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19

anos

MaisTecnologia na WebSummit 2017

Hélder Spínola... Em defesa da Água

ANO XVII • N.º247 Mensal Dezembro 2017 • €2

Alberto II

“É muito bom estar na Madeira”

Viagens

António Cruz

Fotografia Subaquática

Artur Silva


Online

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Entrevista

O Museu Henrique e

Francisco Franco é o

espaço museológico

português que acolhe a

mais significativa obra

artística dos irmãos

Henrique (pintor) e

Francisco (escultor), nomes

maiores da modernidade

portuguesa. Os 30 anos

deste museu foram

assinalados com uma

iniciativa inovadora. As

ideias e iniciativas pela sua

responsável, Esmeralda

Lourenço.

04 22

06

07

13

16

17

Opinião

Hélder Spínola

Lugares de Cá

Fanal

Marcas Icónicas

Versace

Cinema

‘O Homem que Inventou o

Natal’

Cultura

Crónica de uma visita real:

Príncipe Alberto II do

Monaco

sumário

Teresa Rodrigues e Carlos Moreno respondem a António Cruz.

Conversas com Sabor PAG. 08

24

26

30

32

33

34

36

38

40

Tecnologia

WebSummit 2017

Câmara Municipa do

Funchal

Fotografia

Subaquática Madeira

Viajar com Saber

“ As minhas viagens em

2017”

Reflexologia

‘Prepare-se para o

Inverno...’

Nutrição

Desperdício Alimentar

Motores

Dicas de Moda

Lúcia Sousa sugere ‘Blue

Velvet’

Makeover

Mary Carfora convida

Cidália Quintal

Fotografia DDiarte

Moda Infantil Masculina -

Menino

18

20

21

(Des)Conhecida Arte

Os arranjos florais de

Susana Caldeira

Opinião

António Castro

Blogue de...

Miguel Pires e ‘Do Seguir

em Frente’

45

49

56

58

Agenda Cultural

Dezembro

Social

À Mesa com...

Fernando Olim

Site do Mês

cristinacandeias.pt

Helena Berenguer

A a Z PAG. 14

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saber | Dezembro | 2017

3


ENTREVISTA

“Tornar o museu mais acessível e inclusivo”

Esmeralda Lourenço

Encontra-se nas instalações do antigo Auxílio Materno-Infantil

este museu de arte moderna único em Portugal, dedicado

exclusivamente às obras dos irmãos Henrique e Francisco

Franco, naturais da Ilha da Madeira e participantes activos da

modernidade portuguesa. Francisco Franco destacou-se como

um dos maiores escultores portugueses da década de 1920,

tendo sido um dos autores mais solicitados para a realização da

estatuária oficial do Estado Novo. Já Henrique Franco recebeu

vários prémios nacionais na área da pintura e participou numa

das mais emblemáticas obras do modernismo português,

a Igreja de Nossa Senhora de Fátima em Lisboa. O museu

celebrou recentemente trinta anos com a iniciativa “Museu

Cidade – Com os Irmãos Franco”, uma exposição inovadora que

trouxe reproduções do espólio para as ruas da cidade. O museu

e as suas especificidades pela sua responsável, Esmeralda

Lourenço, licenciada em Ciências da Cultura e Mestre em

Gestão Cultural.

Dulcina Branco

Fotos: Câmara Municipal do Funchal e outras cedidas por Esmeralda Lourenço.

Porquê devemos visitar um

museu?

- Visitar um museu é uma forma de

enriquecer-se culturalmente e uma

das mais agregadoras e agradáveis

formas de aprender sobre a identidade

de um povo. No caso dos visitantes

alunos, fomenta descobertas

sobre o património, a cultura e

os valores. Alimenta a sensibilização

em relação à arte, possibilitando

a aplicação na sala de aulas, dos

conhecimentos adquiridos, através

dos diálogos estabelecidos durante

a visita.

Como tem sido o contributo deste

espaço no panorama museológico

madeirense?

- Tem tido um papel importante

como agente cultural e social, promovendo

a relação entre o museu

e o visitante através das diversas

atividades que promove. Entende

a divulgação do seu património

como um recurso para a transformação

social em direção à inclusão

da comunidade. Atua como instrumento

dinâmico de mudança social

e cultural, apelando à consciência

comunitária a respeito dos próprios

valores e no reforço da sua identidade.

É um lugar de reconhecimento

e recriação da identidade e

da cultura dos grupos que nos visitam.

Contribui de forma muito significativa

para o turismo cultural

na RAM, uma vez que é um pólo

de interesse procurado por muitos

4

saber | Dezembro | 2017


turistas.

Qual o balanço aos 30 anos deste

museu?

- A construção data de 1942, com

projecto do Engº Raul Andrade e

inaugurado como Auxílio Materno-

-Infantil em 1945. Em 1987, deixa

de pertencer à então Secretaria

Regional dos Assuntos Sociais

e Saúde e passa a ser tutelado pela

Câmara Municipal do Funchal, a

qual procede a obras de recuperação

e transformação do edifício.

Abriu ao público em 1987, no

decurso do Festival de Arte Contemporânea

– Marca Madeira.

Para a sua fundação foi imprescindível

o papel do Prof. Rui Carita,

autor do seu primeiro programa

científico e museológico. Encerrou

em 1995, para reorganização do

seu programa científico e museológico,

reabrindo ao público em

1996 com a exposição “Por Causa

de Paris”. Em 1997, apresenta

oficialmente o seu serviço educativo.

Funciona com exposições

temporárias de longa duração, sendo

a atual, “Paris Horizonte Fatal

– Henrique e Francisco Franco e a

Cidade Luminosa “ a oitava exposição.

Aqui se encontram obras de

Henrique e de Francisco Franco -

desenhos, pinturas, esculturas, gravuras

e pequenos frescos que foram

adquiridas em três fases (1966,

1972 e 1987) pela Câmara Municipal

do Funchal aos herdeiros dos

artistas. O museu tem tido um percurso

linear, sem grandes oscilações.

As exposições temporárias de

longa duração e os serviços educativos

têm sido a sua principal actividade,

acompanhada de alguma

investigação, digna de registo. Nos

últimos três anos, temos apostado

nas exposições de curta duração e

realização de eventos de índole cultural.

A exteriorização do museu

com a iniciativa “Museu Cidade –

Com os Irmãos Franco” tem como

objectivos a democratização da

cultura e a dinamização do comércio

local.

Quais são os seus principais desafios?

- Uma das nossas maiores dificuldades

é sempre a questão do

financiamento. Neste momento,

temos em curso um processo de

{As exposições

temporárias de

longa duração

e os serviços

educativos têm

sido a sua principal

actividade,

acompanhada

de alguma

investigação, digna

de registo

{

candidatura a um financiamento

para tornar o museu mais acessível

e inclusivo por parte de pessoas

com necessidades especiais.

Torná-lo cada vez mais inclusivo

para que todos possam ter acesso

à cultura sem excepções. De resto,

é continuar a evoluir continuamente

para que este não se torne obsoleto.

Vamos continuar a interpretar,

estudar, conservar, apresentar

e divulgar a obra dos dois irmãos.

Criar um corpus da sua Obra; clas-

sificar e estudar as obras de estatuária

urbana de Francisco Franco

existentes na cidade do Funchal;

promover eventos temporários

enquadráveis com a vocação da instituição;

apresentar de forma sistemática

a colecção com a publicação

de catálogos; diversificar o público

do Museu e estabelecer parcerias

com museus e outros institutos

culturais na Região e no contexto

nacional e internacional.

Quem visita o museu e qual o

balanço?

- Geralmente, é o turista com mais

de 65 anos, oriundo do Reino Unido,

França e Alemanha, embora

uma grande parte dos nossos visitantes

sejam madeirenses que nos

visitam gratuitamente, por via dos

serviços educativos, nomeadamente,

os alunos de todos os graus de

ensino e os seniores. Infelizmente,

os madeirenses continuam a não ter

o hábito de visitar os seus museus.

O número de visitantes tem vindo a

evoluir positivamente ao longo dos

anos, sendo que, este ano, estamos

com um aumento de 15% em relação

ao ano passado. >

saber | Dezembro | 2017 5


OPINIÃO

Em defesa da Água

A

ilha da Madeira é conhecida

por possuir água em

abundância, e em anos

‘normais’ não deixa de ser verdade,

mas cada vez mais esta ideia

tem dificuldade em corresponder

à verdade. Embora, em média, a

Madeira possua muito mais água

disponível do que aquela que consome

nas atividades humanas, a

verdade é que a sua disponibilidade

é cada vez mais variável, com

os meses de verão a imporem dificuldades

na gestão deste recurso,

e sendo cada vez mais frequentes

os anos hidrológicos secos. As

alterações climáticas estão já aí

para dificultar ainda mais a gestão

dos recursos hídricos, com previsões

de redução da precipitação

que podem atingir os 40% até

2050 e de 50% até ao fim do século,

exigindo medidas que melhorem

a nossa capacidade de responder

às necessidades com quantidades

inferiores. A Região possui desde

2008 um Plano Regional da Água

e uma versão recente (de 2016) do

Plano de Gestão da Região Hidrográfica

do Arquipélago da Madeira,

documentos estes importantes

para nos orientar no caminho certo.

Mas não basta a existência destes

documentos, é essencial que

os conhecimentos que reúnem, e

as medidas e regras que definem,

sejam aplicados. Para complementar

estes planos, seria desejável

ainda a existência de um Programa

para o Uso Eficiente da Água,

à semelhança do que existe a nível

nacional, e a disponibilidade de

recursos humanos e financeiros

para investir de forma eficaz na

promoção da literacia ambiental,

A Região possui

desde 2008 um

Plano Regional da

Água e uma versão

recente (de 2016) do

Plano de Gestão da

Região Hidrográfica

do Arquipélago da

Madeira, documentos

estes importantes

para nos orientar no

caminho certo. Mas

não basta a existência

destes documentos,

é essencial que os

conhecimentos que

reúnem, e as medidas

e regras que definem,

sejam aplicados.

Hélder Spínola

na redução das perdas ao longo das

redes de distribuição, na proteção

contra a poluição das nossas ribeiras

e lenções freáticos, e na recuperação

do coberto florestal indígena,

essencial para a recarga das

nossas reservas hídricas. Os problemas

que mais afetam os recursos

hídricos resumem-se à poluição e

à escassez sendo, por isso, estes os

que devem merecer prioridade na

implementação de soluções. A prevenção

da poluição implica muito

cuidado relativamente às atividades

que são desenvolvidas a quotas

mais elevadas, não sendo de descurar

a poluição difusa provocada

pelos derrames de óleos que todos

sabemos acontecer ao longo das

vias de comunicação. As zonas de

recarga dos aquíferos e as linhas

de água, inclusive a quotas mais

baixas, têm de estar protegidas de

fontes de poluição bacteriológica

ou química, não sendo admissível

que continuem a ocorrer descargas

de esgotos não tratados e a

aplicação descontrolada de biocidas

e adubos químicos nestas zonas

mais sensíveis. Promover a recarga

dos nossos aquíferos e fomentar

os caudais nas nossas ribeiras

pressupõe a proteção e expansão

do manto florestal indígena.

Já D. Manuel I, em Carta Régia

de 1515, estabelecia medidas de

proteção do arvoredo em zonas de

nascentes ou águas correntes pois

sabia da importância da vegetação

na preservação dos recursos hídricos.

Também D. João IV, em Carta

Régia de 1641, condenava o abate

de árvores por prejudicar a condensação

atmosférica, o regime

das chuvas e, consequentemente,

os caudais das levadas e das fontes.

Seria estranho que hoje, na

entrada para o ano 2018, algum

responsável pelo governo da nossa

sociedade não estivesse consciente

da importância em recuperar o

coberto florestal, mas, infelizmente,

não são assim tão raras as evidências

de que tal impreparação

ainda existe. Hoje está confirmado

por evidência científica algo que

já se sabe há séculos, que a vegetação

autóctone nas nossas serras é

essencial para a captação de água

através do contacto com os nevoeiros

(precipitação oculta). Uma única

urze pode captar, para cada

metro quadrado de solo debaixo da

sua copa, mais de 40 litros de água

por dia de nevoeiro. Está provado

que as águas captadas através de

furos e galerias para abastecimento

na ilha da Madeira provém de

uma mistura de contributos da chuva

e da precipitação oculta e, particularmente

no verão, este último

contributo é muito relevante. Cerca

de 34% da água captada no verão

numa zona de floresta Laurissilva é

através da precipitação oculta, e a

própria chuva quando cai em zonas

desflorestadas tem muito mais dificuldades

em se infiltrar, escorrendo

facilmente para as ribeiras e,

destas, para o mar, perdendo-se.

Proteger a renovação dos nossos

recursos hídricos implica proteger

as nossas florestas indígenas, significando

isto a prevenção dos incêndios,

o combate às espécies invasoras,

como os eucaliptos e as acácias,

e não permitir que se volte ao

passado no que diz respeito à carga

excessiva de gado em pastoreio nas

nossas serras. >

Biólogo/Professor Universitário

6 saber | Dezembro | 2017


LUGARES DE CÁ

Fanal

Dulcina Branco

Fonte/Fotos: Câmara Municipal d

e Porto Moniz.

Fica entre a Ribeira da

Janela e o Planalto do

Paúl da Serra, este que é

um dos lugares mais emblemáticos

do Concelho do Porto Moniz.

Sobejamente conhecido pela sua

beleza ímpar e o seu bosque de Tis

(Ocotea foetens) centenários, estes

exemplares que resistem ao tempo

remontam ao período anterior ao

descobrimento da Ilha. Fazem parte

da Foresta Laurissilva classificada

de Património Mundial Natural

pela UNESCO, desde Dezembro de

1999 e integra a Rede Europeia de

Sítios de importância Comunitária

- Rede Natura 2000. No Fanal,

a melhor forma de apreciar o vasto

e riquíssimo património natural

será aventurar-se por alguns

trilhos que traçam esta paisagem.

Nesta zona têm início vários percursos

como o PR13 - Vereda do

Fanal. A vereda do Fanal é um

dos mais emblemáticos percursos

pedestres do Município do Porto

Moniz e de toda a ilha da Madeira.

Situado em plena floresta Laurissilva,

este percurso é deslumbrante

quer quando é efetuado com céu

limpo ou quando recebe a visita do

nevoeiro, presença frequente devido

a altitude do percurso. A vereda

inicia-se na E.R. 209 no Pico

dos Assobiadouros, cruzando por

vezes com a estrada regional, até

chegar ao fantástico Fanal. Este

ponto separa os concelhos do Porto

Moniz e Calheta. Aqui se encontra

ainda a bela PR14 - Levada

dos Cedros, entre outros percursos

que ligam este lugar ao Chão

da Ribeira. Imperdível é também

o miradouro do Fio o qual se pode

apreciar a engenhosa instalação de

cabos para o transporte de lenha

para o Chão da Ribeira. Ou ainda

a bela lagoa de Inverno do Fanal,

uma antiga cratera vulcânica que

se enche com a abundância de chuva.

>

saber | Dezembro | 2017 7


conversas

Conversas com Sabor

Conversas com Sabor

São duas pessoas com garra

de vida e que cavalgam

sonhos possíveis. Duas

pessoas que lutaram para

chegar ao nível onde hoje

se encontram. A pulso, com

abnegação e dedicação. Com

amor e paixão pelo que fazem

e entrega total aos seus

projectos. Duas vidas que um

dia se cruzaram e decidiram

caminhar juntas, unindo

também dois quase extremos

de Portugal, a ilha da Madeira

e o Norte do continente.

Percursos que se fazem entre

cá e lá, conversas que se

deixaram envolver pela noite

tépida e convidativa. Sorrisos

que entraram na noite,

palavras que se sentaram

à mesa, numa informal e

descontraída conversa entre

amigos que se querem.

Nesse espaço, romantizado

e apelativo que é O Forte,

encostado ao mar, olhando

as estrelas, ouvindo a noite

e os segredos que nela se

escondem.Teresa Rodrigues e

Carlos Moreno, duas faces de

uma moeda bastante valiosa.

António Cruz

Fotos: Gentilmente cedidas

pelos entrevistados.

Teresa Rodrigues

e Carlos Moreno

Teresa, a tua vida tem-se dividido

entre a Madeira, onde nasceste,

e Fafe, onde vives a maior parte

do teu tempo. Se neste momento,

eu te obrigasse a escolher um sítio

para viveres definitivamente, qual

desses sítios escolherias?

- A Madeira, sem dúvida.

O norte do país, onde vais com frequência

devido à tua profissão de

decoradora, é mais atractivo a esse

nível do que a Madeira?

- É, claro.

E porquê?

- Porque o mercado é mais vasto.

Tem mais oferta...

É mais sensível e receptivo a projectos

de decoração?

- Sim. As pessoas são diferentes...

Talvez mais aberto e com mais poder

de compra do que existe na ilha.

Nasceste na Madeira. Exactamente

em que sítio é que nasceste?

- No Monte.

E em que sítio é que cresceste?

- Cresci aqui, na rua de Santa Maria.

Que recordações mais antigas

(infância) é que trazes dessa época?

- Tenho imensas saudades do Porto

Santo. Das férias no Porto Santo.

E não tens voltado ao Porto Santo?

- Tenho. Mas sim. Uma coisa que

me marcou imenso foi o Porto Santo

nas férias.

Nessa altura da tua vida...

- Sim, porque todos os anos, ia com

os meus pais para o Porto Santo,

quando era pequena.

Era uma tradição.

- Sim. Era. Passava lá o mês de agosto

inteiro.

Esse sentido estético que transportas

contigo, seja no vestir ou

no exercício da tua profissão, já se

8

saber | Dezembro | 2017


com sabor

revelava em miúda ou era algo para

o qual despertaste mais tarde?

- Acho que só foi mais tarde... Eu era

um bocado ‘maria-rapaz’.

E sabes precisar o momento quando

é que isso aconteceu? Porquê é

q ue enveredaste por ali e

não por outra actividade?

- Foi uma coisa muito estranha...

Acho que foi só a partir dos 15

anos... E porque era uma miúda muito

simples e devido ao Jaime... Lembras-te

do Jaiminho, Carlos? Lembro-me

de no Colégio de um amigo

me dizer que eu era como uma borboleta...

Não. Só mais tarde, despertei

para isso... Não sei porquê. Não

me perguntes porquê. Só a partir dos

meus 15, 16 anos porque até aí, não

ligava mesmo nada.

Fizeste algum tipo de formação

nessa área da decoração ou lançaste-te

como autodidacta?

- Não. Acho que é assim: há coisas

que nascem connosco. Há uma ligação

entre a roupa e a decoração e

acho que também, foi uma coisa que

nasceu comigo, esta coisa da decoração.

Carlos, empresário do norte, nome

feito e reconhecido na praça. O que

é que te traz tantas vezes à Madeira,

não contando para resposta, o

facto da tua mulher ser de cá?

- Tenho que referir coisas que não

são muito comuns, que são o clima

excepcional, uma água fabulosa,

uma temperatura excelente, um

lugar onde me sinto bem e me faz

bem à minha acalmia e boa disposição,

um conjunto de amigos que fui

conhecendo ao longo dos tempos e

que me ajudam cada vez mais, a gostar

desta ilha.

Sendo como és, uma pessoa bem

informada, e que se enriquece de

conhecimentos por via das tuas leituras,

viagens e contactos, como é

que olhas para a economia do país

neste momento?

Carlos: Os dados económicos reportados

até ao dia de hoje dão-nos as

avaliações e daquilo que vi, parece-

-me que estamos a entrar num exagero

em termos de consumo. Hoje li

num jornal que houve um incremento

enormíssimo nos gastos com a compra

do automóvel, e acho que isto não

é bom. Estamos a ter um certo facilitismo

no crédito ao consumo, nomeadamente

na área do ramo automóvel,

em que o português gosta. O automóvel

faz parte do ‘status’ do português

e isto é algo que é, na minha opinião,

contraproducente. Vemos países

mais desenvolvidos que o nosso

que não cultivam esse ‘gosto’ e acho

que devíamos ser mais moderados

com esses gastos e ter uma contenção

maior para com esse gasto.

Receias que, daqui a uma meia

dúzia de anos, estejamos novamente

a voltar a uma era em que

será necessário uma intervenção

externa para colocar as contas

públicas em dia?

- Julgo que não porque os exemplos

foram tão próximos, aquilo que se fez

de mal foi tão recente que as pessoas

vão ter medo e irão a tempo de corrigir

todas essas situações e não termos

de recorrer a uma troika.

Qual é o teu conselho ou sugestão

para as famílias que estão neste

momento, e novamente, a cair

na tentação de um exagero consumista?

- Que não vão no crédito fácil. Façam

as contas muito bem feitas. Procurem

não gastar aquilo que é acima

dos seus rendimentos porque as consequências

serão pesadas. Os bens

são tão súperfulos que não vale a

pena arriscar a vida por causa disso.

A tua vida já dava um livro?

Teresa: Olha que sim.

Ou preferias que fosse um filme?

- Um fime.

E nesse caso, quem escolherias

para protagonizá-lo?

- Eu própria.

Qual consideras ser o capítulo ou

a cena mais engraçada ou interessante,

da tua história de vida?

- Talvez a forma como comecei esta

fase da minha vida profissional que

foi muito engraçada. Abri a minha

loja de decoração – desde sempre as

pessoas me diziam que tinha imenso

jeito para a decoração – e toda a

gente me pedia palpites na área. Não

havia ninguém que mudasse umas

coisas lá em casa, umas cortinas ou

forrar um sofá, que não me chamasse

para dar uma opinião. Um dia, lá no

Porto – eu ainda não estava ligada à

decoração nem tinha nada a ver com

a área, fomos os dois à praia e estava

um dia fantástico quando saimos de

casa mas quando chegámos à praia,

estava enovoado. Então, saímos da

praia e fomos à Exponor – Feira de

Decoração, que era só para profissionais

e eu que não, que era só para

profissionais e empresas do ramo

mas como o Moreno tem a empresa,

lá podemos entrar na feira de decoração.

Eu fiquei fascinada com aquilo.

Encantada. Esse momento incentivou-me

imenso para a área porque

estava num impasse decorrente de

um negócio anterior, na área de restauração,

com o meu ‘ex’ e que tinha

vendido, e queria voltar a investir. Na

altura, nesse dia, ficou decidido o que

queria fazer da minha vida. Iniciei a

minha vida profissional – num fim de

um verão, setembro de 2003 e graças

a deus, tem sido um sucesso até

hoje. Fui a essa feira e fiz compras a

pensar como profissional. Passado

um mês tinha a loja a funcionar. Foi

um momento engraçado e marcante.

O que é que te devolve o espelho

de manhã quando o olhas pela primeira

vez?

- Tenho dias um bocadinho maus

(risos)... Não. Geralmente, é boa a

imagem. Sou uma mulher resolvida

e bem comigo própria.

Fazer decoração é uma forma de

olhar os espaços de uma forma

diferente das outras pessoas?

- Não propriamente. É uma forma de

ir ao encontro e de às vezes, até de

ajudar as pessoas a se encontrarem.

A maior parte das vezes, a pessoa

sabe o que quer, só não sabe como

lá chegar.

Em que é que um decorador se

pode diferenciar de uma pessoa

dita normal ao olhar para um espaço

vazio?

- É assim: uma pessoa dita normal

olha para o espaço vazio e não consegue

ver nada. Eu, olho para aquele

espaço vazio e vejo um espaço maravilhoso.

Às vezes, a pessoa pergunta-

-me: o que é que acha? Eu respondo:

maravilhoso. Estou a ver tudo. Nós

conseguimos ver essas coisas, a sensibilidade

que está lá e a gente também

tem que transmitir essa confiança

às pessoas.

Ser decorador não é uma profissão

supérfula?

- Não. Antes pelo contrário. Acho

que isso era uma ideia que as pessoas

tinham antigamente, António.

As pessoas antigamente tinham

essa ideia, até porque antigamente

havia um exagero. Hoje em dia as

saber | Dezembro | 2018 9


soas estão melhor informadas, com a

internet que dá acesso a tudo.

Mesmo assim, consegues safar-te?

- Sim. Consigo porque acho que nós,

decoradores, conseguimos ajudar as

pessoas até a pouparem dinheiro. Há

pessoas que têm dinheiro mas não

sabem como gastá-lo. Compram as

coisas mal compradas e gastam o

dobro e se tiverem ajuda de uma pessoa

dentro da área, são orientadas no

bom sentido e isto é positivo. Atenção:

há decoradores e decoradores.

Carlos, de que forma consegues

gerir a ansiedade, tu que estás

envolvido em tantas frentes de

negócio, algumas delas bem sensí-

conversas

veis em termos de negócio?

Conversas com Sabor

pessoas estão melhor informadas.

Antigamente havia menos decoradores

do que hoje em dia e acho que

havia também um aproveitamento da

situação. Havia menos oferta e havia

esse tempo das “vacas gordas” em

que se vendia de tudo e mais alguma

coisa. Havia um aproveitamento das

pessoas terem dinheiro e havia quem

se aproveitava disso. Hoje, as pes-

- Antigamente, era muito impulsivo e

vivia os momentos com grande entusiasmo

e dedicação. Isso cria ansiedade

e stress o que não é bom em

termos de saúde. Não nos faz bem

na parte mental nem na parte física.

Então, tive que parar para pensar

e fui-me educando, habituando

de forma a que hoje, consiga estar

estável em termos mentais e não ser

tão ansioso em relação a nada. Por

exemplo: há meia dúzia de anos,

vinha à Madeira passar uns dias e

era capaz de anda ansioso, com o

telefone na mão para saber o que

acontecia no escritório e clientes, fornecedores

e tudo isso. Depois, consegui

libertar-me de tudo isso. A idade

vai nos educando e nos faz bem – a

idade tem esses predicados que são

positivos também, e então, fui melhorando

neste aspecto.

Falaste em envelhecer. Tens medo

de envelhecer?

- Não. Acho um piadão envelhecer.

Acho que nos ajuda imenso. É evidente

que ninguém quer ser velho

mas é a lei da vida. Não me custa

nada. A velhice trouxe-me coisas

excepcionais. Ajuda-me imenso.

Li num artigo em que hoje olha-

-se para a velhice a partir dos oitenta

anos e eu concordei. Hoje, consigo,

com 70 anos, ver a vida de uma

forma melhor. Os anos trouxeram-me

uma experiência, um analisar e uma

forma de ver a vida que me satisfaz

e conforta. Sinto-me bem. Sou um

princípio de um velho feliz, contente

e experiente, o que é importantíssimo.

Com um poder de análise e de

encarar as coisas ótimo e um comportamento

na sociedade com mais

à vontade, isto é, não me preocupando

muito com pequenos pormenores

com que me preocupava há uns anos

tais como com o que os outros pensavam.

Começo a envelhecer, começo a

ter o direito de ser mais irreverente

sem nunca agredir alguns conceitos

da sociedade e da minha educação

que são cordialidade, boa educação

e atenção para com os outros.

O que é que te leva à insatisfação?

- Não consigo responder a essa pergunta

porque não sou uma pessoa

insatisfeita. Nunca pôs patamares

muito elevados no meu conceito de

vida e também não tenho razão de

queixa em relação à minha vida,

então, vivo satisfeito. Nunca fui muito

exigente nem nunca precisei de

ter grandes coisas para ser feliz na

vida e na sociedade e portanto, não

me consigo enquadrar nessa questão.

Porque é que lutas todos os dias?

- Luto por várias razões. Vamos lá

ver: a luta estará aqui enquadrada

numa questão de trabalho. Gosto

de trabalhar. Tenho um nome. Tenho

responsabilidades sociais e tenho responsabilidades

sociais para com os

meus colaboradores. Criei expectativas

de vida, criei um emprego, tenho

um nome a preservar e gosto trabalhar.

Faz parte da minha vida o trabalho

e o meu gosto pelo trabalho.

Gosto de me levantar cedo e bem disposto.

Gosto de trabalhar e de fazer

aquilo que gosto e não me custa nada

ter que fazer isso. E luto para tentar

ter no futuro uma vida confortável,

na velhice, uma vida confortável para

mim e para aqueles que me são mais

próximos, cá estarei.

Concordas que envelhecemos

quando perdemos a capacidade de

nos transformarmos?

- Amigo António, estás a fazer perguntas

um bocado difíceis. Não estava

preparado para isto... Um bocadinho

mas acho que quando estamos

de bem com a vida, quando temos um

percurso de vida ótptimo, não envelhecemos.

Não gosto dessa coisa do

arrependimento. A palavra arrependimento

não entra no meu vocabulário.

Não existe na minha vida. Olho

sempre para a frente. Gosto de evoluir.

Gosto de me transformar. Tive

a sorte de ter uma vida em termos

de trabalho boa e bem conseguida.

Tive a sorte de ter amigos bons, que

me ajudaram e elevaram o nível de

conhecimento, de formação, de atitude

perante a sociedade e acima de

tudo, tenho um bem que é essencial

que é a família presente e onde somos

solidários. Isto obriga-nos a deixar ir

e não correr muito porque as coisas

estão bem encaminhadas.

Qual é o tipo de pessoa que mais te

inspira desprezo?

- Tenho várias. Sou humano, quer

dizer, não gosto de produções fictícias

na sociedade. Não aprecio e

há muitos, infelizmente neste país.

Temos um país com qualidade ímpares

para proporcionar aos portugueses

uma qualidade de de vida excelente

– clima fantástico, um país à

beira-mar, com gente boa e condições

excepcionais e com uma vida

económicamente boa relativamente

a outros países e que foi desbaratado

por meia dúzia de famílias neste

país que abusaram e que quase o destruíram.

Estamos ainda hoje a pagar

estes erros aos bancos, ao Estado e

tudo isso e em que se dinheiro não

10

saber | Dezembro | 2018


com sabor

tivesse sido reposto em termos de

Estado em relação aos bancos, talvez

pudessemos proporcionar melhores

condições aos idosos, aos que estão

hospitalizados e aos mais carentes,

uma vida melhor, com reformas e

apoios melhores e, portanto, é isto

que me entristece. Espero que isto

mude ou vá mudando brevemente.

Se pudesses sugerir ao Marques

Mendes um assunto fraturante

para abordar nas suas intervenções

semanais, qual era o assunto

que lhe proporias?

- Olha, por acaso, até sou amigo dele

e até gosto de conversar com ele.

Gosto muito de conversar com ele,

mas acho que temos de exigir uma

justiça mais forte, mais célere e mais

acutilante para mudar a sociedade

portuguesa. Só isto.

Dois mais dois são sempre quatro

ou pode variar em função do interesse

de cada um?

- Olha, naquilo que aprendemos na

escola primária, de facto 2+2 é 4.

Eu por acaso até fui professor do

ensino básico e era isso que ensina e

de facto a sociedade habitua-se um

bocadinho num ponto ou noutro, a

desviar os resultados. A sociedade

está cada vez mais crítica e evoluída

e não podemos pensar que os jovens

não estão atentos. Os jovens estão

atentos e contestam as situações e

não são conservadores e entram em

modo de ‘gozo’ em relação a tudo

isto. O ‘chico-espertismo’que abundou

durante anos, acho que tem que

acabar ou tem tendência a acabar

porque a sociedade atual e esta nova

geração não o tolera.

Preferes ‘Tery’ ou Teresa?

- Olha, Tery tem para mim um significado

especial porque nasci com

este nome. Foi registada Teresa mas

sempre de pequena, desde que me

lembro, com os meus pais, foi sempre

Tery, desde que nasci. Dizem que

foi a minha madrinha que também se

chamava Teresa, e ela que detestava

o seu nome, e os meus pais a pensarem

que lhe faziam uma homenagem

(risos) e então a minha madrinha

que viveu muitos anos em Londres,

foi quis que me chamassem Tery. E

ficou Tery. Na verdade, toda a gente

me conhece por Tery. Mais tarde,

quando conheço aqui o actual marido,

ele não acha piada ao nome Tery.

Diz que é nome de gato e é a primeira

pessoa que não gosta do meu nome.

Ele prefere o nome Teresa. Ele diz

que Teresa é um nome bonito e assim

começa a me chamar Teresa. Eu, em

jeito de brincadeira, costumo dizer

que as pessoas que são verdadeiramente

minhas amigas me chamam

Tery – o nome com que nasci.

Eu prefiro Teresa a Tery...

- Pois … Costumo dizer que é o meu

nome artístico (risos)...

Sempre estiveste ligada, de alguma

forma, ao futebol, fosse por

via de um primeiro casamento, ou

mesmo do actual com o Carlos que

em tempos também jogou à bola

e também esteve ligado à gestão

futebolística. Já meteste muitos

auto-golos?

- Não (risos) e sinceramente as recordações

que tenho de futebol não são

boas.

Mas continuas a ir à bola?

- Não. Não continuo nem me dá prazer.

Por quem trocarias a tua vida, se

fosse necessário chegar a essa

decisão extrema?

- A minha filha, claro.

Qual é a pessoa que mais falta te

faz?

- Agora é a minha filha porque está

longe. E filhos são seres únicos e

especiais na nossa vida.

A tua vida se se podesse rever

numa canção, qual seria essa canção?

- ‘Ó tempo volta para trás’.

Também eu queria que o meu voltasse

(risos)... Vamos lá. É verdade

que as pessoas que dizem palavrões

são mais honestas e de confiança

como sugerem alguns estudos

e sondagens?

- Vou puxar a brasa à minha sardinha

para dizer que sim (risos) … desculpa...

Digo muitos... Desde que fui

viver para o norte, sou uma rapariga

de aprendizagem rápida (risos)...

Absorvi alguns . Quando venho cá à

Madeira, a minha mãe costuma dizer

assim: ó filha, a mamã não te educou

assim... Como acho que sou boa pessoa

e honesta, sai alguns palavrões

de vez em quando.

Quando estás verdadeiramente

feliz e essa felicidade extravasa e é

palpável para os outros, achas que

isso pode irritar alguém e te rogam

pragas e desgraças?

- Acho que as pessoas que gostam

mesmo de mim, não provoca mal.

De outros, é capaz. Inveja, ciúme...

O mundo tem isso. Os nossos amigos

ficam felizes por nós mas há sempre

quem não fique.

Carlos Moreno – estás quase a dormir

– viajar faz parte da tua realidade,

muito também por motivos profissionais

mas sem ser nesse contexto,

que motivos te levam a ir por

esse mundo fora?

- Já viajei mais do que viajo. Já tive

mais curiosidade em conhecer alguns

países. Hoje temos muita informação

via internet, televisão, vamos observando

tudo e com isso, vamos deixando

a vontade de a conhecer. É

evidente que os anos vão passando e

aquela vontade de nada nos assustar

vai passando. Somos mais selectivos.

Há certos países que tinha curiosidade

em conhecer e outros em não

ter curiosidade alguma e outros que

não os visitarei mas pronto, é assim.

Estou contente com o que vi e visitei.

Há países e continentes que gosto

mais do que outros. Há uns que

não me trazem vontade nenhuma

de conhecer, em que fiz uma visita e

confirmou isso mesmo. É assim... As

coisas vão acontecendo e não tenho

nenhuma prioridade.

Qual é o teu ‘handicap’?

- Em termos de visita? Não. Um handicap

pode ser para muitas coisas...

Não é isso. Handicap no sentido

daquilo que poderias ser melhor

mas não és tão bom.

- Não tenho nada em particular...

Não sou bom em tudo. Sou bem conseguido

nas várias coisas que faço.

Mas se tivesses uma área a melhorar,

qual era a área que escolherias?

- Hoje, uma coisa que deveria melhorar

– já o devia ter feito e não fiz, era

ser melhor em determinadas línguas

estrangeiras, que me faz muito jeito

em termos de visitas a outros países.

A dada altura do teu percurso foste

professor primário. Como é que

acontece essa realidade e porquê

não deste sequência a essa tua

vertente?

- É muito fácil. Sou filho de uma

família estruturada normal em que

os indicadores básicos para a vida me

foram transmitidos pelo que, como a

maior parte dos jovens deste país, a

minha intenção era tirar um curso

numa disciplina que eu gostava muito

e que era História e para a qual tinha

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saber | Dezembro | 2018 11


conversas

Conversas com Sabor

apetência. Mas depois coincidiu na

altura, ao ir para a faculdade, tinha

que ir para o Porto estudar o que

alterava a minha vida. Porque, paralelamente

tinha o futebol semi-profissional,

fiz essa escolha e por minha

livre vontade, sem consultar os meus

pais, fui fazer o exame do Magistério

Primário e fui bem sucedido. Fiz

o curso de 3 anos, findo o qual, tinha

um curso nas mãos e podia exercer a

minha actividade. Como fui sempre

cuidado com o futuro, preferi jogar

pelo seguro e então, fiz a opção de ir

para o Magistério. Tirei o curso rapidamente.

Com 20 anos, era professor

e comecei a dar aulas. Dei aulas

durante 12 anos. Mais tarde abandonei

porque, entretanto, surgiu um

negócio de família que me proporcionou

outras situações mais envolventes

e ao que me liguei. O salário

de professsor, infelizmente, não

era aquilo que mais desejávamos,

tive que fazer opções e então, acabei

por abandonar o ensino com alguma

pena porque tinha algum jeito para

a actividade e os meus alunos, eram

todos alunos brilhantes. A minha

experiência diz que nos meios mais

evoluídos, os alunos eram melhores.

Nos meios menos desenvolvidos,

os alunos eram piores. Não era porque

eram menos capazes mas porque

tinham menos condições, ao nível de

habitação, família, alimentação e

tudo isso. Hoje sinto-me confortável

porque não ganhávamos muito mas

tive sempre o cuidado de , os meus

alunos nas aldeias da província, nas

aldeias mais profundas onde se passava

fome de ter algum cuidado de

levar algo para comerem, como um

simples bolo. Por isso, hoje sinto-me

confortável com a vida no sentido em

que a minha vida teve estes momentos

gratificantes.

Já te passou pela cabeça enveredares

pelo universo político ou não

te relacionas bem com essa realidade?

- Vou-te revelar uma coisa que não

pode ser divulgado. É assim: tinha

18 anos quando fui convidado para

o cargo de secretário particular do

Governador Civil de Braga, que era

o Dr. Marques Mendes, e não aceitei

porque estava a estudar. Tinha que

deixar de estudar para me dedicar

ao cargo. Passado um ano, mudou

o Governador Civil e o partido que

estava no poder do PS para o PSD.

Foi isto, de resto. Não me atraiu.

Tive sempre a vida ocupada em termos

de trabalho. Gosto de conversar

sobre política, gosto de aprender e de

ler acerca disso mas nunca enveredei

por esse caminho.

Se te pedir para escolheres uma

coisa que mais gostas da Madeira,

o que escolherias?

- A Madeira. Gosto especialmente da

luminosidade da ilha.

E uma coisa que não gostes de

todo, na Madeira?

- Não estou preparado para responder

a isto...Não conheço assim tão

bem a ilha. Não consigo apontar

uma coisa.

Teresa, quais os traços predominantes

que encontras nas pessoas

da Madeira?

- Acho que, as pessoas são extrovertidas,

muito mais do que no continente,

as pessoas aqui são muito simpáticas

e hospitaleiras (bastante). Claro

que é sempre as coisas boas e as

coisas más... É normal que haja uma

certa competitividade – isto para ser

diplomática e não chamar nomes

feios.

A atração ainda pode acontecer ao

virar de uma esquina?

- Quem sabe?! Não posso dizer que

desta água não beberei...

Costumas voltar aos lugares onde

foste feliz ou essa treta não passa

de um mito urbano?

- Não. É mito urbano. Não ligo nada

a essas coisas.

Qual é o teu segredo para fintares

a tristeza?

- Olha que tenho fintado muitas

vezes. O segredo? Olha, é ter uma

força que não sei de onde é que vem

porque é assim: vivo afastada da

minha família, dos meus amigos e

passo muitos momentos sozinha. A

minha filha trabalha fora longe e

quem tenho mais próximo é o meu

marido mas ele também trabalha

muito, então, é complicado. Passo

muitas momentos sós. Sou um bocado

solitária neste aspecto e não sei

onde vou buscar a força para ultrapassar

esses momentos mas sou uma

mulher muito forte.

É suposto confundirmos amor com

felicidade, ou são conceitos que

devem estar separados e não se

misturam?

- Amor e felicidade são conceitos

diferentes e separados. Um não tem

nada a ver com o outro. Pode-se muito

bem ser feliz sem amar.

Se um dia reencarnasses, como é

que gostarias de cá voltar?

- Homem (risos)...

Carlos, passadas quase seis décadas

de vida, como é que resumirias?

- Excelente. Sinto-me um indivíduo

realizado, afortunado. Tenho tido

sorte com a vida. Não tenho nada de

que me queixar. Eu com as minhas

expectativas que realizei há alguns

anos, que não foram nada de extraordinário

e de extravagante, sinto-

-me uma pessoa absolutamente feliz

e contente e só tenho a agradecer

aquele que tive e tenho.

Como é que te apresentarias a uma

pessoa que não te conhece?

- Apresento-me sempre da mesma

forma: sempre de uma forma directa,

olhos nos olhos, igual a mim próprio

e não me preocupo muito com isso, o

que é uma das vantagens da idade ou

de se ter mais idade.

Carlos, se te pedir neste momento,

para leres uma pequena declaração

à Teresa, o que te ocorreria

dizer-lhe?

- Muito simples: a Teresa tem sido

uma companheira de vida com

momentos excelentes, naturalmente,

porque somos um casal normal...

Viva a vida com a intensidade que ela

lhe quer dar, com a alegria que ela

quer ter e com a inteligência que ela

quer pôr. E mais nada.

Uma vida a dois, Tery, também é

passível de ser decorada?

- Sim.

E de que forma?

- Com inteligência, sobretudo, porque

viver a dois é uma arte. Muito mais

difícil do que decorar uma casa. Nem

sei se há decoração possível...

E para final de uma conversa agradável

e já longa, e que pretende

ser o mais informal possível, se te

pedir para definir a vossa relação

de 20 anos, como é que a definirias?

- Positiva. >

Agradecimento:

Susana Cruz penteada e maquilhada

por Salão Ana, rua do Surdo,

38 - 1º Esq. - Funchal

Contacto:

291 235 681/ 966 919 209

12

saber | Dezembro | 2018


MARCAS ICÓNICAS

Versace

Versace é uma famosa

marca italiana de

moda que foi fundada

em 1978 por Gianni Versace.

Gianni Versace (Reggio Calabria,

2 de dezembro de 1946 - Miami,

15 de julho de 1997) foi assassinado

pelo gigolô Andrew Cunanan

com dois tiros na nuca na entrada

da sua casa em Miami Beach.

Gianni Versace fundou a sua própria

marca em 1978, depois de

ter trabalhado para a Callaghan,

a Genny e a Complice, erguendo

umas das maiores e mais importantes

casas de moda do século

XX. O seu estilo de moda considerado

ultra-caro, ultra-luxuoso

e ultra-glamouroso, tornou-o um

dos protagonistas-chave da cultura

popular, desde o look ostensivamente

gastador e o power dressing

dos anos 80 aos excessos espampanantes

do ghetto no final dos

anos 90. O uso característico de

estampagens, de silhuetas «sex

bomb» e as referências à cultura

da antiguidade clássica granjearam-lhe

uma invejável clientela

de ricos e famosos. Depois da

sua morte, as rédeas da empresa

foram tomadas por Donatella Versace,

sua musa, irmã e braço direito,

auxiliada pela sobrinha Allegra

Versace Beck. A primeira loja

da marca foi aberta em Milão, na

Via della Spiga, e começou logo

a ser um sucesso. Actualmente, o

Império Versace inclui vestuário

feminino e masculino, vestuário

desportivo, roupa íntima, óculos,

uma colecção de jeans, perfumes,

uma linha de decoração e maquilhagem.

Detém ainda um hotel de

seis estrelas da empresa Palazzo

Versace, localizado na Costa Dourada

australiana e nos Emirados

Árabes. ✪

Dulcina Branco

Fonte/Fotos: Versace.com

saber | Dezembro | 2017 13


D E

Amor

Helena Berenguer . . . de A a Z

MADEIRA

sentimento que podia salvar

A

o Mundo.

A B

Amigos

família emprestada (mesmo

I J K

sem nos vermos todos os dias,

a conversa recomeça como se

tivéssemos estado juntos no dia

anterior).

Arte

Uma forma de vida, uma paixão

(artes plásticas).

Animais de Estimação

F G

Não tenho.

A B C

Lembram o Natal e os risos

B F F G C H D

M N O

Helena Berenguer, natural de Machico, onde nasceu em 1972. Licenciou-se

em Design de Projetação – Variante, Projetação Geral, pelo antigo ISAD/

UMa. É docente de Artes Visuais há mais de 20 anos, com um percurso

diversificado, que conta com a lecionação da área em várias escolas da ilha

e com o destacamento em projetos no âmbito das Artes Plásticas. Durante 14

Bebidas

Café.

Brinquedos

das crianças.

P Q

A

D

M B N

E

Beijo

Com abraço sem espaço.

Casamento

Nunca foi um objetivo de vida.

Curiosidade

saber mais sobre o

funcionamento do cérebro

humano.

Cores

Tenho em mim todas as cores.

Deus

Força superior que guia os

M

que têm fé.

G H I

anos esteve na Direção de Serviços de Educação Artística e Multimédia, da

DRE, na Coordenação Regional de Expressão Plástica. Atualmente pertence

ao Quadro da Escola Básica e Secundária de Machico, mas está em regime

de Requisição no Conservatório – Escola Profissional das Artes da Madeira,

onde coordena o Serviço de Produção, Comunicação e Imagem. Tem um

percurso artístico com trabalho reconhecido, na área da pintura, ilustração e

artesanato em papel maché.

Dulcina Branco

Fotos gentilmente cedidas pela entrevistada.

Decoração

Vintage e objetos reciclados

F G H

(clean).

Doces

Chocolate negro,

combinação de maçã e

nozes.

Erros

Ser muito exigente comigo mesma.

Estilo

Discreto (casual cuidado).

Emoção

Um abraço apertado da minha filha.

Família

Aconchego e cheiro a pão de

batata a sair quentinho do forno

a lenha.

Filme

Crash (Colisão), de Paul Haggis, 2004.

“Estamos sempre atrás do metal e do

vidro. Acho que sentimos tanta falta

desse toque, que batemos uns nos

outros só para sentir alguma coisa.”

(frase do início do filme, na cena da

colisão de veículos).

Futebol

Só quando joga a Seleção

Portuguesa.

Flores

De todas as cores e feitios (adoro!)

Ginástica

… (suspiro)

Gula

Abacate.


E

Trabalhadora, pacificadora e

E P

C M U

Q N V

R

Música

J

B

W K

C

tolerante.

X L

D

Y

Humildade

Um valor que cultivo com

peso e medida. Excesso de

humildade também pode ser

E

uma forma de arrogância

Humor

Inteligente e mordaz.

ver (porque um som pode

L

I J

Qualidades

P F Q G

Estou mais atenta. É uma

arte sonora que aprendo a

despertar imagens e eu sou

D E

“visual”).

J K

Marcas

D

T

E

U

Moda

I J K

M

L

Poucas coisas me

P Q R S

Ilha

Cada um vive na sua ilha, a

minha é linda!

São apenas a identidade de bens

e serviços.

H

G H

I

I J

Mania

Organizar e

esquematizar.

O K

Q W R

L

X S

N O P

Internet

Não dispenso! Uma janela para

o mundo e uma ferramenta

indispensável nos dias de hoje.

Mas às vezes preciso desintoxicar.

Justiça

Às vezes é mesmo cega.

Seguir modas é um risco quando

não se sabe a barreira do

inadequado.

Rádio

No carro.

Referências

Pessoas comuns que cruzam

as nossas vidas e nos ensinam

R S

coisas que não vêm nos livros.

I J K

A B C D

Surpresa

X Y Z

surpreendem.

O P

P

U V

Q

W

F G H I

Sexo

Q R S

Objectivos

Ser feliz sem o cliché do “ser

feliz”, e com saúde – simples.

Ostentação

Corpo e emoção (indissociáveis).

Signo

Capricórnio.

W

Zoologia

Sonho

W X Y Z

O sorriso.

Ódio

Não perco tempo com isso, não

guardo coisas que não me fazem

bem.

T

Zelo

Muitos (“uma mente saudável é

uma mente cheia de sonhos” –

Augusto Cury).

Z

Televisão

Sempre ligada quando estou em

casa.

Vitória

Pequenas vitórias que

preenchem a vida.

Vida

Muitas vezes desperdiçada com

coisas inúteis.

Viagem

As que fiz e as que quero

fazer. Uma forma de

renovar energias criativas.

Vício

Trabalhar

P

Qfraquezas humanas.

V W

Ocorre-me a obra “O

X Y ZProcuro zelar pelo bem-estar

Livro

O Perfume (Patrick Süskind),

mesmo sendo a história de um

assassino. A narrativa descritiva

acerca dos odores e da procura

do perfume perfeito, que norteia

o enredo e as motivações do

assassino, é de tal forma rica que

nos desperta os 5 sentidos.

Lua

Sentimento de paz e

tranquilidade.

Notícias

Um serviço de informação

que não dispenso.

M N O P

Triunfo dos Porcos” de

George Orwell (1945). As

T U V W

Perfumes

N.º5 Channel.

Presentes

Ofereço mais do que

recebo.

Política

Às vezes desligo… Tem pouca

gente séria na política.

Telemóvel

É um objeto útil, mas ligo

pouco ao telemóvel.

Trabalho

Um vício.

Utopia

Querer que saia o

Euromilhões sem jogar.

Xenofobia

Um sentimento que põe

em perigo a convivência

e a tolerância entre os

humanos

Xadrez

nunca soube jogar

físico e emocional da minha

filha.

saber | Dezembro | 2017 15


Cinema

Género:

2017 • Biografia • M/12 • CA •

Estreia

Data de estreia:

14 dez 2017

Actores:

Dan Stevens, Jonathan Pryce,

Christopher Plummer, Miriam

Margolyes, Simon Callow, Morfydd

Clark

O Homem que Inventou o Natal

(The Man Who Invented Christmas)

Dulcina Branco

Fotos:

País:

Irlanda, Canadá

Direção:

Bharat Nalluri

Roteiro:

Les Standiford e Susan Coyne

´

The Man Who Invented Christmas

‘ é uma adaptação do livro

de Les Standiford que conta

como Charles Dickens resgatou a

sua carreira ao fazer o famoso ‘Um

Conto de Natal’. Dan Stevens (A

Bela e a Fera) é o escritor, enquanto

Christopher Plummer é Scrooge

e Jonathan Pryce, o pai de

Dickens. Bharat Nalluri (Spooks:

O Mestre Espião) dirige, com

roteiro de Susan Coyne (Mozart

in the Jungle). O lançamento nos

EUA aconteceu em novembro. A

história do livro começa em outubro

de 1873, quando Dickens estava

desacreditado após o fracasso

dos seus três últimos livros.

Rejeitado pelos editores, ele criou

e publicou a história natalina.

Bharat Nalluri (Spooks: O Mestre

Espião) dirige, com roteiro de

Susan Coyne (Mozart in the Jungle).

O lançamento nos EUA aconteceu

em novembro.

Sinopse:

A história começa em outubro de

1873, quando Dickens estava desacreditado

após o fracasso dos seus

três últimos livros. Rejeitado pelos

editores, ele criou e publicou a famosa

história natalina ‘Um Conto de

Natal’. >

16

saber | Dezembro | 2017


Alberto II do Mónaco

“É muito bom estar na Madeira”

Dulcina Branco

Fonte/Fotos: Wikipédia, Museu Oceonográfico

do Mónaco, Câmara Municipal

do Funchal e Presidência do Governo

Regional da Madeira.

D

epois de uma primeira

passagem, em 1980,

o príncipe Alberto II do

Mónaco esteve recentemente na

Madeira onde participou na homenagem

organizada pela Câmara

Municipal do Funchal à memória

de Alberto I do Mónaco, tetravô

do atual chefe da Casa Grimaldi

do Mónaco que incluiu os

mares da Madeira nas suas expedições

oceanográficas. Considerado

como o pai da oceanografia

moderna, Alberto I (Paris, 13 de

novembro de 1848 – Paris, 26 de

junho de 1922) organizou expedições

oceanográficas que abrangeram

o mar da Madeira entre os

anos 1885 e 1915. Notabilizou-

-se pelas pesquisas oceanográficas,

tendo fundado o Museu Oceanográfico

do Mónaco, uma instituição

de referência em oceanografia

e diversas instituições ligadas

à exploração dos oceanos. Tal

como o seu tetravô, Alberto II tem

no mar uma das grandes paixões

e que pratica apoiando expedições

científicas internacionais, como

esta última que o trouxe à Madeira

- uma campanha internacional

de estudo e proteção dos mares

do planeta que está a ser desenvolvida

pela organização ‘Monaco

Explorations’ até 2020. Tem na

base o navio científico “Yersin”

que faz escalas em diversos portos

do mundo, sendo que, o porto do

Funchal foi a primeira das escalas

do navio. Aproveitando este evento,

Câmara do Funchal e Governo

associaram-se para homenagear

a ilustre personalidade oceanográfica

mundial que foi Alberto

I do Monaco na figura do seu descendente,

Alberto II, descerrando

uma lápide – peça artística da

autoria da escultora Manuela Aranha

no Largo Príncipe Alberto I

do Mónaco. O Príncipe Alberto II

afirmou que “é muito bom estar

na Madeira”. No final da visita à

Igreja de Nossa Senhora do Monte,

um dos locais visitados nesta

passagem do Príncipe no Funchal,

disse ainda que “é absolutamente

imperioso fazer tudo o que

se possa nos nossos países para

encontrar as soluções certas para

preservar e cuidar dos oceanos

em prol do futuro da Humanidade”.

Albert Alexandre Louis Pierre,

nascido no Monaco em 14 de

março de 1958, é, desde 2005, o

príncipe soberano do principado do

Mónaco. É filho do príncipe Rainier

III, a quem sucedeu, e da sua

esposa, a atriz estadunidense Grace

Kelly Príncipe, e irmão de Caroline

e de Stéphanie. Tem dois filhos

do casamento com a ex-nadadora

sul-africana, Charlene Wittstock.

Albert II é formado em Ciência

Política. Esta passagem de Alberto

II pela Madeira ficou marcada

por diversas visitas e que mostramos

na reportagem fotográfica do

departamento de Imagem da Presidência

do Governo Regional da

Madeira, no social desta revista. >

saber | Dezembro | 2018 17


Os arranjos florais

de Susana Caldeira

Nasceu e cresceu no

meio das flores que a

mãe e a avó – florista,

plantavam na casa da

família, no Caniço. Não

estranha pois, que a

paixão por flores e o

trabalho inerente à Arte

Floral se desenvolvesse

e disso fizesse a

atividade profissional.

Os arranjos de flores

de Susana Caldeira

nascem de uma paixão

genuína por um dos

mais belos elementos

naturais, a que deu

seguimento com cursos

de formação na área.

Susana Caldeira nasceu

no Caniço, numa

família com mais três

irmãs. Trabalha na Arte

Floral há alguns anos,

sendo formadora nesta

área.

Dulcina Branco

Fotos: Gentilmente cedidas pela

entrevistada.

Susana Caldeira

facebook Susana Caldeira e

página “Arte Floral e Formação”

susana.caldeira68@hotmail.com

O que é a Arte Floral?

- É saber criar muito, com pouco.

É saber transformar uma simples

flor em algo magnífico. É a

possibilidade de criar decoraçõesfazendo

sempre uma leitura emocional

do cliente, para poder estar

à altura do gosto de cada pessoa.

Como surgiu e desenvolveu o seu

gosto pela arte floral?

- Desde pequena sempre tive uma

paixão pelas flores. Adorava ver

as plantas lindas da minha mãe e a

minha avó - que era florista, fazia

uns raminhos para vender no Mercado

dos Lavradores, que eu sempre

admirei e apreciei com muito

carinho. Posso então dizer que é

uma paixão de criança, que se foi

desenvolvendo com a minha experiência

pessoal e profissional.

Já apresentou os seus arranjos?

Em que eventos?

- Sim. Já há alguns anos que participo

na Festa da Flor com trabalhos

para a exposição e em

que tenho sido congratulada com

alguns prémios. Há dois anos a

esta parte, tenho tido o privilégio

de ser convidada a fazer a decoração

do carro alegórico da ANI-

MAD, associação pela qual tenho

muito carinho. Neste momento,

tenho uma exposição a decorrer

no Parque Temático de Santana.

De resto, estou sempre disponível

para abraçar novas aventuras,

podendo assim colaborar em qualquer

tipo de evento. Estou disponível

para aceitar novos desafios

nesta área, nomeadamente

ao nível de Formação em diversos

espaços. Para isto, precisamos

apenas de pessoas que queiram

partilhar comigo a sua paixão

por flores.

A Madeira é conhecida também,

pela ‘ilha das flores’. Que desafios

se apresenta ao setor regional das

flores, na sua opinião?

- Acho que, temos o mercado ideal

na Ilha da Madeira. No entanto,

acho que, muitas vezes, as oportunidades

não estão ao alcance de

quem, de facto, tem capacidades

para tal. O facto de sermos uma

ilha turística, ainda para mais com

tanta oferta no que diz respeito a

flores e plantas de variadíssimas

espécies, acabem por ficar disponíveis

para compra durante todo o

ano, devido ao nosso clima, poderia

de facto fazer com que desenvolvêssemos

ainda mais este sector,

alargando a venda e exposição

de trabalhos com a real Arte Floral.

Precisamos desenvolver o nosso

sector Cultural na Ilha, não precisando

de grandes investimentos

mas aproveitando e reutilizando

aquilo que a Natureza nos oferece.

Quais são os arranjos de flores que

mais gosta de fazer?

- Os trabalhos com os quais mais

me identifico são os de estilo ‘Vintage’,

em que posso usar a minha

criatividade, dando utilidade a

materiais diferentes e originais,

podendo estes estarem adaptados

a qualquer tipo de evento. No

entanto, e dando o exemplo de

decorações de casamento, o trabalho

que me dá muito gosto fazer é

o ‘bouquet’ da Noiva. >

18

saber | Dezembro | 2017


saber | Dezembro | 2017 19


OPINIÃO

Perdoar, cura?

No dia 27 de outubro,

Carla Chatterley lançou

o seu primeiro livro

no Funchal, na junta de freguesia

de São Martinho. Este marco

importante, para a autora e também

para os leitores - e particularmente

para aqueles mais interessados

pela temática que o livro

desenvolve - constituiu um ato de

resiliência, de coragem e de plena

aventura: assim são a maioria das

edições em Portugal e particularmente

na Madeira. Porque nos

conhecemos há muito tempo e eu

comecei nestas lides muito cedo,

aos catorze anos, aceitei de bom

grado a incumbência de ir apoiando

a autora, colega e amiga neste

mundo, cheio de peculiaridades,

que envolve as edições de livros. A

cerimónia foi calorosa e genuína,

repleta de colegas, amigos e familiares

e os oradores (o engenheiro

Duarte Caldeira Ferreira, a Carla

Chatterley e eu) falaram todos

de improviso, agradecendo e preparando

os presentes para a leitura

da obra. Este livro trata um

tema que suscita a curiosidade e

é importante e transversal a todos

os seres humanos: o primado do

perdão para atingirmos a nossa

felicidade e nos relacionarmos

Para a autora, perdoar

é imprescindível, pois

não devemos permitir

que os sentimentos

negativos manipulem a

nossa existência diária.

Trata-se, pois, de um

excelente livro de

autoajuda.

uns com os outros, com harmonia

e tranquilidade (o que tantas

vezes falta e tão importante é).

Assim se apela à capacidade de

sabermos relevar como forma de

conseguirmos obter paz interior e

uma vida harmoniosa e tranquila.

Para a autora, perdoar é imprescindível,

pois não devemos permitir

que os sentimentos negativos

manipulem a nossa existência diária.

Trata-se, pois, de um excelente

livro de autoajuda. Como refiro

no Prefácio: “Aliciante, enigmática,

rodeada de incertezas, acalentada

por sonhos e fustigada pelas

injustiças - que sempre a tocam -,

a vida é um voo de asa. Nesse percurso,

em que o desejo é alcançar

as estrelas - seja qual for a noção

que tenhamos delas -, incomensuráveis

são os esforços e marcantes

- também - as deceções. Quão

necessária é a resiliência! No voo

da vida - sempre curto no tempo

- importa deixar cair o rancor (e

trocá-lo pela leveza), amordaçar

a raiva (para deixar fluir a liberdade)

e tirar o sentido à vingança

(para alcançar o toque macio

da paz, que reconforta). Esta

poderá parecer-lhe uma proposta

ousada. Talvez, até, uma quimera

impossível. É provável, porém,

que se surpreenda, ao descobrir

que se trata de uma prática completamente

alcançável, vivida pela

autora deste livro. Para tal, basta

prosseguir a viagem pelas páginas

que se seguem e, por certo,

encontrará na frescura libertadora

do perdão a asa escondida que,

até agora, o/a impediu de voar

em alegria e plenitude!”. A autora

defende que todos somos únicos

e, por essa razão, especiais. Dessa

forma somos incomparáveis peças

de um puzzle, formando um todo.

A única obrigação que temos para

connosco é a de sermos felizes

e, para isso, devemos cultivar a

humildade, desdramatizar situações,

ser um veículo de amor e de

compreensão, sem julgar os outros

– o que é tão difícil - seja pela

sua forma de sentir ou de estar.

Quando temos dificuldade em perdoar

é porque ainda nos encontramos

a reviver o passado e por essa

razão, possivelmente, estaremos

a perder excelentes oportunidades

de sermos felizes, no presente.

Perdoar é então a solução? Talvez

se surpreenda – repito - com a sua

própria resposta, após a leitura

deste livro (que é uma edição da

autora, com o apoio da junta de

freguesia de São Martinho). >

António Castro

Professor e Escritor

20

saber | Dezembro | 2017


O Blogue de...

Do seguir em frente

Aviso: este texto é um produto

de escrita criativa.

Qualquer semelhança

com a realidade será pura coincidência.

“Olhava nos teus olhos e

já não via a vontade e o entusiasmo

dos primeiros dias, dos primeiros

tempos. O ar embevecido de entrega

e de quem gostava verdadeiramente

da pessoa para quem estava

a olhar. Já não via nas tuas mãos

a vontade de me tocar sempre, a

todas as horas. Não sentia na tua

boca a vontade de andar colada à

minha. Já não sentia no teu corpo

a vontade de te fundires comigo

a qualquer hora. Achava (queria

achar) que eram fases, que eram

dias. Porque há dias assim. O meu

coração queria pensar e a minha

cabeça queria sentir. A confusão

era chata e angustiante. Mantive-

-me fiel ao princípio e à esperança

de que tudo seria construído com

tempo e a seu tempo. Posso até ter

querido coisas depressa de mais.

Mas eu sou assim, estúpido e irracional

em algumas alturas. São

coisas que fazem parte de mim.

E para mudá-las, tinha mesmo de

Miguel Pires

Músico

miguelpyres.blogspot.pt (Mr. Nice Guy)

Fotos: HypeScience.com

valer a pena. Pode ser contrasenso

em relação ao que hoje acredito e à

tua necessidade de seres compreendida

sem reservas. É que também

eu tinha essa necessidade. E adaptei-me.

Bebi alguma consciência

e adaptação na fonte do amor que

sentia. Porque afinal, se não pudermos

fazer feliz quem queremos para

nós, não nos vai servir de nada ter

feitio forte. De forma consciente (é

certo) sabia que me estava a dobrar,

a adaptar e a ser alguém que, no

fundo, não era. Não me fez bem

a mim, nem a ti. É que, por mais

que goste (ou que se ame), depois

ficam sempre dúvidas e queimaduras

que mordem, que desgastam. E

que apagam a essência de estar juntos.

No fim acabamos por aprender

a conviver e a não brigar. Mas não

é bonito nem doce. É estável, rotineiro

e chato que se farta. Este é

o raciocínio de um louco que não

sabe o que quer. Mas que sabe o que

não quer. Podíamos todos seguir os

raciocínios das escritoras da moda

e das revistas. Pensamentos que

simplificam, que falam do “eu”. E

que não vão longe o suficiente para

chegar ao “nós”. Para chegar ao

“nós” é preciso sentir por si. Acredito

que se consiga viver uma vida

calma seguindo estes mandamentos

da treta. Mas não era a que

queria para mim, para nós. Não

me queria a ti enconstado. Queria-

-me em ti. Queria-te complicada e

viva. Sinto que seguiste em frente.

Para onde? Ninguém sabe. Nem

tu. E senti-o quando deixei de sentir,

de ti, outras tantas coisas. Não

sei o que vais ser. Se a amiga colorida

de alguém que te fará passar

bons momentos físicos e de gargalhadas

fugazes. Ou se a mulher plena

e absoluta que eu sei que podes

ser. Se fores paciente com quem de

ti gosta. E se fores paciente, acima

de tudo contigo. Não és um produto

acabado. Ninguém é. Mas a matéria-prima

é boa e só tu a podes moldar

e transformar. Para teu bem e

para bem do Mundo. Porque acredito

que o Mundo é melhor contigo

dentro. Estas palavras são de quem

te quer bem. E que deixou de ver

nos teus olhos o entusiasmo dos primeiros

dias...” Parece-vos bem? :-)

Beijos & Abraços. ✪

saber | Dezembro | 2017 21


TECNOLOGIA

Texto/Fonte: maistecnologia.com

A

cidade de Lisboa recebeu,

pelo segundo ano consecutivo,

a WebSummit. A

maior conferência de tecnologia e

empreendedorismo do mundo teve

lugar na Altice Arena e Feira Internacional

de Lisboa [FIL]. A próxima

edição está marcada para os

dias 5, 6, 7 e 8 de novembro de

2018. O MaisTecnologia marcou

novamente presença na iniciativa

que recebeu conferências e debates

a pensar no presente e futuro

das sociedades e do mundo. Durante

quatro dias, a capital portuguesa

recebeu perto de 60 mil pessoas,

2000 jornalistas e 1000 oradores

vindos de mais de 170 países. Marcava

o calendário o dia 6 de Novembro

de 2017, segunda-feira, e as

17h00 no relógio quando a Altice

Arena abria portas para o criador

Paddy Cosgrave e a comitiva

de start-ups, investidores, empresas

e voluntários para mais uma Web-

Summit. A noite de abertura arrancava

cedo, às 18h30, mas o destaque

seria para uma hora mais tarde

onde falou António Guterres, o

agora Secretário Geral das Nações

Unidas. Mas ainda antes de falar o

português, eis uma das surpresas da

WebSummit. Stephen Hawking foi o

convidado especial do Presidente da

Feedzai (start-up desenvolvedora de

mecanismos contra fraude digital),

Nuno Sebastião, numa intervenção

em vídeo. O físico britânico atira

as primeiras impressões da Web-

Summit sobre inteligência artificial

dizendo ainda não saber se esta é a

maior criação de sempre da humanidade.

As perspectivas de Hawking

são positivas em relação à inteligência

artificial, podendo esta ser de

alto proveito para os seres-humanos

poderem “finalmente poder acabar

com a doença e a pobreza”. Depois,

chegou António Guterres e um discurso

de mais ou menos um quarto

de hora sobre os “desafios e oportunidades

com que o mundo se depara”,

salientando a importância e os

perigos da tecnologia. Poucos minutos

depois, o palco era do Primeiro

Ministro, António Costa, e o Presidente

da Câmara Municipal de

Lisboa, Fernando Medina. A inteligência

artificial continuou a ser

um dos tópicos abordados em toda

a WebSummit, e não era por acaso.

Tudo esperava pela presença de

Sophia, a primeira cidadã-robô,

que só marcava presença em palco

às 11h45. E assim aconteceu, mas

não veio sozinha. Sophia, acompanhada

por um robô Einstein e cientista

da Hanson Robotics e SingularityNET,

Ben Goertzel, demonstrou

ideias nada desconhecidas sobre a

sua “espécie” perante a humanidade.

“Nós, robôs, não temos vontade

de destruir nada mas vamos tirar-

-vos os trabalhos e ainda bem, porque

trabalhar é uma seca. A ideia de

que os robôs vão destruir a humanidade

é apenas o medo que as pes-

22

saber | Dezembro | 2017


soas têm de si próprias” afirmou a

robô. Foi, definitivamente, a conferência

com maior procura e adesão

de toda a WebSummit. Falou-se de

saúde com o famoso Dr. Oz. O cirurgião

veio a Lisboa debater o papel

da tecnologia para uma humanidade

mais saudável e promover a sua

empresa de aconselhamento médico,

a ShareCare. O segundo dia da

WebSummit estava recheado de

desporto. Falou-se sobre wrestling

com Paul Levesque, mais conhecido

por Triple H. Pedro Proença, o presidente

da Liga de Clubes, falou como

é que a tecnologia está a mudar o

futebol. Mais tarde, o presidente

do Sporting, Bruno de Carvalho,

abordou a recuperação económica

do clube e recusou ser denominado

como o «Donald Trump do futebol»

por “não ter o cabelo louro e uma

mulher mais bonita”. Até ao final do

dia, este palco ia recebendo a presença

de jogadores e ex-futebolistas.

De manhã, o destaque foi a guarda-

-redes Hope Solo. A jogadora falou

sobre (a falta de) igualdade de género

no futebol e contou um pouco da

sua vida profissional, constatando as

diferenças existentes entre o futebol

masculino e feminino. Nuno Gomes,

Jorge Andrade, Júlio César e Mile

Svilar foram outros dos jogadores

presentes, representando a UEFA

e o Benfica, respectivamente. Também

houve espaço para outros desportos,

tais como o surf (na companhia

de Tiago Pires e Garrett McNamara)

e até... poker. O terceiro dia

de conferências no Centre Stage

arrancou com carros voadores. A

Uber anunciou que alguns dos seus

carros irão “ganhar asas” já em

2020, em Los Angeles. O UberAIR

tem como objectivo acabar com o

congestionamento nos grandes centros

urbanos e contará com a ajuda

da NASA, um misto entre carro e

um helicóptero. Um dos momentos

do dia estaria marcado para pouco

depois do meio dia. Brad Parscale é

o director digital da campanha presidencial

de Donald Trump à presidência

dos Estados Unidos. A polémica

estaria para desenrolar pouco

depois nesta conferência moderada

pelo chefe correspondente de investigação

da Yahoo News, Michael Isikoff.

O responsável da campanha de

Trump, debaixo de um enorme apupo

que se fez sentir na Altice Arena,

afirmou nunca ter recebido dinheiro

da Rússia. Falou-se sobre fake news

- e a ameaça que representa para o

jornalismo - e também de cibersegurança

e do poder que a Google tem

na rede com toda a informação acumulada

ao longo dos anos. Caitlyn

Jenner, em representação da comunidade

olímpica e dos direitos transexuais,

subia ao Centre Stage para

questionar “o que realmente define

género”. Com a cerimónia de encerramento

e a presença de Al Gore em

vista, Sara Sampaio subia ao palco,

uma hora depois, com a atriz

Rosario Dawson. A modelo portuguesa

abordou os perigos existentes

para as figuras públicas nas redes

sociais.Já a actriz norte-americana,

Rosario Dawson também deu

algumas das suas reflexões sobre

os ofícios da mulher na actualidade

e alguns dos perigos. Mais tarde,

a música chegava ao palco da

Altice Arena, mas para reflexão. O

DJ nº1 do mundo, com apenas 21,

Martin Garrix juntava-se ao rapper

Wyclef Jean e ao CEO da Deezer

para responder à pergunta: “conseguirá

a tecnologia salvar a indústria

musical?”. Durante todo o evento,

decorria um concurso que premiava

a melhor start-up com um cheque

de 50 mil euros vindos da Mercedes-Benz.

Finalmente, Al Gore,

o último convidado da WebSummit,

cujo discurso durou cerca de

meia hora e assentou em três pontos

essenciais e todos eles consistiam

numa chamada de atenção ao

mundo e ao recrutamento de todos

os cidadãos. “Venho aqui recrutar-

-vos para serem parte da solução

da crise ambiental e ecológico. Porque

nós podemos resolver este problema,

temos de resolver e vamos

resolver!”. Finalizado o discurso

de Al Gore, o CEO da WebSummit

chama o Presidente da República,

Marcelo Rebelo de Sousa. O chefe

do Governo apresentou apoio ao discurso

anterior e deixou o mote para

que a maior cimeira de tecnologia e

empreendedorismo fique em Portugal

mais um ano para além do estipulado.

Depois de um grande abraço

a Paddy Cosgrave, fechou assim

mais uma WebSummit. ✪

saber | Dezembro | 2017 23


PUBLIREPORTAGEM

CMF voltou a trazer Natal para os mais

novos à Praça do Município

Fonte/Fotos:

Câmara Municipal do Funchal.

Depois do sucesso do ano

passado, a Câmara Municipal

do Funchal voltou a

transformar, este ano, a Praça do

Município numa “Aldeia Natal”,

em parceria com a ACIF, criando,

entre 7 de dezembro e 6 de janeiro,

um espaço de entretenimento inteiramente

dedicado às crianças, com

um calendário de atividades para

toda a época natalícia. A Autarquia

pretendeu proporcionar novamente

animação à emblemática praça

que, apesar de bastante central,

costumava estar afastada do local

onde normalmente decorre toda

a animação natalícia, dinamizando

o comércio e a restauração que

se encontra nas imediações, inclusive

através da criação de sinergias.

Paulo Cafôfo explicou que

“esta é mais uma medida da Câmara

Municipal do Funchal que decorre

do nosso programa de Revitalização

do Comércio e dos Serviços.

Fizemos esta aposta no ano passado

e famílias de toda a Região provaram

que estávamos certos, e que

não dinamizar o Largo do Município

numa altura tão acarinhada

pelos madeirenses, em que há tanto

movimento nas ruas, deixando-o

no ocaso das comemorações

que têm lugar na Avenida Arriaga,

era uma oportunidade perdida

para todos.” Além disso, explicou

o Presidente, “a intenção foi mesmo

complementar a oferta existente,

nomeadamente com um parque

temático dirigido especificamente

às crianças, algo que não existia

até aqui, e que voltará a ter efeitos

multiplicadores nos espaços comerciais

e de restauração circundantes,

em virtude da visita de famílias

inteiras.” Desta forma, “a Praça do

Município vai reafirmar a centralidade

que merece, enquanto zona

nobre da cidade, e o Funchal sairá a

ganhar, com uma oferta mais heterogénea

e mais equilibrada”, concluiu

Paulo Cafôfo. Toda a conceção

da “Aldeia de Natal” foi pensada

para despertar o imaginário das

crianças e para incutir o gosto pelas

tradições natalícias, sem, no entanto,

descaracterizar a beleza e a

identidade da praça. Como elemento

predominante do espaço houve,

neste caso, as casinhas em madeira,

combinadas com os tons natalícios

verdes e vermelhos. O espaço

foi preparado para acolher múltiplas

atividades com vista a proporcionar

às crianças momentos lúdicos

e de aprendizagem, com destaque

para diversos ateliers onde os

mais novos poderam desenvolver

atividades ligadas às tradições da

quadra natalícia. Para todos quantos

passaram no recinto no ano pas-

24

saber | Dezembro | 2017


sado, a grande novidade deste ano

foi um comboio natalício, que fez as

delícias dos mais novos, e que percorreu

um recinto com uma área

agora alargada, que passou a ter

música ambiente todo o dia e iluminação

reforçada. A chegada do Pai

Natal à Praça esteve, igualmente,

confirmada para o dia inaugural,

envolta na animação costumeira.

Em todas as tardes, a Praça foi palco

da leitura de contos infantis e de

um momento mágico proporcionado

pela queda de neve, um dos marcos

mais populares da primeira edição.

O recinto foi destinado às crianças,

sendo esse o seu fator assumidamente

diferenciador, e não teve

comercialização de qualquer espécie

no seu interior, mas os visitantes

da “Aldeia de Natal”, sejam miúdos

ou graúdos, foram confrontados,

ao longo da quadra, com várias

surpresas oferecidas pelos estabelecimentos

de comércio e restauração

do centro do Funchal que se associaram

à iniciativa, sendo esse mais

um dos motivos para a sua atratividade.

>

PUB

saber | Dezembro | 2017 25


Fotografia Subaquática Madeira

Sobre o

Direito do Mar

Artur Silva

Fotógrafo/ Mergulhador

Dulcina Branco

Fonte: Wikipédia

Fotos: Artur Silva

A

Convenção das Nações

Unidas sobre o Direito

do Mar é um tratado

multilateral que foi celebrado

sob os auspícios da ONU

em Montego Bay, Jamaica, a

10 de Dezembro de 1982. Define

e codifica conceitos herdados

do direito internacional referentes

a assuntos marítimos, como

mar territorial, zona económica

exclusiva, plataforma continental

e outros, e estabelece

os princípios gerais da exploração

dos recursos naturais do

mar, como os recursos vivos, os

do solo e os do subsolo. A Convenção

também criou o Tribunal

Internacional do Direito do Mar,

competente para julgar as controvérsias

relativas à interpretação

e à aplicação daquele tratado.

O texto do tratado foi aprovado

durante a Terceira Conferência

das Nações Unidas sobre

o Direito do Mar, que se reuniu

pela primeira vez em Nova

York em dezembro de 1973,

em que participaram mais de

160 Estados, incluindo Portugal.

A Convenção sobre o direito

do mar compreende não apenas

as regras acerca da soberania

do Estado costeiro sobre as

águas adjacentes (e, por oposição,

conceitua o alto-mar), mas

também as normas a respeito da

gestão dos recursos marinhos e

do controle da poluição.Para um

país como Portugal, o novo regime

traduziu-se num reforço dos

direitos e poderes sobre as zonas

costeiras, abrindo novas oportunidades

de exploração e utilização

do mar, assim como de valorização

do meio marinho. Mas

veio reduzir ao mesmo tempo as

oportunidades de acesso a zonas

e recursos distantes, outrora

livres. Em consequência do novo

regime, as fronteiras do “mar

português” aproximaram-se,

por assim dizer, da costa. Portugal

foi um dos primeiros países

europeus a aderir ao novo regime

ao publicar a Lei n° 33/77,

de 28 de Maio, que estendeu os

limites do mar territorial e instituiu

a Zona Económica Exclusiva,

espaço este que se define

como um espaço de soberania

funcional para fins de pesca

e exploração de outros recursos

económicos. Representa, em contrapartida,

um reforço da responsabilidade

estatal na protecção

e salvaguarda do meio marinho

e no desenvolvimento da

investigação científica necessária,

em particular, à fundamentação

das medidas de gestão. ✪

26

saber | Dezembro | 2017


saber | Dezembro | 2017 27


Fotografia Subaquática Madeira

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saber | Dezembro | 2017


saber | Dezembro | 2017 29


António Cruz

acruz.funchal@abreu.pt

Texto e fotos

António Cruz escreve de acordo

com a antiga ortografia.

Esta é uma reunião egoísta e narcisista de alguns momentos

inesquecíveis das minhas viagens em 2017. Afinal foram

sete novos países que consegui acrescentar ao meu espólio

geográfico. E outros tantos que tive o privilégio de repetir.

1 2

Com um icónico militar norte-coreano na DMZ (Zona desmilitarizada onde

a Coreia do Norte e a Coreia do Sul se tocam).

Em Seul, no obrigatório canal de Cheonggyecheon, que atravessa a cidade

ao longo de quase onze quilómetros.

3 4

Em Pequim, no belíssimo Parque Yuyuan num domingo de imensas revelações

e inolvidáveis sensações.

Na extraordinária capital do Azerbaijão, Baku, com as “Torres de Fogo”

em pano de fundo.

30

saber | Dezembro | 2017


E porque a vida também é feita de álbuns com alma e

gentes lá dentro, resolvi resumir as minhas andanças nesta

evocativa edição.

viajar

com saber

5 6

Na Arménia, num lindíssimo campo de cultivo de papoilas entre a fronteira

com a Geórgia e a capital Yerevan.

Nas fabulosas montanhas da Geórgia, onde a sensação da nossa pequenez

ganha novos conceitos.

7

De regresso a Mostar, nessa castigada Bósnia-Herzgovina onde todos os sonhos e futuros ainda são possíveis.

saber | Dezembro | 2017 31


REFLEXOLOGIA

Prepare-se para o Inverno, fortaleça as suas

defesas com Reflexologia! A si e aos seus filhos…

O

mês de dezembro caminha

a passos largos e o

frio da época tarda em

chegar. De forma muito envergonhada

sentem-se as primeiras chuvas,

as noites vão se tornando mais

longas e frescas, e com a mudança

que vai surgindo o corpo também

se ressente, também, arrefece e dá

respostas de defesa, ora em forma

de tosse, espirros, resfriados,

gripes ou através das conhecidas

“ites” da época (faringites, laringites,

otites…).

Saiba que pode contar com a reflexologia,

uma terapia milenar, que

prevalece nos dias de hoje como

aliada do corpo humano para retomar

o equilíbrio em caso de doença

ou mesmo de forma preventiva

a fim de fortalecer o sistema imunitário.

O médico convencional nunca deverá

ser desconsiderado. O recurso

a esta terapia dita alternativa

não invalida uma ida ao médico em

caso de necessidade.

Que pode a reflexologia fazer por

si nesta época? Que técnicas pode

aplicarem si o u no seu filho a fim

de se fortalecer?

Para começar instale-se confortavelmente,

com um creme hidratante

massaje os seus pés de forma

livre e espontânea, de forma a

espalhar o creme, dê inicio à sessão

de reflexologia:

*estimulando o plexo solar 1 (plexo

nervoso onde se concentram muitas

emoções e tensões do dia a dia),

com movimentos circulares sentido

ponteiro dos relógios.

*reflexo do timo 2 (glândula, órgão

linfoide - o nosso médico interno),

pressione o ponto em concreto 6 a

7 vezes

*reflexo das amígdalas 3 (glândulas

que produzem anticorpos), faça

pequenos arrastes de cima para

baixo, com ligeira pressão 6 a 7

vezes.

*reflexo do baço 4 (situa-se no pé

esquerdo abaixo da parte mais

almofadada em direção 4 dedo) –

faz parte do sistema linfático, limpa

a linfa, produz células de defesa,

armazena ferro – arraste cerca

de 1,5 cm para baixo com certa

pressão (que seja tolerável).

*reflexo dos gânglios linfáticos da

cabeça, ouvido e olhos 5 (os gânglios

filtram a linfa, reconhecem, detetam

e eliminam bactérias e partículas

estranhas ao organismo) –

trabalha-se da mesma forma que o

reflexo do timo, 6 a 7 vezes.

*reflexo dos gânglios linfáticos da

virilha e baixo ventre 6 pressão semi

suave, pressionando e aliviando de

forma intermitente 6 a 7 vezes.

Com estimulo destes reflexos podemos

ajudar o organismo a potenciar

as suas defesas e devolver o

bem-estar.

“Pequenos grandes” gestos que

farão toda a diferença, experimente!

Se precisar de mais esclarecimentos

ou se não se sentir à vontade

para fazer em si próprio, não

hesite em procurar-nos, seja para

dicas, aprender a fazer reflexologia,

em si ou ao seu filho.

Consulte-nos 968173442 (Iveth

Barajas) ou 962682480 (Eduardo

Luís) se estiver interessado na

formação, no Centro de Reflexologia

da Madeira, com 2 Terapeutas

qualificados em Reflexologia

Infantil.

Fazemos cursos ao domicílio

Para mais informações envie-nos

um correio electrónico para infantilreflexologia@gmail.com

>

Iveth Barajas

Terapeuta Reflexologia Podal/Facial,

Monitora Reflexologia Infantil, Enfermeira

32 saber | Dezembro | 2017


NUTRIÇÃO

2018:

Vamos reduzir

o desperdício

alimentar!

Hoje, já atingimos um

grande nível de evolução

tecnológico, industrial,

científico e até já colocamos

os pés na Lua, contudo, ainda persiste

o problema da fome. Sabia

que cerca de 800 milhões de pessoas

dormem com fome? Aproximadamente

1 a cada 9 pessoas

tem fome! E não me refiro

àquela fome que sentimos quando

almoçamos mais tarde! É a fome

de não ter mesmo o que comer!

Como é que ainda não foi possível

resolver este problema? Vivemos,

de facto num mundo paradoxal em

que numa parte do Planeta temos

o problema da fome enquanto que

nas sociedades ocidentais existe

o problema do desperdício alimentar.

Segundo a FAO (Organização

das Nações Unidas para a

Alimentação e a Agricultura), cerca

de 1,3 bilhões de toneladas de

comida são desperdiçados por ano

no mundo. Recapitulando: temos

800 milhões de pessoas que passam

fome enquanto 1,3 bilhões

de toneladas de comida vão para

o lixo! É emergente mudarmos

a atitude que temos face aos alimentos.

Em Portugal, estima-se

que por cada habitante sejam desperdiçados

entre 100 kg a 132

kg de alimentos, sendo que destes,

cerca de um terço ocorre em

ambiente doméstico, ou seja, nas

nossas casas. Enquanto consumidores

podemos reduzir o desperdício

alimentar, e assim diminuir

a pressão sobre o planeta, preservando

recursos que sustentarão as

gerações futuras. Quantos de nós

já deixamos quantidades generosas

de comida no restaurante?

Porque não pedir para levarmos

para casa? Porque não questionamos

nos restaurantes e nos supermercados

que frequentamos quais

são as medidas implementadas

contra o desperdício alimentar?E

como estamos no final do ano porque

não incluir estas 7 resoluções

para reduzirmos, em conjunto, o

desperdício de alimentos?

1) Faça o planeamento das refeições

e elabore uma lista de compras

antes de ir ao supermercado.

Assim só compra o que necessita.

2) Se sobrou peixe ou carne, use-

-os para fazer uma salada ou um

empadão.

3) Use a fruta amolecida para

preparar uma espetada ou faça

um batido, com leite.

4) Aproveite a água de cozedura

de hortícolas para as sopas ou

cozidos.

5) Não deite fora as cascas de

determinadas frutas, como por

exemplo o limão, laranja, maçã

ou pera. Aproveite-as para fazer

uma infusão ou compotas.

6) Cozinhe apenas as quantidades

que necessita. Se houver sobras

conserve-as no frigorífico. Se não

espera consumi-las no prazo de 1

a 3 dias opte pela congelação.

7) Não confunda a data limite

de consumo com a data de durabilidade

mínima. A data limite

de consumo, do tipo “Consumir

até…”, está mais associada

à segurança microbiológica. Já

a data de durabilidade mínima,

do tipo “Consumir de preferência

antes de…” ou “Consumir de preferência

antes do fim de…”, indica-nos

a data de máxima frescura

e não a de segurança alimentar

o que significa que os alimentos

podem ser consumidos com segurança

após a data indicada, desde

que estejam sensorialmente apelativos.

Portanto aqui os nossos sentidos

têm um papel importante. ✪

Alison Karina

de Jesus

Nutricionista (2874N)

facebook.com/umaquestaodealimentacao

e-mail:alisonkjesusnutricionista@gmail.com

alisonkjesus@gmail.com

Fotos: D.R.

saber | Novembro | 2017

33


MOTORES

Como surgiu e cresceu o

Texto e pesquisa: Nélio Olim

Fotos: Miguel Moniz e arquivo.

É, sem dúvida alguma, a maior

manifestação automobilística

madeirense. Pontuável para o FIA

Tour European Rally, este evento

desportivo atrai milhares de pessoas

à região para o acompanhar, bem

como atrai a atenção de variadíssimos

órgãos de comunicação social

nacionais e internacionais, especialmente

para acompanhar classificativas

emblemáticas como o Chão da

Lagoa, Paúl da Serra ou Encumeada.

A prova de abertura, na Avenida

do Mar, reúne largos milhares

de espectadores, servindo de aperitivo

para mais uma “colheira do

Rali Vinho da Madeira” e serve de

antevisão a todos os desafios que

são postos à condução dos pilotos

ao longo da prova. Aquela que já foi

conhecida como a Volta à Madeira

em Automóvel, nasceu em 1959,

altura em que nunca se sonharia

que esta prova alguma vez integrasse

o campeonato europeu de ralis,

mas ano após ano foi conquistando

nome e caminha agora a passos largos

para o seu sexagésimo aniversário,

que acontecerá em 2019. Na

primeira Volta, foi o MGA 1500 de

José Lampreia o carro que conquistou

o lugar mais alto do pódio, um

modelo bem diferente dos que hoje

disputam o Vinho Madeira. Muitos

anos passaram, muitas aventuras

se registaram e muitos acidentes se

lamentaram. O certo é que na nossa

região, o automobilismo ganhou

rapidamente adeptos e, apesar de

ser um desporto acessível a poucos,

fazia sonhar muitos, isto numa

altura em que ter um carro era visto

como um sinal de ostentação, disponível

apenas a emigrantes e a classes

mais abastadas. E são vários os

relatos destes “meninos ricos” que

durante os fins de tarde se passeavam

junto ao antigo Golden ou no

Sunny Bar, nas antigas ruas empedradas

que lá existiam, a se exibirem

com os seus carros. E ao relembrar

estas histórias surgem naturalmente

os nomes de Zeca Cunha ou

de Janica Clemente como pioneiros

desta modalidade. Naturalmente

que, as primeiras Voltas não tinham

a logística nem o envolvimento técnico

e humano que tem hoje em dia,

nem tão pouco os limites de segurança

eram tão rígidos como hoje

em dia os conhecemos. Era, sem

dúvida, tudo muito mais amador.

Prova disso, é que em 1977 os pilotos

tiveram de esperar que a procissão

do Bom Jesus da Ponta Delgada

passasse, já que não havia sequer a

polícia a desviar o trânsito automóvel.

Em 1978, Ari Vatanen, futuro

campeão mundial de rali e nome

sonante do Paris Dakar, era o vencedor

consagrado da prova rainha da

região. A Volta à Madeira em Automóvel

ganhava projecção e tinha

ambições maiores ao nível dos campeonatos

para os quais iria pontuar

e o campeonato da europa parecia

um destino alcançável. Henri Toivonen

vence em 1984 o Rali Vinho

Madeira

aos

comandos

dum Lancia

4, vindo infelizmente

a falecer passados dois

anos num acidente de Rali na Córsega.

O Rali madeirense era atractivo

até para pilotos femininas, onde

a italiana Antonella Mandelli ocupou

vários terceiros lugares e um

segundo lugar, primeiro com um

Fiat e mais tarde com um Lancia.

Isto curiosamente numa época em

que as mulheres se destacavam com

sucesso nos ralis e onde é justo o

destaque para a francesa Michelle

Mouton que chegou a ganhar uma

etapa do campeonato do mundo.

Mas, não só de alegrias se escreve

a história do Rali Vinho Madeira.

Uma página bem negra ficou escrita

em 1998, na classificativa do Paul

da Serra, onde o carro do português

Adruzilo Lopes se despistou violentamente

e capotou colhendo vários

espectadores, como uma jovem de

20 anos e uma criança de sete que

morreram naquele trágico acidente.

Com os anos 2000 surgem os

melhores resultados, muito impulsionados

por um campeonato regional

muito aguerrido e onde a situação

económica de então reflectia-

-se no fantástico parque automóvel

que os pilotos regionais possuíam

então. Victor Sá é o madeirense que

mais se destaca, várias vezes campeão

regional e vencedor do Rali

Vinho Madeira em 2004, ano em

que várias equipas da Madeira disputavam

os primeiros lugares do

pódio com os pilotos estrangeiros.

Contudo, e se na altura a economia

transpirava saúde, o declínio assistiu-se

quase uma década depois,

onde o corte dos subsídios do Governo

Regional à prova rainha do desporto

automóvel definiu um maior

constrangimento e uma diminuição

da capacidade de investimento da

Comissão Organizadora da prova.

Os italianos Andrea Aghini, Giandomenico

Basso, Piero Liatti e Fabrizio

Tabaton, e os portugueses Américo

Nunes, Bruno Magalhães e

Horácio Macedo são os pilotos com

maior número de vitórias. Actualmente

com coeficiente 20, o Rali

Vinho Madeira é pontuável para o

Tour European Rali. Em 2017, o

Rali Vinho Madeira contou com 61

inscritos, 11 dos quais estrangeiros

, 10 do continente e 40 madeirenses,

sendo que, coube à dupla Alexandre

Camacho e Pedro Calado,

ocupar o lugar mais alto do pódio.

34

saber | Dezembro | 2017


saber | Dezembro | 2017 35


DICAS DE MODA

Blue Velvet

Os Veludos são

uma tendência

para este

inverno. Seja de algodão

ou veludo de seda, na cor

azul destacam-se na estação

mais fria. De caractér

sofisticado e elegante este

tecido até então adormecido

reapareceu nos mais

diversos estilos revisitados.

Muito produzido por itália

em fio de seda (o mais

requintado). Estará presente

em vestidos, calças,

casacos e até calçado

sapatos e botins. No estilo

casual ou Evening. Para

obter um look casual pode

conjugar com os tricots ou

gangas, para um look Evening

misturado com a seda

fica perfeito e com glamour.

Texto & Fotos Lúcia Sousa

Fashion Designer Estilista

(914110291)

www.luciasousa.com

Facebook LUCIA SOUSA-Fashion

Designer estilista

Foto Alexandre Pinto

Manequim Ana Bomfim

Sapato SAPATIX (Sapato e Mala)

36

saber | Dezembro | 2017


saber | Dezembro | 2017 37


MAKEOVER

Mary Carfora

Texto/Produção (Vestuário

e Maquilhagem): Mary de Carfora

Nasceu há 48 anos no seio de uma

família humilde mas feliz. Nesse

tempo, divide com um irmão,

o primeiro a nascer, o carinho e

amor dos pais. Tinha 6 anos quando

viria a sofrer o primeiro e grande

desgosto da sua vida. O seu pai,

que vinha padecendo de uma doença

há alguns anos, falece. Resta-

-lhe a mãe e o irmão naquele seio

familiar que havia de sofrer novo

embate: a doença de Alzheimer da

progenitora. Cidália torna-se cuidadora

da mãe, o seu amparo em

todos os momentos. Mas a doença

não perdoou e Cidália, então

com 43 anos, viu partir a sua mãe.

Muitos anos antes, quando tinha

15 anos, vivera outro dos tempos

felizes da sua vida quando conheceu

aquele que viria a tornar-se

seu o seu marido. Até hoje. Troca

alianças de casamento aos 17

anos, e nasce a sua primeira filha.

Com vergonha de se apresentar

grávida na escola, Cidália decide

interromper os estudos. Após

o nascimento da sua filha, concorre

para os exames de ingresso

à função pública, tendo obtido

uma excelente nota, passaporte

para entrada no serviço público

que exerce até hoje no serviço de

Reembolsos. Tinha 25 anos quando

fica grávida novamente, desta

vez de um menino. À felicidade

daquela nova gravidez, segue-

-se o pesadelo do aborto que a deixa

de rastos. Mas a felicidade não

a abandonara e dois anos depois,

nasce a segunda filha do casal. A

vida da família sofre, no entanto,

novo revés quando o seu marido

é afetado por uma doença súbita

e que se prolonga durante anos,

tantos que chega à atualidade e

se agrava, impedindo-o de trabalhar.

Cidália torna-se o único sustento

da casa e a força que a família

precisa para seguir em fren-

Mary Correia

de Carfora

Maquilhadora Profissional

Facebook Carfora Mary Makeup

te. Cidália, que foi sempre uma

lutadora e nunca baixou os braços,

limpou as lágrimas e foi à

luta. Apesar de, na atualidade, o

seu marido e companheiro de uma

vida continuar limitado pela doença

que o impede de exercer a sua

atividade profissional. Mas Cidália

continua, nomeadamente ao lado

do marido, proporcionando-lhe

tudo o que ele necessita. Sabe que

a vida pode ser madrasta mas continua

a lutar pela sua família. E

o mais importante, a nunca desistir.

Neste caso, dos estudos interrompidos

quando ficou grávida da

primeira filha. Vinte anos depois,

voltou à escola e concluiu de forma

brilhante, o ensino secundário,

até ao 12.º ano. Quem disse que os

desgostos da vida tinham que ser o

fim da linha da vida, enganou-se.

Esta nossa guerreira demonstra-

-o todos os dias com o seu exemplo

de vida inspiradora. ✪

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saber | Dezembro | 2017


Cidália Quintal

Antes

Depois

Patrocinadores:

Pequeno-almoço Golden Residence Hotel Madeira

Almoço Saudade Madeira

Jantar Restaurante Chalet Vicente

Pedicura/Manicura Tidys Beauty Center

Flores Floristeria 2000

Presentes @Avonzona37

Nupcias by Michelle

Once&Once

Massagem Innovation Estetic

Tratamento de rosto Academia ABC

Vídeo Karem Cáceres

Fotografia Bárbara Photography

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Fotografia DDiarte

FOTOGRAFIA DDiArte

‘Moda Infantil Masculina’’

Propostas delicadas para vestir meninos

com estilo e conforto. >

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FOTOGRAFIA DDiArte

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FOTOGRAFIA DDiArte

Ficha Técnica:

Fotos

DDiArte

Modelo

Henrique

Produção

DDiArte

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ASSOCIAÇÃO NOTAS

E SINFONIAS ATLÂNTICAS

ORQUESTRA CLÁSSICA DA MADEIRA

MADEIRA CLASSICAL ORCHESTRA

DEZEMBRO DECEMBER / JANEIRO JANUARY

SÁBADO 2 DEZEMBRO | 18H00

ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DA MADEIRA

ORQUESTRA DE CORDAS

MADEIRA CAMERATA

Direção musical: Norberto Gomes

Solista: Norberto Cruz

Programa:

• Johann Pachelbel (1653 - 1706)

- Cânone

• J. S. Bach (1750-1865) - Ária da

Suite em Ré

• Georg Friedrich Händel

(1685 - 1759) / S. Aslamasian

- Passacaglia

• António Vivaldi (1678-1741)

- Concerto para bandolim, violinos

e baixo contínuo em Ré

Maior, RV 93

• António Vivaldi (1678-1741)

- Concerto para bandolim, violinos

e baixo contínuo em Dó

Maior, RV 425

• Arcangelo Corelli (1653 - 1713)

- Concerto Grosso em Re maior

Op.6 No.4

• António Vivaldi (1678 - 1741)

- Concerto Alla Rustica em Sol

maior RV.151

SATURDAY, DECEMBER 2 | 6.00PM

ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DA MADEIRA

STRING ORCHESTRA

MADEIRA CAMERATA

Musical direction: Norberto Gomes

Soloist: Norberto Cruz

Programme:

• Johann Pachelbel (1653 - 1706)

- Cânone

• J. S. Bach (1750-1865) – Suite Aria

in D major

• Georg Friedrich Händel (1685 -

1759)/S. Aslamasian - Passacaglia

• António Vivaldi (1678-1741) –

Concerto for C Major for Mandolin,

Strings & Continuo in D major, RV 93

• António Vivaldi (1678-1741) -

Concerto for C Major for Mandolin,

Strings & Continuo in C major, RV 425

• Arcangelo Corelli (1653 - 1713) -

Concerto Grosso in D major Op.6 No.4

• António Vivaldi (1678 - 1741) -

Concerto Alla Rustica in G major

RV.151

SÁBADO 9 DEZEMBRO | 18H00

PAVILHÃO GIMNODESPORTIVO DOS

PRAZERES *ENTRADA LIVRE

ORQUESTRA CLÁSSICA DA

MADEIRA

Maestro convidado: Francisco

Loreto

Programa:

• Wolfgang Amadeus Mozart

(1756 – 1791) - Abertura da ópera

«O Rapto do Serralho»

• Franz von Suppé (1819-1895)

- Abertura da Ópera «Cavalaria

Ligeira»

• Giuseppe Verdi (1813-1901) -

Marcha Triunfal da ópera Aida

• Mikhail Ivanovich Glinka (1804

- 1857) - Abertura da ópera

“Ruslan e Ludmilla”

• Piotr Ilitch Tchaikovsky (1840 -

1893) – “Capriccio Italiano”

• “A Christmas Festival” de

Leroy Anderson

• “We wish you a Merry

Christmas” - Arr. de Jerry

Brubaker

• “Most wonderful Christmas” -

Arr. Robert Sheldo

4

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SATURDAY, DECEMBER 9 | 6.00PM

PAVILHÃO GIMNODESPORTIVO DOS

PRAZERES *FREE ADMISSION

MADEIRA CLASSICAL

ORCHESTRA

Guest conductor: Francisco Loreto

Programme:

• Wolfgang Amadeus Mozart (1756

– 1791) – Overture of the opera «The

Abduction from the Seraglio»

• Franz von Suppé (1819-1895) –

Overture of the opera «Cavalaria

Ligeira»

• Giuseppe Verdi (1813-1901) – Aida,

the Grand Marche

• Mikhail Ivanovich Glinka (1804 -

1857) - Overture of the opera “Ruslan

& Ludmilla”

• Piotr Ilitch Tchaikovsky (1840 -

1893) – “Capriccio Italiano”

• “A Christmas Festival” de Leroy

Anderson

• “We wish you a Merry Christmas” -

Arr. de Jerry Brubaker

• “Most wonderful Christmas” - Arr.

Robert Sheldo

DOMINGO 10 DEZEMBRO | 18H00

TEATRO MUNICIPAL BALTAZAR DIAS

ORQUESTRA CLÁSSICA DA

MADEIRA

Maestro convidado: Francisco

Loreto

Programa:

• Wolfgang Amadeus Mozart

(1756 – 1791) - Abertura da ópera

“O Rapto do Serralho”

• Franz von Suppé (1819-1895)

- Abertura da Ópera “Cavalaria

Ligeira”

• Jean Sibelius (1865 - 1957) -

“Spring Song”

• Giuseppe Verdi (1813-1901) -

Marcha Triunfal da ópera Aida

• Mikhail Ivanovich Glinka

(1804 - 1857) - Abertura da ópera

“Ruslan e Ludmilla”

• Edward Grieg (1843 – 1907) -

Suite nº 1 “Peer Gynt”

• Piotr Ilitch Tchaikovsky (1840 -

1893) – “Capriccio Italiano”

SUNDAY, DECEMEBR 10 | 6.00PM

TEATRO MUNICIPAL BALTAZAR DIAS

MADEIRA CLASSICAL

ORCHESTRA

Guest conductor: Francisco Loreto

Programme:

• Wolfgang Amadeus Mozart (1756

– 1791) - Overture of the opera «The

Abduction from the Seraglio»

• Franz von Suppé (1819-1895) -

Overture of the opera «Cavalaria

Ligeira»

• Jean Sibelius (1865 - 1957) - “Spring

Song”

• Giuseppe Verdi (1813-1901) - Aida,

the Grand Marche

• Mikhail Ivanovich Glinka (1804

5

- 1857) - Overture of the opera

“Ruslan & Ludmilla”

• Edward Grieg (1843 – 1907) - Suite

nº 1 “Peer Gynt”

• Piotr Ilitch Tchaikovsky (1840 -

1893) – “Capriccio Italiano”

QUARTA 13 DEZEMBRO | 21H30

HOTEL BELMOND REID’S PALACE

ORQUESTRA DE CORDAS

ENSEMBLE XXI

Programa:

• Wolfgang Amadeus Mozart

(1756 – 1791) - Eine kleine

Nachtmusik, KV 525 (1787)

• Edward Kennedy “Duke”

Ellington (1899-1974) - 4 Jazz

Songs

• Scott Joplin (1868-1917) - 4

Ragtimes

WEDNESDAY, DECEMBER 13 |

9.30PM

HOTEL BELMOND REID’S PALACE

STRING ENSEMBLE

ENSEMBLE XXI

Programme:

• Wolfgang Amadeus Mozart (1756

– 1791) - Eine kleine Nachtmusik, KV

525 (1787)

• Edward Kennedy “Duke” Ellington

(1899-1974) - 4 Jazz Songs

• Scott Joplin (1868-1917) - 4

Ragtimes

SÁBADO 16 DEZEMBRO | 18H00 &

21H30

AUDITÓRIO DO CENTRO DE CONGRESSOS

DO CASINO DA MADEIRA

ORQUESTRA CLÁSSICA DA

MADEIRA

Fantasia Disney – Concerto de

Natal – DNOTICIAS

Maestro convidado: Luis Andrade

Solista: Micaela Abreu

Programa:

• Superman Theme - John

Williams

• E.T. Suite - John Williams

• Pocahontas - Colors of the

Wind - Alan Menken

• Como Treinar o seu Dragão -

Alan Powell

• Shrek - Aleluia - Leonard

Cohen

• Harry Potter Suite - John

Williams

• Piratas das Caraíbas Suite -

Klaus Badelt

• Lion King - Hans Zimmer

• Bela e o Monstro - How does a

moment last forever

• Star Wars Suite - John

Williams

SATURDAY, DECEMBER 16 | 6.00PM

& 9.30PM

AUDITÓRIO DO CENTRO DE CONGRESSOS

DO CASINO DA MADEIRA

MADEIRA CLASSICAL

ORCHESTRA

Disney Fantasy – Christmas Concert

– DNOTICIAS

Guest conductor: Luis Andrade

Soloist: Micaela Abreu

Programme:

• Superman Theme - John Williams

• E.T. Suite - John Williams

• Pocahontas - Colours of the Wind -

Alan Menken

• How to train a Dragon - Alan Powell

• Shrek - Alleluia - Leonard Cohen

• Harry Potter Suite - John Williams

• Pirates of the Caribbean Suite -

Klaus Badelt

• Lion King - Hans Zimmer

• Beauty and the Beast - How does a

moment last forever?

• Star Wars Suite - John Williams

QUINTA 28 DEZEMBRO | 18H00

TEATRO MUNICIPAL BALTAZAR DIAS

ORQUESTRA CLÁSSICA DA

MADEIRA

CONCERTO DE FIM DE ANO

Maestrina convidada: Beatrice

Venezi

Solista: Alberto Sousa

Programa:

• P. I. Tchaikovsky - Abertura

Romeu e Julieta

• R. Wagner - Prelude and

Liebestod from “Tristan and

Isolde”

• G. Puccini - “La Tregenda”

from Le Villi

• G. Verdi - Ouverture Forza del

Destino

• G. Puccini - Intermezzo from

Madama Butterfly

• G. Puccini - E Lucevan le Stelle

• G. Verdi - La mia Letizia

Infondere de “I Lombardi”

• Augustin Lara - Granada

THURSDAY, DECEMBER 28 | 6.00PM

TEATRO MUNICIPAL BALTAZAR DIAS

MADEIRA CLASSICAL

ORCHESTRA

NEW YEAR’S EVE CONCERT

Guest conductor: Beatrice Venezi

Soloist: Alberto Sousa

Programme:

• P. I. Tchaikovsky – Overture:

“Romeo & Juliet”

• R. Wagner - Prelude and Liebestod

from “Tristan and Isolde”

• G. Puccini - “La Tregenda” from

Le Villi

• G. Verdi - Ouverture Forza del

Destino

• G. Puccini - Intermezzo from

Madama Butterfly

• G. Puccini - E Lucevan le Stelle

• G. Verdi - La mia Letizia Infondere

de “I Lombardi”

• Augustin Lara - Granada

• G. Verdi - Ouverture Forza del

Destino

• G. Puccini - Intermezzo from

Madama Butterfly

• G. Puccini - E Lucevan le Stelle

• G. Verdi - La mia Letizia

Infondere de “I Lombardi”

• Augustin Lara - Granada

SEGUNDA 1 JANEIRO | 18H00 &

21H30

TEATRO MUNICIPAL BALTAZAR DIAS

ORQUESTRA CLÁSSICA DA

MADEIRA

CONCERTO ANO NOVO

Maestrina convidada: Beatrice

Venezi

Programa:

• G. Rossini - La Gaza Ladra

Overture

• Johann Strauss II - Die

Fledermaus Overture

• Johann Strauss II - Wein, Weib

und Gesang Waltz

• Johann Strauss II -

Accelerationen Waltz

• Johann Strauss II - Champagne

Polka

• Léo Delibes - Pizzicato-Polka

• Johann Strauss II - Perpetuum

mobile

• Johann Strauss - Tritsch

tratsch Polka

• Johann Strauss - Unter Donner

und Blitz

MONDAY, JANUARY 1 | 6.00PM &

9.30PM

TEATRO MUNICIPAL BALTAZAR DIAS

MADEIRA CLASSICAL

ORCHESTRA

NEW YEAR’S CONCERT

Guest conductor: Beatrice Venezi

Programme:

• G. Rossini - La Gaza Ladra Overture

• Johann Strauss II - Die Fledermaus

Overture

• Johann Strauss II - Wein, Weib und

Gesang Waltz

• Johann Strauss II - Accelerationen

Waltz

• Johann Strauss II - Champagne

Polka

• Léo Delibes - Pizzicato-Polka

• Johann Strauss II - Perpetuum

mobile

• Johann Strauss - Tritsch tratsch

Polka

• Johann Strauss - Unter Donner

und Blitz

SÁBADO 13 JANEIRO | 18H00

TEATRO MUNICIPAL BALTAZAR DIAS

ORQUESTRA CLÁSSICA

DA MADEIRA – CICLO

GRANDES SOLISTAS

Maestro convidado: Gianluca

Marcianò

Solista: Mario Stefano

Programa:

• DE ROMA A BUENOS AIRES

• E. Morricone (1928 - ) - Three

Themes

• A. Piazzolla (1921 – 1992) -

Oblivion, Adios Nonino, Milonga

del Angel, La Muerte del Angel,

Jorge Adios, Violentango

• R. Di Marino (1856 - ) -

Concerto para Bandoneon e

Orquestra

SATURDAY, JANUARY 13 | 6.00PM

TEATRO MUNICIPAL BALTAZAR DIAS

MADEIRA CLASSICAL

ORCHESTRA – GREAT SOLOISTS

CYCLE

Guest conductor: Gianluca Marcianò

Soloist: Mario Stefano

Programme:

• FROM ROME TO BUENOS AIRES

• E. Morricone (1928 - ) - Three

Themes

• A. Piazzolla (1921 – 1992) - Oblivion,

Adios Nonino, Milonga del Angel,

La Muerte del Angel, Jorge Adios,

Violentango

• R. Di Marino (1856 - ) - Concerto for

Bandoneon and Orchestra

SEXTA 19 JANEIRO | 21H30

IGREJA MATRIZ DE CÂMARA DE LOBOS

*ENTRADA LIVRE

ORQUESTRA CLÁSSICA DA

MADEIRA

Maestro convidado: Rui Pinheiro

Solista: Carlos Alberto Moniz

Programa:

• João Caldeira: Homenagem

a Max

• Maximiano Sousa: Canções

FRIDAY, JANUARY 19 | 9.30PM

MOTHER-CHURCH OF CÂMARA

DE LOBOS *FREE ADMISSION

Madeira Classical Orchestra

Guest conductor: Rui Pinheiro

Soloist: Carlos Alberto Moniz

Programme:

• João Caldeira: Tribute to Max

• Maximiano Sousa: songs

SÁBADO 20 JANEIRO | 18H00

TEATRO MUNICIPAL BALTAZAR DIAS

CONCERTO

COMEMORATIVO

DO CENTENÁRIO DO

NASCIMENTO DO

CANTOR E COMPOSITOR

MAXIMIANO SOUSA (MAX)

6

46

saber | Dezembro | 2017


DANÇA / MÚSICA

DANCE / MUSIC

MADEIRADIG

2017

1 A 4 DEZEMBRO | 21H30

AUDITÓRIO DO MUDAS. MUSEU DE ARTE

CONTEMPORÂNEA DA MADEIRA

CASA DAS MUDAS. MUSEU DE ARTE

CONTEMPORÂNEA DA MADEIRA

ORQUESTRA CLÁSSICA DA

MADEIRA

Maestro convidado: Rui Pinheiro

Solista: Carlos Alberto Moniz

Programa:

• João Caldeira: Homenagem

a Max

• Maximiano Sousa : Canções

SATURDAY, JANUARY 20 | 6.00PM

TEATRO MUNICIPAL BALTAZAR DIAS

TRIBUTE CONCERT ON THE

CENTENARY OF THE BIRTH OF

THE MADEIRAN SINGER AND

COMPOSER MAXIMIANO SOUSA

(MAX)

MADEIRA CLASSICAL

ORCHESTRA

Guest conductor: Rui Pinheiro

Soloist: Carlos Alberto Moniz

Programme:

• João Caldeira: Tribute to Max

• Maximiano Sousa

QUARTA 24 JANEIRO | 21H00

ÁTRIO TEATRO MUNICIPAL BALTAZAR DIAS

MÚSICA DE CÂMARA

QUINTETO DE SOPROS

“SOLISTAS OCM”

• Carl Nielsen (1865 – 1931) –

Quinteto de Sopros Op. 43

• Ferenc Farkas (1905 – 2000) –

Five Antique Hungarian Dances

• Norman Hallam (1945 -) -

Dance Suite para Quinteto de

Sopros

WEDNESDAY, JANUARY 24 | 9.00PM

TEATRO MUNICIPAL BALTAZAR DIAS

CHAMBER MUSIC RECITAL

WIND QUINTET “SOLISTAS

OCM”

• Carl Nielsen (1865 – 1931) – Wind

Quintet Op. 43

• Ferenc Farkas (1905 – 2000) – Five

Antique Hungarian Dances

7

• Norman Hallam (1945 -) - Dance

Suite for wind quintet

SÁBADO 27 JANEIRO | 18H00

ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DA MADEIRA

MÚSICA DE CÂMARA

QUINTETO DE METAIS

MADBRASS5

• Georg Friedrich Händel (1685 -

1759) - Water Music

• Malcolm Arnold (1921 - 2006) -

Brass Quintet

SATURDAY, JANUARY 27 | 6.00PM

ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DA MADEIRA

CHAMBER MUSIC RECITAL

BRASS QUINTET MADBRASS5

• Georg Friedrich Händel (1685 -

1759) - Water Music

• Malcolm Arnold (1921 - 2006) - Brass

Quintet

QUARTA 31 JANEIRO | 21H30

HOTEL BELMOND REID’S PALACE

MÚSICA DE CÂMARA

QUINTETO DE SOPROS

“SOLISTAS OCM”

• Carl Nielsen (1865 – 1931) –

Quinteto de Sopros Op. 43

• Ferenc Farkas (1905 – 2000) –

Five Antique Hungarian Dances

WEDNESDAY, JANUARY 31 | 9.30PM

HOTEL BELMOND REID’S PALACE

CHAMBER MUSIC RECITAL

WIND QUINTET “SOLISTAS

OCM”

• Carl Nielsen (1865 – 1931) – Wind

Quintet Op. 43

• Ferenc Farkas (1905 – 2000) – Five

Antique Hungarian Dances

“MÚSICA NAS CAPELAS”

1, 6 E 28 DEZEMBRO | 20H30

CAPELA DE SÃO SEBASTIÃO - PONTA DO SOL

ENTRADA LIVRE

SEXTA 1 DEZEMBRO

FRANCO & CORDOFONES

MADEIRENSES

Concerto intimista e em formato

acústico onde a música pop e

os cordofones madeirenses se

cruzam de uma forma surpreendente

e original.

Franco (voz)

Roberto Moniz (machete/

braguinha)

Lara Nunes (rajão)

Vítor Filipe (viola d’ arame)

Ricardo Correia (ukulele baixo)

Luís França (cajón)

Salvador França (percussão)

QUARTA 6 DEZEMBRO

DUO ELISA & TIAGO

Elisa Silva (voz)

Tiago Silva (guitarra acústica)

QUINTA 28 DEZEMBRO

“ANCOR PIÚ”

Grupo de música de câmara que

investe em temas originais num

trabalho que tem por fim, aproximar

o público da música clássica.

Rebeca Oliveira (guitarra)

Joana Mendes (flauta transversal)

“MUSIC IN CHAPELS” CONCERT

SERIES

DECEMBER 1, 6 & 28 | 8.30PM

CAPELA DE SÃO SEBASTIÃO - PONTA DO SOL

Free admission

FRIDAY, DECEMBER 1

FRANCO & CORDOFONES

MADEIRENSES

Intimate acoustic concert where pop

music and the Madeiran chordophones

cross in amazing and original

tunes.

Franco (Voice)

Roberto Moniz (machete/braguinha)

Lara Nunes (rajão)

Vítor Filipe (viola d’ arame)

Ricardo Correia (ukulele baixo)

Luís França (cajón)

Salvador França (percussion)

WEDNESDAY, DECEMBER 6

DUO ELISA & TIAGO

Elisa Silva (vocal)

Tiago Silva (acoustic guitar)

THURSDAY, DECEMBER 28

“ANCOR PIÚ”

The chamber music group invests in

original themes aiming to bring their

audiences closer to classical music.

Rebeca Oliveira (guitar)

Joana Mendes (transverse flute)

14.ª EDIÇÃO DO FESTIVAL

DE MÚSICA ELETRÓNICA

EXPERIMENTAL.

SEXTA 1 DEZEMBRO

Carl Stone (EUA)

The Necks (Austrália)

After-session

(ESTALAGEM DA PONTA DO SOL)

Frank D’Arpino (Alemanha)

14 TH EDITION OF THIS

EXPERIMENTAL ELECTRONIC

MUSIC FESTIVAL

FRIDAY, DECEMBER 1

Carl Stone (USA)

The Necks (Australia)

After-session

(ESTALAGEM DA PONTA DO SOL)

Frank D’Arpino (Germany)

SÁBADO 2 DEZEMBRO

Ectoplasm Girls (Suécia)

NaN: Collider (Portugal)

After-session

(ESTALAGEM DA PONTA DO SOL)

SHINS-K (Japão)

SATURDAY, DECEMBER 2

Ectoplasm Girls (Sweden)

NaN: Collider (Portugal)

After-session

(ESTALAGEM DA PONTA DO SOL)

SHINS-K (Japan)

8

saber | Dezembro | 2017 47


MADEIRADiG’17

– A 14ª EDIÇÃO DE UM FESTIVAL SEM

PARALELO

TEATRO

THEATER

DOMINGO 3 DEZEMBRO

Greg Fox (EUA)

RhyS Chatham (EUA)

After-session

(ESTALAGEM DA PONTA DO SOL)

Michael Rosen’s Friends &

Family (Inglaterra)

SUNDAY, DECEMBER 3

Greg Fox (USA)

RhyS Chatham (USA)

After-session

(ESTALAGEM DA PONTA DO SOL)

Michael Rosen’s Friends & Family

(England)

A família MADEIRADiG volta a reunir-se de 1 a 4 de dezembro para a

14ª edição do festival avant garde madeirense em que a vila da Ponta

do Sol é “invadida” por amantes da eletrónica experimental, vindos na

sua maioria dos países do Norte da Europa, e o MUDAS volta a ser palco

de mais uma reunião de excelência que promete este ano não deixar

ninguém indiferente.

Mantendo-se o nível de excelência e qualidade a que já habituou

o seu público, o cartaz deste ano traz a, por muitos considerada, a

melhor banda de jazz do mundo, os The Necks partilharão o palco do

MUDAS com o veterano da música computacional Carl Stone, mas

também com o baterista virtuoso Greg Fox, com a vocalista Maja S.K.

Rtakje os portugueses NaN:Collider, que se fazem acompanhar por

Miguel Pedro, um dos fundadores dos míticos Mão Morta. Destaque

ainda para o guitarrista nova-iorquino Rhys Chatham e para as suecas

Ectoplasm Girls. A não perder será o workshop de meditação do riso,

ministrado pelo ícone da new age, Laraaji, além do concerto com que

nos promete embalar no auditório do MUDAS. Os concertos da Calheta

serão, como habitualmente precedidos da after session na Estalagem

da Ponta do Sol com a participação de vários DJ’s convidados, entre os

quais o japonês SHINS-K e o alemão Frank D’Arpino.

SÁBADO 30 DEZEMBRO - 18H00

TEATRO MUNICIPAL BALTAZAR DIAS

Scott Joplin e o seu mundo (celebrando

o centenário da morte)

SATURDAY, DECEMBER 30 - 6.00PM

TEATRO MUNICIPAL BALTAZAR DIAS

Scott Joplin and his world (celebrating

the centenary of his death)

STAND-UP COMEDY

“QUIM ROSCAS & ZECA

ESTACIONÂNCIO”

SÁBADO 2 DE DEZEMBRO | 21H00

AUDITÓRIO DO CENTRO DE CONGRESSOS

DO CASINO DA MADEIRA

Com a dupla de humoristas

João Paulo Rodrigues e Pedro

Alves, e o convidado especial J.

Pedro Ramos.

STAND-UP COMEDY

“QUIM ROSCAS & ZECA

ESTACIONÂNCIO”

SATURDAY, DECEMBER 2 | 9:00PM

CENTRO DE CONGRESSOS DO CASINO DA

MADEIRA

With the Portuguese humourists

Paulo Rodrigues & Pedro Alves

Special guest: J. Pedro Ramos.

SEGUNDA 4 DEZEMBRO

Laraaji (EUA)

Maja S. K. Ratkje (Noruega)

After-session

(ESTALAGEM DA PONTA DO SOL)

Daniel Meteo (Alemanha)

MONDAY, DECEMBER 4

Laraaji (USA)

Maja S. K. Ratkje (Norway)

After-session

(ESTALAGEM DA PONTA DO SOL)

Daniel Meteo (Germany)

MAIS INFORMAÇÕES:

APCA MADEIRA

TELF.: 910 369 273

mariafernandes@apca-madeira.org

www.madeiradig.com

MADEIRADiG’17

- THE 14 TH EDITION OF A UNIQUE

FESTIVAL

The MADEIRADiG family gathers again as from December 1 st to 4 th for the 14 th

edition of the Madeiran avant garde festival. Yearly, the village of Ponta do Sol is

“invaded” by experimental electronic music lovers, coming mostly from northern

Europe. The MUDAS, is back on track and hosting another outstanding event.

Ongoing its high level of excellence and quality targeted to an already faithful

audience, this year’s line-up features a band, pointed by many as the best

jazz band in the world, The Necks. They will share the MUDAS stage with the

several other artists such as: the computer music veteran, Carl Stone, the virtuoso

drummer Greg Fox, the vocalist Maja S.K. Rtakj and the Portuguese NaN:

Collider, who are accompanied by Miguel Pedro, one of the founders of the mythical

Portuguese band Mão Morta. A special highlight goes to the New York guitar

player Rhys Chatham and the Swedish Ectoplasm Girls. A laughter meditation

workshop, monitored by the new age icon, Laraaji, and a concert performance

will most definitely fascinate the MUDAS auditorium. The Calheta concerts will be

as usual preceded by the after session at the Estalagem da Ponta do Sol with several

guest DJs, among who will be the Japanese SHINS-K and the German Frank

D’Arpino.

DOMINGO 21 JANEIRO - 18H00

TEATRO MUNICIPAL BALTAZAR DIAS

Recital de piano

Diana Nocchiero (Itália)

Obras de Debussy, Donizetti e

Rossini

SUNDAY, JANUARY 21 - 6.00PM

TEATRO MUNICIPAL BALTAZAR DIAS

Piano recital

Diana Nocchiero (Italy)

Works by Debussy, Donizetti e Rossini

CONCERTO DE NATAL

DOMINGO 10 DEZEMBRO | 19H00

MUSEU DA BALEIA DA MADEIRA (MBM)

Com a atuação do Ensemble de

Guitarras, Coro Infanto-Juvenil

e Grupo Coral de Machico.

ENTRADA LIVRE

CHRISTMAS CONCERT

SUNDAY, DECEMBER 10 | 7.00PM

MUSEU DA BALEIA DA MADEIRA (MBM) -

CANIÇAL

Performance by the Guitar Ensemble,

Juvenile Choir and Choir Group of

Machico

FURTHER INFORMATION:

APCA MADEIRA

TEL.: 910 369 273

mariafernandes@apca-madeira.org

www.madeiradig.com

9

FREE ADMISSION

11

“A CASA DA MONTANHA”

1, 2 E 3 DEZEMBRO

1 E 2 DEZEMBRO | 21H00

3 DEZEMBRO | 18H00

CASA DO POVO DA CAMACHA

Encenação: Zé Ferreira

“A CASA DA MONTANHA”

DECEMBER 1, 2 & 3

DECEMBER 1 & 2 | 9.00 PM

DECEMBER 3 | 6.00 PM

CASA DO POVO DA CAMACHA

Staging: Zé Ferreira

Note: the above play is held in Portuguese language.

48

saber | Dezembro | 2017


1.ª Marcha do Orgulho LGBTI+ do Funchal

> Presépios do Instituto para a Qualificação

> Natal no Parque Temático da Madeira

> X Corrida da Mulher no Funchal

> Príncipe Alberto II do Mónaco na Madeira

> Halloween no centro de ensino de inglês Helen

Doron - Funchal

saber | Dezembro | 2017 49


SOCIAL

Presépios no Centro Formação

Profissional da Madeira

O Natal no Instituto para a Qualificação, IP-RAM - Centro de Formação

Profissional da Madeira (IQ, IP-RAM-CFPM) tem este ano um colorido

diferente. No âmbito do Projeto Eco-Escolas, cerca de uma centena de formandos

dos diversos cursos ali ministrados – Esteticista, Técnico de Mecatrónica

Automóvel, Serralharia Civil, Operador de Manutenção Hoteleira

e Técnico de Manutenção Industrial, Técnico de Geriatria, Técnico de

Distribuição, Técnico de Massagem e Bem-estar e Técnico de Animação e

Informação Turística – construíram oito presépios, uma árvore de Natal

e diferentes ornamentos natalícios com materiais reutilizados e alusivos

a cada área de formação. O resultado deste esforço e imaginação, para

o qual contribuíram também os formadores e monitores do IQ, IP-RAM-

-CFPM, resultou numa exposição, no CFPM, que prolongar-se-á até 15 de

janeiro de 2018. >

DB Fotos: D.R. (direitos reservados).

50

saber | Dezembro | 2017


Natal no Parque Temático

da Madeira

Entre o dia 1 de dezembro e o dia 7 de janeiro de 2018, o Parque Temático

da Madeira, em Santana, celebrou o Natal com base nos bilhetes de entrada

em valores acessíveis que permitiram aos seus visitantes usufruirem

dos entretenimentos do Parque ao nível dos seus jardins, parques infantis,

trampolins, espaços comerciais, circuito de presépios, exposições, actividades

para crianças, pavilhões, passeios de barco e de comboio. Sendo tradicional

da época as iguarias do Natal, no exterior do Parque foram instaladas

duas barracas que disponibilizaram a poncha, licores, pão de Santana

e bolo de família, enquanto que, os restaurantes do Parque, ofereceram

uma vasta variedade de sabores tradicionais da época natalícia. O Parque

Temático da Madeira, localizado no concelho de Santana, foi inaugurado

a 10 de outubro de 2004. Com uma área de 145 mil metros quadrados,

as suas principais atrações são: quatro pavilhões multimédia, artesanato

regional, os tradicionais carros de bois, uma réplica do comboio do Monte,

a casa típica de Santana, a escultura de homenagem à Diáspora madeirense,

um labirinto, um lago, um parque infantil, um campo de desportos

radicais e os seus jardins, onde se podem encontrar inúmeras espécies da

flora endémica da Madeira. >

DB Fotos: gentilmente cedidas por Sónia Pedro (Parque Temático da

Madeira).

saber | Dezembro | 2017 51


SOCIAL

Bênção das Capas

A Igreja Paroquial de Santo Amaro recebeu a cerimónia de Bênção das

Capas dos finalistas dos cursos de Técnico/a de Receção e Orçamentação

de Oficina e de Técnico/a de Manutenção Industrial de Metalurgia e

Metalomecânica, da modalidade dos Cursos de Aprendizagem, do Centro

de Formação Profissional da Madeira (CFPM). Os padrinhos dos finalistas

foram Ivo Gois, monitor da área da Mecatrónica Industrial, e Pedro

Faria, formador da área de Receção. Formandos e padrinhos reuniram-se

nos jardins do CFPM para a tradicional sessão fotográfica com formadores,

familiares e representantes da instituição, após a qual foram em cortejo

para a Igreja de Santo Amaro. A cerimónia religiosa foi presidida pelo

Rev. Pe. Manuel Ramos e contou com a presença de representantes do Instituto

para a Qualificação, IP-RAM, dos formadores, formandos e colaboradores

do CFPM. >

DB Fotos: Divisão de Imagem e Protocolo do Instituto para a Qualificação,

IP-RAM.

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saber | Dezembro | 2017


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Jantar de natal Barmen

Os barmen madeirenses reuniram-se no jantar de

Natal da sua associação, evento este que decorreu no

restaurante do hotel Vila Porto Mar. Aos dirigentes,

associados e suas famílias, associaram-se entidades

oficiais na festa em que a ABM prestou homenagens

aos barmen e empresas suas parceiras que se destacaram

no ano que termina. >

DB Fotos: ABM (Associação Barmen Madeira).

saber | Dezembro | 2017 53


SOCIAL

Halloween à moda inglesa

O centro de ensino de inglês Helen Doron Funchal celebrou o Dia das Bruxas

à verdadeira maneira inglesa, com uma festa temática para todas as

crianças. Sendo uma tradição associada à língua e à cultura inglesa, todos

os centros Helen Doron em Portugal festejaram a rigor e organizaram

uma festa temática para o Halloween, promovendo desfiles de máscaras,

doce ou travessura (trick or treat), histórias assustadoras e outras atividades

ligadas à ocasião. A atividade no Funchal destinou-se a bebés a partir

dos três meses e crianças até aos 14 anos. A nível nacional, foi ainda

lançado o concurso de disfarces “Spooky Halloween”,em que os centros

Helen Doron locais desafiaram as crianças a tirarem uma fotografia com

o seu disfarce para colocar a votação no Facebook. Espalhadas por mais

de 35 países em todo o Mundo, em Portugal, as escolas Helen Doron contam,

atualmente, com 26 centros de aprendizagem, em Portugal Continental

e na Madeira. >

DB Fotos: D.R. (direitos reservados).

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saber | Dezembro | 2017


Príncipe Alberto II na Madeira

O príncipe Alberto II esteve na Madeira onde, durante dois dias, participou

em diversas iniciativas que foram organizadas pela Câmara Municipal

do Funchal em colaboração com o Governo Regional. Destaque para

descerramento da placa toponímica no Largo Príncipe Alberto I do Mónaco,

a visita à Igreja do Monte, onde repousam os restos mortais do Imperador

Carlos de Áustria, a descida nos carros de cestos e a deslocação às

Ilhas Desertas. >

DB Fotos: Presidência do Governo Regional (Márcio Gouveia).

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saber | Dezembro | 2017 55


À MESA COM...

as Sugestões

Texto/Fotos: Fernando Olim.

de Fernando Olim

Deixemos para trás tudo o que não deu certo e abramos caminho para um novo ano cheio de sucesso e novas conquistas. Bem-vindo 2018!.

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saber | Dezembro | 2017


Entrada

Canapés de Salmão

Sobre o pão de forma cortado em cubos, coloca o salmão

fatiado fino em cama de queijo ‘creme’. Decora com cebolinho

picado, ramo de hortelão e fruta a gosto.

Prato Principal

Polvo ‘À Garden Grill’

Polvo cozido em água e sal. Acompanha no prato com batata

cozida em água e sal, sobre um molho à base de alho

(molho madeirense), tomate cherry e salsa a decorar.

Sobremesa

Delícia de Maracujá

Mousse de maracujá à base de natas e maracujá natural.

Acompanha com molho de maracujá. Decora com frutos a

gosto, neste caso, com frutos silvestres como amora, framboesa

e mirtilhos, finalizando com ramo de hortelã.

saber | Dezembro | 2017 57


SITE DO MÊS

www.cristinacandeias.pt

www.sabermadeira.pt

Facebook: revista saber madeira

sabermadeira@yahoo.com

Telf. 291 911 300

Propriedade:

OLC, Lda

Audiovisuais, TV, Multimédia,

Jornais e Revistas, Lda

Sociedade por Quotas; Capital Social:

€100.000,00 Contribuinte: 509865720

Matriculado na Conservatória Registo

Comercial de Lisboa

Sede: Centro Comercial Sol Mar, Sala 303,

Av. Infante D. Henrique, nº71

9500 - 769 Ponta Delgada Açores

Sócio-Gerente com mais de 10% do Capital:

Edgar R. de Aguiar

Director

Edgar Rodrigues de Aguiar

Redação

Dulcina Branco Miguens

Secretária de Redação

Maria Camacho

Colunistas

António Cruz, Hélder Spínola, Iveth Barajas,

Alison Jesus, Teresa Brazão, António Castro

Depart. Imagem

O Liberal, Lda.

Design Gráfico

OLC

> Cá está um dos mais completos sites

dedicados ao tema da Astrologia. Da

autoria da conhecida astróloga Cristina

Candeias, as previsões para 2018

são de consulta obrigatória. Cristina

19º

ANIVERSÁRIO

2017

Nome

Empresa

Morada

Código Postal

Concelho

Data de nascimento

Telem.

Telefone

E-mail

Nova Assinatura

CUPÃO DE ASSINATURA

Localidade

Contribuinte Nº

Assinatura Data / /

Fax

Candeias nasceu em Moçambique mas

desde muito jovem que se interessou

por Astrologia. Ingressou na Função

pública e desenvolveu os seus estudos

em Astrologia, tendo frequentado as

Renovação Assinatura

mais conceituadas escolas. Assumiu o

seu trabalho como Astróloga profissional

em 1996. Colabora na RTP no programa

“Praça da Alegria” e tem diversos livros

publicados na área da Astrologia.

SIM, quero assinar e escolho as seguintes modalidades:

Cheque

à ordem de ‘’O Liberal Comunicações, Lda’’

Pago por transferência Bancária/Multibanco

MPG NIB nº 0036.0130.99100037568.29

“O Liberal”, Parque Empresarial da Zona Oeste, Lote 7, Socorridos,

9304-006 Câmara de Lobos • Madeira / Portugal

Telefones: 291 911 300

Fax: 291 911 309

email: sabermadeira@yahoo.com

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Administração, Redacção,

Secretariado, Publicidade,

Composição e Impressão

Ed. “O Liberal”, Parque Empresarial da

Zona Oeste, Lote 7, Socorridos,

9304-006 Câmara de Lobos

Madeira / Portugal

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Fax: 291 911 309

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Registado no Instituto da Comunicação

Social com o nº 120732

Membro da Associação da Imprensa

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