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a historia de israel no antigo testamento

iqueza que cobiçava

iqueza que cobiçava para si mesmo, está indicada em 1 Reis 22.39, onde se faz referência a uma "casa de marfim". O marfim descoberto pelos arqueólogos nas ruínas de Samaria pode muito bem ser do tempo de Acabe. Enquanto Onri pôde ter introduzido Baal, o deus de Tiro, em Israel, Acabe promoveu o culto a este ídolo. Em sua grande cidade capital, Samaria, construiu um templo a Baal (1 Reis 16.30-33). Centenas de profetas foram levados a Israel para fazer do baalismo a religião do povo de Acabe. Em vista disto, Acabe ganhou a reputação de ser o mais pecador de todos os reis que tinham governado Israel. Elias foi o mensageiro de Deus nesta época de franca e aberta apostasia. Sem nenhuma informação concernente a seu chamamento ou a seu passado, emergiu subitamente de Gileade e anunciou uma seca 207 em Israel que terminou somente por sua palavra. Durante três anos e meio (Tg 5.17) Elias ficou recluso. Enquanto faltava a água no ribeiro de Querite, Elias foi alimentado por corvos. O resto deste período foi cuidado por uma viúva em Sarepta 208 , cujas provisões foram miraculosamente multiplicadas a diário. Outro grande milagre executado foi a cura do filho da viúva. Enquanto persistiu a fome em Israel, ocorreram drásticas repercussões. Incapaz de localiza a Elias, Jezabel matou alguns dos profetas do Sf, porém Obadias, o mordomo de Acabe, protegeu uma centena deles, escondendo-os em cavernas e ocupando-se de seu bem-estar. Por todo Israel e nas cidades circundantes, se produziu uma busca intensiva de Elias, mas não pôde ser achado. Então o profeta retornou a Israel e demandou a Obadias que o levasse ante Acabe. Quando o rei culpou Elias do que agoniava a Israel, o corajoso profeta repreendeu a Acabe e a sua família por descuidar os mandamentos de Deus e por cultuar a Baal. Com Elias dando ordens, acabe admoestou os 450 profetas de Baal e os outros 400 profetas de Asera que eram apoiados por Jezabel. Como a fome assolava Israel e prevalecia sobre toda a nação, foi necessário tomar uma ação decisiva. Com todo Israel e os profetas reunidos no monte Carmelo, Elias valorosamente confrontou o povo com o fato de que não podiam servir o Senhor e Baal ao mesmo tempo. Os profetas de Baal foram desafiados para que conseguissem chuva de seu deus, ao queimá-lhe ofertas preparadas. Desde a manhã até bem tarde, cumpriram em vão rituais, enquanto Elias ridicularizava seus inúteis esforços. Elias, então, reparou o altar de Deus, preparou o sacrifício, o molhou com água e implorou a Deus para uma divina confirmação. A oferta foi consumida, e todo Israel reconheceu a Deus. imediatamente, os falsos profetas foram executados no ribeiro de Quisom. Após Elias ter permanecido em oração no topo da montanha, advertiu a Acabe que a chuva tão longamente esperada começaria logo. A toda pressa, Acabe realizou a viagem de 24 km a Jizreel, de carro, porém Elias, a pé, o precedeu. Acabe subministrou a Jezabel um informe de primeira mão dos acontecimentos do monte Carmelo. Imediatamente, ela ameaçou Elias. Afortunadamente, ele recebeu a notícia com 24 horas de antecipação. Embora ele tinha desafiado corajosamente as centenas de falsos profetas o dia anterior 209 , se dirigiu à fronteira mas próxima num esforço por abandonar Israel. Indo para o sul, deixou ser servo em Berseba e continuou uma jornada de um dia de duração mais longe, onde descansou sob um zimbro e orou para poder morrer. Um mensageiro angélico o proveu de refresco e o desalentado profeta recebeu instruções de continuar até o monte Horebe. Ali teve uma divina revolução, lhe foi dada a certeza de que havia 7000 em Israel que não haviam aceito o baalismo, e lhe deu uma missão tripla: ungir Hazael como rei da Síria, Jeú como rei sobre Israel e nomear Eliseu como seu próprio sucessor. Quando Elias retornou a Israel, transmitiu a chamada de Deus a Eliseu mediante a transferência de seu manto. Eliseu, então, se converteu em seu colaborador. 207 Para a comprobação desta seca na história da fenícia, ver "The World of the Old Testament". p. 198 208 é interessante notar que Deus não necessitava afastar Elias do ponto do perigo. Sarepta estava situada entre Tiro e Sidom, que era freqüentemente visitada por Jezabel. 209 Ver E. Meyer, "Geschichte des Alíertums" II, 2 (1931), 332. 126

Mediante uma diplomacia efetiva e favoráveis tratados, Acabe esteve em condições de manter pacíficas relações com os países do entorno até a última parte de seu reinado. Não se menciona a razão do ataque da Síria contra o reino ressurgido de Israel (1 Rs 20.1-43). Talvez o rei sírio levou vantagem de Israel após que o país tiver padecido a fome. também é possível que a ameaça assíria motivasse uma ação agressiva de Ben-Hadade naquele tempo 210 . apoiado por trinta e dois reis vassalos, os sírios puseram cerco a Samaria. Avisado por um profeta, Acabe empregou seus governadores de distrito para montar uma força de 7000 homens para um ataque por surpresa. Com o apoio de tropas regulares, os israelitas desfizeram os sírios, que tiveram grandes perdas em homens, cavalos e carros de batalha. Ben-Hadade apenas se conseguiu fugir com vida. Os sírios voltaram a lutar contra Israel novamente na seguinte primavera, de acordo com o aviso do profeta feito a Acabe. Com uma brilhante estratégia, Acabe derrotou uma vez mais a Ben-Hadade. Embora estava grandemente superado em número, Acabe acampou nas colinas, carregou com repentina fúria e ganhou uma decisiva vitória na captura de Afeque, 5 km ao leste do mar da Galiléia 211 . Ben-Hadade foi capturado, porém Acabe o deixou em liberdade e inclusive lhe permitiu estabelecer seus próprios termos e condições de paz, mediante as quais algumas cidades foram devolvidas a Israel e os direitos do comércio foram dados aos vitoriosos em Damasco. Este generoso e benévolo tratamento de Israel a seu pior inimigo era parte da política exterior de Acabe de estabelecer alianças amistosas com as nações circundantes. Acabe pôde ter antecipado a agressão assíria, e assim o tratado de Afeque representava seu plano para reter a Síria como estado-tampão amistoso. Acabe falhou em reconhecer ante Deus esta grandiosa vitória militar (1 Rs 20.26-43). Em rota a Samaria, um profeta lhe lembrou de forma dramática que um soldado ordinário perde o direito a sua vida a causa da desobediência. Portanto, quanto mais o rei de Israel, que não tinha cumprido sua comissão quando Deus lhe assegurou a vitória. A ominosa advertência do profeta estragou a celebração da vitória de Acabe. O encontro final entre Elias e Acabe teve lugar na vinha de Nabote (1 Rs 21.1-29). Frustrado em seu intento de comprar aquela vinha, a decepção de Acabe foi logo aparente para sua esposa Jezabel. Esta não sentia o menor respeito pela lei israelita e desatendeu a rejeição consciente de Nabote de vender sua propriedade herdada, nem sequer a um rei. Acusado por falsas testemunhas, Nabote foi condenado pelos anciãos e apedrejado. Acabe teve pouca oportunidade de desfrutar sua cobiçada propriedade. Valentemente, o porta-voz de Deus inculpou Acabe de ter derramado sangue inocente. E ainda quando Acabe se arrependeu, o juízo somente foi amenizado e posposto para que acontecesse após a morte de Acabe. Embora não se mencione na Escritura, a batalha de Qarqar (853 a.C.) teve uma grande significação, o bastante para ser narrada nos anais assírios, acontecendo durante a trégua de três anos entre a Síria e o Israel (1 Reis 22.1). os assírios, sob Assurnasirpal II (883-859 a.C.), tinham estabelecido contatos com o Mediterrâneo, mas evitado qualquer agressão para a Síria e o Israel. Salmaneser III (859-824 a.C.), não obstante, achou oposição. Após tomar numerosas cidades ao norte de Qarqar, os assírios foram detidos em seu avanço por uma forte coalizão, a qual Salmaneser registrou numa inscrição monolítica, como se segue: Hadade-ezer (Ben-Hadade) de Damasco tinha 1200 carros de combate, 1200 cavalheiros e 20.000 homens de infantaria; o rei Irhuleni de Hamate contribuiu com 700 carros, 700 cavalheiros e 10.000 soldados de infantaria; Acabe o israelita subministrou 2000 carros e 10.000 infantes 212 . Embora a Acabe não se atribui ter possuído nenhuma cavalaria, é lembrado por ter feito a grande contribuição dos carros de combate utilizados em Israel, a maior conhecida desde os tempos de Davi. 210 Ver E. Kraeling, "Aram and Israel". Columbia University Oriental Studies, Vol H (1918), p. 51. 211 Para a localização de Afeque, ver F. M. Abel, "Geographie de Palestine" (Park 1938), Vol II, p. 246 212 Pritchard, op. cit., pp. 276-281. 127

Patriarcas E Profetas por Ellen G. White [Novo Edicao]