Revista Penha | janeiro 2018

jfpenhafranca

O que acontece, quem são as pessoas que marcam a Freguesia e ainda algumas curiosidades sobre a Penha de França.
Uma revista editada pela Junta de Freguesia da Penha de França.

Revista Mensal

Junta de Freguesia da Penha de França

jf-penhafranca.pt

f FreguesiaPenhaDeFranca

nr. 22

jan‘ 18


FICHA

-

TECNICA

Propriedade

Junta de Freguesia da

Penha de França

Directora

Sofia Oliveira Dias

Subdiretor

Manuel dos Santos Ferreira

Coordenadora

Teresa Oliveira

Design e Grafismo

WL Partners

Fotografia

André Roma

Impressão

Sogapal

Tiragem

23.500 exemplares

Distribuição Gratuita

Depósito Legal 408969/16

SEDE DA JUNTA DE FREGUESIA

Travessa do Calado, nº 2

1170-070 Lisboa

Telefone: 218 160 720

Email: geral@jf-penhafranca.pt

Secretaria: 2.ª a 6.ª feira, das 9h às 18h

POLO MORAIS SOARES

Rua Morais Soares, nº 32

1900-346 Lisboa

Telefone: 218 163 290

Secretaria: 2.ª a 6.ª feira, das 9h às 18h

ESPAÇO MULTIUSOS

Avenida Coronel Eduardo Galhardo (sob

o viaduto da Avenida General Roçadas)

Telefone: 218 100 390

Email: multiusos@jf-penhafranca.pt

Horário: 2.ª a 6.ª feira, das 9h30 às 22h

Sábado, das 10h às 19h

Secretaria: 2.ª a 6.ª feira, das 9h às 17h

2


EDITORIAL

BOM 2018!

Em cada Ano Novo renovamos as

esperanças positivas individuais

e comunitárias que devem mobilizar

os nossos pensamentos e

atitudes ao longo do resto do ano.

Como sempre, teremos êxito em

algumas das resoluções de início

de ano e existirão objectivos que

não serão atingidos, mas devemos

mobilizar o melhor de cada um

de nós para uma atitude positiva

perante as nossas vidas, que contribua

para a construção de um

bom ambiente comunitário, nos

nossos prédios, nas nossas ruas

e nas nossas praças. Manter essa

atitude positiva, em relação a nós

e em relação aos outros, é meio

caminho andado para continuarmos

a fazer da Penha de França,

do Rio até à Colina, um território

cada vez melhor.

É com esse sentido positivo de

serviço público que continuaremos

a desenvolver soluções

para as pessoas, para o espaço

público e para a valorização da

nossa Freguesia como território

de bem-estar. Com proximidade,

humanismo e procura da coesão

social, continuaremos centrados

no melhor do nosso território: as

pessoas. As que cá vivem, as que

cá trabalham e as que nos visitam

por variadíssimas razões.

É um sentido positivo da gestão

autárquica consciente dos problemas,

dos riscos, dos desafios

e das oportunidades que se

colocam num ano de início de

mandato em que existem redobradas

expectativas nas questões

da habitação, da mobilidade e da

procura de novos equilíbrios nas

dinâmicas urbanas.

Em conjunto, a Junta de Freguesia,

a Câmara Municipal, as instituições

da Freguesia, mas também

cada cidadão, podemos continuar

a trabalhar num sentido positivo

de atenção aos problemas sociais,

de melhoria da qualidade de vida e

de valorização do espaço público

como palco das nossas relações

como membros de uma comunidade

solidária, diversificada e

coesa.

Renovamos neste ano de 2018,

os votos de realização pessoal, de

saúde e de bem-estar, mas também

o desejo de continuarmos

a aprofundar os mecanismos de

participação cívica no funcionamento

e nas decisões que importam

para o nosso território. É com

esse sentido que vamos lançar

mais uma edição do Orçamento

Participativo, nas escolas e para

a população em geral. Um instrumento

de participação cívica

que mobiliza os mais jovens e a

população para o debate, para

Sofia Oliveira Dias

Presidente da Junta de Freguesia

da Penha de França

sofia.dias@jf-penhafranca.pt

apresentação de iniciativas e

para as escolhas sobre questões

relevantes para a nossa

vida como comunidade.

A riqueza de qualquer território

são as pessoas. Na sua

diversidade de origens, de

vivências, de sentimentos e de

atitudes. É esse somatório de

vidas e de experiências de vida

que constitui a comunidade da

Penha de França, numa cidade

de Lisboa que é cada vez mais

uma referência global.

A TODAS E A TODOS

UM BOM 2018!

1


CONVÍVIO

NOS ALMOÇOS

DE NATAL

O Convento de Santos-o-Novo voltou a ser o

palco dos almoços de Natal para os seniores

da Freguesia da Penha de França. Uma bela

tradição que juntou 300 seniores nos dias

11 e 13 de dezembro, onde não faltou boa

comida, carinho e convívio.

Também à semelhança do ano passado , estes

almoços contaram com o precioso apoio

da Escola Profissional de Hotelaria e Turismo,

que confecionou e serviu as refeições.

À sobremesa, chegou o talento dos professores

e alunos do Instituto Vitorino Matono,

que tocaram peças para flauta e guitarra.

Um excelente 2018 para todos que, participando

ou contribuindo com o seu esforço,

fizeram destes almoços um sucesso!

2


3


DISTRIBUÍDOS

CABAZES DE

NATAL

Nos dias 18, 19 e 20 de dezembro, a Junta

de Freguesia da Penha de França distribuiu

467 cabazes de Natal, conseguindo chegar

a 1123 pessoas com carência económica

residentes na freguesia da Penha de França.

As necessidades destas pessoas foram

identificadas pela Junta e por parceiros.

Durante o resto do ano, a Junta de Freguesia

dá o seu contributo no apoio às famílias

mais carenciadas através da Mercearia

Social da Penha de França. E, para que esta

funcione adequadamente, são vitais os

contributos de todos com bens alimentares

como leite, azeite, arroz, massas, conservas

ou bolachas, bem como com produtos de

higiene e limpeza.

Ajudando neste propósito, a Escola Nuno

Gonçalves fez uma doação de alimentos à

Mercearia Social (organizada pela Associação

de Pais) e o mesmo fizeram alunos do

Externato Marquês de Pombal. Por seu lado,

a Ordem dos Farmacêuticos promoveu também

uma campanha de recolha. A todos,

muito obrigado!

4


E A

MERCEARIA

SOCIAL

DA PENHA

GANHOU O

PREÇO CERTO

A Mercearia Social da Penha foi ao concurso O Preço

Certo, edição especial de Natal, apresentado pelo humorista

Fernando Mendes. Como concorrentes, conhecidos

atores como José Pedro Gomes, José Raposo,

Carlos Cunha, José Pedro Vasconcelos, António Machado

e Telmo Ramalho.

Um terço da animada plateia estava composta por um

belo grupo de seniores da Penha de França, acompanhados

por uma equipa da Junta de Freguesia.

Num episódio gravado antes do Natal e emitido no dia

27 de dezembro, Fernando Mendes – desta vez acompanhado

pela apresentadora Vanessa Oliveira – conduziu

o programa com o humor e simpatia habituais,

orientando habilmente os jogadores para a vitória, que,

por sua vez, permitiu às três instituições presentes levarem

todos os prémios para casa.

No caso da Penha, o grosso dos prémios recebidos consiste

em cerca de uma tonelada de bens alimentares,

um grande reforço no stock da Mercearia Social para

apoiar às famílias com necessidade de ajuda alimentar

que residem na Freguesia.

Como curiosidade, José Raposo e Carlos Cunha recordaram

já ter vivido aqui na Penha. Quanto ao leitor, deixamos

o apelo de sempre: apoie a Mercearia Social com

bens que se conservem durante bastante tempo e que

pode deixar no Polo Morais Soares. Ajude-nos a ajudar.

5


Os coros participantes no II Encontro

Internacional de Coros da Penha de França

voltaram a emocionar com a sua música.

Com duas sessões, nos dias 10 e 17 de

dezembro.

MÚSICA E

PATRIMÓNIO

A Igreja da Madre de Deus, que com os

seus azulejos e talha dourada constitui um

dos mais importantes exemplos do Barroco

em solo nacional, foi o local apropriado

para receber o primeiro concerto. Aqui,

cantou o CORO DA REGIÃO SUL DA ORDEM

DOS ENGENHEIROS e o CORO DE CÂMARA

'SAN ESTEBAN', que veio de Burgos, Espanha.

O segundo concerto teve lugar na Igreja da

Penha de França – recentemente classificada

como Monumento de Interesse Público

e outro belo cenário para se ouvir música.

Voltaram a ouvir-se as vozes afinadas do

Coro da Região Sul da Ordem dos Engenheiros,

a que se seguiu uma atuação do

CORO CHINÊS MO LI HUA, que interpretou

músicas tradicionais deste país.

6


HUMOR NO

PALCO DO POLO

MORAIS SOARES

As Oficinas de Teatro da Penha de França levaram a cena a peça ‘CONTOS DO

ÓCIO’, do premiado argumentista Mário Botequilha, um dos colaboradores de ‘O

Inimigo Público’, o suplemento satírico do jornal Público.

"É a alegria. É o amor. É a tragédia. São contos, Contos do Ócio". Foi este o mote

para os artistas em palco desenvolverem um espetáculo que divertiu e conquistou

a plateia que encheu o Salão do Polo Morais Soares na tarde do dia 16 de

dezembro.

7


ROCK NO POLO

E MÚSICA AO

FINAL DA TARDE

NA PAIVA

“No amor e na guerra, não há regras nem normas”, cantam

MÔRUS no seu single, tal como cantaram e tocaram a 17

de dezembro no Polo Morais Soares. No 1.º Encontro de

Bandas da Penha de França, foram os primeiros a fazer soar

o rock que se ouviu noite dentro.

Seguiram-se os LUCKY WHO que, depois de tocarem o seu

último acorde, deixaram-nos com uma frase na cabeça: “Why

does it always must come to an end?”. A noite acabou com a

'Ansiedade de querer morder', dos OITAVO ESQUERDO, e a luz

dos telemóveis no ar (como os tempos mudaram...), aplausos

e acordes no ar de rock jovem e com garra.

Mesmo em cima do Natal, percebemos que um DJ e um

saxofonista é quanto basta para aquecer uma tarde fria de

inverno. No dia 23, quem passou pela Paiva Couceiro teve a

oportunidade de passear, levar as crianças ao parque ou simplesmente

beber o seu café ao som deste duo que providenciou

a banda sonora de um final de tarde bem passado.

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9


A MAGIA DAS LUZES

A iluminação de Natal acrescenta magia a esta

época. Por isso, na Penha, as ruas com mais movimento

da Freguesia voltaram a estar festivamente

engalanadas a rigor.

Também na Fonte Luminosa da Alameda D. Afonso

Henriques, um espetáculo de luz e imagem trouxe

centenas de pessoas a conhecer uma divertida e

inesperada história do Pai Natal.

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JANTAR

DE NATAL

NO GINÁSIO

DO ALTO DO PINA

O Ginásio do Alto do Pina realizou um

Jantar de Natal onde, além dos momentos

de descontração e convívio entre sócios e

amigos do Clube, foram entregues presentes

aos filhos dos associados.

Esta confraternização foi apoiada pela

Junta de Freguesia da Penha de França,

tendo a quase totalidade deste Executivo

participado no jantar: o Vogal com o pelouro

do Desporto e Associativismo, João

Valente Pires, o Secretário Manuel Ferreira

e os vogais Capitolina Marques, Maycon

Santos e Sílvia Ferreira.

Mas a festa serviu também de ocasião

para estreitar laços entre a Junta e o

Ginásio do Alto do Pina, tendo o Executivo

ouvido com muita atenção as reivindicações

do GAP quanto às dificuldades que

atravessa, quer quanto à sua sede, quer

quanto à sua importante Marcha.

Uma vez mais, a Junta de Freguesia afirmou

à direção do Ginásio do Alto do Pina a

sua disponibilidade para ajudar, na medida

das suas possibilidades, a centenária

coletividade a ultrapassar estes momentos

difíceis.

Um ponto alto da noite foi a entrega dos

presentes às meninas e meninos até aos

12 anos, com consequente algazarra e

alegria das crianças.

11


PAINEL DE

LUXO DEBATE

VÍDEO ÁRBITRO

NA PENHA

O presidente da Associação de Futebol

de Lisboa, NUNO LOBO, o ‘magriço’ e

antigo jogador do SL Benfica ANTÓNIO

SIMÕES, o antigo jogador do FC Porto

CARLOS CHAÍNHO, o antigo árbitro internacional

de futebol PEDRO HENRIQUES e

os treinadores DAÚTO FAQUIRÁ e TIAGO

ANTÓNIO (Operário Lisboa) estiveram na

Penha de França debater a introdução do

vídeo árbitro no futebol nacional.

O debate, muito interessante e sereno,

foi promovido pela Junta de Freguesia

da Penha de França e aconteceu nas

instalações do Sporting Clube da Penha.

Todos os participantes no debate se

mostraram claramente favoráveis ao

vídeo árbitro (VAR).

“É uma ferramenta espetacular, é o

futuro” considerou Pedro Henriques, o

12


ex-árbitro internacional, que tem ligações

à nossa freguesia. António Simões lamentou

“não ter havido suficiente período

experimental", tendo sido corroborado

pelo Presidente da Associação de Futebol

de Lisboa que afirmou que “os árbitros

foram colocados perante o VAR de um dia

para o outro”.

Sobre estes problemas, Carlos Chaínho

qualificou-os como "dores de crescimento"

e Daúto Faquirá acrescentou que o VAR é

"um caminho sem retorno". Para Tiago António,

que treina os seniores do Operário,

na sua divisão o vídeo árbitro “será uma

realidade daqui a 50 anos…”.

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UM PEDAÇO

DE MINAS NA

PENHA DE

FRANÇA

EVA MATOS,

CHAMEGO

RUA HELIODORO SALGADO, 20

TELEFONE: 218 141 518

Chamego: termo brasileiro para

carinho, aconchego. Uma expressão

que ouvimos em novelas

brasileiras e que faz todo o sentido

assim que se entra neste novo

espaço na rua Heliodoro Salgado.

EVA e HENRIQUE são os responsáveis

por trazer um pedaço de Minas

Gerais até à Penha, por meio

do pão de queijo. "Cada vez que o

Henrique queria comer um pão de

queijo para matar as saudades da

terra, não sabia onde ir...", lembra

Eva, que à época trabalhava como

coordenadora da Biblioteca Municipal

Natália Correia, em Carnide.

E acrescenta: "Também senti que

era altura de fazer alguma coisa

com a minha impressão digital,

minha e do meu marido". A ideia

do CHAMEGO surgiu quando

foram visitar a família de Henrique

ao outro lado do oceano, a Minas

Gerais, no Brasil. Mais propriamente

quando a tia Raquel entra em

cena, inspirando-os com os seus

dotes – esta tia é a mulher do pão

de queijo, que ninguém se importava

de ter. "Faz pão de queijo maravilhosamente

bem e em grandes

quantidades! É fantástica". Juntando

a vontade de fazer em Lisboa

"uma coisa que ainda não tivesse

sido feita, fugindo às modas das

hamburguerias, cachorrarias, etc"

e a vontade de criar algo com uma

identidade única, aventuraram-se numa

"casa de chá onde se dá férias aos scones

e introduzimos o pão de queijo".

Regressados do Brasil, transformaram

a cozinha de casa numa cozinha quase

industrial, até que com a ajuda de

Poliane, também ela de Minas Gerais,

chegaram ao modo perfeito de fazer o

pão de queijo. No entanto, há sempre

espaço para inovar e se for hoje ao

Chamego tanto pode provar a receita

original como outras variedades como

o de azeitonas, de beterraba ou com

sementes, entre outros. Junte-se a isto

os vários recheios que se podem escolher

e os chás com sabores diferentes

como 'Maracujá Oriental' ou 'Biscoitos

de Canela' e, neste cantinho, há de tudo,

para todos. E se quiser impressionar

os amigos ou familiares em casa, pode

levar também a massa preparada e

pronta a ir ao forno.

"Gostamos muito de viver e ter o negócio

aqui na Penha, é uma zona com

muito potencial" conta Eva. "Fomos

muito bem acolhidos pela vizinhança e

pelas pessoas da Penha, temos pessoas

que vêm para o brunch, trabalhar,

beber o chá ou provar um bolo. Independentemente

da idade, quem aqui

entra, encontra um espaço acolhedor e

onde sabe bem estar." Temos a certeza

de que quando se sentar neste espaço

luminoso, a ouvir o forró que sai de um

velho gira discos portátil e ecoa por

entre o cheiro do pão de queijo acabado

de sair do forno, vai dizer: 'Hmmm, que

chamego bom!"

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OS BALCÃS

NUMA

PEQUENA

CAFETARIA

HOLTA BANI,

HOLTA CAFETARIA

AVENIDA GENERAL ROÇADAS, 72 A

TELEFONE: 216 033 634

O seu nome, HOLTA BANI, não é

grego nem albanês como o são as

suas origens. Holta é o nome de

uma pequena vila numa montanha

da Noruega que o seu pai visitou.

Nasceu em Vlorë, uma cidade costeira

albanesa onde há uma comunidade

muito forte de gregos,

lá chegados durante e depois da

II Guerra Mundial. Nesse fluxo de

imigrantes, veio a família da sua

mãe. "Fui criada entre duas culturas,

que são muito parecidas. Na

fisionomia, nos costumes, na comida.

Posso-me definir com uma

mulher dos balcãs", a identidade

em que se reconhece. “Não deste

país ou do outro, mas de todos

os que pertencem áquela região.

Temos diferenças e conflitos, mas

somos todos muito parecidos".

Vinda de longe, mas de uma zona

banhada por um mar que também

nos ajuda a definir, passou ainda

pelo Brasil, antes de chegar à

Penha de França. Holta trabalhou

13 anos como professora universitária

de Filosofia Política em

Tirana, mas "chegou uma altura

em que já tinha passado demasiados

anos num auditório, em que

queria explorar outra coisa". Nesse

momento, decidiu partir e quis sair

da Europa, explorar o fascínio que

sempre teve pela América Latina.

Inicialmente pensou na Argentina,

mas foi parar ao Brasil com a intenção

de trabalhar nalguma coisa

diferente: "Descobri e explorei muitas

capacidades que não sabia que tinha".

Durante esse ano e meio, muitas coisas

aconteceram, mas o que a trouxe até

Portugal foi José, o seu marido. Conheceram-se

no Brasil e quando José

voltou para Portugal Holta seguiu-o, uns

tempos depois, diretamente para a Penha

de França. Não demorou a adaptar-

-se, até porque "somos todos mediterrânicos

e temos muito sol, sol no céu e na

maneira de ser das pessoas". "Aqui não

me sinto num lugar estranho", afirma.

Começar um negócio é arte que lhe

corre no sangue: "A minha família é de

pequenos empreendedores e eu sempre

acreditei nas minhas capacidades criativas.

Este restaurante não se resume

só à cozinha, é também criatividade e

um teste a mim mesma". O que a move

é, de novo, a vontade de se desafiar,

mas também o desejo de mostrar a sua

cultura, o que, considera, se consegue

através da cozinha – "A cozinha mostra

a cultura, os hábitos, dá-nos a conhecer

um bocado da identidade de um povo".

Todos os bolos que estão na montra

da HOLTA CAFETARIA (para além de

deliciosos), têm uma história por trás.

A cozinha dos Balcãs teve origem nas

pessoas mais pobres e para "tornar a

vida mais interesante, começaram a fazer

bolos". Bolos que com o passar dos

tempos foram ganhando mais complexidade

e que hoje nos chegam pelas

mãos de Holta. A Halva, por exemplo,

era um bolo que se fazia só com água,

açúcar de beterraba e uma farinha.

Nos dias de hoje já tem semola, mel

e outros ingredientes que em tempos

tiraram o bolo da mesa dos pobres para

a mesa dos ricos. "Esta montra é como

os Balcãs, uma mistura de culturas e

tradições. A minha cafetaria não é grega

nem albanesa, é dos Balcãs".

Por entre bolos e refeições servidas

com tradição, mas também inovação,

Holta está nesta casa para o acolher e

surpreender com sabores de um Mediterrâneo

mais distante.

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COMIDA

CASEIRA NO

CAFÉ DA LUÍSA

LUÍSA ROCHA,

LISTRIGLO

AVENIDA AFONSO III, 69 A

TELEFONE: 211 919 279

LISTRIGLO? O nome causa estranheza

para um snack bar. LUÍSA

ROCHA, a proprietária, sorri e

explica como lá chegou: “Levei

três nomes ao registo, mas já havia

outros muito parecidos e não

foram aprovados. Então a menina

do registo ajudou-me a fazer uma

jigajoga com várias palavras e deu

Listriglo”. O Lis vem de Lisboa, triglo

é o nome de um peixe, e, como

o filho é do signo Peixes, Luísa

aceitou a sugestão. No dia a dia,

os clientes chamam-lhe simplesmente

‘o café da Luísa’.

Desde pequena, quando nas férias

na aldeia trabalhou no café de

uns familiares, que perseguia o

sonho de ter o seu próprio estabelecimento.

Andou muito tempo

à procura de um espaço, porque

“tinha de ser próximo de casa”.

Finalmente apareceu, na Avenida

Afonso III: “foi um café durante 40

anos, depois uma peixaria, que fechou

no início de 2017. Arrendei-o

e fiz todas as obras de adaptação”,

conta.

O resultado foi diferente do típico

café de bairro porque Luísa tem

também uma empresa de construção

civil e no seu snack usou

um material novo, o microcimento,

para revestir paredes e chão.

“Foi para ser diferente”, explica. E

resultou: abriram a 2 de agosto e tem

sido uma “boa experiência, não estava à

espera de fazer a casa tão rapidamente.

Ainda bem!”

Mas ainda não considera a obra completa.

Quando lhe for possível quer

deitar o teto falso abaixo – e o teto já

lá está bem em cima! – para aumentar

ainda mais o pé direito e pendurar uns

candeeiros.

Luísa nasceu no Minho e veio viver para

a Penha de França há cerca de 16 anos.

Agora, no Listriglo, tem Vânia na cozinha

e Ana acompanha-a na sala, ambas

recomendadas por boas amigas. Abre

todos os dias, mas ao domingo fecha

às 13h. A especialidade da casa é a comida

caseira: maçã assada com vinho

do Porto e canela, tarte de coco e mousse

são as “rainhas” da ementa. Mas

também há bacalhau no forno, pernas

de frango com natas e cogumelos no

forno, solha com arroz de feijão, polvo

à lagareiro, francesinha à Luísa, sangria

branca, entre outras coisas.

Todos os dias abre o café às 7h da

manhã e depois vai às compras. Diariamente

compra peixe fresco a uma

peixaria que abriu há pouco tempo na

Freguesia e a carne compra nos talhos

da Rua Morais Soares. No tempo que

(não) sobra, gere o seu negócio de

construção civil.

Por regra, fecha às 22h, mas o jantar

de sexta-feira e sábado prolonga-se

sempre até à meia-noite. “Há grupos de

gente mais nova que até vêm por causa

dos pratos que encomendam, no outro

dia fizemos frango de cabidela com

frango caseiro”. Tem alguns salgados e

bolos de pastelaria que vêm da Pastelaria

Nilde e outros feitos por uma

senhora.

Já está apetite? Na Listriglo pode

comer no restaurante ou levar para a

refeição para casa.

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HÁ 60 ANOS

NO ALTO DE

SÃO JOÃO

FRANCISCO VIDAL,

PAPELARIA HAVANEZA DO ALTO DE SÃO JOÃO

PARADA DO ALTO DE SÃO JOÃO, 6

TELEFONE: 218 214 206

Há 60 anos que existe a PAPELA-

RIA HAVANEZA DO ALTO DE SÃO

JOÃO. Já viu entrar muitas gerações

pelas suas portas, já assistiu

a muitas mudanças de hábitos

no consumo, e agora tem FRAN-

CISCO VIDAL como o seu quarto

proprietário, desde há dois anos.

“Nunca tinha trabalhado no ramo”,

mas como tem um colega que se

dedicou ao mesmo negócio, ficou

interessado e começou à procura.

Apesar de não ser da Freguesia e

de não conhecer o Bairro Lopes,

está satisfeito com a aposta.

Aliás, já se sente ‘da casa’. “Estive

na Junta a conhecer o plano

para o Alto de S. João, do projeto

Uma Praça em Cada Bairro, achei

que era do meu interesse”, conta.

Já conhecia o projeto, porque o

andou a ver no site da CML, “mas

é ligeiramente diferente do que

lá está”, explica. “Não haja dúvida

que vai dar mais vida a este

espaço”, considera, “acho é que o

trânsito passar aqui pelo meio vai

dificultar um bocadinho o acesso

das pessoas à praça. À noite não

haverá muito tráfego, mas de dia…

E é boa a hipótese de haver aqui

espetáculos, por exemplo”

Francisco diz que a “zona tem

uma população um pouco envelhecida”,

apesar de se notar

que “há pessoas novas no bairro,

alguns estrangeiros, também”.

Quanto ao negócio, está “satisfeito”,

diz, e acrescenta que acredita que

“as pessoas têm gostado, dizem que há

simpatia e um bom trabalho”. No início,

as coisas não foram assim: “Quando

vim para aqui isto estava um bocadinho

parado”, recorda, “trouxe produtos novos,

mas creio que o que fez a diferença

foi a transformação da parte de fora da

loja. Quem saía ali naquela paragem,

ali a 30/40 m, não se apercebia que

isto era uma papelaria”. O investimento

foi grande, mas esta tática de negócio

fez com que no primeiro ano tivesse

“aumentado as vendas em 50%”.

Na loja já há um vai e vem de pessoas,

muitas a dirigirem-se ao balcão de

jogos. “Hoje é um dia calmo, amanhã,

sexta-feira, é bem pior”, ri-se – a afluência

é um sintoma de que o produto

que a Havaneza mais vende é o jogo. A

seguir, no seu Top 5 de vendas, está o

tabaco, fazendo jus ao nome da casa.

Depois os jornais e revistas, seguidos

dos brindes e, finalmente, dos artigos

escolares. E tem uma história curiosa:

“Por incrível que pareça vendo sempre

mais mochilas no Natal do que no início

do ano. As pessoas compram-nas

baratas, porque têm muita coisa para

comprar, mas passado pouco tempo

estão estragadas. No Natal compram

uma coisinha melhor que depois dá

para o resto do ano”.

Para terminar, e o que é que os estrangeiros

compram na sua loja? Muitos

são turistas por causa do hostel que ali

abriu, mas também há alguns alojamentos

locais, diz. “Basicamente compram

tabaco, mas eu vou tendo sempre

mais qualquer coisa, uns mapas, guias,

por exemplo”. Comerciante prevenido

vale por dois.

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A Penha

no Instagram

Sabia que a Junta de Freguesia da Penha

de França está na rede social INSTAGRAM?

Os utilizadores desta rede social podem ver

as fotografias que escolhemos e deliciar-se

com imagens do que vai acontecendo pela

Freguesia, do rio à colina.

Se ainda não conhece, descarregue a

aplicação e procure por JF Penha de França.

Se não quiser utilizar a aplicação, use este

link no seu computador:

instagram.com/jf_penhafranca

Relaxe a ver as fotografias. E se gostar de

usar o Instagram use a hashtag

#PenhaFranca para que todos possamos

admirar as imagens do seu amor pelo

bairro.

#PenhaFranca

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O POP PENHA 2018

JÁ ESTÁ A DECORRER

A 15 de janeiro foi dado o pontapé de

saída para a 3.ª EDIÇÃO DO POP PENHA,

o Orçamento Participativo da Penha de

França. Já com um novo site no ar, em poppenha.pt

, este ano queremos continuar a

construir a cidadania na nossa Freguesia.

Até 25 de fevereiro pode apresentar as suas

propostas para a Penha de França, todas as

que quiser, desde que obedeçam às seguintes

condições: têm de caber nas competências

da Junta de Freguesia, não podem

exceder os 10 mil euros e, claro, têm de ser

do interesse público.

A apresentação, como em anos anteriores,

é feita no site que, recordamos, permite

agora um conjunto de novas funcionalidades

e uma melhor divulgação das propostas

recebidas. E vamos continuar a apostar na

proximidade e abrangência, fazendo várias

sessões públicas em diversos pontos da

freguesia.

A primeira destas sessões realizou-se no

dia 17 na Biblioteca Municipal da Penha de

França, com o objetivo de não só apresentar

o POP, mas também transformá-las em

verdadeiras sessões participativas, de forma

a melhor divulgar e melhor discutir as várias

propostas. Pode conhecer as novas datas e

locais no site do POP, no da Junta de Freguesia

ou na página do Facebook da Junta.

Nos vários Orçamentos Participativos são

normalmente os vencedores que têm mais

votos e mais atenção. Na ultima edição do

POP Penha, das 32 propostas que foram a

votação, houve 5 vencedores.

Queremos, com estas sessões

publicas e com o novo site, dar

mais atenção às restantes 27

propostas.

Marcando cerca de seis sessões

publicas, abertas a todos,

conseguimos criar seis momentos

em que as pessoas podem

apresentar e discutir ideias, mas

também defender as propostas

que já apresentaram, e melhorá-las

com base na opinião da

comunidade.

Queremos continuar a crescer e

a inovar, mas sabemos que só o

poderemos fazer com participação

de todos. Por isso deixamos

aqui o desafio a todos: o de participarem

com as suas ideias,

os seus projetos e os seus votos

na construção de uma Penha

melhor.

19


Curtas

Curtas

Curtas

ASSOCIAÇÃO DA PENHA DE FRANÇA

DISTINGUIDA

A CML e a Direção Geral da Saúde atribuíram o ‘Selo Saudável’

à Associação da Penha de França. A distinção foi recebida

a 18 de dezembro e veio reconhecer o trabalho da Associação

ao fornecer alimentação mais saudável às crianças da creche

e do jardim escola, tendo como base o padrão alimentar

mediterrânico. O ‘Selo Saudável’ é um projeto da Câmara

de Lisboa em conjunto com a Direção Geral de Saúde, a que

a Associação concorreu, e que visa premiar as instituições

que tenham confeção no local, garantindo uma alimentação

saudável e mediterrânica a todos os seus utentes.

MISSÃO (RE)ERGUER LAJEOSA DO DÃO

Os escuteiros do Agrupamento 42 – Penha de França,

do Corpo Nacional de Escutas, estiveram em atividade

no concelho de Tondela nos passados dias 8, 9 e 10 de

dezembro com a missão Missão (Re)Erguer Lajeosa

do Dão. O objetivo do seu trabalho foi auxiliar as

populações vítimas dos incêndios de outubro, depois

de terem tido conhecimento de que os habitantes de

Lajeosa do Dão, uma das localidades mais afetadas

naquela região, estavam a mobilizar esforços para

conseguir reerguer-se das cinzas. A operação, com

o apoio da Junta de Freguesia da Penha de França,

correu muito bem e foi já decidido realizar uma nova

missão de apoio a Lajeosa, na primavera de 2018.

Nesta segunda missão, o objetivo é angariar ainda mais

donativos: não são aceites valores monetários, apenas

contributos em materiais de construção e agrícolas.

Quem puder contribuir para 2.ª Missão (Re)Erguer

Lajeosa por favor contacte os escuteiros através do

e-mail geral.42@escutismo.pt

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ASSEMBLEIA

DE FREGUESIA

Assembleia aprova

reabilitação do Forte

A sociedade que queremos está

à distância de uma mudança de

mentalidades

Na sessão ordinária da Assembleia

de Freguesia da Penha de França

que teve lugar no passado dia 19 de

dezembro, foi aprovada a celebração

do contrato de delegação de competências

com o Município de Lisboa

que visa a reabilitação da muralha do

Forte de Santa Apolónia.

Na mesma sessão, foi igualmente

aprovado o Orçamento da Freguesia

e as Opções do Plano para 2018,

os quais constituem instrumentos

previsionais essenciais para a prossecução

das atribuições da autarquia e

para o desenvolvimento das atividades

de natureza permanente ou

transitória levadas a efeito pela Junta

de Freguesia até ao final.

Errata

Por lapso, na edição de dezembro da revista Penha,

a designação do PAN foi escrita incorretamente. Ao

PAN – Pessoas–Animais–Natureza, e ao seu representante

na Assembleia de Freguesia da Penha de França,

apresentamos as nossas desculpas.

Estamos à beira de uma transformação

civilizacional. Isso é indiscutível. Nos dias

que correm, as pessoas estão cada vez mais

cientes de que as alterações climáticas não

são invenções de conspirações obscuras e

que são factos reais. Estão cada vez mais

conscientes de que a Vida Animal é tão merecedora

de respeito e proteção como a Vida

Humana. Estão cada vez mais solidárias

para com o sofrimento e aflições dos seus

semelhantes.

Porém, é imperativo que não nos deixemos

embalar pela tentação de pensar que chegámos

ao fim da linha. Há ainda um longo

caminho a percorrer antes de podermos

bradar aos sete ventos que alcançámos a

sociedade ideal. Primeiro, é preciso mudar

mentalidades.

Apesar de todo o inequívoco progresso –

tanto a nível social como legislativo – que

tem vindo a ser concretizado, nomeadamente

em matéria de proteção animal, de

mitigação das alterações climáticas, de

defesa ambiental e de promoção dos direitos

humanos, é preciso mais.

E esse esforço deve começar, desde logo,

nas cidades e nas freguesias. É nestes locais

que a Democracia nasce, que firma as suas

raízes e se ergue. É nas comunidades e nos

bairros que o contacto com a multiculturalidade,

com outras formas de pensamento,

com outros credos e ideologias trilha o caminho

em direção ao progresso e rumo a um

futuro em que todas as formas de vida são

equitativamente respeitadas e igualmente

protegidas. Um futuro em que a cor da pele,

as origens étnicas e culturais, as crenças

religiosas e as afinidades político-partidárias

não são obstáculos ao desenvolvimento do

mundo, mas são a força-motriz profunda que

abre caminho para uma sociedade global e

una, mais solidária e mais ética.

Para perdurar e dar frutos, “o mundo do

amanhã” deve apoiar-se em três colunas-

-mestras, sem as quais esmorecerá à menor

turbulência: social, animal e ambiental. Esta

é a tríade que enformará a sociedade de

que o nosso planeta tanto precisa, em que

o especismo, o racismo e outras formas de

discriminação são colocadas de lado e se

abre os braços para um mundo biocêntrico,

em que todas as formas de Vida estão no

centro de todas as ações e devem ser irredutivelmente

defendidas.

E o PAN – Pessoas – Animais – Natureza

quer ser um facilitador desta nova sociedade,

deste novo mundo. E queremos, desde

logo, lançar a semente do progresso na

Penha de França, combatendo imobilismos

com alternativas viáveis e inovadoras para

problemas que persistem.

Filipe Pimentel Rações

PAN - Pessoas-Animais-Natureza

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UMA TÃO BOA

EXPERIÊNCIA DE NATAL

Mais de uma centena de crianças que participaram

nas férias de Natal das AAAF, CAF e Ludobiblioteca,

passaram um dia diferente na Aldeia do Natal, em

Cascais.

Um lugar onde, de repente, estamos a falar com o

Mago Baltasar que cuida dos camelos que o levarão

e aos outros dois Reis Magos a terras distantes. Um

lugar onde nos distraímos e damos de caras com

um pelotão de Romanos que fazem a patrulha da

aldeia. Ou será que estavam a guardar as renas do

Pai Natal? Não! Esse trabalho estava a cargo de um

dos seus fieis duendes enquanto que os restantes

estão a fazer um espetáculo de malabarismo.

A Aldeia do Natal, para além de uma tarde de

brincadeiras, proporcionou momentos que tão cedo

as nossas crianças não esquecerão. Não importa

que a 'neve' que caiu fosse mais parecida com

espuma... Interessa que para muitos, foi a primeira

vez que viram nevar, e isso sim, é uma verdadeira

experiência de Natal.

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FESTIVAL

PLAY

PASSOU

O NATAL

NA PENHA

O FESTIVAL PLAY veio à Penha de França

passar o Natal, trazendo filmes inteiramente

dedicados aos mais novos no sapatinho. O

Play – já na 4.ª edição – caracteriza-se por

promover o acesso e o gosto pela sétima arte

junto dos mais pequenos, o que se aliou à

vontade da Junta de Freguesia de desenvolver

e proporcionar atividades em família neste

período de Festas.

Houve várias sessões especialmente dedicadas

a crianças até aos 5 anos e outras para

idades entre os 6 e os 9 – duas delas dirigidas

às escolas. Os miúdos e toda a família aproveitaram

o melhor cinema, que deslumbrou o

imaginário dos pequenotes.

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FÉRIAS DE

CARNAVAL

INSCRIÇÕES 17 A 30 DE JAN

FÉRIAS 12 E 14

DE FEVEREIRO

AAAF E CAF

JARDIM DE INFÂNCIA

E 1ºCICLO

Inscrições no Polo Morais

Soares e Multiusos

LUDOBIBLIOTECA

5º, 6º E 7º ANO DE

ESCOLARIDADE

Inscrições na

Ludobiblioteca

WWW.YOURWEBSITE.COM

Para mais informações:

218 160 720

geral@jf-penhafranca.pt

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