Olimpicamente #1

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OLIMPICAMENTE. Pensar o desporto como um meio de desenvolvimento. Queremos construir um mundo melhor. Cultivar o Olimpismo como uma forma de vida, com reflexo directo na sociedade cabo-verdiana. Este magazine, OLIMPICAMENTE, a partir de hoje, todos os meses... como contributo para a mudança. Uma publicação do Comité Olímpico Cabo-verdiano com produção da SUL.

Comité Olímpico

Cabo-verdiano

www.coc.cv

JANEIRO 2018

#001

DIA NACIONAL

DO DESPORTO

O país comemorou o Dia

Nacional do Desporto. Em

Santa Cruz, onde se vai

instalar o primeiro Centro

Olimpáfrica de Cabo

Verde, numa manhã de

Domingo, mais de quatro

centenas de crianças, correram,

saltaram, jogaram.

Um dia de “caça-sorrisos”.

Para uma infância

melhorada, com vista.a

um futuro sustentado.

ANO RICO PARA O

MOVIMENTO OLÍMPICO

Filomena Fortes foi reconduzida,

naturalmente, no cargo de Presidente

do Comité Olímpico. Cabo Verde

chamou a si a, muito elogiada,

organização da Assembleia dos

Secretários Gerais de África. Prova de

fogo. Ganha pela capacidade de liderança,

de motivação, e de profissionalismo,

patentes na forma como 54 países

elevaram o debate.

M - OLYMPICS

Foi o ano do Projecto M -

Olympics. “M” de Mulher

e da sua afirmação. Muito

mais. De Movimento, de

Mudança de Mentalidades.

Rumo à capacitação de

novos líderes, e à

igualdade e equidade.

Mexeu em todas as ilhas.


2

Janeiro 2018

EDITORIAL

OLIMPICA (MENTE) – PENSAR O DESPORTO COMO UM

MEIO DE DESENVOLVER CABO VERDE

Recentemente observamos alguns

fenómenos internacionais que não

nos podem deixar indiferentes. A

última grande acção do Movimento

Olímpico como responsável por esta

inesperada iniciativa de paz entre as 2

Coreias é um sinal inequívoco da

importância deste movimento.

Leonardo Cunha

Secretário Executivo do

Comité Olímpico

Cabo-verdiano

Funcionário inspirado

pelos ideais olímpicos

Os céticos dizem que

os Jogos Olímpicos

são sobre desporto e

não sobre a paz, diplomacia e

política. Eles podem estar certos

caso qualquer efeito desta

aproximação olímpica não durar

uma vez que a chama seja apagada

após os Jogos de Inverno

de Pyeongchang duas semanas

depois. Mas, não há como negar

que os Jogos Olímpicos estão no

centro deste papel que estão a

desempenhar e de facto, reflete

a sua missão final. O Movimento

Olímpico foi fundado para

construir um mundo melhor, ou,

como a Carta Olímpica declara:

“Colocar o desporto em todos

os lugares ao serviço da humanidade

para construir um mundo

melhor e mais pacífico, preocupado

com a preservação da

dignidade humana”. O Barão

Pierre de Coubertin ao ressuscitar

os antigos Jogos Olímpicos

de forma moderna, fez com o

propósito explícito de unir nosso

mundo em amizade e paz

através de desporto. O Olimpismo

é uma filosofia de vida e

deverá ser encarado como uma

verdadeira força motriz de

desenvolvimento do mundo e

em particular de Cabo Verde.

Em Cabo Verde a expanção

destes ideiais, tem de se reflectir

na sociedade civil. O Olimpicamente,

magazine do Comité

Olímpico Cabo-verdiano, vem

com o propósito de contribuir para

a mudança da forma como os

Cabo-verdianos olham o Despor-

to. O olimpismo é uma filosofia

de vida e não uma competição

desportiva que se realiza de 4

em 4 anos. A fundação do Atleta

olímpico Ruben Sança, a

fundação dos Clubes Olímpicos,

a realização dos programas de

Desporto para a vida (M-Olympics

e VerdeOlympics), a edificação

do Centro Olympafrica

em Santa Cruz são alguns (poucos)

testemunhos reais que Cabo

Verde está (pouco a pouco)

a aproximar-se desta forma de

ver o desporto. Uma mudança

de Mentalidade que tomará o

seu tempo mas que o Olimpica(-

mente) vai com toda a certeza ser

um veiculo para contribuir para

uma sociedade mais próxima

dos valores de amizade, respeito

e excelência.


Janeiro 2018 3

ACNOA

54 comités olímpicos em Cabo Verde.

Um momento único. Um evento sem precedentes. Um atestado da competência e da capacidade de

organização do Comité Olímpico Cabo-verdiano.

O

34º Seminário de

Secretários-Gerais da

ACNOA, Associação

dos Comités Olímpicos Nacionais

de África, levou ao Sal, durante

uma semana, a força do movimento

olímpico no continente

africano.Não por acaso, considerado

pelo Governo de Cabo

Verde, como um dos momentos

mais altos do associativismo no

ano que findou. Bem destacado

por Filomena Fortes, presidente

do Comité Olímpico, como

uma realização que mostrou ao

mundo, a forma como “estamos

a olhar para o desporto” no país.

Patente nos resultados, evidente

na premiação do COI, ao atribuir a

Cabo Verde a organização dos Jogos

Africanos de Praia a realizar

em 2019. Em Outubro passado,

ossecretários gerais da ACNOA,

olharam para a máxima “Qual

o comportamento de África no

âmbito do COI?”, e trabalharam

com um Plano/Visão para

2020. Questionaram responsabilidades,

a eficácia das organizações

e das suas lideranças, apontaram

soluções para a mobilzação de

recursos, e estabeleceram prioridades

para a transparência

financeira e boa governança.

Projectos como a instalação

dos Centros Olympáfrica, e o

acesso aos apoios da Solidariedade

Olímpica, mereceram uma

atenção especial, e de certo modo,

a necessidade de que os Comités

Nacionais coloquem a tónica

das suas práticas, no estabelecimeno

de metas. Foi evidente nas

intervenções e apresentações, a

obrigatoriedade da construção de

Planos Estratégicos, e do cumprimento

de prazos. Houve quem

lhe chamasse “Olimpismo em

Acção”, para que se concretize

a Agenda 2020, e se mostre como

bem vivo está o Movimento

Olimpico Africano. Quanto a

Cabo Verde, orgulho, orgulho e

orgulho. Como anfitrião, como

polo de dinâmica, como visão de

futuro.


4

Janeiro 2018

BUENOS

AIRES 2018

OS JOGOS

Os Jogos Olímpicos da Juventude

são a mais importante

competição multi-desportiva

para jovens atletas de alto rendimento.

Um Grande Momento!

De inspiração para que todos os

participantes adoptem os valores

do Respeito, da Amizade e

da Excelência. Também se joga

for do campo. Os jovens atletas,

com idades entre os 15 e os 18

anos, participam em diversas actividades

educativas e culturais,

numa enorme manifestação de

promoção do Olimpismo.

Uma festa da diversidade, de

aproximação dos povos, da multi-culturalidade,

e de inclusão.

Há nesta competição, um claro

objectivo de levar os jogos e as

suas actividades até os bairros

mais relegados económica e

socialmente.Impulsionar o desenvolvimento,

é por isso uma

pedra basilar.

A missão é simples. Promover a

interacção entre atletas, e todos

os participantes com as comunidades

locais.Levar o desporto, a

educação e a cultura aos mais

jovens. Um legado que perdurará

no tempo e que porporcione

benefícios para a sociedade.

A Visão do COI e de Buenos

Aires 2018, é clara;

"Celebrar os melhores Jogos feitos

por Jovens, para Jovens. Para os

Bairros, para a Cidade, para a

Argentina, para o Mundo"!

O LOGO-EMBLEMA

A cidade é uma inspiração. Buenos

Aires é monumental. Os seus

ícones, os bairros tão característicos

e mundialmente conhecidos,

a sua diversidade, a sua cultura.

Buenos Aires é cor. É juventude.

Houve, no desenvolvimento da

sua marca, uma clara busca de

afinidade entre o espacial e a

afirmação de uma cidade multi-cultural.

Para que os jovens se

sintam motivados para os seus

desideratos.

LEGADO

Adoptar o desporto como meio

de transformação social. E isto

esteve bem presente desde o

início. Quando a capital da Argentina

se candidatou à organização,

o espírito era também,

o da contribuição decisiva para


Janeiro 2018 5

que a competição e todo o seu

meio envolvente se tornassem

um catalizador para o desenvolvimento

urbano e social da

cidade. Tendo em conta as populações

mais desfavorecidas. A

construção da Vila Olímpica e

a maioria dos espaços de competição,

foram pois projectados

para a zona sul da cidade.Deixar

uma marca e um legado para as

gerações vindouras. De tal forma

que, após os Jogos, o complexo

da Vila Olímpica, os seus pisos

de apartamentos e suas moradias

sejam adjudicados a famílias

menos protegidas, através de

linhas de crédito com taxas

bem acessíveis. Para que cada

vez mais... mais vivam melhor.

FRANK FREDERICKS

O atleta e velocista namibiano

Frank Fredericks foi designado

pelo COI, coordenador dos

Jogos da Juventude Buenos

Aires 2018. Uma lenda no seu

país, Fredericks tem um glorioso

passado olímpico, tendo

sido medalhado com prata por

quatro vezes. Em Barcelona 92,

tornou-se o primeiro atleta da

Namíbia a subir ao pódium nos

Jogos Olímpicos, ao conquistar o

segundo lugar nas finais de 100

e 200 metros.Repetiu a proeza

em Atlanta 96.

CABO VERDE NOS

OLÍMPICOS DA

JUVENTUDE

Cabo Verde tem já garantida,

através da atribuição de “wildcard”,

a presença de três atletas.

Nicalas Fernandes no taekwondo,

e no atletismo Marcelo

Gomes nos 100 metros, e de Maga

Moreira nos 3000 tros.A missão

do Comité Olímpico Cabo-verdiano,

será chefiada por Maximilian

Stipanov.


6 Janeiro 2018 GRANDE ENTREVISTA

FILOMENA FORTES

Natural de Luanda, Angola, Filomena Fortes escolheu Cabo Verde para trabalhar. Cabo Verde... terra de sua mãe,

avós maternos e avô paterno. Aqui chegou em 1983. Concluio o ensino secundário. Em Cuba, licenciou-se em

desporto. Mestrado em desporto no Porto e doutoramento em Ciências da Educação em Lisboa. Foi coordenadora

Nacional de Educação Física e Desporto Escolar do Ministério da Educação e Desporto e presidente da Federação

Cabo-verdiana de Andebol.

TRABALHO, RIGOR E TRANSPARÊNCIA


Janeiro 2018 7

Apostar forte no olimpismo como

forma de vida.

O Comité Olímpico não prepara

“apenas” as missões para os Jogos

Olímpicos. Queremos que o

desporto faça parte da vida dos

cabo-verdianos. Queremos que

seja uma ferramenta na construçao

da felicidade.

O mandato que o desporto nos

dá, através da gestão do Comité,

confere-nos uma enorme

responsabilidade. Acima de tudo

na propaganda e implementação

do olimpismo e dos seus

valores.

A chave abre fácil. Através do movimento

olímpico, contribuir para o

desenvolvimento social e humano.

Muito mais do que competir e

alcançar feitos desportivos, é

promover práticas, princípios e

valores.

Como é obvio, ter atletas nos Jogos

Olímpicos é fundamental e um

motivo de orgulho.

Extensível a todos os cabo-verdianos,

que se devem rever no trabalho, no

empenho, necessários para lá chegar.

Os atletas são embaixadores de

um país. Muito mais do que isso.

Representam o Desporto. E algo

tão simples, como a amizade, a

excelência, o respeito.

O primeiro mandato foi o de arrumação.

Os próximos quatro anos,

são de realização.

O nosso grande desafio é o da

realização dos Jogos Africanos

de Praia. E eu espero que o país

perceba a importância deste

desiderato para Cabo verde.

Todo o mundo, o país, tem se

focar no Sal 2019. Mesmo! E

esta organização pode e deve

deixar um legado.

Cabo Verde tem que “respirar”

desporto. É o ar que se

transforma nas brisas do desenvolvimento,

da igualdade,

da inclusão.

Pessoalmente tenho uma luta particular.

Quero mais mulheres na

liderança.

E tenho a certeza que este meu

desejo é partilhado por muita

gente. Aqui no comité, pelo governo,

nas instituições, pela sociedade

civil. E esta promoção da mulher,

é também uma recomendação do

Comité Olímpico Internacional.

Temos que seguir este entusiasmo.

Esta responsabilidade.

Trabalho, seriedade, transparência.

São “máximas” de que

não abdicamos no quotidano

do Comité Olímpico. Em África,

somos uma organização de

referência. Disponibilizamos

publicamente, planos de actividades,

orçamentos e objectivos,

para que todos tenham

acesso às nossas “políticas” de

intervenção.

Conseguimos feitos extraordinários,

de que muito nos

orgulhamos. A realização da

Assembleia dos Secretários-Gerais

de 54 comités de países africanos,

foi uma demonstração de

toda a capacidade de trabalho

que por aqui existe.

Respeitamos orientações, promovemos

auditorias.

Sonhos?! Sim, bem entendido... mas

com os pés bem assentes na terra.

Temos o máximo respeito por todos,

sobretudo por aqueles que, em tempos

muito mais difíceis, estiveram

na génese da fundação do movimento

olímpico em Cabo Verde.

A criação de novas associações

e federações desportivas, e a

sbsequente filiação no Comité

Olímpico, atesta bem o trabalho

que desenvolvemos, e um novo

olhar para o desporto no país.

Há uma missão determinante.

Explicar aos jovens, nas escolas,

valores tão fundamentais como

a Ética, o “fair-play”, o respeito

pelo próximo.


8

Janeiro 2018

PLANO

2018

Cumpra-se o plano!

Em Janeiro, dois em um.

Dando início ao estrito e

rigoroso cumprimento do

seu Plano de Actividades para

este ano, o COC prossegue a

sua senda de capacitar jovens e

de formar competências.De uma

assentada, dezoito formandos

oriundos de todas as ilhas do arquipélago,

reuniram-se durante

uma semana na sede do COC,

recebendo “inputs” em áreas

tão diversas como a formação de

Clubes Olímpicos, o Programa

de Educação de Valores Olímpicos,

o Olimpismo e o Desporto

para a Vida, a Ética, a Equidade

de Género, a Proteção Ambiental,

e o Desporto como mola para o

Desenvolvimento Social. Os

jovens que também assistiram a

uma Aula Magna sobre formas de

financiar o Desporto, terminaram

os cinco dias de preparação, com

uma acção “outdoor” de “team

building”, visando potenciar o

espírito de grupo, as noções de

trabalho colectivo e de liderança.

Criar uma rede de “pontos focais”,

que junto das suas comunidades

vão liderar processos de

implementação dos Ideais e Valores

do Olimpismo, foi um dos

focos fundamentais deste Curso

de Administração Desportiva.

Ao mesmo tempo, no Ginásio

Efit, entidade parceira do Comité

Olímpico para a actividade

desportiva, decorreu o Encontro

de Directores Técnicos Nacionais.

Temas como a Psicologia no

Desporto, Identificação de Talentos,

Tratamento e Prevenção de

Lesões, e os Treinos, mereceram

uma abordagem especial.

Criar uma ferramenta multi-disciplinar

como suporte para o

planeamento e preparação dos

atletas cabo-verdianos em futuras

competições. Dois primeiros passos

do caminho a percorrer pelo

Comité Olímpico, e que merecerão

atenção especial e desenvolvida

na edição de Fevereiro do

Olimpicamente”.


Janeiro 2018 9

OUTROS PLANOS

RUBEN SANÇA CRIA FUNDAÇÃO

Reconhecida como organização sem fins lucrativos

em Cabo Verde, a Sança Foundation INC

tem o foco da sua actividade na integração dos

jovens em programas desportivos, académicos e

de habilidades essenciais à vida para criar um

impacto positivo e sustentável em Cabo Verde.

Conforme Ruben Sança que vive nos Estados

Unidos, “o objetivo da fundação é colaborar com

os órgãos governamentais, autoridades locais e

líderes comunitários para formar parcerias estratégicas,

tanto nos EUA como em Cabo Verde, com

vista à captação de recursos para capacitar os jovens

em Cabo Verde”. -“Alguns desses recursos serão

bens tangíveis e intangíveis no esforço para criar e

preservar uma nova cultura de “atletas-estudantes”

em Cabo Verde. Acreditamos firmemente que

o mesmo símbolo de carácter, coragem e respeito

que contribuam para a excelência nas atividades

acadêmicas e desportivas dos atletas-estudantes,

possam reviver comunidades com um

sentido de orgulho e pertença”-, afiança Sança.

A Sança Foundation INC ainda está em fase de

estruturação corporativa, Ruben Sança, é atleta

olímpico cabo-verdiano desde Londres 2012.

MARIA ANDRADE

JOVEM INSPIRADORA

A atleta Olímpica cabo-verdiana de taekwondo, Maria

Andrade está entre os 76 nomeados pelo Comité

Olímpico Internacional (COI) como Jovens Inspiradores

de Novas Mudanças, (YCMs), e tornados embaixadores

para os Jogos Olímpicos da Juventude

(JOJ) de Buenos Aires 2018. Da lista constam atletas

activos, incluindo 13 atletas olímpicos (dois dos

quais também competiram nos JOJ) e 10 ex-alunos

JOJ, treinadores, estudantes e jovens profissionais,

todos abaixo de 25 anos de idade. Os Jovens Inspiradores

de Mudança foram escolhidos pelos respectivos

Comitês Olímpicos Nacionais, num total de

206 filiados no COI, e têm como missão, apoiar

os jovens atletas que irão participar dos Jogos da

Juventude e inspirar outros jovens em suas comunidades

usando suas experiências nos Jogos

Olímpicos. Maria Andrade tem auxiliado o atleta de

taekwondo Nicalas Fernandes, que irá representar

o país em Buenos Aires. Os Jogos Olímpicos da

Juventude terão lugar de 6 a 18 de outubro na

capital da Argentina e Cabo Verde já tem três atletas

com participação garantida por wild card. Nicalas

Fernandes no taekwondo, Marcelo Gomes e

Magda Moreira, em 100 e 3.000 metros no atletismo,

respectivamente.


10

Janeiro 2018

DESPORTO UNIVERSITÁRIO

JÁ TEM FEDERAÇÃO

Cabo Verde tem a sua primeira Federação Desportiva Universitária formalizada e vai arrancar este

ano, no segundo semestre, com um plano de actividades para realização de Campeonato Futsal

(M/F), Maratona Desportiva e Cultural (24hr) e Atletismo, com o intuito de promover a prática desportiva

nas universidades.

Depois de 2 anos de inactividade

e passar por

algumas dificuldades

burocráticas para poder se oficializar,

eis que nasce a Federação

de Desporto Universitário,

com a existência de departamentos,

bem como, de um plano

estratégico bem delineado para

fazer arrancar no segundo semestre

deste ano um conjunto

de actividades desportivas nas

universidades. Com a criação

desta entidade, estabelecem-se

assim, metas altas para mudar o

cenário da prática desportiva nas

universidades em Cabo Verde.

A profissionalização e a massificação

da pratica do desporto

constitui um dos objectivos fulcrais

para poder tirar o desporto

universitário da sua natureza

“amadora”, segundo, Ibrantino

Tavares, Técnico desportivo,

representante do movimento

associativo do Desporto no Ensino

Superior de Cabo Verde

(FAEUCV/DU).E acrescenta “temos

uma ambição muito grande

em relação ao Desporto Universitário

em Cabo Verde. Queremos

organizar desporto em

todas as modalidade, em todas

as dimensões e assim fazer com

que os estudantes pratiquem

desporto nas universidades em

competições tanto regionais, nacionais

e internacionais”. Relembramos

que, as universidades em

Cabo Verde não estão dotadas de

infra-estruturas adequadas para

a prática do desporto, a única que

oferece as condições é a Universidade

de Santiago (UNICV). Para

reforçar a ideia da sua criação, a

Federação do Desporto Universitário

em Cabo Verde traça outros

objectivos para poder ultrapassar

estes constrangimentos, nomeadamente,

e segundo Ibrantino

“debater com o Governo as

politicas publicas para o desenvolvimento

do desporto no arquipélago”

para que o desporto

universitário seja uma realidade.

A necessidade da criação duma

entidade como esta, há muito que

se fazia sentir. O impulso surgiu

após a criação da I Liga Universitária

na ilha de Santiago, numa

iniciativa de alunos que reuniu

as seis universidades, a Universidade

Intercontinental de Cabo

Verde (UNICA), a Universidade

Jean Piaget, o Instituto Superior

de Ciências Económicas e

Empresariais (ISCEE), Instituto

Superior de Ciências Jurídicas e

Sociais (ISCJS), Instituto Universitário

de Educação e Universidade

de Santiago (IUE), Universidade

de Santiago (UNICV), e

que levou, segundo nos explica

Tavares, “após um Congresso

desportivo” fazer nascer a Federação.

De referir que, a Federação

Desportiva Universitária

de Cabo Verde se encontra filiada

desde o ano passado na

Federação Internacional das

Universidades Internacionais

(FISU), uma entidade internacional

que tem como principal

objectivo incentivar o estudo e

o aprimoramento do desporto

universitário através da educação,

no Comité Olímpico e

na Federação Internacional das

Universidades Africanas.


Janeiro 2018 11

OS NOVOS DESAFIOS DO FUTEBOL

O futebol em Cabo Verde vai mudar. Segundo Mário Semedo, recém-eleito Presidente

da Federação Cabo-verdiana de Futebol, uma das grandes apostas do seu mandato,

é a Formação.

- “Queremos criar medidas estruturantes para que os clubes possam ter reais condições

para formar e educar novos jogadores”-.

Foto de Inforpress

Nesse sentido, é propósito

da nova direcção dar

uma atenção especial às

competições dos esmais jovens, e

fomentar as selecções nacionais

nesses escalões.- “ É fundamental

reestruturar o campeonato

nacional. Temos um projecto

para uma Liga mais competitiva,

mais visível, mais interessante”-.

Ideias muito concretas, estão já a

ser trabalhadas com os clubes, e

com as associações. A Federação

quer chamar novos parceiros. A

partir da próxima época, um

novo modelo de competição. E

para isso, torna-se fundamental

que os clubes tenham meios e

recursos para uma gestão equilibrada.

Ou seja, rigor e transparência.

Exemplos na governação

e organização.Caso contrário,

nada feito. - “Os Tubarões Azuis

precisam de nadar em águas

calmas”.- Mário Semedo considera

essencial, até para o país, o

regresso da selecção nacional ao

topo da hierarquia do futebol africano.

A bandeira de qualquer

país é a sua equipa principal de

futebol. Cabo Verde não foge à

regra. De visita ao nosso país, o

presidente da Confederação Africana,

mostrou-se totalmente

disponível para sensibilizar a

FIFA no sentido de um efectivo

apoio aos projectos do futebol

cabo-verdiano. Amigo pessoal de

Ahmed Ahmed, Mário Semedo referiu

que este encontro “encoraja e abre

boas perspectivas” para o muito trabalho

a desenvolver.


www.coc.cv

Publicação mensal. Propriedade do Comité Olímpico Cabo-verdiano.

Todos os direitos reservados.

CENTRO OLYMPÁFRICA

Foi a primeira pedra. Tem uma carga simbólica, não deixando de ser a primeira de muitas pedras

necessárias para a construção de um sonho, transformado em desejo.

Cabo Verde terá o seu primeiro Centro Olympáfrica. Em Santa Cruz,

os homens sonham, e a obra avança. É fácil perceber a importância

de uma infraestrutura como esta, constituída numa primeira fase,

por um campo de futebol, duas placas para a prática multi-desportiva, e um

edifício administrativo. O presidente da câmara local, colocou-se na linha da

frente, candidatou-se, cedeu o terreno, e com o apoio da Federação Internacional

Olympáfrica, do Comité Olímpico

Cabo-verdiano, e do governo, é pioneiro no país. A promoção da prática

desportiva entre os mais jovens, como factor decisivo no desenvolvimento

sócio-económico da região.

COMITÉ OLÍMPICO

CABO-VERDIANO

Presidente

Filomena Fortes

Secretário-Executivo

Leonardo Cunha

Secretário-Geral

Nelson Jesus

Travessa Pierre de Coubertin, Nº1

ASA Praia - Santiago

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