

com gelo (3 a 4 pedras de gelo) para

se fazer um frozen. Coloque num copo

coupê ou martini e finalize com um

pouco de pimenta preta moída. Decore

com uma groselha ou não tendo,

com uma amora.

Segundo coquetel:

Amy WineHouse

- 30 ml de Pimms N01

- 10 ml 1000 Montes 3AOB

- 10 ml Licor Strega

- 15 ml Grapefruit Cordial

- 15 ml limão siciliano

- 10 ml de xarope de gengibre

- 3 folhas de hortelã

- 4 lances de angustura

- Club soda ou água com gás

Preparo: coloque todos os ingredientes

no Mixing Glass e mexa por 10 segundos.

Peneire em um copo de cobre

para se tomar Mint Julep. Gelo britado

no copo. Finalize com os lances de

Angustura e o club soda. Decore com

um twist de grapefruit e um folhas de

hortelã.

London Spritz

Terceiro cocktail: “Please KIll Me”.

Gosto muito de um coquetel que criei

para um guest que fiz com o Rafael

Mariachi, mixologista da Pernod-Ricard

e que chamo de “Please, Kill Me”

que remete à biografia não-autorizada

do punk rock londrino — quando

trabalhava no Camden House.

Ingredientes:

- 1 Parte de Gin Beefeater

- ½ Parte de Limão Siciliano

- ¼ Chambord Liquour

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Etiqueta

- ¼ Aperol

- ¼ Manzanilla Guita

- 3 gotas de Bitter Peychaud’s.

Preparo: Coloque todos os ingredientes

no Mixing Glass (menos o

Peychaud’s), mexa tudo por 10 segundos,

peneire em um copo old

fashioned com gelo e coloque as

gotas do Bitter Peychaud’s. Decore

com um twist de limão siciliano.

Carta Premium: Como apreciador

de bebida finas, poderia nos indicar

rótulos de outras bebidas que

conheceu e indicaria (cerveja, gins,

etc.)?

Paulo Cesar Corghis: Gosto especialmente

de Jerez. Apesar de não

ser da região de Jerez, gosto muito

do Manzanilla Guita. Sempre uma

boa e não obvia pedida num balcão

de bar. Se preferir um clássico, indico

o Dry Martini feito com Martin

Miller’s Gin. O que não pode faltar

na estante de bar é um bom gin, o

meu predileto não se encontra fácil

por aqui, pois é específico de Londres:

Old Bakery Gin. Se for pra falar

de Brasil, penso em várias cachaças

espetaculares. Uma de exemplo? A

Sapucaia XO vale cada gole. E se for

pra tomar litros, lembro logo da cerveja

belga Old Gueuse. Já na privacidade

do meu lar, como sommelier

que também sou, não abro mão de

um bom Rioja Alta.

Carta Premium: Você presta consultoria

ou realiza treinamentos in

loco?

Paulo Cesar Corghis: Como meu

grande prazer é sempre trocar informações

sobre coquetelaria e bebidas,

foi através da consultoria

que encontrei um bom caminho

pra conversar com diversos tipos

de barras e público. No Parmegiana

Factory (Shopping Eldorado, Shopping

Granja Viana e Shopping Santo

André e futuramente uma unidade

em Miami), por exemplo, minha

consultoria consistiu na criação da

carta de coquetéis adequando a um

estudo do perfil da casa e público,

treinamento de toda equipe do bar

(produção de insumos, técnica de

coquetelaria, história dos clássicos,

caracteristicas das bebidas, treinamento

de vendas para as equipes

de bar e salão). Nas minhas consultorias,

o tema “hospitalidade” não

pode ficar de fora; este aliás é um

dos temas que escrevo como articulista

no site Mixology News. Por

um bom tempo também fiz carta de

coquetéis para harmonizar com jantares

temáticos nas residências das

pessoas.

Carta Premium: Comentários finais

Paulo Cesar Corghis: Estamos vivendo

o que chamo da “Era de

Ouro” da coquetelaria brasileira

onde grandes amigos barmen estão

destacando mundialmente. Estamos

nos alinhando com os grandes

profissionais do mundo e sendo reconhecidos.

Destaco os premiados

Frank Bar, Guilhotina e SubAstor

nos 50 Melhores bares do Mundo e

o Guilhotina no Tales of Cocktail

em New Orleans. Há

trabalhos surpreendentes

com cachaça, e destaco o Jiquitaia.

A cachaça é o hit do

momento no mundo e cada

vez mais estrangeiros têm

se interessado e procurado a

cachaça. Cabe a nós participantes

desta geração de Ouro

não deixar morrer este legado

e que a nova geração ou

daqui uns 10 anos se tenha

o triplo ou quádruplo de profissionais

fazendo coquetelaria

de excelência e representando

o Brasil nos maiores

campeonatos internacionais.

Fico orgulhoso de fazer parte

deste período contribuindo

mesmo que em pequena

parcela e conviver com estes

grandes amigos que me dão

orgulho de estar vivendo este

momento. Viva a coquetelaria

brasileira! E espero que sejamos

reconhecidos pelo governo

e pelos donos de bares

pelo trabalho e profissionais

que hoje somos, estudando

permanentemente, elevando

o nome dos bares e nos projetando

no mundo. E viva a

cachaça, nosso produto genuinamente

brasileiro!

Contatos sobre trabalhos de

consultoria, palestras e treinamentos:

paulocorghis@

yahoo.com.br e pelo fone (11)

98107-7028

60


61


Voilà

Obra de referência e cabeceira dos profissionais de bar, livro

condecora o bom momento da bedida brasileira com

excelentes dicas para o dia o dia

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Voilà

Sim, não vamos mentir, pode ser que ao ler essa

reportagem, a primeira edição já tenha se esgotado!

Mesmo assim, se você é um apaixonado

profissional de bar, gosta de se aprimorar constantemente

e ampliar e aguçar ainda mais a sua

criatividade e trazer diferenciais para a carta de

onde trabalha, uma das excelentes novidades de

2017 precisa passar pela suas mãos: o livro “Caipirinha:

60 Dicas Testadas e Aprovadas”.

Lançado no final do primeiro semestre do ano, a

obra é mais que um compilado de receitas e dicas,

ela traz esclarecimento a respeito das principais

polêmicas em torno da caipirinha, abordando de

maneira leve um pouco de história, tipos de cachaças,

madeiras para envelhecimento do destilado,

etc. Claro, dicas e mais dicas práticas não

faltam, além das receitas, todas preservando a

base da tradicional caipirinha (limão, cachaça e

açúcar), mas explorando bem os aditivos permitidos

em legislação.

De autoria da jornalista e “caipichef” Kelly Costa,

que tem realizado diversas palestras e treinamentos

a respeito do tema, é edição bilingue com publicação

pela editora Gralha Azul, incluindo uma

riqueza imensa de frutas e sabores, sob harmonização

dos mais diversos tipos de cachaças, o que

o torna a cara do Brasil. “Eu sabia que

o material tinha de tudo para dar certo,

mas com certeza o resultado superou e

muito minhas expectativas. Os produtores

mais exigentes me abordaram para

elogiar e adquirir o livro que foi até para

o exterior”, comemora Kelly .

O livro reúne dicas inéditas e as mais

comentadas do blog da autora, o www.

caipirinhaprendada.com.br . Vale mencionar

que todas as dicas foram preparadas

e registradas por ela mesma, tudo de

maneira simples e com o próprio celular

(iPhone 6S).

“Adoro falar das experiências que faço

preparando caipirinhas com diversas

frutas junto ao limão, explorando o que

temos de melhor em cachaças, além da

famosa branquinha, é claro”, revela a autora.

“Todas as dicas foram preparadas

por mim, aos finais de semana, em meu

refúgio na Serra da Cantareira (Mairiporã,

SP), recebendo os amigos e compartilhando

experiências dos mais diversos

sabores acrescentados à nossa tradicional

caipirinha”, complementa.

A ex-jornalista do segmento de beleza,

Kelly Costa sempre, foi apreciadora da

Caipirinha, registrava tudo e quando

mostrava para os amigos e todos falavam:

Por que você não monta um blog? “Esta

pergunta ficou martelando em meu pensamento

e, então, comecei rabiscar sobre

um possível projeto. A ideia foi ganhando

força, vida on line e, o que começou

como hobby ganhou forma e agora tem

as dicas mais comentadas e algumas inéditas

registradas neste livro. Apaixonei-

-me pela repercussão das redes sociais

e mais ideias foram surgindo até que me

empolguei para realmente fazer um livro.

Então, o que começou como hobby, tomou

força e saiu do mundo on line para

o impresso. Agora, estou ainda mais animada

e já pensando no próximo”, explica

63


Voilà

a autora.

Considerando que em Legislação

a Caipirinha tem que ter Limão,

Cachaça, Açúcar - Decreto Nº

6.871, de 4 de junho de 2009 -,

todas as receitas contêm estes ingredientes

e os demais ficam por

conta da permissão de aditivos e

água. Kelly até brinca e diz que

é empolgada por estes aditivos e

que as criações das caipirinhas

não têm limites: “Nas dicas, uso

pimenta, folha de laranjeira, clara

de ovo, café e todas as frutas que

vejo pela frente. Eu digo sempre o

seguinte: se dá para fazer suco ou

doce, dá para fazer caipirinha”,

brinca a autora.

Onde comprar?

A obra pode ser aquirida na página

do Facebook do Blog Caipirinha

Prendada, ou ainda nos sites

Amburana (www.amburana.com.

br) e No Mercado Livre. Outras

informações: contato@caipirinhaprendada.com.br

e caipirinhaprendada@gmail.com

Receitas selecionadas

Selecionamos duas ótimas receitas

da Kelly, receitas presentes no

site: http://www.caipirinhaprendada.com.br:

Caipirinha de Caqui

Ingredientes

• 2 limões rosa

• 50 ml de cachaça

• 2 colheres (sobremesa) de açúcar

• 1/2 caqui ou o quanto desejar

• gelo a gosto

Preparo: Coloque a metade do caqui

com casca mesmo e amasse

com o açúcar. Depois acrescente

o limão descascado e sem sementes.

Amasse também. Mexa bem

para misturar os ingredientes e

distribuir o sabor. Coloque o gelo

e acrescente a cachaça.

Caipitinha com

pimenta rosa

Ingredientes

• 1 limão Tahiti

• 2 colheres (sopa) de açúcar refinado

• 50 ml de cachaça prata

• Pimenta rosa a gosto

• gelo a gosto

Preparo: comece preparando o limão.

Descasque-o deixando um

pouco da casca, corte-o em 5 partes

e tire o miolo. Coloque o limão

com a polpa para cima, os grãos

de pimenta rosa e acrescente o

açúcar. Amasse bem para soltar o

caldo do limão e o sabor da pimenta

rosa. Coloque o gelo e acrescente

a cachaça. Decore a borda com

a lâmina de limão e é só saborear.

A SEGUIR: O BRASIL,

SEUS DRINQUES E

BEBIDAS ESPECIAIS

De Norte a Sul do Brasil, entrevistamos

empresas e profissionais de bar

e trouxemos uma seleção mais do

que especial de receitas que vão reforçar

a carta do seu bar, além de informações

das bebidas produtoras.

64


Voilà

Receitas Especiais

Dry Arcanjo

Por Chef Marcos Livi (Veríssimo Bar)

Ingredientes:

• 50 ml de cachaça Água de

Arcanjo Prata

• 30 ml de suco de maracujá

• 10 ml de Vermute tinto

• 5 ml de xarope de açúcar

• Páprica doce na borda

BossaNova

Por Daniel Bernardes (Bartender

Formiga, de Porto Alegre)

Ingredientes:

• 50 ml Cachaça Arcanjo Ouro

• 25 ml de suco de limão

• Cubos de gelo

• Uma colher pequena de açúcar

• 5 ml de Angustura bitter

Preparo: na coqueteleira, misture o suco de limão, os cubos de gelo e

o açúcar. Adicionar a cachaçaÁgua de Arcanjo e agite vigorosamente

por 25 segundos. Em uma taça de espumante ou de Martini, despeje

o drinque e acrescente os 5 ml de bitter para dar um toque. Sirva

imediatamente. Decore com uma rodela de laranja e ou limão.

65


Voilà

Sobre a Água de Arcanjo

Com toque em suave ao paladar, a Água de Arcanjo

é obtida através de um processo de destilação

fracionada e, no caso da Ouro, passa posteriormente

por um envelhecimento em barris de

carvalho. Na sua fermentação são usadas leveduras

da própria cana, o que torna o processo

mais demorado, porém mais exclusivo. Entre as

premiações recebidas pela empresa estão ainda

a Medalha de Bronze na Expocachaça 2016, na

categoria Ouro Carvalho, com o rótulo Água de

Arcanjo Gold (Ouro), Medalhas de Prata e Bronze

na Expocachaça 2017 respectivamente para

os rótulos Gold e Silver, e uma importante medalha

internacional, a Medalha de Prata no San

Francisco World Spirits Competition 2017 para

a versão Gold, e a Medalha de Bronze no mesmo

concurso para a versão Silver.

“Não vendemos um produto, mas sim um conceito

e qualidade. Entendemos que a marca deva,

além da experiência, proporcionar desejo e isto é

caro e leva tempo. Por isso focamos em desenvolver

um produto e conteúdo onde a nossa marca

seja lembrada e relacionada ao máximo com Sabor

e Conceito”, destaca Patricia Neres, diretora

de Marketing e Relacionamento da empresa.

A Água de arcanjo já está presente em diversos

empreendimentos por todo o Brasil, como Bar

Veríssimo, Quintana e Empório Snta Terezinha

(SP); Galetos Salts e Academia da Cachaça (RJ);

Restaurante Pirata, Borbulhas, Garfo e Bonbacha,

Casa Vecchia, El Cordeiro, Hotel Milenium,

Hotel Serra Azul, Café Srta Margô, Café da Redenção,

Restaurantes e Churrascaria Komka,

Restaurante Árabe Al Nur, e Wine Bar Vinum

(RS); e Hotel Rochele (PR). Atualmente exporta

para China e está em negociação para abertura

no Mercado Europeu.

“Em 2017 lançamos as versões 50 ml da Ouro e

da Prata, bem como kits presentes para melhor

divulgação e focando em um público ainda pouco

apreciador. Entendemos que seja uma forma de

propagar a marca com a proposta de lembrança

e ou presente a um ótimo custo-benefício para o

consumidor”, finaliza Patrícia.

As bebidas estão disponíveis para venda por e-

-commerce no site www.aguadearcanjo.com.br.

Mais informações pelo fone: (51) 99830-8881 e

e-mail: contato@aguadearcanjo.com.br .

66


Voilà

Carioquinha

Por Carlos AB Mattos

Ingredientes:

• 60 ml Sebastiana Castanheira,

• 8 gomos de limão siciliano,

• 4 folhas médias de Manjericão,

• 25 ml de xarope de açúcar 1/1,

• Uma pitada de flor de sal/sal

Preparo: coquetel feito na coqueteleira

e servido sem coar.

Enfeitar com um ramo de manjericão

ou de orégano fresco.

Sobre a Sebastiana

Castanheira

Produzida pelo Alambique Santa

Rufina, a Sebastiana Castanheira

é envelhecida entre dois

e três anos em barris novos da

madeira. Em 2017, a cachaça

recebeu prêmios internacionais

em Londres, Nova York e San

Francisco e no Brasil na Expocachaça

em 2017, entre outros.

Neste ano, entre os lançamentos

da linha está a Sebastiana

Carvalho Blend, composta por

70% de Sebastiana Cristal e 30% de um blend de

carvalhos em barris de até 4 anos de uso. “É uma

bebida que valoriza o sabor da cachaça não envelhecida

com um toque de carvalho novo, com custo

mais baixo e que visa atender uma necessidade

expressada por nossos clientes e amigos” comenta

Carlos Alberto de Barros Mattos, sócio proprietário.

“Em 2018, lançaremos duas bebidas na categoria

Super Premium, em edições limitadas, com

poucas garrafas numeradas. Excelente para quem

curte bebidas mais elaboradas, com notas e sabores

muito complexos”, complementa.

Entre os diferenciais da estão a adoção diária de

práticas que visam 110% a qualidade e técnicas

de envelhecimento únicas e exclusivas que foram

implementadas após aprendizado em alambiques

visitados de Norte a Sul do País, e também obtidas

em cursos e experiências na Escócia, em Londres

e no Kentucy (EUA), cursos na Esalq (USP),

Unesp, Cana Brasil, etc.

Apesar de o alambique não dispor de uma estrutura

para turismo, o Santa Rufina recebe visitas

agendadas, em grupos, na qual realiza degustações

guiadas, testes cegos, oferece almoço ou

churrasco, e na qual todos conhecem o processo

de produção e a importância de se consumir produtos

registrados e de qualidade.

“Atualmente, os produtos já fazem parte da carta

de empreendimentos como Cão Véio, Sal, Empório

Santa Therezinha de Campinas e Ribeirão Preto,

Abraccio (Eataly SP), Doppo Lavoro, Attimo, Hotel

Grand Mercure Ibirapuera, Grand Mercure Brasilia,

Grand Mercure Rio de Janeiro, Rede Accor de

Hotéis, entre outros locais”, finaliza Mattos.

Onde encontrar: a linha da Sebastiana pode ser

encontrada em distribuidores como Mancini e Zanella

(SP), Paralelo 25 (Curitiba e região), Museu

da Gula (Ribeirão Preto e região), ou ainda em lojas

online como Cachaçaria Nacional, Loja Museu

da Gula, Espirito da Cachaça, Imigrantes Bebidas

e Amburana. No exterior está disponível no LCBO,

do Canadá.

Mais informações: (16) 99760-2386, contato@cachacasebastiana.com.br

e www.cachacasebastiana.com.br

.

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Voilà

Sex Brasil

Por Barman Mestre Derivan Ferreira de Souza (professor da Escola Prodrinks)

Ingredientes:

• 40 ml de Cachaça Gouveia Brasil

• 20 ml de licor de Peach

• 80 ml de suco de laranja

• 15 ml de grenadine

Preparo: em um copo longo, coloque quatro pedras de

gelo, em seguida a cachaça Gouveia Brasil, o licor, o

suco, misture bem, decore com uma fatia de laranja e

hortelã. Finalize com grenadine.

Sobre a Gouveia Brasil

“Somos a primeira empresa no Brasil

a lançar uma Cachaça com grife,

tratando todos os nossos produtos

como itens de luxo para paladares

sofisticados e que buscam consumir

sempre o melhor. Nossos produtos

e nossa estratégia seguem o

pensamento da Coco Channel: ‘a

maioria das pessoas pensam que

o oposto de luxo é a pobreza, não,

o oposto de luxo é a vulgaridade’,

pontua Celso Lemos, diretor de

Marketing e Vendas.

Na linha da empresa, destaque para

a versão Extra Premium ganhadora

da medalha Gold Medal no Spirits

Selections, em Bruxelas, Bélgica,

em 2016. Ela provém de um blend

formado por cachaças envelhecidas

em 3 madeiras: tonéis de Amburana

(10 anos), dornas de Jequitibá

Rosa (5 anos) e tonéis de Carvalho

(5 anos). Foi criada especialmente

pelo Master Blender Armando Del

Bianco, uma das maiores autoridades

em destilados de cana no País.

Dourada, densa e aveludada, ressalta

no olfato os aromas de frutas,

madeiras e flores com toques de

baunilha, amêndoas e nozes.

Nesse ano a empresa lançou Porto do

Vianna, que já nasceu premiada: faturou

a Medalha de Ouro no Spirits

Selections 2017 e também a Medalha

de Ouro na Expocachaça 2017. “É

uma cachaça premium e artesanal,

que também leva a assinatura do

Armando Del Bianco. Premium, por

ser envelhecida por 3 anos em barris

de Carvalho Americano, é produzida

com muita serenidade, habilidade

e, sobretudo, respeito à sua fermentação

natural e envelhecimento sem

pressa”, finaliza Celso.

A linha da Gouveia Brasil está presente

em estabelecimentos de alto padrão,

como Fasano, Bistrô Bagatelle,

TreBicchieri, Sky Hall, Dalva & Dito,

Açougue Central, Rubaiyat, Varanda

Grill, A Bela Sintra, Rancho Português,

Due Cuocchi, Gero, Aranda,

Salinas, Quay D’orsay, Esquina do

Mocotó, Mocotó, Balaio, Hotel Intercontinental,

All Seasons e Lamar.

Aos interessados, os produtos podem

ser adquiridos na loja online da empresa

no site: www.gouveiabrasilstore.

com, ou em empórios como Casa Santa

Luzia, Mercearia Varanda, Eataly, Emporium

São Paulo, Empório Frei Caneca,

ou ainda através de distribuidores:

Solution, Amburana, Savana, Cachaçaria

Nacional, Cachaça Express,

Quinta do Marquês e Quinta km 57.

Mais informações: (11) 3459-4664 e

info@grupogouveiabrasil.com

www.gouveiabrasilstore.com

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71


Voilà

Caipidrink

Maracujá e morango

Sugestão enviada pela empresa

Ingredientes:

• 1 maracajá médio.

• 20 g de açúcar.

• 2 morangos

• 50 ml de cachaça Serra das Almas Prata.

Decoração a critério do bartender.

Sobre a Serra das Almas

Primeira do Brasil com certificação

orgânica, recebida em 2002, a Serra

das Almas tem acumulado diversas

premiações.

“Iniciamos a produção de cachaça em

1998, bem como produção de frutas

orgânicas e parceria com agricultores

familiares nos arredores da fazenda.

Somos uma pequena empresa que

em 2003 ganhou o prêmio de melhor

projeto ambiental da Bahia devido à

pesquisa em fruticultura orgânica.

Em 2004 recebemos o prêmio de Melhor

Projeto Social da Bahia devido

a parcerias com os agricultores vizinhos.

Em 2011 nossa cachaça branca

foi eleita melhor do Brasil pela revista

VIP, 12 pontos sobre o 2º lugar

enquanto que a diferença entre o 2º

e o 5º lugar foi de apenas 4 pontos.

Recentemente, fomos fomos eleitos “A

Melhor Cachaça para Caipirinha”, em

Londres. Em 2008 ficamos em 2º lugar

no concurso de caipirinha na Alemanha,

concorrendo com 27 marcas.

Também tivemos três primeiros lugares

em concursos de encontros nacionais

de motociclistas, neste caso concurso

de envelhecidas”, conta Marcos

Vacaro, proprietário e diretor.

Presente em reconhecidos restaurantes

como Mocotó e Framboi, a Serra

das Almas tem sua sede na cidade de Rio de Contas, em uma das

regiões mais bonitas da Chapada Diamantina. “Estamos sempre

abertos para visitação. Também temos área de lazer e uma pequena

pousada onde recebemos visitantes do Brasil todo”, detalha o diretor.

Os produtos da linha da empresa estão disponíveis em lojas online

como Cacharia Amburana, Distribuidora Alvorada e Solution

Comercial.

Mais informações e pedidos: (77) 3475-2476, (77) 98145-6887,

vaccaro@cachacaorganica.com.br e www.cachacaorganica.com.br

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Voilà

“Say My

Name”

Por bartender Marcelo Serrano

Ingredientes:

• 50 ml cachaça Reserva 51 Singular;

• 20 ml bitter italiano;

• 2 dash de angostura bitter;

• 10 ml de licor maraschino.

Preparo: coloque os ingredientes no copo e

mexa. Decore o copo baixo com uma fatia de

pepino e sirva.

Sobre a Reserva 51 Singular

Envelhecida em umburana e carvalho,

a Reserva 51 Singular faz parte

da linha de cachaças premium da

empresa. Entre as premiações recebidas

em 2017 destaque para o

Prêmio Golden Star of the Superior

Taste Award do International Taste

& Quality Institute, da Bélgica

(ITQi 2017): 3 estrelas para a Reserva

51 Carvalho Americano; 2 estrelas

para a Reserva Rara ( 100%

envelhecida em barris de Carvalho

Americano e finalizada em barris de

vinho), Reserva Singular e também

para a Reserva Única (envelhecida

em barris de Carvalho Americano e

finalizada em barris de uísque).

A linha Reserva 51 é fruto de sete

anos de pesquisa intensa. O resultado

é uma cachaça rica em sabor.

“Em São Paulo, por exemplo, estamos

presentes no Banana Café, Veríssimo

Bar, Café de La Musique e no Sutton.

Somos a maior marca brasileira global

e a principal brasileira entre os

destilados mais vendidos no planeta

(de acordo com o ranking da revista

The Millonaires Club 2017). E neste

ano atingimos a autossuficiência,

com o controle pleno da qualidade

da cachaça, ao atingir 100% de

processamento de cana plantada

e colhida pela própria empresa,

na região da Pirassununga

(SP). Também reposicionamos

a linha Reserva 51, relançamos

sabor de 51 Ice Tangerina e o

sabor de Fruit Mix de 51 Ice,

que é a novidade para este verão

de 2018”, destaca o porta-

-voz de impresa da empresa.

Mais informações:

www.reserva51.com.br

73


Voilà

Cosmopolitan

Por enviada pela empresa

Ingredientes:

• 120 ml de Caipirinha Brunholi

• 40 ml de licor de laranja

• 20 ml de suco de Cranberry

• 1 fatia de laranja para decorar

Preparo: encha uma coqueteleira com gelo, despeje

todos os ingredientes e agite. Coe a mistura com a

própria coqueteleira e sirva. O gelo não dever ser servido

no copo. Use a fatia de laranja para decorar.

Sobre a Capirinha Pronta Brunholi

Elaborada com a combinação

perfeita de cachaça, limão, açúcar

e gelo, a Caipirinha Pronta

Brunholi é resultado não só da

aposta em uma linha de cachaças

de alta qualidade, mas também

da busca incessante por inovação

e excelência. “É o resultado

de um verdadeiro licor de cachaça

com limão que passou a ser

produzido primeiramente. Desse

licor de cachaça fomos aperfeiçoando

até chegar na fórmula ideal,

depois de muitas adaptações

e testes”, conta Paulo Brunholi,

CEO. “No que se refere ao mercado

nacional há ainda certa uma

resistência na questão dos produtos

prontos, devido ao fato de

a maioria anteriormente existente

e difundida no mercado ter um

sabor muito artificial. Queremos

romper essa má impressão com

esse produto que desenvolvemos,

que apesar de pronto para

o consumo, remete inteiramente

na qualidade e

no paladar a um produto

fresco, elaborado com os

melhores ingredientes.

É fácil fazer um teste,

colocando nosso produto

lado lado com a mesma

montagem para um

recém-preparado, todos

ficam na dúvida qual é o

pronto e o feito naquele

momento tamanha é a

similaridade. É um produto

100% natural, o

mais próximo, possível

do real”, esclarece.

Apresentado em garrafas de

750 ml com design especial,

e 20,5% de teor alcoólico,

está disponível em diversos

pontos de venda do Estado.

A lista atualizada está disponível

no site www.caipirinhabrunholi.com.br.

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Voilà

Por Patrícia Belegante

Baruí Green

Ingredientes:

• 1 dose de suco de abacaxi natural

• 1 dose de cachaça Heats Brazil Clássica

• ½ dose de açúcar branco

• 2 colheres de chá de açúcar de cor verde

• Gelo à vontade

Sobre a Cachaça Clássica

Heats Brazil

Leve, com aromas da cana de

açúcar, armazenada por 1 ano

em reservatório de aço inoxidável,

a Heats Brasil Clássica está

entre as 250 cachaças recém-

-indicadas entre as melhores do

Brasil segundo a primeira fase

do Ranking Cúpula da Cachaça.

Outros dois rótulos da empresa,

a Heats Brasil Jequitibá e Heats

Brasil Carvalho também estão

nessa lista.

Nesse ano a Heats Brasil foi

medalhista de Ouro em um dos

mais disputados concursos internacionais,

o Spirits Selection

2017, edição global do Concours

Mondial de Bruxelles, da

Bélgica. Vale ainda destacar a

Medalha de Prata na Categoria

Branca Pura no Concurso de

Degustação às Cegas da Expocachaça

2017.

“Entre os nosssos diferenciais

está o plantio orgânico do canavial,

ser indústria sustentável,

e ter uma cachaça triplamente

filtrada para retirada

de contaminantes e

metais pesados. Para 2018

estaremos lançando a edição

Premium, com garrafa

personalizada em caixa de

madeira, exclusiva e numerada”,

destaca o diretor Vilmar

Lima de Souza.

A sede da empresa está

aberta a visitações, com

degustação de cachaças e

drinques, de segunda a sexta

feira das 08:00 às 18:00

horas e nos sábados das

08:00 às 12:00 horas. Mais

informações: (49) 3197-

1122 - contato@heatsbrazil.

com e http://heatsbrazil.

com/.

A linha de produtos pode ser

adquirida na loja virtual da

empresa, no link https://

comprarcachaca.com.br .

76


Voilà

“Nordestina”

Por bartender Kascão Oliveira

Ingredientes:

• 40 ml de cachaça Ibituruna Prata

• 20 ml de suco de caju

• 20 ml de suco de limão

• 30 ml de xarope de açúcar

Preparo: bater tudo na coquetelaria e passar para um copo “in

the rock” com 3 pedras de gelo. Decorar com duas lâminas de

caju e uma de limão.

Sobre a Cachaça Ibituruna

Nossos diferenciais: produção

artesanal, tradição familiar,

produção limitada e prezar

pela qualidade. Por volta de

1928, vindo de Cataguazes

(MG), Norberto Luiz de Almeida

Filho comprou a extensão

de terra hoje conhecida como

Fazenda Itatinga. Lá, a produção

de cachaça se iniciou

com o engenho movido à força

animal (tocado por bois) por

volta de 1938. Depois, passou-se

a usar a roda d’água,

presente no local até os dias

de hoje, Posteriormente, nos

anos 1980, o engenho passou

a ser movido a eletricidade.

Em 1946 a cachaça passou a

ser rotulada como “Cachaça

Tinga”. Nessa época, os rótulos

ainda eram colados com

grude de goma de mandioca, e

as garrafas eram vedadas com

rolhas de cortiça. Em 1956, foi

oficializada, na Junta Comercial,

a “Indústria de Aguar-

dente Tinga”. Nessa data, Nilo Luiz de

Almeida, filho de Norberto, passa a trabalhar

com o pai. Foi Nilo que, buscando novos

horizontes para o negócio, introduziu

ideias para a construção de uma marca,

regularizando as documentações junto ao

governo e criando rótulos. Em meados de

1978, muda-se o nome da empresa para

“Indústria de Aguardente Itatinga”, e Expedito

Ferreira assume a administração

do alambique, mantendo toda a tradição

da produção aprendida com seu pai, Nilo.

Em 2004, Expedito convida seu filho Tulio

Almeida para dar continuidade à tradição

familiar e Tulio registra as marcas

Tinga e Ibituruna no INPI. A produção de

cachaça permanece artesanal assim como

era desde o início, apenas se adequando

às normas exigidas pelo Ministério da

Agricultura brasileiro. Além de receber

vários prêmios, em 2016 recebeu Moção

de Congratulações da Câmara de Vereadores

de Governador Valadares, Minas

Gerais, e também o troféu “Arte Opinião”

como Empresário do Ano. Assim, ainda

hoje a Cachaça Ibituruna é produzida de

forma artesanal, sendo o Alambique da

78


79


Voilà

Fazenda Itatinga um verdadeiro museu

a céu aberto. O nome da cachaça

Ibituruna, foi em homenagem ao Pico

do Ibituruna localizado na cidade de

Governador Valadares, MG”, detalha

Túlio Valério Fagundes de Almeida,

presidente.

Indicada na receita, a Ibituruna Prata

é excelente para batidas diversas.

“Depois de armazenada em uma madeira

tipicamente brasileira, a Peroba

do Campo Amarelo, feita em forma de

Parol há mais de meio século atrás, o

que deixa a cachaça incolor porém ao

mesmo tempo oxigena e deixa ela mais

macia com aromas leves de cana e mais

adocicada. Por isso ela é campeã na

carta dos bares da cidade ou até internacionais

para o preparo de drinques”.

A versão Ibituruna Ouro, armazenada

em carvalho, que conquistou no

ano passado a Medalha de Ouro Duplo

na San Francisco World Spirits

Competition, também recebeu a Medalha

de Prata em 2017 na 15ª edição

do Concurso Mundial de Bruxelas

Edição Brasil.

A sede da empresa está aberta às

visitações. “Inclusive temos um museu

com uma rara máquina de café

de 1955 vinda de São Paulo, com a

marca chamada Macchina São Paulo

e vários outros maquinários antigos

que fizeram parte da nossa história.

Temos uma nova roda d’água restaurada,

que antes movia o engenho de

cana e atualmente está funcionando

com 3,4 metros de altura. Também

alugamos nosso espaço para eventos.

Pode entrar em contato com Edmar

Almeida (21) 98104-9352 ou na sede

(33) 3215-3215. A estrutura antiga e

simples faz com que as pessoas façam

uma viagem ao passado e muitas

fotos são sempre tiradas. Se eu

cobrasse por foto acho que nao precisaria

vender cachaça (risos). A nossa

estrutura é para quem quer coisas

simples e da roça”, finaliza Túlio.

Os produtos podem ser adquiridos na

Cachaçaria Nacional, Espetados Bar

ou na Distribuidora Savana. Internacionalmente,

fazem parte das distribuidoras

Seaman’s Beverage and

Logistics, Belleville Business Center e

Belleville New Jersey.

Mais informações no site: www.cachacaibituruna.com.br

ou pleo telefone

(33) 3215-3215

www.savanacachacas.com.br

Tel.: (31) 3297-3177

www.cachacarainacional.com.br

Tel.: (31) 3567-7101

www.seamansimports.com

973.424-0600

www.proof66.com

80


Voilà

Tereza Sangrenta

Profissional: criado pelo mixologista e barman Rodrigo Farias

Ingredientes:

• 50 ml cachaça Santa Terezinha Sassafráz

• 70 ml suco de tomate

• 20 ml suco limão Tahiti

• algumas gotas de Tabasco

• algumas gotas de molho inglês

• salpicar com Lemon pepper

• sal a gosto

• cravos da Índia a gosto

Santa Sour

Profissional: criado por Rafael Welbert,

Esquina Mocotó

Preparo: Amassar os cravos junto com os condimentos,

acrescentar os ingredientes e mistura.

Servir com dupla coagem em copo com crosta de

lemon pepper, decore com bandas de limão tahiti

Ingredientes:

• 60 ml de cachaça Santa Terezinha

Sassafráz

• 5 ml de cachaça macerada com

café robusta

• 1 unidade de clara de ovo

• 10 ml xarope de baunilha

• 30 ml suco limão siciliano

• 3 gotas angostura aromático bitter.

Sobre a Cachaça Santa Terezinha

A Santa Terezinha, que tem origem em 1943 na região

do Vale do Canaã, interior do Estado do Espírito Santo,

foi fundada pelos amigos Antonio Menegatti e Rodolpho

Torezani. A produção é artesanal, feita com cana selecionada,

sem queima no corte, destilada em alambique de

cobre, aquecido com fogo à lenha. É esta característica

que garante um sabor suave, aroma macio sem amargor

e com acidez equilibrada. Atualmente o alambique é dirigido

por Connoisseur Adwalter Menegatti, cachaceiro e

conhecedor com 40 anos de experiência no setor.

Mais informações sobre a Santa Terezinha podem ser

obtidas pelo e-mail contato@cachacasantaterezinha.

com.br, pelo telefone (27) 3325-3175 e no site www.

cachacasantaterezinha.com.br .

81


Voilà

“Me dá um chero”

Por Rafael Lemos, Mandacaru Cachaçaria

Ingredientes:

• 60 a 70 ml de Cachaça Coboclinha Donzela

• 1/2 de limão Taiti

• 14 de lima da Pérsia

• 1/4 de limão siciliano

• 2 colheres de açúcar

• 5 a 6 cubos de gelo

Preparo: Corte os limãos, tirando um pouco das extremidades, separe as metades

do taiti e os quartos dos outros dois, retire a parte do meio (miolo branco) e corte

todas em fatias tipo meia rodelas. Coloque todas no copo médio, adicione o açúcar

e macere para retirar os sucos. Adicione gelo e em seguida a cachça. Mexa bem

com a colher de bar ou bailarina para espahar o açúcar. Acrescente mais gelo para

completar e sirva (veja no vídeo abaixo)

Sobre a Caboclinha Donzela

Link do vídeo: www.facebook.com/mandacarucachacaria/videos/495459827510456/

A Caboclinha Donzela é uma cachaça

branca, descansada 6 meses em inox,

com 42% de teor alcoólico, baixa acidez,

aroma frutado e sabor marcante

de cana. Também está disponível na

linha da empresa a Caboclinha Senhora,

envelhecida por 3 anos em barris de

Carvalho Europeu.

“O nome Caboclinha é uma maneira carinhosa

de se referir à mulher cabocla.

As formas e cores do rótulo fazem alusão

a arquitetura dos casarões mineiros,

tem o objetivo de nos remeter aos

tempos coloniais e passar uma imagem

de tradição”, conta André Ricardo Pereira,

CEO.

A Caboclinha é produzida na cidade

de Toledo, MG, a apenas 140 km da cidade de

São Paulo. A destilaria onde é produzida é um

empreendimento novo com equipamentos de última

geração, totalmente planejado para produzir

cachaça de qualidade. “Nossa sede é aberta

à visitação, que inclui ida a todas as áreas de

produção, explicação técnica sobre o processo

de produção e degustação no final”.

Os produtos, que estão disponíveis em estabelecimentos

como Mandacaru Cachaçaria, Empório

Sagarana, Bar Valadares, Rota do Acarajé e

Raiz Bar, podem ser adquiridos pelos e-commerces

Espírito da Cachaça, Cachaçaria Nacional,

Cachaçaria Original e Savana Cachaças.

Mais informações: (11) 97473-4109 e no Facebook

https://www.facebook.com/alambiquecaboclinha/

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Voilà

Caipirinha com Pinha

Por: Kelly Costa, especialista em caipirinha e blogueira. Autora do livro “Caipirinha Prendada”

Ingredientes:

• ½ limão Tahiti

• ½ pinha pequena e madura

• 1 e ½ colher sobremesa de açúcar

• 80 ml de cachaça tradicional Ibirubá

Preparo: descasque o limão, deixando um pouco da casca,

tire o miolo branco e termine de cortar o limão em gomos.

Coloque o limão com a polpa para cima no copo. Acrescente

a pinha com semente mesmo; acrescente o açúcar; macere

bem, mas sem amassar a casca, apenas a polpa do limão; coloque

gelo e acrescente a cachaça. Finalize decorando a borda

com uma lâmina de limão.

Sobre a Cachaça Ibirubá e a

Cachaçaria Victoria

“Este drinque foi elaborado com

a cachaça Ibirubá tradicional,

com 40% de teor alcoólico, que

apresenta um buquê aromático

equilibrado, composto por aromas

frutado e doce. Destaca-se

pelas sensações de aveludado,

alcoólico e levemente apimentado.

Para o drinque, escolhemos a

pinha por ser uma fruta regional

do Mato Grosso e encontrar-se

em abundância na fazenda onde

é produzida nossa cachaça. Ela

também é conhecida por fruta-

-do-conde ou ata, tem um sabor

adocicado e é rica em vitaminas”,

comenta Elen Griebler, farmacêutica

e responsável técnica da

empresa.

Fazem parte da linha a marca

Santiago do Norte e a Caminhos

de Santiago do Norte, esta última

lançada em 2017, que está disponível

nas versões amburana,

carvalho francês, jequitibá e bálsamo.

Já a Ibirubá é apresentada

nas versões tradicional e blend

de jequitibá com carvalho. Para

2018 a empresa está desenvolvendo

uma linha de licores e bebidas

mistas de cachaça.

A história da empresa remonta ao século XIX.

Giovanni Nicolodi, natural da Itália, chegou ao

Brasil com sua família em 1878. No ano de

1903 a família migrou para Ibirubá (RS), adquiriu

novas terras e iniciou atividades como

a produção da cachaça. Fabricavam para o

consumo próprio e muitas vezes distribuíam

para os amigos.

Por gerações a fabricação de cachaça continuou

como uma tradição na família Nicolodi,

passando de pai para filho. “Atualmente, nossa

cachaça é produzida no Distrito de Santiago

do Norte, situado no Município de Paranatinga

em Mato Grosso, onde um arrojado

projeto de urbanismo dá inicio a uma nova

cidade no coração mato-grossense. Com tradição

de mais de um século na produção artesanal,

fomos buscar a excelência na fabricação,

onde os cuidados com a seleção de canas e do

canavial próprio, bem como de todas as fases

de produção, são conduzidos por profissionais

engajados no projeto de oferecer uma bebida

do mais alto nível de qualidade.

Nossa cachaça tradicional, pura e branca, é

armazenada para envelhecimento, em tonéis

de Carvalho Francês, Jequitibá Rosa, Bálsamo

e Amburana”, pontua Elen.

Presente em empreendimentos como Uruguayo

Parrilla Restaurante (Cuiabá), Restaurante

Garimpo (Embu das Artes) e Empório

Copo d´água (São Paulo), os produtos da empresa

podem ser adquiridos online no

site: www.cachacariavictoria.com.br .

A sede está aberta a visitações, mediante

agendamentos. “Fica em uma fazenda

no Distrito de Santiago do Norte, Mato

Grosso. Está situada a 200 km da reserva

do Xingu”, finaliza a entrevistada.

Mais informações: (11) 2227-2797,

elen.griebler@cachacariavictoria.com.

br e www.cachacariavictoria.com.br .

83


Voilà

Drinque do Sítio

Por: sugestão enviada pela empresa

Sobre a Werneck

Premium Ouro

Ingredientes:

• 10 folhas de manjericão

• 2 bailarinas de açúcar

• 2 limões galegos (ou Tahiti) espremidos na hora

• 1 dose de Licorelle Werneck

• 2 doses de Cachaça Werneck Premium Ouro

• Gelo

Preparo: na coqueteleira, macerar o manjericão com o açúcar. Adicionar o

suco dos limões, o Licorelle , a Cachaça Werneck Premium Ouro e o gelo.

Agitar bem. Coar no copo alto. Decorar a gosto.

Envelhecida por no mínimo 2 anos

em barris de carvalho francês, é

uma cachaça premiada internacionalmente.

Em 2017 ganhou uma

Medalha de Ouro no Miami Rum XP

e outra também de Ouro no Concours

Mondial de Bruxelles Edição

Brasil. “ Já o nosso Licorelle é um

licor fino de laranja, totalmente

natural e produzido à base da Cachaça

Werneck Tradicional. Todos

os nossos produtos são Certificados

como Orgânicos pela ABIO”,

comenta Eli S. F. Werneck, sócio-

-administrador.

Entre as novidades da empresa

apresentadas neste ano está a Werneck

Reserva Especial, que recebeu

uma Medalha de Prata e uma de

Ouro nas duas edições do Spirits

Selection by Concours Mondial de

Bruxelles. “Trata-se de uma cachaça

incomum, com armazenamento

sequencial no jequitibá e depois no

carvalho francês. Foi também em

2017 que, depois de vários anos

de práticas orgânicas, recebemos

nossa Certificação Orgânica

para todos os nossos produtos.

Somos uma empresa pequena

focada em qualidade e

objetivando atingir público altamente

exigente.”, explica Eli.

A destilaria recebe visitas em

grupos de no máximo 30 pessoas,

sempre com agendamento

prévio. “Temos profissionais

para atendimento em inglês e

espanhol, e recebe estrangeiros

sem problemas. Nossa estrutura

é simples e agradável”,

finaliza o entrevistado.

Os produtos podem ser facilmente

encontrados em distribuidoras

como Solution, Amburana

e Arte da Cachaça,

Savana, Cachaçaria Nacional,

Drink It, Tonél & Pinga e em

breve na Cachaçaria Brasileira.

Mais informações: (24) 99298-

9900, eli@cachacawerneck.

com.br, e http://www.cachacawerneck.com.br/

84


Voilà

Cachaça Sour

Por: bartender Frajola, drinque presente no Bar Original

Ingredientes:

• 50 ml de cachaça Santo Grau Solera Cinco Botas

• 20 ml de clara de ovo

• 30 ml de suco de limão Taiti

• 2 colheres de chá de melado de cana

• Gelo

Preparo: Bata vigorosamente em coqueteleira o melado de cana,

a clara de ovo, a cachaça e o limão. Adicione gelo e bata de novo.

Sirva numa taça coupe. Decoração: twist limão Taiti

Sobre a Santo Grau Solera Cinco Botas

Pertencente à linha de Cachaças Raras

de Engenho, a Santo Grau Solera Cinco

Botas é uma cachaça de alambique

envelhecida por meio do tradicional

sistema único de Solera. Fruto de diferentes

origens, a bebida é envelhecida

nos barris (ou “botas”, em espanhol)

que por anos armazenaram o tradicional

vinho de Jerez Oloroso da Osborne.

A primeira solera tinha 5 tonéis e batizou

a cachaça: Cinco Botas. Esta rara

cachaça, historicamente amadeirada,

apresenta aroma único e notas de torrado

em seu sabor. Em 2017 foi classificada

entre as 250 melhores cachaças

pelo Ranking da Cúpula da Cachaça.

“Reforçando o compromisso com a produção

totalmente artesanal das cachaças

Santo Grau, a variedade produzida

na Fazenda Barra Grande, em Itirapuã,

desde 1860, mantém a tradição e utiliza

como parte do seu processo uma

roda d’água movimentada pelo riacho

Itambé, que há mais de 150 anos faz

o engenho funcionar. A fermentação

100% natural é feita com fubá de milho,

produzido no mesmo engenho

desde sua construção. A cachaça, que

passa por tonéis de carvalho e jequitibá

antes de ser engarrafada, apresenta

aroma suavemente amadeirado e um

sabor aveludado e macio. O processo

de envelhecimento dinâmico e único da

região de Jerez ainda é raro no Brasil.

O engenho de Itirapuã é um dos únicos

a aplicar o método na produção de

cachaças. Com barris empilhados em

linha, líquidos antigos e novos se misturam

para garantir sempre a mesma

qualidade. Tudo isso acontece sob os

cuidados rigorosos da família Figueiredo

Cristófani, a frente do engenho

há quatro gerações”, comenta Maurílio

Crostófani, produtor das cachaças

Santo Grau Itirapuã, Santo Grau Solera

Pedro Ximenes e Santo Grau Solera

Cinco Botas. A marca Santo Grua faz

parte do Grupo Natique.

Aos interessados, os produtos podem

ser encontrnados em distribuidores

como a Imigrantes Bebidas (www.imigrantesbebidas.com.br),

Cachaçaria

Nacional (www.cachacarianacional.

com.br), Cachaça Express (www.cachacaexpress.com.br)

e Distribuidora

Brasil Excellance.

Mais informações no site: http://

santograu.com.br/br/ e na página

no Facebook: https://www.facebook.

com/CachacaSantoGrau

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Voilà

Dom Sour

Por: Henrique Passos, bartender do Grupo Churrasqueira, proprietário das empresas Drink &

Shot (consultoria de bares ) e Atelier Drinks (realização de eventos especiais)

Ingredientes:

• 50 ml de Dom Bré Clássica (jequitibá)

• 20 ml de xarope de mel com cravo e canela

• 20 ml de limão

• 30 ml de clara de ovo

• 3 Gotas de Drink & Shot Coffee Bitter

• 3 Gotas de Angostura

Preparo: em uma coqueteleira com gelo coloque todos os ingredientes, menos os

bitters. Bata, em seguida faça um dry shaker, e coe para um copo longo com gelo,

finalize com 1 ramo de hortelã, 1 pau de canela e as gotas de bitter.

Sobre a Dom Bré Clássica (Jequitibá)

“O coquetel remete ao clima do interior

de Minas, com o tradicional ‘remédio’

mel e limão, dando aquele toque especial

das especiarias mais mineiras, o cravo

e a canela. Outro diferencial é a escolha

da Dom Bré Clássica, uma cachaça que

passou por tonéis de jequitibá, uma madeira

tradicionalmente nacional e que dá

a suavidade para o coquetel, finalizando

com os aromas de café de Minas Gerais”,

destaca Henrique Passos, bartender que

elaborou o drinque.

Geraldo Magela, diretor do Alambique

Guarani, enfatiza a aposta da

empresa na qualidade: “o Alambique

Guarani foi projetado e concebido

para produzir cachaça em quantidades

pequenas, de forma sustentável,

preservando as tradições seculares

de fabricação da cachaça mineira de

qualidade, não abrindo mão do que

existe de mais moderno e eficiente em

boas práticas de fabricação e segurança

dos alimentos, resultando em

um produto sem igual. No Alambique

Guarani o que faz a diferença na bebida

é o carinho com que é produzida. O

esmero no controle de todas as fases

da produção coloca nossa cachaça entre

os melhores destilados do mundo.

A Dom Bré é uma bebida fantástica,

resultado da seleção das melhores cachaças

dos melhores tonéis da destilaria,

dando origem a um produto único,

suave e sem comparação”.

Para 2018 ele indica novidades a caminho,

como a Dom Bré Extra Premium,

uma cachaça envelhecida por no mínimo

três anos em tonéis de carvalho.

“Em 2018 participaremos do evento

Cachaça Festivals UK que acontece na

Inglaterra, no mês de abril”.

O alambique é aberto à visitação e

está localizado em Guarani, uma pequena

e acolhedora cidade do interior

de Minas Gerais. Durante a visita é

possível conhecer todo o processo de

fabricação, desde a colheita da cana

até o envelhecimento e engarrafamento

da cachaça. A marcação

das visitas é realizada através

do email: contato@alambiqueguarani.com.br

.

Mais informações: Facebook

www.facebook.com/cachaca-

DomBre, Instagram @cachaca-

DomBre e no site www.alambiqueguarani.com.br,

que está

disponível nas versões inglês e

português; ou ainda pelo fone

(32) 99942-1062, departamento

comercial.

86


Voilà

Madame Guaaja

Ingredientes:

• 50 ml de Guaaja Armazenada

• 10 unidades de seriguela

• 1 pimenta Murici

• Raspas de Cumaru (Tonka)

Preparo: masserar bem a seriguela e a pimenta Murici na

coqueteleira. Acrecentar a Guaaja Tiquira, as raspas de

Tonka , gelo e chacoalhar . Se necessário adicionar açúcar

a gosto. Coar e servir.

Saudade

Por: barwoman Jessica Sanchez

Ingredientes:

• 45 ml de aguardente Guaaja

Tiquira

• 15 ml de xarope de açúcar

• 7,5 ml de purê de amora

• 7,5 ml de sumo de maracujá

Preparo: bater todos os ingredientes

com gelo, coagem fina

para copo baixo com gelo novo.

Finalizar com ramo de hortelã

Old Is Cool

Ingredientes:

• 45 ml de aguardente Guaaja Tiquira

• 15 ml de Cynar (aperitivo de

alcachofra)

• 15 ml de Campari

Preparo: mexer tudo com gelo. Coagem

simples para copo baixo com gelo

novo. Finalizar com zest de Pomelo e

folha de sálvia

88


Voilà

Guaaja Ginger

Por: barwoman Jessica Sanchez

Ingredientes:

• 45 ml de aguardente Guaaja Tiquira

• 15 ml de suco de grapefruit

• 7,5 ml de xarope de gengibre

• Gelo

Preparo: bater todos os ingredientes com gelo.

Coagem simples para copo baixo com gelo maciço.

Finalizar com spray e zest fino de Taiti e 2 mirtilos

Guaaja Piña Sour

Por: barwoman Jessica Sanchez

Ingredientes:

• 45 ml de aguardente Guaaja Tiquira

• 15 ml de clara de ovo pasteurizada

• 15 ml de xarope de abacaxi

• 15 ml de suco de limão Taiti

Preparo: bater todos os ingredientes em coqueteleira,

juntamente com casca de limão, para eliminar o cheiro de

ovo. Acrescentar gelo e bater novamente. Coagem simples

para taça coupé pré-resfriada. Finalizar com perfume de

casca de limão, gotas de angostura e fatia de limão desidratado.

Sobre a Guaaja Tiquira

Medalhista no Concurso de Degustação

às Cegas da Expocachaça 2017, a

Guaaja Tiquira está presente na carta

de empreendimentos refinados, como

Fasano, Emiliano, Caesar Park, Sheraton

Barra, Yoo2 Rio, Praia Ipanema

Hotel, Íbis São Luís, Minas Tênis

Clube, Academia da Cachaça Leblon,

Vizinho Gastrobar, Nambu Restaurante,

Must Bar do Tivoli Mofarrej

Hotel, entre outros.

Destilado obtido a partir do mosto fer-

mentado da mandioca, com grau alcoólico

de 40%, a tiquira é um símbolo

do ‘Made in Brazil’ tipo exportação.

“Obtida da melhor mandioca, selecionada

e cultivada cuidadosamente,

fermentada e destilada com

muito talento e carinho, utilizando

alambiques de cobre como nas melhores

destilarias, possui delicados

aromas de flores brancas e é maravilhosa

em boca se apresentando

macia porém decisiva, harmônica

e estruturada. Com uma altíssima

elegância e uma persistência longa,

porém agradável. É ótima para aperitivo

antes das refeições ou como

digestivo”, comenta Raphael Zanon

sommelier do restaurante Satyricom

do Rio de Janeiro.

Mais informações e loja online no

site www.guaajatiquira.com , pelo

fone (21) 99966-7786 ou pelo e-mail

contato@guaajatiquira.com .

89


Voilà

Este drinque traz o toque doce da polpa

com o azedinho da casca, tornando-o

instigante; é brasileiríssimo e apropriado

para a festas de final de ano pela suavidade,

já que tem sabor delicado. Refrescante,

é perfeito para se beber em

volta da piscina ou nas férias na praia.

“A WIBA! Amburana, a tradicional cachaça

armazenada em tonéis de Cerejeira

- como é popularmente conhecida

-, tem presença marcante de madeira

e floral, e gosto levemente adocicado

lembrando notas de melaço, decorrente

da própria madeira devido ao seu

armazenamento no tonel. Costuma

agradar os apreciadores da clássica

cachaça. É atestada pelo certificado

de análise da ESALQ-USP e entrou na

carta de cachaças da Cachaçaria Macaúva

2017 assinada pelo especialista

Milton Lima”, comenta Wilson Roberto

de Barros, diretor comercial. “Entre o

que nos diferencia no mercado está o

modelo inovador de consumo que a

marca trouxe, chamado de ‘Caipirinha

na Boca’, uma forma descontraída

e desconstruída de tomar o drinque

mais brasileiro de todos: a caipirinha.

A ideia foi levar os ingredientes e temperos

para fora do copo, colocando os

pedaços da fruta na boca acompanhado

de sal ou açúcar, mastigando até

sentir o sumo da combinação, para

em seguida dar um pequeno gole na

cachaça”, destaca Wilson.

A empresa, que faz parte da lista das

250 mais apreciadas do Brasil segun-

Chica Chica

Boom

Por: barman Thor Geckler

Ingredientes:

• 10 jabuticabas

• 1 colher de sobremesa de açúcar

• 2 doses de WIBA! Amburana

• 1 ramo de manjericão para decoração

Preparo: coloque na coqueteleira a jabuticaba, o açúcar e macere.

Acrescente a cachaça WIBA! e o gelo. Bata vigorosamente a

coqueteleira. Deposite em um copo baixo e acrescente o ramo de

manjericão para decorar.

Sobre a Cachaça Wiba! e o drinque

do primeira fase do novo Ranking

da Cúpula da Cachaça, está prestes

a anunciar novidades em sua linha:

deve lançar uma cachaça premium

envelhecida 3 anos no Carvalho Americano.

“Para 2018, teremos também

mais um lançamento que promete

aquecer ainda mais o mercado de bebidas

de luxo”, antecipa o diretor.

Presente em empreendimentos como

Churrascaria Barbacoa, Pizzaria Veridiana,

Modi Gastronomia, Filial,

Giovannetti e Esquina do Fuad, a

Wiba! pode ser adquirida diretamente

nos canais de venda da empresa: (11)

5041-1591 ou contato@cachacawiba.

com.br e www.cachacawiba.com.br.

As entregas são realizadas para todo

o Brasil.

O alambique da Wiba! está aberto aos

visitantes, de segunda à sábado, das

7h às 16h. “Além de conhecer a fábrica

e degustar os nossos produtos, é

possível fazer um tour pelo sítio Ouro

Fino, propriedade onde o alambique

foi construído. Prepare a máquina

fotográfica pois a paisagem rural vai

te encantar. Recebemos visitantes internacionais

com agendamento prévio.

Para agendar sua visita, contate:

contato@cachacawiba.com.Br ou (11)

5041-1591 (15) 99603-5945. O alambique

fica em Torre de Pedra, a 170

km da capital paulista”, finaliza.

92


Voilà

Ambagaí

Ingredientes:

• 50 ml de cachaça Mazuma Minienira armazenada em Amburana

• 100 ml de leite de coco natural

• 1 colher de sopa de goiabada cascão de colher

• 1 xícara de gelo picado

• Coco ralado, goiabada e cana-de-açúcar; para enfeitar

Preparo: bata todos os ingredientes, com exceção da cachaça, em um

liquidificador até homogeneizar. Em seguida, adicione a cachaça Mazuma

Mineira armazenada em Amburana e bata por 5 segundos. Servir em um

copo highball (ou copo de coquetel de 200 ml) decorado com goiabada, coco

ralado e um gomo de cana-de-açúcar descascado.

Sobre a a Mazuma

“De aroma adocicado e de bastante

personalidade, a Mazuma Mineira harmoniza

muito bem com queijos maturados,

de sabor intenso. No verão,

a sugestão é servi-la em copo baixo

com poucas pedras de gelo, tal qual

um bom uísque”, comenta Raisa Zarin,

porta-voz da empresa.

A Mazuma Mineira é uma cachaça artesanal,

feita em alambique de cobre

com todo o cuidado do proprietário,

um ex-aposentado apaixonado pelo

aroma doce e complexo dessa bebida

genuinamente brasilera. A sede da

empresa está situada no vilarejo de

Bichinho (Vitoriano Veloso), em MG. A

propriedade foi desenhada a fim de expor

aos visitantes todo o processo produtivo,

desde o canavial próprio até a

adega onde ficam os barris de diversas

madeiras.

A empresa, que recebe visitantes em

sua sede, está preparando novidades

para o ppróximo ano: “Em 2018, lançaremos

um novo blend decachaças

armazenadas em Carvalho Francês e

Carvalho Americano. Em relação às

visitas, fazemor tour guiado, no qual

expomos aos visitantes todo o processo

produtivo: desde a área do plantio

da cana, até a adega onde ficam armazenados

nossos barris e tonéis de

diversas madeiras. Nossa estrutura visa agradar

todos os sentidos dos visitantes. Os horários de

visitação podem ser encontrados em nosso site”,

finaliza.

Na página da empresa na web, no endereço

https://www.mazuma.com.br, há uma loja online

que permite a aquisição dos produtos.

93


Voilà

Foto ilustrativa

Sabores da terra

Por: Queila Turchetto (nutricionista, especialista em fisiologia e mestre em engenharia

ambiental. Professora do curso de Gastronomia Unicesumar desde de 2008. Possui

ênfase em alimentos e bebidas e em assessoria e consultoria em bares e restaurantes)

Ingredientes:

• 50 ml de café forte (frio)

• 30 ml de melaço de café (200 ml de café forte, 50 g de mel, 50 g de açúcar

demerara)

• 2 bagas de cardamomo

• 1 pitada de cravo em pó

• 1 pitada de gram masala (rende 200 ml)

• 50 ml de cachaça Companheira Extra Premium

• Grãos de café para decorar

Preparo: bata tudo em uma coqueteleira com gelo, coe e sirva. Decore

com grãos de café torrado.

Sobre a Cachaça Companheira

A empresa tem uma coleção de prêmios:

• Medalha de Ouro no Concurso de

Degustação as Cegas da Expocachaça

2013;

• Eleita entre as 12 melhores cachaças

envelhecidas do Brasil no ranking da

revista VIP – edição de julho de 2013.

• 7º lugar no I Ranking da Cúpula da

Cachaça, realizado em 2014.

• Medalha de Ouro no Concurso de Degustação

as Cegas da Expochaça 2014;

• Eleita a Cachaçaria do Ano em 2014

por ter obtido a maior nota (9,5) e o

maior número de medalhas nos quatro

concursos promovidos pela Expocachaça;

• Medalha de Prata no Concurso

Mundial de Bruxelas 2014 (Spirits

Selection 2014),

• 5º lugar conquistado entre 15 cachaças

eleitas no Ranking VIP da Cachaça.

• 3º lugar no II Ranking da Cúpula

da Cachaça em 2016

• Medalha de ouro no Concurso de

Degustação as Cegas da Expocachaça

2016

• Medalha de ouro no Concurso Mundial

de Bruxelas 2016 (Spirits Sellection

2016),

• Medalha Gran Ouro conquistada no

Concurso Mundial de Bruxelas 2016.

Encontrada nos principais distribui-

dores de cachaças especiais do setor

como Cachaçaria Nacional, Adega

Brasil, Século Adega e Solution Coml,

a Companheira seu destacou em 2017

apresentando três novidades:

• a Cachaça Companheira armazenada

em tonel de Castanheira: uma

cachaça leve, de coloração amarelo-

-palha, com notas suaves de frutas

frescas e levemente adocicada.

• o Licor de Cachaça: feito com cachaça

armazenada em tonel de Imburana

e bagas de zimbro seco. Uma

bebida harmônica devido a união das

notas doces da Imburana com o frescor

do zimbro.

• a Cachaça Companheira Seleção de

Barris - 12 Anos: um blend de barris

de Carvalho europeu com 12 anos de

envelhecimento, assinada pelos especialistas

Maurício Maia, Leandro Batista,

Milton Lima e Manoel Agostinho.

O produto é fornecido em francesa serigrafada,

gargalo em cobre, tampa de

vidro e cortiça, numeração em placas

de cobre. A embalagem é uma caixa

de madeira com fundo de espelho e

tampa de vidro, brasão decorativo em

cobre e folheação em ouro.

Mais informações: (44) 98803-0456,

comercial@cachacacompanheira.

com.br e www.cachacacompanheira.com.br

94


Voilà

Caipirinha de Três Limões

Ingredientes:

• 70 ml de Saliníssima

• ½ Limão Taiti

• ½ Limão Siciliano

• ½ Limão Cravo

• 3 colheres de rapadura cortada

• Gelo

Preparo: adicione em um copo de caipirinha todos os limões cortados em fatias, a rapadura

e macere. Acrescente o gelo, a cachaça e mexa bem.

Sobre a Cachaça Saliníssima

Produto da Natique, também responsável pelas consagradas Santo Grau e Espírito

de Minas, a cachaça artesanal premium Saliníssima é produzida na Fazenda

Matrona, que tem como principal atividade, desde 1955, a elaboração de cachaças

e rapaduras. O processo de envelhecimento, em barris de bálsamo, confere

um sabor amadeirado e macio, a cor amarelada e o corpo vigoroso refletem o

cuidado com o cultivo e as práticas originais de produção das cachaças artesanais

mineiras.

Informações: www.salinissima.com.br

96


Voilà

Caipirinha de Banana

Ingredientes:

• 100 ml de Cachaça Companheira armazenada

em tonel de Imburana

• 20 ml de Licor Companheira de Banana

• 30 g de banana nanica

• 20 g de açúcar

• 20 ml de suco de limão

Preparo: cortar as bananas em rodelas.

Macerar com o açúcar e o limão.

Colocar gelo, a cachaça e o licor de

banana. Decorar com banana.

Informações:

www.cachacacompanheira.com.br

Maracangalha

Ingredientes:

• 60 ml de Da Chica Pimenta

• 1 colher rasa de açúcar

• 1 pimenta para decoração

• 80 ml de base da Maracangalha (bater no liquificador: 1 abacaxi descascado,

200 g de gengibre, 10 g de pimenta rosa e 1 maracujá)

Sobre a Da Chica

A cachaça orgânica Da Chica tem como base a Cachaça

Weber Haus, um dos mais premiados alambiques

do País e com extensa linha de produtos. A

Da Chica usa como ingredientes ervas, frutas e raízes

cuidadosamente selecionadas e reservados em

tanques de inox em infusão com cachaça. OUtras

versões disponíveis: abacaxi, butiá, café, damasco,

mel, hortelã e pimenta.

Informações: www.dachica.com.br

97


Voilà

Drinque Gouveia Brasil

Profissional: “Mestre” Derivan Ferreira de Souza (especialistas em coquetelaria,

autor de 5 livros sobre o tema, ex-diretor da Associação Brasileira

de Barmen (ABB) e da Associação Internacional de Barmen (IBA) como vice

presidente para América do Sul)

Ingredientes:

• 50 ml de cachaça Gouveia Brasil

• 60 ml de café quente

• 20 ml de Kaly Caramelo (concentrado com extrato de marmelo com o

sabor do caramelo)

• 3 pedaços de chocolate

• 1 colher de chá de açúcar

• Chantilly

• Raspas de limão

Spritz Unusual

Por: mixologista Alex Mesquita

Ingredientes:

• 50 ml de St. Germain

• 4 gotas de bitter de laranja

• Completar com espumante Martini Extra Brut

Preparo: servido em taça específica de Spritz. A receita é feita diretamente

na taça e mexida com uma bailarina. Decore com uma meia

lua fina de grapefruit.

98


Voilá

Drink Caiobá

Por: Roselayne Uai (RôUai, idealizadora do projeto “Circuito Charmoso da Cachaça”)

Ingredientes:

• gredientes

- 65 ml de cachaça Bassi Prata

- 50 g doce em pasta artesanal de ubá-peva com hortelã

- 3 lâminas de limão Taiti

- Gelo

- Finalização agua com gás e garnish de fatia fina de limão

e uma folha de hortelã.

História do drinque: Caiobá é a praia do litoral paranaense

considerada a “Namorada do Paraná”, mas também é uma

referência a uma tribo guarani da região de Guaratuba, no

PR, praia a 5 km de S.de Matinhos. Em tupi significa “cai =

macaco; ubá/ba = fruto”, assim “fruto de macaco”.

Preparo do doce:

• 400 g de uba-peva (polpa fresca)

• 100 ml de agua filtrada

• 150 g de açúcar cristal

• 10 folhas de hortelã fresca

Preparo: triturar tudo ao liquidificador até virar uma pasta.

Peneirar e levar ao fogo por 20 minutos, sempre mexendo.

Deixar esfriar e servir.

Preparo do drinque: na coqueteleira levar todos os ingredientes

menos aguá. Bater bem fazer dupla coagem e servir

no copo baixo com laminas de limão e gelo. Finalizar com

pouco de agua com gás. Decorar livremente como queira.

Nota: os frutos uba-peva são sucosos, acidulados, e têm gosto de abacaxi. Os

frutos podem ser consumidos in natura ou na forma de sucos, geleias e sorvetes.

As flores têm bom potencial apícola e a planta precisa ser cultivada para ser

salva da extinção.

Sobre a Cachaça Bassi

Medalha de Ouro no Mundial de Bruxelas Edição Brasil e Medalha de Prata na

Expocachaça 2017 com a Cachaça Bassi Prata, o Engenho Cachaça Bassi produz

cachaças de ótima qualidade, seguindo as tradições herdadas de seu fundador,

mas com o espirito inovador e visionário. “A cachaça vem ganhando cada vez

mais espaço entre os chefes de gastronomia devido a sua grande versatilidade,

não encontramos em nenhum outro tipo de destilado variações de madeiras para

envelhecimento, isso só ocorre com a cachaça, dessa forma os chefes conseguem

explorar uma variação muito grande em aromas e sabores tornando assim a cachaça

uma grande parceira na gastronomia. E também por ser um produto tipicamente

brasileiro”, destaca Evandro Silva Eto, administrador.

Mais informações: comercial@cachacabassi.com.br, telefone (43)3531-1435 e no

site www.cachacabassi.com.br .

99


Voilà

Cachaçaria Terra Forte

Por: Cachaçaria Terra Forte

Ingredientes:

• 1 copo cheio de gelo

• 1/2 copo com licor de jabuticaba

Terra Forte

• 1/2 copo com suco de maracujá

• 1 dose de cachaça Terra forte

Preparo: No copo cheio de gelo, colocar

meio copo de licor de jabuticaba Terra Forte.

Depois, bem devagar, coloque o meio copo

de suco de maracujá e não misture. Eles vão

ficar bifásicos. Depois coloque a dose de cachaça

Terra Forte, também não misture, pois

esta se dissipará lentamente.

Sobre a Terra Forte

Empresa familiar, de pequeno porte, que

iniciou suas atividades em 2000 e está sediada

na Fazenda Terra Forte, no município

de Presidente Juscelino, MG, a Cachaçaria

Terra Forte oferece, além de cachaças envelhecidas

em diferentes tipos de madeira,

toda uma linha de licores que se destaca por

privilegiar os sabores do Cerrado. Todas as

versões são elaborados com a utilização de

matéria-prima selecionada e sem aditivos

químicos. Aos interessados, os produtos da

Terra Forte são distribuídos pelo seu parceiro

comercial Adega da Pinga.

Informações pelo telefone (31) 3337- 2974 ou

pelo e-mail adegadapinga@adegadapinga.com.

br. Site: www.adegadapinga.com.br .

Mais informações:

www.cachacaterraforte.com.br

100


Voilà

Only 4U

Por: chef e barman Richard Robertt

Ingredientes:

• 120 ml de Vodka Kadov

• 30 ml de Curaçao White

• 30 ml de suco de lima natural

• 25 ml de licor de romã

• 25 ml de licor de amêndoa

• 1 fatia de abacaxi cortado em

oito pedaços

• 5 cubos de gelo

Sobre a Kadov

Produto premium, é elaborada com 100%

de cereais, seguindo o padrão de qualidade

das melhores marcas europeias. A linha

conta com vodka tradicional e as saborizadas

Cranberry e Vanilla. A vodca Kadov

pertence a linha da CRS Brands, fundada

pela família Cereser em 1926. A empresa

se diferencia por atuar em todo território

nacional com um portfólio inovador e diversificado

de bebidas, incluindo vinhos

de mesa e vinhos finos, vermouths,

conhaque, aguardente de cana, vodka,

e especialmente a Sidra Cereser,

até hoje marca líder da categoria

no país. A CRS Brands é

pioneira na produção de sidras no

Brasil e também a primeira a elaborar

a versão Premium da categoria,

a Cidre Cereser. Portfólio completo

em: http://crsbrands.com.br

101


Voilà

Drinque com Alecrim

Por: Lélida Cardoso

Ingredientes:

• 50 ml de Cachaça Melicana Tradicional

• 50 ml de água de coco

• 1 limão siciliano cortado em cubos

• 1 galho de alecrim

• Gelo e açúcar a gosto

Sobre a Cachaça Melicana

Armazenada em tonéis de castanheira que lhe confere uma coloração levemente

amarelada e a maciez do envelhecimento, preservando o sabor da autêntica cachaça

de cana. A Melicana também produz um excelente destilado de mel.

Informações: www.cachacariamelicana.com.br

Lagoa Azul

Foto ilustrativa

Ingredientes:

• 1 dose de suco de limão;

• ½ dose de vodka;

• ¼ dose de licor creme de

curaçau Dom Tápparo;

• 1 lata de soda limonada;

• Gelo.

Preparo: bater em uma coqueteleira o suco de limão,

vodca e o licor de curaçau Dom Tapparo. Ponha tudo

em um copo longo e complete o copo com soda. Pode ser

decorado com laranja ou cereja. Sobre a produtora do

licor: premiado com seus diversos rótulos de cachaça,

como a Cabaré, o Engenho Dom Tápparo tem uma linha

de licores em 20 diferentes sabores e composições. Mais

informações: www.domtapparo.com.br

102


Voilà

Coronel Negroni

Por: enviada pelo Alambique Santa Rufina

Ingredientes:

• 2 partes de cachaça Sebastiana

Carvalho Single Barrel

- 1 parte de Aperol

- 1 parte de Vermuth

- Gelo a gosto

- Twist de Laranja para decorar

Sobre a Sebastiana Carvalho

Single Barrel: produzida pelo Alambique Sanata Rufina, tem envelhecimento em barris de

Carvalho Americano de primeiro uso ocorre por pelo menos três anos. Tem aroma suave

e adocicado, com camadas elegantes de caramelo e baunilha. No paladar, notas de frutas

secas, coco e madeira dão a esta cachaça a maciez aveludada. Mais informações:

www.cachacasebastiana.com.br

Amarelinho

Por: Laércio Zulu

Ingredientes:

• 30 ml de Spiral Cachaça

• 30 ml de aperitivo Aperol

• 10 ml de mel

• 30 ml de chá verde sem açúcar

• 5 ml de suco de limão siciliano

Preparo: encha taça Cocktail com gelo

cubo e reserve. Em uma coqueteleira,

adicione gelo cubo, todos os ingredientes e

bata. Retire a o gelo da taça, sirva o coquetel

com coagem fina e decore com physalis

na borda da taça.

Sobre a Spiral Drinkmaker

Fabricada pela Destom, foi desenvolvida especialmente para preparação de drinques.

Com personalidade, mas leve, a Spiral não se sobrepõe ao sabor das frutas.

É ideal para o público jovem, principalmente o feminino.

Informações: http://drinkmaker.com.br

103


Voilà

Santa Cerva

Por: Engenho Buriti

Ingredientes:

• 1 dose de Cachaça Santuário de Minas

• 1/2 dose de mel

• 1/2 dose de suco de limão siciliano

• 1 pedaço de gengibre fresco

• 2 doses de cerveja lager ou pale ale

Preparo: em uma coqueteleira, dissolva

o mel na cachaça. Adicione o gengibre

e macere junto à mistura. Adicione

o suco de limão, bastante gelo e bata

na coqueteleira por 20 segundos. Sirva

em um copo com gelo novo, usando

um coador para filtrar os pedaços do

gengibre. Complete o copo com a cerveja,

misture levemente e decore com

um gomo de limão na borda do copo.

Sobre a Cachaça

Santuário de Minas

Produzida pelo Engenho Buriti, é armazenada em tonéis de carvalho e excelente para

ser degustada gelada. Informações: www.engenhoburiti.com.br

104


Voilà

Coquetel de abacaxi

com gengibre

Por: Prosa Mineira

Ingredientes:

• 50 ml de cachaça branca Prosa Mineira

• 1 rodela de abacaxi cortada em cubos

• 2 colheres (chá) de açúcar

• 4 colheres (chá) de xarope de gengibre

• Gelo

Preparo: macere levemente o abacaxi cortado em

cubos, com o açúcar, em um copo típico de uísque.

Adicione as quatro colheres de xarope de gengibre.

Coloque o gelo e despeje a cachaça em movimento

circular. Sirva com canudo. Para fazer o xarope

de gengibre: corte de 10 a 12 rodelas de gengibre,

coloque quatro colheres (chá) de açúcar dentro de

um copo. Lacre e deixe o caldo do açúcar escorrer

por 20 minutos. Está pronto o seu xarope.

Sobre a Cachaça

Prosa Mineira

A linha é composta pela Cachaça Tradicional (armazenada

em tonéis de inox por 1 ano), Cachaça

Clássica (envelhecida em tonéis de Jequitibá Rosa

por 1 ano), Cachaça Ouro (envelhecida em toneis de

Amburana por 2 anos), Cachaça Carvalho (envelhecida

em tonéis de Carvalho por 4 anos), Cachaça

Tiúba de Minas (blend de três madeiras: Carvalho,

Jequitibá e Amburana, por 1 ano).

Informações: www.cachacaprosamineira.com.br

105


Voilà

Caipirinha de Jabuticaba

Por: chef Bia Goll

Ingredientes:

• 80 ml de cachaça Santo Mário

Ouro

• 2 colheres de açúcar mascavo

• 5 a 8 jabuticabas médias

• Gelo

Preparo: coloque as jabuticabas no

copo, adicione o açúcar mascavo e

macere. Adicione o gelo e em seguida

a dose de cachaça. Com auxílio

de uma colher, mexa bem.

Link do Video: www.youtube.com/watch?v=w5GF9o4oWWo

Sobre a Cachaça Santo Mário Ouro

Após destilada, essa versão passa por dois anos em barril de

carvalho, o que lhe concede suavida e um toque de baunilha

que combina muito bem com a jabuticaba e o açúcar mascavo.

Tem notas tostadas de caramelo e um leve toque de baunilha,

que agrada aos mais exigentes paladares, principalmente

quando servida gelada. Também está disponível a

versão Santo Mario Prata, armazenada em tonéis de amendoim,

madeira nobre brasileira que não interfere na cor da

bebida. É leve, com sabor suave e acidez equilibrada.

Localizado em Catanduva, no interior do Estado de São

Paulo, o Engenho Santo Mário foi fundado em 1983 como

fruto de um antigo sonho de Mário Seghese, filho de imigrantes

italianos. De tradição artesanal e familiar, é reconhecido

em todo o Brasil pela qualidade de sua cachaça,

de sabor superior e consagrado por seus clientes.

Mais informações: http://www.santomario.com.br

106


Voilà

Batida Sonho de Valsa

Ingredientes:

• 3 bombons Sonho de Valsa

• 1 lata de leite condensado

• 300 ml de Cachaça Poço da Pedra

• 1 latinha de guaraná

Preparo: bata tudo no

liquidificador, deixando

os chocolates

por último pra ficar

a parte crocante por

cima. Sirva gelado.

Por: Cachaça Poço da

Pwedra

Sobre a Poço da Pedra

Produzida na fazenda Barriguda, em

Caculé, BA, é uma cachaça de qualidade,

seguindo os mais rigorosos critérios

estabelecidos. De fabricação artesanal,

como sempre foi feita desde o Brasil

colonial, os ingredientes para a produção

do fermento, inicio do processo, são

produzidos na própria fazenda, assim

como os canaviais que oferecem cana

madura com elevador teor de açúcar e

um brix superior. A colheita é manual,

sem queima, no ponto certo e o transporte

ate a moenda é feita como antigamente,

em carros de boi. Retira-se a

palha, a qual serve de

alimento para o gado e

depois de limpa extrai-

-se o caldo, a garapa.

Depois de pronta a

cachaça é armazenada

para curar e descansar

em barris de Jequitibá

Rosa ou Bálsamo ou

Dornas de Inox. Mais

informações: http://

www.grupovaldirsaraiva.com.br

e https://

www.facebook.com/pg/

cachacapocodapedra

107


Voilà

Caipirinha de jabuticaba,

kiwi e abacaxi

Por: Antônio Mesquita (do Pé de Manga, SP)

Ingredientes:

• 1 dose e meia (75 ml) de

cachaça

• ½ colher (sopa) de açúcar

• 2 fatias de abacaxi

• 6 jabuticabas

• ½ kiwi

• Gelo picado

Preparo: em uma coqueteleira,

macere as jabuticabas, o aba-

caxi e o kiwi com açúcar,

acrescente a cachaça e, em

seguida, o gelo picado. Com

uma colher de sopa misture

tudo, em movimentos circulares,

por 5 segundos. Sirva

imediatamente.

Receita no site da Poço de

Pedra: http://www.cachacapocodapedra.com.br

Jaca na Veia

Por: Felipe Leite, bar Riviera (SP) (fonte: http://

www.mapadacachaca.com.br/receitas/jaca-na-veia-

-por-felipe-leite/)

Ingredientes:

• 50 ml de Cachaça

• 30 ml de xarope de jaca com pimenta

• 2 pedaços de jaca mole

• Pedaços de laranja kinkan

• Pimenta rosa moída

• Gelo

Preparo: adicione todos os ingredientes com

exceção da pimenta rosa e gelo. Macerar e mexer.

Adicionar o gelo e a pimenta rosa por cima.

Dica: Substitua a laranjinha kinkan por qualquer

outra espécie de laranja.

Receita no site da Poço de Pedra: http://www.

cachacapocodapedra.com.br

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Voilà

Wasabi Brasil

Por: Claudemir Ferreira (fonte: http://www.mapadacachaca.com.br/receitas/

wasabi-brasil/)

Ingredientes:

• 50 ml de Cachaça Prata

• 5 folhas de hortelã

• 4 gomos de limão Taiti

• 1 lance de mel

• 10 ml de licor de Laranja

• 1 bailarina de wasabi

• Gelo

Preparo: numa coqueteleira, macerar o limão

com o hortelã e a cachaça. Adicionar todos os

outros ingredientes e bater bem a coqueteleira.

Adicionar novo gelo a um copo. Coar o conteúdo

da coqueteleira ao colocar no copo com gelo.

Guarnição: um gomo de limão taiti e um raminho

de hortelã.

Receita no site da Poço de Pedra: http://www.

cachacapocodapedra.com.br

Poço Azul

Por: Cachaça Poço de Pedra

Ingredientes:

• 25 ml de Cachaça Poço da

Pedra Prata

• 25 ml de suco de limão

• 50 ml de Curaçau Blue

• 1 lata de soda limonada

• 4 pedras de gelo

Preparo: em uma coqueteleira, coloque

a cachaça, o suco de limão, o

curaçau e o gelo. Misture bem. Em

uma taça de sua preferência, coloque

mais algumas pedras de gelo e

adicione a mistura. Depois complete

o copo com a soda limonada. Decore

como preferir.

Receita no site da Poço de Pedra:

http://www.cachacapocodapedra.

com.br

Mercedes Tônica

Por: Cachaça Mercedes

Ingredientes:

• 50 ml De Mercedes Prata

• 150 ml De Água Tônica

• 2 Fatias De Limão

• Gelo

Modo de Preparo: É só misturar.

Informações:

www.cachacamercedes.com.br

109


Voilà

Havana Sunrise

Receita no site: www.alambiquedacachaca.com.br

Ingredientes:

• 50 ml de Cachaça

• 40 ml de suco de morango

• 30 ml de leite de coco

Preparo: encha meio copo com gelo

picado, adicione o suco de morango e a

cachaça. Coloque o leite de coco sobre o

gelo e decore com 1 morango e 2 cerejas

na borda do copo

Receita também na página do Facebook

da Cachaça Nascente do Velho

Chico: Mais informações: https://

www.facebook.com/pg/cachacanascentedovelhochico

Blood Mary

Por: Cachaça Mercedes

Ingredientes:

• 50 ml de Mercedes Prata

• 150 ml de suco de tomate

• suco de meio limão

• pitada de sal

• pitada de molho de pimenta e molho

inglês a gosto

• Gelo

Modo de Preparo: misturar todos

os ingredientes em uma coqueteleira

e servir com um talo de salsa

para decorar.

Informações:

www.cachacamercedes.com.br

110


Voilà

Suor de Virgem

Ingredientes:

• 1/3 de cachaça

- 2/3 de suco de tangerina

- 1 colher e ½ de leite condensado

Preparo: bater no liqüidificador e servir com gelo.

Sobre a Nascente do Velho Chico

Fundado em 2006, o alambique oferece diversos

rótulos, garrafas e uma cachaça produzida artesanalmente,

seguindo os mais rigorosos padrões,

que fizeram da cachaça mineira símbolo nacional.

Produzida em Piunhi, MG, seu nome surgiu devido

à sua localização, onde nasce o Rio São Francisco, próximo ao

Portal da Serra da Canastra.

Mais informações: www.facebook.com/pg/cachacanascentedovelhochico/

Moda Antiga

(drinque inspirado no tradicional

“Old Fashioned”)

Por: Cachaça Magnífica

Ingredientes:

• Casca de laranja

• Gelo

• 10 ml de xarope de açúcar

• 2 a 4 gotas de Angostura Bitter

• 50 ml de Magnífica Envelhecida

Preparo: num copo com o gelo, misturar bem a cachaça

com o xarope de açúcar e a angostura, mexendo por

alguns minutos. Torcer uma lasca de casca de laranja

na boca do copo, passando depois a casca na borda,

antes de jogá-la ao líquido. Se o bartender tiver destreza,

pode tentar queimar o óleo da laranja quando espremer

a casca, para dar um aroma caramelizado.

Receita no site: http://cachacamagnifica.com.br

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Voilà

Caipirinha Magnífica

Por: Cachaça Magnífica

Ingredientes:

• 1 colher (de café) de gengibre fresco ralado

• Suco de 1 laranja seleta ou pêra, açúcar e gelo a gosto.

• 1 dose de Magnífica Tradicional.

Sobre a Magnífica Tradicional

Descansada no mínimo por dois

anos em tonéis e Ipê, madeira típica

do Brasil, é levemente amarelada,

intensa, e apresenta um agradável

aroma de frutas tropicais. Ide-

al como base para o preparo de

drinques com frutas cítricas, em

especial a ‘Caipirinha’.

Informações: http://cachacamagnifica.com.br

Morrinho

Por: Cachaça Magnífica

Ingredientes:

• 10 a 15 folhas de manjericão

• 10 ml suco de limão (de preferência o galego)

• 10 ml xarope de açúcar

• 50 ml dose de Magnífica Envelhecida

• 2 lâminas de gengibre

• Gelo

Preparo: macere as lâminas de gengibre em uma coqueteleira,

em seguida adicione os outros ingredientes e bata com vigor.

Servir com umas folhas de manjericão na decoração.

Sobre a Magnífica

Envelhecida

Essa versão passa por no mínimo dois anos em barris de

carvalho de 200 litros. Dourada, perfumada e de sabor suave,

pode ser degustada pura ou com gelo, como aperitivo ou

digestivo. Em drinques ou na gastronomia em geral, combina

com chocolate, especiarias e frutas vermelhas. Veja mais em:

http://cachacamagnifica.com.br .

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Voilà

Sex on the Beach

Por: Cachaça Mercedes

Ingredientes:

• Casca de limão

• Gelo

• 25 ml de Liquor de Whisky – Drambuie

• 50 ml de Magnífica Reserva Soleira

Preparo: num copo com o gelo, misturar a cachaça com o Drambuie. Torcer uma

lasca de casca de limão na boca do copo, para dar um aroma de limão, passando

depois a casca na borda do copo, antes de jogá-la ao líquido.

Sobre a Cachaça Mercedes

Produzida em Orizona, Goiás, a Cachaça Mercedes não apresenta aditivos químicos,

utilizando um processo de fermentação natural, resultando numa cachaça pura,

saborosa como deve ser uma verdadeira cachaça artesanal. As Cachaças Merccedes

Ouro e Reserva Especial são envelhecidas em barris de Pau-Brasil por no mínimo

dois anos, incorporando o aroma e sabor da madeira. Já a Prata fica por dois anos

em tanques de inox, com controle de evaporação e aeração. Informações:

www.cachacamercedes.com.br

Chaminé

(“Chaminé” é uma tradução fonética de

“Shinny Nail” uma versão

tropicalizada do tradicional “Rusty Nail”)

Por: Cachaça Magnífica

Ingredientes:

• Casca de limão

• Gelo

• 25 ml de Liquor de Whisky – Drambuie

• 50 ml de Magnífica Reserva Soleira

Preparo: num copo com o gelo, misturar a cachaça com o Drambuie. Torcer

uma lasca de casca de limão na boca do copo, para dar um aroma de limão,

passando depois a casca na borda do copo, antes de jogá-la ao líquido.

113


Voilà

Banana Tonton

Por: CVAQ

Ingredientes:

• 30 ml de Cachaça Ouro Vale das

Águas Quentes

• 30 ml de licor Creme de Banana

Vale das ´Guas Quentes

• 50 ml de suco de maracujá

• 50 ml de leite condensado

• 50 ml de creme de leite

- 8 cubos de gelo

Preparo: junte todos os ingredientes em uma coqueteleira

e agite. Sirva em um copo longo para drinques.

Sobre a Vale das Águas Quentes

A linha da empresa é bem diversificada, vom licores como de jabuticaba, banana, pequi,

jenipapo e até creme de leite com banana. Na linha de cachaças estão disponíveis as versões

Barril 12, Ouro, Prata e a Sênior. A sede da empresa, sempre aberta às visitas e como Selo

TripAdvisor 2016, possibilita uma verdadeira viagem ao passado do Brasil dos engenhos.

Informações: www.cvaq.com.br (esta e outras receitas estão no site da empresa)

Nega Rosa

Por: CVAQ

Ingredientes:

Para o xarope de gengibre:

• 1/2 litro de água

• 1 kg de açúcar refinado

• 250 g de gengibre natural ralado

Para o drinque:

• 50 ml de Cachaça Prata Vale das

Águas Quentes

• 15 ml de licor de melancia

• 5 pedaços de melancia

• 10 ml de suco de limão-siciliano

• 15 ml de xarope de gengibre

Preparo do xarope:

Aqueça a água e acrescente açúcar

refinado, misture bem com um mixer

até que todo o açúcar fique diluído.

Acrescente o gengibre e reserve por 24

horas, após, filtre o xarope e reserve.

Para o drinque

Macere os pedaços de melancia com o suco de

limão-siciliano e o xarope de gengibre em uma

coqueteleira. Acrescente os outros ngredientes e

bata junto com os cubos de gelo. Coe e coloque

em um copo longo com gelo novo.

Para a guarnição, coloque uma fatia fina de

melancia dentro do copo e 1 talo de capim santo

quebrado.

Mais informações: www.cvaq.com.br

114


Voilà

Dry Cachaça

Por: Cachaça Dom Roque

Ingredientes:

• 1 dose de Cachaça Dom Roque

Branca;

• 15 ml de xarope grenadine;

• 5 gotas de vermute francês seco

(noilly prat)

• 1 cereja

Preparo: use um mix-glass (copo alto de vidro, próprio

para misturar coquetéis com a ajuda de uma bailarina).

Adicione em seqüência gelo picado, cachaça, noilly prat

e grenadine. Mexa com a bailarina misturando delicadamente.

Despeje a mistura em um copo próprio para dry

martini previamente gelado e finalize com a cereja.

Sobre a Dom Roque

A Dom Roque possui diferente tipos de cachaças para os diferentes

tipos de paladares que existe. Utiliza somente o coração da destilação

da cachaça para qualquer produto de linha, desde as cachaças

artesanais e mais doce até a envelhecida durante 11 anos com um

sabor amadeirado.

Este ano a empresa lançou a Honey Honey, a primeira cachaça saborizada

da marca, que agora faz parte de uma linha chamada Honey

Flavours, que leva outros sabores de fruta para a cachaça.

Mais informações: www.domroque.com

Pinda Ponche

Por: Mestre Derivan

Ingredientes:

• 500 ml de Sapucaia Florida Cristal

• 8 morangos fatiados

• 2 tangerinas sem pele e sem caroço

em cubos

• 1 laranja sem pele e sem caroço

(cortadas em cubos)

• 1 fatia de abacaxi cortado em cubos.

• 350 ml de refrigerante sabor laranja

Preparo: em jarra de 2 litros coloque gelo (o quanto

baste), os ingredientes pela ordem, em seguida com

uma colher comprida , misture bem, decore com um

espiral de casca de laranja.

Mais informações: http://www.cachacasapucaia.com.

br (receita no site da empresa)

Link do video: www.youtube.com/watch?v=22uTiQK3nkY

115


Voilà

Sapucaia Caliente

Por: Mestre Derivan

Ingredientes:

• 50 ml de Sapucaia Florida Ouro

• 15 ml de suco de limão Siciliano

• 20 ml de red curaçau

• Sal e pimenta do reino moída

• 1 dedo de moça

Link do vídeo: www.youtube.com/watch?v=Leg7aGgp3Js

Mantiqueira

Balada

Por: Mestre Derivan

Ingredientes:

• 40 ml de Sapucaia Florida Cristal

• 20 ml de suco de limão

• 20 ml de Kaly maçã verde

• Completar com citrus

Preparo: em uma coqueteleira coloque

gelo, em seguida a Sapucaia o suco e

o Kaly de maçã verde, bata bem, sirva

em um copo long drink com

gelo. Complete com o citrus,

misture bem. Decore com

maçã verde e cerejas.

Mais informações:

www.cachacasapucaia.com.br

(receita no site da empresa)

Preparo: Coloque em um pires o sal e a pimenta do reino

moída, misture, passe a borda da taça Martini no limão em

seguida, descanse na mistura do sal e a pimenta, formando

um anel na borda. Em uma coqueteleira coloque gelo,

em seguida a Sapucaia, o suco de limão e o licor. Bata bem

sirva na taça Martini com a borda de pimenta e sal. Decore

com uma pimenta dedo de moça.

116


Voilà

Brisa Ribeira

Por: bartender Deivid Alves

Ingredientes:

• 50 ml de cachaça Imigrante

• 50 g de laranja (fruta fresca) ou 30 ml do suco

• 10 ml de suco de limão

• 3 folhas de hortelã

• Energético azul para completar

Preparo: corte uma fatia grossa de laranja pêra,

tire a casca e sementes e coloque em um copo

alto. Macere para extrair o suco da fruta. Adicione

o suco do limão espremido. E as folhas de

hortelã. Não macere a hortelã, apenas bata nela

para liberar o sabor e aroma. Adicione a cacha-

ça e gelo. Mexa bem. Por último

adicione o energético Blue

Wish gelado até completar.

Informações sobre a Cachaça

Imigrante: http://www.

cachacaimigrante.com.br

(receita obtida no site)

Biriba

Preparo: Bata um pouco de fruta-do-

-conde com açúcar e deixe em uma

panela até reduzir ao ponto de caramelo..

Em um copo, misture a fruta-do-conde

caramelizada com gotas de essência de

canela, suco de blueberry e limão desidratado.

Acrescente gelo até completar

o copo. Acrescente as duas doses de

Salinas Cristalina ou Mix. Mexa bem com

uma bailarina e decore com pedacinhos

de fruta-do-conde inteiras.

Mais informações sobre a linha de Cachaças

Salinas em: www.cachacasalinas.

com.br .

Receita obtida no Instagram da empresa:

www.instagram.com/cachacasalinas/

117


Voilà

Maracujá Sour

Por: Bartender Eduardo Furlan

Ingredientes:

• 50 ml de Cachaça Imigrante

• 30 ml de suco de maracujá

• 15 ml de suco de limão

• 1 colher de açúcar

Sobre a Cachaça Imigrante

A Cachaça Imigrante nasce da dedicação

das famílias Nesi e Sorato, em

homenagem aos colonizadores por

região. Nas versões Ouro e Prata, a

Cachaça Imigrante busca atender

aos paladares mais diversificados e

Preparo: adicionar todos os ingredientes

com gelo na coqueteleira,

bater vigorosamente. Coagem dupla.

exigentes.É destilada em alambique de cobre e

posteriormente levada ao armazenamento em

barris de carvalho ou mesmo em dornas de aço

inox, onde mantém as características iniciais.

Mais informações em: www.cachacaimigrante.com.br

(receita obtida no site)

Paixão Cítrica

Por: Bartender Deivid Alves

Ingredientes:

• 60 ml de Cachaça Imigrante

• 30 ml de suco de limão

• 30 ml de suco de laranja

• 25 ml de xarope de maracujá

Preparo do xarope de maracujá: 1

porção de polpa de maracujá com 2

porções de açúcar. Ferver até virar uma calda.

Reservar e deixar esfriar.

Preparo do drinque: em uma coqueteleira adicionar

os ingredientes com gelo e bater. Servir em

um copo baixo com gelo, de preferência coado.

Informações: www.cachacaimigrante.com.br

(receita obtida no site)

118


Voilà

Eggnog

(mistura de ovos, leite, creme de leite gelado, açúcar,

noz-moscada e alguma bebida alcoólica quente)

Ingredientes:

• 6 gemas de ovo

• 1 xícara de chá de açúcar

• 4 xícaras de chá de leite morno

• 1/2 colher de café de sal

• 1 xícara de chá de creme de leite sem soro

• 1 dose de Salinas Cristalina

• 1 colher de café de essência de baunilha

Preparo: peneire as 6 gemas e coloque o açúcar. Bata até virar uma

gemada de cor clara. Acrescente o sal e o leite morno, misture tudo

até ficar homogêneo. Leve a mistura em banho-maria e mexa até que

comece a ficar cremoso. Tire do banho-maria e misture a Cachaça e o

sal. Leve à geladeira para esfriar completamente. Depois de frio adicione

o creme de leite e misture devagar até que fique tudo homogêneo.

Volte a mistura à geladeira para servir gelado. Caso queira quente,

após o creme de leite, voltar ao banho-maria para aquecer. Para servir

pode colocar chantilly e polvilhar noz-moscada a gosto.

Sobre a Salinas Cristalina

Com graduação alcoólica de 40%, é descansada 1 ano em dornas de aço

inox. Possui sabor e aroma característicos da cana. Transparente, límpida

e brilhante, apresenta aroma leve e macio, com acidez equilibrada. Harmonização:

aperitivos, ostras, saladas, canapés e frutos do mar.

Mais informações sobre a linha de Cachaças Salinas em: http://www.

cachacasalinas.com.br .

Receita obtida no Instagram da empresa:

www.instagram.com/cachacasalinas/

119


Voilà

Caipirinha de

Morango e Carambola

Sobre a Salinas Mix

Evolução da cachaça com sabor refrescante e estimulante,

é uma cachaça especialmente desenvolvida para o preparo

de drinques. Tem graduação alcoólica de 40% e é perfeita

para ser misturada com frutas, energéticos, refrigerantes e

outras inúmeras possibilidades. A produção da Salinas Mix,

assim como os demais produtos do Grupo Salinas, acontece

em alambiques de cobre, próprio da produção artesanal. A

cachaça feita neste processo é capaz de resultar em uma

bebida mais suave e com um bouquet mais agradável. Multidestilada,

processo que torna a bebida mais pura a cada

destilação, a Salinas Mix tem a impressão que é uma bebida

mais leve que outras cachaças. Mais informações: www.

cachacasalinas.com.br

Copacabana

Por: Cachaça Salinas

Ingredientes:

• Carambola: 1 unidade picada;

• Morango: 4 unidades picadas;

• Cachaça Salinas Mix: Uma dose bem generosa;

• Limão: 3 fatias finas;

• Hortelã: 1 ramo (somente folhas picadas);

• Açúcar: 3 colheres (sobremesa);

• Gelo a gosto;

Preparo: em um copo baixo, próprio para caipirinha, junte as

frutas e o açúcar e amasse ligeiramente. Adicione as folhas de

hortelã e amasse de novo. Coloque a Cachaça Salinas Mix, o

gelo e mexa. Sirva imediatamente.

Ingredientes:

• Um pedacinho de gengibre fresco;

• Duas doses de Cachaça Salinas Cristalina;

• Duas doses de Chá Verde;

• Xarope de erva-doce;

• Meia dose de suco de limão;

• Uma rodela de limão para enfeitar.

Preparo: combine todos os ingredientes (menos a rodela de

limão) e bata em uma coqueteleira.

Despeje em uma taça e decore com o limão.

Mais informações sobre a linha de Cachaças Salinas em: http://

www.cachacasalinas.com.br .

Receita obtida no Instagram da empresa: https://www.instagram.com/cachacasalinas/

120


Voilà

Mojito de Cachaça

Ingredientes:

• 40 ml cachaça Salinas Mix;

• 20 ml suco de limão;

• 8 folhas de hortelã;

• 2 colher de chá de açúcar;

• Club soda ou Sprite para completar.

Sobre a Cachaça Salinas

Há três gerações, a Família Medrado prepara, com todo cuidado,

uma cachaça de alambique diferenciada. Na cidade

de Salinas, Norte de Minas Gerais, a família se reunia para

fazer uma cachaça cuja fama trazia admiradores de toda a

região em busca de uma dose. Essa tradição atravessou o

tempo e, em 1986, ganhou o nome de Cachaça Salinas. A

Intisica Very Sexy

Por: Cachaça Xanadu

Ingredientes:

• Cachaça Intisica Prata

• 5 morangos

• 1 kiwi

• Açúcar 2 colheres

• Gelo

Sobre a Cachaça Intisica

“Intisicar” quer dizer provocar,

chamar a atenção das pessoas. Este

termo faz parte do vocabulário de

moradores, de descendência açoriana,

do litoral catarinense. Faz parte da

linha da Xanadu, que possui uma das

Preparo: em um copo alto, acrescente açúcar e folhas de hortelã e macere

levemente. Adicione gelo, limão, Cachaça Salinas Mix e complete com Club

Soda, Sprite ou água gaseificada. Decore com um ramo de hortelã. Sempre

que possível use Club Soda. Por ser em geral mais carbonatada que a água

gaseificada, ela amplia a sensação de frescor do coquetel. Sobre o açúcar,

normalmente a colher medida é a de bar, ou bailarina. O volume é menor

que o de uma colher de sopa rasa, mas maior que uma rasa de chá.

Preparo: utilizando uma coqueteleira,

junte as frutas, açúcar e macere

levemente adicione bastante

gelo e a Cachaça Intisica Prata.

Agite bem e sirva.

empresa possui um das mais moderna fábricas de cachaças

artesanais do Brasil, na qual todo o processo atesta a qualidade

do produto. Cada lote fabricado passa por um rigoroso

padrão de qualidade que preza pela pureza e pelo sabor.

Informações completas em: http://www.cachacasalinas.

com.br (receita obtida no site da empresa)

mais modernas e amplas estruturas para a produção de cachaça

artesanal de alambique, com bebidas envelhecendo por seis, oito e

dez anos. Com sede própria na cidade de Blumenau, SC, o nome

“Xanadu” remete à cidade perdida onde tudo é leite e mel, perfeita,

o novo Éden. Mais informações: www.xanadu.com.br .

(Receita no site da empresa)

121


Voilà

Caipirinha

de Mexirica

Por: Cachaça Mazzaropi

Ingredientes:

• 50 ml de Cachaça Mazzaropi (ou mais se

quiser mais forte)

• 1 mexerica inteira sem sementes

• 6 folhas de manjericão fresco

• 2 colheres de sopa de açúcar

• Gelo

Preparo: corte os gomos da tangerina

em cubos, acrescente o manjericão, duas

colheres de açúcar e amasse

bem. Coloque o gelo e complete

o copo com cachaça envelhecida.

Decore os copos com

folhas de manjericão, cubos

de gelo e sirva em doses.

Sobre a Cachaça Mazzaropi

A produção da Cachaça Mazzaropi

começou de forma despretensiosa,

caseira, e apenas para consumo dos

hóspedes e amigos do Hotel Fazenda

Mazzaropi, em Taubaté(SP). Graças

a ótima aceitação dos hóspedes que

queriam presentear amigos e parentes

ou levar a cachaça para casa, a

fabricação tomou maiores proporções

e a bebida, nas versões descansada e

envelhecida, passou a ser comercializada.

O segredo do sucesso está na

produção feita artesanalmente, com

o cuidado e o tempo necessários para

se obter um produto de qualidade,

cuidado que começa com a seleção da

cana e se estende à colheita e à fermentação,

feita sem adição de substâncias

químicas.

Mais informações: http://www.cachacamazzaropi.com.br

(Receita disponível no site da empresa)

122


Voilà

Paixão de Engenho

Por: Cachaça Caranguejo

• 45 ml de Cachaça Caranguejo Gold

• 15 ml de Creme de Cassis

• 1/2 limão cortado em pedaços

• 8 a 12 amoras maduras

• 2 colheres rasas de açúcar

Preparo: em uma coqueteleira, macere o

limão e as amoras com o açúcar, adicione

gelo a Cachaça Caranguejo Gold e o creme

de cassis. Decore com uma rodela de limão

e uma amora atravessados em um palito.

Sobre a Caranguejo Gold

Essa versão da Caranguejo passa por envelhecimento em barris de carvalho

americando, deixando suave e com sabor levemente amadeirado. Informações

completas e mais receitas no site: www.ebbmacaiba.com.br

Kriptonita

Por: Bartender Eduardo Furlan

Ingredientes:

• Cachaça Caranguejo Cristal

• Licor de Menta

• Gelo

Preparo: Coloque gelo um pouco

mais da metada do copo, acrescente

a Cachaça Caranguejo de Alambique

Cristal, e complete com Licor de

Menta. Não precisa mexer.

Mais informações e receitas na página

do Facebook da empresa: www.

facebook.com/cachacacaranguejo/

123


Voilà

Banana Brasil

Por: Cachaça Fogo da Cana

Ingredientes:

• 2 doses de Fogo da Cana

• 1 dose de licor de banana

• 1 rodela de banana

• 1 colher de chá de açúcar

• Gelo picado

Preparo: misturar tudos os ingredientes numa coqueteleira

e enfeitar o copo com rodelas de banana.

Mais informações sobre a Fogo da Cana na página do

Facebook: https://www.facebook.com/pg/fogodacana

Menina Moça

Por: Cachaça Fogo da Cana

Ingredientes:

• 2/10 de Cachaça Fogo da Cana

• 4/10 de pêssego

• 4/10 de calda de pêssego

Preparo: bater no

liquidificador e servir

com gelo.

Sobre a Fogo da Cana

Localizada no município de Braço

do Trombudo, região do interior de

Santa Catarina, a Destilaria REX,

produtora da Fogo da Cana, nasceu

com o objetivo de desenvolver uma

cachaça artesanal de alambique

que satisfaça os mais requintados e

exigentes paladares. Suas instalações

são equipadas com o que há de

melhor para garantir um processo

artesanal e com controle de qualidade

rigoroso. Os barris de carvalho

utilizados no envelhecimento contam

com uma tecnologia inovadora

e realçam ainda mais aquele sabor

característico de um produto artesanal,

de uma boa cachaça envelhecida.

Mais informações: no site www.

fogodacana.com.br (essa e outras

receitas estão no site)

124


Voilà

Caipifruta

Ingredientes:

• 2 xícaras de frutas picadas

• 1 xícara de Cachaça Barreiras

• 1 lata de leite condensado

• 2 xícaras de gelo picado

Sobre a Cachaça Barreiras

A Fazenda Barreiras, inicialmente

conhecida na região do Vale do

Jequitinhonha como a sede de uma

mineradora, também se transformou,

cinco anos atrás, em um campo para

produção da mais antiga e consumida

bebida brasileira: a cachaça, convertendo

cana de açúcar em um destilado

profissionalizado e qualificado. A

Cachaça Barreiras, um produto 100%

natural e artesanal, é proveniente da

Preparo: bata todos os ingredientes

no liquidificador e decore com pedaço

de fruta na borda do copo.

pequena cidade de Senador Modestino

Gonçalves, a 90 km de Diamantina.

As mãos do mestre cachaceiro seguem

à risca o processo artesanal que teve

início há mais de 300 anos na região

e tem conquistado e agradado os mais

finos paladares. Informações completas

em: http://www.cachacabarreiras.

com . Receita obtida no facebook da

empresa: www.facebook.com/pg/CachacaBarreiras/

Capoeira

Por: Cachaça Germana

Ingredientes:

• 60 ml de cachaça Germana Tradicional

• 50 ml de água de coco natural

• 5 pedaços de abacaxis maduros

• 1 colher (de bar) de mel silvestre

• 10 ml de suco de limão siciliano

Preparo: bata todos os pedaços de

abacaxi com o suco de limão siciliano

em uma coqueteleira, acrescente

os outros ingredientes e mexa até

que se dissolva todo o mel. Bata com

cubos de gelo e faça coagem fina em

um copo longo com gelo novo e crustado

com mel e coco queimado.

125


Catarina Samba

Por: Cachaça Catarina

Nota: versão brasileira da famosa Cuba Libre, que se adaptou

muito bem abaixo da linha do Equador

Ingredientes

• 1 colher de açúcar

• 1 colher de café de suco de limão

• 120 ml de Coca-Cola

• 50 ml de cachaça Catarina Prata

Preparo: encha um copo

com gelo e adicione a cachaça,

o suco de limão e o

açucar. A Coca-Cola vai no

final para não perder o gás.

Sobre a Cachaça Catarina

A cachaça é produzida em alambiques de cobre,

fabricada artesanalmente, sem quaisquer tipo

de aditivos. A empresa já recebeu diversas medalhas

e premiações em concursos nacionais,

Catarina Zumbi

Por: Cachaça Catarina

Nota: esta é uma bebida extremamente encorpada

Ingredientes

• 1 parte de Cachaça Catarina Prata

• 1 parte de Cachaça Catarina Ouro

• 1 parte de licor de Damasco

• 1 parte de suco de abacaxi

• 1 parte de suco de mamão

• 1/2 parte de absinto (pelo menos com 75%)

Preparo: bata tudo em uma coqueteleira com gelo, menos o absinto,

despeje tudo no copo e complete com ele.

internacionais e análises laboratoriais. Mais informações

no site: http://www.cachacacatarina.com.

br/ e também na página da empresa no Facebook:

https://www.facebook.com/cachacacatarina1/ .

126


127


Voilà

Gruta dos Palhares

Por: Cachaça Batista

Ingredientes:

• 50 ml Cachaça Batista Prata

• 15 ml suco de limão

• 1 colher (chá) açúcar

• folhas de hortelã

Serra da Canastra

Por: Cachaça Batista

Ingredientes:

• 50 ml Cachaça Batista Prata

• 15 ml suco de limão

• 1 colher (chá) açúcar

• fatias de gengibre

• refrigerante Citrus

Casca D’anta

Por: Cachaça Batista

Ingredientes:

• 40 ml Cachaça Batista Prata

• 30 ml licor de cassis

• 30 ml suco de abacaxi

• 10 ml suco de limão

• 1 colher (café) açúcar

Preparo: macerar a hortelã com açúcar

e o suco de limão, colocar gelo e os outros

ingredientes, mexer bem e decorar

com ramo de hortelã. Copo longo.

Mais informações sobre a Batista e outras

recetas no Facebook: https://www.

facebook.com/CachacaBatista/

Preparo: macerar o gengibre com o açúcar

e o suco de limão, colocar gelo e completar

com refrigerante citrus. Copo Longo.

Mais informações sobre a Batista e outras

recetas no Facebook: www.facebook.

com/CachacaBatista/

Preparo: bater ou misturar bem (com

pedras de gelo) e coar para uma taça

coquetel. Depois de servir, despejar 5 ml

de xarope de romã sobre o coquetel (sem

mexer). Taça coquetel (sem gelo).

Sobre a Cachaça Batista

A Cachaça Batista é originária de Sacramento, cidade situada no extremo sul

do Triângulo Mineiro, no Parque Nacional da Canastra onde se situa, também,

a região da nascente do Rio São Francisco. É uma das da cachaças mais

premiadas no País. Possui duas linhas de produtos: a cachaça Batista Prata

que é descansada em tanques de aço inox, e a Batista Ouro, que é um blend

fruto de cachaças armazenadas em barris de carvalho e tonéis de jequitibá.

Informações completas na página: www.cachacabatista.com.br

128


Voilà

Drink de Chá Mate

Por: Engenho Caraçuipe

Ingredientes:

• 100 ml de Cachaça

Escorrega Gold

• 50 ml de mel

• 300 ml de chá mate

• 1 limão Tahiti

• ½ maço de hortelã

• Gelo (a gosto)

• Rodelas de limão

para decorar

Capixaba Cocktail

(releitura do Rabo de Galo)

Por: Rafael Welbert, bartender do Esquina Mocotó, em São Paulo

(Receita vencedora do Concurso Nacional Rabo de Galo)

Ingredientes:

• 30 ml de cachaça Princesa Isabel

Jaqueira

• 40 ml de Cachaça Princesa Isabel

blend de carvalhos e amburana

• 15 ml de licor de jabuticaba com

especiarias

• 15 ml de vermute tinto

• 4 dashes de tintura de café robusta

Preparo: lave bem as folhas de hortelã

e reserve. Adicione em uma jarra a

Cachaça Escorrega Gold, o chá mate,

o mel e o suco do limão. Com ajuda de

uma colher long drink misture bem os

ingredientes ou até o mel incorporar-

-se a bebida. Acrescente as folhas de

hortelã, picadas grosseiramente com

as mãos, o gelo e as rodelas de limão.

Misture mais um pouco e sirva.

Sobre a Escorrega Gold

A Escorrega Gold é uma cachaça envelhecida em barris de

Jequitibá Vermelho. Possui um sabor levemente amadeirado.

As Cachaças Caraçuípe e Escorrega são uma homenagem

à memória da Família Coutinho, que resgatam a tradição e

experiência familiar que transcendeu gerações e coloca Alagoas

entre os melhores produtores de cachaça de alambique do

País. Mais informações em: www.engenhocaracuipe.com.br

Preparo: em um mixing glass com

cubos de gelo, mexa todos os os ingredientes

bem e coe para uma taça

coupé previamente gelada. Sirva com

um grão de café colado na base da

taça e flambado. Sirva como porta-

-copo uma folha de café robusta.

Informações: www.cachacaprincesaisabel.com.br/

129


Voilà

Rabo de Galo

Tradicional

Por: Mestre Derivan (receita no site: http://cachacie.com.br . O Cacchaciê

é o primeiro e mais completo APP sobre o mundo da Cachaça e

conta com um portal completo com notícias da área e receitas)

Ingredientes:

• 60 ml de cachaça

• 40 ml de vermute Rosso

Modo de preparo: em um mix glass coloque gelo em

seguida os ingredientes, misture bem, sirva em uma taça

martini gelada, finalize com uma casca de limão.

Um pouco de história sobre o Rabo de Galo

Na década de 1950, São Paulo fez

uma programação especial para a comemoração

do seu quarto centenário

(1554 a 1954) e eram muito comuns

na época ver as figuras do prefeito da

cidade, o Sr. Janio Quadros e o Governador

do Estado Lucas Nogueira

Garcez, em sucessivas reuniões no

Parque do Ibirapuera, em obras aceleradas

para as grandes comemorações

festivas. Com uma visão futurista o

engenheiro Lucas Nogueira Garcez,

queria transformar São Paulo, em

uma grande locomotiva do Brasil,

não só nas indústrias, mas também

culturalmente.

Foi dada a oportunidade a muitas

empresas para estabelecer, especialmente

em São Paulo, atraídos por

grandes cargas de inserções e benefícios.

Juntamente com essas empresas,

veio um produtor de bebida italiana,

que queria produzir e comercializar

vários produtos, olhando para a

grande colônia italiana que vivem em

São Paulo.

Esta empresa iniciou uma pesquisa

para saber, o que as pessoas bebiam

e como bebiam. A resposta foi rápida:

“bebem cachaça”. A maneira mais comum

era colocar cachaça em pequenos

copos e antes de beber, oferecer

um gole para o Santo, e algumas orações,

pedindo proteção e até mesmo

murmurar sabe-se lá o que. Aqui, os

balcões eram sempre molhados, em

suas bases em razão deste ritual. Ao

final do dia, o odor de cachaça era

muito forte. A ideia foi então associar

a popular bebida brasileira ao seu

produto principal, o vermute Rosso.

Ele tomou cuidado para entender

como o brasileiro toma a sua cachaça,

e apenas seguiu o ritual. Coube

a fábrica de vidros chamada Multividro,

localizado no bairro de Belém,

a criação de um opo diferenciado

seguindo as especificações dos italianos,

para o serviço de sua bebida

junto com a cachaça.

Este copo tinha marcas destacadas

indicando as dosagens para o vermute

e outra para a cachaça.

A etapa seguinte era dar um nome

a esta mistura. A sugestão inicial foi

chamá-lo de Cocktail, termo muito

usado na Europa e América. O nome

“Cocktail” foi prontamente rejeitado.

O nome devia estar em português,

então foi feita a tradução:

“Rabo de Galo”.

Decano da coquetelaria

brasileira e o principal

responsável pela internacionalização

da caipirinha,

Mestre Derivan é

bartender do bar Número,

em São Paulo, SP, membro

da Cúpula da Cachaça

e da IBA (International

Bartenders Association),

já tendo ocupado a Vice-

-Presidente da América

do Sul da Entidade; e a

diretoria da Associação

Brasileira de Bartender.

Mestre Derivan é um dos

idealizadores do Projeto

Rabo de Galo, que busca

levar o drinque a ser o segundo

coquetel brasileiro

e o segundo à base de cachaça

na lista da IBA.

(Informações obtidas no

link: http://cachacie.com.

br/rabo-de-galo-o-drink-

-que-vai-ganhar-o-mundo/)

130


Voilà

Capirinha de Limão

Com Folha de Siciliano

Por: Cris Pisone (receita no link: www.crispisoni.com.br/brinde/caipirinha-de-limao-com-folha-de-siciliano/)

Ingredientes:

• 50 ml de cachaça Vecchio Albano

• 3 limões galegos

• 5 folhas de siciliano

• 10 folhas hortelã

• 1 pimentinha aji

• 1 colher de sopa do açúcar

Preparo: macerar as

folhas. Colocar 1 colher

de açúcar, o suco

do limão. Junte gelo,

a cachaça e misturar

bem para servir.

Sobre a Vecchio Albano

Em 2017, a Vecchio Albano, versões

Envelhecida e Extra Premium,

foi eleita pelos apreciadores um das

250 melhores cachaças do Brasil, entrando para a segunda fase do

ranking da Cúpula da Cachaça. Mais informações sobre a empresa

na página do Facebook: www.facebook.com/vecchioalbano

131


In Praesentia

Em 2018, elas, as cachaças

Já, a criação do cardápio, se inspirou

na tropicalidade brasileira e

levou em consideração a ideia de

um jantar completo, com alimentos

facilmente encontrados nos

destinos de férias de verão como

litoral ou campo. “A ideia é trazer

uma nova roupagem para ingredientes

fáceis de preparar, leves e

saborosos, além de criar pratos e

coquetéis perfeitos para compartilhar

e impressionar em qualquer

ocasião”, explica Isadora Fornari,

uma das idealizadoras da oficina.

A lista completa com outras oficinas

já programadas para o início do próximo

ano pode ser conferida no link:

https://foodpass.com.br/eataly .

Ainda que o consumo não avance tão significativamente ainda o quanto poderia,

o mercado de cachaças finas continua como a grande aposta para o próximo

ano e uma excelente saída para os empreendimentos.

No início do mês, o Eataly, megaempório e espaço de alta gastronomia na capital

paulista, promoveu uma interessante oficina de pratos e drinques para o verão,

na qual a grande estrela do evento foi a bebida de alma brasileira: a cachaça.

Fruto de parceria entre o Chef Gabriel Spaziani, ex-Unique e Chef do Auá Gastronomia,

e os especialistas em cachaça Isadora Fornari e Maurício Maia, o

curso ofereceu aula e degustação de quatro drinques para harmonizar com

entrada, prato principal e sobremesa, executados com ingredientes frescos e de

fácil preparo.

Para os coquetéis, os especialistas trouxeram um mix de cachaças artesanais

especialmente selecionadas e com misturas refrescantes. Os drinques combinam

tanto com os pratos do Chef Spaziani quanto com as festas de fim de ano

e o verão, como, por exemplo o Free Spirit, que leva as cachaças Espírito de

Minas e Santo Grau Solera PX misturadas com limão, gengibre e hortelã.

Um universo de

possibilidades

O evento do Eataly é um bom exemplo

do crescimento do nosso destilado

de alma brasileira, a cachaça,

que cada vez mais ganha espaço na

coquetelaria nacional e mundial e

também na alta gastronomia.

“O mercado de bebidas premium,

de maior qualidade e maior valor,

como um todo apresenta crescimento,

com destaque para as cachaças.

Em números, o segmento

de cachaça artesanal vem sendo

cada vez mais reconhecido pelo

consumidor. Apesar do nicho de

cachaças de mais alto valor (segmentos

de preço ‘standard’, ‘premium’

e ‘super premium’, segundo

nomenclatura reconhecida no

mercado internacional) não ser

bem auditado, é possível notar

um crescimento de mais de 100%

entre os anos de 2006 e 2016. No

132


In Praesentia

mesmo período, nota-se queda de

aproximadamente 23% no mercado

de cachaças de baixo valor (segmentos

‘low price’). A quantidade de

caixas de 9 litros vendidas em 2006

era de cerca de 95 milhões ao ano;

dez anos depois, registrou-se cerca

de 74 milhões de caixas ao ano. Na

minha previsão, em dez anos, em

termos de faturamento, a cachaça

artesanal vai representar quatro vezes

o que representa hoje”, pontua

Luis Henrique Munhoz, presidente

da Natique Osborne, grupo responsável

pelas marcas Santo Grau, que

foram as “estrelas” da oficina realizada

no Eataly.

Com um portfólio que também contempla

brandies, vodcas e steinhaeger,

as cachaças finas já representam

mais de 50% do faturamento da

companhia. “É um nicho significativo

Luis Henrique

Munhoz, presidente

da Natique Osborne

sim, é o segmento que mais cresce na

empresa. A previsão de crescimento é

fechar o ano acima de 20%”, comenta

Luis Henrique.

Atualmente a empresa tem três marcas

consagradas de cachaça em sua

linha: Santo Grau, Espírito de Minas

e Saliníssima, todas artesanais com

origens em selecionados engenhos do

Brasil. São produtos de três Estados

e cinco regiões diferentes, respeitando

as características e peculiaridades

de cada origem. “Nós oferecemos cachaça

artesanal premium de todos os

segmentos com variedade de tipos de

envelhecimento, madeiras, faixa de

preço, etc. Somos a única empresa

brasileira que oferece cachaça premium

para todos os gostos e bolsos,

em uma única compra, nosso cliente

consegue criar uma carta completa e

diversificada de cachaças”.

Ele explica que a cachaça

premium já não é mais

uma aposta diferenciada,

mas sim um item obrigatório

em cartas atuais: “O

crescimento das cachaças

artesanais reflete a busca

do próprio consumidor por

uma bebida autêntica e de

qualidade, sem contar o fato

de ser um produto nacional

e muito versátil. A cachaça

é um destilado que pode ser

apreciado em doses como

aperitivo ou em inúmeros

coquetéis. Temos descoberto

a cachaça em drinques das

mais variadas combinações,

substituindo outros destilados

em clássicos como o

Negroni ou presente em releituras

do popular Rabo de

Galo, além das tradicionais

caipirinhas, que são cada

vez mais elaboradas e ganham

força na coquetelaria

brasileira. De acordo com

pesquisa da agência Llorente

& Cuenca, a cachaça está

entre os 4 destilados mais

desejados entre o público A

e B, no Rio de Janeiro e em

São Paulo sendo a categoria

de preferência de 14% dos

consumidores”.

Em 2017, em termos gerais, a

Natique registrou mais de 10%

de crescimento, com destaque

para a cachaça que cresceu

mais de 20%, acima da média

do mercado. “Além de todas as

nossas cachaças serem produzidas

por métodos totalmente

artesanais, temos uma visão

única de qualidade e opções

para todos os segmentos (diferentes

madeiras, tempos de envelhecimento,

diversos níveis de

preços). Oferecemos variedade,

qualidade, marcas fortes e di-

133


In Praesentia

versidade de cachaças premium. Somos

a única empresa que da a oportunidade

para pequenos produtores de diferentes

regiões do Brasil de terem seus produtos

nos melhores estabelecimentos, em

grandes varejistas, lojas especializadas,

empórios e principais e-commerces.

Para 2018, esperamos continuar o ritmo

de crescimento e trazer inovações tanto

dentro das categorias que já trabalhamos

quanto explorar novas categorias”,

analisa o entrevistado.

Luis Henrique finaliza lembrando

o quanto o produto também pode

crescer em termos de exportações:

“A cachaça não é conhecida fora

do País. Temos um obstáculo neste

processo pois a caipirinha foi muito

difundida fora do Brasil, mas o público

não identifica o produto com

que ela é feita. Na nossa visão, o desafio

é criar o conhecimento da categoria

desde o princípio, algo que

já aconteceu no Brasil há 20 anos e

agora é que começamos a ver os resultados.

Internacionalmente, teremos

que ‘educar’ o consumidor para

entender todas a diversidade da cachaça

premium, explicando desde

cada característica até as maneiras

de consumo”.

Raio X da linha

Recentemente, três cachaças da linha

da Natique foram anunciadas entre 50

melhores do País selecionadas para a

fase final do III Ranking Cúpula da Cachaça.

São elas: Santo Grau Itirapuã,

Santo Grau Solera Cinco Botas, e Santo

Grau Solera Pedro Ximenes (PX).

Mas a linha como um todo coleciona

medalhas recebidas no ano:

- Santo Grau Solera Pedro Ximenes:

Medalha de Prata no Concurso Mundial

de Bruxelas Edição Brasil;

- Santo Grau Coronel Xavier Chaves:

Medalha de prata Concurso Mundial

de Bruxelas Edição Brasil;

- Santo Grau Séc XVIII: Medalha de prata

na edição Spirits Selection by Concours

Mondial de Bruxelles, no Chile;

Conheça a seguir um pouco mais de

cada um dos produtos da linha da

Natique

- Santo Grau Solera Cinco Botas (produzida

no Engenho Itirapuã, SP): é

uma cachaça de alambique envelhecida

por meio do tradicional sistema

único de Solera. Fruto de diferentes

origens, a bebida é envelhecida nos

barris (ou “botas”, em espanhol) que

por anos armazenaram o tradicional

vinho de Jerez Oloroso da Osborne. A

primeira solera tinha 5 tonéis e batizou

a cachaça: Cinco Botas. Esta rara

cachaça, historicamente amadeirada,

apresenta aroma único e notas de

torrado em seu sabor.

- Santo Grau Solera Pedro Ximenes

(Engenho Itirapuã, SP): é uma cachaça

de alambique envelhecida por

meio do tradicional sistema único de

Solera. Com o envelhecimento feito

nos mesmos barris utilizados na produção

do mais antigo vinho de Jerez,

o Pedro Ximenes da Osborne, o resultado

é de uma bebida naturalmente

134


In Praesentia

O Eataly, megaempório e espaço gastronômico na capital paulista, tem apostado em

eventos com cachaças finas

adoçada, ou seja, sem adição de açúcar, pela essência do vinho e características

da uva.

- Santo Grau Coronel Xavier Chaves (Engenho Coronel Xavier Chaves, MG):

resultado de um terroir privilegiado, essa cachaça não passa por madeira, mas

descansa por pelo menos seis meses em tanques de pedra parafinados e subterrâneos,

construídos há 250 anos e tombados pelo Patrimônio Histórico Nacional.

Seu aroma intenso remete aos canaviais de antigamente e seu sabor,

que começa vigoroso, torna-se quase doce e preenche toda a boca. Perfeita para

ser degustada pura, fica deliciosa em caipirinhas de frutas cítricas.

- Santo Grau Paraty (Engenho Parary, no RJ): é produzida da mesma forma há

cinco gerações. A cana é moída pela força da roda da água, mantendo a tradição

desde quando as primeiras gotas da bebida foram engarrafadas. A fermentação

é natural e lenta, até que seja atingido o ponto ideal. Alambiques de cobre

aquecidos por fogo direto fazem a destilação. O resultado é incomparável; uma

cachaça cheirosa e de sabor intenso, com características típicas desta região

praiana.

- Saliníssima (de Salinas, MG): produzida na Fazenda Matrona, região de Salinas,

MG, que tem como principal atividade, desde 1955, a produção de cachaças

e rapaduras, a Saliníssima reúne características de uma genuína cachaça

artesanal de alto padrão. O processo de envelhecimento, em barris de bálsamo,

confere à bebida um sabor amadeirado e macio. A cor amarelada e o corpo

vigoroso refletem o cuidado em cultivar as práticas originais de produção das

cachaças artesanais mineiras.

- Espírito de Minas (de São Tiago, MG): criada na pequena cidade de São

Tiago, em Minas Gerais, essa cachaça nasceu carregando em cada gota

um pouco de história e cultura. Inspirada, do nome à essência, pelo orgulho

mineiro, a marca coleciona

importância histórica para

o mundo da cachaça: foi uma

das primeiras a desbravar o

mercado de destilados e se posicionar

ao lado de outros tipos

de bebidas já tradicionais

no Brasil. Tudo começou com

um velho moinho de pedra

movido a água, que triturava o

milho dia após dia, e criava o

fubá, que ia para as dornas de

madeira e se misturava com

a garapa. Hoje, com dornas

de inox e novas tecnologias,

o processo é mais moderno,

mas não menos artesanal. O

toque final fica por conta do

envelhecimento por dois anos

em barris de carvalho responsável

pelo sabor diferenciado

da Espírito de Minas, que

agrada os paladares dos mais

exigentes apreciadores. Nascida

na arte, a marca se inspira

em novas experiências, e

para comemorar uma história

cultural de sucesso, traz sua

versão ouro, denominada Coleção

Espírito de Minas Artistas

Brasileiros, que conta com

releituras do rótulo original

assinadas por cinco grandes

artistas brasileiros: Aldemir

Martins, Cláudio Tozzi, Elifas

Andreato, Ivald Granato e

Newton Mesquita. Na Espírito

de Minas versão ouro o toque

final é o que a diferencia, a cachaça

é envelhecida por mais

tempo, ganhando um sabor

suave e marcante.

Informações completas sobre

as linhas estão nos sites www.

santograu.com.br, http://espiritodeminas.com.br,

http://

salinissima.com.br e http://natique.com.br

135


Etiqueta

vista por trás do balcão

A arte de trabalhar com cachaça na visão de experientes profissionais

Rogério Wellington de Souza, o

Frajola, coordenador de bar do SubAstor

Chefe de bar do Bar Número, na

capital paulista, há mais de 8 anos,

bartender e mixologista formado

pelo Senac, com curso de especialização

no Hostes School /Istituto

Ernesto Maggia-Sresa –Italia

e I.B.A –International Bartenders

Assocition, Derivan Ferreira de

Souza é uma das referências nacionais

em coquetelaria e lembra que

a Cachaça não deixou de ser uma

bebida popular e seu consumo continua

crescendo. “O que aconteceu

nos últimos anos foi a descoberta

pelo público de maior poder aquisitivo

frequentador de bares e restaurante,

que levou ao aumento do

consumo de cachaças especiais e a

diminuição do preconceito contra

a bebida. Temos uma gama muito

grande de boas cachaças premium,

feitas com muito esmero e com

qualidades tão boas ou maior que

muitos destilados vindos do exterior”,

comenta.

O profissional, que tem 8 livros escritos

sobre o tema de Bar, Bebidas

e Serviço, é também atualmente

professor da Academia de Bartenders

(ABS–SP) e da Prodrinks Escola

de Bartender, membro da Cúpula

da Cachaça e da Confraria Paulista

da Cachaça. Como dica para os

profissionais na hora de selecionar

as bebidas e trabalhar com elas,

Derivan, ou Mestre Derivan, como é

conhecido, recomenda que na montagem

da carta se comece com as

envelhecidas em carvalho. “Depois

é possível se surpreender com as

madeiras brasileiras, então selecionar

por regiões produtoras. É importante

sempre usar cachaças que

tenham registro e que haja referência

do produtor. Além disso, é muito

importante o bartender trabalhar

sempre em parceria com o chef de

Cozinha, para poder proporcionar

aos clientes experiências únicas em

combinações a quatro mãos”.

Derivan exemplifica indicando um

dos produtos da linha da Natique,

a Espírito de Minas. “Dentro deste

mundo maravilhoso da cachaças,

sempre temos as nossas preferências.

É uma cachaça fácil de ser encontrada

e muito usada por bartenders há

muitos anos. Me identifico muito pelas

suas características e equilibro na

acidez, nos aromas, na sua presença

marcante de boca e sua versatilidade

no momento de misturá-la em cocktails”.

Mestre Derivan finaliza nos concedendo

uma ótima receita de drinque,

de grande sucesso do Bar Numero,

o Bora Bora, feito com a Espírito de

Minas:

Ingredientes:

- 40 ml de Cachaça Espirito de Minas

- 30 ml de shrub de amoras

- 15 ml de suco de tangerina

- 20 ml de St. Remy

Preparo: coloque gelo na coqueteleira

e adicione todos os ingredientes juntos.

Bata bem e decore com morangos,

mirtilos e cerejas.

136


Etiqueta

Rogério Wellington de Souza, mais

conhecido por Frajola, coordenador

de bar do SubAstor, na capital

paulista, concorda também que

uns 10 anos para cá os bartenders

vêm executando um trabalho para

formação dos apreciadores criando

receitas que levam cachaça em sua

composição e apostando em marcas

que fazem o destilado em suas mais

variadas versões com competência e

cuidado. “A qualidade dos insumos

usados nos coquetéis impacta diretamente

na qualidade da bebida e

da experiência do cliente. Não apenas

no paladar e aroma, mas no dia

seguinte. Destilados produzidos com

pouco controle ou cuidado tendem a

ter qualidade inferior e provocar uma

bela ressaca no dia seguinte”, lembra

o profssional.

Na escolha dos dos produtos tanto

para a carta de um estabelecimento

como no dia a dia profissional ele

lembra que é de fundamental saber

a procedência de cada produto, qual

alambique, como é cultivada, colhida

a cana, como é feita a destilação e o

envelhecimento. “Todos esses fatores

são decisivos para um produto final

de qualidade e geram um álcool de

qualidade, sem impurezas”.

Frajola também exemplifica as caracterítica

de um bom rótulo com

um produto da linha da Natique:

“Gosto muito da Santo Grau Pedro

Ximenes. Ela tem uma doçura

natural que casa muito bem com

as notas amadeiradas do barril

de carvalho, que antes de envelhecer

a cachaça foi usado para

o envelhecimento de vinho de Jerez

Pedro Ximenes. Essa cachaça

vai muito bem para a releitura de

clássicos como Old Fashioned,

por exemplo”.

E falando em drinques, ele também

nos indica uma ótima receita, o Mocotó

Sour:

Ingredientes:

- 50 ml de cachaça

- 30 ml de suco de limão cravo

- 20 ml de clara de ovo

- 3 colheres de rapadura raspada.

Preparo: “Junto tudo na coqueteleira,

com gelo, bato para resfiar e depois é

só passar na peneira. É bem refrescante

e balanceia o cítrico do

limão com o dulçor da rapadura”.

Rogerio finaliza indicando uma

tendência que tem observado

e trazendo também uma dica

importante aos profissionais

de bar: “Os clássicos têm crescido

bastante entre as solicitações

dos clientes. O consumidor

vem procurando entender

melhor o que está bebendo e

se tornando cada vez mais exigente,

buscam harmonizações

e complexidade. Sempre tem

novidades e tendências que ditam

outros caminhos, então estar

sempre reciclando é essencial

para uma boa execução

da coquetelaria. Tive bastante

sorte por ter tido a chance de

trabalhar com profissionais de

respeito como o meu próprio

tio (Pereira), o Márcio Silva e

Fabio La Pietra, entre outros,

isso engrandeceu muito minha

bagagem. E claro, a prática do

dia a dia é a melhor escola, é

quem lapida as habilidades e

talentos”.

Mestre Derivan, chefe de bar do Bar

Número, na capital paulista.

137


138

Guilherme T. De

Rosso, chef e

docente do

Centro Europeu


In Praesentia

Elas, as cervejas, por eles:

OS SOMMERLIERS

E DOCENTES

Às portas do verão e com o final de ano e o aumento da ocupação em bares, hotéis

e restaurantes, cresce também a atenção à carta de cervejas. Professores de

cursos de beer sommeliers analisam o mercado e trazem ótimas dicas

Como diria Jorge Ben, moramos em “um país tropical”,

e o verão, praias lotadas, sol a pino e alta temporada de

férias, com bares, restaurantes e hotéis lotados trazem

novamente a atenção a uma bebida de preferência nacional,

possivelmente a mais pedida nos empreendimentos e

estratégica para se refrescar nessa época: a cerveja. Mas

quais cervejas apostar para melhor atender aos clientes?

Adentrando a este universo cervejeiro, valeria hoje atualizarmos

os versos da música do Skank, no trecho “Oh!

Comandante, capitão, tio, brother, camarada, chefia, amigão...”

com um “Chef, sommelier... desce mais uma rodada”.

Isto porque o mercado de cervejas no Brasil mudou

muito nos últimos anos, acompanhando uma mudança de

perfil consumidores, que não querem apenas ser servidos,

querem opções e procuram do outro lado profissionais de

bar que possam atendê-los. E esse é ponto de partida para

incrementar uma carta na área, não esquecer das tendências

ficando sintonizado com este setor, e ter a certeza de

que cada vez mais se fala e se conhece um pouco de cerveja

no Brasil.

“O mercado nacional de cervejas de cinco anos para cá

quadruplicou de tamanho na quantidade e diversidade de

cervejarias. Felizmente, isso promoveu também um aumento

de qualidade nas cervejas que estamos bebendo.

Antigamente, se você quisesse tomar uma ótima cerveja,

só o conseguia importando. Hoje a gente já encontra excelentes

exemplares no mercado nacional. Estamos melhoram

muito na questão qualidade e o mercado vai chegar

em um ponto de saturação muito em breve,

onde essa espécie de bolha qe existe hoje,

com grande número de cervejarias, vai estourar,

e só ficarão realmente as melhores”,

analisa Matheus Aredes, docente da Bräu

Akademie, uma das instituições de ensino

com cursos tanto para quem produz ou quer

produzir cervejas mas também para futuros

sommeliers na área, com unidades em

São Paulo, São José do Rio Preto, Sorocaba,

Campinas, Teresina, Goiânia, Uberlândia,

entre outros locais.

Guilherme T. De Rosso, chef e docente do

Centro Europeu, outra insituição com cursos

na área, concorda com o ponto de vista.

“A cada dia aparecem novas cervejarias no

cenário nacional. Muitas têm um foco quase

que estritamente regional (assim como nos

EUA). Se contabilizar a cidade de Curitiba,

onde temos a maior proporção de microcervejarias

por habitante, temos algumas com

maior destaque nacional e até internacional.

Cada uma tem sua própria característica e

essa escolha fica por parte do empreendimento,

beer sommelier ou proprietário fazer

a escolha baseado no público que pretende

atingir, o cardápio de comidas que possui e

algumas outras variáveis”.

139


In Praesentia

Vantagens de ter um

profissional especializado

Matheus lembra que no Brail algumas

tendências e demandas têm

realmente saltado à mesa e uma

delas é a necessidade de ter um profissional

formado que possa realmente

melhor atender aos clientes.

“Hoje, é preciso dispor de um beer

sommelier na sua equipe para dar

um ótimo serviço, explicar melhor,

sugerir melhor uma cerveja, indicar

o melhor rótulo para o cliente degustar.

Estamos aumentando muito

o número de conhecedores. O cliente

que pede uma cerveja especial já

conhece um pouco, então é preciso

ter na equipe um profissional com

conhecimentos mais aprofundados

do que o próprio cliente, para assim

poder indicar melhor e dessa forma

atender melhor o próprio apreciador,

sugerindo ótimas harmonizações,

por exemplo. Outra característica

importante atual é que o sommelier

saberá trabalhar melhor o chope,

que é uma cerveja viva, que estraga

mais facilmente, razão pelo qual se

não for bem gerido o estabelecimento

perde dinheiro. Trabalhar com a

cerveja em garrafa é bem mais fácil,

é só abrir a garrafa e servir. No caso

do chope tudo precisa ser bem feito:

armazenamento, engate do cilindro

de CO2, é preciso fazer tudo certo

para que a cerveja fique bem carbonatada,

para que não azede - coisa

que pode acontecer muito rápido,

em apenas duas semana”, comenta.

Por isso, para Guilherme, essa área

vem crescendo exponencialmente, já

que foca tanto um melhor serviço para

o cliente quanto um melhor rendimento

para o empreendimento, com redução

de perdas. “É uma área que vem

crescendo exponencialmente, e com

cada vez mais opções no mercado. Com a facilidade de

informação que temos com a Internet, clientes vêm mais

informados — ou até mal informados — que o profissional

da equipe. Nosso trabalho, como profissionais da área, é

orientar para o certo e para isso precisamos estar bem

preparados com bases teóricas e práticas. Em muitos países

a cerveja artesanal já é parte do menu fixo de muitos

restaurantes renomados de alta gastronomia renomados”.

Sob o ponto de vista do bar

Apesar da demanda latente deste tipo de profissional,

Matheus e Guilherme concordam que ele ainda não é

tão requisitado quanto deveria. “Isso pelo fato da pouca

informação sobre cervejas artesanais, um pouco de desconfiança

no segmento e um público ainda em formação,

mas isso está mudando rapidamente. Vejo muito trabalho

sendo bem feito, mas ainda há muito para conquistar,

é preciso uma busca por aperfeiçoamento constante

e muito cuidado, como formadores de opinião, para não

disseminar informações errôneas”, explica Guilherme.

Matheus, que se formou como mestre cervejeiro mestre

malteador na Alemanha, e também trabalhou em micro-

140


In Praesentia

cervejarias artesanais lá fora e no Brasil, menciona ainda

o reflexo na remuneração. “O profissional beer sommelier

precisa ser bem melhor valorizado pelos bares e restauntes.

Não são todos os estabelecimentos que incluem esses

profissionais. Ele ainda é visto como um garçom com um

conhecimento um pouco mais valorizado”.

Guilherme lembra do problema que a má orientação pode

gerar: “É bom lembrar, que cada vez mais pessoas têm

acesso a informações sobre cervejas artesanais. É muito

importante checar se as informações estão corretas, pois

muitos formadores de opinião podem passar informações

errôneas, sem mesmo saberem. Gosto é gosto, então caso

alguém aprecie de alguma combinação inusitada ou cervejas

de uma forma não tão ideal, não se deve reprimir.

E por última, é preciso abrir a sua cabeça para novas

experiências, sabores e aromas, pois isso tudo vai fazer a

diferença para que você sempre tenha a melhor degustação

e harmonização possível, sempre”.

O ponto de vista do profissional

Se por um lado os empreendimentos de A&B precisam

se atualizar e dispor de um profissional especialista na

área, como é o caso do sommelier de

vinhos, por outro cabe ao profissional

ajudar o estabelecimento a se manter

antenado às novidades e a tudo

aquilo que um novo cliente poderá

demandar ou pedir à mesa.

Como docentes da área tanto Guilherme

quanto Matheus procuram

mostrar aos alunos a necessidade do

constante aprimoramento e acompanhamento

de tendências. “Quando

a pessoa se forma como beer sommelier

ela ainda tem muito, muito

o que aprender. O que estudou não

é suficiente. Os cursos são apenas

um ‘start’, um começo bem orientado

para essa pessoa começar a carreira.

Afinar o paladar e melhorar o

seu sensorial requer muita prática.

Desenvolver-se como beer sommelier

requer mita prática e muita experiência.

A primeira coisa é saber que

não poderá parar de estudar nunca,

não é porque se formou que já entende

de tudo. O curso é apenas um começo.

O sommelier de cervejas precisa

estar muito antenado a tudo que

acontece no mercado, principalmente

no mercado brasileiro, onde há realmente

muitas mudanças e rápidas.

Quem ficar desatualizado ficará sem

assunto, não conseguirá fazer uma

boa apresentação de uma cerveja à

frente do cliente”, enfatiza Matheus.

“É a questão do aperfeiçoamento

constante. Muita coisa nova aparece

todo dia e se você não ficar antenado

e atento ao que está no mercado você

fica pra trás”, concorda Gulherme.

Onde estamos e para onde

vamos?

Um exemplo prático do trabalho do

sommelier é a indicação das oportunidades

com as mudanças de estação,

como é o caso agora do verão. E os

141


In Praesentia

professores trazem as dicas.

“O ideal é apostar nas cervejas mais refrescantes, como as

Witbier, que são cervejas de entrada, ótimas para a estação.

A Witbier harmoniza muito bem com saladas, temperos

condimentados, frango, molhos de ervas e molhos leves.

Outras cervejas bem indicadas, são as sours, as catharinas

sours, mais leves, mais adocidadas por terem frutas e pouco

álcool, cerca de 4%. Apesar de ainda não terem constituído

um estilo, o que precisaria de mais tempo, as catharinas

sours são uma cerveja meio que originalmente brasileiras,

uma sour com frutas locais. Apesar da acidez, são cervejas

bem refrescantes e caem muito bem na harmonização

de sobremesas com frutas. Temos sour

com frutas vermelhas que vão muito bem com

sobremesas que sigam a mesma linha, que tenham

creme brulée por exemplo. Valem ainda

destacar as Session IPAs, com cerca de 4% de

álcool. Apesar de as IPAs serem um pouco mais

complicadas na questão harmonização, essas

versões são cervejas que você poderia usar para

acompanhar pratos mais intensos, como carnes

de preparo leve, sem molhos tão intensos. Vão

muio bem também com sobremesas com traços

de limão, como tortas mousse de limão”, pontua

o docente da Bräu Akademie.

“O verão realmente combina muito com cervejas

refrescantes, Sour Beers, Witbier, Session IPA,

IPAs, APAS, uma German Pils ou Bohemian Pilsen

de qualidade e muito mais. São cervejas fáceis

de harmonizar e que combinam muito bem

com a estação. A harmonização é muito pessoal,

mas uma dica genérica e importante é combinar

intensidades entre comida e bebida, ou seja,

uma comida com sabores complexos é ideal

harmonizar com uma bebida de qualidades semelhantes,

para uma não se sobrepor a outra”,

complemente o professor do Centro Europeu.

E que tal uma lista de opções?

Independente da estação, tanto Matheus como

Guilherme indicaram cervejarias que vem se destacando

no mercado e ótimas novidades que conheceram

em 2017 e que são boas dicas para ter

na carta.

Matheus destaca as opções nacionais:

• da Sunset Brew: uma Imperial Stout com coco

• da Lohn Bier: uma Catharina Sour com Jaboticaba

• da Armada Cervejeira: uma Catharina Sour com

Butiá

• da Dogma: a Felix Culpa (uma Gose com mirtilo)

• da Cervejaria El Coco: a Da Norte (uma hop lager).

“A Cervejaria Lohn Bier é a que tem apostado na

maior quantidade de catharina sours com uma

excelente qualidade. Outras também se destacam

142


143


In Praesentia

nessa área: Tupiniquim, Bodebrown,

Bierbaum, Dogma, todas são cervejarias

que viraram objeto de desejo”,

acrescenta or porta-voz da Bräu Akademie.

Já Guilherme dá quatro opções nacionais

e 1 importada:

• da Bodebrown: a Hair of the Bode

• da Way Beer: Sou Feia Mas To Na

Moda

• Cervejaria Blumenau: uma Catharina

Sour

• da Dogma: a Rizoma

• da norte-americana Brooklyn: The

Discreet Charm of the Framboise

“Também posso mencionar a Way

Beer, que já começou trabalho de

exportação de rótulos para os EUA.

Outra pioneira e sempre inovadora, é

a Bodebrown, que vem ditando moda

entre os apreciadores e possui rótulos

de qualidade com muitos prêmios

nacionais e internacionais. Fora de

Curitiba temos muitas outras, a Tupiniquim,

Seasons e Perro Libre, do

Rio Grande do Sul estão ganhando

grande destaque nacional, a Júpiter,

a Dogma, a Colorado, Wals em Minas

Gerais e muitas outras”, lista o porta-

-voz do Centro Europeu.

Sobre os cursos

Tanto o Centro Europeu quanto a

Bräu Akademie já estão com cursos

programados para o início de 2018.

Na Bräu Akademie, o destaque do

curso fica por conta da ênfase prática

no Curso de Sommelier. “Muito se

fala do curso da Doemens, por isso

vamos fazer um comparativo. Um dos

principais diferencias da Bräu Akademie,

em relação a Doemens, é tratar

bastante das escolas cervejeiras.

Acreditamos que é fundamental para

os alunos esse conhecimento para

que possam melhor compreender os

estilos. Outro diferencial do nosso

curso são os dois dias voltados exclusivamente

às harmonizações, isto

porque o curso da Doemens também

trata superficialmente. No Brasil, as

pessoas que procuram o curso estão

buscando entender um pouco sobre

tudo. Por isso, também falamos de

serviço, de mercado, onde o futuro

profissional vai atuar, seja em um

bar ou em uma cervejaria; falamos de

serviço de como servir uma mesa, armazenar

adequadamente chope, etc.

temperatura de serviço, copo, e temos

muito práticas. São cerca de 100 cervejas

degustadas, focamos mesmo na

prática. Além disso, nossos professores

estão entre os melhores profissionais

do segmento. Na avaliação que

passamos sempre ao final de cada

turma, os alunos avaliaram o corpo

de docentes com nota 9,5 em média.

Focamos muito assim na qualidade

de ensino, nos professores, na teoria

também mas bastante na prática” finaliza.

A Brau AKademie também presta

consultoria para bares e restaurante,

mas principalmente para cervejarias,

na escolha de equipamentos.

Informações completas sobre os cursos

e consultoria estão disponíveis

pelo email atendimento@brauakademie.com.br

e no site http://www.

brauakademie.com.br .

No Centro Europeu, a harmonização

também tem destaque especial. “Na

área de gastronomia, sou formado

pelo curso de Chef de Cuisine e Restaurateur

do Centro Europeu, me formei

pelo ICIF na Itália em 2012 no

curso de Master de Culinária Italiana,

estagiei em 2 restaurantes italianos

por 4 meses, ambos com uma estrela

Michelin. Já na area cervejeira,

além de ler muito sobre o assunto,

fiz o curso de cervejeiro de panela

na Bodebrown em 2013 como hobby,

me interessei pelo assunto e

fui atrás de mais informação. Em

2015, me formei no curso de Beer

Sommelier da UP com Daniel Wolf

e fiz um curso de Master de Estilos

e Avaliação de Cervejas pelo

Siebel Institute em Chicago, nos

EUA, antes de começar o projeto

do curso do Centro Europeu. Nosso

principal diferencial é foco na

harmonização e receitas com cervejas.

Abordamos todos os pilares

que um bom sommelier precisa ter

para entrar no mercado de trabalho:

ingredientes, escolas cervejeiras,

estilos e análise sensorial.

Mas como minha principal formação

é com base na cozinha e o

Centro Europeu tem um curso de

chef muito forte no mercado, esse

foco é essencial. Com a quantidade

de cursos que vem aparecendo,

muitos profissionais esquecem

que a harmonização não é tão fácil

assim, pois existem muitas variáveis

além de dizer o que combina

com o que, e tendo uma boa formação

em ambas áreas consigo

trabalhar bem e ajudar os alunos

a ter um horizonte mais claro

quando trabalhamos com harmonização

de cervejas e comida,

sejam queijos, doces, embutidos

ou pratos mais elaborados. Com

isso, conseguimos juntar a teoria

com o que acontece na prática da

harmonização nos restaurantes e

assim transformar a experiência

mais real e fácil de ser absorvida”,

conclui o docente.

Mais informações sobre os cursos

do Centro Europeu, datas e novas

turmas no site http://centroeuropeu.com.br

.

144


Acontece

Vistos pelo paladar

Juliana Almeida, do Ladies Bier, traz um olhar de dentro do Mondial de

La Bière, analisando sob o ponto de vista de quem mais precisa ser

conquistado pelas cervejarias: o apreciador de rótulos especiais

Publicitária, apaixonada por cervejas especiais e

co-fundadora do Ladies Bier, blog especializado

na área, Juliana Almeida esteve presente na edição

2017 do Mondial de La Bière - Rio, considerado

um dos principais e maiores eventos cervejeiros

mundiais, no qual, além de tendências, são

destaques os lançamentos diferenciados do setor,

muitos já com vistas ao verão.

O Mondial de La Bière é um festival que nasceu

originalmente no Canadá, em Montreal, e há alguns

anos mantém excelentes edições regionais

em Paris, na França, e no Rio de Janeiro. A quinta edição

do evento ocorreu em meados de outubro.

“Os eventos são os divisores de água entre uma tendência

e outra, são neles que podemos acompanhar

diversos lançamentos. Além disso, concentram uma infinidade

de cervejarias e rótulos. São importantes para

o consumidor assíduo, que visa a degustar e conhecer

o produto que está provando, permitindo em um mesmo

local e dia experimentar várias opções em menor

quantidade, descobrir o que agrada mais, conhecer novos

produtos ou conseguir apreciar aquela cerveja que

145


Acontece

‘banho de chope’ e como rodar a região dos Pinheiros

(SP) em uma hora e só beber cervejas excelentes.

Porém temos uma equipe de parceiros, sommelieres

e professores, que acompanham nossa jornada e trabalham

conosco em parceria no desenvolvimento de

diversos serviços, como cursos, degustações guiadas,

jantares, workshops, tours, etc.”

é tão difícil chegar no bar, e que está ali nas torneiras muitas

vezes por um preço bem mais acessível. Também é momento

de juntar os amigos e se divertir em um dia diferente. Eu

aprecio muito o formato de eventos cervejeiros por conseguir

abranger vários públicos consumidores, desde os iniciantes

ou aqueles que querem beber grandes quantidades de uma

mesma cerveja da qual é fã, aos curiosos que querem experimentar

tudo, os que preferem de chope a garrafas, etc.

É um modelo maravilhoso de agregar informação, diversão,

além de reunir pessoas com interesses e gostos em comum”,

destaca Juliana.

A paixão cervejeira foi um dos motivos que levou Juliana a

compartilhar conhecimento e criar o blog Ladies Bier. “Tudo

começou quando minha sócia, Ayme Businhani, com quem

eu costumava sair pra beber com frequência, me convidou

para colaborar com um perfil do Instagram que ela havia

criado para falar de uma paixão que temos em comum: cervejas!

Nós postávamos sobre os rótulos degustados e que

gostávamos. No início falávamos sobre nossas impressões

de cada cerveja. Depois começamos a postar quadrinhos e

tirinhas relacionados a cerveja. Começamos a obter uma

resposta muito positiva dos seguidores, muita gente gostava

do que falávamos. Então criamos um padrão de postagens,

fazendo avaliações pessoais sobre nossas impressões das

cervejas, expandimos a página para o Facebook. Criamos

o blog para colocar conteúdos como os eventos que participamos,

presentes cervejeiros, filmes sobre cerveja, crônicas

e até mesmo looks das meninas cervejeiras nos eventos. E

ainda tem muito mais: queremos expandir o blog em nossa

incansável busca por experiências”, conta.

Ela lembra que a intenção é caçar e promover experiências.

“Visamos mostrar para quem nos lê e nos segue como aproveitar

uma viagem, qual o melhor bar da cidade onde tomar

Raio X do mercado

Juliana é um bom exemplo, visto pelo lado de dentro,

do que ocorreu com o mercado cervejeiro dos últimos

anos, quando “qualidade e diversidade” que se

espalharam pelo segmento formaram uma geração

de apreciadores sempre pronta a receber de braços

aberto as novidades, mas com postura crítica afiada

quanto aos produtos. “Lembro que eu descobri o

maravilhoso mundo das cervejas especiais por acaso

em 2011, quando um colega de trabalho me mostrou

uma cerveja que ele fazia. Fiquei curiosa, fui

conhecer a Cervejaria Nacional, e em seguida o EAP

(Empório Alto dos Pinheiros). Depois da primeira vez

que fui ao EAP, eu e uma grande amiga passamos

a frequentar o bar religiosamente toda terça-feira,

e às vezes às quintas também (risos). Desde aquela

épocas as coisas mudaram muito. Antes, os rótulos

Juliana Almeida, do

Ladies Bier

146


Acontece

A Cervejaria 3Cariocas foi uma das premiadas

no Mondial de la Bière - Brasil 2017

mais marcantes oferecidos pela casa eram Fullers,

La Trappe, Duchese de Bourgogne, Old Speckeled

Hen, Weihestephaner, Paulaner, Guinness, Trapistes

Rochefort, ou seja, muita coisa importada. As

escolas inglesa, alemã e belga em evidência. Hoje

vejo ascensão e desenvolvimento da escola americana

como uma grande vantagem ao mercado cervejeiro

de modo geral, principalmente por permitir a

inclusão de novos aromas e sabores numa receita.

Observo também as novas tecnologias e as diversas

pesquisas no ramo cervejeiro, para incrementar as

receitas com novos lúpulos, pesquisas por leveduras

especiais, ingredientes diferenciados, adição de

frutas e até mesmo o uso de processos outrora não

muito explorados, como o dry hopping como o grande

diferencial do mercado hoje”.

Ela pontua que a infinidade de sabores provenientes

deste desenvolvimento está atraindo mais apreciadores.

“O mercado está mudando, o consumidor de cervejas

está mudando, pessoas que não bebiam cerveja

anos atrás passaram a experimentar as diversas variações

da bebida, novas oportunidades estão surgindo

para profissionais da área, e acredito que seja apenas

o começo! 2017, por exemplo, foi o ano das tendências

no mercado cervejeiro. As infinitas variações de NE

IPA, a utilização das leveduras Brett e as suas cervejas

com lactose foram as mais marcantes... Os frozen

tops...Teve tanta novidade este ano que fica até difícil

mensurar tudo”.

Com tantas opções, como fica o apreciador?

Ávida por informação e degustação nesse mercado, Juliana

traz as dicas de como escolhe suas opções e de como o ponto

de venda (bar, pub, restaurante, etc) pode melhor explorar

a diversidade em sua carta: “Muitas vezes, antes de ir

a um determinado lugar, já procuro me informar sobre a

carta de bebidas. Também gosto muito de vinhos, vez ou

outra experimento drinques diferentes... Não me incomoda

que, especialmente no âmbito de cervejas, a carta não seja

extensa, desde que haja variedade de estilo e qualidade na

seleção de produtos. Uma carta muito pequena e sem muita

diversificação não é atrativa para o público consumidor

de bebidas artesanais e isso pode fazer com que este consumidor

prefira um outro estabelecimento”.

Além disso, como muitos apreciadores, ela também destaca

o lado “menos resistente” e “mais curioso” do consumidor:

“Eu estou em uma fase de aceitação. Sempre fui defensora

dos estilos mais clássicos e muito bem produzidos. Uma

IPA inglesa sempre conquistou meu coração. No entanto,

comecei a explorar os novos sabores e aromas e hoje eu

gosto de experimentar. Gosto de novidade, aprecio o amargor,

porém gosto do sabor de fruta. Gosto de variar, então

não tem muita regra. Só não gosto de sour, estou tentando

aprender a apreciar, mas não tenho evoluído muito neste

estilo (risos)”.

Análise do Mondial 2017

A respeito do evento no Rio, a publicitária e blogueira elogia

a organização. “Não houve filas na entrada do evento.

Os estandes muito bem planejados, dando visibilidade às

A Yellow Cloud foi

um dos destaques da

Oceânica no Mondial

de La Bière

147


Abbinare

marcas, muito bem montados e bonitos.

Banheiros limpos na área externa,

sem filas. Nas cervejarias mais

cobiçadas as filas andavam rapidamente,

não houve demora no atendimento.

E o mais importante de todo

evento: você sair de lá com vontade

de voltar no próximo ano! Entretanto,

precisam no geral aprimorar o formato

de recargas dos cartões. Houve

muita fila e lentidão no processo.

Além disso, o aplicativo para consultar

o saldo falhou muito. Não dava

para ver o saldo. Apenas os gastos”,

destaca.

E o mais importante, ou instigante,

claro, deixamos como le gran finale,

as indicaçoes das cervejas que conquistaram

a apreciadora: “Eu estou

apaixonada perdidamente, pela #WTF

da 03 Cariocas em parceria com a 02

Cabeças. Em segundo lugar, a Double

Detox da Three Monkeys, a Lemon

Cake da Oceânica. Foram tantas... a

Milk Way IPA da Three Monkeys foi

maravilhosa também. A sensação de

ambas pra mim foi a variedade no sabor,

no corpo da cerveja, no uso da

melancia. Meu deus uma cerveja com

melancia, inventaram a perfeição!”,

finaliza.

Em detalhes

A #WTF (Watermelon Tangerine Fruit)

da 3Cariocas é uma “fruit IPA”, na verdade

uma double Ipa com melancia e

tangerina. Produzida em colaboração

com a 2cabeças, tem teor alcoólico de

8,2% e 85 IBU. Destaca bastante o

sabor e aroma de melancia, com, com

o toque cítrico da melancia em segundo

plano. O blog Ladies Biers classificou

como a melhor cerveja do evento.

A cervejaria 3Cariocas foi um dos

destaques do Mondial com Medalha

de Ouro para o seu rótulo Quebra-

-Cabeça I, uma Imperial Stout com

morango, baunilha, nibs de Cacau

e lactose, com 12% de teor alcoólico

(veja lista dos premiados nas páginas

a seguir).

Já a Double Detox da Three

Monkeys, também colaborativa

com a 2cabeças, foi um dos

lançamentos apresentados no

evento. Com teor alcoólico de

8% e IBU 70, é uma New England

Double IPA, com carga

de lúpulos amplificada: Citra,

Galaxy, Mosaic, Simcoe e Columbus.

Bem aromática e de

excelente drinkability, integra-

-se a outras da linha da empresa:

a Detox Your Mind, uma

New England IPA não filtrada

mas muito frutada, com 6,5%

de teor alcoólico e 60 IBU, e

Galaxy Detox, que destaca bastante

os aromas de maracujá e

pêssego e também possui 6,5%

de teor alcoólico e 60 IBU.

Cervejaria cigana que produz em

parceria com a Antuérpia, na cidade

de Juiz de Fora, MG, a Oceânica

tem seus rótulos em pontos

de venda especiais na capital fluminense

e em Niterói. A Lemon

Cake, citada por Juliana, também

é um lançamento 2017 da empresa.

Ela remete de verdade à torta

de limão, como o próprio nome

diz. É uma Golden Ale com limão e

baunilha suave, com teor alcoólico

de 7,5% e 19 IBU.

No Mondial, a Ocêanica fez o

pré-lançamento da Velvet Rainbow,

uma Milk Shake IPA com

baunilha, maçã, suco de abacaxi

e grande quantidade de lúpulos.

Possui um corpo médio e carbonatação

alta que favorecem a

perceção do aroma. Ambas fazem

parte da série Experience,

voltada às experimentais, que

inclui também as elogiadas Deep

Red (uma english barley wine

com ABV de 10,5% e IBU de 60)

e a Yellow Cloud, uma APA que

teve lotes especiais em 2017, o

primeiro com levederuas London

Ale II, o segundo com Dry English,

e terceiro com Conan.

*Ladies Bier:

https://ladiesbier.wordpress.com/

https://www.facebook.com/ladiesbier/

https://www.instagram.com/ladiesbier/

Contatos com a “ladie” Juliana:

jullyanna.2005@gmail.com e ladiesbier@gmail.com

148


Gran Première

As Premiadas no

Mondial de La Biére Rio 2017

Considerado um dos principais e maiores

eventos cervejeiros mundiais, no

qual, além de tendências, são destaques

os lançamentos diferenciados do

setor, muitos já com vistas ao verão, o

Mondial de La Bière é um festival que

nasceu originalmente no Canadá, em

Montreal, e há alguns anos mantém

excelentes edições regionais em Paris,

na França, e no Rio de Janeiro.

Paralelamente ao festival, ocorre o Concurso

MBeer Contest Brazil, com um

seleto time nacional e internacional de

jurados. No MBeer Contest, diferentemente

de outros concursos, a avaliação

não segue nenhum guia de estilo. As

bebidas são avaliadas por sua qualidade.

E nesse foram 384 amostras concorrentes,

resultando em 12 medalhas

de Ouro e duas de Platina.

Conheça a seguir a lista completa de

vencedores medalhistas da edição

2017 do MBeer Contest Brazil do Mondial

de La Bière Rio

Medalhistas de Platina

– Colorado Guanabara Wood Aged, da

Cervejaria Colorado: é a mesma que

Ithaca Oak Aged, versão exportação.

Feita com malte, lúpulo e rapadura

queimada, tem elevada longevidade e

evolução de sabores com o tempo. Harmoniza

com carnes de caça, queijos

duros bem maturados, presunto cru e

sobremesas caramelizadas, como crème

brûlée e pudim de leite.

– Noi Passione, da Cervejaria Noi: uma

quadrupel envelhecida em barril de conhaque,

colaborativa com a Cervejaria

Tupiniquim. Apresenta 13% de teor alcoólico.

A Noi foi a cervejaria mais premiada

no evento.

Medalhistas de Ouro

– Tranquilona, da Gaspar Family Brew:

essa schwarzbier com coco queimado,

é escura, com baixos amargor (26

IBUs) e teor alcoólicos (4,8%). Apresenta

notas de malte torrado, aroma

de café, e tem um final seco. As notas

frutadas do coco queimado ajudam a

cerveja a remeter a sobremesas, como

o “Prestígio”.

– Quebra-Cabeça I, da Cervejaria 3Cariocas:

imperial stout com morango,

cacau, lactose e baunilha, tem teor alcoólico

de 12%. O IBU é de 50.

– Cerveja 1848, da Antuérpia: essa

vienna lager foi produzida a partir

de uma parceria entre as cervejarias

Antuérpia (MG) e Motim (RJ).

Apresenta teor alcoólico de 5,4% e

IBUs de 24. traz aromas tostados

com notas de pão e caramelo. Traz

a complexidade do malte caramelizado,

notas de dulçor e lúpulo, e

seu final levemente seco. Ela harmoniza

com comida alemã, feijoada

e carne ensopada.

– Catharina Sour Bergamota, da Lohn

Bier: com apenas 3,4% de álcool, essa

cerveja é muito refrescante e combina

bem com com saladas, frutos do mar,

massas em geral e carnes preparadas

com óleo. Tem também apenas 5 IBU.

Possui corpo médio, lúpulos em níveis

imperceptíveis e formação de espuma

média. Por ser extremamente frisante,

pode substituir outras bebidas em

uma celebração.

– #1Ano, da Farra Bier: essa speacilty

wood-aged smoked oatmeal stout foi

produzida especialmente para comemorar

o primeiro ano de existência da

cervejaria. A base da receita é o tradicional

rótulo da empresa Black Jack

que foi faturada por três meses com

chips de carvalho americano embebidos

em conhaque francês. Tem amargor

médio da torra do malte, corpo médio

e final com aquecimento alcoólico.

O teor alcoólico é de 7.6%.

– Bárbara, da Noi: a Carta Premium foi

uma das primeiras a destacar esse excepcional

rótulo da cervejaria. Veja detalhes

em reportagem no Portal www.

revistacartapremium.com.br .

– Hair of the Bode, american barleywine

da Bodebrown: cerveja de

guarda, do tipo Barley Wine, inspirada

na cervejaria norte americana

Hair of the Dog. Traz a receita receita

foi elaborada pelo cervejeiro e fundador

da Hair of the Dog, Alan Sprints,

e produzida de forma colaborativa

com Bodebrown. A cerveja tem potencial

de guarda para os Suburbanapróximos

20 anos.

– Lado B, da Suburbana: essa berliner

weisse com adição de seriguela tem

acidez bem leve. A combinação é por

demais interessantes, com um dulçor

residual muito agradável. Apenas 4,4%

de teor alcoólico.

– Cioccolato Barile, também da Noi:

essa imperial stout, envelhecida por 7

meses em barricas de carvalho francês,

possui adição de nibs de cacau,

lúpulos ingleses e um mix de maltes

especiais, dando ao rótulo o aroma e

o sabor de chocolate. Apresenta toques

de baunilha, frutas, sementes secas e

amadeirado de carvalho.

– Reserva do Proprietário da Backer:

uma old ale extremamente complexa

devido à maturação de 15 meses em

barris de carvalho de primeiro uso.

Acompanha perfeitamente carnes saborosas

e marcantes como as de Angus,

Cordeiro, Faisão, Perdiz, entre outras.

Teor alcoólico de 10,5%.

– Sour Ale, da Roter: de corpo médio-

-baixo, coloração escura, boa formação

de espuma e com aroma que remete

aos morangos usados em sua

maturação, no paladar apresenta

também os caramelos da sua boa base

maltada, porém com final seco e breve.

Refrescante, tem teor alcoolico de

7,5% e IBU de 9.

– Carvoeira, da Lohn Bier: essa imperial

stout, com teor alcoólico de 9,5%,

provém de uma parceria inédita entre

a Lohn Bier e Random/Drei Adler.

Traz a combinação entre lúpulo

inglês, grãos brasileiros e sabores

exóticos. Densa, é complexa, com notas

amadeiradas e aroma de baunilha.

Também está disponível em uma

versão wood aged. Acompanha muito

bem sobremesas à base de chocolate,

banana, ou até crème brûlée.

149


Conta-Gotas

UMA LISTA MAIS QUE

Especial

Como as novidades são muitas e incessantes, separamos a seguir alguns das

principais lançamentos cervejeiros e destaques, muitos dos quais tivemos a

oportunidade de degustar em eventos exclusivos para a imprensa

No ritmo das

Comemorações

Natural da cidade de São Gonçalo

do Rio Abaixo (região central de

MG), a cervejaria Prussia Bier comemorou

em novembro três anos

de existência e aproveitou a data

para lançar novos rótulos assinados

pela sommelier de cervejas

Fabiana Arreguy. A ideia é trazer

harmonizações diferenciadas que

valorizem a cultura e gastronomia

mineiras com foco em princípios

como “pense global, beba local”.

“O convite para assinar as harmonizações

dos rótulos demonstra o

quanto a cervejaria está antenada

com a demanda do mercado por

cervejas que ofereçam experiências

de sabor. E combinar cada uma

de suas cervejas somente com comidas

mineiras é mais um passo

inovador, algo que nenhuma cervejaria

do Estado havia feito ainda”,

comenta Fabiana. Outra novidade

comemorativa é o lançamento de

um projeto para produção de cervejas

colaborativas com cervejarias

parceiras. O objetivo é que dure um

ano e sejam produzidas pelo menos

seis cervejas em conjunto com outras

empresas. O principal objetivo

é criar sinergia com outras cervejarias

e trocar conhecimento, buscando

o estado da arte nas cervejas

que serão elaboradas. Segundo os

sócios e idealizadores do projeto, serão

produzidas cervejas extremas,

com complexidade de execução e

complexidade sensorial e a conversa

com as cervejarias parceiras já

está bem adiantada.

A cervejaria atende diretamente demandas

do Vale do Aço, Médio Piracicaba

e grande BH, além de 100

pontos de venda terceirizados espalhados

por Minas Gerais e Rio de

Janeiro. Hoje, a Prussia tem capacidade

de produção de 28 mil litros

por mês e produz seis diferentes rótulos:

Pilsen, Bohemian, Weiss, English

India Pale Ale, Pale Ale (ESB) e

Irish Red Ale. As cervejas são vendidas

em garrafas e barris de 30 e 50

litros. “Estamos investindo também

em growler stations fora do eixo de

Belo Horizonte, ou seja, a Prussia

é a primeira cervejaria que está levando

esse conceito do growler para

cidades como Contagem e Itabira,

por exemplo. O mercado cervejeiro

no Brasil é novo ainda, está amadurecendo

e existe uma revolução

cervejeira acontecendo. Com isso,

o próprio mercado vai filtrar quem

fica ou sai e vai selecionar quem

estiver fazendo um trabalho legal,

honesto, de qualidade. Isso é o que

buscamos e prezamos”, declara

Railton Vidal, sócio da cervejaria.

Mais informações: http://www.

prussiabier.com.br .

150


Conta-Gotas

Boa gama de importadas

Acompanhamos também a ampliação do portfólio

da Meara Importadora, uma das referências na

área, fundada em 2006 e com sede em Campinas,

no interior paulista. A importadora trouxe rótulos

especiais da Brasserie Lupulus, da Castle Brewery

(Bierkasteel) Van Honsebrouck e também da Brasserie

de L’Abbadye du Val-Dieu:

- Lupulus Hibernatus: uma Belgian Dark Strong

Ale, com 9% de teor alcoólico, que harmoniza bem

demais com queijos como provolone bem curado,

queijos azuis, carne de caça e presunto cru, além

de sobremesas à base de chocolate.

- Lupulus Hopera: essa Belgian Pale Ale, com teor

alcoólico de 6%, é ótima opção para comida mexicana,

culinária indiana e saladas mais agres

como rúcula.

- Lupulus Tripel Blond: uma Belgian Tripel,

com 8,5 de álcool, que acompanha

muito bem peixes fritos como merluza

e tilápia, ou ainda quiejos como Brie e

Gruyère.

- St. Louis Gueze Fond Tradition: única

cerveja no estilo produzida em Flanders

Ocidental, é uma mistura de gueuzes velhas

e ovens, com refermentação na garrafa,

não adocicada e não filtrada. haroização

com frutos do mar acompanhados

por vinagrete, pratos com aspargos,

queijos como cheddar maturado e grana

padano, e sobremesas de frutas secas

como morango, manga e maçãs verdes.

- Val-Dieu Blond: essa Belgian Pale Ale

é excelente para acompanhar queijos

de leite de cabra, como Chevrin belga

ou Cablanc holandês, parmesão e Emmental.

Acompanha muito bem o cheese

burger, por exemplo. O teor alcoólico é

de 6%.

- Val-Dieu Brune: com graduação alcoólica

de 8%, essa cerveja Abbey Dubbel

é ótima companhia para queijos fortes,

sobremesas à base de chocolate, pudim

de abóbora com ameixa ou ainda um ossobuco

com toque de conhaque.

- Val-Dieu Grand Cru: uma quadruppel

com 10,5% de teor alcoólico, é uma cerveja

forte e completa, para harmonziar

com provolone, gorgonzola e Rochefort,

além de comidas bem temperadas e apimentadas,

ou ainda brwonie com frutas

secas como ameixas.

- Val-Dieu Triple: de 9% de teor alcoólico,

essa tripel de abadia vai muito bem

com queijos azuis e comidas bem temperadas,

como da culinária asiática e

indiana. Acompanha ainda panna cota

e cheesecake com caldas de frutas amarelas

e cítricas.

Mais informações no site da Meara:

http://www.meara.com.br e na página

do Facebbok da empresa https://www.

facebook.com/meara.importadora/

151


Conta-Gotas

66 vezes

colaborativa?

Mais de 60 cervejeiros tiraram um

dia para se reunirem na fábrica

da Cerveja Blumenau no início do

ano, à época do Festival de Blumenau,

para juntos idealizarem

um nova cerveja. O resultado é

um novo rótulo, chamado de Confraria

66, que em versão limitada

chegou ao mercado no final de

novembro. Essa Double Red Ale

tem graduação alcoólica de 8,1%

e IBU (índice de amargor) de 70.

Mais informações: www.cervejablumenau.com.br

E fez-se a...

Genesis

A Cervejaria Dogma apresentou agora em

dezembro a Dogma Gênesis, uma Double

IPA com 8,9% de teor alcoólico, em latas de

Lata 473 ml. Mais informações: https://

www.facebook.com/cervejariadogma/ e https://loja.cervejariadogma.com.br/

.

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Conta-Gotas

“Bierturismo”

Rodeada pela Serra do Espinhaço, a pequena

cidade de Santana dos Montes, a 130 quilômetros

de Belo Horizonte, MG, fica na junção do

Cerrado com a Mata Atlântica e possui diversos

córregos, cachoeiras, corredeiras e matas fechadas

que compõem um cenário de natureza

exuberante e tranquila beleza em plena Estrada

Real. Inserida nesse cenário idílico, está a Fazenda

Guarará, responsável pela produção de leite,

vinho, grãos, e também cerveja artesanal. A fábrica

da Cervejaria Loba, que recebeu este nome

em homenagem aos lobos guará da região, está

instalada em uma área de cinco mil metros quadrados

dentro da fazenda que inclui todos os

tanques para produção, almoxarifado, expedição,

e também um bar e loja de souvenirs.

A Loba possui hoje 18 rótulos de cerveja e

entre eles está a premiada Strong Scotch

Ale, com notas de malte torrado e defumado

e 9% de teor alcoólico, medalhista no Concurso

Brasileiro das Cervejas, em Blumenau

em 2017 e na Copa Cervezas de América, em

2016, no Chile. Os lançamentos da marca

são a session IPA Delatora, em alusão ao

momento político vivido pelo país, e a quadrupel

Cabulosa. Aos sábados e domingos, a

cervejaria abre suas portas para visitação a

partir das 11h para que os turistas possam

conhecer mais sobre o processo de fabricação

de uma cerveja artesanal e também degustar

os diferentes estilos oferecidos.

A English Barleywine da Loba ganhou em

2017 a Medalha de Bronze da Copa Cervezas

de América 2017, realizada na cidade de

Santiago (Chile). A cerveja possui um sabor

maltoso, forte, intenso, complexo, com várias

camadas de notas que remetem a pão

e biscoito até as que lembram nozes, torrada

escura, caramelo escuro, toffee ou melado.

Seu caráter forte e maltado dominante

pode sobrepor os sabores dos alimentos

que o acompanham, exigindo sua harmonização

com alimentos mais potentes como

feijoadas, ostras, rabadas, queijos duros e

até tortas de limão. Indicada também para

acompanhar uma dose de bebida destilada

ou um bom charuto.

Serviço: Cervejaria Loba

Fazenda Guarará – zona rural de Santana

dos Montes, MG. Telefones para agendamento

das visitas: (31) 3814-0858/9 9558-5878/

(31)3726-1207 - www.cervejarialoba.com.br

153


Conta-Gotas

Carta de Apresentação

Em evento que contou

com a presença

de nossa reportagem,

a Van Been se lançou

oficialmente ao mercado.

O comando é do

empreendedor Dante

Casarotti, um cervejeiro

apaixonado que

fez do seu hobby um

negócio. O slogan traz

bem os diferenciais da

empresa: “A cerveja

holandesa, de inflluência

belga, nascida

no Brasil”.

Os rótulos são recheados

de história e muito

bem ilustrados, remetendo

ao passado mas

sempre com toque de

inovação.

A cervejaria cigana,

que leva o sobrenome

da família da mãe de

Dante, de origem holandesa, produz

na Carranca, na cidade de Avaré,

interior de São Paulo. De inicio,

a produção será de 5.000 litros por

bimestre e previsão para alcançar

a margem de 6.000 litros/mês. “De

início, nossa intenção é atender o

Estado de São Paulo, principalmente

a capital paulista, Jundiaí, Campinas,

Guarulhos, na região do ABC

Paulista e Osasco. Mas como o mercado

está em expansão, crescendo

a cada ano uma média de dois dígitos,

acredito que já seja possível

em 2018 outros Estados receberem

a qualidade das cervejas”, destaca

Casarotti.

Um dos diferenciais da empresa é o

alto drinkability. “É a característica

que mais queremos valer em nosss

cervejas, que poderão atender tanto

quem já é apreciador quanto aqueles

que estão adrentando ao mercado”,

explica o empreendedor.

Dois rótulos já estão disponíveis na

linha da empresa, amos fornecidos

em versões em latas de 473 ml:

- Pieter De Zeeman: no estilo Belgian

IP, com teor alcoólico de 7,3%, 65

IBU, traz consigo uma receita com

amargor equilibrado, e um blend

de aromas herbal, floral e levemente

tropical. Contém levedura belga

trapista. No que tange à história,

seu rótulo se inspira no marinheiro

Modiokerto, que recebe um convite

para trabalhar no Brasil. O marinheiro,

em suas longas viagens para

Calcutá, abastecia seu estoque com

cervejas. Vai muito bem com hambúrgueres

e queijos azuis e gouda.

- Happy Blond: um Belgian Blond

Ale, com teor alcoólico de 6,1%

e IBU 18. A ilustração da lata,

além de destacar o personagem

Happy Blond - um holandês que

esteve no Brasil com seus amigos

com intuito de abrir uma cervejaria,

mas acabou voltando para

sua terra e ficando com as lembranças

daqui - traz ainda uma

carta escrita pelo personagem.

Apresenta sutis notas de caramelo,

corpo médio e levemente

condimentada. Contém lúpulos

ingleses, alemães e um intruso

de Down Under. Harmoniza

bem, por exemplo, com saladas,

embutidos e carnes suínas grelhadas,

peixe grelhado, etc.

Informações no site: www.vanbeen.com.br

154


Conta-Gotas

Sazonalidade para o verão

A Lund Cervejaria apresentou no início do mês um

novo lote sazonal da Cream Ale Lund MidSommar,

para atender às solicitações e demanda do público

cervejeiro que procura por rótulos refrescantes

e equilibrados para a estação. Com teor alcoólico

de 4,7% e 19,6 IBU, destaca-se dos demais rótulos

deste estilo já produzidos por outras cervejarias

pela sua especial combinação de malte de cevada,

trigo, maltado e não maltado, e flocos de aveia, somada

ao Dry Hopping dos lúpulos Cascade e Amarillo,

garantindo uma receita leve, refrescante e notável

cremosidade.

E uma cerveja não filtrada extremamente saborosa,

de cor amarelo acobreado, naturalmente turva, com

boa formação e persistência do creme e aroma de

frutas cítricas amarelas. A sensação na boca é de

corpo leve, com carbonatação alta, amargor mediano

e retro gosto com percepção gostosa do Maracujá.

O lançamento está nos principais pontos de venda

da Cervejaria Lund em São Paulo (Capital, Interior,

Vale e Litoral), Brasília, Rio Grande do Sul, Santa

Catarina, Goiás, Espírito Santo e Rio em Janeiro.

Para outras localidades, o produto está disponível

através de vendas online no próprio site da cervejaria:

www.cervejarialund.com.br

Que em 2018

não faltem lançamentos

como estes:

Com diversas premiações nos últimos anos, a

catarinense Bierbaum não esqueceu de apresentar

diversas novidades em dezembro

- New England IPA: uma cerveja potente em

amargor e aroma, um prato cheio para os

amantes do lúpulo! Nada menos que 100 IBU

e teor alcoólico de 5,8%

- Doppelbock Defumada: potente e aromática,

de sabor complexo, essa novidade tem

9,4% de teor alcoólico.

- Bière de Garde: com notas de ameixa e pimena

da Jamaica, refermetada em garrafa, a

novidade tem teor alcoólico de 7,9%.

Mais informações: www.bierbaum.com.br

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Conta-Gotas

Melão

voador?

Em dezembro, a Hop

Flyers apresentou a a

Flying Melon uma Witbier

com Melão, com teor

alcoólico de 5,1% ABV

e 8 IBU. Ela tem ainda

adição de raspas de

casca de laranja e leva

sementes de coentro na

receita. Por conhecermos

de perto outro rótulo da

empresa (nós da Carta

Premium degustamos a

ótima Hop Flyers Free

Fly, uma American Ipa,

com 6,3% e 67 IBU, premiada

com Medalha de

Prata na Copa Cervezas

de América, que segundo

nosso paladar fez

jus a premiação), temos

certeza que o novo rótulo

deverá conquistar uma

legião de apreciadores!

2017 de novidades

O ano foi de grandes lançamentos para a Schornstein. A Imperial IPA

e a Soul marcaram a estreia no mercado de latas. Ainda em 2017,

a marca catarinense traz mais uma integrante da sua tradicional

linha de garrafas: a APA. É o sétimo estilo comercializado no formato

tradicional. Criada pelos cervejeiros da casa, seguindo as características

já reconhecidas dos rótulos da catarinense: personalidade e

equilíbrio sensorial. O teor alcoólico é de 5% e o índice de amargor é

de 35 IBUs. A utilização de lúpulos americanos cítricos trazem uma

forte influência no aroma da cerveja. Como sugestão de harmonização

estão hambúrgueres e queijos como grana padano, parmesão e

peccorino. Informações completas no site: www.schornstein.com.br.

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