Views
5 months ago

edição de 5 de fevereiro de 2018

MercAdo Ampro inicia

MercAdo Ampro inicia biênio e segue com os mesmos diretores no comando Celio Ashcar Jr. e Wilson Ferreira Jr. continuam como chairman e presidente, respectivamente, e esperam crescimento do live marketing Ampro (Associação de Mar- A keting Promocional) empossou no último dia 31 sua diretoria, que continua com Celio Ashcar Jr. como chairman e Wilson Ferreira Jr. como presidente. Eles darão continuidade ao trabalho que realizaram nos últimos dois anos e, para o biênio 2018/2019, contarão com o apoio dos vice-presidentes: Maurício Magalhães (VP Nacional), Ricardo Beato (Financeiro), Moisés Gomes (Assuntos Governamentais), Rafael Phoca (Assuntos Regionais), Tony Coelho (Assuntos Acadêmicos), Denise de Cássia (Estratégia e Comunicação), Igor Tobias (Relações Sustentáveis) e Cristiano Miano (Convergência). O momento que o país se encontra atualmente é mais favorável, segundo Ashcar, do que em 2016, quando assumiram a entidade. “Temos a expectativa de que os clientes entendam essa melhora no cenário e vejam que o Brasil está voltando a ter credibilidade”, explica. Como primeiro evento da entidade para o novo ano foi realizado um encontro para discutir o Salão do Automóvel, que será realizado em São Paulo em 2018. “As agências precisam encarar esse evento como um grande case para aquecer o mercado. Temos de nos organizar e fazer isso acontecer”. “A parceria do live marketing com o digital é o futuro das marcas e produtos”, ressalta Ferreira Jr. Isso porque o clássico da publicidade se esgotou, segundo ele, e está passando por uma reinvenção. “Chegou a nossa vez de ocupar um espaço estratégico com a valorização que merecemos. Algumas batalhas ainda serão travadas, como a regulamentação da atividade. No entanto, a gente percebeu nestes últimos dois anos que todas as iniciativas que tiveram o apoio do mercado se elevaram a um patamar superior”. Celio Ashcar Jr. continua como chairman da Ampro, assim como Wilson Ferreira Jr. segue no cargo de presidente da associação A Ampro comemora 25 anos em 2018. A primeira celebração está no lançamento do novo site e logomarca, modernizando a identidade visual da associação. De acordo com Ferreira Jr., outras ações serão desenvolvidas ao longo dos meses, reforçando a hashtag somoslivemarketing. A educação, para o presidente, é uma das maiores preocupações. “Gostaríamos de aprimorar os programas que temos junto às universidades, trabalhando o valor do mercado de live marketing. Isso deve atingir tanto quem vai trabalhar em agência, quanto veículo ou empresa”. Outra questão ressaltada por Ferreira Jr. está, também, nos grandes eventos que vão ser realizados. Como citado por Ashcar, além do Salão do Automóvel, a Copa do Mundo é outra oportunidade para que as empresas promovam bons cases. “Quando comparamos com “temos uma quantidade de produção e ação intensas, mas nos falta um planejamento maior” Alê Oliveira outros lugares, percebemos que o brasileiro tem algumas preocupações e iniciativas que não encontramos em grandes mercados. Temos uma qualidade de produção e ação intensa, mas nos falta um planejamento maior”, explica. O Comitê Women Empowerment e o Grupo de RH deram lugar ao Comitê de Relações Humanas, presidido por Dilma Souza Campos, que vai tratar não apenas o empoderamento feminino, como o sexismo e o preconceito, entre outras questões que afetam os ambientes de trabalho. Os outros quatro comitês terão o comando de especialistas para discutir diversas questões, como Comitê de Trade Marketing (Sergio Alves), Comitê de Marketing de Incentivo (Luiz Salles), Comitê de Regulamentação (Elza Tsumori) e GEA – Grupo de Estudos Acadêmicos (Andrea Prochaska). 20 5 de fevereiro de 2018 - jornal propmark

mErcado Empresas têm desempenho ruim na adoção de programas anticorrupção Estudo inédito realizado pela Transparência Internacional é voltado a avaliar o comportamento nas organizações com sede no Brasil Claudia Penteado Como estão evoluindo as maiores empresas brasileiras em seus padrões de transparência e prevenção à corrupção? Não muito bem, de acordo com um estudo inédito realizado pela Transparência Internacional voltado a avaliar a transparência de organizações com sede no Brasil. O novo estudo é parte da série TRAC - Transparência em Relatórios Corporativos, que teve edições em 2012 e 2014 voltadas para as maiores multinacionais do mundo, e em 2013 e 2016 para as maiores dos mercados emergentes. Em 2016, foram avaliadas 12 empresas brasileiras e esta nova edição avaliou as 100 maiores empresas e os dez maiores bancos brasileiros a partir do ranking Valor 1000. A avaliação foi feita em três dimensões: programas anticorrupção, estrutura organizacional e dados financeiros sobre a atuação em outras nações. O resultado geral é que, apesar do esforço de algumas empresas para se adequar aos padrões internacionais de transparência, a grande maioria teve um desempenho ruim na adoção de programas anticorrupção e na divulgação da sua estrutura organizacional/societária. Em uma escala de 0 a 10, a nota do conjunto no índice geral - que avaliou programas anticorrupção e estrutura organizacional - foi de 5,7, e no Índice de Multinacionais Brasileiras - que avaliou os quesitos anteriores e mais dados financeiros sobre atuação em outros países - a nota foi ainda pior: 4,5. O baixo desempenho se refere à (não) divulgação de relatórios por país de operação: das 53 empresas com operações fora, 41 receberam nota 0 em transparência, pois não divulgam informações básicas sobre suas atuações no exterior. Claudia Sanen, consultora da Caracterdesign/iStock Maiores empresas brasileiras em seus padrões de transparência e prevenção à corrupção não vão muito bem, diz estudo internacional No íNdice geral, as empresas mais bem colocadas foram NeoeNergia, VotoraNtim cimeNtos, edp-eNergias do brasil e cpfl eNergia Transparência Internacional, afirma que dados como esses apontam claramente a propensão à corrupção. Guilherme Donega, consultor da Transparência Internacional Brasil, afirma que, dentro da esfera das políticas anticorrupção, são avaliados 13 quesitos, como por exemplo se a empresa possui política de tolerância zero à corrupção ou se possui um canal de denúncia em que funcionários podem levantar preocupações sem medo de retaliações, dentre outros. Das 110 empresas pesquisadas, segundo Donega, 48 não possuem um compromisso da alta liderança de apoio aos chamados “programas de alta integridade”. No índice geral, as empresas mais bem colocadas foram Neoenergia, Votorantim Cimentos, EDP-Energias do Brasil e CPFL Energia. Por sinal, o setor de energia elétrica abriga quatro das dez empresas mais bem colocadas no índice geral, e atinge a média de 7,7, a melhor dentre os segmentos pesquisados. O pior setor é o de veículos e peças, com média de 3,5. Outras empresas que se saíram razoavelmente bem na pontuação (com médias até 8,1 e em ordem de pontuação decrescente) foram ainda Arcelor Mittal Brasil, Embraer, Oi, Copel, Fibria, BTG Pactual, Cemig, Light, Banco do Brasil, Petrobras, Telefônica Brasil, Brasken, Marfrig, BRF, Rede D’Or São Luiz, JSL, Azul Linhas Aéreas, Whirlpool e JBS. Entre as piores colocações, com pontuação abaixo de dois, estão Syngenta, InterCement, Novelis, Ale Combustíveis, Saint-Gobain, Fertipar, Máquina de Vendas Brasil e Honda South America. Relatório completo está disponível no endereço www.transparenciacorporativa.org.br. jornal propmark - 5 de fevereiro de 2018 21