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Revista MB Rural Ed 34

Luis

Luis Eduardo Zampar Médico Veterinário Consultor Nutrição Animal confinabrasil@gmail.com SILAGEM SILAGEM DE MILHO O Brasil tem se destacado no Agronegócio como verdadeiro e valioso campo de oportunidades. Temos extensão territorial, sol e água em abundância, nos credenciando como um verdadeiro porto seguro na oferta de alimentos. Nas fazendas de leite e corte contamos com áreas de pastagens e também de silagens, com o objetivo principal de fornecer volumosos para suprir uma boa parte das necessidades nutricionais dos rebanhos. As silagens são uma forma de armazenar alimento por um longo período, como principal vantagem a manutenção do valor nutritivo, desde que o manejo da ensilagem seja bem realizado. A silagem de milho é o volumoso que mais concentra energia, reina nas Fazendas do Brasil por ser uma opção altamente viável e lucrativa se bem conduzida e trabalhada, podendo ser utilizada para bovinos, ovinos e equinos. Possui alto potencial de produção de leite e carne, sendo altamente palatável e apreciada pelos animais. Por tudo isto , a Silagem de Milho de Alta Qualidade é uma opção estratégica e valiosa para compor a dieta dos nossos animais. 1. Ponto de Colheita: o produtor tem errado muito o ponto de colheita . É ele que define a participação de grão na silagem, sendo responsável pela diminuição do uso de concentrado nas dietas e, consequentemente, por reduzir os custos de produção. O ponto correto é chamado tecnicamente de farináceo duro, quando o grão se apresenta 50% farináceo e 50% leitoso, olhando para a planta de milho, o colmo e as folhas estão verdes e a palha da espiga está seca. 2. Tamanho de Partícula: o ideal é entre 5 a 10 mm ou 0,5 a 1,0 cm. Isto facilita ingestão, compactação, reduz perdas e economiza alimento. Aqui o capricho ou a atenção deve ser redobrada com a regulagem da ensiladeira, na afiação das facas, na escolha das engrenagens corretas e da distância das facas com a contra-faca. Só aumentar a partícula para vacas de leite confinadas (18 a 22 mm). 28 EDIÇÃO 34 | ANO 07 | NOV/DEZ 2017

3. Compactação do Silo: o ideal é a utilização de silos tipo trincheira, enchendo no sistema de rampa, pois as paredes auxiliam muito na compactação, o que proporciona até 750 kg/ m³. Os silos tipo superfície podem proporcionar perdas, principalmente, pela dificuldade na compactação. O principal objetivo da compactação é a retirada completa do oxigênio, que é o grande inimigo das silagens, pois predispõe ao desenvolvimento de bactérias e fungos indesejáveis. A compactação deve ser realizada com trator traçado e pesado passando muitas vezes sobre o material picado. 4. Fechamento do Silo: aqui o mais importante é a retirada do oxigênio remanescente, pois, quando cobrimos o silo com a primeira lona, nós colocamos oxigênio dentro do silo, que deve ser retirado. Lacramos o fundo e as laterais do silo, deixando a boca aberta. Sobre esta 1ª lona, colocamos uma camada fina de terra e areia, cobrindo toda a lona e, com isso, vamos empurrando todos os gases indesejáveis para fora do silo. Após, lacra-se a boca do silo e colocamos a segunda lona. Sobre a segunda lona colocamos uma proteção, que pode ser cordinhas fixadas sobre a 2ª lona, que cruzam no sentido da largura do silo, com uma distância de 60 cm entre elas. 5. Altura de Corte: o ideal é colher a silagem ao redor de 30 a 40 cm de altura, com o objetivo de deixar uma parte da matéria orgânica para o solo, melhorar a digestibilidade, pois com esta prática conseguimos reduzir a concentração de lignina no material ensilado. 6. Aplicação de Inoculante: o inoculante é um produto à base de bactérias saudáveis e enzimas que aceleram o processo de fermentação, podendo abrir o silo 7 dias após ser lacrado. Quando não aplicamos o inoculante, devermos aguardar 30 dias. Conclusão: A silagem de milho tem como papel fundamental a redução dos custos de produção, mas para isso, o foco e o profissionalismo na sua produção são chave para o sucesso. E a possibilidade de os produtores melhorarem o seu negócio, tornando-o mais eficiente e sustentável. O Gado agradece! EDIÇÃO 34 | ANO 07 | NOV/DEZ 2017 29

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