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Revista Curinga Edição 13

Revista Laboratorial do Curso de Graduação em Jornalismo da Universidade Federal de Ouro Preto.

Apesar do senso comum,

Apesar do senso comum, viajar pode não ser tão caro quanto parece. Desde quando começou sua viagem, Alex não gastou muito. Ao pegar caronas nas estradas, geralmente fazia amizades que o diziam onde ir e o que fazer nos países em que chegava: assim, também aprendeu inglês, tailandês, espanhol e o “portunhol”. A alternativa para economizar na hospedagem lhe foi apresentada quando conheceu o CouchSurfing, uma serviço de hospitalidade gratuita para viajantes que promove o intercâmbio cultural e a troca de informações. Surfar em diversos sofás O sistema do CouchSurfing foi desenvolvido em 2004 como um pequeno projeto por quatro viajantes – Casey Fenton, Daniel Hoffer, Sebastian Le Tuan e Leonardo Bassani da Silveira-. Os estudantes moravam na Islândia e um e-mail entre eles gerou a ideia de compartilhar a casa com estranhos, ou como preferem dizer, amigos que você ainda não conheceu. A organização é hoje uma comunidade global de nove milhões de pessoas cadastradas em mais de 120 mil cidades do mundo. Para participar dessa rede é necessário criar um perfil no site dando detalhes sobre o histórico, atividades preferidas e se está apto a receber viajantes. Depois, a localização do usuário permite o contato entre couchsurfers de uma mesma região. Surfar no mundo é possível através do pedido de abrigo na casa de outras pessoas que utilizam a plataforma. Depois da hospedagem, tanto o anfitrião quanto o hóspede escreve uma referencia sobre o outro, fortalecendo a segurança e responsabilidade do site. Alex conheceu o programa quando viajava no Qatar e já recebeu pessoas de 47 países diferentes e ‘surfou’ em mais de 32 nações. Com isso, ele conta com quase 300 referências em seu perfil. Para ele, “o surto de solidão que se acomete após sair cedo de casa foi apagado quando se descobre quantas pessoas no mundo são boas, estão se divertindo e pensando no bem onde quer que esteja”. Talvez seja esse o significado da vida peregrina: amadurecer e recriar-se. A habilidade de viajar representa múltiplos partos. Sair de casa é sair de si, construir histórias novas em cada lugar e se descobrir. O homem é contaminado pelo wanderlust, desejo irrealizável de viajar e explorar o mundo lá fora.

Rede de afeto Habitar A história já provou o quanto as palavras escritas em um diário são registros importantes. Foi assim, por meio de um pequeno caderno encapado com tecido xadrez vermelho e verde, que Anne Frank conseguiu transmitir ao mundo o que lhe era tão íntimo e que acabou se tornando um dos maiores diários da história. Seu desejo era escrever sobre tudo o que achava nunca poder contar a ninguém, e ser uma grande fonte de conforto e apoio para si mesma. 69 anos após a morte da judia de origem alemã, relatar a dor deixou de ser algo secreto, mas não menos terapêutico. Texto: Janine Reis Foto: Aldo Damasceno Arte: Tácito Chimato CURINGA | EDIÇÃO 13 13

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