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1828 como redator da

1828 como redator da Sentinella Constitucional da Liberdade, impresso na tipografia da Viúva Serva & Filhos e no ano seguinte como redator de “A Massa de Hercules”, desafeto do O Baiano. Alfredo de Carvalho errou na escrita, no verbete de A Massa... grafou Chagas Castilho. Quanto a Manoel José da Cruz que tanta confiança inspirava aos portugueses do manifesto abaixo assinado referido neste artigo, não há o menor indício. Já, de Antônio Thomaz de Negreiros sabe-se que era homem de negócios, ligado ao mercado de capitais, escreveu um tratado sobre o assunto: “Tratado de Operações de Banco ou Diretório de Banqueiros”, editado em 1817 na Tipografia de Silva Serva. 10 No processo da Guerra da Independência empenhou-se em criar uma Sociedade Patriótica, não teve o apoio dos comerciantes da praia; Silva Maia o considerava omisso e chegou a suspeitar que fosse um agente infiltrado, dizia que estava mais para fomentar intrigas e “semear a cizânia” do que para defender os ideais constitucionais e considerava nesse sentido “o Baluarte mais perigoso do que o finado Constitucional” 11 Negreiros, ao que parece, tentou seguir uma linha menos engajada, representava provavelmente um grupo com interesses divergentes quanto à ideia de alinhamento absoluto com as Cortes de Lisboa. Tanto que foi preso por ordem do General Madeira em maio de 1823 junto com o Antônio Luís Soares, escriba de A Voz da Verdade, dentre outros indivíduos detidos sob a suspeição de serem agentes de dupla função. Nem tanto. Negreiros voltou para Portugal, estabeleceu-se como um próspero fazendeiro, a sua vinícola de Santo Thyrso lhe angariou alguns prêmios pela qualidade dos vinhos, considerados de safra especial. 12 No dia seguinte Em 3 de julho de 1823 a mídia deixou de existir porque não mais existiam as razões que motivaram o seu aparecimento, inclusive 10 Cf. CASTRO, Renato de Castro. A Primeira Imprensa da Bahia e suas publicações. 1811-1819. Salvador: Secretaria de Educação/BA. 1968, p. 142. 11 NILZA, Maria Beatriz Nizza da. Semanário Cívico. Bahia, 1821-1823. EDUFBA. 2008. p. 148-149. 12 Google Books. Jornal da Sociedade Agrícola do Porto, Volume 3. 212 | Rev. IGHB, Salvador, v. 108, p. 201/217, jan./dez. 2013

o Idade D’ Ouro do Brasil por conta da retirada de seu redator o Padre Macedo que embarcou com o General Madeira, assim como Silva Maia, redator do Seminário. Preservou-se a Tipografia da Viúva Serva & Filhos, nenhuma atitude de represália foi tomada pelos brasileiros no calor das comemorações e a euforia da vingança contra estabelecimentos portugueses. Em agosto retomava a sua rotina imprimindo o “Echo da Pátria” e no mesmo ano de 1823 “O Liberal”. Apenas O Independente Constitucional, órgão oficial dos vencedores, continuou a circular, não por muito tempo, até dezembro de 1824. Deixava de ser oposição para ser governista. Reaparece em 2 de agosto de 1823, não mais impresso em Cachoeira, mas em Salvador no mesmo prelo da Tipografia Nacional, instalado num prédio da Rua do Bispo, na Freguesia da Sé (11). Em janeiro de 1825 adotava o nome de Diário O Independente Constitucional, redigido por Francisco José Corte Imperial que administrava a Tipografia Nacional em cargo acumulativo com o de Secretário do Governo. Não via conflito de interesses nisso. Corte Imperial foi preso naquele ano por ordem de José Egídio Gordilho de Barbuda, presidente da comissão militar por preservar a identidade do autor do folheto “Reflexões”, impresso na tipografia. O folheto questionava a legitimidade da comissão para apurar o assassinato do Governador de Armas, Felisberto Gomes Caldeira. O episódio provocou um sério desentendimento entre Gordilho de Barbuda e o presidente da Província Vicente Vianna, foi preciso a intervenção dos ministros da Guerra e do Império para determinar a liberação do jornalista. Enquanto isso o General Labatut, em resposta às acusações de que fora objeto pelo Conselho de Guerra, relativas à sua prisão ocorrida em 21 de maio de 1823 e deposição do comando das tropas, pelos seus próprios subordinados, acusava Montezuma de tê-lo insultado ao lhe entregar uma bandeira de Pernambuco supostamente para honrar o batalhão mais bravo. Acusou também O Independente Constitucional de tê-lo difamado na época e a Miguel Calmon Du Pin e Almeida de ter incitado à folha a censurar escritos em sua defesa. 13 13 Revista do IGHB. n° 65. 1939. Páginas 57 a 124. Rev. IGHB, Salvador, v. 108, p. 201/217, jan./dez. 2013 | 213

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