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Revista Digital Copiosa Redenção Fevereiro

Em comunhão com a Igreja no Brasil e o tema da Campanha da Fraternidade deste ano, nos propomos a refletir sobre a realidade da violência no contexto da drogadição.

Ecos da Palavra EIS O

Ecos da Palavra EIS O TEMPO FAVORÁVEL No início do mês de fevereiro celebramos a Festa da Apresentação do Senhor que nos faz lembrar ainda o mistério do Natal. Maria e José, oito dias depois do nascimento de Jesus, cumprem o preceito da lei da circuncisão - um sinal que consagra a vida ao Deus que a doou. Jesus, dom do Pai, é ofertado ao Pai, um gesto que se repetirá a cada instante da sua vida. A Igreja se recorda neste dia principalmente da Vida Consagrada: cada consagrado e consagrada na vida religiosa deve, a exemplo de Jesus, ser dom ao Pai para a salvação do mundo, totalmente e sem reservas. (Lc 2,22-40) No primeiro domingo celebramos o Quinto Domingo do Tempo Comum. A liturgia nos apresenta, através do evangelho de Marcos, o dia de Jesus: durante o seu dia, Jesus é sinal de cura e libertação para os da sua casa (cura a sogra de Pedro); é sinal de cura e libertação para os de fora (cura e liberta muitas pessoas de doenças e do demônio na porta da cidade); e por fim, se recolhe em um lugar deserto para estar em intimidade com o Pai. A exemplo de Jesus, temos que encontrar tempo para estar com as pessoas de casa, com as pesso- 14 Revista COPIOSA REDENÇÃO Fevereiro 2018 as de fora que precisam de nós e tempo para estar a sós com o Pai em oração. (Mc 1,29-39) No segundo domingo, a liturgia nos apresenta Jesus que cura um leproso e depois pede a ele que não conte a ninguém. Jesus não quer se passar por um simples curandeiro, por outro lado, quer indicar que a via do silêncio é a única estrada para refletir sobre a dor. Deus se cala diante da dor e a toma sobre si. Ele nos salva aliviando os nossos sofrimentos. Jesus não nos dá nenhuma resposta diante da dor, apenas compartilha com paixão. (Mc 1,40-45) Na quarta-feira que se segue celebramos o início do Tempo Quaresmal com a celebração das Cinzas. A igreja nos chama neste tempo a um espírito comunitário de oração profunda, de penitência autêntica, de sinceridade cristã e de conversão ao Senhor de todo o coração. Diante do exemplo de Jesus que jejuou quarenta dias, nos comprometemos a um jejum sincero, alicerçado na oração e na prática da caridade, testemunhando ao mundo a nossa grande esperança de celebrar no céu o eterno e definitivo banquete pascoal. (Mt 6,1-6. 16-18) No domingo seguinte celebramos o Primeiro Domingo da Quaresma. A liturgia nos mostra a vitória de Jesus contra Satanás no deserto. Este deserto hoje é o nosso coração, cheio de béstias selvagens, de tentações, de impuridades, de fragilidades, e é bem ali que Jesus deseja vencer todo mal que existe em nós. Jesus pode transformar o deserto do nosso coração em um jardim de santidade. (Cf. Mc 1,12-15) Enfim, no último domingo de fevereiro celebramos o Segundo Domingo da Quaresma, onde a liturgia nos apresenta a Transfiguração de Jesus. O tempo quaresmal é também o tempo de subir no Tabor, no monte da intimidade, onde Jesus se revela totalmente, onde escutamos a voz do Pai, onde o Espírito Santo fala ao nosso coração e nos ensina o cumprimento das Escrituras. (Mc 9,2-10) Peçamos ajuda a Maria Santíssima que nos acompanhe com a sua intercessão neste tempo salutar, para que possamos buscar uma sincera conversão ao Pai, deixando que o seu Filho Jesus, por obra do Espírito Santo, seja o centro da nossa vida. Pe. Luis César de Oliveira, CR Bacharel em Teologia e Mestre em Eclesiologia pela Faculdade Teológica de Sicilia - Itália servosdamisericordia@hotmail.it

Recuperação FALANDO SOBRE DROGAS! AONDE BUSCAR AJUDA? O que fazer quando desconfiamos que aquele ente querido está envolvido com drogas? Muitos familiares quando descobrem que algo de errado está acontecendo com alguém da família, logo de início tentam negar a real situação, tem medo e vergonha da exposição dos fatos, pois não sabem como abordar este assunto com a pessoa. Muitas vezes o pedido de ajuda chega somente no momento em que toda família já está adoecida com a realidade da dependência química instalada no grupo familiar. Pois bem! Você sabia que existem diversos grupos de apoio às famílias com dependência química, que podem neste momento de fragilidade, apoiar e orientar diante desta realidade? Provavelmente tenha um grupo aí pertinho da sua casa e você ainda não o conhece. Geralmente, os grupos funcionam ligados a alguma Paróquia das Igrejas, devido ao local ser disponibilizado para a realização dos encontros. Nos voltaremos especialmente para o Amor Exigente e Pastoral da Sobriedade, já que estes atuam há mais tempo no Brasil, porém, existem diversos grupos que atendem esta demanda. Desde 1984, a ONG Amor-Exigente (AE) atua como apoio e orientação aos familiares de dependentes químicos e pessoas com “comportamentos inadequados”. Por meio de um programa de auto e mútua ajuda, o Amor-Exigente desenvolve preceitos para a reorganização familiar, sensibilizando as pessoas e levando-as a perceber a necessidade de mudar o rumo de suas vidas a partir de si mesmas, proporcionando equilíbrio e melhor qualidade de vida. Como diz o seu lema: torná-las CADA VEZ MELHORES! Este programa vem sendo desenvolvido há cerca de 30 anos. É praticado por meio de doze Princípios Básicos que inclui Princípios Éticos, Espiritualidade Pluralista e Responsabilidade Social, através de reuniões semanais, cursos e palestras, sempre com a dedicação e comprometimento dos milhares de voluntários espalhados por todo o Brasil, Argentina e Uruguai. A Pastoral da Sobriedade é a ação concreta da Igreja para o enfrentamento relacionado ao problema social da exclusão, miséria e violência. Nasceu em 1998, na 36ª Assembleia dos Bispos do Brasil, para responder à delicada questão do uso de drogas. E hoje, vai além, tratando a dependência química, vícios, manias e compulsões. É uma Pastoral Social de Inclusão, que tem respondido às necessidades mediante ao flagelo da dependência química. Ambos os grupos de apoio tem como objetivo ajudar os familiares a se reorganizar diante deste triste cenário que tem afetado tantas famílias na atualidade. Ir ao encontro destes grupos é dar o primeiro passo para modificar a realidade da dor através da possibilidade de compartilhar com outros que vivem a mesma situação, somando as experiências e a força de cada um, para que juntos tornem-se adversários ainda mais fortes contra as drogas. “A droga só vence, quando não há adversários”! Referências: https://amorexigente.org.br/ http://www.sobriedade.org.br/ Ir. Elaine Cristina de Oliveira,CR Diretora da Comunidade Terapêutica Antônio e Maria - São Sepé/RS irelainecri@hotmail.com Fevereiro 2018 Revista COPIOSA REDENÇÃO 15