Views
7 months ago

Revista Seleções Carnavalescas 2018

Seleções Carnavalescas - Poços de Caldas 2018

AS MARCHINHAS E SAMBAS

AS MARCHINHAS E SAMBAS DE ONTEM E DE HOJE Mais de seis décadas de folia! A Seleções Carnavalescas começou, lá em 1952, como um guia de marchinhas e se adaptou com o passar do tempo. Na década de 1970, quando as marchinhas perderam um pouco de força, os sambas-enredo estouraram e a revista passou a divulgá-los também. Em homenagem a essa história, publicamos aqui fotos do acervo do jornalista e fundador da revista, Décio Alves de Morais, junto das músicas que animaram os foliões de cada época. Década de 50 Saca-Rolha Década de 60 Pierrot apaixonado Hoje tem a festa na aldeia, Quem quiser pode chegar, Tem reisado a noite inteira E fogueira pra queimar. Nosso rei veio de longe Pra poder nos visitar, Que beleza A nobreza que visita o gongá. As águas vão rolar Garrafa cheia eu não quero ver sobrar Eu passo mão na saca, saca, saca rolha E bebo até me afogar Deixa as águas rolar As águas vão rolar Garrafa cheia eu não quero ver sobrar Eu passo mão na saca, saca, saca rolha E bebo até me afogar Deixa as águas rolar Se a polícia por isso me prender Mas na última hora me soltar Eu pego o saca, saca, saca rolha Ninguém me agarra, ninguém me agarra Um pierrô apaixonado Que vivia só cantando Por causa de uma colombina Acabou chorando, acabou chorando A colombina entrou num butiquim Bebeu, bebeu, saiu assim, assim Dizendo: pierrô cacete Vai tomar sorvete com o arlequim Um grande amor tem sempre um triste fim Com o pierrô aconteceu assim Levando esse grande chute Foi tomar vermute com amendoim Década de 70 Festa para um Rei Negro (pega No Ganzê) Nos anais da nossa história Vamos encontrar Personagem de outrora Que iremos recordar. Sua vida, sua glória, Seu passado imortal Que beleza A nobreza do tempo colonial. Ô-lê-lê, ô-lá-lá, Pega no ganzê, Pega no ganzá. Senhora dona-de-casa, Traz seu filho pra cantar Para o rei que vem de longe Pra poder nos visitar. Essa noite ninguém chora, E ninguém pode chorar Que beleza A nobreza que visita o gongá. Ô-lê-lê, ô-lá-lá, Pega no ganzê, Pega no ganzá Ô-lê-lê, ô-lá-lá, Pega no ganzê, Pega no ganzá. 28 Seleções Carnavalescas 2018 • 66 anos

Década de 80 Liberdade, liberdade abre as asas sobre nós Vem ver, vem reviver comigo amor O centenário em poesia Nesta pátria, mãe querida O império decadente, muito rico, incoerente Era fidalguia Surgem os tamborins, vem emoção A bateria vem no pique da canção E a nobreza enfeita o luxo do salão Vem viver o sonho que sonhei Ao longe faz-se ouvir Tem verde e branco por aí Brilhando na Sapucaí Da guerra nunca mais Esqueceremos do patrono, o duque imortal A imigração floriu de cultura o Brasil A música encanta e o povo canta assim Pra Isabel, a heroína Que assinou a lei divina Negro, dançou, comemorou o fim da sina Na noite quinze reluzente Com a bravura, finalmente O marechal que proclamou Foi presidente Liberdade, liberdade! Abra as asas sobre nós E que a voz da igualdade Seja sempre a nossa voz Década de 90 Atrás da Verde-e-rosa só não vai quem já morreu Me leva que eu vou Sonho meu Atrás da Verde-e-Rosa Só não vai quem já morreu Bahia é luz De poeta ao luar Misticismo de um povo Salve todos orixás Quem me mandou Estrelas de lá Foi São Salvador Pra noite brilhar Mangueira! Jogando flores pelo mar Se encantou com a musa Que a Bahia dá Obá, berimbau, ganzá Ô, capoeira Joga um verso pra iaiá Caetano e Gil, ô Com a Tropicália no olhar Doces Bárbaros ensinando A brisa a bailar A meiguice de uma voz Uma canção No teatro opinião Bethânia explode coração Domingo no parque, amor Alegria, alegria, eu vou A flor na festa do interior Seu nome é gal Aplausos ao cancioneiro É carnaval, é Rio de Janeiro Década de 2000 Samba Enredo 2002 Brazil com “Z” é pra cabra da peste, Brasil com “s” é a nação do Nordeste G.R.E.S. Estação Primeira de Mangueira (RJ) Mangueira encanta E canta a história que o povo faz, ô, ô, ô, ô, Vem mostrar a nação do valente sertão De guerras e de sonhos imortais A cada invasão, uma reação Seleções Carnavalescas 2018 • 66 anos Pra cada expedição, um brado surgia Brilhou o sol no sertão À luz de um novo dia Lendas e crendices, mistérios que vêm ao luar No velho chico naveguei, com meu cantar No canto e na dança No pecado ou na fé, vou seguir no arrasta-pé Deixa o povo aplaudir Ao som da sanfona Vou descendo a ladeira Com o trio da mangueira “ doce cartola”, sua alma está aqui Padim padre ciço, faça chover alegria Pra que cada gota seja o pão de cada dia Jogo flores ao mar pra saudar iemanjá E na lavagem do bonfim, eu peço axé Terra encantada e predestinada Tua beleza não tem fim Brasil, no coração eu levo paz Pau-de-arara nunca mais Vou invadir o nordeste, seu cabra da peste Sou mangueira Com forró e xaxado, o filho do chão rachado Vem com a estação primeira Década de 2010 Japonês da Federal Aí meu Deus, me dei mal Bateu à minha porta O Japonês da Federal!” Dormia o sono dos justos Raiava o dia, eram quase seis Escutei um barulhão Avistei o camburão Abri a porta e o Japonês, então, falou: - Vem pra cá! Você ganhou uma viagem ao Paraná! “Aí meu Deus, me dei mal Bateu à minha porta O Japonês da Federal!” Com o coração na mão Eu respondi: o senhor está errado! Sou Trabalhador... Não sou lobista, senador ou deputado! 29

Estética Carnavalesca e Design sustentável: a incorporação da ...
tiAnA E SuA GRAndE FAmÍliA CARnAVAlESCA páG ... - ABCD Maior
A festa mais popular do Brasil - Portal PUC-Rio Digital - PUC-Rio