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Revista Curinga Edição 12

Revista Laboratorial do Curso de Graduação em Jornalismo da Universidade Federal de Ouro Preto.

Alternativa Jogos reais,

Alternativa Jogos reais, personagens virtuais Quem nunca sonhou em ser um super herói? Ou um personagem com capacidades que superam a de um ser humano comum? E ainda, poder usar essas habilidades em um mundo repleto de magia e aventura? Pois os jogos de RPG possibilitam que tudo isso se torne algo muito próximo da realidade. Criado pelos norte-americanos Gary Gygax e Dave Arneson, o Role Playing Game, ou RPG, surgiu nos Estados Unidos em 1971, com o lançamento do jogo The Fantasy Game, rebatizado em 1974 como Dungeons & Dragons. O game chegou ao Brasil na década de 1980, por meio de estudantes universitários que fotocopiavam os livros e distribuíam entre os amigos que se reuniam para disputar as partidas. Para jogar, o RPG exige de seus participantes quatro componentes básicos: o livro, que contém a história com as regras e as instruções do jogo; a ficha de personagem, que traz as características de cada um dos possíveis personagens que podem ser escolhidos pelos jogadores; os dados, que dão movimento e dinamismo ao jogo, e o narrador, responsável por explicar e desenvolver a história criando desafios que precisam ser superados pelos participantes juntos aos seus personagens.

O estudante Marconi Vaz de Mello começou a jogar RPG em meados de 2002 e percebeu que esses games têm grande incentivo sobre a criatividade. “Você precisa imaginar o que está acontecendo, afinal, quase nada lhe é dado visualmente. Cada cidade, cada encontro, cada personagem. É preciso falar por seu personagem, decidir cada palavra. Há mesas que se parecem mais a um teatro do que um jogo, contendo um personagem jogando como Bardo (músico), por exemplo, que realmente toca o seu violão durante a partida”, comenta o estudante. Hoje, a internet também pode ser utilizada para a prática do RPG, uma opção que se torna ideal para grupo de amigos que morem em longas distâncias ou não tenham tanto tempo para se reunir e jogar. O Play By Email, por exemplo, permite que as aventuras sejam narradas via e-mail ou por uma lista de discussão e, nesse modo de jogo, cada participante pode jogar na hora e no local que puder. Mas as partidas demoram mais tempo para terminar. RPG eletrônico Os “Computer Role Playing Games” (CRPGs), ou simplesmente RPGs eletrônicos, termo utilizado para jogos de computador e videogames se assemelham aos RPGs analógicos, porém no lugar das mesas, os computadores são o “palco”do jogo. Nesse formato de game, além da internet, os jogadores contam com mais um elemento, os recursos visuais. “A realidade desses jogos é um pouco diferente dos tradicionais RPGs analógicos, pois o jogador não precisa ficar imaginando como seria o cenário ou o seu personagem, porque tudo já está explícito na tela do computador ou da televisão, o que se torna o principal atrativo no RPG eletrônico”, afirma Guilherme Guimarães, que trabalha como criador de games há dois anos. Guimarães aponta que no mundo dos jogos, a fantasia se torna realidade, o que acaba tornando os desenvolvedores de games em criadores de sonhos. “Percebo que, a partir dessa perspectiva, conseguimos fazer que um rapaz ou uma moça, aparentemente pessoas comuns, se tornem grandes heróis como um guerreiro ou um forte e poderoso soldado, e assim, dentro do jogo, sentem-se realizados por atingir seus objetivos, o que resulta em uma sensação que só quem joga é capaz de sentir”, completa ele que atualmente desenvolve o game “Universal Police”. Jogador de RPGs eletrônicos desde 2004, o estudante de 24 anos, Lucas Ribeiro, aponta outras características desse formato de game: “para vencer as partidas, estratégias e táticas elaboradas pelos times se tornam elementos fundamentais. Por isso, tento estudar a parte tática, o ‘off game’ ao máximo. Vejo também os replays das partidas pois, apenas vendo nossos erros, podemos melhorar mais rápido que os demais jogadores”. Ribeiro também destaca a sensação que vive durante as partidas, “com certeza, enquanto jogamos, esquecemos por algum momento a vida real e vivemos dentro do game. Criamos identidade com o personagem que estamos jogando, e isso torna o jogo muito melhor, mas quando saímos do jogo, voltamos também para o mundo real”. Lançando em 1991 pela extinta editora GSA, Tagmar, foi o primeiro RPG nacional. Precursor de RPGs produzidos no Brasil, o game tem inspirado centenas de criadores, como Guilherme Guimarães, a se empenharem em produzir outros jogos (analógicos ou digitais) para que, a partir desses, vários outros jogadores possam viver uma fantasia, sendo personagens de uma grande aventura. Texto:Aldo Damasceno Arte: Sarah goncalves CURINGA | EDIÇÃO 12 11

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