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a historia de israel no antigo testamento

espeito que lhe

espeito que lhe deviam. Este incidente deu ocasião aos pronunciamentos paternais de maldições e bênçãos feitas por Noé (9.20-28). O veredicto de Noé foi profético em seu alcance. Antecipou a pecaminosa atitude de Cão refletida na linha de Canaã, um dos quatro filhos de Cão 16 . Séculos mais tarde, os ímpios cananeus foram objeto do severo juízo com a ocupação de suas terras pelos israelitas. Sem e Jafé, os outros filhos de Noé, receberam as bênçãos de seu pai. Sendo uma só, racial e lingüisticamente, a raça humana permaneceu num lugar por um período indefinido (11.1-9). Sobre a planície de Sinar, empreendeu o projeto de construir um tremendo edifício. A construção da Torre de Babel representava o orgulho nos logros humanos ao mesmo tempo em que um desafio do mandado de Deus para povoar a terra. Deus, que continuamente tinha demonstrado interesse pelo homem, constantemente, desde sua criação, não podia ignorálo então. Aparentemente a torre não foi destruída, porém Deus terminou com a tentativa por meio da confusão das línguas. Isto deu como resultado a dispersão da raça humana. A distribuição geográfica dos descendentes de Noé se dá num breve sumário (10.1-32). Esta genealogia, que representa uma longa era, sugere áreas para as quais emigraram as diversas famílias. Jafé e seus filhos situaram-se nas proximidades dos mares Negro e Cáspio, estendendose para o oeste na direção da Espanha (10.2-5). Muito verossimilmente os gregos, os povos indogermânicos e outros grupos relacionados por parentesco entre si, descendem de Jafé. Os três filhos de Cão desceram para a África (10.6-14). Subseqüentemente, se espalharam para o norte e para as terras de Sinar e da Assíria, construindo cidades tais como Nínive, Calá, Babel, Acade e outras. Canaã, o quarto filho de Cão, se estabeleceu ao longo do Mediterrâneo, estendendo-se desde Sidom a Gaza a para o leste. Embora camitas de origem racial, os cananeus utilizavam uma língua muito relacionada de perto com a dos semitas. Cão e seus descendentes ocuparam a área norte do Golfo Pérsico (10.21-31). Elão, Assur, Arã, e outros nomes de cidades estavam associados com os semitas. Depois de 2000 anos a.C. tais cidades como Mari e Naor se fizeram centros sobressalentes de cultura dos semitas. Para concluir o período dos princípios, o fim dos desenvolvimentos se reduz para os semitas (11.10-32). Por meio de uma estrutura genealógica que utiliza dez gerações, o registro finalmente se enfoca sobre Taré, que emigrou desde Ur a Harã. O clímax é a apresentação de Abrão, depois conhecido como Abraão (Gn 17.5), que encarna o começo de uma nação escolhida, a nação de Israel, que ocupa o centro de interesse em todo o resto do Antigo Testamento 17 . 16 H. C. Leupold, "Exposition of Genesis" (Grand Rapids, Baker, 1950), Vol I, pp. 349-352. 17 Em nenhuma parte indicam as Escrituras quanto tempo se passou em Gênesis 1-11. Em conseqüência, isto fica como um problema para sua investigação. Byron Nelson coloca de relevo que sem tomar em consideração qual data pode darse, aproximadamente, para o começo da raça humana, isso ainda continua estando dentro do alcance do relato bíblico. Para esta "visão sem limites", ver seu livro "Icone Abraham: Prehistoric Man in Biblical Light (Mineapolis, Augsburg Publishing House, 1948). A respeito de uma recente discussão do antigo Próximo Oriente, ver R. K. Harrison, "Introduction to the Old Testament" (Grand Rapids, W. Bem. Ferdmans Publishing Co., 1969), pp. 145-198. 14

• CAPÍTULO 2: A IDADE PATRIARCAL O mundo dos patriarcas tem sido por ponto focal do intensivo estudo das recentes décadas. Novos descobrimentos iluminaram as narrações bíblicas, ao subministrar um extenso conhecimento das culturas contemporâneas do Próximo Oriente. Geograficamente, o mundo dos patriarcas está identificado como o do Crescente Fértil. Estendendo-se para o norte desde o Golfo Pérsico, ao longo das correntes do Tigre e do Éufrates e suas bacias, e depois para o sudoeste através do Canaã para o fértil Nilo e seu vale, esta zona foi o berço das civilizações pré-históricas. Quando os patriarcas surgem na cena, no segundo milênio a.C., as culturas da Mesopotâmia e o Egito já ostentavam de um passado milenar. Com Canaã como o centro geográfico dos começos de uma nação, o relato do Gênesis está inter-relacionado com o ambiente de duas precoces civilizações que começam com Abraão na Mesopotâmia e terminam com José no Egito (Gn 12 – 50). O mundo dos patriarcas Os começos da história coincidem com o desenvolvimento da escritura no Egito e na Mesopotâmia (por volta de 3500-3000 a.C.). os descobrimentos arqueológicos nos proporcionaram uma perspectiva que diz respeito às culturas que prevaleceram durante o primeiro milênio a.C. o período 4000-3000 a.C., ou a chamada idade Calcolitica, está usualmente considerado como civilização com escassez de materiais escritos. As cidades estratificadas de tais tempos indicam a existência de uma sociedade organizada. Conseqüentemente, o quarto milênio a.C., que revela a primeira criação de grandes edifícios, estabelece os limites da história em termos aceitáveis para o historiador. O que se conhece das civilizações precedentes é denominado, com freqüência, como pré-histórico. ESQUEMA 1: CIVILIZAÇÕES DOS TEMPOS PATRIARCAIS * Egito Vale do Nilo Pré-histórico - antes do 3200 Período primitivo - 3200- 2800 Egito unido sob as I y II dinastias. Antigo Reino - 2800-2250 Dinastias IV-VI - grandes pirâmides - textos religiosos Declive y ressurgimento - 2250-2000 Dinastias VII-X Dinastia XI - poder centralizador em Tebas Palestina e Síria 2100 a.C. Vale do Tigre-Eufrates e Ásia Menor Cultura suméria - 2800-2400 - primeira literatura na Ásia - tumbas reais - o poder estendido até o Mar Mediterrâneo Supremacia Acádia - 2360-2160 - Sargão, o grande rei - invasão gutiana - pt. 2080 Reinado Médio - 2000-1780 15

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