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Untitled - Ordem de Cristo

30 Bulas e letras

30 Bulas e letras apostólicas concedidas á Ordem do Templo. Treslados autênticos, feitos pelo Dr. Pedro Álvares pelos originais e treslados que se encontravam em poder de Pero de Alcáçova Carneiro, segundo a ordem régia de 30 de Junho de 1559. 31 Privilégios e doações concedidas ao convento de Tomar. Treslados feitos por ordem do Dom Prior Frei Nuno Gonçalves. Inclui treslados de doações e privilégios relativos ao convento, que se encontravam registados nos códices monumentais. 32 Tombo dos bens, rendas e direitos e escrituras do convento de Tomar. 33 Tombo dos bens, contratos, doações e outras escrituras das Ordens do Templo e de Cristo, desde 1190 em diante. 34 Livro das escrituras da Ordem de Nosso Senhor Jesus Cristo que el-Rei D. Sebastião nosso senhor como administrador e perpetuo governador da Ordem mandou fazer pelo Dr. Pedro Álvares, do seu desembargo, cavaleiro professo da dita Ordem. 35 Tombo das igrejas, padroados e direitos eclesiásticos da Ordem de Cristo fazer pelo Dr. Pedro Álvares, do seu desembargo, cavaleiro professo da dita Ordem. 36 Registo dos tombos de diversas comendas da Ordem de Cristo. 37 Colheitas que o bispo de Coimbra ha d’aver em cada hum anno – séc. XIII. 38 Privilégios concedidos à Ordem de Cristo. Cópia feita por Frei Teodoro de Melo em 1743. 39 Tombo da Comenda de Santa Maria da Torre (Tomar) – Autos de demarcação, sendo comendador D. João de Saldanha de Oliveira e Sousa, morgado de Oliveira, gentil-homem da câmara do infante D. Pedro.–(Inclui o traslado da doação do castelo de Seda à Ordem do Templo, feita por D. Afonso Henriques). Ordem do Templo e, ainda que lavrados em épocas posteriores à extinção dos Templários contêm referências a esta milícia. Neste sentido, não é possível ignorar o esforço de Pedro Álvares Seco40, cavaleiro professo da Ordem de Cristo, juiz e contador do mestrado, que na segunda metade do século XVI, por ordem de D. Sebastião, reestrutura o cartório da Ordem de Cristo. Note-se que a organização documental destes códices, em termos de conteúdo, procura reflectir o espólio da Ordem de Cristo, sendo a documentação templária anexada com uma função legitimadora da posse dos privilégios e património que outrora lhe pertenceram. À parte estas circunstâncias, quanto à documentação templária portuguesa no seu conjunto global, podemos realçar alguns aspectos primordiais: escassez de fontes, períodos de grande descontinuidade dos diplomas, grande heterogeneidade documental ao nível de conteúdos e grande dispersão cronológica e temática. Resultam, também, em grandes dificuldades a integração de diplomas já existentes noutros fundos dando lugar a diversas cópias do mesmo texto e a existência de documentos incompletos ou citações parciais, que dificultam bastante a identificação e classificação dos mesmos. A análise destes documentos aponta para uma abundância de documentação pontifícia, alguma que afecta às Ordens Militares de forma geral, tais como as Bulas de Cruzada, legitimadoras da função bélica. Os diplomas mais específicos para o Templo tanto são de origem pontifícia e/ou episcopal (como bulas e breves, sentenças, concórdias, procurações, entre outros), como de proveniência régia (a saber, doações e privilégios) e particular. Por sua vez, a Ordem também nos aparece como produtora de registos, alguns deles emanados da Chancelaria da milícia ou de oficinas notariais (como, por exemplo, doações, testamentos, forais, aforamentos ou emprazamentos, composições e procurações). Tal como Saul Gomes já fez notar, a documentação templária revela um certo grau de autonomia e centralidade efectiva de autogestão, denotada nos protocolos iniciais dos actos que referem diferentes formas de projecção da autoridade dos mestres e priores que comandavam a instituição41.

169 No que diz respeito à documentação impressa, nomeadamente, as crónicas específicas da Ordem do Templo e Cristo, podemos destacar as de Frei Bernardo da Costa42, Alexandre Ferreira43, Rodriguez Campomanes44, Élize de Montagnac45, Luís de Santa Catarina46, Joaquim de Santa Rosa de Viterbo47 e Frei Jerónimo Roman48. Existem ainda referências documentais avulsas impressas em colectâneas de documentos, dos quais podemos destacar: Cartulário do Marquês d’Albon49, Rui Azevedo50, Avelino Jesus da Costa51 ou nos Portugaliae Monumenta Histórica52, _________________________________ 40 Sobre a obra deste, veja-se o trabalho de CASTELO BRANCO, 1982: 31-52. 41 GOMES, 2005: 119. 42 COSTA, 1771. 43 FERREIRA, 1735. 44 RODRIGUEZ CAMPOMANES, 1747. 45 MONTAGNAC, 1864. 46 SANTA CATARINA, 1722. 47 VITERBO, 1965-1966. 48 ROMAN, 1920 - 1940. 49 ALBON, 1913-22a; 1922b. 50 AZEVEDO; PEREIRA 1979. 51 COSTA; MARQUES, 1989. Monumenta Portugalieae Vaticana53, Monumenta Henricina54, Monarquia Lusitana55, Documentos Medievais portugueses56 e Descobrimentos Portugueses57, entre outros58. As referências à cronística da Ordem do Templo colocam, contudo, o problema da veracidade das informações veiculadas, sobretudo daquelas que referem fontes que não são possíveis de ser identificadas no presente. Este tipo de discurso, ao remeter-nos para o plano geral da Ordem, leva-nos ao encontro de factos que, apesar de terem ocorrido em locais geograficamente distantes de Portugal, ajudam a contextualizar os acontecimentos registados na esfera nacional. Pelas considerações que fizemos, fica patente que, nesta fase da investigação, não nos debruçamos sobre arquivos estrangeiros, sendo nosso propósito investir nesses fundos, o mais breve possível. FONTES E BIBLIOGRAFIA Fontes Manuscritas Instituto dos Arquivos Nacionais / Torre do Tombo

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