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Ecos-da-alma-número-2

15 DE MAIO DE 2017 Nº 2

15 DE MAIO DE 2017 Nº 2 CIVITAS SOLIS PUBLICAÇÕES divina, uma vibração do criador que foi modelado pelos quatro elementos através de suas respectivas entidades, que são também, em essência, expressões do sagrado Mistério Divino. O ser humano nasce, portanto, no mundo da emanação, ganha um molde no mundo intermediário e, por fim, expressa-se no mundo material. Por isso se diz que, microcosmicamente, ele reúne em si os três mundos, assim como todos os demais aspectos da emanação luminosa da vida. Ele reúne também a presença-memória das sete divindades arco-íris, pois toda expressão material é síntese de todas as etapas que foram necessárias para a geração da vida no tempo e no espaço. Por isso a sabedoria tupi diz que o ser humano traz em si “a marca” de sua natureza divina. "Ao nos depararmos com os mitos de criação, destruição e renascimento dos guaranis, chama-nos a atenção as inúmeras correlações e analogias que podemos estabelecer entre eles e os grandes sistemas míticos e religiosos conhecidos”. (BOECHAT, 2014) Essa “marca” que o ser humano carrega em si é a capacidade da co-criação através das emanações da fonte divina. Esta habilidade se dá através de portais internos como a inspiração, a intuição, o pensamento, o sentimento e as sensações. Esses portais internos reúnem-se e unificam-se através da expressão de sua consciência pela palavra. No entanto, devido a uma espécie de distorção, provocada pelo foco excessivo na percepção da vida a partir dos cinco sentidos exteriores, o ser humano tem a tendência a crer somente no aspecto material da realidade, obscurecendo assim a matriz de seu próprio existir. O ser humano verdadeiro, o indivíduo em si, é co-criador das diversas realidades aparentes possíveis, inclusive desta “realidade em que vive neste presente momento”, pois ele é a síntese, a essência e a expressão dos mesmos aspectos emanados da “Fonte Única”, da “Fonte ancestral, presente e futura” da vida. Portanto, o momento em que cada pessoa se encontra, independente de ser um bom ou um mau momento, não é fruto somente de circunstâncias casuais, sociais, econômicas externas. CIVITASSOLIS.ORG.BR 14

15 DE MAIO DE 2017 Nº 2 CIVITAS SOLIS PUBLICAÇÕES Ele é também resultado do “universo e enredo interior” que cada pessoa porta. O indivíduo realiza a sua tarefa de co-criador através da mente, e essa verdade está presente em todas as filosofias sagradas. É através de sua consciência, para a qual o corpo físico é o assento, que o ser manifesta o maior poder que lhe foi presenteado por Kuaracy, a “Fonte Única de Emanação”, que é a arte de criar. E essa arte se materializa através da qualidade de seus pensamentos, sentimentos, palavras e ações. O indivíduo, na tradição tupi, é composto de duas partes, conforme a própria expressão desta palavra, traduzida da língua ancestral: a sílaba TU significa “som”, no sentido de “expressão vibratória”, e a sílaba PY significa “assento”, no sentido de “corpo físico”. Portanto, a palavra tupi, em seu significado original, significa “emanação vibratória assentada em um corpo físico”, ou literalmente “som-de-pé”. Tal “emanação vibratória” nada mais é que a consciência ou mente, mas num contexto mais amplo que o habitual. Além disso, o assento trata-se não somente do corpo físico em si, mas também dos corpos mental, astral e etérico, que, juntos, ancoram a essência luminosa (o ser humano verdadeiro) no círculo do tempo-espaço terreno. Neste sentido, a tradição tupi afirma que o ser humano não somente provém da Luz, mas também nasce iluminado e luminoso. Ao longo de sua vida, ele expressa sua luminosidade através de suas inspirações, ideias, emoções e realizações. O problema é que na maior parte de sua vida o indivíduo não se dá conta disso. A tradição tupi afirma também que isso é possível porque, na verdade, o ser humano é somente uma extensão da “Fonte Única que Emana” a criação. CIVITASSOLIS.ORG.BR 15

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