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Revista Digital Copiosa Redenção Fevereiro

Em comunhão com a Igreja no Brasil e o tema da Campanha da Fraternidade deste ano, nos propomos a refletir sobre a realidade da violência no contexto da drogadição.

" SOMOS TODOS IRMÃOS "

" SOMOS TODOS IRMÃOS " (MT 23,8) com o uso de drogas, identificando qual seria a responsável pela outra. É claro que uma estrutura social violenta impulsiona a cultura de drogas, bem como a cultura das drogas fomenta estruturas de violência na sociedade. No que diz respeito à drogadição, que sejam usados de meios que promovam a dignidade da pessoa e que deslegitimem o usuário/dependente químico como o responsável pelos altos índices de criminalidade, tornando possível um olhar mais crítico e eficaz sobre o problema do narcotráfico. Ao que se refere à violência, é importante notá-la como um conjunto de fatores sociais, econômicos e culturais. Isso demanda observar onde está o foco do problema, ao invés de concentrar-se em repreensão e punição. Nessa relação violência x drogas, enquanto se perdura essa estrutura de mal na sociedade, a dignidade da pessoa humana continua a ser corrompida, as interações sociais continuam a serem destruídas e a paz não reina. Diante disso, como gesto concreto: é possível saber o que pode ser feito para compreender mais a estrutura de mal no qual estão arraigados os problemas do dependente químico. Também é possível, em pequenas ações, evitar de utilizar de atos de violência e buscar o entendimento sobre quais políticas são adotadas para dar mais dignidade à pessoa humana. Com toda a realidade, difícil em si mesma, é interessante perceber como a Campanha da Fraternidade foi construída numa ótica de esperança perante o mal da violência na sociedade. Pode-se notar isso na escolha do tema, que enfatiza não a violência em si, mas também a sua superação. Identificar situações de violência é um passo importante – mas não a finalidade! – para a conversão concreta do coração. Superar a violência a partir da fraternidade e do amor, pois em Cristo, “somos todos irmãos”. (Mt 23,8). Conhecer para tomar consciência e superar. Uma atitude contra a violência, para a paz. Uma atitude para a vida. Referências: Campanha da Fraternidade 2018 – Hino, Cartaz, Texto-base, Músicas. Disponível em: https://www. campanhadafraternidade2018.com. Acesso em 03/10/2018. CNBB apresenta cartaz da Campanha da Fraternidade. Disponível em: https://noticias.cancaonova. com/brasil/cnbb-apresenta-cartaz-da-campanha-da-fraternidade-2018/. Acesso em: 03/01/2018. CONCEIÇÃO, Maria Inês Gandolfo; OLIVEIRA, Maria Cláudia Santos de. A relação adolescente-drogas e as perspectivas da nova legislação sobre drogas. Disponível em: http://www2.senado.leg.br/bdsf/ bitstream/handle/id/176574/000860622.pdf. Acesso em: 03/01/2018. CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) Campanha da Fraternidade 2018: Texto-Base. Brasília, Edições CNBB. 2017. 12 Revista COPIOSA REDENÇÃO Fevereiro 2018 Sem. Vinicius Sotocorno,SMCR Bacharel em Filosofia do IFITEME. Ponta Grossa/PR postulantes_sm@yahoo.com.br

Jovens #COPIOSAYOUNG YOUNGCOPIOSA Apontando o dedo para o pecado do outro Por Aline Monteiro da Silveira Jornalista jornalismocopiosa@gmail.com Já parou para pensar o quanto somos ávidos para julgar os outros e cegos para fazer uma análise de nossos erros? Sabemos apontar nosso dedo com facilidade para o pecado do outro, fazemos nosso julgamento, como se fossemos juízes e donos da verdade. Muitas vezes, diante do pecado do nosso próximo, nossa postura é condenar, querendo assumir o papel de Deus. Será que os pecados dos outros são maiores que o meus? Será que a luta que travo para não errar não é semelhante à luta do outro? Fazemos do defeito das pessoas assunto de nossas conversas, comentamos e queremos encontrar soluções para a vida alheia, mas não procuramos a pessoa para lhe dizer onde está errando. Desculpamonos de boas intenções para fomentar julgamentos e difamar, mas nos esquecemos de que Deus nos constitui guarda do outro. Em outras palavras, geralmente não avaliamos os outros da mesma forma que nos avaliamos. A medida costuma ser mais branda para nós mesmos, pois vamos justificar, dizer que tínhamos esse ou aquele motivo para agir de determinada forma, mas, quanto ao outro, ah… esse poderia ter feito diferente. Olhar para os defeitos dos outros deveria nos trazer uma noção de que somos cheios de defeitos e que da mesma forma que olhamos para os seus erros, eles também enxergam os nossos. Sempre que somos criticados e expostos, ficamos chateados, não é mesmo? Então, por que insistimos em fazer o mesmo com nossos irmãos? A nossa dificuldade de autoavaliação nos faz cometer sempre os mesmos erros, ferir sempre as mesmas pessoas e ainda questionar sobre o erro do outro: nossa, mas como ele pode fazer isso? Nem parece que é cristão... Precisamos mesmo é aplicar o nosso tempo a fim de rever nossas próprias ações, atitudes, pensamentos e sentimentos ao invés de ficar avaliando o outro. Muitas vezes, olhar para o pecado do outro é uma forma de evitar encarar os nossos erros. Parece que queremos justificar a todo custo nossa pequena falha. Ficar concentrando nossos esforços em observar o pecado do nosso irmão nos faz tirar o foco da trave que temos no nosso olho. Quanto mais altas forem nossas expectativas de perfeição em relação ao outro, (e entre os cristãos é muito fácil querer exigir um nível de santidade absoluto), mais predispostos ao julgamento precipitado e à falta de perdão estaremos. Como cristãos devemos antes de qualquer coisa ser imitadores de Jesus: humildes e mansos como Ele foi. A humildade é uma característica que sobressai a todas as outras. Quando uma pessoa é humilde, qualquer um está disposto a aprender com ela, pois não se sente subestimado ao seu lado e tampouco menor. O dom de fazer que os outros sejam maiores do que você é algo cristão. A minha intenção não é que você fique se condenando por seus pecados, mas que pare de condenar os outros pelos deles; é que você possa refletir que fazer uma avaliação apurada de si mesmo e estar disposto a consertar suas falhas é bem mais proveitoso que ficar tentando consertar as falhas dos outros, é saber que o Cristo que perdoou os meus pecados, é exatamente o mesmo que perdoou os teus, e que a misericórdia é melhor que a autojustiça. Fevereiro 2018 Revista COPIOSA REDENÇÃO 13

campanha da fraternidade 2013 - Curia Diocesana
campanha da fraternidade 2012 - Paróquia Bom Jesus dos Migrantes