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GAZETA DIARIO 497

02 Opinião Foz do

02 Opinião Foz do Iguaçu, sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018 ÍNDICE Página 1 até 32 EDITORIAL E COLUNA 2 POLÍTICA 3 CIDADE 4 POLÍTICA 5 BICO DO CORVO 6 CIDADE 7 CAMPANA/CIDADE 8 CIDADE 9 GERAL 10 GERAL 11 CIDADE 12 GERAL 13 TURISMO 14 A 16 COTIDIANO 17 A 24 CLASSIFICADOS 25 E 26 PANORAMA 27 EDITAIS 28 POLÍCIA 29 ESPORTE 30 A 32 EDITORIAL Festa à “Rainha do Mar” Desde 1923, celebra-se no Brasil o Dia de Iemanjá. Em todo o país haverá celebrações e procissões com oferendas à entidade cujo nome vem da expressão, em língua iorubá, yèyé omo ejá — que significa "mãe cujos filhos são peixes". A festa é religiosa, mas tem mensagem importante para a preservação ambiental. A entidade está ligada à natureza, e a festa ocorre em rios e praias. Infelizmente a maioria com balanço negativo quanto ao seu estado de preservação. A maior parte dos rios apresenta diferentes estágios de destruição, e a lista de espécies está cada dia mais curta. Ao pé da letra, os filhos da yèyé omo ejá estão desaparecendo, e aparentemente não há quem chore por eles. Neste dia que inspira aceitação do outro, quer sejamos religiosos de descendência cultural africana, quer sejamos cristãos, muçulmanos ou budistas, devemos pensar sobre a extinção da vida dos rios, da vida dos mares, dos lagos e da vida na água. Eis uma "sincronicidade" interessante entre espiritualidade e ambientalismo. Para aqueles iguaçuenses que celebram o dia nesta data desejamos um feliz Dia de Iemanjá. Abordemos agora outro assunto: um assalto a um casal argentino em cima da Ponte da Amizade dominou conversas nas redes sociais. Um casal foi assaltado em pela luz do dia e sob os olhares de todo o engarrafamento "light" na ponte. O assaltante saltou da traseira de uma moto, caindo como um gavião em cima da vítima. Tomou os pertences e fugiu. Porém não contava que pessoas filmassem e postassem no Facebook, nem que outras passassem o número da placa para a polícia paraguaia. Era uma Leopard placa 355 XAJ. A polícia foi direto à residência de Juvenal B.A. e o levou para a delegacia. A Polícia do Turista aguardava com as vítimas, que em dois toques confirmaram a identidade. O caso foi resolvido, mas fica o alerta que sempre damos em diferentes ocasiões: todo cuidado é pouco. Os ladrões sabem quem atacar na ponte. Eles têm o perfil de quem carrega dinheiro. Foto: Marcos Labanca extrapauta Neuso Rafagnin assume presidência do Sindhotéis O Sindhotéis (Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Foz do Iguaçu e Região) empossou nesta quinta-feira, 1º, a diretoria para o quadriênio 2018-2021. O novo presidente é Neuso Morello Rafagnin, empresário da hotelaria e gastronomia que possui trajetória extensa na atividade pública em prol do desenvolvimento do turismo. "O nosso compromisso dentro do sindicato é dar resultado. É dar continuidade ao trabalho e fazer ainda mais em prol do associado e do turismo. Temos que buscar a eficiência que satisfaça aos empresários dos meios de hospedagem, gastronomia e similares, que são a base da entidade", afirma Rafagnin, que substitui na presidência o também empresário e hoteleiro Carlos Silva. Associado sempre presente do Sindhotéis, Neuso Morello Rafagnin tem participado das atividades sindicais ao longo das quatro décadas da entidade. Um exemplo é a contribuição na época da construção da sede administrativa, em 1986, sob a presidência de Esoani Portes. Também participou das negociações salariais ao longo dos últimos anos. Além de Neuso Rafagnin, a nova diretoria do Sindhotéis é composta por Camilo Rorato, Nilson de Nadai, Adão Antunes, Sérgio Bonetti, Marcelo Martini, Marcos Beato, André Rafagnin da Silva, Jaime Machado Mendes, Márcio Ramirez, Nelson Luiz Seibt, Adélcio Rafagnin, Neiva Maria Pires, Luiz Aparecido Dameto, Carlos Ivan Spada e Ari Martignoni. Neuso Rafagnin, presidente do Sindhotéis

Foz do Iguaçu, sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018 OPERAÇÃO PECÚLIO Política 03 Defesa de Edílio Dall'Agnol consegue suspender cassação na Câmara Municipal Medida poderá ser estendida aos outros quatro parlamentares cassados pelo Legislativo iguaçuense; grupo permanece proibido de exercer função pública Bruno Soares Reportagem A defesa de Edílio Dall'Agnol (PSC) conseguiu reverter ontem (1º), no Tribunal de Justiça do Paraná (TJ- PR), a resolução publicada pela Câmara Municipal de Foz do Iguaçu, em julho do ano passado, que terminou por cassar o mandato legislativo do político na referida Casa de Leis. O recurso, analisado pelo desembargador Rogério Ribas, suspendeu a cassação de Edílio até que o tema seja "julgado em definitivo pelo colegiado da 5ª Câmara Cível, ou proferida sentença no juízo de origem", pontua o magistrado em sua decisão. Entretanto Edílio permanece proibido de assumir sua cadeira no Legislativo por força de medida cautelar alternativa que permanece vigente, decretada pela Justiça Federal após a substituição de sua prisão preventiva em fevereiro de 2017. Procurado pela reportagem do jornal Gazeta Diário, o advogado Rodrigo Duarte comentou a situação de seu cliente. "A partir desta decisão, o vereador Edílio está reinvestido de seu mandato parlamentar. Porém ele ainda não pode exercer suas atribuições legislativas porque existe um impedimento por parte da 3ª Vara Federal de Foz do Iguaçu, que determinou que Edílio não pudesse exercer função pública. Ou seja, neste momento ele está vereador por força da Justiça do Foto: Roger Meireles/arquivo Edílio Dall’Agnol poderá retomar sua cadeira no Legislativo desde que consiga derrubar na Justiça Federal o impedimento de assumir cargo público Paraná, mas não pode exercer por força da Justiça Federal", explicou Rodrigo Duarte. O advogado adiantou que irá, ainda nesta sexta-feira (2), acionar a Justiça Federal para que a condição de Edílio seja revista com o objetivo de que ele assuma suas funções parlamentares o mais rápido possível. "Esta proibição, que integra medidas cautelares alternativas à sua prisão, foi decretada no ano passado. Várias coisas aconteceram de lá para cá. Então nada impede que a gente retorne à Justiça Federal para dizer que a Justiça Estadual já devolveu a Edílio o cargo de vereador. Basta que a Justiça Federal retire as proibições para que ele possa exercer plenamente a vereança em Foz do Iguaçu", completou. Edílio foi preso juntamente com outros 11 vereadores da legislatura passada em dezembro de 2016, após a deflagração da quinta fase da Operação Pecúlio. Acontece que ele e mais quatro parlamentares foram reeleitos e terminaram com seus respectivos mandatos cassados pelo plenário da Câmara por quebra de decoro, acusados de exposição vexatória da instituição ao tomarem posse conduzidos da prisão diretamente para a sede do Poder Legislativo. Segundo o advogado Rodrigo Duarte, a partir da decisão favorável a Edílio, os demais vereadores reeleitos cassados poderão conseguir reverter da mesma maneira suas cassações. "Os demais vereadores seguramente terão o mesmo destino, desde que ao recorrerem de suas liminares elas caiam com o mesmo desembargador, o que é garantido pelo regimento interno do TJ-PR", avaliou. Além de Edílio, o grupo de políticos envolvidos nesta celeuma é formado por Darci DRM (sem partido), Rudinei de Moura (sem partido), Luiz Queiroga (DEM) e Anice Gazzaoui (sem partido). Todos permanecem proibidos de exercerem funções públicas pela Justiça Federal. Suplentes podem sair O processo do Conselho de Ética da Câmara Municipal que culminou com a cassação dos cinco vereadores terminou com 13 votos favoráveis e um contrário. O único voto contrário à cassação foi do vereador Beni Rodrigues (PSB), que também figura como réu na Operação Pecúlio, porém não foi alvo de prisão preventiva como os demais. Caso Edílio e os outros quatro vereadores consigam retomar suas cadeiras, os suplentes perderão seus cargos. São eles: Tenente-Coronel Marcos Antônio Jahnke (PTN), suplente de Darci DRM; Rosane Bonho (PP), suplente de Luiz Queiroga; Adenildo Kako Rodrigues (PTN), suplente de Anice Gazzaoui; e Anderson de Andrade (PSC), suplente de Edílio Dall’Agnol (PSC). Rudinei de Moura assumiria o lugar de seu suplente, Dr. Brito, que se encontra preso preventivamente alvo da oitava fase da Operação Pecúlio. A Câmara Municipal deverá ser intimada em até 15 dias sobre a decisão em favor de Edílio Dall’Agnol.