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10 months ago

Revista Curinga Edição 13

Revista Laboratorial do Curso de Graduação em Jornalismo da Universidade Federal de Ouro Preto.

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abcdefghijkl abcdefghijkl Habitar Humor na internet: Cha Texto e Foto: Fernanda Marques Arte: Hélen Cristina Fui lá ver meu orkut e fazia tanto tempo que não jogava Colheita Feliz que tem 4 famílias do MST morando no aplicativo. Desafios complicados e quase impossíveis. O Challenge Accepted, traduzido como Desafio Aceito, é um meme que aparece quando um desafio é imposto na internet. Ilustrado como um boneco com os braços cruzados e uma expressão facial presunçosa, a piada foi inspirada no personagem Barney Stinson, da série americana How I Meet Your Mother. O meme se tornou um grande viral na internet e atinge milhares de pessoas em instantes, servindo de inspiração para a origem de piadas online. Entre as grandes e genuínas criações do mundo digital, o meme é uma ideia ou conceito que se difunde por meio da web rapidamente. Podendo assumir as formas de hiperlink, vídeo, imagem, website, hashtag, ou mesmo uma palavra ou frase, o uso do humor nas redes tem crescido, tornando-se fonte de inspiração e trabalho para alguns. O aumento de sites e blogs na internet, canais, coletivos, páginas e perfis de humor nas grandes redes sociais como Facebook, Youtube e Twitter têm sido acompanhados e repercutidos pelos internautas. O surgimento de uma nova geração de humoristas se dá pela facilidade de divulgação e compartilhamento de material online. “A facilidade de colocar um conteúdo na internet é o que mais chama atenção hoje em dia. Não é preciso pagar para ter perfis ou criar portais de humor”, analisa Mariana Matoso, especialista em mídias sociais. Matoso conta que as ações de humor na internet são estimuladas pelos interesses dos cibernautas: “É complicado prever o que vai chamar mais a atenção, mas o que mais rende são assuntos do momento. A instantaneidade é imprescindível na construção do humor”.

m89oprstuv0 llenge Accepted A rede social mais acessada no mundo, o Facebook, tem mais de 1,2 bilhão de usuários ativos, tornando-se indispensável no mundo das mídias sociais. Foi nela que Henrique Lopes viu a chance de se expressar e se desenvolver como profissional. Morador de São Paulo, o estudante de publicidade tem 19 anos e ficou famoso na web quando criou a página Gina Indelicada. O perfil traz a personagem da marca de palitos Gina, e, uma semana após seu lançamento, já contava com um milhão de seguidores. Como personagem, Henrique transforma o mau humor em memes, respondendo a perguntas enviadas por internautas de forma grosseira. O estudante explica que já teve outras páginas na rede social: “Comecei com o perfil da Dona Marlene, uma empregada doméstica mais velha. Escrevi ‘sou pobre, mas sou feliz e vivo sorrindo, graças a Deus’. Mas senti que o pessoal queria participar também, aí vim com a ideia da Gina”. “É preciso saber equilibrar o humor entre fazer as pessoas rirem e não ofender ninguém na construção da piada”, afirma Leandro Santos, dono do blog Bebida Liberada. O criador também é dono do perfil no Twitter @mussumalive e explica que o fato de não ter um chefe e não precisar de aprovação para o conteúdo que será publicado são falsas impressões. Santos era técnico mecânico e estudava engenharia, mas largou tudo para viver de internet. Leandro conta que a maior fonte de renda é o investimento de patrocínios, posts publieditoriais e ações online, no caso dele, marcas de bebida. “É um emprego que requer muita dedicação, mas o resultado é recompensado”, disse. Criação 100 limites O jornalista Eduardo Guimarães passa mais de 12 horas do seu dia na frente do computador. Para ele, a novidade é o que influencia se o humor vai dar certo ou não. “Tudo que é novo causa um certo frisson entre os jovens. Então o Twitter e o Youtube vieram com essa pegada da novidade, não era algo normal até 2009 e 2010”. Dudu, como é chamado na internet, tem um perfil de grande sucesso no Twitter, o @ poxaduduh. Ele acredita que online a graça é como uma válvula de escape do que é repercutido nas outras mídias e o sucesso está relacionado com a falta de pudor no que é falado. “É diferente do conteúdo tradicional e limpo da televisão”, completou. “A liberdade para criação é a maior dessemelhança entre o humor que circula na mídia em geral e o humor que é produzido e compartilhado na web”, explica a publicitária e doutoranda em Comunicação e Informação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Camila Cornutti. Camila têm investigado objetos como o blog Te dou um Dado, do portal R7, e analisado os efeitos do humor na internet. Ela acredita que, além da autonomia no processo de criação, na internet existe uma energização do riso com muito mais potencialidade: “a velocidade do meio é o que dá cor a esse processo. Foi o caso das eleições deste ano. Ao mesmo tempo em que assistíamos aos debates na televisão, com as nossas segundas telas (smartphones, tablets e computadores) já criávamos piadas, repercutíamos alguma graça vista no perfil de um amigo, ríamos junto com a nossa própria rede”, explica. A pesquisadora acrescenta que as características de velocidade criativa que o riso requer para a agilidade de apropriação e remediação, como no caso das montagens, dos memes e remixes, combinam perfeitamente com a agilidade de publicação, compartilhamento e repercussão nas redes. “Isso contribui para essa eletrização cada vez mais soberana do humor no ciberespaço”, completa. m89oprstuv0 CURINGA | EDIÇÃO 13 7

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