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REVISTA_DO_INSTITUTO_GEOGRAFICO_E_HISTOR

Na nossa história tem o

Na nossa história tem o registro do caboclo na participação da luta pela independência da Bahia, citada por vários historiadores e pesquisadores, participação esta de suma importância nas nossas batalhas pela liberdade. Não obstante, na política baiana e até mesmo nas escolas, a presença no caboclo, personagem muito raramente lembrado, a não ser quando é reverenciado apenas por um costume de celebrar a data maior do estado – 2 de Julho. Vale ressaltar que é uma das poucas tradições baianas em que se conserva alguma coisa, lembrando esta figura humana de expoente valor, da qual somos descendentes direta ou indiretamente. É importante lembrar que o 2 de Julho não é mais a festa cívica de tal importância como outrora, terminou tornando-se uma passarela, um desfile de políticos em campanha eleitoral. Analisando-se que em nosso estado não existe o “caboclismo” em nenhuma das manifestações expostas, nem mesmo na educação básica, o índio e o caboclo aparecem apenas como um personagem lendário na historiografia. A política educacional começou estabelecer nas escolas um estudo sobre a Introdução da História da África, esquecendo de que o país necessita repensar seu passado na historiografia e determinar um rumo para seus valores, que perpassa sobre a consciência sobre a importância do índio e o caboclo na nossa formação étnica e social. Se não temos preocupação com a atividade cultural para um povo, tudo o que se cria é muito vago, com vida prévia, e não se estabelece como memória histórica que mereça registros e estudo. A respeito das instituições culturais pesquisadas, parece-me que há falta de orientação e organização, enfim, de uma gestão política que contribua definitivamente para registros e que se proponha o estabelecer da política editorial. Tudo o que aqui questiono é, na verdade, por estar vivendo numa cidade que é a terceira em número populacional no Brasil e por constatar que nos deparamos com uma pobreza não só sociocultural, mas econômica também, o que tem direta e indiretamente vínculos com o desenvolvimento cultural. Ora, se não dispomos de hábitos de leitura, de instituições que possam competir com o mundo virtual e se atualizar para oferecer boas condições de incentivo à leitura, fica difícil entender e compreender o porquê de não enfrentarmos o desafio de nos organizarmos para mudar o rumo da história cultural e passarmos de simplesmente uma colônia em atraso e defasada de conhecimento. 52 | Rev. IGHB, Salvador, v. 108, p. 47/53, jan./dez. 2013

Não é ainda resposta para a falta de política cultural, mas um embrião, ainda que pequeno, para a questão de políticas que envolvem situações socioeconômicas, culturais, tecnológicas, participação e parcerias para o fechamento de uma problemática: o quê, para quê e por quê? Se não dispomos de uma política cultural, como falar em editar? O que temos de pronto para publicações para um futuro incerto como o que esta cidade nos apresenta? A política de editorial entraria em questão se todo exposto tivesse objetividade, mas o que pude observar é que nada mais há a fazer do que aguardar uma tomada de consciência sociopolítica. Referência AULETE, Caldas. Dicionário contemporâneo da língua portuguesa. 4 ed. Rio de Janeiro: Delta, 1958. FALCÃO, Edgard de Cerqueira. Isto é a Bahia. São Paulo: Melhoramentos, [s.d.] 166p. il. SALVADOR. Prefeitura Municipal. Cartas do Senado. Salvador: Prefeitura Municipal do Salvador, [s. d.]. 6 v. (Documentos Históricos do Arquivo Municipal). SILVA, Ignácio Accioli de Cerqueira e. Memórias históricas e políticas da Bahia. Bahia: Imprensa Oficial do Estado, 1919. 6 v. Rev. IGHB, Salvador, v. 108, p. 47/53, jan./dez. 2013 | 53

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Um serviço de doações que não beneficia quem precisa e repassa
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