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Revista Curinga Edição 13

Revista Laboratorial do Curso de Graduação em Jornalismo da Universidade Federal de Ouro Preto.

Chão de terra batida,

Chão de terra batida, casas de barro com telhados de palha. De um lado, algumas crianças brincando e pescando no rio. Do outro, mulheres debaixo da barraca fazendo artesanatos e os homens trabalhando no campo. É nesse local que vive a comunidade Maxakali. Autointitulados tikmu’um (nós), atualmente a etnia vive em quatro reservas indígenas no Vale do Mucuri e Jequitinhonha no noroeste de Minas Gerais. Os moradores da comunidade levam o sobrenome Maxakali e o nome de alguma pessoa querida que eles conheceram fora da aldeia. Os homens, por respeito, só mantêm contato visual com mulheres da família, já as mulheres trazem no semblante a timidez e evitam ao máximo dialogar com quem vem de fora. Ali, diferente dos outros lugares, meninos e meninas casam por volta dos quinze anos e se tornam pais na flor da juventude. Um povo com a pele queimada de sol e de cabelos lisos e negros, carrega no rosto as fortes marcas da luta do passado e presente. O índio maxakali dispensa a caricatura romântica dos livros do século XVII, ser índio está além de um figura estereotipada com plumas e pinturas, o ser está ligado a forma de viver. A aldeia é marcada por contrastes, da roupa tradicional das mulheres com o esmalte vermelho, da maquiagem colorida usada como pintura corporal, das crianças que assistem Ben 10, mas ao mesmo tempo brincam de arco e flecha pela reserva. As diferenças da cultura e são um símbolo da resistencia. A vida na aldeia traz um ar calmo e sereno para o dia a dia dos moradores da comunidade. Lá, o máximo de barulho que se escuta vem da TV. No espaço que outrora era de mata atlântica, hoje há o reflexo da invasão do “branco” que deixou apenas capim. O caminhar e mudar para o povo que anteriormente tinha uma cultura nômade, hoje se restringe as constantes mudanças limitadas as fronteiras da reserva. A todo momento a cultura maxakali incorpora elementos da cultura externa e, ao mesmo tempo, resgatan elementos tradicionais. Assim, se reafirma como um corpo em constante movimento que incorpora marcas do outro porém não se esquece do “nós”. * Essas fotos fazem parte do trabalho de conclusão de curso da aluna Sarah Goncalves.

CURINGA | EDIÇÃO 13 25

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