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REVISTA_DO_INSTITUTO_GEOGRAFICO_E_HISTOR

am sobre sua

am sobre sua importância na história da Bahia e nos Estudos Afro-Brasileiros, mas dizem que ele não recebe a atenção merecida neste assunto e ainda tem poucas discussões sobre os trabalhos dele 5 . O evento discutiu as particularidades de Carneiro como um acadêmico baiano, incluindo sua participação no Partido Comunista do Brasil (PCdoB), sua identidade como um mestiço e sua abordagem nos terreiros de candomblé. Eu também colocaria seu ceticismo, o da teoria da democracia racial e seus livros sobre a reconstrução da história afro-brasileira. Esta explicação de candomblé e a participação de Carneiro nos Estudos Afro-Brasileiros facilitam nosso entendimento em relação ao ponto de vista que Landes tinha quando chegou na Bahia em 1938. A identidade de Landes como americana, mulher e antropóloga de Columbia, se diferenciou dos acadêmicos brasileiros Carneiro, Ramos e Freyre. Landes cresceu numa família judia, imigrante, com um pai socialista. Após concluir a graduação da New York University (NYU), ela trabalhou como assistente social num bairro principalmente negro, o Harlem, em Nova York. Ela comentou numa palestra que “eu socializei, ou meus pais socializaram, em círculos que incluíam estudiosos, artistas, sindicalistas, jornalistas, todos negros” (Landes Palestra: 4*). Ela começou sua pesquisa como antropóloga de doutorado na Universidade de Columbia com um foco nos papéis de gênero numa comunidade indígena norteamericana, o Ojibwa. Seus livros influentes, Sociologia Ojibwa, As Mulheres Ojibwa, e A Cidade das Mulheres evidenciaram “[...] os papéis, anteriormente esquecidos, o das mulheres, como indivíduos, o lugar que ocupavam na sociedade” (Nord: 5*). Como seus mentores no doutorado, Franz Boas e Ruth Benedict influenciaram muito o trabalho de Landes. Boas, como “o pai da antropologia americana”, transformou a disciplina com uma focalização na evolução cultural e o “ponto de visto nativo”. Ele enfatizou o trabalho de campo empírico, relativismo cultural e aculturação como “um resultado do crescimento dos ‘contatos entre culturas’ caracterizados pelo 5 Dentre outros participantes do evento, incluem-se a Profa. Alessandra Carvalho da Cruz (UCSal), o Prof. Cláudio Luiz Pereira (CEAO, UFBA) e a Profa. Marluce Macedo (UNEB). Em total, houve 70-100 participantes no evento e o curso discutiu várias “Personalidades Negras” ao longo da semana. Para mais informaçnao, accessa www.ighb. org.br. 86 | Rev. IGHB, Salvador, v. 108, p. 77/106, jan./dez. 2013

mundo moderno” (Cole 2003: 91*). Na teoria principal de Ruth Benedict no seu livro Padrões de Cultura, ela argumentava que todos os aspetos de cultura são sujeitos às emoções e os padrões básicos do povo naquela cultura. Esta suposição foi conhecida como configuralismo e foi criticada como determinismo cultural, por causa da intenção de que coubessem todos os elementos duma cultura em termos lógicos e consistentes. Uma parte do doutorado de antropologia na Universidade de Columbia incluía pesquisa de campo numa cultura estrangeira. O ambiente dessas culturas novas frequentemente distraía os pesquisadores das intenções originais das orientações fornecidas por Boas. Uma carta de Ruth Benedict a Landes depois que ela voltou da Bahia demonstra a maneira pela qual as pesquisa e as conclusões de Landes serviram para a criação da “ciência de cultura” da antropologia de Boas (Healey 1998: 91). Benedict escreveu, Estou bem animada sobre o que você escreveu de suas sacerdotisas vudu... Pode determinar se grupos indígenas nestas regiões foram expostos aos negros e possivelmente influenciados? Este estudo na Bahia tem que ser usado na reportagem do Conselho SA, com a maior ênfase nas repercussões no povo índio nativo (mas claro que isso não é sua ênfase na reportagem sobre a cultura baiana). Como é a cultura material? Você está prestando atenção se a influência negra está alastrando-se à Amazônia? (RB a RL, 12/1/1939, NAA*). A atitude de Benedict enfatizou o primitivismo das “sacerdotisas vudu” e uma grande ênfase nas populações indígenas em vez da população afrodescendente. “Primitivismo” nessa época se referia à ideia de que o homem antigo (ligado aos índios americanos) tinha uma pureza nas civilizações simples, corrompida depois nas complexidades e inovações da vida moderna. Esta teoria procurou pesquisar os elementos africanos da cultura brasileira em comparação com a cultura europeia, para entender o processo de contatos de raças em países com uma variedade de raças. Com frequência, pesquisas antropológicas nessa época tinha ideias pré-concebidas para caber nos padrões e filosofias. Landes Rev. IGHB, Salvador, v. 108, p. 77/106, jan./dez. 2013 | 87

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Um serviço de doações que não beneficia quem precisa e repassa
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