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Figuras e Factos

Figuras e Factos (Históricos) ligados aos Templários: Filipe IV, de França Filipe IV, conhecido como O Belo (Philippe IV le Bel, em francês) (Fontainebleau, 1268 – Fontainebleau, 29 de Novembro de 1314) foi rei da França de 1285 até a sua morte. Membro da dinastia capetiana, era filho de Isabel de Aragão e Filipe III, O Ousado. Casou-se com Joana de Navarra com quem teve sete filhos. O epíteto O Belo deve-se a sua extraordinária beleza, segundo relatos contemporâneos. Na política internacional, foi durante o seu reinado que se iniciaram os conflitos que provocaram a Guerra dos Cem Anos. Voltou-se contra a Flandres e a Inglaterra, ocupando a Flandres em 1300. Para financiar estas guerras viu-se obrigado a recorrer a várias desvalorizações entre 1290 e 1309. Também confiscou os bens dos Lombardos em 1292 e lançou alguns impostos sobre o clero, fato que lhe causou conflitos com o papado. Aconselhado por seus juristas, adoptou, primeiro, uma política de independência em relação à Santa Sé, opondo-se a Bonifácio VIII. Durante o seu governo, aconteceu o Cisma do Ocidente, com a transferência para Avignon da residência do Papa, procurando colocar o Papado sob a dependência da França. Teve inclusivamente um violento conflito com o Papa Bonifácio VIII, a quem mandou aprisionar, vindo a ser excomungado por este várias vezes. A Santa Sé só se reconciliou com a França após o advento de Clemente V em 1305. Desejando resolver graves dificuldades financeiras, Filipe processou a Ordem dos Cavaleiros Templários, com a esperança de apoderar-se de suas riquezas. O processo terminou em 1312, com a bula do Papa francês, Clemente V, que extinguia a referida ordem religiosa. Os chefes dos templários foram mandados à fogueira, como o Grão-Mestre Jacques de Molay. Criou os Estados Gerais. Formou uma burocracia especializada em leis além de anexar territórios. Filipe, o Belo, foi o primeiro soberano moderno, enfrentando o poder temporal da Igreja e o feudalismo. Casado com Joana de Navarra. Foi excomungado por Bonifácio VIII, excomunhão que foi levantada por Clemente V. Saiu a caçar com seu camareiro, Hugo de Bouville; seu secretário particular, Maillard e alguns familiares na floresta de Pont-Sainte-Maxence. Sempre acompanhado dos seus cães. Foram em busca de um raro cervo de doze galhos visto perto ao local. O rei acabou perdendo-se do grupo e encontrou um camponês que livra-se de ser servo. Deu-lhe sua trompa como presente por tê-lo ajudado a localizar o cervo. Achando-o e estando pronto a atacar-lo, percebeu uma cruz (dois galhos que se prenderam nos chifres do cervo) que brilhava (o verniz do galho que reluzia ao sol). Começou a passar mal, não consegui chamar ninguém, pois estava desprovido de sua trompa. Sentiu um estalo na cabeça e caiu do cavalo. Foi achado por seus companheiros e levado de volta ao palácio, repetindo sempre - "A cruz, a cruz..."e sempre com muita sede. Pediu como o Papa Clemente em seu leito de morte, que fosse levado a sua cidade natal; no caso do rei, Fontainebleau. O rei ficou perdido no seu interior, parecendo um louco, durante uns doze dias. Era dito aos que perguntavam por ele, que tinha caído do cavalo e sido atacado por um cervo. Filipe foi levado a fazer um novo testamento e foi instigado por seus irmãos: Carlos de Valois e Luís d'Evreux, a escrever o que eles queriam. Logo após terminado, sempre com sede, faleceu. Diz-se que Irmão Reinaldo, Grande Inquisidor de França, que acompanhou o rei em seus últimos dias, não conseguiu fechar suas pálpebras, que se abriam novamente. Foi assim, em seu velório, necessária uma faixa que cobrisse os seus olhos. Segundo os documentos e relatórios de embaixadores de que se dispõe, Chega-se a conclusão que Filipe, o Belo, sucumbiu a uma apoplexia cerebral numa zona não motora. A afasia do início pode ter sido devido a uma lesão na região da base do crânio (região infundíbo-tuberiana). Teve uma recaída mortal por volta de 26 de Novembro.

205 Jacques DeMolay Segundo historiadores modernos, nasceu em Vitrey na França, no ano de 1244. Pouco se sabe de sua família ou sua primeira infância, porém, em 1265, na idade de 21 anos, ele tornou-se membro da Ordem dos Cavaleiros Templários onde participou destemidamente de numerosas Cruzadas. Em 1298, aos 54 anos Jacques DeMolay foi eleito Grão-Mestre. DeMolay assumiu o cargo numa época em que a situação para a Cristandade no Oriente estava ruim. Os infiéis sarracenos haviam conquistado os Cavaleiros das Cruzadas e capturado a Antioquia, Tripoli, Jerusalém e Acre. Restaram somente os "Cavaleiros Templários" e os "Cavaleiros Hospitalários" para se confrontarem com os sarracenos. Os Templários, com apenas uma sombra de seu poder anterior, estabeleceram-se na Ilha de Chipre, com a esperança de uma nova Cruzada. Porém, as esperanças de obterem auxílio da Europa foram em vão pois, após 200 anos, o espírito das Cruzadas havia-se extinguido. Os Templários foram fortemente entrincheirados na Europa e Grã-Bretanha, com suas grandes casas, suas ricas propriedades, seus tesouros de ouro, embora vivessem de maneira muito austera, quase monástica. Foi a riqueza, o poder da Ordem, que despertou os desejos de inimigos poderosos e, finalmente, ocasionou a sua queda. Em 1305, Filipe IV da França, conhecido como o Belo, então Rei de França, falido por despesas em guerras e fausto da Corte, procurou usurpar as propriedades da Ordem. Em 14 de Setembro de 1307, Felipe agiu. Ele emitiu regulamentos secretos para aprisionar todos os Templários. A partir daí começaram as perseguições contra Demolay e seus companheiros, exactamente no dia 12 de Outubro de 1307, quando Felipe, manda de surpresa, prender Demolay e a cento e quarenta cavaleiros encontrados em Paris. DeMolay e centenas de outros Templários foram presos e atirados em calabouços. Foi o começo de anos de prisão para DeMolay e seus cavaleiros. Felipe forçou o Papa Clemente a apoiar a condenação da Ordem. Finalmente, em 18 de Março de 1314, uma comissão especial, que havia sido nomeada pelo Papa, reuniu-se em Paris para determinar o destino de DeMolay e três de seus Preceptores na Ordem. Entre a evidência que os comissários leram, encontrava-se uma confissão forjada de Jacques DeMolay seis anos antes. A sentença dos juízes para os quatro cavaleiros era prisão perpétua. Dois dos cavaleiros aceitaram a sentença, mas DeMolay não. Ele negou a antiga confissão forjada, e Guy D'Avergnie ficou a seu lado. De acordo com os costumes legais da época, isso era uma retratação de confissão e punida por morte. A comissão suspendeu a secção até o dia seguinte, a fim de deliberar. Felipe não quis adiar nada e, ouvindo os resultados da Corte, ele ordenou que os prisioneiros fossem queimados no pelourinho naquela tarde. Quando os sinos da Catedral de Notre Dame tocavam ao anoitecer do dia 18 de Março de 1314, Jacques DeMolay e seu companheiro foram queimados vivos no pelourinho, numa pequena ilha do Rio Sena, chamada de Vert Gallant (Cavaleiro Verde, em Francês). Jacques DeMolay, com 70 anos, durante sua morte na fogueira intimou aos seus dois algozes, a comparecer diante do tribunal de Deus, e amaldiçoando os descendentes do Rei da França, Filipe "O belo". O papa Clemente e Felipe morreram antes que o ano de 1314 findasse, cumprindo assim a praga de Jaques DeMolay. Momentos antes de sua morte ele recitou em hebraico algumas palavras: "Nekan Adonai, Chol Begoal" Traduzido: "Vingança Senhor, Abominação a todos!" Existem alguns equívocos quanto algumas datas e uma observação. Felipe, o Belo, juntamente com o apoio do papa Clemente V, ordenou a prisão de todos os líderes, conhecidos como Grão-Mestres, porém só existia um apenas, Jacques DeMolay. Com isso, Jacques DeMolay e três de seus preceptores, Guy D'Auvergnie, Godofredo de Goneville e Hughes de Payraud no ano de 1304 foram presos sob acusações injustas pela guarda Francesa comandada por Guilherme, irmão de Felipe, o Belo. DeMolay passou dez anos sofrendo torturas horríveis para revelar os segredos de sua Ordem, entregar suas riquezas ocultas e denunciar todos os seus Irmãos. Por essas persistências e por ter enfrentado e desprezado o poder da Inquisição, e do Rei, Jacques DeMolay e Guy D'Avergnie foram barbaramente queimados vivos na tarde do dia 18 de Março de 1314. Papa Clemente V Nascido Bertrand de Gouth (1264 - 20 de Abril de 1314) foi Papa entre Junho de 1305 e 1314. Eleito após um longo conclave realizado em Perugia, onde se defrontaram os interesses dos cardeais italianos e franceses.

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