Views
7 months ago

Revista Curinga Edição 13

Revista Laboratorial do Curso de Graduação em Jornalismo da Universidade Federal de Ouro Preto.

Alternativa Cabelo,

Alternativa Cabelo, Cabeleira, Cabeludo, Descabelado! Texto: Anna Antoun Foto: Bianca Cobra Arte: Flávia Gobato

Michelle Cavalheiro, 25 anos, já pintou o cabelo de diversas cores: rosa, roxo, platinado, verde, branco e agora seus fios estão tingidos de azul claro. Na família e entre os colegas, nunca teve apoio, muito pelo contrário, sempre foi julgada... Bastante tímida, ela diz que a nossa “estampa” não nos define. Na infância e na adolescência teve uma série de problemas psicológicos por sua aparência. Ser diferente da maioria das pessoas, dificultou o seu processo de aceitação. “O que chama mais a minha atenção nos outros são as diferenças e características que nem todos possuem”, revela a esteticista e cabeleireira. Por mais que todos digam o contrário, ela diz que pensa muito no que as pessoas irão achar. Mas não está disposta a debater e ouvir certos comentários. Poder Negro Muito mais do que simples estética, os cabelos representam culturas, religiões e tribos. Assim como Michelle, muitos homens e mulheres lutam e lutaram pelo reconhecimento de seu estilo, símbolo de orgulho e afirmação na sociedade. A trajetória do Movimento Black Power tem início nos anos 1920, quando Marcus Garvey, tido como o precursor do ativismo negro na Jamaica, insistia na necessidade de romper com padrões de beleza eurocêntricos e, a partir disso, promover o encontro dos negros com suas raízes africanas. Décadas depois, nos Estados Unidos, o cabelo afro também começou a ganhar espaço e se tornou um dos protagonistas na luta pelos direitos civis dos anos 1960. O Movimento foi então caracterizado pelo uso dos cabelos sem intervenção química ou física para “alisar”, o que foi definido como “natural”, pelos jovens negros. Junto com esse Movimento, surgiu o slogan Black is beautiful defendendo a afirmação de que “ser negro é lindo”, como diz a historiadora Cassi Ladi Reis em seu artigo “A Estética e o Mercado Produtor. No entanto, ainda são as mulheres as grandes protagonistas dessa história. Condicionadas desde o tempo da escravidão a alisar o cabelo, elas decidiram andar pelas ruas ao natural, confrontando padrões de beleza vigentes nos Estados Unidos. Posteriormente, no Brasil, a história se repete. CURINGA | EDIÇÃO 13 29

Revista Curinga Edição 05
Revista Curinga Edição 21
Revista Curinga Edição 12
Revista Curinga Edição 17
Revista Curinga Edição 11
Revista Curinga Edição 25
Revista Curinga Edição 15
Revista Curinga Edição 23
Revista Curinga Edição 18
Revista Curinga Edição 16
Revista Curinga Edição 19
Revista Curinga Edição 08
Revista Curinga Edição 20
Revista Curinga Edição 24
Revista Curinga Edição 07
Revista Curinga Edição 01
Revista Curinga Edição 00
Revista Curinga Edição 06
Empreenda Revista - Edição Junho
edicao-86-revista-entre-lagos
OBSERVATORIO DO ANALISTA EM REVISTA - 1 EDICAO
Revista Economia & Tecnologia - Universidade Federal do Paraná
Revista UnicaPhoto - Edição 06 - Maio/2016