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edição de 5 de fevereiro de 2018

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mercado plesmente expectadoras”. Alberto Pereira Jr., um dos idealizadores do bloco Domingo Ela Não Vai, concorda com o colega. Criado em novembro de 2015, o bloco que traz sucessos do axé dos anos 1990 triplicou seu público em apenas um ano. Em 2017 levou 150 mil foliões para as ruas. Segundo o jornalista, as pessoas estão tomando consciência de que a cidade é delas e vale a pena ocupá-la. A adesão das marcas vem como consequência. “A profissionalização dos blocos é exigência do público. Com o sucesso e o crescimento dos blocos, precisamos oferecer mais infraestrutura e segurança para nossos foliões. A festa é para eles. A Prefeitura e as marcas também exigem mais profissionalismo e isso é importante”. Bloco Bicho Maluco Beleza, de Alceu Valença, tem patrocínio negociado pelo coletivo Pipoca; neste ano o bloco tem apoio da Skol Folia organizada Com expectativa de receber quatro milhões de pessoas nos dias 3, 4, 10, 11, 12, 13, 17 e 18 de fevereiro, São Paulo terá seu Carnaval de rua organizado pela Dream Factory, vencedora do chamamento público realizado pela Prefeitura em outubro passado. Estão previstos quase R$ 20 milhões de investimentos, pagos pela Ambev, patrocinadora oficial da folia. Segundo Duda Magalhães, diretor da empresa de eventos, além de cuidar da estrutura da festa, a Dream Factory mantém contato próximo com os representantes dos blocos a fim de garantir segurança aos foliões e apoio para que os próprios blocos se desenvolvam. Pensando nisso, criou este ano o Fundo de Apoio e Fomento aos desfiles, que foi apresentado e discutido com os blocos e associações. A partir de critérios como idade do bloco (tradição), número de foliões e infraestrutura de desfile), e região da cidade onde ocorrem os desfiles foi criada uma “equação” para calcular um percentual de participação para os interessados. “Aprovamos, via Lei Rounet, cerca de R$ 10 milhões para as cidades de Rio e São Paulo, e isso pode beneficiar muitos blocos e bandas a partir de 2019. É uma iniciativa inédita”, ressalta. Observando uma oportunidade de negócio em ajudar blocos menores a financeirem seus custos, um grupo de entusiastas do Carnaval criou o coletivo Pipoca, em 2013, em São Paulo. A plataforma representa mais de 30 blocos em todo o Brasil. Com patrocínios de Skol (Ambev), Uber, Engov, Governo de Pernambuco e Heineken, a plataforma de ativismo cultural teve receita de R$ 3 milhões em 2017, valor distribuído aos blocos associados. Para este ano, o Pipoca também está à frente da Bloco Domingo Ela Não Vai desfilará pela Avenida 23 de Maio no próximo dia 11 de fevereiro; atração levou 150 mil no ano passado vinda dos blocos cariocas Monobloco e Orquestra Voadora; do pernambucano Bicho Maluco Beleza, de Alceu Valença; além das estreias de Frevo Mulher, da paraibana Elba Ramalho; e Baiana System, da Bahia. “Os blocos recebem mais foliões a cada ano e com isso querem fazer uma entrega cada vez melhor. E as marcas acabam elevando o grau de exigência na entrega. Querem estar associados a uma produção organizada e que agregue positivamente”, avalia Catherini Nakiri, gestora de marcas do coletivo. Ainda na seara de projetos que viabilizam financeiramente os blocos, a Dimona, no Rio de Janeiro, traz proposta de pagamento de royalties para a comercialização de camisetas oficiais dos blocos. A empresa é fornecedora oficial de camisetas do Cordão do Bola Preta, Sargento Pimenta e Carmelitas, entre outros. Dependendo da negociação e porte de cada bloco, ele recebe de 10% a 15% do valor total (R$ 29,90). “Quando começamos, em 2009, percebemos que várias lojas exploravam produtos de Carnaval com a imagem dos blocos sem nenhum tipo de controle. Não havia retorno pelo recolhimento de royalty. Foi quando procuramos o Bola Preta e desenhamos um projeto de licenciamento. Hoje temos contrato de exclusvidade e lançamos camisetas oficiais deles”, explica Leonardo Zoneschein, diretor comercial da Dimona. 16 5 de fevereiro de 2018 - jornal propmark

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