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REVISTA_DO_INSTITUTO_GEOGRAFICO_E_HISTOR

Dentre essas obras,

Dentre essas obras, encontra-se o Livro de Crônicas do Mosteiro de São Bento da Bahia, um manuscrito cunhado de 1914 até 1934 onde estão registradas, como o nome sinaliza, as crônicas do mosteiro baiano. As crônicas beneditinas estão registradas em um códice com capa de tom escuro medindo: 405mm. x 255mm.; Lombada: 70mm.; Cantoneiras: 55mm, ambas em couro de porco. Já o tamanho do documento é de 31mm.; Dist. entre o papel e a capa: 5mm.; Número de catalogação: 398; mancha escrita no fl. 049r: 349mm. x 203mm. Os registros aparecem no verso e no recto de um papel pautado de baixa gramatura que compõe o manuscrito. Lombada Cantoneiras em couro de porco Figura2: Capa do Livro de Crônicas do Mosteiro de São Bento da Bahia – 1920/1934 Fonte: Arquivo do Mosteiro de São Bento da Bahia 30 | Rev. IGHB, Salvador, v. 108, p. 23-38, jan./dez. 2013

Todos os fólios são rubricados no recto por D. Ruperto Rudolph. O.S.B., Reitor do Gymnasio S. José, que também escreve e assina os termos de abertura e encerramento, ambos datados “26 dias do mês de julho de 1909”. Assinatura de D. Ruperto Figura 3: Recorte do fólio Nº49 do Livro de Crônicas do Mosteiro de São Bento da Bahia – 1920/1934 Fonte: Arquivo do Mosteiro de São Bento da Bahia O códice está em bom estado de conservação, considerada a ação do tempo, apresentando, porém, sinais claros de um restauro recente que é facilmente identificado na percalina que serve para a encadernação e as primeira e última folhas de guarda e retaguarda. Na etiqueta que reveste a lombada do códice tem-se registrado “CRÔNICA // MOST. de S. BENTO // BAHIA // 1920 – 34”, que situa o período de escrita do mesmo (cf. Figura 2). O texto é, porém, iniciado em Janeiro do ano 1914, interrompido em Abril do mesmo ano e retomado no mês de Janeiro de 1920. Acredita-se que tal fato decorre das influências que a primeira guerra mundial tivera sobre os monges beneditinos da época que, em sua grande maioria, eram advindos da Alemanha 1 . 1 Assim como fez o Marquês de Pombal em Portugal, o império brasileiro ordenou o fechamento dos noviciados das ordens religiosas no Brasil, fazendo com que Congregações como a beneditina entrassem em uma forte crise social, política e religiosa. Coube a Frei Domingos da Transfiguração Machado, usando da separação entra a Igreja e o Estado, com o fim do império, a missão de solicitar ao Papa Leão XIII a vinda dos monges alemães que seriam os grandes responsáveis pela reestruturação da Ordem Beneditina, principalmente na Bahia. Rev. IGHB, Salvador, v. 108, p. 23-38, jan./dez. 2013 | 31

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política - Jornal da Metrópole
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